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Espiritualidade Redentorista

A Espiritualidade é condição para não sermos escondeste estas coisas aos sábios e aos entendidos e as reve- de importância. Nesta linha, falar em distacco é falar em esco-
figueiras estéreis, cristãos de muita folha e laste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agra- lher o amor a Deus como primazia, como prioridade.
pouco fruto; uma caminhada interior de apro- do!”» (Lc 10, 21)
O distacco não é o centro da vida nem a meta do itinerário
fundamento é a atitude pessoal que constrói o
A espiritualidade alfonsiana é um convite à transformação espiritual, funciona, no entanto, como um óptimo termómetro
“quarto secreto” dentro do nosso ser, onde o pessoal que nos conduz a uma sempre renovada atitude de do amor a Deus. Quando o amor a Deus é uma primazia, muito
encontro transformador com o Pai acontece e
resposta fiel ao Amor Primeiro revelado em Jesus. se relativiza e secundariza espontaneamente... Quando o amor
possibilita uma nova densidade, a todos os
Para entendermos melhor as características da Espiritualidade a Deus está no topo da escala, todas as coisas são usadas e
outros encontros nos quais a nossa vida se vai construindo. apreciadas no seu devido valor... Quando o amor a Deus nos
vivida e proposta por Afonso, vamos conhecer “os três pilares”
Sem o rosto do Deus-Amor é impossível a Espiritualidade cristã. possui, vivemos na plena liberdade dos filhos de Deus, perante
em que ele assentava sempre o mais importante da vida e da
O selo da Espiritualidade cristã é a sua dimensão de resposta fidelidade a Cristo. São o Distacco, a Uniformidade com a Von- tudo e todos...
amorosa ao Amor Primeiro de Deus. A explicação disto está no
tade de Deus e a Oração. É certo que o amor não obedece a leis matemáticas, mas tem
próprio rosto de Deus revelado em Jesus de Nazaré: Deus é
DISTACCO no seu centro uma lógica muito séria de opções, exigências e
Amor. Então, Deus é, em si mesmo, proposta de Aliança. consequências; e o distacco é uma das linhas mestras desta
Se falar no Deus cristão é falar em proposta de Aliança, falar Muitas traduções têm sido feitas deste conceito, e quase todas lógica que não tem apenas a ver com os outros ou com os bens
em Espiritualidade cristã é falar em resposta de Aliança, respos- redutoras... Desprendimento, desapego, renúncia, desprezo?.. materiais. Está sobretudo relacionado com o ser mais íntimo da
ta à Aliança. Dizer “Espiritualidade” é dizer “SIM”, é dizer Falemos apenas em Amor Absoluto. pessoa humana.
Namoro, é dizer Relação. Este conceito remete-nos para uma atitude de seriedade O essencial do distacco não se encontra no desapego livre das
O Espírito Santo é a Pessoa Divina que possibilita a reciprocida- perante os apelos do amor, no seguimen- coisas ou das pessoas, mas na passagem pessoal “do eu ao Tu”
de (relação) amorosa entre o Pai e o Filho, foi Ele o possibilita- to do Evangelho: “Quem não está comi- de Deus. É este o itinerário do distacco. É um esforço que deve
dor da nova relação de Deus com a Humanidade, em Jesus go, está contra Mim” (Mt 12, 30); “Seja ser assumido conscientemente e apoiado na força de Deus que
Cristo. Mas, além disso, é Ele também que nos habita e nos esta a vossa linguagem: ‘Sim, sim’; ‘Não, nos leva a derrotar forças egocêntricas fortíssimas que nos
apela a uma dinâmica relacional de densidade humano-divina não’. Tudo o que for além disto procede habitam e nos tentam fechar numa espiral de auto--
(entre o Homem e Deus), ao jeito de Jesus de Nazaré. Assim, do espírito do mal.” (Mt 5, 37). Eis o enroscamento em que tudo e todos vivem “em função de mim e
Ele é o Cristo, o Redentor do Homem: pelo Seu Espírito Santo Amor: não aceita demissões, passividade ou meios termos! apenas na medida das minhas necessidades”. Para Afonso, era
somos resgatados do pecado para entrarmos na comunhão Quando Afonso fala do distacco, as expressões que superabun- isto o mais fundamental do distacco: ser caminhada pascal,
com Deus. Anunciar a Jesus como o Redentor é anunciar o dam são Tudo e Todo... São palavras típicas da santidade, que é êxodo espiritual, de mim e das minhas coisas para Deus e as
Amor de Deus como iniciativa de reconciliação, esse Amor exactamente, no caminhar do amor, nunca se contentar com o suas coisas.
primeiro, que não tem em conta o nosso pecado. Porque o mediano: “amar Jesus Cristo de todo o coração”, “Jesus Cristo UNIFORMIDADE COM A VONTADE DE DEUS
Amor de Deus é maior que todas as infidelidades do Homem. quer todo o nosso amor”, “Senhor, prefiro-vos a tudo”, “a Vós
só quero e nada mais”, “é preciso deixar tudo para ganhar Falar de distacco é dizer que o amor secundariza; falar em
Por isso, de modo particular, Afonso e os redentoristas dirigem uniformidade é dizer que o amor me secundariza, e ao mesmo
-se aos mais abandonados, anunciando a Boa-Nova do Amor tudo”, “és o meu único amor, Tu só”, “ser todo de Deus”,
tempo me unifica.
não desistente de Deus! “deixar tudo para ser todo” ... (Prática de Amar Jesus Cristo,
cap. XI). Chegamos, assim, ao ideal do amor: a união com o amado.
A vivência da Espiritualidade não é inconsequente no nosso
“Todo o amor aspira sempre e tende à união”. É neste amor
agir e ser no mundo e para o mundo. Porque não se trata de Se queremos compreender este Amor Absoluto, olhemos para
Jesus: “O meu alimento é fazer a vontade de meu Pai” (Jo 4, unitivo que tem lugar a uniformidade com a vontade de Deus:
um intimismo alheante, compromete-nos de uma “forma amo-O de tal maneira e aspiro tão ardentemente ser com Ele,
nova” com o real que nos rodeia. 34). O amor ao Pai, que se manifesta na fidelidade à sua vonta-
unir-me com Ele, que estou disposto a aceitar tudo que me
de, ocupa lugar central na pessoa de Jesus; o amor a Deus
No meio do mundo, todo o cristão tem algumas vocações fun- abarca e unifica a totalidade da sua existência. Só um Amor permita unir-me mais a Ele, mesmo que seja a maior injustiça
damentais. Destacamos ser sábio. Basta olharmos para Jesus ou a maior dor. O meu amor tudo acolherá como mediação de
absoluto unifica a existência humana, porque o Amor ou
para compreendermos que ser sábio, ao seu jeito, implica união com o meu Amado.
compromete a totalidade da pessoa ou não é Amor. Desta
inevitavelmente ser profeta, porque saborear a realidade com característica do distacco, enquanto amor absoluto e unifica- O importante neste acolhimento é o motivo: porque isso me
o paladar de Deus implica provocá-la e transformá-la segundo
dor, muitas vezes se depreende uma outra característica: dizer permite unir-me mais a Deus. E aqui faz
a vontade de Deus!
distacco é dizer amor exclusivo. Mas, amor absoluto e amor pleno sentido usar a palavra tudo, porque
Três Chaves da Espiritualidade Alfonsiana exclusivo não são sinónimos: o distacco é, antes, amor inclusi- “nada nos separará do amor de Deus” (cf.
vo. “Procurai primeiro as coisas do Alto, e tudo o resto vos será Rm 8, 35) se soubermos acolher tudo
«Jesus estremeceu de alegria sob a acção do Espírito Santo e
dado por acréscimo” (Mt 6, 33). O que Jesus diz é o seguinte: como mediação de encontro, de união.
disse: “Bendigo-te, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque
submetei a vossa vida e o vosso amor a uma escala gradativa
Tocamos em algo central: compreen-
dermos qual é a vontade de Deus e de
que forma se revela. “Esta é, na verda-
de, a vontade de Deus a vosso respeito:
a vossa santificação” (1Ts 4,3). A unifor- novo nível de vida, vivida na sua essência, onde encontraremos o
midade essencial é com esta vontade porquê e o para quê da nossa uniformidade com a vontade de Deus.
de Deus: a nossa santificação, ou seja, a
ORAÇÃO
nossa perfeição no amor. Mas Deus revela-se de forma pessoal,
isto é, sempre de maneira nova, original e irrepetível. Além disso, Se toda a vida espiritual é a dinâmica de reciprocidade eu-Tu anima-
a revelação de Deus nunca acontece em “estado quimicamente da pelo Espírito Santo, a oração é o contexto interior privilegiado
puro”, mas sempre através de mediações. Para aceitar a realida- para o amadurecimento espiritual, já que é por ela que Deus deixa
de como mediação de cumprimento dessa vontade, é que nem de ser um Ele para ser um Tu.
sempre estamos despertos... Jesus é o Messias dos encontros, encontros transformadores e pro-
“Tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm 8, fundos nos quais se cumpria a Sua Missão de revelar o rosto paterno
28) e “nada nos poderá separar do amor de Deus” (Rm 8, 35).
Por isso, a concretização prática da uniformidade com a vonta-
de Deus e actuava o Seu amor redentor. Mas, o encontro por exce-
lência no qual todos os outros ganhavam lugar e sentido, era o
Espiritualidade
Redentorista
de de Deus na nossa vida passa por uma interiorização espiri- encontro com o Pai. Com Cristo aprendemos que a oração é o
tual da realidade com que nos confrontamos, de modo a que encontro com o Pai que vai moldar todos os outros encontros da
cada situação, acontecimento ou encontro seja interiormente nossa vida. Um encontro é sempre um sair de si próprio em direc-
acolhido como possibilidade de crescimento no amor a Deus e ção ao outro. Portanto, é isto a oração ao jeito de Cristo, um sair de
aos irmãos, e aí transformado em degrau de santificação. Acolhe si próprio para se colocar em Deus, numa dinâmica de dom e aban-
-se a realidade como mediação de santificação na medida em dono totalmente gratuito e desinteressado, como exige o verdadei-
que se saboreia interiormente, se espiritualiza, se olha com ro amor.
critérios de essencialidade. A principal originalidade da oração cristã encontramo-la logo como
Na nossa vida, podemos catalogar os acontecimentos, encontros porta de entrada do modelo de oração que Jesus propôs aos discípu-
ou momentos, de dois modos: agradáveis – desagradáveis; posi- los: Pai (Mt 6, 9-13). Mas só compreendemos profundamente a
tivos – negativos. importância desta originalidade quando Marcos nos diz qual a pala-
vra usada por Jesus para dizer pai: “Abba” (Mc 14, 36). Abba e Imma
Ora, ao tratarmos do tema da uniformidade, é fundamental
são as primeiras palavrinhas que qualquer bebé judeu aprende a
compreendermos que “agradável e positivo” não são sinónimos,
dizer. Correspondem ao nosso papá-mamã que com tanto agrado
bem como não o são “desagradável e negativo”. Viver em unifor-
ouvimos os bebés aprender e repetir vezes sem fim quando ainda
midade é saber discernir o positivo do agradável, sabendo que
quase não se endireitam sozinhos... Portanto, numa tradução literal,
tudo é mediação de crescimento no amor na medida em que
o Abba de Jesus significa Papá. É exactamente nesta intimidade que
for tomado positivo, e não por ser simplesmente agradável.
Jesus coloca a oração que deve ser feita pelos seus discípulos.
Além disso, é necessário cultivar uma atitude teologal, isto é, de
Fé, Esperança e Amor, que nos capacita a tirar até do desagradá- A oração de Cristo não é um formulário recitado a uma divindade
vel frutos positivos para a nossa vida. sem nome e sem rosto, impessoal e distante, mas um recolhimento
íntimo no amor e na confiança de onde brota a palavra “Abba-
Com efeito, a vida humana pode ser vivida a vários níveis. A
Papá”, não aprendida de um devocionário ou decorada pela inteli-
Espiritualidade cristã conduz--nos a vivê-la ao nível do essencial,
gência, mas emergindo do coração onde a presença do Pai é uma
daquilo que é realmente importante.
certeza e o seu amor é acolhido. Logo de manhã cedo, ao voltar
O itinerário espiritual que percorremos exige também este
para a cidade, Jesus teve fome.
itinerário que nos faz passar de uma vida ao nível do acidental
(exterioridade) ao nível do essencial (interioridade). É aqui que Vendo uma figueira à beira do
Jovens Redentoristas
se apoia também a uniformidade com a vontade de Deus http://www.jovensredentoristas.com caminho, aproximou-se, mas não
(essencial) e as mediações quotidianas nas quais se manifesta encontrou nela nada senão
Província Portuguesa da Congregação do Santíssimo Redentor
(acidental).
Estrada da Luz, 122
folhas. Disse então: “Nunca mais
Saborear a vida, a história, a realidade, os acontecimentos, ao
http://www.cssr.pt.tc/ nascerá fruto de ti!” E, naquele
nível do essencial é penetrar na própria vida de Deus e caminhar
no acidental com critérios de essencialidade, de continuidade e Comunidade Paroquial do Santíssimo Redentor—Damaia mesmo instante, a figueira secou.
de infinitude. É necessário “nascer de novo” (cf. Jo 3, 7), para um Largo da Igreja—Damaia—Amadora (Mt 21, 18--19)
©JRDamaia- 2007

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