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Ementa do Curso Análise de Riscos
Ementa do Curso
Análise de Riscos
Ementa do Curso Análise de Riscos Ementa do Curso de Gestão de Riscos Ambientais Introdução ao
Ementa do Curso Análise de Riscos Ementa do Curso de Gestão de Riscos Ambientais Introdução ao

Ementa do Curso de Gestão de Riscos Ambientais

Introdução ao Análise de Riscos

1 Gerenciamento de Riscos

1.1 - De onde veio…para onde vai

1.2 - Gerenciamento de Riscos, Qualidade Total, Gerenciamento Ambiental. Estamos falando da mesma coisa mudando o enfoque dos resultados?

1.3 - Aprendendo com os erros (dos outros)

2 - Conceitos Básicos da Análise de Riscos

2.1 - Riscos Voluntários x Riscos Involuntários

2.2 - Dogmas principais: Freqüência de Ocorrência x Magnitude das

Conseqüências

2.3 - Técnicas de Análise de Riscos: Qualitativas, Semi-Quantitativas e Quantitativas

Matriz de Consolidação de Riscos

Principais Técnicas Qualitativas

- What-if

- Análise Preliminar de Riscos

- AAF Análise por Árvores de Falhas

- AAE Análise por Árvores de Eventos

- FMEA Análise dos Modos de Falhas e Efeitos

- FMEA de Processo

- Hazop Análise de Riscos e Operabilidade

- Principais Técnicas Quantitativas

- Aplicando as Taxas de Falha as Técnicas Qualitativas

- Fundamentos da Engenharia de Confiabilidade

- Dificuldade na Determinação das Taxas de Falha/Probabilidade de Falha

- Técnicas Semi-Quantitativas Alternativa para a Inexistência de Taxas de Falha

Ementa do Curso Gerência de Riscos
Ementa do Curso
Gerência de Riscos
Ementa do Curso Gerência de Riscos 3 - Parâmetros para Determinação de Perdas • Avaliação de
Ementa do Curso Gerência de Riscos 3 - Parâmetros para Determinação de Perdas • Avaliação de

3 - Parâmetros para Determinação de Perdas

Avaliação de Perdas e Prejuízos

- Propriedade

- Riscos à Pessoas

- Responsabilidade Civil Danos a Terceiros

- Perdas Intangíveis Riscos de Imagem

Parâmetros de Perdas

- Perda Máxima Possível PMP

- Dano Máximo Provável DMP

- Perda Normal Esperada PNE

3.1 - Utilização dos Parâmetros de Perdas:

- Avaliação Patrimonial Determinação dos Valores em Risco

- PMP x DMP na Determinação do Limite Máximo de Indenização

- Utilizando o PNE

4 Prevenção de Perdas

- Comitês de Riscos

- Planos de Contingência

- Planos de Ação de Emergência

Ementa do Curso Gerência de Riscos
Ementa do Curso
Gerência de Riscos
Ementa do Curso Gerência de Riscos Avaliações: AV1 = Prova Escrita (Individual) AV2 = Trabalho de
Ementa do Curso Gerência de Riscos Avaliações: AV1 = Prova Escrita (Individual) AV2 = Trabalho de

Avaliações:

AV1 = Prova Escrita (Individual)

AV2 = Trabalho de Ger. de Riscos + Avaliação Oral

Individual

AV3 = Prova Escrita

Introdução ao Gerenciamento de Riscos
Introdução ao
Gerenciamento de Riscos
Introdução ao Gerenciamento de Riscos O que é Gerenciamento de Riscos? • “Um conjunto de técnicas
Introdução ao Gerenciamento de Riscos O que é Gerenciamento de Riscos? • “Um conjunto de técnicas

O que é Gerenciamento de Riscos?

• “Um conjunto de técnicas administrativas, financeiras, e de engenharia, praticadas por todos os envolvidos na elaboração de um plano, para estabelecer o correto dimensionamento dos riscos, visando definir o tipo de tratamento a serem a eles dispensados, sempre com o objetivo principal voltado à minimização dos efeitos relativos às possíveis perdas humanas e material deles decorrentes”.

Introdução ao Gerenciamento de Riscos
Introdução ao
Gerenciamento de Riscos
Introdução ao Gerenciamento de Riscos Primeiro Princípio: • A empresa não deve assumir riscos que possam
Introdução ao Gerenciamento de Riscos Primeiro Princípio: • A empresa não deve assumir riscos que possam

Primeiro Princípio:

A empresa não deve assumir riscos que possam supor perdas que conduzam a um desequilíbrio financeiro irreversível.

Segundo Princípio:

A empresa não deve aceitar riscos, cujo custo ( perda

prevista mais despesas com as medidas para sua minimização ) seja superior à rentabilidade esperada da atividade geradora de tal risco.

Comumente, o corpo diretivo da empresa ocupa-se com os riscos financeiros e de mercado, relegando a um segundo plano a adequação dos riscos acidentais que ameaçam o seu patrimônio. No entanto, os princípios que regem o tratamento de ambos os riscos são os mesmos, como acima destacados. Da mesma forma, a continuidade de uma empresa pode estar condicionada tanto pelo planejamento para evitar as perdas oriundas, por exemplo, de um incêndio, vendaval ou alagamento de grandes proporções, quanto pelo planejamento para se resguardar de um resultado negativo na atividade comercial.

Introdução ao Gerenciamento de Riscos
Introdução ao
Gerenciamento de Riscos
Introdução ao Gerenciamento de Riscos • Imaginemos, apenas para auxiliar o nosso raciocínio, que em nossa
Introdução ao Gerenciamento de Riscos • Imaginemos, apenas para auxiliar o nosso raciocínio, que em nossa

Imaginemos, apenas para auxiliar o nosso raciocínio, que em nossa empresa exemplo tenhamos tido um sinistro de grandes proporções. Começaram aí, com certeza, as preocupações que vão tirar o sono de muita gente. Vamos tentar descrever algumas delas:

Qual é o total dos prejuízos materiais ? A apólice de seguro

Qual é o total dos prejuízos materiais ? A apólice de seguro

contratada espelha a realidade dos prejuízos ocorridos ?

A cobertura contratada é a primeiro risco ou a empresa vai ter que

A

cobertura contratada é a primeiro risco ou a empresa vai ter que

ratear os prejuízos junto com a seguradora ?

Esta situação havia sido projetada quando o seguro foi contratado ? Quais as alternativas ?

Esta situação havia sido projetada quando o seguro foi contratado ? Quais as alternativas ?

Como serão pagas as despesas diretas e indiretas ( folha de pagamento, impostos, contas de

Como serão pagas as despesas diretas e indiretas ( folha de pagamento, impostos, contas de energia elétrica, etc. ) no período em que a empresa estiver reconstruindo as perdas ?

Os contratos de fornecimento poderão ser cancelados ?

Os contratos de fornecimento poderão ser cancelados ?

Haverá perda de mercado ?

Haverá perda de mercado ?

A empresa está ameaçada de desaparecer ?

A

empresa está ameaçada de desaparecer ?

Segundo estimativas, por não terem feito a si mesmas, perguntas como as acima relacionadas, ou seja, por não terem projetado de forma responsável e consciente a possibilidade de um grande risco, a que a empresa estava sujeita, vir a ocorrer, mais de setenta e cinco porcento das empresas que vivenciaram grandes sinistros, sucumbiram nos seis meses posteriores ao mesmo.

Introdução ao Gerenciamento de Riscos
Introdução ao
Gerenciamento de Riscos
Introdução ao Gerenciamento de Riscos • As razões do porquê isto aconteceu são simples: Não havia
Introdução ao Gerenciamento de Riscos • As razões do porquê isto aconteceu são simples: Não havia

As razões do porquê isto aconteceu são simples:

Não havia no seu planejamento estratégico, nada com relação a perdas físicas significativas. Apenas eram cogitados os riscos financeiros e de mercado;• As razões do porquê isto aconteceu são simples: Os riscos físicos ou ao patrimônio eram

Os riscos físicos ou ao patrimônio eram tratados emApenas eram cogitados os riscos financeiros e de mercado; um segundo plano, por gerentes médios, sem

um segundo plano, por gerentes médios, sem uma

política previamente definida pelo corpo diretivo da

empresa; A contratação de seguros era tratada como um item de custo e não de proteção a continuidade do negócio.uma política previamente definida pelo corpo diretivo da • O Gerenciamento de Riscos é, portanto, a

O Gerenciamento de Riscos é, portanto, a ciência que estuda os riscos em sua plenitude, sendo um importante instrumento de estratégia, responsável pela garantia da preservação da capacidade produtiva da empresa tanto no que se refere a integridade do patrimônio físico, quanto das vidas humanas envolvidas - funcionários, clientes e terceiros.

Muitas são as formas de se realizar um Gerenciamento de Riscos dentro de uma empresa. O mais importante, no entanto, é ter a consciência de sua importância.

O que fazemos no dia-a-dia é gerenciar riscos. Ao se

administrar uma conta bancária para não entrar no cheque

especial, estamos gerenciando o risco do dinheiro acabar; a dona de casa ao dosar a utilização dos alimentos na dispensa, está gerenciando o risco de ficar sem ter o que comer, assim como aquele “Dom Juan” que nunca chama suas conquistas pelo nome próprio (utiliza sempre “meu amor”, “querida”, “docinho” e outros apelidos carinhosos) está gerenciando o

risco da fama ser descoberta.

De onde veio…para onde vai
De onde veio…para
onde vai
De onde veio…para onde vai • O que é mais barato: corrigir ou prevenir? • Qual

O que é mais barato: corrigir ou prevenir?

Qual o momento da decisão?

Quando se começa a corrigir demais?

Quando a correção (uma só que seja) é muito onerosa?

Quando se descobre que era possível eliminar ou atenuar

as conseqüências gastando muito pouco?

Foi assim mesmo que o Homem aprendeu que todo investimento em prevenção retorna em produtividade

Em sendo Risco o produto de Probabilidade de ocorrência de um determinado evento vezes a extensão de suas Conseqüências, podemos dizer que

o Gerenciamento de Riscos teve início no momento em

que o Homem passou a perceber que riscos a sua volta poderiam se traduzir em perigos imediatos ou futuros e passou a quantificá-los.

No século passado, nos Estados Unidos, era comum que as seguradoras formassem equipes de combate a incêndio para se prevenir quanto a eventos que pudessem ocorrer com seus segurados. Em

determinado momento chegaram a conclusão que

estavam atuando, apenas, nas Conseqüências e que era necessário atuar de forma mais efetiva na Prevenção de Perdas, ou seja, analisar os riscos expostos e atuar na sua mitigação de forma a reduzir a probabilidade de sua materialização.

De onde veio…para onde vai
De onde veio…para
onde vai
De onde veio…para onde vai Risk Perception Risk Conception Risk Management Analisar riscos significa: Perceber o
De onde veio…para onde vai Risk Perception Risk Conception Risk Management Analisar riscos significa: Perceber o

Risk Perception

De onde veio…para onde vai Risk Perception Risk Conception Risk Management Analisar riscos significa: Perceber o

Risk Conception

De onde veio…para onde vai Risk Perception Risk Conception Risk Management Analisar riscos significa: Perceber o

Risk Management

Analisar riscos significa:

Perceber o risco = Identificar

Conceber o risco = Assimilar a sua importância

Quantificar o risco

Gerenciar o Risco agindo sobre a Probabilidade de Ocorrência de eventos Indesejáveis e sobre a Extensão das Consequências

De onde veio…para onde vai
De onde veio…para
onde vai
De onde veio…para onde vai Gerenciar Riscos = Avaliar Riscos + Prevenir Perdas ou seja: •

Gerenciar Riscos = Avaliar Riscos + Prevenir Perdas

ou seja:

Gerência de Riscos = Análise de Riscos + Prevenção de Perdas (Loss Prevention)

Risco = Probabilidade de Ocorrência x Extensão das Conseqüências……………R = P x C

Eu sabia $$$ que ia doer! É uma panela enorme
Eu sabia
$$$
que ia
doer!
É uma panela
enorme
Gerenciamento de Riscos x Qualidade x Gerenciamento Ambiental
Gerenciamento de Riscos x
Qualidade x
Gerenciamento Ambiental
de Riscos x Qualidade x Gerenciamento Ambiental Em Gerenciamento de Riscos, Controle de Qualidade e

Em Gerenciamento de Riscos, Controle de Qualidade e Gerenciamento Ambiental, de uma forma ou de outra, estamos falando em avaliar probabilidades e conseqüências, porém com objetivos diferentes:

Disciplina

Gerenciamento de Riscos

Controle de Qualidade

Gerenciamento Ambiental

Objetivo

Avaliação e mitigação de perdas pessoais e patrimoniais, responsabilidades diretas e indiretas, etc.

Avaliação de procedimentos produtivos e tratamento de não conformidades.

Avaliação de possíveis impactos ambientais causados por emissões tóxicas, corrosivas e/ou nocivas de alguma forma aos seres humanos, vida animal e vegetal.

De uma forma ou de outra, as técnicas utilizadas são exatamente as mesmas, com adaptações para cada finalidade.

Aprendendo com os erros (dos outros)
Aprendendo com os
erros (dos outros)
Aprendendo com os erros (dos outros) • Acidentes – Grupo 1 • Indústria em geral •

Acidentes

Grupo 1

Indústria em geral

Indústria química e petroquímica

Grupo 2

Rodoviários

Grupo 3

Ferroviário

Grupo 4

Aéreo

Grupo 5

Marítimo

Grupo 6

Desmoronamentos

Outros

Edifícios

19:00h - Leitura em grupo do texto da apostila de cada um dos temas acima

19:30h - Preparação de apresentação abordando: Os riscos eram previsíveis? Poderiam ser minimizados? O que poderia ter sido feito?

20:30h - Apresentações dos grupos / Conclusões

Conceitos Básicos da Análise de Riscos
Conceitos Básicos
da Análise de Riscos
Conceitos Básicos da Análise de Riscos • Riscos Voluntários X Riscos Involuntários Um primeiro conceito a

Riscos Voluntários X Riscos Involuntários

Um primeiro conceito a analisar é descobrir a diferença entre riscos voluntários e riscos involuntários. As definições básicas são as seguintes:

Risco Voluntário

São os riscos a que uma pessoa está exposta a partir da

consciência quanto a possibilidade de ocorrência de falhas diretas ou indiretas que venham a se materializar em acidentes com perdas de qualquer tipo, inclusive sob risco da vida humana.

Risco Involuntário São os riscos a que uma pessoa está exposta sem que tenha plena consciência da possibilidade de ocorrência de falhas diretas ou indiretas que venham a se materializar em acidentes com perdas de qualquer tipo.

Fazendo uma comparação podemos dizer que:

Risco Voluntário Entrar em uma subestação elétrica apesar dos avisos de perigo Trafegar em velocidade acima da permitida Praticar esportes radicais Desrespeitar as normas de segurança do trabalho

Surfar sobre trens

Risco Involuntário Riscos inerentes ao transporte coletivo Trabalhar em grandes alturas ex. Limpeza externa de janelas de edifícios

Lesões por Esforços Repetitivos - LER

Trabalhar em grandes alturas ex. Limpeza externa de janelas de edifícios • Lesões por Esforços Repetitivos
Trabalhar em grandes alturas ex. Limpeza externa de janelas de edifícios • Lesões por Esforços Repetitivos
Trabalhar em grandes alturas ex. Limpeza externa de janelas de edifícios • Lesões por Esforços Repetitivos
Trabalhar em grandes alturas ex. Limpeza externa de janelas de edifícios • Lesões por Esforços Repetitivos
Conceitos Básicos da Análise de Riscos
Conceitos Básicos
da Análise de Riscos
Conceitos Básicos da Análise de Riscos • Conceitos de Risco e Perigo • Risco (Hazard )

Conceitos de Risco e Perigo

Risco (Hazard) Uma ou mais condições de uma variável com o potencial necessário para causar danos. Esses danos podem ser entendidos como lesões a pessoas, danos a equipamentos ou estruturas, perda de material em processo ou redução de uma capacidade específica. Em havendo risco persistem as possibilidades de efeitos adversos.

Risco (Risk) Expressa a possibilidade de possíveis danos dentro de um período específico de tempo ou número de ciclos operacionais. Pode ser indicado pela probabilidade de um acidente multiplicada pelos: danos patrimoniais, vidas perdidas ou capacidade operacional. R = P x C Pode significar ainda:

- A incerteza quanto à ocorrência de um determinado evento (acidente);

- A chance de perda ou perdas que uma empresa pode sofrer por causa de um acidente ou série de acidentes.

Segurança

Já foi definida como a “isenção de riscos”, entretanto, é praticamente impossível a eliminação completa de todos os riscos. É, portanto, um compromisso a cerca de uma relativa proteção da exposição a riscos. É o antônimo de

perigo.

Perigo Expressa uma exposição relativa a um risco. Que favorece a sua materialização em danos.

Conceitos Básicos da Análise de Riscos
Conceitos Básicos
da Análise de Riscos
Conceitos Básicos da Análise de Riscos Atenção: Um risco pode estar presente, mas pode haver um

Atenção:

Um risco pode estar presente, mas pode haver um baixo nível de perigo, devido as precauções tomadas. Assim, por exemplo, um banco de transformadores de alta voltagem possui um risco inerente de eletrocussão uma vez que se encontre energizado. Há um alto nível de perigo se o

transformador estiver desprotegido, no meio de uma área

onde circulem pessoas. O mesmo risco estará presente quando os transformadores estiverem trancados em seus cubículos sob o piso. Entretanto, o perigo para as pessoas, nesta situação, é muito baixo.

Dano

É a gravidade da perda humana, patrimonial ou financeira que pode resultar se o controle sobre um determinado risco for perdido.

Um operário desprotegido pode cair de uma viga a três

metros de altura, resultando um dano físico, por exemplo, um fratura na perna. Se a viga estivesse colocada à 90 m. de altura, ele com toda certeza estaria morto. O risco (possibilidade) e o perigo (exposição) de queda são os mesmos, entretanto, a diferença reside apenas na gravidade do dano que poderia ocorrer com a queda.

Causa

É a origem de caráter humano ou material relacionada com

o evento catastrófico (acidente) pela materialização de risco, resultando em danos.

Conceitos Básicos da Análise de Riscos
Conceitos Básicos
da Análise de Riscos
Conceitos Básicos da Análise de Riscos • Perda É o prejuízo sofrido, com ou sem garantia

Perda

É o prejuízo sofrido, com ou sem garantia de ressarcimento.

Sinistro

É o prejuízo sofrido, com possibilidade de ressarcimento por uma apólice de seguro contratada.

Incidente Qualquer evento ou fato negativo com potencial para provocar danos. É também chamado quase acidente. Inclui a situação em que não há danos macroscópicos

Sumarizando, temos:

Risco (R) = Probabilidade de Ocorrência (P) x Magnitude

das Conseqüências (C)

Conceitos Básicos da Análise de Riscos
Conceitos Básicos
da Análise de Riscos
   

Definições de Risco

 

Poderíamos definir risco, em termos gerais, como possibilidade de ocorrência de um evento incerto, fortuito e de conseqüências negativas ou danosas .

O

risco

é

uma

possibilidade,

significa

que

o

seu

acontecimento

tem

que

ser

possível

quanto

sua

realização.

 

O

risco tem que ser incerto, ou seja, o acontecimento

tem que ser incerto; não pode haver a certeza de que ele ocorrerá.

O risco deve ser fortuito ou acidental, ou seja, o acontecimento tem que ser fortuito ou acidental; quer dizer, independente da vontade do homem.

O

risco deve provocar conseqüências danosas, ou seja,

o

possível acontecimento tem que ter conseqüências

negativas, no sentido de que deve representar uma perda humana e/ou material e que possam ser

seguradas.

Conceitos Básicos da Análise de Riscos
Conceitos Básicos
da Análise de Riscos
Conceitos Básicos da Análise de Riscos Classificação dos Riscos para o Mercado Globalizado Pela natureza da

Classificação dos Riscos para o Mercado Globalizado

Pela natureza da perda
Pela natureza da perda

Risco comercial

Está ligado ao ganho financeiro de um negócio e ao risco de perda que ele possa produzir, que seja oriundo de ter sido mal calculado o preço do produto, a concorrência de mercado ou por qualquer outra razão não diretamente ligada a um acontecimento físico.

Pela sua origem e alcance
Pela sua origem e alcance

Riscos Catastróficos São aqueles que pela potencialidade dos danos podem afetar toda uma comunidade e cuja origem não pode ser individualizada. Temos como por exemplos os riscos da natureza: inundações, furacões, terremotos, etc.

Riscos Particulares

São aqueles que podem ser individualizados quanto as suas origens e conseqüências, pois se conhece quem os provoca e quem sofre as perdas. É o caso do assaltante

que pratica o roubo contra um estabelecimento.

Dogmas: Probabilidade x Conseqüências
Dogmas: Probabilidade
x Conseqüências
Dogmas: Probabilidade x Conseqüências • Quando estamos analisando um determinado risco, a primeira ação a fazer

Quando estamos analisando um determinado risco, a primeira ação a fazer é descobrir se há alguma estatística relacionada a ocorrência de eventos anteriores, seja no local em que este risco ocorre ou em outros locais. Quando dissemos no capítulo anterior “aprendendo com os erros (dos outros)”, estávamos falando em acidentes ocorridos em vários locais.

Entender o porquê de sua ocorrência foi fundamental

para analistas de risco de várias áreas de atuação como forma de dimensionar probabilidades e conseqüências.

A experiência, mesmo que absorvida de outros, da

literatura especializada, etc. é o primeiro instrumento

da análise de riscos.

Mas e quando não dispomos de dados ou da experiência necessária? A solução é construir cenários acidentais e discutir com as outras pessoas envolvidas o grau de importância das possibilidades, vislumbrando se

realmente se constituem em probabilidades.

Em relação às conseqüências ocorre exatamente a

mesma coisa. Podemos aprender com outros eventos

ou construir os cenários acidentais.

Em análises simples a construção de um ou dois cenários acidentais é bastante simples e geralmente não se precisa de maiores auxílios. As formas de medição da probabilidade de ocorrência e da magnitude das conseqüências é que precisa ser melhor

investigada. O quadro a seguir mostra a amplitude das

medições:

Dogmas: Probabilidade x Conseqüências
Dogmas: Probabilidade
x Conseqüências
Dogmas: Probabilidade x Conseqüências Probabilidade • de falha • de ocorrer um evento indesejável • de

Probabilidade

de falha

de ocorrer um evento indesejável

de algo dar errado

do risco se transformar em perigo

Conseqüências

perda de vidas humanas

perda financeira

perda patrimonial

perda de imagem

perda de capacidade temporária

Técnicas de Análise de Riscos
Técnicas de Análise
de Riscos
Técnicas de Análise de Riscos 2.5.1 - Sistemas, Sub-Sistemas e Elementos de Análise • Já vimos

2.5.1 - Sistemas, Sub-Sistemas e Elementos de Análise

Já vimos que para analisar riscos é necessário estabelecer a probabilidade de ocorrência de um determinado evento e quantificar as suas conseqüências. Quando estamos analisando um sistema

relativamente simples esta tarefa não parece

complicada, pois de antemão sabemos o que analisar.

Assim como no ditado popular em que se diz que a necessidade cria a demanda, à medida que os primeiros estudiosos do assunto foram se deparando com situações de risco mais complicadas, sentiram que era necessário fazer um “brain-storming” para avaliar todos os riscos envolvidos, registrando todos os possíveis eventos acidentais.

Muitas vezes, durante este trabalho, os estudiosos se

viam perdidos em suas análises pela ausência completa de uma sistemática que permitisse organizar o estudo. Faltava organização, metodologia de análise e de registro dos resultados e, pior que isso, classificação dos resultados.

Os militares deram uma profunda contribuição para a estruturação dos estudos, com destaque para equipe de pesquisadores que no pós-guerra começaram a estudar novos armamentos e acabaram por formar a Agência Espacial Americana - NASA. A primeira contribuição foi estabelecer normas para a divisão de grandes sistemas em estudo em partes menores. De forma simplificada:

Técnicas de Análise de Riscos
Técnicas de Análise
de Riscos
Técnicas de Análise de Riscos Com isso, qualquer processo em análise poderia ser subdividido em sistemas,
Técnicas de Análise de Riscos Com isso, qualquer processo em análise poderia ser subdividido em sistemas,

Com isso, qualquer processo em análise poderia ser subdividido em sistemas, estes em subsistemas e em vários elementos (por menor que fossem) e avaliadas as probabilidades de falha e possíveis conseqüências.

A experiência do analista de riscos permitirá que a escolha dos sistemas, subsistemas e elementos a serem analisados seja a mais conveniente possível. As escolhas

naturais são sempre as mais aconselháveis. De forma

geral podemos resumir os critérios de escolha em:

Geográfica De acordo com a locação. Ex. Cada bloco de um condomínio é um sistema, cada pavimento um sub- sistema e cada apartamento um elemento.

Funcional De acordo com a função específica. Ex. Cada uma das utilidades de uma fábrica é um sistema (sistema de distribuição de água, sistema de esgoto, sistema de ar comprimido, sistema de ar condicionado, etc.). Os sub- sistemas serão os equipamentos, tubulações, válvulas, etc. Os rotores da bomba, gaxetas, etc. serão os elementos.

Técnicas de Análise de Riscos
Técnicas de Análise
de Riscos

Imaginando um processo com um sistema, este sistema com três sub-sistemas e cada sub-sistema com três elementos, é conveniente identificar através de TAG´s cada um deles de forma que se organize a análise. Isto é ainda mais indicado quando houver vários processos similares. O exemplo a seguir mostra esta situação:

Sistema

Sub-sistema

Elemento

Sistema 1

Sub-sistema 1.1 Elemento 1.1.1

Elemento 1.1.2

Elemento 1.1.3

Sub-sistema 1.2 Elemento 1.2.1

Elemento 1.2.2

Elemento 1.2.3

Sub-sistema 1.3 Elemento 1.3.1

Elemento 1.3.2

Elemento 1.3.3

Se quiséssemos representar de outra forma, poderíamos dizer que:

Sistema 1 = A

Sub-sistema 1.1 = AA Sub-sistema 1.2 = AB Sub-sistema 1.3 = AC

Elemento 1.1.1 = AAA Elemento 1.1.2 = AAB Elemento 1.1.3 = AAC

Técnica de Análise de Riscos
Técnica de Análise
de Riscos
Técnica de Análise de Riscos Exercício de Fixação - Meninas • Determine os sistemas, subsistemas e

Exercício de Fixação - Meninas

Determine os sistemas, subsistemas e elementos em um automóvel

sistemas subsistemas elementos locomotor motor bloco
sistemas
subsistemas
elementos
locomotor
motor
bloco

sistemas subsistemas elementos locomotor motor bloco estrutura alimentação de combustível transmissão chassis

estrutura

alimentação de combustívelsubsistemas elementos locomotor motor bloco estrutura transmissão chassis carroceria escapamento suspensão rodas

transmissãomotor bloco estrutura alimentação de combustível chassis carroceria escapamento suspensão rodas eixos

bloco estrutura alimentação de combustível transmissão chassis carroceria escapamento suspensão rodas eixos

chassis

carroceriaestrutura alimentação de combustível transmissão chassis escapamento suspensão rodas eixos diferencial cx. de marcha

escapamentode combustível transmissão chassis carroceria suspensão rodas eixos diferencial cx. de marcha longarinas

suspensãode combustível transmissão chassis carroceria escapamento rodas eixos diferencial cx. de marcha longarinas célula de

rodastransmissão chassis carroceria escapamento suspensão eixos diferencial cx. de marcha longarinas célula de

eixostransmissão chassis carroceria escapamento suspensão rodas diferencial cx. de marcha longarinas célula de

diferencialchassis carroceria escapamento suspensão rodas eixos cx. de marcha longarinas célula de sobrevivência (cabine)

cx. de marchacarroceria escapamento suspensão rodas eixos diferencial longarinas célula de sobrevivência (cabine) portas, caput,

longarinasescapamento suspensão rodas eixos diferencial cx. de marcha célula de sobrevivência (cabine) portas, caput, e porta

célula de sobrevivênciasuspensão rodas eixos diferencial cx. de marcha longarinas (cabine) portas, caput, e porta malas sinalização (faróis

(cabine)

portas, caput, e porta malasrodas eixos diferencial cx. de marcha longarinas célula de sobrevivência (cabine) sinalização (faróis e lanternas) 24

sinalização (faróis e lanternas)rodas eixos diferencial cx. de marcha longarinas célula de sobrevivência (cabine) portas, caput, e porta malas

Técnicas de Análise de Riscos
Técnicas de Análise
de Riscos
Técnicas de Análise de Riscos • Exercício de Fixação - Meninos sistemas Fogão Botijão subsistemas Mesa

Exercício de Fixação - Meninos

de Análise de Riscos • Exercício de Fixação - Meninos sistemas Fogão Botijão subsistemas Mesa superior

sistemas

de Riscos • Exercício de Fixação - Meninos sistemas Fogão Botijão subsistemas Mesa superior Forno Estufa

de Riscos • Exercício de Fixação - Meninos sistemas Fogão Botijão subsistemas Mesa superior Forno Estufa

Fogão

Botijão

subsistemas

de Fixação - Meninos sistemas Fogão Botijão subsistemas Mesa superior Forno Estufa Reservatório Válvula Mangueira

de Fixação - Meninos sistemas Fogão Botijão subsistemas Mesa superior Forno Estufa Reservatório Válvula Mangueira

de Fixação - Meninos sistemas Fogão Botijão subsistemas Mesa superior Forno Estufa Reservatório Válvula Mangueira

de Fixação - Meninos sistemas Fogão Botijão subsistemas Mesa superior Forno Estufa Reservatório Válvula Mangueira

de Fixação - Meninos sistemas Fogão Botijão subsistemas Mesa superior Forno Estufa Reservatório Válvula Mangueira

Mesa

superior

Forno

Estufa

Reservatório

Válvula

MangueiraMesa superior Forno Estufa Reservatório Válvula Elementos Queimadores Aparadores Acendedor Porta Acendedor

Elementos

QueimadoresForno Estufa Reservatório Válvula Mangueira Elementos Aparadores Acendedor Porta Acendedor Guias Prateleiras Grill

AparadoresReservatório Válvula Mangueira Elementos Queimadores Acendedor Porta Acendedor Guias Prateleiras Grill Porta

AcendedorVálvula Mangueira Elementos Queimadores Aparadores Porta Acendedor Guias Prateleiras Grill Porta Prateleira

Mangueira Elementos Queimadores Aparadores Acendedor Porta Acendedor Guias Prateleiras Grill Porta Prateleira

Porta

AcendedorMangueira Elementos Queimadores Aparadores Acendedor Porta Guias Prateleiras Grill Porta Prateleira Gás Castelo Gás 25

GuiasElementos Queimadores Aparadores Acendedor Porta Acendedor Prateleiras Grill Porta Prateleira Gás Castelo Gás 25

PrateleirasMangueira Elementos Queimadores Aparadores Acendedor Porta Acendedor Guias Grill Porta Prateleira Gás Castelo Gás 25

GrillElementos Queimadores Aparadores Acendedor Porta Acendedor Guias Prateleiras Porta Prateleira Gás Castelo Gás 25

Elementos Queimadores Aparadores Acendedor Porta Acendedor Guias Prateleiras Grill Porta Prateleira Gás Castelo Gás 25

Porta

PrateleiraMangueira Elementos Queimadores Aparadores Acendedor Porta Acendedor Guias Prateleiras Grill Porta Gás Castelo Gás 25

Elementos Queimadores Aparadores Acendedor Porta Acendedor Guias Prateleiras Grill Porta Prateleira Gás Castelo Gás 25

Elementos Queimadores Aparadores Acendedor Porta Acendedor Guias Prateleiras Grill Porta Prateleira Gás Castelo Gás 25

Gás

Castelo

GásElementos Queimadores Aparadores Acendedor Porta Acendedor Guias Prateleiras Grill Porta Prateleira Gás Castelo 25

Técnicas de Análise de Riscos
Técnicas de Análise
de Riscos
Técnicas de Análise de Riscos • Como vimos é importante ter parâmetros de comparação para poder

Como vimos é importante ter parâmetros de comparação para poder elaborar um bom estudo de análise de riscos. As formas de medir o grau de importância dos riscos são as mais variadas e dependem diretamente do objetivo das análises. Há vários padrões internacionais que podem ser adotados

para se definir se um risco é aceitável ou não passando,

como sempre, pela avaliação da probabilidade de ocorrência de um evento acidental e pela extensão das suas conseqüências.

O quadro a seguir fornece uma idéia genérica dos limites de aceitabilidade dos riscos para diversas áreas:

Riscos

Probabilidade de

Extensão das

Ocorrência

Conseqüências

Risco Social

1x10 -4 (EUA) à

Perda de Vida Humana

1x10 -6 (Holanda)

Risco

1 x 10 -8

Perda da Aeronave e de

Aeronáutico

Vidas Humanas

Risco

1x10 -4

Perda do Sistema ou

Mecânico –

Acidente envolvendo

Industrial

Vidas Humanas

Seguros

Riscos de Alta

Riscos cuja perda

Freqüência

acumulada ou unitária

exceda o prêmio pago,

já descontados os

custos operacionais e

comerciais

Nota: A Holanda

é

um

País de aterros.

Os diques

e

barragens

são

construídos

com

alta

exigência

de

confiabilidade.

Técnicas de Análise de Riscos
Técnicas de Análise
de Riscos
Técnicas de Análise de Riscos • Sabemos que o que vai determinar a importância de um

Sabemos que o que vai determinar a importância de um risco é a combinação dos fatores acima. Para seguros, por exemplo, se um determinado tipo de acidente é bastante freqüente mas traz perdas associadas muito pequenas ele poderá

ser melhor suportado pela seguradora

do que um risco pouco freqüente que

traz conseqüências mais importantes.

Portanto, avaliar estes parâmetros com

a máxima cautela e critério é o

segredo de um estudo de sucesso.

O que é pior?

Alta Freqüência de Ocorrência

Motores Elétricos

Alta Conseqüência

Explosão de um botijão de gás

Sempre ficamos mais impressionados pelas conseqüências, mas não podemos esquecer dos riscos freqüentes

Técnicas de Análise de Riscos
Técnicas de Análise
de Riscos

Vimos no quadro acima que a ocorrência de uma queda de aeronave é um evento de conseqüências insuportáveis. O projeto de cada um dos componentes de uma aeronave deve prever, portanto, que a sua falha é absolutamente não permitida durante o período de operação da aeronave. É evidente, no entanto, que

falhas são possíveis e quanto mais perto se chega do

término da vida útil de um determinado elemento é mais provável que ocorram.

Exercício

Vamos supor que estejamos analisando o mecanismo de fechamento da porta de uma aeronave. Por simplicidade, imaginemos que este mecanismo seja bastante parecido com uma fechadura de porta que temos em nossas casas. Teríamos, portanto, uma

maçaneta para o acionamento, uma lingueta e uma

mola. Para testar a vida útil de cada um destes elementos seria necessário colocá-las em funcionamento em um laboratório, acopladas a um robô que simularia a operação em regime acelerado. Ainda no campo das suposições, poderíamos ter os seguintes resultados, após repetir os testes várias vezes:

Elemento

Mola

Número de

Operações até

Falhar

100.000

Elemento Mola Número de Operações até Falhar 100.000 Lingüeta 1.000.000 Maçaneta 100.000.000

Lingüeta

1.000.000

Maçaneta

100.000.000

Elemento Mola Número de Operações até Falhar 100.000 Lingüeta 1.000.000 Maçaneta 100.000.000
Lingüeta 1.000.000 Maçaneta 100.000.000 Notação da Quantidade de Quantidade de Quantidade

Notação da

Quantidade de

Quantidade de

Quantidade

Taxa de

Operações

Dias Até Falhar

de Anos Até

 

Falha

Máxima no

 

Falhar

 

Ciclo de

Trabalho

Normal

1

x 10 -5

100

vezes/dia

1.000

2,73 anos

1 x 10 - 5 100 vezes/dia 1.000 2,73 anos 1 x 10 - 6 100

1 x 10 -6

100

vezes/dia

10.000

27,39 anos

1 x 10 -8

100

vezes/dia

1.000.000

2739,72 anos

Técnicas de Análise de Riscos
Técnicas de Análise
de Riscos
Técnicas de Análise de Riscos Do quadro acima há muitas conclusões a tirar: • O único

Do quadro acima há muitas conclusões a tirar:

O único componente realmente fabricado para uma taxa de falha

de 1 x 10

indústria). Os demais componentes quando submetidos a testes falham bem mais cedo. A pergunta a fazer é: o risco envolvido é aceitável?

é a maçaneta (como vimos, este é um parâmetro da

-8

A mola falha, em média, à cada 100.000 operações. Isto significaé a maçaneta (como vimos, este é um parâmetro da -8 que se ela é acionada

que se ela é acionada 100 vezes por dia, ao final de dois anos e

meio, aproximadamente, ela tende a falhar. Há duas alternativas: rever o projeto da mola conferindo-lhe maior vida útil ou substituí-la em períodos de tempo seguros ( a cada um ano e meio de operação, por exemplo ). Uma análise de custo x benefício sem deixar de lado os impactos de segurança ( já que a extensão das conseqüências pode não ser suportável ) se faz necessária para determinar o que fazer.

Se a mola faz parte de um sistema e deve ser trocada à cada um ano e meio, o que fazer com os demais elementos deste sistema ( maçaneta e lingüeta )? No quadro acima podemos identificar que para cada substituição de uma lingüeta, dez molas já terão sido trocadas. Vale a pena trocar somente a mola ou é melhor) se faz necessária para determinar o que fazer. trocar todos os demais elementos? Novamente, uma

trocar todos os demais elementos? Novamente, uma avaliação

do custo x benefício se faz necessária, levando em consideração os custos envolvidos.

Se o parâmetro da indústria aeronáutica é ter componentes com probabilidade de falha da ordem de 1 x 10 - 8 , usar componentes que comprovadamente falham bem mais cedo é aceitável ? A -8 , usar componentes que comprovadamente falham bem mais cedo é aceitável ? A resposta é: depende do componente, de seu programa de manutenção e da tecnologia envolvida. Se a tecnologia disponível limitar a vida de um determinado componente a sua manutenção deverá ser rigidamente vigiada e a sua substituição em períodos seguros deve ser observada. O que importa é que o sistema (neste caso a própria aeronave como um todo ) não falhe.

existia a condição de fazer testes em laboratório para determinar(neste caso a própria aeronave como um todo ) não falhe. Um aspecto que passa despercebido

Um aspecto que passa despercebido é que no exemplo acima

as taxas de falha. Isto não é necessariamente possível no dia-a- dia. Por isso, a avaliação de um determinado risco é muitas vezes baseada na experiência dos analistas em determinar a possibilidade de alguma coisa dar errado e de estimar conseqüências, classificando cada um dos eventos. Mais que um exercício de imaginação, avaliar riscos é uma tarefa de extrema responsabilidade que requer método, experiência e determinados cuidados técnicos. Quando não se tem coisas tangíveis em que se basear é necessário contar com os melhores especialistas disponíveis nos riscos que se quer estudar.

Técnicas de Análise de Riscos
Técnicas de Análise
de Riscos
Técnicas de Análise de Riscos Técnicas Qualitativas • As Técnicas Qualitativas procuram estabelecer o grau de

Técnicas Qualitativas

As Técnicas Qualitativas procuram estabelecer o grau de importância da probabilidade de ocorrência de um determinado evento e a extensão de suas conseqüências de acordo com parâmetros de sensibilidade do analista.

Se estivéssemos analisando, por exemplo, o grau de sensibilidade à temperatura poderíamos dizer que se classificaria, simplesmente, em quente ou frio. Como a comparação entre o que pode frio ou excessivamente frio muitas vezes se faz necessário, poderíamos ter graus de classificação: Insuportavelmente Frio, Muito Frio, Frio, Morno, Quente, Muito Quente, Insuportavelmente Quente.

Vamos

imaginar,

por

exemplo,

que

estivéssemos

analisando

a

situação

a

seguir:

Técnicas de Análise de Riscos
Técnicas de Análise
de Riscos
Técnicas de Análise de Riscos • É óbvio que a conseqüência de qualquer acidente que possamos
Técnicas de Análise de Riscos • É óbvio que a conseqüência de qualquer acidente que possamos

É óbvio que a conseqüência de qualquer acidente que possamos imaginar é o peso cair sobre o E.T., portanto, nos resta criar os eventos acidentais que tornariam possível a queda do peso sobre o E.T. e avaliar qual a possibilidade destes virem a ocorrer.

Os eventos acidentais seriam os seguintes:

A

amarração entre a corda e o peso se solta

A

corda se rompe

O

suporte da roldana de solta do teto

O

eixo da roldana se rompe

O Rodolfo não consegue suportar o peso e solta a corda

O Rodolfo solta a corda intencionalmente

Em um exemplo simples como este, onde a conseqüência está previamente avaliada, é bastante fácil determinar que eventos são mais prováveis, se bem que não temos qualquer informação sobre a resistência da corda, da roldana e de seu suporte e da amarração. Supondo que tudo estivesse perfeitamente dimensionado para o peso a levantar, poderíamos criar uma Matriz de Consolidação de Riscos para facilitar a nossa tarefa, como a que se segue:

Técnicas de Análise de Riscos
Técnicas de Análise
de Riscos
Muito Provável (3) Provável (2) Improvável (1) 3 6 2 1 4 2

Muito Provável

(3)

Provável

(2)

Improvável

(1)

Muito Provável (3) Provável (2) Improvável (1) 3 6 2 1 4 2

3

6

2

1

4

2

Muito Provável (3) Provável (2) Improvável (1) 3 6 2 1 4 2
Muito Provável (3) Provável (2) Improvável (1) 3 6 2 1 4 2

Vamos

compreensão:

colocar

(1)

O peso não cai sobre o E.T.

isto

em

uma

(2)

O peso cai sobre o E.T.

planilha

para

simplificar

a

Probabilidade de P Ocorrência Improvável 1

Probabilidade

de

P

Ocorrência

Improvável

1

Probabilidade de P Ocorrência Improvável 1 Improvável 1 Provável 2 Provável 2

Improvável

1

Provável

2

Provável

2

Muito Provável

3

Muito Provável

3

2 Muito Provável 3 Muito Provável 3 Conseqüência C Risco = P x C Classificação do
2 Muito Provável 3 Muito Provável 3 Conseqüência C Risco = P x C Classificação do
2 Muito Provável 3 Muito Provável 3 Conseqüência C Risco = P x C Classificação do
2 Muito Provável 3 Muito Provável 3 Conseqüência C Risco = P x C Classificação do

Conseqüência

C

Risco = P x C

Classificação do

 

Risco

O

peso não cai sobre o E.T.

1

1

x 1 = 1

IRRELEVANTE

não cai sobre o E.T. 1 1 x 1 = 1 IRRELEVANTE O peso cai sobre
não cai sobre o E.T. 1 1 x 1 = 1 IRRELEVANTE O peso cai sobre
não cai sobre o E.T. 1 1 x 1 = 1 IRRELEVANTE O peso cai sobre

O

peso cai sobre o ET.

2 1

x 2 = 2

LEVE

O

peso não cai sobre o E.T.

1 2

x 1 = 2

LEVE

O

peso cai sobre o E.T.

2 2

x 2 = 4

IMPORTANTE

O

peso não cai sobre o E.T.

1 3

x 1 = 3

MÉDIO

O

peso cai sobre o E.T.

2 3

x 2 = 6

GRAVE

O peso não cai sobre o E.T. 1 3 x 1 = 3 MÉDIO O peso

Voltando a nossa Matriz de Consolidação de Riscos original e

substituindo, temos:

Muito Provável

(3)

Provável

(2)

Improvável

(1)

MÉDIO

GRAVE

LEVE

IMPORTANTE

MÉDIO GRAVE LEVE IMPORTANTE IRRELEVANTE LEVE
MÉDIO GRAVE LEVE IMPORTANTE IRRELEVANTE LEVE

IRRELEVANTE

LEVE

(1)

O peso não cai sobre o E.T.

(2)

O peso cai sobre o E.T.

Esta Matriz vai permitir que possamos analisar os riscos envolvidos de forma mais organizada. Vamos passar,

então à Análise de Riscos, que como vimos, é Qualitativa,

já que a Matriz de Consolidação dos Riscos se baseia em sensibilidade e não há experimentação que nos dê as taxas de falha dos elementos. Vamos fazer a análise em uma planilha para permitir que os resultados estejam dispostos de forma organizada.

Técnicas de Análise de Riscos
Técnicas de Análise
de Riscos
Técnicas de Análise de Riscos Tema: Análise de Risco – Peso Cair Sobre ET Data: Elementos:

Tema: Análise de Risco – Peso Cair Sobre ET

Data:

Elementos:

Equipe de Estudo:

Rodolfo – Corda – Roldana – Amarração – Peso

Estudantes do Politécnico

– E.T.

Elemento

Evento Acidental

Formulado

 

Rodolfo

O

Rodolfo não

consegue suportar o  

consegue suportar o

 
peso e solta a corda

peso e solta a corda

O

Rodolfo solta a corda

intencionalmente  

intencionalmente

 
 

Corda

A

corda se rompe

  Corda A corda se rompe

Roldana

O

suporte da roldana

Roldana O suporte da roldana
de solta do teto

de solta do teto

O eixo da roldana se

O

eixo da roldana se

O eixo da roldana se

Rompe

 

Amarração

A

amarração entre a

corda e o peso se solta

A amarração entre a corda e o peso se solta Probabilidade Conseqüências Risco De Ocorrência
Probabilidade Conseqüências Risco De Ocorrência PROVÁVEL O peso cai sobre o E.T. MÉDIO
Probabilidade Conseqüências Risco De Ocorrência PROVÁVEL O peso cai sobre o E.T. MÉDIO

Probabilidade

Conseqüências

Risco

De Ocorrência

Probabilidade Conseqüências Risco De Ocorrência PROVÁVEL O peso cai sobre o E.T. MÉDIO
Probabilidade Conseqüências Risco De Ocorrência PROVÁVEL O peso cai sobre o E.T. MÉDIO
Probabilidade Conseqüências Risco De Ocorrência PROVÁVEL O peso cai sobre o E.T. MÉDIO

PROVÁVEL

O

peso cai sobre o E.T.

MÉDIO

PROVÁVEL

O

peso não cai sobre o E.T.

LEVE

MUITO PROVÁVEL

O

peso cai sobre o E.T.

GRAVE

MUITO PROVÁVEL

O

peso não cai sobre o E.T.

MÉDIO

PROVÁVEL

O

peso cai sobre o E.T.

MÉDIO

O

peso não cai sobre o E.T.

LEVE

IMPROVÁVEL

O

peso cai sobre o E.T.

LEVE

O

peso não cai sobre o E.T.

IRRELEVANTE

IMPROVÁVEL

O

peso cai sobre o E.T.

LEVE

O

peso não cai sobre o E.T.

IRRELEVANTE

PROVÁVEL

O

peso cai sobre o E.T.

MÉDIO

O

peso não cai sobre o E.T.

LEVE

Identificamos, após Análise de Riscos, que o principal risco

envolvido é o de o Rodolfo soltar a corda intencionalmente,

fazendo com que o peso caia sobre o E.T

risco como GRAVE a partir da Matriz de Consolidação de Riscos que montamos para o estudo.

Classificamos este

O grande problema de usar sentimentos para avaliar alguma coisa é que isto pressupõe uma atitude pessoal e particular. O que é improvável para uma pessoa nem sempre significa a mesma coisa para uma outra pessoa. Se estas duas pessoas passarem a discutir o assunto, sempre haverá a possibilidade

de consenso técnico, mas a discussão filosófica não está

afastada e quanto mais calorosa e polêmica for, menos produtivo será o estudo. O ideal nestes casos, em que não tivermos estatísticas e taxas de falhas, é ter um grupo homogêneo e compromissado com os resultados, para que as discussões sejam produtivas, sem prejuízo da boa técnica.

Técnicas Semi-Quantitativas • Quando não se tem as taxas de falha dos diversos elementos e
Técnicas Semi-Quantitativas • Quando não se tem as taxas de falha dos diversos elementos e

Técnicas Semi-Quantitativas

Quando não se tem as taxas de falha dos diversos elementos e sistemas envolvidos no estudo podemos usar o artifício de trazer a experiência externa (de outros) agregando-a ao estudo.

Alguns estudos existentes mostram sob forma de

estatística que uma dentre 10.000 caldeiras instaladas tende a explodir no período de ano. Esta estatística foi formada a partir do registro histórico de acidentes envolvendo caldeiras. Se tivermos acesso a este estudo poderemos identificar qual a média de idade das caldeiras que explodiram, em que condições de operação se encontravam, quais os cuidados de manutenção dispensados, que elementos das caldeiras falharam, etc. Em que pese não termos as taxas de

falha, esta freqüência acidental poderá ser admitida

desde de que se façam as correções necessárias de forma a atenuar ou agravar a probabilidade de ocorrência em face a caldeira que está sendo analisada. Se as condições da caldeira em estudo forem sensivelmente melhores que as relatadas na estatística podemos atenuar seu grau de probabilidade.

Podemos, por exemplo, fixar que:

Evento Analisado

Explosão de Caldeira

Roubo de Automóvel no Rio de Janeiro

Assaltos ou Furtos no Rio de Janeiro

Evento Analisado Explosão de Caldeira Roubo de Automóvel no Rio de Janeiro Assaltos ou Furtos no
Evento Analisado Explosão de Caldeira Roubo de Automóvel no Rio de Janeiro Assaltos ou Furtos no

Amostra

Qtde.de

Período de

Freqüência

Probabilidade

Estatística

Eventos

Análise

Acidental

Estimada

Estatística Eventos Análise Acidental Estimada 10.000 de 1 1 ano 1/10.000 Pouco Provável
Estatística Eventos Análise Acidental Estimada 10.000 de 1 1 ano 1/10.000 Pouco Provável

10.000 de

1

1 ano

1/10.000

Pouco Provável

caldeiras

por ano

1.000.000

de

10.000

1 ano

1/100 por

Provável

automóveis

 

ano

5.000.000

de

100.000

1 1/50 por

ano

Muito Provável

pessoas

ano

automóveis   ano 5.000.000 de 100.000 1 1/50 por ano Muito Provável pessoas ano
Técnicas de Análise de Riscos
Técnicas de Análise
de Riscos
Técnicas de Análise de Riscos • Nota Importante: • Sabemos que é sempre importante estimar as

Nota Importante:

Sabemos que é sempre importante estimar as perdas de forma que possamos medir que impacto elas podem produzir. Nem sempre é possível determinar com precisão a extensão das conseqüências de um evento

acidental, seja ele de ocorrência provável ou não.

Para que se possa priorizar a importância das perdas é fundamental que na montagem de uma Matriz de Consolidação de Riscos de tenha a exata noção do valor dos sistemas, subsistemas e elementos envolvidos de forma que se possa medir, pelo menos com um razoável bom senso o que pode estar sendo perdido em um evento acidental.

Montamos a Matriz de Consolidação de Riscos a seguir, utilizando um exemplo de Técnica Qualitativa, para que se possa vislumbrar os benefícios deste tipo de abordagem.

R$ 1.000,00

Acima de R$ 1.000.000,00

R$ 10.000,00

R$ 50.000,00

R$ 500.000,00

R$ 100.000,00

R$ 0,00

Técnicas de Análise de Riscos
Técnicas de Análise
de Riscos
R$ 100.000,00 R$ 0,00 Técnicas de Análise de Riscos Matriz de Consolidação Probabilidade de Ocorrência de
Matriz de Consolidação Probabilidade de Ocorrência de Riscos Muito MD C I I G MI
Matriz de Consolidação
Probabilidade
de Ocorrência
de Riscos
Muito
MD
C
I
I G
MI
GR
Significativo
Significativo
L
MD
C
I G
MI
GR
Intermediário
L
L C
MD
I G
MI
Extensão das
Remoto
M
M C
L
I G
MI

M

- Marginal

L

- Leve

MD

- Médio

C

- Considerável

I

- Importante

MI

- Muito Importante

G

- Grave

GR

- Gravíssimo

Conseqüências

Técnicas de Análise de Riscos
Técnicas de Análise
de Riscos
Técnicas de Análise de Riscos Principais Técnicas Qualitativas A base de elaboração de qualquer Técnica de

Principais Técnicas Qualitativas

A base de elaboração de qualquer Técnica de

Análise de Riscos é a coleta de informações. Para que esta tarefa possa ser bem feita é necessário que alguns cuidados preliminares sejam tomados, no sentido de proporcionar ao analista um fluxo de informações confiáveis.

A disponibilidade de documentos relativos ao

empreendimento ou situação a avaliar também é fundamental.

Em se tratando de um empreendimento industrial, sugerimos solicitar a última revisão dos seguintes documentos:

Técnicas de Análise de Riscos
Técnicas de Análise
de Riscos

 

Um outro ponto as ser destacado em relação a utilização das técnicas de análise de riscos refere-se a formação dos grupo responsável pelo seu desenvolvimento. O grupo ideal deve ser formado pelos seguintes integrantes:

Coordenador(a) Profissional experiente, extremamente

organizado e metódico, com conhecimento pleno da

técnica de análise de riscos que será utilizada. Será responsável pela coordenação dos trabalhos, pelo agendamento das reuniões, convocação dos participantes, definição dos objetivos, coordenação das reuniões e mediação das discussões. Será também responsável pelas revisões e formatação final do estudo, bem como pela sua apresentação.

Secretário(a)

Responsável pelo registro das reuniões e tarefas acessórias da coordenação.

Engenharia

Profissionais da empresa e especialistas externos com domínio do processo produtivo e operacional

Administradores

Profissionais ligados a controladoria, segurança empresarial, patrimonial e seguros.

Qualidade e Meio-Ambiente

Profissionais atuantes nas áreas de qualidade e meio- ambiente da empresa e especialistas convidados.

Comunidade

Eventualmente podem ser agregados membros da comunidade externa (vizinhos, etc.)

Técnicas de Análise de Riscos
Técnicas de Análise
de Riscos
Técnicas de Análise de Riscos • Grupo 1 - What-if • Grupo 2 - Análise Preliminar

Grupo 1 - What-if

Grupo 2 - Análise Preliminar de Risco

Grupo 3 - Análise por Árvores de

Falha

Grupo 4 - Análise por Árvores de Eventos

Grupo 5 - FMEA e FMEA de Processo

Grupo 6 - HAZOP

Técnicas Semi-Quantitativas – Alternativa para a Inexistência de Taxas de Falha
Técnicas Semi-Quantitativas –
Alternativa para a Inexistência de
Taxas de Falha
– Alternativa para a Inexistência de Taxas de Falha • Quando não se tem disponibilidade de

Quando não se tem disponibilidade de taxas de falhas a utilização de técnicas quantitativas estará descartada. No entanto, a mera utilização de técnicas qualitativas pode não conferir ao estudo o rigor de que se necessita. Assim a alternativa é utilizar, mas uma vez a experiência de outros para tentar criar uma base

científica adequada, tomando os devidos cuidados para

que não se cometam enganos desastrosos e exageros.

Durante muitos anos os analistas de riscos aqui no Brasil utilizaram o OREDA como fonte de informação, mas ao adotar as taxas de falha ali expressas em seus estudos particulares procuraram agravá-las ou não em face das características dos sistemas que estavam sendo analisados. Condições operacionais, climáticas, etc. eram objeto de avaliação prévia para que se

pudesse fazer as adaptações necessárias.

Quando não se podia utilizar sequer a experiência alheia e adaptar taxas de falhas existentes em bancos de dados a opção, como já vimos, é admitir a experiência de falha de sistemas como razoável, fazendo também as adaptações cabíveis.

Parâmetros de Perdas
Parâmetros de
Perdas
Parâmetros de Perdas • As conseqüências de um evento acidental podem se traduzir em impactos ou

As conseqüências de um evento acidental podem se traduzir em impactos ou perdas para:

os seres humanos, seja for ferimentos ou morte;acidental podem se traduzir em impactos ou perdas para: meio-ambiente; o propriedade pública ou particular; a

meio-ambiente;o

o

propriedade pública ou particular;a

a

operação de sistemas;a

a

lucro.o

o

Durante o estudo das técnicas de Análise de Riscos vimos que é sempre necessário avaliar os riscos expostos e as possíveis conseqüências de sua materialização, classificando-os de acordo com uma Matriz de Consolidação de Riscos, que pode ser a da própria técnica que se está utilizando ou qualquer outra mais específica que o analista

proponha em seu estudo.

Quando estamos realizando uma Análise de Riscos visando o dimensionamento de coberturas de seguro, costuma-se utilizar alguns parâmetros próprios para a avaliação da importância das perdas, que chamamos de Parâmetros de Perdas:

Parâmetros de Perdas
Parâmetros de
Perdas
Parâmetros de Perdas Perda Normal Esperada (PNE) • A Perda Normal Esperada ou PNE, pode ser
Parâmetros de Perdas Perda Normal Esperada (PNE) • A Perda Normal Esperada ou PNE, pode ser

Perda Normal Esperada (PNE)

A Perda Normal Esperada ou PNE, pode ser genericamente definida como aquele evento que usualmente envolve partes menores ou secundárias dos equipamentos e que são reparadas ou substituídas com

relativa facilidade. Ou seja, são acidentes de proporções

pouco significativas e que nunca exigem a presença de técnicos do(s) fabricante(s) nas instalações do segurado ou o retomo de componentes às instalações do mesmo.

Este parâmetro deve balizar a expectativa de despesas normais de manutenção e influenciar a fixação das Franquias em valores monetários, pois prende-se aos danos materiais inerentes ao negócio, previsíveis ou não, porém sem maiores conseqüências.

Dano Máximo Provável (DMP)

O Dano Máximo Provável ou DMP, pode ser genericamente definido como aquele evento que usualmente envolve partes maiores e mais críticas dos equipamentos e que requer reparos mais amplos ou substituição total do(s) mesmo(s). Ou seja, são acidentes de grandes proporções e que eventualmente exigem a presença de técnicos do(s) fabricantes nas

instalações do segurado, o retomo de componentes ao

local de fabricação ou a aquisição de itens novos.

É a maior perda gerada por um determinado evento, seja ele natural, operacional ou induzido, admitindo que os mecanismos existentes para prevenção e combate a esta perda estejam em condições de atuarem a contento no momento da formação do sinistro.

42

Parâmetros de Perdas
Parâmetros de
Perdas
Parâmetros de Perdas • Este parâmetro deve balizar as prováveis despesas com recuperação ou reposição e

Este parâmetro deve balizar as prováveis despesas com recuperação ou reposição e influenciar a capacidade de transferência de perdas, bem como a fixação dos prêmios para garantir tal responsabilidade, pois se refere aos danos materiais importantes, com ou sem a interrupção de produção.

Perda Máxima Possível (PMP)

A Perda Máxima Possível ou PMP, pode ser genericamente definida como um evento catastrófico que requer substituição total dos equipamentos e reparos amplos dos danos causados. Ou seja, são acidentes de proporções catastróficas e que sempre exigem a presença de técnicos do(s) fabricantes nas instalações do segurado, o retomo de componentes ao

local de fabricação e a aquisição de itens novos.

Este parâmetro deve balizar as graves perdas de substituição e reparos, além de influenciar a fixação das importâncias seguradas, limites máximos de indenização e as franquias (em tempo período de paralisação).

É a maior perda gerada por um determinado evento, seja ele natural, operacional ou induzido, admitindo que

o todo ou parte dos mecanismos existentes para

prevenção e combate a esta perda estejam desativados ou simplesmente não funcionem.

Parâmetros de Perdas
Parâmetros de
Perdas
Parâmetros de Perdas Avaliação Patrimonial – Determinação dos Valores em Risco • Como vimos é necessário
Parâmetros de Perdas Avaliação Patrimonial – Determinação dos Valores em Risco • Como vimos é necessário

Avaliação Patrimonial Determinação dos Valores em Risco

Como vimos é necessário levantar o valor em risco dos empreendimentos para que se possa determinar perdas com um bom grau de certeza.

algumas

definições

básicas

que

devem

ser

introduzidas:

Valor em Risco

Valor de um bem material para fim de seguro

Valor Atual

Valor do bem, roubado ou destruído, reposto pelo valor de um novo, deduzida a depreciação pelo uso, idade e estado de conservação

Valor de Novo

Valor do bem, roubado ou destruído, pelo valor de um novo no mercado, ou seja, o preço que o segurado pagará para repor o bem da mesma marca ou equivalente Depreciação

Perda progressiva de valor de bens, móveis ou imóveis, pelo seu uso, idade e estado de conservação

A Avaliação Patrimonial consiste em levantar todo o patrimônio da empresa conseguindo o valor de cada um dos bens e alguns dados importantes:

Parâmetros de Perdas
Parâmetros de
Perdas
Parâmetros de Perdas Valor histórico • Valor de aquisição, na data de aquisição Valor referencial •
Parâmetros de Perdas Valor histórico • Valor de aquisição, na data de aquisição Valor referencial •

Valor histórico

Valor de aquisição, na data de aquisição

Valor referencial

Valor de aquisição referencial, quando não se tem a informação do valor de aquisição

Idade real

Data de aquisição

Idade aparente

Idade baseada no estado de conservação de um bem

Vida útil de projeto

Expectativa de vida de um bem novo segundo o seu fabricante

Vida útil remanescente

Expectativa de vida de um bem em face ao seu estado de conservação

Valor residual

Valor de um bem já completamente depreciado

Parâmetros de Perdas
Parâmetros de
Perdas
Parâmetros de Perdas PMP x DMP na Determinação do Limite Máximo de Indenização ou Importância Segurada
Parâmetros de Perdas PMP x DMP na Determinação do Limite Máximo de Indenização ou Importância Segurada

PMP x DMP na Determinação do Limite Máximo de Indenização ou Importância Segurada

O PMP é o valor que indica qual a máxima exposição a perdas que um determinado empreendimento está sujeito. De forma convencional, se tivéssemos que escolher um valor para a importância a segurar, a escolha do PMP para representar este número seria uma escolha dentro da segurança. A medida que se escolhe valores inferiores ao PMP para representar a importância segurada estaremos confiando que os sistemas de proteção existentes estarão disponíveis e funcionando, o que pode não ser verdade.

O DMP significa, na prática, que estamos no limite da zona dos riscos prováveis. Se determinarmos que a

importância segurada é igual ao DMP, há dois fatores a

considerar: o segurador vai entender que o segurado não está deixando qualquer margem para os riscos possíveis de ocorrer e, portanto, o grau de incerteza que rege o seguro estará muito baixo. Conseqüentemente, se não sobrar nada para o segurador este vai agravar o cálculo do prêmio. O segundo fator é que em ocorrendo uma perda de grandes proporções e não sendo possível limitá-las através dos dispositivos de segurança, o segurado vai

assumir os prejuízos do que ultrapassar o limite

escolhido para a importância segurada.

Nos seguros modernos é comum fornecer ao segurador os seguintes parâmetros:

é comum fornecer ao segurador os seguintes parâmetros: Valor em Risco, LMI, PMP, DMP e Maior

Valor em Risco, LMI, PMP, DMP e Maior Riscos Isolado,

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Experiência, Franquias

Parâmetros de Perdas
Parâmetros de
Perdas
Parâmetros de Perdas Utilizando o PNE para Fixação de Franquias • Uma das mais difíceis tarefas
Parâmetros de Perdas Utilizando o PNE para Fixação de Franquias • Uma das mais difíceis tarefas

Utilizando o PNE para Fixação de Franquias

Uma das mais difíceis tarefas é determinar o valor da Perda Normal Esperada (PNE). Na prática, o PNE é determinado de forma empírica, a partir da perda financeira que a empresa suporta ou a partir da percepção do segurador de que um determinado risco é muito freqüente e a empresa não vem se empenhando em mitigá-lo.

Não há muito sentido em se falar de PNE de incêndio, explosão, queda de raios, etc., já que ninguém espera que ocorra um acidente desta natureza e que isso seja uma coisa normal e previsível. Já em danos elétricos, é possível prever que, por exemplo, de uma massa de 100 motores elétricos instalados em uma fábrica 5%

venha a sofrer danos durante um ano e que o seu

conserto já está orçado nos custos normais de manutenção. Dimensionar, portanto, a PNE nestes casos é absolutamente viável, determinando uma valor

de franquia para a cobertura de seguro.

Parâmetros de Perdas
Parâmetros de
Perdas
Parâmetros de Perdas O Que o Seguro Não Cobre • Ter uma apólice de seguro não
Parâmetros de Perdas O Que o Seguro Não Cobre • Ter uma apólice de seguro não

O Que o Seguro Não Cobre

Ter uma apólice de seguro não significa que se está coberto para tudo o que puder acontecer. Há riscos que

não podem ser cobertos pelo seguro, tais como os

Mesmo tendo

cobertura de seguro é sempre possível que os limites tenham sido subdimensionados e se tenha, por exemplo, que indenizar somas incalculáveis em face a responsabilidade civil por ação direta ou omissão.

riscos de imagem, riscos ambientais, etc

Estudar

cada

coberturas

administrador.

uma

das

adequadas

é

possibilidades

obrigação

e

de

adquirir

o

todo

Prevenção de Perdas
Prevenção de Perdas
Prevenção de Perdas • As medidas de mitigação recomendadas em um Gerenciamento de Riscos tem intuito

As medidas de mitigação recomendadas em um Gerenciamento de Riscos tem intuito de melhorar as condições de segurança do empreendimento, conferindo maior proteção contra eventos indesejáveis, que se ocorrerem, podem trazer sérias implicações quanto a continuidade da atividade, dificultando o

cumprimento dos compromissos públicos e,

conseqüentemente, podendo vir a comprometer, a imagem da Empresa e até mesmo sua continuidade.

Muitas vezes se pergunta se a adoção das medidas de mitigação, dentro de um criterioso programa de ação, é suficiente para que se tenha os riscos sobre controle e, sobretudo, se possa dispensar a contratação de coberturas de seguro.

Invariavelmente, a resposta destas questões está

intimamente ligada a qualidade dos controles que a empresa exerce sobre os riscos, a experiência particular com ocorrências acidentais anteriores, a constante supervisão do processos, manutenção, operação e segurança.

Muitas vezes, o nível de investimentos em mitigação pode estar até mesmo super-dimensionado, fruto de não se ter realizado uma priorização de medidas,

previamente.

Portanto, qual o limite dos investimentos em mitigação dos riscos ?

Prevenção de Perdas
Prevenção de Perdas

Se pudéssemos, ao longo do tempo, compilar os gastos com a prevenção de perdas plotando-os em uma curva e, no mesmo gráfico plotássemos a curva relativa aos prejuízos com sinistros, teríamos a seguinte situação :

Grafico dos Custos de Mitigação x Prejuízos com Sinistros

Valores

Curva

de Mitigação x Prejuízos com Sinistros Valores Curva dos Gastos com a Mitigação dos Riscos 1

dos Gastos

com a

Mitigação

dos Riscos

1 2 3
1
2
3
Curva dos Gastos com a Mitigação dos Riscos 1 2 3 Curva dos Prejuízos com Sinistros
Curva dos Gastos com a Mitigação dos Riscos 1 2 3 Curva dos Prejuízos com Sinistros

Curva

dos Prejuízos

com Sinistros

Tem po

Se a empresa estiver, por exemplo, no ponto 1, onde os valores dos prejuízos com sinistros são bem mais significativos do que os gastos com as mitigação dos riscos que deram origem a estes sinistros, isto implica

em que esta empresa deve, ao longo do tempo,

promover maiores investimentos no combate as probabilidades de ocorrência de sinistros e, também, prover recursos materiais, humanos e financeiros para minimizar as perdas oriundas da materialização dos sinistros.

Prevenção de Perdas
Prevenção de Perdas
Prevenção de Perdas Por outro lado, se a empresa estiver no ponto 3, nota-se claramente que

Por outro lado, se a empresa estiver no ponto 3, nota-se claramente que há um superdimensionamento dos investimentos em mitigação.

O ponto de intercessão das curvas é o ponto 2, também

chamado de ponto de equilíbrio. A partir deste ponto

recomenda-se a transferência dos riscos, através de

coberturas de seguro, por exemplo. Este ponto só poderá ser identificado na prática, se houver vontade e um plano de ação estruturado para tal. A coordenação deste plano de ação é função do Gerente de Riscos da empresa ou de sua corretora cativa.

A superposição destas duas curvas dá uma visão dos

gastos totais.

G R ÁF IC O D A C O N S O L ID AÇ
G R ÁF IC O
D A
C O N S O L ID AÇ Ã O
D E
G A S T
v a l o r e s
c u r v a
d e
g a s to s
1
2
3
Prevenção de Perdas
Prevenção de Perdas
Prevenção de Perdas Plano de Ação de Emergência Julgamos importante que qualquer empresa consolide um Plano

Plano de Ação de Emergência

Julgamos importante que qualquer empresa consolide um Plano de Ação de Emergência. Para isso estamos introduzindo, a seguir, algumas

diretivas para a sua elaboração e implantação.

O Plano de Ação de Emergência deverá ser elaborado segundo o seguinte roteiro:

1 - Introdução;

2 - Objetivo;

3 - Descrição sumária do empreendimento;

4 - Conceitos e Metodologia;

5 - Metodologia;

6 - Pressupostos;

7 - Rotinas e ações de emergência;

8 - Entidades participantes do plano, formas de articulação e operacionalização;

9 - Considerações para implantação do plano;

10 - Providências para manter o plano de ação

emergência em permanente

de

estado operacional;

11 - Anexos.

Prevenção de Perdas
Prevenção de Perdas
Prevenção de Perdas Plano de Ação - Controle de Perdas • Para que se possa consolidar

Plano de Ação - Controle de Perdas

Para que se possa consolidar um plano de ação que seja viável de ser colocado em prática é necessário que, preliminarmente, a empresa entenda que é necessário subdividir as ações quanto ao seu foco, ou seja, quanto a seus objetivos.

As medidas acima relacionadas são, basicamente, de dois ramos:

medidas relacionadas a minimização da probabilidade de ocorrência de sinistros

medidas relacionadas a minimização das conseqüências de possíveis acidentes

As medidas relacionadas com a minimização das probabilidades acidentais, têm por dogma principal, estarem calcadas na necessidade de rotinas de manutenção, operação e segurança, enquanto as relacionadas à minimização das extensões dos possíveis acidentes estão ligadas, principalmente, aos sistemas de proteção contra incêndio e combate à emergências.

• “Por onde começar?” é a pergunta seguinte.

É comum verificar que a grande maioria das empresas

têm preocupação bastante abstrata sobre este tema.

Muitas vezes encontramos investimentos substanciais em sistemas tecnologicamente avançados para o combate a um início de incêndio, sem contudo ter havido qualquer ação específica ou até mesmo, quando isso é necessário, algum investimento, no sentido de reduzir a probabilidade de ocorrência deste início de

Prevenção de Perdas
Prevenção de Perdas
 

Assim, podemos recomendar que, para que se tenha uma atuação correta no sentido de controlar as perdas, deve-se sempre agir pensando que o equipamento de combate a incêndio, a brigada de incêndio e emergência, etc. são redundâncias necessárias a debelar os focos de sinistros, mas em momento

nenhum podem impedir, havendo as pré condições para

que isso ocorra, que este acidente tenha início.

A

instituição do Gerenciamento de Riscos como política

institucional é, como sabemos, uma tarefa árdua, comparável ao estabelecimento de um programa de qualidade. O papel do Gerente de Riscos na empresa é

de motivador e polarizador das ações, desde que tenha

o

necessário respaldo político de seu Corpo Diretivo.

O Gerente de Risco deverá ter poderes para atuar de

forma incisiva sobre os focos de risco, minimizando-os,

a

partir da discussão com todas as áreas envolvidas.

A formação dos chamados "comitês de risco" é fundamental ao sucesso deste programa, sendo estes, facilitadores das ações.

Ao final de um trabalho de Gerenciamento de Riscos sempre há ações de curto, médio e longo prazo a serem

tomadas. Muitas delas não requerem investimento e

sim vontade de fazer. Vemos como muito interessante

a implantação de um Programa de Inspeções

Periódicas, a ser realizado pela área de segurança corporativa da empresa, conforme se segue:

Prevenção de Perdas
Prevenção de Perdas
Prevenção de Perdas Programa de Inspeções Periódicas Definição dos Definição do Check- Definição da Forma

Programa de Inspeções Periódicas

Definição dos Definição do Check- Definição da Forma Objetivos do List a ser Empregado de
Definição dos
Definição do Check-
Definição da Forma
Objetivos do
List a ser Empregado
de Relatoriar os
Programa
e Critério de Medição
Resultados
l
Designação das Pessoas
Definição do Primeiro
Responsáveis pela Execução
Cronograma de Inspeções
do Programa de Inspeções
Execução das Inspeções Periódicas
de Inspeções Execução das Inspeções Periódicas Elaboração de Plano de Ação para Implantação das

Elaboração de Plano de Ação

para Implantação das Medidas

Preventivas e Corretivas Propostas

das Medidas Preventivas e Corretivas Propostas Acompanhamento da Implantação Divulgação dos Resultados

Acompanhamento da Implantação

das Medidas Preventivas e Corretivas Propostas Acompanhamento da Implantação Divulgação dos Resultados 55

Divulgação dos Resultados

Prevenção de Perdas
Prevenção de Perdas
Prevenção de Perdas • Para que torne possível implantar um Programa de Inspeções Periódicas é necessário

Para que torne possível implantar um Programa de Inspeções Periódicas é necessário que as pessoas tenham consciência de que é nas pequenas perdas que se podem gerar os grandes acidentes. A história está cheia de exemplos que podem e devem ser seguidos.

Outro aspecto que julgamos de fundamental

importância é a motivação das pessoas. Se o corpo

diretivo da empresa estiver solidário ao Programa, apoiando-o tanto no que se refere ao seu aspecto político, quanto com a dotação de recursos financeiros, cinqüenta porcento do sucesso da empreitada estará garantido. Os outros cinqüenta porcento serão conseguidos nos aspectos operacionais.

No fluxograma acima descrevemos como necessária a elaboração de um “check-list” para a coleta de informações de cada um dos empreendimentos a

visitar. Este “check-list” nada mais é do que um guia

para orientar o vistoriador quanto aos ítens a observar (e comentar), de forma a tornar o mais produtiva possível o levantamento.

Não está explicitamente mostrado no fluxograma a fase inerente as inspeções para manutenção do programa. O cronograma destas visitas deverá ser definido a partir da divulgação do Plano de Ação, para que se possa ter um acompanhamento perfeito de como as medidas preventivas e corretivas destacadas nas inspeções

estão sendo postas em prática.

Os técnicos de segurança são fundamentais neste processo. É fundamental que os relatórios da segurança sejam incorporados ao “check-list” que deve ser montado e que estes profissionais participem das inspeções de forma a poder fornecer sua contribuição ao programa.

Prevenção de Perdas
Prevenção de Perdas
Prevenção de Perdas • Plano de Contingência • Para estruturar um Plano de Contingência é necessário

Plano de Contingência

Para estruturar um Plano de Contingência é necessário conhecer todas as rotinas operacionais da empresa e todas as possíveis disponibilidades: desde os fornecedores aos clientes. Quanto melhor o

relacionamento externo melhor.

Devem ser dimensionados os tempos de resposta dos fornecedores e talvez a possibilidade de terceiros virem a fazer parte das atividades da empresa, tais como:

CPD, produção, distribuição, estocagem, etc. Assim como na análise de riscos deve ser avaliada a possibilidade da empresa não poder contar com os terceiros e ter que conseguir soluções de emergência, por isso recomenda-se que para cada atividade

mapeada se tenha sempre mais de uma alternativa

contingencial.