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CLÁUDIO JUVENAL, JOSIMAR COUTINHO, TÚLIO MARCUS

VAHANIAN:
TEOLOGIA “DEUS MORTO”

FACULDADE EVANGÉLICA
Taguatinga – 2011
CLÁUDIO JUVENAL, JOSIMAR COUTINHO, TÚLIO MARCUS

VAHANIAN:
TEOLOGIA “DEUS MORTO”

Trabalho apresentado para avaliação do


rendimento escolar na disciplina de
Teologia Contemporânea do curso de
Teologia 5° Semestre, da Faculdade
Evangélica de Taguatinga, ministrada
pelo professor Sebastião de Jesus.

FACULDADE EVANGÉLICA
Taguatinga – 2011
Introdução

A presente atividade visa apresentar características importantes concernentes à Teologia Deus


Morto, também conhecida como o Movimento da Morte de Deus. Serão apresentados dados
biográficos e pensamentos dos teólogos que defendiam essa teologia e também quais os
impactos causados por ela na sociedade da década de 60 e também na sociedade atual.

3
Década de 60

Pode-se dizer que a década de 60, seguramente, não foi uma, foram duas décadas. A primeira,
de 1960 a 1965, marcada por um sabor de inocência e até de lirismo nas manifestações sócio
culturais, e no âmbito da política é evidente o idealismo e o entusiasmo no espírito de luta do
povo. A segunda, de 1966 a 1968, revela as experiências com drogas, a perda da inocência, a
revolução sexual e os protestos juvenis contra a ameaça de endurecimento dos governos.
Nesta época teve início uma grande revolução comportamental como o surgimento do
feminismo e os movimentos civis em favor dos negros e homossexuais. Nesse período,
Martin Luther King Jr. e John F. Kennedy foram assassinados, morreu a atriz norte-americana
Marilyn Monroe, Brasília foi inaugurada tornando -se a nova capital brasileira, Iuri
Alekseievitch Gagarin tornou-se o primeiro homem a viajar pelo espaço e Neil Alden
Armstrong o primeiro a pisar na Lua, Che Guevara foi executado na Bolívia, a primeira
mensagem de e-mail entre computadores distantes foi enviada , presidente João Goulart é
derrubado pelo Golpe Militar. 1
No âmbito teológico, essa década começou com um renascimento no interesse pelos escritos (
Principalmente Cartas e Escritos da Prisão) de Dietrich Bonhoeffer (1906 – 1945) que
passaram a exercer grande impacto sobre o mundo teológico anglo-americano. O resultado
desse reavivamento foi uma mistura heterogênea de movimentos novos e radicais que
influenciou os anos 60. Karl Barth ( 1886 – 1968) havia criado um abismo intransponível
entre a fé cristã e a religião humana, tirando Deus da vida quotidiana. Essa remoção de Deus
do mundo desencadeou uma nova busca pela presença de Deus entre nós por alguns teólogos.
Esses teólogos se inspiraram no chamado de Bonhoeffer a um Cristianismo sem religião e
desejavam tirar a ênfase tradicional sobre “outro mundo”. 1

O Movimento da Morte de Deus

O Movimento da Morte de Deus foi o nome dado à primeira linha de pensamento radical dos
anos 60. Teve grande publicidade por parte da imprensa secular, mas não teve muitos
seguidores. Foi praticamente ideia de Thomas J. J. Altizer, William Hamilton, Paul Van Buren
e Gabriel Vahanian. A Times, uma das mais conhecidas revistas semanais de notícias do
mundo, publicada nos Estados Unidos da América. publicou no dia 22 de Outubro de 1965
(Sexta-feira) uma notícia intitulada “Teologia: O movimento da morte de Deus.”
“O movimento da morte de Deus. Nós podemos reconhecer que a morte de Deus é um evento
histórico: Deus morreu em nosso tempo, na nossa história, em nossa existência.” Essa é a
frase que dá início à notícia.” Uma das tendências mais debatidas nos seminários protestantes
americanos era o pensamento cristão que tinha como seu primeiro ponto o grito de Nietzsche
(1844 - 1900) do século XIV: "Deus está morto!". Os teólogos da Morte de Deus diziam que
não era mais possível pensar ou acreditar em um Deus transcendente que age na história
humana e que o Cristianismo teria que sobreviver, se possível, sem Ele. E eles seguem os
passos de Bonhoeffer, falou na necessidade da igreja de desenvolver uma "interpretação
irreligiosa dos conceitos bíblicos", e de um mundo secular " "maduro" que não acha mais
Deus necessário como uma hipótese para explicar o sol e as estrelas ou como uma resposta
para a ansiedade humana.2
4

1
. http://pt.wikipedia.org/wiki/década_de_1960 14 de maio de 2011 às 9h46min
2
http://www.time.com/time/magazine/article/0,9171,941410-1,00.html 14 de maio de 2011
às 9h50min
William Hamilton (1924)

Foi professor de História da Igreja na Colgate Rochester Divinity School (uma instituição
ligada à igreja Batista) no iníco da década de 60. Em um dos seus primeiros livros (The New
Essence of Christianity – A Nova Essência do Cristianismo – 1961), Hamilton chama os
cristãos a se posicionar numa cultura sem Deus e pergunta: "Se Jesus pôde admirar-se por ter
sido abandonado por Deus, seremos culpados se nos admirarmos?". Numa redação chamada
Thursday's Child, ele argumenta que o teólogo na década de 60 não tinham nem fé nem
esperança; só o amor lhe restou. Talvez os mais éticos destes pensadores, Hamilton conclui
que o conhecimento da morte de Deus convoca o homem mais e mais para seguir a Jesus
como exemplo e paradigma de conduta - o que, atualmente, significa total compromisso como
o amor e com o serviço ao próximo.
Hamilton define Cristo não como uma pessoa ou um objeto, mas como "um lugar pra estar" -
e o lugar de Cristo, ele afirma, é no meio da luta dos negros por igualdade, nas emergentes
formas tecnológicas da sociedade, nas artes e nas ciências do mundo secular. "No tempo da
morte de Deus nós temos um lugar pra estar", diz ele. Não é diante de um altar; é no mundo,
na cidade, com as necessidades do próximo e do inimigo." Foi chamado de “o mais articulado
líder do movimento americano da morte de Deus” por Thomas J. J. Altizer.

Thomas J. J. Altizer (1927)

Thomas J. J. Altizer foi professor de religião associado à Universidade Emory de Atlanta, uma
escola metodista. Havia um forte traço de misticismo em Altizer. Juntamente com Hamilton
foi autor de Teologia Radical e A Morte de Deus. Lançou mão das ideias de William Blake
(1757 – 1827), Hegel (1770 – 1831) e Nietzsche para a sua formulação de pensamento. Ele
vê o colapso da Cristandade e a chegada de um mundo secular sem Deus como primeiros
passos necessários para a redescoberta do sagrado. O tema principal de seu ateísmo é a
imanência absoluta de Deus na humanidade. De fato, analisou a morte de Deus como
essencialmente um ato redentor. Chamou esse acontecimento de “a auto aniquilação de
Deus”. Ele argumenta que o homem perdeu o senso do sagrado que foi tão vivido no mundo
medieval e que em vez de tentar trazer Deus de volta para a vida humana, o Cristianismo teria
recebido a total secularização do mundo moderno.
Para ele, aquele que afirma a morte de Deus pode superar todas as formas de “negação” da
vida e dizer “sim” a este mundo e à vida dentro dele.

Paul Van Buren (1924 - 1998)

Paul Van Buren, foi um ministro Episcopal e professor de religião. Conclui que qualquer
discurso sobre Deus – incluindo a perspectiva do seu reaparecimento- é filosoficamente sem
sentido.
Van Buren foi um defensor de análise linguística, que tentava clarear a linguagem
examinando o jeito que as palavras eram usadas e negava o verdadeiro objetivo de
declarações que não podem ser verificadas empiricamente. No Secular Meaning of the Gospel
(TIME, July 10, 1964), (Singificado secular do Evangelho - 10 de Julho de 1964), Van Buren
tentou exercitar, nos termos da filosofia analítica, uma reafirmação da doutrina de Calcedônia
que Cristo é verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus.. Depois disso, ele explorou
meios de exprimir de novo a doutrina cristã do homem e examinando "a imaginação humana
como um categoria central teológica. Lançou a pergunta que seria o fio condutor de sua
teologia: "de que maneira um cristão, que é, ele próprio, um homem secular, pode chegar a
compreender o Evangelho de maneira secular?" 5
Gabriel Vahanian (1927)

Gabriel Vahanian foi um teólogo naturalizado estado-unidense, mas de origem francesa.


Concluiu tanto o seu mestrado quanto o doutorado em Princeton. Mais conservador que os
outros, Vahanian foi um sociólogo da religião e da história cultural com o interesse primário
de analisar as percepções humanas sobre Deus. Ele tentou explicar porque o funeral de Deus
era necessário. Ele argumentou que Deus, se houver um, é conhecido pelo homem só nos
termos da própria cultura humana, e dessa forma é basicamente um ídolo. Disse que qualquer
conceito de Deus pode ser apenas uma aproximação. Só Deus pode ter uma concepção sobre
Deus.". Acreditava que a concepção da igreja sobre Deus era o encontro entre o Cristianismo
primitivo e a filosofia grega.

Crítica:
O movimento da morte de Deus teve fim no final da década de 60. Alguns ministros se
queixaram que os pensadores da morte de Deus reduziram o Cristianismo a apenas outro tipo
de humanismo com Jesus sendo apenas um mestre da moral. Para Langdon Gilkey, (1919 –
2004), os teólogos da more de Deus foram vítimas de uma incoerência básica. O objetivo dos
teólogos cristãos do final do século 20 era redescobrir e reconstruir a transcendência de Deus.

Todos que ainda estão com Deus, na contra mão desse pensamento, podem responder citando
o velho jogo de palavras nas declarações de Nietzsche. Portanto:

Deus está Morto! (Assinou) Nietzsche.

Nietzsche está morto! (Assinou) Deus. 3

3
http://www.time.com/time/magazine/article/0,9171,941410-1,00.html 14 de maio de 2011
às 14h20min
Conclusão

Em relação a tudo que foi relatado, pode-se concluir que a humanidade em toda a sua
trajetória vem tentando explicar Deus de alguma forma. Em momentos sombrios da história, o
homem tentou trazer luz para a sociedade, mas muitas dessas tentativas foram malsucedidas,
como o Movimento da Morte de Deus. Na verdade houve uma troca de lugares. O homem é
quem está morto no pecado e só Deus (que vive) pode abrir as sepulturas e retirá-lo de lá. É
normal pensar que Deus está distante e (quem sabe) morto nos momentos difíceis. É normal
pensar que Ele está longe quando as circunstâncias causam pavor e medo. Por isso seria
injusto julgar os teólogos supracitados por causa de suas ideias. Talvez por não conseguirem
perceber Deus agindo na sociedade e por notarem que o caos estava se apossando da
humanidade eles pensaram que Deus estivesse morto. Pode-se dizer que eles não estavam
certos, mas quem nunca errou? Afinal, é provável que cada homem tenha sua Teologia
particular e só Deus sabe as ideias que cada um tem sobre Ele. Quem sabe atualmente exitam
pensamentos piores que o da morte de Deus no coração dos homens. Mas, as ideias humanas
não modificam Deus em nada. Ele é o mesmo . Ele está vivo. Ele vive... Ele vive.
8
Bibliografia

GRENZ, Stanley J. e OLSON, Roger E. A Teologia do Século 20: Cultura Cristã. 1ª edição.
2003. pp. 186)

Revista Times: http://www.time.com/time/magazine/article/0,9171,941410-1,00.html

Wikipédia: A Enciclopédia Livre

http://pt.wikipedia.org/wiki/década_de_1960
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