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dossier especial
dossier especial

SOLUÇÕES DE CONFERÊNCIA

Controlar tempo e espaço numa era de poupança

Audioconferência, videoconferência e telepresença são três conceitos que, embora diferentes, nos remetem para o mesmo plano: Soluções e sistemas de comunicação que apoiados no desenvolvimento tecnológico se constituem como instrumentos cada vez mais indispensáveis às relações, internas ou externas, entre empresas e instituições, públicas ou privadas. Interessa, por isso, conhecer melhor este mundo de “conferências”, distinguindo os vários conceitos emergentes, consultando a perspectiva que os operadores têm do mercado e avaliando o comportamento dos utilizadores face a uma panóplia de dispositivos que, visando facilitar a comunicação, podem por vezes dificultá-la. Nesta edição a Instalação Profissional analisa os conceitos e as experiências nesta área de aplicação, deixando para a próxima edição uma análise mais detalhada das propostas mais recentes existentes no mercado.

Por: Ana Rita Dinis

Videoconferência - “Sistema usado para a comunicação de vídeo, áudio e de dados entre pessoas localizadas à distância umas das outras” , APDSI

ESPAÇOS | EDIFÍCIOS | EMPRESAS | 15 A gama de soluções de videoconferência PCS-1 da

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ESPAÇOS | EDIFÍCIOS | EMPRESAS | 15 A gama de soluções de videoconferência PCS-1 da Sony

A gama de soluções de videoconferência PCS-1 da Sony está orientada para a utilização individual em escritório

A IMPORTÂNCIA DO SOM

Os sistemas de audioconferência são actualmente uma opção para empresas e organizações que não consideram a imagem como elemento primordial nas suas relações internas e externas, e constituem, por vezes, uma solução mais acessível e de maior simplicidade de utilização. Importa, no entanto, entender que, mesmo nas sessões de videoconferência, a qualidade do áudio é requisito fundamental para uma boa comunicação (Ver caixa:

O áudio na videoconferência). Tipicamente, as sessões de audioconferência decorrem Ponto a Ponto mas também podem ser em Multiponto, recorrendo-se a sistemas de multiconferência. Os meios de transmissão normalmente utilizados vão desde as li- nhas telefónicas analógicas ou pacotes TCP/IP integra- dos em sistemas VoIP (Voice over IP) e de telefonia IP. Na história da audioconferência (que existe pratica- mente desde o surgimento das comunicações telefóni- cas), a revolução substancial deu-se nos últimos anos com a passagem para os mecanismos de processamen- to digital de arquitectura aberta que vieram permitir que se pudesse construir e desenhar um sistema à me- dida, aumentando a qualidade do áudio. Na era do culto da imagem, o áudio é por vezes negli- genciado. A este propósito falámos com Filipe Santos,

A

videoconferência é uma forma de comunicação inter-

diam para a instalação dessas soluções. Finalmente, o

mo uma alternativa útil às empresas e instituições. O

activa entre dois ou mais participantes separados fisi- camente, através da transmissão sincronizada de áu- dio, dados e vídeo em tempo real. As sessões de videoconferência podem realizar-se de

elevado preço do hardware, a falta de compatibilidade entre protocolos, a própria concorrência das comunica- ções móveis e a generalização da Internet, durante os anos 90, levaram a uma estagnação deste mercado

duas formas: Ponto a Ponto, apenas entre dois partici- pantes separados fisicamente, e Multiponto (para o que é necessário uma unidade MCU - Multipoint Confe- rence Unit), para quando existem mais do que dois par- ticipantes separados fisicamente. Comparada com os tradicionais meios de comunicação

prometedor. Apesar do relativo sucesso no segmento empresarial de topo (bancos, empresas petrolíferas, governos, etc.), ninguém se esquece da aposta aventu- reira no videotelefone, registada como um dos falhan- ços da indústria das comunicações, ainda hoje pairando sobre a própria indústria das comunicações móveis –

à

distância (como o telefone), a videoconferência pro-

que chegou a brandir a videochamada como uma das

move uma conversação mais realista e próxima entre duas (ou mais) partes, via linhas RDIS (standard H.320) ou através de pacotes TCP/IP (standard H.323 e SIP - Session Initiation Protocol). Esta é uma maneira sim- plista de caracterizar uma tecnologia que vem essen- cialmente encurtar distâncias, diminuir custos, poupar tempo, facilitar as relações corporativas e possibilitar o acesso remoto à educação (e-learning) e a outro tipo de

conteúdos formativos. As maiores vantagens para o sector empresarial são, por isso, a aceleração do processo de decisão e dimi- nuição do tempo de resposta ao mercado, ganhos de produtividade por redução de tempos de deslocação, redução de custos de deslocação (viagens, alojamento,

alimentação, etc.), rápido retorno do investimento, melhor qualidade de vida para os colaboradores da em- presa (conforto, segurança e eficiência), maior regulari- dade no contacto com equipas geograficamente disper- sas, constituir-se como uma ferramenta comprovada na

funções básicas das redes celulares 3G, alguns anos antes de surgirem os codecs de compressão suficiente- mente eficientes para redes de reduzida largura de banda. Mais de 70 anos depois do seu surgimento, a videocon- ferência começou a ganhar substância e a impor-se co-

acesso a redes de dados de banda larga e as comunica- ções de voz e vídeo sobre IP começam a tornar-se real- mente fiáveis e a permitir que as soluções de conferên- cia para empresas ganhem finalmente espaço para crescer, recuperando a confiança perdida anteriormen- te. Com soluções disponíveis para qualquer nível e seg- mento de aplicação, nomeadamente nas lojas de infor- mática e electrónica, as empresas de sistemas de redes, telecomunicações e mesmo alguns dos gigantes da electrónica de consumo aperceberam-se que este será um desafio determinante durante os próximos tempos.

formação à distância e na comunicação em larga esca-

A

somar a este movimento de fabricantes, integradores

la

para múltiplos locais e, ainda, um tema tão em voga,

e

instaladores, junta-se o entusiasmo dos beneficiados,

os ganhos ambientais por redução de produção de CO2. As soluções de videoconferência podem ser implemen- tadas em vários espaços como salas de reuniões (a op- ção mais comum), auditórios, salas de conferência, sa-

las de aula, e até em casa. Uma das últimas tendências na aplicação destes dispositivos passa pela sua insta- lação em monopostos de trabalho. Localização que traz algumas vantagens ao colaborador (que não tem que abandonar o posto e dirigir-se a uma sala específica) mas que pode conter alguns transtornos que podem fa- vorecer a desconcentração, como o ruído circundante e

o ambiente não controlado.

os potenciais utilizadores, como as grandes multinacio-

nais, investigadores, grandes grupos de empresas e professores (que assim alcançam um maior número de alunos de ensino à distância, muitas vezes formando salas de aula multinacionais).

Audioconferência - “Teleconferência na qual os participantes estão ligados através de circuitos telefónicos, permitindo o diálogo interactivo e, eventualmente, a comunicação através de fax” , APDSI

RÁPIDA EVOLUÇÃO

Como com qualquer dispositivo cuja evolução assenta sobre a inovação tecnológica é difícil tentar situar a da- ta em que começaram a surgir estas recentes ferra- mentas de comunicação. Contudo, considera-se que a videoconferência nasceu em 1930, pelas mãos da em- presa americana de telecomunicações AT&T.

A suportar a contínua evolução e crescimento deste

meio de comunicação estão as inovações nas tecnolo- gias de rede e infra-estruturas. Desde finais dos anos 80, com a introdução das primeiras redes de telecomu-

nicações de base digital, nomeadamente com a criação da norma ISDN (Integrated Services Digital Network ou RDIS), que o mundo empresarial é aliciado com a pro- messa de soluções de comunicação que visam a opti- mização do tempo e redução de custos, todavia estas aspirações esbarraram com a resistência das empresas de telecomunicações – de cuja infra-estrutura depen-

Uma sala de reuniões equipada com a nova geração de soluções HD da Sony, com
Uma sala de reuniões equipada com a nova geração
de soluções HD da Sony, com o sistema PCS-X680
ESPAÇOS | EDIFÍCIOS | EMPRESAS | 16 projectista e director técnico da empresa Audium, que

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projectista e director técnico da empresa Audium, que salienta a importância do som nas relações de comuni- cação à distância: “A comunicação mais importante é de facto a comunicação áudio. Em última análise, se estivermos no meio de uma sessão de videoconferên- cia e durante alguns momentos a imagem ficar parada isso não afecta o conteúdo. Se deixar de haver áudio, fica tudo interrompido, portanto não há dúvida nenhu- ma que o áudio é o veículo de comunicação principal”. A desvalorização da importância do áudio nas soluções de conferência pode ser explicada de diversas formas:

Porque a videoconferência parece indicar uma mera transmissão de vídeo, normalmente a imagem é a maior preocupação dos clientes. As pessoas dão de barato que o som está resolvido sem perceberem que não está. O calcanhar de Aquiles destes sistemas é o som. A imagem é agradável mas é importantíssimo ha- ver uma boa compreensão da voz”. Os maiores problemas no domínio do áudio surgem principalmente nas salas de maior formato. “Os equi- pamentos bons têm alguns mecanismos para transmi-

ponderantes para favorecer uma boa comunicação áu-

dio. “Em todos os espaços existe um significativo nível de ruído ambiente que se nota especialmente quando gravamos ou ouvimos o som à distância. Estes siste- mas tentam descobrir padrões de ruído e retiram-nos do sinal. A grande maioria das soluções que existe não contempla estas questões”, refere Filipe Santos. Uma terceira questão relacionada com a comunicação de áudio prende-se também com o ruído ou melhor com

a sua ausência. Este problema surge com os microfo-

nes equipados com botão (ligar/desligar). Se o equipa- mento não tiver esse problema equacionado quando se carrega na função de mute sucede-se um momento de silêncio total. Esta condição pode ser muito perturba- dora para quem está no local remoto que pode até con- siderar que a ligação áudio falhou. Uma das soluções passa por instalar um microfone pa- ra captar o ruído ambiente, que se activa automatica- mente quando ninguém está a falar. Outra possibilida- de é manter todos os restantes microfones activos e enviar esse som para o outro local. Esta é uma solução

GUIA PARA A CONFERÊNCIA

Não sendo fácil encontrar um manual que descreva em detalhe e ao pormenor a disposição e organização per- feita dos equipamentos e utilizadores num espaço de- dicado a conferências, a verdade é que podemos adian- tar algumas regras básicas para o bom funcionamento das sessões de comunicação que recorrem a estas so- luções tecnológicas. Acima de tudo uma situação de conferência à distância, não substituindo as tradicionais reuniões de trabalho, aulas ou outro tipo de encontros, procura assemelhar-se

a estes formatos, visando a espontaneidade do discurso

e descontracção no comportamento dos seus partici- pantes (que devem estar, como no formato clássico, igualmente bem preparados para o encontro). Deste modo, podemos afirmar que um bom sistema de video- conferência ou audioconferência deve evitar quaisquer perturbações e obstáculos à comunicação, o que não deixa de representar um desafio quando falamos de so- luções que envolvem um conjunto de dispositivos físi- cos, essenciais e acessórios como codificadores, câma- ras, microfones, comandos, ecrãs, projectores, etc. Numa situação ideal, antes da aquisição deste tipo de sistemas deverá existir um estudo prévio que dará lu- gar a um projecto que reflectirá a melhor solução para cada caso. No entanto, na realidade, este primeiro pas-

so é muitas vezes negligenciado passando-se logo pa- ra a implementação dos equipamentos, com todos os constrangimentos e problemas que esta opção pode acarretar. Outro passo, muitas vezes ignorado, é o teste dos equi- pamentos antes do início de qualquer sessão de confe- rência. Esquecendo estes dois princípios, quase sempre des- prezados, a primeira problemática a considerar quando se pensa na instalação destas soluções é a do espaço em si. Importa aferir as necessidades efectivas de cada empresa e organização para depois se poder desenhar uma solução técnica. Não são raras as vezes em que se procura uma solução de videoconferência quando o que realmente se quer ou precisa é de um sistema de videodifusão ou recepção à distância, ou seja, mera transmissão passiva de conteúdos. Quando se pretende colocar uma pessoa, ou várias, a comunicar à distância com outra, ou várias, o número potencial de participantes em cada sessão, o tipo de conteúdos a partilhar (áudio, vídeo, dados) e de que for- ma se dá a partilha (directamente no computador ou através de apresentações em dispositivo fisicamente localizado) são factores cruciais a equacionar. Em muitos casos o espaço está já determinado (por inexistência de alternativas) e, deste modo, são as ne- cessidades que têm de se adequar ao maior ou menor recinto.

A verdade é que o tamanho do espaço que vai receber

A aposta em soluções de videoconferência integradas no desktop é uma alternativa elegante para motivar
A aposta em soluções de videoconferência
integradas no desktop é uma alternativa
elegante para motivar a utilização diária
destas capacidades. Na imagem vemos
o sistema Sony PCSTL33

tir áudio com qualidade, só que esses equipamentos foram feitos para trabalhar em salas de videoconferên- cia pequenas. Quando temos salas grandes, como um auditório ou uma sala de administração, utiliza-se a mesma solução e o resultado é desastroso”. Segundo Filipe Santos, um dos principais problemas do áudio em sessões de videoconferência é o cancela- mento de eco. Como a audioconferência se utiliza nor- malmente em espaços pequenos, os mecanismos con- vencionais estão preparados para lidar com este problema. Para cancelar este efeito de eco já existem dispositivos baseados em processamento digital. “Os equipamen- tos de videoconferência normais já têm esses mecanis- mos para salas pequenas. Quando o espaço começa a ser grande, o eco da sala leva mais tempo a chegar e o algoritmo de cálculo que é exigido tem de ser muito mais potente para conseguir gerir o problema”. Os mecanismos para redução de ruído são também pre-

mais acessível, mas também mais perigosa porque se alguém estiver a falar em privado, é ouvido pelos res- tantes intervenientes.

A falta de informação no mercado português sobre as

melhores soluções para assegurar a qualidade de áu-

dio é um dos maiores problemas que o projectista refe-

re existir nesta área. “A soma de equipamentos profis-

sionais não faz um sistema profissional. Pode-se chegar a um catálogo e escolher uma série de equipa- mentos mas nunca se sabe se aquilo tudo funciona

bem e se estão lá todos os elementos necessários. Es-

o

sistema irá influenciar directamente a complexidade

te

é um problema de mentalidade. Em Portugal há mui-

da instalação. Naturalmente quanto maior a sala e o

to

poucos consultores na área de audiovisuais, o que é

número de participantes, mais exigente será a instala-

normalíssimo lá fora. Não há formação nestas áreas e

ção e integração de todos os equipamentos.

a formação que há está muito vocacionada para outras

áreas (televisão, produção de vídeo) mas não para a concepção de projecto. Muitas pessoas utilizam o ter-

mo videoconferência como bandeira, mas depois não sabem muito bem o que é que querem”.

A iluminação do espaço é também bastante relevante,

não sendo recomendada a existência de iluminação na- tural, veiculada através de janelas ou clarabóias, nem a luz directa a incidir do tecto já que pode produzir um efeito de olheiras no rosto dos participantes. O ideal é

Fotos Alexandre Baptista

F otos Alexandre Baptista ESPAÇOS | EDIFÍCIOS | EMPRESAS | 18 ter luz difusa ao lado

ESPAÇOS | EDIFÍCIOS | EMPRESAS |

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ter luz difusa ao lado dos ecrãs em tons de branco “quente” (temperatura de cor na ordem dos 3500 graus Kelvin) para se obter um ambiente mais leve. Indepen- dentemente dos projectores ou lâmpadas utilizadas, certo é que se deve evitar um ambiente demasiado es- curo, onde não se consegue identificar o rosto dos uti- lizadores. Em situações de videoconferência a correcta disposi- ção das câmaras é meio caminho andado para o suces- so da comunicação de vídeo. Dependendo das situa- ções, podem ser utilizadas apenas uma ou mais câma- ras. Ponto crucial é que a câmara que capta a imagem do emissor esteja localizada no eixo do ecrã onde se vi- sualiza a imagem da pessoa remota. Ou seja a câmara deve ficar à altura da direcção do olhar do participante, para que se crie um efeito tipo “olhos nos olhos”. No caso de uma comunicação mais pequena e intimis- ta é importante que a imagem do participante esteja correctamente dimensionada no ecrã, em tamanho pró- ximo do natural, ou seja, nem demasiado grande, nem demasiado pequena. Quando existe uma interacção com outros dispositivos é relevante ter à frente, além

da imagem do interlocutor, a imagem do que se está a apresentar (que normalmente deve ter maior formato que a imagem do participante), e, em algumas circuns- tâncias, neste caso em menores dimensões, deve po- der visualizar-se a própria imagem (para que se possa vigiar a postura). Quando passamos para o campo dos auditórios, que in- cluem à partida uma plateia, o esquema de distribuição das câmaras tende a complicar-se já que é necessário ter câmaras, correctamente distribuídas, a apontar pa- ra o olhar do público. Em todas as situações referidas é também importante que o som provenha do mesmo local de onde está a surgir a imagem. Um aspecto difícil de concretizar em salas grandes como auditórios, onde muitas vezes as pessoas se encontram espalhadas por vários locais (palco, plateia, etc.), sendo necessária alguma criativi- dade na disposição das colunas. No que diz respeito aos desafios da instalação, não são de negligenciar as condicionantes arquitecturais dos espaços que muitas vezes não facilitam a passagem de cabos e instalação de câmaras e colunas.

Quando entramos na área da interacção entre áudio e imagem surgem inúmeras possibilidades, e existem sis- temas específicos para gerir esta relação e evitar cons- trangimentos (vozes sobrepostas, silêncio absoluto, etc.), sendo certo que sobre estas soluções subjaz sempre o princípio da melhor qualidade de áudio possível. Podemos afirmar que a relação entre a imagem (o que está a ser captado) e o áudio pode seguir duas lógicas, cada uma adequada a situações específicas. Pode en- tão adquirir-se um sistema, já incorporado no próprio sistema de videoconferência, (que só algumas marcas detêm) em que o microfone está associado à câmara e tenta seguir a pessoa a intervir. Esta solução adequa- se a espaços reduzidos em que as câmaras ficam próxi- mas dos intervenientes e os seus ângulos de movimen- to são, por isso, maiores. Para situações de complexidade agravada, existem tam- bém dispositivos em que o sistema de som informa o sis- tema de vídeo da localização do microfone que está a re- ceber som e comuta a imagem automaticamente. Esta solução pode funcionar de duas maneiras. Ou existe um botão no microfone (interessante numa comunicação on-

FCCN

Projecto Estúdios

A Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN) é uma instituição

privada sem fins lucrativos que tem como principal actividade o planeamento, gestão e operação da Rede Ciência, Tecnologia e Sociedade (RCTS), uma rede de alto desempenho para as instituições com maiores requisitos de comunica- ções, constituindo-se assim uma plataforma de experimentação para aplicaçõ- es e serviços avançados de comunicações. A FCCN é também a entidade com- petente para a gestão do serviço de registo de domínios “.pt”. Uma das iniciativas em que a fundação está envolvida designa-se por “Projecto Estúdios” e “pretende motivar e divulgar a investigação de técnicas e tecnolo- gias relacionadas com a videoconferência, através da montagem de um conjun- to de Estúdios em instituições de ensino superior”, e promover a sua utilização regular em actividades como o ensino à distância, reuniões em videoconferên- cia, produção de conteúdos de vídeo, auditório – visionamento de conteúdos de alta qualidade, e experimentação nas áreas de videoconferência e videodifusão.

APOSTA MULTIMÉDIA

A IP foi conversar com Rui Ribeiro, coordenador técnico da área de Multimédia

da FCCN, que nos explicou como nasceu e se foi desenvolvendo este projecto.

A FCCN iniciou a incursão nas tecnologias de videoconferência em 1999, tendo

começado pela aquisição de alguns terminais baseados em H.323 (norma IP). Nesta altura, foram instalados equipamentos em Lisboa, Porto e Aveiro. Esta dis- tribuição foi feita acima de tudo porque a FCCN tem o conselho executivo distri-

buído pelo país que, em vez de se deslocar todas as semanas a Lisboa, começou a fazer as necessárias reuniões por videoconferência.

A rede começou a aumentar e entretanto a fundação foi fazendo algumas expe-

riências de videodifusão para divulgação de eventos internos. “Há cerca de oi- to anos chegou-se à conclusão que era preciso apostar no desenvolvimento de novos serviços avançados de rede e surge então na FCCN o grupo Multimédia que vem ganhar know-

-how na área de video- conferência, videodifusão

know- -how na área de video- conferência, videodifusão Rui Ribeiro recebeu-nos numa das salas de videoconferência

Rui Ribeiro recebeu-nos numa das salas de videoconferência nas instalações da FCCN, completamente preparada para as mais exigentes sessões

completamente preparada para as mais exigentes sessões Rui Ribeiro, coordenador da área de Multimédia da FCCN,

Rui Ribeiro, coordenador da área de Multimédia da FCCN, lamenta a pouca utilização dos sistemas de videoconferência nas universidades

e tudo o que sejam comunicações de alto débito na perspectiva aplicacional”, explica Rui Ribeiro. Entre 2001 e 2002, foram adquiridos mais conjuntos de equipamento e surgiu na altura a ideia de se fazerem empréstimos do material dentro da rede RCTS. “Qualquer pessoa, professor ou instituição pode ligar-nos a dizer que precisa de equipamento de videoconferência durante quinze dias, por exemplo. Nós mete- mos o equipamento em caixas, enviamos com instruções de montagem, damos apoio técnico telefónico, e basicamente eles só têm que ter uma televisão ou um projector. Eles montam, usam e depois devolvem”. Em 2004, chegou-se à conclusão “que valia a pena construir uma rede de equi- pamentos de videoconferência um bocadinho mais estável” e daí nasce o con- ceito do Projecto Estúdios, cujo objectivo inicial era montar, a nível nacional, seis salas de videoconferência nas instituições de ensino superior agregadas à rede. Estas salas recebem um bastidor, dois ecrãs, dois projectores e um siste- ma de som surround 5.1. A segunda edição do Projecto Estúdios teve lugar já es-

A câmara principal de captação de imagem na sala da FCCN e a segunda câmara que pode servir de apoio a apresentações, por exemplo

de captação de imagem na sala da FCCN e a segunda câmara que pode servir de

s

de captação de imagem na sala da FCCN e a segunda câmara que pode servir de

de há muitos intervenientes como forma de disciplinar a palavra, e pouco interessante quando os participantes são poucos e se quer uma comunicação fluente, porque representa um obstáculo) e quando a pessoa o carrega dá uma informação que é transmitida ao sistema da câ- mara e ela dirige-se àquele preset (ou seja, para o local onde foi programado que aquele microfone estaria), ou o próprio sistema executa misturas automáticas, ou seja o sistema detecta onde é que está o som mais alto (e aqui convém programar o sistema para que só permita um mi- crofone aberto de cada vez, porque senão a câmara não sabe para onde é que se dirige). Neste caso, o processa- dor de áudio dá um comando de computador ao sistema de controlo das câmaras e este sistema diz à câmara pa- ra se mudar para aquela posição. Um factor, talvez menosprezado, mas também relevan- te, nomeadamente em sessões de videoconferência, é efectivamente a cor e padrão do vestuário dos partici- pantes. Sendo que os especialistas recomendam cores neutras e um padrão liso (as riscas, por exemplo, obri- gam a uma compensação na imagem o que pode preju- dicar a qualidade de vídeo).

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qualidade de vídeo). ESPAÇOS | EDIFÍCIOS | EMPRESAS | 19 Telepresença - “Conjunto de tecnologias que

Telepresença - “Conjunto de tecnologias que permitem que uma pessoa se sinta como se estivesse presente, dê a aparência de que está presente, ou cause esse efeito, num local diferente daquele em que realmente está” , Wikipedia

O lado estético, associado ao mobiliário e outros aces- sórios, é cada vez mais um imperativo nas salas de con- ferências (assim como já o seria nas salas de reunião). Mesas, cadeiras, plantas, candeeiros, quadros e até a cor das paredes (assim como o design dos próprios dis- positivos de conferência que devem ser mascarados e quase imperceptíveis) são pormenores que não ficam por conta do acaso. Inclusivamente, muitas empresas optam por dotar as diversas filiais (que representam o outro ponto de comunicação) com o mesmo equipa- mento e decoração, tentando disfarçar a relação de distância física, criando um ambiente de reunião mais próximo, intimista, transparente, imersivo, enfim que favorece e promove uma proximidade artificial. Aqui entramos então no domínio da mais recente ino-

vação tecnológica na área das comunicações à distân- cia: a Telepresença.

O FASCÍNIO DA TELEPRESENÇA

A telepresença (diferente de teleconferência - termo

usado para designar genericamente as soluções de conferência através de meios de telecomunicações) re- presenta a última tendência na área das soluções de

conferência e caracteriza-se pelo recurso a um conjun-

to de sistemas para a criação de uma sessão de video-

conferência onde os aspectos relativos à homogenei- dade dos espaços remotos (em comunicação) são levados ao extremo por forma a potenciar-se uma sen- sação de presença física (face a face) entre os partici- pantes.

Em pormenor, o microfone e painel táctil de controlo do sistema de videoconferência da sala

Em pormenor, o microfone e painel táctil de controlo do sistema de videoconferência da sala de conferências da FCCN

te ano com a aquisição de mais de-

zoito conjuntos de equipamento. Rui Ribeiro chama a estes espaços “salas em metamorfose” já que os

equipamentos executam mais ope- rações do que apenas videoconfe- rência sendo que o processador normal pode transformar-se, em

cinco minutos, de uma plataforma

de desenvolvimento para uma plata-

forma de produção.

A boa localização das salas equi-

padas no complexo universitário e

a escolha do departamento mais

adequado para as dirigir foram os maiores desafios para a instalação destes equipamentos. “Apontámos para uma sala que atingisse 4 a 8 pessoas. Para mim, uma situação de videoconferência perfeita ocorre entre 2 e 4 pessoas. Numa situação de universi- dade isso não acontece, por isso, arranjámos salas multifuncionais que suportam vários tipos de distribuição de pessoas. Não se justifica fazer um grande investi- mento em videoconferência para uma sala tipo auditório quando a utilização em número de pessoas é reduzida. Um professor que tem que se deslocar ao auditó- rio para uma sessão de videoconferência fica incomodado num local tão grande”. Todos os equipamentos adquiridos para o programa Estúdios “estão preparados para suportar RDIS e IP” e incluem o protocolo H.323 e o SIP. “Mesmo os equi- pamentos que adquirimos em 2004 foram upgraded para suportar SIP. Toda a re- de do VoIP@RCTS (projecto da FCCN que tem como objectivo dotar as institui- ções de ensino superior público com ligação à RCTS das infra-estruturas necessárias ao transporte do tráfego de voz dentro desta rede e num ambiente convergente, integrado e seguro) é toda em SIP. Todos os grandes operadores de referência a nível internacional usam SIP. Este é um protocolo que veio para ficar do ponto de vista das comunicações em tempo real”, refere Rui Ribeiro.

REDES PRECISAM-SE!

Rui Ribeiro lamenta que em Portugal a utilização dos sistemas de videoconfe- rência nas universidades ainda seja reduzida. “Uma coisa é ter os instrumentos, outra completamente diferente é efectivamente utilizá-los”. “As métricas que temos dos nossos parceiros a nível internacional dizem que

temos dos nossos parceiros a nível internacional dizem que Rui Ribeiro refere que o Reino Unido

Rui Ribeiro refere que o Reino Unido “é sem dúvida

o país mais avançado na área de videoconferência

uma sala está em pleno uso quando está ocupa- da 80% do tempo (sema- nal). Em Portugal, as sa- las estão operacionais e nós temos um sistema de agendamento que nos indica se estão a ser usadas e infelizmente estamos mui- to abaixo da média. As universidades nos Estados Unidos têm 80% de uso por sala. É brutal! Eles fazem 300 sessões por semana, têm departamentos só de vi-

deoconferência, nós por cá temos divisões de informática”. Podem existir vários motivos que justifiquem a não utilização dos sistemas no

ambiente académico. Não saber que se detém o equipamento ou não saber pa- ra quem ligar, podem ser dois deles.

A primeira dificuldade é a inexistência de redes pessoais e interpessoais. Ima- ginemos um professor universitário de Sociologia que tem uma rede profissio- nal, vai a colóquios e a seminários mas nestes encontros nem se lembra de per- guntar se os colegas têm equipamento de videoconferência. Isto porque, do meu ponto de vista, eles têm redes sociais fracas (reúnem-se uma vez por ano, têm dificuldade em telefonar, etc.)”. Todavia, existem já aplicações onde os participantes se podem encontrar e in- clusivamente partilhar conteúdos. Criam-se salas virtuais que funcionam um pouco como uma “chat room”, com uma dimensão mais abrangente ao nível das possibilidades de interacção. Depois de aderir a esta aplicação é possível saber quem também já a adoptou. “Neste momento, todas as instituições de ensino em Portugal têm sistemas de videoconferência disponíveis e demos até a indicação para que se A não con- seguir usar o sistema pode juntar-se a B. A rede já existe nós temos mais de 70 locais referenciados que podem usar a videoconferência. O problema – para quem é que vou ligar? – não devia existir”, considera o coordenador. Ao nível da educação, Rui Ribeiro refere que o Reino Unido “é sem dúvida o país mais avançado na área de videoconferência. Eles têm sistemas de video- conferência na escola primária nas suas ilhas para que, por exemplo, as crian- ças possam fazer audições para o conservatório. Os holandeses também estão muito avançados. Neste caso também por questões orçamentais. Por exemplo, a NREN (National Research and Education Network) da Holanda é financiada directamente pela Rainha. Eles têm menos área e mais orçamento que Portugal. Isto é uma questão de postura, eles reconhecem que dentro da sociedade, a in- formação é muito importante e, portanto, fazem um esforço”.

ESPAÇOS | EDIFÍCIOS | EMPRESAS | 20 A mais recente gama da série Revoluto da

ESPAÇOS | EDIFÍCIOS | EMPRESAS |

ESPAÇOS | EDIFÍCIOS | EMPRESAS | 20 A mais recente gama da série Revoluto da Beyerdynamic

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ESPAÇOS | EDIFÍCIOS | EMPRESAS | 20 A mais recente gama da série Revoluto da Beyerdynamic

A mais recente gama da série Revoluto da Beyerdynamic integrada

em soluções de mobiliário técnico desenhadas pela Rosenthal promove

o lado estético das salas de reunião e possibilita que o microfone possa ser ocultado a qualquer momento

Este recente fenómeno (optimizado pelo aparecimento de soluções de vídeo de alta definição) em que o sector da videoconferência aposta actualmente é um bom exemplo de uma nova convergência, com empresas co- mo a Cisco e a Tandberg a concorrer com a Sony, Poly- com, Radvision, Lifesize, entre outras, e centenas de em- presas integradoras de serviços de telecomunicações a oferecer este mesmo conceito às empresas pioneiras. Sem dúvida apelativa, a implementação de uma solução de telepresença tem várias problemáticas associadas. Desde logo a questão da compatibilidade. Ou seja, para se atingir em pleno todas as vantagens desta solução é necessário que todos os ambientes (locais remotos) pos- suam o mesmo equipamento (neste caso, as mesmas marcas), a mesma disposição e o mesmo ambiente. ainda quem considere que num ambiente de video- conferência é necessário que as pessoas estejam cons- cientes que estão a comunicar à distância via dispositi- vos tecnológicos isto para que não se esqueçam da melhor postura a adoptar face aos mecanismos. Por oposição, um ambiente imersivo “força” o participante a esquecer-se da condição de ausência física e pode le-

vá-lo a negligenciar o melhor comportamento face às câmaras.

MERCADO MILIONÁRIO

Independentemente dos inconvenientes que a telepre- sença possa ainda apresentar (certamente, por pouco tempo) a verdade é que esta solução reforçou a sua posi- ção na oferta de produtos e serviços de comunicações vi- suais nos últimos dois anos. Esta é a conclusão de um es- tudo da Frost & Sullivan, divulgado em Setembro último. A pesquisa realizada no âmbito do programa Mercado Global da Telepresença revela que o segmento da tele- presença gerou receitas de 165.3 milhões de dólares em 2007 e estima que se atinjam os 1.44 mil milhões de dólares em 2013. “Embora a telepresença exista há algum tempo, ela causou um maior impacto apenas nos últimos dois anos. A telepresença despertou os executivos para o massivo potencial das comunicações visuais oferecen- do resposta a muitas questões chave que as organiza- ções enfrentam actualmente”, afirma Dominic Dodd, analista principal da Frost & Sullivan.

Em nota da consultora pode ler-se que empresas espe- cializadas, como a Teliris, têm criado, desde 2001, um ni- cho de mercado no espectro das comunicações visuais oferecendo salas de telepresença e disponibilizando ser- viços numa base global. No entanto, foi apenas quando a Cisco e a HP se estrearam no mercado, em 2006, que a telepresença chegou às grandes correntes comerciais, com muitas empresas a reconhecerem na solução uma alternativa efectiva às viagens de negócios. “Perante os crescentes custos associados às viagens e as exigências dos accionistas para a redução do impac- to ambiental nas suas operações de negócios, as orga- nizações começam agora a considerar as soluções de telepresença e videoconferência como viáveis e com boa relação qualidade preço”, assinala Dominic Dodd. No entanto, a telepresença é ainda uma solução com- plexa, consistindo em sistemas tecnológicos críticos e componentes de serviço, que requer que os vendedores trabalhem ao lado dos fornecedores de serviços de re- de e integradores de sistemas de forma a disponibiliza- rem solidez na oferta. Enquanto um número de fabricantes oferece aos clien- tes uma solução única e isolada outros criam alianças chave para criar uma solução completa e global. A ca- pacidade de crescimento do mercado da telepresença depende, portanto, da qualidade destas parcerias e da consistência com que as soluções são disponibilizadas, considera a consultora. Embora a telepresença tenha estabelecido, com suces- so, a reputação de oferecer uma experiência de utiliza- dor de elevada qualidade e produtividade, existe de facto o risco de que o excesso de uso ou possível des- uso da “marca” telepresença leve à sua desvalorização, alerta a Frost & Sullivan. “A telepresença faz agora definitivamente parte do portfolio das comunicações visuais, com um crescente número de clientes prontos a testemunhar a capacida- de da solução para resolver um conjunto questões cha- ve relativas às comunicações organizacionais, enquan- to continuam a ter um bom retorno no investimento. Os fabricantes e fornecedores de serviços a operar neste

Mega conferência 2008

Videoconferência ao limite

A Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN) organiza a 8 de Ou-

tubro, pela primeira vez, uma mega conferência designada por “Videoconferên-

cia ao limite”. O evento é dirigido a todas as instituições da comunidade RCTS (a rede de investigação e ensino nacional - National Research and Education Net- work), que disponham de equipamentos de videoconferência, e que preencham os requisitos desenhados nos procedimentos, explícitos no site da FCCN, sendo que as inscrições decorreram durante o mês de Setembro.

A sessão de videoconferência, que terá início às 14h00 e durará cerca de três

horas, irá incluir algumas intervenções pré-definidas, e um período de roll call, onde cada participante poderá dar-se a conhecer. A um moderador designado caberá o papel de conduzir as respectivas participações.

A videodifusão do evento será efectuada a partir do url:

http://wms.fccn.pt/megaconferencia Um dos responsáveis por esta iniciativa, Rui Ribeiro, coordenador técnico da área de Multimédia da FCCN, explica que este evento já se realiza há 10 anos nos Estados Unidos e que Portugal chegou inclusivamente a ficar em terceiro lu- gar, em número de participantes numa dessas edições. Motivada pelo sucesso das Mega Conferências norte americanas e depois de ter distribuído os equipamentos de videoconferência pelas universidades portu-

equipamentos de videoconferência pelas universidades portu- guesas, a FCCN decidiu promover esta iniciativa incentivando

guesas, a FCCN decidiu promover esta iniciativa incentivando a utilização dos respectivos dispositivos. Segundo conta Rui Ribeiro, durante a sessão, “o objectivo não é fazer uma descri- ção técnica sobre a videoconferência mas sim que as pessoas expliquem como é que a usam de forma eficaz, enfim, que partilhem as suas experiências pessoais”.

ESPAÇOS | EDIFÍCIOS | EMPRESAS | 22 segmento de mercado terão que ficar atentos aos

ESPAÇOS | EDIFÍCIOS | EMPRESAS |

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segmento de mercado terão que ficar atentos aos valo- res que os clientes associam à telepresença, e garantir que estes não se diluam causando impacto nas vanta- gens que esta solução inovadora pode oferecer”, finali- za o analista.

SOLUÇÕES COMPLEMENTARES

Além do vídeo e da voz, existem outros conteúdos que podem ser partilhados durante uma sessão de comunica- ção por videoconferência e que a complementam au-

mentando o seu nível de produtividade. Além do recurso

ao sempre útil e-mail, existem outras aplicações colabo- rativas que disponibilizam facilidades como a possibili- dade de os utilizadores (à distância) poderem trabalhar em conjunto sobre o mesmo documento (em vários for- matos), a partilha de desktop e a assistência na condu- ção de apresentações, aulas e formação online.

O whiteboarding, que podemos designar como o acesso

a um conjunto de quadros interactivos electrónicos ou

físicos, complementa os sistemas de videoconferência e

reforça a noção de interactividade e trabalho conjunto. Maioritariamente utilizados no sector da formação e educação, estes quadros permitem dois tipos de utiliza- ção. Os dispositivos fisicamente localizados (típicos quadros brancos) auxiliam as apresentações de traba- lhos, estudos e projectos visto que podem possuir liga- ção directa a um computador que processa a informação que o utilizador escreve ou disponibiliza nas telas e po- dem também exibir conteúdos multimédia. Estes qua- dros já permitem mais do que uma utilização em simul-

O áudio na videoconferência

“Se mau som fosse fatal, o áudio seria a principal causa de morte” *

Por Filipe Andrade Santos, projectista e director técnico da Audium

Este é o título do último livro de Don e Carolyn Davis, mundialmente conhecidos pelas suas publicações sobre áudio, aludindo ao facto de serem banais os siste- mas sonoros de má qualidade. Lembrei-me desta frase a propósito do mau som que em geral está associado às sessões de videoconferência. Esta questão tem sido negligenciada na fase de compra ou concepção dos sis-

temas, já que a componente vídeo é muito mais apelativa e relativamente ao áu- dio existe uma ignorância generalizada. Depois, em utilização, vive-se resigna- do à má qualidade do áudio, atribuindo responsabilidade ao equipamento dos participantes remotos e não percebendo que, muitas vezes, se está também a enviar áudio de fraca qualidade. Em videoconferência a imagem parece ser a principal preocupação, dando-se grande ênfase aos protocolos, às taxas de transferência e actualização da ima- gem, e à sua resolução, ganhando hoje relevância o tema da alta definição. Já o áudio parece ser assunto secundário admitindo-se que existindo vários mi- crofones, mecanismo de cancelamento de eco (seja lá o que isso for exacta- mente) e transmissão em banda larga, tudo estará resolvido. Impera a ideia de que “uma imagem vale por mil palavras”. Mas, caros leitores, uma imagem po- de ser mais elucidativa acerca da beleza ou da expressão facial do vosso inter- locutor, mas não serve efectivamente para transmitir ideias. Senão, em vez des-

te razoado que aqui vos escrevo limitar-me-ia a expor a minha fotografia. Será

que ficaria tudo dito? Não creio, a comunicação humana baseia-se na lingua- gem falada ou escrita, e como em videoconferência não existem legendas, é legítimo concluir que o veículo essencial de comunicação é de facto o áudio. Confirmando esta argumentação, veja-se que existem sistemas de audioconfe- rência sem vídeo, mas que um sistema de videoconferência sem áudio não teria qualquer utilidade. Assim, tentarei contribuir no esclarecimento destas matérias, caracteri- zando brevemente alguns dos problemas que envolvem o áudio na video- conferência. Quando dois intervenientes estabelecem comunicação bidireccional, como acontece em videoconferência, a voz do participante local é captada no micro-

fone, transmitida e difundida junto do participante remoto. Esta por sua vez é captada pelo microfone do remoto e retransmitida novamente ao participante local, onde chega com algum atraso devido ao tempo de transmissão. Este fenó- meno de eco é recíproco e bastante perturbador porque os participantes se ou- vem repetidos dificultando-lhes uma expressão fluente. Para obviar este problema foram desenvolvidos processamentos digitais com algoritmos complexos que, comparando com o sinal difundido nos altifalantes, identificam o sinal reintroduzido no microfone e subtraem-no afim de não o re- enviarem novamente.

A estrutura do sinal reintroduzido no microfone depende das características e

posicionamento dos altifalantes e microfones, mas também da envolvente acús- tica da sala, pois além da transmissão sonora directa existem inúmeras refle- xões que conduzem o sinal do altifalante ao microfone, com diferentes tempos, intensidades e tonalidades. Assim, o sistema de cancelamento de eco vai fazen- do um processo de aprendizagem e sistematicamente tenta remover as diferen- tes componentes que lhe chegam do altifalante. Este processo pode demorar al- guns segundos mas depois ficará estabilizado, se entretanto não houver

alterações nas condições de inter- acção entre o altifalante e o micro- fone. Note-se, por isso, que ligar e desligar microfones ou movimentá- los obrigará a um novo ciclo de aprendizagem. Para diminuir o es- forço de cálculo, salvo raras ex- cepções, estes mecanismos de processamento limitam a banda de áudio afectando a qualidade de som, ainda que a transmissão pos- sua uma banda larga. Compreen- de-se que a eficácia deste disposi- tivo depende muito da capacidade de processamento e da qualidade do algoritmo e está directamente relacionada com a dimensão do es- paço envolvente, na medida em que em espaços maiores o tempo e complexidade das reflexões sono-

ras aumentam exponencialmente e o esforço computacional necessário é muito maior. Logo, para espaços grandes, envolvendo mais de seis intervenientes, é necessária uma solução mais muscu- lada e complexa do que a habitualmente integrada nos equipamentos (Codecs) de videoconferência. Essa incorpora, tipicamente, potentes processadores de áudio digitais (DSP) com actuação independente por cada microfone. Outra clarificação pertinente é que o fenómeno de eco e os respectivos mecanis- mos de cancelamento, nada têm a ver com a perda de inteligibilidade causada pela reverberação da sala, por vezes erradamente designada por eco. A reverbe- ração da sala também afecta a reprodução sonora diminuindo a clareza da voz, mas a sua acção mais nociva incide na captação. Quando um orador fala a sua voz é propagada directamente ao microfone juntamente com uma sucessão de reflexões produzidas na sala, que por serem múltiplas constituem uma energia

sonora difusa, que designamos por reverberação, e que mascara a articulação da voz afectando a sua inteligibilidade. Acresce ainda o ruído de fundo existente na sala, normalmente proveniente de aparelhos de climatização que, embora pa- reça pouco significativo, é evidente nas captações sonoras. Dependendo das ca- racterísticas direccionais do microfone e da distância ao orador, o “mascara- mento” da voz pela reverberação e pelo ruído pode-se tornar fortemente nocivo.

A utilização de mais microfones permite maior aproximação a vários oradores

para melhorar a captação, no entanto vários microfones abertos simultaneamen-

te captam mais ruído e reverberação relativamente à voz. Embora comum, a so-

lução não passa por consolas de conferências com comutação dos microfones pois nestes sistemas o sinal das diversas consolas é misturado e o dispositivo de cancelamento de eco tem de iniciar novo ciclo de aprendizagem cada vez que se comuta um microfone. Por outro lado, quando os microfones estão desligados o silêncio total é muito desconfortável ao participante remoto. A solução passa por utilizar processadores com o referido cancelamento de eco por microfone, com dispositivos de redução de ruído que identificam sons repetitivos e cadenciados e os retiram do sinal e que incorporam mecanismos de mistura automática abrin- do somente o microfone do orador activo. Outros aspectos também relevantes não puderam ser referidos no espaço e âm- bito deste artigo, no entanto deixo como corolário que os sistemas de videocon- ferência, para serem verdadeiramente eficazes, devem ser concebidos e inte- grados por especialistas, e não se reduzem obviamente a uma simples selecção de equipamentos.

* Título original: “If bad sound were fatal, audio would be the leading cause of death”

were fatal, audio would be the leading cause of death” Filipe Andrade Santos, projectista e director

Filipe Andrade Santos, projectista e director técnico da Audium

ESPAÇOS | EDIFÍCIOS | EMPRESAS | 24 Soluções de conferência Mercado em alta… e sempre

ESPAÇOS | EDIFÍCIOS | EMPRESAS |

24

Soluções de conferência

Mercado em alta… e sempre a crescer

São vários os estudos que revelam o crescimento do mercado das comunica- ções integradas e apostam numa tendência crescente, motivada pelo teletra- balho, ensino à distância e respectivos factores inerentes, como a redução de custos e poupança de tempo. Destacamos a recente pesquisa realizada pela consultora norte-americana

Wainhouse Research, sob a solicitação da Seal Telecom, empresa brasileira es- pecializada na implantação e distribuição de equipamentos de áudio e video- conferência, que revela que o mercado terá um ritmo de crescimento constante

sempre na casa dos dois dígitos – nos próximos cinco anos.

Esta análise observou todas as etapas do mercado de equipamentos para video- conferência, como sistemas de telepresença, aplicações para salas de confe- rências e demais soluções voltadas para os utilizadores finais. Segundo os prognósticos levantados pela pesquisa, o mercado para os utilizadores finais, de forma geral, deverá crescer de 1,3 mil milhões de dólares – valor apurado em 2007 – para cerca de 4,9 mil milhões de dólares, em 2013. Especificamente para o sector da telepresença, os estudos apontam estimati- vas de que a taxa composta de crescimento anual seja superior a 21%, com pre- visões de que as receitas dos sistemas corporativos deste mercado aumentem, no mínimo, 18% nos próximos cinco anos. Alexandre Novakoski, gestor de canais da Seal Telecom, ressalta que o panora- ma promissor para a indústria de videoconferência é já uma realidade e lembra que a consultora Gartner anunciou que, até 2015, a chamada Geração Y – forma- da por jovens até 29 anos – “realizará mais de 80% do trabalho de forma remo- ta, invertendo a proporção actual que existe do trabalho presencial em relação ao trabalho à distância”.

PORTUGAL À FRENTE EM PRODUTOS INTERACTIVOS

O sector da educação leva definitivamente a dianteira na área das soluções de

conferência, nomeadamente no segmento da videoconferência com recurso a whiteboarding. Inclusivamente, este é o sector responsável pelo aumento ex- plosivo da utilização de quadros interactivos, segundo um recente estudo da Fu-

turesource Consulting que incidiu sobre o mercado do whiteboard. Este relatório revela que, durante 2008, serão instalados cerca de 600 000 qua- dros interactivos no mundo inteiro, o que se traduzirá num investimento acima dos mil milhões de dólares.

A Futuresource prevê também que, em 2012, uma em cada seis salas de aula es-

tará equipada com equipamentos de whiteboard, “dispositivos que se ligam a computadores e projectores e criam grandes ecrãs sensíveis ao toque que inte-

gram AV, gráficos e texto na estrutura da aula, melhorando a aprendizagem

e texto na estrutura da aula, melhorando a aprendizagem O gráfico mostra a p rojecção da

O gráfico

mostra a

projecção da

Futuresource

Consulting

sobre

o crescimento

do mercado

de quadros

interactivos

através da ilustração objectiva e efectiva de novos conceitos, aumentando a motivação dos alunos e ajudando o fluxo das aulas”.

A empresa, que acompanha o mercado dos quadros interactivos há sete anos,

revela que no último quadrimestre se atingiram números de venda recorde, re- gistando-se uma subida de 40% face a 2007 e adianta que os Estados Unidos li- deram a tabela em termos de volume de vendas nos últimos três meses, com um número quatro vezes superior ao segundo classificado, o Reino Unido. A pesqui- sa da empresa britânica refere ainda que em conjunto, estes dois mercados, so- mados ao do México, representam mais de 70 % das instalações de quadros interactivos no mundo inteiro. Por oposição, o continente asiático continua com um “enorme potencial” por satisfazer, sendo que se estima para a zona um crescimento do sector de mais de 150% em 2008, com a maioria das instalações na China e na Índia.

O estudo da Futuresource abrangeu 66 países onde se calcula existirem mais de

37 milhões de salas de aula, o que, indica a consultora, representa um enorme potencial de mercado para as empresas que operam neste sector. Portugal faz parte deste grupo de mercados promissores e, de acordo com Co- lin Messenger, Consultor Sénior da Futuresource, “é um dos países com o cres- cimento mais acelerado na adopção de produtos interactivos na Europa”, tendo registado um aumento de 78% este ano, muito devido a instalações de whitebo- ards em salas de aula. “Em Portugal existem mais de 70 000 salas de aula. No final de 2007, 7% destas salas tinham um quadro interactivo e prevê-se que este número salte para 43% por volta de 2011”, refere Colin Messenger indicando que a adopção das solu- ções de whiteboard também se estende para lá da educação: “Fora do merca- do da educação, assistimos, por toda a Europa, ao crescimento deste segmen- to em ambientes corporativos e sectores públicos clássicos, como os departamentos da polícia e bombeiros, que precisam de uma estrutura de brie- fing e treino similar a uma escola”.

Fontes: Futuresource; Seal Telecom

tâneo estando preparados para distinguir as interven-

ções de cada participante (mediante dispositivos insta- lados na tela que reconhecem a “caneta” utilizada).

O whiteboard electrónico funciona como um quadro

branco virtual onde podem ser depositados vários tipos

de conteúdos passíveis de serem alterados por quem

acede a esse espaço, em tempo real, e em simultâneo com outros utilizadores. Para que o desempenho dos sistemas de conferência e respectivos complementos e acessórios seja bem suce- dido eles devem ser correctamente dispostos nos espa-

ços apropriados, e daí emerge o conceito de Salas Multimédia. A simplicidade de utilização, gestão, con- trolo e manutenção deverá ser o ponto em comum en-

tre todas estas tecnologias.

Pedro Serras, director da empresa com o mesmo nome que actua na área dos sistemas de áudio e vídeo, con-

sidera que “as exigências actuais do mercado, sob o ponto de vista da comunicação empresarial, insistem na existência de espaços dotados de meios audiovi- suais com possibilidade de comunicação local e comu-

nicação à distância através de sistemas de vídeo e áu- dio nos quais possam ser recebidas e transmitidas as imagens dos participantes bem como os conteúdos”. Neste sentido, Pedro Serras alerta que “estes espaços deverão ter uma característica comum atendendo ao mercado a que se destinam (médias e grandes empresas que não dispõem de pessoal especializado em meios au- diovisuais), neste caso, a simplicidade de operação”. Esta facilidade de operação é conseguida “através da utilização de um sistema de controlo centralizado cujo interface com o utilizador é um painel táctil. O softwa- re do sistema permite o controlo de todo o sistema de uma forma integrada na qual o utilizador selecciona uma determinada função que pretende ver desempe- nhada pelo sistema e o controlador terá como objecti- vo executá-la”, explica o responsável. Estes sistemas multimédia quando estão interligados com outros sistemas, são considerados como uma ex- tensão dos primeiros e portanto todos os conteúdos multimédia originados num dos locais deverão ser transmitidos para o outro.

A possibilidade de transmissão em simultâneo da imagem do orador e do conteúdo da apresentação (imagem de PC) é possível recorrendo ao standard ITU H239 que define o standard de transmissão através de videoconferência de dois canais de vídeo utilizando o protocolo de compressão H263, em que um dos canais transmite uma imagem de vídeo até 30 frames por se- gundo com resolução CIF e o outro canal transmite uma imagem com resolução máxima de 1024x768 e um nú- mero de frames máximo variável com a largura dispo- nível”, refere Pedro Serras.

INSTALADORES:

PERSPECTIVAS DO MERCADO

Havendo procura, a oferta não tarda a aumentar. Multi- nacionais como a Cisco ou Sony não perderam o com- boio e rapidamente se aperceberam do potencial do mercado das comunicações através de vídeo ou áudio. Atrás deste movimento, integradores e instaladores se- guem a marcha munindo-se de soluções para todos os gostos e funcionalidades.

ESPAÇOS | EDIFÍCIOS | EMPRESAS |

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ESPAÇOS | EDIFÍCIOS | EMPRESAS | 25 Rui Ribeiro, coordenador técnico da área de Multimédia da
Rui Ribeiro, coordenador técnico da área de Multimédia da FCCN, considera que o sector da
Rui Ribeiro, coordenador técnico
da área de Multimédia da FCCN,
considera que o sector da educação
está mais avançado
tecnologicamente em soluções
de conferência do que as empresas
res/telas, duas câmaras, matriz para
Gestão de Conteúdos, sistema de
som e microfones wireless).
Destaca-se também a colaboração
com os CTT, onde a DPW-IT instalou
uma rede de 12 sistemas de grupo
em multiponto localizados nos prin-
Foto Alexandre Baptista

Entre as várias empresas que consultámos é unânime a opinião de que as soluções de conferência são hoje transversais a múltiplos segmentos como Bancos (co- municação entre as agências e a sede ou clientes em- presariais), Tribunais (interrogatórios à distância), Esco- las (aulas interactivas de um ponto para n salas ou formandos), Hospitais (intervenções cirúrgicas com apoio remoto ou para formação e treino), Empresas (multinacionais ou organizações com diversas delega- ções), Governo (comunicação entre os vários organis- mos do Governo, Embaixadas e Governos de outros países), Call Centers, etc. Entre estes, o sector da educação e formação lidera no recurso a instrumentos de comunicação à distância, e está, aliás, mais à frente do ponto de vista tecnológico, isto “porque as empresas continuam a basear-se em RDIS muitas vezes por motivos de segurança”, adianta Rui Ribeiro, coordenador técnico da área de Multimédia da Fundação para a Computação Científica Nacional, dando alguns exemplos: “Fizemos comunicações com a União Europeia e foi-nos dito que tinha de ser por RDIS porque o IP não é seguro. Sempre que queremos comu- nicar com empresas acontece o mesmo. Se pensarmos que 100% das instituições do Ensino Superior em Por- tugal têm sistemas de videoconferência é claro que se está muito à frente das empresas”. No entanto, o esforço para dotar as empresas com sis- temas tecnologicamente mais avançados e inovadores existe e é confirmado por vários instaladores que recor- rem a diversas marcas para tentar oferecer melhor so- lução que a concorrência.

INSTALAÇÕES DE REFERÊNCIA

Considerada uma das maiores empresas a actuar em Portugal na área das soluções de conferência, a DPW IT Consulting assume-se como especialista em videocon- ferência e como o fornecedor com mais sistemas insta- lados no país. A empresa é aliás Gold Certified Partner e Centro de Competência da Polycom para as áreas de vídeo, áudio e network. Efectivamente, o elevado número de instalações exem- plares da DPW IT fala por si e mostra o quão abrangente pode ser a aplicação destes sistemas. Entre os maiores clientes da empresa, contam-se o Banco Espírito Santo, a Sonaecom, a Critical Software, a REN (onde instalou uma rede de sistemas de grupo HD e pessoais, a nível nacio- nal, envolvendo cerca de 25 pontos), e a Universidade de Coimbra – Pólo II – (onde equipou uma Sala integrada pa- ra Educação à Distância com sistema HD, vários projecto-

cipais pontos de distribuição do correio a nível nacional,

já que os CTT executam várias sessões diárias em multi-

conferência para análise e troca de dados do volume de

distribuição e resolução de problemas na mesma.

Gonçalo Leite, consulting services manager da DPW IT salienta ainda o trabalho que os juntou à Direcção Ge- ral de Saúde: “A Direcção Geral da Saúde, a propósito das Ondas de calor tinha a necessidade de reunir todos os dias de manhã com o Instituto de Meteorologia e com a Protecção Civil para decidir os graus de alerta a aplicar pelo território e consequente divulgação à co- municação social. Apesar das sedes das instituições serem todas na Grande Lisboa (Carnaxide, Alameda e Aeroporto), as dificuldades colocadas pelo trânsito, es- tacionamentos e sobretudo a perda de tempo produtivo levou à colocação de sistemas de videoconferência nos três locais resultando em ganhos substanciais de tem- po, eficácia e sem necessidade de deslocação física dos locais habituais de trabalho”.

O responsável sublinha a importância da existência de

uma prévia fase de consultadoria, onde se faz a vistoria de instalações e verificação das condições de comunicação e segurança, para evitar maiores dificuldades no terreno.

Nesta fase há que atender aos standards definidos pelo ITU-CCITT que regulam as telecomunicações a nível mundial e que os fabricantes seguem para garantir a compatibilidade entre todos os sistemas. “É fundamen- tal a verificação destas condições para que se possa ti- rar partido de todas as funcionalidades de que os siste- mas dispõem, nomeadamente a excelência da qualidade do som (bastante superior à qualidade telefónica e fun- damental em conversação de (s) grupo (s)), bem como a garantia de compatibilidade, quer com as fontes de con- teúdos (tipicamente DVD’s e laptop’s com apresentações Powerpoint), quer com a capacidade de recepção dos mesmos nos sistemas remotos”, refere o director. Outros aspectos a ter em conta são “a verificação de condições de iluminação, acústica, cores e mobiliário do espaço, os dispositivos audiovisuais existentes e uma análise dos meios de comunicação, pese embora os sis- temas se adaptarem facilmente às condições da sala não sendo normalmente necessária qualquer alteração”. Entre o antes e o depois, Gonçalo Leite descreve quais os problemas que a DPW IT enfrenta no local e revela quais principais procedimentos a ter em conta. “As dificuldades técnicas que encontramos são, por ve- zes, o difícil acesso aos meios de comunicação, algu- mas dificuldades em alterações de políticas de firewall (quando aplicável) e algumas passagens de cabos. No- vamente é de referir a importância da consultadoria prévia à instalação de forma evitar contratempos na instalação e execução do projecto. Numa fase poste- rior à instalação, é de extrema importância a formação prática dos utilizadores para que o uso das soluções se- ja simples e fácil. Consegue-se assim uma adesão em- presarial à solução, e por consequência, uma utilização rentável dos sistemas de comunicação implementados tirando partido de todas as suas vantagens”. Conjugando soluções de áudio e vídeo, a empresa Luz e Som procura seguir “uma política de inovação e rigor na qualidade de serviço”, o que também a incluiu “en-

Mais um projecto da Luz e Som, a "Sala de Crise" do INEM está preparada
Mais um projecto da Luz
e Som, a "Sala de Crise"
do INEM está preparada
para comunicar com
outras delegações
do organismo
por videoconferência

Fotos Ivo Godinho

F otos Ivo Godinho ESPAÇOS | EDIFÍCIOS | EMPRESAS | 26 Águas do Douro e Paiva

ESPAÇOS | EDIFÍCIOS | EMPRESAS |

26

Águas do Douro e Paiva

Ligação entre ETA’s no grande Porto

As soluções de videoconferência servem os propósitos dos mais diversos negó- cios, da saúde à educação, das petrolíferas às bancas, até das concessionárias dos sistemas de abastecimento de água, como é o caso da empresa Águas do

Douro e Paiva (AdDP), responsável por “conceber, construir e gerir o sistema de captação, tratamento e edução de água em alta do Grande Porto Sul”.

A AdDP tem instalações no Porto, na ETA (Estação de Tratamento de Água) de

Lever, na ETA de Castelo de Paiva, na ETA de Ferreira, na ETA do Ferro e na Es- tação Elevatória de Jovim. Neste sentido, a aposta em soluções de videoconfe-

rência resultou “da necessidade de efectuar reuniões sem se ter que deslocar os técnicos”, explica Ramiro Leão, responsável dos sistemas de informação e comunicação da AdDP. Na altura de escolher os dispositivos de comunicação imperaram critérios como “a qualidade da imagem, a possibilidade de efectuar ligações tanto dentro da in- tranet (a AdDP possuí uma rede de fibra óptica) como através da Internet, e a fa- cilidade de ligação entre os diversos equipamentos”, conta o responsável. Atendendo a estes requisitos, a AdDP recorreu aos serviços da empresa portu- guesa Luz e Som que optou por instalar o sistema de videoconferência PCS – G50 da gama IPELA da Sony, o qual utiliza os protocolos de comunicação TELNET (Server), HTTP (Server), FTP (Server), SNMP (Agent), DNS (Client), DHCP (Client), RTP/RTCP, TCP/UDP, ARP e SIP.

O sistema completo é composto por uma unidade de videoconferência Sony

PCS-G50P – IP até 4Mb – que contém a unidade base de codec – PAL/Standard H.264/Multi network support/Dual Monitor Emul; a câmara PCSA- CG70P com controlo remoto de movimentos Pan/Tilt; comando remoto; microfone omnidi- reccional; caixa de dados Sony PCSA-DSB1S para interligação com PC’s (para dados/apresentações); software IP MCU Sony PCSA-M3G50 (para multiconfe-

software IP MCU Sony PCSA-M3G50 (para multiconfe- A AdDP decidiu-se por sistemas de videoconferência para as

A AdDP decidiu-se por sistemas de videoconferência para as reuniões com os técnicos baseados nas Estações de Tratamento de Água de Lever, Castelo de Paiva, Ferro, Ferreira e na Estação Elevatória de Jovim

rência IP); monitores de plasma Hantarex High Tech PD 62” e equipamento de som da Bose. Ramiro Leão refere que durante a instalação não surgiram quaisquer problemas sendo que apenas foi necessário atribuir um endereço de IP público ao equipa- mento e configurar nos dispositivos de rede o encaminhamento para o equipamen- to para que se pudesse “usufruir de todas as potencialidades do equipamento”. Tendo adquirido os primeiros equipamentos de videoconferência em 2004, em dois anos a AdDP equipou todas as localizações que compõem o seu pólo de ac- tuação. Já com algum tempo de uti- lização, o responsável não tem queixas do desempenho do sistema:

Tem corrido tudo dentro do que es- perávamos. Fazemos regularmente ligações sem termos tido até agora nenhuma dificuldade de utilização”.

tido até agora nenhuma dificuldade de utilização ”. A AdDP mostra-se satisfeita com o desempenho do
tido até agora nenhuma dificuldade de utilização ”. A AdDP mostra-se satisfeita com o desempenho do

A AdDP mostra-se satisfeita com o desempenho do sistema instalado pela empresa Luz e Som. Uma solução de simples utilização que veio facilitar a vida da empresa

de simples utilização que veio facilitar a vida da empresa Os equipamentos que constituem a solução
de simples utilização que veio facilitar a vida da empresa Os equipamentos que constituem a solução
de simples utilização que veio facilitar a vida da empresa Os equipamentos que constituem a solução

Os equipamentos que constituem

a solução implementada na sede

da empresa Águas do Douro e Paiva: câmara Sony PCSA-CG70P; microfone omnidireccional da Sony; ecrã plasma Hantarex;

e unidade de videoconferência Sony PCS-G50P

Sony PCSA-CG70P; microfone omnidireccional da Sony; ecrã plasma Hantarex; e unidade de videoconferência Son y PCS-G50P
ESPAÇOS | EDIFÍCIOS | EMPRESAS | 28 A empresa Luz e Som equipou o Casino

ESPAÇOS | EDIFÍCIOS | EMPRESAS |

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ESPAÇOS | EDIFÍCIOS | EMPRESAS | 28 A empresa Luz e Som equipou o Casino Estoril
ESPAÇOS | EDIFÍCIOS | EMPRESAS | 28 A empresa Luz e Som equipou o Casino Estoril

A

empresa Luz e Som equipou o Casino Estoril com um sistema de videoconferência para comunicação inter-departamental

e

entre casinos do grupo Estoril Sol

tre as principais empresas nacionais dos sectores do audiovisual, do som e da iluminação”. Com instalações em Matosinhos (sede) e Lisboa, a em- presa assegura todas as etapas do negócio, desde o aconselhamento e projecto até à instalação e assistên- cia técnica, representando em exclusivo, especialmen- te para o sector doméstico, marcas como a Revox, So- nance, Philips Pronto e a Casio. Entre os vários clientes de referência no domínio das soluções de videoconferência, a Luz e Som destaca o Casino Estoril, onde foi instalado um sistema de video- conferência para comunicação inter-departamental e entre casinos do grupo Estoril Sol, e o INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica) cuja "Sala de Crise" possui ligação com outras delegações do organismo, sendo possível também a conferência com hospitais de campanha.

O PODER DAS MARCAS

Entre os instaladores de sistemas de conferência, encon- tra-se também a Listopsis, uma empresa de tecnologias de informação e comunicação, especializada na comer- cialização de equipamentos, soluções e serviços de infor-

de equipamentos, soluções e serviços de infor- Para Laurentina Gomes, administradora da Listopsis, a

Para Laurentina Gomes, administradora da Listopsis,

a instabilidade das linhas telefónicas é um dos maiores obstáculos a uma instalação de videoconferência bem

sucedida

mática e imagem, destinados ao mercado empresarial. Trabalhando com “marcas prestigiadas e fabricantes reconhecidos”, entre os quais se destaca a Toshiba, a empresa comercializa também soluções inovadoras na área da videoconferência e audioconferência, com pro- dutos da Aethra, Polycom e Codian. Nesta área, salienta-se a importância dos sistemas de multi-videoconferência que a empresa oferece já que “permitem um maior acesso dos clientes a estas solu- ções, a um menor custo e com bons níveis de eficácia e rentabilidade do investimento”, refere Laurentina Go- mes, administradora da Listopsis. Entre as instalações que a Listopsis já realizou conta-se a integração de uma solução de videoconferência (Aethra) no Instituto Superior Técnico em 2005. “Este projecto consistiu em implementar uma solução de multi-video- conferência em velocidade 1MB (IP) com diversos locais remotos e independentes, nomeadamente com organis- mos com protocolo com o Instituto Superior Técnico. Pe- la sua complexidade, dimensão e requisitos é considera- do pela Listopsis como o projecto de referência nesta área de negócio”, refere a responsável. Para o desenvolvimento de um projecto eficiente, a em- presa considera imprescindíveis os seguintes procedi- mentos: análise das necessidades detalhadas de vídeo, áudio ou dados e número de ligações remotas a estabe-

lecer; actuais e futuras necessidades de infra-estruturas; escolha do fornecedor e de propostas tendo em atenção as especificações técnicas versus requisitos exigidos pe-

lo projecto /solução requerida; e níveis de investimento.

A instabilidade das linhas telefónicas é um dos maiores

obstáculos a uma instalação bem sucedida. Para que a comunicação via IP seja feita com qualidade, “exige-se uma boa taxa constante de velocidade de upstream e downstream”, explica Laurentina Gomes. Com equipamentos para sessões de áudio e videoconfe- rência, a empresa instaladora Zelo 2000 prepara-se para

o futuro e dispõe já de vários produtos de telepresença.

Mais do que apresentar uma solução inovadora, apre- sentamos uma solução unificada e de valor acrescenta- do”, afirma Nuno Almeida, sales manager da empresa. Conjugar as tecnologias criando uma solução global é a “missão” da Zelo 2000: “A interoperabilidade é clara- mente a chave para o sucesso, pois encontramos no mercado os mais variados sistemas de videoconferência de outros tantos fabricantes a comunicarem das mais variadas formas, sejam elas RDIS, IP e/ou SIP. Para além dos sistemas de videoconferência, os clientes dispõem de tecnologias como o VoIP e o 3G, se a tudo isto juntar- mos o mundo PC, então temos uma solução global”. Tendo já efectuado instalações no sector público (ensi- no, saúde, justiça) e privado, Nuno Almeida prefere não identificar os projectos de referência que a empresa re- alizou, e opta por descrever um projecto “tipo”, basea- do numa solução IP, destacando as marcas que têm pa- ra oferecer ao mercado. Assim, a Zelo 2000 equipa salas de reuniões com sistemas de videoconferência da Aethra (Standard Definition e High Definition), videote- lefones da Aethra como solução pessoal, PCs com WebCam usando tecnologia Microsoft, e telefones Cis- co. Estas estruturas possuem capacidade de multi-con- ferência para até 48 sistemas de videoconferência, ou 96 Desktops, com possibilidade de gravação das video- conferências e capacidade de streaming.

Para o responsável de vendas o protocolo a utilizar em cada projecto (IP-H.323, SIP, RDIS-H.320 ou outro) é um dos aspectos mais importantes a considerar na instala- ção, sendo que no caso do IP “é necessário saber se es-

Esquema da “solução tipo” de videoconferência disponibilizada pela empresa Zelo 2000
Esquema da “solução tipo” de videoconferência disponibilizada pela empresa Zelo 2000
ESPAÇOS | EDIFÍCIOS | EMPRESAS | 30 tamos perante uma linha dedicada ou um vulgar

ESPAÇOS | EDIFÍCIOS | EMPRESAS |

30

ESPAÇOS | EDIFÍCIOS | EMPRESAS | 30 tamos perante uma linha dedicada ou um vulgar aces-

tamos perante uma linha dedicada ou um vulgar aces- so ADSL e qual a largura de banda existente, de forma a garantirmos que o que desenhamos vai de encontro e, se possível, supere as expectativas do nosso cliente, garantindo o seu investimento”. A rede que o cliente utiliza é por vezes a maior dificul- dade em campo, confessa Nuno Almeida: “Os maiores desafios prendem-se com as comunicações do cliente. Isto por ser algo que foge do nosso controlo e para o qual necessitamos obrigatoriamente do cliente, pois é ele que conhece a sua rede ou central telefónica, é ele que pode configurar routers, abrir portas na firewall, etc., e nem sempre é fácil e rápido”. Com as mesmas preocupações e exigências, a Maxicofre, que opera no ramo de audiovisuais e multimédia, aposta na marca Sony para se impor no mercado. Além de produ- tos no âmbito da imagem e informação corporativa, como

Uma imagem ilustrativa do ambiente de videoconferência que a Listopsis oferece ao mercado

as soluções digital signage da gama Ziris, a empresa disponibiliza também ecrãs LCD e o recente sistema de videoconferência HD PCS-XG80 da marca japonesa. Equipamentos que, segundo António Bicho da divisão de Orçamentos e Projectos da Maxicofre, “facilitam a projecção de ima- gens tipo 3D de muito alta definição, es- tando já a abrir novas possibilidades para reuniões à distância, trazendo para este ti- po de comunicações um realismo sem comparação e pro- movendo o interesse crescente do mercado para estas aplicações de videoconferência”.

António Bicho refere que a Sony tem vindo a desenvol- ver tecnologia no sentido de complementar e integrar

os dois segmentos de videoconferência e monitoriza-

ção IP, através de comunicações visuais integradas, que ligam os dois pilares da gama IPELA (Network Video Monitoring), o IPC (IP Conferencing) e o IPM (IP Monito- ring), o que irá permitir “uma interacção com um sim-

ples telefonema para uma câmara IP a partir de um sis- tema de videoconferência”.

A suficiente largura de banda disponível é condição

fundamental para o sucesso das soluções de videocon- ferência, garante o responsável: “Um dos requisitos de importância vital para um correcto funcionamento do sistema é a largura de banda da ligação local e, dentro

sistema é a largura de banda da ligação local e, dentro O equipamento de videoconferência modelo

O equipamento de videoconferência modelo Vega X7 da Aethra

desta, da que fica disponível para a videoconferência. Outro aspecto importante a levar em conta é que a insta- lação seja realizada por um técnico habilitado, de modo a que todo o sistema seja instalado e configurado em conformidade com as regras técnicas do fabricante”. Ultrapassada a questão da largura de banda, a compa- tibilidade entre dispositivos passa a constituir um de- safio: “Pode ainda haver alguma dificuldade, quase sempre por falta de compatibilidade, se for necessário integrar outros equipamentos de fabricantes diferen- tes. Outra dificuldade tem a ver com a instalação dos equipamentos, face a algumas barreiras e especificida- des físicas dos locais”. A actuar na área da audioconferência, a firma Garrett Audiovisuais executa projectos e instalação de siste- mas audiovisuais em vários tipos de aplicações como auditórios, salas de conferência, teatros, museus, estú- dios de rádio e TV. Para Raúl Fernandes, director comercial da empresa, as principais características das soluções de audioconfe- rência que a empresa disponibiliza passam pela possi-

3Com

Módulo de telefonia IP

quase 30 anos no mercado a empresa 3Com opera no ramo das redes de computadores, com soluções como switches e routers; Telefonia IP; wireless switches, pontos de acesso e adaptadores; dispositivos de acesso a Internet banda larga e gateway; aplicações de gestão de redes; e outros sistemas de se- gurança.

A empresa complementa por isso sistemas de conferência, conforme indica Ri-

cardo Pinto, country manager da 3Com Portugal: “Como parte de nossa solução de Telefonia IP VCX, os nossos clientes podem optar por um módulo de confe- rência e presença IP, que suporta as seguintes tecnologias: Videoconferência, audioconferência e desktop sharing permitindo disponibilizar colaboração para

redes de comunicação empresarial”.

O módulo de Telefonia IP da 3Com “oferece flexibilidade nas comunicações e a

facilidade de uso que as empresas de todas as dimensões necessitam para au-

mentar a sua produtividade, fortalecer as interacções com os clientes e manter os custos baixos”. Parte do Convergence Applications Suite da 3Com, o módulo de Telefonia IP tem suporte às plataformas VCX e NBX da 3Com.

O módulo facilita a colaboração nos negócios com os seus “poderosos recursos

de processamento de chamadas integradosque incluem correio de voz, aten- dimento automático, procura/chamada para grupos, relatório de detalhes da chamada, CTI (Computer Telephony Integration), de clientes para e-mail e para correio de voz visual baseado em PC e recursos opcionais de mensagens unifi- cadas. Segundo a 3Com, para atender às necessidades da força de trabalho móvel, o módulo oferece, mesmo aos trabalhadores remotos casuais, “todos os serviços que estes teriam nos escritórios centrais, sem as desajeitadas funções de enca- minhamento de chamadas ou caixas múltiplas para o correio de voz”.

As vantagens do sistema são diversas, sendo que a empresa destaca que o fá- cil acesso a um vasto conjunto de produtividade – aprimorando os recursos de telefonia, a redução de custos através de funções embutidas e administração

Os equipamentos que constituem a solução de telefonia IP VCX
Os equipamentos
que constituem a solução
de telefonia IP VCX

simplificada, e as opções de plataforma que atendem instalações que vão de

pequenos escritórios individuais até grandes redes de multinacionais e que per- mitem uma integração fácil com outras aplicações de telefonia para os negó- cios.

O sistema suporta outros elementos adicionais da 3Com como os telefones sem

fios 3106, 3107 e 3108, os módulos IP Messaging, IP Conferencing, e Presence, Contact Centers IP e o Convergence Center Client. O módulo opcional IP Confe- rencing da 3Com disponibiliza audioconferência, videoconferência e conferên-

cia de dados, oferecendo uma integração de aplicações “incomparável” na in- dústria.

A solução disponibiliza múltiplos tipos de conferência que podem decorrer em

simultâneo, incluindo conferências meet-me, ad hoc, agendadas, e restritas. Podem ser feitos anúncios opcionais para apoiar os utilizadores, incluindo os anúncios do nome, à medida que as pessoas se juntam ou abandonam a comu- nicação, e avisos de fim de conferência. Os utilizadores podem também solicitar

o roll call dos participantes e o moderador da conferência pode usar os contro- los do sistema para silenciar, desligar ou colocar em espera o participante. Outras capacidades do módulo podem ser desbloqueadas através uma chave de activação. O módulo IP Conferencing pode funcionar no seu próprio servidor, ou no mesmo servidor do módulo IP Presence.

bilidade de monitorização do som na base, opção para se estabelecer prioridades e permitir que

bilidade de monitorização do som na base, opção para se estabelecer prioridades e permitir que o microfone presidente possa inibir a palavra aos outros microfo- nes, e facilidade de interligação dos microfones uns aos outros. Após uma primeira visita técnica ao local da instalação, entre outros factores, a Garrett tenta aferir a acústica do local, se existe ou não operador, se o cliente tem expe- riência na operação deste tipo de sistema e se existe a necessidade de retirar o sistema do local após utilização. Raúl Fernandes reconhece que as maiores dificuldades durante o processo de instalações destes sistemas são “a má acústica das salas, e a passagem de cabos quan- do são salas antigas ou já concluídas, onde não foram acauteladas essas infra-estruturas. A colocação de som

Uma típica sala de reuniões equipada pela Zelo 2000. A solução é composta por um sistema de videoconferência HD da Aethra, modelo Vega X7, ligado a um LCD e a um quadro interactivo

nas salas através de altifalantes ou colunas também complica um pouco mais as coisas”, no entan- to, adianta que “cada caso é um caso, em termos de complica- ções, e que às vezes aparecem verdadeiras surpresas

Respondendo aos desafios das comunicações áudio eficientes em sistemas de salas de conferência em cir- cuito fechado, auditórios para múltiplos oradores e pai- néis de debate e interligação entre salas de audiocon- ferência, a marca alemã Beyerdynamic está entre as que mais têm crescido no sector desde que foi lançado o revolucionário sistema Revoluto que, pela primeira vez, permite dispensar os tradicionais microfones goo-

seneck, substituindo-os por uma solução que permite total liberdade de movimentos ao orador e amplia a qualidade de sinal. Recentemente a Beyerdynamic de- cidiu combinar esta tecnologia de microfones com a empresa de design Rosenthal, criando uma gama de mobiliário técnico especialmente pensado para salas de conferência e videoconferência, incorporando da

”.

ESPAÇOS | EDIFÍCIOS | EMPRESAS |

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incorporando da ”. ESPAÇOS | EDIFÍCIOS | EMPRESAS | 31 melhor forma o benefício dos sistemas

melhor forma o benefício dos sistemas Revoluto em módulos de encastrar. As redes digitais de áudio são outro sector onde a marca alemã continua a inovar, ga- rantindo cada vez maior compatibilidade com sistemas baseados em Ethernet. Entre muitas instalações, a Garrett Audiovisuais insta- lou 15 unidades do sistema Beyerdynamic Revoluto no Pequeno auditório da Culturgest e forneceu o sistema de gravação digital Steno-s da Beyerdynamic para 30 tribunais portugueses (numa primeira fase do plano de supressão das cassetes nos tribunais). Raúl Fernandes considera que, actualmente, a procura deste tipo de so- luções estende-se a “todo o tipo de entidades que ne- cessitem de gravar as suas reuniões ou de se fazer ou- vir uns aos outros. Pode ir desde uma reunião de uma pequena empresa até uma sala de audiências ou as- sembleia municipal de câmara”. Indicadas algumas empresas a operar no mercado dos equipamentos e soluções de conferência em Portugal, muitas ficam obviamente por referenciar. Certo é que não são poucas e que tendem a aumentar.

O crescimento da indústria, induzido pelo aumento da oferta e da procura, o advento da telepresença, a

aposta na integração e convergência dos sistemas, e

o desenvolvimento de novos instrumentos colaborati-

vos inovadores mostram que este é um segmento que veio para ficar e que dará ainda muito que falar (e es-

crever).

Fotos Alexandre Baptista

F otos Alexandre Baptista ESPAÇOS | EDIFÍCIOS | EMPRESAS | 32 TMN Referência de inovação A

ESPAÇOS | EDIFÍCIOS | EMPRESAS |

32

TMN

Referência de inovação

A firma Pedro Serras foi responsável pela recente instalação do sistema de vi-

deoconferência disponível na sala de administração da TMN. Neste espaço, além deste recurso de comunicação, estão ao dispor várias ou-

tras soluções que facilitam as reuniões de trabalho da operadora de telecomu- nicações. Isto porque a Pedro Serras decidiu por criar uma Sala Multimédia cu-

ja maior vantagem é a simplicidade de operação e controlo dos sistemas.

Nas salas de reuniões que implementamos utilizamos vários tipos de layout consoante o seu formato e dimensões físicas”, refere Pedro Serras referindo que

a sala de reuniões da TMN é um espaço de média dimensão (24 lugares) compos-

to pelos seguintes equipamentos: monitores LCD, ecrã de enrolar, câmaras de ví-

deo, sistema de conferências, projector de vídeo, ecrã táctil, e colunas de som. “Neste sistema foram considerados doze postos de trabalho duplos. Cada pos- to de trabalho é composto um monitor, tomadas de rede, de alimentação eléctri- ca e tomada VGA para ligação de PC’s para realização de apresentações. O mo- nitor está colocado num tampo rotativo que quando não for necessário a sua utilização oculta todos os meios audiovisuais”, explica o responsável. “Os monitores servem para reproduzir as imagens que se relacionam com apre- sentações, quer locais quer remotas, enquanto que o projector serve essencial- mente para reproduzir a imagem dos participantes remotos. Se não nos encon-

trarmos em videoconferência e se não se pretender visualizar em simultâneo dois conteúdos, não se torna necessária a utilização do projector de vídeo”, adianta Pedro Serras destacando a flexibilidade do sistema.

O sistema de microfones disponível tem duas funções principais “a primeira é a

de captar os sinais de áudio dos participantes e a segunda a de transmitir ao controlador do sistema a informação de quais os microfones que num determi- nado instante estão activos. Esta informação servirá para direccionar as câma-

ras para os oradores que se encontram a discursar, enviar a imagem do PC do

orador para os monitores locais e para o estúdio remoto utilizando o modo grá- fico”.

A TMN recorre a esta sala multimédia tanto para as reuniões de trabalho sema-

nais como para sessões de videoconferência internas e externas (entre as em- presas do Grupo).

Perante este desafio, Pedro Serras apostou num “sistema potente” que acima de tudo oferece fácil controlo e manuseamento, ao ponto de qualquer pessoa o poder utilizar.

manuseamento, ao ponto de qualquer pessoa o poder utilizar. O ecrã táctil controlador A MX é

O ecrã táctil

controlador

AMX é um dos pontos fortes do

sistema

eleito para

a TMN.

Pedro Serras

garante que

o sucesso

da solução

depende da

simplicidade

de controlo e utilização do

equipamento

O equipamento central é composto por uma matriz de comutação RGB com 16 entradas e 16 saídas Extron, um sistema de videoconferência Sony PCS G50, uma mesa de mistura de áudio e um controlador AMX. Este ecrã táctil controla- rá todos os dispositivos audiovisuais permitindo automaticamente ajustar a ilu- minação a cada uma das diversas configurações da sala”, finaliza o técnico.

Na sala de administração da TMN a Pedro Serras implementou uma solução para 12 postos de trabalho duplos

implementou uma solução para 12 postos de trabalho duplos O sistema de microfones Bosch implementado tem

O sistema de microfones Bosch implementado tem duas

funções: captar os sinais de áudio dos participantes

e transmitir ao controlador do sistema a informação

de quais os microfones activos servindo para orientar automaticamente as câmaras

controlador do sistema a informação de quais os microfones activos servindo para orientar automaticamente as câmaras
ESPAÇOS | EDIFÍCIOS | EMPRESAS | 34 Adeus RDIS Uniformização da rede Sonaecom sobre IP

ESPAÇOS | EDIFÍCIOS | EMPRESAS |

34

Adeus RDIS

Uniformização da rede Sonaecom sobre IP

A DPW IT, uma das maiores referências nacionais na área do suporte e imple-

mentação de projectos no sector das tecnologias de informação e comunica- ções, foi responsável pela uniformização da rede da Sonaecom, sub-holding do Grupo Sonae, cuja realidade assentava em sistemas diferentes e autónomos nas suas várias empresas (Optimus, Clix, Público, WeDo, Bizdirect, Mainroad e Saphety).

Na situação original detectavam-se os seguintes problemas: ineficiência nas li- gações; interfaces de utilização diferentes; utilização de RDIS em ligações cor- porativas; e utilização generalizada dos dispositivos de visualização para todos

os fins.

Verificava-se, portanto, a necessidade de uniformização e utilização da rede IP corporativa da sonae.com; criar um ambiente colaborativo mais próximo do pre- sencial; conceber uma solução ergonómica adaptada a cada espaço/sala, faci- litando a simplicidade de utilização, e restringindo a utilização apenas a video- conferência (exceptuando salas multimédia). Além de colmatar estas necessidades, o projecto visava ainda a redução de custos de comunicações internas, a melhoria de eficácia no processo de comu- nicação de gestão às várias áreas de negócio e empresas, incentivar a utiliza- ção de um sistema único e inovador de colaboração vídeo, a possibilidade de gestão e operação centralizada da rede e dos sistemas e o controlo da taxa de

utilização dos sistemas e respectivo impacto na rede corporativa de comunica- ções.

A solução encontrada pela DPW IT consistiu na instalação de 33 sistemas

VSX7000s e dois VSX3000 da Polycom para salas de reunião e gabinetes dos gestores de topo, respectivamente (H.323 em rede IP privada), e na implementa- ção de sistemas de videoconferência para PC, Polycom PVX, para equipar cer- ca de 20 colaboradores com um sistema pessoal e móvel (Kanguru 3,5G) (H.323 em rede IP privada). Foi ainda incluída possibilidade de usarem a rede pública

RDIS para realizar ou receber chamadas de outros sistemas fora do universo do grupo e instalada uma solução multiponto integrada nos sistemas VSX para per- mitir a realização de sessões entre várias salas e locais em simultâneo (mista

H.320/H.323). Por fim, foi disponibilizada a solução VisualConcert integrada com os sistemas VSX da Polycom para permitir o envio de conteúdos gráficos (apre- sentações, textos, etc.) durante as reuniões, e o sistema de gestão Poly- comGMS para apoiar a gestão e operação de todos os sistemas implementados.

A empresa instaladora destaca como vantagens desta solução a diminuição, em

dois terços, dos custos em comunicações internas, a gestão eficaz da comuni-

cação em coordenação com as redes do operador, a integração dos sistemas VSX com outras ferra- mentas de comunica- ção (computadores, apresentações electró-

de comunica- ção (computadores, apresentações electró- Esquema representativo da rede videoconferência da Sonaecom

Esquema representativo da rede videoconferência da Sonaecom

nicas, etc.) e um incremento superior a 40% na utilização média das salas e na

realização de reuniões à distância, rentabilizando a rede corporativa IP existen-

te e acelerando a comunicação interna.

A SOLUÇÃO POLYCOM

A operar em Portugal desde 2002, a multinacional norte americana Polycom tem

os seus equipamentos disponíveis através de vários parceiros portugueses. Presente em diversas instalações de grande monta e importância no país, a em- presa disponibiliza um conjunto de sistemas de comunicação de última geração, ao oferecer soluções de vídeo, dados e de interconexão web integradas, permi- tindo assim optimizar e melhorar as soluções de eficiência e produtividade entre os quadros e as suas organizações. Foi por isso que se adoptou a solução integrada de videoconferência e aplica- ções de colaboração da Polycom, hoje utilizada de forma intensiva pela genera-

lidade dos colaboradores da Sonaecom. Com equipamentos disponíveis nos diversos edifícios, esta solução desenvolvi- da à medida, permite às empresas e marcas desta empresa maximizar a sua efi- ciência nos trabalhos à distância, reduzindo custos e anulando distâncias.

O projecto, desenvolvido em conjunto com a DPW IT Consulting, foi trabalhado

durante mais de 6 meses em estreita colaboração com a equipa de projecto da Sonaecom, de forma a garantir que era adoptada a solução que respondesse to- talmente aos objectivos pretendidos.

De acordo com Gonçalo Leite, Manager Consultant da unidade de Multimedia Collaboration da DPW, “as diferentes empresas da Sonaecom já conheciam este tipo de ferramentas, mas eram usadas de uma forma independente por cada uma delas. O grande desafio foi uniformizar as soluções e en- contrar uma resposta à altura das diferentes realidades. Simultanea- mente, as soluções tinham de ser ergonomicamente adequadas a cada espaço, deveriam garantir uma utilização extremamente sim- ples, deveriam transmitir um am- biente de colaboração tão próxi- mo quanto possível do ambiente presencial e deveriam ainda ser capazes de utilizar e de se adaptar à rede corporativa IP da Sonae-

utilizar e de se adaptar à rede corporativa IP da Sonae- O equipamento VSX7000 e uma
O equipamento VSX7000 e uma das respectivas aplicações nas instalações da Sonaecom
O equipamento VSX7000
e uma das respectivas aplicações
nas instalações da Sonaecom

ESPAÇOS | EDIFÍCIOS | EMPRESAS |

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ESPAÇOS | EDIFÍCIOS | EMPRESAS | 35 A Polycom disponibiliza a solução PVX para utilização em
A Polycom disponibiliza a solução PVX para utilização em sistemas de videoconferência para PC com,

A Polycom disponibiliza a solução PVX para utilização em sistemas de videoconferência para PC

com, abandonando internamente a solu- ção RDIS usada até à data”.

O projecto implementado contemplou o

fornecimento inicial de 27 sistemas de vi- deoconferência para salas, 2 sistemas pessoais Executive e 10 sistemas de vide- oconferência pessoal. Os equipamentos IP baseados nos siste- mas VSX da Polycom foram escolhidos pela Sonaecom por serem aqueles que “proporcionam uma simplificação de utilização da rede de banda larga, sem aumento de custos e com um aumento considerável de eficiência,” conforme ex- plica Pedro Miguel Matos, responsável pela rede corporativa da Sonaecom. Para responder ao objectivo da facilidade e simplicidade na utilização dos sistemas, utili-

zou-se a possibilidade de configuração em modo “Quiosque” dos sistemas VSX

da Polycom. Em simultâneo, a DPW IT Consulting desenvolveu um comando de

operação do sistema extremamente simples e desenhado de acordo com as ne- cessidades específicas da Sonaecom. Com esta configuração, “o acesso a ca- da sistema, a realização das chamadas e a operação do equipamento é simpli- ficada de tal forma que nenhum colaborador encontrou mais entraves de utilização que muitas das vezes os levavam a não querer repetir a experiência”. Pedro Miguel Matos destaca a flexibilidade da solução de videoconferência da Polycom apresentada, como uma das maiores vantagens do investimento. “Melhorámos consideravelmente a passagem dos conteúdos entre sistemas e a imagem e o som que os utilizadores tinham melhorou consideravelmente, de- vido à generalização do sistema entre as várias empresas da Sonaecom”.

do sistema entre as várias empresas da Sonaecom ”. Os sistemas VSX3000 foram instalados nos gabinetes

Os sistemas VSX3000 foram instalados nos gabinetes dos gestores de topo da Sonaecom