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PETROBRAS / SEREC / CEN-SUD Tanques de ARMAZENAMENTO Teoria Eng. STENIO MONTEIRO DE BARROS Palavras

PETROBRAS / SEREC / CEN-SUD

Tanques de ARMAZENAMENTO

Teoria

Eng. STENIO MONTEIRO DE BARROS

Palavras - Chave:

- Tanques de Armazenamento

- Caldeiraria

Rio de Janeiro — 1 998

Apresentação

Desde a sua criação, a PETROBRAS vem se notabilizando pelo desenvolvimento e aproveitamento do seu potencial humano, justa conseqüência de um compromisso permanente com a qualidade do seu DRH.

A responsabilidade torna-se ainda maior numa época de mudanças rápidas e cada vez mais freqüentes, onde o Serviço de Recursos Humanos (SEREC), através do Centro de Desenvolvimento de Recursos Humanos — Sudeste (CEN-SUD), vem enfrentando o desafio de agregar aos seus produtos o que há de mais moderno em Tecnologia Educacional. Assim é a apostila “Tanques de Armazenamento”, resultado de um esforço de elaboração e editoração, que reforça o compromisso permanente desta atividade com a qualidade do patrimônio de nossa PETROBRAS.

com a qualidade do patrimônio de nossa PETROBRAS. Serviço de Recursos Humanos Centro de Desenvolvimento de

Serviço de Recursos Humanos Centro de Desenvolvimento de Recursos Humanos — Sudeste (CEN-SUD)

1998

Sumário

Sumário CAPÍTULO I Introdução CAPÍTULO 1 II Classificação dos Tanques de Armazenamento 2.1 - Tanques de

CAPÍTULO I Introdução

CAPÍTULO

Sumário CAPÍTULO I Introdução CAPÍTULO 1 II Classificação dos Tanques de Armazenamento 2.1 - Tanques de

1

II Classificação dos Tanques de Armazenamento

2.1 - Tanques de Teto Fixo (Fixed Roof)

2.2 - Tanques de Teto Móvel (Lifting Roof)

2.3 - Tanques de Teto com Diafragma Flexível (Diaphragm)

2.4 - Tanques de Teto Flutuante (Floating-Roof)

2.5 - Seleção do Tipo de Tanque de Armazenamento em Função do Produto

Armazenado

CAPÍTULO

III

Localização de um Parque de Armazenamento

CAPÍTULO

IV

Capacidade de Armazenamento

CAPÍTULO

V

Determinação do Número de Tanques de Armazenamento

CAPÍTULO

VI

Determinação das Dimensões de um Tanque de Armazenamento

CAPÍTULO VII Diques e Bacia de Contenção

CAPÍTULO VIII Bases e Fundações

8.1 - Cuidados na Execução da Base

8.2

- Tipos de Fundação

8.2.1 - Fundação Direta

8.2.2 - Fundação Profunda

8.3 - Comportamento do Solo e Tipos de Recalques

8.4 - Medição dos Recalques

8.5 - Recalques Admissíveis

CAPÍTULO IX Normas de Construção

9.1 - API Standard 650 “Welded Steel Tanks For Oil Storage” do

American Petroleum Institute

9.2 - NBR 7821 “Tanques Soldados Para Armazenamento de

Petróleo e Derivados” da Associação Brasileira de Normas

Técnicas — ABNT

53

53

56

9.3 - BS 2654:1989 “Manufacture Of Vertical Steel Welded

Non-Refrigerated Storage Tanks With Butt-Welded Shells

For The Petroleum Industry” do British Standards Institution — BSI …………………………………………………………… 57

9.4 - API Standard 620 “Design And Construction Of Large, Welded Low-Pressure

Storage Tanks” do American Petroleum Institute ………………………………………………………………57

9.5 - API Standard 2000 “Venting Atmospheric And Low-Pressure Storage Tanks

(Non-Refrigerated And Refrigerated)” do American Petroleum Institute

57

9.6 - API Specification 12A “Specification For Oil Storage Tanks With Riveted Shells”

do American Petroleum Institute

58

……………………………………………

9.7 - API Specification 12B “Specification For Bolted Production

Tanks” do American Petroleum Institute …………………………………………59

9.8 - API Specification 12D “Specification For Field Welded Tanks

For Storage Of Production Liquid” do American Petroleum Institute ……………………………………………………………… 59

9.9 - API Specification 12E “Specification For Wooden Production

Tanks” do American Petroleum Institute ………………………………………….60

9.10

- API Specification 12F “Specification For Shop Welded Tanks For Storage Of

Production Liquids” do American Petroleum Institute ………………………………….

9.11 - N-270 “Projeto de Tanque Atmosférico” da Comissão de

Normas Técnicas da PETROBRAS

62

9.12 - N-27 1 “Montagem de Tanques de Armazenamento” da Comissão de Normas

Técnicas da PETROBRAS

62

9.13 - N- 1888 “Fabricação de Tanques de Armazenamento

Atmosféricos” da Comissão de Normas Técnicas da PETROBRAS ……………………………………………………………….… 62

CAPÍTULO X Materiais de Construção

63

10.1 - Chapas

63

10.2 - Perfis Estruturais

69

10.3 - Tubos e Forjados

69

10.4 - Flanges

71

10.5 - Parafusos, Porcas e Juntas

71

10.6 – Eletrodos

10.7 - Recomendações da BS 2654:1989 72

CAPÍTULO XI Projeto do Fundo

75

11.1 - Declividade

75

11.2 - Disposição, Material e Dimensões das Chapas

75

11.3 - Métodos de Construção

80

11.4 - Diâmetro do Fundo

81

11.5 - Soldas no Fundo

11.6 - Reforços no Fundo

11.7 - Desenho de Aproveitamento de Chapas

CAPÍTULO XII Projeto do Costado

85

85

87

12.1

- Dimensionamento do Costado Pela NBR 7821

(Antiga NB-89)

87

12.1.1 - NBR 7821 Corpo de Norma e Método Básico

88

12.1.2 - NBR 7821 Anexo E e Método Básico

88

12.1.3 - NBR 7821 Anexo G e Método Básico

92

12.1.4 - NBR 7821 AnexoJ

96

12.2

- Dimensionamento do Costado Pelo API 650

99

12.2.1 - API 650 Corpo de Norma e Método Básico

(One-Foot Method)

101

12.2.2

- API 650 Corpo de Norma e Método do Ponto Variável de Projeto

(Variable Design Point Method)

102

12.2.3

- API 650 Apêndice A

110

12.3 - Dimensionamento do Costado Pela BS 2654:1989

115

12.4 - Espessuras Limites

116

12.4.1 - Espessura Mínima

116

12.4.2 - Espessura Máxima

117

12.5 - Disposição das Chapas do Costado

118

12.6 - Juntas do Costado

119

12.6.1 - Juntas Verticais

119

12.6.2 - Juntas Horizontais

120

12.7 - Aberturas no Costado

122

12.8 - Densidade de Projeto e Sobreespessura Para Corrosão

125

12.9 - Cantoneira de Topo do Costado

128

12.10 - Seleção do Método de Projeto e do Material do Costado pela N-270

12.10 - Seleção do Método de Proj eto e do Material do Costado pela N-270
CAPÍTULO XIII Projeto do Teto

CAPÍTULO XIII Projeto do Teto

13.1

- Sobrecarga

129

131

131

13.2

– Material

132

13.3 - Teto Cônico Suportado

13.3.1 - Declividade e Soldagem das Chapas do Teto

13.3.2 - Descrição da Estrutura de Sustentação

13.3.3 - Dimensionamento das Vigas Radiais e Transversais

13.3.4 - Diniensionamento das Colunas

13.3.5 - Tabelas de Perfis

13.4 - Teto Cônico Autoportante

13.5 - Teto Curvo e Teto em Gomos Autoportantes

13.6 - Tanques de Pequena Pressão Interna

13.7 - Ligação de Baixa Resistência Mecânica Entre Costado e Teto

13.8 - Teto Flutuante

13.8.1- Declividade e Soldagem das Chapas do Teto

13.8.2 - Flutuabilidade

13.8.3 - Suportes do Teto

CAPÍTULO XIV Bocais e Acessórios

14.1 - Bocais e Acessórios do Fundo

14.2 - Bocais e Acessórios do Costado

14.2.1 Bocais (Sheli Nozzles)

14.2.2 Bocas de Visita (Shell Manhole)

14.2.3 Portas de Limpeza (Cleanout)

163

14.2.4 Plataformas (Pia tforms), Passadiços (Walkways) e Escadas (Stairways)

14.2.5 - Câmaras e Aplicadores de Espuma Contra Incêndio

14.2.6 - Indicadores de Nível (Liquid Levei Indicators)

14.2.7

- Misturadores (Mixers)

14.2.8 - Anéis de Contraventamento (Top Wind Girders ou

Stiffening-Rings)

14.2.9 - Anéis de Contraventamento Intermediário

(Intermediate Wind Girders)

14.3 - Bocais e Acessórios do Teto

14.3.1- Bocais (RoofNozzles)

14.3.2 - Bocas de Visita (RoofManholes)

204

204

205

14.3.3 - Dispositivos de Proteção Contra a Sobre ou Subpressão Interna

208

14.3.4 - Escotilha de Medição (Gauge Hatch)

241

14.3.5 - Guarda-Corpo (Safetv Rail)

242

14.3.6 - Drenos do Teto Flutuante (Floating RoofDrains)

245

14.3.7 - Escada de Acesso ao Teto Flutuante (Rolling Ladder)

249

14.3.8 - Pernas de Sustenta ção do Teto Flutuante (Supporting Legs)

250

14.3.9 - Selo do Teto Flutuante (Seal)

251

14.3.10 - Guia Anti-Rotacional do Teto Flutuante (Centering And Antirotation Device)

257

14.4

- Quantidade e Dimensões das Bocas de Visita, Portas de

Limpeza e Drenos de Fundo

259

14.5 - Sistema de Sucção Flutuante (Swing Lines)

260

14.6 - Sistema de Aquecimento

260

14.7 - Isolamento Térmico a Alta Temperatura

262

14.8 - Placa de Identificação

264

14.9 - Folha de Dados (Data Sheet)

264

CAPÍTULO XV Estimativa de Custo

269

CAPÍTULO XVI Estimativa de Perdas por Evaporação

285

16.1

- Fatores de Influência

286

16.2 - Métodos de Medição das Perdas por Evaporação

290

16.3 - Estimativa das Perdas por Evaporação em Tanques de

Teto Fixo

290

16.3.1

- Perda Resultante da Variação das Condições Ambientais

(Standing Storage Loss)

291

16.3.2 - Perda Resultante da Movimentação do Produto (Working Loss)

293

16.3.3 - Perda Total (Total Loss)

295

16.4 - Estimativa das Perdas por Evaporação em Tanques de Teto Flutuante

16.4.1 - Perda no Sistema de Selagem e nos Diversos Acessórios não Estanques do Teto

(Standing Storage Loss)

16.4.2 - Perda Resultante da Movimentação do Produto

(Withdrawal Loss)……………………………………………………………………….

16.4.3 - Perda Total (Total Loss)

16.5 - Estimativa das Perdas por Evaporação em Tanques de Teto Móvel e em Tanques

de Teto com Diafragma Flexível

16.6 - Estimativa das Perdas por Evaporação em Tanques de Baixa Pressão

16.7 - Redução das Perdas por Evaporação

16.8 - Seleção do Tipo de Tanque

CAPÍTULO XVII Fabricação

335

17.1 - Operações, Equipamentos e Normas de Fabricação

17.2 - Armazenamento de Materiais

17.3 - Desempeno de Chapas

17.4 - Reparo de Defeitos

17.5 - Corte e Preparação das Bordas das Chapas

17.6 - Calandragem das Chapas do Costado

17.7 - Aberturas nas Chapas para Construção de Acessórios e

Realização de Tratamento Térmico de Alívio de Tensões

17.8

– Soldagem

17.9 - Inspeção de Fabricação

CAPÍTULO XVIII Montagem

18.1 - Normas e Rotina de Fiscalização

18.2 - Inspeção e Armazenamento de Materiais

18.3 - Verificação da Base

18.4 - Montagem do Fundo

18.5 - Montagem do Costado

18.6 - Montagem do Teto 363

18.6.1 - Montagem de Tetos Fixos . 363

18.6.2 - Montagem de Tetos Flutuantes 364

345

18.7 - Procedimentos de Montagem não Tradicionais 370

18.8 - API 650 Section 5 — Erection 371

18.9 - Instruções de Segurança Industrial para Empreiteiros

CAPÍTULO XIX Qualificações, Métodos de Inspeção e Testes

379

376

19.1 - Qualificação de Procedimentos de Soldagem e Qualificação de Soldadores e

Operadores de Soldagem

19.2 - Método de Inspeção Visual

19.3 - Método de Inspeção Radiográfica

19.3.1 - Número e Localização das Radiografias

19.3.1.1 - API 650 Corpo de Norma

19.3.1.2 - API 650 Apêndice A

19.3.1.3 - NBR 7821 Corpo de Norma

19.3.1.4 - NBR 7821 Anexo E e Anexo G

19.3.1.5 – BS 2654

19.3.2 - Técnica Radiográfica e Avaliação dos Resultados

19.3.3 - Determinação dos Limites de uma Solda Defeituosa

19.3.4 Reparo de Soldas Defeituosas

19.4 - Método de Inspeção por Seccionamento

19.5 - Método de Inspeção por Partículas Magnéticas

19.6 - Método de Inspeção por Ultra-Som

19.7 - Método de Inspeção por Líquido Penetrante

19.8 - Ensaio de Estanqueidade

19.9 - Teste Hidrostático

CAPÍTULO XX Pintura e Proteção Catódica

403

20.1

- Pintura

403

20.1.1 - Pintura Interna

20.1.2 - Pintura Externa

20.2

- Proteção Catódica

20.2.1 - Proteção Catódica Interna

 

20.2.2 - Proteção Catódica Externa

20.2.3 - Critérios de Proteção

CAPÍTULO XXI Operação

423

CAPÍTULO XXII Manutenção

22.1 - Limpeza Interna

22.2 – Reparos

CAPÍTULO XXIII Inspeção

23.1

- Inspeção de Fabricação

23.2 - Inspeção de Montagem

23.3 - Inspeção de Operação

23.3.1 - Tipos de Inspeção

23.3.2 - Critérios de Aceitação

23.3.3 - Determinação da Espessura Mínima de Operação do Costado

23.3.4 - Programação, Periodicidade e Requisitos de Segurança

23.3.5 - Registro da Inspeção

Referências Bibliográficas

Capítulo I

Introdução

Tanques de armazenamento são equipamentos de caldeiraria pesada, sujeitos à pressão aproximadamente atmosférica, normalmente na faixa de O a 0,5 psig e destinados, principalmente, ao armazenamento de petróleo e seus derivados.

O presente trabalho tratará, exclusivamente, de tanques de armazenamento

atmosféricos, cilíndricos, verticais, não enterrados, de fabricação soldada e construídos com chapas de aço carbono. São equipamentos tipicamente encontrados em refinarias,

terminais, oleodutos, bases de distribuição, parques industriais etc.

A construção de um tanque de armazenamento normalmente é regulamentada

pela norma americana API 650 “Welded Steel Tanks for Oil Storage” 1 do American Petroleum Institute (API). No Brasil utiliza-se, também, a norma NBR 7821 “Tanques Soldados para Armazenamento de Petróleo e Derivados” 2 , publicada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Atualmente, os tanques de armazenamento convencionais — projeto convencional e material de fabricação nacional — são construídos numa ampla faixa de capacidades, desde 100 barris (16 m3) até aproximadamente 550.000 barris (87.500 m3). Como o custo do barril armazenado decresce com o aumento da capacidade do tanque, haverá, normalmente, o interesse na construção de tanques de armazenamento com capacidade cada vez maior. Isto será limitado, conforme veremos a seguir, pela espessura requerida ao costado do equipamento. Desta forma, construções especiais

— projeto mais elaborado, material de alta resistência mecânica e de elevada tenacidade

— permitem a construção de tanques de armazenamento (Figura 1.1) com

capacidade superior a 1,000.000 barris (159.000 m 3 ). Os maiores tanques de

armazenamento construídos no Brasil, pertencentes à PETROBRAS, apresentam capacidade da ordem de 550.000 barris (Figura 1.2).

Figura 1.1 Tanque de armazenamento com 1.250.000 barris de capacidade. Construído no oriente médio pela

Figura 1.1 Tanque de armazenamento com 1.250.000 barris de capacidade. Construído no oriente médio pela Chicago Bridge And Iron Co.

no oriente médio pela Chicago Bridge And Iron Co . Figura 1.2 Construção de um tanque

Figura 1.2 Construção de um tanque de armazenamento com 550.000 barris de capacidade nominal. (PETROBRAS - RLAM).

A construção de um tanque de armazenamento merece a mais cuidadosa atenção

possível, principalmente devido aos seguintes motivos:

• elevado investimento de capital envolvido;

• são equipamentos imprescindíveis ao funcionamento de uma unidade operacional.

A Figura 1.3, a seguir, indica os principais componentes de um tanque de

armazenamento. Na Figura 1.4 ilustramos alguns tanques de armazenamento pertencentes à PETROBRAS.

Figura 1.3 Principais componentes de um tanque de armazenamento. 15

Figura 1.3 Principais componentes de um tanque de armazenamento.

Figura 1.4 Tanques de armazenamento da PETROBRAS. a) Terminal marítimo (DTBASA). b) Re gião de

Figura 1.4 Tanques de armazenamento da PETROBRAS.

a) Terminal marítimo (DTBASA). b) Região de produção (E&P-RNCE). c) Refinaria (REVAP).

Capítulo II

Classificação dos Tanques de Armazenamento 3,4

Os tanques de armazenamento são classificados, didaticamente, conforme a natureza do teto, em:

• Tanques de Teto Fixo

• Tanques de Teto Móvel

• Tanques de Teto com Diafragma Flexível

• Tanques de Teto Flutuante

2.1 Tanques de Teto Fixo (Fixed Roof)

São tanques cujos tetos estão diretamente ligados à parte superior de seus costados. Podem ser autoportantes ou suportados por uma estrutura interna de perfis metálicos. Os tetos autoportantes são apoiados exclusivamente na periferia do costado.

Dependendo da forma do teto fixo, podemos distirLguir as seguintes variações construtivas:

a) Teto Cônico (Cone Roof): apresenta a forma aproximada de um cone reto (Figura 2.1).

Teto Cônico (Cone Roof): apresenta a forma aproximada de um cone reto (Figura 2.1). Figura 2.1

Figura 2.1 Teto fixo cônico.

b) Teto Curvo (Dome Roof): apresenta a forma aproximada de uma calota esférica. Normalmente é autoportante (Figura 2.2).

calota esférica. Normalmente é autoportante (Figura 2.2). Figura 2.2 Teto fixo curvo. c) Teto em Gomos

Figura 2.2 Teto fixo curvo.

c) Teto em Gomos (Umbrelia Roof): é uma modificação do tipo anterior, no qual qualquer seção horizontal terá a forma de um polígono regular com número de lados igual ao número de chapas utilizadas nesta região do teto (Figura 2.3).

de lados igual ao número de chapas utilizadas nesta região do teto (Figura 2.3). Figura 2.3

Figura 2.3 Teto fixo em gomos.

2.2 Tanques de Teto Móvel (Lifting Rool)

São tanques cujos tetos se movimentam externamente ao costado (Figura 2.4), em função da pressão de seu espaço vapor, O equipamento deverá conter dispositivos de segurança para evitar o excesso de pressão ou vácuo interno. As perdas por evaporação são evitadas por meio de um sistema de selagem entre o costado e o teto (Figura 2.5).

sistema de se lagem entre o costado e o teto (Figura 2.5). Figura 2.4 Teto móvel.

Figura 2.4

Teto móvel.

F
F

Figura 2.5 Teto móvel. Sistema de selagem. a) Selagem líquida. b) Selagem seca.

2.3 Tanques de Teto com Diafragma Flexível (Diaphragm)

São tanques em que os tetos são fixos ao costado mas apresentam a possibilidade de variar o volume do espaço vapor em conseqüência da modificação da pressão de armazenamento (Figura 2.6). A variação do espaço vapor é realizada pela deformação de um componente interno que funciona corno urna membrana flexível. O diafragma flexível normalmente é fabricado de material plástico (neoprene, nylon etc.) resistente ao produto armazenado sob a forma líquida ou vapor.

nylon etc.) resistente ao produto armazenado sob a forma líquida ou vapor. Figura 26 Teto com

Figura 26 Teto com diafragma flexível.

Tanques de teto móvel e tanques de teto com diafragma flexível normalmente são utilizados em sistemas fechados, objetivando a redução das perdas por evaporação, trabalhando como “tanque pulmão” (Figura 2.7).

trabalhando como “tanque pulmão” (Figura 2.7). Figura 2.7 Tanque pulmão. 2.4 Tanques de Teto Flutuante

Figura 2.7

Tanque pulmão.

2.4 Tanques de Teto Flutuante (Floating-Roof)

São tanques cujos tetos estão diretamente apoiados na superfície do líquido armazenado, no qual flutuam, acompanhando sua movimentação durante os períodos de esvaziamento e enchimento. São utilizados com o objetivo de minimizar as perdas por evaporação devido à movimentação de produto. Como o teto flutuante movimenta-se internamente ao costado, haverá necessidade de um sistema de selagem.

O teto flutuante apresenta os principais tipos construtivos:

a) Teto Flutuante Simples (Single Deck or Pan-Type Floating-Roof):

consiste essencialmente de um lençol de chapas. O teto é enrijecido por uma estrutura metálica, na sua parte superior, para lhe conferir a necessária estabilidade (Figura 2.8). É o tipo mais simples e de construção mais barata. A flutuabilidade é precária. Dos tipos de teto flutuante é o que apresenta maior perda por evaporação, pois o teto está em contato direto com o produto armazenado e transmite, mais facilmente, a energia solar incidente.

Figura 2.8 Teto flutuante simples. b) Teto Flutuante com Flutuador (P ontoon Floating-Roof): possui, na

Figura 2.8 Teto flutuante simples.

b) Teto Flutuante com Flutuador (Pontoon Floating-Roof): possui, na construção convencional, um disco central e um flutuador na periferia do teto (Figura 2.9). Apresenta maior flutuabilidade, menor perda por evaporação e maior custo do que o tipo anterior.

menor perda por evaporação e maior custo do que o tipo anterior. Figura 2.9 Teto flutuante

Figura 2.9 Teto flutuante com flutuador.

Uma variação construtiva do teto flutuante “Pontoon” é o tipo “Buoyroof” 5 , apresentado na Figura 2.10.

o tipo “Buoyroof” 5 , apresentado na Figura 2.10. Figura 2.10 Teto flutuante Buoyroof. Os tetos

Figura 2.10 Teto flutuante Buoyroof.

Os tetos flutuantes com flutuador apresentam, principalmente, os seguintes problemas 6 :

• dificuldade de drenagem do teto;

• possibilidade de colapso do teto devido à excessiva pressão de vapor do produto armazenado.

c) Teto Flutuante Duplo (Double-Deck Floating-Roof): possui dois lençóis de chapas ligados, internamente, por uma estrutura metálica formando compartimentos estanques (Figura 2,11). É uma estrutura robusta e de excelente flutuabilidade. É o tipo de teto flutuante mais caro, porém apresenta a menor perda por evaporação, pois os dois lençóis de chapas formam um colchão de ar que funciona como isolamento térmico entre a superfície do líquido armazenado e a superfície externa do teto.

Figura 2.11 Teto flutuante duplo. Os tetos flutuantes duplos apresentam, principalmente, os seguintes problemas 6

Figura 2.11 Teto flutuante duplo.

Os tetos flutuantes duplos apresentam, principalmente, os seguintes problemas 6 :

• maior custo de fabricação e de montagem;

• fundações mais caras devido à exigência de menores recalques;

• considerável volume de produto imobilizado por causa da necessidade de manter

sempre o teto flutuando. O apoio desigual das pernas de sustentação do teto sobre o fundo pode provocar trincas por fadiga junto aos reforços das pernas de sustentação e nas junções das anteparas dos flutuadores com o lençol inferior do teto (Figura 2.12). Tais trincas podem provocar o alagamento do teto e até o seu afundamento;

• possibilidade de graves danos (trincas nas soldas das anteparas) em tanques com movimentação muito freqüente (Figura 2.13).

Figura 2.12 Aspecto das trincas junto às anteparas e pernas de sustentação em tetos flutuantes

Figura 2.12 Aspecto das trincas junto às anteparas e pernas de sustentação em tetos flutuantes duplos 6 .

pernas de sustentação em tetos flutuantes duplos 6 . Figura 2.13 Trincas nas anteparas em tetos

Figura 2.13 Trincas nas anteparas em tetos flutuantes duplos devido à movimentação do produto armazenado 6 .

1)

Enchimento. 2) Esvaziamento.

2.5 Seleção do Tipo de Tanque de Armazenamento em Função do Produto Armazenado

Apenas como informação, a Tabela 1 da Norma N-270 7 , recomenda o tipo tanque de armazenamento a ser adotado em função do produto armazenado.

a ser adotado em função do produto armazenado. Tabela 1 da N-270 Tipo de tanque em

Tabela 1 da N-270 Tipo de tanque em função do produto armazenado 7 .

A Tabela 2.1 recomenda o tipo de teto flutuante a ser adotado 6, 7 .

o tipo de teto flutuante a ser adotado 6 , 7 . Tabela 2.1 Seleção do

Tabela 2.1 Seleção do tipo de teto flutuante 6, 7 .

Figura 2.14 Teto flutuante com flutuador periférico e disco central reforçado. Exemplos. 27

Figura 2.14 Teto flutuante com flutuador periférico e disco central reforçado. Exemplos.

CAPÍTULO III

Localização De Um Parque De Armazenamento

Como parque de armazenamento entendemos a área destinada à armazenagem e transferência de produtos, onde se situam os tanques de armazenamento, armazéns e bombas de transferência.

A escolha do local para construção de um parque de armazenamento merece minucioso estudo e planejamento. Principalmente, os seguintes aspectos deverão ser considerados:

natureza do solo: um dos mais importantes fatores a analisar. Uma escolha

inadequada (Figura 3.1) implicará, fatalmente, em elevado custo de fundação para os tanques de armazenamento;

necessidade de ampliação: o local escolhido deverá apresentar área suficiente para as expansões futuras (Figura 3.2);

facilidade de operação: a elevação do terreno, na região dos tanques de

armazenamento, deverá facilitar as condições de sucção das bombas de movimentação

do produto armazenado (Figura 3.3);

facilidade de acesso e segurança operacional 8 : a área a ser ocupada pelo

parque de armazenamento deverá ser de fácil acesso, completamente limpa, desmatada e destocada. A localização dos tanques de armazenamento deverá sempre visar a segurança operacional, com a máxima redução de riscos para as áreas vizinhas. Normalmente, não é permitida a construção de tanques de armazenamento dentro de zonas densamente construídas. A área ocupada pelo parque deverá ser isolada do livre acesso de pessoas e animais. Os parques de armazenamentos deverão ter acessos adequados para os equipamentos de combate a incêndio (Figura 3,4).

Figura3.1 Solo inadequado, a) Empoçamento de á gua de chuva. b) Recalque exagerado. 29

Figura3.1

Solo inadequado, a) Empoçamento de água de chuva. b) Recalque exagerado.

Figura 3.2 Expansão prevista. Figura 3.3 Elevação do terreno visando facilitar a operação. 30

Figura 3.2 Expansão prevista.

Figura 3.2 Expansão prevista. Figura 3.3 Elevação do terreno visando facilitar a operação. 30

Figura 3.3 Elevação do terreno visando facilitar a operação.

Figura 3.4 Facilidade de acesso e segurança operacional. 31

Figura 3.4 Facilidade de acesso e segurança operacional.

CAPÍTULO IV

Capacidade De Armazenamento

A capacidade de armazenamento ou tancagem de uma unidade operacional

(Figura 4.1) dependerá de diversos fatores, entre os quais citaremos:

• tipo da unidade operacional: refinaria, base de distribuição etc;

• produto armazenado;

• produção ou demanda da unidade operacional;

• consumo da região;

• tipo de transporte utilizado para o suprimento da unidade operacional.

A Resolução n° O3/81, do Departamento Nacional de Combustíveis (DNC),

dispõe sobre o armazenamento mínimo e o estoque de segurança de petróleo e seus

derivados.

Figura 4.1 Capacidade de armazenamento de uma unidade operacional.

Figura 4.1 Capacidade de armazenamento de uma unidade operacional. 33