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Instituição : Uninorte

Disciplina : Direito Eleitoral.


Assunto : Direito Eleitoral Brasileiro: Abordagem histórica. Bases.
Fontes. Conceitos. Hermenêutica.
Professora: Juíza Solange de Souza Fagundes

Direito Eleitoral - Conceitos

 Ramo do Direito Público que trata de institutos relacionados com os direitos


políticos e das eleições, em todas as suas fases, como forma de escolha dos
titulares dos mandados eletivos e das instituições do Estado (Joel J. Cândido, in
Direito Eleitoral Brasileiro, 8ª ed. rev. e atual. 2000, SP, pág. 21).

 É o que dedica-se ao estudo das normas e procedimentos que organizam e


disciplinam o funcionamento do Poder de sufrágio popular, de modo a que se
estabeleça a precisa adequação entre a vontade do povo e a atividade
governamental (Fávila Ribeiro, in Direito Eleitoral, Forense, 2ª ed, 1996, RJ,
pág. 12)

Evolução Histórica

1. Colônia

 Vigoraram basicamente as Ordenações do Reino: Dispôs sobre as eleições


dos Conselhos Municipais do Brasil desde o primeiro século do descobrimento,
até o ano de 1828. E sobre as eleições das Câmaras Municipais.

 Outros provimentos: Alvarás, cartas régias, provisões etc., alteradores do


Código Eleitoral das Ordenações, em determinadas capitanias cidades e vilas.

2. Império

 Com a Independência, o Brasil passou a editar sua própria legislação eleitoral


(decretos e leis), dentre elas, a Constituição de 1824 (art. 90 e 97) que dispôs
sobre as eleições indiretas para Deputados e Senadores para a Assembléia Geral
e Conselhos Gerais das Províncias e sobre quem podia ou não votar nas
assembléias paroquiais e ainda sobre quem era elegível.
3. República

 Constituição de 1891. Previu eleições por sufrágio direto e maioria absoluta de


votos para Presidente e vice-presidente da República, bem como sobre
inelegibilidades

 Primeiro Código Eleitoral. Decreto n. 21.076 de 24/03/32, dispôs sobre a


Justiça Eleitoral, o alistamento e as eleições, o voto feminino, a representação
proporcional, o voto secreto em cabina indevassável, eleição direta em dois
turnos, o sufrágio universal e direto.

 Constituição de 1934. Criou a Justiça Eleitoral como Órgão do Poder Judiciário.


Estabeleceu a competência privativa da Justiça Eleitoral para o processo das
eleições. E sobre o alistamento, direitos políticos e inelegibilidades.

 Segundo Código Eleitoral. Lei n. 48, de 04.05.35. Além das matérias do


primeiro, dispôs sobre os partidos políticos e sobre as Juntas Especiais para
apuração das eleições municipais. Pela primeira vez, sobre o Ministério Público.

 Constituição de 1937 (do Estado novo): Extinguiu a Justiça Eleitoral, dispondo


entretanto, sobre eleitores, direitos políticos e inelegibilidades.

 Decreto Lei n. 7586, de 28.05.45: Recriou a Justiça Eleitoral como órgão


autônomo do Poder Judiciário.

 Constituição de 1946. Manteve a Justiça Eleitoral, dispondo sobre sua


competência, assim como sobre alistamento, inelegibilidade e direitos políticos.
Atribuiu à União a competência privativa para legislar sobre Direito Eleitoral

 Terceiro Código Eleitoral. Lei n. 1.164, de 24.07.1950: Além das mesmas


questões precedentes, dispôs sobre os recursos eleitorais e que o sufrágio e o
voto eram, como hoje, universais e direitos, obrigatórios e secretos. Com ele, as
Juntas Especiais passaram a ser Juntas Eleitorais com competência para apurar as
eleições nas zonas sobre sua jurisdição. O alistamento passou a não mais ser de
ofício

 Quarto Código Eleitoral. Lei n. 4737 de 15.07.1965: Ao lado de outras leis


editadas ao longo desse período da Segunda República é o vigente.

 Constituição de 1967: Manteve a Justiça Eleitoral como Órgão do Poder


Judiciário e dispôs sobre o direito político e sobre os partidos políticos.
 Constituição de 1969: Regulou a Justiça Eleitoral dentro dos Órgãos do Poder
Judiciário, assim como dispôs sobre os direitos políticos e partidos políticos.

 Constituição de 1988: Regulou os direitos políticos (art. 14 a 16), dispôs sobre


os partidos políticos (art. 17), manteve a Justiça Eleitoral dentro do Poder
Judiciário como um de seus Órgãos (art. 92, V e 118 a 121), regulou amplamente
a eleição para Presidente e vice-presidente da República. O ADCT contém regras
de Direito Eleitoral – plebiscito, mandatos e eleições (art. 2º, 4º, 5º) etc.

Base – Fontes

 A Constituição Federal é fonte primária do Direito Eleitoral, uma vez que é base
de todo o sistema que contempla o Estado democrático de direito fundado na
representação e na soberania popular (Art. 1º da CF/88).

 Princípio republicano: Determina a sucessão dos agentes políticos, com


alternância periódica, através da participação popular, a descentralização do
poder político, com característica de indissolubilidade.

 Princípio democrático: A essência do regime democrático ao qualificar o


Estado de Direito impõe uma ordem jurídica democrática, nos fundamentos
enunciados.

 O Perfil democrático deve levar em conta a democracia (direta, indireta ou


semi-indireta), com a presença de seus princípios elementares, quais os da a)
soberania popular – o povo detém com exclusividade a fonte do Poder; b) a
forma direta ou indireta do exercício do poder

 Princípio da Soberania Popular (art. 14, I, II e III, e 61 §2º da CF): do povo


deriva toda a fonte de poder político, através do qual se manifesta a soberania,
exercida diretamente ou segundo o regime representativo, onde se escolhe os
representantes (vinculados aos partidos políticos) mediante processo eletivo.

 Princípio do pluralismo político: Vários grupos ou centro de poder, mesmo em


conflito entre si, aos quais é atribuída a função de limitar, controlar e contrastar,
até o ponto de eliminar, o centro de poder dominante (Norberto Bobbio).
Vigência e Aplicação da Lei Eleitoral

 Princípio da anualidade (CF art. 16): A Lei que alterar o processo eleitoral
somente terá aplicação na eleição que se realizar após o transcurso de um ano da
data de sua vigência.

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