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A EVOLUÇÃO É GRADATIVA

Na vida sempre aprendemos uma nova lição, talvez no início, difícil de ser
assimilada, mas com o tempo, percebemos que ela não era assim tão
complicada.
Muitas vezes não compreendemos os acontecimentos que nos envolvem,
achamos que não teremos forças e não raramente, até nos revoltamos. Parece
que o Pai está nos punindo ou simplesmente nos abandonou.
Porém, Ele jamais nos abandona, se faz com que passemos por determinada
situação é porque sabe que necessitamos de tal aprendizado.
Quando nos apresenta a dor não é como punição, aliás o Pai é pura misericórdia
e se permite que o sofrimento chegue até nós é porque quer nos mostrar algo.
Quer que analisemos nossos atos e reflitamos sobre as escolhas que estamos
fazendo.
Claro que na hora da tempestade não compreendemos isso e questionamos o
porquê de tantas adversidades.
Porém, nenhuma tempestade é eterna, ela dura o tempo suficiente para que
possamos compreender o que o Pai está querendo nos dizer.
Nesses momentos, é preciso sim, manter a fé, não se abalar diante dos espinhos
que surgirem e continuar a caminhada, mesmo que no início a vontade seja de
abandonar tudo e se entregar.
Resistamos, não estaríamos aqui, se não tivéssemos possibilidade de
progredirmos.
Devemos acreditar que possuímos as ferramentas necessárias para continuarmos
a jornada e que a espiritualidade maior sempre virá em nosso encontro nos
orientando e buscando nos guiar.
E tenhamos certeza de que quando o sol retornar, estaremos mais serenos e
trilharemos um novo horizonte em nossa vida.
Aprendi muito com o meu problema no esôfago, tive que reeducar os meus
hábitos alimentares, rever alguns conceitos e trilhar novos caminhos.
Como já disse várias vezes, no início foi terrível, sofri muito e achei que não
conseguiria.
Só que a cada dia, sentia que não estava sozinha, sentia uma luz a me guiar e a
me pedir que não desistisse.
E também contei com o apoio de muitos amigos espirituais e físicos.
Hoje, já estou liberada da dieta rigorosa, super bem, me sentindo mais leve, sem
dores, nem enjôos e na próxima semana serei liberada de todos os remédios -
será um teste para ver como o meu estômago reagirá- e o médico já me disse que
dependerá mais da minha disciplina alimentar.
Enfim, a tempestade que era tão forte foi embora e o sol ressurgiu e hoje mais
serena, consigo compreender muitos ensinamentos que tive.
A dieta rigorosa que tive que seguir e que me fez abandonar vários prazeres
alimentares, fez com que eu me sentisse mais disposta, conseguisse trabalhar
melhor, tanto profissionalmente falando como mediunicamente na Seara.
Nesse tempo, notei um forte desenvolvimento mediúnico, como se fosse
necessário para que isso acontecesse, uma limpeza interna.
Revi muitos conceitos, deixei de me preocupar com coisas sem importância,
passei a demonstrar mais amor a todos que me cercam, sem esperar por motivos
especiais e percebi que fazendo isso, recebi muito mais amor de volta.
Nesse quesito, a maior prova ocorreu aqui no serviço, desde que comecei a
trabalhar na JP, existe uma moça que eu não ia com a cara dela e vice-versa.
Nos falávamos por educação e era nítida a antipatia. Achava-a muito fingida,
puxa saco e vários outros nomes.
Aí, iniciei os cursos na Seara e com os aprendizados que tive, melhorei, já não
provocava, mas mantinha sim, uma certa distância.
Confesso que muitas vezes, ela me irritava apenas com a voz.
Mas eu tinha em mente, como boa espírita, que se um dia ela precisasse de mim,
estenderia a mão com o maior prazer, não cobraria nada, seria amiga, prestativa,
etc.
Só que eu, ah, jamais, never, precisaria dela....
Pois bem. O problema no esôfago veio e não tinha hora nem local para passar
mal, eu ficava péssima.
E numa manhã vindo para o trabalho, comecei a passar mal no ônibus, nem sei
como cheguei na rádio.
Foi a pior crise que eu tive, no espaço de 40 minutos,passei mal 8 vezes e nem
conseguia ficar em pé.
Não sentia dor, mas me deu uma crise de choro que assustou todo mundo
( chama os bombeiros !!!! E o Brad Pitt !! )
E quem veio ao meu socorro? Me levantou, me levou ao pronto socorro,
conversou com os médicos e segurou a minha mão enquanto eu estava no soro?
Sim, a minha colega de trabalho, tão antipática em meus pensamentos.
Ela não hesitou em nenhum momento em me ajudar e mais do que isso mostrou
muito amor em cada minuto que ficou comigo.
Abandonou as suas tarefas aqui na rádio e olha que a chefe dela é complicada
( irmã do meu chefe, mero detalhe), ficou ao meu lado até o final.
E em nenhum momento mostrou superioridade, pelo contrário, mostrou-se super
solidária.
Ela sempre soube que eu não gostava dela, que a evitava, mas naquele momento,
não se lembrou disso, estendeu a mão e me socorreu.
E depois disso, em nenhum momento se mostrou superior ou pediu retribuição.
Porém, nem era necessário, porque nos dias que fiquei em casa, fui refletindo,
analisando se realmente havia motivo para essa implicância e confesso que na
verdade não.
E a antipatia foi se transformando em carinho. Hoje, o sentimento é bem diferente.
Não somos grandes amigas ( isso também é gradativo), mas há sim um carinho e
percebi que foi só eu mudar o meu comportamento que também tive uma resposta
positiva.
Hoje não fujo mais quando a vejo se aproximando, nos cumprimentamos não mais
apenas cordialmente, mas percebo o afeto e o abraço, esse vem com uma energia
boa.
Sim, foi só eu mandar amor que recebi de volta.
Quantas vezes rotulamos as pessoas? E por não nos simpatizarmos logo de cara
não permitimos que ela se aproxime
Aí acabamos por não conhecermos as qualidades que o outro possui. Porque
meus caros, somos humanos, temos defeitos e qualidades como qualquer um e
estamos todos aqui na terra em processo de evolução.
Porém, essa evolução é gradativa, não tem como ser de uma hora pra outra. Mas
é preciso, que permitamos que a espiritualidade se aproxime.
Porque muitas vezes, por escolhas nossas, impedimos que a luz chegue até nós.
Muitas vezes, as palavras clamam por auxílio e as atitudes nos levam às trevas.
E com esse fato eu aprendi muito, vi que muitas vezes, era o meu íntimo que
bloqueava as coisas.
Outro fato importante também, é que antes de ficar doente, como eu brigava com
o meu colega de trabalho que senta próximo a mim.
Na minha sala somos em dois e sempre foi uma dupla feminina, só que há dois
anos, um rapaz de outro departamento ocupou a vaga e meu Deus: tranqüilão, 25
anos, surfista (!!!), quase dois metros.... a fofinha aqui vivia tropeçando nele,
porque só a perna era do meu tamanho.
E como ele me irritava... era muito sossegado... brigávamos dia sim e outro
também.
Tá bom... tá bom... eu brigava com ele, porque ele respondia algumas coisas e
depois saia na maior paz... ai que raiva me dava.
Sim, Soninha com essa cara angelical brigava sim e depois eu ia para a Seara,
era batata, o dia que eu discutia com ele, o Evangelho era pra mim ou alguém se
aproximava dizendo: “ nossa você é tão serena “.... ai, que soco no estômago..
Novamente quando eu fiquei mal, não conseguia mais brigar, não porque não
quisesse é porque simplesmente não tinha forças... e o meu colega?
Também se mostrou super carinhoso, paciente e segurou muitos “ pepinos “ pra
mim.
Nova reflexão..... bem, hoje 8 meses depois, sinto que estou mais zen, não fico
desesperada por bobagem, não brigo mais no serviço por qualquer coisa,
engraçado que agora é o meu colega que anda nervoso e muitas vezes quer
brigar comigo, mas eu mantenho a serenidade e depois acabamos conversando e
ele anda perguntando algumas coisas espirituais e eu também aprendi muitas
coisas com ele, já sei até algumas coisas sobre surf .
Sim, sempre temos algo a ensinar e aprender, a vida é constante movimento
Percebo que me tornei mais amorosa, em muitos momentos, sinto sim, uma
sensação forte e quente invadir o meu ser, é como se eu estivesse recebendo
muito amor, aí eu fico com vontade de distribuí-lo.
Se antes eu deletava, hoje faço algo: abraços, beijos, textos ou uma vibração. E
percebo que fico muito melhor, afinal sempre somos os maiores beneficiários
quando fazemos o bem.
Não que virei um ser angelical, ih, muitas reencarnações para isso, mas percebo
que estou mais serena,valorizando os pequenos gestos e coisas, não perdendo
tempo com discussões bobas, recebendo todos que cruzarem o meu caminho
com amor, sem rotular ou maltratar.
E isso só foi possível graças ao que ocorreu comigo, porque se continuasse
com a saúde perfeita, sem dúvida, estaria com os pastéis de feira e o mesmo
comportamento.
Claro que só depois que a tempestade passou é que percebo essas coisas.
E isso ocorre com todos nós, quem não passou por uma situação semelhante,
que quando o sofrimento cessou, não percebeu uma evolução?
Sim, sempre há. Se a dor aparece não é em vão. Ela sempre chega para preparar
o terreno para o amor ser semeado.
A dor é sim necessária, porque só ela para nos fazer parar e refletir.
Porque quando estamos bem, ih, pra quê reflexão? Eu vou mais é continuar com a
alegria. Mas quando a dor bate a nossa porta, não tem como fingir, é preciso
encarar.
Muitas vezes, dá vontade de se desesperar, achamos que é injusto, perguntamos
o motivo, nos achamos abandonados, porém, precisamos manter a fé, porque aos
poucos, ela nos mostrará a luz que clamamos, ela nos mostrará um novo caminho
e a dor diminuirá.
Após cada sofrimento, nos tornamos pessoas melhores, sem dúvida. Só que para
isso é preciso, mesmo que pareça que o mundo está desabando, mantermos a
nossa fé, porque sem ela, não conseguimos nada.
Com fé, ah, pode ser a tempestade que for, iremos vencer. E como é bom olhar
para trás e ver que vencemos.
Nos sentimos mais fortes para enfrentarmos novas tempestades, que continuarão
a vir, estamos num mundo de provas e expiações e para chegarmos ao Pai,
precisamos continuar o nosso progresso espiritual.
Mas não estamos sozinhos, saibamos disso.
A espiritualidade está conosco e quantas pessoas não chagam de mansinho a
nossa vida e aos poucos de um jeito ou outro se tornam especiais?
São os “anjos “ que o Pai nos envia, são os nossos companheiros de jornada que
caminham conosco.
Por isso, devemos continuar e confiar que após cada dor, ficará o aprendizado e o
amor reinará dentro de nós e nos mostrará um novo sentido para nossa vida.
Porque o amor a tudo, sempre renova.
Sonia Carvalho
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