Вы находитесь на странице: 1из 49

GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA

SECRETARIA DE MEIO AMBIENTE E RECURSOS HÍDRICOS (SEMARH)

CENTRO DE RECURSOS AMBIENTAIS (CRA)

GERENCIAMENTO COSTEIRO (GERCO)

RELATÓRIO DE MONITORAMENTO DAS ÁGUAS DO ESTUÁRIO DO RIO POJUCA

SALVADOR, BAHIA

2005

GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA P AULO G ANEM S OUTO SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE
GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA P AULO G ANEM S OUTO SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE
GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA P AULO G ANEM S OUTO SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE

GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA

PAULO GANEM SOUTO

SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE E RECURSOS HÍDRICOS

JORGE KHOURY

CENTRO DE RECURSOS AMBIENTAIS -CRA

DIRETORA EXECUTIVA

MARIA LÚCIA CARDOSO DE SOUSA

DIRETORA DE PROJETOS E DESENVOLVIMENTO AMBIENTAL

TERESA LÚCIA MURICY DE ABREU

COORDENADOR ESTADUAL DO PR OGRAMA NACIONAL DE MEIO AMBIENTE – PNMA II S IDRÔNIO B
COORDENADOR ESTADUAL DO PR OGRAMA NACIONAL DE MEIO AMBIENTE – PNMA II S IDRÔNIO B
COORDENADOR ESTADUAL DO PR OGRAMA NACIONAL DE MEIO AMBIENTE – PNMA II S IDRÔNIO B

COORDENADOR ESTADUAL DO PROGRAMA NACIONAL DE MEIO AMBIENTE – PNMA II

SIDRÔNIO BASTOS

COORDENADORA ESTADUAL DO GERENCIAMENTO COSTEIRO

MARIA DE FÁTIMA VINHAS DE ALMEIDA

EMPRESA CONSULTORA

PLAMA – PLANEJAMENTO E MEIO AMBIENTE LTDA

COORDENAÇÃO GERAL:

CARLECI SOUZA DA SILVA, BIÓLOGA

EQUIPE DE ELABORAÇÃO

CARLECI SOUZA DA SILVA, BIÓLOGA.

CRISTIANO CARVALHO PEREIRA, BIÓLOGO.

LANA CRISTINEE MISTRO, BIÓLOGA.

AGRADECIMENTOS E COLABORAÇÕES ESPECIAIS

MÊRE IZABEL BARRETO DA SILVA, BIÓLOGA

NILSON ROQUE SANTOS, BIÓLOGO

AOS TÉCNICOS DO CRA

MARGARETH PEIXOTO MAIA

JOSÉ ANTÔNIO A. DE LACERDA

RELATÓRIO DE MONITORAMENTO DAS ÁGUAS DO ESTUÁRIO DO RIO POJUCA PLAMA Salvador/Bahia Julho de 2005
RELATÓRIO DE MONITORAMENTO DAS ÁGUAS DO ESTUÁRIO DO RIO POJUCA PLAMA Salvador/Bahia Julho de 2005
RELATÓRIO DE MONITORAMENTO DAS ÁGUAS DO ESTUÁRIO DO RIO POJUCA PLAMA Salvador/Bahia Julho de 2005
RELATÓRIO DE MONITORAMENTO DAS ÁGUAS DO ESTUÁRIO DO RIO POJUCA
RELATÓRIO DE MONITORAMENTO
DAS ÁGUAS DO ESTUÁRIO
DO RIO POJUCA

PLAMA

Salvador/Bahia Julho de 2005

LISTA DE FIGURAS F IGURA 1 Espaço privado, constituído de restaurante e atividade náutica no
LISTA DE FIGURAS F IGURA 1 Espaço privado, constituído de restaurante e atividade náutica no
LISTA DE FIGURAS F IGURA 1 Espaço privado, constituído de restaurante e atividade náutica no

LISTA DE FIGURAS

FIGURA 1

Espaço privado, constituído de restaurante e atividade náutica no estuário do rio Pojuca.

14

FIGURA 2

Atividade comercial no Estuário do rio Pojuca.

 

14

FIGURA 3

Lazer e recreação na margem direita do Estuário do rio Pojuca.

15

FIGURA 4

Praia Barra do Pojuca, localizado a 20m na margem esquerda da foz do rio Pojuca.

15

FIGURA 5

Estuário do rio Pojuca.

 

18

FIGURA 6

Aspecto da vegetação em um trecho no Estuário do rio Pojuca.

18

FIGURA 7

Mapa climatológico segundo Thornthwaite (SEI, 2003).

 

19

FIGURA 8

Mapa de Localização dos pontos de coleta.

 

21

FIGURA 9

Ponto de amostragem (EPJ-01), localizado em frente a área da Reserva Sapiranga a cerda de 2Km da ponte sob a BA-099.

22

FIGURA 10

Ponte na BA–099, estrada do coco utilizada como referencial do ponto de amostragem, EPJ – 02.

22

FIGURA 11

Figura 9. Ponto de amostragem (EPJ-03), localizado no Estuário do rio Pojuca, na foz em Barra do Pojuca.

23

FIGURA 12

Concentração de oxigênio dissolvidos (mg/L) no Estuário do rio Pojuca.

28

FIGURA 13

Valores de temperatura (°C) no Estuário do rio Pojuca.

 

28

FIGURA 14

Concentração da DBO (mg/L) no Estuário do rio Pojuca.

 

29

FIGURA 15

Índice de Coliforme fecal (N0/Col./100mL) no Estuário do rio Pojuca.

30

FIGURA 16

Valores de pH constatados no Estuário do rio Pojuca.

 

31

FIGURA 17

Concentrações de Salinidade (%) no Estuário do rio Pojuca.

 

31

FIGURA 18

Densidade total do Fitoplâncton (Org/mL) no ponto de amostragem EPJ–01 no Estuário do rio Pojuca.

35

FIGURA 19

Densidade

total

do

Fitoplâncton

(Org/mL)

no

ponto

de

35

amostragem EPJ-02 no Estuário do rio Pojuca. F IGURA 20 Densidade total do Fitopl âncton
amostragem EPJ-02 no Estuário do rio Pojuca. F IGURA 20 Densidade total do Fitopl âncton
amostragem EPJ-02 no Estuário do rio Pojuca. F IGURA 20 Densidade total do Fitopl âncton

amostragem EPJ-02 no Estuário do rio Pojuca.

FIGURA 20

Densidade total do Fitoplâncton (Org/mL) no ponto de amostragem, EPJ-03 no Estuário do rio Pojuca.

36

FIGURA 21

Densidade relativa do Fitoplâncton (%) no ponto de amostragem, EPJ–01 no Estuário do rio Pojuca.

36

FIGURA 22

Densidade relativa do Fitoplâncton (%) no ponto de amostragem, EPJ-02 no Estuário do rio Pojuca.

37

FIGURA 23

Densidade relativa do Fitoplâncton (%) no ponto de amostragem, EPJ–03 no Estuário do rio Pojuca.

37

FIGURA 24

Densidade do Zooplancton e Ictioplancton (org/m³) no ponto de amostragem, EPJ-01 no Estuário do rio Pojuca.

38

FIGURA 25

Densidade do Zooplancton e Ictioplancton (org/m³) no ponto de amostragem, EPJ-02 no Estuário do rio Pojuca.

39

FIGURA 26

Densidade do Zooplancton (org/m³) no ponto de amostragem EPJ-03. Estuário do rio Pojuca.

39

FIGURA 27

Densidade relativa do Zooplancton e Ictioplancton (%) no ponto de amostragem, EPJ-01 no Estuário do rio Pojuca.

40

FIGURA 28

Densidade relativa do Zooplancton e Ictioplancton (%) no ponto de amostragem, EPJ-02 no Estuário do rio Pojuca.

40

FIGURA 29

Densidade relativa do Zooplancton e Ictioplancton (%) no ponto de amostragem, EPJ-03 no Estuário do rio Pojuca.

41

LISTA DE QUADROS Q UADRO 1 Fatores de pressão na qualidade das águas na Bacia
LISTA DE QUADROS Q UADRO 1 Fatores de pressão na qualidade das águas na Bacia
LISTA DE QUADROS Q UADRO 1 Fatores de pressão na qualidade das águas na Bacia

LISTA DE QUADROS

QUADRO 1

Fatores de pressão na qualidade das águas na Bacia do rio Pojuca.

13

QUADRO 2

Pontos de amostragem no Estuário do rio Pojuca.

 

22

QUADRO 3

Dados Físico-Químicos e Bacteriológicos do Estuário do rio Pojuca nos pontos de amostragem (EPJ-01, EPJ-02 e EPJ– 03) fevereiro e abril, 2005.

26

QUADRO 4

Densidade

total

(org/ml)

e

Densidade

relativa

(%)

de

33

Cianofíceas

(Fitoplancton)

no

Estuário

do

rio

Pojuca

(fevereiro, 2005).

 

QUADRO 5

Densidade total (org/ml) e Densidade relativa (%) de Clorofíceas (Fitoplancton) no Estuário do rio Pojuca (fevereiro,

33

2005).

QUADRO 6

Densidade

total

(org/ml)

e

Densidade

relativa

(%)

de

34

Diatomáceas

(Fitoplancton)

no

Estuário

do

rio

Pojuca

(fevereiro, 2005).

 

QUADRO 7

Densidade total (org/mL) e Densidade relativa (%) de Decápodes (Zooplancton) no Estuário do rio Pojuca.

42

QUADRO 8

Densidade total (org/mL) e densidade relativa (%) de Mollusca (Bivalves) no Estuário do rio Pojuca.

42

QUADRO 9

Densidade total (org/mL) e densidade relativa (%) de Copepodos (Zooplancton) no Estuário do rio Pojuca.

43

QUADRO 10

Densidade total (org/mL) e densidade relativa (%) de Osteíctes (Ictioplancton) no Estuário do rio Pojuca.

43

QUADRO 11

Resultados

de

Coliformes

Fecais

na

Praia

da

Barra

do

45

Pojuca.

L I S T A DE F IGURAS L ISTA DE Q UADROS SUMÁRIO 1.0
L I S T A DE F IGURAS L ISTA DE Q UADROS SUMÁRIO 1.0
L I S T A DE F IGURAS L ISTA DE Q UADROS SUMÁRIO 1.0

LISTA DE FIGURAS

LISTA DE QUADROS

SUMÁRIO

1.0

CONTEXTUALIZAÇÃO

12

1.1

USOS DA ÁGUA

14

1.2

MANGUEZAL DO RIO POJUCA

15

1.3

CONDIÇÕES CLIMÁTICAS

18

2.0

OBJETIVO

20

3.0

ENQUADRAMENTO DOS CORPOS D’ ÁGUA

20

4.0

METODOLOGIA

20

4.1

PONTOS DE AMOSTRAGEM

20

4.2

COLETAS DE AMOSTRAS

23

4.3

ANÁLISES LABORATORIAL

23

5.0

AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DAS ÁGUAS

25

5.1

INDICADORES DO ESTADO TRÓFICO

25

5.2

CONDIÇÕES DE SUPORTE BIOLÓGICO

27

5.3

INDICADOR DE DECOMPOSIÇÃO DA MATÉRIA ORGÂNICA

29

5.4

INDICADOR MICROBIOLÓGICO

29

5.5

INDICADORES DO BALANÇO IÔNICO

30

5.6

ANÁLISE HIDROBIOLÓGICA

32

5.6.1

FITOPLANCTON

32

5.6.2 Z OOPLANCTON E I CTIOPLANCTON 38 5.7 B ANEABILIDADE DA P R A I
5.6.2 Z OOPLANCTON E I CTIOPLANCTON 38 5.7 B ANEABILIDADE DA P R A I
5.6.2 Z OOPLANCTON E I CTIOPLANCTON 38 5.7 B ANEABILIDADE DA P R A I

5.6.2

ZOOPLANCTON E ICTIOPLANCTON

38

5.7

BANEABILIDADE DA PRAIA

44

6.0

CONSIDERAÇÕES FINAIS

45

7.0

BIBLIOGRAFIA

47

ANEXOS

A: LAUDO DE ANÁLISE LABORATORIAL: RELATÓRIO DE ENSAIOS

LABQGI 134/05-1

B: LAUDO DE ANÁLISE LABORATORIAL: RELATÓRIO DE ENSAIOS

LABQGI 134/05-2

APRESENTAÇÃO A PLAMA – Planejament o e Meio Ambiente, apresenta a seguir o Relatório Final
APRESENTAÇÃO A PLAMA – Planejament o e Meio Ambiente, apresenta a seguir o Relatório Final
APRESENTAÇÃO A PLAMA – Planejament o e Meio Ambiente, apresenta a seguir o Relatório Final

APRESENTAÇÃO

A PLAMA – Planejamento e Meio Ambiente, apresenta a seguir o Relatório Final com as informações do rio Pojuca, a identificação dos pontos prioritários de controle e o monitoramento dos parâmetros utilizados, conjunto de amostras coletadas com metodologia pertinente, quadros e gráficos (figuras), avaliações realizadas, registro fotográfico e considerações finais atendendo o estabelecido no Contrato de Serviços de Terceiros Pessoa Jurídica para Estruturação e Operacionalização do Monitoramento do Estuário do rio Pojuca.

1.0 CONTEXTUALIZAÇÃO Por estar inserido em região costeira, o litoral Norte da Ba hia apresenta
1.0 CONTEXTUALIZAÇÃO Por estar inserido em região costeira, o litoral Norte da Ba hia apresenta
1.0 CONTEXTUALIZAÇÃO Por estar inserido em região costeira, o litoral Norte da Ba hia apresenta

1.0 CONTEXTUALIZAÇÃO

Por estar inserido em região costeira, o litoral Norte da Bahia apresenta alta diversidade de ecossistemas, o que já lhe confere uma grande importância ecológica. Apesar da proximidade com a capital do estado e da intensificação do fluxo turístico após a construção da “Linha Verde”, os ecossistemas ainda se encontram, em grande parte, em bom estado de conservação ecológica. Exceção deve ser feita com relação à Mata Atlântica, antropizada devido aos usos atuais, a exemplo da expansão urbana, extrativismos e agropecuária.

O rio Pojuca é o curso d’água de maior extensão e área de drenagem da bacia do

Recôncavo Norte, nasce no município de Santa Bárbara, na Serra da Mombaça, sua desembocadura é no Oceano Atlântico entre a Vila de Praia do Forte e Itacimirim, constituindo o divisor dos municípios de Mata de São João e Camaçari.

A bacia do rio Pojuca abrange parte da zona rural de Feira de Santana e os

municípios de Irará, Coração de Maria, Terra Nova, Teodoro Sampaio, Alagoinhas, Catú, Pojuca, Mata de São João e Camaçari.

Os principais afluentes são:

MARGEM DIREITA: rios São José, Cabuçu, Juruaba e Itapecerica.

MARGEM ESQUERDA: rios Salgado, Paramirim, Camarojipe, Pitanga, Uma, Catu, Quirocó Pequeno e rio Papucu Grande.

O

estuário do rio Pojuca faz parte dos municípios de Camaçari e Mata de São João,

estando inserido na Área de Proteção Ambiental Litoral Norte, conforme Decreto Estadual de nº. 8553/2003. A região é caracterizada pela presença de pequenas fazendas com criação de gado, distrito florestal e minifúndios de subsistência, tendo como principal recurso hídrico, o rio Pojuca, cuja bacia possui cerca de 4.341km 2 e percorre aproximadamente 200km.

É um rio que em pequenos trechos apresenta uma mata ciliar com relativo grau de

conservação com espécies como: Ingá (Inga sp.), Landim (Symphonia globulifera

L. f.) e pau-pombo (Tapirira guianensis Aubl.).

O uso do solo na foz do rio Pojuca encon tra-se distribuído espacialmente para o
O uso do solo na foz do rio Pojuca encon tra-se distribuído espacialmente para o
O uso do solo na foz do rio Pojuca encon tra-se distribuído espacialmente para o

O uso do solo na foz do rio Pojuca encontra-se distribuído espacialmente para o turismo e lazer (próximo a foz do rio Pojuca na sua margem esquerda), urbanismo (loteamentos, pousadas e hotéis), agropecuária, silvicultura e indústria.

No alto da bacia do rio Pojuca destaca-se como principais atividades impactantes exploração de petróleo, lançamentos de efluentes domésticos, industriais, e resíduos sólidos, silvicultura e agropecuária.

Dentre as diferentes atividades desenvolvidas ao longo da bacia destaca-se pelo potencial poluidor a atividade petrolífera que contribui para a contaminação do lençol freático devido à injeção de água salgada utilizada na recuperação secundária de poços petrolíferos e dos diques de armazenamento de borras oleosas e água salgada. O QUADRO 1 apresenta alguns fatores de pressão na qualidade das águas na Bacia do rio Pojuca.

QUADRO 1. Fatores de pressão na qualidade das águas na Bacia do rio Pojuca.

 

FATORES DE PRESSÃO

INDICADORES DE DEGRADAÇÃO NA QUALIDADE DAS ÁGUAS

 

AÇÕES DE CONTROLE

Lançamento de esgotos

Coliformes fecais, DBO 5 ,

Implantação de

domésticos gerados nas zonas

OD, N-total, P-total, nitrogênio

sistemas de captação e tratamento adequado de esgotos domésticos nas sedes municipais da bacia.

urbanas das sedes municipais da bacia e suas periferias.

amoniacal

 

Supressão

de

matas

Turbidez,

sólidos

em

Implantação de

ciliares.

 

suspensão.

 

programa emergencial de recuperação de matas ciliares ao longo dos vales dos cursos afetados.

   

Manter o monitoramento desses parâmetros nos mananciais.

Urbanização sem

Coliformes fecais, DBO 5 ,

Implantação

de

planejamento e deposição descontrolada de resíduos sólidos (lixo doméstico) nas periferias das sedes municipais

OD, N -total, P-total, nitrogênio

aterros

sanitários

amoniacal

 

devidamente

 
 

dimensionados

e

gerenciados. Promoção

da bacia .ao longo dos vales das drenagens.

de

campanhas

de

conscientização pública e educação ambiental.

1.1 U SOS DA Á GUA Dentre os principais usos da água na bacia do
1.1 U SOS DA Á GUA Dentre os principais usos da água na bacia do
1.1 U SOS DA Á GUA Dentre os principais usos da água na bacia do

1.1 USOS DA ÁGUA

Dentre os principais usos da água na bacia do rio Pojuca, destacam-se:

Consumo doméstico, uso geral como banho, lavagens de utensílios domésticos e abastecimento público;

Lazer, pesca e esportes náuticos – zona estuarina;

Dessedentação de animais;

Corpo receptor – diluição de efluentes;

Irrigação;

Abastecimento industrial.

As FIGURAS 1 a 4 mostram alguns usos das águas do rio Pojuca.

1 a 4 mostram alguns usos das águas do rio Pojuca. F IGURA 1. Espaço privado,

FIGURA 1. Espaço privado, constituído de restaurante e atividade náutica no estuário do rio Pojuca.

Figura 2. Atividade comercial no Estuário do rio Pojuca.

Pojuca. Figura 2. Atividade comercial no Estuário do rio Pojuca. Monitoramento das Águas do Estuário do

Monitoramento das Águas do Estuário do Rio Pojuca

13

Figura 3. Lazer e recreação na margem direita do Estuário do rio Pojuca. F IGURA
Figura 3. Lazer e recreação na margem direita do Estuário do rio Pojuca. F IGURA
Figura 3. Lazer e recreação na margem direita do Estuário do rio Pojuca. F IGURA
Figura 3. Lazer e recreação na margem direita do Estuário do rio Pojuca. F IGURA

Figura 3. Lazer e recreação na margem direita do Estuário do rio Pojuca.

FIGURA 4 Praia Barra do Pojuca, localizado a 20m. na margem esquerda da foz do rio Pojuca.

localizado a 20m. na margem esquerda da foz do rio Pojuca. 1 . 2 M ANGUEZAL

1.2 MANGUEZAL DO RIO POJUCA

Este ecossistema é entendido como um sistema aberto integrado por todos os organismos vivos, compreendido o homem (biocenose) e os elementos não-viventes (biótopo) de um setor ambiental definido no tempo e no espaço, cujas propriedades globais de funcionamento (fluxo de energia e ciclagem de matéria) e auto-regulação (controle), derivam das relações entre todos os seus componentes, tanto pertencentes aos sistemas naturais, quanto os criados ou modificados pelo homem (ODUM, 1988).

Segundo Ricklefs (1988) os manguezais são ecossistemas costeiros, de comunidades vegetais anfíbias, lenhosas e
Segundo Ricklefs (1988) os manguezais são ecossistemas costeiros, de comunidades vegetais anfíbias, lenhosas e
Segundo Ricklefs (1988) os manguezais são ecossistemas costeiros, de comunidades vegetais anfíbias, lenhosas e

Segundo Ricklefs (1988) os manguezais são ecossistemas costeiros, de comunidades vegetais anfíbias, lenhosas e perenifólias. Localizam-se às margens dos oceanos e dos canais que formam os estuários, crescendo facilmente sobre as costas planas nos terrenos de aluvião das desembocaduras de rios, submetidos aos efeitos da mistura das águas do mar e do rio ou em margens tranqüilas das lagoas.

No litoral Norte da Bahia, os manguezais estão presentes principalmente nos estuários dos rios Joanes, Jacuípe, Pojuca, Sauípe, Subaúma, Inhambupe, Itariri, Itapicuru e Real, representando importante fonte de alimentação para as diversas populações costeiras.

O mangue é um ecossistema "aberto" no que diz respeito à energia e matéria. O transporte de matéria para dentro do ecossistema, sua reciclagem e conseqüente exportação são controlados por fatores físicos (marés e chuvas) e biológicos (queda de folhas, decomposição, atividades da fauna, etc.) Essa característica de ser um ecossistema aberto permite a exportação de grandes quantidades de matéria orgânica, especialmente detritos vegetais, sendo este o aspecto mais importante da interdependência entre o manguezal e os outros ecossistemas costeiros adjacentes. Transportados pela maré para as águas costeiras, os detritos são colonizados por uma fauna e flora microbiana que os enriquecem em compostos orgânicos de alto valor energético. Assim, esses detritos vão servir de base para as cadeias alimentares costeiras, tornando os manguezais os principais responsáveis pela manutenção de atividades pesqueiras na maioria das áreas tropicais (RICKLEFS,

1988).

Um dos fatores físicos que mais influenciam na estrutura do estuário e em seu funcionamento é a maré, podendo ser citadas as seguintes características de influência:

Intensidade e freqüência da perturbação causada pela ação da maré;

Amplitude vertical da maré, que determina a profundidade de inundações e extensão vertical da vegetação;

Tipo de ciclo da maré, que controla a freqüência e duração da submergência e emergência;
Tipo de ciclo da maré, que controla a freqüência e duração da submergência e emergência;
Tipo de ciclo da maré, que controla a freqüência e duração da submergência e emergência;

Tipo de ciclo da maré, que controla a freqüência e duração da submergência e emergência;

Qualidade da água. As inundações periódicas decorrentes das marés tornam o substrato favorável à colonização pela vegetação do mangue, isso porque excluem plantas que não possuem mecanismos de adaptação para suportar a presença de sal.

A distância máxima de penetração da água salgada determina o limite do estuário

em direção à terra, que pode atingir dezenas de quilômetros em direção às montanhas dos grandes rios. A amplitude da maré determina a renovação das águas superficiais e intersticiais, levando consigo certa quantidade de oxigênio. Essa renovação tem papel importante no transporte, seleção e fixação de propágulos, bem como no transporte e distribuição de matéria orgânica particulada e/ou dissolvida (folhas, galhos, restos de animais), para as regiões adjacentes.

As árvores do manguezal não se restringem obrigatoriamente ao ambiente de alta

salinidade, pelo contrário, seu desenvolvimento pode ser melhor até em áreas de baixa salinidade, e sua ocorrência no ambiente costeiro pode estar ligada à competição com outras plantas terrestres (RICKLEFS, 1988). Estas árvores desenvolveram várias formas de adaptação que permitiram seu sucesso na colonização do ambiente costeiro, principalmente em relação à regulação das concentrações.

O estuário do rio Pojuca (FIGURA 5) é característico de regiões tropicais,

influenciados pela ação das marés e protegidas da ação das ondas. A sua dinâmica

sedimentar é controlada não só pelo fluxo das marés como também pelo aporte de água doce da bacia hidrografica que chega ao estuário através dos seus contribuintes, trazendo uma gama variada de sedimentos e nutrientes.

O

manguezal apresenta espécies vegetais com aspecto bastante homogêneo, tanto

do

ponto de vista fisionômico, estrutural e de sua composição florística. Um restrito

número de espécies forma associações muito densas. Estruturalmente, o manguezal

se apresentar de forma arbóreas - herbáceas, com árvores que podem chegar em

média de 10-12 de altura no seu dossel superior. A F IGURA 6 apresenta o
média de 10-12 de altura no seu dossel superior. A F IGURA 6 apresenta o
média de 10-12 de altura no seu dossel superior. A F IGURA 6 apresenta o

média de 10-12 de altura no seu dossel superior. A FIGURA 6 apresenta o aspecto da vegetação em um trecho de manguezal no estuário do rio Pojuca.

A espécie vegetal de maior ocorrência para o manguezal do rio Pojuca é o mangue- vermelho (Rhizophora mangle L.), ocorrendo ainda a siriba (Avicennia schaueriana Stapf & Leechman), mangue branco (Laguncularia racemosa (L.) Gaertn.). Para as espécies de fauna, são encontrados o caranguejo uçá (Ucides cordatus), aratu (Goniopsis cruentata), o gaiamun (Cardisoma guanhumi), os siris (Callinectes spp.), peixes como o robalo (Centropomus undecimals) e tainha (Mugil jaimardianus) e ostra (Crassostrea rhizophora), entre outros.

) e ostra ( Crassostrea rhizophora ), entre outros. Fi g ura 5. Estuário do rio

Figura 5. Estuário do rio Pojuca.

Figura 6. Aspecto da vegetação em um trecho no Estuário do rio Pojuca.

da vegetação em um trecho no Estuário do rio Pojuca. 1 . 3 C ONDIÇÕES C

1.3 CONDIÇÕES CLIMÁTICAS

O Estado da Bahia apresenta uma posição geográfica de transição em face as principais correntes de circulação atmosférica de caráter regional. É considerada

uma área de passagem das correntes geradas em fontes externas. Essas correntes de circulação, de
uma área de passagem das correntes geradas em fontes externas. Essas correntes de circulação, de
uma área de passagem das correntes geradas em fontes externas. Essas correntes de circulação, de

uma área de passagem das correntes geradas em fontes externas. Essas correntes de circulação, de direções opostas, conferem os principais padrões de comportamento atmosférico da Bahia que, em contato com elementos geográficos, geram a fragmentação climática por todo o Estado.

A sub-região que vai desde o município de Valença-BA até a divisa do Estado de Sergipe com Alagoas, englobando a área do rio Pojuca em estudo, ocorrem chuvas de março a setembro, com média anual de precipitação em torno de 1.400mm. Neste trecho do rio Pojuca as maiores intensidades de chuvas ocorrem entre os meses de abril e julho, que caracterizam a quadra mais chuvosa desta sub-região, entretanto este ano as chuvas iniciaram-se em fevereiro.

De acordo com a proposta de classificação climática de Thornthwaite e Mather que

se baseia no índice hídrico, ou índice de umidade, é definido para a área de estudo

o seguinte clima: B1 - Úmido, com 1 a 3 meses secos durante o ano, de acordo com

a FIGURA 7.

No período em que foram realizadas as coletas ocorreram fortes chuvas na região o que pode justificar a alteração de alguns índices analisados, como salinidade e o Nitrogênio Total.

analisados , como salinidade e o Nitrogênio Total. Figura 7. Mapa climatológico segundo Thornthwaite (SEI,

Figura 7. Mapa climatológico segundo Thornthwaite (SEI,

2003).

2. OBJETIVO Caracterizar a qualidade das águas do estuário do rio Pojuca, sob os aspectos
2. OBJETIVO Caracterizar a qualidade das águas do estuário do rio Pojuca, sob os aspectos
2. OBJETIVO Caracterizar a qualidade das águas do estuário do rio Pojuca, sob os aspectos

2. OBJETIVO

Caracterizar a qualidade das águas do estuário do rio Pojuca, sob os aspectos físico, químico e biológico, objetivando avaliar a qualidade das águas e fornecer subsídios para sua integração a um Sistema de Informações Geográficas (SIG), visando o Suporte à Gestão e ao Monitoramento do Litoral Norte do Estado da Bahia.

3. ENQUADRAMENTO DOS CORPOS D’ ÁGUA

Segundo o Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA), através da Resolução 357/2005 o enquadramento dos corpos d'água deve estar baseado não necessariamente no seu estado atual, mas nos níveis de qualidade que deveriam possuir para atender às necessidades da comunidade. A classificação das águas doces, salobras e salinas essencial à defesa de seus níveis de qualidade, avaliados por parâmetros e indicadores específicos, de modo a assegurar seus usos preponderantes. Uma vez que não existem estudos de enquadramento para os recursos hídricos, será utilizado nesta avaliação o critério estabelecido no Artigo 42 da Resolução CONAMA 357/05, o qual estabelece que enquanto não forem realizados enquadramentos, as águas doces serão consideradas de Classe 2, enquanto que as águas salinas e salobras serão consideradas Classe 1.

4.0 METODOLOGIA

4.1 PONTOS DE AMOSTRAGEM

Foram estabelecidos três pontos de amostragem localizados na área estuarina do rio Pojuca (QUADRO 2). A FIGURA 8 apresenta um mapa com estes pontos devidamente georeferenciados, enquanto que as FIGURAS 9, 10 e 11 apresentam fotos destes pontos de amostragem.

Figura 8. Mapa apresentando os pontos de amostragem, devidamente georeferenciados, no estuário do rio Pojuca.
Figura 8. Mapa apresentando os pontos de amostragem, devidamente georeferenciados, no estuário do rio Pojuca.
Figura 8. Mapa apresentando os pontos de amostragem, devidamente georeferenciados, no estuário do rio Pojuca.
Figura 8. Mapa apresentando os pontos de amostragem, devidamente georeferenciados, no estuário do rio Pojuca.

Figura 8. Mapa apresentando os pontos de amostragem, devidamente georeferenciados, no estuário do rio Pojuca. FONTE: SEI, 2000

Q UADRO 2. Pontos de amostragem no Estuário do rio Pojuca. P ONTOS DE A
Q UADRO 2. Pontos de amostragem no Estuário do rio Pojuca. P ONTOS DE A
Q UADRO 2. Pontos de amostragem no Estuário do rio Pojuca. P ONTOS DE A

QUADRO 2. Pontos de amostragem no Estuário do rio Pojuca.

PONTOS DE

AMOSTRAGEM

EPJ–01

EPJ–02

EPJ–03

COORDENADAS EM

UTM

0604136/8610128

0604159/8608294

0601282/8607368

LOCALIZAÇÃO

0604159/8608294 0601282/8607368 L OCALIZAÇÃO Estuário do rio Pojuca, localizado em frente a área da

Estuário do rio Pojuca, localizado em frente a área da Reserva Sapiranga a cerca de 2Km a montante da ponte da BA–099.

Estuário do rio Pojuca, sob a ponte na BA–099, e estrada do coco.

Estuário do rio Pojuca, localizado na foz em Barra do Pojuca.

do rio Pojuca, localizado na foz em Barra do Pojuca. Figura 9. Ponto de amostragem (EPJ-

Figura 9. Ponto de amostragem (EPJ- 01), localizado em frente a área da Reserva Sapiranga a cerda de 2Km da ponte sob a BA-099.

FIGURA 10. Ponte na BA-099, estrada do Coco utilizada como referencial do ponto de amostragem, EPJ-02.

utilizada como referencial do ponto de amostragem, EPJ-02. Monitoramento das Águas do Estuário do Rio Pojuca
C O L E T A S DE A MOSTRAS Figura 11. Ponto de amostragem
C O L E T A S DE A MOSTRAS Figura 11. Ponto de amostragem
C O L E T A S DE A MOSTRAS Figura 11. Ponto de amostragem
C O L E T A S DE A MOSTRAS Figura 11. Ponto de amostragem

COLETAS DE AMOSTRAS

Figura 11. Ponto de amostragem (EPJ-03), localizado no estuário do rio Pojuca, na foz em Barra do Pojuca.

As coletas de água foram realizadas em dois momentos no dia 21/02/2005 e no dia 12/04/2005 em três pontos de amostragem nas condições de preamar e baixamar de acordo com os dados de referência do Porto de Salvador da Capitania dos Portos. A amostragem foi baseada nas recomendações do Guia de Coleta e Preservação de Amostras da Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental (CETESB), publicado em 1988.

As amostras de água tem o objetivo de determinar os parâmetros: Salinidade, Oxigênio Dissolvido (OD), pH, Temperatura, Fósforo Total, Nitrogênio Total, DBO, Coliformes Fecais e Hidrobiologia (Fitoplancton e Zooplâncton).

As amostras de fitoplancton e zooplâncton foram coletadas e filtradas, em rede de malha de 180mm, em um volume de 100 litros e acondicionadas em frascos de vidro de 500ml e fixados com 2ml e 25ml de formol a 4% respectivamente.

4.3 ANÁLISES LABORATORIAL

As análises foram realizadas pelo Laboratório do Centro Tecnológico Pedro Ribeiro (CETIND), utilizando as metodologias empregadas nas análises, segundo os

manuais Standard Methods for the Exami nation of Water and Wastewater , 19 t h
manuais Standard Methods for the Exami nation of Water and Wastewater , 19 t h
manuais Standard Methods for the Exami nation of Water and Wastewater , 19 t h

manuais Standard Methods for the Examination of Water and Wastewater, 19 th Edition (APHA/AWWA/WEF, 1995) e da American Society for Testing of Materials

(1992).

Os Métodos de análise utilizado para a Hidrobiologia (Fitoplancton e Zooplâncton)

foram:

FITOPLANCTON

As amostras foram concentradas em recipiente de vidro com capacidade de 100 cm³ com auxilio de uma pipeta “Stempel”, foram retiradas várias alíquotas de 0,5 cm³ de cada amostra e formadas lâminas para microscopia. Essas foram observadas em um microscópio binocular Zeis Axiostar, com aumento de até 1.500 vezes. Nas contagens, foi determinado o número de células por mililitro, registrando-se o número de espécie para cada divisão algal.

A identificação e enquadramento taxonômico do material foram realizados com

auxilio de bibliografia especifica (e.g. BOURRELLY, 1971; STREBLE; KRAUTER,

1987).

ZOOPLÂNCTON

O zooplâncton foi analisado mediante sub-amostra, empregando-se câmaras de

Sedgwick-Rafter com microscópio estereoscópio Zeiss, modelo SV6.

Os organismos foram identificados e quantificados ao nível de grupos, segundo Koste (1978) e Reid (1985).

A determinação da densidade de organismos planctônicos expressa em org./m³ foi efetuada através da expressão (APHA,1995):

ONDE:

Org./m³ = D x C’/C”x C”’

D

analisada;

=

de

organismos

contados

na

alíquota

C’ = volume de concentração da amostra (ml);

C” = volume da alíquota analisada (ml);

5.0 AVALIAÇÃO DA QU ALIDADE DAS ÁGUAS A qualidade das águas do estuário do ri
5.0 AVALIAÇÃO DA QU ALIDADE DAS ÁGUAS A qualidade das águas do estuário do ri
5.0 AVALIAÇÃO DA QU ALIDADE DAS ÁGUAS A qualidade das águas do estuário do ri

5.0 AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DAS ÁGUAS

A qualidade das águas do estuário do rio Pojuca foram avaliadas através da

interpretação dos resultados dos parâmetros monitorados, fundamentados nas Resoluções Federal nº 357/05 e 274/2000 do CONAMA, que classifica as águas doces, salobras e salinas, de modo a garantir seus usos preponderantes.

5.1 INDICADORES DO ESTADO TRÓFICO

Os parâmetros utilizados na avaliação do estado trófico das águas foram o fosfato total e nitrogênio total. Estes elementos são nutrientes que proporcionam o desenvolvimento dos produtores primários em ecossistemas aquáticos. O aumento

de carga orgânica proveniente de esgotos domésticos, detergentes, excrementos de

animais e fertilizantes, pode gerar o acúmulo de fosfato num corpo d’água, provocando o aparecimento de algas, cuja decomposição consome oxigênio. O fosfato pode ser adicionado aos corpos hídricos de forma natural através de lixiviação das rochas da bacia de drenagem, como também pela contribuição com esgotos.

As formas nitrogenadas são importantes fontes para a caracterização da qualidade de água, principalmente se o sistema sofre ou vier a sofrer influências antrópicas e eutrofização.

Com relação às concentrações de Nitrogênio Total nas duas campanhas (fevereiro e abril), não foi detectado esse parâmetro na primeira campanha nos pontos de amostragem (EPJ-02 e EPJ-03), sendo detectado para o ponto, EPJ-01, na condição

de preamar. Na segunda campanha foi constatado esse parâmetro no ponto EPJ-01,

2mg/L e 3mg/L na baixamar e preamar respectivamente. Entretanto, esse parâmetro não é contemplado como padrão de qualidade para águas salobras na Resolução CONAMA 357/05. Estas concentrações, em princípio, pode ser justificada pelo alto nível de pluviosidade na área de drenagem da bacia no período da coleta, e

segundo as análises laboratoriais (SENAI/CETID) o analito foi detectado, mas abaixo

do limite de qualificação do método (3,3 LDMs).

Para o fosfato total, as concentrações obtidas apresentaram-s e acima dos limites estabelecidos pelo CONAMA
Para o fosfato total, as concentrações obtidas apresentaram-s e acima dos limites estabelecidos pelo CONAMA
Para o fosfato total, as concentrações obtidas apresentaram-s e acima dos limites estabelecidos pelo CONAMA

Para o fosfato total, as concentrações obtidas apresentaram-se acima dos limites

estabelecidos pelo CONAMA na maioria dos pontos de amostragem (QUADRO 3).

Ressalta-se que apesar dos índices estarem acima do estabelecido o ambiente

ainda não se apresenta eutrofizado, uma vez que a concentração de fosfato >

20µgL -1 , indica um ambiente eutrófico, segundo a convenção adotada pela Agência

de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (ESTEVES,1988).

QUADRO 3. Dados Físico-Químicos e Bacteriológicos do Estuário do rio Pojuca nos pontos de amostragem (EPJ-01, EPJ-02 e EPJ–03) fevereiro e abril, 2005.

   

EPJ–01

EPJ–02

EPJ– 03

PARÂMETROS

LIMITE

CONAMA (VMP)

ESTUÁRIO

PONTE

FOZ

BM

PM

BM

PM

BM

PM

Ph

6,5 – 8,5

6,5

6,6

6,6

6,8

6,5

6,5

DBO (mg/L)

 

< 5

1,7

4,8

1,9

6,1

2,0

6,4

OD (mg/L)

> 5

5,4

4,1

7,9

8,8,

5,3

6,0

Fósforo Total (mg/LP)

0,124

0,187

0,160

0,206

ND

0,180

0,194

Nitrogênio

Total

(mg/L)

0,4

ND

1

ND

ND

ND

ND

(fev.)

Nitrogênio

Total

(mg/L)

0,4

2

3

ND

ND

ND

ND

(abril)

Salinidade (S‰) (fev.)

-

0,0975

0,105

0,107

0,123

0,129

0,258

Salinidade (S‰) (abril)

-

0,131

0,208

0,516

0,136

0,226

30,7

Coliformes

Totais

(UFC

-

2900

3000

5800

3000

3800

4800

/100 mL)

Coliformes

Fecais

(N 0

1.000

240

260

330

330

56

5

/100 mL)

T água o C

-

25

26

24

25

24

25

LEGENDA: VMP= Valor Máximo Permitido segundo a Resolução CONAMA 357/05 (Classe 1 – Águas Salobras).

ND= Não Detectado

BM= Baixamar

PM= Preamar

NOTA: Valores destacados em vermelho estão fora do limite da resolução CONAMA.

5.2 C ONDIÇÕES DE S UPORTE B IOLÓGICO Os parâmetros oxigênio dissolvido e temperat ura
5.2 C ONDIÇÕES DE S UPORTE B IOLÓGICO Os parâmetros oxigênio dissolvido e temperat ura
5.2 C ONDIÇÕES DE S UPORTE B IOLÓGICO Os parâmetros oxigênio dissolvido e temperat ura

5.2 CONDIÇÕES DE SUPORTE BIOLÓGICO

Os parâmetros oxigênio dissolvido e temperatura são utilizados como indicadores do suporte biológico do meio. O oxigênio dissolvido é um dos elementos mais importantes para a manutenção da qualidade ambiental dos ecossistemas aquáticos. Além de ser um elemento essencial para a oxidação, decomposição e ciclagem da matéria orgânica que circula nos ecossistemas, o oxigênio é essencial para a sobrevivência dos organismos aquáticos, que a utilizam no processo de respiração. De acordo com Esteves (1988), as principais fontes de oxigenação para água são a atmosfera e a fotossíntese. Por outro lado, as perdas são atribuídas ao consumo pela decomposição da matéria orgânica (oxidação), perda para atmosfera, respiração de organismos aquáticos e oxidação de íons metálicos, como, por exemplo, ferro e manganês. Os níveis naturais de oxigênio dissolvido em um corpo hídrico dependem de fatores físicos a exemplo da temperatura e pressão, aspectos químicos e das atividades bioquímicas do meio.

A Resolução CONAMA 357/05 estabelece como limite para o oxigênio dissolvido valor maior ou igual a 5mg/L de O 2. para a Classe 1, água salobras. Os pontos amostrados no estuário do rio Pojuca apresentaram resultados, com exceção do ponto, EPJ-01 que apresentou um valor de 4,1mg/L (FIGURA 12), em conformidade com a referida legislação. O mesmo ocorreu com os resultados de temperatura da água registrada no estuário no momento da coleta, por apresentarem um grau benéfico para ecossistemas aquático (FIGURA 13).

9 8 7 6 5 4 3 2 1 0 BaixamarPreamarBaixamarPreamarBaixamarPreamar EPJ-01 EPJ-02 EPJ-03 Oxigênio
9 8 7 6 5 4 3 2 1 0 BaixamarPreamarBaixamarPreamarBaixamarPreamar EPJ-01 EPJ-02 EPJ-03 Oxigênio
9 8 7 6 5 4 3 2 1 0 BaixamarPreamarBaixamarPreamarBaixamarPreamar EPJ-01 EPJ-02 EPJ-03 Oxigênio
9 8 7 6 5 4 3 2 1 0 BaixamarPreamarBaixamarPreamarBaixamarPreamar EPJ-01 EPJ-02 EPJ-03 Oxigênio
9
8
7
6
5
4
3
2
1
0
BaixamarPreamarBaixamarPreamarBaixamarPreamar
EPJ-01
EPJ-02
EPJ-03
Oxigênio dissolvido (mg/L)

Figura 12. Concentração de oxigênio dissolvidos (mg/L) no Estuário do rio Pojuca.

26,0 25,5 25,0 24,5 24,0 23,5 23,0 22,5 22,0 21,5 BaixamarPreamarBaixamarPreamarBaixamarPreamar EPJ-01 EPJ-02
26,0
25,5
25,0
24,5
24,0
23,5
23,0
22,5
22,0
21,5
BaixamarPreamarBaixamarPreamarBaixamarPreamar
EPJ-01
EPJ-02
EPJ-03
Temperatura (ºC)

Figura 13. Valores de temperatura (°C) no Estuário do rio Pojuca.

5.3 I NDICADOR DE D ECOMPOSIÇÃO DA M ATÉRIA O RGÂNICA O parâmetro considerado como
5.3 I NDICADOR DE D ECOMPOSIÇÃO DA M ATÉRIA O RGÂNICA O parâmetro considerado como
5.3 I NDICADOR DE D ECOMPOSIÇÃO DA M ATÉRIA O RGÂNICA O parâmetro considerado como

5.3 INDICADOR DE DECOMPOSIÇÃO DA MATÉRIA ORGÂNICA

O parâmetro considerado como indicador de decomposição da matéria orgânica foi a

demanda bioquímica de oxigênio (DBO).

A DBO é um parâmetro utilizado para medir a quantidade de oxigênio necessária

para oxidar a matéria orgânica por decomposição microbiana aeróbia para uma forma inorgânica estável em uma determinada amostra. Esta análise mede a quantidade de oxigênio consumida na respiração e oxidação da matéria orgânica à temperatura de 20ºC em 5 dias. Em termos gerais, o resultado da DBO 5 fornece uma indicação do teor de matéria orgânica biodegradável na amostra.

As análises da demanda bioquímica de oxigênio (DBO 5 ) no ponto monitorado, EPJ- 01 apresentou concentrações normais para área estuarina, principalmente nas condições de chuva ocorridas no período da campanha de amostragem. Já nos pontos EPJ-02 e EPJ-03, no período de preamar apresentaram valores acima do limite (6,1 e 6,4 para PM, respectivamente) da Resolução CONAMA 357/05 e na baixamar os valores mostraram condições normais (FIGURA 14).

7 6 5 4 3 2 1 0 BaixamarPreamar BaixamarPreamar Baixamar Preamar EPJ-01 EPJ-02 EPJ-03
7
6
5
4
3
2
1
0
BaixamarPreamar
BaixamarPreamar
Baixamar
Preamar
EPJ-01
EPJ-02
EPJ-03

Figura 14. Concentração da DBO (mg/L) no Estuário do rio Pojuca.

5.4 INDICADOR MICROBIOLÓGICO

Para a avaliação do grau de contaminação bacteriológica da água, foi realizada a avaliação de coliformes fecais. Os coliformes fecais não são considerados

Monitoramento das Águas do Estuário do Rio Pojuca

28

patogênicos, porém devi do a sua origem ― intestino de animais homeotérmicos ― a sua
patogênicos, porém devi do a sua origem ― intestino de animais homeotérmicos ― a sua
patogênicos, porém devi do a sua origem ― intestino de animais homeotérmicos ― a sua

patogênicos, porém devido a sua origem intestino de animais homeotérmicos a sua detecção na amostra é um indicador da existência potencial de agentes verdadeiramente patogênicos nas águas, tais como o vibrião colérico, o vírus da hepatite e bactérias patogênicas como a Salmonela e outros.

A presença de bactérias do grupo coliformes foi constatada em todos os pontos amostrados, com índice dentro do limite estabelecido pela Resolução CONAMA 357/05, para águas salobras - Classe 1 (1,0x10 3 colônias/100mL de coliformes fecais). Ressaltamos que apesar dos índices apresentarem baixos, os resultados ocorreram em virtude da utilização do rio Pojuca como corpo receptor dos esgotos domésticos (FIGURA 15).

350 300 250 200 150 100 50 0 Baixamar Preamar Baixamar Preamar Baixamar Preamar EPJ
350
300
250
200
150
100
50
0
Baixamar Preamar
Baixamar Preamar
Baixamar Preamar
EPJ 1
EPJ-02
EPJ-03

Figura 15. Índice de Coliforme Fecal (N0/Col./100 mL) no Estuário do Rio Pojuca.

5.5 INDICADORES DO BALANÇO IÔNICO

Os parâmetros considerados como indicadores do balanço iônico foram: pH e salinidade. O pH é um dos parâmetros mais importantes e freqüentes na avaliação química da água, pois as fases do tratamento da água como neutralização, precipitação, coagulação, desinfecção, controle de corrosão e outras são dependentes do pH. As águas salobras geralmente possuem valores de pH que variam entre 6 e 9 (FIGURA 16).

A Resolução CONAMA 357/05, adota que as águas com salinidade igual a 0,50 S‰ até
A Resolução CONAMA 357/05, adota que as águas com salinidade igual a 0,50 S‰ até
A Resolução CONAMA 357/05, adota que as águas com salinidade igual a 0,50 S‰ até

A Resolução CONAMA 357/05, adota que as águas com salinidade igual a 0,50 S‰ até 30 S‰ são consideradas salobras. Ressalta-se que as baixas concentrações de salinidade registradas na área estuarina do rio Pojuca foi em função da ocorrência de chuva nesse período e devido a desembocadura do estuário apresentar característica semi – aberta (FIGURA 17).

6,8 6,8 6,7 6,7 6,6 6,6 6,5 6,5 6,4 6,4 Baixam arPream arBaixam arPream arBaixam
6,8
6,8
6,7
6,7
6,6
6,6
6,5
6,5
6,4
6,4
Baixam arPream arBaixam arPream arBaixam arPream ar
EPJ-01
EPJ-02
EPJ-03
pH

Figura 16. Valores de pH constatados no Estuário do rio Pojuca.

Figura 17. Concentrações de Salinidade (%) no Estuário do rio Pojuca.

30 25 20 15 10 5 0 Baixam arPream arBaixam arPream arBaixam arPream ar EPJ-01
30
25
20
15
10
5
0
Baixam arPream arBaixam arPream arBaixam arPream ar
EPJ-01
EPJ-02
EPJ-03
Salinidade (%0)
5.6 A NÁLISE H IDROBIOLOGICA Neste item serão apresentadas as análises dos dados referentes ao
5.6 A NÁLISE H IDROBIOLOGICA Neste item serão apresentadas as análises dos dados referentes ao
5.6 A NÁLISE H IDROBIOLOGICA Neste item serão apresentadas as análises dos dados referentes ao

5.6 ANÁLISE HIDROBIOLOGICA

Neste item serão apresentadas as análises dos dados referentes ao Fitoplancton, Zooplancton e Ictioplancton, obtidos no monitoramento realizado na campanha de amostragem, em fevereiro de 2005, no estuário do rio Pojuca.

5.6.1 FITOPLANCTON

No estudo dos três pontos de amostragem localizados no estuário do rio Pojuca a comunidade fitoplanctonica esteve basicamente constituída por três taxa distribuídos entre as divisões algais: Cianoficeas (5 gêneros), Cloroficeas (6 gêneros) e Diatomaceas (8 gêneros) (QUADROS 4, 5 e 6).

Q UADRO 4. Densidade total (org/ml) e densid ade relativa (%) de Cianofíceas (Fit oplancton)
Q UADRO 4. Densidade total (org/ml) e densid ade relativa (%) de Cianofíceas (Fit oplancton)
Q UADRO 4. Densidade total (org/ml) e densid ade relativa (%) de Cianofíceas (Fit oplancton)

QUADRO 4. Densidade total (org/ml) e densidade relativa (%) de Cianofíceas (Fitoplancton) no Estuário do rio Pojuca (fevereiro, 2005).

PONTOS DE

COORDENADAS EM

DATA DE COLETA

BM

 

PM

AMOSTRAGEM

UTM

Org/mL

%

Org/mL

%

EPJ-01

0604136/8610128

21/02/2005

335

25,28

455

24,52

EPJ-02

0604159/8608294

21/02/2005

274

24,18

345

24,82

EPJ-03

051282/8607368

21/02/2005

448

29,51

740

35,92

LEGENDA: BM= Baixamar PM= Preamar

QUADRO 5. Densidade total (org/ml) e densidade relativa (%) de Clorofíceas (Fitoplancton) no Estuário do rio Pojuca (fevereiro,

2005).

PONTOS DE

COORDENADAS EM

DATA DE COLETA

BM

 

PM

AMOSTRAGEM

UTM

Org/mL

%

Org/mL

%

EPJ-01

0604136/8610128

21/02/2005

480

36,22

390

21,04

EPJ-02

0604159/8608294

21/02/2005

380

33,50

295

21,23

EPJ-03

051282/8607368

21/02/2005

740

48,74

830

40,30

LEGENDA: BM= Baixamar PM= Preamar

Q UADRO 6. Densidade total (org/ml) e densidade relativa (%) de Diatomáceas (Fitoplancton) no Estuário
Q UADRO 6. Densidade total (org/ml) e densidade relativa (%) de Diatomáceas (Fitoplancton) no Estuário
Q UADRO 6. Densidade total (org/ml) e densidade relativa (%) de Diatomáceas (Fitoplancton) no Estuário

QUADRO 6. Densidade total (org/ml) e densidade relativa (%) de Diatomáceas (Fitoplancton) no Estuário do rio Pojuca (fevereiro, 2005).

PONTOS DE

COORDENADAS EM

DATA DE COLETA

BM

 

PM

AMOSTRAGEM

UTM

Org/mL

%

Org/mL

%

EPJ-01

0604136/8610128

21/02/2005

510

38,50

1.010

54,44

EPJ-02

0604159/8608294

21/02/2005

480

42,32

750

53,95

EPJ-03

051282/8607368

21/02/2005

330

21,75

490

23,78

LEGENDA: BM= Baixamar PM= Preamar

Na análise quantitativa foi determinada à densidade total ( F IGURAS 18 , 19 e
Na análise quantitativa foi determinada à densidade total ( F IGURAS 18 , 19 e
Na análise quantitativa foi determinada à densidade total ( F IGURAS 18 , 19 e

Na análise quantitativa foi determinada à densidade total (FIGURAS 18, 19 e 20) e a densidade relativa (FIGURAS 21, 22 e 23) para cada divisão algal, onde ficou evidenciada uma predominância de três divisões. De acordo com a literatura especializada, as espécies encontradas são de ampla distribuição geográfica.

335 1.010 455 480 510 390 Cianoficeas Baixamar Cianoficeas Preamar Cloroficeas Baixamar Cloroficeas Preamar
335
1.010
455
480
510
390
Cianoficeas Baixamar
Cianoficeas Preamar
Cloroficeas Baixamar
Cloroficeas Preamar
Diatomaceas Baixamar
Diatomaceas Preamar

Figura 18. Densidade total do Fitoplancton (Org/mL) no ponto de amostragem EPJ–01 no Estuário do rio Pojuca.

274 750 345 380 480 295 Cianoficeas Baixamar Cloroficeas Preamar Cianoficeas Preamar Diatomaceas Baixamar
274
750
345
380
480
295
Cianoficeas Baixamar
Cloroficeas Preamar
Cianoficeas Preamar
Diatomaceas Baixamar
Cloroficeas Baixamar
Diatomaceas Preamar

Figura 19. Densidade total do Fitoplancton (Org/mL) no ponto de amostragem EPJ-02 no Estuário do rio Pojuca.

490 448 330 740 830 740 Cianoficeas Baixamar Cloroficeas Preamar Cianoficeas Preamar Diatomaceas Baixamar
490 448 330 740 830 740 Cianoficeas Baixamar Cloroficeas Preamar Cianoficeas Preamar Diatomaceas Baixamar
490 448 330 740 830 740 Cianoficeas Baixamar Cloroficeas Preamar Cianoficeas Preamar Diatomaceas Baixamar
490 448 330 740 830 740 Cianoficeas Baixamar Cloroficeas Preamar Cianoficeas Preamar Diatomaceas Baixamar
490
448
330
740
830
740
Cianoficeas Baixamar
Cloroficeas Preamar
Cianoficeas Preamar
Diatomaceas Baixamar
Cloroficeas Baixamar
Diatomaceas Preamar

Figura 20. Densidade total do Fitoplancton (Org/mL) no ponto de amostragem, EPJ-03 no Estuário do rio Pojuca.

Cianoficeas Baixamar 13% 27% Cianoficeas Preamar 12% Cloroficeas Baixamar 18% Cloroficeas Preamar 19% 11%
Cianoficeas Baixamar
13%
27%
Cianoficeas Preamar
12%
Cloroficeas Baixamar
18%
Cloroficeas Preamar
19%
11%
Diatomaceas Baixamar
Diatomaceas Preamar

Figura 21. Densidade relativa do Fitoplancton (%) no ponto de amostragem, EPJ–01 no Estuário do rio Pojuca.

Cianoficeas Baixamar 12% 27% Cianoficeas Preamar 12% Cloroficeas Baixamar 17% Cloroficeas Preamar 21% 11%
Cianoficeas Baixamar 12% 27% Cianoficeas Preamar 12% Cloroficeas Baixamar 17% Cloroficeas Preamar 21% 11%
Cianoficeas Baixamar 12% 27% Cianoficeas Preamar 12% Cloroficeas Baixamar 17% Cloroficeas Preamar 21% 11%
Cianoficeas Baixamar 12% 27% Cianoficeas Preamar 12% Cloroficeas Baixamar 17% Cloroficeas Preamar 21% 11%
Cianoficeas Baixamar
12%
27%
Cianoficeas Preamar
12%
Cloroficeas Baixamar
17%
Cloroficeas Preamar
21%
11%
Diatomaceas Baixamar
Diatomaceas Preamar

Figura 22. Densidade relativa do Fitoplancton (%) no ponto de amostragem, EPJ- 02 no Estuário do rio Pojuca.

Cianoficeas Baixamar Cianoficeas Preamar 12% 15% 11% Cloroficeas Baixamar 18% Cloroficeas Preamar 20% 24%
Cianoficeas Baixamar
Cianoficeas Preamar
12%
15%
11%
Cloroficeas Baixamar
18%
Cloroficeas Preamar
20%
24%
Diatomaceas Baixamar
Diatomaceas Preamar

Figura 23. Densidade relativa do Fitoplancton (%) no ponto de amostragem, EPJ–03 no Estuário do rio Pojuca.

No estudo qualitativo, fazendo uma análise especifica das divisões algais, observou- se uma predominância de Diatomaceas, principalmente a Skeletonema sp. e Coscinodiscus sp., por serem euritérmicas e eurihalinas e muito freqüentes em águas costeiras.

A Melosira sp., típica de regiões temperadas surgiu em quantidades significativas demonstrando uma grande contri
A Melosira sp., típica de regiões temperadas surgiu em quantidades significativas demonstrando uma grande contri
A Melosira sp., típica de regiões temperadas surgiu em quantidades significativas demonstrando uma grande contri

A Melosira sp., típica de regiões temperadas surgiu em quantidades significativas demonstrando uma grande contribuição das águas costeiras. Nos pontos com influência de água doce apareceram espécies típicas, principalmente Oscillatoria sp.

Uma sistematização percentual dos três grandes grupos de microorganismos autotróficos mostra que as Diatomáceas predominou sobre os outros dois grupos nos pontos EPJ–01 e EPJ–02, tanto na preamar quanto na baixamar, enquanto que no EPJ–03 o domínio foi de Clorofíceas. Essa variação no domínio de formas planctonicas é muito comum em ambientes estuarinos, sendo que Margalef (1967), afirma serem estuários ecossistemas com populações planctonicas pouco organizadas, devido a influência das freqüentes variações dinâmicas tanto químicas como físicas.

5.6.2 ZOOPLANCTON E ICTIOPLANCTON

As formas zooplantonicas incluindo o ictioplancton apresentaram valores de densidades nos pontos de amostragem variando de 6 a 45 org./m³, sendo que a maior concentração foi observada no ponto EPJ-03 na preamar. As FIGURAS 24, 25 e 26 apresentam a densidade do Zooplancton e Ictioplancton (org/m3) para os pontos amostrados.

38

11

15

8

12

42
42

31

27

Copepodos Baixamar Copepodos Preamar Decapodas Baixamar Decapodas Preamar Bivalves Baixamar Bivalves Preamar
Copepodos Baixamar
Copepodos Preamar
Decapodas Baixamar
Decapodas Preamar
Bivalves Baixamar
Bivalves Preamar
Osteíctes Baixamar
Osteíctes Preamar

Figura 24. Densidade do Zooplancton e Ictioplancton (org/m ) no ponto de amostragem, EPJ-01 no Estuário do rio Pojuca.

3

9 8 36 28 7 9 36 32 Copepodos Baixamar Copepodos Preamar Decapodas Baixamar Decapodas
9 8 36 28 7 9 36 32 Copepodos Baixamar Copepodos Preamar Decapodas Baixamar Decapodas
9 8 36 28 7 9 36 32 Copepodos Baixamar Copepodos Preamar Decapodas Baixamar Decapodas

9

8

36
36

28

7

9

9 8 36 28 7 9 36 32 Copepodos Baixamar Copepodos Preamar Decapodas Baixamar Decapodas Preamar

36

32

Copepodos Baixamar Copepodos Preamar Decapodas Baixamar Decapodas Preamar Bivalves Baixamar Bivalves Preamar
Copepodos Baixamar
Copepodos Preamar
Decapodas Baixamar
Decapodas Preamar
Bivalves Baixamar
Bivalves Preamar
Osteíctes Baixamar
Osteíctes Preamar

Figura 25. Densidade do Zooplancton e Ictioplancton (org/m 3 ) no ponto de amostragem, EPJ-02 no Estuário do rio Pojuca.

42

7

17

42 7 17 38 6 11 45 41 Copepodos Baixamar Copepodos Preamar Decapodas Baixamar Decapodas Preamar

38

6

11

45
45

41

Copepodos Baixamar Copepodos Preamar Decapodas Baixamar Decapodas Preamar Bivalves Baixamar Bivalves Preamar
Copepodos Baixamar
Copepodos Preamar
Decapodas Baixamar
Decapodas Preamar
Bivalves Baixamar
Bivalves Preamar
Osteíctes Baixamar
Osteíctes Preamar

Figura 26. Densidade do Zooplancton e Ictioplancton (org/m 3 ) no ponto de amostragem EPJ-03. Estuário do rio Pojuca.

A densidade relativa (FIGURAS 27, 28 e 29) dos pontos de amostragem dos diversos grupos zooplanctonicos evidencia diferenças entre os mesmos; este aspecto é relevante do ponto de vista da avaliação do estado trófico do estuário, que esta

associada aos processos de as similação, transferência e ciclagem de nutrientes ao longo desse ambiente
associada aos processos de as similação, transferência e ciclagem de nutrientes ao longo desse ambiente
associada aos processos de as similação, transferência e ciclagem de nutrientes ao longo desse ambiente

associada aos processos de assimilação, transferência e ciclagem de nutrientes ao longo desse ambiente na sua cadeia trófica.

20%

6%

8%

16%
16%

6%

5%

20% 6% 8 % 16% 6% 5% 21% 18% Copepodos Baixamar Copepodos Preamar Decapodas Baixamar Decapodas

21%

18%

Copepodos Baixamar Copepodos Preamar Decapodas Baixamar Decapodas Preamar Bivalves Baixamar Bivalves Preamar
Copepodos Baixamar
Copepodos Preamar
Decapodas Baixamar
Decapodas Preamar
Bivalves Baixamar
Bivalves Preamar
Osteíctes Baixamar
Osteíctes Preamar

Figura 27. Densidade relativa do Zooplâncton e Ictioplancton (%) no ponto de amostragem, EPJ-01 no Estuário do rio Pojuca.

6%

5%

4%

6%

22%
22%

23%

14%

20%

Copepodos Baixamar Copepodos Preamar Decapodas Baixamar Decapodas Preamar Bivalves Baixamar Bivalves Preamar
Copepodos Baixamar
Copepodos Preamar
Decapodas Baixamar
Decapodas Preamar
Bivalves Baixamar
Bivalves Preamar
Osteíctes Baixamar
Osteíctes Preamar

Figura 28. Densidade relativa do Zooplâncton e Ictioplancton (%) no ponto de amostragem, EPJ-02 no Estuário do rio Pojuca.

20% 3% 8 % 3% 5% 18% 21% 22% Copepodos Baixamar Copepodos Preamar Decapodas Baixamar
20% 3% 8 % 3% 5% 18% 21% 22% Copepodos Baixamar Copepodos Preamar Decapodas Baixamar
20% 3% 8 % 3% 5% 18% 21% 22% Copepodos Baixamar Copepodos Preamar Decapodas Baixamar

20%

3%

8%

3%

5%

18% 21%
18%
21%

22%

Copepodos Baixamar Copepodos Preamar Decapodas Baixamar Decapodas Preamar Bivalves Baixamar Bivalves Preamar
Copepodos Baixamar
Copepodos Preamar
Decapodas Baixamar
Decapodas Preamar
Bivalves Baixamar
Bivalves Preamar
Osteíctes Baixamar
Osteíctes Preamar

Figura 29. Densidade relativa do Zooplâncton e Ictioplancton (%) no ponto de amostragem, EPJ-03 no Estuário do rio Pojuca.

As análises do zooplancton nos pontos amostrados apresentou uma predominância dos Artrophoda, representado principalmente pelos Decapoda (QUADRO 7) com destaque para larvas de siri, caranguejo e camarão; foi verificado também a ocorrência de Mollusca através de larvas de Bivalvia (QUADRO 8); Pode-se constatar ainda formas representativas de Copepoda e ictioplancton (QUADROS 9 e 10 respectivamente), este último representado pela classe Osteíctes.

Q UADRO 7. Densidade total (org/mL) e densidade relativa (% ) de Decápodes (Zooplancton) no
Q UADRO 7. Densidade total (org/mL) e densidade relativa (% ) de Decápodes (Zooplancton) no
Q UADRO 7. Densidade total (org/mL) e densidade relativa (% ) de Decápodes (Zooplancton) no

QUADRO 7. Densidade total (org/mL) e densidade relativa (%) de Decápodes (Zooplancton) no Estuário do rio Pojuca.

PONTOS DE

COORDENADAS EM

DATA DE COLETA

BM

 

PM

AMOSTRAGEM

UTM

Org/mL

%

Org/mL

%

EPJ-01

0604136/8610128

21/02/2005

27

35

42

39

EPJ-02

0604159/8608294

21/02/2005

32

38

38

45

EPJ-03

0601282/8607368

21/02/2005

41

44

45

38

LEGENDA: BM= Baixamar PM= Preamar

 

QUADRO 8. Densidade total (org/mL) e densidade relativa (%) de Mollusca ( Bivalves) no Estuário do rio Pojuca.

 

PONTOS DE

COORDENADAS EM

DATA DE COLETA

BM

 

PM

AMOSTRAGEM

UTM

Org/mL

%

Org/mL

%

EPJ-01

0604136/8610128

21/02/2005

31

41

38

36

EPJ-02

0604159/8608294

21/02/2005

36

43

28

34

EPJ-03

0601282/8607368

21/02/2005

38

41

42

37

LEGENDA: BM= Baixamar PM= Preamar

Q UADRO 9. Densidade total (org/mL) e densidade relativa (%) de Copepodos (Zooplancton) no Estuário
Q UADRO 9. Densidade total (org/mL) e densidade relativa (%) de Copepodos (Zooplancton) no Estuário
Q UADRO 9. Densidade total (org/mL) e densidade relativa (%) de Copepodos (Zooplancton) no Estuário

QUADRO 9. Densidade total (org/mL) e densidade relativa (%) de Copepodos (Zooplancton) no Estuário do rio Pojuca.

PONTOS DE

COORDENADAS EM

DATA DE COLETA

BM

 

PM

AMOSTRAGEM

UTM

Org/mL

%

Org/mL

%

EPJ-01

0604136/8610128

21/02/2005

8

10

12

11

EPJ-02

0604159/8608294

21/02/2005

7

8

9

11

EPJ-03

0601282/8607368

21/02/2005

6

7

11

10

LEGENDA: BM= Baixamar PM= Preamar

 

QUADRO 10. Densidade total (org/mL) e densidade relativa (%) de Osteíctes (Ictioplancton) no Estuário do rio Pojuca.

PONTOS DE

COORDENADAS EM

DATA DE COLETA

BM

 

PM

AMOSTRAGEM

UTM

Org/mL

%

Org/mL

%

EPJ-01

0604136/8610128

21/02/2005

11

14

15

14

EPJ-02

0604159/8608294

21/02/2005

9

11

8

10

EPJ-03

0601282/8607368

21/02/2005

7

8

17

15

LEGENDA: BM= Baixamar PM= Preamar

5.7 B ANEABILIDADE DA P RAIA Segundo estudos realizados pela PLAMA ( 2004), a classificação
5.7 B ANEABILIDADE DA P RAIA Segundo estudos realizados pela PLAMA ( 2004), a classificação
5.7 B ANEABILIDADE DA P RAIA Segundo estudos realizados pela PLAMA ( 2004), a classificação

5.7 BANEABILIDADE DA PRAIA

Segundo estudos realizados pela PLAMA (2004), a classificação da balneabilidade da praia da Barra do Pojuca foi realizada de acordo com os critérios estabelecidos na Resolução CONAMA n.º 274/2000, acrescendo-se de observações relativas às condições físicas da praia no momento da coleta das amostras. Segundo a referida resolução, as águas marinhas destinadas a balneabilidade e uso recreacional de

contato primário são classificadas em próprias (excelente, muito boa e satisfatória)

e impróprias, em função da concentração de bactérias do grupo coliforme fecais, normalmente encontradas em animais homeotérmicos, que podem estar associadas a outros organismos patogênicos.

Na avaliação da balneabilidade de praias é utilizado método estatístico simplificado com base em 05 (cinco) amostras semanais consecutivas num mesmo ponto, na qual é determinado o número de coliformes fecais em 100ml da amostra.

As praias consideradas próprias são aquelas nas quais 80% em mais de um conjunto de amostras obtidas nas 05 semanas anteriores, haja menos de 1.000 coliformes fecais por 100ml, quando este índice for superior a 1.000 coliformes, a praia será considerada imprópria.

O Indicador para Balneabilidade das Praias é adotado o coliforme fecal por ser o

melhor indicador de contaminação por material de origem fecal para a avaliação de águas superficiais destinadas ao contato humano, seja direto ou indireto. Esta bactéria está presente no trato intestinal do homem e animais homeotérmicos, sendo eliminada em grande número pelas fezes.

A presença de coliformes fecais na água indica a contaminação desta por esgoto

doméstico ou fezes, com o risco potencial da presença de organismos patogênicos. São, em geral, mais resistentes às condições de ambiente reinantes no meio externo

do que aquelas causadoras de doenças.

A condição de balneabilidade da praia da Barra do Pojuca apresentou-se própria na

Classificação Excelente para lazer de contato primário (QUADRO 11).

Q UADRO 11. Resultados de Coliformes Fecais na Praia da Barra do Pojuca. A MOSTRAS
Q UADRO 11. Resultados de Coliformes Fecais na Praia da Barra do Pojuca. A MOSTRAS
Q UADRO 11. Resultados de Coliformes Fecais na Praia da Barra do Pojuca. A MOSTRAS

QUADRO 11. Resultados de Coliformes Fecais na Praia da Barra do Pojuca.

AMOSTRAS

 

UNIDADE

LIMITE

PBJ– 01

01

N

o col/100mL

1,0x10 3

<

2x10 0

02

N

o col/100mL

1,0x10 3