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O DIREITO À TUTELA JURISDICIONAL EFETIVA NO ÂMBITO DA EXECUÇÃO CIVIL

REGILANIO ALVES RIBEIRO(1) - MANOEL DE CASTRO CARNEIRO NETO(2) - 1. Discente do curso de Direito da UVA. - 2. Professor de Direito Processual Civil da Universidade Estadual Vale do Acaraú - UVA. Doutorando em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidad del Museo Social Argentino – UMSA.

RESUMO

INTRODUÇÃO

A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, em seu artigo 5o, inciso XXXV, prevê que a lei

não excluirá da apreciação do poder judiciário lesão ou ameça a direito. Verifica-se, assim, um nítido direito

constitucional. Esse direito é o de que o cidadão poderá acessar o sistema judiciário para pleitear a reparação dos seus direitos afrontados. Desse direito decorre uma imposição ao Estado para que ele analise os conflitos a ele submetidos e proteja os direitos dos seus jurisdicionados.

OBJETIVOS

O presente trabalho tem por objetivo verificar se a tutela dos direitos, e consequentemente a obrigação do

Estado de garantir a sua concretude, se perfaz com a edição da sentença por parte do juiz.

MATERIAL E MÉTODOS No trabalho são analisadas algumas normas processuais atinentes ao processo de execução e que

oferecem ao juiz condições de tornar efetiva suas decisões, como o artigo 461 do Código de Processo Civil

e o artigo 84 do Código de Defesa do Consumidor. Além da análise da norma em si foi realizada pesquisa bibliográfica sobre o tema, no intuito de aprofundar o questionamento proposto.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A moderna técnica processual, em consonância com o neoconstitucionalismo que se apresenta de forma

vigorosa na doutrina e jurisprudência pátrias, impõe uma resposta negativa para o questionamento apresentado. Não basta ao Estado-Juiz a edição de normas/sentenças que declarem direitos. Para a perfeita atenção ao direito de acesso ao judiciário, consumando o princípio da efetividade e do direito à tutela jurisdicional efetiva, é indispensável que se dê ao cidadão ferramentas hábeis para a realização dessa norma/sentença exarada, e isso se deve dar tanto por meio da atividade do legislador quanto por meio da atividade do juiz. Nosso ordenamento jurídico, aos poucos, caminha para o fortalecimento deste entendimento, na medida em que atualizações legislativas começam a consagrar o Princípio da Efetividade, como será o caso do novo Código de Processo Civil, além de decisões judiciais que apontam para a inclusão deste princípio dentre aqueles fundamentais à manutenção da justiça.

CONCLUSÕES

Deve o juiz adotar meios adequados para que o princípio da efetividade possa vingar e tornar real o direito material objeto do litígio posto sob sua apreciação. Os limites para a aplicação deste princípio ainda são controversos, mas a sua necessidade de realização são cada vez mais indiscutíveis.

REFERÊNCIAS

DIDIER JÚNIOR, Fredie. Curso de Direito Processual Civil. Teoria geral do processo e processo de conhecimento. Volume I. 11a edição. Salvador: Editora JusPodivm, 2009. DINAMARCO, Cândido Rangel. Instituições de Direito Processual Civil. Volume IV. 3a revista e atualizada. São Paulo: Malheiros Editores, 2009. MARINONI, Luiz Guilherme. Curso de Direito de Processo Civil. Teoria geral do processo (volume 1). 5a edição. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2011. MARINONI, Luiz Guilherme. Curso de Direito de Processo Civil. Processo de Execução (volume 3). 5a edição. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2011. THEODORO JÚNIOR, Humberto. Curso de Direito Processual Civil. Teoria geral do direito processual civil e processo de conhecimento. 51a edição. Rio de Janeiro: Forense, 2010.

PALAVRAS-CHAVE Execução civil. Tutela jurisdicional efetiva.