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Estrutura das Membranas Celulares

1. A estrutura básica das membranas celulares é a organização dos lipídeos em uma bicamada, mantida por

interações não-covalentes. Discuta a influência da composição química dos lipídeos na formação, estruturação e

permeabilidade da membrana plasmática.

A proporção entre proteínas e lipídios varia de acordo com o tipo de membrana. Por exemplo, a bainha de mielina apresenta maior quantidade de lipídios, enquanto que a membrana plasmática de uma mitocôndria ou de um cloroplasto contém mais proteínas – sendo que a quantidade de proteínas está relacionada com o quão funcional é a membrana. Além disso, membranas plasmáticas têm mais colesterol e menos cardiolipina, essencial para o funcionamento de algumas proteínas da mitocôdria, do que a mitocondrial. Lipídios tendem a esconder sua cauda hidrofóbica, formada por hidrocarbonetos apolares da água, assumindo o formato de uma micela (caso tenham apenas uma perna), bicamadas (duas pernas) ou lipossomos (estruturas mais estáveis do que as bicamadas). Por serem apolares, na maior parte de sua estrutura, os lipídios da membrana impedem a passagem de moléculas polares, e por estarem bastante próximos, de estruturas maiores:

Permeável

Menos Permeável

Impermeável

Gases (CO 2 , N 2 , O 2

)

Uréia

Íons (potássio, magnésio

)

Pequenas moléculas sem carga (etanol )

Água

Grandes

moléculas

(glicose,

frutose,

aminoácidos,

ATP,

glicose

6-fosfato,

 

proteínas, ácidos nucléicos

 

)

2. Comente os fatores, relacionados aos lipídeos de membrana, que exercem influência na fluidez, espessura e

curvatura da membrana plasmática.

na fluidez, espessura e curvatura da membrana plasmática. • Ligações duplas: tornam mais difícil agrupar as

Ligações duplas: tornam mais difícil agrupar as cadeias, devido a flexão, porém a membrana constituída prioritariamente por eles é menos espessa, o que reduz a possibilidade dos hidrocarbonetos interagirem entre si. Desse modo, o aumento de ligações duplas, aumenta a fluidez;

modo, o aumento de ligações duplas, aumenta a fluidez; • Composição: quanto mais colesterol compõe as

Composição: quanto mais colesterol compõe as camadas, menor a fluidez, pois se orientam com seu grupo hidroxila próximo a cabeça polar dos fosfolipídeos, enquanto seu anel esteróide interage com os hidrocarbonetos. Impede também possíveis transições de fase;

Temperatura: quanto maior a temperatura maior a fluidez.

 

Fluidez

Espessura

 

Curvatura

Composição

Quanto maior

a

A presença de esfingomielina

A

presença de lipídios

quantidade

de

é

característica

de

curvofílicos (situados

no

colesterol, menor a fluidez.

membranas espessas.

 

lado interno da membrana e

O

colesterol

e

outras

cônicos)

e

curvofóbicos

 

moléculas

que

diminuem

a

(localizados no lado externo e cilíndricos).

fluidez,

aumentam

sua

espessura.

   

Ligações

Diretamente

Quanto mais ligações duplas menos espessa a membrana.

 

Duplas

proporcional.

Temperatura

Diretamente

   

proporcional.

3. Os fosfolipideos de membrana podem ser classificados em glicerofosfolipídeos e esfingolipídeos. Comente a

distribuição dessas moléculas entre as faces interna e externa da membrana plasmática.

Glicerofosfolipídeos distribuem-se diferentemente, dependendo da célula. Por exemplo, em eritrócitos, o lado citosólico apresenta principalmente fosfatidiletanolamina e fosfatidilserina, e o extracelular fosfatidilcolina e esfingomielina. Os esfingolipídios são ceramidas, esfingomielina e glicoesfingolipídeos. Esses últimos subdividem-se em gangliosídeos e cerebrosídeos, que contêm geralmente longas e saturadas cadeias de hidrocarbonetos e formam rafts lipídicos na bicamada voltada para o exterior celular. Esfingolipídios e colesterol também compõem aglomerados mais finos e organizados que a sua vizinhança, neles se ligam proteínas integrais, usualmente na bicamada externa. Os fosfolipídios fosfatidilserina e fosfatidiletanolamina estão predominantemente na membrana interna, e o fosfatidilcolina e a esfingomielina na externa.

Generalizando, fosfatidilcolina, esfingomielina e glicolipídios localizam-se prioritariamente na membrana externa. Enquato que o fosfatidilserina e o fosfatidilenolamina estão na monocamada interna.

4. Os glicolipídeos podem ser classificados em gangliosídeos e cerebrosídeos. Em que tecidos existe abundância

desses componentes de membrana e qual a razão funcional dessa classe de moléculas estar voltada para o lado

extracelular?

Cerebrosídeos são importantes componentes dos músculos e do tecido nervoso, sendo o principal deles a mielina. Gangliosídeos são componentes da membrana celular, servindo na modulação de sinais, pois apresentam carga negativa, prioritariamente daqueles relacionados com o sistema imunológico. Estão em maior concentração nas membranas de células nervosas, onde auxiliam na manutenção do potencial. Situam-se na membrana externa, pois desempenham funções de reconhecimento celular e adesão célula-célula. Além de servirem na separação entre as células.

5. Quais os dois fosfolipídeos envolvidos em função sinalizadora na membrana plasmática?

Fosfatidilserina, relacionada com apoptose, e fosfatidilinositol, pois ambos podem ser fosforilados.

6. Por que é importante a presença de flipases para a síntese da fosfatidilcolina no retículo endoplasmático? Explique

A fosfatidilcolina é produzida na bicamada interna, porém deve estar presente em maior quantidade na externa. Visto que, para atravessar a membrana, teria que ultrapassar com sua cabeça polar uma porção de caudas apolares, processo bastante lento, as proteínas flipases aceleram o procedimento, mantendo a assimétria natural das células.

7. Quais as maneiras de tráfego de lipídeos na célula com fins de incorporação em membranas?

Tráfego vesicular intracelular, exocitose, tráfego mediado por proteínas de aproximação de membrana ou por proteínas de ligação

8. Por que razão o fato da membrana interna da mitocôndria possuir grande quantidade de cardiolipina e baixíssimas

quantidades de colesterol reforça a teoria endosimbiótica do surgimento dos eucariotos?

Pois a cardiolipina não é característica do restante das células do organismo.

9. Quais seriam as repercussões de uma redução drástica da disponibilidade de colesterol na membrana na estrutura

das caveolas?

Elas perderiam a solidez, tornando-se fluidas e possivelmente destruindo as caveolas. Caveolas são alterações na membrana, envolvendo suas duas camadas: a interna com caveolinas e a externa com uma balsa típica de esfingolipídio, colesterol e proteínas associadas à GTP.

10. As porinas bacterianas diferem-se estruturalmente e funcionalmente das porinas de mamíferos. Explore essas diferenças.

As ligações polipeptídicas tendem a formar pontes de hidrogênio entre si, as quais são maximizadas no caso da formação de uma α-hélice normal. Uma forma alternativa de organização, é a criação de barris β, as quais se unem em grandes estruturas, principalmente na membrana externa mitocondrial, dos cloroplastos e nas bactérias. São chamadas de porinas quando estruturas largas o bastante para permitir a difusão passiva de enormes moléculas, entretanto são ainda seletivas a algunas antibióticos.

Porinas

Bactérias

Humanos

(aquaporinas)

Canais de passagem para disscarídeos e outras pequenas moléculas. Podendo ser altamente seletivas (como a malporina da bactéria E. Coli).

Canais para a passagem de água através da membrana (em maior quantidade em eritrócitos e nas células do túbulo renal proximal).

Barris β ligados fortemente por hidrogênio.

pontes de

Compostas por α-hélices.

11.

Quais são as estratégias para limitar a difusão lateral de proteínas na bicamada lipídica?

O citoesqueleto e a ancoragem, em âncoras como a de glicosilfosfatidilinositol (GPI).

12. Explique detalhadamente a razão da redução da resistência globular dos eritrócitos na doença conhecida como

deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase.

A resistência globular é a capacidade que os eritrócitos têm de resistir ao rompimento

em meio hipotônico. No caso da deficiência de glicose 6-fosfatase desidrogenase não ocorre a conversão, no ciclo das Pentoses, de glicose 6-fosfato em 6-fosfogluconolactona com a geração

de NADPH, o qual deveria reduzir a glutationa que se oxidou ao assimilar radicais livres, impedindo que esses alterassem a membrana lipídica e outros componentes celulares. A perturbação na membrana leva a queda na resistência globular.

13. Por que razão as glicoproteínas estão sempre voltadas para o lado extracelular da membrana?

Porque suas funções se aplicam prioritariamente no meio extracelular: reconhecimento de antígenos e adesão celular. Tal qual com as glicoproteínas gangliosídeos e cerebrosídeos.

14. Por que razões as proteínas com um grande domínio transmembrana localizam-se em jangadas lipídicas?

As proteínas com grande domínio transmembrana classificam-se em duas classes:

Proteínas ancoradas à membtana por duas cadeias longas e saturadas de ácidos graxos de maneira covalente;

Proteínas ancoradas por GPI. Elas localizam-se nas balsas lipídicas, deviso a sua maior espessura e rispidez, existentes justamente para segura-las.

Transporte de Íons e Pequenas Moléculas

1. Por que as células necessitam de diversos sistemas de transporte de substâncias, tão diferenciados, e qual a

vantagem que esses sistemas mediados por proteínas oferecem para manutenção da homeostase?

Há dois tipos de transportadores:

Carreadores

Canais

Altamente específicos; Saturáveis em limites inferiores aos da difusão simples. Podem realizar transporte ativo primário ou secundário e cotransporte – antiporte, no caso, de uma molécula for à determinada direção fornecendo energia para que outra entre no sentido oposto, ou simporte, as duas para o mesmo lado.

Menos específicos; Não saturáveis.

As principais proteínas transportadoras são:

GLUTs;

Trocador de Cloro e Bicarbonato: proteína medeia à entrada de cloro simultaneo à saída

de bicarbonato na membrana de eritrócitos, economizando ATPs, visto que a energia vem da passagem do cloro a favor de seu gradiente.

ATPases:

Na + K + ATPase: mantém a maior concentração de sódio no meio extracelular e de potássio no intracelular, trata-se de transporte ativo primário antiporte

Ca +2 ATPase

Tipo F ATPase

Tipo V ATPase

ABC Transportador: grande família responsável pela expulsão, contra seu gradiente de

concentração (ATP dependentes), de aminoácidos, peptídeos, proteínas, íons metálicos, muito

componentes hidrofóbicos (drogas

As células necessitam de diversos sistemas de transporte de membrana para preservar seu potencial de repouso e, simultaneamente, absorver nutrientes necessários para sua sobrevivência.

)

para fora da célula.

2. Durante a isquemia cerebral, a privação da oferta de oxigênio reduz a produção de ATP. Explique

detalhamente a maneira pela qual esse evento repercute no transporte de acúçares e aminoácidos para os neurônios.

Aminoácidos e glicose adentram a célula prioritariamente por transporte ativo secundário. Assim sendo, dependem da energia fornecida pela quebra de ATP ao transporte ativo primário. A falta de ATP geraria de imediato alterações no potencial de membrana dos neurônios, principalmente, devido a Bomba de Sódio e Potássio. Primeiramente, a glicose adentra os enterócitos por sua membrana apical através de transporte simporte, acompanhada pelo sódio. Esse último é retirado da célula pela Bomba de Sódio e Potássio, transporte ativo primário antiporte dependente de ATP. Em seguida, a glicose sai das células por transporte passivo, a favor de seu gradiente de concentração. A glicose entra nos eritrócitos pelo GLUT 1, através de difusão facilitada, pois sua concentração é maior no meio extracelular.

Nas Ilhotas de Langerhans, células pancreáticas produtoras de insulina, a glicose entra pelo GLUT 2. Nelas são quebradas, originando ATP, o qual fecha canais de

potássio, despolarizando a membrana. Com isso, cálcio entra

e ativa a liberação de insulina, indicativo de altas

concentrações de glicose no sangue. Esse mesmo transportador retira glicose, proveniente da quebra de

glicogênio, dos hepatócitos. O GLUT 4 é sensível à insulina, cuja função é inibir

a gliconeogênese, coordenando a assimilação de glicose

pelas células musculares e adiposas, de maneira diretamente proporcional ao aumento do hormônio.

de maneira diretamente proporcional ao aumento do hormônio. 3. O que se espera da atividade de

3. O que se espera da atividade de uma Ca +2 -ATPase ao realizarmos uma deleção do domínio de ligação de

nucleotídeos? Explique detalhadamente.

A concentração de cálcio no interior das células deve ser pequena, objetivando a evitar

a formação de fosfato de cálcio, relativamente insolúvel, com os íons fosfato ai presentes.

Desse modo, o cálcio é bombeado para fora pela Bomba de Cálcio da membrana plasmática ou para o interior do retículo sarcoplásmatico de músculos por outra bomba, a SERCA. Uma deleção do domínio de ligação de nucleotídeos de uma Ca +2 ATPase resultaria na sua incapacidade de ligar ATP e, portanto, na sua inativação.

4. O que se espera da função lissosomal se realizarmos uma deleção das ATPases tipo V da célula? Explique.

Trata-se, assim como a F, de uma ATPase transportadora de prótons, porém seu objetivo é acidificar compartimentos, como os lisossomos. Logo, sua deleção representaria a inativação das enzimas lisossomais, as quais funcionam somente no seu pH, e, conseqüentemente, em problemas relacionados com a carência na digestão de partículas.

5. Explique detalhadamente os mecanismos pelo qual a administração de oubaína, um inibidor da bomba de

sódio e potássio, é capaz de aumentar a força contrátil do coração.

Oubaína, encontrada em plantas, une-se aos sítios de ligação de sódio da Bomba de Sódio

e Potássio, inibindo-a. Foi usada para tratamento cardíaco, visto que aumenta os níveis

intracelulares de sódio, a ponto de estimular a Bomba de Sódio e Cálcio antiporte, o que eleva

a

os

concentração de potássio no interior da célula, intensificando a despolarização da membrana e

batimentos cardíacos.

6.

função fisiológica e as peculiaridades dessa classe de bombas de prótons.

Caracterize as ATPases tipo F, correlacionando o seu local de ocorrência com a

Catalisa a passagem contra seu gradiente de concentração de prótons, graças a hidrolise de ATP, principalmente em mitocôndrias, cloroplastos e bactérias. Ela possui duas subunidades, a F 0 (forma um poro através da membrana) e a F 1 (quebra ATP). Visto que esse transporte é reversível, o retorno dos prótons fornece energia para a síntese de ATPs.

dos prótons fornece energia para a síntese de ATPs. 7. Quais são as funções da bomba

7. Quais são as funções da bomba de sódio e potássio? Explique-as.

A Bomba de Sódio e Potássio mantém mais alta a concentração de sódio no meio extracelular e mais baixa a de potássio. Por realizar transporte ativo primário, possibilita

diversos outros transportes secundários, como a despolarização da membrana durante a passagem

do impulso nervoso; a expulsão de prótons (permutador Na + H + ou ainda o permutador Cl - HCO 3 - Na + ,

que permite a entrada de sódio e bicarbonato simultânea a saída de cloro e prótons), mantendo o

pH citosólico; a manutenção da osmolaridade celular, afinal é eletrogênica, induzindo uma corrente através da membrana (três íons de sódio para fota e dois de potássio para dentro); e a produção de ATP, pois ela pode funcionar ao contrário.

8. Por que todo transporte ativo secundário é um co-transporte? Explique utilizando como exemplo o transporte

do cálcio na membrana do retículo sarcoplasmático.

O transporte ativo secundário envolve a passagem de certa molécula a favor de seu

gradiente (visto que estava contra ele devido ao primário), liberando energia para que outra siga contra ele. Sendo assim, é um co-transporte. O cálcio, nas células musculares, fica armazenado no interior do retículo sarcoplasmático, quando sua membrana é despolarizada, é liberado passivamente ligando-se à troponina e permitindo a contração muscular. Em seguida, o transporte ativo primário faz com que a diferença de gradiente seja retomada. Quando o estímulo nervoso chega ao axônio neuronal, através da despolarização da membrana, ocorre a abertura de canais de cálcio, o qual entra na célula a favor de seu gradiente de concentração, incitando a liberação de neurotransmissores.

9. Explique detalhadamente, baseado em seus conhecimentos a respeito da ação do trocador antiporte Na + /H +

e da bomba de sódio e potássio, a razão pelo qual uma hipercalemia acarreta uma acidose metabólica.

em meio extracelular, visando a preservar o

potencial de membrana, a Bomba de Sódio e Potássio deve assimilá-lo, o que acontece simultaneamente com a saída de sódio da célula. Com mais sódio em meio extracelular, temos maior expulsão de prótons pelo trocador antiporte e, conseqüentemente, uma acidose metabólica.

Hipercalemia é o excesso de potássio

10.

Os canais iônicos podem ser regulados por alguns estímulos. Cite-os.

Canais de Sódio Dependentes de Voltagem

Canais de Cálcio Dependentes de Voltagem

Canais de Potássio Dependentes de Voltagem

Canais de Potássio Dependentes de Cálcio

Canais de Cloro

Entre muitos outros. Eles diferenciam-se dos poros aquosos por não estarem abertos o tempo todo, assim são controlados pela mudança na voltagem, por um estresse mecânico, por um ligante (que pode ser um neurotransmissor ou nucleotídeo) ou pela fosforilação ou desfosforilação de uma proteína.

11. Por que razão os defeitos na aquaporina-2 causam um quadro chamado de Diabetes insipidus nefrogênico?

Explique.

Com a liberação

de ADH as aquaporinas 2, anteriormente armazenadas em vesículas,

instalam-se na membrana apical das células do túbulo coletor dos rins, levando a reabsorção de água. Na diabetes insipitus defeitos genéticos nelas impedem a reabsorção de água através delas.

12. A respeito da superfamília de transportadores ABC, informe quais os substratos alvo para essas proteínas

correlacionando-os com as funções fisiológicas desse sistema de transporte. Informe a fonte energética desse

transporte.

Trata-se da maior família de transportadores, sendo que o primeiro foi descoberto em bactérias, como a E. coli (localizados em sua membrana interna e auxiliados por proteínas periplasmámicas). São dependentes da energia provinda da hidrólise de ATP, realizam transporte primário e participam em eucariotos, principalmente, da exportação de aminoácidos, açúcares, íons inorgânicos, polissacarídeos, peptídeos e até proteínas. Além disso, bomboeam drogas hidrofóbicas para fora do citosol – proteína multidroga resistente (MDR) –, conferindo resistência a uma série de parasitas, por exemplo, o Plasmodium falciparum, e células tumorais. Em leveduras, são responsáveis pela exportação de hormônios sexuais. Na maioria dos vertebrados, bombeiam peptídeos do citosol para o RER, onde eles são quebrados e, eventualmente, carregados a superfície celular, sendo exibidos aos linfócitos T. Também auxiliam no transporte de lipídios de uma bicamada para a outra (flipases), tendo papel importante na biogênese e manutenção da membrana. A doença fibrose cística é causada por mutação em um gene que codifica para um transportador ABC, o qual regula um canal de cloro na membrana plasmática das células epiteliais, levando ao funcionamento anormal de glândulas.

13. O transportador de lactose em E.coli é um transporte ativo primário

ou secundário? Explique-o

O transportador de lactose em E. coli, membro da família MFS, realiza transporte ativo secundário simporte, pois utiliza a passagem de prótons a favor de seu gradiente para a obtenção de energia para absorver lactose.

para a obtenção de energia para absorver lactose . 14. Observe a estrutura do transportador de

14. Observe a estrutura do transportador de glicose GLUT, mostrando o domínio uma pequena região do

domínio transmembrana. Os aminoácidos 1,4 e 5 interagem com a glicose no centro do domínio enquanto os aminoácidos 2, 3, 6 e 7 estabelecem interações com o cerne hidrofóbico da membrana. Explique essas condições, baseado na polaridade desses aminoácidos.

condições, baseado na polaridade desses aminoácidos. Os aminoácidos 2, 6, 3, 7 são apolares, ou seja,
condições, baseado na polaridade desses aminoácidos. Os aminoácidos 2, 6, 3, 7 são apolares, ou seja,

Os aminoácidos 2, 6, 3, 7 são apolares, ou seja, hidrofóbicos. Enquanto que os 5, 1, 4 são hidrofílicos. Sendo assim, a α-hélice do transportador GLUT 1 é anfipática.

A figura ao lado representa a organização dessas hélices, cada uma com seu

eixo hidrofóbico unido ao da outra no centro, formando um canal para resíduos polares através da membrana apolar e possibilitando a realização de diversas pontes de hidrogênio com a glicose.

de diversas pontes de hidrogênio com a glicose . 15. Por que razão é necessário a

15. Por que razão é necessário a renovação contínua de uma solução dialisante durante a hemodiálise?

A renovação contínua da solução dializante é necessária para manter um grande gradiente

de concentração, o que, de acordo com a 1° Lei de Fick, aumenta a velocidade de difusão.

16. Quais características dos túbulos renais fazem com que a taxa de reabsorção tubular de solutos por simples

difusão nunca seja limitante?

De acordo com a 1° Lei de Fick, a velocidade de difusão depende da constante do meio, da área de secção transverdal disponível, do gradiente de concentração e da espessura da membrana. Visto que os túbulos renais são longos (maior área) e finos (menor espessura) a difusão acontece rapidamente, não servindo como um limitante a passagem de substâncias.

17. Por que razão a absorção das substâncias de caráter ácido-fraco é mais favorável, por simples difusão, no estômago que no intestino delgado?

O pH ácido do estômago incita a não ionização dos ácidos, facilitando sua passagem pela

membrana.

Transporte de Macromoléculas e Partículas

Transporte de Macromoléculas e Partículas 1. Sob qual o forma o colesterol penetra nas células e

1. Sob qual o forma o colesterol penetra nas células e por que o processo de internalização é tão específico?

O colesterol vaga pelo sangue predominantemente no interior de LDL, a qual apresenta uma capa de fosfolipídios com uma única molécula da proteína a apoB-100 e ésteres de colesterol em seu interior. A apoB-100 se une com receptores de superfície específicos e é internalizada – sendo assim, a absorção de colesterol dá-se por endocitose mediada por transportador. Em seguida, pela via endocítica, é transportada aos lisossomos, onde ocorre a degradação, sendo que os receptores se dissociam dos ligantes no endossomo tardio, devido ao pH, e são reciclados

de

volta a superfície.

2.

Compare os processos de endocitose mediada por receptor para a internalização do colesterol LDL e do

ferro ligado a transferrina, esquematizando-os em etapas.

Semelhanças

Colesterol em LDL

 

Ferro em Transferrina

 

Mecanismo de

Receptores de LDL da superfície celular unem-se com a apoB-100, internalizando o LDL no interior de um sulco revestido por clatrina, mais profundamente, e pelo complexo AP2.

A

transferrina

 

é

a

principal

Transporte e

glicoproteína do sangue, servindo no

Receptores

 

transporte de

ferro para

todos

os

Específicos

tecidos

a

partir do

fígado

e

do

intestino.

Primeiramente,

a

 

apotransferrina liga fortemente íons

de

Fe +3 , formando a ferrotransferrina.

Essa se une fortemente, a pH neutro,

com

receptores presentes em todas as

células do organismo.

 

Endocitose

 

Essas vesículas

despreendem-se da

receptor com a ferrotransferrina sofre endocitose.

O

 

membrana para dentro da célula, graças a

um mecanismo mediado dinamina.

 

Endossomo

 

A capa se solta, formando um endossomo

A capa se solta, formando um endossomo

 

precoce

(vesícula

endocítica

não-

precoce

(vesícula

endocítica

não-

revestida).

revestida).

Junção

do

O

endossomo

precoce se

funde

com

um

O

endossomo precoce se funde com um

endossomo

tardio, nele

o

pH

ácido

provoca

a

tardio,

porém

a apotransferrina

precoce com

separação do receptor de LDL, o qual é

permanece

ligada

ao

receptor

de

o

tardio e

liberado em outra vesícula e reutilizado

transferrina, sendo que o pH baixo do

modificações

na

membrana.

endossomo

serve para

que

haja

a

resultantes

dissociação

do

Fe +3

da

do

seu

pH

ferrotransferrina e sua redução a Fe +2 ,

ácido.

os

quais vão para o citosol através de

 

transportadores específicos para metais divalentes.

 

restante do endossomo tardio se une com o lisossomo.

O

complexo receptor-apotransferrina é reciclado e volta à superfície celular.

O

3.

Defina endocitose, exocitose, clasmocitose e transcitose.

 

Endocitose é um processo pelo qual as células absorvem partículas através de suas membranas, subdividindo-se em:

Fagocitose: processo não-seletivo mediado por actina, em que há formação de fagossomos;

Pinocitose: assimilação de pequenas gotas de fluido extracelular e qualquer substância

ali dissolvida, de forma inespecífica;

Endocitose Mediada por Receptor: trata-se de um mecanismo de absorção de compostos específicos. Exocitose é a maneira pela qual a célula libera substâncias para o fluido extracelular. Na clasmocitose a célula libera suas excretas. Para a distribuição de proteínas destinadas especificamente a membrana basolateral ou apical de uma célula. Em hepatócitos, por exemplo, elas são transportadas no interior de vesículas, primeiramente, à região basolateral e, então, incorporadas por endocitose, nas mesmas vesículas das quais sairam por exocitose, aquelas que devem ir para a porção apical. Tal processo é chamado de transcitose – transporte de moléculas de um lado para o outro da célula, via transcelular.

4. Cite todas as semelhanças e diferenças entre os processos de fagocitose e endocitose mediada por receptor.

Fagocitose

Endocitose Mediada por Receptor

Grandes partículas, como microorganismo e células mortas.

Basicamente todas as partículas que a células necessita englobar, também macromóleculas .

Útil na nutrição de protozoários e na defesa dos animais – onde é realizada pelos macrófagos, neutrófilos e células dendríticas. Assim sendo, existem células do nosso organismo modificadas especificamente para a realização da fagocitose.

Utilizada por todas as células do organismo com receptor.

Fagossomos apresentam o tamanho da partícula a ser digerida.

Vesículas revestidas por clatrina, cuja forma é relativamente bem definida.

Na maior parte das vezes o fagossomo segue para o lisossomo, porém existem exceções, como na fagocitose de parasitas.

Participação mais ativa do citoesqueleto, devido a formação de pseudópodes.

Invaginação da membrana.

Não é um processo que acontece continuamente, necessitando de sinais para ativá-la, tal qual a ligação de um linfócito (fagocitose) ou a ligação entre o receptor conectado à membrana plasmática e uma determinada proteínas na vesícula a ser englobada.

Os resíduos são reaproveitados pela célula.

5. Quais são as duas situações de fagocitose mais conhecidas?

O englobamento de microorganismos por células de defesa e a fagocitose de células apoptóticas, principalmente, e hemácias.

6. Além da defesa do organismo, em quais outros processos a fagocitose é importante?

A fagocitose é bastante útil na alimentação de protozoários unicelulares. Enquanto que,

em seres pluricelulares, participa da renovação celular e do controle de partículas estranhas, como o vidro, o látex

7. A endocitose mediada por receptor sempre ocorre em regiões da membrana cuja face citoplasmática está

recoberta por uma proteína. Qual é essa proteína? Em que regiões (em termos de geometria) da membrana o fenômeno ocorre?

A endocitose mediada por receptores geralmente ocorre em sulcos e vesículas revestidas

por clatrina e AP2. Ainda que os receptores estejam difundidos pela membrana, a ligação faz com

que eles se aglomerem nessas regiões. Tais sulcos ou vesículas apresentam uma capa externa composta pela proteína fibrosa clatrina e uma interna, formada por complexos de proteína adaptadora (AP).

8. A formação de vesículas recobertas durante a endocitose mediada por receptor é um processo que ocorre

sem gasto de energia? Explique.

As capas dos três tipos de vesículas contêm uma pequena proteína ligadora de GTP – na COPI e na clatrina é chamada de ARF, na COPII é Sar1. A alternância entre a ligação e a

hidrólise de GTP controla o início da montagem da capa. Portanto, a formação das vesículas receptoras acontece com gasto de ATP. Primeiramente, no caso da COPII, a proteína Sec12 (um fator de alteração) do RE catalisa a liberação do GDP do complexo Sar1 GDP e a ligação de GTP, fazendo com que o Sar1 insira sua extremidade N-terminal hidrofóbica na bicamada lipídica. Isso leva a polimerização de proteínas da membrana, formando os brotos vesiculares. Uma vez que essas vesículas são liberadas, acontece a hidrólise do GTP, o qual promove a dissociação do revestimento de COPII. Um ciclo semelhante acontece com a ARF.

9. O que são asialoglicoproteínas e qual a importância do processo de transporte intracelular dessas

moléculas? Explique.

a internalização de

glicoproteínas anormais – nas quais os oligossacarídeos terminam em galactose ao invés de ácido

siálico.

São proteínas específicas

do

fígado,

as

quais promovem

10. Explique o mecanismo de penetração do vírus HIV nas células. Ele é específico?

O mecanismo de penetração do HIV nas células é semelhante à formação de endossomos

multivesiculares – logo, é específico. Primeiramente, a proteína HRS da membrana endossomal, marcada com ubiquitina, promove a colocação das proteínas de carga ubiquitinadas específicas em brotos vesiculares. A seguir, recruta ESCRT (complexos endossomais de classificação necessários

ao transporte), incluindo a Tsg101, esse atua liberando a vesícula. Finalmente, a ATPase Vsp4 utiliza a energia da hidrólise de ATP para dissociar o ESCRT, que se solta no citosol. No caso do HIV, a proteína viral Gag incita todo o mecanismo. Resumindo, o envelope viral contém glicoproteínas que adaptadas a receptores específicos, os Cd4, da membrana plasmática. Desse modo, são endocitados. No interior do endossomo, o vírus une seu envelope a membrana endossomal, liberando seu genoma e proteínas para o citosol.

11. Por que os lipossomas devem ser catiônicos para que ocorra êxito na fusão de membranas?

O os lipossomos

facilitando sua adesão.

de carga positiva

são atraídos pela

carga negativa da membrana,

12.

Explique brevemente a ação da toxina diftérica e os mecanismos de transporte envolvidos.

A toxina diftérica é um polipeptídeo que apresenta duas cadeias:

 

Cadeia B: conecta-se a receptores presentes em todas as células do nosso organismo;

Cadeia A: após a união da B à membrana, provoca a formação de poros, permitindo a entrada da toxina na célula, onde inibe a síntese de proteínas.

13.

Em relação ao tráfego vesicular de proteínas no interior celular:

a)

Sob que forma ocorre esse trânsito? Na forma de três tipos de vesículas, cada uma com um determinado tipo de revestimento.

b)

Quais são as características que tornam esse tráfego tão específico? Proteínas integrais de membrana na vesícula (v-SNARE) que se conectam precisamente a

correspontes na membrana plasmática (t-SNARE).

c)

Qual a importância do par t-SNARE e v-SNARE? Garante que as vesículas unam-se às membranas corretas.

d)

Em que etapa ocorre gasto energético? Qual a fonte dessa energia?

O

despreendimento da capa protéica hidrolisa ATP.

e)

O que determina a eliminação da cobertura da vesícula ao chegar no destino?

A

hidrolise do GTP ligado a uma das proteínas das superfamília das GTPases (Sar1 ou

ARF).

f)

Qual a importância das proteínas Rab?

São elas que controlam a ligação das vesículas à membrana-alvo. Primeiramente, a conversão de Rab GDP a GTP gruda-a na vesícula de transporte. Logo interage com proteínas efetoras de Rab, esse complexo, então, é capaz de ancorar a vesícula na membrana-alvo. Após a fusão, o GTP ligado à Rab é hidrolisado, levando a dissociação da Rab GDP. Sendo assim, elas

formam complexos com o GDP e com o GTP determinando, respectivamente, a formação e dissociação da capa protéica.

g) Alguns constituintes da vesícula são reciclados? Quais? Sim, toda a capa e seus receptores.

14.

Diferencia a via de secreção induzida e a via constitutiva, citando um exemplo de proteína de cada via.

Na via de secreção induzida há o armazenamento de proteínas à espera de um sinal de

precursores das

enzimas digestivas, proteínas do leite e neurotransmissores. Já na via constitutiva, há a exocitose contínua de produtos como colágeno, proteínas séricas e anticorpos.

exocitose, tal qual acontece com hormônios peptídeos (insulina, glucagon

),

15. Cite todas as localizações dos produtos protéicos que serão secretados para o meio extracelular, desde a

síntese do peptídeo nos ribossomos associados ao retículo endoplasmático.

Na maioria das células, as proteínas que devem ser secretadas são encaminhadas ao RE Rugoso durante a tradução em ribossomos ligados a sua membrana, embora algumas possam ser sintetizadas naqueles livres no citosol. No primeiro caso:

sintetizadas naqueles livres no citosol. No primeiro caso: 1. Os ribossomos são direcionados a se ligar

1. Os ribossomos são direcionados a se ligar à membrana do retículo por trechos (seqüência sinal) da cadeia polipeptídica que está sendo sintetizada, esses trechos na porção aminoterminal são removidos com a transferência da cadeia através da membrana por uma protease microssomal. No RNA mensageiro de origem, há uma única seqüência de códons localizada imediatamente à direita do códon de iniciação;

2. Quando ocorre a tradução da seqüência, a partícula de reconhecimento de sinal (SRP) liga-se ao ribossomo, inibindo a tradução e direcionando todo o complexo para o RER;

3. No RER, a SRP se junta ao receptor de SRP de sua membrana, o ribossomo a um complexo protéico de transporte e a seqüência sinal a um canal de membrana;

4. Com isso, a SRP e seu receptor se soltam, o ribossomo segue ligado a proteínas

transmembrana Sec61 e a tradução continua. Já no segundo caso, as seqüências sinal são reconhecidas por receptores de proteínas distintos (o complexo Sec62/63) associados ao Sec61 na membrana do retículo, sem o intermédio da SRP. Nesse caso, há necessidade de chaperonas citosólicas que mantenham a cadeia polipeptídica reta para passar pela proteína transmembrana, e outro, o BiP, dentro do retículo, que a puxe. Outras proteínas, ao invés de secretadas, devem estabelecer-se na membrana do retículo – as proteínas integrais de membrana, que se instalam dentre regiões hidrofóbicas. Elas apresentam uma seqüência sinal normal em seu aminoterminal, a qual se prende à parede da proteína transmembrana Sec61. O crescimento da cadeia polipeptídica é interrompido por uma seqüência transmembrana de parada de transferência, essa fecha o canal e desloca-se lateralmente, indo ancorar-se na membrana. Existe a possibilidade de a seqüência sinal ser ou não clivada pelas peptidases sinal. Algumas estão ancoradas à membrana por glicolipídeos, âncoras glicosilfosfatidilinositol (GPI), ligados a sua porção terminal carboxi. As cadeias polipeptídicas entram retas no retículo, alcançando sua forma tridimensional auxiliadas pelos chaperonas moleculares, principalmente o BiP. Outra maneira é através de ligações dissulfeto, facilitada pela enzima proteína dissulfeto polimerase. Proteínas do RE entram pela face CIS que é convexa e habitualmente orientada na direção do núcleo e saem pela TRANS.

16. Para as proteínas que são destinadas a outras organelas, qual a importância da seqüência sinalizadora de

destino? Essa seqüência é sempre constituída de aminoácidos? Explique.

A seqüência sinalizadora garante que as proteínas alcançarão as organelas em que são necessárias. Ela nem sempre é constituída por aminoácidos, por exempo, resíduos de manose 6- fosfato direcionam proteínas aos lisossomos.

17. Após a chegada na organela de destino, o que acontece com o peptídeo-sinal?

O peptídeo sinal é cortado e reutilizado.

18. Como as proteínas que são sintetizadas nos ribossomos associados ao retículo endoplasmático são

transferidas para a luz da organela?

Através de proteínas específicas as proteínas sintetizadas nos ribossomos associados ao retículo endoplasmático são transferidas para a sua luz.

19. Quais processos importantes, em relação a modificações pós-tradução, ocorrem no retículo endoplasmático?

Geralmente ocorre a formação de pontes dissulfídicas, visando a estabilizar a estrutura das proteínas que irão encontrar modificações no pH ao sair do retículo. Muitas delas são convertidas a glicoproteínas pela ligação de covalente de cadeias laterais curtas de oligossacarídeos (glicosilação). Além disso, pode ocorrer a adição de ácidos graxos.

20. Onde acontece o dobramento final dos peptídeos que serão destinados a outras organelas? Quais proteínas

participam desse processo?

Na

luz

do

RER,

no

citosol e

participam desse processo.

na organela-alvo, sendo

que as proteínas chaperonas

21. Como acontece o processo de importação de proteínas para a mitocôndria?

As proteínas são desdobradas no citosol para cruzar a membrana mitocondrial e, em seu interior, são novamente dobradas.

22. Qual a importância do poro nuclear na regulação da expressão gênica?

O poro nuclear controla a importação e exportação de macromoléculas, podendo, inclusive, reter por algum tempo RNAm.

23. A endocitose é sempre um processo específico?

Não, a fagocitose e a pinocitose não são específicas.

Potencial de Repouso

Potencial de Repouso 1. O meio intracelular e extracelular são, praticamente, eletroneutros. Quem são os principais

1. O meio intracelular e extracelular são, praticamente, eletroneutros. Quem são os principais cátions e ânions

envolvidos e como estão distribuídos nesses meios? Qual a tendência de movimentação de cada um desses íons em relação ao seu gradiente eletroquímico?

Os principais cátions são o sódio (influxo) e o potássio (efluxo devido ao gradiente de

concentração), e ânios são o cloro (influxo) e os ânios orgânicos (efluxo).

2. O que são canais de vazamento e para quais íons existem? Qual dos canais de vazamento é mais abundante

e freqüente nos tipos celulares?

auxiliam na

manutenção do potencial de repouso. Sendo que, nas células há desses para o cloro, sódio e

potássio – em quantidades diferentes dependendo do tipo que são.

Canais de vazamento são canais permenentemente abertos e

que, assim,

3. Descreva as etapas de formação do potencial de repouso e de manutenção dessa diferença de potencial ao

longo da membrana?

O potencial de repouso em células da glia – e de outras células que apresentam

pouquíssimos canais de vazamento para sódio, se comparados com os de potássio, exceto dos neurônios – dá-se apenas pelo equilíbrio de entrada e saída de potássio. Primeiramente, o potássio sai impulsionado por seu gradiente de concentração, atraindo os ânios orgânicos (aminoácidos e proteínas) para próximo da membrana. Com isso, o meio extracelular torna-se mais positivo, e o potássio é atraído pelos íons orgânicos que estão no interior da célula, retornando. Em neurônios há canais iônicos seletivos para potássio, sódio e cloro. Assim, o sódio entra, movido pelos gradientes elétricos e de concentração, para compensar o potássio sai. O influxo de um consegue equilibrar o efluxo de outro, pois há relativamente poucos canais de sódio, sendo sua condutância baixa, todavia, a do potássio é alta (compensando o fato de ele ter menos motivos para sair da célula). Para evitar que esses íons alcancem o equilíbrio e a movimentação cesse a Bomba de Sódio e Potássio, a partir da hidrólise de ATP, desloca três íons de sódio de volta para o meio extracelular e simultaneamente dois de potássio para o interior.

4. Em células que são permeáveis somente ao potássio por canais de vazamento, o potencial de repouso da

membrana é praticamente igual ao potencial de equilíbrio do potássio. Explique, definindo potencial de equilíbrio para

um íon.

A diferença de voltagem dos dois lados da membrana depende, em todas as células exceto os neurônios, basicamente da entrada e saída de potássio. Sendo seu potencial de equilíbrio calculado pela equação de Nernst – útil na obtenção do potencial de equilíbrio de qualquer íon que esteja presente nos dois lados de uma membrana permeável a ele. Assim, o potencial de equilíbrio para um íon é o efluxo e o influxo de um íon em equilíbrio através da membrana.

5. Por que razão, nas células da glia não é necessário gastar ATP para manter o potencial de membrana

enquanto nos neurônios, o gasto energético é fundamental?

Porque o potencial de repouso das células da glia depende somente da movimentação de íons de potássio. Enquanto que nos neurônios, devido a canais de repouso abertos também para sódio e cloro, a Bomba de Sódio e Potássio tem de enviar de volta o sódio e o potássio, visando a preservar a diferença de potencial entre o meio intra e o extracelular.

6. Qual a importância do cloro no potencial de membrana?

O potencial de repouso, em células sem bomba cloreto, é determinado pelo fluxo de

potássio e sódio. Caso contrário, ele é impulsionado por seu gradiente para o interior da

célula e retirado pela bomba, criando um fluxo.

7. Por que a equação de Nernst não é a mais apropriada para o cálculo do potencial de membrana em um

neurônio? Qual a solução para isso?

A equação de Nernst calcula independentemente o potencial de equilíbrio para apenas um íon. Como, em neurônios, o repouso dependente do balanço entre sódio e potássio, ela se torna pouco relevante. Sendo utilizada a equação de Goldman.

8. Quais são as conseqüências da redução brusca do potássio plasmático no potencial de membrana nos

neurônios e nas células musculares cardíacas.

A redução brusca de potássio plasmático deixa o citosol muito negativo, levando a

hiperpolarização da membrana plasmática, o que impede sua excitação. Com isso, o indivíduo tem

uma parada cardíaca, visto que as células cardíacas são as primeiras a sentirem tais modificações. Já os neurônios são protegidos pela barreira hematoencefálica.

9. Todas células do organismo possuem potencial de membrana?

Sim, porém somente as células excitatórias podem utilizar o potencial de membrana para criar um de ação.

10.

Por que razão o potencial de membrana de um neurônio é maior que o valor encontrado em uma célula da

glia?

 

Devido aos canais de repouso abertos para o sódio e cloro, além do potássio.

11.

Quais são os principais tipos celulares encontrados no sistema nervoso e suas funções (sucintamente)?

Os neurônios (transmissão de estímulos) e a neuroglia, subdividida em macroglia com os astrócitos (formam a barreira hematoencefálica, sitentizam substâncias tróficas para os neurônios e retiram do meio extracelular do SNC os excessos de potássio e de neurotransmissores), oligodendrócitos (células satélites dos neurônios) e células ependimárias (revestimento interno do tubo neural embrionário); e microglia (células de defesa).

Potencial de Repouso e Transmissão Sináptica Anotações de Aula

Em repouso, o potássio deixa as células, motivado pelo gradiente de concentração, e, em seguida, retorna, devido aos ânios orgânicos. Gerando, assim, um potencial de equilíbrio, entre - 60 e - 70 mV. Caso a membrana tenha canais de repouso que permitam a passagem de sódio e cloro também, tal quais os neurônios, o primeiro entrará na célula (gradiente de concentração e elétrico) por seus poucos canais – simultaneamente o potássio

continua saindo por várias passagens, porém atraído somente pela diferença de concentração –, visando a evitar que eles realmente alcancem o equilíbrio, a Bomba de Sódio e Potássio retira sódio e absorve potássio. Canais de vazamento estão sempre abertos, sendo responsáveis pelo equilíbrio de repouso. Enquanto que os canais por voltagem, dependentes de ligantes ou de estiramento mecânico necessitam de estímulos externos. Característica importante para a transmissão de sinal é que os canais de sódio dependentes de voltagem são muito mais rápidos do que os de cálcio e ambos apresentam o estado autoinativo, o que encaminha o estímulo nervoso em frente.

A membrana despolarizada tem suas cargas inversas (o exterior torna-se positivo e o interior negativo),

devido à abertura dos canais de sódio, os quais abrem e permitem a entrada rapidamente, logo entrando em estado inativo, não podendo mais ser estímulados. Nesse instante, os canais de potássio se abrem, permitindo sua saída em massa. Dessa forma, o estímulo é transmitido até o terminal axonal, onde incita canais de cálcio dependentes de voltagem. Com a entrada de cálcio, ocorre a liberação dos neurotransmissores, e a reorganização do neurônio pré-

sináptico, graças a Bomba de Sódio e Potássio e a saída de cálcio por transporte ativo primário – enquanto ela não acontece, ele permanece no período refratário.

A bainha de mielina impede que a célula morra por depressão de ATP (como na esclerose múltipla), isolando

ela eletricamente e proporcionando o menor gasto de energia. Em neurônios mielinizados, os canais dependentes de

voltagem situam-se nos nódulos de Ravier.

A transmissão do estímulo segue as leis do tudo ou nada (máquina fotográfica) e da somação espacial no

cone de implantação (soma de pequenos estímulos de regiões diferentes) e temporal (mesmo estímulo com alta freqüência).

Existem também sinapses químicas inibitórias, em que há a hiperpolarização da membrana, sendo seu principal neurotransmissor o GABA, presente em medicamentos para uma boa noite de sono – os quais deixam os canais de cloro mais tempo abertos, dificultando o estímulo dos neurônios. Após a transmissão, os neurotransmissores podem ser clivados enzimaticamente ou recaptados pelo neurônio. Em medicamentos, como a fluoxetina, o tempo de permanência na fenda de serotonina é aumentado. Sinapses químicas estão presentes em todo o sistema nervoso, exceto no coração.

Sinalização Celular Anotações de Aula

 

Mecanismos de Sinalização Celular

 
 

Molécula

Local de

Distância do alvo

Exemplo

Sinalizadora

produção

Endócrina

Hormônios

Células

O hormônio é transportado pela circulação a distância necessária para alcançar o alvo

Testosterona

esteróides ou

endócrinas

polipeptídios

Parácrina

Mediadores locais

Própria célula

Visa a atingir células vizinhas

Neurotransmissores em sinapses, inflamação nos locais de infecção, são essenciais pra o desenvolvimento embrionário

de cinco

superfamílias de

 

proteínas *

Autócrina

Hormônios ou

Células produzem sinalizadores que devem atuar nelas mesmas ou em vizinhas do mesmo tipo, o que auxilia no “efeito comunidade” durante a diferenciação

Sistema imune ao reagir a antígenos ou secretar hormônios de crescimento

fatores de

crescimento

Dependente de

Moléculas sinalizadoras que entram em contato com a membrana plasmática. É deveras específica, mas não necessita de tantos sinalizadores.

Resposta imune.

Contato

Hormônios esteróides – como testosterona, estrógeno e progesterona – são produzidos a partir do colesterol pelas gônadas, circulam no sangue ligados a proteínas, são moléculas apolares, não são armazenados e podem ser ingeridos oralmente; enquanto corticosteróide origina-se da adrenal e subdivide-se em duas classes: os glicocorticóides, os quais estimulam a produção de glicose, e os mineralocorticóides, que agem nos rins, controlando o equilíbrio entre as quantidades de água e sais. Outras três moléculas sinalizadoras, também insolúveis em água e, por isso ligados a proteínas na circulação, são o hormônio tireóide (precursor da tirosina, aumenta o desenvolvimento do metabolismo), a vitamina D (sintetizado na pela a partir da luz solar, regula o metabolismo do cálcio e o crescimento dos ossos) e os retinóides (formados a partir da vitamina A). Esses sinalizadores comunicam-se atravessando a membrana plasmática e unindo-se a receptores intracelulares. No caso dos esteróides, eles se ligam a um receptor citosólico e juntos se unem ao DNA, ativando ou reprimindo a expressão de um gene. Tais hormônios diferem dos hormônios peptídicos, pois esses são armazenados na membrana das vesículas secretoras, são solúveis em água, não podem ser ingeridos de forma oral e interagem com receptores na superfície celular. Os hormônios servem como sinalizadores que estimulam os receptores, os quais são proteínas integrais da membrana e conectam-se com canais iônicos, enzimas ou com a proteína G, dando partida a sinalização intracelular. Os receptores podem ser de acetilcolina ou nicotídicos (deixam o seu sinalizador entrar na célula) ou associados com a proteína G ou muscarínico – é um trímero, com subunidades α, β e γ, ativo quando ligada a GTP. Regulação do Metabolismo do Glicogênio pelo Glucagon A insulina aumenta perante a elevação da concentração de glicose no sangue, estimulando a síntese de glicogênio. O glucagon(1°mensageiro) incita o contrário, unindo-se a um receptor muscarínico, o qual faz com que a proteína G se desconecte do GDP e una-se com GTP, visto que ele está em maior quantidade, assim assume sua forma ativa. Em seguida, o GTP da subunidade α da proteína G é hidrolisado, o que a inativa. Incitando a enzima adenilato ciclase a hidrolisar ATP, formando AMPc (2° mensageiro). Essa se junta com a proteína quinase dependente de AMPc ou quinase A ou PKA nas suas duas subunidades regulatórios, provocando a separação de suas duas catalíticas. Ambas entram no núcleo e fosforilam o fator de transcrição CREB, que se liga ao CRE e leva a expressão de alguns genes. Após ativar a PKA, a AMPc é degradado pela fosfodiuresterase e o receptor pode ser endocitado ou sofrer dessensitização por fosforilação de seus resíduos serina, tirosina ou treonina.

pode ser endocitado ou sofrer dessensitização por fosforilação de seus resíduos serina, tirosina ou treonina. 15