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VISÃO BÍBLICA

da

DIACONIA

Palestra proferida pelo Pr. Fred Bornschein na Irmandade Evangélica Betânia

2005

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As citações bíblicas foram extraídas da Tradução por João Ferreira de Almeida da edição Revista e Corrigida, publicada pela Sociedade Bíblica do Brasil

Revisão

Guilherme José Filho Gabriele Kumm

Impresso por

GRAFIVEN

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SUMÁRIO

Apresentação

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Visão Bíblica de Diaconia Diaconia como verbo

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Diaconia como substantivo

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Diácono como substantivo

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A prática da diaconia (O conceito bíblico das boas obras) Obras como resultado da salvação

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A motivação para fazermos o bem

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Conclusão

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Sobre o autor Sobre a IEB

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APRESENTAÇÃO

Diaconia é, por assim dizer, uma palavra que encerra alguma ambigüidade. Quando não se confunde o estilo de vida que todo renascido em Cristo deve possuir, ou seja, essa atitude servo a que também chamamos diaconia, vemo-la confundida com a função tão necessária na igreja local, seja qual for seu sistema de governo. Diaconia tem sofrido ao longo da história da igreja, um reducionismo do seu significado pleno. Em certos contextos eclesiásticos o ser diácono é questão menor, quase desvalorizada quando não desdenhada. Por isso, nosso querido irmão e amigo Pr. Fred presta um serviço inestimável ao meio evangélico ao nos presentear a todos com este trabalho, fruto das suas minuciosas pesquisas e palestras no âmbito da Irmandade Betânia. Suas reflexões trouxeram um novo alento à instituição que tem na sua essência essa vocação da diaconia.

Como dedicado professor que é, apresenta-nos o tema de forma didática tornando-se um excelente instrumento para estudo bíblico e orientar lideranças na instituição da diaconia em suas igrejas. De leitura fácil e linguagem adequada aos diversos perfis evangélicos, Pr. Fred revela sua habilidade de falar às crianças da Irmandade onde lecionou por tantos tantos anos e ainda, como professor de respeitado seminário em Curitiba. Possa o prezado leitor ao lê-lo, ser tão edificado quanto a Irmandade Betânia tem sido ao longo dos anos de convivência com Pr. Fred.

Guilherme José Filho

Presidente da Irmandade Evangélica Betânia

Primavera de 2005

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VISÃO BÍBLICA DE DIACONIA

A essência da vida, visão de ministério e vocação da Irmandade Evangélica Betânia é a Diaconia. O sentido da palavra “diaconia” se confunde com a nossa história no Brasil e com todo o movimento de diaconia na história passada e recente.

Portanto é muito importante para nós termos uma visão do que significa na Bíblia, especialmente no Novo Testamento, a palavra “diaconia”.

Esta palavra aparece em três formas:

1. Diakoneo = servir (verbo)

2. Diakonia = serviço (substantivo)

3. Diakono = diácono (substantivo)

DIAKONEO – SERVIR (VERBO)

Diakoneo” significa ‘ser servo, ser assistente, servir, esperar em, ministrar, prestar qualquer tipo de serviço’” (VINE). O verbo “diakoneo” (servir) é usado no Novo Testamento de diferentes maneiras.

DIACONIA - UM ESTILO DE VIDA

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1.

Designa o serviço doméstico, serviço realizado para

preparar refeições aos convidados, servir às mesas.

Lucas 10.40 - Marta agitava-se de um lado para outro, ocupada em muitos serviços [diakonia - subs]. Então, se aproximou de Jesus e disse: Senhor, não te importas de que minha irmã tenha deixado que eu fique a servir [diakoneo] sozinha? Ordena-lhe, pois, que venha ajudar-me.

2. Expressão usada pelos apóstolos tanto para se referir ao serviço de amor fraternal, atendendo às necessidades das viúvas 1

Atos 6.2-4 – “Então, os doze convocaram a comunidade dos discípulos e disseram: Não é razoável que nós abandonemos a palavra de Deus para servir [diakoneo] às mesas. Mas, irmãos, escolhei dentre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria, aos quais encarregaremos deste serviço; e, quanto a nós, nos consagraremos à oração e ao ministério [diakonia - subs] da palavra”.

3. Refere-se ao cuidado por outras pessoas

Mateus 25.44 - E eles lhe perguntarão: Senhor, quando foi que te vimos com fome, com sede, forasteiro, nu, enfermo ou preso e não te assistimos (diakoneo).

1 Muitos enxergam aqui o início do cargo de diáconos na igreja. Entretanto a palavra “diácono” não é usada para designar os sete homens escolhidos para atender às necessidades das viúvas. Também daqui se conclui a idéia de que o serviço do diácono é essencialmente atender pessoas com necessidades físicas e materiais. Creio que esta inferência é forçada. Os diáconos são, de maneira ampla e geral, os auxiliares dos líderes onde for necessário. Este serviço, também, pode ser temporário. Quando a necessidade não existe mais, como foi no caso da igreja em Jerusalém, o ministério se extingue.

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4. Serviço prestado aos irmãos na Igreja

Hebreus 6.10 - Porque Deus não é injusto para ficar esquecido do vosso trabalho e do amor que evidenciastes para com o seu nome, pois servistes [diakoneo] e ainda servis [diakoneo] aos santos.

5. É usado no contexto da coleta aos santos de Jerusalém

Romanos 15.25 - Mas, agora, estou de partida para Jerusalém, a serviço [diakoneo] dos santos.

6. É expressão da pregação do Evangelho

2 Coríntios 3.3 - Estando já manifestos como carta de Cristo, produzida pelo nosso ministério [diakoneo - “ministrada por nós”], escrita não com tinta, mas pelo Espírito do Deus vivente, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, nos corações.

7. Foi usado por Jesus para descrever seu trabalho e ministério

Marcos 10.45 - Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido [diakoneo], mas para servir [diakoneo] e dar a sua vida em resgate por muitos.

Lucas 22.27 - No meio de vós, eu sou como quem serve [diakoneo].

8. É usada para designar a consagração e o serviço do discípulo

de Cristo

Lucas 22.26, 27 - Mas vós não sois assim; pelo contrário, o maior entre vós seja como o menor; e aquele que dirige seja como o que serve [diakoneo]. Pois qual é maior: quem está à mesa ou quem

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serve [diakoneo]? Porventura, não é quem está à mesa? Pois, no meio de vós, eu sou como quem serve [diakoneo].

9. O apóstolo Pedro usa esta palavra para designar serviço realizado no uso dos dons espirituais.

1 Pedro 4.10 - “Servi [diakoneo] uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus”.

EXPOSIÇÃO

O verbo “servir” (“diakoneo”) recebe seu sentido neo-testamentário da pessoa de Jesus e do seu Evangelho. Jesus é aquele que nos serviu da maneira mais profunda e intensa possível não procurando os seus interesses, mas dando sua vida pela nossa salvação (“Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido [diakoneo], mas para servir [diakoneo] e dar a sua vida em resgate

por muitos” - Mar 10.45). “Servir” se tornou a palavra que caracteriza as ações e as obras de amor, que brotando do amor de Deus alcança

o irmão e o próximo.

O serviço de Jesus aos homens e aos seus discípulos foi uma

demonstração do amor de Deus e uma demonstração daquilo que é a essência da verdadeira humanidade como Deus a quer. Jesus disse:

“No meio de vós, eu sou como quem serve [diakoneo]” (Luc 22.27)

e “o Filho do Homem, que não veio para ser servido [diakoneo],

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mas para servir [diakoneo] e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mat 20.28). Este exemplo de Jesus (João 13.15) se tornou um desafio para os seus discípulos: “entre vós aquele que dirige seja como o que serve [diakoneo]” (Luc 22.26). Cada um deve servir com o dom que recebeu de Deus (“Servi [diakoneo] uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus” - 1 Ped 4.10). Quem dá de comer a um faminto, abriga a um sem teto, visita a um doente, ou preso (Mat 25.35, 36), este “serve” [diakoneo] (Mat 25.44) ao próprio Jesus (“Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes” - Mat 25.40). Muitas mulheres “serviam” a Jesus com os seus bens (“e Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, Suzana e muitas outras, as quais lhe prestavam assistência [diakoneo] com os seus bens” - Luc 8.3).

Portanto “servir” é o amor em ação. “Servir” é ver as necessidades e dar de sua vida, de seu tempo, de seus bens, para suprir a estas necessidades. “Servir” é praticar as boas obras que Deus preparou que nós as realizássemos (“Pois foi Deus quem nos fez o que somos agora; em nossa união com Cristo Jesus, ele nos criou para que fizéssemos as boas obras que ele já havia preparado para nós.” – Ef

2.10)

Jesus nos “serviu” dando a sua vida. De acordo com 1João 3.16-18 nós servimos dando nossa vida para os irmãos. “Dar a vida pode significar, em raros casos, até morrer pelo irmão. Entretanto o exemplo que João usa não é “morrer”, mas dar de seus bens, de seus recursos, portanto, de sua vida, para os irmãos necessitados.

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DIAKONIA – SERVIÇO (SUBSTANTIVO)

Diakonia” se refere ao “cargo e trabalho de um diakonos” (VINE). Este substantivo é usado 34 vezes no Novo Testamento. Usa-se, também, de diferentes maneiras, contextos e sentidos.

1. Serviço atendendo às necessidades domésticas

Lucas 10.40 - Marta agitava-se de um lado para outro, ocupada em muitos serviços [diakonia].

2. Serviço de amor, num sentido genérico

1 Coríntios 16.15 - Sabeis que a casa de Estéfanas são as primícias da Acaia e que se consagraram ao serviço [diakonia] dos santos

Apocalipse 2.19 - Conheço as tuas obras, o teu amor, a tua fé, o teu serviço [diakonia], a tua perseverança e as tuas últimas obras, mais numerosas do que as primeiras.

3. Serviço de amor expresso na coleta para irmãos necessitados

Atos 11.29 - Os discípulos, cada um conforme as suas posses, resolveram enviar socorro [diakonia] aos irmãos que moravam na Judéia.

Atos 12.25 - Barnabé e Saulo, cumprida a sua missão [diakonia], voltaram de Jerusalém, levando também consigo a João, apelidado Marcos.

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4. Serviço da obra missionária e da pregação da Palavra

2 Timóteo 4.11 - Somente Lucas está comigo. Toma contigo

Marcos e traze-o, pois me é útil para o ministério [diakonia].

Atos 20.24 - Porém em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério [diakonia] que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus.

5. Todos os serviços e ministérios realizados na Igreja

Efésios 4.12 - Com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o

desempenho do seu serviço [diakonia], para a edificação do corpo

de Cristo. (Lit.: “ diakonia”).

para a obra/trabalho da

aperfeiçoamento

2 Coríntios 4.1 - Pelo que, tendo este ministério [diakonia,

segundo a misericórdia que nos foi feita, não desfalecemos.

6. Serviço dos anjos

Hebreus 1.14 - Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para serviço [diakonia] a favor dos que hão de herdar a salvação?

7. As funções carismáticas que são exercidas dentro da igreja

1 Coríntios 12.5 - E também há diversidade nos serviços [diakonia], mas o Senhor é o mesmo.

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8. Expressão técnica para se referir ao labor evangelístico

Romanos 11.13 - Dirijo-me a vós outros, que sois gentios! Visto, pois, que eu sou apóstolo dos gentios, glorifico o meu ministério [diakonia].

2 Coríntios 5.18 - Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério [diakonia] da reconciliação.

2 Timóteo 4.5 - Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério [diakonia].

9. Expressão usada pelos apóstolos para se referir ao seu

trabalho apostólico de pregação e oração 2

Atos 6.2-4 – “Então, os doze convocaram a comunidade dos discípulos e disseram: Não é razoável que nós abandonemos a palavra de Deus para servir [diakoneo¯ - verbo] às mesas. Mas, irmãos, escolhei dentre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria, aos quais encarregaremos deste serviço; e, quanto a nós, nos consagraremos à oração e ao ministério [diakonia] da palavra”.

2 Há aqueles que vêem aqui o início da separação fatal que tem acompanhado a trajetória da igreja, separação entre as pessoas e igrejas que dão ênfase no trabalho social em detrimento da evangelização, e aqueles que enfatizam a evangelização em prejuízo do trabalho assistencial. Entretanto esta divisão não pode ser deferida deste texto. Pelo contrário, vemos aqui as duas ênfases na igreja primitiva, mas realizada por pessoas diferentes de acordo com os dons e o chamado de Deus.

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EXPOSIÇÃO

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Para a compreensão do substantivo diakonia (serviço) permanece

no Novo Testamento a idéia básica da comunhão à mesa com o seu serviço peculiar (Atos 6.1). Podemos pensar no “partir do pão” nas casas, nos ágapes, nos quais os irmãos mais abastados proviam para os irmãos carentes (1Cor 11), nas igrejas nas casas, como, por exemplo, a casa de Estéfanas que praticava a diaconia (“sabeis que

a casa de Estéfanas são as primícias da Acaia e que se consagraram

ao serviço [diakonia] dos santos” - 1Cor 16.15). Este serviço, no qual as forças e os bens são investidos a favor dos outros, se revela como o elemento fundamental para a manutenção da comunhão (koinonia) (“Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade. Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo.

Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos” - Atos 2.44-47).

Este serviço que envolve não apenas o dinheiro e os bens, mas, também, o corpo e a vida (2 Cor 8.5 - “E não somente fizeram como nós esperávamos, mas também deram-se a si mesmos primeiro ao Senhor, depois a nós, pela vontade de Deus”), se torna uma força que dinamiza todo o Corpo de Cristo (Ef 4.12 - “com vistas ao

aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para

a edificação do corpo de Cristo”). Por isso Paulo chama as funções carismáticas que são exercidas dentro da igreja de “serviços” [diakonia] (1 Cor 12.5 - “E também há diversidade nos serviços

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[diakonia], mas o Senhor é o mesmo”). Mas “diakonia” pode se referir, também, a um único carisma (Rom 12.7 - “se ministério [diakonia] dediquemo-nos ao ministério”).

Paulo amplifica o conceito de diakonia ainda mais quando ele se refere a toda a obra salvadora de Deus como a uma diakonia de Deus em Cristo a favor de todos os homens. Já no Velho Testamento havia uma diakonia de Deus, mas no sentido da lei e, por isso, da morte, da condenação (2 Cor 3.7,9). Mas por meio de Jesus irrompeu o ministério (diakonia) do Espírito, da justiça, da reconciliação (2Cor 3.8,9 - Como não será de maior glória o ministério [diakonia] do Espírito? Porque se o ministério [diakonia] da condenação tinha glória, muito mais excede em glória o ministério [diakonia] da justiça”). Este ministério foi confiado ao apóstolo que como embaixador de Cristo proclama: “Deixai-vos reconciliar com Deus”. “Mas todas as coisas provem de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Cristo, e nos confiou o ministério [diakonia] da reconciliação” - 2Cor 5.18-20). A palavra “diakonia”, de certa maneira, é, portanto, uma palavra técnica para se referir ao trabalho evangelístico.

DIAKONO – DIÁCONO (SUBSTANTIVO)

“Diakonos denota primeiramente ‘criado’, quer aquele que faz trabalhos servis, ou o ajudante que presta serviços voluntários, sem referência particular ao seu caráter. Servo, criado, assistente, auxiliar. O termo diakonos deve, falando de modo geral, ser distinguido do

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termo doulos, ‘servo, escravo’. O termo diakonos encara o servo e relação ao seu trabalho; o termo doulos o vê em relação ao seu mestre. Veja, por exemplo, Mt 2.2-14: aqueles que chamam os convidados e os trazem (Mt 22.3,4,6,8,10) são os douloi. Aqueles que executam a sentença do rei (Mt 22.13) são os diakonoi” (VINE,

563).

Este substantivo é usado 29 vezes no Novo Testamento e é, também, usado de diferentes maneiras.

1. Designa primariamente aquele que serve à mesa

João 2.5,9 - Então, ela falou aos serventes [diakonos]: Fazei tudo o que ele vos disser

2. Designa aquele que serve num sentido bem amplo

Mateus 20.26 - Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva [diakonos]. (“Esse será o vosso servo”).

3. Paulo se designa como:

·Diácono da Nova Aliança

2 Coríntios 3.6 O qual nos habilitou para sermos ministros [diakonos] de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica.

·Diácono do Evangelho

Colossenses 1.23 - “Se é que permaneceis na fé, alicerçados e firmes, não vos deixando afastar da esperança do evangelho que ouvistes e que foi pregado a toda criatura debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, me tornei ministro [diakonos].

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·Diácono de Cristo

2 Coríntios 11.23 - “São ministros [diakonos] de Cristo? (Falo

como fora de mim.) Eu ainda mais: em trabalhos, muito mais; muito mais em prisões; em açoites, sem medida; em perigos de morte, muitas vezes”.

·Diácono de Deus

2 Coríntios 6.4 - “Pelo contrário, em tudo recomendando-nos a

nós mesmos como ministros [diakonos] de Deus: na muita paciência,

nas aflições, nas privações, nas angústias.

·Diácono da Igreja

Colossenses 1.24,25 - “Agora, me regozijo nos meus sofrimentos por vós; e preencho o que resta das aflições de Cristo, na minha carne, a favor do seu corpo, que é a igreja; da qual me tornei ministro [diakonos] de acordo com a dispensação da parte de Deus, que me foi confiada a vosso favor, para dar pleno cumprimento à palavra de Deus”.

· Diácono, junto com Apolo, pelo qual os coríntios chegaram à fé

1 Coríntios 3.5 - Quem é Apolo? E quem é Paulo? Servos [diakonos] por meio de quem crestes.

4. Paulo designa seus cooperadores de diáconos

Efésios 6.21 - E, para que saibais também a meu respeito e o que faço, de tudo vos informará Tíquico, o irmão amado e fiel ministro [diakonos] do Senhor.

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Colossenses 1.7 - Segundo fostes instruídos por Epafras, nosso amado conservo e, quanto a vós outros, fiel ministro [diakonos] de Cristo.

Colossenses 4.7 - Quanto à minha situação, Tíquico, irmão amado, e fiel ministro [diakonos], e conservo no Senhor, de tudo vos informará.

1 Tessalonicenses 3.2 - E enviamos nosso irmão Timóteo, ministro [diakonos] de Deus no evangelho de Cristo, para, em benefício da vossa fé, confirmar-vos e exortar-vos.

5. Cristo é chamado de “diácono”

Romanos 15.8 - Digo, pois, que Cristo foi constituído ministro [diakonos] da circuncisão, em prol da verdade de Deus, para confirmar as promessas feitas aos nossos pais.

6. As autoridades são “diáconos” de Deus

Romanos 13.4 - visto que a autoridade é ministro [diakonos] de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro [diakonos] de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal.

7. Cargo na Igreja junto com os bispos (presbíteros)

Filipenses 1.1 - Paulo e Timóteo, servos de Cristo Jesus, a todos os santos em Cristo Jesus, inclusive bispos e diáconos [diakonos] que vivem em Filipos.

1 Timóteo 3.8ss - Semelhantemente, quanto a diáconos [diakonos], é necessário que sejam respeitáveis, de uma só palavra, não inclinados a muito vinho, não cobiçosos de sórdida ganância

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8. Mulheres são chamadas de “diaconisas”

Romanos 16.1 - Recomendo-vos a nossa irmã Febe, que está servindo [diakonos] (lit.: “sendo diaconisa da igreja de Cencréia”) à igreja de Cencréia.

1 Timóteo 3.11 - Da mesma sorte, quanto a mulheres, é necessário que sejam elas respeitáveis, não maldizentes, temperantes e fiéis em tudo 3 .

EXPOSIÇÃO

1. O diácono como alguém que serve num sentido amplo e

geral

Paulo se vê, repetindo o já exposto antes, como:

·Diácono (servo) do Evangelho (“Se é que permaneceis na fé, alicerçados e firmes, não vos deixando afastar da esperança do evangelho que ouvistes e que foi pregado a toda criatura debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, me tornei ministro [diakonos]” – Col 1.23).

·Diácono (servo) pelo qual os coríntios chegaram à fé (“Quem é Apolo? E quem é Paulo? Servos [diakonos] por meio de quem crestes” – 1Cor 3.5).

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·Diácono (servo) da Nova aliança (“O qual nos habilitou para sermos ministros [diakonos] de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica” – 2Cor 3.6).

·Diácono (servo) de Cristo (“São ministros [diakonos] de Cristo? (Falo como fora de mim.) Eu ainda mais: em trabalhos, muito mais; muito mais em prisões; em açoites, sem medida; em perigos de morte, muitas vezes” – 2Cor 11.23).

·Diácono (servo) de Deus (“Pelo contrário, em tudo

recomendando-nos a nós mesmos como ministros [diakonos] de Deus: na muita paciência, nas aflições, nas privações, nas angústia”

– 2Cor 6.4).

·Diácono (servo) da igreja (“Agora, me regozijo nos meus

sofrimentos por vós; e preencho o que resta das aflições de Cristo, na minha carne, a favor do seu corpo, que é a igreja; da qual me tornei ministro [diakonos] de acordo com a dispensação da parte de Deus, que me foi confiada a vosso favor, para dar pleno cumprimento

à palavra de Deus” – Col 1.24,25).

O diácono está envolvido na tarefa de servir amorosamente à

igreja, aos irmãos e às pessoas seja por meio da diaconia da palavra ou da diaconia das ações. Pedro disse: “Servi [diakoneo¯ - verbo] uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus. Se alguém fala, fale de acordo com os oráculos de Deus; se alguém serve [diakoneo¯ - verbo], faça-o na força que Deus supre” (1Ped 4.10-11). O diacóno,

a diaconisa, é aquele que serve, que ministra de acordo com o dom que recebeu.

Sempre o diácono é alguém que serve a partir do grande Diácono que é Cristo. Ele continua a obra de diaconia, a obra de servir, de Cristo e, deste modo está envolvido ativamente na obra da salvação das pessoas.

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Esta preocupação com o bem das pessoas envolve o corpo e a alma e, deste modo, Paulo se empenha tanto para a coleta para os irmãos pobres da Judéia (2 Cor 8.4 - usa a palavra diakonia), como para a pregação do Evangelho. A pregação e a ação de ajuda amorosa são um todo inseparável.

Também os seus companheiros Paulo chama de “diáconos”.

2. O diácono como um cargo na igreja

Na igreja muito cedo surgiu o ministério, o cargo, a função, dos “diáconos”. Fil. 1.1 e 1 Tim 3.1-13 nos mostra este ministério ao lado do ministério dos bispos (presbíteros). Sua origem está em Atos cap 6. Houve necessidade de pessoas que atendessem à distribuição diária de alimentos às viúvas. Os apóstolos disseram que não podiam deixar a “diaconia” da palavra e a oração, para se dedicar à “diaconia” das mesas. Deste modo a igreja escolheu 7 homens que ficaram encarregados deste serviço. Eles não são chamados de “diáconos”, mas a “diaconia”, especialmente pela palavra dos apóstolos, está no pano de fundo deste acontecimento.

Percebemos aqui que os diáconos foram instituídos para ajudar aos apóstolos, para que eles pudessem estar livres para realizar o seu ministério principal. Creio que esta é até hoje a função principal dos diáconos nas igrejas locais: ajudarem os presbíteros na realização de seu trabalho. Esta ajuda pode ser a ministração na igreja aos pobres e carentes, ou outro serviço qualquer.

O ministério da Irmandade Evangélica Betânia se entende igualmente deste modo: ser um braço da igreja para realizar, não

em lugar da igreja, mas junto com a igreja e como uma inspiração para a igreja, o ministério diaconal de multiformes maneiras, conforme

a

direção e vocação do Senhor da Igreja e da Irmandade, o Grande

e

Supremo Diácono.

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- A PRÁTICA DA DIACONIA -

O CONCEITO BÍBLICO DAS BOAS OBRAS

O cristão deve se caracteriza pela prática das boas obras. Iremos considerar duas coisas: A experiência de salvação na vida de uma pessoa deve resultar, sempre, em obras, em frutos e, em segundo lugar, qual deve ser a motivação do cristão na prática das boas obras.

I. OBRAS COMO RESULTADO DA SALVAÇÃO

O texto de Efésios 2.8-10 deixa bem claro que somos salvos pela fé e não pelas obras, contudo, a salvação pela fé resulta em frutos, em obras nas vidas dos salvos. Paulo nos afirma que fomos “criados em Cristo Jesus para as boas obras”, obras que “Deus preparou de antemão para andarmos nelas”. Um exemplo de transformação da vida pós-salvação temos em Zaqueu que disse:

“Senhor, resolvo dar aos pobres a metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, restituo quatro vezes mais” (Mt 19.8). Portanto

·A salvação deve ter frutos em nossa vida;

·A salvação deve apresentar resultados em nossa vida;

·A salvação que não modifica a vida não é salvação.

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O texto de Tito 2.13,14 mostra, também, que “Jesus se deu por nós a fim de nos remir de nos remir de toda iniqüidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras”.

O resultado da redenção, da purificação, o resultado de fazermos

parte de um povo que pertence exclusivamente a Jesus, é sermos

“zelosos de boas obras”.

Quando a Bíblia afirma que “Deus preparou obras para andarmos nelas” (Ef 2.10). Isto significa que nós não podemos fazer tudo o deve ser feito, mas há algo que Deus quer que nós façamos, coisas que Ele “preparou de antemão para nós”.

Por exemplo, considerando a parábola do Bom Samaritano

sabemos que muitas pessoas eram assaltadas, muitas pessoas estavam caídas, necessitadas à beira do caminho. Havia o problema social

da violência e da insegurança nas estradas, mas o Bom Samaritano,

fez a sua parte, fez aquilo que lhe cabia fazer: Atendeu ao caído.

Na parábola do Rico e do Lázaro o rico foi responsabilizado por não ter atendido aquele pobre que estava à sua porta. Sem dúvida existiam muitos outros miseráveis, mas aquele pobre era a sua responsabilidade.

Quando Lucas nos conta a experiência de Felipe evangelizando ao eunuco no caminho de Gaza que estava deserto, mostra que, apesar de existirem multidões necessitadas, aquele homem, naquele momento, naquela estrada, era a sua responsabilidade.

II. MOTIVAÇÃO PARA FAZERMOS O BEM

Ao fazermos o bem várias podem ser as nossas motivações. Inclusive podemos fazer o bem por motivações erradas, como Jesus

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expôs, condenando os fariseus que davam esmolas “para serem vistos pelos homens” (Mt 6.2) Qual deve ser a nossa motivação ao praticarmos o bem?

1. O exemplo de Cristo

Certamente, a primeira e grande motivação é o exemplo de Cristo. Jesus disse: “Porque eu vos dei o exemplo para que como eu vos fiz”, façais vós também” (João 13.15). O que foi que Cristo fez? Ele

·Lavou os pés aos discípulos;

·Serviu se curvando diante deles;

·Fez um serviço de escravo.

Em atos 10.38 Pedro pregando na casa de Cornélio disse: “(Jesus) qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele” (Atos 10.38). Jesus fez o bem

·À uma adúltera, afirmando a ela: “Nem eu tão pouco te condeno, vai e não peques mais”.

·A um leproso o curando e o tocando com a sua mão.

·À uma viúva afirmando: “Não chores mais” e lhe restituindo com vida o filho morto.

·À Maria Madalena, a libertando de 7 demônios

O que mais que Cristo fez? Acima de tudo ele deu a sua vida por amor a nós. João afirmou: “Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos” (1Jo

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3.16). O ap. João usa o sacrifício de amor de Jesus como exemplo para o que nós devemos fazer. Pessoas tocadas pelo amor de Cristo irão, também, dar a sua vida pelos irmãos. De acordo com o exemplo que, neste texto João apresenta sobre o que significa “dar a vida pelo irmão”, aprendemos que não é morrer pelo irmãos, mas “dar de sua vida”, dar de seus recursos, para suprir as necessidades do irmão. Se meu irmão tem uma necessidade e eu tenho um recurso que pode ajudá-lo, eu devo abrir meu coração em amor, e agir a seu favor. Pode ser em coisas bem pequenas, como um abraço carinhoso, um sorriso amigo, um telefonema numa hora oportuna ou podem ser coisas maiores como investir uma noite ao lado de sua cama de enfermo. Não importa, o amor de Jesus que deu sua vida por mim me levará a dar de minha vida para os meus irmãos.

O grande missionário Carlos Studd disse: “Se Jesus Cristo sendo Deus morreu por mim, não haverá, então, sacrifício demasiado grande para eu fazer por Ele”.

2. A glória de Deus

Outra motivação cuja importância não pode ser adequadamente

enfatizada e a glória de Deus. Jesus ensinou: “Assim brilhe também

a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras

e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mt 5.16). Tudo o que fazemos deve ter um propósito maior: A glória de Deus.

Podemos ter outros motivos, motivos

·Errados;

·Egoístas;

·Mesquinhos;

·A busca da fama, glória para nós.

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Mesmo na realização do serviço de ajuda social podemos ter motivações erradas. Num boletim da Visão Mundial se apresentam motivações erradas para o serviço social:

·Vazio, ou sentimento de culpa;

·Competição com outras igrejas;

·O empreguismo;

·Ativismo impensado;

·Modismo;

·Disponibilidade de verbas;

·Isca evangelística;

·Manipulação política;

·Ocupação de espaços ociosos nas igrejas;

·Ideologias, quer políticas, quer religiosas.

Jesus só tinha uma motivação em tudo o que fazia: A Glória de Deus. Mesmo diante da cruz a sua oração foi: “Pai glorifica o teu nome” (Jo 12.28). Que seja esta, também, a nossa motivação em tudo o que fizermos.

3. Nossa própria experiência

Mas uma outra motivação em fazer o bem para o próximo deve ser a nossa própria experiência. Quando Deus ordenou que o povo de Israel não oprimisse os estrangeiros, a razão que Deus apresentou foi que eles mesmos tinham sido estrangeiros no Egito e, portanto, conheciam o coração do estrangeiro, suas angústias e aflições: “Pois vós conheceis o coração do forasteiro, visto que fostes forasteiros na

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terra do Egito” (Êx 23:9); “Amá-lo-eis como a vós mesmos, pois estrangeiros fostes na terra do Egito” (Lv 19.33-34)

Deus está dizendo ao povo:

·Vocês se lembram de quando foram estrangeiros no Egito?

·Vocês se lembram das necessidades que tinham?

·Vocês se lembram de suas angústias?

·Vocês se lembram do que queriam que acontecesse com vocês?

·Vocês se lembram de como queriam que os egípcios agissem com vocês?

Pois bem: tratem bem os estrangeiros. A lembrança das experiências passadas como estrangeiros no Egito devia lhes dar um coração compassivo para com os estrangeiros.

Conosco também deve ser assim. Nós estivemos alguma vez em necessidades e fomos ajudados? Já estivemos em dificuldades e alguém nos estendeu a mão? Pois bem: Esta experiência deve nos motivar a ajudar aos que estão em necessidades.

4. A responsabilidade que temos

Não só as nossas experiências nos devem levar a fazer o bem, mas também a responsabilidade que Deus colocou sobre nós. Deus coloca sobre nós a responsabilidade para com as outras pessoas, a começar com a nossa própria família. Jamais deveríamos ter a atitude de Caim, que quando questionado por Deus ácer de seu irmão Abel deu de ombros e disse: “Não sei, por acaso eu sou o guarda do meu

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irmão?” (Gn 4.9).

Nós somos responsáveis pelas pessoas que Deus nos confia. Somos responsáveis pelo sangue, pela vida, pelas almas das pessoas que Deus coloca em nosso caminho. Deus pedirá contas de nós do que fizemos ou deixamos de fazer para com a nossa família, colegas, vizinhos aos quais deveríamos ter feito o bem, e o maior de todos os bens, compartilhando Jesus.

Anos atrás houve um desastre de trem. Dois trens se chocaram. Quando um dos maquinistas foi retirado das ferragens ainda vivo, ele tirou um papel amassado do bolso e disse: “Tomem isto e verão que recebi as ordens erradas”. Diante do tribunal de Cristo não poderemos dizer que recebemos as ordens erradas. O Senhor falou claramente que nós somos responsáveis.

5. A necessidade do irmão

Uma outra poderosa motivação para fazermos o bem é a visão da necessidade do irmão. João disse: “Aquele que possuir recursos deste mundo e vir a seu irmão padecer necessidade e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus” (1Jo

3.17).

Toda a ação começa com uma visão. O Bom Samaritano viu a pessoa caída e ajudou-a. Jesus “viu Jesus uma grande multidão e compadeceu-se dela porque eram como ovelhas que não tem pastor e passou a ensinar-lhes muitas coisas”. Obras missionárias começaram com a visão das almas perdidas: Hudson Taylor viu os milhões da China. William Carey viu os milhões da Índia.

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Quantas obras de ajuda e de diaconia começaram também com uma visão. Visão

·Dos famintos;

·Das crianças desabrigadas;

·Dos leprosos;

·Dos desabrigados;

·Dos refugiados.

Certa vez um navio naufragou, no meio de uma tempestade, perto da costa, onde havia uma colônia de pescadores. Muitos náufragos se debatiam nas ondas tempestuosas. Os pescadores vez após vez foram ao mar, com o risco de suas vidas, para salvá-los. Finalmente estavam todos completamente exaustos. Mas um deles lançou o desafio: “Há ainda um homem lá fora no mar, quem irá comigo para salvá-lo?” A mãe do pescador se lançou ao pescoço do filho suplicando: “Meu filho não vá. Seu pai morreu no mar. Seu irmão Guilherme foi ao mar e nunca mais tivemos notícias dele. Você é tudo que me resta. Não vá!” Delicadamente se desvencilhou dos braços da mãe dizendo: Há um homem se afogando. Tenho que ir salvá-lo”, e com mais alguns, se lançou, com o pequeno barco, mais uma vez ao mar.

Na praia todos aguardavam cheios de medo e ansiedade. Finalmente, no meio da bruma avistaram o barquinho. Na frente estava o pescador que gritou mais alto que o barulho da tempestade:

“Nós o encontramos, nós o salva-mos, e digam para a mamãe que é meu irmão Guilherme”.

Quantos de nossos irmãos estão naufragando, se afogando, no mar tempestuoso da vida

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·Pessoas que não conhecem a Deus pessoalmente,

·Que precisam a salvação em Jesus,

·Afundando na falta de sentido de suas existências,

·Na incapacidade de vencerem no meio de seus problemas

·No fracasso de seus lares e suas famílias.

Quem irá jogar-lhes a bóia da salvação. Quem lhes irá falar de Jesus, que Ele salva e transforma?

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CONCLUSÃO

A diaconia é a nossa resposta àquele que se tornou diácono por amor a nós e que nos serviu dando sua vida na cruz por nossa salvação. A diaconia é o estilo de vida do cristão. Sendo servidos pelo Senhor, servimos às pessoas realizando aquelas obras que Deus preparou para nós e que são a nossa responsabilidade pessoal.

Concluo este singelo trabalho com uma poesia de Gabriela Mistral (Lucila Godoy Alcayaga, seu verdadeiro nome), poetisa chilena, prêmio Nobel de literatura em 1951.

O PRAZER DE SERVIR

Toda a natureza é um anelo de “servir”.

Serve a nuvem, serve o vento, serve a chuva.

Onde haja uma árvore para plantar, planta-a tu;

onde haja um erro para corrigir, corrige-o tu,

onde haja um trabalho e todos se esquivarem, aceita-o tu.

Sê tu o que remove a pedra do caminho,

o ódio entre os corações

e as dificuldades dos problemas.

Há a alegria de ser puro e a de ser justo;

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mas há, sobretudo, a maravilhosa, a imensa alegria de servir. Que tristeza seria o mundo se tudo se encontrasse feito, se não existisse uma roseira para plantar, uma obra para se iniciar !!

Não te chamem unicamente os trabalhos fáceis. É muito mais belo fazer aquilo que os outros recusam.

Mas não caias no erro de que somente há méritos nos grandes trabalhos; há pequenos serviços que são bons serviços:

adornar uma mesa

arrumar teus livros

pentear uma

criança Aquele é o que critica; este é o que destrói: sê tu o que serve.

O servir não é trabalho de seres inferiores. Deus, que dá os frutos da luz, serve. Seu nome é: “Aquele que serve”. Ele tem os olhos fixos em nossas mãos e nos pergunta cada dia:

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SOBRE O AUTOR

3 2 S OBRE O AUTOR Pr. Fred Bornschein é natural de São Bento do Sul/SC

Pr. Fred Bornschein é natural de São Bento do Sul/SC onde nasceu em 19 de janeiro de 1941 tendo cursado o Instituto e Seminário Bíblico de Londrina (ISBL). Pastoreou igrejas na Associação das Igrejas de Cristianismo Decidido (AICD) e na Igreja Evangélica Livre. Foi Presidente da Irmandade Evangélica Betânia no período de 1994 a 2002. Atualmente é professor no Seminário e Instituto Bíblico Betânia em Curitiba. É um dos membros da IEB e Presidente da Editora Esperança. É tradutor do alemão para o português em conferências evangélicas no Brasil. Casado com Anni, tem três filhos e três netos.

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O AMOR POR PRINCÍPIO, A DIACONIA POR VOCAÇÃO

A Irmandade Evangélica Betânia (IEB) foi constituída em 25 de

novembro de 1980. É uma instituição interdenominacional evangélica baseada no ensino da Bíblia Sagrada que tem na diaconia, a essência das suas atividades e existência. Sem fins lucrativos a IEB tem por missão servir o homem e a sociedade no intento de ser luz e sal da terra. É o amor em ação. A diaconia é o estilo de vida de seus membros.

Visão: Ser uma instituição de excelência em diaconia

Missão: Servir o homem integral movida pelo amor de Deus

Texto bíblico: Salmo 100.2 - “ Servi ao senhor com alegria “

Lema: O amor por princípio, a diaconia por vocação

Integrantes: Membros e Funcionários. Os membros estão distribuídos em três categorias a saber: diaconisas, obreiros e cooperadores.

Ministérios: Educação, Hospitalidade, Cooperação e envolvimento, Assistência e Socorro, Artes e Pastoral.

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INSTALAÇÕES

3 3 4 4 I NSTALAÇÕES C ASA M ATRIZ É a sede da IEB desde

CASA MATRIZ

É

a sede da IEB desde 1984

e

destina-se a hospedagem

em geral. Tel:(41) 3356-3223 iebhospedagem@bsi.com.br

ESCOLA ALDEIA BETÂNIA

Oferece a 300 crianças, a Educação Infantil e Ensino Fundamental até à 4ª série, em Meio Período e Período Integral.Tel: (041) 3356-3223 www.aldeiabetania.com.br

Ensino Fundamental até à 4ª série, em Meio Período e Período Integral.Tel: (041) 3356-3223 www.aldeiabetania.com.br
H OTEL E STÂNCIA B ETÂNIA A 20 Km de Curitiba, o Hotel é um

HOTEL ESTÂNCIA BETÂNIA

A 20 Km de Curitiba, o Hotel

é um Centro de Capacitação

Profissional em hotelaria e, através da hospedagem de lazer e de eventos, um gerador de recursos para a Creche Betânia e ministérios de diaconia da IEB. Tel: (41) 3666-4383 www.estanciabetania.com.br

Centro Municipal de Educação Infantil

CRECHE BETÂNIA

Localizado em área carente da Região Metropolitana de Curitiba, o Centro atende cerca de 250 crianças em Educação Infantil e contra-turno do Ensino Fundamental em parceria com a Prefeitura de Colombo, com recursos do Hotel Estância Betânia e doações.Tel: (41) 3675-6610.

em parceria com a Prefeitura de Colombo, com recursos do Hotel Estância Betânia e doações.Tel: (41)

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