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Memória

Não importa se o seu PC é novo ou antigo, aumentar a sua memória normalmente é um upgrade que
melhora o desempenho, principalmente na execução de programas mais "pesados".

Um dos upgrades mais comuns é o de memória. Em geral quando é realizado, o computador se torna
mais rápido, mas isso depende muito dos programas e da quantidade original de memória. Por exemplo,
aumentar de 64 MB para 128 MB em um PC moderno, resultará em aumento de desempenho. Já uma
expansão de 256 MB para 512 MB provavelmente não trará melhoramentos, a menos que sejam usados
muitos programas de forma simultânea, que exijam muita memória. Felizmente temos como verificar
previamente se uma expansão de memória se faz necessária.
Quando um PC tem muita memória, o sistema operacional pode usar uma parte desta memória como
cache de disco, o que aumenta bastante o desempenho do disco rígido.
Muitos usuários têm dificuldades para conseguir memórias que já se tornaram raras. Em alguns locais se
vendem memórias PC133, mas não se vendem PC100 nem PC66. Em micros um pouco mais antigos, a
inexistência de módulos FPM e EDO impede o upgrade. Uma solução definitiva para o problema é comprar
memórias através da Kingston (www.kingston.com.br). Suas memórias são um pouco mais caras que as
genéricas mais vendidas no Brasil, mas têm garantia lifetime e são disponíveis em todos os modelos, até
os mais antigos. Desta forma não é necessário recorrer ao mercado de peças de segunda mão, que é
pouco confiável.

• Atenção com a eletricidade estática


As memórias, assim como todos os componentes eletrônicos usados nos computadores, são
extremamente sensíveis à eletricidade estática, podendo ser danificados com facilidade. Tome as
precauções usuais ao manusear as memórias:

Descarregando a eletricidade
estática das mãos.

1) Antes de manusear as memórias, descarregue a eletricidade estática das suas mãos. Isto pode ser
feito tocando as duas mãos na carcaça metálica da fonte de alimentação (não pintada) ou da chapa
metálica interna do gabinete do computador. Se você trabalhar profissionalmente, é recomendável usar
uma pulseira anti-estática.

Pulseira anti-estática.

2) Ao manusear os módulos de memória, não toque nos seus chips nem no seu conector. A figura
seguinte mostra as formas correta e errada de manusear as memórias.

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Formas correta e errada de
manusear módulos de memória.

• Leitura e escrita
Dividem-se as memórias em duas grandes categorias: ROM e RAM. Em todos os computadores
encontramos ambos os tipos. Cada um desses dois tipos é por sua vez, dividido em várias outras
categorias.
ROM
ROM significa read only memory, ou seja, memória para apenas leitura. É um tipo de memória que, em
uso normal, aceita apenas operações de leitura, não permitindo a realização de escritas. Outra
característica da ROM é que seus dados não são perdidos quando ela é desligada. Ao ligarmos novamente,
os dados estarão lá, exatamente como foram deixados. Dizemos então que a ROM é uma memória não
volátil. Alguns tipos de ROM aceitam operações de escrita, porém isto é feito através de programas
apropriados, usando comandos de hardware especiais. Uma típica aplicação da ROM é o armazenamento
do BIOS do PC, aquele programa que entra em ação assim que o ligamos. Este programa testa a
memória, inicializa o hardware e inicia a carga do sistema operacional.
Normalmente não fazemos o upgrade de ROMs, mas é comum um upgrade de software nessas memórias,
que consiste na atualização do seu programa armazenado. Podemos citar o caso mais comum, que é o
upgrade de BIOS.
RAM
Significa random access memory, ou seja, memória de acesso aleatório. Além de permitir leituras e
escritas, a RAM tem outra característica típica: trata-se de uma memória volátil, ou seja, seus dados são
apagados quando é desligada.
Resumindo, as principais características da ROM e da RAM são:

ROM RAM
Significado Read only memory Random access memory
Faz leituras SIM SIM
Faz escritas Normalmente NÃO SIM
Perde dados ao ser desligada NÃO SIM

• O que é encapsulamento ?

O chip de memória é um circuito elétrico integrado em uma minúscula fatia de silício contendo impurezas. É
um pouco mais espesso que uma folha de papel e é muito delicado, não podendo suportar exposição ao ar.
Portanto, o que é denominado “chip de memória”, é o encapsulamento, ou seja, o invólucro protetor do circuito,
que é feito de material plástico ou resina epóxi. A memória está lá dentro e se liga ao mundo exterior por fios
metálicos que saem do invólucro e se conectam a contatos metálicos que se encaixarão nos soquetes ou slots
(fendas com contatos elétricos) da placa-mãe.

• Encapsulamentos de memórias ROMs


Quase sempre se encontrarão memórias ROMs fabricadas com encapsulamento DIP cerâmico ou plástico,
conforme exemplo na figura abaixo.

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ROM com encapsulamento DIP.

O encapsulamento DIP (dual in-line package) cerâmico é mais utilizado pelas ROMs do tipo EPROM (ou
UV-EPROM). Essas ROMs possuem uma janela de vidro, através da qual os dados podem ser apagados
através de raios ultra-violeta. Depois de apagadas, podem ser novamente gravadas. Em uso normal esta
janela deve permanecer tampada por uma etiqueta. Portanto nunca retire a etiqueta da ROM expondo sua
janela de vidro, pois ela pode ser apagada por exposição prolongada à luz natural.

Podemos ainda encontrar ROMs com outros encapsulamentos diferentes do DIP, como o PLCC (plastic
leadless chip carrier), mostrado na figura seguinte. Este tipo de ROM é muito encontrado em modems e
nas placas de CPU modernas.

ROM com encapsulamento PLCC.

• Encapsulamento das memórias RAMs


Os chips de memória RAM também podem ser encontrados em diversos formatos, sendo que o mais
comum é o encapsulamento SOJ (small outline package J-lead), mostrado logo abaixo. Você encontrará
com freqüência este encapsulamento nos chips que formam os módulos de memória e nos que forma a
memória de vídeo, encontrados em placas de vídeo.

Chips de RAM com encapsulamento SOJ.

Também é comum encontrar chips de RAM com encapsulamento QFP (quad flatpack). São usados por
chips que formam a cache L2 em placas de CPU com cache externa, e nos chips que formam a memória
de vídeo.

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Chips de RAM com encapsulamento QFP.

Comenta-se sobre esses chips por razões meramente ilustrativas. Quem está preocupado apenas em
realizar upgrades não precisará se envolver diretamente com esses chips de memória.

• Encapsulamento de módulos de memória

Até o início dos anos 90, as memórias dos PCs usavam encapsulamento DIP e eram instaladas, chip por
chip. Os módulos de memória foram criados para facilitar a sua instalação. É muito mais rápido conectar
um módulo de memória que instalar um grande número de chips avulsos.

Chip de memória com encapsulamento


DIP e módulos de memória SIPP e SIMM.

Os primeiros módulos de memória eram chamados SIPP (single inline pin package), e foram lançados em
meados dos anos 80. Este módulo era uma pequena placa com chips de memória e terminais
(“perninhas”) para encaixe no soquete apropriado. Mais tarde surgiram os módulos SIMM (single inline
memory module). Ao invés de utilizar terminais de contato como o SIPP, esses módulos têm um conector
na sua borda. Os módulos SIPP caíram em desuso já no início dos anos 90.

Os módulos SIPP e os primeiros módulos SIMM forneciam 8 bits simultâneos e precisavam ser usados em
grupos para formar o número total de bits exigidos pelo processador. Processadores 386 e 486 utilizam
memórias de 32 bits, portanto os módulos SIMM eram usados em grupos de 4. Por exemplo, 4 módulos
iguais, com 4 MB cada um, formavam um banco de 16 MB, com 32 bits.

Os módulos SIMM usados até então tinham 30 contatos, portanto eram chamados de SIMM/30, ou
módulos SIMM de 30 vias (ou 30 pinos). Ainda eram bastante comuns em meados dos anos 90, mas já
existiam na época, módulos SIMM de 72 vias (SIMM/72), que forneciam 32 bits simultâneos. Em placas
de CPU 486, um único módulo SIMM/72 formava um banco de memória com 32 bits.

Os módulos SIMM/72, apesar de serem mais práticos que os SIMM/30, eram pouco utilizados, até o
lançamento do processador Pentium. O Pentium trabalha com memórias de 64 bits, portanto dois módulos
SIMM/72 iguais formam um banco de 64 bits. Já em 1996 era praticamente impossível encontrar à venda
módulos SIMM/30, exceto no mercado de peças usadas.

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Módulos SIMM/30 e SIMM/72.

Visando uma integração de componentes ainda maior, foram criados módulos que fornecem 64 bits
simultâneos. Esses módulos são chamados DIMM/168 (dual inline memory module), e possuem 168 vias.
Um único módulo DIMM/168 forma um banco de memória com 64 bits.

Módulo DIMM/168.

Muitas placas de CPU Pentium produzidas entre 1995 e 1997 usavam módulos COAST (Cache on a Stick).
Este tipo de módulo era usado para formar a memória cache de algumas placas de CPU Pentium, e
também de algumas placas de CPU 486 e 586 produzidas naquela época. Note que os módulos COAST
para placas de CPU Pentium são um pouco diferentes dos utilizados para placas de CPU 486/586, porém
com chips diferentes. A diferença é visualizada na figura seguinte.

Módulos COAST.

Dois novos tipos de memória passaram a ser comuns a partir de 2001. São as memórias RAMBUS
(RDRAM) e as memórias DDR SDRAM. Memórias RAMBUS usam o o encapsulamento RIMM de 184 vias
(figura A). Este tipo de módulo pode ter uma chapa metálica cobrindo seus chips. Esses módulos têm
tamanho similar ao dos módulos DIMM/168, cerca de 13 centímetros. Entretanto não existe risco de
conexão em um soquete errado, já que as duas fendas existentes do conector só se ajustam aos soquetes
apropriados.

(Figura A)

Módulo RIMM/184.

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Também bastante parecidos são os módulos DIMM/184, utilizados pelas memórias DDR SDRAM. A medida
é similar à dos módulos DIMM/168 e RIMM/184, mas esses módulos também possuem um chanfro
característico que impede o seu encaixe em um soquete errado.

Módulo DIMM/184.

Observe que antes de fazer um upgrade de memória, temos que saber quais são os tipos de memórias
suportadas pela placa de CPU. Por exemplo, muitas placas de CPU para Pentium 4 operam com RDRAM,
outras com DDR SDRAM, e outras com SDRAM. Podemos encontrar placas de CPU para processadores
Athlon e Duron que operam com SDRAM, outras com DDR SDRAM, outras com ambos os tipos. As placas
para Pentium III e Celeron normalmente aceitam apenas SDRAM. Placas de CPU para processadores mais
antigos podem operar com SDRAM, outras com memórias SIMM/72 (FPM ou EDO), outras aceitam ambos
os tipos. Quando uma placa de CPU suporta mais de um tipo de memória, o ideal é que seja escolhido
para uma expansão, aquele de maior desempenho. (O ideal é seguir o ditado: “cada caso é um caso”).

• RAMs estáticas e dinâmicas


RAMs podem ser divididas em duas grandes categorias: RAMs estáticas (SRAM) e RAMs dinâmicas
(DRAM). A DRAM é a memória usada em larga escala nos PCs. Quando dizemos que um PC possui, por
exemplo, 128 MB, tratam-se de 128 MB de DRAM. São memórias baratas e compactas, o que é um
grande atrativo. Por outro lado, são relativamente lentas, o que é uma grande desvantagem. Por esta
razão, os PCs utilizam em conjunto com a DRAM, uma memória especial, mais veloz, chamada cache, que
serve para acelerar o desempenho da DRAM.

A SRAM (cache) tem como objetivo o aumento do desempenho através de um processo de aceleração de
troca de informações entre memória principal (DRAM) e processador. Antigamente a memória cache
localizava-se na placa-mãe. Atualmente ela encontra-se embutida no processador e também na placa-
mãe em alguns casos. No momento existem 03 (três) tipos de memória cache:

• L1 (level 1 – nível 1 – interna):


- Localizada dentro do processador.
- Extremamente importante para performance do processador.
- Varia de 16 Kb a 512 Kb em média.

• L2 (level 2 – nível 2 – externa):


- Localizada na placa-mãe.
- Controlador desta memória se encontra embutido no chipset.
- Tamanhos mais comuns: 256 Kb, 512 Kb, 1 Mb.

• L3 (level 3 – nível 3):


- Determinados processadores acabaram embutindo a cache L2 para acelerar sua
performance. Isto possibilitou que a cache localizada na placa-mãe pudesse ser
utilizada como um terceiro nível de memória cache.

Segue um exemplo simples de funcionamento de uma memória cache:

Imagine que o serviço deste secretário seja atender 10.000 clientes da seguradora que ligam
esporadicamente. Cada cliente possui uma ficha, sendo que todas as 10.000 fichas estão organizadas
num grande arquivo do outro lado da sala. Quando um cliente liga, o secretário precisa de se levantar e
procurar a ficha do cliente no arquivo, antes que possa atendê-lo, fazendo com que cliente precise esperar
um tempo razoável.
Com o passar do tempo, o secretário percebe que dos 10.000 clientes, 50 ligam com mais
freqüência. Ele então resolve colocar um pequeno fichário sobre a mesa, e nele guarda as fichas destes 50

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clientes que são responsáveis pela maioria das chamadas. Quando um destes clientes ligar, o
secretário poderá localizar a sua ficha em muito menos tempo, já que elas já estarão sobre a sua mesa.
Enquanto estiver atendendo o cliente, ele manterá a ficha deste à mão, para que possa atender
imediatamente a qualquer solicitação.
O grande arquivo ilustra a memória RAM, onde todos os programas abertos são carregados. O
pequeno fichário sobre a mesa ilustra a cache L2, que armazena os dados usados com mais freqüência
pelo processador. Finalmente, a ficha mantida à mão enquanto o cliente é atendido ilustra a cache L1, que
é brutalmente mais rápido do que a memória RAM e até mesmo que a cache L2, apesar do seu tamanho
reduzido não permitir a armazenagem de muitos dados, assim como não é possível (pelo menos no
exemplo) manter mais que uma ficha à mão ao mesmo tempo.

A DRAM por sua vez pode ser subdividida em outras categorias, sendo as principais (em ordem
cronológica):
• DRAM
• FPM DRAM
• EDO DRAM
• SDRAM
• DDR SDRAM
• RDRAM

A DRAM não é caracterizada pela rapidez, e sim pelo baixo custo, aliado à alta capacidade, em
comparação com a SRAM. A alta capacidade é devida ao fato das suas células de memória serem mais
simples. Com células mais simples, é possível criar chips com maior número de células de memória.

As RAMs estáticas são muito utilizadas para formar a cache L2 externa, em placas de CPU para
processadores que não possuem esta cache intergrada. Os módulos COAST, por exemplo, já citados neste
capítulo, são formados por chips de RAM estática.
Comparando SRAM e DRAM
Como mostra a tabela, a DRAM leva vantagem em todos os pontos, exceto na velocidade. Esta
desvantagem é compensada com o uso de memória cache. A lentidão da DRAM é resultado da sua
natureza capacitiva.
SRAM DRAM
* Rápida Lenta
Baixa densidade * Alta densidade
Alto custo * Baixo custo
Alto consumo * Baixo consumo

• DRAMs FPM e EDO


As memórias dinâmicas usadas nos PCs produzidos nos últimos anos dividem-se em várias categorias.
Nos PCs mais recentes, encontramos memórias SDRAM, DDR SDRAM e RDRAM.
Nos PCs um pouco mais antigos (1994-1997), encontramos memórias DRAM dos tipos FPM (Fast Page
Mode) e EDO (Extended Data Out).

FPM DRAM
A principal característica da FPM DRAM é que os seus acessos são feitos em grupos de 4 transferências. A
primeira transferência é tão demorada quanto a de uma DRAM comum, mas as três transferências
seguintes são mais rápidas. Por exemplo, pode demorar 100 ns para acessar o primeiro dado, e 40 ns
para acessar cada um dos três dados seguintes.

O tempo de acesso de uma FPM DRAM deve estar relacionado com o clock do processador. A duração de
um ciclo de clock depende do clock utilizado pelo chipset, que em geral é o mesmo clock externo do
processador:

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Clock Período Clock Período
33 MHz 30 ns 95 MHz 10,5 ns
40 MHz 25 ns 100 MHz 10 ns
50 MHz 20 ns 133 MHz 7,5 ns
60 MHz 16,6 ns 166 MHz 6 ns
66 MHz 15 ns 200 MHz 5 ns
75 MHz 13,3 ns 266 MHz 3,75 ns
83 MHz 12 ns 400 MHz 2,5 ns

De um modo geral, para obter o valor do período, dado em ns, basta dividir 1000 pelo número de MHz.
Considere por exemplo um Pentium-200, operando com clock externo de 66 MHz, ou seja, ciclos de 15 ns.
Todas as suas operações são feitas em múltiplos de 15 ns, ou seja, 15ns é a sua unidade básica de
tempo. Aquela FPM DRAM que precisa operar com a temporização 100/40/40/40, será controlada pelo
chipset com a temporização 7-3-3-3. São 7x15 = 105 ns para o primeiro acesso e 3x15 = 45 ns para
cada um dos acessos seguintes.

EDO DRAM
Bastante comum a partir de 1995, a EDO (Extended Data Out) DRAM é obtida a partir de um
melhoramento de engenharia nas memórias FPM DRAM. A idéia é bastante simples. Após completar um
ciclo de leitura e fornecer os dados lidos, pode dar início a um novo ciclo de leitura, mas mantendo em
suas saídas, os dados da leitura anterior. O resultado é uma economia de tempo, o que equivale a um
aumento de velocidade. É suportada por todas as placas de CPU Pentium, a partir das que apresentam o
chipset i430FX. As primeiras placas de CPU Pentium II também as suportavam, porém essas memórias
caíram em desuso, sendo logo substituídas pela SDRAM tão logo o Pentium II se tornou comum (1998).

Módulos de memória EDO DRAM utilizaram muito o encapsulamento SIMM/72 (assim como a FPM DRAM).
Também é possível encontrar módulos de memória EDO DRAM usando o encapsulamento DIMM/168,
porém são mais raras nesta versão.

Reconhecendo a diferença entre FPM DRAM e EDO DRAM


Nem sempre é fácil reconhecer à primeira vista, a diferença entre memórias FPM e EDO. Se o módulo for
do tipo SIMM/30 ou SIPP/30, é do tipo FPM. A confusão ocorre com módulos SIMM/72 produzidos entre
1994 e 1997, comuns em placas de CPU 386, 486 e nas primeiras placas de CPU Pentium. Placas de CPU
386 não funcionavam com memórias EDO, e placas de CPU 486 também normalmente não, mas existem
alguns modelos que suportam tanto FPM quanto EDO. Já as primeiras placas de CPU Pentium com
soquetes SIMM/72 suportavam tanto memórias FPM quanto EDO. O BIOS dessas placas era capaz de
detectar o tipo de memória instalado em cada banco e configurar o chipset para acessos de acordo com o
tipo detectado.

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figura “EDO”

Alguns módulos apresentavam


uma etiqueta “EDO”.

Alguns módulos de EDO DRAM apresentam uma etiqueta indicadora “EDO”, como na figura acima. Este é
um indício para diferenciar memórias EDO das memórias FPM, mas não nos deixa livres de falsificações, já
que qualquer revendedor inescrupuloso pode produzir etiquetas falsas. Felizmente esta falsificação não é
comum, já que as memórias EDO e FPM têm preços similares.
Em alguns casos é possível diferenciar entre FPM e EDO de acordo com a numeração dos chips. Muitos
fabricantes usam para os chips FPM DRAM, números terminandos com 0, enquanto os chips EDO têm seus
números terminados com 5. A tabela abaixo mostra os principais fabricantes e os sufixos utilizados para
cada tipo de DRAM:

Fabricante Inscrições Sigla Exemplos Diferença entre FPM e EDO


nos Chips
OKI MSM MSM51V17400B FPM termina com 0
MD MSM51V17405D EDO termina com 5 ou 8
Samsung KM KM48V8100C FPM termina com 0 ou 3
KM48V8104B EDO termina com 4 ou 5

Texas TMS TMS417400A FPM termina com 0


Instruments TMS416409A EDO termina com 9
Fujitsu MB MB8118160A FPM termina com 0
MB8118165A EDO termina com 5
Mitsubishi M5M M5M417800D FPM termina com 0
M5M4V17405C EDO termina com 5
LG GM GM71V65160C FPM termina com 0
Electronics GM71V65163C EDO termina com 3
Hyundai HY HY51V17800B FPM termina com 0
HY51V17804B EDO termina com 4
Siemens HYB HYB3166160AJ FPM termina com 0
HYB3164165AJ EDO termina com 5
IBM IBM IBM01164DOT3E FPM termina com 0
IBM0116165BJ3E EDO termina com 5

Micron MT MT4C1M16C3DJ Normalmente o 4º dígito antes do


MT4LC1M16E5DJ “-“ é “E” nas memórias EDO.
Motorola MCM MCM218160B FPM termina com 0
MCM218165B EDO termina com 5

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NEC NEC 4265160G5 FPM termina com 0
4264165G5 EDO termina com 5
NPNX NN NN51V17800BJ FPM termina com 0
NN51V17805BJ EDO termina com 5
Panasonic MN MN41V18160ASJ FPM termina com 0
MN41V18165ASJ EDO termina com 5
Toshiba TC TC5118180BJ FPM termina com 0
TC5165165AJ EDO termina com 5
Hitachi HM HM5165160A FPM termina com 0
HM5164165A EDO termina com 5

Velocidade de memórias FPM e EDO

As memórias FPM e EDO, muito usadas entre 1994 e 1997, apresentam em geral o encapsulamento
SIMM/72. O tempo de acesso dessas memórias é medido em ns (nano-segundos). Em geral os tempos de
acesso são de 50, 60, 70 e 80 ns, sendo que as de 60 e 70 ns são as mais comuns. Os fabricantes
utilizam ao lado do número de cada chip, um indicador de tempo de acesso. Por exemplo, 60 ns pode ser
indicado como –60, 06, -06 ou similar. A figura “EDO” mostra chips de um módulo SIMM/72, com tempo
de acesso de 60 ns. As marcações usadas para memórias FPM e EDO são:

Tempo de acesso Marcações


80 ns -80, -8, -08, -X8
70 ns -70, -7, -07, -X7
60 ns -60, -6, -06, -X6
50 ns -50, -5, -05, -X5

Por exemplo, os chips MT4C4007JDJ-6, mostrados na figura “EDO”, são de 60 ns. Note que as marcações
que indicamos dizem respeito a memórias FPM e EDO, encontradas em módulos SIMM/72 (e também em
SIMM/30). Memórias SDRAM possuem marcações parecidas, mas os significados são outros. Por exemplo,
uma SDRAM com marcação -8 não é de 80 ns, e sim, de 8 ns.
Se um módulo de memória é SIMM/30, então certamente é FPM. Se é um módulo SIMM/72, então
certamente é FPM ou EDO. Se o módulo é do tipo DIMM/168, então provavelmente trata-se de uma
SDRAM, mas existem alguns raros casos de memórias FPM e EDO que usam o encapsulamento
DIMM/168.

• DRAMs síncronas
No final dos anos 90 surgiram as DRAMs síncronas (Synchronous DRAM, ou SDRAM), ideais para
barramentos de 66 a 133 MHz, e alguns modelos chegando a 166 MHz. Para barramentos mais velozes,
como 200, 266 e até 400 MHz, foram criadas novas versões ainda mais velozes, como a DDR SDRAM
(Double Data Rate SDRAM) e a RDRAM (Rambus DRAM).
SDRAM
Esta é a DRAM síncrona (Synchronous DRAM), muito utilizada nas placas de CPU produzidas entre 1997 e
2001. A principal diferença em relação às DRAMs dos tipos EDO e FPM é que seu funcionamento é
sincronizado com o do chipset (e normalmente também com o processador), através de um clock. Por
exemplo, em um processador com clock externo de 133 MHz, o chipset também opera a 133 MHz, assim
como a SDRAM. Existem exceções, como as primeiras placas para processadores Athlon, com clock
externo de 200 MHz mas com memórias SDRAM operando com apenas 100 ou 133 MHz. De qualquer
forma, sempre existirá uma sincronização entre o chipset e a SDRAM. A SDRAM é mais veloz que a EDO
DRAM, é suportada por todas as placas de CPU produzidas a partir de meados de 1997, e seus módulos
usam o encapsulamento DIMM/168.

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Memórias SDRAM modernas operam com temporizações como 3-1-1-1 ou 2-1-1-1. Significa que levam 3
ou 2 ciclos para fazer o primeiro acesso (isto é o que chamamos de CL, ou latência do CAS) e 1 ciclo para
cada um dos três acessos seguintes.
O valor de CL pode ser ajustado pelo CMOS Setup, de forma manual ou então de forma automática. Para
usar o ajuste automático basta programar o item SDRAM timing com a opção by SPD. O SPD (Serial
Presence Detect) é uma pequena ROM de configuração existente nos módulos de SDRAM, através da qual
o BIOS pode identificar automaticamente as características da memória.
PC66, PC100, PC133
Inicialmente surgiram chips de SDRAM com clocks de 66, 100 e 125 MHz. Teoricamente eram destinados
a operar com barramentos externos de 66, 100 e 125 MHz, respectivamente. Como existiam várias
diferenças entre as temporizações das várias versões de SDRAM de vários fabricantes, algumas
incompatibilidades passaram a ocorrer. Visando resolver esses problemas, a Intel criou os padrões PC66,
PC100 (e mais tarde o PC133). São normas que definem todos os parâmetros de tempo que as memórias
deveriam obedecer para operar seguramente a 66 e a 100 MHz, o que acabou com os problemas de
compatibilidade. Os módulos de 100 MHz já existentes no mercado não atendiam plenamente às
especificações do padrão PC100, por isso esses módulos passaram a ser designados como PC66. Já os
módulos de 125 MHz existentes tinham temporizações compatíveis com o PC100, e passaram a ser assim
designados. Portanto um módulo com marcação de 10 ns ou 100 MHz é PC66. Pode ser usado com
barramentos externos de 66 MHz, e possivelmente também a 75 ou 83 MHz, mas não a 100 MHz. Os
módulos com marcação de 8 ns ou 125 MHz são classificados como PC100.
Os primeiros módulos para 133 MHz já foram criados obedecendo ao padrão PC133, portanto podem ser
seguramente usados em barramentos de 133 MHz. Esses módulos têm tempos de acesso de 7,5 ns ou
menores.
DDR SDRAM
Apesar de envolver um grande esforço de engenharia na sua implementação, a idéia da DDR (Double
Data Rate) SDRAM é bastante simples. Ao invés de uma única SDRAM, coloque duas iguais, lado a lado.
Quando uma for acessada, a outra também será. Cada SDRAM poderá entregar um dado a cada pulso de
clock. Como temos duas memórias “em paralelo”, o conjunto poderá entregar dois dados a cada pulso de
clock. O resultado é uma taxa de transferência duas vezes maior. Agora, ao invés de utilizar dois chips
SDRAM iguais, lado a lado, constrói-se um único chip com os circuitos equivalentes aos das duas SDRAMs,
e adiciona-se a ele, os circuitos necessários para fazer a transmissão dupla a cada pulso de clock. O chip
resultante é uma DDR SDRAM.

Operação da SDRAM e da
DDR SDRAM.

A figura acima mostra a diferença, do ponto de vista externo, entre a SDRAM e a DDR SDRAM. Os
períodos de clock são representados por T0, T1, T2 e T3. A SDRAM fornece um dado a cada período de
clock, e o instante da subida deste clock (transição de “0” para “1”) indica que o dado está pronto para
ser lido. Na DDR SDRAM, utilizando períodos iguais, cada transição de subida ou de descida indica a
presença de um dado pronto. Portanto são dois dados a cada clock.
As memórias DDR são oficialmente encontradas em versões de 266 MHz, 333 MHz e 400 MHz,

DDR2 SDRAM
Memórias do tipo DDR2 já são aceitas em algumas placas-mãe topo de linha. Segue abaixo uma
pequena lista das principais diferenças entre as memórias DDR2 e DDR:
• As memórias DDR2 são encontradas em versões de 400 MHz, 533 MHz, 667 MHz e 800 MHz. Assim
como as memórias DDR, transferem dois dados por pulso de clock. Por conta disso, os clocks listados
são os clocks nominais e não os clocks reais. Para obter o clock real divida o clock nominal por dois.
Por exemplo, a memória DDR2-667 na realidade trabalha a 333 MHz.

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• As memórias DDR2 têm menor consumo elétrico comparadas às memórias DDR.
• As memórias DDR são alimentadas com 2,5V enquanto as memórias DDR2 são alimentadas com 1,8V.
• Nas memórias DDR a terminação resistiva necessária para a memória funcionar está localizada na
placa-mãe. Já na DDR2 este circuito está localizado dentro do chip de memória. É por este motivo que
não é possível instalar memórias DDR2 em soquetes de memória DDR e vice-versa.
• Os módulos de memória DDR têm 184 terminais, enquanto os módulos de memória DDR2 têm 240
terminais.
• Nas memórias DDR o parâmetro “latência do CAS” (CL), também conhecido como “tempo de acesso” –
que é o tempo que a memória demora em entregar um dado solicitado –, pode ser de 2, 2,5 ou 3
pulsos de clock. Nas memórias DDR2 o tempo de acesso pode ser de 3, 4 ou 5 pulsos de clock.
• Nas memórias DDR2, dependendo do chip, há uma latência adicional (chamada AL, “additional
latency”) de 0, 1, 2, 3, 4 ou 5 pulsos de clock. Ou seja, em uma memória DDR2 com CL4 e AL1, o
tempo de acesso (latência) é de 5 pulsos de clock.
• Nas memórias DDR2 a latência de escrita é igual à latência de leitura (CL + AL) menos 1.
• Internamente o controlador das memórias DDR trabalha carregando antecipadamente dois bits de
dados da área de armazenamento (tarefa conhecida como “prefetch” ou “pré-busca”), já o controlador
das memórias DDR2 trabalha carregando quatro bits.
Aparência Física
Os módulos de memória DDR e DDR2 possuem o mesmo tamanho físico, porém módulos DDR têm 184
terminais, enquanto módulos DDR2 têm 240 terminais. Abaixo se pode comparar os terminais de um
módulo DDR2 com um módulo DDR.

Diferença entre o contato de borda dos módulos DDR para os módulos DDR2.
Desta forma, não há como instalar um módulo DDR2 em um soquete DDR e vice-versa.

Todo chip DDR2 usa encapsulamento BGA (Ball Grid Array), enquanto chips DDR normalmente usam
encapsulamento TSOP (Thin Small-Outline Package). Existem chips DDR com encapsulamento BGA (como
é o caso dos chips da Kingmax), mas não são comuns.

Na Figura A pode ser conferida a aparência de um chip DDR com encapsulamento TSOP, usado em
módulos DDR, enquanto na Figura B pode ser observada a aparência de um chip DDR2 com
encapsulamento BGA, usado em módulos DDR2.

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Figura A: Chips DDR normalmente usam encapsulamento TSOP.

Figura B: Chips DDR2 normalmente usam encapsulamento BGA.

Terminação Resistiva
Nos módulos DDR a terminação resistiva necessária para a memória funcionar está localizada na placa-
mãe. Já nos módulos DDR2 esta terminação está dentro dos chips de memória – técnica chamada ODT,
On-Die Termination.

Isto foi feito para que o sinal a ser lido e escrito pela memória ficasse mais “limpo”. Observando a próxima
figura se nota uma comparação do sinal que chega à memória. Do lado esquerdo estão os sinais no
sistema onde a terminação está na placa-mãe (memórias DDR). Já do lado direito surgem os sinais no
sistema onde a terminação está na memória (memórias DDR2). Mesmo um leigo é capaz de facilmente
identificar que o sinal do lado direito está mais limpo e estável que o sinal do lado esquerdo. No quadrado
amarelo é possível realizar a comparação da diferença de janela de tempo que a memória tem para ler ou
gravar um dado. Com o uso da terminação resistiva, esta janela de tempo aumentou, significando que
clocks maiores podem ser atingidos, já que a memória tem mais tempo para ler ou escrever um dado.

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Comparação entre a terminação resistiva na placa-mãe e a terminação resistiva na memória.

Latências

As memórias DDR2 trabalham com latências maiores do que as memórias DDR. Em outras palavras, elas
demoram mais pulsos de clock para entregarem um dado solicitado. Isso significa que as memórias DDR2
são mais lentas do que as memórias DDR? Não necessariamente. Elas demoram mais pulsos de clock,
mas não necessariamente mais tempo.

Se for realizada uma comparação de uma memória DDR com uma memória DDR2 rodando sob um
mesmo clock, a que tiver menor latência será mais rápida. Portanto, caso se apresente uma memória
DDR400 com CL3 e uma memória DDR2-400 com CL4, a memória DDR400 será mais rápida.
Lembrando que as memórias DDR2 têm um parâmetro adicional chamado AL (latência adicional) que deve
ser somada à sua latência nominal (CL) para obter a latência total.

No caso de comparações de memória com velocidades diferentes, deve ser levado em conta o clock.
No caso de uma memória DDR400 com CL3, este “3” significa que a memória demora 3 pulsos de clock
para começar a entregar os dados solicitados. Como esta memória roda a 200 MHz, cada pulso de clock
dura 5 ns (T = 1/f). Ou seja, sua latência é de 15 ns.

Já uma memória DDR2-533 com CL3 e AL0, este “3” também significa que a memória demora 3 pulsos de
clock, só que como esta memória roda a 266 MHz, cada pulso de clock dura 3,75 ns, ou seja, sua latência
é de 11,25 ns sendo, portanto, mais rápida para entregar dados do que uma memória DDR400 CL3. Ou
seja, uma memória DDR2-533 com CL4 e AL0 tem a mesma latência de uma memória DDR400 CL3. Note
que estamos assumindo a latência adicional como zero, caso contrário teríamos de incluí-la nas contas.
Isto é, uma memória DDR2 com CL3 e AL1 na realidade possui latência de quatro pulsos de clock.

Alguns fabricantes divulgam a latência de seus módulos de memória através de quatro números, como
“4-4-4-12” ou “5-4-4-9” ou “3-3-3-8”. A latência referida (CL) é o primeiro número da seqüência. Já a
latência adicional (AL) em geral é encontrada na documentação técnica da memória, normalmente
disponível em um arquivo do tipo PDF para download no site do fabricante.

Para facilitar as contas e comparações, segue uma tabela abaixo contendo a duração de cada pulso de
clock dependendo do tipo de memória. Assim somente é necessário pegar o número apresentado abaixo
de acordo com o tipo de memória a ser comparada e multiplicar pelo valor da sua latência para saber a
duração da latência em nanossegundos, podendo, assim, comparar a latência de memórias com clocks
diferentes para saber qual memória é efetivamente mais rápida.

Memória Duração de Cada Pulso de Clock


DDR266 7,5 ns

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DDR333 6 ns
DDR400 e DDR2-400 5 ns
DDR2-533 3,75 ns
DDR2-667 3 ns
DDR2-800 2,5 ns

Em relação a preço, a Intel acredita, baseada em estudos mercadológicos, que somente no final de 2006
chips DDR2-667 de 512 Megabits terão o mesmo preço que hoje os chips DDR-400 de mesma densidade
têm. De acordo com os mesmos estudos, a paridade de preços entre DDR2-533 e DDR-400 deve ocorrer
no terceiro trimestre do ano de 2006, enquanto a paridade entre DDR2-400 e DDR-400 deve ocorrer no
início de 2006.

DDR3 SDRAM
As memórias DDR3 estão no momento em estágio de protótipo. O JDEC, órgão que padroniza as
memórias RAM, ainda não finalizou as especificações deste padrão. Aliás, o grande problema atualmente é
que os protótipos de cada fabricante estão usando parâmetros diferentes, o que dificulta os testes deste
novo tipo de memória. Este problema só será resolvido quando os fabricantes e o JDEC acordarem sobre
um padrão comum a ser seguido por todos.

As primeiras velocidades das memórias DDR3 serão 800 MHz e 1067 MHz, subindo para 1333 MHz e 1667
MHz no futuro.

Lembrando que as memórias DDR3, assim como as DDR2 e DDR, transferem dois dados por pulso de
clock e estes valores são os clocks nominais. Para obter o clock real, divida estes valores por 2.

RDRAM
Nas memórias RDRAM, é usado um agrupamento de bancos operando em paralelo para obter uma taxa
de transferência ainda mais elevada. São 16 ou 32 bancos, dependendo dos chips. Um típico chip de
memória RDRAM opera com dados de 16 bits. Também são comuns os chips de 18 bits. Os dois bits
adicionais são usados como paridade, e servem para implementar mecanismos de detecção e correção de
erros.

A maioria das DRAMs atuais são oferecidas em versões entre 300 e 400 MHz. Para simplificar nossa
explicação, consideremos os chips de 400 MHz. Assim como a DDR SDRAM, a RDRAM também realiza
duas transferências por cada ciclo de clock, portanto tudo se passa como se a operação fosse em 800
MHz. Esses 800 milhões de transferências por segundo, sendo cada uma de 16 bits (2 bytes), resultam na
taxa de transferência de 1,6 GB/s. Note que esta taxa é bem maior que a exigida pela maioria dos
processadores:
Processador bits clock Banda
Pentium III 64 100 MHz 800 MB/s
Pentium III B 64 133 MHz 1,07 GB/s
Athlon 64 200 MHz 1,6 GB/s
Athlon 64 266 MHz 2,13 GB/s
Pentium 4 64 400 MHz 3,2 GB/s
Um único canal de memória RDRAM oferece uma taxa de transferência suficiente para atender à maioria
dos processadores, exceto os mais avançados. O Pentium 4, por exemplo, com seu barramento de 400
MHz e 64 bits, exige 3,2 GB/s, o dobro da taxa de transferência da RDRAM. Portanto nas placas de CPU
para Pentium 4, são utilizados dois canais de RDRAM com 1,6 GB/s cada um (dois módulos), totalizando
os 3,2 GB/s necessários.

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Os processadores modernos operam com 64 bits simultâneos, enquanto a RDRAM fornece apenas 16.
Cabe ao chipset, que faz a ligação entre o processador e a memória, obter 4 grupos consecutivos de 16
bits vindos da RDRAM, formando os 64 bits exigidos pelo processador. Nas placas de CPU para Pentium 4,
são dois canais de 16 bits, ambos a 800 MHz (lembre-se que são na verdade 400 MHz, mas com duas
transferências por cada clock). Juntos formam 32 bits por 800 MHz. O chipset faz a composição para 64
bits e 400 MHz, exatamente como exige o Pentium 4.
O futuro da RDRAM
Enquanto a AMD incentivava o uso da DDR SDRAM, a Intel apostava na RDRAM. Esta memória foi usada
sem sucesso em algumas placas de CPU para Pentium III, e foi usada pelas primeiras placas de CPU para
Pentium 4. Sendo uma memória muito cara, tornava difícil a popularização do Pentium 4. Enquanto a
Intel, obrigada por contrato, produzia apenas placas de CPU e chipsets para Pentium 4 com suporte a
RDRAM, outros fabricantes de chipsets como a SiS e a VIA produziram chipsets para Pentium 4 com
suporte a DDR SDRAM. Alguns meses depois do lançamento do Pentium 4, a Intel produziu um chipset
para Pentium 4 com suporte a memórias SDRAM. O uso desse tipo de memória não é o ideal para o
Pentium 4, já que sua taxa de transferência é 3 vezes menor que a exigida.
Terminado o prazo legal do contrato com a Rambus, empresa que detém as patentes da RDRAM, a Intel
lançou um novo chipset para Pentium 4 com suporte a DDR SDRAM. Apesar da redução de preços, a DDR
SDRAM é bem mais barata que a RDRAM.
Este tipo de memória já é muito difícil de ser encontrado atualmente.

• SPD – Serial Presence Detect


O SPD permite ao BIOS identificar as características dos módulos de memória, e desta forma configurar o
chipset para realizar o acesso da forma mais eficiente. Encontramos o SPD nos módulos de memória
SDRAM, DDR SDRAM e RDRAM. É implementado através de um minúsculo chip de memória EEPROM
existente nos módulos, onde estão armazenadas todas as suas características (figura a seguir).
Figura 16
O chip SPD de um
módulo de SDRAM.

Antes de existir o SPD, o BIOS precisava determinar através de contagem, a quantidade de memória
instalada. Vários parâmetros relacionados com a temporização de acesso às memórias deviam ser
obrigatoriamente programados no BIOS. Como existem módulos com características bem diferentes, os
BIOS precisavam utilizar temporizações longas, compatíveis com maior variedade de módulos, e desta
forma o desempenho não era otimizado. O usuário mais experiente tinha que ajustar manualmente as
temporizações, visando obter maior desempenho.

• Escolhendo a DDR SDRAM correta


A DDR SDRAM é um produto bastante recente, começou a ser produzida em alta escala no ano 2000.
Sendo um produto novo, maiores são as chances de ocorrerem incompatibilidades, já que nem sempre
todos os fabricantes seguem os mesmos padrões. Vamos então esclarecer os principais pontos.
Módulos DDR Registered e Unbuffered
Existem duas categorias de módulos DDR:
1) Registered
2) Unregistered ou Unbuffered.
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Os fabricantes de memórias normalmente produzem ambos os tipos. O segundo é mais barato e mais
indicado para PCs comuns. O tipo registered é mais caro, mas tem a vantagem de poder ser instalado em
maiores quantidades, sendo ideal para servidores. Placas de CPU que suportam memórias DDR possuem
em geral um jumper para a indicação do tipo de DDR.

Jumper para indicar o tipo de DDR


SDRAM (Registered / Unbuffered).

É fácil identificar a diferença entre módulos DDR nas versões Registered e Unbuffered. A diferença está
mostrada na figura seguinte. Ambos utilizam os chips de memória similares, mas o módulo registered
possui chips adicionais localizados entre o conector e os chips de memória. Esses chips são os chamados
Registers (registradores).

Módulos de DDR SDRAM DIMM/184


nas versões Unbuffered e
Registered.

OBS.: A mesma regra é válida também para memórias SRAM. Os módulos SRAM registered possuem
chips adicionais (registradores), como mostra a figura 18.

Voltagem da DDR SDRAM


Assim como as memórias SDRAM usadas na maioria dos PCs operam com 3,3 volts, as memórias DDR
SDRAM mais usadas operam com 2,5 volts, mas existem as versões de 1,8 volts, ainda pouco utilizadas.
Existem diferenças no soquete e nos módulos, que impedem o uso de módulos de 1,8 volts em soquetes
de 2,5 volts, e vice-versa. A diferença fica por conta do posicionamento do chanfro do soquete. A próxima
figura mostra os chanfros para os atuais módulos de 2,5 volts (chanfro à esquerda) e para as futuras
memórias de 1,8 volts (chanfro no centro). Existe ainda uma posição reservada para uso futuro (chanfro à
direita), que poderá ser usada com um eventual novo padrão de voltagem.

O chanfro indica a
voltagem do módulo de
memória DDR.

Velocidade da DDR SDRAM


O selecionamento da DDR SDRAM começa pelo seu clock, de acordo com o apresentado na tabela abaixo.
Note que as denominações DDRxxx são adotadas pelos chips de memória, enquanto nomenclaturas como
PCXXXX (PC1600, PC2100, etc.) são usadas para designar módulo.
Tipo Clock Taxa de transferência
DDR200 / PC1600 100 MHz 1,6 GB/s
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DDR266 / PC2100 133 MHz 2,1 GB/s
DDR300 / PC2400 150 MHz 2,4 GB/s
DDR333 / PC2700 167 MHz 2,7 GB/s
DDR400 / PC3200 200 MHz 3,2 GB/s

Memórias DDR SDRAM também podem utilizar diferentes latências do CAS. As versões disponíveis no
mercado devem operar com CL=2 ou CL=2,5. Daí surgem as versões DDR266A e DDR266B. Os chips
classificados como DDR266A podem operar com CL=2, enquanto os do tipo DDR266B operam com
CL=2,5. As placas de CPU que usam este tipo de memória podem ser configuradas de forma automática,
na qual o CL é programado de acordo com as informações na EEPROM SPD (Serial Presence Detect), ou
então manualmente.

• Escolhendo a RDRAM correta


Os módulos de RDRAM são classificados de acordo com a velocidade, número de bits e tempo de acesso:
Velocidade PC800, PC700, PC600
Numero de bits 16 ou 18
Tempo de acesso 40 a 55 ns
Os módulos de 18 bits são usados em sistemas que operam com código de correção e detecção de erros
(ECC). Os módulos de 16 bits são um pouco mais baratos e não utilizam este recurso. As velocidades
estão relacionadas com a taxa de transferência:
PC600 1,2 GB/s
PC700 1,4 GB/s
PC800 1,6 GB/s
As memórias RDRAM são também classificadas de acordo com o seu tempo de acesso. Os fabricantes
indicam em geral nos módulos de RDRAM, a taxa de transferência e o tempo de acesso. A próxima mostra
um módulo padrão PC800, com tempo de acesso de 40 ns. Observe a indicação “800-40” na parte direita
da etiqueta. Um tempo de acesso de, por exemplo, 40 ns, indica que o primeiro acesso demorará 40 ns, e
os acessos seguintes são feitos em alta velocidade.

Módulo RIMM de
800 MHz e 40 ns.

Nas placas de CPU equipadas com RDRAM, o BIOS pode obter os parâmetros de velocidade e tempo de
acesso a partir dos dados armazenados na EEPROM SPD (Serial Presence Detect) da RDRAM, e programar
o chipset para operar no modo correto. Em geral também é possível programar manualmente esses
parâmetros através do CMOS Setup.

Módulo RIMM de continuidade


O barramento das memórias RDRAM não pode ter soquetes vazios. É necessário um casamento de
impedância devido à sua elevada freqüência de operação. Devemos completar os soquetes vazios com
módulos de continuidade.

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Usando módulos de
continuidade RIMM.

• Detecção e correção de erros na memória


Todos os chips de memória estão sujeitos a erros. A probabilidade da ocorrência de erros é muito
pequena, mas dependendo da aplicação, o erro pode ser tolerado ou não. Se um computador usado
exclusivamente para jogos apresentar um erro por ano, isto não causará problema algum. Se um
computador usado no monitoramento de um reator nuclear, a taxa de um erro a cada 10 anos seria
catastrófica. Existem mecanismos para detectar erros, e outros que permitem ainda corrigir o erro
encontrado.

Paridade
A paridade é um recurso que serve para aumentar a confiabilidade das memórias DRAM (isto se aplica a
qualquer tipo de DRAM: RDRAM, DDR, SDRAM, EDO e FPM). A paridade nos PCs consiste em adicionar a
cada grupo de 8 bits, um nono bit, chamado de bit de paridade. Este bit funciona como um dígito
verificador, e permite detectar a maior parte dos erros na memória. Módulos SIMM/72 com paridade
operam com 36 bits ao invés de 32, e módulos DIMM/168 (SDRAM) e DIMM/184 (DDR) com paridade
operam com 72 bits ao invés de 64. Módulos RDRAM com paridade utilizam 18 bits, ao invés de 16. A
paridade que já foi tão importante há alguns anos atrás, caiu de importância pelo fato das memórias
terem se tornado mais confiáveis. Inclusive muitos chipsets para PCs de baixo custo não fazem checagem
de paridade.

ECC
Uma outra técnica mais eficiente tem sido utilizada para detectar e corrigir erros na memória. Trata-se do
ECC, usado em placas de CPU de alta confiabilidade, como as usadas em servidores. Para cada grupo de
64 bits, 8 bits adicionais são usados para detecção e correção de erros. Por isso os módulos DIMM/168 de
72 bits não são ditos “com paridade”, e sim, “com ECC”.
Os 8 bits adicionais de ECC armazenam um código mais complexo, calculado em função dos 64 bits de
dados. Através de técnicas matemáticas avançadas, porém de simples implementação através de circuitos
digitais, o ECC permite não apenas detectar um bit errado, mas também descobrir qual é este bit e
corrigir automaticamente o seu valor.

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• Memórias ROM
A ROM (Read Only Memory, ou memória de apenas leitura) tem duas características principais. A primeira
trata-se de uma memória não volátil, ou seja, que não perde seus dados quando é desligada. Por isso é a
memória ideal para armazenar o BIOS, que precisa entrar em execução assim que o computador é ligado.
A segunda característica, seu próprio nome já diz. É usada apenas para operações de leitura, não
permitindo gravações. A maioria das ROMs usadas em PCs utiliza o encapsulamento DIP (Dual In-line
Package). As ROMs mais comuns são as que armazenam o BIOS da placa de CPU e o BIOS da placa VGA.

ROM, PROM, EPROM


As ROMs são encontradas em diversas modalidades. As principais diferenças dizem respeito a como os
dados originais são armazenados. Em uso normal, a ROM aceita apenas operações de leitura, e não de
escrita, mas antes disso, é preciso que alguém (normalmente o fabricante) armazene os seus dados.
A ROM é o tipo mais simples. Seus dados são gravados durante o processo de fabricação do chip. Um
fabricante de placas de CPU, por exemplo, entrega ao fabricante de memórias, o conteúdo a ser gravado
nas ROMs. A partir deste conteúdo, o fabricante de memórias produz uma matriz, com a qual serão
construídos milhares de chips.
A PROM (Programable ROM) é um tipo de memória ROM, com uma diferença: pode ser programada em
laboratório, através de um gravador especial. Este tipo de gravação é feito através da “queima” de
microscópicos elementos, que são como pequenos fusíveis, feitos de material semicondutor. Uma PROM
nova vem em estado “virgem”, ou seja, com todos os seus fusíveis intactos. O processo de gravação faz a
queima seletiva desses fusíveis, a fim de representar os bits desejados. Este processo é irreversível. Uma
vez “queimada”, ou seja, programada, uma PROM não pode mais ser modificada.
A EPROM ou UV-EPROM (Eraseable PROM, ou Ultra Violet Eraseable PROM) é uma ROM programável, que
pode ser apagada e regravada. Seus dados podem ser apagados através de um feixe de luz ultra violeta
de alta intensidade. As EPROMs possuem uma janela de vidro, através da qual podem incidir os raios ultra
violeta usados no processo de apagamento. Esses raios são obtidos em um aparelho especial chamado
“apagador de EPROMs”, que consiste em uma caixa plástica com uma lâmpada ultra violeta.

Flash ROM
Desde os anos 80 existe no mercado um tipo especial de ROM, que pode ser programada e apagada
eletricamente: a EEPROM ou E2PROM (Eletrically Eraseable Programable ROM). Essas memórias são
antecessoras das atuais Flash ROMs, que têm a mesma característica. São ROMs que podem ser
regravadas através da aplicação de voltagens de programação especiais. Em uso normal, esta voltagem
de programação não chega ao chip, e seus dados permanecem inalteráveis. Este tipo especial de ROM
tem sido utilizado nas placas de CPU a partir de meados dos anos 90 para armazenar o seu BIOS. Pelo
fato de serem alteráveis, permitem realizar atualizações do BIOS, através de programas especiais que
ativam os seus circuitos de gravação.

Shadow RAM
A técnica da shadow RAM é utilizada para acelerar o BIOS da placa de CPU, o BIOS da placa de vídeo e
outros BIOS eventualmente existentes em placas de expansão. A habilitação da shadow RAM é feita
através do CMOS Setup. Consiste em copiar o conteúdo das ROMs (que são lentas) para a memória RAM
(que é muito mais rápida). A seguir as ROMs são desativadas, e as áreas de RAM com suas cópias
assumem o seu lugar.

• Expansão da memória

Aumentar a quantidade de RAM de um PC não é uma tarefa difícil. Esses PCs possuem vários soquetes
para a instalação de módulos de memória, e normalmente alguns deles estão livres para a instalação de
novos módulos. Apenas é preciso saber o módulo correto a ser usado na expansão. Devem ser
considerados os seguintes fatores:
1) Tipo

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A maioria das placas de CPU produzidas nos últimos anos usa módulos SDRAM, com encapsulamento
DIMM/168. Modelos mais antigos (1994-1997) podem utilizar módulos SIMM/72, do tipo EDO ou FPM. A
partir de 2001 surgiram placas de CPU com suporte para memórias DDR e RDRAM. Antes de comprar
novas memórias para uma expansão, é preciso saber o tipo de módulo utilizado pela placa de CPU.

2) Capacidade

Podemos encontrar módulos de memória com diversas capacidades. As mais comuns são as de 16 MB, 32
MB, 64 MB e 128 MB, mas encontramos também capacidades maiores (256 MB e 512 MB), assim como
menores (8 MB, 4 MB, 2 MB, 1 MB). Antes de fazer uma expansão temos que consultar o manual da placa
de CPU para verificar a sua capacidade máxima de memória, bem como as capacidades dos módulos
suportados. Quando não temos o manual em mãos, podemos usar uma regra que normalmente funciona:
utilize nos bancos vazios, módulos de memória iguais ao que já está instalado.

3) Velocidade

Todos os tipos de memória são classificados de acordo com a velocidade. É preciso saber identificar as
velocidades de memórias EDO, FPM, SDRAM, DDR e RDRAM. Compre as novas memórias com velocidade
igual ou superior às das memórias que já estão instaladas.

OBS.: Esta regra possui uma exceção. Entre as primeiras placas de CPU com suporte a memórias SDRAM,
com barramento de 66 MHz, existem algumas que operam com memórias PC66 mas não suportam PC100
ou PC133. Este problema deve-se ao fato dos seus chipsets terem sido projetados antes do
estabelecimento do padrão PC66. Podemos citar entre elas, as equipadas com o chipset conhecido como
VXPro.

As placas de CPU modernas são extremamente flexíveis no que diz respeito à capacidade dos módulos de
memória. A maioria dos processadores modernos requer memórias de 64 bits, e os módulos SDRAM e
DDR também são de 64 bits. Nesses casos, um único módulo é suficiente para formar um banco de
memória.

No passado, isto nem sempre foi simples assim. Nos tempos das velhas memórias SIMM/72 e das ainda
mais antigas memórias SIMM/30, era preciso utilizar módulos de 2 em 2 ou de 4 em 4 para formar os
bancos de memória.

Cada processador precisa “enxergar” bancos de memória com o mesmo número de bits do seu
barramento externo. Processadores 486, por exemplo, exigiam memórias de 32 bits. Ao usar memórias
com encapsulamento SIMM/30 (8 bits), era preciso utilizar 4 módulos iguais para completar 32 bits. Em
placas de CPU 486/586 com soquetes SIMM/72, um único módulo SIMM/72 fornece os 32 bits necessários
para formar um banco.

Já as placas de CPU Pentium (64 bits) equipadas com soquetes SIMM/72 necessitam do uso de módulos
aos pares. Dois módulos iguais de 32 bits completam os 64 bits exigidos pelo processador. Os dois
módulos SIMM/72 que formavam um banco deveriam ser preferencialmente iguais. Se isto não fosse
possível, eles precisavam ser pelo menos compatíveis com o padrão exigido pela placa de CPU. Deveriam
ser obrigatoriamente de mesma capacidade e se possível, de mesma velocidade, mesmo que sendo de
fabricantes diferentes.

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Exemplo 1: Placas com soquetes SIMM/72 e DIMM/168

Até aproximadamente o início de 1997, as placas de CPU para processadores Pentium e compatíveis
possuíam apenas soquetes para instalação de módulos SIMM/72. Depois disso surgiram placas equipadas
com o chipset i430VX, com suporte para SDRAM. Passaram a ser produzidas placas que permitiam a
instalação de memórias FPM ou EDO (SIMM/72), e ainda SDRAM (DIMM/168). A próxima figura mostra
um caso bastante típico. Observe que existem 4 soquetes para instalação de módulos SIMM/72. Cada par
desses soquetes forma um banco de memória, já que cada módulo SIMM/72 fornece 32 bits, e o Pentium
necessita de 64 bits de memória. Existem também dois soquetes para instalação de módulos DIMM/168.
Cada um desses soquetes forma um banco, já que cada um desses módulos fornece 64 bits.

Layout de uma placa de


CPU com soquetes
SIMM/72 e DIMM/168.

Note que módulos SIMM/72 poderão ser EDO DRAM (mais comuns) ou FPM DRAM, enquanto módulos
DIMM/168 poderão ser SDRAM (mais comuns) ou EDO/FPM DRAM. Normalmente as placas de CPU que
operam com vários tipos de memórias, não permitem misturar memórias EDO/FPM DRAM e SDRAM.

Exemplo 2: A-Trend ATC 5050 (Pentium e similares)

Agora é demonstrado um exemplo de expansão de memória em uma placa equipada com soquetes
SIMM/72 e DIMM/168. A placa do nosso exemplo é a ATC-5050, produzida pela A-Trend. Os módulos
SIMM/72 são agrupados em dois bancos (SIMM1-SIMM2, e SIMM3-SIMM4). Esses módulos fornecem 32
bits, e dois deles devem ser agrupados para formar um banco de 64 bits. Os dois módulos SIMM/72 que
formam um banco devem ser iguais, com a mesma capacidade, mesmo tempo de acesso, mesmo tipo
(ambos FPM ou ambos EDO), e devem ser preferencialmente do mesmo fabricante.
O fabricante da placa avisa que podem ser usados módulos de 70 ns ou mais rápidos (60 ns é a opção
mais comum). Evite instalar módulos de 70 ns, pois em geral apresentam desempenho baixo. Dê
preferência aos módulos de 60 ns.
A placa possui ainda dois soquetes DIMM/168, nos quais podem ser instalados módulos SDRAM ou EDO
DRAM. Também é recomendado pelo fabricante que não sejam misturados módulos SDRAM e EDO/FPM
DRAM. A tabela anexa mostra as quantidades de memória que podem ser formadas pelo preenchimento
dos bancos de módulos SIMM/72. Por exemplo, uma das maneiras de formar 16 MB é instalando módulos
de 8 MB no primeiro banco. Para aumentar esta memória para, digamos, 48 MB, basta instalar dois
módulos de 16 MB no segundo banco.

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Exemplo de tabela
de configurações
de memória.

Exemplo 3: Asus TX97-XV (Pentium e similares)

Este é uma placa de CPU para Socket 7, com barramento de 66 MHz. É equipada com o chipset Intel
i430TX e possui 2 soquetes DIMM/168 e 4 soquetes SIMM/72. Segundo o manual, a placa permite instalar
módulos SDRAM DIMM/168 com capacidades entre 8 MB e 128 MB, ou módulos EDO DIMM/168 com até
256 MB (note que os módulos EDO DIMM/168 são bastante raros). Também possui bancos para a
instalação de módulos SIMM/72 com capacidades entre 4 MB e 64 MB.

O manual também deixar claro que módulos DIMM e SIMM não podem ser usados simultaneamente. Este
é um erro muito comum cometido por usuários que fazem upgrades de memória sem ter experiência, sem
estudar a técnica e sem consultar o manual da placa de CPU.

Placa de CPU com Socket 7 e


suporte a memórias SIMM/72 e
DIMM/168.

Analisando esta figura se nota ainda um detalhe interessante. Esta placa de CPU tem vídeo onboard, mas
é de uma época em que os chipsets não tinham circuitos de vídeo. Essas placas usavam um chip gráfico e
uma memória de vídeo independente. Nesse caso existe um chip gráfico ATI, 1 MB de memória de vídeo
dedicada, e 2 soquetes para expansão da memória de vídeo para até 2 MB.
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Vídeo onboard com chip gráfico e
memória dedicados. Este tipo de
arquitetura não provoca a queda de
desempenho do processador,
verificada nas placas com vídeo
onboard que usam memória
compartilhada.

Exemplo 4: Asus TX97 (Pentium e similares)

A placa seguinte possui 3 soquetes DIMM/168 para a instalação de módulos SDRAM. Podem ser usados
módulos com capacidades entre 8 MB e 128 MB, desde que a capacidade total não ultrapasse 256 MB,
limite imposto pelo chipset. Por exemplo, podemos instalar 64 MB + 64 MB + 128 MB ou 128 MB + 128
MB, mas não podemos instalar 128 MB + 128 MB + 128 MB.

Placa Asus TX97, com 3 soquetes DIMM/168.

Em caso de dúvida podemos sempre consultar as informações existentes no manual da placa de CPU. O
manual desta placa traz as informações indicadas na figura 27. É explicado como cada soquete DIMM
pode ser preenchido. É explicado que se os soquetes DIMM 1 ou 2 tiverem instalados módulos de 64 MB
ou 128 MB, o soquete 3 deverá permanecer vazio. Portanto para fazer uma expansão de memória não
basta conectar módulos. É preciso saber o tipo de módulo a ser usado (no caso desta placa os módulos
devem ser PC66) e as regras para preenchimento de bancos. Nem sempre os bancos de memória de uma
placa podem ser preenchidos livremente, é preciso consultar o manual da placa de CPU.

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Instruções para a instalação
e expansão de memória na
placa Asus TX97.

Exemplo 5: Tyan 1692 (Pentium II e Celeron - Slot 1)

Neste exemplo foi utilizada a placa Tyan modelo 1692. Esta é uma placa de CPU para Pentium II,
equipada com o chipset i440LX. Possui 4 soquetes para memórias DIMM/168, que poderão ser do tipo
SDRAM ou EDO DRAM. O manual traz instruções para instalação e expansão, bem como uma tabela de
configurações de memória.

Exemplo de tabela de configurações de memória.

Esta placa permite instalar até 1 GB de memória EDO DRAM, ou então até 512 MB de SDRAM. As
memórias SDRAM devem ser do tipo não buferizado (unbuffered). O fabricante diz ainda que a memória
instalada é automaticamente detectada, sem a necessidade de alterar jumpers.

O manual diz ainda que para que o POST funcione (Power on self test), é preciso que exista pelo menos
um módulo de memória instalado. Avisa ainda que podem ser instalados módulos de várias capacidades,
sendo que a máxima capacidade permitida para um módulo SDRAM é 128 MB, e a máxima capacidade
permitida para um módulo EDO DRAM é 256 MB. São características de placas antigas (1997-1998), já
que as atuais aceitam módulos com capacidades bem maiores.

Finalmente, existe uma tabela de configurações de memória que deve ser seguida, tanto na instalação
inicial, como também em expansões. Observe que são mostradas apenas algumas configurações
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possíveis, pois uma tabela completa seria muito extensa. Não está mostrado, por exemplo, que podemos
formar 64 MB instalando 4 módulos de 16 MB.

Observa-se, por exemplo que, para formar 32 MB, podemos instalar módulos de 16 MB nos bancos 0 e 1,
ou então instalar um módulo de 32 MB no banco 0. Se existem, por exemplo, dois módulos de 16 MB nos
bancos 0 e 1 (32 MB), podemos fazer uma expansão para, digamos, 64 MB, instalando um módulo de 32
MB no banco 2, ou então módulos de 16 MB nos bancos 2 e 3. Poderíamos instalar módulos de quaisquer
outras capacidades, desde que suportados pela placa.

Em geral não existe ordem obrigatória no preenchimento dos bancos de memória. Poderíamos por
exemplo, deixar os bancos 0 e 1 vazios, e instalar módulos nos bancos 2 e 3. Algumas placas entretanto
exigem que os bancos sejam preenchidos na ordem, portanto dê sempre prioridade à instalação desta
forma. Evite por exemplo preencher DIMM1 e DIMM2 e deixar DIMM0 vazio.
Exemplo 6: Placa Asus K7V (Athlon – Slot A)
Esta placa suporta processadores Athlon com encapsulamento em forma de cartucho (Slot A) e memórias
SDRAM PC100 ou PC133. Possui 3 soquetes DIMM/168 para módulos de 16 MB a 512 MB. Todos os três
soquetes podem ser preenchidos livremente, e a capacidade máxima de memória da placa é 1,5 GB,
obtida quando instalamos 3 módulos de 512 MB.

Placa Asus K7V, para


processadores Athlon com Slot A.

Pode-se observar que as placas para processadores Athlon normalmente usam chipsets que permitem que
a memória opere de forma assíncrona ao processador. Na placa deste exemplo, o processador opera com
200 MHz (100 MHz com DDR) enquanto as memórias podem operar com 100 ou 133 MHz (PC100 ou
PC133). Através do CMOS Setup podemos definir o tipo de memória através do item “DRAM to CPU
Frequency Ratio”. As opções são 3:3 (memórias PC100) e 4:3 (memórias PC133).
Exemplo 7: Placa Soyo SY-7ISA+ (Pentium III e Celeron PGA)

Esta é uma placa de CPU para processadores Pentium III e Celeron com encapsulamento PGA e FC-PGA
(Socket 370) e suporte a memórias SDRAM PC100 e PC133. Possui 3 soquetes DIMM/168, mas é preciso
tomar cuidado com os tipos de módulos que podem ser usados.

O preenchimento não é totalmente livre como ocorre com outras placas.

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Placa Soyo SY-7ISA+.

Esta placa apresenta restrições em relação ao uso de módulos de face dupla (double sided). Esses
módulos possuem chips em ambas as faces, e operam como dois módulos em um só encapsulamento.
Como consomem uma corrente de entrada maior, nem sempre o chipset tem condições de enviar seus
sinais digitais para um número excessivo de módulos de face dupla.

Normas para preenchimento de bancos.

A figura imediatamente acima demonstra a tabela de configurações de memória encontrada no manual


desta placa. Podem ser usados módulos de 32 MB até 512 MB, totalizando uma memória máxima de 1,5
GB. A tabela mostra as restrições para a instalação de módulos. Se todos os módulos forem single sided,
todos os 3 bancos podem ser preenchidos livremente com módulos PC100 ou PC133. Módulos double
sided também podem ser preenchidos livremente nos 3 bancos, desde que todos sejam PC100. A
restrição diz respeito apenas aos módulos PC133 double sides. Nesse caso podem ser usados apenas dois
módulos, ou ocupando os bancos DIMM1 e DIMM2, ou ocupando os bancos DIMM2 e DIMM3. Tome
cuidado, pois muitas placas de CPU apresentam restrições como esta.

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Exemplo 8: Placa Asus A7V266 (Athlon PGA e Duron)
Esta é uma placa de CPU com suporte a processadores Athlon XP, Athlon e Duron. Possui 3 soquetes
DIMM/184 para memórias DDR, padrões PC1600 (200 MHz) e PC2100 (266 MHz).

Placa de CPU para


Athlon XP.

O preenchimento dos bancos de memória nesta placa é bastante flexível, descrito na tabela abaixo. Cada
soquete pode ter instalado um módulo de face simples ou dupla, com capacidades de 64 MB a 1 GB,
permitindo chegar a uma memória máxima de 3 GB.

Preenchimento dos bancos


de memória.

Exemplo 9: Placa Asus P4T (Pentium 4, RDRAM)


Esta foi uma das primeiras placas de CPU para o processador Pentium 4, ainda no seu encapsulamento
original (Socket 423). Possui dois canais, totalizando 4 soquetes RIMM, para memórias RDRAM. Podem ser
usadas memórias PC600 ou PC800, com capacidades de 64 MB a 512 MB, permitindo chegar ao máximo
de 2 GB de memória.

Placa de CPU para Pentium 4.

A instalação e a expansão de memória RDRAM é um pouco mais complexa que as que usam memórias
SDRAM e DDR. Módulos RDAM devem ser usados aos pares. A placa do nosso exemplo possui 2 canais,
cada um formado por um par de soquetes.

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O primeiro canal é o RIMMA, cujos soquetes são chamados de RIMMA1 e RIMMA2. O segundo canal é o
RIMMB, cujos soquetes são chamados de RIMMB1 e RIMMB2.

Observar que, apesar dos soquetes serem agrupados em canais, os bancos são formados em soquetes
alternados. O primeiro banco é formado pelos soquetes RIMMA1 e RIMMB1, o segundo banco é formado
pelos soquetes RIMMA2 e RIMMB2.

Os dois módulos que formam um banco devem ser exatamente iguais. Quando apenas um banco é
preenchido, o outro banco deve ter instalado módulos de continuidade C-RIMM. A figura seguinte mostra
as instruções apresentadas no manual desta placa.

Regras para preenchimento dos bancos


de memória em uma placa para
Pentium 4 com RDRAM.

Como dito anteriormente, o primeiro banco é formado por RIMMA1 e RIMMB1, e o segundo banco é
formado por RIMMA2 e RIMMB2. A próxima figura mostra exemplos de como preencher esses bancos.

Em uma expansão de memória, devemos retirar os dois módulos C-RIMM e instalar no seu lugar, dois
novos módulos RIMM, que devem ser iguais.

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Modos de preenchimento dos
canais de RDRAM.

• Expansão de memória em placas antigas


Por placas antigas, consideram-se as equipadas com processadores Pentium e superiores, com soquetes
SIMM/72 para memórias dos tipos EDO ou FPM. Pode valer a pena expandir a memória nesses PCs, caso
estejam executando softwares para o qual o processador tem desempenho satisfatório. Quando a
memória é insuficiente, o PC faz muitos acessos ao disco rígido, usando a memória virtual. A expansão de
memória resolve o problema.

A principal característica dessas placas é que não possuem soquete DIMM/168. São placas produzidas
entre 1995 e 1997, aproximadamente. Em geral apresentam dois bancos de memória, formados por
módulos SIMM/72. Algumas dessas placas chegam a possuir 3 bancos, formados por 6 soquetes.

Dois bancos de memória SIMM de 72 vias em uma


placa de CPU Pentium antiga.

Vejamos o exemplo de uma placa de CPU Pentium com organização de memória indicada na tabela
abaixo:
Bank 0 Bank 1 Total
Memory
4 MB - 8 MB
4 MB 4 MB 16 MB
4 MB 8 MB 24 MB
4 MB 16 MB 40 MB
4 MB 32 MB 72 MB
8 MB - 16 MB
8 MB 4 MB 24 MB
8 MB 8 MB 32 MB
8 MB 16 MB 48 MB
8 MB 32 MB 80 MB
16 MB - 32 MB
16 MB 4 MB 40 MB
16 MB 8 MB 48 MB
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16 MB 16 MB 64 MB
16 MB 32 MB 96 MB
32 MB - 64 MB
32 MB 4 MB 72 MB
32 MB 8 MB 80 MB
32 MB 16 MB 96 MB
32 MB 32 MB 128 MB

Neste exemplo temos a tabela com todas as configurações de memória permitidas. A placa aceita
memórias FPM e EDO, desde que em cada banco não exista mistura. O fabricante informa ainda que a
placa não utiliza paridade (ou seja, não faz checagem de erros de paridade na memória), apesar de
aceitar o uso de módulos com paridade (36 bits).

Finalmente, é indicado o tempo de acesso necessário às memórias: 70 ns para FPM e 60 ns para EDO.
Observe pela tabela que nesta placa não é permitido manter o “Banco 0” vazio e usar o “Banco 1”. São
suportados módulos SIMM de 4 MB até 32 MB, totalizando o máximo de 128 MB de RAM. Levando em
conta a tabela acima, suponha um PC equipado com 32 MB de RAM, formados por dois módulos de 16 MB
instalados no “Banco 0”, como mostra a figura abaixo.

Bancos de memória de uma placa de CPU Pentium


equipada com 32 MB de RAM.

De acordo com a tabela, poderíamos fazer, por exemplo uma expansão para 64 MB, instalando dois
módulos de 16 MB no “Banco 1”. Entretanto, faremos uma expansão um pouco melhor. Instalaremos dois
módulos de 32 MB no “Banco 1”, totalizando 96 MB, como se observa a seguir.

A memória foi expandida para 96 MB.

• Erros na expansão de memória


Alguns motivos podem levar ao insucesso na expansão da memória. Se isto ocorrer com você, esfrie a
cabeça e cheque os pontos discutidos a seguir:
Uso de módulos errados
Existem erros grosseiros que, ao ocorrerem, inviabilizam totalmente o funcionamento das memórias. São
eles:

• Uso de módulos com a capacidade errada


• Uso de módulos do tipo errado (FPM / EDO / SDRAM)
• Uso de módulos com a velocidade errada

Quando esses erros ocorrem, a memória não funciona. Apenas no caso da velocidade errada (memórias
mais lentas que o recomendado), é possível realizar ajustes no CMOS Setup, fazendo com que os ciclos de

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acesso à DRAM sejam mais demorados, permitindo o funcionamento das memórias. Esta não é uma boa
solução, pois reduz o desempenho do computador.
Existem ainda algumas situações nas quais a memória em geral funciona, mas cuja prática deve ser
evitada, pois existe a possibilidade das memórias não funcionarem:
• Mistura de memórias com paridade e sem paridade no mesmo banco
• Mistura de memórias de fabricantes diferentes no mesmo banco
• Mistura de memórias mais lentas e mais rápidas no mesmo banco
Mau contato na conexão
As novas memórias podem não funcionar pelo fato de terem sido mal encaixadas nos seus soquetes. O
encaixe deve ser feito cuidadosamente para que fique perfeito, evitando mau contato. O mau contato
pode ocorrer tanto nas memórias como nos seus soquetes. Algumas vezes os contatos dos módulos de
memórias podem ter mau contato devido à oxidação ou devido à gordura resultante do toque com as
mãos. Uma forma simples de solucionar o problema é passar uma borracha (das usadas para apagar
escritas a lápis ou caneta) em ambos os lados dos contatos de cada módulo. A seguir limpamos os
resíduos da borracha, usando um pano seco, mas evitando esfregar de forma exagerada. Para remover
mau contato dos soquetes, precisamos aspirar a poeira usando um micro-aspirador de pó, e aplicar spray
limpador de contatos eletrônicos.
Ajustes no CMOS Setup
O CMOS Setup possui controles para a velocidade de acesso à memória DRAM. Quando a memória é mais
lenta, devemos dar mais tempo para essas operações. Isto normalmente é feito em um comando
chamado “DRAM Cycle” ou similar. No caso de memórias FPM e EDO, podem existir opções como:
7-4-4-4
6-3-3-3
6-2-2-2
A regra geral é que quando usamos números maiores, as operações de leitura e escrita na DRAM serão
mais demoradas, dando tempo suficiente para que as memórias mais lentas possam funcionar (embora o
desempenho do PC seja reduzido). Por outro lado, ao usarmos memórias mais velozes podemos diminuir
os números usados nos ciclos de acesso às memórias. O computador ficará mais veloz, porém se as
memórias não forem suficientemente rápidas, o funcionamento será instável. O procedimento mais
comum é usar um meio termo entre o acesso mais lento e o mais rápido. Portanto, entre as três opções
acima, seria indicada a “6-3-3-3”.
Se você fez uma expansão com memórias SDRAM, DDR SDRAM ou RDRAM, use no CMOS Setup o
comando DRAM Configuration by SPD. Isso fará com que o acesso à memória seja feito com a velocidade
adequada a cada módulo. Se mesmo assim o funcionamento for instável (o PC travar com as memórias
novas), programe no CMOS Setup o item DRAM Configuration como Manual e programe o valor de CAS
Latency com 3, ao invés de 2.
Memórias danificadas
Se você já checou os três itens indicados acima e as memórias continuam apresentando erros, é provável
que alguma delas esteja defeituosa. Esta situação é perfeitamente possível, já que muitos vendedores
tocam os chips e os contatos metálicos das memórias com as mãos, não tomando os cuidados devidos
com a eletricidade estática. Como resultado, os chips de memória podem ser total ou parcialmente
danificados. O erro pode se manifestar assim que o computador for ligado, ou pior ainda, pode ser
apresentado de forma intermitente. Pode ainda ocorrer o bom funcionamento das memórias durante
algumas semanas ou meses, para depois surgir o defeito. Nunca toque com as mãos os contatos
metálicos das memórias.
É conveniente fazer um check-up nas novas memórias usando um programa de diagnóstico de hardware.
CMOS Memory Size Mismatch
Normalmente as placas de CPU ao detectarem que a memória foi expandida (ou mesmo reduzida),
apresentam a seguinte mensagem logo no início do processo de boot:

CMOS Memory Size Mismatch


Press F1 to run Setup

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Não se trata de uma mensagem de erro. O que ocorre é que o BIOS detectou uma alteração na
quantidade de memória instalada. O BIOS exige que se faça uma confirmação de que realmente esta
alteração é válida. Para isto basta ativar o CMOS Setup e usar o comando “Save and Exit”, sem realizar
nenhuma alteração nos demais valores existentes no CMOS Setup. Ao fazermos isto, será
automaticamente registrada a nova quantidade de memória, e a mensagem “CMOS Memory Size
Mismatch” não aparecerá mais.

• A expansão de memória é necessária?


Um usuário mal informado pode gastar dinheiro à toa, fazendo uma expansão de memória sem
necessidade. Por exemplo, pode achar que o computador está lento para usar aplicações de escritório
(edição de texto, planilhas, e-mail, acesso à Internet, etc.) e aumentar a memória de 256 MB para 512
MB, e continuar com a mesma lentidão.

Um PC torna-se lento por falta de memória quando a quantidade de RAM exigida pelos programas ativos é
maior que a quantidade de RAM instalada. Por exemplo, quando o PC tem 64 MB mas os programas em
uso no momento estão usando 100 MB. A quantidade de memória que está em falta é obtida com o uso
da memória virtual. Trata-se de um arquivo localizado em C:\Windows, o WIN386.SWP (Windows 9x/ME)
ou PAGEFILE.SYS (Windows XP). O gerenciador de memória do Windows move dados entre a memória e o
arquivo de troca, à medida em que mais memória é necessária. Apesar de resolver o problema da falta de
memória, o desempenho cai drasticamente.

Podemos descobrir de forma intuitiva quando o arquivo de troca está em uso, o que caracteriza que a
memória está congestionada, tornando necessária a expansão de memória. Basta observar se nos
momentos de maior lentidão o LED de acesso ao disco rígido fica muito tempo aceso, quando na verdade
não deveria estar fazendo tantos acessos. Por exemplo, quando temos dois programas abertos e
mudamos de um programa para outro, clicando nos botões correspondentes da barra de tarefas.

Podemos também checar isso através do programa Monitor do Sistema, no Windows 9x/ME. Configuramos
o programa para exibir dois gráficos simultaneamente:

• Gerenciador de memória: Arquivo de permuta em uso


• Gerenciador de memória: Memória física não usada

Usando o monitor do sistema


para analisar a falta de
memória.

Programamos o gráfico para atualização a cada 10 segundos e passamos a executar os diversos


programas que nos levam à situação de lentidão. Até o instante 1 indicado no gráfico, o sistema tinha
quase 60 MB de RAM livre, e o arquivo de permuta não estava sendo usado. A partir do instante 1 foram
abertos vários programas, fazendo a quantidade de memória livre reduzir com o passar do tempo. No

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instante 2, esta quantidade finalmente chegou próxima de zero, enquanto simultaneamente, no instante
indicado como 3 no gráfico superior, o arquivo de permuta começa a ser usado, chegando a ocupar mais
de 30 MB. Neste ponto a lentidão do sistema é grande. Notamos lentidão até mesmo para abrir a janela
Meu Computador ou para alternar entre os aplicativos pela barra de tarefas.

O problema pode estar ocorrendo pelo mau hábito do usuário de manter muitos programas abertos. A
memória do computador não é infinita, e quando não estamos usando um programa, podemos encerrá-lo
para liberar memória. Se realmente é necessário manter todos esses programas abertos, então é preciso
fazer uma expansão de memória. O tamanho máximo do arquivo de permuta em uso indicado no gráfico
é igual à quantidade mínima de RAM que deve ser adicionada ao sistema. Se o gráfico indica que o uso do
arquivo de permuta chega a 40 MB, por exemplo, resolveremos o problema adicionando 64 MB, mas se
adicionarmos apenas 32 MB o arquivo de permuta ainda continuará em uso, o que causará lentidão,
apesar de menos freqüente.

No Windows NT/2000/XP, esta monitoração pode ser feita com o pressionamento da seqüência de teclas
CONTROL-ALT-DEL, o que provocará a execução do Gerenciador de Tarefas. Na guia Desempenho,
podemos acompanhar o valor da memória física disponível.

• Quando a placa suporta 2 tipos de memória


Algumas placas de CPU suportam dois tipos diferentes de memória. Sempre que isso ocorre, devemos
tentar fazer a expansão usando o tipo de memória mais avançado suportado pela placa, se for
tecnicamente possível. Podemos encontrar placas que suportam:

• Módulos SIMM/72 FPM e EDO


• Módulos SIMM/72 e DIMM/168 (SDRAM)
• Módulos SDRAM PC100 e PC133
• Módulos SDRAM e DDR SDRAM

Ao se comprar novas memórias mais avançadas, existem maiores chances de aproveitá-las futuramente
em um novo upgrade. Por exemplo, se uma placa de CPU tem 32 MB de EDO DRAM (SIMM/72) e mais um
banco SIMM/72 livre, e mais um banco de SDRAM livre, é preferível instalar um novo módulo SDRAM que
instalar os obsoletos módulos SIMM/72. Existe aqui um problema técnico, que é a impossibilidade de ter
funcionando ao mesmo tempo, memórias FPM/EDO e SDRAM. Para fazer a expansão usando SDRAM
teremos que retirar os módulos EDO já existentes. Normalmente este procedimento é economicamente
compensador, já que as atuais memórias SDRAM são muito mais baratas que as memórias FPM e EDO.
Existem casos em que não é preciso retirar as memórias mais antigas para instalar memórias novas mais
avançadas. Por exemplo, se uma placa de CPU opera com memórias PC100 (barramento externo de 100
MHz), podemos fazer um expansão usando memórias PC133, mesmo deixando que operem a 100 MHz.
Os preços dos módulos PC100 e PC133 são idênticos, e ao escolhermos módulos PC133, teremos maiores
chances de aproveitá-los em futuras expansões.
Portanto ao fazer uma expansão de memória, é bom tentar instalar as novas memórias na opção mais
avançada oferecida pela placa de CPU, mas temos que checar se isso é tecnicamente possível e
economicamente compensador.

• Memórias incompatíveis
Se uma placa de CPU requer, por exemplo, memórias PC133, então teoricamente qualquer módulo PC133
de qualquer fabricante pode ser instalado. Na prática isso nem sempre ocorre. Existe uma pequena
chance de que mesmo com o uso de memórias no padrão exigido, ocorram problemas de mau
funcionamento. Pequenas diferenças nas características eletrônicas de circuitos de memória de fabricantes
diferentes podem resultar nessas incompatibilidades. Dado um determinado padrão, como é o caso do
PC133, estamos fixando apenas o clock máximo suportado pelos chips.
Existem outras características eletrônicas como margem de ruído, impedância de entrada, reflexão de
sinais digitais, correntes e tensões. Alguma dessas características podem estar fora da faixa de valores
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aceitáveis pela placa de CPU em questão. Até mesmo o traçado das trilhas de circuito da placa de CPU e
dos módulos de memória é crítico, e para certos módulos, resultar em degradação dos sinais digitais.
Os problemas de incompatibilidade são mais comuns em placas de CPU mal projetadas e em módulos de
memória genéricos, mas também pode ocorrer com os produtos de primeira linha.
Quem monta PCs em série acaba descobrindo na prática alguns macetes, como “a placa X não pode
funcionar com as memórias de marca Y”. Um usuário que não lida com expansões de memória de forma
profissional não terá acesso a tal informação, e poderá acabar comprando um módulo de memória
incompatível com a sua placa de CPU. Para evitar esses problemas, alguns cuidados podem ser tomados:
a) Compre memórias de mesma marca que as que já estão instaladas no seu PC, usando chips
semelhantes.
b) Compre memórias de primeira linha, como Kingston e Itaucom. São um pouco mais caras que as
memórias genéricas, mas vale a pena.
c) Consulte o “fabricante” do seu computador e pergunte se ele sabe sobre eventuais incompatibilidades
com certos módulos de memória.
d) Muitos fabricantes de placas de CPU apresentam uma lista de memórias compatíveis. Se a lista for
apresentada, você poderá escolher as memórias com maior segurança.
e) Alguns laboratórios independentes realizam homologação de memórias e de placas de CPU. Um deles é
encontrado em www.cmtlabs.com.
f) A Kingston (www.kingston.com.br) tem módulos de memória específicos para cada modelo de placa de
CPU. No seu site podemos indicar a marca da placa e o modelo, e serão indicados os módulos produzidos
especificamente para aquela placa. Os módulos podem ser então encomendados em um dos seus
revendedores. Quando um PC precisa ter alta confiabilidade, vale a pena pagar mais caro por esses
módulos. De que adianta equipar um servidor com módulos baratos se o funcionamento não for
garantido?

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