Вы находитесь на странице: 1из 9
UNIVERSIDADE EDUARDO MONDLANE FACULDADE DE CIÊNCIAS DEPARTAMENTO DE QUÍMICA Disciplina: PRÁTICAS LABORATORIAIS (RAMO DE QUÍMICA INORGÂNICA
UNIVERSIDADE EDUARDO MONDLANE
FACULDADE DE CIÊNCIAS
DEPARTAMENTO DE QUÍMICA
Disciplina:
PRÁTICAS LABORATORIAIS
(RAMO DE QUÍMICA INORGÂNICA E QUÍMICA FÍSICA)
TRABALHO LABORATORIAL Nº 3
FENÓMENOS SUPERFICIAIS E ADSORÇÃO
Tema:
Estudo de Adsorção das Soluções Aquosas de Ácido Acético
Sobre o Carvão Activado pelo Método de Titulação
Discentes:
CONDOEIRA, SILVA BENEDITO
Docentes:
Prof a . Doutora TATIANA KOULESHOVA
dr. FRANCISCO M. F. MALEIANE
1
MAPUTO, OUTUBRO DE 2011

INTRODUÇÃO TEÓRIC A

A adsorção é a acumulação preferencial de um ou mais componentes do sistema na camada

interfacial. A concentração

na interface de uma substância adsorvida

é diferente da sua

concentração no interior da fase. No processo de adsorção as molécula s presentes na fase

fluida são atraídas para a compensadas na superfície

zona interfacial devido à existência de fo rças atractivas não do adsorvente. Para compensar estas forças residuais, sólidos e

líquidos retêm em suas supe rfícies gases, vapores e substâncias dissolvid

as [1]

.

Existem dois tipos princip ais de adsorção: física e química. A adso rção física é não- específica, rápida e reversí vel. O adsorvato encontra-se ligado à supe rfície somente por

forças de van-der-Waals (fo rças dipolo-dipolo e forças de polarização,

induzidos). A adsorção qu ímica é específica e envolve a formação bidimensional [2] .

envolvendo dipolos de um composto

A adsorção pode ser avalia da quantitativamente por meio de isotermas , representadas por

equações que relacionam di rectamente o volume adsorvido em função

da concentração do

adsorvato, sendo as mais

utilizadas no estudo da adsorção as isoter mas de Langmuir,

Freundlich e Brunauer, Em mett, Teller (BET). A Isoterma de Freu ndlich admite uma

distribuição logarítmica de

sítios activos, constituindo um tratamento

útil quando não há

interacção entre as molécula s do adsorvato. Este modelo é expresso pela equação 1 abaixo:

INTRODUÇÃO TEÓRIC A A adsorção é a acumulação preferencial de um ou mais componentes do sistema

Equação 1: Equação de Freundli

ch

Onde: x é a massa da sub stância adsorvida, m é a massa do adsorv ente sólido, c é a

concentração da solução e K

e n são constantes. Ao traçar um gráfico do valor de (adsorção

medida) em função do logar itmo da concentração, obtém-se uma recta, i sto é, uma isoterma

de adsorção [3] .

Este trabalho faz a aplicação de uma isoterma de adsorção, mais concretamente a isoterma de Freundlich, no estudo da adsorção do ácido acético sobre carvão activado em função da concentração do mesmo ácido.

2.

Objectivo do Trabalho Estudo quantitativo de processo de adsorção sobre o carvão activado

3.

Materiais e Reagentes

Tabela 1: materiais e reagentes

 
 

Materiais

Reagentes

Balança analítica

Triturador

CH 3 COOH (aq.) 0,5M

Papel de filtro

5

Erlenmeyers

KOH (aq.) 0,1M

Pipeta graduada

5

copos de 100mL

Carvão Activado

Uma bureta de 50mL

Espátula

Fenoftaleína

4.

Procedimentos

1)

Pesou-se, numa balança, 1g de carvão activado e introduziu-se em a amostra em cada

2)

um dos 5 copos de 100mL. Em cada um dos 5 copos adicionou-se a solução de ácido acético (0,5M), conforme a tabela 1, acrescentou-se o volume com água destilada e homogeneizou-se.

3) Transferiu-se essas soluções para cada um dos 5 erlenmeyers e deixou-se realizar o processo de adsorção durante 40 min, tendo-se agitado o conteúdo dos recipientes em cada 5 min. 4) Passados os 40 min, filtrou-se o conteúdo dos recipientes e voltou-se novamente a transferir as soluções para os respectivos erlenmeyers. Adicionou-se depois para

cada recipiente 3 gotas de fenoftaleína. Encheu-se a bureta com a solução de KOH e titulou-se. Os volumes de KOH gastos durante as titulações estão indicados na tabela

2.

Observações: passados os primeiros 10 minutos do processo de adsorção (ponto 3) a solução do ácido acético tomou a coloração do carvão activado.

5. Tratamento dos Resultados Experimentais

1)

Cálculo das concentrações de ácido acético nos 5 recipientes antes da adsorção:

( ) = ( ) . ( ) ( )
( )
= ( ) . ( )
( )
Observações: passados os primeiros 10 minutos do processo de adsorção (ponto 3) a solução do ácido

Onde: V (inicial) – volume inicial da solução de AcH, estão indicados na tabela 2; V (inicial) – volume do copo de medição (100mL)

2)

Cálculo das concentrações de ácido acético nos 5 recipientes depois da adsorção:

= ( ) ( ) . ( ) ( )
=
( )
( ) . ( )
( )

Onde:

  • V (KOH) – volume de KOH gastos na titulação; V (amostra) indicado na tabela 2.

3) Cálculo dos valores de adsorção: − = =
3)
Cálculo dos valores de adsorção:
=
=

Onde:

  • C inicial – concentração de ácido acético antes de contactar com adsorvente;

  • C final – concentração de AcH depois de equilíbrio de adsorção;

  • V – volume de solução, onde ocorre o processo de adsorção (mL);

  • m – massa de adsorvente em gramas.

Com base nos valores obtidos, através da aplicação das fórmulas dadas acima, preencheu-se a tabela 2 e construiu-se os gráficos de isotermas de adsorção em coordenadas a – C (gráfico

1) e em coordenadas (gráfico 2). Através destes gráficos, determinou-se as constantes da equação de Freundlich.

Nota: Para os cálculos das concentrações finais e da adsorção as unidades dos volumes V (amostra) e V (KOH) foram reduzidas à litro (L), de modo que todos parâmetros tivessem o mesmo sistema de unidade. (As concentrações de AcH e KOH estão dados em mol/L)

6. Resultados e Discussão Tabela 2: dados iniciais e os resultados experimentais

N

M (c.a.) em gramas

V i (AcH de 0,5M) (mL)

C (inicial de AcH)

V (amostra) mL

V (KOH) , mL

C (final de AcH)

log C

a

log a

 

1

1,00

 
  • 2 0,02

 
  • 10 0,80

0,008

  • - 0,492

2,097

 
  • - 0,308

2

1,00

 
  • 5 0,05

 
  • 10 2,00

0,020

  • - 0,480

1,699

 
  • - 0,319

3

1,00

 
  • 10 0,10

 
  • 5 2,70

0,054

  • - 0,446

1,268

 
  • - 0,351

4

1,00

 
  • 25 0,25

 
  • 5 8,70

0,174

0.759

  • - 0,326

 
  • - 0,487

5

1,00

 
  • 50 0,50

 
  • 2 9,90

0,495

  • - 0,005

0,305

 
  • - 2,301

Onde: N – número de recipientes M (c.a.) – massa de carvão activado (amostra) V i (AcH a 0,5M) – Volume (mL) inicial das soluções de ácido acético de concentração 0,5 (mol/L) C (inicila de AcH) – Concentração inicial das soluções de ácido acético (antes da adsorção), C inicial (mol/L) V (amostra) – volume da amostra tomados em cada um dos 5 recipientes para a titulação. V (KOH) , mL – volumes de KOH gastos nas titulações depois da adsorção das amostras C (final de AcH) – concentração de ácido acético depois da adsorção, C final (mol/L)

7. Gráficos de Isotermas de Adsorção

0,6 0,5 0,4 0,3 y = - x + 0,5 Série1 0,2 R² = 1 Linear
0,6
0,5
0,4
0,3
y = - x + 0,5
Série1
0,2
R² = 1
Linear (Série1)
0,1
0
0
0,1
0,2
0,3
0,4
0,5
0,6
C (final de AcH)
a (mol/mL

Gráfico 1: Isoterma de adsorção de Freundlich para adsorção de ácido acético em carvão activado

0 log a -0,5 -1 -1,5 y = - 0,932x - 1,895 log a R² =
0
log a
-0,5
-1
-1,5
y = - 0,932x - 1,895
log a
R² = 0,590
-2
-2,5
-2,5
-2
-1,5
-1
-0,5
0
log C

Gráfico 2: Isoterma de adsorção de Freundlich para adsorção de ácido acético em carvão activado

No modelo de Freundlich, representado pela Equação 1, K é a constante de Freundlich, que representa a capacidade de adsorção e n é uma constante que descreve a intensidade de adsorção (adimensional), adsorvente/adsorvato, sendo favorável para valores de n na faixa de 1 a 10. Utilizando o coeficiente angular obtido por meio da isoterma (nos dois gráficos), podem-se calcular os valores das constantes, de modo que para um dado ponto (poderia ser

para qualquer ponto da curva obtida, mas esses especificamente estão exactamente contidos nas rectas traçadas), isto é, a = 0,054 e C = 0,446, e log a = - 0,308 e log C = - 2,097.

Com base na relação: = . , determinou-se as constantes de Freundlich (n e K) para os dois gráficos, entretanto sabe-se da equação 1 que o coeficiente angular (m) das rectas são

iguais a , deste modo, =

, assim tem-se:

Tabela 3: constantes de Freundlich

Constantes

Gráfico 1

Gráfico 2

n

1,00

1,07

K

0,12

0,13

Com base nos valores experimentais e nos gráficos de isotermas de adsorção, verifica-se que a capacidade de adsorção do carvão activado diminui com o tempo e com o aumento das concentrações iniciais do ácido acético em solução, entretanto, estes comportamentos são esperados uma vez que o processo de adsorção é exotérmico e um aumento da força motriz permite que mais moléculas do soluto passe da fase líquida para a superfície do sólido. Contudo, em soluções, a solubilidade do adsorvato no solvente também deve ser levada em consideração. Sabe-se que a capacidade de adsorção de um determinado adsorvente é maior quanto menor for a solubilidade do adsorvato no meio.

8. Conclusão

Com base no objectivo, foi-nos possível neste trabalho fazer o estudo quantitativo de processo de adsorção sobre o carvão activado por meio de isotermas de adsorção, mais especificamente isotermas de Freundlich, entretanto, foi eficaz para analisar a capacidade de adsorção do ácido acético pelo carvão activado com base nas determinações das constantes de isoterma de adsorção de Freundlich, n e K.

9. Referências Bibliográficas

[1]

DE FREITAS, Alessandra Ferraiolo;

(2005);

Estudo

da

Adsorção

de

Ácidos

Carboxílicos em Diferentes Materiais

Adsorventes;

disponível

em:

http://www.ufrrj.br/posgrad/cpeq/paginas/docs_teses_dissert/dissertacoes_docs_200

5/alessandra.pdf; acesso no dia 20 de Outubro de 2011.

 

[2]

Anónimo;

Isoterma

de

Adsorção;

disponível

em:

http://w3.ufsm.br/juca/adsorcao.pdf; acesso no dia 20 de Outubro de 2011.

 

[3]

MACHADO, Raquel Cardoso; (2010); Isotermas de Adsorção: Estudo da Adsorção do Ácido Acético sobre o Carvão Vegetal em Função da Concentração do Ácido;

disponível

em:

https://ebah-

files.s3.amazonaws.com/ABAAABXecAK?Expires=1319198299&AWSAccessKeyI

d=AKIAIII5BVM6PM2O7MPA&Signature=PNVNYjMYMekJZ%2FcBAzrN9HPP

tNk%3D; acesso no dia 20 de Outubro de 2011.