You are on page 1of 2

c 

  
   

Sabe aquela luminária de emergência que queimou é não teve conserto? Que tal construir um novo
circuito para fazê-la funcionar outra vez? Este é mais um circuito baseado no fantástico CI 555, que com
poucos componentes implementa tudo o que é necessário para funcionar uma lâmpada fluorescente de
emergência. O circuito funciona com uma bateria de 12 V, que é mantida em carga lenta com a energia
da rede elétrica (127/220 V), e permanecendo ligada na tomada, acende automaticamente quando faltar
energia, salvando o ambiente de ficar no escuro.

Josenir Silvério da Silva

Antes de partir de imediato para o circuito é, interessante analisar como funciona um circuito típico de
uma lâmpada de emergência, observando que são necessários vários circuitos menores que trabalham
em conjunto para realizarem diferentes partes do trabalho. Na figura 1 vemos um diagrama em blocos do
nosso circuito, que é bastante similar aos circuitos desse tipo que são produzidos comercialmente. No
entanto, devido à versatilidade do CI 555 veremos que o nosso é bem mais simplificado, embora possua
as mesmas funcionalidades.

O circuito fica ligado permanentemente na tomada, recebendo a tensão de 127/220 Vca, a qual é
rebaixada para 15 Vcc. A tensão de 15 Vcc alimenta o próprio circuito e mantém a bateria em carga
lenta. Quando falta energia na rede, a lâmpada acende automaticamente, alimentada com a energia
armazenada na bateria.
O primeiro bloco, que está ligado diretamente na rede elétrica (127/220 V) é o carregador de bateria. Ele
na verdade é uma fonte de 15 V sem transformador, que além de fornecer a energia para a carga da
bateria, também alimenta o próprio circuito. Ligada à saída deste bloco está a bateria de 12 V, que deve
ser de gel ou chumbo-ácida, com corrente de até 7 A.
O próximo bloco é o sensor da falta de energia, que se encarrega de acionar o inversor em caso de falta
de energia, e o mantém desligado enquanto há energia na tomada.
Como a lâmpada usada é uma lâmpada fluorescente, que precisa de uma tensão superior a 400 V para
acender, entra em ação o circuito inversor, que se encarrega de elevar a tensão de12 V da bateria para a
tensão necessária.

 

Na figura 2 é mostrado o diagrama do circuito. Na parte de cima observa-se a fonte de 15V que carrega
a bateria e alimenta o restante do circuito. Trata-se de uma fonte sem transformador, a qual recebe a
energia da rede elétrica (127 VCA) e converte para 15 VCC. Durante os testes em bancada deve-se ter
cuidado para não tocar no circuito enquanto ele estiver ligado na tomada, pois uma vez que não há
isolamento da rede pode causar choques. É necessário cuidado também quando o circuito estiver
desligado da rede, mas com lâmpada acesa, pois na saída do transformador T1 haverá uma tensão
acima de 400 VCA, que também pode causar choques.
À primeira vista esta fonte pode parecer perigosa de ser manipulada, mas na verdade, se observados os
mínimos cuidados, não há problema algum. As lâmpadas de emergência produzidas comercialmente em
geral usam uma fonte semelhante a esta. É um circuito clássico, usado em muitos equipamentos
eletrônicos onde se precisa de uma fonte de baixa capacidade de corrente e baixíssimo custo, como
neste caso.
O funcionamento da fonte é simples: a corrente alternada da rede passa pelo capacitor de 2ȝF x 250V
por reatância capacitiva. Os diodos zeners de 15 V ceifam os picos de tensão e fazem o rebaixamento
para esta tensão. O diodo 1N4004 faz retificação e o capacitor de 1000 ȝF faz a filtragem. O resistor de
100 kohms x 5 W absorve parte do excesso de energia, protegendo os diodos zeners.
A capacidade de corrente desta fonte é de aproximadamente 80 mA. Considerando-se que o circuito em
condição de repouso gasta aproximadamente 20 mA, sobram 60 mA para a carga da bateria, o que nos
garante uma carga lenta e sem perigo de sobrecarregá-la.
A próxima parte do circuito que merece atenção é o nosso sensor de energia da rede. Esta etapa vai
fazer o acionamento da lâmpada quando faltar energia, e é composta pelo transistor BC337, dois
resistores de 10 K e dois capacitores eletrolíticos de 100 ȝF. Enquanto tiver energia na saída da fonte,
esta tensão chega à base do transistor pelo resistor de 10 K, e por sua vez o transistor conduz, aterrando
o pino 4 do CI 555, inibindo o funcionamento do inversor. Com isso, a lâmpada se mantém apagada.
Entretanto quando faltar energia da rede, o transistor deixa de conduzir, liberando assim o pino 4 do CI, e
com isso o inversor baseado no CI 555 começa a funcionar.