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Aula I – O Direito Administrativo: origem, fontes e conceitos

Conforme explicado, a intenção do curso é ser o mais objetivo possível, sem perder, claro, a qualidade e a profundidade requeridas nos concursos públicos. Por esse motivo, em alguns instantes, será efetuado um “passeio” um pouquinho mais longo.

As aulas serão mais extensas que as de costume, isso porque há a necessidade de avançarmos em vários tópicos do edital em cinco aulas. Isso, obviamente, não prejudicará a qualidade do trabalho.

Ainda quanto ao método, nesse curso teremos questões sem comentários vindo antes, para treinamento, e depois os comentários para simples conferência. Isso possibilitará que o aluno teste seu conhecimento antes de ler os comentários, se assim desejar.

Além disso, no final do tópico, será lançado um desafio para a prova subjetiva, apesar de os amigos encontrarem, no pacote, curso específico na área de discursivas.

Sugerimos que seja dada atenção especial aos itens e às questões em que tenham falhado, pois há uma tendência natural de fixarmos o que não entendemos.

No mais, vamos dar início ao primeiro tópico. Nesse capítulo, serão vistos os seguintes assuntos (dois tópicos do edital):

Origens históricas do Direito Administrativo;

conceito;

objeto;

e fontes do Direito Administrativo

E

Regime Jurídico da Administração

Princípios da Administração.

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Parte I – Origem, fontes, conceito

QUESTÕES EM SEQUÊNCIA

1) (Cespe – MCT/FINEP – Cargo 1/2009) Por ser um ramo do direito público, o direito administrativo não se utiliza de institutos do direito privado. (Certo/Errado).

2) (2008/Cespe – TJDFT – Cargo 1) Para a identificação da função administrativa como função do Estado, os doutrinadores administrativistas têm se valido dos mais diversos critérios, como o subjetivo, o objetivo material e o objetivo formal. (Certo/Errado)

3) (2009/Cespe – SEFAZ/ES – Auditor Fiscal) A administração pública, compreendida no sentido subjetivo como o conjunto de órgãos e de pessoas jurídicas que, por força de lei, exercem a função administrativa do Estado, submete-se exclusivamente ao regime jurídico de direito público. (Certo/Errado)

4) (2004/Cespe – STJ – Cargo 9) Enquanto pessoas jurídicas, órgãos e agentes públicos formam o sentido subjetivo da administração pública, a atividade administrativa exercida por eles indica o sentido objetivo. (Certo/Errado)

5) (2009/Cespe – SEFAZ – Consultor) Define-se, como administração pública externa ou extroversa, a atividade desempenhada pelo Estado, como, por exemplo, a regulação, pela União, da atividade de aviação civil pelas respectivas concessionárias. (Certo/Errado)

6) (2007/Cespe – TJ/TO – Juiz Substituto) Enquanto a administração pública extroversa é finalística, dado que ela é atribuída especificamente a cada ente político, obedecendo a uma partilha constitucional de competências, a administração pública introversa é instrumental, visto que é atribuída genericamente a todos os entes, para que possam atingir aqueles objetivos. (Certo/Errado)

7) (2006/Cespe – TCE-AC – Analista) O direito administrativo pode ser conceituado de acordo com vários critérios. Desses, o que prepondera, para a melhor doutrina, é o critério do Poder Executivo, segundo o qual o direito administrativo é o conjunto de regras e princípios jurídicos que disciplina a organização e a atividade desse poder. (Certo/Errado)

8) (2008/Cespe – MC – Área 1) Atividades administrativas são também desempenhadas pelo Poder Judiciário e pelo Poder Legislativo. (Certo/Errado)

9) (2009/Cespe – AGU) Na França, formou-se a denominada Escola do Serviço Público, inspirada na jurisprudência do Conselho de Estado, segundo a qual a competência dos tribunais administrativos passou a ser fixada em função da execução de serviços públicos. (Certo/Errado)

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10)(2009/Cespe – AGU) Pelo critério teleológico, o Direito Administrativo é considerado como o conjunto de normas que regem as relações entre a

administração e os administrados. Tal critério leva em conta, necessariamente,

o caráter residual ou negativo do Direito Administrativo. (Certo/Errado)

11)(2009/Cespe – TCU – Cargo 2) O direito administrativo, como ramo autônomo, tem como finalidade disciplinar as relações entre as diversas pessoas e órgãos do Estado, bem como entre este e os administrados. (Certo/Errado)

12)(Cespe – ES/Sejus – Agente/2009) A vontade do Estado é manifestada por meio dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, os quais, no exercício da atividade administrativa, devem obediência às normas constitucionais próprias da administração pública. (Certo/Errado)

13)(2006/Cespe – TCE-AC – Analista) A natureza da atividade administrativa é

a de múnus público para quem a exerce, isto é, a de um encargo de defesa,

conservação e aprimoramento dos bens, serviços e interesses da coletividade. (Certo/Errado)

14)(2008/Cespe – TJDFT – Cargo 1) Um conceito válido para a função administrativa é o que a define como a função que o Estado, ou aquele que lhe faça às vezes, exerce na intimidade de uma estrutura e regimes hierárquicos e que, no sistema constitucional brasileiro, se caracteriza pelo fato de ser desempenhada mediante comportamentos infralegais ou, excepcionalmente, infraconstitucionais vinculados, submissos ao controle de legalidade pelo Poder Judiciário. (Certo/Errado)

15)(2005/Cespe – SERPRO – Analista Jurídico) As atividades tipicamente legislativas e judiciárias não são objeto de estudo do direito administrativo. (Certo/Errado)

16)(2004/Cespe – TCU – Analista) A jurisprudência e os costumes são fontes do direito administrativo, sendo que a primeira ressente-se de caráter vinculante, e a segunda tem sua influência relacionada com a deficiência da legislação. (Certo/Errado)

17)(2008/Cespe – TCE/AC – Cargo 1) A partir da Constituição de 1988, vigora no Brasil o princípio norte-americano do stare decisis, segundo o qual a decisão judicial superior vincula as instâncias inferiores para os casos idênticos. (Certo/Errado)

18)(2009/Cespe – TCU – Cargo 2) A CF, as leis complementares e ordinárias, os tratados internacionais e os regulamentos são exemplos de fontes do direito administrativo. (Certo/Errado)

19)(2006/Cespe – TCE-AC – Analista) O costume não se confunde com a chamada praxe administrativa. Aquele exige cumulativamente os requisitos objetivo (uso continuado) e subjetivo (convicção generalizada de sua

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obrigatoriedade), ao passo que nesta ocorre apenas o requisito objetivo. No entanto, ambos não são reconhecidos como fontes formais do direito administrativo, conforme a doutrina majoritária. (Certo/Errado)

20)(Cespe – MCT/FINEP – Cargo 1/2009) O costume e a praxe administrativa são fontes inorganizadas do direito administrativo, que só indiretamente influenciam na produção do direito positivo. (Certo/Errado)

21)(Cespe – Sefaz/AC – Fiscal/2009) Os costumes são fontes do direito administrativo, não importando se são contra legem, praeter legem ou secundum legem. (Certo/Errado)

22) (Cespe – MCT/FINEP – Cargo 1/2009) A doutrina é a atividade intelectual que, sobre os fenômenos que focaliza, aponta os princípios científicos do direito administrativo, não se constituindo, contudo, em fonte dessa disciplina. (Certo/Errado)

23)(2008/Cespe – TCE/AC – Cargo 1) Assinale a opção correta quanto às fontes do direito administrativo brasileiro

a) Os regulamentos e regimentos dos órgãos da administração pública são

fontes primárias do direito administrativo brasileiro.

b) São fontes principais do direito administrativo a doutrina, a jurisprudência e

os regimentos internos dos órgãos administrativos.

c) A jurisprudência dos tribunais de justiça, como fonte do direito administrativo, não obriga a administração pública federal.

d) A partir da Constituição de 1988, vigora no Brasil o princípio norte-

americano do stare decisis, segundo o qual a decisão judicial superior vincula as instâncias inferiores para os casos idênticos.

e) O costume é fonte primária do direito administrativo, devendo ser aplicado

quando a lei entrar em conflito com a Constituição Federal.

24)(2004/CESPE – Delegado de Polícia Federal) A jurisprudência é fonte do Direito Administrativo, mas não vincula as decisões administrativas, apesar de o direito administrativo se ressentir de codificação legal. (Certo/Errado)

25)(2006/CESPE – Procurador Federal/AGU) Classificar um sistema de controle jurisdicional da administração pública como sistema contencioso ou sistema de jurisdição única não implica afirmar a exclusividade da jurisdição comum ou especial, mas a predominância de uma delas. (Certo/Errado)

26)(2006/CESPE – Procurador Federal/AGU) No Brasil, sempre se afastou a idéia de coexistência de uma justiça administrativa e de uma justiça praticada com exclusividade pelo poder judiciário, razão pela qual é adotado, no país, o sistema contencioso. (Certo/Errado)

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27)(2002/CESPE Procurador Federal/AGU) O Estado e o administrado comparecem, em regra, em posição de igualdade nas relações jurídicas entre si. (Certo/Errado)

28) (Cespe – ES/Sejus – Agente/2009) Julgue os itens a seguir, relativos aos conceitos de Estado, governo e administração pública. O Estado constitui a nação politicamente organizada, enquanto a administração pública corresponde à atividade que estabelece objetivos do Estado, conduzindo politicamente os negócios públicos. (Certo/Errado)

29) (2010/Cespe – TRE-BA/Analista) Como exemplo da incidência do princípio da inafastabilidade do controle jurisdicional sobre os atos administrativos no ordenamento jurídico brasileiro, é correto citar a vigência do sistema do contencioso administrativo ou sistema francês. (Certo/Errado)

30) (Cespe – TRE/MA – Cargo 5/2009) A principal característica do sistema denominado contencioso administrativo é a de que os ordenamentos jurídicos que o adotam conferem a determinadas decisões administrativas a natureza de coisa julgada oponível ao próprio Poder Judiciário. (Certo/Errado)

31)

administrativo. (Certo/Errado)

(Cespe – DPE/PI - Defensor/2009) A CF adota o sistema do contencioso

32) (1997/Cespe – BACEN/PROCURADOR) A doutrina costuma distinguir , em síntese, três sistemas de controle jurisdicional : o sistema de administração-juiz, o sistema de jurisdição única e o sistema de jurisdição dual. Toa, nos tempos atuais, some nte vigoram os dois últimos. O sistema de jurisdição única teve sua origem na Inglaterra e foi adotado pelo ordenamento jurídico pátrio. O sistema de jurisdição dual, também chamado de sistema de contencioso administrativo, nasceu na Franca e é hoje e acolhido na Itália, na Alemanha e no Uruguai, entre outros países. (Certo/Errado)

Marca aqui o gabarito:

1

6

11 16

21 26

31

2

7

12 17

22 27

32

3

8

13 18

23 28

 

4

9

14 19

24 29

 

5

10

15 20

25 30

 

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Gabarito Organizado

1 E

6 C

 

11 C

16 C

21 E

26 E

31 E

2 C

7 E

 

12 C

17 E

22 E

27 E

32 C

3 E

8 C

 

13 C

18 C

23 C

28 E

 

4 C

9 C

 

14 C

19 C

24 C

29 E

 

5 C

10

E

15 C

20 C

25 C

30 C

 

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QUESTÕES COMENTADAS

1) (Cespe – MCT/FINEP – Cargo 1/2009) Por ser um ramo do direito público, o direito administrativo não se utiliza de institutos do direito privado. (Certo/Errado). Comentários:

O Direito divide-se, em seus grandes ramos, em Público e Privado. Em uma primeira acepção, o Direito Público regula, principalmente, a organização e competência do Estado, ou seja, os interesses estatais e sociais – Direito Público Interno, como, por exemplo, o Direito Administrativo e Direito Tributário. Em outra vertente, o Direito Público ocupa-se das relações dos Estados soberanos entre si, assim como das atividades destes com os organismos internacionais – Direito Público Externo. Já o Direito Privado cuida predominantemente dos interesses individuais, de modo a dar segurança às relações das pessoas em sociedade, seja em suas relações individuais, seja em suas relações com o Estado. Apesar da bipartição, os ramos não são estanques, isolados, havendo situações de normas de direito privado no interior de entidades de Direito Público, regidas que são pelo Direito Administrativo, por exemplo: a Lei de Licitações diz expressamente que se houver lacuna no tratamento dos contratos, é cabível o uso subsidiário de normas de direito privado.

Gabarito: ERRADO.

2) (2008/Cespe – TJDFT – Cargo 1) Para a identificação da função administrativa como função do Estado, os doutrinadores administrativistas têm se valido dos mais diversos critérios, como o subjetivo, o objetivo material e o objetivo formal. (Certo/Errado) Comentários:

Nessa questão, serão identificadas as três funções principais de Estado:

legislar, julgar, e administrar, as quais, inclusive, dão origem aos “Poderes” constituídos, tal qual escrito na Constituição (art. 2º) (a divisão funcional do Estado): “São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário”. Voltando ao item, tem razão o examinador do Cespe quando afirma que vários critérios são utilizados pela doutrina para definir a função administrativa. Esses critérios, basicamente, são de três ordens:

I) subjetivo – a função administrativa é definida pelo SUJEITO exercente; II) objetivo formal – explica a função pelo REGIME JURÍDICO aplicável à atividade em si; III) objetivo material – aqui se examina o conteúdo da ATIVIDADE para se aferir se o desempenho da atividade é administrativo. De forma prática, boa parte da doutrina aponta que é insuficiente adotar um desses critérios, isoladamente, para se tentar definir a função administrativa. Somente a utilização combinada dos critérios permite a correta conceituação da função administrativa.

Gabarito: CERTO.

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3) (2009/Cespe – SEFAZ/ES – Auditor Fiscal) A administração pública, compreendida no sentido subjetivo como o conjunto de órgãos e de pessoas jurídicas que, por força de lei, exercem a função administrativa do Estado, submete-se exclusivamente ao regime jurídico de direito público. (Certo/Errado) Comentários:

A expressão Administração Pública pode assumir sentidos diversos, conforme o contexto em que esteja inserida. Em um primeiro sentido, subjetivo, orgânico ou formal, a expressão diz respeito aos sujeitos, aos entes que exercem a atividade administrativa (pessoas jurídicas, órgãos e agentes públicos). Já o sentido objetivo, material ou funcional designa a natureza da atividade, as funções exercidas pelos entes, caracterizando, portanto, a própria função administrativa, exercida predominantemente pelo Poder Executivo. O erro da questão está em afirmar que as pessoas são regidas exclusivamente pelo direito público, isso porque há situações em que o direito privado será aplicado.

Gabarito: ERRADO.

4) (2004/Cespe – STJ – Cargo 9) Enquanto pessoas jurídicas, órgãos e agentes públicos formam o sentido subjetivo da administração pública, a atividade administrativa exercida por eles indica o sentido objetivo. (Certo/Errado) Comentários:

Fixação. PESSOAS JURÍDICAS, ÓRGÃOS E AGENTES formam a parte SUBJETIVA. ATIVIDADE ADMINISTRATIVA, aspecto funcional, material ou OBJETIVO.

Gabarito: CERTO.

5) (2009/Cespe – SEFAZ – Consultor) Define-se, como administração pública externa ou extroversa, a atividade desempenhada pelo Estado, como, por exemplo, a regulação, pela União, da atividade de aviação civil pelas respectivas concessionárias. (Certo/Errado) Comentários:

A Administração Pública pode ser entendida sob dois aspectos: subjetivo

e objetivo. Para encontrarmos o sentido subjetivo de Administração Pública, basta perguntar: quem exerce a função? Já para o sentido material, vale a pergunta: quais são as atividades exercidas? Na visão objetiva, administração pública consiste nas atividades levadas

a efeito pelos órgãos e agentes incumbidos de atender as necessidades da

coletividade. Sob o ponto de vista material, a administração pública abarca as seguintes atividades finalísticas: fomento, polícia administrativa, serviço

público e intervenção, como, por exemplo, a regulamentação e fiscalização de atividade econômica, daí a correção do quesito.

Gabarito: CERTO.

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6) (2007/Cespe – TJ/TO – Juiz Substituto) Enquanto a administração pública extroversa é finalística, dado que ela é atribuída especificamente a cada ente político, obedecendo a uma partilha constitucional de competências, a administração pública introversa é instrumental, visto que é atribuída genericamente a todos os entes, para que possam atingir aqueles objetivos. (Certo/Errado) Comentários:

Sabe-se que a Administração Pública extroversa é, realmente, finalística (vista de dentro para fora), já a introversa diz respeito às ferramentas de trabalho, são os instrumentos de trabalho. O Direito Administrativo é o instrumento de trabalho do Poder Executivo, no entanto, a este não fica restrito, pois todos os Poderes podem administrar, daí a correção da alternativa.

Gabarito: CERTO.

7) (2006/Cespe – TCE-AC – Analista) O direito administrativo pode ser conceituado de acordo com vários critérios. Desses, o que prepondera, para a melhor doutrina, é o critério do Poder Executivo, segundo o qual o direito administrativo é o conjunto de regras e princípios jurídicos que disciplina a organização e a atividade desse poder. (Certo/Errado) Comentários:

Os principais doutrinadores muito têm discutido sobre qual critério deve ser adotado para a conceituação do Direito Administrativo (não mais da função administrativa em si, mas do ramo do direito que lhe é próprio, o Direito Administrativo). Entre os critérios, destaca-se o do Poder Executivo ou Italiano, segundo o qual o Direito Administrativo teria por objeto de estudo a atividade desempenhada pelo Poder Executivo, pois deste é a incumbência das atividades estatais de Administração Pública. O critério é insuficiente, já que essas atividades são principalmente, mas não exclusivamente, realizadas pelo Executivo. Além disso, há outras atividades levadas a efeito pelo Executivo que, por sua natureza, são regidas por outros ramos do direito, como o Constitucional, Civil, Comercial etc.

Gabarito: ERRADO.

8) (2008/Cespe – MC – Área 1) Atividades administrativas são também desempenhadas pelo Poder Judiciário e pelo Poder Legislativo. (Certo/Errado) Comentários:

Apesar de ser uma obviedade para os amigos concursandos, vale reforçar: não é tão-só o Poder Executivo que edita atos administrativos. Todos os Poderes editam atos administrativos quando, por exemplo, abrem sindicância, efetuam aquisição de bens, nomeiam um funcionário ou, mesmo, concedem férias. A diferença básica é que compete tipicamente ao Poder Executivo administrar, ao passo que os outros Poderes, ao exercerem atividades administrativas, encontram-se no desempenho de atribuições atípicas. Frise-se ainda que o Poder Executivo exerce, além da sua típica função administrativa,

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as funções de governo, que não constituem objeto de estudo do Direito Administrativo. O Direito Administrativo, portanto, rege toda e qualquer atividade de administração, provenha esta do Executivo, do Legislativo ou do Judiciário. Isso porque o ato administrativo não se desnatura pelo só fato de ser aplicado no âmbito do Legislativo ou do Judiciário, desde que seus órgãos estejam atuando como administradores de seus serviços, de seus bens, ou de seu pessoal.

Gabarito: CERTO.

9) (2009/Cespe – AGU) Na França, formou-se a denominada Escola do Serviço Público, inspirada na jurisprudência do Conselho de Estado, segundo a qual a competência dos tribunais administrativos passou a ser fixada em função da execução de serviços públicos. (Certo/Errado) Comentários:

Um dos critérios para a definição do objeto do Direito Administrativo é o critério do serviço público. De inspiração francesa, por tal critério o Direito Administrativo estudaria as atividades entendidas como serviço público. Críticas são feitas a este critério:

- o conceito de “serviço público” é muito amplo e, com isso, Leon Duguit

defendia que o Direito Administrativo abrangeria assuntos que seriam estudados por outros importantes ramos do direito, como o Constitucional;

- serviço, em si, é atividade material, não jurídica. Em sentido menos

amplo, restrito (Gaston Jèze), o serviço público abrangeria atividades industriais e comerciais prestadas pelo Estado, fugindo ao objeto do estudo do Direito Administrativo.

Gabarito: CERTO.

10) (2009/Cespe – AGU) Pelo critério teleológico, o Direito Administrativo é considerado como o conjunto de normas que regem as relações entre a administração e os administrados. Tal critério leva em conta, necessariamente, o caráter residual ou negativo do Direito Administrativo. (Certo/Errado) Comentários:

Esse quesito proposto pela banca parece jogo dos “sete erros”. De acordo com o critério teleológico, o Direito Administrativo seria um sistema de princípios jurídicos que regulam a atividade do Estado para o cumprimento de seus fins. A crítica é que não se ocupa de definir os limites (fins) do Direito Administrativo, o qual, em certa medida, abrangeria mesmo a atividade legislativa do Estado. Já pelo critério das relações jurídicas, o objeto de estudo do Direito Ad- ministrativo seria constituído pelo conjunto de normas que regem as relações entre a Administração e os administrados, daí a primeira parte da incorreção. O critério é também insuficiente, já que diversos outros ramos também regem a relação Estado X administrado (Direitos Tributário, Penal, Eleitoral etc.). Por fim, o critério negativista ou residual, em que o Direito Administrativo pode ser definido excluindo-se as atividades do Estado de

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legislação e de jurisdição, além das atividades patrimoniais, regidas pelo direito privado, decorrendo daí o segundo erro do quesito. É um ótimo critério, porém, não define o que é Direito Administrativo.

Gabarito: ERRADO.

11) (2009/Cespe – TCU – Cargo 2) O direito administrativo, como ramo autônomo, tem como finalidade disciplinar as relações entre as diversas pessoas e órgãos do Estado, bem como entre este e os administrados. (Certo/Errado) Comentários:

Temos a reprodução do critério das relações jurídicas. Para seus defensores o objeto de estudo do Direito Administrativo seria constituído pelo conjunto de normas que regem as relações entre a Administração e os administrados, daí a correção do quesito.

Gabarito: CERTO.

12) (Cespe – ES/Sejus – Agente/2009) A vontade do Estado é manifestada

por meio dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, os quais, no exercício da atividade administrativa, devem obediência às normas constitucionais próprias da administração pública. (Certo/Errado) Comentários:

No Brasil, a função administrativa de Estado é exercida, essencialmente, pelo Poder Executivo. Contudo, não há como se negar que a mesma função é desempenhada por todos os demais Poderes. A questão seria identificar a quem é dada a função de forma típica (precípua) ou atipicamente. Continuemos.

A missão típica do Poder Judiciário é aplicar o direito aos casos litigiosos

que lhe sejam submetidos. Contudo, atipicamente, o mesmo Poder pode deflagrar o processo legislativo, quando encaminha normas para apreciação do Poder Legislativo. Da mesma forma, o Judiciário faz licitações (administração de compras, obras, serviços) e concursos públicos para seleção de servidores (administração de pessoas), no que o Judiciário está, de maneira atípica, exercendo funções administrativas. Essa mesma função – administrativa – pode ser percebida com relação ao Poder Legislativo, o qual também exerce atipicamente funções administrativas, quando faz licitações, concursos etc. O mesmo Legislativo também desempenha a atividade jurisdicional quando, por exemplo, o Senado processa e julga o Presidente da República nos crimes de responsabilidade (inc. I do art. 52 da Constituição Federal).

O Poder Executivo, cuja missão típica é a atividade administrativa,

também exerce, atipicamente, a missão legislativa. O melhor exemplo disso é a possibilidade de edição por parte de seu Chefe de medidas provisórias, que, no caso federal, é o Presidente da República. Medidas provisórias essas que possuem força de lei desde sua edição (art. 62 da CF/1988). Assim, no exercício da atividade administrativa, devem obediência às normas constitucionais próprias da administração pública.

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13)(2006/Cespe – TCE-AC – Analista) A natureza da atividade administrativa é a de múnus público para quem a exerce, isto é, a de um encargo de defesa, conservação e aprimoramento dos bens, serviços e interesses da coletividade. (Certo/Errado) Comentários:

Pode-se afirmar que função administrativa é a desempenhada pelo Estado, em quaisquer de seus Poderes, ou por seus representantes, de maneira subjacente à Constituição e às Leis, sob regime de Direito Público, com vistas ao atendimento concreto das demandas da coletividade.

Gabarito: CERTO.

14) (2008/Cespe – TJDFT – Cargo 1) Um conceito válido para a função administrativa é o que a define como a função que o Estado, ou aquele que lhe faça às vezes, exerce na intimidade de uma estrutura e regimes hierárquicos e que, no sistema constitucional brasileiro, se caracteriza pelo fato de ser desempenhada mediante comportamentos infralegais ou, excepcionalmente, infraconstitucionais vinculados, submissos ao controle de legalidade pelo Poder Judiciário. (Certo/Errado) Comentários:

O conceito dado pelo examinador do Cespe descreve bem a função administrativa do Estado, com alguns destaques:

I) A função administrativa é levada a efeito pelo Estado ou por aquele que lhe faça às vezes. Veremos mais à frente que nem todas as atividades de administração pública serão, necessariamente, realizadas pelo Estado. Exemplo disso é a prestação de serviços públicos, muitas vezes desempenhados por particulares (concessionários, permissionários e autorizatários, por exemplo), que fazem às vezes do Estado. II) Há toda uma hierarquia posta no desempenho da atividade administrativa. De fato, há chefes e subordinados responsáveis pelo desempenho da atividade administrativa. A presença da hierarquia é traço inerente à Administração. Sem hierarquia, não teríamos administração, mas desorganização Antecipo, desde logo, que não há hierarquia (no sentido de subordinação) no exercício de atividades tipicamente legislativas (produzir as leis) ou judiciais (julgar). O assunto voltará a ser trabalhado no momento oportuno, mas é bom que fique “gravado”: na visão da doutrina majoritária, só há hierarquia, em sentido estrito, no desempenho de atividades tipicamente administrativas;

Gabarito: CERTO.

15)(2005/Cespe – SERPRO – Analista Jurídico) As atividades tipicamente legislativas e judiciárias não são objeto de estudo do direito administrativo. (Certo/Errado) Comentários:

O Direito Público Interno, que nos importa aqui, subdivide-se em ramos. Exemplo disso, o Direito Administrativo, que é ramo do Direito Público, o

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qual estuda, no essencial, a atividade administrativa do Estado. No entanto, o Estado possui ainda duas outras atividades clássicas, consagradas no atual texto da Constituição Federal (art. 2º): a de legislar e a de julgar.

A atividade legislativa estatal é estudada por outro ramo do Direito

Público Interno – o Constitucional, que, dentre outros assuntos, estuda o processo de elaboração das leis e a hierarquia entre estas (processo legislativo).

Já as atividades judiciárias cuidam da produção de sentenças com vistas

à solução de conflitos porventura surgidos no seio da sociedade, e são estudadas por diversos outros ramos do Direito, como os processuais (penal e civil).

Contudo, como já dito, o Direito Administrativo não se ocupa das demais atividades de Estado, mas apenas da Administrativa, daí a correção da alternativa.

Gabarito: CERTO

16)(2004/Cespe – TCU – Analista) A jurisprudência e os costumes são fontes do direito administrativo, sendo que a primeira ressente-se de caráter vinculante, e a segunda tem sua influência relacionada com a deficiência da legislação. (Certo/Errado) Comentários:

Ainda que óbvio, o Direito Administrativo, em sendo ciência, nasce de algum lugar. É exatamente esse o sentido da palavra “fontes”, que funcionam como se fossem o “ponto de partida” do Direito, suas formas de expressão. No estudo do Direito Administrativo, encontramos, regra geral, as seguintes fontes ou formas de expressão: I) lei; II) jurisprudência; III) doutrina; e IV) costumes.

A Jurisprudência é um conjunto de decisões judiciais reiteradas

num mesmo sentido, a respeito de uma matéria. Dessa forma, não se pode considerar “jurisprudência” uma decisão judicial isolada, a qual, no máximo, constitui um caso paradigmático, referencial, indicativo de uma situação concreta submetida à apreciação de um juiz ou tribunal judicial. Apesar de fazermos referência à jurisprudência como sendo resultante de decisões judiciais, órgãos administrativos também podem produzir sua própria jurisprudência. Por exemplo: o inc. II do art. 71 da CF/1988 garante ao Tribunal de Contas da União – TCU – julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores públicos da administração direta e indireta. Importante detalhe de prova é que a jurisprudência no Brasil não possui força vinculante (regra geral, efeito apenas moral), diferentemente do sistema norte-americano, no qual as decisões proferidas pelas instâncias superiores vinculam as inferiores, para os casos idênticos, o que é conhecido como sistema do stare decises. Já os costumes são os comportamentos tidos por obrigatórios pela consciência popular. No que respeita ao Direito Administrativo, o costume é de pouca relevância, à vista do princípio da legalidade. Ainda que de somenos importância, o costume constitui, sim, fonte para o Direito Administrativo, sendo aplicado quando da deficiência da legislação, sempre segundo a lei

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(ou secundum legem, para os amigos mais chegados ao latim) e nunca contra a lei (ou contra legem).

17) (2008/Cespe – TCE/AC – Cargo 1) A partir da Constituição de 1988, vigora no Brasil o princípio norte-americano do stare decisis, segundo o qual a decisão judicial superior vincula as instâncias inferiores para os casos idênticos. (Certo/Errado) Comentários:

Não é aplicável a força dos precedentes judiciais dentro do ordenamento brasileiro, diferentemente do que ocorre com o sistema norte-americano, assim, está incorreto afirmar que a decisão judicial superior vincula as instâncias inferiores (como regra). Destaco, no entanto, que há algumas decisões advindas do Judiciário que vincularão tanto a atuação daquele Poder, quanto a própria Administração Pública. Nesse sentido, destacam-se, entre outras, as Súmulas Vinculantes, constantes do sistema jurídico nacional a partir da Emenda Constitucional 45/2004, conhecida como a Reforma do Judiciário (ver art. 103-A da

CF/1988).

Gabarito: ERRADO.

18) (2009/Cespe – TCU – Cargo 2) A CF, as leis complementares e ordinárias, os tratados internacionais e os regulamentos são exemplos de fontes do direito administrativo. (Certo/Errado) Comentários:

A lei é a mais importante (primordial) fonte para o Direito Administrativo Brasileiro, geradora de direitos e obrigações, impondo-se tanto à conduta dos particulares, quanto à ação estatal. Enquanto fonte, a lei tem um sentido amplo (lato sensu), abrangendo todas as normas produzidas pelo Estado que digam respeito, de alguma maneira, à atividade administrativa do Estado. Nesse sentido, a lei abrange desde a maior de todas – a Constituição Federal – , passando por leis complementares, ordinárias, delegadas, medidas provisórias e outras normas com força de lei, como os extintos Decretos-Lei, daí a correção do quesito. A lei costuma ser corretamente indicada como fonte escrita e primária para o Direito Administrativo. Adianto que há outras normas infralegais também fontes para o Direito Administrativo, contudo secundárias, uma vez que a Administração Pública, de modo geral, organiza-se mediante lei, em decorrência do princípio da legalidade contido no caput do art. 37 da CF/1988.

Gabarito: CERTO.

19) (2006/Cespe – TCE-AC – Analista) O costume não se confunde com a chamada praxe administrativa. Aquele exige cumulativamente os requisitos objetivo (uso continuado) e subjetivo (convicção generalizada de sua obrigatoriedade), ao passo que nesta ocorre apenas o requisito objetivo. No entanto, ambos não são reconhecidos como fontes formais do direito administrativo, conforme a doutrina majoritária. (Certo/Errado) Comentários:

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O item está perfeito e de elevado grau de complexidade.

Os costumes não se confundem mesmo com as chamadas praxes administrativas. Para a caracterização dos costumes, é necessária a presença de dois requisitos: o objetivo (hábito continuado) e subjetivo (deve gerar para os destinatários a convicção de ser obrigatório).

Já as praxes não contam com o aspecto subjetivo, pois são práticas reiteradas dentro da Administração, usadas pelos agentes públicos na resolução de casos concretos, portanto, desconhecidas dos cidadãos em geral, diferentemente dos costumes, espalhados na sociedade.

Para a doutrina majoritária, os costumes, distintamente das praxes, podem ser considerados como fontes para o Direito Administrativo, porém não como fontes formais (a lei é a fonte formal), sendo, portanto, quando muito, fontes substanciais ou materiais.

Em síntese: tanto as praxes como os costumes não podem ser reconhecidos como fontes formais do Direito Administrativo (as praxes, para parte da doutrina, seriam fontes não-organizadas, não são formais). Gabarito:

CERTO

20) (Cespe – MCT/FINEP – Cargo 1/2009) O costume e a praxe administrativa são fontes inorganizadas do direito administrativo, que só indiretamente influenciam na produção do direito positivo. (Certo/Errado) Comentários:

Os costumes e as praxes não são fontes escritas, mas sim não-escritas, sendo encontrados espalhados na sociedade (no caso dos costumes) e no interior da Administração (para as praxes), portanto, são consideradas fontes inorganizadas (não-organizadas).

Gabarito: CERTO.

21) (Cespe – Sefaz/AC – Fiscal/2009) Os costumes são fontes do direito administrativo, não importando se são contra legem, praeter legem ou secundum legem. (Certo/Errado) Comentários:

Ainda que de menor relevância, os costumes constituem fonte para o Direito Administrativo, sobretudo em razão da deficiência da legislação relativa a tal ramo jurídico. Porém, a utilização dos costumes encontra restrições, não podendo ser utilizados contra a lei, daí a incorreção do quesito.

Gabarito: ERRADO.

22) (Cespe – MCT/FINEP – Cargo 1/2009) A doutrina é a atividade intelectual que, sobre os fenômenos que focaliza, aponta os princípios científicos do direito administrativo, não se constituindo, contudo, em fonte dessa disciplina. (Certo/Errado) Comentários:

A doutrina significa o conjunto dos trabalhos dos estudiosos a respeito do Direito Administrativo, ou seja, os livros, os artigos, os pareceres,

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elaborados por estudiosos desse ramo jurídico. Tais trabalhos fornecem, muitas vezes, bases para textos legais, sentenças, acórdãos e interpretações, sendo responsável, de certa maneira, pela unificação das interpretações. O erro do quesito é que a doutrina é sim fonte escrita e mediata (secundária) para o Direito Administrativo, não gerando direitos para os particulares, mas contribuindo para a formação do nosso ramo jurídico.

Gabarito: ERRADO.

23) (2008/Cespe – TCE/AC – Cargo 1) Assinale a opção correta quanto às fontes do direito administrativo brasileiro

a) Os regulamentos e regimentos dos órgãos da administração pública são

fontes primárias do direito administrativo brasileiro.

b) São fontes principais do direito administrativo a doutrina, a jurisprudência e

os regimentos internos dos órgãos administrativos.

c) A jurisprudência dos tribunais de justiça, como fonte do direito administrativo, não obriga a administração pública federal.

d) A partir da Constituição de 1988, vigora no Brasil o princípio norte-

americano do stare decisis, segundo o qual a decisão judicial superior vincula as instâncias inferiores para os casos idênticos.

e) O costume é fonte primária do direito administrativo, devendo ser aplicado

quando a lei entrar em conflito com a Constituição Federal. Comentários:

Direto às análises.

Item A – INCORRETO. Os regulamentos podem INOVAR? Não (regra geral), logo, não podem ser considerados atos primários, mas sim derivados.

órgãos

administrativos?! São atos secundários, logo, não podem ser considerados

como fontes primárias, mas sim secundárias.

Item C – CORRETO. Exatamente como estudamos. A jurisprudência não tem o condão de vincular a Administração Pública (regra geral), daí a correção da alternativa.

Item D – INCORRETO. É um tipo de questão que “matamos” por eliminação. Percebam que a redação do item “C” é o reverso do item “D”, logo, a resposta só poderia ser um dos dois quesitos.

Estudamos que não é aplicável a força dos precedentes judiciais dentro do ordenamento brasileiro, diferentemente do que ocorre com o sistema norte- americano, assim, está incorreto afirmar que a decisão judicial superior vincula as instâncias inferiores (como regra).

Item E – INCORRETO. Os costumes são fontes secundárias e não- escritas. Além disso, entre a lei e os costumes, prevalecerá a lei, afinal, costumes não podem ser usados contra a lei, sempre segundo a lei (secundum legem), daí a incorreção do quesito.

Item

B

INCORRETO.

Regimentos

Internos

dos

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24) (2004/CESPE – Delegado de Polícia Federal) A jurisprudência é fonte do Direito Administrativo, mas não vincula as decisões administrativas, apesar de o direito administrativo se ressentir de codificação legal. (Certo/Errado) Comentários:

Fixação. Distintamente do que ocorre com o sistema anglo-saxão, em que as decisões jurisprudenciais são verdadeiras leis, portanto, vinculantes para a Administração (stare decisis), no Brasil, tirante raras situações, a jurisprudência ressente-se de caráter vinculante. Por exemplo, no Brasil, os Tribunais de Contas não ficam vinculados às decisões em sede Mandado de Segurança, a não ser pela força moral, porque tais ações são válidas para casos concretos.

Gabarito: CERTO.

25) (2006/CESPE – Procurador Federal/AGU) Classificar um sistema de controle jurisdicional da administração pública como sistema contencioso ou sistema de jurisdição única não implica afirmar a exclusividade da jurisdição comum ou especial, mas a predominância de uma delas. (Certo/Errado) Comentários:

Excelente quesito. Tanto no sistema de jurisdição dual (contencioso administrativo) como no sistema de jurisdição UNA, não há, de fato, exclusividade da jurisdição especial ou comum, isso porque elas convivem harmonicamente no sistema de julgamento.

Gabarito: CERTO.

26) (2006/CESPE – Procurador Federal/AGU) No Brasil, sempre se afastou a idéia de coexistência de uma justiça administrativa e de uma justiça praticada com exclusividade pelo poder judiciário, razão pela qual é adotado, no país, o sistema contencioso. (Certo/Errado) Comentários:

No Brasil, vigora o sistema de jurisdição única (art. 5º, XXXV, da CF/1988) e não o sistema francês (chamado de contencioso administrativo), logo, não se adota o sistema de contencioso. No entanto, a jurisdição administrativa pode sim coexistir com a judicial, com o detalhe de que a administrativa não tem o mesmo colorido da judicial, como diz o STF é quase- jurisdicional. Trazendo para nossa realidade, os Tribunais de Contas são órgãos administrativos contenciosos, formam jurisprudência, contudo, suas decisões, apesar de formarem coisa julgada, são definitivas para a própria Corte, sendo cabível a revisão pelo Poder Judiciário, acaso provocado.

Gabarito: ERRADO.

27) (2002/CESPE – Procurador Federal/AGU) O Estado e o administrado comparecem, em regra, em posição de igualdade nas relações jurídicas entre si. (Certo/Errado) Comentários:

Posição de igualdade?! Nem pensar, vale a unilateralidade, a desigualdade jurídica.

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Gabarito: ERRADO.

28) (Cespe – ES/Sejus – Agente/2009) Julgue os itens a seguir, relativos aos conceitos de Estado, governo e administração pública.

O Estado constitui a nação politicamente organizada, enquanto a administração

pública corresponde à atividade que estabelece objetivos do Estado, conduzindo politicamente os negócios públicos. (Certo/Errado)

Comentários:

Questão relativamente simples, suficiente concentração e leitura atenta.

A Administração Pública não é responsável por estabelecer os objetivos do

Estado, mas sim o Governo. E mais: a Administração Pública não conduz politicamente os negócios públicos, mas sim tecnicamente.

Gabarito: ERRADO.

29) (2010/Cespe – TRE-BA/Analista) Como exemplo da incidência do princípio da inafastabilidade do controle jurisdicional sobre os atos administrativos no ordenamento jurídico brasileiro, é correto citar a vigência do sistema do contencioso administrativo ou sistema francês. (Certo/Errado) Comentários:

Fixação. Dispensáveis novos comentários.

Gabarito: ERRADO.

30) (Cespe – TRE/MA – Cargo 5/2009) A principal característica do sistema denominado contencioso administrativo é a de que os ordenamentos jurídicos que o adotam conferem a determinadas decisões administrativas a natureza de coisa julgada oponível ao próprio Poder Judiciário. (Certo/Errado) Comentários:

Excelente quesito. As decisões administrativas, no contencioso administrativo (sistema francês), não podem ser revistas pelo Poder Judiciário, ou seja, são oponíveis pelo Poder Judiciário.

Gabarito: CERTO.

31) (Cespe – DPE/PI - Defensor/2009) A CF adota o sistema do contencioso administrativo. (Certo/Errado) Comentários:

Por favor, não é para ficar com raiva! Não adotamos o sistema do contencioso, mas sim o de jurisdição única.

Gabarito: ERRADO.

32) (1997/Cespe – BACEN/PROCURADOR) A doutrina costuma distinguir, em síntese, três sistemas de controle jurisdicional : o sistema de administração- juiz, o sistema de jurisdição única e o sistema de jurisdição dual. Toa, nos tempos atuais, somente vigoram os dois últimos. O sistema de jurisdição única teve sua origem na Inglaterra e foi adotado pelo ordenamento jurídico pátrio. O sistema de jurisdição dual, também chamado de sistema de contencioso

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administrativo, nasceu na Franca e é hoje e acolhido na Itália, na Alemanha e no Uruguai, entre outros países. (Certo/Errado) Comentários:

Está perfeito, serve-nos, tão-somente, a título de reforço de aprendizado.

Gabarito: CERTO.

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Parte II – Regime Jurídico da Administração

Segue, antes das questões, um pouco de jurisprudência. Divirtam-se!

Jurisprudência

ADI 1.694

Os princípios gerais regentes da Administração Pública, previstos no art. 37, caput, da Constituição, são invocáveis de referência à administração de pessoal militar federal ou estadual, salvo no que tenha explícita disciplina em atenção às peculiaridades do serviço militar.

ADI 2661 MC/MA – MARANHÃO

As disponibilidades de caixa dos Estados-membros, dos órgãos ou entidades que os integram e das empresas por eles controladas deverão ser depositadas em instituições financeiras oficiais, cabendo, unicamente, à União Federal, mediante lei de caráter nacional, definir as exceções autorizadas pelo art. 164, § 3º da Constituição da República.

O Estado-membro não possui competência normativa, para, mediante

ato legislativo próprio, estabelecer ressalvas à incidência da cláusula geral que

lhe impõe a compulsória utilização de instituições financeiras oficiais, para os fins referidos no art. 164, § 3º da Carta Política.

O desrespeito, pelo Estado-membro, dessa reserva de competência

legislativa, instituída em favor da União Federal, faz instaurar situação de inconstitucionalidade formal, que compromete a validade e a eficácia jurídicas da lei local, que, desviando-se do modelo normativo inscrito no art. 164, § 3º da Lei Fundamental, vem a permitir que as disponibilidades de caixa do Poder Público estadual sejam depositadas em entidades privadas integrantes do Sistema Financeiro Nacional.

ADI 2.600-ES

A atividade estatal, qualquer que seja o domínio institucional de sua

incidência, está necessariamente subordinada à observância de parâmetros ético-jurídicos que se refletem na consagração constitucional do princípio da moralidade administrativa.

Esse postulado fundamental, que rege a atuação do Poder Público, confere substância e dá expressão a uma pauta de valores éticos sobre os quais se funda a ordem positiva do Estado. O princípio constitucional da moralidade administrativa, ao impor limitações ao exercício do poder estatal, legitima o controle jurisdicional de todos os atos do Poder Público que transgridam os valores éticos que devem pautar o comportamento dos agentes e órgãos governamentais.

A ratio subjacente à cláusula de depósito compulsório, em instituições financeiras oficiais, das disponibilidades de caixa do Poder Público em geral

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(CF, art. 164, § 3º) reflete, na concreção do seu alcance, uma exigência fundada no valor essencial da moralidade administrativa, que representa verdadeiro pressuposto de legitimação constitucional dos atos emanados do Estado.

A medida cautelar, em ação direta de inconstitucionalidade, reveste-se, ordinariamente, de eficácia ex nunc, "operando, portanto, a partir do momento em que o Supremo Tribunal Federal a defere" (RTJ 124/80). Excepcionalmente, no entanto, e para que não se frustrem os seus objetivos, a medida cautelar poderá projetar-se com eficácia ex tunc, em caráter retroativo, com repercussão sobre situações pretéritas (RTJ 138/86).

Para que se outorgue eficácia ex tunc ao provimento cautelar, em sede de ação direta de inconstitucionalidade, impõe-se que o Supremo Tribunal Federal assim o determine, expressamente, na decisão que conceder essa medida extraordinária (RTJ 164/506-509, 508, Rel. Min. CELSO DE MELLO). Situação excepcional que se verifica no caso ora em exame, apta a justificar a outorga de provimento cautelar com eficácia ex tunc.

ADI 2.472-MC

Cláusula que determina que conste nos comunicados oficiais o custo da publicidade veiculada. Exigência desproporcional e desarrazoada, tendo-se em vista o exagero dos objetivos visados. Ofensa ao princípio da economicidade (CF, artigo 37, caput).

ADI 3.324

é consentânea com a Carta da República previsão normativa

asseguradora, ao militar e ao dependente estudante, do acesso a instituição de ensino na localidade para onde é removido. Toa, a transferência do local do serviço não pode se mostrar verdadeiro mecanismo para lograr-se a transposição da seara particular para a pública, sob pena de se colocar em plano secundário a isonomia — artigo 5º, cabeça e inciso I —, a

impessoalidade, a moralidade na Administração Pública, a igualdade de condições para o acesso e permanência na escola superior, prevista no inciso I do artigo 206, bem como a viabilidade de chegar-se a níveis mais elevados do ensino, no que o inciso V do artigo 208 vincula o fenômeno à capacidade de cada qual.

) (

RE-140889

Não é desarrazoada a exigência de altura mínima de 1,60m para o preenchimento de cargo de delegado de polícia do Estado do Mato Grosso do Sul, prevista na Lei Complementar 38/89, do mesmo Estado. A Turma entendeu que, no caso, a exigência mostrou-se própria à função a ser exercida, não ofendendo, portanto, o princípio da igualdade (CF, art. 5º, caput).

RE 359.043

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Embora a lei inconstitucional pereça mesmo antes de nascer, os efeitos eventualmente por ela produzidos podem incorporar-se ao patrimônio dos administrados, em especial quando se considere o princípio da boa-fé.

RE 253.885

Transação. Validade. Em regra, os bens e o interesse público são indisponíveis, porque pertencem à coletividade. É, por isso, o Administrador, mero gestor da coisa pública, não tem disponibilidade sobre os interesses confiados à sua guarda e realização. Toa, há casos em que o princípio da indisponibilidade do interesse público deve ser atenuado, mormente quando se tem em vista que a solução adotada pela Administração é a que melhor atenderá à ultimação deste interesse.

RE 442.683

A Constituição de 1988 instituiu o concurso público como forma de acesso aos cargos públicos. CF, art. 37, II. Pedido de desconstituição de ato administrativo que deferiu, mediante concurso interno, a progressão de servidores públicos. Acontece que, à época dos fatos — 1987 a 1992 —, o entendimento a respeito do tema não era pacífico, certo que, apenas em 17-2- 1993, é que o Supremo Tribunal Federal suspendeu, com efeito ex nunc, a eficácia do art. 8º, III; art. 10, parágrafo único; art. 13, § 4º; art. 17 e art. 33, IV, da Lei 8.112, de 1990, dispositivos esses que foram declarados inconstitucionais em 27/8/1998: ADI 837/DF, Relator o Ministro Moreira Alves, DJ de 25-6-1999. Os princípios da boa-fé e da segurança jurídica autorizam a adoção do efeito ex nunc para a decisão que decreta a inconstitucionalidade. Ademais, os prejuízos que adviriam para a Administração seriam maiores que eventuais vantagens do desfazimento dos atos administrativos.

RE 390.939

Constitucional. Administrativo. Concurso público. Prova física. Alteração no edital. Princípios da razoabilidade e da publicidade. Alterações no edital do concurso para agente penitenciário, na parte que disciplinou o exercício abdominal, para sanar erro material, mediante uma errata publicada dias antes da realização da prova física no Diário Oficial do Estado. Desnecessária a sua veiculação em jornais de grande circulação. A divulgação no Diário Oficial é suficiente per se para dar publicidade a um ato administrativo. A Administração pode, a qualquer tempo, corrigir seus atos e, no presente caso, garantiu aos candidatos prazo razoável para o conhecimento prévio do exercício a ser realizado.

RE 290.346

Em face do princípio da legalidade, pode a Administração Pública, enquanto não concluído e homologado o concurso público, alterar as condições do certame constantes do respectivo edital, para adaptá-las à nova legislação aplicável à espécie, visto que, antes do provimento do cargo, o candidato tem mera expectativa de direito à nomeação ou, se for o caso, à participação na segunda etapa do processo seletivo.

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RE 205.535

Discrepa da razoabilidade norteadora dos atos da Administração Pública o fato de o edital de concurso emprestar ao tempo de serviço público pontuação superior a títulos referentes a pós-graduação.

MS 24.660

O Tribunal retomou julgamento de mandado de segurança impetrado contra ato omissivo do Procurador-Geral da República e da Procuradora-Geral da Justiça Militar, consistente na negativa de nomeação da impetrante,

aprovada em concurso público para o cargo de promotor da Justiça Militar, não

Considerou, por fim, que

essa autoridade teria incorrido em ilegalidade, haja vista a ofensa ao princípio da impessoalidade, eis que não se dera a nomeação por questões pessoais, bem como agido com abuso de poder, porquanto deixara de cumprir, pelo

obstante a existência de dois cargos vagos — (

)

personalismo e não por necessidade ou conveniência do serviço público, a atribuição que lhe fora conferida.

MS 21.729

Não cabe ao Banco do Brasil negar, ao Ministério Público, informações sobre nomes de beneficiários de empréstimos concedidos pela instituição, com recursos subsidiados pelo erário federal, sob invocação do sigilo bancário, em se tratando de requisição de informações e documentos para instruir procedimento administrativo instaurado em defesa do patrimônio público. Princípio da publicidade, ut art. 37 da Constituição.

AI 442.918-AgR

A administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de ilegalidade (Súm. 473), não podendo ser invocado o princípio da isonomia com o pretexto de se obter benefício ilegalmente concedido a outros servidores.

SÚMULA 683 – STF

O limite de idade para a inscrição em concurso público só se legitima em face do art. 7º, XXX, da Constituição, quando possa ser justificado pela natureza das atribuições do cargo a ser preenchido.

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QUESTÕES EM SEQUENCIA

1) (2007/Cespe – SECAD-TO – Delegado) O princípio da vinculação política ao bem comum é, entre os princípios constitucionais que norteiam a administração pública, o mais importante. (Certo/Errado)

2) (2004/Cespe – TCU – Analista) A expressão regime jurídico-administrativo, em seu sentido amplo, refere-se tanto aos regimes de direito público e de direito privado a que se submete a administração pública quanto ao regime especial que assegura à administração pública prerrogativas na relação com o administrado. (Certo/Errado)

3)(2006/Cespe – TCE-AC – Analista) O regime jurídico de direito público encontra-se fundado nos princípios da prevalência do interesse público sobre o privado e o da indisponibilidade desse interesse público. No entanto, de acordo com uma concepção moderna do direito administrativo, de cunho gerencial, não se pode afirmar que o interesse público se confunde com o do Estado. (Certo/Errado)

4) (2007/Cespe – PGE-PA – Advogado) A doutrina aponta como princípios do regime jurídico administrativo a supremacia do interesse público sobre o privado e a indisponibilidade do interesse público. (Certo/Errado)

5) (2009/Cespe – SEFAZ – Consultor) O regime jurídico administrativo está fundado basicamente em dois princípios: o da supremacia do interesse público sobre o privado e o da indisponibilidade, pela administração, dos interesses públicos. (Certo/Errado)

6) (2009/Cespe – MCT/FINEP – Cargo 1) De acordo com o princípio da indisponibilidade do interesse público, aos agentes administrativos, no desempenho de suas funções, não é lícito fazer prevalecer a sua vontade psicológica, apesar de esses agentes deterem a guarda e a titularidade do interesse público. (Certo/Errado)

7) (2009/Cespe – MCT/FINEP – Cargo 1) Os princípios da legalidade e da supremacia do interesse público informam todos os demais, incluindo-se os expressos na CF. (Certo/Errado)

8) (Cespe – Sefaz/AC – Fiscal/2009) Em uma sociedade democrática, a correta aplicação do princípio da supremacia do interesse público pressupõe a prevalência do interesse da maioria da população. (Certo/Errado)

9) (2009/Cespe – MPOG – Nível Intermediário) Os princípios constitucionais da administração pública correspondem a formulações normativas gerais que servem de orientação para a interpretação dos administradores. Com base nessa premissa, a jurisprudência prevalecente adota o entendimento de que um princípio pode ser invocado para sustentar não somente a ilegalidade de um ato administrativo, mas também para fundamentar a inconstitucionalidade

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de

(Certo/Errado)

determinadas

decisões

administrativas

em

certas

circunstâncias.

Acerca dos princípios explícitos e implícitos da administração pública, julgue os itens subsequentes. 10) (2008/Cespe – TJDFT – Cargo 1) A Constituição Federal faz menção expressa apenas aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade. (Certo/Errado)

11)(2008/Cespe – TJDFT – Cargo 1) Diversos princípios administrativos, embora não estejam expressamente dispostos no texto constitucional, podem ser dela deduzidos logicamente, como consequências inarredáveis do próprio sistema administrativo-constitucional. (Certo/Errado)

12)(2006/Cespe – ANA – Analista) Conforme previsto na Constituição de 1988 as administrações públicas direta e indireta de qualquer dos poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios obedecerá aos princípios de legalidade, probidade administrativa, moralidade, publicidade e eficiência. (Certo/Errado)

13) (2007/Cespe – MP-AM – Promotor) A lei que trata dos processos administrativos no âmbito federal previu outros princípios norteadores da administração pública. Tal previsão extrapolou o âmbito constitucional, o que gerou a inconstitucionalidade da referida norma. (Certo/Errado)

14)(2008/Cespe – MC – Área 1) Os princípios básicos referentes à atividade administrativa possuem previsão restritamente constitucional, não havendo hipótese de ampliação, em respeito ao princípio da legalidade. (Certo/Errado)

15) (2007/Cespe – TCU – Técnico) A administração pública deve obedecer aos princípios da legalidade, finalidade, razoabilidade, moralidade e eficiência, entre outros. (Certo/Errado)

16) (2006/Cespe – ANA – Analista) Entre as disposições fundamentais do art. 37 da Constituição Federal, encontram-se as do concurso público, das licitações, da responsabilidade objetiva do Estado, da participação na Administração e da probidade administrativa. (Certo/Errado)

17)(2008/CESPE – OAB-SP/137) Tanto a administração direta quanto a indireta se submetem aos princípios constitucionais da administração pública. (Certo/Errado)

18)(2009/Cespe – PCRN – Delegado) Os princípios gerais regentes da administração pública, previstos na CF, podem ser invocados no âmbito da administração de pessoal militar. (Certo/Errado)

19)(2009/Cespe – MPOG – Nível Intermediário) Os princípios básicos da administração pública não se limitam à esfera institucional do Poder Executivo,

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ou seja, tais princípios podem ser aplicados no desempenho de funções administrativas pelo Poder Judiciário ou pelo Poder Legislativo. (Certo/Errado)

20)(2008/CESPE – MPE/RR – Procurador) Os agentes públicos de qualquer nível ou hierarquia são obrigados a observar, de forma estrita, os princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade no trato dos assuntos de sua competência. (Certo/Errado)

21)(2007/Cespe – SECAD-TO – Delegado) Em toda atividade desenvolvida pelos agentes públicos, o princípio da legalidade é o que precede todos os demais. (Certo/Errado)

22)(2008/Cespe – TCE/AC – Cargo 1) O princípio da legalidade tem por escopo possibilitar ao administrador público fazer o que a lei permitir. No entanto, esse princípio não tem caráter absoluto, uma vez que um administrador poderá editar um ato que não esteja previsto em lei, mas que atenda ao interesse público. (Certo/Errado)

23)(2008/Cespe – OAB/SP/136 – Exame da Ordem) A administração pública pode, sob a invocação do princípio da isonomia, estender benefício ilegalmente concedido a um grupo de servidores a outro grupo que esteja em situação idêntica. (Certo/Errado)

24)(2009/Cespe – AGU) O Poder Judiciário, fundado no princípio da isonomia previsto na Carta da República, pode promover a equiparação dos vencimentos de um servidor com os de outros servidores de atribuições diferentes. (Certo/Errado)

25) (2007/Cespe – PC-PA – TEC EM ADM) De acordo com o princípio da legalidade, é permitido ao agente público, quando no exercício de sua função, fazer tudo que não seja expressamente proibido pela Constituição Federal. (Certo/Errado)

26)(2008/CESPE – OAB-SP/137) O princípio da legalidade, por seu conteúdo generalizante, atinge, da mesma forma e na mesma extensão, os particulares e a administração pública. (Certo/Errado)

27) (2005/Cespe – TCU – Analista) A existência de atos administrativos discricionários constitui uma exceção ao princípio da legalidade, previsto expressamente na Constituição da República. (Certo/Errado)

28)(2008/Cespe – OAB/SP/136 – Exame da Ordem) Ato administrativo não pode restringir, em razão da idade do candidato, inscrição em concurso para cargo público. (Certo/Errado)

29)(2009/Cespe – AGU) Segundo a doutrina, a aplicação do princípio da reserva legal absoluta é constatada quando a CF remete à lei formal apenas a fixação dos parâmetros de atuação para o órgão administrativo, permitindo

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que este promova a correspondente complementação por ato infralegal. (Certo/Errado)

30)(2009/Cespe – AGU) De acordo com o princípio da legalidade, apenas a lei decorrente da atuação exclusiva do Poder Legislativo pode originar comandos normativos prevendo comportamentos forçados, não havendo a possibilidade, para tanto, da participação normativa do Poder Executivo. (Certo/Errado)

31) (2004/Cespe – Defensor Público) Para parte da doutrina, o princípio da impessoalidade na administração pública nada mais representa do que outra formulação do princípio da finalidade. (Certo/Errado)

32) (2006/Cespe – ICMS/AC) A vedação constitucional e legal de promoção pessoal de autoridades e de servidores públicos sobre suas realizações administrativas decorre do princípio da finalidade ou impessoalidade. (Certo/Errado)

33) (2007/Cespe – TCU – Analista) O atendimento do administrado em consideração ao seu prestígio social angariado junto à comunidade em que vive não ofende o princípio da impessoalidade da administração pública. (Certo/Errado)

34)(2008/Cespe – ME – todos os cargos) A inauguração de uma praça de esportes, construída com recursos públicos federais, e cujo nome homenageie pessoa viva, residente na região e eleita deputado federal pelo respectivo estado, não chega a configurar promoção pessoal e ofensa ao princípio da impessoalidade. (Certo/Errado)

35)(2008/Cespe – SEAD/UEPA – Cargo 1) Determinada administração municipal trocou um terreno público onde havia uma pracinha e construiu outra em outro local, onde inseriu placa visando cientificar todos sobre a construção, com os seguintes dizeres. Conserve a praça. Ela é nossa. Obra realizada pelo Prefeito Dr. Odorico – Gente que faz Fica patente, no caso relatado, a violação do princípio da impessoalidade. (Certo/Errado)

36)(2009/Cespe – TCU – Cargo 2) Caso o governador de um estado da Federação, diante da aproximação das eleições estaduais e preocupado com a sua imagem política, determine ao setor de comunicação do governo a inclusão do seu nome em todas as publicidades de obras públicas realizadas durante a sua gestão, tal determinação violará a CF, haja vista que a publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos. (Certo/Errado)

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37)(2009/Cespe – ANAC – Analista Administrativo – Cargo 6) A inserção de nome, símbolo ou imagem de autoridades ou servidores públicos em publicidade de atos, programas, obras, serviços ou campanhas de órgãos públicos fere o princípio da impessoalidade da administração pública. (Certo/Errado)

38)(2009/Cespe – TRT – 17R – Cargo 2) As sociedades de economia mista e as empresas públicas que prestam serviços públicos estão sujeitas ao princípio da publicidade tanto quanto os órgãos que compõem a administração direta, razão pela qual é vedado, nas suas campanhas publicitárias, mencionar nomes e veicular símbolos ou imagens que possam caracterizar promoção pessoal de autoridade ou servidor dessas entidades. (Certo/Errado)

39)(2009/Cespe – PGE/PE – Procurador) De acordo com o princípio da impessoalidade, é possível reconhecer a validade de atos praticados por funcionário público irregularmente investido no cargo ou função, sob o fundamento de que tais atos configuram atuação do órgão e não do agente público. (Certo/Errado)

40)(2008/Cespe – Hemobrás – Cargo 1) O princípio da impessoalidade prevê que o administrador público deve buscar, por suas ações, sempre o interesse público, evitando deste modo a subjetividade. (Certo/Errado)

(2009/Cespe – Anatel – Cargo 5) O presidente de um tribunal de justiça estadual tem disponível no orçamento do tribunal a quantia de R$ 2.000.000,00 para pagamento de verbas atrasadas dos juízes de direito e desembargadores. Cada juiz e desembargador faz jus, em média, a R$ 130.000,00. Ocorre que o presidente da Corte determinou, por portaria publicada no Diário Oficial, o pagamento das verbas apenas aos desembargadores, devendo os juízes de direito aguardar nova disponibilização de verba orçamentária para o pagamento do que lhes é devido. O presidente fundamentou sua decisão de pagamento inicial em razão de os desembargadores estarem em nível hierárquico superior ao dos juízes. Irresignados, alguns juízes pretendem ingressar com ação popular contra o ato que determinou o pagamento das verbas aos desembargadores. Considerando a situação hipotética acima apresentada, julgue os itens subsequentes, acerca do controle e dos princípios fundamentais da administração pública.

41)A decisão do presidente do tribunal de justiça violou o princípio da impessoalidade, na medida em que esse princípio objetiva a igualdade de tratamento que o administrador deve dispensar aos administrados que se encontrarem em idêntica situação jurídica. (Certo/Errado)

42)Respeitado o princípio da publicidade, uma vez que a decisão do presidente que determinou o pagamento aos desembargadores foi publicada mediante portaria no Diário Oficial, é correto afirmar que, em consequência, os princípios da moralidade e legalidade não foram violados. (Certo/Errado)

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43) (2008/Cespe – Auditor) A moralidade administrativa, por traduzir conceito jurídico indeterminado, não se submete, em sua acepção pura, ao controle judicial. (Certo/Errado)

44)(2008/Cespe – STF – Cargo 1) A CF confere aos particulares o poder de controlar o respeito ao princípio da moralidade pela administração por meio da ação popular. (Certo/Errado)

45) (2007/Cespe – TCU – Analista) A probidade administrativa é um aspecto da moralidade administrativa que recebeu da Constituição Federal brasileira um tratamento próprio. (Certo/Errado)

46)(2009/Cespe - TCE/ES - Procurador) Na doutrina de Diógenes Gasparini, a probidade administrativa deve ser tratada de forma diferenciada da moralidade administrativa, pois somente quando o presidente da República violar aquele princípio é que estará autorizada a suspensão de seus direitos políticos. (Certo/Errado)

47) (2007/Cespe – PC-PA – TEC EM ADM) A prática do nepotismo na administração pública, caracterizada pela nomeação de parentes para funções públicas, pode ser considerada uma violação ao princípio da impessoalidade. (Certo/Errado)

48) (2007/Cespe – TCE-GO – Procurador) O nepotismo, por ofender os princípios constitucionais da impessoalidade e da moralidade, caracteriza abuso de direito, porquanto se trata de manifesto exercício do direito fora dos limites impostos pelo seu fim econômico ou social, o que acarreta a nulidade do ato. (Certo/Errado)

49) (2009/Cespe – AGU) Considere que Platão, governador de estado da Federação, tenha nomeado seu irmão, Aristóteles, que possui formação superior na área de engenharia, para o cargo de secretário de estado de obras. Pressupondo-se que Aristóteles atenda a todos os requisitos legais para a referida nomeação, conclui-se que esta não vai de encontro ao posicionamento adotado em recente julgado do STF. (Certo/Errado)

50)(2008/Cespe – Sebrae/BA – Analista Técnico II/Jurídico) A nomeação de cônjuge, companheiro, ou parente, em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica, investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança, ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta, em qualquer dos poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a CF. (Certo/Errado)

51) (2008/Cespe – OAB/SP/136 – Exame da Ordem) Não ofende o princípio da moralidade administrativa a nomeação de servidora pública do Poder

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Executivo para cargo em comissão em tribunal de justiça no qual o vice- presidente seja parente da nomeada. (Certo/Errado)

52) (2009/Cespe – IBRAM/DF/SEPLAG – Cargo 3) Ofende os princípios constitucionais que regem a administração pública, a conduta de um prefeito que indicou seu filho para cargo em comissão de assessor do secretário de fazenda do mesmo município, que efetivamente o nomeou. (Certo/Errado)

53)(2009/Cespe – AGU) Segundo entendimento do STF, a vedação ao nepotismo não exige edição de lei formal, visto que a proibição é extraída diretamente dos princípios constitucionais que norteiam a atuação administrativa. (Certo/Errado)

54)(2009/Cespe – IPOJUCA – Procurador Judicial) A vedação do nepotismo não exige a edição de lei formal para coibir a prática, uma vez que decorre diretamente dos princípios contidos na CF. No entanto, às nomeações para o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas Estadual, por ser de natureza política, não se aplica a proibição de nomeação de parentes pelo governador do estado. (Certo/Errado)

55)(2008/Cespe – MC – Área 1) A contratação de assessores informais para exercerem cargos públicos sem a realização de concurso público, além de ato de improbidade, configura lesão aos princípios da impessoalidade e da moralidade administrativa. (Certo/Errado)

56) (2005/Cespe – Serpro – Analista Jurídico) Com base na melhor doutrina, o princípio da moralidade é o mesmo que o princípio da legalidade. Assim, todo ato administrativo ilegal será imoral e todo ato praticado dentro da legalidade será moral. (Certo/Errado)

57)(2008/Cespe – CGE-PB – Auditor) A veiculação de propaganda de obra pública que promova o administrador público, se autorizada por lei, não implica violação da moralidade administrativa. (Certo/Errado)

58)(2008/Cespe – TCE/AC – Cargo 1) O princípio da moralidade administrativa está relacionado com o princípio da legalidade, mas pode um ato administrativo ser considerado legal, ou seja, estar em conformidade com a lei, e ser imoral. (Certo/Errado)

59) (2005/Cespe – TJBA/Juiz Substituto) A moralidade administrativa possui conteúdo específico, que não coincide, necessariamente, com a moral comum da sociedade, em determinado momento histórico; não obstante, determinados comportamentos administrativos ofensivos à moral comum podem ensejar a invalidação do ato, por afronta concomitante à moralidade administrativa. (Certo/Errado)

60) (2006/Cespe – ANA – Analista) Ato administrativo eivado de ilegalidade praticado por superintendente de conservação de água e solo (SAS) da

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Agência Nacional de Água (ANA) poderá ser examinado pelo Poder Judiciário sob o aspecto da legalidade, mas não, da moralidade. (Certo/Errado)

(2009/Cespe – AGU) Ora, um Estado funcionalmente eficiente demanda um

Direito Público que privilegie, por sua vez, a funcionalidade. Um Direito Público orientado por uma teoria funcional da eficiência. ( )

A administração privada é sabidamente livre para perseguir as respectivas

finalidades a que se proponha e, assim, a falta de resultados não traz

repercussões outras que as decorrentes das avenças privadas, como ocorre, por exemplo, nas relações societárias. Distintamente, a administração pública está necessariamente vinculada ao cumprimento da Constituição e, por isso, os resultados devem ser alcançados, de modo que se não o forem, salvo cabal motivação da impossibilidade superveniente, está-se diante de uma violação praticada pelo gestor público, pois aqui existe relevância política a ser considerada. Diogo de Figueiredo Moreira Neto. Quatro paradigmas do direito administrativo pós-moderno. Belo Horizonte: Ed. Fórum, 2008, p. 110-11 (com adaptações). Considerando o texto acima e com base nos princípios que regem a administração pública, julgue os próximos itens. 61) Com base no princípio da eficiência e em outros fundamentos constitucionais, o STF entende que viola a Constituição a nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para

o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função

gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, compreendido o

ajuste mediante designações recíprocas. (Certo/Errado)

62)(2009/Cespe - TCE/ES - Procurador) A alteração das regras do edital de um concurso público já em curso não afronta o princípio da moralidade ou da impessoalidade, mesmo que seja para coibir que haja, no curso de determinado processo de seleção, ainda que de forma velada, escolha direcionada dos candidatos habilitados às provas orais, especialmente quando já concluída a fase das provas escritas subjetivas e divulgadas as notas provisórias de todos os candidatos. (Certo/Errado)

63)(2009/Cespe - MPOG - Nível Superior) A publicidade na administração pública pode ser restringida quando a defesa da intimidade o exigir. Por essa razão, é juridicamente justificável o aumento de salário de servidores municipais por meio de boletim interno não publicado. (Certo/Errado)

64)(2009/Cespe - MPOG - Nível Superior) Um prefeito que nomeie parentes como funcionários de seu gabinete por meio de boletim interno não publicado viola o princípio da moralidade. (Certo/Errado)

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65) (2005/Cespe – TCU – Analista) Um jornal noticiou que, de acordo com o princípio constitucional da publicidade, a publicação na imprensa oficial é requisito essencial de validade dos atos administrativos praticados pela administração federal direta. Nessa situação, a afirmação veiculada pelo jornal

é correta. (Certo/Errado)

66)(2008/Cespe – Seplag/DFTRANS – Administrador) Considerada um princípio fundamental da administração pública, a impessoalidade representa a divulgação dos atos oficiais de qualquer pessoa integrante da administração pública, sem a qual tais atos não produzem efeitos. (Certo/Errado)

67) (2007/Cespe – PC-PA – TEC EM ADM) Conferir transparência aos atos dos agentes públicos é um dos objetivos do princípio da publicidade. (Certo/Errado)

68) (2007/Cespe – TCU – Técnico) Em obediência ao princípio da publicidade, é obrigatória a divulgação oficial dos atos administrativos, sem qualquer ressalva de hipóteses. (Certo/Errado)

69)(2006/Cespe – CENSIPAM) Nem mesmo os atos ligados a atividades de segurança nacional e os ligados a investigações disciplinares podem fugir ao princípio da publicidade que rege os atos administrativos. (Certo/Errado)

70)(2008/CESPE – OAB-SP/137) Embora vigente o princípio da publicidade para os atos administrativos, o sigilo é aplicável em casos em que este seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado. (Certo/Errado)

71) (2008/Cespe – MPOG – Analista de Infraestrutura) De acordo com o princípio da publicidade, a publicação no Diário Oficial da União é indispensável para a validade dos atos administrativos emanados de servidores públicos federais. (Certo/Errado)

72)(2008/Cespe – STF – Cargo 1) Nos municípios em que não exista imprensa oficial, admite-se a publicação dos atos por meio de afixação destes na sede da prefeitura ou da câmara de vereadores. (Certo/Errado)

73)(2009/Cespe – TCU – Cargo 3) Quando o TCU emite uma certidão, ele evidencia o cumprimento do princípio constitucional da publicidade. (Certo/Errado)

74) (2004/Cespe – PF – Delegado) A veiculação do ato praticado pela administração pública na Voz do Brasil, programa de âmbito nacional, dedicado

a divulgar fatos e ações ocorridos ou praticados no âmbito dos três poderes da União, é suficiente para ter-se como atendido o princípio da publicidade. (Certo/Errado)

75)(2008/Cespe – ABIN – Agente de Inteligência) Com base no princípio da publicidade, os atos internos da administração pública devem ser publicados no diário oficial. (Certo/Errado)

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76)(2009/Cespe – TRF/2ªR – Juiz Substituto) De acordo com o princípio da publicidade, os atos administrativos devem ser publicados necessariamente no Diário Oficial, não tendo validade a mera publicação em boletins internos das repartições públicas. (Certo/Errado)

(2009/Cespe – PCRN – Agente) O art. 37, caput, reportou de modo expresso à administração pública apenas cinco princípios. Fácil é ver-se, entretanto, que inúmeros outros merecem igualmente consagração constitucional: uns, por constarem expressamente da Lei Maior, conquanto não mencionados no art. 37, caput; outros, por nele estarem abrigados logicamente. Celso Antônio Bandeira de Mello. Curso de Direito Administrativo. São Paulo: Malheiros, 2008, 25.a ed., p. 378 (com adaptações). Com base no texto, julgue o quesito a seguir. 77) O núcleo do princípio da publicidade é a procura da economicidade e da produtividade, o que exige a redução dos desperdícios do dinheiro público, bem como impõe a execução dos serviços com presteza e rendimento funcional. (Certo/Errado)

78) (2008/Cespe – PGE-PB – Procurador) O princípio da eficiência, introduzido expressamente na Constituição Federal (CF) na denominada Reforma Administrativa, traduz a ideia de uma administração gerencial. (Certo/Errado)

79)(Cespe – PGE/PB – Procurador) O princípio da eficiência, introduzido expressamente na Constituição Federal (CF) na denominada Reforma Administrativa, traduz a idéia de uma administração burocrática. (Certo/Errado)

80)(Cespe – MPE/RR – Cargo 7) Apesar de não estar previsto expressamente na Constituição Federal, o princípio da eficiência é aplicado na administração pública por força de lei específica. (Certo/Errado)

81)(2008/CESPE – OAB-SP/137) O rol dos princípios administrativos, estabelecido originariamente na CF, foi ampliado para contemplar a inserção do princípio da eficiência. (Certo/Errado)

82) (2007/Cespe – CPC Renato Chaves-PA/Téc. Em Info) O princípio da eficiência alcança apenas os serviços públicos prestados diretamente pelo Estado à coletividade, não se estendendo aos serviços administrativos internos, que ficam submetidos ao princípio da estrita legalidade. (Certo/Errado)

83)(2009/Cespe – PCPB/Perito) O princípio da eficiência na administração pública foi inserido no caput do art. 37 da CF apenas com a edição da Emenda Constitucional n.º 19/1998. Entretanto, mesmo antes disso, já era considerado pela doutrina e pela jurisprudência pátria como um princípio implícito no texto constitucional. Sob o enfoque desse princípio, o princípio da eficiência, relacionado na CF apenas na parte em que trata da administração pública, não se aplica às ações dos Poderes Legislativo e Judiciário. (Certo/Errado)

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84)(2008/CESPE – STJ – Cargo 4) A exigência de que o administrador público atue com diligência e racionalidade, otimizando o aproveitamento dos recursos públicos para obtenção dos resultados mais úteis à sociedade, se amolda ao princípio da continuidade dos serviços públicos. (Certo/Errado)

85)(2009/Cespe – MPOG – Nível Intermediário) O texto da Constituição Federal de 1988 (CF) menciona explicitamente a eficiência como princípio que deve reger a administração pública. Além disso, com base na doutrina prevalecente, é correto afirmar que tal princípio se confunde com o da moralidade administrativa. (Certo/Errado)

86)(2008/CESPE – STJ – Cargo 1) As formas de participação popular na gestão da coisa pública previstas na CF incluem a autorização para a lei disciplinar a representação do usuário do serviço público contra o exercício negligente ou abusivo do cargo público. (Certo/Errado)

87)(2008/Cespe – MC – Área 1) O princípio da eficiência se concretiza também pelo cumprimento dos prazos legalmente determinados, razão pela qual, em caso de descumprimento injustificado do prazo fixado em lei para exame de requerimento de aposentadoria, é cabível indenização proporcional ao prejuízo experimentado pelo administrado. (Certo/Errado)

88)(2008/Cespe – Hemobrás – Cargo 1) O princípio da eficiência impõe ao administrador público a obtenção da plena satisfação da sociedade a qualquer custo. (Certo/Errado)

89) (2008/Cespe – TJ-DF/Analista Judiciário) O Poder Judiciário poderá exercer amplo controle sobre os atos administrativos discricionários quando o administrador, ao utilizar-se indevidamente dos critérios de conveniência e oportunidade, desviar-se da finalidade de persecução do interesse público. (Certo/Errado)

90) (2006/Cespe – PC-PA – Delegado) A comunicação, por meio de denúncia anônima, de fatos ilícitos graves que tenham sido praticados no âmbito da administração pública, autoriza, em cada caso concreto, a ponderação entre a vedação constitucional do anonimato e a obrigação jurídica do Estado de investigar condutas funcionais desviantes, imposta pelo dever de observância à legalidade, à impessoalidade e à moralidade administrativa. (Certo/Errado)

91) (2005/Cespe – TJ/BA) O princípio da proporcionalidade é hoje amplamente reconhecido pela doutrina e pela jurisprudência brasileiras como um dos que regem a atividade administrativa, conquanto remanesça como princípio implícito no ordenamento jurídico positivo do país. (Certo/Errado)

92)(2008/Cespe – STF – Cargo 1) Os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade estão previstos de forma expressa na CF. (Certo/Errado)

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93)(2008/Cespe – Sebrae/BA – Analista Técnico II/Jurídico) É certo que cabe ao Poder Judiciário verificar a regularidade dos atos normativos e de administração do poder público em relação às causas, aos motivos e à finalidade que os ensejam. Contudo, a valoração do princípio da proporcionalidade, realizada pelo Poder Judiciário, não pode chegar ao ponto de, em processo judicial, se exigir que seja guardada correlação entre o número de cargos efetivos e em comissão existentes no Poder Legislativo, como forma de garantir estrutura para usa atuação. (Certo/Errado)

94)(2009/Cespe - TCE/ES - Procurador) É ilegítima a verificação pelo Poder Judiciário de regularidade de ato discricionário, mesmo no que se refere às suas causas, motivos e finalidade. (Certo/Errado)

95)(2009/Cespe – PCRN – Delegado) Não se trata de exigência desproporcional e desarrazoada a cláusula que determina que conste nos comunicados oficiais o custo da publicidade veiculada. (Certo/Errado)

96)(2009/Cespe – ANAC – Analista Administrativo – Cargo 6) O princípio da razoabilidade impõe à administração pública a adequação entre meios e fins, não permitindo a imposição de obrigações, restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público. (Certo/Errado)

97) (2005/Cespe – ANTAQ) A ausência de previsão constitucional expressa da obrigação do administrador de motivar os seus atos não impede que se exija dele essa motivação com fundamento na adoção da democracia pelo Estado brasileiro, bem como no princípio da publicidade e na garantia do contraditório. (Certo/Errado)

98)(2008/Cespe – Seplag/DFTRANS – Administrador) Segundo o princípio da motivação, os atos da administração pública devem receber a indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinaram a decisão. (Certo/Errado)

99)(2008/Cespe – ABIN – Agente de Inteligência) Não viola o princípio da motivação dos atos administrativos o ato da autoridade que, ao deliberar acerca de recurso administrativo, mantém decisão com base em parecer da consultoria jurídica, sem maiores considerações. (Certo/Errado)

100) (2006/Cespe – CENSIPAM) O Poder Judiciário não está sujeito ao princípio da motivação quando exerce funções atípicas. (Certo/Errado)

101) (2009/Cespe

ANAC

Analista

Cargo

5)

São

princípios

da

administração pública expressamente

previstos

na

CF:

legalidade,

impessoalidade, moralidade, publicidade, (Certo/Errado)

eficiência

e

motivação.

102) (2008/Cespe – OAB-SP) A Lei Complementar nº 1.025, de 7 de dezembro de 2007, do estado de São Paulo, ao criar a Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (ARSESP), dispôs que essa

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agência, no desempenho de suas atividades, deveria obedecer, entre outras, às diretrizes de “adequação entre meios e fins, vedada a imposição de obrigações, restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público” (art. 2.º, III) e de “indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinem as suas decisões” (art. 2.º, V). Tais diretrizes dizem respeito aos seguintes princípios proporcionalidade e motivação. (Certo/Errado)

103) (2007/Cespe – PGE-PA – Técnico) Com base no princípio da segurança jurídica, é possível a modulação dos efeitos dos atos administrativos ilegais ou inconstitucionais, de forma a permitir que sejam declarados nulos com efeitos ex nunc. (Certo/Errado)

104) (Cespe – TRE/MA – Cargo 5/2009) João, servidor público federal, obteve, mediante ação judicial transitada em julgado, determinada vantagem pecuniária que, cerca de 15 anos depois, foi incorporada aos proventos da sua aposentadoria. O TCU, ao examinar a concessão da aposentadoria, determinou a suspensão do pagamento da parcela, arguindo estar em conflito com jurisprudência pacífica do STF. Considerando essa situação hipotética, para impedir o ato do TCU, a defesa de João deve arguir o princípio da princípio da segurança jurídica. (Certo/Errado)

105) (Cespe – Sefaz/AC – Fiscal/2009) A aplicação do princípio da segurança jurídica pode afastar o da mera legalidade. (Certo/Errado)

106) (2009/Cespe - TCE/ES - Procurador) O princípio da segurança jurídica não pode ser concretizado desconsiderando-se o princípio da legalidade. Nesse sentido já entendeu o STF, para o qual, se uma lei editada após o advento da CF for por ele declarada inconstitucional, no âmbito do controle difuso, não haverá como se aplicar a técnica da modulação dos efeitos para que essa declaração somente passe a vigorar a partir de outra data, pois, se a lei é inconstitucional, toda declaração de inconstitucionalidade deverá retroagir (eficácia ex tunc) para extirpar a lei do ordenamento jurídico, desde o seu nascimento. (Certo/Errado)

107) (2009/Cespe - TCE/ES - Procurador) Considere que determinado servidor tenha se aposentado no serviço público e que, sete anos depois, o TCU tenha negado o registro dessa aposentadoria. Nessa situação, conforme entendimento do STF, de acordo com o princípio da segurança jurídica, deveria esse servidor ser convocado para participar do processo administrativo em tela diante da garantia do contraditório e da ampla defesa. (Certo/Errado)

108) (2009/Cespe – PGE/PE – Procurador) O princípio da boa-fé está previsto expressamente na CF e, em seu aspecto subjetivo, corresponde à conduta leal e honesta do administrado. (Certo/Errado)

109) (2007/Cespe – Bombeiros/DF) Com fundamento no princípio da proporcionalidade, a sanção por ato de improbidade administrativa deve ser

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fixada com base na extensão do dano causado e no proveito patrimonial obtido pelo agente. (Certo/Errado)

110) (2008/Cespe – OAB/SP/136 – Exame da Ordem) O Poder Judiciário pode dispensar a realização de exame psicotécnico em concurso para investidura em cargo público, por ofensa ao princípio da razoabilidade, ainda quando tal exigência esteja prevista em lei. (Certo/Errado)

111) (2008/Cespe – MC – Área 1) Em exames de avaliação psicológica para seleção de candidatos a cargos públicos, é inadmissível a existência de sigilo e subjetivismo, sob pena de afronta aos princípios da publicidade e da legalidade. (Certo/Errado)

112) (2008/Cespe – Sebrae/BA – Analista Técnico II/Jurídico) Uma vez constituída por ato administrativo uma situação jurídica que venha causar modificação favorável ao patrimônio do administrado ou do servidor, o desfazimento do ato pode ocorrer sem prévio contraditório, caso seja constatada ilegalidade. (Certo/Errado)

113) (2008/Cespe – Sebrae/BA – Analista Técnico II/Jurídico) Na análise dos atos administrativos, a teoria do fato consumado se caracteriza como matéria infraconstitucional, pois se relaciona à aplicação do princípio da segurança jurídica em atos administrativos inválidos. (Certo/Errado)

114) (2009/Cespe – SECONT/ES – Administrador) Tendo em vista o princípio da continuidade do serviço público, na hipótese de rescisão do contrato administrativo, a administração pública detém a prerrogativa de, nos casos de serviços essenciais, ocupar provisoriamente bens móveis, imóveis, pessoal e serviços vinculados ao objeto do contrato. (Certo/Errado)

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50 E

65

80 E

95 E

110 E

6 E

21 C

36 C

51 E

E

66

81 C

96 C

111 C

7 C

22 E

37 C

52 C

C

67

82 E

97 C

112 C

8 E

23 E

38 C

C

53 E

68

83 E

98 C

113 E

9 C

24 E

39 C

54 E

E

69

84 E

99 C

114 C

10 E

25 E

40 C

55 C

C

70

85 E

100 E

 

11 C

26 E

41 C

56 E

E

71

86 C

101 E

 

12 C

27 E

42 E

57 C

E

72

87 C

102 C

 

13 E

28 E

43 E

58 C

C

73

88 E

103 C

 

14 E

29 E

44 C

C

59 E

74

89 C

104 C

 

15 C

30 E

45 C

60 E

E

75

90 C

105 C

 

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QUESTÕES COMENTADAS

1. Comentários

Vejamos o erro do item: mesmo que se admitisse esse tal “princípio da vinculação política ao bem comum” não se poderia falar que ele,

hierarquicamente, fosse superior aos demais, daí a incorreção da alternativa. De fato, não há hierarquia material entre princípios.

Gabarito: ERRADO

2. Comentários:

No item examinado aponta-se o regime jurídico-administrativo, em seu sentido amplo, como sendo maior que os regimes de direito público e privado. Essa parte do item está perfeita, isso porque o regime jurídico-administrativo,

em sentido amplo, tendo por sinônimo Regime Jurídico da Administração, engloba tanto o regime de direito privado (quando a Administração funciona como se particular fosse – CEF, BB, Petrobras) quanto o regime jurídico- administrativo (em sentido estrito), este de Direito Público, aplicável à atividade administrativa do Estado.

A expressão regime jurídico-administrativo, em seu sentido amplo,

abarca tanto o regime jurídico administrativo (de Direito Público) como o de Direito Privado, ok? No entanto, só há regime especial, garantidor de prerrogativas na relação com o administrado, quando da presença do Direito Público (regime jurídico administrativo, sentido estrito). O erro, portanto, é subtender que haverá prerrogativas também quando o Estado comparece como pessoa jurídica de Direito Privado, perceberam como “maledita” é a banca Cespe.

Gabarito: ERRADO

3. Comentários:

A questão é excelente, pois trata de um tema “na moda” em concursos recentes. Isso mesmo, concurso também tem moda Em determinadas épocas, alguns assuntos passam a ser recorrentes nas provas, como é a diferenciação entre interesse público primário e secundário. O interesse primário representa a Administração Pública no sentido finalístico, extroverso, com outras palavras, é o interesse público propriamente dito, pois dirigido diretamente aos cidadãos (de dentro do Estado para fora – Administração Extroversa). Já o interesse secundário diz respeito aos interesses do próprio Estado, internos, introversos, portanto, inconfundíveis com os primários (propriamente ditos), daí a correção do quesito.

Gabarito: CERTO

4. Comentários:

O regime jurídico-administrativo é formado por dois pilares: o da

da

supremacia

do

interesse

público

sobre

o

privado

e

o

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indisponibilidade do interesse público (ou legalidade, para outros), os quais podem ser sintetizados, respectivamente, no seguinte binômio:

prerrogativas e restrições.

Gabarito: CERTO

5. Comentários:

O regime jurídico-administrativo é um conjunto de prerrogativas e sujeições concedido à Administração Pública, para melhor cumprimento dos interesses públicos. As prerrogativas traduzem o princípio da supremacia do interesse público sobre o privado, enquanto que as restrições/sujeições remetem-nos ao princípio da indisponibilidade do interesse público/legalidade, daí a correção do quesito.

Gabarito: CERTO.

6. Comentários:

Cespe, sempre Cespe! É verdade que, de acordo com o princípio da indisponibilidade, não é lícito prevalecer a vontade psicológica, no entanto, os agentes não são titulares do interesse público, são sim guardiães.

Gabarito: ERRADO.

7. Comentários:

Os princípios da supremacia e o da legalidade são os informadores do Regime Jurídico Administrativo, daí a correção da alternativa.

Gabarito: CERTO.

8. Comentários:

Prevalência do interesse da maioria da população?! E se a maioria da população se debelar contra o Estado Democrático e de Direito?! A supremacia é do interesse público, daí a incorreção da alternativa.

Gabarito: ERRADO.

9. Comentários:

Na parte de Direito Constitucional, os amigos estudaram que os vícios podem ser de legalidade ou de constitucionalidade. Se o contraste do ato normativo é diretamente com a lei, temos controle de legalidade, por exemplo:

Decreto Regulamentar do Presidente da República que extrapola o conteúdo da lei. Já se o contraste do ato normativo é diretamente com o texto constitucional, temos o controle de constitucionalidade, por exemplo:

Resolução do CNJ, por ser ato primário.

Gabarito: CERTO.

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10. Comentários:

A questão é simples. A partir da leitura do caput do art. 37 da CF/1988

chegamos facilmente à resposta. O referido dispositivo coloca, explicitamente, cinco princípios a serem aplicados à Administração Pública, velhos conhecidos de quem já vem há tempos se preparando para concursos públicos: Legalidade; Impessoalidade; Moralidade; Publicidade e Eficiência (o tradicional LIMPE, tão repetido em sala nos cursos preparatórios para concursos). Não resta dúvida quanto à incorreção da questão: faltou o princípio explícito da eficiência, detalhado mais à frente. Esse tão conhecido processo mnemônico – LIMPE diz respeito tão-só aos princípios constitucionais expressos. Há inúmeros outros princípios de Administração encontrados (deduzidos) em nosso ordenamento.

Gabarito: ERRADO

11. Comentários:

Nem todos os princípios que valem para a Administração Pública encontram previsão expressa no texto constitucional. Vários princípios, ainda que assim não chamados pelo texto da CF/1988, podem ser dessa extraídos. São exemplos: o princípio da participação popular (art. 37, §3º); princípio da licitação (art. 37, inc. XXI); princípio da probidade (art. 37, §4 º) etc.

Gabarito: CERTO

12. Comentários:

A questão é quase repetição da anterior, só que, ao tempo que omite a

impessoalidade como princípio, acresce outro: o princípio da probidade. Existem inúmeros princípios de Administração Pública os quais, ainda que não tenham sido chamados assim, de princípios, o são, uma vez que reconhecidos amplamente pela doutrina, como, por exemplo, o da probidade administrativa.

Gabarito: CERTO

13. Comentários:

Vamos aproveitar o item para citarmos o art. 2º da Lei n. 9.784/1999 (Lei de Processo Administrativo Federal):

A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência.

Inúmeros princípios, além daqueles constantes da Constituição Federal, foram positivados (reproduzidos, previstos) em nossa ordem jurídica para a Administração Federal pela Lei n. 9.784/1999. Portanto, a lei não incorre em nenhuma inconstitucionalidade por ter trazido “novos” princípios para a Administração Pública. De fato, se fôssemos buscar fundamentos constitucionais para os princípios enumerados pela Lei n.

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9.784/1999, encontraríamos para todos! Ou seja, a Lei só faz reproduzir de maneira expressa aquilo que o assoalho Constitucional já garante.

Gabarito: ERRADO

14. Comentários:

Os princípios são verdadeiros pilares, suporte para toda atividade da Administração. Alguns desses “pilares” são explícitos na Constituição e constam do caput do art. 37 da CF/1988. Outros são encontrados implicitamente no texto constitucional, são depreendidos do sistema jurídico- administrativo-constitucional. Outros princípios vêm de textos legais, como os do art. 2º da Lei n. 9.784/1999 (Lei de Processo Federal), e, por fim, a doutrina “constrói” inúmeros princípios, a partir da interpretação da ordem

jurídica, daí a incorreção do quesito.

Gabarito: ERRADO.

15. Comentários:

A questão, sem sombra de dúvidas, está correta, pois a Administração deve obediência a todos os princípios enumerados, além de outros mais.

Gabarito: CERTO

16. Comentários:

Todas as disposições fundamentais do art. 37 constituem princípios de Administração Pública e não apenas o seu caput, por exemplo:

I) concursos públicos – exigência do inc. II do art. 37. O acesso a cargos e empregos públicos ocorrerá mediante concurso público (regra geral).

Toa, para tal regra há exceções, que serão vistas em capítulos futuros; II) licitações – o inc. XXI do art. 37 determina que, salvo exceções previstas em Lei, as compras, alienações, obra e serviços a serem contratados pela Administração Pública devem ser antecedidos de licitação. Observe-se que licitações e contratos são coisas diferentes: para que os últimos sejam firmados, as primeiras devem, em regra, ser realizadas. Assim, licitações são o antecedente e o contrato o consequente (regra geral); III) responsabilidade do Estado: a regra é que o Estado responde objetivamente pelos atos provocados por seus agentes (nessa qualidade), como estabelece o §6º do art. 37. Teremos a oportunidade de destrinchar o tema responsabilidade no momento mais adequado; IV) dever de probidade: determina que o agente público mantenha conduta honesta, reta, leal, e ética; V) participação na Administração: o §3º do art. 37 (com redação oferecida pela EC 19/1998) estabelece que a lei disciplinará as formas de participação do usuário na administração pública direta e indireta. Em síntese: Os comandos do art. 37 contêm inúmeros princípios que não foram assim chamados, por serem implícitos ou reconhecidos pelo seu valor para ordem jurídica.

Gabarito: CERTO

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17. Comentários:

De acordo com o art. 37, caput, da CF/1988, os princípios têm aplicação para todos os Poderes e suas administrações direta (conjunto de órgãos, por exemplo: Ministérios) e indireta (conjunto de entidades administrativas, por exemplo: sociedades de economia mista).

Gabarito: CERTO.

18. Comentários:

Na ADI 1.694, o STF esclareceu que os princípios gerais regentes da Administração Pública são invocáveis de referência à administração de pessoal militar federal ou estadual, salvo no que tenha explícita disciplina em

atenção às peculiaridades do serviço militar.

Gabarito: CERTO.

19. Comentários:

Mais um item sobre o alcance dos princípios. Visto e revisto, os princípios são aplicáveis a todos os Poderes, daí a correção da alternativa.

Gabarito: CERTO.

20. Comentários:

caput, da CF/1988 não alcança apenas as

administrações direta e indireta de todos os Poderes da República, como

também os agentes públicos integrantes, independentemente do nível de hierarquia (do Presidente da República ao agente administrativo), daí a correção do quesito.

O comando do

art.

37,

Gabarito: CERTO.

21. Comentários:

Essa “precedência” não tem sentido hierárquico. Não é que o princípio da legalidade seja mais importante que os demais, mas sim que os outros princípios devem ser interpretados à luz das leis, pois, como dito, a Administração só pode fazer o que a lei determina ou autoriza. Por exemplo. Os amigos concursandos devem lembrar que a expressão regime jurídico administrativo quer significar um conjunto de regras e de princípios, certo? E lembram, igualmente, que dois são os princípios informadores deste regime: supremacia do interesse público e indisponibilidade do interesse público, certo? E vimos que a indisponibilidade do interesse público traduz a idéia de que a Administração

está submissa ao princípio da legalidade. Portanto, se a indisponibilidade é informadora dos demais princípios e o princípio da legalidade é sinônimo dela, chegamos à conclusão de que o princípio da legalidade precede (vem antes!) os demais, pois comparece como informador do regime jurídico-administrativo.

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Muito boa essa questão! E palmas ao Cespe, banca sempre capaz de nos surpreender

Gabarito: CERTO

22. Comentários:

Enquanto o particular age do modo que julgue mais conveniente, desde que a lei (não apenas a Constituição) não o proíba, o agente público, responsável por tornar concreta a missão da Administração Pública, não pode fazer tudo o que não seja proibido em lei, e sim só o que a norma autoriza ou determina, daí a incorreção do quesito.

Gabarito: ERRADO.

23. Comentários:

A Administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de ilegalidade (Súmula 473/STF – princípio da autotutela), não podendo ser invocado o princípio da isonomia com o pretexto de se obter benefício ilegalmente concedido a outros servidores, daí a incorreção do quesito.

Gabarito: ERRADO.

24. Comentários:

Aplicação direta da Súmula 339/STF: não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos, sob fundamento de isonomia. O §1º do artigo 39 da CF/1988 é preceito dirigido ao legislador, a quem compete concretizar o princípio da isonomia, considerando especificamente os casos de atribuições iguais ou assemelhadas, não cabendo ao Poder Judiciário substituir-se ao legislador, daí a incorreção do quesito.

Gabarito: ERRADO.

25. Comentários:

O princípio da legalidade tem uma dupla face, dupla aplicação. Ora dirige-se à conduta do agente público (legalidade administrativa caput do art. 37), ora relaciona-se à forma de atuar dos particulares em geral (legalidade constitucional – inc. II do art. 5º). Porém, o alcance é distinto. Tratando-se de Administração, só é dado fazer ou deixar de fazer o que a lei permitir ou autorizar, quando e como (indisponibilidade); já para o particular há autonomia de vontade, faz ou deixa de fazer tudo, desde que a lei não o proíba. No presente quesito, a banca inverteu a aplicação, pois o agente só pode fazer o que a lei determina. Por exemplo: por decorrência do regime jurídi- coadministrativo se tolera que o Poder Público celebre acordos judiciais, ainda que benéficos, sem a expressa autorização legislativa? Sonoramente não! Só pode fazer ou deixar de fazer o que está previsto/autorizado nas leis. Acrescento que, apesar da importância do princípio da legalidade, existem situações em que referido postulado poderá sofrer constrições

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(afastamentos) provisórias e excepcionais, por exemplo: estado de defesa, de sítio, e edição de Medida Provisória (esta, como sabemos, tem força de lei).

Gabarito: ERRADO

26. Comentários:

Enquanto a legalidade constitucional dirige-se aos particulares em geral, facultando-os fazer ou deixar de fazer qualquer coisa, a não ser que a lei expressamente os proíba, a legalidade administrativa tem aplicabilidade para os administradores públicos, no sentido de que só podem fazer ou deixar de fazer se a lei permitir ou autorizar, logo, incorreto o presente quesito.

Gabarito: ERRADO.

27. Comentários:

Como dito, a Administração Pública só pode agir de forma determinada ou autorizada por lei. No primeiro caso, tem-se a atuação vinculada à norma, com a produção de atos dessa natureza, vinculados. Nestes, a doutrina costuma apontar que falta liberdade ao administrador, o qual se limitaria simplesmente a cumprir o estabelecido pela norma, de forma clara e precisa. Noutros casos, a Administração Pública contará com certo grau de liberdade, mais ou menos amplo, aquilo que foi convencionado chamar, doutrinariamente, de discricionariedade administrativa. Contudo, mesmo quando possui tal liberdade, que, em síntese, diz respeito à conveniência (modo) e oportunidade (momento) de agir, a Administração não escapa do dever de cumprir a lei. De outra forma: discricionariedade não é sinônimo de

arbitrariedade, livre disposição de vontade. Discricionariedade significa, sim, liberdade, mas com limites postos pela lei, daí a incorreção do item.

Gabarito: ERRADO

28. Comentários:

O STF reconhece como legítima a fixação de idade (máxima e mínima, conforme o caso), no entanto, só ganha validade quando indispensável em razão da natureza e atribuições do cargo e quando fixado em lei e não em ato administrativo, como, por exemplo, edital de concurso, daí a incorreção do quesito.

Gabarito: ERRADO.

29. Comentários:

A CF/1988 traça dois tipos de reserva legal: a absoluta e a relativa. A absoluta ocorre ao se solicitar a edição de lei formal para a regulamentação do texto constitucional, elaborada segundo o devido processo legislativo. Já a relativa, embora se exija edição de lei formal, garante a fixação de

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parâmetros de atuação do Poder Executivo, que pode complementá-la por ato infralegal (edição de decreto regulamentar), daí a incorreção do quesito.

Gabarito: ERRADO.

30. Comentários:

O texto constitucional, além da reserva legal absoluta, prevê a reserva relativa, essa que permite ao Executivo a complementação da lei formal por meio de atos infralegais. Assim, o Chefe do Executivo pode editar decreto regulamentar (ato normativo) e, portanto, dar fiel cumprimento à lei, obrigando seus destinatários, daí a incorreção do quesito.

Gabarito: ERRADO.

31. Comentários:

Por tal princípio, o tratamento conferido aos administrados em geral deve levar em consideração não o “prestígio” por estes desfrutado, mas sim suas condições objetivas frente às normas que cuidam da situação, tendo em conta o interesse público, que deve prevalecer. Para esses doutrinadores, a atuação impessoal determina uma atuação finalística da Administração, ou seja, voltada ao melhor atendimento dos interesses públicos. Desse modo, o princípio da impessoalidade é sinônimo de finalidade, portanto, correto o item. Com outras palavras, a Administração Pública não detém a faculdade (prerrogativa) de alcançar a finalidade das normas, o cumprimento de princípios é verdadeira restrição, sendo o princípio da finalidade inerente ao princípio da impessoalidade.

Gabarito: CERTO

32. Comentários:

Uma segunda face do princípio da impessoalidade refere-se à circunstância de os atos praticados pelo agente serem imputados ao órgão/entidade ao qual se vincula. A atuação do agente, em realidade, é da própria Administração Pública. Não se justifica, pois, que as realizações da Administração Pública gerem louros pessoais ao agente. Evita-se, com isso, a confusão entre público e privado.

Gabarito: CERTO

33. Comentários:

De acordo com o princípio da finalidade, o tratamento dado aos administrados em geral deve levar em consideração não o “prestígio” desfrutado por estes, mas sim suas condições objetivas diante das normas que cuidam da situação, tendo em conta o interesse público, que deve prevalecer. Por isso, o erro da questão: não há outra finalidade da Administração que não seja a de alcançar os interesses públicos, pouco importando à Administração o prestígio do administrado.

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Gabarito: ERRADO

34. Comentários:

O princípio da impessoalidade, na acepção de finalidade pública, tem

aplicações várias encontradas no texto constitucional, entre as quais, a vedação à promoção pessoal (§1º do art. 37 da CF/1988), logo, incorre em desvio de finalidade o administrador que usa nome, símbolo ou imagem para

se autopromover, daí a incorreção do quesito.

Gabarito: ERRADO.

35. Comentários:

A publicidade a partir de símbolos, de imagens e de nomes não pode

servir para autopromoção dos agentes, mas sempre promovida em caráter educativo, informativo e não de cooptação (captura) social. Logo, no presente caso, está patente a violação do princípio da impessoalidade.

Gabarito: CERTO.

36. Comentários:

De fato, ofende o princípio da impessoalidade a publicidade com uso de símbolos, de imagens e de nomes que gere a promoção pessoal do agente público, daí a correção do quesito.

Gabarito: CERTO.

37. Comentários:

Mais um item de fixação. Dispensáveis novos comentários.

Gabarito: CERTO.

38. Comentários:

Os princípios são válidos para toda a Administração Direta e Indireta, aqui incluídas as sociedades de economia mista e as empresas públicas, daí a

correção da alternativa.

Gabarito: CERTO.

39. Comentários:

Em outra interessante acepção do princípio da impessoalidade, os atos e

provimentos administrativos são imputáveis não ao funcionário que os pratica, mas ao órgão ou entidade administrativa em nome do qual age o funcionário.

A tese é consagrada em diversos momentos da nossa atual Constituição

Federal, como, por exemplo, no art. 37, §6º, do texto constitucional, daí a correção do quesito.

Gabarito: CERTO.

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40. Comentários:

Não há, de fato, outro interesse a ser perseguido pelo administrador a não ser o interesse público, daí a correção do quesito. Como diz a doutrina, de acordo com a impessoalidade, é como se os administradores não tivessem

rosto e os administrados nomes e sobrenomes.

Gabarito: CERTO.

41. Comentários:

Ofende o princípio da impessoalidade, na acepção da igualdade, a concessão de benefícios distintos a pessoas que se encontram em idêntico patamar, daí a correção da alternativa.

Gabarito: CERTO.

42. Comentários:

A publicidade não é um requisito de validade, enfim, se o ato é imoral e ilegal, não é com a publicidade que passa a ser legítimo, daí a incorreção do quesito.

Gabarito: ERRADO.

43. Comentários:

A moralidade é princípio autônomo em relação aos demais princípios

constitucionais, logo, em havendo ofensa à moralidade, certo que o ato não fica imune ao controle judicial. Basta ver o que diz o inc. XXXV do art. 5º da CF/1988 para chegar a essa conclusão. Relembremos o dispositivo: a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito. Mesmo que tal conceito seja empregado em sua “acepção pura”, ou seja, em seu sentido filosófico, entendida, portanto, como um conjunto de regras de conduta consideradas como válidas, quer de modo absoluto para qualquer tempo ou lugar, quer para grupo ou pessoa determinada (conceito extraído do Dicionário Aurélio Eletrônico), estará submetido ao controle judicial, se for o caso, daí a incorreção do item.

Gabarito: ERRADO.

44. Comentários:

A moralidade administrativa, além da ação popular – interposta por

qualquer cidadão – (art. 5º, LXXIII, da CF/1988), é reforçada pela própria Constituição em outras passagens, como, por exemplo, nos arts. 37, §4º e 85, V, (atos de improbidade administrativa) e 70 (princípios da legitimidade e economicidade, dos quais irradia a moralidade).

Gabarito: CERTO.

45. Comentários:

Muito interessante esse item. A afirmação de que a probidade é um aspecto da moralidade é correta quanto à origem do conceito.

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De acordo com o Dicionário Aurélio (eletrônico), probidade diz respeito à integridade de caráter, honradez, ou seja, conceito estreitamente correlacionado com o de moralidade administrativa, tal como afirmado pelo examinador.

Gabarito: CERTO

46. Comentários:

De fato, há doutrinadores que diferenciam a probidade da moralidade administrativa. No entanto, para o autor Diógenes Gasparini a probidade não é distinta da moralidade, quando muito, a probidade é apenas um

particular aspecto da moralidade administrativa que recebeu da Constituição Federal um tratamento próprio, na medida em que atribuiu ao ímprobo a pena de suspensão dos direitos políticos.

Gabarito: ERRADO.

47. Comentários:

Excelente questão, mais uma vez, no velho e bom “estilo Cespe”. Não há, de maneira geral, uma LEI que vede, expressamente, o nepotismo no âmbito de todas as esferas federativas. Não obstante prática indesejável, o nepotismo não seria, então, uma ilegalidade explícita, por falta de lei que assim estabeleça. Toa, além do princípio da legali dade, cabe observar e aplicar outros princípios constitucionais na produção de atos administrativos. O nepotismo precisa ser combatido, integrando todos os princípios constitucionais, o que, por sorte da moralidade e da eficiência, já foi feito pelo Supremo Tribunal Federal - STF.

Ao apreciar a Ação Declaratória de Constitucionalidade 12/2006 – ADC 12, a Corte Constitucional entendeu que o nepotismo é uma afronta a princípios de Administração Pública constantes do art. 37 da CF/1988. Por útil, vejamos parte da ementa do julgado de referência:

Os condicionamentos impostos pela Resolução em foco não atentam contra a liberdade de nomeação e exoneração dos cargos em comissão e funções de confiança (incisos II e V do art. 37). Isto porque a interpretação dos mencionados incisos não pode se desapegar dos princípios que se veiculam pelo caput do mesmo art. 37. Donde o juízo de que as restrições constantes do ato normativo do CNJ são, no rigor dos termos, as mesmas restrições já impostas pela Constituição de 1988, dedutíveis dos republicanos princípios da impessoalidade, da eficiência, da igualdade e da moralidade. É dizer: o que já era constitucionalmente proibido permanece com essa tipificação, porém, agora, mais expletivamente positivado

Destaco o trecho acima por deixar claro que o nepotismo é afronta aos princípios da impessoalidade, moralidade, eficiência e igualdade.

Gabarito: CERTO

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48. Comentários:

Inicialmente, uma questão semântica – não seria, estritamente, abuso de direito, mas sim de poder por parte da autoridade. O nepotismo é abuso de poder, uma vez que o ato praticado pela autoridade responsável pela nomeação para o cargo de chefia incide em desvio de finalidade, resultando no uso de uma atribuição pública para fundir patrimônio público e privado, daí a primeira incorreção do quesito. A princípio, não há correlação direta entre o nepotismo e fins econômicos, uma vez que não existe ato antieconômico. O nepotismo encontra repúdio, porém, por razões morais, sociais, costumeiras, por assim dizer. Daí, um segundo equívoco na questão;

Gabarito: ERRADO

49. Comentários:

Com a edição dessa Súmula Vinculante 13, a regra do nepotismo, antes só existente no Poder Judiciário (Resolução do CNJ), foi estendida para qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas (o que a doutrina chama de nepotismo cruzado). No entanto, duas exceções à Súmula merecem destaques. A primeira diz respeito aos servidores já admitidos via concurso público, os quais, na visão do STF, não podem ser prejudicados em razão do grau de parentesco, inclusive porque tais servidores passaram por rigorosos concursos públicos, tendo, portanto, o mérito de assumir um cargo de chefia, de direção. Se entendêssemos diferente disso, alguns servidores seriam punidos eternamente, apesar de competentes para galgarem postos mais elevados.

A segunda exceção foi cobrada pelo Cespe na presente questão. Na Reclamação 6650 – PR, o STF reafirmou seu posicionamento no sentido de que a Súmula 13 não se aplica às nomeações para cargos de natureza política (Secretário Estadual de Transporte, no caso da decisão). Percebam que o cargo ocupado por Aristóteles é de Secretário de Estado de Obras, enfim, de natureza política, não sendo, portanto, o caso de se aplicar o entendimento sumulado pelo STF, daí a correção do item.

Gabarito: CERTO

50. Comentários:

Com base no princípio da eficiência, da moralidade, e em outros fundamentos constitucionais, o STF, por meio da Súmula Vinculante 13, entendeu que viola a Constituição a nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta, portanto, correto o quesito.

Gabarito: CERTO.

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51. Comentários:

Mais uma aplicação incorreção do quesito.

direta

Gabarito: ERRADO.

da

Súmula

Vinculante

13

do

STF,

daí

a

52. Comentários:

Excelente quesito! O cargo de Secretário de Fazenda é político, no entanto, o cargo de assessor do Secretário é administrativo, logo, há incidência do nepotismo. E viva ao Cespe!

Gabarito: CERTO.

53. Comentários:

Com a edição da Súmula Vinculante 13, o STF estendeu a vedação ao nepotismo para além do Poder Judiciário, sendo aplicável a toda Administração direta e indireta de todos os Poderes, em matéria de contratação de pessoal. A presente Súmula só faz reafirmar o entendimento do STF: a vedação ao nepotismo (prescinde) não exige edição de lei formal, visto que a proibição é extraída diretamente dos princípios constitucionais que norteiam a atuação administrativa, daí a correção do quesito.

Gabarito: CERTO.

54. Comentários:

Apesar de a doutrina apontar que membros dos Tribunais de Contas são agentes políticos, o STF, em recente julgado, entendeu que não passam de agentes administrativos, uma vez que exercem a função de auxiliares do Legislativo (esses sim políticos). Na ocasião, foi feita uma diferenciação entre cargos administrativos, criados por lei, e cargos políticos, como secretarias de estado, exercidos por agentes políticos. No primeiro caso, a contratação de parentes é absolutamente vedada. No segundo, ela pode ocorrer a não ser que fique configurado o nepotismo cruzado, daí a incorreção do quesito.

Gabarito: ERRADO.

55. Comentários:

No REsp 713537/STJ, houve o entendimento de que a contratação de assessores informais para exercerem cargos públicos sem a realização de concurso público se amolda à conduta prevista no art. 11 da Lei de Improbidade, revelando autêntica lesão aos princípios da impessoalidade e da moralidade administrativa. Na visão do STJ, trata-se de uma situação não só irregular, mas de uma ilegalidade exuberante, porquanto criada à margem da lei, em que se atribui a terceiros a condição de agentes do Poder Público ou da Administração, daí a correção do quesito.

Gabarito: CERTO.

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56. Comentários:

Ainda que se trate de conceitos concêntricos (origem no mesmo conceito: a conduta), moralidade e legalidade distinguem-se: cumprir aparentemente a lei não implica necessariamente a observância da

moral.

Gabarito: ERRADO

57. Comentários:

A

autopromoção

do

agente,

além

da

impessoalidade,

é

ofensiva

igualmente ao princípio da moralidade, daí a incorreção da alternativa.

Gabarito: ERRADO.

58. Comentários:

Imagine-se que um servidor da Receita Federal passe a namorar a filha do Ministro da Fazenda, que é muito ciumento. Tão logo descobre o relacionamento, o Ministro remove o servidor, transferindo-o para um distante rincão de nosso país, no intuito de separar o casal. Pergunta-se: a conduta da autoridade seria legal? A princípio, sim. Toa, no aspecto do comportamento esperado da autoridade, o ato não se alinharia à moral, daí porque deveria ser anulado, uma vez que conteria um desvio de finalidade, ou seja, praticado visando fins outros, que não o interesse público.

Gabarito: CERTO.

59. Comentários:

A questão é bem interessante, vejamos. O servidor “X” é dono de restaurante, para tanto, no lugar de empregar particulares, contrata parentes próximos. Pergunto: houve ofensa à moralidade administrativa e a moralidade comum? Obviamente que não, no presente caso, sua conduta particular em nada denigre a imagem como servidor da Administração. Agora, o servidor “X”, ao chegar a casa, bate em seu filho, em razão de pirraças sucessivas. Pergunto: há ofensa a moralidade administrativa e a comum? Logicamente que a moralidade comum fica afetada, o que não implica dizer que o servidor deixará de ser um bom administrador, portanto, evidência de que a moralidade comum nem sempre atingirá a administrativa, o que significa dizer que a moralidade administrativa nem sempre coincide com a moralidade comum. Por fim, o servidor “X” contrata um parente para assumir um cargo comissionado. Pergunto: a moralidade administrativa e a moralidade comum ficam ofendidas? Nesse caso sim, isso porque os cidadãos, em geral, entendem como sendo imoral o favorecimento de parentes (nepotismo), sendo, igualmente, prática repelida internamente (por ofensiva à moralidade administrativa), portanto, determinados comportamentos administrativos ofensivos à moral comum podem mesmo ensejar a invalidação do ato. Com outras palavras, o princípio da moralidade administrativa se vincula

a uma noção de moral jurídica, que não se confunde, necessariamente, com

a moral comum. Por isso, é pacífico que a ofensa à moral comum pode vir a

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implicar,

moralidade administrativa.

a

depender

da

Gabarito: CERTO.

situação

concreta,

ofensa

ao

princípio

da

60. Comentários:

Ainda que legalidade e moralidade sejam conceitos que não se confundem, ambos podem dar vazão à apreciação de um ato administrativo pelo Poder Judiciário. Uma das teorias que permitem o controle judicial do ato administrativo sob o aspecto da moralidade é a do desvio de finalidade (ou de poder). Um ato administrativo praticado visando a fins outros que não-públicos constitui abuso de poder, devendo, portanto, ser anulado.

Vício de finalidade, ausentes outras informações, é vício que determina a anulação do ato. Nesse sentido, exemplificativamente, devem ser anuladas a remoção de servidor feita com caráter punitivo e a licitação realizada somente para atender interesses de determinados fornecedores “próximos” do governo etc.

Gabarito: ERRADO

61. Comentários:

Para a edição da Súmula Vinculante 13, responsável pela vedação ao nepotismo direto e cruzado (mediante designações recíprocas), o STF se baseou em princípios como da impessoalidade, da moralidade e da eficiência, afinal de contas, o encaixe de parente no funcionalismo público, além de imoral e pessoal, pode acarretar baixo rendimento funcional, porque a escolha costuma não se pautar no mérito, daí a correção do quesito.

Gabarito: CERTO.

62. Comentários:

Nesse caso concreto, há sim ofensa ao princípio da impessoalidade, especialmente porque as provas já foram realizadas, daí a incorreção da

alternativa.

Gabarito: ERRADO.

63. Comentários:

O aumento de salário do funcionalismo não é ofensivo à intimidade ou à honra ou à imagem, de tal sorte que o Estado tem o dever de dar visibilidade mais ampla, por meio de Diário Oficial ou/e Jornais contratados com essa finalidade, daí a incorreção da alternativa.

Gabarito: ERRADO.

64. Comentários:

As nomeações para cargos comissionados podem ser publicadas tão- somente nos boletins internos. No entanto, apesar de cumprido o princípio da

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publicidade, há ofensa à moralidade, mas especialmente à vedação à prática do nepotismo.

Gabarito: CERTO

65. Comentários:

A

publicidade não é elemento de formação do ato, mas sim

requisito de sua moralidade e eficácia, entendida esta última como aptidão do ato para produção dos seus efeitos.

Gabarito: ERRADO.

66. Comentários:

A publicidade é da essência da República, que demanda transparência, a divulgação oficial dos atos, daí a incorreção do quesito.

Gabarito: ERRADO.

67. Comentários:

O princípio da publicidade vai ao encontro da democracia, permitindo o controle da gestão, trazendo às claras o que é feito da coisa pública. A transparência, portanto, é um dos fins objetivados por intermédio do princípio da publicidade, daí a correção do quesito.

Gabarito: CERTO.

68. Comentários:

Ainda que a publicidade (não a publicação) seja um princípio para os atos da Administração Pública, não se reveste de caráter absoluto, encontrando exceções no próprio texto da CF/1988. Por todo o exposto, sem dúvida, errada a questão, haja vista que nem sempre será necessária a divulgação dos atos administrativos para cumprimento do princípio da publicidade.

Gabarito: ERRADO

69.

Comentários:

Há exceções ao dever de a Administração tornar públicos seus atos,

desde

que assim necessário. Nesse sentido, a CF/1988 estabelece no inc.

XXXIII

do art. 5º:

“todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado”.

Outro dispositivo do texto constitucional que permite certa restrição à necessidade de a Administração dar publicidade a seus atos é o inc. LX do art. 5º, com a seguinte redação: a lei só poderá restringir a publicidade dos atos

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processuais quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem. Daí a incorreção do quesito.

Gabarito: ERRADO.

70. Comentários:

Há situações que, quando ocorridas, exigem o devido sigilo, como, por exemplo, os assuntos atinentes à segurança da sociedade e do Estado (art. 5º, XXXIII, da CF/1988), daí a correção do quesito.

Gabarito: CERTO.

71. Comentários:

Não será necessária a publicação de todos os atos administrativos para que seja atendido o principio da publicidade. Assim, a indispensável publicação

do Diário Oficial

Afora isso, a publicidade não é, estrito senso, um requisito de validade dos atos administrativos, mas sim de sua eficácia, ou seja, para que um ato possa produzir efeitos (tornar-se eficaz), em regra, deverá ser publicado. Vale aqui novamente realçar: para a regra (de publicar), teremos exceções.

é o primeiro erro na questão.

Gabarito: ERRADO

72. Comentários:

Publicidade não se confunde com publicação, sendo a publicação apenas um dos meios de se dar cumprimento à primeira. De fato, é possível atender ao princípio da publicidade mesmo sem publicação do ato administrativo, entendida esta como divulgação do ato em meios da imprensa escrita, como diários oficiais ou jornais contratados com essa finalidade. Conclui-se, portanto, que podem existir outras formas de se cumprir com a publicidade, mesmo que não haja publicação do ato, por exemplo, nos municípios em que não exista imprensa oficial, admite-se a publicação dos atos por meio de afixação destes na sede da prefeitura ou da câmara de vereadores.

Gabarito: CERTO.

73. Comentários:

A publicidade tanto pode ser geral como restrita. A geral é aquela

promovida pela Administração mediante a publicação em meios oficiais (diários e jornais contratados), já a restrita é garantida, por exemplo, a partir da

expedição de certidões pela Administração, exatamente porque as informações antes não tinham sido objeto de publicação, daí a correção do quesito.

Gabarito: CERTO.

74. Comentários:

Este item é mais “curioso” do que complexo.

A forma de cumprimento do dever (princípio) de publicização vem

contida em norma (regra geral). Todavia, não há norma que indique ser a

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divulgação na Voz do Brasil (aquele programa radiofônico das 19 horas) suficiente para atendimento do princípio da publicidade. Apesar de a Voz do Brasil poder levar ao conhecimento da população o que tem sido feito no âmbito dos três Poderes da União, a divulgação no citado programa de rádio é insuficiente para observância do princípio da publicidade oficial, ainda que contribua para o conhecimento do ato pela sociedade. Nesse sentido, inclusive, é a jurisprudência do STF a respeito do assunto.

Gabarito: ERRADO

75. Comentários:

Para saber quais os atos necessitam ser publicados, deve-se vasculhar o instrumento básico orientador da atuação do Estado: a lei. Na falta de disposição legal específica, a regra é que atos externos ou internos (com efeitos externos), por alcançarem particulares estranhos ao serviço público, devam ser divulgados por meio de publicação em órgão oficial (diários oficiais). Já atos com efeitos internos dos órgãos/entidades administrativos também necessitam ser divulgados, mas não demandam publicação em diários oficiais, daí a incorreção do quesito.

Gabarito: ERRADO.

76. Comentários:

Os atos com efeitos internos não precisam de publicação nos diários oficiais, por isso, muitos órgãos acabam criando boletins internos, cuja função principal é exatamente dar publicidade aos atos internos da instituição, daí a incorreção do quesito

Gabarito: ERRADO.

77. Comentários:

O incremento de produtividade e de economia de recursos públicos tem estreita ligação com princípio da eficiência, daí a incorreção do quesito.

Gabarito: ERRADO.

78. Comentários:

Os valores da eficiência, a relação custo versus benefícios e a qualidade dos serviços, com o cidadão tomado como cliente, ganham relevo. Por isso, está correta a questão quando afirma que a eficiência traduz a ideia de uma Administração Gerencial.

Gabarito: CERTO

79. Comentários:

A eficiência é, entre os princípios, o mais “moderno” da Administração, a qual já não se contenta em apenas dar cumprimento estrito à norma, mas exige de si resultados positivos para os serviços que presta, atendendo de forma satisfatória aos cidadãos destinatários das ações públicas, que deixam

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de ser vistos como meros contribuintes e passam a ser reconhecidos como clientes. Essa noção de “cidadão-cliente” é um dos principais valores da Nova Administração Pública (ou Administração Gerencial), daí a incorreção do quesito.

Gabarito: ERRADO.

80. Comentários:

Com a Emenda Constitucional n. 19/1998 (Reforma Administrativa), houve a inserção expressa do princípio da eficiência no comando do art. 37 da CF/1988, daí a incorreção do quesito.

Gabarito: ERRADO.

81. Comentários:

Com a Reforma Administrativa (de natureza gerencial), houve a inserção do princípio da eficiência ao lado da legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade, daí a correção do quesito.

Gabarito: CERTO.

82. Comentários:

A eficiência é um dos princípios aplicáveis à Administração Pública (caput

do art. 37 da CF/1988). De acordo com tal postulado, pouco importa se a atividade da administração é interna ou externa. É necessário, invariavelmente, que se atue com eficiência. Logo, errado o item, por limitar tal princípio a serviços prestados à coletividade.

Gabarito: ERRADO.

83. Comentários:

Os princípios são de alcance para todos os Poderes. Ora, a eficiência é um princípio, logo, aplicável ao Legislativo e ao Judiciário, daí a incorreção do quesito.

Gabarito: ERRADO.

84. Comentários:

O princípio (ou dever) correto não é da continuidade, mas sim da eficiência, o qual se impõe a toda Administração Pública (art. 37, caput, da CF/1988). Parte da doutrina entende que, caso atue eficientemente, o agente público exercerá suas atribuições com perfeição, rendimento funcional, rapidez, em síntese, deve ser eficiente. De fato, o que temos é uma

conjugação de fatores. Assim, não adianta o servidor ser rápido, se não alcança a perfeição (fazer duas vezes não é ser eficiente); não adianta ter ótimo rendimento funcional, se demora três anos para concluir o trabalho; e não adianta ser perfeito, se do trabalho efetuado não decorre qualquer utilidade.

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Gabarito: ERRADO.

85. Comentários:

Forçou

moralidade.

a

amizade.

Gabarito: ERRADO.

O

princípio

da

eficiência

não

é

sinônimo

de

86. Comentários:

Para o alcance da propalada eficiência, a Administração Pública, por razões óbvias, deve buscar alterações em sua própria estrutura. Nesse sentido, pode ser citado o §3º do art. 37 da CF/1988, o qual dispõe que a lei disciplinará as formas de participação do usuário na administração pública

direta e indireta, regulando especialmente as reclamações relativas à prestação dos serviços públicos em geral (

Gabarito: CERTO.

87. Comentários:

Nos termos do REsp 687947/STJ, ao processo administrativo devem ser aplicados os princípios constitucionais do art. 37 da CF/1988, sendo dever da Administração Pública pautar seus atos dentro dos princípios constitucionais, notadamente pelo princípio da eficiência, que se concretiza também pelo cumprimento dos prazos legalmente determinados. Legítimo o pagamento de indenização, em razão da injustificada demora na concessão da aposentadoria, daí a correção do quesito.

Gabarito: CERTO.

88. Comentários:

O princípio da eficiência poderia ser resumido como o do “cobertor curto”: é cabeça ou pé! Não há recursos ilimitados. É preciso aperfeiçoar as escolhas da Administração, é dizer, ampliar as quantidade e qualidade das atividades prestadas pela Administração, em contrapartida à redução de custos, daí a incorreção do quesito. Inclusive, em sede de controle de constitucionalidade, a não- observância da eficiência pode acarretar a declaração de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo que deixe de observá-lo.

Gabarito: ERRADO.

89. Comentários:

O examinador quis “pregar uma peça”: é clássica a afirmação de que não cabe ao Poder Judiciário adentrar o mérito da decisão administrativa, sob pena de “fazer ruir” o sistema de separação de poderes, consagrado na CF/1988 (art. 2º). Apesar disso, não quer dizer, sobremaneira, que o Judiciário estaria afastado de exercer o controle amplo, como mencionado na questão, aos atos

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da Administração, em especial, se, no uso de uma suposta “discricionariedade”, o administrador agisse de forma abusiva, arbitrária. No caso examinado, a banca indica que a Administração praticou um ato desviando de sua finalidade ampla, isto é, do cumprimento dos interesses públicos, o que dá legitimidade para que o órgão judicial exerça o controle sob tal ato.

Gabarito: CERTO

90. Comentários:

Mesmo que não provocada, a Administração poderá instaurar um processo administrativo, desde que entenda necessário. Por isso, como no item em análise, um documento apócrifo (anônimo), em casos concretos, poderá

dar início a um processo administrativo, ainda que tal processo não seja constituído a partir do expediente anônimo. Afinal de contas, nos processos administrativos prevalece a busca da verdade real, assim entendida como aquela que se levanta dos fatos efetivamente ocorridos, ainda que não constantes formalmente de um processo administrativo, por exemplo. Dessa forma, ainda que a comunicação citada no item que examinamos tenha sido anônima, poderia (e até deveria) o órgão recebedor instaurar um procedimento de ofício, visando ao esclarecimento dos fatos. A vedação ao anonimato, portanto, pode ser relativizada, em casos específicos, a bem da preservação do interesse público.

Gabarito: CERTO

91. Comentários:

Não há dúvida de que, há tempos, o princípio da proporcionalidade é reconhecido pela doutrina como um dos orientadores da atuação administrativa. Toa, o referido prin cípio não mais permanece implícito em nossa ordem jurídica, uma vez que textualmente previsto no art. 2º da Lei n. 9.784/1999 (Lei de Processo Administrativo Federal), daí a incorreção do quesito.

Gabarito: ERRADO

92. Comentários:

O princípio da razoabilidade exige a adequação entre meios e fins, pelo que não estaria incorreto, numa prova de concurso, afirmar-se que o princípio da proporcionalidade está contido, ou é uma decorrência da razoabilidade, como o faz parte da doutrina brasileira. Para que um ato da administração seja entendido como legítimo, deve, dentre outras coisas, ser razoável e proporcional. Apesar de tais princípios acharem-se expressos na Lei

9.784/1999, acham-se implícitos no texto constitucional, daí a incorreção do quesito.

Gabarito: ERRADO.

93. Comentários:

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O número de cargos e de funções de confiança deve ser o mínimo necessário para o bom exercício da atividade administrativa, sob pena de configurar-se ato ilegal. Na visão do STF, os cargos em comissão e as funções de confiança não podem servir para o exercício de funções meramente técnicas sob pena de burlar o princípio do concurso público. Configura-se, portanto, medida absolutamente inadequada e que fere a proporcionalidade, daí a incorreção do quesito.

Gabarito: ERRADO.

94. Comentários:

Quanto às causas, aos motivos e à finalidade, não há qualquer vedação de exame pelo Poder Judiciário. Tais critérios de aferição não interferem no

mérito administrativo, daí a incorreção do quesito.

Gabarito: ERRADO.

95. Comentários:

Na visão do STF, cláusula que determina que conste nos comunicados oficiais o custo da publicidade veiculada é desproporcional e desarrazoada, tendo-se em vista o exagero dos objetivos visados, sendo ofensa, ainda, ao princípio da economicidade, afinal de contas, existem outros veículos para que os cidadãos tenham acesso às informações, daí a incorreção do quesito.

Gabarito: ERRADO.

96. Comentários:

A proporcionalidade/razoabilidade pode ser traduzida como a adequabilidade entre os meios utilizados e os fins pretendidos – princípio da vedação de excesso. Se a conduta do Administrador não respeita tal relação, será excessiva, portanto, desproporcional/desarrazoada, daí a correção do quesito.

Gabarito: CERTO.

97. Comentários:

A motivação é desejável, mesmo quando não-obrigatória, uma vez que possibilita à própria coletividade acompanhar as razões que levam a Administração a agir. Só com a exposição dos motivos da prática dos atos administrativos será dada tal oportunidade. Isso ampara, portanto, a afirmativa do examinador quanto à democracia.

Gabarito: CERTO

98. Comentários:

Com a motivação serão tornados públicos os motivos (pressupostos de fato e de direito), o que garante o cumprimento do princípio da publicidade, também proporcionando a um eventual prejudicado pelo ato praticado pela Administração, a possibilidade de contraditar a decisão. Assim,

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de forma geral, a validade do ato administrativo depende do caráter prévio ou da concomitância da motivação pela autoridade que o proferiu com relação ao momento da prática do próprio ato.

Gabarito: CERTO.

99. Comentários:

O ato sem motivação, embora existente, é inválido quanto ao

elemento forma. O administrador pode se utilizar de dois tipos de motivação:

a contextual (produção de texto com a exposição dos pressupostos de fato e

de direito) e a aliunde (quer dizer ‘de outro lugar’). Essa última (aliunde) ocorre quando o administrador se reporta a decisões anteriores (pareceres) ou

a outros documentos (laudos), daí a correção do quesito.

Gabarito: CERTO.

100. Comentários:

Apesar de a CF/1988 manter implícito o princípio da motivação para a Administração Pública. O mesmo não ocorre com o Poder Judiciário, para o qual a motivação é princípio expresso, daí a incorreção do quesito.

Gabarito: ERRADO.

101. Comentários:

A Constituição não exige expressamente do administrador a motivação como princípio, daí a incorreção do quesito. No entanto, para as decisões levadas a efeito no âmbito do Poder Judiciário, a necessidade de motivação é expressa na CF/1988. Vejamos o inc. X do art. 93 da CF/1988:

As decisões administrativas dos tribunais serão motivadas e em sessão pública, sendo as disciplinares tomadas pelo voto da maioria absoluta de seus membros.

Portanto, a motivação, hoje, não é um princípio absolutamente implícito no texto constitucional. Mas seu registro constitucional expresso diz respeito às decisões dos Tribunais Judiciais e, igualmente, do Ministério Público (art. 129, §4º, da CF/1988), não sendo diretamente relacionado, portanto, aos administradores públicos.

Gabarito: ERRADO.

102. Comentários:

Proporcionalidade – adequação entre meios e fins, vedada a imposição de obrigações, restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público.

Motivação – indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinem as suas decisões.

Gabarito: CERTO.

103. Comentários:

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Por esse e por outros itens é que o Cespe é admirável. Prima por exigir do candidato conhecimentos a respeito do sistema jurídico, e não aquele conhecimento “decoreba”. A modulação temporal é uma técnica que vem sendo utilizada pelo STF já há algum tempo. Regra geral, quando a Corte Constitucional declara a inconstitucionalidade de um ato estatal, o faz com efeitos ex tunc, isto é, retroativos à data de sua ocorrência. Apesar disso, o STF tem reconhecido, excepcionalmente, a possibilidade de proceder à modulação ou limitação temporal dos efeitos da declaração de inconstitucionalidade, oferecendo a decisão efeitos ex nunc ou pro futuro, em nome, obviamente, entre outros, do princípio da segurança jurídica.

Gabarito: CERTO

104. Comentários:

O longo decurso de tempo acaba por incutir no administrado o direito de

permanência do ato. No caso concreto, além do princípio da confiança e da boa-fé, pode o administrado utilizar como fundamento de defesa o princípio da segurança jurídica.

Gabarito: CERTO.

105. Comentários:

Não há hierarquia entre princípios, ou seja, no caso concreto, pode o princípio da segurança jurídica prevalecer sobre a legalidade. Evidência da preponderância da segurança jurídica, em casos concretos, pode ser visualizada na Lei 9.784/1999, art. 54. Esse dispositivo veda que, depois de cinco anos, a Administração anule seus atos, enfim, a legalidade foi vencida pela segurança jurídica.

Gabarito: CERTO.

106. Comentários:

Fixação. A segurança jurídica pode prevalecer sim, em certas hipóteses, sobre a legalidade. E mais: o STF vem-se utilizando da técnica da modulação

temporal, como decorrência da segurança jurídica, daí a incorreção do quesito.

Gabarito: ERRADO.

107. Comentários:

A resposta imediata a partir da leitura da Súmula Vinculante 3 seria a de

que o TCU pode dispensar a convocação do aposentado. Contudo, em recentes decisões, o STF vem orientando o chamamento do terceiro prejudicado, se

entre a aposentadoria e o momento do registro pelo TCU distar mais de cinco anos, garantindo-se então o contraditório e a ampla defesa.

Gabarito: CERTO.

108. Comentários:

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O princípio da boa-fé não está expresso no texto constitucional, e

honestidade e lealdade formam o aspecto objetivo, daí a incorreção da alternativa.

Gabarito: ERRADO.

109. Comentários:

Os atos de improbidade podem importar em (§4º do art. 37 da CF/1988): - suspensão dos direitos políticos; - perda da função pública; - indisponibilidade dos bens; e - ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas em lei. O grifo é para que os amigos notem que as punições decorrentes dos atos de improbidade deverão ser graduadas, na forma prevista em Lei.

A proporcionalidade das penas vale não só para as condutas

caracterizadas como ímprobas, mas para toda sorte de punições a serem aplicadas em nossa ordem jurídica, as quais, portanto, precisam ser “dosadas” de acordo com a gravidade da conduta do infrator, daí a correção do quesito.

Gabarito: CERTO

110. Comentários:

O princípio da razoabilidade não é maior que o da legalidade e vice-

versa, aparentes contradições serão resolvidas com base no valor. De acordo com a Súmula 686 do STF, só por lei se pode sujeitar a exame psicotécnico a habilitação de candidato a cargo público, logo, não cabe ao Poder Judiciário deixar de exigir a realização de psicotécnico, daí a incorreção do quesito.

Gabarito: ERRADO.

111. Comentários:

De acordo com o STF, a lei do cargo pode fixar a exigência de exame

psicotécnico, sendo pautado em critérios objetivos e sujeito a reexame.

Gabarito: CERTO.

112. Comentários:

O devido processo legal, com a aplicação dos princípios do contraditório e

da ampla defesa, é imposto à Administração caso queira tornar sem efeito ato administrativo que já tenha repercutido na esfera patrimonial do administrado, daí a correção do quesito.

Gabarito: CERTO.

113. Comentários:

A teoria do fato consumado relaciona-se certamente com o princípio da

segurança jurídica, isso porque serve para consolidar situações ilegais em razão do decurso de prazo, ainda que menor que os prazos decadenciais e

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prescricionais, tudo em nome da dignidade da pessoa humana, da boa-fé, da confiança. No entanto, por se referir a direito adquirido e a ato consumado, é matéria constitucional, daí a incorreção do quesito.

Gabarito: ERRADO.

114. Comentários:

Entre as aplicações do princípio da continuidade, destacam-se: a restrição ao direito de greve, a suplência, a não-oposição à exceção do contrato não-cumprido, e, finalmente, a ocupação provisória, daí a correção do quesito.

Gabarito: CERTO.

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TESTE DE APRENDIZADO

Abaixo, um mimo para os amigos. O gabarito só será divulgado na aula do dia 8! Ah! Postaremos, igualmente, o gabarito, ok?

Acerca do direito administrativo, julgue os itens a seguir.

1. (2010/CESPE/INSS/Médico)

elementos do Estado. (Certo/Errado)

Povo,

território

e

governo

soberano

são

2. (2010/CESPE/TER-BA/Analista) A União, os estados, o Distrito Federal e os

municípios são pessoas jurídicas de direito público interno. (Certo/Errado)

3. (2010/CESPE/INSS/Médico) O sistema administrativo ampara-se,

basicamente, nos princípios da supremacia do interesse público sobre o particular e da indisponibilidade do interesse público pela administração. (Certo/Errado)

4. (2010/CESPE/MS/ANALISTA) A administração pública, no exercício do ius

imperii, subsume-se ao regime de direito privado. (Certo/Errado)

5. (2010/CESPE/INSS/Médico) Segundo a Escola Legalista, o direito

administrativo pode ser conceituado como o conjunto de leis administrativas

vigentes em determinado país, em dado momento. (Certo/Errado)

6. (2010/CESPE/INSS/Médico)

administrativo. (Certo/Errado)

A

jurisprudência

não

é

fonte

de

direito

7. (2010/CESPE/BASA/Técnico) Os princípios da moralidade, da legalidade, da

publicidade, da eficiência e da impessoalidade, estipulados pelo texto constitucional, somente se aplicam à legislação administrativa referente à administração pública no âmbito federal, com desdobramentos na

administração direta, na indireta e na fundacional. (Certo/Errado)

8. (2010/CESPE/ANEEL/Analista) O princípio da moralidade administrativa

tem existência autônoma no ordenamento jurídico nacional e deve ser observado não somente pelo administrador público, como também pelo particular que se relaciona com a administração pública. (Certo/Errado)

9. (2010/CESPE/DPU/Analista/Questão adaptada) O princípio da publicidade

se verifica sob o aspecto da divulgação externa dos atos da administração, não propiciando o conhecimento da conduta interna dos agentes públicos. (Certo/Errado)

10. (2010/CESPE/DPU/Analista/Questão adaptada) A licitação e o concurso

público são, no Brasil, os dois principais instrumentos de impessoalidade, eficiência e, ao mesmo tempo, de igualdade de condições na garantia da profissionalização da atividade administrativa. (Certo/Errado)

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11. (2010/CESPE/DPU/Analista/Questão adaptada) O princípio da impessoalidade implica, para a administração pública, o dever de agir segundo uma racionalidade comunicativa. (Certo/Errado)

12. (2010/CESPE/DPU/Analista/Questão adaptada) O princípio da impessoalidade, se aplicado de forma indiscriminada, provocará disfuncionalidade administrativa. (Certo/Errado)

13. (2010/CESPE/DPU/Analista/Questão adaptada) A aplicação do princípio da impessoalidade pode redundar em desigualdade e(ou) discriminação por não considerar as especificidades de cada caso. (Certo/Errado)

14. (2010/CESPE/DPU/Analista/Questão adaptada) A meritocracia, empregada na administração pública como forma de avaliação de desempenho, é incompatível com a impessoalidade administrativa. (Certo/Errado)

15. (2010/CESPE/TRE-MT/An. Admin.) Acerca dos princípios constitucionais, assinale a opção correta.

A A atuação administrativa dos integrantes do setor público deve ser pautada

pela existência de uma permissão legal. Assim sendo, o princípio explicitado na

CF hierarquicamente definido como mais importante é o da legalidade, pois é um princípio norteador das ações públicas.

B Entendendo que “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer

natureza” (CF, art. 5, caput), determinado órgão público, responsável pela fiscalização de tributos, estará adequadamente respaldado pelo princípio da impessoalidade ao instituir fila única aos atendimentos à comunidade, não dando diferenciação de atendimento aos cadeirantes, gestantes, idosos etc.

C Se determinado ato administrativo for analisado e categorizado como ilegal e

imoral, haverá redundância nessa categorização, pois, de acordo com os princípios constitucionais, todo ato imoral é necessariamente um ato ilegal, sujeito ao controle do Poder Judiciário.

D A publicidade dos atos administrativos é requisito de sua eficácia, sua forma

e sua moralidade, propiciando ao