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Multidisciplinar

Multidisciplinar Uso do GPS para Atividades Agropecuárias Ferramenta auxiliar de gerenciamento Gabriel Lisboa Bacha
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Uso do GPS para Atividades Agropecuárias

Ferramenta auxiliar de gerenciamento

Gabriel Lisboa Bacha Júnior

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Capítulo 1

Capítulo 1 Introdução a cartografia básica
Capítulo 1 Introdução a cartografia básica

Introdução a cartografia básica

Capítulo 1 Introdução a cartografia básica

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1. Introdução a cartografia básica

1.1 Conceito de cartografia

O vocábulo cartografia (etmologicamente - descrição de cartas) foi introduzido

em 1839 pelo segundo Visconde de Santarém Manoel Francisco de Barros e Sou- za de Mesquita de Macedo Leitão (1791 - 1856). Em relação ao seu significado etmológico, a sua concepção inicial continha a ideia do traçado de mapas. No primeiro estágio da evolução, o vocábulo passou a significar a arte do traçado de mapas, para em seguida conter a ciência, a técnica e a arte de representar a superfície terrestre. O conceito da dartografia, hoje aceito sem maiores contesta- ções, foi estabelecido em 1966 pela Associação Cartográfica Internacional (ACI) e ratificado pela UNESCO no mesmo ano:

“A Cartografia apresenta-se como o conjunto de estudos e operações científicas,

técnicas e artísticas que, tendo por base os resultados de observações diretas ou da análise de documentação, se voltam para a elaboração de mapas, cartas e outras formas de expressão ou representação de objetos, elementos, fenômenos

e

ambientes físicos e sócioeconômicos, bem como a sua utilização.”

O

processo cartográfico, partindo da coleta de dados, envolve estudo, análise,

composição e representação de observações, de fatos, fenômenos e dados perti- nentes a diversos campos científicos associados à superfície terrestre.

1.2 A forma do planeta

A forma de nosso planeta (formato e suas dimensões) é um tema que vem

sendo pesquisado ao longo dos anos e em várias partes do mundo. Muitas foram as interpretações e os conceitos desenvolvidos para definir qual seria a forma

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Capítulo 1 Introdução a cartografia básica

da Terra. Pitágoras, em 528 A.C., introduziu o conceito de forma esférica para o planeta, e a partir daí sucessivas teorias foram desenvolvidas até alcançarmos o conceito que é hoje bem aceito no meio científico internacional.

A superfície terrestre sofre frequentes alterações devido à natureza (movimen-

tos tectônicos, condições climáticas, erosão etc.) e à ação do homem, portanto não serve para definir forma sistemática da Terra. A fim de simplificar o cálculo de coordenadas da superfície terrestre foram adotadas algumas superfícies ma- temáticas simples. Uma primeira aproximação é a esfera achatada nos polos. Segundo o conceito introduzido pelo matemático alemão Carl Frieddrich Gauss (1777-1855), a forma do planeta é o geoide (figura 1.1) que corresponde a uma superfície do nível médio do mar homogêneo (ausência de correntezas, ventos, variação de densidade da água etc.) supostamente prolongado sob os continentes. Essa superfície se deve principalmente às forças de atração (gra- vidade) e força centrífuga (rotação da Terra). Os diferentes materiais que com- põem a superfície terrestre possuem diferentes densidades, fazendo com que a força gravitacional atue com maior ou menor intensidade em locais diferentes. As águas do oceano procuram uma situação de equilíbrio, ajustando-se às for- ças que atuam sobre elas, inclusive no seu suposto prolongamento. A interação (compensação gravitacional) de forças buscando equilíbrio faz com que o geoide tenha o mesmo potencial gravimétrico em todos os pontos de uma superfície. É preciso buscar um modelo mais simples para representar o nosso planeta. Para contornar o problema que acabamos de abordar, lançou-se mão de uma figura geométrica chamada elipse que ao girar em torno de seu eixo menor forma um volume, o elipsoide de revolução, achatado nos polos (figura 1.1). Assim, o elip-

soide é a superfície de referência utilizada nos cálculos que fornecem subsídios para a elaboração de uma representação cartográfica. Em geral, cada país ou grupo de países adota um elipsoide como referência para trabalhos geodésicos

e topográficos que mais se aproxime do geoide na região considerada. A forma

e tamanho de um elipsoide, bem como sua posição relativa ao geoide define um sistema geodésico (também designado por DATUM geodésico).

No caso do Brasileiro, adota-se o Sistema Geodésico Sul Americano – SAD 69, O WGS 84 (World Geographic System 1984). Existem outros sistemas geodésicos

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utilizados no Brasil, a escolha do sistema a ser adotado está ligado ao sistema usado pelo programa que cada usuário vai utilizar. No nosso caso, como iremos trabalhar com o TRACKMAKERPRO, usaremos o WGS84, pois este é o sistema padrão do programa.

superfície

terrestre

b a
b
a

geoide

elipsoide

forma real (exagerada)
forma real
(exagerada)
elipsoide topografia terrestre geoide elipsoide geoide
elipsoide
topografia
terrestre
geoide
elipsoide
geoide

Figura 1.1 – Geoide - as três superfícies.

1.3 Mapas, cartas e plantas

» Globo: representação cartográfica sobre uma superfície esférica, em escala pequena, dos aspectos naturais e artificiais de uma fi- gura planetária, com finalidade cultural e ilustrativa.

» Mapa (características):

representação plana;

geralmente em escala pequena;

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Capítulo 1 Introdução a cartografia básica

área delimitada por acidentes naturais (bacias, planaltos etc), político-administrativos;

destinação a fins temáticos, culturais e ilustrativos.

A partir dessas características pode-se generalizar o conceito:

“Mapa é a representação no plano, normalmente em escala pe- quena dos aspectos naturais, culturais e artificiais de uma área tomada na superfície de uma figura planetária, delimitada por ele- mentos físicos, político-administrativos, destinada aos mais varia- dos usos, temáticos, culturais e ilustrativos”.

» Carta (características):

representação plana;

escala média ou grande;

desdobramento em folhas articuladas de maneira sistemática;

limites das folhas constituídos por linhas convencionais, desti- nada à avaliação precisa de direções, distâncias e localização de pontos, áreas e detalhes. Da mesma forma que da concei- tuação de mapa, pode-se generalizar:

“Carta é a representação no plano, em escala média ou grande, dos aspectos artificiais e naturais de uma área tomada de uma superfície planetária, subdividida em folhas e delimitadas por li- nhas convencionais – paralelos e meridianos – com a finalidade de possibilitar a avaliação de pormenores com grau de precisão compatível com a escala.”

» Planta: a planta é um caso particular de carta. A representação se restringe a uma área muito limitada e a escala é grande, conse- quentemente o número de detalhes é bem maior.

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“Carta que representa uma área de extensão suficientemente restrita para que sua curvatura não precise ser levada em consideração, e que, em consequência, a escala possa ser considerada constante”.

1.4

1.4.1

Escala

Introdução

Uma carta ou mapa é a representação convencional ou digital da configuração da superfície topográfica. Esta representação consiste em projetarmos esta su- perfície, com detalhes nela existente, sobre um plano horizontal ou em arquivos digitais. Os detalhes representados podem ser:

» naturais: são os elementos existentes na natureza, como os rios, mares, lagos, montanhas, serras etc.

» artificiais: são os elementos criados pelo homem, como as repre- sas, estradas, pontes, edificações etc. Uma carta ou mapa, depen- dendo dos seus objetivos, só estará completo se trouxer esses elementos devidamente representados.

Esta representação gera dois problemas.

1)

A necessidade de reduzir as proporções dos acidentes represen- tados para tornar possível a representação dos mesmos em um espaço limitado. Essa proporção é chamada de escala.

2) Determinados acidentes, dependendo da escala, não permitem uma redução acentuada, pois tornar-se-iam imperceptíveis, no entanto são acidentes que por sua importância devem ser repre- sentados nos documentos cartográficos. A solução é a utilização de símbolos cartográficos.

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Capítulo 1 Introdução a cartografia básica

1.4.2

Definição

Pode-se definir escala como sendo a relação ou proporção existente entre as dis- tâncias lineares existentes em um mapa e aquelas representadas no terreno, ou seja, na superfície real, respectivamente. Em geral, as escalas são representadas em mapas nas formas numérica, gráfica ou nominal.

1) Escala numérica: a escala numérica é representada por uma fração onde o numerador é sempre a unidade, designando a distância mediada no mapa, e o denominador representa a distância cor- respondente no terreno. É a forma de representação mais utilizada em mapas impressos.

Exemplos:

1:50.000

1/50.000

Em ambos os casos, a leitura é feita da seguinte forma: a escala é de uma para cinquenta mil; ou seja, cada unidade medida no mapa cor- responde a cinquenta mil unidades na realidade. Assim, por exemplo, cada centímetro representado no mapa corresponderá, no terreno, a cinquenta mil centímetros, ou seja, quinhentos metros.

2) Escala gráfica: a escala gráfica é representada por uma linha ou barra (régua) graduada contendo subdivisões, denominadas ta- lões. Cada talão apresenta a relação de seu comprimento com o valor correspondente no terreno, indicado sob a forma numérica, na sua parte inferior. O talão, preferencialmente, deve ser expres- so por um valor inteiro.

Normalmente utilizada em mapas digitais, a escala gráfica consta de duas porções: a principal, desenhada do zero para a direita e a fracionária, do zero para a esquerda, que corresponde ao talão da

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fração principal em dez partes. A aplicação prática desta maneira de representação se dá de forma direta, bastando utilizá-la como uma régua comum. Para isto, basta copiá-la num pedaço de papel a fim de relacionar as distâncias existentes no mapa e na realidade.

Escala 1:25.000 1000m 500 0 1000 2000m Escala 1:50.000 1000m 0 1000 2000 3000m Escala
Escala 1:25.000
1000m
500
0
1000
2000m
Escala 1:50.000
1000m
0
1000
2000
3000m
Escala 1:100.000
2000m
0
2000
4000
6000m
Escala 1:250.000 5 Km 0 5 10 15 20 Km
Escala 1:250.000
5 Km
0
5
10
15
20 Km
4000 6000m Escala 1:250.000 5 Km 0 5 10 15 20 Km Figura 1.2 - Exemplos
4000 6000m Escala 1:250.000 5 Km 0 5 10 15 20 Km Figura 1.2 - Exemplos
4000 6000m Escala 1:250.000 5 Km 0 5 10 15 20 Km Figura 1.2 - Exemplos
4000 6000m Escala 1:250.000 5 Km 0 5 10 15 20 Km Figura 1.2 - Exemplos
4000 6000m Escala 1:250.000 5 Km 0 5 10 15 20 Km Figura 1.2 - Exemplos
4000 6000m Escala 1:250.000 5 Km 0 5 10 15 20 Km Figura 1.2 - Exemplos
4000 6000m Escala 1:250.000 5 Km 0 5 10 15 20 Km Figura 1.2 - Exemplos
4000 6000m Escala 1:250.000 5 Km 0 5 10 15 20 Km Figura 1.2 - Exemplos
4000 6000m Escala 1:250.000 5 Km 0 5 10 15 20 Km Figura 1.2 - Exemplos
4000 6000m Escala 1:250.000 5 Km 0 5 10 15 20 Km Figura 1.2 - Exemplos
4000 6000m Escala 1:250.000 5 Km 0 5 10 15 20 Km Figura 1.2 - Exemplos
4000 6000m Escala 1:250.000 5 Km 0 5 10 15 20 Km Figura 1.2 - Exemplos
4000 6000m Escala 1:250.000 5 Km 0 5 10 15 20 Km Figura 1.2 - Exemplos
4000 6000m Escala 1:250.000 5 Km 0 5 10 15 20 Km Figura 1.2 - Exemplos
4000 6000m Escala 1:250.000 5 Km 0 5 10 15 20 Km Figura 1.2 - Exemplos
4000 6000m Escala 1:250.000 5 Km 0 5 10 15 20 Km Figura 1.2 - Exemplos

Figura 1.2 - Exemplos de escalas gráficas.

3) Escala nominal: a escala nominal ou equivalente é apresentada nominalmente, por extenso, por uma igualdade entre o valor re- presentado no mapa e sua correspondência no terreno.

Exemplo:

1cm = 10km 1cm = 50m

Nestes casos, a leitura será: um centímetro corresponde a dez qui- lômetros e um centímetro corresponde a cinquenta metros, res- pectivamente.

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Capítulo 1 Introdução a cartografia básica

Capítulo 1 Introdução a cartografia básica Figura 1.3 - Exemplos de mapeamentos em escalas diferentes de

Figura 1.3 - Exemplos de mapeamentos em escalas diferentes de uma mesma região.

1.4.3 Utilização prática

A utilização prática da escala contida em um mapa diz respeito às medições possíveis a serem realizadas no mesmo. Assim, as distâncias entre quaisquer localidades podem ser facilmente calculadas através de uma simples regra de três, a qual pode ser montada como é demonstrado a seguir:

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D

= E x d, onde:

D

= distância real no terreno;

E

= denominador da escala;

d

= distância medida no mapa

Exercícios resolvidos

1)

Medindo-se uma distância em uma carta achou-se 22cm. Sendo a escala da carta 1:50.000, ou seja, cada centímetro na carta, re- presentando 50.000 centímetros (ou 500 metros) na realidade, a distância no terreno será:

D

= E x d

D

= 50.000 x 22cm = 1.100.000cm = 11.000m = 11km

 

2) Ao encontrar-se um mapa geográfico antigo, cuja escala aparece pouco visível, mediu-se a distância entre duas cidades, tendo sido encontrado o valor de 30cm. Sabendo-se que a distância real en- tre ambas é de aproximadamente 270km em linha reta, pergunta- se: qual era a verdadeira escala do mapa?

D

= E x d -> E = D ÷ d

E

= 270km ÷ 30cm

E

= 27.000.000cm ÷ 30cm = 900.000, ou seja, escala = 1:900.000

3) Após a impressão de parte de uma carta topográfica que encon- trava-se em um arquivo digital, observou-se que houve uma am- pliação da mesma. Um trecho de uma estrada que apresentava, na escala original de 1:25.000, 7cm, ficou com 12,5cm. Como será calculada a nova escala do mapa impresso?

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Capítulo 1 Introdução a cartografia básica

Cálculo da distância real: D = E x d D = 25.000 x 7cm = 175.000cm = 1.750.000cm = 11.750m

Cálculo da nova escala:D = E x d -> E = D ÷ d E = 175.000cm ÷ 12,5cm = 14.000, ou seja, Nova escala = 1:14.000

1.5

Orientação

Um dos aspectos mais importantes para uma utilização eficaz e satisfatória de um mapa diz respeito ao sistema de orientação empregado pelo mesmo.

O verbo orientar está relacionado com a busca do oriente, palavra de origem

latina que significa nascente. Assim, o “nascer” do Sol, nesta posição, relaciona- se à direção leste, ou seja, oriente. Positivamente o emprego desta convenção esteja ligado a um dos mais antigos métodos de orientação conhecidos. Este método baseia-se em estendermos nossa mão direita na direção do nascer do Sol, apontando assim para a direção Leste ou oriental; o braço esquerdo estica-

do, consequentemente, prolongar-se-á na direção oposta, Oeste ou ocidental e

a nossa frente estará voltada para o Norte, na direção setentrional ou boreal.

Finalmente, as costas indicarão a direção do Sul, ou meridional ou, ainda, austral.

A figura 5.1 apresenta esta forma de orientação. A fim de se ter uma adequada orientação do espaço nele representado, um mapa deve conter, no mínimo,

a indicação norte. Normalmente, por convenção, esta orientação se dá com o

Norte indicando o sentido superior do mapa e o Sul o inferior. Tomando por base

as direções Norte e Sul como principais, pode-se construir a chamada “Rosa dos

Ventos”, a qual contém direções intermediárias estabelecidas como o intuito de auxiliar a orientação do usuário.

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N NW NE W SW SE
N
NW
NE
W
SW
SE

S

E

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N = North (norte)

NE = North-East (Nordeste)

E = East (Leste)

SE = South-East (Sudeste)

S = South (Sul)

SW = South-West (Sudoeste)

W = West (Oeste)

NW = North-West (Noroeste)

Figura 1.4 - Rosa dos ventos e descrição dos pontos cardeais e colaterais.

1.5.1 Direção Norte e ângulos notórios

Uma observação a ser feita, diz respeito às possíveis indicações de norte exis- tentes em um mapa ou carta, a saber: Norte Geográfico ou Verdadeiro, Norte Magnético e Norte da Quadrícula (Figura 1.5)

Declinação magnética em 1989 e convergência meridiana do centro da folha:

NQ NQ NQ γ δ 3’45 13º11’
NQ
NQ
NQ
γ
δ
3’45
13º11’

A declinação magnética cresce 7,7’ anualmente

Figura 1.5 - Esquema de representação dos Norte Geográfico, Magnético e Quadrícula.

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Capítulo 1 Introdução a cartografia básica

O Norte Geográfico (NG), ou Norte Verdadeiro (NV), é aquele indicado por qual-

quer meridiano geográfico, ou seja, na direção do eixo de rotação do planeta.

O Norte Magnético (NM) apresenta a direção do polo norte magnético, aquela indicada pela agulha imantada de uma bússola.

O Norte da Quadrícula (NQ) é aquele representado nas cartas topográficas se-

guindo-se, no sentido sul-norte, a direção das quadriculas apresentadas pelas mesmas. O ângulo formado pelos Nortes Geográfico e Magnético, expresso em graus, denomina-se de declinação magnética. A declinação magnética possui grandes variações em diferentes partes do globo terrestre em função, entre ou- tros fenômenos, da posição relativa entre os polos geográfico e magnético. As cartas topográficas devem apresentar a variação anual deste ângulo em suas

margens a fim de que se possa saber, no caso de uso da bússola, a real direção

a ser seguida. A figura 5.4 apresenta declinação magnética = 13º11`. Conforme

consta da carta, a declinação magnética em 1989 cresce 7, 7`ao ano. Para o ano de 2000 teríamos a variação de 7,7`x 11 anos, ou seja, 84,7`, ou ainda, 1º24,7`; para o ano de 2001, 7,7´x 12 anos = 92,4`, ou, 1º32,4 e assim por diante. Desta maneira, dever-se-á corrigir os Ângulos para 14º35,7`(14º35`42”) para o ano de 2000 e de 14º43,4`(14º43`24”) para o ano de 2001, respectivamente, de acordo com o apontado pela bússola.

1.5.2 Rumos e azimute

Uma forma de orientação bastante usual em cartografia se dá através do uso de rumos e azimutes de um alinhamento.

O azimute de um alinhamento pode ser definido como sendo o ângulo medido

no sentido horário entre a linha Norte-Sul e um alinhamento qualquer, com va- riação entre 0º e 360º. O rumo de um alinhamento é conhecido como o menor ângulo formado entre a linha Norte-Sul e um alinhamento qualquer. Sua variação se dá entre 0º e 90º e deve ser indicado o quadrante correspondente: NE, SE, SW

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ou NW, isto é, primeiro, segundo, terceiro ou quarto quadrante, respectivamente. As figuras a seguir apresentam exemplos contemplando as relações existentes entre rumos e azimutes de acordo com o quadrante representado.

Rumo = 360° - Azimute Rumo = Azimute N N A 25° D 60° W
Rumo = 360° - Azimute
Rumo = Azimute
N
N
A
25°
D
60°
W
E
W
E
O
O
300°
S
S

Az = 300° R = 60° NW

Az = 300° R = 25° NE

Figura 1.6a e 1.6b – Rumos e azimutes no quarto quadrante (NW); rumos e azi- mutes no primeiro quadrante (NE).

Rumo = Azimute - 180° Rumo = 180° - Azimute N N 120° O W
Rumo = Azimute - 180°
Rumo = 180° - Azimute
N
N
120°
O
W
E
W
E
O
215°
60°
B
35°
C
S
S

Az = 215° R = 35° SW

Az = 120° R = (180° - 120º) = 60 SE

Figura 1.6c e 1.6d - Rumos e azimutes no terceiro quadrante (SW); rumos e azi- mutes no segundo quadrante (SE).

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IEPEC

Capítulo 1 Introdução a cartografia básica

1.6 Rede geográfica

Entende-se por rede geográfica o conjunto formado por paralelos e meridianos, ou seja, pelas linhas de referência que cobrem o globo terrestre com a finalidade de permitir a localização precisa de qualquer ponto sobre a superfície, bem como orientar a confecção de mapas (figura 1.7).

bem como orientar a confecção de mapas (figura 1.7). Figura 1.7 – Planisfério com algumas linhas

Figura 1.7 – Planisfério com algumas linhas da rede geográfica.

1.6.1 As linhas da rede geográfica

As linhas dispostas no sentido norte-sul (vertical) recebem o nome de meri- dianos, enquanto que aquelas dispostas no sentido leste-oeste(horizontal) são denominadas paralelos. (figura 1.8)

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Agropecuárias Ferramenta auxiliar de gerenciamento Figura 1.8 - Hemisférios da Terra. » Meridianos : são

Figura 1.8 - Hemisférios da Terra.

» Meridianos: são semicircunferências de círculos máximos, cujas extremidades são os dois polos geográficos da Terra. O plano de cada meridiano contém o eixo da Terra e todos eles têm como ponto comum os polos verdadeiros.

contém o eixo da Terra e todos eles têm como ponto comum os polos verdadeiros. Figura

Figura 1.9 – Meridianos.

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Capítulo 1 Introdução a cartografia básica

Um meridiano é somente a semicircunferência de círculo máximo. Qualquer um deles divide a Terra em dois hemisférios: um a leste e outro a oeste, mas uma convenção internacional adotou aquele que passa por Greenwich, em Londres, como sendo o meridiano- base para determinação dos hemisférios (oriental e ocidental) e também para contagem da longitude. O Antimeridiano fica sem- pre no hemisfério contrário ao meridiano.

Polo Norte

Antimeridiano Hemisfério Hemisfério Ocidental Oriental Meridiano Eixo da Terra
Antimeridiano
Hemisfério
Hemisfério
Ocidental
Oriental
Meridiano
Eixo da Terra

Polo Sul

Figura 1.10 – A todo meridiano corresponde um antimeridiano situado no hemis- fério contrário.

»

Paralelos: são círculos concêntricos, cujo ponto central é um dos polos (norte ou sul). São perpendiculares aos meridianos. Existem alguns paralelos que recebem nomes especiais, sendo definido a partir de situações estratégicas relacionadas com o movimento de rotação da Terra e o movimento de revolução.

4)

Equador: é o paralelo cujo plano é perpendicular ao eixo de rota- ção da terra e está equidistante dos polos geográficos, dividindo o globo em dois hemisférios: norte e sul. Além do Equador, existem

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outros paralelos que ocupam posições geográficas estratégicas, recebendo também nomes especiais. São eles:

Trópico de Câncer;

Trópico de Capricórnio;

Círculo Polar Ártico;

Círculo Polar Antártico.

Polo Norte

90º Círculo Polar Ártico Trópico de Câncer Equador Trópico de Capricórnio Círculo Polar Antártico
90º
Círculo Polar Ártico
Trópico de Câncer
Equador
Trópico de Capricórnio
Círculo Polar Antártico

90º

Polo Sul

Figura 1.11 – Paralelos com nomes especiais.

1.6.2 Latitude e longitude

» Latitude de um ponto é a distância angular entre o plano do Equa- dor e um ponto na superfície da Terra unido perpendicularmente ao centro do Planeta;

» Longitude é o ângulo formado entre o ponto considerado e o me- ridiano de origem (normalmente Greenwich=0º).

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Capítulo 1 Introdução a cartografia básica

Polo Norte Latitude Longitude
Polo Norte
Latitude
Longitude

Polo Sul

Figura 1.12 - Latitude e longitude.

1.7 Sistema de referência (nomenclatura)

O sistema de referência utilizado para as folhas topográficas é baseado no siste-

ma da Carta Internacional do Brasil ao Milionésimo, o qual faz parte a Carta Inter- nacional do Mundo (CIM) na escala de 1:1.000.000. Quando se tem que mapear sistematicamente uma unidade geográfica em uma determinada escala, tem-se que recorrer ao método da série cartográfica. Série cartográfica é o conjunto de folhas de formato uniforme e na mesma escala, com título e índice de referên- cia, cobrindo uma região, um estado, um país, um determinado continente ou globo terrestre. Quanto à denominação e localização das folhas, foi estabelecido um código combinando letras e números. A folha 1:1.000.000 abrange, como regra, uma área de 4º em latitude por 6º em longitude. O sistema de referência das folhas compreende fusos (faixas delimitadas por meridianos) e séries de zonas (faixas delimitadas por paralelos), em faixas paralelas de 4º de latitude até os paralelos 88º N e S (figura 1.13). Estas zonas são designadas pelas letras de A

a V ao Norte e ao Sul do Equador, as duas calotas polares (de 88º a 90º) levarão

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a letra Z. Cada zona está dividida em seis fusos de 6º de longitude, contados a partir de 180º de longitude, de oeste para leste (figura 7.2). Cada folha leva um símbolo composto da letra da zona (de A a Z) e do número do fuso (de 1 a 60) correspondente à folha, e precedido da letra N, se a folha estiver situada no hemisfério Norte, ou S se estiver no hemisfério Sul.

Roraima NB-20 166º59’ Pico da Neblina Boa Vista Tumucumaque NA-19 NA-20 Macapá NA/NB - 22º
Roraima
NB-20 166º59’
Pico da Neblina
Boa Vista
Tumucumaque
NA-19
NA-20
Macapá
NA/NB - 22º
NA-21
Içâ
Manaus
Santarém
Belém
São Luis
Fortaleza
SA-19
SA-20
SA-21
SA-22
SA-23
SA-24
Purus
Tapajós
Araguaia
Teresina
Fortaleza
Natal
Juruá
Javari
SB-20
SB-21
SB-22
SB-23
SB-24
SA/SB-25º
SB-19
SB-18
Juruena
Tocantins
Rio Branco
Porto Velho
Rio S. Francisco
Aracaju
Contamana
Recife
SC-21
SC-22
SC-19
SC-20
SC-23
SC-24
SC-18
SC-25
Cuiabá
Goiás
Guaporé
Brasilia
Salvador
SD-21
SD-22
SD-20
SD-23
SD-24
Goiânia
Corumbá
Belo Horizonte
Rio Doce
SE-22
SE-21(61º54’)
SE-23
SE-24
Campo Grande
Paranapanema
Rio de Janeiro
Vitória
SF-21
SF-22
SF-23
SF-24
Assunción
Curitiba
Iguape
SG-21
SG-22
SG-23
Uruguaiana
Porto Alegre
SH-21
SH-22
Lagoa Mirim
SI-22
Figura 1.13 - Articulação das folhas da Carta do Brasil ao Milionésimo (em desta-
que a folha SF23).

32

IEPEC

Capítulo 1 Introdução a cartografia básica

1.8 As coordenadas planas ou UTM

As coordenadas planas ou UTM derivam de um sistema de projeção denomina- do Universal Transversa de Mercator, que foi adotado internacionalmente para cartografia básica de precisão. Este sistema tem a propriedade da conformidade, isto é, os ângulos das figuras não ficam alterados e, em consequência, as formas dessas figuras são preservadas. Outra vantagem do sistema consiste na fácil medição das distâncias, dado que as coordenadas UTM são expressas em metros ou quilômetros e não valores angulares, como é o caso das coordenadas geográ- ficas. O uso desse sistema é normatizado no Brasil para cartas com escalas entre 1:1.000.000 e 1:25.000.

O princípio do sistema UTM fundamenta-se na projeção da superfície do elipsoi- de terrestre sobre 60 cilindros, transversais ao eixo de rotação e secantes com aquela superfície de referência, que definem fusos com amplitude de 6º de longitude. A sequência numérica dos fusos, de 1 a 60 e contados de oeste para leste, inicia no meridiano oposto a Greenwich, de modo tal que correspondem ao território brasileiro 8 fusos UTM, do 18 ao 25 (figuras 1.14 e 1.15). Cada fuso UTM fica definido por dois meridianos extremos ou laterais, afastados por 6º de longitude e por um meridiano central cujo valor de longitude varia também 6º em relação a longitude dos meridianos centrais dos fusos anterior e posterior (figuras 7.2 e 7.3). O Rio Grande do Sul (figura 8.1), por exemplo, reparte seu território entre os fusos 21 (meridianos extremos60ºW e 54ºW, meridiano central 57ºW) e 22 (meridianos extremos 54ºW e 48ºW, meridianocentral 51ºW).

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Fusos UTM

21 22 F G H I 60ºW 54ºW 48ºW 57ºW 51ºW
21
22
F
G
H
I
60ºW
54ºW
48ºW
57ºW
51ºW

24ºW

28ºS

32ºS

36ºS

Figura 1.14 – Inserção do Sul do Brasil nos fusos UTM.

A cada fuso associamos um sistema cartesiano métrico de referência. Atribuindo

à origem do sistema (interseção da linha do Equador com o meridiano central)

as coordenadas 500.000 m para contagem de coordenadas ao longo do Equa- dor e 10.000.000 m ou 0 (zero) m para contagem de coordenadas ao longo do meridiano central, para os hemisfério sul e norte respectivamente. Isto elimina a possibilidade de ocorrência de valores negativos de coordenadas. O quadriculado UTM está associado ao sistema de coordenadas plano-retangulares, tal que um eixo coincide com a projeção do Meridiano Central do fuso (eixo N apontando para Norte) e outro eixo, com o do Equador (E). Assim, cada ponto do elipsoide de referência (descrito por latitude e longitude) está biunivocamente associado ao terno de valores Meridiano Central, coordenada E e coordenada N.

1.9 Fusos horários

A medição do tempo sempre foi uma das preocupações do homem desde a anti-

guidade e sempre baseou-se no fenômeno regular de alternância de períodos de

34

IEPEC

Capítulo 1 Introdução a cartografia básica

luz e escuridão causada pela rotação do planeta. Cada localidade marcava o tempo segundo o movimento aparente do sol, que atingia o ponto mais alto (culminante) às 12 horas; esse tempo fornecia a hora local, que difere segundo a posição geográ- fica de cada região. Com o avanço da Ciência e da Tecnologia, junto com o aumento da velocidade das comunicações, criou-se a necessidade de unificação da hora em todo o mundo. Para tanto, na Conferência Internacional do Meridiano ocorrida em Washington em 1884, foi proposto e aceito pelos representantes de 25 países, in- clusive o Brasil, o Sistema de Fusos Horários. Os fusos foram criados para pôr ordem no horário mundial. Dessa forma passou a ser possível saber que horas são em de- terminado lugar neste exato momento. A questão das horas e datas no mundo está estreitamente relacionada com a rede geográfica, em especial com os meridianos. O movimento de rotação da Terra (figura 8.1), feito de oeste para leste, determina um movimento aparente da abóbada celeste sobre nossas cabeças no sentido contrário. Por essa razão, o Sol nasce no leste e se põe no oeste, bem como todos os demais astros. Devido a este movimento de nosso planeta, todos os meridianos passam pela frente do Sol num determinado momento, voltando a fazê-lo somente depois de 24 horas, o que quer dizer que os 360º de circunferência terrestre passam pela frente do Sol no período de um dia. Um rápido raciocínio aritmético nos leva a concluir que, se 24 horas correspondem a 360º, então 1 hora irá valer 15º. Assim, cada fuso corres- ponde a 1hora, fica delimitado pelo espaço de 15º. De forma simplificada, pode-se estabelecer a seguinte situação:

» esfera terrestre com 360º;

» movimento de rotação da Terra com duração de 24 horas;

» então: 360º ÷ 24h = 15º/h, ou seja, cada um dos 24 fusos horários terá 15º de Amplitude. Fusos horários podem ser definidos como sendo as zonas delimitadas por dois meridianos consecutivos da superfície terrestre cuja hora legal, por convenção, é a mesma.

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1.9.1 Fusos horários do Brasil

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O território brasileiro está localizado a oeste do meridiano de Greenwich (longi- tude 0º) e, em virtude de sua grande extensão longitudinal, compreende quatro fusos horários, variando de duas a cinco horas a menos que a hora do meridiano de Greenwich (GMT). O primeiro fuso (30ºO) tem duas horas a menos que a GMT.

O segundo fuso (45º WGr.), o horário oficial de Brasília, é três horas atrasado em relação a GMT. O terceiro fuso (60º WGr.) tem quatro horas a menos que a GMT.

O quarto e último possui cinco horas a menos em relação à GMT. No Brasil, a

Hora Legal é a definida pelo relógio atômico do Observatório Nacional, embora o país use quatro fusos horários: UTC -2 no arquipélago de Fernando de Noronha, UTC-3 em todo o litoral atlântico, UTC-4 na Amazônia e no Centro-Oeste e UTC-5 no Acre.

Fusos Horários Brasil Diferenças em relação a Greenwich Equador -5 h -4 h -3 h
Fusos Horários Brasil
Diferenças em relação a Greenwich
Equador
-5 h
-4 h
-3 h
-2h
10ºS
20ºS
Trópico de
Capricórnio
30ºS
-4 h
70ºW
60ºW
50ºW
40ºW

Figura 1.15 - Fusos Horários do Brasil.

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Capítulo 1 Introdução a cartografia básica

1.10 Cartas topográficas: aplicações e usos

A representação cartográfica do relevo resulta de traduzir para duas dimensões

de um plano um fenômeno tridimensional que no terreno apresenta variações quantitativas contínuas. A representação das elevações no terreno sempre cons- tituiu um sério problema cartográfico, ao contrário da relativa facilidade do de- lineamento dos detalhes horizontais do terreno. O relevo de uma determinada área pode ser representado das seguintes maneiras: curvas de nível, perfis topo- gráficos, relevo sombreado, cores hipsométricas, pontos cotados etc. Nas cartas topográficas, a dificuldade de assimilar a superfície topográfica a uma superfície matemática é minimizada utilizando elementos pontuais e lineares fictícios (não materializados sobre o terreno) que, levando em conta os princípios de simplifi- cação e generalização cartográfica, conseguem apresentar uma imagem precisa da superfície topográfica. Estes elementos fictícios (símbolos) são as curvas de nível e os pontos cotados.

1.10.1 Curvas de nível

O método, por excelência, para a representação do relevo terrestre é o das curvas de nível porque fornece ao usuário, em qualquer parte da carta, um valor aproximado da altitude que ele precisa. Ao contrário das hachuras, que são uma representação artística, é um método puramente matemático e só pode ser traçado depois que se obtém um sem-número de pontos de altitude determinados geodesicamente. Com

o advento da fotogrametria, o seu traçado mecânico passou a ser mais exato, além

da rapidez da elaboração. E nos dias atuais, com a automatização da cartografia, os mais modernos instrumentos podem traçar as curvas, automaticamente sem a contribuição do operador. As curvas de nível, também chamadas isoípsas ou linhas hipsométricas, constituem linhas imaginárias do terreno, em que todos os pontos da referida linha têm a mesma (iso) altitude (hipso), acima ou abaixo de uma deter- minada superfície de referência, geralmente o nível médio do mar. Assim como as isóbatas ou linhas batimétricas, são utilizadas para representar os fundos lacustres, marinhos e oceânicos. Figurativamente, as curvas de nível resultam de fatiar a super-

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Uso do GPS para Atividades Agropecuárias Ferramenta auxiliar de gerenciamento

fície topográfica com planos horizontais, equidistantes em altura e projetar sobre um plano horizontal as linhas de interseção de cada plano com o terreno. Um conjunto de curvas de nível define corretamente o relevo quando a sua densidade é tal que a altitude de qualquer ponto pode ser obtida, com precisão desejada, através de uma simples interpolação linear entre duas curvas contíguas. Além de produzir sensação de relevo (tridimensionalidade), as curvas de nível permitem determinar altitudes ou cotas, desníveis topográficos ou alturas, declividades e orientações no terreno. Elas são impressas em castanho, que á a cor que imita o terreno. As curvas de nível das regiões de gelo ou neve permanentes são impressas em azul. As curvas batimétricas são impressas em preto, a fim de realçá-las, já que, em geral, as extensões de água são impressas em tonalidade azul. Quando não há esta tonalidade, as curvas podem ser em azul.

Perfil

altitude (m)

400 300 200 100 0 0 200 400 600 800 1000 1200 1400 1600 Mapa
400
300
200
100
0
0 200
400
600
800 1000 1200 1400 1600
Mapa
Oceano
Praia Vermelha
Atlântico
A
B
Praia
de
Enseada de
Fora
Botafogo
Praia
50 200
da Urca
250 300
100
350
150
50 100 150
200

Figura 1.16 - Curvas de nível do Pão de Açúcar.

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Capítulo 1 Introdução a cartografia básica

Capítulo 1 Introdução a cartografia básica Figura 1.17 - Pão de açúcar. Material Complementar .pdf Noções

Figura 1.17 - Pão de açúcar.

Material Complementar

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Noções básicas de cartografia

capitulo-1-arquivo-1.pdf

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O Instituto de Estudos Pecuários é um portal que busca difundir o agroconhecimento, realizando cursos e palestras, tanto presenciais quanto online. Mas este não é nosso único foco. Com o objetivo principal de levar conhecimento à comunidade do agronegócio, disponibilizamos conteúdos gratuitos, como notícias, artigos, entrevistas entre outras informações e ferramentas para o setor.

Através dos cursos on-line, o IEPEC oferece a oportunidade de atualização constante aos participantes, fazendo com que atualizem e adquiram novos conhecimentos sem ter que gastar com deslocamento ou interromper suas atividades profissionais.

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