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DIREITO ADMINISTRATIVO

DIREITO ADMINISTRATIVO

   

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O Controle da AdministraÁ„o

   
 
IntroduÁ„o
 

IntroduÁ„o

 

NoÁıes Gerais

NoÁıes Iniciais:

O controle da AdministraÁ„o È todo aquele que o prÛprio Poder Executivo e os Poderes Legislativo e Judici·rio exercem sobre suas prÛprias atividades, visando a mantÍ-las dentro da lei, segundo as necessidades do serviÁo e as exigÍncias tÈcnicas e econÙmicas de sua realizaÁ„o, sendo um controle de legalidade e de mÈrito. Esse controle abrange a AdministraÁ„o em sentido amplo, ou seja, n„o somente dos atos dos Ûrg„os do Poder Executivo, mas tambÈm dos demais Poderes, quando exercem funÁ„o tipicamente administrativa.

Controle Interno ou Externo:

O controle da administraÁ„o pode ser interno e externo. O controle interno È aquele que cada um dos Poderes exerce sobre seus prÛprios atos e agentes (arts. 70 e 74 da ConstituiÁ„o Federal). O controle externo È aquele exercido pelo Poder Legislativo, com o auxÌlio dos Tribunais de Contas (art. 71 da ConstituiÁ„o Federal), bem como pelo Poder Judici·rio (quando provocado).

 

!

Tribunal de Contas " ”rg„o especializado que fiscaliza a realizaÁ„o do orÁamento e a aplicaÁ„o do dinheiro p˙blico pelas autoridades que o dependem e tem funÁ„o geral de auxiliar o Congresso Nacional no controle externo que lhe cabe exercer sobre atividade financeira e

 

orÁament·ria da Uni„o.

 

Controle de Legalidade ou de MÈrito:

Conforme o aspecto da atividade administrativa a ser controlado o controle pode ser de legalidade do ato, exercido pelos trÍs Poderes ou de mÈrito do ato, exercido pela prÛpria AdministraÁ„o e, com limitaÁıes, ao Poder Legislativo.

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O Controle Administrativo

O Controle Administrativo

   

NoÁıes Gerais

NoÁıes Iniciais:

… o controle interno realizado pela prÛpria AdministraÁ„o e decorrente do poder de fiscalizaÁ„o e correÁ„o que a AdministraÁ„o P˙blica exerce sobre sua prÛpria atuaÁ„o sob os aspectos de legalidade e mÈrito, por iniciativa prÛpria ou mediante provocaÁ„o. Este controle interno dos atos administrativos pode ser atravÈs de:

  • a) homologaÁ„o: confere-se o ato administrativo no aspecto da legalidade;

  • b) aprovaÁ„o: alÈm da legalidade, observa-se tambÈm o mÈrito do ato, ou seja, a sua conveniÍncia e oportunidade;

  • c) anulaÁ„o: suprime-se o ato administrativo por motivo de conveniÍncia e oportunidade e tambÈm em raz„o de fatos relevantes supervenientes, a anulaÁ„o d·-se no caso de defeito do ato jurÌdico ou vÌcio de legalidade.

Autotutela:

O controle interno È decorrente do poder de autotutela que permite ‡ AdministraÁ„o P˙blica rever os prÛprios atos quando ilegais, oportunos ou inconvenientes. O poder de autotutela encontra fundamento nos princÌpios a que se submete a AdministraÁ„o P˙blica, em especial o da legalidade e o da supremacia do interesse p˙blico, dos quais decorrem todos os demais.

 

!

Este controle interno È amplamente reconhecido pelo Poder Judici·rio. S˙mula 346 do STF: ìa AdministraÁ„o P˙blica pode declarar a nulidade de seus prÛprios atosî. S˙mula 473 do STF: ìa AdministraÁ„o pode anular seus prÛprios atos, quando eivados de vÌcios que os tornem ilegais,

 

porque deles n„o se originam direitos, ou revog·-los, por motivo de conveniÍncia ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos e ressalvada, em todos os casos, a apreciaÁ„o judicialî.

 

Processo Administrativo

NoÁıes Iniciais:

O controle interno exige um processo administrativo que culmina com a anulaÁ„o ou n„o do ato. Existem as seguintes modalidades de processo administrativo:

1) Quanto ‡ sua esfera:

  • a) internos: envolvem assuntos da prÛpria administraÁ„o;

  • b) externos: envolvem assuntos dos administrados.

2) Quanto ao interesse:

  • a) de interesse p˙blico: s„o os que interessam ‡ coletividade;

  • b) de interesse particular: s„o os que interessam a uma pessoa determinada.

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3) Quanto ‡ sua espÈcie:

  • a) de mero expediente;

  • b) de outorga: o poder p˙blico autoriza o exercÌcio de direito individual, como o licenciamento de edificaÁ„o;

  • c) de controle: s„o os que abrangem atividade sujeita a fiscalizaÁ„o;

  • d) disciplinares: os que envolvem atuaÁ„o de servidores;

  • e) licitatÛrios: os que tratam de licitaÁ„o; e etc.

PrincÌpios do Processo Administrativo

1) Legalidade Objetiva:

O princÌpio da legalidade objetiva exige que o processo administrativo seja instaurado com base e para preservaÁ„o da lei.

2) Oficialidade:

TambÈm chamado de andamento de ofÌcio, diz que o processo deve ser impulsionado pela administraÁ„o, n„o devendo ficar parado.

3) Informalismo:

TambÈm chamado de formalismo moderado, diz que deve-se seguir o procedimento, mas n„o devem ser consideradas faltas formais que n„o tragam prejuÌzo ao andamento ou ‡s partes.

4) Verdade Material ou Real:

A verdade real, onde quer que se encontre, e atÈ onde for possÌvel, deve ser trazida para dentro do processo.

 

!

Busca-se em sentido amplo, no processo administrativo a verdade material, com liberdade de valer-se de qualquer prova, desde que transladada para o processo, pois esse princÌpio È o que autoriza a ìreformatio in pejusî nos recursos administrativos.

 
 

5) Garantia de Defesa:

Se houver acusaÁ„o, o processo deve observar o contraditÛrio, facultando sempre a defesa do interessado, por si ou por seu advogado.

6) Publicidade:

Os atos do processo devem ser divulgados pelos meios oficiais. Devem ser fornecidas as certidıes pedidas pelos interessados.

Fases do Processo Administrativo

Em regra, o processo administrativo tem as seguintes fases:

1) InstauraÁ„o:

O processo se instaura por ato da prÛpria administraÁ„o ou por requerimento de interessado. Nesta ˙ltima hipÛtese, a instauraÁ„o È decorrente do direito de petiÁ„o que pode assumir diversas modalidades conforme a legislaÁ„o esparsa, entre elas a representaÁ„o e a reclamaÁ„o administrativa.

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! Direito de petiÁ„o " origin·rio da Inglaterra, durante a Idade MÈdia, o direito de petiÁ„o
!
Direito de petiÁ„o " origin·rio da Inglaterra, durante a Idade MÈdia, o direito de petiÁ„o serve
de fundamento para as pretensıes dirigidas a qualquer dos Poderes do Estado, por pessoa
fÌsica ou jurÌdica, brasileira ou estrangeira, na defesa dos direitos individuais ou interesses
coletivos..
!
RepresentaÁ„o " È a den˙ncia de irregularidade feita perante a prÛpria AdministraÁ„o.
ReclamaÁ„o administrativa " È o ato pelo qual o administrado, seja particular ou servidor
p˙blico, deduz uma pretens„o perante a AdministraÁ„o P˙blica, visando obter o
reconhecimento de um direito ou a correÁ„o de um ato que lhe cause les„o ou ameaÁa de
les„o ..

2) InstruÁ„o:

Abrange a fase de colheita de dados, depoimentos, documentos e outras provas.

3) Defesa:

Nos processos em que se formula acusaÁ„o, dever· inserir-se um momento especÌfico para a defesa, alÈm da garantia genÈrica do contraditÛrio no decorrer de todo o processo.

4) RelatÛrio:

A pessoa ou comiss„o que conduz o processo deve oferecer um relatÛrio, propondo uma soluÁ„o.

5) Decis„o:

Deve ser proferida pelo Ûrg„o competente. ¿s vezes h· uma fase adicional, de homologaÁ„o da decis„o.

Os Recursos

NoÁıes Iniciais:

Os recursos administrativos s„o todos os meios que podem utilizar os administrados para provocar o reexame do ato pela AdministraÁ„o P˙blica. Os recursos podem ter efeito suspensivo ou devolutivo:

   

Suspensivo

Devolutivo

 

Suspende os efeitos do ato atÈ a decis„o do recurso.

Devolve o exame da matÈria ‡ autoridade competente para decidir.

Depende de previs„o expressa na lei.

N„o depende de previs„o legal, È o efeito normal de todos os recursos administrativos.

 

"

O recurso administrativo com efeito suspensivo produz duas conseq¸Íncias fundamentais:

  • 1 ñ Impede a fluÍncia do prazo prescricional.

 
  • 2 ñ Nas hipÛteses em que n„o exige cauÁ„o, impossibilita a utilizaÁ„o das vias judici·rias para

 

ataque do ato pendente de decis„o administrativa.

 

Pedido de ReconsideraÁ„o:

O interessado, tendo novos argumentos, pode pedir que se reconsidere a decis„o. No pedido de reconsideraÁ„o, o interessado deve requerer o exame do ato ‡ prÛpria autoridade que o emitiu.

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Recurso Hier·rquico:

… o pedido de reexame do ato ‡ autoridade superior da que proferiu o ato. O recurso hier·rquico pode ser:

  • a) prÛprio: È dirigido ‡ autoridade imediatamente superior, dentro do mesmo Ûrg„o em que o ato foi praticado;

  • b) imprÛprio: È dirigido a autoridade de outro Ûrg„o n„o integrado na mesma hierarquia daquele que proferiu o ato.

 

!

Todos os recursos tÍm efeito devolutivo. O termo ìdevolutivoî n„o È empregado, aqui, no sentido comum de restituiÁ„o, mas de transferÍncia, remessa ou entrega, do assunto, ‡ autoridade superior. Alguns recursos, conforme o caso, podem ter tambÈm efeito suspensivo, no sentido de n„o se

 

praticar mais nenhum ato, ou de se suspender tudo, atÈ que se pronuncie a autoridade superior.

 

Revis„o:

… o recurso de que se utiliza o servidor p˙blico, punido pela AdministraÁ„o, para reexame da decis„o, em caso de surgirem fatos novos suscetÌveis de demonstrar a sua inocÍncia.

Coisa Julgada Administrativa:

A coisa julgada administrativa faz referÍncia ‡ hipÛtese em que se exauriu a via administrativa, n„o cabendo mais qualquer recurso. Significa apenas que a decis„o se tornou irretrat·vel pela prÛpria AdministraÁ„o.

O Controle Legislativo

O Controle Legislativo

   

NoÁıes Gerais

NoÁıes Iniciais:

O controle exercido pelo Poder Legislativo sobre a AdministraÁ„o P˙blica deve se limitar ‡s hipÛteses previstas na ConstituiÁ„o Federal, uma vez que implica interferÍncia de um Poder nas atribuiÁıes dos outros dois. N„o podem as legislaÁıes complementar ou ordin·ria e as ConstituiÁıes estaduais prever outras modalidades de controle que n„o as constantes da ConstituiÁ„o Federal, sob pena de ofensa ao princÌpio da separaÁ„o de Poderes.

Controle PolÌtico e Financeiro:

O controle exercido pelo Poder Legislativo pode ser polÌtico ou financeiro. O controle polÌtico analisa o ato administrativo nos aspectos de legalidade e de mÈrito, apreciando-o inclusive no aspecto da discricionariedade, ou seja, da oportunidade e conveniÍncia diante do interesse p˙blico. O controle financeiro È exercido com o auxÌlio dos Tribunais de Contas.

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Previs„o Constitucional do Controle Efetuado pelo Poder Legislativo

 

Art. 49, incisos I, II, III, IV, V, XII, XIV, XVI, XVII.

Art. 50.

Art. 50, ß 2 .

Controle PolÌtico

 
 

Art. 52, incisos I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII e XI.

Art. 52, par·grafo ˙nico.

Art. 58, ß 3 .

   

Controle Financeiro

Arts. 70 a 75.

 
O Controle Judici·rio

O Controle Judici·rio

   

NoÁıes Gerais

NoÁıes Iniciais:

Controle Judici·rio È o exercido privativamente pelos Ûrg„os do Poder Judici·rio sobre os atos administrativos do Executivo, do Legislativo e do prÛprio Judici·rio quando realiza atividade administrativa. O prejudicado pode ingressar diretamente em juÌzo, sem necessidade de esgotamento prÈvio de qualquer inst‚ncia administrativa. N„o h·, no nosso sistema, o chamado contencioso administrativo. ìA lei n„o excluir· da apreciaÁ„o do Poder Judici·rio les„o ou ameaÁa a direitoî. Mas o judici·rio n„o pode adentrar no mÈrito do ato administrativo, ou seja, a sua oportunidade ou conveniÍncia, aspectos, esses, de competÍncia exclusiva do administrador. N„o pode tambÈm o Judici·rio rever os atos ìinterna corporisî dos Ûrg„os administrativos colegiados, que dizem respeito ‡ sua organizaÁ„o interna, salvo no que se refere ao exame da legalidade. A competÍncia do Judici·rio para a revis„o de atos administrativos restringe-se ao controle da legalidade e da legitimidade do ato impugnado.

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Meios de Controle Judici·rio

Os meios de controle judici·rio ou judicial dos atos administrativos de qualquer dos Poderes s„o as vias processuais de procedimento ordin·rio, sumarÌssimo ou especial de que dispıe o titular do direito lesado ou ameaÁado de les„o para obter a anulaÁ„o do ato ilegal em aÁ„o contra a AdministraÁ„o P˙blica.

! ExceÁ„o ‡ esta regra È a AÁ„o Popular e a AÁ„o Civil P˙blica, em que
!
ExceÁ„o ‡ esta regra È a AÁ„o Popular e a AÁ„o Civil P˙blica, em que o autor n„o defende direito
prÛprio mas, sim, interesse da coletividade ou interesses difusos.

RemÈdios Constitucionais

I - Mandado de SeguranÁa:

… o meio constitucional para proteger direito lÌquido e certo, n„o amparado por ìhabeas corpusî, em decorrÍncia de ato de autoridade praticado com ilegalidade ou abuso de poder. Pode ser individual ou coletivo. Est· hoje previsto no artigo 5 , LXIX, da ConstituiÁ„o Federal e disciplinado pela Lei n 1.533, de 31.12.51.

RestriÁıes:

Existem algumas hipÛteses em que n„o cabe mandado de seguranÁa:

a)

b)

c)

para assegurar a liberdade de locomoÁ„o;

para assegurar o conhecimento de informaÁıes relativas ‡ pessoa do impetrante ou a retificaÁ„o de dados;

para corrigir les„o decorrente de lei em tese (S˙mula n 266 do STF ñ ìn„o cabe mandado de

seguranÁa contra lei em teseî): o mandado de seguranÁa sÛ È meio idÙneo para impugnar atos da AdministraÁ„o que causem efeitos concretos.

! A jurisprudÍncia passou recentemente a admitir o mandado de seguranÁa contra a lei em duas
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A jurisprudÍncia passou recentemente a admitir o mandado de seguranÁa contra a lei em duas
hipÛteses: na lei de efeito concreto e na lei auto-executÛria.
!
Lei de efeito concreto " È aquela que embora seja lei em sentido formal apresenta quanto ao
conte˙do um ato administrativo (ex.: lei que desapropria um determinado imÛvel).
Lei auto-executÛria " È aquela que independe de ato administrativo posterior para ser aplicada.

d)

e)

f)

contra ato de que caiba recurso administrativo com efeito suspensivo, independente de cauÁ„o (art. 5 , I, da Lei n 1.533/51);

contra despacho ou decis„o judicial;

contra ato disciplinar, salvo quando praticado por autoridade incompetente ou com inobserv‚ncia de formalidade essencial.

II - AÁ„o Popular:

… um instrumento de defesa dos interesses da coletividade, utiliz·vel por qualquer um de seus membros, no gozo de seus direitos cÌvicos e polÌticos. Por ela n„o se amparam direitos prÛprios mas, sim, interesses da comunidade. Para fins de aÁ„o popular, s„o nulos os atos lesivos nos casos de:

a)

incompetÍncia;

Meios de Controle Judici·rio Os meios de controle judici·rio ou judicial dos atos administrativos de qualquer

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Meios de Controle Judici·rio Os meios de controle judici·rio ou judicial dos atos administrativos de qualquer

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  • b) vÌcio de forma;

  • c) ilegalidade do objeto;

  • d) inexistÍncia dos motivos;

  • e) desvio de finalidade.

III - Mandado de InjunÁ„o:

… o meio constitucional posto ‡ disposiÁ„o de quem se considerar prejudicado pela falta de norma regulamentadora que torne invi·vel o exercÌcio dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes a direitos e liberdades constitucionais e ‡ nacionalidade, ‡ soberania e ‡ cidadania.

IV - ìHabeas Dataî:

… o meio constitucional posto ‡ disposiÁ„o de pessoa fÌsica ou jurÌdica para lhe assegurar o conhecimento de registros concernentes ao postulante e constantes de repartiÁıes p˙blicas ou particulares acessÌveis ao p˙blico, ou para retificaÁ„o de seus dados pessoais.

A AÁ„o Civil P˙blica

NoÁıes Iniciais:

A aÁ„o civil p˙blica foi criada para tutela dos interesses difusos e coletivos que, pela impossibilidade de delimitaÁ„o dos titulares, ficavam sem defesa. … o meio especÌfico para a defesa do patrimÙnio p˙blico e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos.

LegislaÁ„o:

Lei 7.347/85.

Interesses Difusos e Coletivos:

Interesse difuso È aquele largo, indivisÌvel, que atende a toda a comunidade ou a toda humanidade, onde o universo de interessados È indeterminado (ex.: interessados na preservaÁ„o das reservas de ·guas pot·veis). Interesse coletivo È uma coleÁ„o determin·vel de pessoas, embora seja impratic·vel a sua reuni„o (ex. deficientes fÌsicos).

Sujeito Ativo:

Tanto a aÁ„o principal como a cautelar podem ser propostas pelo MinistÈrio P˙blico, pelas trÍs esferas estatais, por autarquias, empresas p˙blicas, fundaÁıes, sociedades de economia mista e por associaÁıes que estejam legalmente constituÌdas h· pelo menos um ano e incluam entre as suas finalidades a defesa do interesse protegido.

MinistÈrio P˙blico:

Participa sempre da aÁ„o. Se n„o for autor, atuar· obrigatoriamente como fiscal da lei. Se houver desistÍncia ou abandono injustificado, o MinistÈrio P˙blico ou outro legitimado assumir· a titularidade da aÁ„o.

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A AÁ„o Civil de ReparaÁ„o de Dano

NoÁıes Iniciais:

AlÈm da aÁ„o popular e da aÁ„o civil p˙blica, o legislador criou um meio judicial especÌfico para coibir atos de improbidade administrativa. Trata-se da aÁ„o civil de reparaÁ„o de dano.

LegislaÁ„o:

Lei 8.429/92, Lei da Improbidade Administrativa.

Sujeito Ativo:

Poder· ser proposta tanto pela pessoa jurÌdica interessada como pelo MinistÈrio P˙blico.

Sujeito Passivo:

… o agente p˙blico ou o terceiro que induza ou concorra para a pr·tica do ato de improbidade ou dele se beneficie sob qualquer forma direta ou indireta. Agente p˙blico È aquele que de qualquer forma exerce mandato, cargo, emprego ou funÁ„o nas entidades protegidas, mesmo que transitoriamente ou sem remuneraÁ„o.

MinistÈrio P˙blico:

Se n„o for autor, funcionar· obrigatoriamente como fiscal da lei, sob pena de nulidade.

PrescriÁ„o

NoÁıes Iniciais:

PrescriÁ„o e a perda do direito de aÁ„o, pelo decurso do tempo. A prescriÁ„o das aÁıes pessoais contra a Fazenda P˙blica, autarquias, fundaÁıes p˙blicas e entidades paraestatais È de cinco anos.

Suspens„o e InterrupÁ„o:

A prescriÁ„o pode ser suspensa pelos meios previstos no CÛdigo de Processo Civil, pelos recursos administrativos com efeito suspensivo e outras medidas na esfera administrativa. A prescriÁ„o pode ser interrompida pelos meios previstos no CÛdigo Processo Civil. A interrupÁ„o da prescriÁ„o acarreta o cancelamento do tempo decorrido e o reinÌcio da contagem do prazo, por inteiro. H· uma exceÁ„o, porÈm. Na prescriÁ„o das dÌvidas passivas da Fazenda P˙blica, o prazo interrompido n„o volta a correr por inteiro, mas apenas pela metade. Se a interrupÁ„o, porÈm, ocorrer na primeira metade do prazo, a prescriÁ„o sÛ ocorrer· apÛs os cinco anos (s˙mula 383 do STF).

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Questıes de Concursos ( Magistratura/SP ñ 172 ) Interposto recurso administrativo c ontra ato que se
   
 

Questıes de Concursos

   

01

-

(Magistratura/SP ñ 172) Interposto recurso administrativo contra ato que se considera ilegal, o interessado, enquanto n„o decido o recurso, fica impedido de pleitear anulaÁ„o judicial do mesmo ato no caso de recurso

(

)

a)

com efeito suspensivo, independente de cauÁ„o.

(

)

b)

com efeito suspensivo, mediante cauÁ„o.

(

)

c)

hier·rquico prÛprio, sem efeito suspensivo.

(

)

d)

hier·rquico imprÛprio, sem efeito suspensivo.

02

-

(Magistratura/SP ñ 173) Os direitos e aÁıes pessoais contra as Fazendas P˙blicas, contado o prazo da data do fato ou ato do qual se originaram, prescrevem em

(

)

a)

5 (cinco) anos, podendo ser interrompido uma vez.

(

)

b)

5 (cinco) anos, n„o podendo ser interrompido.

(

)

c)

10 (dez) anos entre presentes e 15 (quinze) anos entre ausentes.

(

)

d)

20 (vinte) anos.

03

-

(Magistratura/SP ñ 174) No tocante ‡ aÁ„o popular, e segundo a Lei n 4.717, de 1965, ser„o considerados nulos os atos administrativos

(

)

a)

lesivos, quando praticados por autoridade incompetente.

(

)

b)

n„o lesivos, quando viciados pela ilegalidade do objeto.

(

)

c)

n„o lesivos, quando baseados em pressuposto de fato materialmente inexistente.

(

)

d)

n„o lesivos, quando praticados visando a finalidade diversa daquela prevista na regra de competÍncia.

04

- (Magistratura/SP ñ 174) Segundo a Lei n 1.533, de 1951, n„o se admitir· o mandado de seguranÁa quando se tratar de ato

(

)

a)

do qual caiba recurso administrativo com efeito suspensivo ou devolutivo.

(

)

b) do qual caiba, mediante cauÁ„o fidejussÛria, recurso administrativo com efeito

(

)

c)

suspensivo. do qual caiba, mediante garantia real, recurso administrativo com efeito suspensivo.

(

)

d)

disciplinar, praticado por autoridade competente e com observ‚ncia das formalidades essenciais.

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05

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06

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07

(

(

(

(

(

08

(

(

(

(

- (Magistratura/RS ñ 2003) Os atos administrativos s„o passÌveis de controle interno e externo. Diante disso, a) em respeito ‡ presunÁ„o de legitimidade, pode a AdministraÁ„o P˙blica sustentar o descumprimento em liminar em mandado de seguranÁa.

)

)

b)

a declaraÁ„o de nulidade de um ato administrativo pode ser feita tanto pela

)

c)

AdministraÁ„o P˙blica como pelo Poder Judici·rio. o controle jurisdicional revoga o ato administrativo.

)

d)

a existÍncia de processo administrativo interposto pelo interessado È causa suspensiva

)

e)

do controle jurisdicional. o Tribunal de Contas È Ûrg„o de controle interno da AdministraÁ„o P˙blica.

-

(MinistÈrio P˙blico/SP - 83) O mandado de seguranÁa:

I. pode ser impetrado visando ‡ correÁ„o de ato contra o qual caiba recurso administrativo sem efeito suspensivo; II. È cabÌvel para corrigir ato omissivo praticado por pessoa incapaz, desde que esta compareÁa aos autos devidamente representada; III. n„o pode ser impetrado visando ‡ correÁ„o de ato praticado por representante ou administrador de entidade aut·rquica no exercÌcio de funÁ„o delegada do Poder P˙blico; IV. pode ser impetrado por pessoa jurÌdica de direito privado visando a impedir a pr·tica de um ato que atente contra direito de que ela È titular. S„o corretas, apenas as afirmativas

)

a)

III e IV.

)

b)

II e IV.

)

c)

II e III.

)

d)

I e IV.

)

e)

I e III.

-

(MinistÈrio P˙blico/RS - 41) O ato administrativo poder·:

)

a)

ser revisto pelo Poder Judici·rio quanto a seu mÈrito, conveniÍncia e oportunidade.

)

b)

ser revisto pelo Poder Judici·rio somente quanto ‡ legalidade e conveniÍncia.

)

c)

ser revisto pelo Poder Judici·rio somente quanto ‡ conveniÍncia e forma.

)

d)

ser revisto pelo Poder Judici·rio somente quanto ‡ sua forma e legalidade.

)

e)

ser revisto pela prÛpria administraÁ„o somente antes de produzir seus efeitos.

-

(Delegado de PolÌcia/SP - 2001) … permitido ao policial civil requerer ou representar, pedir reconsideraÁ„o e recorrer de decisıes. O pedido de reconsideraÁ„o dever· ser dirigido

)

a)

ao superior hier·rquico da autoridade que editou o ato.

)

b)

ao Delegado Geral de PolÌcia em qualquer caso.

)

c)

‡ mesma autoridade que editou o ato.

)

d)

ao Secret·rio da SeguranÁa nos casos da aplicaÁ„o de penas expulsÛrias.

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09 -

O poder de autotutela encontra fundamento nos princÌpios a que se submete a AdministraÁ„o P˙blica, especialmente os da

(

)

a)

impessoalidade e especialidade.

(

)

b)

eficiÍncia e publicidade.

(

)

c)

legalidade e supremacia do interesse p˙blico.

(

)

d)

continuidade do serviÁo p˙blico e hierarquia.

(

)

e)

moralidade e razoabilidade.

10 -

No processo administrativo a instruÁ„o È regida pelo princÌpio da

(

)

a)

oficialidade.

(

)

b)

formalidade.

(

)

c)

pluralidade de inst‚ncias.

(

)

d)

atipicidade.

(

)

e)

participaÁ„o popular.

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Gabarito 01.A 02.A 03.A 04.D 05.B 06.D 07.D 08.C 09.C 10.A Bibliografia • Direito Administrativo Brasileiro
Gabarito
01.A
02.A
03.A
04.D
05.B
06.D
07.D
08.C
09.C
10.A
Bibliografia
Direito Administrativo Brasileiro
Hely Lopes Meirelles
S„o Paulo: Malheiros, 18 a ed., 1990
Direito Administrativo
Maria Sylvia Zanella Di Pietro
S„o Paulo: Editora Atlas, 13 a ed., 2001
www.concursosjuridicos.com.br
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