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O PROCESSO HISTÓRIO DA EDUCACÃO BRASILEIRA

Síntese
A escola que temos é a escola que queremos?

Para respondermos esta pergunta é necessário estarmos despojados de antigos


conhecimentos sobre estória, arraigados em nós como verdades, transmitidos por
professores que não tinham outra escolha senão reproduzir o que lhe fora ensinado em
seus cursos de especialização e em conformidade com o momento educacional de nosso
período escolar. Precisamos compreender que o atual Sistema Educacional é resultado
da evolução da História da Educação no Brasil como representação de suas
transformações, estruturações e modificações vinculadas ao contexto histórico, social,
econômico, político e a evolução humana.
A educação no Brasil teve início no período colonial e com maior ênfase após a
instalação do Governo Geral, que necessitava de mão de obra escrava para exploração
da colônia, forçando o processo de domesticação dos índios pela imposição da catequese
realizada pelos Jesuítas. A conversão cristã foi à primeira forma de instrução brasileira,
sendo estendida aos filhos dos colonos. No entanto aos índios limitava-se o aprendizado
da língua portuguesa e o mínimo para realização do trabalho de forma dócil e aos filhos
dos colonos era oferecida instrução “escolar” com subsídios para continuidade da
representação e domínio da elite (nobres cristãos), tem início neste período à diferença
social no oferecimento da instrução.
É indispensável destacar a importância dos colégios Jesuíticos de responsabilidade
da Igreja e precursores do primeiro sistema educacional brasileiro e regulamentado pelo
Ratio Studiorum (30 conjuntos de regras com objetivo de orientar, organizar e administrar
de forma hierárquica os relacionamentos no ambiente escolar). Estes colégios foram
instalados nas regiões mais povoadas da colônia, com responsabilidade por ministrar o
curso elementar, humanidades (ensino secundário) e Superior de Teologia.
No Brasil a educação foi direcionada pelos Jesuítas até a segunda metade do
século XVIII, quando tem início o Período Pombalino,estruturando mudanças econômicas
e educacionais para Portugal e refletindo nas colônias.
O Marques de Pombal era um nobre influente e sua reforma foi caracterizada pelo
fim das capitanias hereditárias, criação da compania do comércio para fortalecer a
indústria nacional de maneira a diminuir a dependência econômica, influenciado pela
revolução industrial e impulsionado pela Inglaterra que despontava como potência.
Na área da educação à Reforma Pombalina foi responsável pelo fechamento dos
colégios e expulsão dos jesuítas. Pela primeira vez ocorre uma ruptura histórica no
modelo educacional brasileiro, com a influência de leigos e subordinados ao ESTADO, a
instrução voltada para elite, com regras estabelecidas pela coroa para o desenvolvimento
do ensino, agora público. No entanto os colégios de outras ordens religiosas e a escola
com aulas régias de natureza científica e com disciplinas distintas, autônomas e isoladas,
não garantiram a continuidade e a expansão das escolas no Brasil.
A atuação das escolas no período Pombalino, não se comparava as escolas
Jesuíticas, que por sua estrutura educacional foi consideradas como melhor Sistema de
Ensino, direcionando a educação brasileira a um período de estagnação e a Primeira
Reforma do Ensino no Brasil.
A educação passa a ser questão de Estado e considerada pela maioria da
população com desnecessária. Pois em um país com bases agrícolas e escravistas a
escola não oferecia suficientes atrativos, pois objetivava ensino para elite minoritária.
Como resultado desta reforma ocorre uma fragmentação do sistema educacional
que chega ao fim com a queda do Marques de Pombal e chegada da Família Real ao
Brasil. A instalação da família real no Brasil atende a interesses econômicos, ou seja, o
Brasil almejava transferir sua dependência de Portugal para potência protetora: Inglaterra,
que almejava destituir a família real e apropriar-se do Brasil e de sua exploração. E o país
subjugado por este interesse formaliza a proclamação da Independência declarando sua
emancipação política e com ela a instalação do governo português no Brasil.
O estado português foi transferido para o Brasil em sua totalidade burocrática e
com ele chega: a corrupção, subornos, excesso de funcionários dentre outras práticas
políticas subversivas que se firmaram e perduram até hoje.
A Imposição Portuguesa impediu o que o Brasil tivesse o direito de construir seu
próprio Estado de acordo com suas necessidades e peculiaridades.
No entanto a vinda da família real foi responsável por profundas mudanças
especialmente no âmbito educacional brasileiro, ocorre nesta época a nossa evolução
cultural, estabelecendo uma sede para administração do Reino e com ela o provimento de
novos empregos e a criação de cursos e instituições de ensino. A política educacional
exigiu investimentos na imprensa, anteriormente proibida, fundação de escolas de ensino
superior (universidades), que posteriormente foram às responsáveis pela nossa
emancipação cultural de Portugal. O período Joanino também beneficiou o ensino
superior, sendo D. João considerado o seu fundador, estabelecendo o controle do Estado
sobre a Educação Formal, sendo o primeiro a ter iniciativas para organizar a instrução
primária.
Durante o período imperial as relações entre o Estado e a Educação no Brasil
foram marcadas por rupturas na aplicação da instrução pública, principalmente a primária.
Com o Ato adicional de 1834 foram implantados prédios próprios para instrução
atendendo as necessidades da população que urbanizada interessava-se pela instrução
nas províncias. As organizações dos Liceus de ensino secundário entraram em declínio,
resultados da deficiência das aulas avulsas e exigência de exames para acesso ao ensino
Superior. Não houve a preocupação com a estruturação das escolas de primeiras letras.
O século XIX caracteriza a centralização do poder do ESTADO no processo
educacional e na reordenação da política e econômica da sociedade. E como
conseqüência deste fortalecimento, foi criado o Conselho de Estado enfraquecendo os
governos provinciais. Ao final deste século o império não atendia mais os anseios e
interesses capitalistas da Inglaterra impondo ao Brasil dependente em 1889 a
Proclamação da República Brasileira.
A república velha conhecida com a república do “Café com Leite” representava os
interesses da classe média em ascensão formada pelas oligarquias dos estados de São
Paulo e Minas Gerais, controladoras da política, que utilizando o voto de cabresto,
alternavam-se no poder. No entanto as constantes crises do setor cafeeiro e queda da
exportação direcionam o país para expansão industrial e urbanização, surge outra classe
social (operários), favorecendo o progresso do estado São Paulo, e esta urbanização gera
um aumento populacional e na demanda pelo ensino público.
A educação continua a privilegiar as classes dominantes, marginalizando a
população e os ideais da República de Liberdade e Igualdade adquirem uma conotação
histórico/fantasiosa.
Muitos investimentos na área da educação são fortalecidos pelo crescimento
populacional e várias reformas são estabelecidas na tentativa de melhorar o ensino,
influenciadas pelo humanismo clássico e científico.
Em 1890 o decreto nº 27, estabelece a reformulação do programa de estudos da
Escola Normal e as primeiras indicações para o cargo de Diretor. A lei nº 88 institui três
graus de ensino: Primário (Preliminar e Complementar), Secundário e Superior como
prioridade.
Em 1894 surgem os Grupos Escolares (templo de civilização), como representação
dos ideais republicanos ,dividindo os interesses do Estado & Igreja pelo domínio da
população. Ao estado compete à instrução e a Igreja a religiosidade (Fé).
O estado moderno oferece o ensino seriado, classes homogêneas no mesmo
prédio, método pedagógico moderno e um Diretor representante do Estado ou Governo
incumbido de garantir as reformas educacionais sendo os propagadores de valores e
interesses políticos republicanos.
As estruturas dos Grupos escolares expandiram na capital e interior, coexistindo
com as instituições escolares da época, elevando o interesse e a demanda pelo ensino
público, como solução para estes fatores, a Lei Sampaio Dória reduz o tempo de
escolaridade, surge à escolarização rápida para todos, com obrigatoriedade da freqüência
escolar, mas sem ampliação de investimentos neste setor.
A Educação passa a ser considerada como maior e mais importante fator para o
desenvolvimento e transformação social. Embora a lei Sampaio Dória tenha sido
considerada reformadora da instrução pública, foi com o inicio da 2ª República ou Era
Vargas que aconteceram as principais e importantes reformas educacionais brasileiras.
O ano de 1930 intensificou as mudanças na de relação Estado e Sociedade,
fortalecendo a centralização do poder do estado apoiado pelas oligarquias não
pertencentes a São Paulo ou Minas Gerais que articulam o golpe 1937 instaurando o
Estado Novo impondo ordem institucional contra o regionalismo. O país que
economicamente estava em transição do modelo agrário para industrial fortalecido pelo
capitalismo estabelece mobilidade social, reestruturando a sociedade.
Neste contexto a educação pautada no ideal republicano é reconhecida como
instrumento de inserção social, direcionando os interesses políticos de progresso,
promoção e reconstrução nacional, favorecendo as discussões sobre a educação e seu
novo papel social.
O movimento da escola Nova defendia uma escola pública (laica) para todos em
oposição aos métodos tradicionais da Igreja, direcionado a um Plano de reconstrução
nacional denominado Manifesto dos Pioneiros, pautado na dicotomia entre os direitos do
Estado e Igreja em gerir a educação. Intensificam-se os interesses pelo direcionamento
do sistema educacional e com a Reforma Francisco Campos a mais ampla reforma
educacional, os diferentes segmentos do ensino foram contemplados, estabelecendo
mudanças como: estatuto das Universidades, organização do ensino secundário, escola
elementar com formação para o trabalho e a criação do Ministério da Educação.
A expansão e crescimento populacional e a nova posição da educação frente à
sociedade estimula a procura pelo ensino público, surgem movimentos populacionais
organizados de reivindicação a este direito, justificado pela exclusão escolar e objetivando
a inserção social através da escola e a reconstrução nacional.
A educação que deveria ser direito de todos, continua a ser controlada e direcionada para
atender aos interesses da elite. O país continua a ter o seu desenvolvimento econômico
atrelado aos interesses do capital estrangeiro e novos embates foram realizados sobre
educação, direcionando a ampliação pelo acesso a educação. E em 1946 é promulgada
uma nova Constituição, encaminhada em 1948 para a câmara, e devido divergências
políticas e conflitos de interesses foi aprovada em 1961.
A primeira LDB – Lei nº4024/61) regulamentava as diretrizes educacionais para
Educação e sua representatividade (Estado/União), estabelecendo direitos do poder
público /privado no ensino, não garantiu a gratuidade, favorecendo o setor particular
supervisionado pelo Estado, não alterou a estrutura do ensino e criou a Universidade
Nacional. A educação adquiriu um contexto de representatividade do momento político
que rege a sociedade e seus interesses passam a ser direcionados por lideranças
políticas decorrentes da internacionalização e capital estrangeiro que se aliam ao
Governo e estabelecem acordos “MEC-USAID” para reorganizar o sistema educacional
brasileiro (Reforma das Universidades). Surge a UNE em contraposição ao controle
estrangeiro na educação organizando movimentos sociais que denunciavam a injeção de
investimentos e engessamento da educação pelo Banco Mundial/USAID que
permanecem até hoje no controle da educação brasileira. A lei nº5.540/68 substituiu a
nº4024/61e promoveu a reforma universitária fixando a organização do ensino Superior. E
a lei nº5692/71 direcionava o ensino profissionalizante, ampliando a obrigatoriedade
escolar para oito anos fundindo o primário e o ginásio e extinguindo o exame de
admissão. Com objetivo de favorecer a classe média atendendo aos apelos internacionais
da “teoria do capital humano”, a educação estimula a qualificação para o mercado de
trabalho, massificação escolar resultando a diminuição de inserção ao ensino Superior.
O cargo de Diretor começa a exigir funções prioritariamente burocráticas de
administrador e coordenador de sua equipe, com a incumbência de atender aos
programas e regulamentos estabelecidos pelo Estado vinculados aos interesses do Banco
Mundial, destituído do direito de expressar sua opinião e articulando seu trabalho nas
esferas internas e externas desta instituição. Nesta perspectiva é possível afirmar que a
gestão escolar reproduz conceitos capitalista de qualificação para a produção reflexo do
Utilitarismo.
Com o final da Ditadura os anos 80 e 90 são marcados pelos movimentos sociais,
e o Estado mantém seu poder retirando da população o acesso aos recursos públicos,
fortalecendo entidades como (CUT, ANDES, ANDE, CNTE e PT).
As concepções políticas permanecem inalteradas com a instauração da Nova
República, que possui suas bases apoiadas na desigualdade entre classes sociais. Sendo
a política educacional dos anos 80 base para a reforma de 1990 estabelecida pela Lei
nº9394/ 96 instituída com o objetivo de alterar a maneira de legislar, no entanto era
fragmentada para favorecer as questões importantes e momentos políticos, "enxuta”,
"minimalista" e com brechas a serem preenchidas nos momentos oportunos, não
esclarecendo sobre a autonomia da escola.
Em pleno século XXI podemos dizer que estamos vivendo uma Democracia?
Estamos vivendo um Governo em que o povo exerce a Soberania?
Atualmente vivemos um momento em que a globalização e privatização, reflexos
do capitalismo, nos impulsiona cada vez mais para o mercado de trabalho competitivo,
onde nossa capacidade e formação são avaliadas por nossas habilidades e
competências, para podermos viver momentos democráticos singulares em nossa vida
particular.
Quanto a Educação, esta continua a ser excludente da população que é
discriminada por sua condição social ou racial, mas com direito aos “benefícios” de
programas educacionais, que lhes determinam quantias em dinheiro ou cotas de estudo
veladas pelas políticas públicas de erradicação do analfabetismo e apoio a educação,
enquanto uma parcela substancial destas verbas é desviada, pelos políticos que
herdaram dos antepassados portugueses esta prática tão vergonhosa.
Para participação destes programas é possível ter o direito a ser democrático:
aceitar ou não esta ajuda, oferecida pelas elites governamentais e subsidiada pelo capital
estrangeiro amplamente difundido em nossa sociedade.
A solução seria: reformas educacionais, econômicas, políticas e sociais no país?
Seria uma escola pública para todos propiciando o ensino de qualidade?
É preciso ocorram mudanças.
Eu acredito e você?
Utopia, talvez...
É preciso acreditar que é possível transformar a educação

Mudar é difícil, mas é possível.


(Paulo Freire)

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