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JAILTON BARBOSA MATOS ANDRADE RESENHA: Ciência é o mesmo que Verdade?

JAILTON BARBOSA MATOS ANDRADE

RESENHA: Ciência é o mesmo que Verdade?

Salvador – BA

2005

JAILTON BARBOSA MATOS ANDRADE

RESENHA: Ciência é o mesmo que Verdade?

Trabalho de aproveitamento apresentado à disciplina de Metodologia da Pesquisa do curso de Direito do Centro Universitário da Bahia sob orientação do Profª. Marilúcia Magalhães Santos.

Salvador – BA

2005

JAILTON BARBOSA MATOS ANDRADE

RESENHA: Ciência é o mesmo que Verdade?

Trabalho de aproveitamento apresentado à disciplina de Metodologia da Pesquisa do curso de Direito do Centro Universitário da Bahia sob orientação do Profª. Marilúcia Magalhães Santos.

Trabalho julgado e aprovado pelo docente

responsável em ____

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Nota - ______

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Profª. Marilúcia Magalhães Santos – FIB - Salvador

Título: Ciência é o mesmo que Verdade?

Autor: Jailton Barbosa Matos Andrade

Paulo Setti, em seu texto, busca caracterizar o conhecimento cientifico frente às outras formas de saber como, por exemplo, o conhecimento de senso comum. Para tanto, além de definir a ciência como sendo construída por meios metódicos, sistemáticos e racionais ao passo que o senso comum se caracteriza meio ao contexto social e ideológico em que está submetido, o autor utiliza-se de outros pensadores do tema para embasar suas concepções. Todos os argumentos de Setti giram em torno da transitoriedade da verdade cientifica. Na teoria da refutabilidade (Karl Popper -1993) - comentada por ele - em que a ciência só é válida se puder ser contraditada, Setti diz que a verdade cientifica não pode ser incondicional, permanente nem exonerar a constante reflexão, ou seja, ela é válida enquanto suas hipóteses, constantemente testadas pela reflexão, possam em algum momento ser desmentidas pelos fatos. Mas ele admite que a teoria da refutabilidade é muito simplista para a complexidade da teoria cientifica, pois uma hipótese cientifica pode ser contestada pela precariedade dos métodos de investigação. Para essa explicação ele usa o conceito de Thomas Kuhn (1987) que distingui a ciência normal da ciência revolucionária. Percebe-se pela análise que a ciência normal é aquela que utiliza-se de pressuposições e metodologia consolidadas a que chamam de paradigma cientifico. Quando esse paradigma se torna tão precário que não consegue mais através dele atestar a ciência, surge uma revolução cientifica no intuito de esclarecer estas lacunas. Esta nova ciência então passa a ser constantemente testada e na medida em que comprova os fatos passa a ser aceita pelos cientistas e daí surge um novo paradigma que, com o tempo passa a ser considerada uma ciência normal.

O problema apontado por Setti é que o paradigma que estabelece os métodos no processo de construção do conhecimento cientifico é pautado na axiologia de quem constrói, ou seja, “na relação entre a ciência e os dados científicos há um processo de seleção não controlado no qual os dados relevantes são recortados de um universo complexo de dados irrelevantes do ponto de vista daquela teoria cientifica” o que torna a relevância relativa ao valor que se dá a ela. Por isso, segundo ele, Pierre Papon e Montaigne, além do rigor metodológico na prática cientifica é necessária reflexão constante no intuito de excluir a concepção axiológica da sistematização do método de estudo do objeto. Do exposto por Setti até então considero, entretanto indissociável o homem de sua carga axiológica e, portanto o cientista de sua ciência e até a tentativa de purificação do método se baseia num determinado valor ou visão do mundo. O próprio autor, ao defender essa separação, se mostra valorativo em relação à ciência que discute. A necessidade de reflexão na construção cientificamente limpa se esbarra em seu próprio valor influenciando o estudo.