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CIRCUITOS COM DÍODOS

Trabalho Prático de Laboratório Nº 2

Guia Laboratorial

1. Introdução

Para além dos díodos serem utilizados para realizar a função de rectificação de tensões sinusoidais, são utilizados em muitos outros circuitos, nomeadamente circuitos limitadores e estabilizadores de tensão. Nas figuras seguintes indicam-se alguns exemplos.

v

i

V R1 R D 1 D 2 v o V R2
V R1
R
D 1
D 2
v o
V R2

a)

R i

circuito

a

proteger

v

i

R D Z1 D Z2
R
D
Z1
D
Z2

b)

v

o

Fig. 1 – Circuitos limitadores de tensão: a) com díodos normais; b) com díodos de Zener.

Na Fig. 1a) os díodos normais funcionam como limitadores da tensão v O . Uma análise simples ao circuito permite verificar que a tensão v O está limitada inferiormente à tensão V R2 V DO e superiormente à tensão V R1 +V DO . Existem circuitos que podem ser destruídos por sobretensões nas suas entradas. Nestes casos é necessário proteger esses circuitos, sendo o esquema representado na Fig. 1 um exemplo possível de protecção, bastando para tal escolher adequadamente os valores das tensões V R1 e V R2 . Note-se que a resistência R é necessária para limitar a corrente máxima dos díodos, mas deve ser muito menor que a resistência (ou impedância) de entrada do circuito protegido, de forma a não haver uma queda (divisão) de tensão apreciável na entrada deste. Na Fig. 1b) apresenta-se um circuito equivalente ao anterior em termos funcionais. Neste caso utilizam-se 2 díodos de Zener com tensões de Zener V ZO1 e V ZO2 . Atendendo à curva característica I-V de um díodo de Zener, pode-se concluir que quando um dos díodos funciona

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na região de Zener, o outro funciona como um díodo normal polarizado directamente, e vice- versa. Desta forma, a tensão v O fica limitada inferiormente à tensão –V ZO1 V DO e superiormente à tensão V ZO2 +V DO . Além disso, os díodos só conduzem quando a tensão v i ultrapassa os limites definidos, caso contrário os díodos não conduzem. Na Fig. 3 apresenta-se um circuito de clipping. Desprezando a tensão V DO , pode-se dizer que a tensão de saída v O segue a tensão de entrada v i apenas quando v i > V R ; caso contrário, v O =V R .

i > V R ; caso contrário, v O = V R . Fig. 3 –

Fig. 3 – Circuito de clipping.

Na Fig. 4 apresenta-se um circuito para alimentar um dado aparelho com duas fontes de tensão contínua alternativas: V 1 (dependente da rede eléctrica) ou V 2 .(bateria ou pilha). A resistência de entrada do aparelho vale R L . Quando a tensão V 1 falha (devido, por exemplo, a uma falha de tensão na rede eléctrica), a tensão V 2 alimenta o circuito, embora com uma tensão ligeiramente menor, pois V 2 terá que ser menor do que V 1 , caso contrário os papéis dessas fontes de tensão seriam invertidos. O díodo D1 serve para evitar que circule uma corrente para a fonte V 1 , quando esta não está operacional. O díodo D2 serve para evitar que a bateria V 2 seja carregada em funcionamento normal.

a bateria V 2 seja carregada em funcionamento normal. Fig. 4 – Circuito de alimentação com

Fig. 4 – Circuito de alimentação com duas fontes de tensão alternativas.

Na fig. 5 apresenta-se um circuito rectificador de meia onda com filtragem, seguido de um regulador de tensão baseado num díodo de Zener. Esta montagem será estudada neste trabalho.

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Este circuito regulador de tensão funciona correctamente, desde que a tensão v 1 aos terminais do

condensador seja sempre superior à tensão de Zener V ZO do díodo de Zener. Verificada esta

condição, o díodo de Zener estará polarizado com uma corrente e apresentará aos seus terminais

uma tensão muito próxima da tensão de Zener (v 2 = V ZO ). Todavia, ligando uma carga R L à saída

do circuito, a corrente fornecida pelo conjunto rectificador-filtro terá de ser suficiente para

alimentar a carga e polarizar o díodo de Zener, pois só assim se garante que v 2 =V ZO .

Zener, pois só assim se garante que v 2 =V Z O . Fig. 5 –

Fig. 5 – Fonte de tensão com rectificador, filtro e regulador de tensão baseado num díodo de Zener.

A primeira parte do trabalho que se segue tem por objectivo visualizar a curva

característica I-V (corrente-tensão) de díodos de diversos tipos, bem como determinar o sinal do

coeficiente de temperatura da tensão V DO dos díodos. Para os díodos de Zener será também

determinado o sinal do coeficiente de temperatura da tensão de Zener V ZO . No sentido de evitar

eventuais confusões relacionadas com o significado da grandeza V ZO , convém dizer que deste

ponto em diante se deve assumir que V ZO representa o módulo da tensão entre o ânodo e o cátodo

do díodo de Zener para a qual este entra na região de Zener.

O coeficiente de temperatura de uma grandeza é, por definição, a taxa de variação com a

temperatura, ou a derivada parcial em ordem à temperatura, dessa grandeza . Por exemplo, se a

grandeza em causa for a tensão limiar de condução de um díodo – V DO – o seu coeficiente de

temperatura pode ser determinado pela Equação 1, e tem dimensões V/ºC.

coef . temp

.

=

V

DO

(

T

2

)

V

DO

(

T

1

)

T

2

T

1

V

DO

T

(1)

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2. Procedimentos experimentais

I. Monte o circuito da Fig. 6, utilizando o díodo 1N4001, uma resistência R=1ke o transformador existente na sua bancada. Este deverá apresentar uma tensão eficaz no

secundário

entre 7V e 12V, dependendo da bancada. A visualização da curva

característica I-V de um díodo pode ser feita utilizando um osciloscópio em modo X-Y. O sinal medido no canal X (abcissas) deve ser proporcional à tensão aos terminais do díodo. O sinal medido no canal Y (ordenadas) deve ser proporcional à sua corrente. Como a corrente i D do díodo não pode ser fornecida directamente ao osciloscópio, devido à sua elevada impedância de entrada, vai-se fazer passar essa corrente através de uma resistência R, aplicando ao osciloscópio a tensão v R aos seus terminais.

V

s

/

2
2
osciloscópio a tensão v R aos seus terminais. V s / 2 Fig. 6 – Montagem

Fig. 6 – Montagem 1: visualização da característica I-V de um díodo.

a) Coloque o osciloscópio em modo X-Y e visualize a curva característica do díodo. Registe a curva na ficha de respostas. Continuando a observar a curva característica, aperte o díodo entre os seus dedos durante cerca de 1 minuto e observe o comportamento do díodo. Coloque a amplificação do osciloscópio em 0,1 V/Div nos dois canais para verificar melhor esse comportamento. Registe noutro quadro da ficha de respostas a curva visualizada no fim do procedimento anterior. Em face dos resultados obtidos, diga se o coeficiente de temperatura do parâmetro V DO do díodo é positivo ou negativo.

Nota:

Dada a necessidade de se utilizar o nó entre o díodo e a resistência como referência para os dois canais do osciloscópio, o canal 2 do osciloscópio vai medir a tensão –v R . Para observar correctamente a curva característica, inverta o canal 2 (botão INV). Antes de registar as curvas, não se esqueça de ajustar os offsets (níveis GND) dos dois canais, de forma a fazer coincidir o ponto (0, 0) com o centro do quadro.

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b) Substitua agora o díodo 1N4001 por um LED (light emitting diode) vermelho ou verde e visualize a sua curva característica. Registe a curva na ficha de respostas.

c) Repita a alínea b) para os dois díodos de Zener disponíveis (3,3V e 6,2V).

II. Considere o circuito da Fig. 7, em que se utiliza o mesmo transformador da montagem anterior. Monte apenas o díodo D 1 e o condensador C, deixando o resto do circuito para uma fase posterior.

C , deixando o resto do circuito para uma fase posterior. Fig. 7 – Montagem 2:

Fig. 7 – Montagem 2: regulador de tensão baseado num díodo de Zener.

a) Ligue o circuito e observe que v 1 não tem ripple. Comente este facto. Meça o valor médio de v 1 (V 1 ).

b) Tomando como ponto de partida o valor V 1 calculado anteriormente, e admitindo que este não varia com a ligação de D Z e R L , calcule o valor da resistência R que garante uma corrente i R com um valor médio de 5 mA. Escolha e peça ao docente uma resistência disponível no laboratório o mais próxima possível de R.

c) Monte agora o resto do circuito, deixando para já o interruptor S aberto. Verifique se o valor médio da tensão v 2 (V 2 ) vale aproximadamente 5,6V. Utilizando acoplamento AC, visualize no osciloscópio e registe num mesmo quadro o ripple de v 1 e v 2 . Meça o ripple de ambos os sinais.

d) Feche o interruptor S, depois de montar no circuito uma carga R L de 10K. Utilizando acoplamento AC, visualize no osciloscópio e registe num mesmo quadro o ripple de v 1 e v 2 . Meça o ripple de ambos os sinais.

e) Mude o valor de R L para 1Ke repita as medições efectuadas em d). Comente as diferenças observadas entre os resultados obtidos em d) e em e).

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f) Como verificou, a qualidade da regulação proporcionada pelo díodo D Z depende da corrente absorvida por R L . Utilizando variáveis para representar as grandezas eléctricas do circuito, e admitindo um R L.max , obtenha:

i) Uma equação matemática para o valor R min que garante a máxima regulação possível, sem pôr em perigo D Z ;

ii) Uma equação matemática que lhe permita determinar nas condições anteriores qual o

valor R L.min acima do qual D Z consegue regular a tensão na carga.

Nota:

Utilize as variáveis R, V Z e R L (máximo e mínimo), bem como: V 1 – valor médio de v 1 ; V 2 valor médio de v 2 , tal que V 2 V Z ; I Z.min – corrente mínima necessária para polarizar D Z ; I Z.max – corrente máxima admissível para D Z .

g) Admita I Z.min =500 µA.

i) Utilize as equações obtidas em f) para tentar justificar o comportamento do circuito observado em d) e e);

ii) Aproveite também para projectar alterações ao circuito, de forma a garantir uma melhor

regulação da tensão para R L =1K(I Z.max =20 mA).

2.1 Observações sobre as montagens a realizar durante a experiência

a) Um erro na polaridade de um condensador electrolítico resulta geralmente na sua destruição e, muitas vezes, na sua explosão. Quando ocorre a explosão, os fragmentos são projectados para cima e são libertados gases tóxicos. É portanto necessário muito cuidado com a sua ligação nos circuitos, sendo aconselhável manter os olhos afastados do topo dos mesmos.

b) Deve-se ter cuidado ao ligar as pontas dos osciloscópios para evitar fazer curto-circuitos através da massa do osciloscópio. A referência dos dois canais do osciloscópio é a mesma: a massa do osciloscópio.

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Ficha de Resultados

Turma:

Grupo:

Nomes:

2. Procedimentos experimentais

I. Visualização da característica I-V de diversos díodos.

a) Curva característica do díodo 1N4001 antes e depois de o aquecer.

do díodo 1N4001 antes e depois de o aquecer. X: Antes de aquecer V/DIV Y: V/DIV

X:

Antes de aquecer

V/DIV

Y:

V/DIV

e depois de o aquecer. X: Antes de aquecer V/DIV Y: V/DIV X: Depois de aquecer

X:

Depois de aquecer

V/DIV

Y:

V/DIV

O Coeficiente de Temperatura de V DO é

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b) Curva característica do LED verde/vermelho.

X: V/DIV Y: V/DIV
X:
V/DIV
Y:
V/DIV

c) Curvas características dos díodos de Zener de 3,3V e de 6,2V.

X: V/DIV Y: V/DIV
X:
V/DIV
Y:
V/DIV
X: V/DIV Y: V/DIV
X:
V/DIV
Y:
V/DIV

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Ficha de Resultados

II. Regulador de tensão baseado num díodo de Zener.

a) Observação do sinal v 1 , antes de se ligar o regulador Zener. Comentário sobre a ausência de ripple. Medição do valor médio de v 1 (V 1 ).

ripple . Medição do valor médio de v 1 ( V 1 ). V 1 =

V 1 =

V

b) Cálculo do valor da resistência R que garante uma corrente i R com um valor médio de 5 mA. Selecção de um valor de R normalizado, o mais próximo possível do valor calculado.

Nota:

Anote em baixo o valor de R normalizado que irá utilizar deste ponto em diante.

baixo o valor de R normalizado que irá utilizar deste ponto em diante. R = Ω

R =

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Ficha de Resultados

c) Visualização e registo da forma de onda do ripple de v 1 e v 2 . Medição do ripple de v 1 e v 2 .

v 1.ripple =

v 1.AC : V/DIV Base de Tempo: V/DIV v 2.AC : s/DIV (V) v 2.ripple
v 1.AC :
V/DIV
Base de Tempo:
V/DIV
v 2.AC :
s/DIV
(V)
v 2.ripple =

(V)

d) Fecho do interruptor S com R L =10K. Visualização e registo da forma de onda do ripple de v 1 e v 2 . Medição do ripple de v 1 e v 2 .

v 1.ripple =

v 1.AC : V/DIV Base de Tempo: V/DIV v 2.AC : s/DIV (V) v 2.ripple
v 1.AC :
V/DIV
Base de Tempo:
V/DIV
v 2.AC :
s/DIV
(V)
v 2.ripple =

(V)

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Ficha de Resultados

e) Fecho do interruptor S com R L =1K. Visualização e registo da forma de onda do ripple de v 1 e v 2 . Medição do ripple de v 1 e v 2 . Comentário sobre as diferenças observadas entre os resultados obtidos em d) e em e).

v 1.ripple =

v 1.AC : V/DIV Base de Tempo: V/DIV v 2.AC : s/DIV (V) v 2.ripple
v 1.AC :
V/DIV
Base de Tempo:
V/DIV
v 2.AC :
s/DIV
(V)
v 2.ripple =

(V)

de Tempo: V/DIV v 2.AC : s/DIV (V) v 2.ripple = (V) f) i) Obtenção de

f) i) Obtenção de uma equação matemática para o valor R min que garante a máxima regulação possível, sem pôr em perigo D Z .

n que garante a máxima regulação possível, sem pôr em perigo D Z . Electrónica I

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Ficha de Resultados

f)

ii) Obtenção de uma equação matemática que lhe permita determinar nas condições anteriores qual o valor R L.min acima do qual D Z consegue regular a tensão na carga.

g)

i) Justificação do comportamento do circuito observado em d) e e) (I Z.min =500 µA).

g)

ii) Projecto de alterações ao circuito, de forma a garantir uma melhor regulação da tensão para R L =1K(I Z.max =20 mA).

para R L =1K Ω ( I Z . m a x =20 mA). Data de

Data de realização do trabalho:

/

/

Assinaturas dos elementos do grupo: