Вы находитесь на странице: 1из 6
ESTOQUE DE PEÇAS EQUILIBRADO A importância e os conceitos fundamentais para atingir esse objetivo O

ESTOQUE DE PEÇAS EQUILIBRADO A importância e os conceitos fundamentais para atingir esse objetivo

O gerenciamento de peças em um Distribuidor consiste em, basicamente, administrar de forma eficaz a equação da Rentabilidade do Capital, a saber:

RC = MARGEM x GIRO

No que se refere à Margem de Lucro do Departamento de Peças, a Rede Ford vem registrando resultados crescentes, conforme demonstra o gráfico:

% Lucro Operacional Peças 14 ,0 % 11,6% 11,3% 12 ,0 % 9,8% 10 ,0
% Lucro Operacional Peças
14
,0
%
11,6%
11,3%
12
,0
%
9,8%
10
,0
%
7,3%
8,0%
6,1%
6,0%
4,0%
2,0%
0,0%
1 9 97
1 9 98
1 9 99
20 00
20 01

Fonte: Composite da Posição Econômica Financeira - PEF

Em contrapartida, o segundo componente da equação, o Giro dos Investimentos em Peças, não apresenta os mesmos níveis de crescimento, notadamente no que se refere aos estoques:

Investimentos

1.997

1.998

1.999

2.000

2.001

Giro Crédito Peças - Dias

35

37

37

38

21

Giro Estoque – Dias

126

126

123

117

123

Fonte: Composite da Posição Econômica Financeira - PEF

Apesar de os estoques ainda estarem em patamares bastante elevados, eles se apresentam estáveis. A situação requer ações mais enérgicas, visando à adequação dos estoques a patamares mais razoáveis e suportáveis para os dias de hoje.

A seguir, algumas recomendações sobre a Gestão do Estoque de Peças. Necessidade de Capital de

A seguir, algumas recomendações sobre a Gestão do Estoque de Peças.

Necessidade de Capital de Giro do Departamento de Peças

O gerente de Peças deve se preocupar não apenas com as vendas e o lucro, mas

também com o impacto das ações administrativas no caixa do Distribuidor. Daí, a importância de o gerente entender que a venda e o lucro não vão diretamente para o caixa. Antes, eles passam pelo Estoque e Valores a Receber, que são os principais componentes do Capital de Giro necessário para manter as operações do Departamento de Peças.

As vendas de peças são feitas normalmente a prazo, ou seja, o Distribuidor, através dessa forma de pagamento, deixa nas mãos do cliente a peça, os impostos, as comissões, os salários, os encargos sociais, as outras despesas e o seu próprio lucro. Os valores são transformados em caixa somente no dia em que o cliente faz o pagamento, isso se não ocorrer inadimplência.

Do mesmo modo, o Distribuidor investe na manutenção de estoques de peças, que, via de regra, ficam na prateleira por um determinado período, quando não se tornam obsoletos. Por outro lado, as revendas têm a opção de efetuar as compras a prazo, fato que ameniza em parte esse tipo de investimento.

Assim, o Capital de Giro necessário para operar o negócio de peças é composto basicamente pelos Estoques mais os Valores a Receber menos os Fornecedores de Peças.

É importante que o Capital de Giro não aumente de um mês para o outro, caso

contrário, o Distribuidor terá de investir mais dinheiro no negócio, uma vez que o lucro das peças nem sempre é suficiente para cobrir a Variação da Necessidade de Capital

de Giro. Em outras palavras, será necessário desviar recursos de outros departamentos ou até mesmo recorrer aos bancos, para cobrir o déficit.

A composição da Variação da Necessidade de Capital de Giro é a seguinte:

recorrer aos bancos, para cobrir o déficit. A composição da Variação da Necessidade de Capital de
Como exemplo, vamos supor que o Lucro Operacional do Departamento de Peças, em um determinado

Como exemplo, vamos supor que o Lucro Operacional do Departamento de Peças, em um determinado mês, seja de R$ 30.000,00 e a Variação da Necessidade de Capital de Giro, R$ 50.000,00, resultando em um déficit de R$ 20.000,00 que o Caixa do Distribuidor deve cobrir. Quando o gestor está focado apenas em Vendas e Lucros, não costuma perceber esse tipo de problema.

Estoque de Peças, o Maior Investimento Financeiro

Como todo investimento, o estoque de peças também tem de gerar um retorno que o remunere adequadamente. Conforme demonstra a equação da Rentabilidade do Capital, existem duas maneiras de otimizar a Rentabilidade, uma é aumentar a Margem e a outra é implementar um maior Giro.

Investimento Financeiro do Distribuidor Estoque Duplicatas Estoque Usados Peças e Peças Serviço
Investimento Financeiro do Distribuidor
Estoque
Duplicatas
Estoque
Usados
Peças e
Peças
Serviço

Considerando que o Distribuidor tem menos possibilidades de aumentar a Margem de Lucro, o grande potencial de crescimento está no Giro do Estoque, através de um melhor Gerenciamento do Estoque de Peças.

Levando em consideração uma taxa de juros de 2,5% ao mês e um período de 120 dias, para o Giro do Estoque, percebemos, claramente, que grande parte do Lucro Operacional, de 11,6%, mencionado no primeiro gráfico, foi consumido.

Portanto, a otimização dos recursos aplicados no Estoque de Peças está ligada diretamente à necessidade

Portanto, a otimização dos recursos aplicados no Estoque de Peças está ligada diretamente à necessidade de se melhorar a Rentabilidade do Capital, através da redução da Necessidade de Capital de Giro.

Cinco Regras para Melhorar a Gestão do Estoque

A Gestão do Estoque de Peças bem-sucedida atinge a eficácia medida pelos índices:

Giro do Estoque Nível de Serviço
Giro do
Estoque
Nível de
Serviço

Estoque enxuto de acordo com a demanda de mercado (45 a 60 dias de estoque)

Peças disponíveis para atender às solicitações dos clientes (80% a 90% no primeiro atendimento)

Os dois índices, em princípio, opostos entre si, possibilitam o equilíbrio das atividades de peças com fortes conseqüências para o resultado do Departamento.

com fortes conseqüências para o resultado do Departamento. As Cinco Regras 1.Controlar a Demanda 2.Otimizar o

As Cinco Regras

para o resultado do Departamento. As Cinco Regras 1.Controlar a Demanda 2.Otimizar o Investimento no Estoque

1.Controlar a Demanda

do Departamento. As Cinco Regras 1.Controlar a Demanda 2.Otimizar o Investimento no Estoque 3.Identificar as Peças

2.Otimizar o Investimento no Estoque

1.Controlar a Demanda 2.Otimizar o Investimento no Estoque 3.Identificar as Peças Obsoletas e Inativas 4.Diminuir as

3.Identificar as Peças Obsoletas e Inativas

4.Diminuir as Compras de Emergência

5.Melhorar o Desempenho do Pedido de Estoque

1. Controlar a Demanda: Com a atual tendência de inovação tecnológica dos veículos,

o mercado de peças também tende a mudar, influenciando diretamente a demanda de peças pelo Distribuidor.

Nesse cenário, o grande desafio é identificar as demandas de peças atuais e futuras do mercado atendido pelo Distribuidor. Apesar de o Departamento de Peças ter como objetivo suprir as necessidades dos clientes, é inviável financeiramente manter em estoque tudo o que o mercado demanda. Por isso, o gerente deve manter o controle da demanda, o que facilitará sua decisão sobre quais peças devem ser estocadas.

Para atingir esse propósito, o gerente deve ter o controle das Vendas Perdidas, fundamental para

Para atingir esse propósito, o gerente deve ter o controle das Vendas Perdidas, fundamental para a identificação das mudanças de mercado. Pode-se afirmar que a ocorrência de, no mínimo, três demandas certas, num período de seis meses, é um bom indicador para a decisão de estocar a peça.

2. Otimizar o Investimento no Estoque: Quando falta um item no estoque, é comum

o vendedor de peças e o pessoal de serviço julgarem que o gerente de Peças não sabe

fazer pedidos. A partir daí, generalizam e cristalizam a idéia de que sempre faltam peças, esquecendo-se que a exigência da maior parte delas é atendida de imediato.

Para evitar opiniões infundadas, a melhor alternativa é orientar o pessoal interno, que necessita de peças, sobre a importância de o Distribuidor manter estoques que giram.

A equipe deve ser conscientizada sobre a impossibilidade de a revenda estocar tudo

aquilo que o mercado demanda.

A transparência, nesse caso, é essencial, principalmente quando o gerente mostra e

explica os motivos para o Distribuidor não manter em estoque determinadas peças. Para ser ainda mais transparente, ele pode, inclusive, divulgar para a equipe o controle sistemático de acompanhamento (diário/mensal) do Nível de Serviço (Fill Rate).

3. Identificar as Peças Obsoletas e Inativas: A identificação da tendência de

obsolescência de determinadas peças é o objetivo primário de qualquer sistema de controle de estoque e uma das funções básicas da gerência do Departamento. Cabe ao gerente identificar e remover essas peças do estoque, antes que elas se tornem obsoletas.

Um dos maiores focos de obsolescência são as requisições de compras de peças pela Oficina para atender clientes cujos carros não se encontram mais na Oficina. Quando

a peça chega, o cliente, geralmente, já realizou o serviço em outro Distribuidor, e a peça fica no estoque. Como esse tipo de peça costuma ser de baixo giro, a tendência para se tornar obsoleta é muito grande.

Providências para a implantação de procedimentos rígidos de controle de compras são o caminho para se evitar o crescimento do estoque de peças obsoletas e, conseqüentemente, eliminar a perda de dinheiro.

4. Diminuir as Compras de Emergência: Compras de emergência é um sistema

estabelecido pelas montadoras para atender aos casos mais críticos, envolvendo, normalmente, itens de pouco giro ou peças novas, cuja estocagem não é compensadora para o Distribuidor. Também podem ser consideradas de emergência as compras realizadas em outros Distribuidores, com custo significativo no resultado.

A revenda deve controlar rigidamente as compras e optar pelo sistema de emergência

apenas quando se tratar de peças de baixo giro, cujo investimento não ultrapasse o limite de 10% do valor total das compras.

As compras de emergência, nesse caso, também passam a ser bons indicadores de mudança de

As compras de emergência, nesse caso, também passam a ser bons indicadores de mudança de mercado.

5. Melhorar o Desempenho do Pedido de Estoque: De todos os objetivos que o gerente de Peças tem, o mais importante é a elaboração do pedido de peças. O desempenho do pedido depende dos critérios de parametrização que o gerente definiu para o seu sistema informatizado de controle de estoque.

Tais parâmetros já foram alvo de discussão em fascículos anteriores, cabendo aqui apenas uma menção sobre a importância das parametrizações. O sistema de informática pode responder por 70% do desempenho do pedido de peças, enquanto os outros 30% são de responsabilidade do gerente de Peças, conforme sua experiência e conhecimento.

Desempenho do Pedido
Desempenho
do Pedido

Peças 03/2002

Está diretamente relacionado a
Está
diretamente
relacionado a

70%

Sistema de Informática (Parametrizações)

30%

Conhecimento e Experiência das Pessoas

70% Sistema de Informática (Parametrizações) 30% Conhecimento e Experiência das Pessoas

O Guia Prático de Atualização é uma publicação do Programa Nacional de Treinamento (PNT) da Associação Brasileira dos Distribuidores Ford (Abradif). É difundido aos associados como sugestão e referência. Seu conteúdo é de responsabilidade exclusiva dos autores. Coordenação Editorial: Scopus Comunicação Texto/Consultoria: Pedro Toma