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Dicas e Propostas de Redação Códigos e suas Tecnologias Linguagem, Prof. Well Morais
Dicas e Propostas
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Códigos e suas Tecnologias
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Prof. Well Morais
Códigos e suas Tecnologias Linguagem, Prof. Well Morais 6ª Temática Abordada Saúde Pública Durante os últimos

6ª Temática Abordada

Saúde Pública

Durante os últimos 30 anos, a situação da saúde pública, no Brasil e no mundo, evoluiu rápida e profundamente. Esta transformação foi determinante e consequência da evolução verificada nos conceitos e na prática da saúde pública. De-

terminante por ter catalisado a pesquisa aplicada, estabeleci- do prioridades e por ter trazido uma realidade diferente, em constante evolução, que pedia, e pede, conceitos novos para ser adequadamente compreendida. Consequência por sofrer

a influência da aplicação destes novos conceitos e das técni-

cas deles resultantes. Ao perder seu poder explicativo, os paradigmas em ciên- cia dão lugar ao novo. A progressão geométrica da transfor- mação do cenário nacional e mundial vem causando mudan- ças cada vez mais frequentes. Talvez seja exagero afirmar que houve uma mudança radical de paradigma na saúde pública ao longo dos últimos 30 anos, mas sem dúvida verificaram-se trocas de paradigmas nas inúmeras disciplinas que consti- tuem seu embasamento científico.

Essas mudanças influenciaram o pensamento em saúde pública, mas esta não é uma disciplina acadêmica exclusiva- mente. Pela sua própria natureza, a saúde pública tem muito, senão tudo, a ver com o contexto econômico, social, cultural

e político.

Luiz Jacintho da Silva – Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas.

Condições para ter saúde

Em toda a história da humanidade, a atividade física vigorosa sempre esteve associada com a imagem de pessoas saudá- veis. Basta lembrarmos dos jogos olímpicos que começaram

na Grécia 776 antes de Cristo! Mens sana in corpore sano, di- ziam os romanos. Popularmente existe a tendência para considerar todas as pessoas iguais, sendo as diferenças individuais atribuídas

a fatores ambientais tais como hábitos de vida e alimenta-

ção, entre outros, e esquece-se os fatores hereditários, gené- ticos. É importante lembrar que a saúde das pessoas repousa sobre duas colunas : a constituição genética e as condições ambientais. Entretanto, agora, vamos dedicar-nos a estas últi- mas, porque a consciência e a preocupação com as heranças

genéticas, não deve levar à posição de negligência do papel dos fatores ambientais. Dentre estes, que estimulam a saúde das pessoas, estão os exercícios físicos, ao lado da boa ali- mentação, da higiene, das imunizações, da vida em ambiente saudável, do sono e da recuperação adequada dos esforços físicos e mentais. Consideração de importância é a de que os benefícios

do exercício são comuns a todos os tipos de atividade física, esportiva ou laborativa, desde que os esforços não sejam ex- cessivos em relação à condição física da pessoa. O exercício

é uma forma de sobrecarga para o organismo. Sobrecargas

bem dosadas estimulam adaptações de aprimoramento fun- cional de todos os órgãos envolvidos, mas quando excessivas, produzem lesões ou deterioração da função. O sedentarismo caracteriza-se por uma ausência de sobrecargas para todo o sistema neuro-músculo-esquelético e metabólico, levando ao enfraquecimento progressivo de estruturas com funções

biomecânicas, e a alterações funcionais que estatisticamente se correlacionam com maior incidência ou gravidade de do- enças. Com base em estudos epidemiológicos e fisiopatoló- gicos, formou-se o consenso de que os exercícios estimulam

a saúde em diversos aspectos:

• Alívio de tensões emocionais: a atividade física é reconhecida como uma forma eficiente de aliviar o stress emocional, diminuindo assim um importante fator de risco para diversas doenças crônicas.

• Melhora da composição sanguínea: os exercícios em geral tendem a normalizar os níveis de glicose, gorduras e diversas outras substâncias no sangue, que podem estar alterados e trazer riscos aos portadores.

• Redução da pressão arterial: pessoas ativas fisicamente tendem a ter níveis pressóricos mais baixos, e os exercícios em geral auxiliam a diminuir a pressão arterial dos hipertensos.

• Estímulo ao emagrecimento: qualquer tipo de exercício estimula a redução da gordura corporal, diminuindo assim a possibilidade da pessoa desenvolver doenças como a aterosclerose, o diabetes e outras.

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corporal, diminuindo assim a possibilidade da pessoa desenvolver doenças como a aterosclerose, o diabetes e outras.

• Aumento da densidade óssea: o sedentarismo leva a uma diminuição progressiva da resistência óssea, aumentando o risco de fraturas, e os exercícios físicos constituem recurso de alta relevância para evitar e reverter essa situação.

• Aumento da massa muscular: a atividade física habitual leva a um aumento do volume e força dos músculos, protegendo as articulações e favorecendo a aptidão física.

• Desenvolvimento da aptidão física: os exercícios aumentam a capacidade das pessoas realizarem esforços, permitindo assim maior autonomia motora, condição conhecida como boa qualidade de vida.

motora, condição conhecida como boa qualidade de vida. http://blogdomangabeira.blogspot.com Um dos aspectos que

http://blogdomangabeira.blogspot.com

Um dos aspectos que não pode ser esquecido, em fun-

ção de sua importância para a vida em sociedade, é a dete- rioração da forma do corpo consequente ao sedentarismo.

A falta de exercícios leva à diminuição progressiva da massa

muscular e à tendência para o acúmulo de gordura. Tendo os músculos consistência firme e formas arredondadas, sua função é modeladora, tanto no homem quanto na mulher. O tecido adiposo, de consistência flácida e sem forma definida,

é o elemento deformante do corpo. Nas cidades, a solução mais habitual para o sedentarismo imposto pelo trabalho intelectual são as atividades esporti- vas. Clubes, academias e empresas que fabricam equipamen- to profissional e doméstico para ginástica proliferam nas re- giões urbanizadas de todo o planeta, em consonância com a consciência das pessoas quanto à necessidade de atividade física. Atividades recreacionais como caminhadas, passeios ciclísticos, pescarias, camping e náutica também envolvem razoável e benéfica atividade física, mas devido ao seu cará- ter geralmente esporádico, devem ser complementadas com outras formas de exercício mais frequente. Uma questão que costuma receber ênfase injustificada é

a indicação da atividade física supostamente ideal. O que se pode afirmar do ponto de vista do conhecimento científico é

que todas as formas de exercício possuem mais ou menos os mesmos efeitos salutares acima elencados. Assim sendo, não

se justifica classificar as diversas atividades físicas como mais ou menos salutares, a não ser que se considere a incidência de traumas, que evidentemente pode variar entre as diver- sas formas de exercício. A opção por uma ou outra forma de atividade física deve ficar por conta do prazer que cada pes- soa encontra na sua prática. Pessoas extrovertidas costumam apreciar atividades coletivas com bola e ao ar livre, nos clubes

e praças esportivas. As pessoas mais introvertidas geralmente

preferem atividades individuais em academias, e quando as suas personalidades não são adequadas nem para estes lo- cais, os exercícios em casa podem ser os ideais. Escolhido o tipo de exercício com base na preferência e na condição física da pessoa, uma adequada orientação téc- nica é fundamental. Nos clubes e academias, professores e técnicos poderão oferecer a orientação adequada em cada modalidade esportiva. Para as pessoas que preferirem os exercícios domésticos, é importante seguir as orientações dos equipamentos utilizados, geralmente fornecidos por meio de folhetos ou vídeos. Qualquer dúvida deverá ser esclarecida com profissionais de educação física, muitos dos quais estão se dedicando à função de treinadores pessoais. A avaliação inicial de alguém que deseja iniciar um pro- grama de condicionamento físico é um outro aspecto que merece algumas considerações. As recomendações para ati- vidade física de populações estabelecidas pelos “Centers for Disease Control and Prevention” e pelo “American College of Sports Medicina”, dos Estados Unidos (Pate et al, 1995), es- clarecem que a maioria das pessoas adultas não necessitam consulta médica antes de iniciar um programa de exercícios suaves ou moderados. Homens acima de 40 anos e mulheres acima de 50 anos, devem consultar um médico nas seguin- tes situações: desejo de praticar exercícios intensos; quando apresentarem doenças crônicas do tipo diabetes, hiperten- são arterial e aterosclerose; quando apresentarem fatores de risco para doenças crônicas tais como tabagismo e obesida- de. Na consulta médica, serão avaliados os antecedentes fa-

miliares e pessoais, os sinais e sintomas de doenças em geral,

e

exames laboratoriais poderão estar indicados. Um deles é

o

eletrocardiograma realizado durante exercício em bicicleta

ergométrica ou esteira, que pode evidenciar estágios iniciais de doenças cardíacas, caso em que estarão contraindicados exercícios exaustivos de qualquer tipo. Avaliação detalhada da composição corporal e das qualidades de aptidão não é uma necessidade para realizar exercícios com segurança e eficiência, desde que as pessoas sejam bem orientadas por um profissional competente. Mudanças de hábitos alimenta- res podem ser necessárias para que as pessoas possam atin- gir os seus objetivos, e neste caso uma consulta com nutricio- nista poderá ser importante.

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que as pessoas possam atin- gir os seus objetivos, e neste caso uma consulta com nutricio-

O nível da saúde pública no Brasil

A população c om s o b repe s o

Crianças de 5 a 9 anos 14,3%
Crianças de 5 a 9 anos
14,3%

33,5%

Crianças e adolescentes 10 a 19 anos 20,5% 4,9%
Crianças e adolescentes 10 a 19 anos
20,5%
4,9%
Com excesso de peso Obesos
Com excesso
de peso
Obesos

Adultos com 20 anos ou mais

14,8%
14,8%

49%

Os número s d o d éfic it d e altura no paí s

Norte

8,5% Centro-Oeste 8,5% Sul 3,9%
8,5%
Centro-Oeste
8,5%
Sul 3,9%

Nordeste

5,9%

Sudeste

6,1%

EVOLUÇÃO DO S BRA S ILEIRO S ACIMA DO PE S O NA S ÚLTIMAS DÉCADAS

S exo Ma sc ulino (em %)

5 a 9 anos**

S DÉCADA S S exo Ma sc ulino (em %) 5 a 9 anos** Obesidade 34,8

Obesidade

34,8 15 16,6 10,9 4,1 2,9 1974-75 (1) 1989 (2) 2008-09 10 a 19 anos
34,8
15 16,6
10,9
4,1
2,9
1974-75
(1)
1989 (2)
2008-09
10
a 19 anos
21,7
16,7
7,7
5,9
3,7
4,1
1,5
0,4
1974-75
1989
2002-03 (3)
2008-09

20 anos ou mais

50,1 41,4 29,9 18,5 9 12,4 5,4 2,8
50,1
41,4
29,9
18,5
9 12,4
5,4
2,8

1989

2002-03

2008-09

Excesso de peso41,4 29,9 18,5 9 12,4 5,4 2,8 1989 2002-03 2008-09 1974-75 S exo Feminino (em %)

1974-7518,5 9 12,4 5,4 2,8 1989 2002-03 2008-09 Excesso de peso S exo Feminino (em %)

S exo Feminino (em %)

5 a 9 anos**

32

11,8
11,8
 

11,9

8,6

1,88,6

2,4 1989 (2)
2,4
1989 (2)
 

1974-75

(1)

2008-09

10 a 19 anos

19,4 13,9 15,1 7,6 2,2 3 4 0,7 1974-75 1989 2002-03 (3) 2008-09 20 anos
19,4
13,9
15,1
7,6
2,2
3
4
0,7
1974-75
1989
2002-03
(3)
2008-09
20
anos ou mais
48
41,4
40,9
28,7
16,9
13,2
13,5
8
1974-75
1989
2002-03
2008-09
28,7 16,9 13,2 13,5 8 1974-75 1989 2002-03 2008-09 Excesso de peso Obesidade (1) Estudo Nacional

Excesso de peso28,7 16,9 13,2 13,5 8 1974-75 1989 2002-03 2008-09 Obesidade (1) Estudo Nacional de Despesa Familiar

Obesidade13,5 8 1974-75 1989 2002-03 2008-09 Excesso de peso (1) Estudo Nacional de Despesa Familiar 1974-75

(1) Estudo Nacional de Despesa Familiar 1974-75 IBGE. (2) Pesquisa Nacional Sobre Saúde e Nutrição 1989 IBGE. (3) Pesquisa de Orçamentos Familiares 2002-03 IBGE. Fonte: Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-09 IBGE. ** Não há dados de 2002-03 para a faixa etária de 5 a 9 anos.

A saúde pública do Brasil tem se revelado de baixíssima qualidade e em quantidade inadequada para atender a po- pulação, notadamente, a população pobre. Quantas vezes temos visto pela grande mídia relatos e imagens que nos dei- xam indignados e revoltados com falta de estrutura física e humana para atender as pessoas? Certamente, muitas vezes. Quem tem um plano de saúde privado passa pelo mesmo problema? O Brasil gasta de forma adequada com a saúde dos brasileiros? Os gastos com saúde no Brasil são gigantescos, entretanto, a carência de recursos médicos ainda persiste, notadamente nas regiões mais distante dos grandes centros e nas periferias

http://varzeadopoconoticias.blogspot.com/2010/11/saude-publica-no-brasil-hoje.html

das grandes cidades brasileiras. O Instituto de Pesquisas Econô- micas Aplicadas (IPEA) realizou um estudo no qual comparou os gastos com saúde de diversos países. No Brasil são gastos 7,6% do PIB por anos com saúde, destes, 45,6% é do setor pú- blico e o restante corresponde aos gastos do setor privado. Aliás, no Brasil, o setor privado cobre, por meio de planos de saúde, atendimentos avulsos, hospitais e outras formas, cerca de 48 milhões de pessoas, gerando uma receita anual de apro- ximadamente US$ 27,2 bilhões. Em comparação com outros países, o Brasil está em uma posição intermediária. Os Estados Unidos gastam 15,2% do PIB, sendo 44,6% do setor público; na Alemanha, essas proporções são 11,1% e 78,2%; no Canadá, são

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gastam 15,2% do PIB, sendo 44,6% do setor público; na Alemanha, essas proporções são 11,1% e

9,9% e 69,9%; no México, são 6,2% e 46,4%; na Argentina, são

8,9% e 48,6%; no Chile, são 6,1% e 48,8%. A média do conjunto dos países da América Latina é de 6,7% do PIB com gastos com saúde, sendo que 54,4% destes gastos corresponde ao gasto público; na média dos países considerados ricos tem-se 10,8% do PIB com gastos de saúde com a participação do setor públi-

co sendo de 68,2%.

Observa-se nos números que os países mais ricos, ape- sar de a renda média ser muito superior à renda do Bra- sil, gastam em termos percentuais com saúde muito mais

que o Brasil gasta. Além disso, mais da metade dos serviços médicos é pago pelo setor privado, embora muitos des- ses gastos privados acabam se tornando do setor públi- co em razão das isenções descontos no imposto de renda.

O Brasil gasta mais do que a média dos países da América

Latina, entretanto a participação do setor público é menor. Na comparação com os países ricos, temos consideravelmen-

te menos gastos com saúde (em termos do PIB e de valor

absoluto) e muito menos participação do setor público nos gastos totais com saúde. Isso tem levado ao programa público de saúde, o Sistema

Único de Saúde (SUS), a atender quase que exclusivamente

as pessoas mais pobres, visto que até mesmo a grande maio-

ria das pessoas que trabalham em fábricas e em empresas em geral estão cobertas por algum plano de saúde privado. Ficam para serem atendidas pelo programa do governo as pessoas que não possuem nenhum plano privado, corres- pondendo geralmente às pessoas desempregadas, as su- bempregadas, os aposentados e as pessoas empregadas de pequenas empresas. Esse universo de pessoas, apesar de constituir em uma grande quantidade, tem muito pouca visibilidade e respei- tabilidade entre os formadores de opinião e as autoridades responsáveis pela oferta de saúde pública, para que suas

vozes de reclamos sejam ouvidas por esses. Esse é o princi- pal motivo pelo qual a saúde pública é tão caótica em nosso país, ou seja, as nossas autoridades brasileiras e a sociedade não dão a atenção devida para as pessoas que precisam dos atendimentos médicos do setor público. Quando as próprias pessoas que utilizam a saúde pública se organizarem de for- ma eficaz e sistemática, criando um movimento firme e forte, então os gastos com a saúde irão aumentar significativamen-

te e a qualidade e a quantidade dos serviços de saúde pública

no Brasil aumentaria bastante e as pessoas seriam atendidas com muito mais dignidade e respeito nos hospitais e postos

de saúde públicos em todo o nosso país.

Saúde pública: investimento prioritário

A saúde pública no Brasil passa por uma grave crise. Além dos problemas habitacionais e educacionais, a população sofre com a falta de atendimento médico adequado e com a cres- cente privatização do sistema de saúde. O serviço de saúde não dá conta de toda a demanda e os custos impostos pela iniciativa privada são incompatíveis com o poder aquisitivo

da maioria das pessoas. Outro problema importante é o baixo

investimento em pesquisa e desenvolvimento de produtos e processos na área da saúde. Em um setor amplamente domi-

nado por multinacionais, faz-se urgente e necessário que as instituições nacionais de pesquisa em ciências e tecnologia aplicadas à saúde pública trabalhem com afinco na busca de soluções para os problemas que afligem a população brasi- leira. Na maioria das vezes, projetos relacionados a doenças da miséria são excluídos do portfólio de investimentos das empresas por razões de custo/benefício, tornando-se assim um dever do Estado a alocação de recursos para este fim. Com a internacionalização da economia, a liberação das forças de mercado e a veloz introdução de inovações tec-

nológicas, novas formas de comportamento, com ênfase no aumento da qualidade e produtividade são impostas às organizações, a fim de fazer frente às pressões competitivas. No Brasil, a recente abertura do mercado e a gradual retirada do Estado de vários setores econômicos são consequência da adaptação às mudanças econômicas em curso no resto do mundo. Em face desse novo cenário, as instituições de pesquisa científica e tecnológica nacionais devem encontrar saídas para a sua sobrevivência, procurando desenvolver prá- ticas de gestão compatíveis com a nova realidade, capazes de oferecer flexibilidade e gerar respostas rápidas a problemas complexos. O investimento em ciência e tecnologia é, pois, um ato da maior relevância para a nação. O setor privado também deve ser envolvido nesse processo, apoiando a pesquisa, o desen- volvimento tecnológico e a produção. O estabelecimento de parcerias entre entidades governamentais e empresas deve ser estimulado. Não devemos ter receio do relacionamento público/privado, considerando-o como um dilema insolúvel

e excludente, e sim pensá-lo com maior espírito público e

menor espírito coorporativo, devendo ser esta relação com- pletamente transparente em nível institucional e individual. Em função da concentração das atividades de investiga- ção tecnológica por parte de corporações multinacionais, os países em desenvolvimento encontram sérios obstáculos para o acesso às novas tecnologias no campo da saúde. O incentivo à formação de alianças tecnológicas deve vir acom- panhado de ênfase à proteção do patrimônio científico-tec- nológico, através dos mecanismos oferecidos pelo sistema de

propriedade intelectual. As instituições geradoras de ciência

e tecnologia desempenham papel fundamental na nova or-

dem econômica mundial, em função da valorização do co- nhecimento e do incremento da capacitação tecnológica. O gasto das verbas públicas, quase sempre escassas, deve ser otimizado. A gerência institucional ganha posição de desta- que nas tarefas de redução do tempo de processamento das operações e dos custos das atividades internas, bem como evita a duplicação de esforços. Neste momento, torna-se premente o desenvolvimento de sistemas de avaliação institucional que se debrucem não só sobre a capacidade produtiva ou as realizações ocorridas, como também sobre as oportunidades de investimento em áreas de conhecimento e atuação, parcerias com empresas e organizações não governamentais e prospecção tecnológica, visando à otimização dos resultados das atividades tecnoló- gicas, configurando, portanto, uma efetiva ação de planeja- mento estratégico.

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resultados das atividades tecnoló- gicas, configurando, portanto, uma efetiva ação de planeja- mento estratégico. 4

Embora o país esteja passando por uma difícil fase de ajuste macroeconômico, onde os cortes orçamentários pena- lizam profundamente as organizações do sistema de ciência

e tecnologia e de saúde pública, é fundamental para os ato-

res envolvidos no processo de geração e difusão de inova- ções tecnológicas empenharem-se cada vez mais na busca de produtos e processos que contribuam para a melhoria das condições de vida da população brasileira.

Eloi S. Garcia – Presidente da Fundação Oswaldo Cruz

Pesquisa

Uma pesquisa publicada no Journal of the American Geria- trics Society constatou que até pessoas que só deixaram de ser sedentárias aos 80 anos melhoraram a saúde. Os idosos se exercitavam em bicicletas ou esteiras por cerca de 20 minu- tos, duas vezes por semana, e foram percebidos progressos entre os que apresentavam distúrbios como artrite e doen- ça coronariana. Se tivessem começado anos antes, talvez os males nem chegassem a se manifestar. Conclusão: prevenção

é tudo. Por isso, é preciso cultivar hábitos saudáveis desde a

infância para que a terceira idade seja mesmo a melhor idade. Veja a seguir atitudes que podem ser tomadas para se vi- ver mais e melhor. E, lembre-se, sempre é tempo de começar.

coluna e nas articulações. Existem diversos tipos de tratamen- tos, mas o mais eficiente é mesmo a dobradinha dieta balan- ceada e exercícios físicos regulares. Medicamentos também podem ajudar, desde que usados com a devida supervisão médica.

4. Alimentação equilibrada

Dieta saudável é aquela que oferece as calorias e os nutrien- tes adequados para cada indivíduo em quantidades equili- bradas de proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas, sais minerais e fibras. Planeje três refeições principais, intercaladas com lanches saudáveis. Na dúvida em relação ao que colocar no prato, procure ajuda de uma nutricionista ou de um en- docrinologista.

5. Ginástica para o cérebro

Assim como os músculos, os neurônios podem ‘enferrujar’ se não exercitados. Daí começam a surgir deficiências como perda de memória e queda na concentração. Para prevenir danos, invista em atividades que movimentem o cérebro: leia

livros, participe de grupos de estudos, aprenda outra língua, dedique- se a um hobby, faça palavras cruzadas, jogue xa- drez. Quando você encara um desafio, há estímulo à forma- ção de novas conexões entre as células nervosas, mantendo

1.

Abaixo o cigarro

o

cérebro em forma.

O

fumo é a principal causa de morte evitável no mundo se-

gundo a OMS. Ter o tabaco como vício pode causar câncer

6.

Viva Leve

em vários órgãos. Também compromete artérias, sendo res-

O

estresse é um grande vilão. O problema não é o mecanis-

ponsável por 25% das mortes associadas às doenças do co- ração. Dobra o risco de derrames, atrapalha o mecanismo de

mo em si – afinal, trata-se de uma descarga de adrenalina que prepara o corpo para lutar ou fugir e, assim, nos ajuda

renovação dos ossos e produz rugas precoces. Uma só traga-

a

escapar de situações de perigo. Mas disparado com frequ-

da contém cinco mil substâncias tóxicas. Para acabar com o problema, não tenha receio em pedir apoio médico. Existem tratamentos com antidepressivos, suplementos de nicotina e terapia comportamental. E com força de vontade as chances

ência desgasta o organismo. Também destrói os neurônios, favorecendo o aparecimento de males como Parkinson e Al- zheimer. Procure levar o dia a dia de modo mais leve e não se ocupe de problemas que nem aconteceram. Administre

de sucesso aumentam.

melhor a carga reservando momentos de relaxamento entre as atividades diárias.

2.

Mexa-se sempre

O

exercício regular previne problemas como distúrbios cardí-

7.

Prazer e saúde com arte

acos, derrame e síndrome da imobilidade (redução progres-

O

cotidiano com tarefas prazerosas é mais fácil de encarar. E

siva da força e massa muscular por falta de uso). Movimentar

o corpo ativa o sistema cardiovascular, auxilia no controle

do colesterol, da pressão, do diabetes, do peso e fortalece a musculatura. Um trabalho realizado pela Escola Paulista de Medicina atestou os benefícios. Depois de acompanharem 117 mulheres entre 50 e 79 anos que participavam de um programa de exercícios aeróbicos duas vezes por semana, os pesquisadores confirmaram o efeito favorável da atividade na promoção da saúde.

3. Elimine os quilos a mais

No Brasil, 17,5 milhões pessoas são obesas: isso significa que aproximadamente 10% da população pode ter um aumento

da incidência de doenças associadas ao excesso de peso – como o diabetes, que já afeta 10 milhões de brasileiros. Os quilos a mais ainda fazem crescer o risco de problemas car- diovasculares, câncer, distúrbios do sono, além de dores na

faz bem à saúde. Transforme um cantinho aconchegante de sua casa em um ateliê, por exemplo. Vale pintar, fazer escul- turas ou artesanatos. Outra ideia para ocupar o tempo é es- crever um livro, uma crônica. Enfim, dedique-se a atividades onde possa colocar suas emoções.

8. Rir é o melhor remédio

Esqueça as tristezas e deixe a seriedade de lado. Estudos com- pravam que uma boa gargalhada melhora a absorção de oxi-

gênio, estimula a ventilação pulmonar, acelera o ritmo cardíaco, ativa a circulação e a oxigenação dos tecidos, reduz a pressão arterial, exercita os músculos da face, dos ombros, do diafrag- ma e do abdômen, favorece a digestão, traz sensação de rela- xamento, combate o estresse, aumenta as defesas e emagrece.

É isto mesmo: manda embora aquelas gordurinhas a mais – 15

minutos de gargalhada consomem 50 calorias, dizem estudos da Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos. Tem mais: em

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minutos de gargalhada consomem 50 calorias, dizem estudos da Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos. Tem mais:

vez de provocar marcas de expressão, como se pensava anos atrás, enrijece a musculatura da face. É como uma ginástica fa- cial que proporciona relaxamento e prazer.

9. Em busca de um belo sorriso

O cuidado com os dentes também previne doenças. E se a

pessoa, desde a infância, escovar os dentes três vezes ao dia, usar o fio dental e for regularmente ao dentista, dificilmente chegará a terceira idade com problemas. Se acontecer, po- rém, não tenha medo. A visita a um profissional leva a um sorriso saudável. As técnicas estão cada vez mais avançadas, afastando os desconfortos na cadeira do dentista.

10. Um bom e fiel amigo

Pesquisadores da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, dizem que quem tem um bichinho em casa dificilmente so- fre de problemas de saúde e, por isso, vai menos ao médico. Eles explicam que cuidar de um animal de estimação ajuda combater o estresse, melhorando até mesmo quadros de hi- pertensão. Já pensou em adotar seu bichinho?

11. Sono tranquilo

O sono é reparador em todas as fases da vida. Durma as ho-

ras necessárias, de acordo com o que seu corpo pede. É im-

portante até seguir um pequeno ritual para o organismo se acostumar ao repouso noturno: não faça refeições pesadas

no jantar, não deixe a televisão ligada e nada de luz acesa.

E cuide bem de sua saúde. Às vezes são as doenças (como

bronquite e apineia, por exemplo) que atrapalham o mere- cido descanso.

12. Pense positivo

Psicólogos da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, che- garam a conclusão: pessoas com uma percepção positiva tive- ram, em média, sete anos e meio a mais do que as pessimistas, de acordo com a pesquisa patrocinada pelo Instituto Nacional de Envelhecimento e publicada no jornal da Associação Ame- ricana de Psicologia. O trabalho começou em 1975 quando os cientistas entrevistaram 660 pessoas com mais de 50 anos de uma pequena cidade de Ohio, para conhecer seus hábitos e ideias sobre envelhecimento. Passados 23 anos, a equipe exa- minou as respostas e constatou: ter uma visão favorável do co- tidiano pode influenciar a longevidade.

13. Não fuja do médico

Visitas anuais ao médico é a recomendação do Ministério da Saúde para todas as pessoas. Várias doenças podem ser prevenidas com exames simples como aferição da pressão arterial, testes de colesterol, glicemia e urina e verificação da pressão ocular. É importante também deixar as vacinas em dia: tétano (a cada 10 anos), gripe (anualmente) e pneumonia (a cada 5 anos). E nada de tomar medicamentos sem o co- nhecimento do médico.

14. Hora do check-up geral

É essencial verificar a saúde com frequência. E nada melhor do que um exame completo. Para diagnóstico precoce de

doenças, a partir dos 50 anos, são indicados para homens:

check-up cardiológico (eletrocardiograma, teste ergométri- co, ecocardiograma, dosagem de colesterol, frações e triglicé- rides), PSA, ultrassom de próstata, densitometria óssea. Para mulheres: mamografia, check-up cardiológico, papanicolaou, coloscopia, densitometria óssea.

15. Importante é ter fé

Acreditar em um poder superior, independente de religiões, segundo o International Journal of Psychiatry in Medicine, dos Estados Unidos, ajuda a combater o estresse e problemas emocionais, fatores que comprometem a qualidade de vida. Exercite a habilidade de manter acesa a chama da fé.

16. Divirta-se com amigos

Tudo o que se faz em boa companhia traz mais prazer. Por isso é tão importante participar de atividades em grupo, fa-

zer passeios ou exercícios ao ar livre, encontrar conhecidos,

viajar

fazem parte da vida.

Isso ajuda a superar momentos difíceis que também

17. Uma visão do futuro

Cerca de 74% dos problemas visuais estão relacionados ao glaucoma, catarata, oftalmopatia endógena, atrofia do ner- vo óptico, oftalmia neonatal e infecção não especializada. E vários desses distúrbios podem ser evitados com consultas regulares ao oftalmologista. Então, trate de agendar uma vi- sita ao especialista pelo menos uma vez ao ano. Enxergando melhor, certamente você vai bem mais longe

18. Escuta aí!

Mais de 15 milhões de brasileiros têm problemas de audição. A maioria demora, em média, seis anos para tomar uma pro- vidência, comprometendo a qualidade de vida. Procure au- xílio médico o quanto antes se notar sinais como: zumbidos; sensação de que escuta, mas não entende a fala de outras pessoas; dificuldade de percepção, sobretudo das consoan- tes; incompreensão do que é dito em cinema, rádio e TV; in- capacidade de ouvir telefones, campainha e alarmes.

19. Entre na era digital

Quem usa computador regularmente manifesta menos sin- tomas depressivos, aparenta ser mais jovem e demonstra me- lhor saúde mental. Essas foram as conclusões de um estudo apresentado na convenção anual da Associação Americana de Psicologia. “Os computadores dão aos idosos uma cone- xão maior com o mundo”, disse a autora, Kathleen Triche, que dirige um centro de informática para terceira idade da Village Care de Nova York.

20. Sexo é vital

Médicos e psicólogos garantem que sexo é tão importante para a saúde quanto comer, dormir e fazer exercícios. A OMS, inclusive, destaca o tema, colocando a atividade sexual como um dos índices que medem o nível de qualidade de vida. A verdade é que, entre outras coisas, a prática alivia as tensões, ajuda no combate à depressão, revitaliza o corpo, estimula

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é que, entre outras coisas, a prática alivia as tensões, ajuda no combate à depressão, revitaliza

a mente e queima calorias (cerca de 300 por hora), pois se

trata de um excelente exercício aeróbico e anaeróbico. Uma das responsáveis por esse turbilhão é a endorfina – substân- cia liberada durante o ato –, que mexe com os mecanismos

cerebrais, controlam o humor, a resistência ao estresse e à dor

e, principalmente, as sensações de prazer.

e à dor e, principalmente, as sensações de prazer. N a M í d i a

Na Mídia

Dengue permaneceu com altos índices nos últi- mos 8 anos – Agência Brasil

Algumas das chamadas doenças tropicais negligenciadas

permaneceram como problema de saúde pública durante os oito anos de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O Brasil é apontado pela OMS (Organização Mundial da Saú-

de) como um dos países onde a maioria das 17 enfermidades ainda pode ser encontrada.

No caso específico da dengue, a doença manteve altos índi- ces de infestação durante os verões, tradicionalmente chuvo- sos em todo o país. Os casos da doença praticamente dobra- ram de janeiro a outubro deste ano em comparação com o mesmo período de 2009, e a previsão para este verão é de epidemia em pelo menos dez estados.

Em Pernambuco, dez cidades correm risco de surto da doen- ça. O Rio Grande do Norte aparece em seguida, com quatro municípios em situação crítica. Bahia e Minas Gerais têm três cidades na lista de risco do Ministério da Saúde. No Acre, são duas cidades nessa situação, e no Amazonas e em Rondônia há uma.

O atual ministro da Saúde, Alexandre Padilha, chegou a afir-

mar que a dengue será um desafio permanente enquanto não houver vacina contra a doença. “Infelizmente, vamos ter dengue todos os anos, enquanto não tivermos vacina, e isso vai demorar alguns anos”, disse.

Atualmente, a substância está em fase de testes no Espírito Santo, por meio de uma parceria com um laboratório francês.

por meio de uma parceria com um laboratório francês. http://atualizem.net/a-saude-publica-no-brasil Proposta Não

http://atualizem.net/a-saude-publica-no-brasil

francês. http://atualizem.net/a-saude-publica-no-brasil Proposta Não é de hoje que a denominada saúde pública

Proposta

Não é de hoje que a denominada saúde pública anda mal. Há um descaso generalizado e apenas alguns hospitais são referências, como o das Clínicas em São Paulo, mas que não consegue atende à demanda, dada a intensa procura. Em certos períodos alguns episódios se agravam. São hi- pertensos que morrem em filas; são jogadores que morrem por falta de aparelho em campo. São postos sem médicos; são hospitais sem leitos. Repete-se mais esse drama eterno, sem solução e sem melhoria. Ninguém poderia já ter esque-

cido a interferência do governo federal no Estado do Rio de Janeiro há pouco tempo, que não trouxe melhoria nem resul- tado positivo algum; apenas surtiu como propaganda oficial

e escancarou em rede nacional o que todo brasileiro já co-

nhece no dia a dia em qualquer unidade pública de saúde.

Pedro Cardoso da Costa – Médico

Uma pesquisa em 27 capitais revela um quadro de obesi- dade, sedentarismo, má alimentação e abuso de álcool. Você está nessa estatística? Nos últimos quatro anos, a renda média do brasileiro cres- ceu, mas o dinheiro extra não trouxe mais saúde. O Brasil está mais gordo e sedentário. Abusa mais de álcool. Come menos feijão, frutas e hortaliças. Está mais sujeito à hipertensão e ao diabetes. Esse é o retrato de uma pesquisa anual feita pelo Ministério da Saúde desde 2006, com 54 mil moradores de todas as capitais.

Revista Época

Considerando a figura e os textos acima como

motivadores, redija um texto dissertativo-argumentativo

a respeito do seguinte tema: A saúde pública no Brasil

deve ser prioridade. Ao desenvolver o tema proposto, procure utilizar os co-

nhecimentos adquiridos e as reflexões feitas ao longo de sua formação. Selecione, organize e relacione argumentos, fatos

e opiniões para defender seu ponto de vista e suas propostas, sem ferir os direitos humanos.

Instruções:

Seu texto deve ser escrito na modalidade padrão da Língua Portuguesa.

O

texto não deve ser escrito em forma de poema (versos)

ou narração.

O

texto com até 7 (sete) linhas escritas será considerado

texto em branco.

A

redação deve ser passada a limpo na folha própria e

escrita a tinta.

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considerado texto em branco. • A redação deve ser passada a limpo na folha própria e