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APOSTILA INPA

Davi Said Aidar


aidar@inpa.gov.br

Nas fotos são vistas mandaçaias (Melipona quadrifasciata) visitando alimentadoras coletivas (Aidar, 1996),
supervisionadas pelo Raul (4). As abelhas sem ferrão são inofensivas. Sem veneno, sem ferrão, qualquer
pessoa pode maneja-las e desfrutar dos prazeres de se ter colméias em casa. Até mesmo as crianças podem
estar junto às abelhas ou mesmo cuidar delas, alimentando coletivamente as colônias do Meliponário. As
árvores darão mais frutos e você saboreará o melhor mel do mundo, colhido em sua própria casa. Experimente
(Foto Davi Aidar, 1998).

Atualizado em 17/04/01
Webmaster: Rosa Clement

As Abelhas Tropicais http://www.inpa.gov.br/~aidar/main2.html


A Importância das Abelhas http://www.inpa.gov.br/~aidar/info.html
Fotos sobre abelhas http://www.inpa.gov.br/~aidar/thumbs.html
Referências http://www.inpa.gov.br/~aidar/informa.html
Sobre o autor http://www.inpa.gov.br/~aidar/davicv.html

A importância das abelhas

A alimentação humana é fundamentada em vegetais, produtores na cadeia alimentar e base da pirâmide


de energia. Com o aumento populacional, o incremento na produção de alimentos é uma conseqüência. As
variações no ambiente exigem das plantas domesticadas grande flexibilidade no seu genoma para suportarem
esta heterogeneidade.

A diversidade genética das populações vegetais locais e dos seus parentes silvestres é recurso para a
manutenção do vigor híbrido dos cultivares domesticados.
O desenvolvimento da uniformidade genética, ocasionada pêlos cruzamentos consangüíneos, torna as
plantas mais sensíveis às variações ambientais.

O cruzamento entre plantas dióicas promove a manutenção da variabilidade genética, e esse sucesso
reprodutivo depende de insetos polinizadores.
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INPA – Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia David Said Aidar 2
As abelhas nativas sem ferrão são parte integrante da reprodução vegetal, aumentando a produtividade
das plantas cultivadas e a fertilidade dos vegetais que dependem da polinização cruzada. Essas abelhas são
responsáveis pela reprodução de 40 a 90% dos vegetais de fecundação cruzada devido ao mecanismo de
polinização. Os 10% restantes são polinizados pelo vento, água, morcegos, aves, borboletas, coleópteros e
outros insetos. A variação no tamanho dos indivíduos entre as espécies de abelhas, proporciona eficiência na
polinização e no ciclo reprodutivo das matas tropicais. Na Amazônia, 60% das árvores são bissexuais e
dependem de abelhas para reproduzirem.
No Brasil são conhecidas mais de 400 espécies de Meliponinae, 7 espécies de mamangavas (Bombinae),
muitas de Euglossini e mais de 5000 espécies de abelhas solitárias. Muitas espécies ainda não classificadas e
estudadas, estão sendo extintas com a destruição de seu habitat natural.
A maioria dos meliponíneos fundam seus ninhos em ocos, no tronco de árvores vivas e esta interação
está associada à existência de árvores com diâmetro maior ou igual a 10cm, correspondendo a 32% das árvores
na região próxima a Manaus, AM, e 27% nos campos e cerrados.
Os desmatamentos decorrentes da expansão da pecuária, exploração de madeira e das queimadas,
elimina várias espécies vegetais e reduz a diversidade das populações de abelhas. O Jauari (Astrocaryum jauary)
e a Samaúma (Ceiba pentandra) são vítimas conhecidas desse extermínio.
A transformação de florestas em pequenas capoeiras e a estratificação e descontinuidade das reservas,
impede o cruzamento de colônias de diferentes regiões devido à distância que as separam, normalmente mais de
6km. Nestes casos, o fluxo gênico entre as populações de abelhas é nulo e muitas colônias morrem devido à
consangüinidade.
O número de colônias na área de reprodução sendo abaixo de 44, a probabilidade de rainhas acasalarem
com machos que possuam alelos xo iguais a um dos seus é 17,33%. Quando isso ocorre, existe a produção de
50% de machos diplóides e as colônias morrem devido à eliminação da rainha pelas operárias e por falta de
operárias.
Existe uma grande diferença entre o meliponicultor e pessoas que extraem colônias de seu habitat
natural cortando árvores onde existem ninhos de meliponíneos. O meliponicultor realiza a meliponicultura
racional, empregando técnicas modernas de manejo para aumentar a produção e o número de colônias. O
extrativista ou meleiro, transfere colônias das matas para seu meliponário e a manutenção do número de
colônias ocorre com a reposição das colônias, que são vendidas ou mortas, por novas colônias extraídas da
mata. Esse indivíduo acumula números consideráveis de colônias de meliponíneos além de vender ilegalmente
esses animais silvestres.
Promover a criação racional (domesticação) de abelhas nativas é contribuir para a manutenção de
muitas espécies em extinção. Todos os animais até hoje domesticados permaneceram preservados mesmo com
as alterações em seu habitat natural, o que é uma constante.

Fotos Abelhas Tropicais

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A Extensão proporciona aos pequenos produtores,
efetivo acesso às informações dos pesquisadores e
seus Institutos de Pesquisas. Os resultados destes
trabalhos vêm elevar o nível de conhecimento do
agricultor sobre a fauna e flora da Amazônia,
oferecendo alternativas de alimento (pólen, como
fonte de proteínas e o mel como fonte de energia,
enzimas, minerais, etc.) e também alternativas de
renda familiar com a venda do mel e de colônias de
meliponineos. Na foto, Dr. Aidar segura favos de crias
de abelhas sem ferrão para explicar ao agricultor de
Manacapuru, AM, detalhes sobre arquitetura de ninho,
fases do desenvolvimento biológico das abelhas e como transferir um ninho para uma colméia
racional. (Foto de Johannes van Leeuwen, 2001).

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