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PLANEJAMENTO DO ATO DE ESCREVER: O PARÁGRAFO

Como você escreve? Você já parou para pensar nisso?

(Atividade 1)

Conceituação

Este módulo trata de como organizar nossas idéias na montagem de textos. Tomaremos
o parágrafo dissertativo como referência básica para aplicarmos as operações que
estruturam a atividade de escrever.

Primeiramente, é importante entender o que é um parágrafo. O parágrafo é uma unidade


de composição constituída por uma ou mais frases em que se desenvolve uma idéia
central a que se agregam outras secundárias. De maneira simplificada podemos dizer
que um parágrafo apresenta uma frase-núcleo seguida de uma ou mais frases
secundárias que desenvolvem a idéia central de um assunto. As idéias apresentadas no
parágrafo devem estar intimamente relacionadas pelo sentido através da observância dos
princípios de coerência e coesão textual.

A produção de um texto dissertativo, que pode ser uma redação acadêmica, pode se
constituir de apenas um parágrafo ou de vários parágrafos. Independente do número de
parágrafos, a produção textual segue os mesmos passos que serão trabalhados nesse
Módulo.

Assim, para escrevermos um parágrafo passamos pelos seguintes passos:

a) delimitação do assunto;

Delimitação do Assunto - Delimitar ou restringir o assunto é o mesmo que fazer com que as idéias passem por um
“funil”. Por exemplo, do assunto Desemprego que é bastante genérico, poderíamos chegar ao tema “O problema do
desemprego nos centros urbanos” ou muitos outros...

b) fixação do objetivo que deve orientar o ato de escrever;

Fixação do Objetivo - O objetivo deve orientar a linha de pensamento que estará presente em todo o texto. Por
exemplo, sobre o assunto anteriormente delimitado “O problema do desemprego nos centros urbanos”, poderíamos
fixar como objetivo: “Apontar as causas do desemprego nos centros urbanos” ou “Indicar as conseqüências do
desemprego nos centros urbanos” ou outros...

c) tradução do objetivo em forma de frase-núcleo ou introdução;


Formulação da Frase-núcleo - A frase ou frases iniciais do parágrafo que traduzem o objetivo fixado são o que se
pode chamar de frase-núcleo ou introdução. Por exemplo, para traduzir o objetivo: “Apontar as conseqüências do
desemprego nos centros urbanos”, poderíamos elaborar a seguinte frase-núcleo: “Não são poucas as conseqüências do
desemprego nos centros urbanos”.

d) desenvolvimento das idéias indicadas na frase-núcleo ou introdução, e

Desenvolvimento do Parágrafo - Agora é hora de desenvolver a idéia anunciada na frase-núcleo ou introdução do


parágrafo. O importante é selecionar os aspectos ou detalhes particulares para esse desenvolvimento, de acordo com o
objetivo. Veja o exemplo:

“Não são poucas as conseqüências do desemprego nos centros urbanos. Dentre as mais comuns, podemos apontar o
surgimento de favelas, o aumento de roubos e o crescente número de menores desamparados”.

e) formulação da conclusão.

Conclusão - A conclusão, que pode ser formada por uma frase, resume o que foi desenvolvido no parágrafo.

Com isso em mente, vamos colocar esses passos em prática para elaborarmos um
parágrafo-padrão.

PASSO 1: DELIMITAÇÃO DO ASSUNTO

O primeiro passo para se escrever um parágrafo é escolher uma dentre as várias


possibilidades de se abordar um assunto. Delimitar é restringir.

(Atividade 2)

PASSO 2: FIXAÇÃO DO OBJETIVO

Delimitado o assunto, torna-se fácil fixar o objetivo que deve orientar o que será escrito.
A fixação do objetivo facilita a seleção de idéias e sua ordenação. Determinar para quê
se vai escrever determinado assunto, com que finalidade para atingir quais objetivos, é
uma etapa indispensável no planejamento do ato de escrever.

(Atividade 3)

PASSO 3: FORMULAÇÃO DA FRASE-NÚCLEO (INTRODUÇÃO)

Depois que o assunto foi delimitado, depois que o objetivo que deverá orientar o
parágrafo foi especificado, pode-se começar a escrever. É importante redigir, em
primeiro lugar, uma ou mais frases que traduzam o objetivo escolhido. Essa ou essas
frases iniciais do parágrafo são o que se pode chamar de frase-núcleo ou introdução.

PASSO 4: DESENVOLVIMENTO DO PARÁGRAFO

O desdobramento da frase-núcleo constitui o desenvolvimento do parágrafo. O


desenvolvimento pressupõe a seleção dos aspectos que explicarão a frase-núcleo e a
ordenação desses aspectos num plano.

(Atividade 4)

PASSO 5: CONCLUSÃO

A conclusão é uma frase que retoma o objetivo expresso na frase-núcleo e resume os


aspectos apresentados no desenvolvimento. A conclusão, normalmente, inicia por
expressões como: desta forma, portanto, de acordo com, consequentemente, em síntese,
em decorrência, concluindo...

(Atividade 5)

Fonte: Magda Becker Soares e Edson Nascimento Campos. TÉCNICA DE REDAÇÃO – as articulações lingüísticas como
técnica de pensamento. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico & Othon M. Garcia. COMUNICAÇÃO EM PROSA MODERNA.
Rio de Janeiro: Fundação Getulio Vargas.

Aplicando o que vimos neste Módulo ao conceito de Gêneros Textuais importantes à


sua área de atuação profissional, procure externalizar a sua compreensão numa
produção textual. Confira a proposta da atividade final.

(Atividade 6)

Considerando que escrever implica em usar a Língua Portuguesa adequadamente,


confira também as DICAS DE ORTOGRAFIA.

Boa escrita!

Dicas de ortografia
Acerca de. O mesmo que sobre, a respeito de (Poucos trabalhos foram encontrados
acerca deste assunto...). Note que se escreve junto. Quando escrito separadamente (a
cerca de), equivale a aproximadamente (As máquinas foram posicionadas a cerca de
50 cm da parede...).

Anexado, anexo. Use anexado para expressar ação: Os resultados foram anexados
para melhor compreensão... . Use anexo como adjetivo: Os resultados anexos mostram
que... .

A nível de. Modismo gramaticalmente incorreto. Nunca o use. Prefira em âmbito de ou


no plano de. O ideal, porém, é simplesmente suprimir e preferir, por exemplo, a
pesquisa foi feita no campo... ao invés de a pesquisa foi feita a nível de campo... ou a
abordagem foi experimental... ao invés de a abordagem foi a nível de experimento... .

Anti . Só é seguido de hífen se a palavra seguinte começar por h , r ou s (anti-higiênico)


ou for um nome próprio (anti-Collor). Nos demais casos, sem hífen (anticorpo,
antiofídico, etc.). A palavra que segue deve ser preferencialmente um adjetivo
(antibrucélico e não antibrucela).

Desvio padrão. O plural é desvios padrão.

Em termos de. Modismo gramaticalmente incorreto. Não use.

Este, esse, aquele ou isto, isso, aquilo. Usa-se este ou isto para designar pessoa ou
coisa próxima a quem fala: Esta casa é minha. / Isto me pertence. Usa-se esse ou isso
para designar pessoa ou coisa afastada de quem fala e próxima a um interlocutor:
Entregue-me essa arma. / Esse ano foi muito bom. Usa-se aquele ou aquilo para
designar pessoa ou coisa afastada de quem fala e de quem ouve: Você viu aquilo? /
Ninguém conhecia aquela técnica.

Etc. De acordo com o Acordo Ortográfico em vigor, apesar da expressão original (et
cetera) conter um "e", etc. deve sempre ser precedido de vírgula: Havia cães, gatos,
vacas, etc.

Expressar, exprimir. São sinônimos: Não tenho palavras para exprimir minha
gratidão. / Não tenho palavras para expressar minha gratidão. Use exprimido com ter
e haver: Os valores tinham exprimido o significado exato. Use expresso com ser e
estar: Os resultados são expressos em gramas. A mesma regra vale para vários outros
verbos: tinha (havia) prendido, foi (era) preso; tinha (havia) suspendido, foi (era)
suspenso; tinha (havia) pegado, foi (era) pego; etc.

Fazer, haver. No sentido de existir, devem sempre ser no singular: Faz dez anos que
não venho aqui./ Vai fazer seis meses que estamos nesta fase./ Havia cinco animais
naquele grupo experimental.

Há, a. Há exprime passado pode ser substituído por faz : As amostras foram colhidas
há (faz) dois meses. / Há (faz) muitos anos que nenhum autor refere este fato. A exprime
futuro e não pode ser substituído por faz: As amostras serão colhidas daqui a dois
meses. / Estamos a dois anos do fim do experimento.
Logaritmo. Com t mudo e sem acento. O adjetivo correspondente é logarítmico.

Mal, mau. Mal é o oposto de bem e mau é o oposto de bom : Os pacientes sentiram-se
mal (bem) após receberem a medicação. / A técnica utilizada apresentou um mau (bom)
rendimento.

Grama. Palavra masculina, inclusive derivados: um grama, dois miligramas, um


quilograma.

Nenhum, nem um. Nenhum é antônimo de algum: Não havia nenhuma referência
sobre esta técnica (Havia alguma referência...). Nem um deve ser empregado no
sentido de nem um só, nem um único ou nem um sequer: Estava tão cansado que
não quis tomar nem um copo d'água (sequer).

Nobel. Prêmio Nobel, sem acento, mas pronuncia-se Nobél.

Óptico, ótico. Óptico refere-se à visão, ótico refere-se à audição.

Por que, por quê, porque, porquê. Usa-se por que basicamente nas perguntas: Por
que a máquina não funcionou? Também é usado para expressar motivo ou razão: Não
se sabe por que (motivo) a máquina não funcionou. Usa-se por quê nos mesmos casos
anteriores, mas o termo fica no fim da frase: A máquina não funcionou e não se sabe
por quê. Usa-se porque quando equivale a pois: A máquina não funcionou porque
(pois) não estava bem regulada. Usa-se porquê como substantivo: Não se sabe o
porquê da máquina não ter funcionado.

Ratificar, retificar. Ratificar significa confirmar: Os resultados ratificaram a


hipótese inicial. Retificar significa corrigir: A técnica foi retificada de acordo com os
autores internacionais.

Ritmo. Com t mudo e sem acento. O adjetivo correspondente é rítmico.

Seção, secção, sessão, cessão. Seção significa divisão: Os indivíduos foram agrupados
em duas seções. Secção deve ser empregado no contexto de cortar: A secção dos
membros foi feita com serras elétricas. Sessão refere-se a uma reunião ou espetáculo:
A sessão do Congresso começou tardiamente. Cessão é o ato de ceder: Houve a cessão
de glebas a todos agricultores.

Sendo que. Recurso gramatical pobre e indesejado. Não use.

Tampouco, tão pouco. Use tampouco no lugar de também não: Não foram feitas
perguntas, tampouco (também não) foram tiradas fotografias. Use tão pouco quando
couber plural: Ele tinha tão pouco tempo. / Ele tinha tão poucos amigos.

Tem, têm, ...tém, ...têm. Tem indica singular: O grupo 1 tem vários animais. Têm
indica plural: Os grupos têm o mesmo número de animais. ...tém indica singular dos
derivados de ter: ele contém, ele mantém, ele detém. ...têm indica plural dos derivados
de ter: eles contêm, eles mantêm, eles detêm.
Ter de, ter que. Dê preferência a ter de, para expressar necessidade: Os dados tiveram
de ser submetidos a dois tratamentos estatísticos.

Trás, traz. Trás tem contexto de posterior: Os líderes ficaram para trás. Traz é flexão
do verbo trazer: A história lhe traz tristes lembranças.

Vem, vêm, ...vém, ...vêm, vêem. O verbo vir, na terceira pessoa do singular é vem: O
juiz vem aqui todos os dias. No plural é vêm: Os juízes vêm aqui todos os dias. Nos
derivados de vir, o singular é ...vém: ele convém, ele provém, ele intervém; no plural é
...vêm: eles convêm, eles provêm, eles intervêm. Vêem é uma conjugação do verbo ver:
Eles vêem muito bem.

Ver, vir. O verbo ver, no futuro do subjuntivo assume a forma vir: Quando ele vir isso
(e não "ver"). / Se eles virem os resultados (e não "verem"). / Só acreditaremos se
virmos tudo (e não "vermos"). Idem para os verbos derivados: quando ele previr (e não
"prever"), se nós revirmos (e não "revermos"), exceto para prover: se eu prover,
quando eles proverem.

Zero. Torna invariável a palavra que o segue: A temperatura chegou a zero grau (e não
"zero graus"). / O experimento começou à zero hora (e não "zero horas"). No caso de
valor decimal, assume-se o plural: A temperatura chegou a 1,5 graus.

Disponível em: http://www.neteconomize.com.br/pres_servico/textonet/dicas_portugues.asp

ATIVIDADES DO MÓDULO IV

Atividade 1

Quais são as dificuldades mais comuns que você encontra na hora de colocar as idéias
no papel?

Responda no Fórum de Discussão: Planejando a escrita.

Atividade 2
Suponha que você deva escrever um parágrafo sobre cada um dos assuntos abaixo.
Sendo muito amplos, é preciso delimitá-los, isto é, fazê-los passar por um “funil”.
Delimite-os:

a) Violência
b) Trabalho

Nome da Atividade: Delimitação


Colocar a atividade feita no seu PORTFÓLIO TOTALMENTE COMPARTILHADO.

Atividade 3

Abaixo, são apresentados objetivos que poderiam orientar a redação de parágrafos. A


cada objetivo, seguem-se quatro períodos que poderiam aparecer num parágrafo escrito
sob a orientação do objetivo. Um dos períodos, porém, não é coerente com o objetivo.
Indique-o.

a) objetivo: apresentar argumentos contra a pena de morte.

( ) Ninguém tem o direito de tirar a vida de um homem.


( ) Não se deve castigar um crime com outro crime.
( ) Só o temor da morte poderá afastar certos homens do crime.
( ) A ameaça de castigo nunca evitou que erros fossem cometidos.

b) objetivo: apontar a vantagem das histórias em quadrinhos.

( ) Os quadrinhos oferecem às crianças e aos semi-analfabetos a possibilidade de leitura.

( ) Os quadrinhos podem constituir um eficaz meio de aprendizagem.


( ) As histórias em quadrinhos, partindo de situações concretas, reveladas pelo desenho,
ajudam a estruturar o pensamento.
( ) As histórias em quadrinhos têm como tema aventuras fantásticas que distanciam as
pessoas da realidade.

Nome da Atividade: Objetivo


Copiar a alternativa que deve ser assinalada e colocar a atividade feita no seu
PORTFÓLIO TOTALMENTE COMPARTILHADO.

Atividade 4

A partir de UMA das imagens, desenvolva um parágrafo (explique a frase-núcleo,


desdobre a idéia inicial), seguindo cada um dos passos estudados:

Assunto:
Delimitação do assunto:
Fixação do objetivo (o objetivo sempre deve iniciar com um verbo. Exemplo: mostrar,
indicar, caracterizar, descrever, comparar, citar, apresentar, contar...):
Frase-núcleo ou introdução do parágrafo (lembre-se de que a frase-núcleo traduz o
objetivo):
Nome da Atividade: Desenvolvimento
Colocar a atividade feita no seu PORTFÓLIO TOTALMENTE COMPARTILHADO.

Atividade 5

• Leia o parágrafo abaixo e “pinte” de verde a frase-núcleo ou introdução, de vermelho


o desenvolvimento e de azul a conclusão.

“A TV, apesar de nos trazer uma imagem concreta, não fornece uma reprodução fiel da
realidade. Uma reportagem de TV, com transmissão direta, é o resultado de vários
pontos de vista: 1) do realizador, que controla e seleciona as imagens num monitor; 2)
do produtor, que poderá efetuar cortes arbitrários; 3) do cameraman, que seleciona os
ângulos de filmagem; finalmente, de todos aqueles capazes de intervir no processo da
transmissão. Por outro lado, alternando sempre os closes (apenas o rosto de um
personagem no vídeo, por exemplo) com cenas reduzidas (a vista geral de uma
multidão), a televisão não dá ao espectador a liberdade de escolher o essencial ou o
acidental, ou seja, aquilo que ele deseja ver em grandes ou pequenos planos. Dessa
forma, o veículo impõe ao receptor a sua maneira especialíssima de ver o real”.

(Muniz Sodré, A comunicação do grotesco)

Colocar a atividade feita no seu PORTFÓLIO TOTALMENTE COMPARTILHADO.

Atividade 6

Elabore um parágrafo (usando os passos vistos nesse módulo) que seja a Introdução de
um gênero textual específico de sua área, por exemplo, um relatório, um projeto, um
comunicado, etc.

• Para tanto, siga os seguintes passos (apenas mentalmente):


• Escolha um gênero textual ligado a sua área e delimite o assunto
• Pense no contexto de uso desse gênero textual na vida real
• Pense no receptor desse tipo de texto e na adequação da linguagem a ser usada
• Mapeie mentalmente as ações a serem abordadas no texto
• Organize através de palavras-chave ou idéias o que será elaborado

Agora, ESCREVA o seu texto (apenas a parte que corresponde a Introdução)


observando as normas de uso da língua portuguesa.

Nome da atividade: INTRODUÇÃO


Coloque O SEU TEXTO no seu PORTFÓLIO COMPARTILHADO SOMENTE COM
FORMADORES.

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