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4 Operações com Vetores

4.1 Adição e Subtração de Vetores

A lgebricamente a adição de dois vetores se define pela adição de seus componentes (coordenadas), um a um. Por sua vez, a diferença de dois vetores se define pela adição do primeiro vetor pelo oposto do segundo vetor.

Observe que: Dois vetores podem ser adicionados se e somente se eles tiverem a mesma dimensão. Para somar dois vetores, basta somar individualmente cada elemento deles. O vetor resultante será da mesma dimensão dos vetores originais. Simbolicamente, temos que, se v = u+ w, então vi = ui + wi, para todo i.

Assim, para os vetores u e v de R 2 com u = (x 1 ,y 1 ), v = (x 2 ,y 2 ) temos:

u + v

= (x 1 + x 2 , y 1 + y 2 )

e

u + (-v)

= (x 1 - x 2 , y 1 - y 2 )

Se u e v são vetores de R n com u = (x 1 ,x 2 ,x 3 ,

,x

n ), v = (y 1 ,y 2 ,y 3 ,

,y n ) temos:

u + v

= (x 1 + y 1 , x 2 + y 2 ,

, x n + y n )

Exemplo 1:

Se u = (1, 7) e v = (2, 5) então:

 

(a)

u + v = (1+2, 7+5) = (3, 12) e

(b) u – v = u + (-v) = (1,7) + (-2,-5) = (1-2, 7-5) = (-1,2).

Exemplo 2:

Se u = (1, 7, 3), v = (-1,4,6)

e w = (2, 5, 4, -1) então:

(a)

u + v = (1-1, 7+4, 3+6) = (0, 11, 9)

(b)

u – v = u + (-v) = (1,7,3) + (1, -4, -6) = (2, 3, -3)

(c)

u + w?

Não é possível computar u + w, nem v + w porque u e v são de 3ª

dimensão e w é de 4ª dimensão.

4.2 Multiplicação de escalar por um vetor

A multiplicação de um escalar por um vetor se define pelo produto do escalar (número) por

cada componente do vetor. Ou seja, um vetor pode ser multiplicado por um escalar,

multiplicando-se cada elementos do vetor por este escalar. Assim, para o vetor u de R n com u

= (x 1 ,x 2 ,

, x n ) e k R (k escalar) temos:

ku = k(x 1 ,x 2 ,

,

x n ) =

(kx 1 ,kx 2 ,

,

kx n )

Exemplo 1:

Se u = (1, 7) e v = (2, 5), vetores de R 2 então para k = 5, temos:

 

(a)

ku = 5(1, 7) = (5.1, 5.7) = (5, 35) e

(b)

kv = 5(2, 5) = (5.2, 5.5) = (10, 25).

Exemplo 2:

Se u = (1, 7, 8,-1) e v = (2, 5, 0, 0), vetores de R 4 então para k = -2, temos:

 

(a)

ku = -2(1, 7, 8, -1) = (-2, -14, -16, 2)

(b)

kv = -2(2, 5, 0, 0) = (-4, -10, 0, 0)

(c)

ku + kv = k(u+v) = -2(u+v) = -2(3,12,8,-1) = (-6, -24, -16, 2)

Exemplo 3:

Sejam u = (2,3,4,5) e v = (2,1,0,2) vetores de R 4 então, temos que:

 

(a)

u + v = (4, 4, 4, 7)

(b)

u – v = (0, 2, 4, 3)

(c)

3u – 2v = (6, 9, 12, 15) – (4, 2, 0, 4) = (2, 7, 12, 11)

Exemplo 4:

Dados os pontos A(0,1,-1) e B(1,2,-1) e os vetores u = (-2,-1,1), v= (3,0,-1) e w = (-2,2, 2). Verificar se existe números a 1 , a 2 e a 3 tais que w=a 1 AB+a 2 u+a 3 v. Resolução:

AB = B – A

w = a 1 AB + a 2 u + a 3 v. (-2,2,2) = a 1 (1, 1, 0) + a 2 (-2,-1,1)+ a 3 (3,0,-1) Aplicando as operações de produto de escalar por vetor, soma de vetores e igualdade de vetores, encontramos como resposta:

a 1 = 3; a 2 = 1; a 3 = -1 Portanto, w = a 1 AB + a 2 u + a 3 v para a 1 = 3, a 2 = 1 e a 3 = -1

(1, 2, -1) – (0, 1, -1) = (1, 1, 0)

u = v

x

x

z

+

y

y

= 4

= 2

1

=

3

x

0

z

y

x

=

3

= 4

2

+

y

1

=

2

x

y

z

= 3

1

= Portanto, u = v se x = 3, y = -1 e z =4.

=

4

Importante: Quando o vetor v estiver representado por v = a 1 v 1 + a 2 v 2 , dizemos que v é combinação linear v 1 e v 2 . O par de vetores v 1 e v 2 não colineares são chamados de base do plano. Veja mais sobre isso, nas aplicações de adição de vetores e multiplicação por escalar.

4.3 Análise Geométrica da Adição de Vetores e Multiplicação por Escalar

A adição de dois vetores

contém os vetores. Este movimento se caracteriza por decomposição de vetores no plano.

v e

u é analisada, geometricamente, a partir dos segmentos que

D ecomposição de vetores no plano: Dados dois vetores v 1 e v 2 não colineares, qualquer vetor v (coplanar com v 1 e v 2 ) pode ser decomposto segundo as direções de v 1 e v 2 . O problema consiste em determinar dois

vetores cujas direções sejam as de v 1 e v 2 e cuja soma seja v. Em outras palavras, buscam-se determinar dois números reais a 1 e a 2 tais que:

1º caso
1º caso
v = a v + a v 1 1 2 2
v = a v
+ a
v
1
1
2
2
 

A ADIÇÃO DOS DOIS VETORES

v

e

u representados pelos segmentos

orientados AB e BC se definem pelo vetor resultante

AC

.

s representado pelo segmento

Regra do polígono ou triangulação: Ligam-se os vetores, origem com extremidade por deslocamento. O vetor soma (ou vetor resultante) é aquele que tem origem, na origem do 1º vetor e extremidade, na extremidade do último vetor.

Assim, os pontos A e C determinam um vetor que é a soma dos vetores

B → → v u → s A C
B
v
u
s
A
C
que é a soma dos vetores B → → v u → s A C Exemplo
que é a soma dos vetores B → → v u → s A C Exemplo

Exemplo 1:

s

=

u

+

v

ou

u

+

v

=

AC ou

AB +

BC =

AC

Exemplo 2:

s

=

u

+ v

 

Exemplo 3:

s =

u +

u +

v

=

v

ou

AC ou

AB +

BC =

AC

→ →

u e

v onde:

 

Na SUBTRAÇÃO DE VETORES, adicionamos um deles ao oposto do outro:

s =

u

-

v .

Vetores u e v

Adição de vetores u+v

Subtração u+(-v)

2º caso   → → → → A adição dos dois vetores v e u
2º caso   → → → → A adição dos dois vetores v e u
2º caso   → → → → A adição dos dois vetores v e u
2º caso
2º caso
 

A adição dos dois vetores

v e

u paralelos ( v ⁄⁄ u):

A adição de vetores representados por segmentos paralelos 10 orientados AB e BC se

s, representado pelo segmento

define da mesma forma anterior, pelo vetor resultante

AC .

Assim, os pontos A e C determinam um vetor que é, por definição, a soma dos vetores

u e

v onde, para

s =

u

+

v .

Exemplo 1:

Na figura (a), temos a resultante

s de vetores

u e

v com o mesmo

 

sentido e na figura (b), temos a resultante contrário (equivale a s = u - v).

s de vetores

u e

v

com o sentido

 

Vetores

u e

v

Adição de vetores

s

=

u +

v

Subtração

s =

u

+ (-

v )

= u + v Subtração s = u + (- v ) Fig.(a) Fig.(b) 3º caso
= u + v Subtração s = u + (- v ) Fig.(a) Fig.(b) 3º caso

Fig.(a)

u + v Subtração s = u + (- v ) Fig.(a) Fig.(b) 3º caso  

Fig.(b)

3º caso
3º caso
 

A adição dos dois vetores

v e

u

não paralelos pode ocorrer a partir do

 

deslocamento dos vetores para uma mesma origem A. Assim, representa-se o vetor

v

=

AB e o vetor

u =

AD .

Regra do paralelogramo: A partir da origem A, projetamos um vetor no extremo do outro (mesma direção e mesmo sentido). Assim, construímos o paralelogramo ABCD.

Exemplo 1:

(Figuras c, d) O segmento orientado de origem em A que equivale à

diagonal do paralelogramo, é o vetor resultante

s=

u +

v . A diagonal secundária do

paralelogramo equivale a resultante da diferença entre os vetores, ou seja,

s=

u - v .

 

Adição de vetores

s =

u +

v

Subtração

s =

u

+ (-

v )

10 Quando os segmentos têm a mesma direção – sobre as mesmas retas ou paralelas

Fig (c) u+v é a diagonal principal do paralelogramo ABCD. Exemplo 2 Fig (d) u+v

Fig (c) u+v é a diagonal principal do paralelogramo ABCD.

Exemplo 2

é a diagonal principal do paralelogramo ABCD. Exemplo 2 Fig (d) u+v → diagonal principal do

Fig (d) u+v diagonal principal do paralelogramo u-v diagonal secundária

 

Vetores

u e

v

Adição

s =

u +

v

Subtração

s =

u - v

s = u + v Subtração s = u - v A adição dos três vetores
s = u + v Subtração s = u - v A adição dos três vetores
s = u + v Subtração s = u - v A adição dos três vetores

A adição dos três vetores ou mais ocorre de forma análoga aos casos três vetores ou mais ocorre de forma análoga aos casos

anteriores. No caso particular da extremidade do representante do último vetor coincidir com a origem do representante do primeiro a soma deles será o vetor zero ou nulo.

Exemplo de adição de três ou mais vetores livres

ou nulo. Exemplo de adição de três ou mais vetores livres Exemplo 1 → → →
ou nulo. Exemplo de adição de três ou mais vetores livres Exemplo 1 → → →
ou nulo. Exemplo de adição de três ou mais vetores livres Exemplo 1 → → →
ou nulo. Exemplo de adição de três ou mais vetores livres Exemplo 1 → → →
ou nulo. Exemplo de adição de três ou mais vetores livres Exemplo 1 → → →

Exemplo 1

s

=

u

+ v + w

 

Exemplo 2

 

s

=

u

+ v + w

 

Exemplo 3

 

s

=

u

+ v + w + t

=

0

Exemplo de adição de vetores que partem de uma origem: Situação comparativa de soma com dois e com três vetores

Exemplo 1 → → → s = u + v Exemplo 2   → →
Exemplo 1 → → → s = u + v Exemplo 2   → →
Exemplo 1 → → → s = u + v Exemplo 2   → →

Exemplo 1

s

=

u

+ v

Exemplo 2

 

s

=

u

+ v + w

G eometricamente, o PRODUTO DE UM ESCALAR POR UM VETOR, é representado por um novo vetor que se expande, contrai ou inverte o sentido, conforme o valor de k. O produto de um número real k por um vetor v, resulta em

um vetor s com sentido igual ao de v se k for positivo ou sentido oposto ao de v se k for

negativo. O módulo do vetor s é igual a k x |v|.

for negativo. O módulo do vetor s é igual a k x | v |. 1º
1º caso Exemplo:
1º caso
Exemplo:

Se k = 0 ou v = 0, então o vetor kv = 0.

Para u = (1,2) e k = 0 temos ku = 0.u= (0.1,0.2) = (0,0).

2º caso Exemplo:
2º caso
Exemplo:

Se k= -1, o vetor (-1)v é o oposto de v.

Para u=(1,2) e k=-1 temos ku=(-1).u=(-1.1, -1.2)

= (-1, -2)

Para u=(1,2) e k=-1 temos ku=(-1).u=(-1.1, -1.2) = (-1, -2) Se k > 0, então (k.v)

Se k > 0, então (k.v) permanece com o mesmo sentido de v, sePara u=(1,2) e k=-1 temos ku=(-1).u=(-1.1, -1.2) = (-1, -2) k < 0, kv tem sentido

k < 0, kv tem sentido contrário de v.

Exemplos:

v, se k < 0, kv tem sentido contrário de v. Exemplos: Para u = (1,2)
v, se k < 0, kv tem sentido contrário de v. Exemplos: Para u = (1,2)

Para u = (1,2) e k = 2 temos ku = 2u = (2.1, 2.2) = (2, 4)

Para u = (1,2) e k = -2 temos ku = -2u= (-2,-4).

= (2, 4) Para u = (1,2) e k = -2 temos ku = -2u= (-2,-4).
= (2, 4) Para u = (1,2) e k = -2 temos ku = -2u= (-2,-4).

Exemplos Complementares

Exemplo 1: Dados os vetores u=(4,1)

v

algebricamente as resultantes de u+v e 2u.

e

=

(2,

3).

Determinar geometricamente e

Resolvendo:

• u+v = (4,1) + (2,3) = (6, 4) e • 2 u = 2
• u+v = (4,1) + (2,3) = (6, 4) e
• 2 u = 2 (4,1) = (8,2).
Representação geométrica de u+v
Representação geométrica de 2u

Exemplo 2:

algébrica e geometricamente, as resultantes:

Consideremos os vetores de R 2 definidos em u = (1,2) e v = (3,-3). Determine,

 

(a)

s =

u +

v ;

(b)

s =

u -

v ;

(c)

s =

v -

u

Resolução: Algebricamente

 

(a)

s =

u

+ v

(b)

s =

u

- v

(c)

s =

v

- u

= (1,2) + (3,-3)

= (1+3, 2-3) = (4, -1).

= (1,2) - (3,-3)

= (3,-3) - (1,2)

= (1-3, 2+3)

= (3-1,-3-2)

= (-2, 5)

= (2, -5)

Geometricamente (a)

Geometricamente (b)

Geometricamente (c)

(a) Geometricamente (b) Geometricamente (c) Exemplo 3: Dados os vetores u, v e w, de acordo
(a) Geometricamente (b) Geometricamente (c) Exemplo 3: Dados os vetores u, v e w, de acordo
(a) Geometricamente (b) Geometricamente (c) Exemplo 3: Dados os vetores u, v e w, de acordo

Exemplo 3:

Dados os vetores u, v e w, de acordo com a figura, construir graficamente o vetor

s = 2u -

3v+ 1/2w

Resolução: Vetores

Resultante s = 2u - 3v+ 1/2w

Exemplo 4: Efetuar as operações com os vetores sabendo que u = ( 1 −
Exemplo 4: Efetuar as operações com os vetores sabendo que u = ( 1 −

Exemplo 4:

Efetuar as operações com os vetores sabendo que u = (

1

1 −

3

,

u+v

15u

= (

1

3

= 15

3 1

v

4 - 3

1

3

5

3

5

2

2 1

,
3

5

+

3

1

, ) = (

+

)

3

4

5

)

(

3

, = (5, -9)

u =

(

1

3

2

,

5

) -

1

3 (

3

1

3

,
5

) =(

 

1

3

1

1

) + (

) =(

 

4

,

10

 

9

,

5

3

) e v= (

1

2

5

3

,

5

13

1

)

 
 

36

,

10

).

Exemplo 5:

Para u = (-2,2) e v = (3,2) represente no plano u+v, 2u e u + (-v).

= (-2,2) e v = (3,2) represente no plano u+v, 2u e u + (-v). u

u + v = (-2,2) + (3,2) = (-2+3, 2+2) = (1,4)

2u e u + (-v). u + v = (-2,2) + (3,2) = (-2+3, 2+2) =

2u = 2(-2,2) = (-4,4)

= (-2,2) + (3,2) = (-2+3, 2+2) = (1,4) 2u = 2(-2,2) = (-4,4) u +(-v)

u +(-v) = (-2,2) – (3,2) = (-5,0)

2u = 2(-2,2) = (-4,4) u +(-v) = (-2,2) – (3,2) = (-5,0) 1 Exemplo 6:

1

Exemplo 6: Determinar o vetor w na igualdade 3w+2u= 2 v+w, sendo u=(3,-1) e v=(-2,4).

1

Resolvendo: 3w+2(3,-1)= 2 (-2,4)+w 3w + (6,-2) = (-1,2) + w

3w –w = (-1,2) - (6,-2) 2w = (-7, 4) w = (

Exemplo 7:
Exemplo 7:

Encontrar os números a 1 e a 2 tais que W

W = (1,8),U = (1,2)

e

V = (4,2)

=

a U

1

+

a V

2

7

2

,2

sendo

).

(

(

(

(1,2)

1,8)

=

a

1

+

a

2

(4,

,

2)

)

1,8)

=

(

a

1

,2

a

1

1,8)

− =

(

a

1

+

4

a

+

(4

a

a

2

2

,2

1

2

a

2

2

a

2

)

)

− = ( a 1 + 4 a + (4 a a 2 2 ,2 1

a

2

1

+ 4

a

1

a

2

2

a

1

8

= −

2

=

a

a

1

2

= 3

=

1

logo W = 3U V

Note que: Ao trabalharmos geometricamente com a soma de vetores e a multiplicação de escalar por vetores, operamos pela decomposição de vetores. Em outras palavras, buscam-se determinar dois números reais a 1 e a 2 tais que:

v = a v

1

1

+ a

2

v

2

Exemplo 1:

mostra como é possível formar um paralelogramo em que os lados são

determinados pelos vetores

e, portanto, a soma deles é o vetor v, que

corresponde à diagonal desse paralelogramo:

Dados dois vetores v 1 e v 2 não colineares e v (arbitrário), a figura

a v

1

1

a v

2

2

e

a v 1 1 v 1 v = a v + a v 1 1
a v
1
1
v 1
v = a v
+ a v
1
1
2
2
v 2
a v
2
2
v 1
e
v 2
são
a v mantidos
e
2
2

v (arbitrário)2 v 2 a v 2 2 v 1 e v 2 são a v mantidos

2 v 1 e v 2 são a v mantidos e 2 2 v (arbitrário) Na

Na

v 2 figura seguinte
v
2
figura
seguinte

os

Exemplo

2:

vetores

consideramos um outro vetor v. V 1 v -a 1 v 1 V 2
consideramos um outro vetor v.
V 1
v
-a 1 v 1
V
2
v 1 v 2 v
v 1
v 2
v

v = - a 1 v 1 + a 2 v 2

a 2 v 2

v 1 v 2 v v = - a 1 v 1 + a 2 v

Nesta figura

e

a 2 > 0

a 1 < 0

4.4 Aplicações de Adição de Vetores e Multiplicação por Escalar

4.4.1: Combinação Linear de vetores

S

ejam u 1 , u 2 ,

Qualquer vetor u de V, escrito na forma combinação linear dos vetores u i .

Exemplo 1:

,u

n

vetores do espaço vetorial V e a 1 , a 2 ,

,

a n escalares de IR ou C.

u

=

a 1 u 1

+

a 2 u 2

+

+

a n

u n

é uma

A operação 2(3,-4,5) + 3(-1,1-2) = (6,-8,10)+(-3,3,-6) = (3,-5,4) se

caracteriza como uma combinação linear. Neste caso, o vetor resultante (3,-5,4) é uma combinação linear dos outros vetores adicionados e multiplicados pelos respectivos escalares; Da mesma forma, o vetor u = (-1,-1,-3) é resultado da combinação linear dos vetores u 1 = (3,2,-1) e u 2 = (4,3,2) porque u = u 1 - u 2 = (3,2,-1) - (4,3,2) = (-1,-1, -3).

Verifique se o vetor w=(1, 2) de IR 2 pode ser resultado da combinação linear dos

vetores u=(1,3) e v=(-1, 2).

Exemplo 2:

Resolução: Um vetor w é uma combinação linear de outros vetores u e v se e somente se, existe solução para a equação matemática w = x.u + y.v ou, se existe valores reais para x e y de modo que w = x.u + y.v

Assim, fazemos w= x.u + y.v. Substituindo w, u e v pelos seus respectivos valores, temos:

w = x (1,3) + y (-1,2)

(1,2) = x (1,3) + y (-1,2)

(1,2) = (x–y,3x+2y)


y

x

3

x

+

2

y

= 1

=

2

x

0

y

= 1

x

+

5

y

= −

1

x


=

y =

4 5 − 1 5
4
5
− 1
5

.

Resposta: O sistema resultante da equação matemática w=x.u+y.v é consistente e determinado. Assim, w é uma combinação linear de u e v e pode ser escrito como: w =

4 5
4
5

u +

−1 5
−1
5

v.

Exemplo 3:

podem ser escritos como combinação linear do vetor t = (2,7,4).

Resolução: Os vetores u, v e w podem ser escritos como uma combinação linear do vetor t se a equação xu + yv + zw = t, tem solução real. xu + yv + zw = t x(1,2,-1) + y(1,3,1) + z(0,1,2) = (2, 7, 4) (x, 2x, -x) + (y, 3y, y) + (0z, z, 2z) = (2, 7, 4) (x + y, 2x + 3y + z, -x + y + 2z) = (2, 7, 4)

Verifique se os vetores u = (1,2,-1), v = (1,3,1) e w = (0, 1, 2), vetores de IR 3

x

2

+

y

x

+

x

+

=

3

y

y

2

+

+

z

=

7

2

z

=

4

x

+

y

=

2

0

x

+

y

+

z

=

3

0

x

+

2

y

+

2

z

=

6

S={(-1+z, 3-z, z) zIR}

x

+

y

=

2

0

x

+

y

+

z

=

3

0

x

+

0

y

+

0

z

=

0

x

y

= −

=

3

1

+

z

z

.

O sistema é consistente e indeterminado. Portanto, tem diversas soluções. Então, t é combinação linear de u, v e w e pode ser escrito como: t = (-1+z)x + (3-z)y + zw para zIR.

4.4.2: Dependência e Independência Linear de Vetores

U m conjunto de vetores u 1 ,u 2 ,

Ou, um conjunto de vetores u 1 ,u 2 , real, temos:

n é dito linearmente independentes (LI) se escritos

como combinação linear do vetor nulo, resultam em todos os coeficientes nulos. Caso contrário os vetores são linearmente dependentes (LD).

n é independentes (LI) se e somente se, para todo a i

,u

,u

n

i = 1

a u

i

i

= 0

para todo

a i = 0

Onde

a i são quantidades escalares.

Se ocorrer

n

i = 1

a u

i

i

= 0

para algum

a

i

0

, os vetores são ditos dependentes (LD).

Geometricamente, vetores linearmente independentes têm representação geométrica em direção distinta (vetores colineares). Em caso contrário, se tem a mesma direção (vetores paralelos) são linearmente dependentes.

Os vetores u = (1,2) e v = (3,3) são vetores linearmente independentes (LI)

porque existe somente

v = a 1 u+a 2 v = 0 ou 0u+0v = 0(1,2)+0(3,3)=(0.0)= 0. E, os vetores u = (1,2) e v = (2,4) são vetores linearmente dependentes (LD) porque existe

Exemplo 1:

a

i

= 0

para os quais,

a

i

= 2

e

a

i

= −1

para os quais,

v = a 1 v 1 +a 2 v 2 = 0 ou 2v 1 +(-1)v 2 = (2,4)-(2,4)=(0.0)= 0.

Vetores LI Vetores LD Exemplo 2: Os vetores de R 3 , u 1 =(1,2,3),

Vetores LI

Vetores LI Vetores LD Exemplo 2: Os vetores de R 3 , u 1 =(1,2,3), u

Vetores LD

Exemplo 2:

Os vetores de R 3 , u 1 =(1,2,3), u 2 =(-1,2,4) e u 3 =(2,-1,5) são LI ou LD?

Resolução: Os vetores são LI se existem escalares

a i = 0

para

. Do contrário, são vetores LD. Para facilitar o procedimento de cálculo podemos

a

i tais que

a v

1

1

+ a v

2

2

+ a v

3

3

=

0

substituir os escalares

a i por x, y e z. Assim,

x

u 1 + y u 2 + z u 3 = 0

x

(1,2,3) + y (-1,2,4) + z (2,-1,5) = (0,0,0)

(x, 2x, 3x) + (-y, 2y, 4y) + (2z, -z, 5z) = (0,0,0) [(x y + 2z), (2x + 2y z), (3x + 4y + 5z)] = (0,0,0)


3

+

2

4

y

y

y

x +

x +

+

x

2

2

z =

z

5

z

0

= 0

=

0

x - y

+

+

+

4y

7y -

2z

=

0

- 5z

z

=

0

=

0

x - y

+

2z

=

0

+

4y - 5z 31 z

=

=

0

0

z = y = x = 0

Isto significa dizer que x u 1 + y u 2 + z u 3 = 0 0u 1 + 0u 2 + 0u 3 = 0. Portanto os vetores u 1 , u 2 e u 3 são linearmente independentes.

Você pode verificar a linearidade de um conjunto por outro procedimento. Forme uma matriz A, cujas colunas são os vetores dados. Reduza a matriz a sua forma escalonada mais simples e analise-a. Se a quantidade de linhas não nulas for inferior ao número de vetores dados então os vetores correspondentes, u 1 , u 2 e u 3 são LD. Caso contrário (quantidades iguais) são LI.

A =

 1 − 1 2   1 − 1 2   1 −
 1
1
2 
 1
1
2 
 1
1
2
2
2
1
0
4
− 5
0
4
5
 3
4
5
 0
7
− 1
 0
0
31 

Linhas não-nulas

Observe que a matriz A, na sua forma escalonada, não apresenta linhas nulas. Neste caso, podemos afirmar que os vetores correspondentes de A, que são os vetores u 1 , u 2 e u 3 , são LI.

Exemplo 3:

Mostre que o vetores de R 3 , u 1 = (1,-2,3), u 2 = (-1,0,-2) e u 3 = (-2,0,-4) são LD.

Resolução: xu 1 + yu 2 + z u 3 = 0 x(1,-2,3) + y(-1,0,-2) + z(-2,0,-4) = (0,0,0)

x

3

2

x

x

0

+

2

y

y

y

2

z

=

0

0

+

4

z

z

=

=

0

0

x - y - 2 z

+

+

-2y

+

y

=

- 4z

2 z

0

=

=

0

0

x

- y

2 z

=

0

- 2y

4 z

=

0

-2y=4zy=-2z.

 

0

=

0

Logo, para x – y – 2z = 0x–(-2z)– 2z=0 x=0. A combinação dos vetores em relação ao vetor nulo, resulta em escalar y não nulo. Logo, os vetores são LD. Temos como solução do sistema, o conjunto S = {(0,-2z,z) zR}. Podemos escrever a combinação linear como: 0u 1 + (-2z)u 2 + zu 3 = 0.

4.4.3: Bases do Plano de do Espaço

O par de vetores v 1 e v 2 de 2ª dimensão, não colineares (linearmente independentes) é chamado de base do plano. Aliás, qualquer conjunto {v 1 , v 2 } de vetores não colineares constitui uma base no plano. Os números a 1 e a 2 são chamados

componentes v em relação a base {v 1 , v 2 }.

O conjunto de vetores v 1 , v 2 e v 3 de 3ª dimensão, não colineares (linearmente independentes) é chamado de base do espaço.

Exemplo 1:

portanto, formam uma base B = {(1,2), (3,3)} do plano ou de R 2 . Os vetores u = (1,2) e v = (2,4) não formam uma base do plano porque são vetores linearmente dependentes (LD).

Os vetores u = (1,2) e v = (3,3) são vetores linearmente independentes (LI) e,

Exemplo 2:

Os vetores de R 3 , u 1 =(1,2,3),

u 2 =(-1,2,4) e u 3 =(2,-1,5) são LI, portanto

formam uma base B = {(1,2,3), (-1,2,4), (2,-1,5)} do espaço ou de R 3 .

= {(1,2,3), (-1,2,4), (2,-1,5)} do espaço ou de R 3 .  1 − 1 2

1

1

2

A =


2

2

1

3


5

4

1

0

  0


2

4

5

3

7

2

1

  0

0

2

4

0

3


7

43

1     0 0 2 4 0 3    7 43

Linhas não-nulas

AAg

oor rra aa, ,, tte een nnt tte ee vvo

ggo

A

t

v

ooc ccê êê! !!

Resolva as atividades

Lista 3 de Atividades 11

1. A Figura é constituída de nove quadrados congruentes (do mesmo tamanho). Determine os

vetores abaixo, expressando-os com origem no ponto A.

os vetores abaixo, expressando-os com origem no ponto A. a) b) c) d) e) f) AM

a)

b)

c)

d)

e)

f) AM + BL

AC + CN AB + BD AC + DC AC + AK AC + EO

g)

h)

i)

j)

k)

AK + AN AO - OE MO - NP BC - CB LP + PN LP + PN + NF

l)

m) BL + BN + PB

2. Considere dois vetores quaisquer, u e v, não paralelos. Construa num plano as resultantes, s=u+v, w=u-v, t=v-u, m=(-u) e n=–v.

3. Determine, algébrica e geometricamente o vetor resultante w, para u = (-1,2) e v = (2,-1):

(a)

u + v

(b) u – v

(c) v - u

(d) 3u– 3v

(e) u – 2v

(f) 2u + v

g) 0,5 u + 3v

h) 0,5 u – 0,5 v

 

4. Dados os vetores

v

,

u

e

w , de acordo com a figura, construir graficamente o vetor

s =

3 u

-

2 v + 1/2

w

→ u → v → w
u
v
w

→ →

, sendo M e N pontos médios

dos lados DC e AB, respectivamente. Completar convenientemente e fazer a representação geométrica.

5. O paralelogramo ABCD é determinado pelos vetores

AB

e

AD

a)

b)

AD

BA

+

+

AB

=

DA =

c)

d)

AC -

BC =

AN +

BC =

e)

f)

MD +

BM

MB =

1

DC =

- 2

D M C A N B
D
M
C
A
N
B

11 (WINTERLE, 2000, p.6)

A

N

B

 

6 Dados os vetores

u

e

v

da figura, mostrar, num gráfico, um representante do vetor:

 

a) -

u

v

c)

- v -2

u

u
u
 
 

 

b) v -

u

 

d)

2 u - 3

v

 

v

 

7

Dados os vetores

a ,

b e

c , como na figura, apresentar um representante de cada um dos

vetores:

 

a) 4 a -

2

b

-

c

a → b
a
b
 
 

 

b) +

a

b

+

c

 

→ →

       
 

c) 2 b - (

a + c )

 

c

 

→ u → v
u
v
 

8) Dados os vetores

u

e

v determinar:

 
 

 

(a)

u

+

v

(b)

u

-

v

9. Considere os vetores livres definidos por dois pontos A e B. Em cada caso, determine o vetor equivalente v (não livre).

(a) A(1,3) e B(2,-1);

(b) A(-1,5) e B = (-4,-2);

(c) A(8,-15) e B (-2,0)

10. Determinar o vetor w na igualdade 3w+2u= 4v -w, sendo u=(1,-1) e v=(-3,2).

11) Dados u=(1,-2), v=(2,4) efetuar (a) u+v; (b) u-v; (c) 3u+2v.

12) Dados A=(-1,2), B=(1,-2) e C=(3,3) determinar: (a) AB = B A ; (b) AC = C A ;

(c) BC = C B ; (d) AB + AC ; (e) AB AC .

13) Dados

U = (

1 ,1),
2

1 V ( ,
1
V
(
,

3

1)

, calcular:

(a) 2U + 3V ; (b) 4U 6V .

14) Dados A = (1,-2), B = (-2,3) e C = (-1,-2), determinar x = (a,b), de forma que:

a) Cx = AB

b) Cx

= −

2 AB
2
AB

3

c) BC = Ax

15. Dados os vetores u = (1,3,0,-1) e v = (3,0,2,1) encontre:

a) u+v

b) u-v

c) 3u

d)

1

2 u - v

e) x se x+u=0

f) 2u + 2v

16. Encontre os valores de a e b para os quais, w seja uma combinação linear de u e v ou seja, w = au + bv, sendo w = (-2,7), u = (1,3) e v = (-1,4).

17) Verifique se existem escalares x, y e z tais que (1,5,7) = x(1,0,0) + y(0,1,0) + z(0,0,1) ou seja, verifique se o vetor (1,5,7) é combinação linear dos demais vetores e para quais valores de x, y e z.

18) Verifique se são combinações lineares, encontrando x, y, z:

a) x ( 1,1,1)

b) x (2,1,3 ) + y ( 3,-1,0 ) + z ( 6,0,0 ) =( 3,-1,4 ).

+ y (1,2,0 ) + z ( 2,0,0 )

=( 1,-2,5 )

19) Considere os conjuntos A = {u,v,w} e B = {v, w, s}, com u = (1,1,-1), v = (2,-1,0), w = (3,2,0) e s = (4, -2,0):

(a)

O conjunto A é formado por vetores LI ou LD?

(b)

O conjunto B é LD? Justifique.

(c)

Os conjuntos A e B formam bases de R 3 ? Justifique

20) Verifique se o conjunto S = {(0,2), (0,4)} é base de R².

2)

Respostas: 1) AN; AD; AB; AO; AM; Ak; AH; AI; AC; AC; AC; AE;

0 ;

1) AN; AD; AB; AO; AM; Ak; AH; AI; AC; AC; AC; AE; 0 ; 3)

3) Resultado

algébrico

AM; Ak; AH; AI; AC; AC; AC; AE; 0 ; 3) Resultado algébrico 4) 5) 6)

4)

Ak; AH; AI; AC; AC; AC; AE; 0 ; 3) Resultado algébrico 4) 5) 6) 7c)

5)

AH; AI; AC; AC; AC; AE; 0 ; 3) Resultado algébrico 4) 5) 6) 7c) 9)

6)

AI; AC; AC; AC; AE; 0 ; 3) Resultado algébrico 4) 5) 6) 7c) 9) 10)

7c)

AC; AC; AC; AE; 0 ; 3) Resultado algébrico 4) 5) 6) 7c) 9) 10) w=(-7/2,5/2);

9)

AC; AC; AC; AE; 0 ; 3) Resultado algébrico 4) 5) 6) 7c) 9) 10) w=(-7/2,5/2);

10) w=(-7/2,5/2); 11ª) (3,2); b) (-1,-6); c) (7,2); 12ª) (2,-4); b) (4,1); © (2,5); (d) (6,-3); (e) (-2,-5). 13) (a) (2,- 1); (b) (-4,10); 14a) (-4,3); b) (1, -16/3); c) (2,-7); 15ª) (4,3,2,0); b) (-2,3,-2,-2); c) (3,9,0,-3); d) (-5/2,3/2,-2,- 3/2); e) (-1,-3,0,1); f) (8,6,4,0); 16) w=-u/7+13v/7; 17) Sim, para x = 1, y = 5 e z = 7; 18) Sim para x = 5, y=-7/2

e z=-1/4; b) Sim para x = 4/3, y = 7/3 e z = -10/9; 19) a) LI; B) LD por os vetores de B combinados com o vetor

nulo resulta em solução indeterminada.; c) A é base porque é LI e B não é base porque é LD; 20) S não é base porque

é LD.