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O APOCALIPSE OCULTO E PROIBIDO

(Volume “4” e as Novas Revelações)

INCONSTITUCIONAL BANIDO CENSURADO

(Odiado pelas sociedades secretas) (Odiado pela Igreja) (?!) (Odiado pela Maçonaria) (Eis a questão, ser ou não ser

)

(volume IV)

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ADVERTÊNCIA

Este livro contem um grande número de contradições em si próprio, parecendo assim defender o caos intelectual total. Este livro não defende com rigor uma filosofia única a seguir, mas sim um emaranhado de retalhos de conceitos múltiplos. Mas é bom que assim seja, pois não se trata de uma lavagem cerebral objectiva, mas sim de uma “deslavagem-cerebral” sem um objectivo concreto que não seja o de dar total liberdade intelectual ao pensamento livre de cada um… Não se trata portanto de um guia espiritual, trata-se sim de um guia de retalhos intelectuais de pensamento aberto à controvérsia humana civilizacional.

Este livro contem retalhos dos respectivos livros: “O Apocalipse Oculto e Proibido”, volume I e II, e do livro “O Novo Apocalipse Oculto e Proibido”, conhecido como volume III. Sendo este o volume IV, e contendo novas revelações. São novas revelações perdidas algures no livro que saltarão à vista daqueles que leram os volumes I e II e que notaram algum secretismo acerca de assuntos raelianos, muito do qual agora revelado.

Aos que somente leram “O Novo Apocalipse Oculto e Proibido”, ou volume III, informe que após os primeiros capítulos deste livro, os quais já conhecem, que encontrarão novos capítulos agora publicados…

Todos os erros contidos neste livro não representam o objectivo do mesmo, ou uma mensagem em si, apenas representam a minha natureza humana em busca do aperfeiçoamento ainda não alcançado… E sinais de impaciência e relutância em relação ao tempo por mim disponibilizado na organização do mesmo. Ao longo deste livro, e de um modo não necessariamente cronológico, notar-se-á em alguns textos vestígios de influência raeliana por mim criada intencionalmente, em períodos da minha vida em que de algum modo o defendia

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Epígrafe

O nosso mundo “conhecido” é um mistério repleto de certezas e incertezas. O mundo inteiro é o exterior de mim, enquanto eu sou um/uma intérprete solitário/a conhecido e desconhecido de outros… O mundo sem mim não é mundo quando eu existo em mim e enquanto e consoante eu não aprendo até morrer! Viver no abstracto e na certeza do viver sem o saber descrever no insólito da certeza e, quase se transforma num ilógico que se lê… Tanto na alegria como no sofrimento são cúmplices ó sistema! Não sei o que digo nem o que descrevo, o meu mundo não é lógico! O que é ser ou não ser filosoficamente correcto, eis a questão que coloco à minha irracionalidade. Ah saudades que eu tenho da Utopia dos sábios que ainda não conheci?! Sou a minha própria loucura a desvendar pela perfeição do Mundo. Subtileza de protesto!

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DEDICATÓRIA

Dedico este livro à humanidade, à minha família, aos meus amigos de infância e outros, a todas e a todos os internautas, especialmente às e aos internautas presentes no Mundo Ribeiro e às e aos internautas de todas as páginas directamente interligadas ao mesmo, especialmente às páginas listadas como familiares do Mundo Ribeiro. Também dedico este livro ao Movimento dos Anonymous (Anónimos), por me sentir bastante ao seu lado. Dedico este livro à Wikileaks. Gostaria também de mencionar nesta dedicatória que concordo com muito do que é defendido pelo Movimento Zeitgeist. Também dedico este livro à verdadeira justiça, igualdade, e fraternidade.

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AGRADECIMENTOS

Agradeço a todas e a todos aqueles que se derem ao trabalho de ler este livro.

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“O aniversário”

O aniversário,

apenas um amigo situado por Detrás do tempo, vindo do mundo dos sonhos,

a verdadeira razão

de um significado; para o futuro sempre a esperança, num aniversário,

a razão da criação

de uma nova vida; um aniversário:

o

encontro com o desconhecido do princípio do desconhecimento do fim, o encontro com o inacabar do infinito,

o

significado de uma promessa:

o florescer de um jardim no céu; um feliz aniversário compartilhado e, somente para ti que me lês poema… Apenas outro anjo neste planeta, apenas outra experiência do Céu… (Universo)

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ÍNDICE

Maçonaria ………………………………………………………………………9 Máfia de ocasião e oportunidade ……………………………………………….11

O meu ex-envolvimento com o Movimento Raeliano …………………………12

Movimento Reliano II ………………………………………………………….12

Movimento Raeliano III ………………………………………………………

13

Movimento Reliano IV …………………………………………………………13

Arrogância?! ……………………………………………………………………15

Conspirações e segredos ………………………………………………………

16

Dou-me título a mim próprio/a de verdadeiro/a Grão-Mestre ………………

16

Mais que isto não consigo vos confessar ……………………………………….18

O

meu aviso à humanidade dos verdadeiros homens e mulheres! ……………

19

Uma verdade inegável do meu conhecimento do mistério ……………………

20

Porque não hei-de ser um filósofo/a?! (Todos o podemos ser) …………………21 Pequenos grandes segredos da humanidade …………………………………….23

O caos total dos sábios ………………………………………………………….24

Quando avistámos um OVNI (UFO), e consequências várias ………………….27

Um Evangelho perdido na minha loucura ……………………………………

29

O eu que se busca a si próprio/a?! ………………………………………………35

Repito-me?! Ninguém me escuta?! ……………………………………………

36

Simplesmente do mais IMPORTANTE para ler, mesmo desalinhadamente descrito ……………………………………………

36

Não odeio o sindicalismo, e mais, mas ainda não estou convencido/a ………….42

Gosto de me repetir em tom de alerta! …………………………………………

43

Vidas em questão ………………………………………………………………

44

O

meu encontro com o “Grande-Espírito” e revelações

inéditas de ser ou não ser raeliano/a ……………………………………………

44

A

minha mensagem extraterrestre, e a revelação inédita M. Raeliano …………

48

Eu, o/a autor/a deste livro, estou dizendo a verdade, e somente a verdade ……………………………………………………………

49

Um desejo meu um tanto estúpido com sabor a desesperado ……………………50

Um história minha contra o tabu sexual e a hipocrisia do fascismo puritano …….50 Apenas um balde de água fria sobre o cérebro de pura ficção e não ficção (Puro entretenimento literário) ………………………………….52 Repito-me até não poder mais: quero ter esperança, por isso

sou tão cruel nas palavras ………………………………………………………

O meu baptismo raeliano com novas revelações …………………………………76

Para mim foi como uma espécie de teste satânico raeliano (Nova revelação) ……………………………………………… IMPORTANTE SER LIDO: A maldição do dinheiro e o

código da esperança ……………………………………………………………….78 Abolição da escravatura moderna …………………………………………………79

67

77

O

estranho discernir no meu pensamento …………………………………………79

O

meu grande sentido de humor com coisinhas da vida ………………………….79

Esta não foi a primeira vez que senti a muita insegurança no seio da crença raeliana …………………………………………………………….81 Mentiras do Invisível Enigmático …………………………………………………82

Será que enlouqueci?! ……………………………………………………………

84

O meu começo como fora da lei! ………………………………………………….84

Um outro modo de sentir as coisas da existência ………………………………….87

A minha mente explodiu com pensamentos endoidecidos! ……………………….88

(Um dos meus contos com a influência da minha então participação raeliana [apenas literatura]) ………………………………………………………

89

8

Descodificado código …………………………………………………………….92

Discernir em liberdade ……………………………………………………………93

Civilizador paradoxo ……………………………………………………………

94

Nem sei o que digo ou se acredito ………………………………………………

94

Um episódio de religiosidade muito perigosa ……………………………………95

A Maçonaria, os Illuminati, a Opus-Dei e as suas ramificações?! ……………….97

Não sonho que sonho ……………………………………………………………

AVISO …………………………………………………………………………….100

O grande quebra-cabeças ………………………………………………………….101

Pirâmide Mágica …………………………………………………………………

Frustração ………………………………………………………………………….104 Sonho aleatório …………………………………………………………………….104

A revolta sexual ……………………………………………………………………105

99

102

Homenagem ao desconhecido ……………………………………………………

106

Lusana da capital lusa ……………………………………………………………

108

Mulher-

deusa ……………………………………………………………………

108

Revelação em apocalipse …………………………………………………………

112

Desconhecida Atlântida ……………………………………………………………126

Sentimento abstracto ……………………………………………………………….132

Exteriorização ……………………………………………………………………

133

Profeta ……………………………………………………………………………

136

Infectado surrealismo ………………………………………………………………140 Testamento confessado …………………………………………………………….140

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Maçonaria

A humanidade necessita de ser senhora do seu próprio destino, e jamais escrava de uma

Maçonaria secreta e dos Illuminati, ou da Opus-Dei. A Maçonaria persegue, confunde, controla.

A Maçonaria é uma das forças ocultas que lutam pela manutenção de uma elite mundial

privilegiada e da total manutenção do actual Status Quo tal como o conhecemos. A Maçonaria

são accionistas sem escrúpulos, bolsistas, muitos negócios obscuros e grandes interesses

económicos de poder absoluto e total. Eu sou o verdadeiro maçon, eu não sou o maçon que se esconde na mentira e nas falsas aparências, dos jogos do engodo no segredo enquanto se espalha a confusão. A Maçonaria representa umas das facções da nova inquisição dos finais do século

XX a crescer em pleno século XXI. A Maçonaria luta lado a lado com o secretismo de uma

secreta facção judaica fascista/nazista (uma facção porque nem todo o mundo judaico representa fascismo, nazismo, ou obscuridade; isto aplica-se mais ao mundo judaico norte

americano.) Eu sou o Grão-Mestre da verdade, eu não sou o Grão-Mestre da obscuridade. O

monstro maçónico esconde-se atrás de aparentes boas intenções, mas não passa tudo de uma grande mentira e de uma falsidade. Eu sou o verdadeiro maçon, é por isso que não incentivo

nem pactuo com o ciclo da especulação financeira e económica. A nossa sociedade necessita de

se abrir a todos. A nossa sociedade necessita de ser aberta, democrática, cívica, humanitária, aos olhos de todos. Ninguém pode ser privilegiado acima dos restantes cidadãos, ninguém se pode vangloriar acima dos restantes usando as palavras igualdade, justiça e fraternidade,

considerando-se a si próprios os originais e legais guardiães de tais valores. A Assembleia da República Portuguesa é um local onde se tomam as mais variadas decisões no que diz respeito aos valores e interesses de todo o povo português, no entanto a realidade é esta, o povo deseja uma outra Assembleia do Povo que não seja a actual no qual já não acreditam, e a realidade também é esta, a actual Assembleia da República Portuguesa está transformada numa loja maçónica: Palácio da assembleia da República Maçónica Portuguesa. Os principais líderes das bancadas do circo da república portuguesa são quase todos maçons, e eu pergunto o que tem a Maçonaria a dizer a este respeito. Há forças da máfia portuguesa a operar neste recinto aqui citado. A Assembleia da República é um lugar sinistro onde forças muito poderosas operam nos subterrâneos da nossa chamada democracia. Além disso, magistrados; chefias de todas as forças

de segurança; ordem dos advogados; provedores; juristas; grandes proprietários; legisladores;

accionistas; bolsistas; muitos professores universitários em Portugal e centenas de milhares espalhados pelo mundo; doutores de múltiplas ordens sociais; sindicalistas; homens e mulheres

bastante abastados; políticos desde a mais extrema-direita à mais extrema-esquerda; Opus-Dei; bispos de várias ordens religiosas; jornalistas, só para dar alguns exemplos, têm maçons nas suas fileiras. Os grandes interesses económicos e financeiros e de decisão de interesses nacionais têm maçons nas suas fileiras, só para dar alguns exemplos. A Maçonaria está envolvida em tudo, tudo espia em Portugal, ninguém está a salvo. Os cidadãos portugueses e

que pagam os seus impostos têm o direito de ser informados o mais rapidamente possível se os

maçons na Assembleia da República foram lá colocados por pertencerem à Maçonaria ou se a Maçonaria os recrutou aí para assim aí exercer a sua influência. Os portugueses têm o direito de

viver num estado de direito sem seitas ajuramentas ao segredo a governar-lhes a vida e a escolher os seus destinos e vida através do obscuro, e principalmente através de interesses obscuros que cada vez mais nos sufoca a todos. Eu conheço as minhas intenções, eu conheço o mundo e alguns dos seus segredos, não admito que alguém me venha dar lições de moral e de civismo afirmando que um qualquer maçon é mais bem-intencionado do que eu ou que tem valores humanitários acima dos meus. Qualquer maçon pode ter muito, mas mesmo muito mais dinheiro do que, e muitos mais amigos/cúmplices também com muito mais dinheiro do que eu,

mas é somente isso e o que podem comprar com esse dinheiro, nomeadamente influência de

todo o tipo, a que está à vista de todos, como camuflagem, e o que está fora da vista de todos

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nós. Ter mais dinheiro não é sinónimo de se ser mais trabalhador, mais honesto. Também sei que nem todos os maçons sabem o que outros maçons sabem, por isso não se pode generalizar. Nem todas as lojas são iguais, mas todas estão interligadas por algo muito sinistro e longe dos olhares do homem comum, ou até mesmo dos maçons mais comuns. Assim como há maçons bem-intencionados e que acreditam nos valores, também os há bem perigosos, e aqui deixo o aviso a todos, maçons e não maçons. A pior máfia mundial esconde-se por detrás das lojas maçónicas e suas interligações, e não se deixem levar na conversa da igualdade, fraternidade e justiça, porque certa máfia rir-se-á de vós! Esta seita luta com toda a sua força e poder pela manutenção do status quo actual, mantendo o sistema financeiro actual para sua vantagem e usufruo pessoal, camuflando-se por detrás de obras de caridade isoladas. Obras de caridade há muitas em vigor neste mundo e ultrapassando monumentalmente os feitos de caridade maçónica. Com toda a influência que a Maçonaria exerce nos alicerces da sociedade há muitas gerações, segundo eles próprios afirmam, se fosse a sua intenção a mudança radical do status quo, em nome da igualdade, fraternidade e justiça, o nosso mundo estaria neste momento a viver um grande momento de mudança, felicidade e esperança económica em relação aos recursos do nosso mundo e do seu usufruo por todos no que diz respeito à igualdade, fraternidade e justiça. A seita, fanática, quer o poder total, quer ser a senhora e rainha do mundo, sem que nada o justifique. A Maçonaria, acima de tudo, esforça-se para transformar a sociedade mundial numa aristocracia maçónica de uma complexidade hierárquica que ultrapassa as barreiras do ridículo e do macabro, num mar de autêntica obscuridade, onde o seu semelhante humano é considerado um bicho sem direito à autodeterminação, e onde os restantes cidadãos não serão mais que meros objectos para seu uso pessoal. Eu sou a cidadã ou o cidadão anónimo do mundo, eu não obedeço ao conhecimento que o status quo me fornece e me tenta convencer da sua exclusiva verdade; eu não sou ovelha de ninguém nem ninguém é dono do meu pensamento, da minha crítica, e da minha verdade. A Maçonaria está envolvida em actividades injustas como qualquer outra fonte de poder deste status quo, e eu até estou mais consciente do que muitos cidadãos acerca do poder da Maçonaria em saber exactamente quem sou, no entanto eu enfrento tal poder sem a mínima hesitação. Como cidadão do mundo tenho todo ou mais direito do que qualquer loja maçónica para querer mudar o mundo, porque eu quero mudar o mundo; pois a Maçonaria não quer mudar o mundo. O maçon não é mais que um puritano convencido que é uma espécie de ser supremo acima dos restantes homens e mulheres do mundo. O maçon não é mais que um idiota bem posicionado socialmente e com todas as portas propositadamente abertas para o seu sucesso, e se esse sucesso não vai mais além do que devia ir, é somente ou uma questão de tempo ou uma mera estratégia de interesses piramidais hierárquicos. Há homens e mulheres maçons que gostariam de sair desta teia hipócrita de poder, mas sabem que se o fizerem terão de sofrer as respectivas consequências de que somente elas e eles estão interligados e submetidos… Quem sabe que o cidadão comum pode ser perseguido, e a sua vida destruída sem saber de onde vêm os tentáculos invisíveis, bem sabe que se tem de comportar com um carneiro e beber do sangue que o diabo amassou. Perseguições através de ramificações de influência e poder puritano maquiavélico. Ninguém tem o direito de guardar em segredo as listas com os nomes de todos os ex-agentes da PIDE, não quero dizer com isto que devessem ser obrigatoriamente expostas ao público, apenas contesto o direito de ser a Maçonaria a guardiã de tais listas e de muitas outras mundialmente. A minha maior revolta contra a Maçonaria: a mesma diz defender todos os valores nobres e dignos de todo o respeito humanitário, considera-se a si própria com algo de valores tão elevados que não se podem contestar ou criticar. Algo imaculado e sagrado para o mundo, puro, celestial, irrepreensível. Algo do qual não se pode dizer mal devido à sua extrema superioridade de valores acima de tudo e de todos que não façam parte da Maçonaria. Para terminar, aviso-vos a todos que no nosso mundo, e a vários níveis de poder institucional, existe uma guerra muito suja, onde igualdade, fraternidade, e justiça, é a anedota mais comum entre os sem escrúpulos que querem acabar com a livre circulação da internet e da mudança…

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Máfia de ocasião e oportunidade

Esta classe hierárquica superior que comanda o mundo do dinheiro é, afinal e literalmente, uma gorda cooperativa de interesses entre si; que se defende a si própria com unhas e dentes, dentro da sua própria e exclusiva orientação comunista-comodista; enquanto ao mesmo tempo preconiza e encoraja fora de si e usando estratégias psicológicas, a arraia-miúda a ser individualista e ser livre de possuir os seus próprios bens e propriedades individualmente; mas a arraia-miúda somente possui aquele mínimo em que qualquer regime político de direita ou esquerda permite que se possua; na realidade, a vasta maioria da arraia-miúda não possui nada a não ser múltiplas dívidas ao sistema capitalista que como um mafioso faz as suas cobranças de ocasião e oportunidade.

O meu ex-envolvimento com o Movimento Raeliano

Gostaria de começar por declarar que uma das coisas que me fizeram envolver com o Movimento Raeliano de um modo activo e por vezes bastante dedicado deveu-se não tanto ao meu aspecto filosófico e ideológico, nem tão pouco às profundezas dos meus princípios. Deveu- se sim a algo de um cariz que ultrapassou tudo o que até então pudesse fazer parte de mim de um modo pelo menos consciente até então. Mas o mesmo fenómeno que me levou a envolver- me com o Movimento de um modo muito preciso foi o mesmo fenómeno que ao mesmo tempo me iria libertar do mesmo, assim como me libertará de muita incerteza e me fez redescobrir os recônditos da minha própria mente e consciência… Mas o meu envolvimento com o Movimento também se deveu à razão de eu ter querido contribuir com o meu voluntariado para uma sociedade melhor, para um mundo melhor para todos. Há certos fenómenos que eventualmente se podem manifestar de um modo que nos enriquecem ao nível pessoal e acima de tudo espiritual. Um fenómeno transcendente e psicologicamente ultra dimensional do qual nem vale

a pena tentar descrever, principalmente quando envolve um nível de psicologia que escapa ao

meu conhecimento e domínio deste nosso mundo. Há fenómenos que não nos deixam mentir acerca do mundo e de nós próprios… O meu sentido prático e positivo, assim como a responsabilidade para com o semelhante e para com as coisas sagradas da vida, assim como a intenção de criar um mundo melhor e mais fraterno e mais justo, também é um dos factores que me levaram a envolver-me com o Movimento, assim como a disponibilização do meu trabalho

voluntário no seu seio. Não sou nem contra nem a favor da existência do Movimento em si, pois

o meu desejo é a neutralidade consoante a minha consciência e princípios me guiarem, e sinto

que tenho todo o direito à neutralidade sem no entanto deixar de usufruir da minha liberdade de

livre expressão acerca do que quer que seja.

Movimento Raeliano II

Há conteúdo nas hipotéticas Mensagens raelianas que eu nunca consegui interpretar, devido ao facto desse conteúdo estar oculto mas no entanto se encontrar referenciado; é uma mensagem que hipoteticamente nos diz a verdade, explicando-nos que nem toda a verdade acerca do todo nos pode ser dita?! Um exemplo: o conteúdo que nos é revelado é somente aquele dos Elohim,

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os quais por exemplo mencionam o seu contacto com outras civilizações de outros planetas com os quais mantêm contactos directos, mas com um grande vazio de conteúdo a esse respeito. Mas todas as civilizações que foram encontradas por esse universo fora e que não foram criação dos Elohim são sempre menos avançadas. As mensagens não explicam se a infinidade de planetas por onde eles têm criado vida são em maior número do que as civilizações que eles contactam e que são sempre menos evoluídas, por exemplo! (Esta particularidade encontra-se disponível no livro:”Receber os Extraterrestres” Eu tenho curiosidade em saber se, todas essas civilizações que os Elohim encontraram e encontram, pensavam e pensam tal como eles, quando eles nos criaram sem saber que também tinham sido assim criados, e se nessas civilizações existiam ou existiram filósofos como Platão, Aristóteles, Sócrates! Também mais tarde, por exemplo, Rael cria uma ordem feminina direccionada à sensualidade para dar as boas-vindas aos Extraterrestres quando estes chegarem à Terra. É como se entre os Extraterrestres não houvesse ninguém interessado em homens a dar-lhe as boas-vindas, nem interessados em homossexuais, ou outros grupos sexuais; o qual se contradiz totalmente no que diz respeito às mensagens. Esta ordem feminina terá algo a ver com algum tipo de submissão sexual que para mim não faz qualquer sentido, principalmente quando abordados todos os parâmetros de uma existência feliz, existência sexual feliz, entre outras… Haverá muitos elementos das mensagens que não se podem aplicar ao discernimento da nossa realidade terrena por representarem uma realidade desconhecida e com elementos ocultos, e entre os quais a de não podermos refutar as palavras dos Elohim expressas nas mensagens, algo incompreensível na nossa realidade terrena. No planeta dos Elohim talvez tal faça sentido, mas na nossa realidade a liberdade de expressão é algo indispensável. Assim e sob a nossa realidade e conhecimento não pode ser abolido o que pensamos em silêncio, ou seja, o simples acto de pensar. Talvez os Elohim nos queiram fazer sentir culpa pelo nosso mais íntimo pensamento filosófico, e mais do que isso. Se por ventura um dia se vier a confirmar a veracidade das mensagens, e os Elohim aterrarem oficialmente na Terra, e tudo aquilo que não foi até agora explicado, tudo aquilo que na nossa realidade nos parecer ilógico, contraditório, entre outras coisas, nos for negado a explicação; e se todos aqueles que tal como eu sentirem grande necessidade de esclarecimento total passarem a ser perseguidos, ou silenciados, qual o significado?

Movimento Raeliano III

Quando alguém aparece nos dias de hoje a dizer ao mundo que nós fomos criados por seres humanóides vindos do espaço. Afirmando que através da manipulação genética, ou através da sintetização do ADN, podem-se criar novas plantas e animais, seres microscópicos, vida. Ora entre muitos autores já do passado recente de algumas décadas atrás, todos juntos, afirmaram isso mesmo; entre estes destaca-se nomeadamente Jean Sendy, um francês tradutor e escritor do século passado. Refiro-me neste caso a Jean Sendy devido ao facto de, após ler alguns dos seus livros, chegar à conclusão que se algo ou alguém quisesse criar uma nova religião baseada nessas teorias bastar-lhe-ia copiar conteúdo dos livros de Jean Sendy, acrescentando-lhe mais conteúdo apropriado… O livro de Jean Sendy sob o título “Os deuses que fizeram o céu e a Terra – o romance da Bíblia” explica como a palavra “Deus” de todas as Bíblias foi mal traduzida da palavra hebraica “Elohim”, e que Elohim significa “aqueles que vieram do céu”. Jean Sendy também nos apresenta muitos exemplos explicativos acerca do muito que está descrito na Bíblia a representar ligações entre nós e extraterrestres do passado. Por volta da época em que Jean Sendy morre, um pouco antes, aparece Claude Vorilhon (Rael) com uma mensagem dos Elohim. Esta mensagem apresentada por Claude Vorilhon contem pontos principais de referência directa à mesma mensagem quase ou praticamente idênticos aos citados no/nos livros de Jean Sendy. Rael (Claude Vorilhon) afirma ter sido transportado num OVNI a um dos planetas dos Elohim, e que estes terão guiado a sua vida à distância através de telepatia. Mas os Elohim não explicam na sua mensagem o porquê de Jean Sendy vir a fazer uma

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intervenção pública na cidade natal de Claude Vorilhon, e que segundo consta, Jean Sendy e Claude Vorilhon conhecer-se-iam em pessoa. A mesma mensagem também não explica o facto de mais tarde algumas pessoas raelianas se virem a afastar, e com um motivo, da mensagem dos Elohim apresentada por Claude, devido a estes mesmos factos aqui apresentados e outros. Pois a mensagem afirma que os Elohim conseguem prever muita coisa acerca do comportamento futuro das pessoas e da humanidade; mas não explicam porque é que a sua própria mensagem acarreta tanto sentido de culpa psicológica sobre as pessoas quando estas se sentirem perdidas entre o ser e o não ser de toda a questão aqui apresentada, principalmente quando a sua mensagem diz ser também para retirar o sentido de culpa às pessoas! Há conteúdo muito interessante e aproveitável nesta mensagem apresentada por Claude Vorilhon, mais conhecido por “Raël”, mas verdade se diga: também há conteúdo na mensagem que representa um desrespeito total ou pela boa lógica filosófica da mais básica filosofia conhecida do que

significa ser lógico ou, total desrespeito pelos valores individuais de princípios de cada um! O mais estranho pode até ser a eventualidade da mensagem dos Elohim, apresentada por Rael, vir

a conter algum tipo de aviso para quem vier a dizer algo contra as palavras dos Elohim, seria

como deixarmos de ser livres de pensar, ou então reaprendermos a ser hipócritas por pensarmos ou sentirmos uma coisa e representarmos outra; quando a filosofia apresentada por Rael nos ensina que os Elohim nos criaram para pensarmos! Por isso eu pergunto, se um dia os Elohim

aparecessem à humanidade como um todo e nos dissessem que Raël é de facto o seu último profeta, seríamos nós então proibidos de exprimir as dúvidas aqui apresentadas?

Movimento Raeliano IV

Estas mensagens dizem-nos que os Elohim chegaram à Terra há milénios atrás e que nos

criaram à sua imagem, algo que a Bíblia já nos diz há milénios, e tudo o mais da Bíblia

dizem-nos também que eles próprios foram criados por outros, e assim sucessivamente, através do infinito! Sendo assim, e por palavras minhas, que por mais que se viaje no passado do tempo

vai ser impossível chegar-se ao princípio do começo, porque o universo, tanto no tempo como no espaço, será infinito em todas as direcções concebíveis! Tudo bem, eu até aceito este imparável infinito de acontecimentos, mas as mensagens também afirmam algo acerca dos Elohim acharem que cada nova humanidade que é criada é um pouco mais inteligente; as mensagens eventualmente fazem referência ao facto de haver uma qualquer competição entre a humanidade do planeta Terra e as humanidades de mais um ou dois planetas onde os Elohim também criaram vida, e o vencedor vai herdar o conhecimento? E haverá uma consequência para os derrotados? E depois os Elohim vão criar vida numa infinidade de planetas! Competição entre planetas, infinito onde não há um começo, criação de humanidades mais inteligentes do que as anteriores! Tanta obscuridade, sim, obscuridade, porque eu devo ser muito estúpido,

porque confesso que não compreendo nem aceito estas partes das mensagens, nunca as vou aceitar neste estado de conhecimento e lógica! Para quê, pergunta o meu entendimento inferior,

o porquê das mensagens serem tão contra a teoria evolucionista, por assim dizer, ao de leve!

Mas se assim for é como se algo superior aos Elohim ou quaisquer outros criadores estivessem programados para criar algo um pouco mais avançado do que o próprio criador, algo universal.

E como assim através da sintetização do ADN ou da manipulação do mesmo é possível criar

E

uma outra pré-história, ou uma humanidade menos evoluída, ou mais evoluída, algo que realmente me vai chamar de estúpido, porque não vou conseguir compreender… Os Elohim não sabiam que eles próprios também tinham sido criados tal como eles nos criam um dia, senão somente após coisas obscuras acontecerem, pois eles dizem-nos que nenhuma humanidade representa qualquer perigo para outra de outro planeta, mas que eles são a única excepção de todo o infinito do tempo e do espaço? Nunca outra humanidade, tal como eles fizeram ao destruir a civilização que criaram, vai criar vida num planeta algures para depois a destruir,

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mesmo esse planeta contendo seres humanos? Ou querem eles dizer que as humanidades não representam perigo para outras desde que não as tenham criado?! E se os Elohim descobrem vida noutro planeta exactamente com e nas mesmas circunstâncias que a nossa na altura em que nos destroem, que teriam eles feito? Que tipo de sábios governa o planeta dos Elohim quando eles não sabem que é possível haver vida noutros planetas e que não será possível às humanidades espalhadas pelo universo serem assim criadas, porque eles não são suficientemente sábios para criar vida em laboratórios e viajar pelo espaço, enfim! Eu devo ser realmente estúpido por não conseguir compreender! Tudo isto é tão estranho, acreditavam eles na evolução, teriam eles religiões, como seriam eles realmente e filosoficamente antes de nos destruírem? Num dos planetas dos Elohim há a necessidade da existência de desportos muito violentos, nalguns destes desportos as pessoas lutam até à morte, por gosto, e assim há um equilíbrio planetário. No planeta dos Eternais, um outro planeta dos Elohim, não sei se há desporto. As mensagens dos Elohim dizem-nos indirectamente que através do raciocínio já conhecido na Terra por pessoas como Jean Sendy que eles são os nossos criadores, e Rael fala- nos do nosso futuro tecnológico como prova da verdade que dizem, nomeadamente os avanços tecnológicos e científicos envolvendo o ADN. Eu pessoalmente não compreendo o que nos é ocultado no que não nos dizem. É muito importante para mim saber se os Elohim seguiram ou guiaram a vida de Jean Sendy através da telepatia tal como fizeram com Rael! Digo isto porque ao ler Jean Sendy descubro filosofia no sentido filosófico da palavra, mas ao ler Rael descubro Jean Sendy e outros, e o que não é nem de Jean Sendy ou de outros não contem absolutamente nada filosófico ou fundamentalmente lógico no que diz respeito à filosofia em si, com a excepção da filosofia de um estilo de vida! Cita-se nas mensagens, eventualmente, alguns exemplos filosóficos de pessoas da Terra, mas sinto-me profundamente vazio e triste com a ausência de citações filosóficas dos Elohim e inéditas na Terra… A hipotética mensagem dos Elohim diz-nos que o infinito não nos permite perguntar acerca do início porque tudo sempre existiu, e tudo somente se transforma. Mas eu sonho o seguinte, e o qual não passa disso mesmo, de um sonho: a partir da nossa presente actualidade, a nossa humanidade continua a progredir, tanto tecnologicamente como espiritualmente; e doravante, daqui a uns milénios, estaremos tão inacreditavelmente avançados que nos damos ao luxo de criar um ADN energético através do controlo e sintetização da energia. Descobre-se uma outra dimensão que substitui de algum modo a antiga tecnologia da nanotecnologia, a nanotecnologia substituta do microondas, do fogão, do frigorífico; nanotecnologia a qual através da manipulação directa na estrutura dos átomos vai um dia sintetizar os restos de desperdício, o lixo, e outras substâncias, através de maquinaria, e de onde vai sair a comida pronta a comer com todos os sabores e todas as substâncias e ingredientes necessários ao bom funcionamento do nosso organismo. E assim cada vez mais testemunhava-se ao longo dos milénios todo o tipo de tecnologia a continuar a avançar cada vez mais rapidamente e chegando-se a um ponto onde existia todo o tipo de instrumentos ao dispor da humanidade. Por exemplo: em vez das pessoas se deslocarem em veículos muito rápidos ia haver uma tecnologia que nos permitisse deslocar de um ponto para outro através de energia controlada. Testemunha-se então que em vez de utensílios tais como os conhecemos hoje que tudo ia ser manipulado através de energia controlada. Assim, tudo o que for possível no futuro terá sido sempre também possível no passado, em teoria e filosoficamente, claro! Assim, negar-se a existência de uma consciência divina e universal é como negar-se a existência do avanço científico, tecnológico, e espiritual, embelezados de filosofia e utopia! Uma humanidade que atinja o “avanço” derradeiro, supremo, divino, onde tudo é possível de um modo omnisciente, omnipresente, e omnipotente. Uma humanidade que atinge a utopia tecnológica, espiritual, e principalmente filosófica, onde na qual se pode criar qualquer coisa, qualquer eventualidade, qualquer hipótese, com somente o poder do pensamento. Afirmo isto sem qualquer prova científica, mas sim e através da existência do pensamento! Mas o tempo não pode conter nem um fim nem um princípio, o tempo significa mais do que o próprio infinito, pois contém-no. O tempo é algo sem limites para todo o sempre e imortal. O tempo em si é Deus omnisciente, omnipresente, e omnipotente; onde qualquer teoria do Big Bang com um começo qualquer algures no tempo nada significa no seio do próprio tempo. Ao tempo tudo será possível realizar, mesmo o impensável e o impossível aos nossos olhos. Acredito que o pensamento é a resposta aos mistérios da vida, o poder do

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pensamento é ilimitado, é perfeito, mas está oculto dos homens e das mulheres da Terra há milénios! A força do pensamento, a força da filosofia, estão corrompidos há milénios, e há muita ignorância, e o Mal governa a Terra há milénios! A iniquidade está disfarçada de conhecimento e de honras, e o Mal tenta manter esta ordem de coisas para manter intacto o seu poder com todos os seus anjos negros! A democracia serve para aprisionar as pessoas numa mentira de liberdade, enquanto todos os que se autoproclamam fracções partidárias democraticamente eleitas não passam de um engodo numa armadilha onde a liberdade de se ser livre é somente para os que tiram a liberdade de viver bem à esmagadora maioria! Os poderosos do mundo são os donos da democracia, e lutam entre si, e legislam todas as leis civis e militares! O conhecimento está corrompido, a informação do Quarto Poder está corrompida! É- me impossível negar a existência de algo divino e eterno, uma consciência intemporal e universal, o Alfa e o Ómega; mas não porque necessite de acreditar em algo para me sentir reconfortado, mas sim por convicção a qual contribui para vencer o Mal, Mal o qual nos quer fazer acreditar que não podemos pensar por nós próprios e sermos donos do nosso próprio destino. Eu encontro a resposta de Deus em mim, para mim! Eu encontro as respostas políticas em mim, para mim! Sou contra todos aqueles que fazem parte da corrupção generalizada e que nos educam no sentido de se ter de ir votar num qualquer partido político actual para que possamos viver em democracia. Sou a favor do voto em branco generalizado, tal como eu voto, em branco, até que a maioria dos votos sejam em branco, o nosso sistema é terrivelmente corrupto e serve assim os interesses pessoais de cada um sem olhar a meios, principalmente um sistema fomentador de discórdia generalizada e descriminação social generalizada, onde a sociedade como um todo é refém dessa discórdia perpetrada intencionalmente por TODAS as forças políticas e outras semi-políticas actuais no poder, e assim elas próprias mantêm-se no poder e têm mais liberdade à custa de a quem tiram a liberdade de viver bem! Enquanto a raia miúda muitíssimo pouco informada, e corrompida, entretêm-se a protestar através de disparates sábios uso a expressão disparates sábios com muita ironia, e até talvez com bastante arrogância, principalmente porque tenho o mesmo direito que a maioria tem em meu redor no dia-a-dia, infelizmente. Por isso votarei sempre em branco, para contribuir para uma sociedade mais justa, para não dizer mais.

Arrogância?!

Principalmente não acredito que alguém se sinta ou ameaçado ou com medo deste livro, principalmente quando esse alguém se auto considerar dono de outra verdade qualquer… Seria no mínimo caricato que alguém se sentisse ameaçado com as minhas eventuais mentiras, porque no fim, a verdade, o senso comum e o senso crítico prevalecerão. Quanto aos grandes machões da sociedade, aos sabem tudo e aos arrogantes são os que estão mais à-vontade com este meu livro; porque são os que têm razão; senão não seriam como são, uma vez que são os melhores e os mais inteligentes.

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Conspirações e segredos

Assim eu represento o bem e o mal a beber veneno doce e amargo, dizendo-se que é a minha salvação. Vive-se em mim o contraste da nostalgia de um dia cinzento e frio, desejando ser primavera, como uma luz que explica o inexplicável em mim. As minhas palavras são um reino de paisagens abertas aos olhos. Os olhos são batalhas de sentimentos que se guerreiam entre si,

enquanto os sonhos desses sentimentos se interpretam no egoísmo dos demónios que trazem dentro deles. Um espírito que sente o mundo nos seus ombros, sitiado, é liberto a falar sozinho,

a falar apenas consigo mesmo e, considerado louco. Algo que o ódio e o falso profeta não

extingue. Conheço o demónio que odeia outras formas de amar, no seio do falso rebanho. O livro do amor e do ódio de dupla doutrina, onde não se discerne o bem do mal na grande lição da vida como um todo dos séculos. Em rebelião, mal reconheço O há dois mil anos esperado; enquanto quero acreditar que espero ainda outro Alguém, que quase me sinto transformar-me no que começo a reconhecer de mim idealismo. O, há muito aguardado por mim mesmo, começo a acreditar no insólito do meu próprio ser, Deus está no interior de cada homem, de cada mulher. Busco em mim as profundidades da verdade, sem ser Dele traidor. Sou profeta de mim mesmo, em momentos verídicos meus por onde caminho pelos trilhos da pura aprendizagem. Inúmeras leis e procedimentos que não compreendo traidores da humanidade. Busco-me a mim próprio por entre um idioma secreto onde mora a verdade de cada homem e de cada mulher livre, libertos do secretismo e da conspiração das seitas que buscam a nossa humilhação e escravidão sob os seus planos do egoísmo o do bem-estar dos somente seus. Sou um idioma que luta por uma tradução autêntica e fiel, planeando (planejando) jamais esconder a minha sabedoria à humanidade a que desejo a justiça em igualdade para todos e fraternidade minha única religião. Quando me olho no espelho que reflecte do lago, sem pedras que nele caiam, sou uma miragem ao longe do ser que gostaria cada vez mais de ser; apenas para lá caminho. Sinto-me como uma criança que quer dizer a verdade que os adultos ocultam. Sou uma criança transformada em adulto precoce. Herodes busca a vitória na minha morte. Sou o meu próprio dia do juízo final, quando os selos em mim quebram o silêncio. Busco os deuses dos meus sonhos, nos meus sonhos, onde os forço a ser como eu quero que eles sejam… Sou vontade própria em liberdade, do meu ser individual como um todo da humanidade, onde a humanidade sou eu, és tu, somos nós todos, como um todo onde não moram nem segredos nem conspirações contra o seu semelhante.

Dou-me título a mim próprio/a de verdadeiro/a Grão-Mestre…

Eu, o zé-povinho, de uma coisa, ou de umas tantas coisas, tenho a certeza: já houve muita gente que ao longo da vida me influenciou, naquele aspecto em que o que é bom permite-se que nos entre pelo ser adentro. O que não é bom é algo que nos influencia de uma forma avassaladora, ou seja, o que não é bom conquista-nos à força. Eu sou um pedaço de todos os outros que eu fui conhecendo ao longo da minha vida, mas sem haver perdido a minha alma, por assim dizer. No passado tive relacionamentos difíceis, complicados, mas também tive o oposto. Fui aprendendo

e desaprendendo, porque neste mundo há quem tenha boas e más intenções. No entanto, hoje,

sinto-me bastante equilibrado/da, porque momentos mágicos e pessoas cheias de magia ajudaram-me a apagar o livro negro das memórias, ou pelo menos compensá-lo. Após haver conhecido bons exemplos de pessoas e actos aprendi a aceitar estes mundos como evidência que

dá sentido esperançoso a um mundo quase sem sentido, onde espiritualmente, felizmente, não me sinto só. Apesar de tudo e felizmente sou ingénuo/a acerca de muito, devido àquela

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personalidade interiorizada (ou talvez meio genética, para se auto preencher de informação e conhecimento). Talvez um tanto filosoficamente indefinido, quero dizer: ainda a construir-me a mim próprio espiritualmente mais capaz… Eu/nós, alguém que afinal tinha capacidades, mas que não tinha meios ou alguém/algo que me explicasse, onde quer que fosse, empurrado assim como se para o lar do sem-abrigo. Quantas vezes me era relembrado que somente os outros é

que tinham capacidades, que somente aos outros lhes era legítimo ser a hierarquia, a autoridade,

a lei, através de fontes me exteriores que me anulavam a autoconfiança de acreditar mais em

mim próprio/a; e que me anulava a auto-estima. Auto-aprendi a aprender, o qual eu considero um sistema operativo, que ao longo da minha vida tenho vindo a descobrir em mim como um todo e como humanidade. Continuo a ser o antigamente de mim: onde eu pensava que sabia e estava certo/a acerca de muita coisa, para mais tarde descobrir que estava completamente e bastante errado/a. Em muito do que eu pensava ser conhecedor, eu era afinal apenas um/uma

grande ignorante. Sinto que não é somente um computador que hoje funciona com um programa

e amanhã já funciona com um mais avançado. O ser humano também pode ser mais avançado e

corrigir-se a si mesmo e ir adquirindo sempre novo conhecimento ao longo da vida. Hoje, eu não me importo absolutamente nada de haver sido muito ignorante no passado, acerca de muito,

e de até haver demonstrado isso; porque considero ser sábio a pessoa aceitar-se a si própria tal

como é e evoluir. Sinto que eu sou mais ao menos o hoje mais conhecimento do que o ontem. Gostaria de, amanhã, ser muito mais avançado do que o que sou hoje e sentir amanhã que hoje fui muito ingénuo e atrasado em relação a um mundo da humanidade que considero ainda não definido; o meu abstracto lugar no cosmos do dia-a-dia. Desejo encontrar inspiração nas pessoas que me rodeiam… Desejo também inspiração de mim mesmo em cérebros que não o meu, se tal for positivo, construtivo, benéfico. Não quero com isto pretender dar a impressão de estar a vender o meu próprio produto, ou seja: de estar a fantasiar ser mais capaz do que outras quaisquer pessoas. Não! Eu apenas tenho o direito à ambição saudável. Eu desejo obter um sucesso pessoal e o mais ilimitado possível e, apesar de considerar que ninguém é perfeito, e que com os erros se vai aprendendo a usar o arrependimento das vicissitudes do poema da vida; enquanto também jamais busco o oportunismo, o ser usurpador, o ser sem princípios, o ser sem escrúpulos, de maneira a obter o sucesso fácil e arrogante há muito, muito na moda. Digo tudo isto para quê, para afirmar que estou plenamente convencido/da que o verdadeiro conhecimento liberta o ser humano da sua própria escravidão psicológica, física e espiritual, ou por outras palavras: ignorância, respectivamente. Se esta verdade, conhecimento, me conseguir convencer de que poderei um dia morrer feliz como individual, mas eterno como raça verdadeiramente humana, então toda a minha vida não terá sido em vão e, terá sido um grande sucesso, isenta de fanatismo religioso, misticismo, superstição, mentira, falsidade, injustiça, segredo secreto, puro amor ao dinheiro, entre outras. Realização pessoal e enorme sucesso, quanto a mim, baseia-se em puro conhecimento da verdade e a partilha do mesmo como um todo e para todos e para o exclusivo bem-estar de todos a nível de consciência mundial, sem se esconder cobardemente atrás do secretismo como se baluarte de um futuro incerto se tratasse, especialmente quando

pensamos/acreditamos ser afortunados/das no seio do nosso conhecimento individual e no seio de uma qualquer irmandade que se autoproclama como sendo a verdadeira essência da vida como um todo. Assim proclamo que esse conhecimento que os falsos poderosos não conseguem

alcançar é a ambição da minha vida como um todo. Um mundo verdadeiramente iniciado compreende todas estas palavras aqui contidas, mas palavras totalmente imperceptíveis àqueles

e àquelas cuja sua sabedoria não passa de uma mera lavagem cerebral de interesses e puro amor

ao dinheiro individualista como um todo, tão assim por nós indesejado consoante as palavras

desta mensagem forem sendo compreendidas…

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Mais do que isto não consigo vos confessar…

Antes de continuar a fornecer palavras escritas a este livro gostaria de declarar que tão simplesmente como isso, que nenhuma entidade natural ou sobrenatural me disse através de quaisquer palavras ou outras quaisquer indicações para eu escrever este livro. Nenhuma entidade me declarou profeta ou o que quer que seja; no entanto, entidades desconhecidas e invisíveis, e semi-invesíveis, manifestaram-se a mim em pelo menos três ocasiões durante o percurso da minha vida até esta data (neste caso direi que quando olho para o céu e observo um avião que se desloca, para mim os pilotos do mesmo considero-os invisíveis porque não os consigo ver, embora neste caso os possa considerar como uma entidade conhecida). Apesar de se tratarem de entidades invisíveis, ou num caso bem específico, semi-invesíveis, manifestaram- se através da visibilidade do nosso mundo, mas também através de imagens ou projectadas directamente na minha mente ou projectadas através de um canal aberto entre diferentes dimensões, mas neste caso e exclusivamente para eu ver; ou através de uma tecnologia desconhecida para nós, tipo tecnologia espiritual, ou sobrenatural, através dos meus sentidos ultra-sensoriais (não estou a afirmar que sou dotado de poderes ultra-sensoriais, mas sim que foi através dos sentidos ultra-sensoriais dos seres humanos). Assim e através destas entidades desconhecidas e invisíveis eu testemunhei através da minha pessoa que no nosso planeta ocorrem manifestações tecnológicas tão avançadas que muitos de nós as classificariam como manifestações sobrenaturais ou oriundas de outros planetas onde existe tecnologia muito mais avançada do que no nosso próprio planeta, ou como algum tipo de tecnologia que os nossos Governos estão a esconder-nos, mas também classificarei uma destas manifestações como se tratando do “Grande Espírito Eterno, Omnipotente, Omnisciente e Omnipresente…” e podem-se rir à vontade de algo que jamais me rirei! Assim e devido ao diferente tipo de manifestações do tipo e do qual fui testemunha, eu classifico-as como sendo umas do tipo “físico” e outras “não físico”. Eu sou testemunha viva e directa de uma realidade, realidades, desconhecida para muitos: existe uma entidade, algo, uma inteligência, que tem o poder de nos manipular, de nos observar, e nos intrigar e afectar profundamente; e do qual a esmagadora maioria de nós não sabe o que é, incluindo eu próprio/a. Terrestre ou extraterrestre, ou divino, ou o que quer que seja, eu sei que é tão real como as palavras deste livro. Ao longo deste livro apresentarei o testemunho destas pelo menos três manifestações do qual fui testemunha e do qual partilho com todos vós. Todos vós sois livres de acreditar ou não acreditar no meu testemunho, em ambas as hipóteses não se sintam culpados do modo que sentirem em relação ao mesmo: quem vê por si próprio vê, mas quem não vê não pode ser obrigado a acreditar. Mas neste caso, ficar-se pela dúvida, já é um começo de grande sabedoria… Quanto aos que acreditarem nunca se transformem em fanáticos, e em vez disso, acreditem em vós próprios, acreditem que todos juntos somos capazes de tornar o nosso mundo num lugar mais belo e mais justo por iniciativa própria. As manifestações destas entidades desconhecidas aparentaram uma certa contradição entre si, é como se se tratassem de dois mundos diferentes, quando ainda não vi nada: ao que eu assisti só me deixou com esta pequena grande certeza: a dos objectos voadores não identificados, e a de uma dimensão como um todo universal onde reside uma espécie de “Grande Espírito Divino Universal”, de um grande imenso, imortal, eterno, poder espiritual absoluto. Se algo me conseguiu ludibriar, paciência, mas certeza do que afirmo tenho toda. Se por ventura existe tecnologia terrestre capaz de me fazer assim acreditar, de me fazer ter estas visões, então algo de muito sinistro se passa, enfim, a esse respeito certezas não tenho. Só vos estou a comunicar que algo se passa

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O meu aviso à humanidade dos verdadeiros homens e mulheres!

O conhecimento actual e universal, para mim, tal como o é normalmente compreendido,

concebido, é como um lugar algures no reduzido do conhecimento da nossa humanidade

incapaz de admitir a eventualidade, por exemplo, do Big-Bang, e todo o seu espaço de movimento de expansão possível, não vir a ser mais do que uma pequena gota de um oceano tão vasto, eterno, infinito, no tempo e no espaço, onde pode estar sempre a nascer e a morrer muito mais que triliões de biliões de Big-Bangs para todo o sempre! Limitar ou medir o tamanho do infinito é como limitar ou medir o que o pensamento pode pensar e buscar no mais impossível do impossível; porque nem o impensável mais doutorado cientista, ou profeta, vai poder impedir, travar, a livre expressão do meu pensamento; excepto através de drogas ou cirurgia, ou injecção de ignorância generalizada a qual felizmente me tem poupado, espero! E o que eu então pense, não passa disso mesmo, uma pequena partícula pensante, um minúsculo pedaço do universo… E é tão simples esta teoria como qualquer outra para nos explicar o que nos consome

na

certeza, ou incerteza? É o mesmo quando se afirma que o Big-Bang se forma de uma espécie

de

nada que dá origem ao tudo. O meu pensamento é como um fenómeno que permite a

existência do Big-Bang com o auxílio do eterno, do infinito, e que tem permitido a uma infinidade de triliões de biliões de milhões de anos ter criado muitos Big-Bangs anteriores ao

nosso Big-Bang, e se tal possibilidade for descartada então esqueço um Big-Bang então actualmente estudado, porque senão está em curso o estudo do “Grande Big-Bang Ultra Sobrenatural”. Deus para milhões, o Alfa e o Ómega, o Divino e Darwin, Elohim e a criação científica, o BigBang, uma espécie de Deuses na mente de homens que não se entendem numa

só voz dum planeta desgovernado! Certezas institucionalizadas em palavreados que defendem a

estabilidade emocional e financeira de cada um, individualmente, num mundo, numa sociedade canibalesca, principalmente onde reina o canibalismo económico e financeiro, onde reina a total anarquia! Mas pelo menos reina o ilógico o qual será positivo para que as mentes ilógicas e esquizofrénicas continuem à frente de todo o tipo de instituições governativas ou essenciais à engrenagem civilizacional e social e para daí o Mal retirar vantagens! Os homens mais poderosos do mundo e presidentes dos EUA tementes a Deus confessam-no ao mundo não confessando nada! Deus, que já tudo sabe, ignorantemente ou por engano, transforma-se em Adão e Eva ao comer desta maçã de conhecimento venenoso, sem ao mesmo tempo deixar de

ser em mim um Serpente inocente transformada na culpa de judas, através da sua própria Divina

Omnisciência falsa de Deus… Algo me vai mostrar algo que nem vou saber explicar nem compreender? Na ilógica do que julgo ser mais lógico até isso vão tentar roubar de mim, ou esconder acerca de mim! Não sou pior nem melhor do que qualquer outra pessoa quanto ao resto, não sou traidor de mim próprio, mesmo traindo o pensamento alheio! Vivo no mundo que ninguém pode negar institucionalmente, onde o falso é o verdadeiro e o verdadeiro é falso. Onde ambos são a verdade institucional contradizendo-se nas mentes de pessoas a sério, do mais baixo nível ao mais superior, e onde ninguém admite estar errado. Nações onde milhões de seres humanos descendem de um primata paralelas a nações que descendem de um Deus Divino e Sobrenatural. O caricato do absurdo dá origem ao conhecimento institucional e doméstico onde se é duas coisas defendidas com arrogância e cinismo, numa dimensão onde a disciplina da filosofia passa a ser um simples acessório muitíssimo ma l explorado e semi-obscurecido. Não admira pois a liberdade de expressão do capitalismo selvagem; ou a liberdade de expressão do ilógico selvagem e esquizofrénico; ou até mesmo a liberdade religiosa selvagem; ou o canibalismo social, cívico, filosófico, político, judicial, financeiro, institucional, de mercado, laboral, sindical, accionista, bolsista, entre muitos outros que nos afectam a todos como um todo. Não é de admirar pois a muita incoerência da mensagem dos Elohim apresentadas por Rael, apesar de conter conteúdo de muito boa qualidade e alguns muitíssimos bons conselhos. No entanto verdade se diga que as incoerências das mensagens dos Elohim relembram-nos da própria mensagem como algo para um mundo esquizofrénico poder minimamente compreender o seu conteúdo. Assim a mensagem pode parecer-nos uma mensagem constituída no seio do nosso mundo, onde reina a inconsistência, onde reina a ilógica e a ausência de uma filosofia no sentido utópico do conceito puramente filosófico. Este é o mundo onde reina a desconfiança de

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uma conspiração mundial com milénios de existência, uma conspiração com um objectivo antidemocrático com urnas de voto livre. Aqui no seio da total desorganização institucional e social também sucede algo inesperado e muito positivo, um sinal em como a inteligência humana contem o poder da transformação no bom sentido e no caminho certo: a INTERNET, algo que vai acabar por mudar o mundo, e é aqui que pelo menos se vai testemunhar a uma

verdadeira mudança democrática no que diz respeito à verdadeira livre expressão nunca antes alcançada! A INTERNET vai mudar todo o conceito mundial com a sua liberdade de expressão e a sua verdade disponibilizada para todos. É aqui que os esquizofrénicos já aqui citados e o Mal não vão ajustar contas! É aqui que nasce o facebook, entre outras redes sociais; é aqui que se pode carregar documentos (fazer o upload) para que todos os possam ler e tirar as suas próprias ilações! O mundo, apesar das minhas críticas, é/vai ser um lugar maravilhoso! Os canais de televisão acabam sempre a satisfazer interesses pessoais, mesmo os canais públicos. A INTERNET é algo maravilhoso, e os que usarem artimanhas para enganar o próximo e para esconder as suas mentiras vão ser os opositores à INTERNET tal como a conhecemos hoje! Graças à invenção do computador para uso pessoal, graças à internet, eu deixei de ser o silenciado/a e sem voz! Agora posso lutar por um mundo melhor a pensar em mim e a pensar nos outros! Mas há um senão, algo vai tentar controlar a Internet como um todo, e se conseguir, será o fim da liberdade de expressão como ainda a conhecemos; as constantes crises financeiras são apenas o princípio duma Nova Ordem Mundial liderada por uma organização criminosa que envolve todos os nossos Governos, sistema bancário, religioso e militar. O plano já está a decorrer na prática em múltiplos aspectos mundiais, neste momento os povos do mundo ocidental estão a começar a sentir a mudança, o povo já é uma espécie de raia miúda sem direitos, enquanto os Senhores da terra tomam todas as decisões, e aos poucos começa a surgir um novo poder através de uma política primária de controlo a todos os níveis social e

E este é o meu desejo, contribuir para um mundo melhor

económico, depois surgirá o resto

para todos, através da minha escrita… As hipotéticas mensagens dos Elohim não explicam o facto de algures no infinito do tempo e do espaço haver tempo e espaço mais do que infinitamente suficientes para que uma infinidade de civilizações que possam ter atingido o derradeiro avanço tecnológico, científico, filosófico, e espiritual sejam o testemunho do Alfa e do Ómega. Pois tudo o que for possível não o é sempre? Assim pode-se realmente negar a eterna existência de algo sagrado, pergunto?

Uma verdade inegável do meu conhecimento do mistério

Será por volta de meados dos anos 90 do século passado que descubro a hipotética mensagem dos Elohim, e nas quais redescubro muito do que já se encontrava algures no meu pensamento até então. Mas é num recentemente de há uns escassos anos atrás que redescubro numa estante em minha casa onde desde sempre guardámos livros, um livro da minha colecção pessoal e assinado por mim nos anos 80 do século passado: “Os deuses que fizeram o céu e a terra – o romance da Bília” de Jean Sendy. Compreendo então o porquê de eu já conhecer bastante acerca da mensagem dos Elohim mesmo antes de a haver descoberto em meados dos anos 90, e vai ser como um banho de água fria, fico pois chocado e confuso, vou-me lembrar pois de me sentir perseguido por forças misteriosas nos anos 80, por volta da época em que converso com os meus amigos de infância acerca das teorias de pessoas como Jean Sendy. Mas talvez aqui não passe de uma mera coincidência e de uma simples impressão minha quanto aos anos 80 e a essa perseguição, também logo após eu e os meus amigos de infância termos avistado o tal OVNI (UFO). Assim, será pois de extrema importância que eu forneça a seguinte informação através dos seguintes dados, o qual contribua para uma boa estabilidade psicológica e mental, e para que a livre expressão respeitante aos prós e aos contras seja devidamente respeitada em prol de

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toda a verdade ou não, ou em nome do direito do benefício da dúvida respeitante ao mesmo; ou por outras palavras, uma espécie de antídoto onde Rael é hipoteticamente desmascarado. Mas para se obter tal têm-se de digitar na barra de busca da internet o seguinte e sem erros:

Raelian.com:Testimonies by ex-Raelians.

Porque não hei-de ser um filósofo/a?! (Todos o podemos ser!)

Eu não sou anti-religião, pelo contrário, eu sou o primeiro a defender todas as religiões como um todo, mas também sou igualmente capaz de amaldiçoar muito do conteúdo religioso mundial como um todo, especialmente quando o conteúdo colocado em questão atrofia e obscurece as mentes dos fiéis. Pessoalmente sou da opinião que um certo grau de receio do

desconhecido, do castigo, instituído pela religião, até seja benéfico. Mas o fanatismo religioso e a ignorância religiosa transformam ideias em actos de horror que nada têm a ver com humanitarismo, pois a filantropia não se pode mascarar de religiosidade onde um desesperado palestiniano se transforma numa bomba humana que vai assassinar indiscriminadamente. Pessoalmente sou contra a pena de morte, e é o que bastará para não entrar em ma is polémica! É claro que um palestiniano tem o direito à sua autodeterminação e à sua pátria independente, do mesmo modo que o tem um israelita. Quando dou como exemplo estes dois povos interligados desde a antiguidade, refiro-me a todos os povos do mundo. Acredito do fundo da minha alma na defesa da tolerância racial e religiosa, os diferentes povos da Terra merecem um jardim terrestre onde sejam flores cultivadas. A religião por vezes é algo magnífico em alguns aspectos quando defende a justiça e a dignidade humana, assim como a vida humana, ou a vida de todos os seres vivos, ou a Terra-Mãe; mas a religião também representa em muitos aspectos o abstracto da sua própria hipocrisia e incoerência. Se por exemplo eu fosse do sexo masculino ou de qualquer outro sexo e muito zeloso dos direitos iguais para todos, acabaria a valorizar muito um princípio religioso, a reencarnação. Refiro-me aqui àquela reencarnação que nos ensina que antes de sermos o que somos nesta vida já teremos sido uma planta, ou um qualquer outro ser do reino animal, ou outra pessoa de outro sexo. É aqui que algumas religiões apresentam respostas espirituais e filosóficas muito interessantes, e eu como um ser humano sexual e espiritual (espiritual acima de tudo) acredito plenamente que uma mulher tem os mesmos direitos que um homem. Então porque tem de ser uma mulher julgada pela justiça dos homens quando em toda a verdade devia de somente ser julgada pela justiça das mulheres quando o crime a considerar é o aborto. Se o aborto é pecado é um pecado retirado aos homens pelas suas mulheres, pois as mulheres não pediram para nascer mulheres ou vice-versa. Para a humanidade poder julgar de plena limpa consciência, e poder ser a primeira a atirar a pedra, todos os seres humanos de ambos os sexos deveriam ser constituídos de uma anatomia que tanto permitisse engravidar aos homens com às mulheres; assim os homens já teriam o direito de também julgar os seus corpos

e não o direito de retirar o direito a cada um de fazer o que bem entender com a sua vida e os seus próprios corpos. Uma mulher tem o direito de desfrutar de uma vida sexual sem ter de suportar uma gravidez indesejada, pois o homem também tem esse direito. No reino animal a natureza produz muitos abortos naturais, espontâneos, e nesse aspecto os humanos não escapam

à regra, ora um aborto espontâneo e indesejado não é culpa de ninguém, mas não deixa de ser

um aborto, independentemente da categoria em que se caracterize; de quem é a culpa no caso evolutivo das espécies ou no caso da criação divina ou científica válida com todas as suas implicações filosóficas ou outras? Além de mais, vai haver mulheres que morrem ao

submeterem-se aos abortos ilegais e sem assistência médica, e em vez de uma morte teremos duas a lamentar; mas neste caso específico cabe talvez aos médicos decidir quem vai ter de

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pagar por estas mortes, principalmente os médicos objectores de consciência que se recusem a praticar abortos, ou não, porque o direito de objector de consciência é um direito fundamental. Em países diferentes o prazo para o acto do aborto legal é diferente, e diferentes cientistas têm uma opinião diferente entre si acerca do feto representar ou não um ser vivo ou não completo. Pessoalmente não sei o que pensar acerca do feto ser ou não um ser vivo dentro dos diferentes prazos da legalidade do aborto em diferentes países. Pessoalmente considero que o feto é o que todos já fomos para podermos existir tal como somos, mas pergunto: há estudos científicos que comprovem que alguém se consegue lembrar se enquanto feto sofreu, sentiu, pensou, sentiu alegria, prazer? Haverá sempre dilemas a ponderar acerca dos sentimentos dos seres que não têm voz, enquanto a ciência não resolver todos os problemas pendentes, pois a esmagadora maioria tem culpa no cartório; pode-se pois, por exemplo, ser-se cruel ao criar-se milhões de animais que irão ser brutalmente chacinados para a cadeia alimentar humana. Não vou ser eu a lavar as minhas mãos dizendo que eu não chacino os animais que como, pois não passaria do maior hipócrita e cobarde ao de cima da Terra. Claro que não os chacino, mas como-os, graças aos que os chacinam por mim. Por isso o nosso mundo ainda tem muito que mudar, até que possamos nos alimentar com substâncias ainda mais saborosas e mais saudáveis do que as fontes alimentares actualmente disponíveis, substâncias não oriundas nem de plantas nem de animais, mas oriundas da tecnologia que um dia substitua a nossa agricultura, a nossa agro- pecuária, a nossa pesca, a nossa caça. As plantas vão buscar o seu alimento ao sol e aos sais minerais da terra, e os animais que comemos vão buscá-lo às plantas, e a tecnologia vai fazer o mesmo em nosso favor sem ter de se recorrer ou às plantas ou aos animais; ou a qualquer fonte consciente ou susceptível de sentir sofrimento. Mas então vai ser necessário repensar e estabilizar o ecossistema, mas certamente há algures uma resposta para tudo. Uma dimensão superior, um mundo espiritual e perfeito está há muito presente na mente dos homens e das mulheres, e eu até sou capaz de compreender o porquê dessa aspiração, pois também é a minha em certo grau. Porque não imaginar-se uma civilização ou dimensão superior onde qualquer vestígio de sofrimento ou dor infligida será um acto tão fora do lugar, tão longínquo e insólito, que desportos violentos até à morte serão actos completamente incompreendidos da pior barbaridade alguma vez concebida… Depois, os habitantes do planeta dos Elohim, onde se praticam tais desportos de extrema violência, além de conhecerem a nossa realidade violenta, ainda os têm de praticar para encontrarem paz interior? Na verdade quis chegar a este ponto devido ao facto de na eventualidade das mensagens apoiarem o aborto. Jamais serei o primeiro a lavar as mãos da prática do aborto, e jamais poderei ser contra a legalização do aborto nesta dimensão abstracta em que vivo, porque sou um ser responsavelmente responsabilizado! Afirmo tudo isto não deixando porém de ser um “hipócrita refém” desta realidade em que vivemos, porque ainda assim sou contra o aborto em si sem julgar qualquer mulher. Talvez um dia seja possível a não existência do aborto através de outras regras e medidas a tomar através de meios científicos e tecnológicos, mas por enquanto teremos de saber viver o melhor possível com o que temos e com os contraceptivos existentes. Sinto em tudo isto uma interligação humanitária pouco estudada e divulgada, porque tudo o que contribuir para a preservação da nossa humanidade como um todo será algo de salutar. Afirmo isto porque se o nosso mundo deixar de ter condições sustentáveis de habitabilidade para uma vida digna e sem sofrimento generalizado, e aumentar-se a subalimentação, a fome, as guerras, a pobreza e miséria social, a morte prematura por falta de meios e condições, entre outras causas; e além de todas essas coisas indesejáveis; vai haver também certamente mais abortos espontâneos. No pior dos cenários poderá surgir uma instabilidade mundial indesejada sob a ameaça de um poderosíssimo arsenal atómico mundial. E qual o maior mal e mais ameaçador à estabilidade mundial, certamente a explosão demográfica no que diz respeito ao excesso de população! Há quem se preocupe com a baixa natalidade nos países ocidentais, nomeadamente em Portugal, mas esquece-se que a população da Índia, por exemplo, para não falar doutras nações, está a aumentar a uma velocidade que se nada o parar, dentro de algumas décadas será pior do que uma bomba atómica! Algo que irá trazer enormes consequências nefastas, tais como para o ecossistema, e para a sobrevivência do mesmo, entre outras, não só para a Índia mas como para o resto do mundo e das quais seremos também reféns a muitos níveis. O excesso de população apenas alimenta a especulação empresarial e a ganância a muito curto prazo até à explosão final ou

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guerra de grandes proporções e consequências. O planeta Terra não tem recursos infinitos para sustentar a ganância e falta de escrúpulos humana demográfica. Neste aspecto, a China, com todos os seus controversos atentados contra os direitos humanos está no entanto a usufruir de uma estranha e também controvérsia sabedoria que certamente nos beneficia a todos. A China viu-se compelida a tempo de se salvar neste aspecto demográfico, e neste aspecto e para o bem mundial será bom que a China continue a controlar a sua natalidade demográfica. É bom que se compreenda que quanto à democracia ainda há muito a compreender! Neste aspecto demográfico, na minha humilde opinião, a China está a dar um grande exemplo ao mundo de ditadura democrática onde ainda não se descobriu o que será melhor para o povo e para o mundo! Pois está mais do que provado que o mundo democrático não respeita a democracia nem sequer a vontade do seu povo, onde se pedem sacrifícios aos pobres e o qual enriquece cada vez mais os mais ricos e poderosos! Assim, estes dois estilos políticos representarão a capacidade do mundo vir a decidir com sabedoria o seu futuro para o bem da humanidade como um todo, em vez de separados representarem uma espécie de anarquia canibal mundial. O sistema actual de aproveitamento e gerenciamento de recursos do nosso planeta não permite o aumento populacional desenfreado sem consequências nefastas.

Pequenos grandes segredos da humanidade

A nível pessoal e na fase psicológica e intelectual em que me encontro neste preciso ano de

2011 sou um ser religioso de livre expressão total, ainda com muito a aprender, ainda com muito a compreender, mas o mesmo nos meus ideais e princípios, convicções e civilidade, e cidadania responsável; e cometerei erros e tentarei aprender com os mesmos seguindo sempre em frente! A minha religiosidade e filosofia de vida obriga-me a ser honesto comigo próprio e com o mundo. Tenho estudado aqui e ali pedaços da história da humanidade, por minha conta, e tenho descoberto que ao longo dos milénios, e através das diferentes culturas do mundo, a história de Jesus não é a única. E não estou a falar de qualquer ligação com a cultura judaica ou cristã, estou a falar de culturas e religiões distintas entre si e anteriores ao domínio judaico, milénios antes do hipotético nascimento de Jesus. E as lendas antigas destas culturas muito antigas trazem-nos vestígios de momentos religiosos importantes da sua história, em que há um filho de um Deus e de uma virgem, ou somente filho de uma virgem, que a dado momento da sua vida é sacrificado; tudo isto aconteceu, segundo factos puramente históricos, muito antes da existência da civilização romana. Estas lendas pertencem a povos de vários continentes.

Confesso, no entanto, que tenho já lido muitas passagens do Novo Testamento, e nessas passagens encontro um homem com amigos, passagens as quais com uma mensagem de esperança e de amor ao próximo que mesmo nos nossos dias nos consegue dar lições de moral. Há dois mil anos atrás onde ocorrem tais eventos de um modo ou de outro, ou onde há tal intelecto com a vontade de o descrever, só em si consiste numa revelação maravilhosa em muitos aspectos. Mesmo que a história tivesse a capacidade de reescrever-se a si própria, a realidade é o facto de que houve há dois mil anos atrás pessoas que escreveram textos para servirem de exemplo ao bem comum e ao bem-estar do seu semelhante. Testemunha viva de que ao longo dos milénios existem pessoas muito civilizadas, pacíficas e de boa conduta, de bom senso, e exemplos de verdadeira amizade e amor; e isso dá-nos que pensar… Intervenções divinas? A condição humana é muito abstracta e misteriosa, pois podem representar doze, ou vinte, ou mil, mas há alguns milénios atrás e em sociedades consideradas primitivas e violentas encontram-se fortes vestígios de pessoas mais civilizadas e mais empenhadas no bem comum e

no interesse comum e mais altruístas do que os nossos políticos, ou do que todos aqueles que se dizem ao serviço do povo, se por ventura as condições de vida de há dois mil anos atrás eram

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realmente difíceis e consideradas muito pouco instruídas e civilizadas… Considero-me um ser religioso cristão, pagão, budista, e mais… Amo sempre a natureza e faço sempre o possível por respeitar a Terra-Mãe!

O caos total dos sábios

Sinto-me ensonado/a, mas os meus olhos querem-se abrir. “Viajo no tempo, contemplo o início:

não existe nem tempo nem espaço nem matéria ou quaisquer gases ou energia, de qualquer tipo, para ocupar qualquer tempo ou espaço; algo que está provado cientificamente, segundo alguns dirão. Agora, o nada absoluto transforma-se na ilusão do big bang miraculoso. Uma macro explosão universal manifesta-se omnipotentemente, omniscientemente, omnipresentemente: eis Deus que se ergue e intervindo, nesta colossal explosão de luz originadora de vida. Contemplo um Deus que esteve adormecido no inexistente, mas que agora acorda de um local sem sonhos para se sonhar. Contemplo o derradeiro milagre, Deus descobre-se a si próprio, criando o homem à sua imagem e semelhança. Um grau desconhecido de compreensão está a inundar o meu ser; Deus confessa-me que sem mim, sem uma humanidade à sua imagem e semelhança, não existiria senão somente para si próprio, sozinho, num universo, numa dimensão, desprovido de quaisquer sentimentos ou razão de ser. Uma existência de Deus sem qualquer significado para o que ou quem quer que fosse, incluindo o próprio Deus: sem nada para salvar, guiar, ensinar, expulsar, castigar ou amar. Mas, eis que surge algo diante dos meus olhos, Deus rodeado por consciência extraterrena: anjos, muitos anjos, que descem dos céus. Afinal Deus não estava sozinho antes de criar algo à imagem e semelhança. Deus usa entidades extraterrenas para interagir com a humanidade, como se de uma omnipotência com limites se tratasse. Estes anjos, estas entidades, têm vontade própria, como se no reino dos céus a derradeira presciência de Deus não fosse lei absoluta. Contemplo estes anjos, estas entidades, lá no Céu, com vozes discordantes entre si e para com Ele, acerca da nova criação. Deus é uma velocidade da luz que na tempestade universal não consegue manter a sua própria trajectória. Sinto-me perdido, nesta minha lentidão que não escapa à velocidade gravitacional. Tudo é energia e matéria ao mesmo tempo. Um buraco negro, uma armadilha, onde me observo a penetrar na incerteza. Sinto-me prisioneiro na velocidade deste colossal buraco negro; tento escapar agarrando-me a uma corda feita de velocidade de luz, mas a corda transforma-se em lentidão, a corda é uma ilusão sem qualquer velocidade que me liberte. Estou aprisionado na lentidão do desconhecimento veloz. Contemplo equações matemáticas que se inventam para se explicar o fenómeno que se mantém, contudo, inexplicado. Nascem sábios sem o ser. Contemplo um universo em forma de poço infindo de possibilidades que se misturam nos ingredientes de si próprios e, em si próprios se transformam no inexistente sempre possível, e é por isso que eu existo. Avisto as fontes da existência que não é inexistência. Deparo-me com algo que se diz ser tudo o que era antes de existir, e que já o era e sempre o será. Oiço gritos histéricos e murros nas mesas de conceitos científicos, num dialecto infantil; vislumbro a separação do divino do humanamente consciente, num abstracto que se contradiz. Mãos invisíveis despem-me de conhecimento, nas suas máscaras de um carnaval arrogante, que se celebra no dia um de Abril. Brinca-se aos deuses. Algo se inventa no escuro do céu e que se descortina através da luz do fogo-de-artifício; um balão luminoso onde tudo existe, um balão furado, por onde se escapa o Alfa e o Ómega: um paralelo, uma outra dimensão, que se finge compreender na mente de algo que prova a existência de um novo conceito de Deus, que tudo transforma em possível. Contemplo a imensidão inalcançável da enorme proporção de todos os recantos do universo onde a existência

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da vida humana, tal como a conhecemos, é impossibilitada de existir, essa derradeira percentagem. Por entre tanta mistura de hipóteses e de probabilidades infindas, vislumbro ali e acolá, planetas terras, onde residem culturas humanóides, ou com condições para a existência de vida à espera de serem descobertas. Contemplo uma coincidência impossível de ser, se entre tantas possibilidades e realidades tão diferenciadas umas das outras, não existisse a nossa própria possibilidade e realidade de existência. Os ingredientes embutidos na inteligência humana são como um poço universal infindo de possibilidades que se misturam e se conjugam entre si. Deparo-me com o universo que é um deus verdadeiro. A minha existência é uma consequência que prova a existência do infinito… Universidades desuniversidadas, caos, anarquia, ignorância. Deparo-me com contradição após contradição que disfarçadamente se encobrem a si próprias. Inventam-se explicações demoradas, enfadonhas, em labirintos literários; que conduzem o leigo á frustração, ao desinteresse, à prostração, à descrença, à lavagem cerebral, à total ignorância. O mundo que se transforma num lugar mais ao menos seguro, consoante os interesses. Eis que leis artificiais transformam o mundo em propriedade privada de somente alguns detentores do poder; limita-se a liberdade de pensamento. Falsas teorias sobrevivem à luz do dia… Falsos sábios que se protegem por detrás de alegres subsídios. Anseia-se pela honestidade de pensamento científico, esse dia ainda distante, filosófico. Sente- se a arrogância desproporcionada. Contemplo vaidade infundada, nada mais do que isso, orgulho mascarado de verdade. Inventam-se equações matemáticas que provam a inexistência do infinito e a existência do inexistente. Viajo à velocidade da luz, sinto-me um falso viajante do tempo. Sinto a expansão do universo que ultrapasso sem velocidade suficiente para ir mais além. Sou prisioneiro numa explosão de luz que se apaga num tempo que não viaja. Vislumbro uma equação matemática que prova a existência de um novo conceito de Deus que tudo transforma em possível: essa mesma equação que prova a impossibilidade desse conceito de Deus que tudo transforma em possível haver criado vida inteligente noutros planetas, noutras galáxias. Equações matemáticas engrenadas na infalibilidade matemática, esta ciência que tudo explica com uma precisão cirúrgica. Está provado que o planeta Terra é o centro do universo, uma encruzilhada de conhecimento difícil de se contraditar, sem dúvida. Vislumbro a luz que viaja em si própria e acesa eternamente. Sou velocidade da luz que se extingue ao final do túnel da expansão. Viajo à velocidade gravitacional de um buraco negro, quando chego ao meu destino já não existo. Sinto-me cegado por esse brilho aprisionado da luz dessa luz eterna. Sou velocidade da luz constante. Sou um big-bang transformado em mensagem em torno de si próprio como uma luz apagada, como uma luz aprisionada em algo mais rápido. Com o orgulho ferido, sinto à minha volta um ódio qualquer. Deparo-me com um universo que se expande pelo vazio do inexistente. Contemplo um universo que não se pode expandir para sempre, o universo dos universos, uma equação matemática prova-o: essa massa originária do big bang que se expande, que cria vida, e não é por ser finita: o vazio do inexistente que admitiu a explosão universal, e que não representa o infinito, tal como se prova com a dita equação… Sinto-me vaguear pelo infinito do tempo sem tempo algum, no infinito físico do universo, quando ambos me gritam a mesma coisa. Viajo num tempo pelo tempo que não encontra qualquer destino, paragem, de onde se possa regressar. Sopro luz em baforadas que se extinguem, quando deixo de soprar o que o meu Pensamento supera velozmente. Escuto um silêncio, o mundo transforma-se em surdo-mudo. Ultrapasso a velocidade do som que se ouve. Ondas gigantes sonoras que me ultrapassam sem que eu as ultrapasse, ruidosamente silenciosas. Estou rodeado de luz; através da escuridão avisto ilhas distantes de luz próxima, que a subjectividade e relatividade da minha visão classifica de micro-luz e macro-luz, em toda a sua dimensão. Vislumbro, ainda, algo que transporta esta minha luz interior mais lentamente que o meu, pensamento, que tudo conceber e alcançar lhe é permitido. Transformo luz em som que ultrapasso: visiono um som colorido nas vozes do silêncio de outras galáxias. Contemplo a infinidade constante do tempo antes do tempo do big-bang, com triliões de biliões de vezes mais tempo decorrido do que o tempo que o big-bang levou a chegar até aos nossos dias: uma infinidade de tempo com tempo infindo de haver criado as condições que originaram o nosso big-bang, biliões de milhões de vezes sem conta. Vislumbro uma nova equação matemática, conveniente, que provará que o tempo é finito. Lá longe, ali tão perto, contemplo, derradeiramente, qualquer noção que seja de informação que excede a própria velocidade da

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luz. Noção esta que existe nos parâmetros do interesse e da contradição. Uma noção sem direito à existência mas, que tem direito à existência, que somente por si se explica. Colossais telescópicos, cientistas, que vendem informação à hora: acerca de coisas a anos de luz de distância; afirmando-se e negando-se a existência do mesmo, a horas intervaladas pelos anos. Maquina-se o insólito, afirmando-se que nada é mais rápido do que a velocidade da luz. Vende- se tanta informação que já não existe, ou, se existe, vem com muitos anos de luz de atraso, o que, percorrido a uns meros dez mil quilómetros horários, leva a chegar até nós milhões de anos; qualquer imagem, som, radioactividade ou quaisquer outras: informação acerca do espaço sideral. Sinto-me como num carrossel gigante: nuvens de galáxias que giram em torno de si próprias e interligadas entre si, em colossais espirais ultra galácticos. Até parece, as galáxias, estarem a afastar-se umas das outras, ou em rotas de colisão; somente porque o infinito se interliga entre si nas múltiplas existências na simplicidade do ser e do existir que formam um- só-ultra-dimensional. Contemplo, contudo, esta impossibilidade, pois já se inventa uma equação matemática, e leis da física, onde se prova que tudo isto não pode estar a acontecer. O fim do ultra-múltiplo espiral galáctico, muito mais distante e mais veloz, de algumas interligações galácticas, onde cientificamente se prova a incerteza, seguramente. Vislumbro grandiosos cálculos matemáticos à descoberta de novas equações precisas: cientistas que se parecem entreter com os múltiplos big-bangs desta eventual nossa existência e, através destes, contemplo uma qualquer e descontraidamente, assim por dizer, pausa de uns quaisquer ou meros dez milhões de anos de intervalo entre dois big-bangs. A idade do universo tanto pode ser de uns tantos dez milhões de anos ou quinze, ou até mesmo vinte. A idade do universo também podia ser de uns vinte e cinco ou trinta milhões de anos, desde que seja a comunidade científica a decidir, como é legítimo e lógico. Não importa que não se tenha a certeza, uma vez que a certeza é algo que não se tem acerca do quer que seja; dentro e fora do mundo científico. Mas a boa nova é a de que tudo é garantido cientificamente, quer seja certeza ou incerteza; ou por outras palavras: mentira ou verdade, verdadeiro ou falso testemunho. Contemplo rios de dinheiro, revistas científicas, teorias dadas como sendo as verdadeiras, constantemente anuladas e substituídas. Contemplo milhões de pessoas que morrem de fome e de doença no mundo real, e milhões de dólares gastos em telescópicos Huubblees e outros, totalmente descartados pela nulidade de seus dados anteriores, falsos, enganosos, ou muito mal interpretados. Contemplo um enorme placar, que diz: ‘precisa-se de cientistas para se acabar com a fome, com a doença e, já agora, com a guerra; no mundo da real falta de inteligência’. Sinto-me mergulhado em anarquia sábia. Contemplo segredos há muito guardados com sete chaves falsas:

fósseis de espécimes de criaturas com aparências de primatas e de outras, que aparentam ser da família dos mamíferos, lado a lado com os fósseis de dinossauros, e lado a lado também com fósseis de criaturas voadoras com corpos cobertos de penas. Leituras de radiação com carbono catorze em locais, vezes sem conta, contaminados, metamorfoseados, por diversas calamidades, ao longo da história, num jogo de reviravoltas e vicissitudes jamais considerados ou tidos em conta. Sinto o meu conhecimento tradicional transformado em mentira. Contemplo multidões e interesses cegos pela fé de um deus que se sabe não existir: adora-se a manifestação de loucura que dá sentido à vida. Verdades escondidas subconscientemente, fugindo à realidade. Contemplo seres que não conseguem enfrentar-se a si próprios: prisioneiros de fragilidade espiritual. Pessoas descrentes de si próprias. Jornalistas escolhidos a dedo, onde nem tudo pode ser notícia; jornalistas profissionalizados em ultra superficialíssimo e ignorância generalizada. A inquisição moderna transforma-se em futura evidência de obscurantismo, confirmado por factos históricos. Observo ao longo dos milénios milhares de autores impedidos de publicar conhecimento e verdade. Suas obras convenientemente modificadas, corrompidas, pelo estabelecimento. Escuto histórias parcialmente relatadas, enquanto grandes autores nascem, plagiando; enquanto os verdadeiros são ocultados ou acusados de plagiar.” Acabo de acordar. Que sonho! Que confusão de pensamentos!

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Quando avistámos um OVNI (UFO), e consequências várias…

Estamos no ano treze, somos amigos, de infância, é claro. Já é noitinha, aqui no bairro do Alto dos Vendavais; estamos a avistar luzes no céu, misteriosas, em simetria e em torno de uma luz central, em tons laranja e vermelho. As luzes seguem uma rota longa e numa curvatura sem qualquer ruído. As luzes estão agora a virar-se na nossa direcção, numa trajectória recta que se aproxima. Espantados e de boquiaberta, estamos a dizer uns aos outros: «Seres celestes não identificados!» Acabam de passar uns instantes e, as luzes acabam de se aeroaparcar exactamente por cima de nós sete sem um único ruído. Estamos a olhar para cima, completamente estupefactos, nem queremos acreditar no que se está a passar. Agora, repentinamente, estas luzes simétricas entre si num círculo, apagam-se, ficando apenas acesa a luz central, aqui mesmo por cima das cabeças de nós sete, durante estes escassos minutos. Agora, este misterioso coche voador dispara-se a si próprio como uma bala luminosa, a uma velocidade aterradora, inacreditável, em direcção ao espaço sideral: esta luz que está aqui mesmo por cima de nós, subitamente, transforma-se, literalmente, numa luz de relâmpago, como se em linha recta e muito longa que, lá bem no alto e, afunilando, toma a forma de uma curvatura em direcção ao espaço distante. Desde que a luz se situa aqui mesmo por cima das nossas cabeças e se transforma na faísca de um relâmpago recta e, por fim, curva e ao sair da nossa atmosfera, realizar-se-á em muito menos de um segundo. É como se desaparecesse mais rapidamente do que a própria luz que deixara para trás. Inacreditável, somente presenciado para se compreender que se tal tecnologia fosse terrestre, então a vida, aqui, em todos os seus aspectos sociais, políticos e religiosos, e outros, seria inevitavelmente e derradeiramente muito diferente. O impossível que afinal é possível. Tudo isto testemunhado por nós sete, embora, entre nós sete, uns compreendam melhor do que os restantes, o que se está a passar. Nós os sete somos: eu (Margram); Irmão; Zépalmas; Palminhas; Joca; Joquinha e, Zezó; (que, com o passar dos anos e, devido às vicissitudes da vida ou, às estranhas intempéries da vida, tornar-nos-emos como se desconhecidos uns dos outros e, por vezes, com divisões físicas entre nós de centenas e até mesmo de milhares de quilómetros, assim mergulhados numa conspiração de silêncio e tabu, como que se, para que nada se houvesse passado). Mas, agora e logo após havermos avistado este veículo celeste não identificado: esta luz que se fora num relâmpago, estamos a começar a subir uma rua aqui mesmo no centro do bairro, numa zona ainda com muitos lotes sem casas e cheia de árvores e que, (daqui a uns anos será um aglomerado de novas vivendas). Estamos a subir esta rua num tom de conversa em alvoroço e, agora, subitamente, estamos a avistar um conhecido nosso aqui do bairro, que está a descer a rua na nossa direcção, correndo. É Julázio, que agora ao avistar-nos, pára, e agora andando devagar ao nosso encontro, a olhar-nos e tentando perceber o que se passa. Estamos a dirigir-nos a ele, ainda em alvoroço e entusiasmados. Estamos a relatar-lhe o sucedido. Julázio está a dizer-nos que também avistou o mesmo fenómeno das estranhas luzes silenciosas em tons de laranja e vermelho, e simétricas entre si; no bairro vizinho, Vale de Marcos, há já alguns bons minutos atrás; onde uma pequena multidão se juntara a contemplar o fenómeno. Julázio e a pequena multidão em Vale de Marcos apenas viram as luzes a deslizar pelo céu em linha recta, deslocando-se para norte.

«Quem são estes putos, quem pensam eles que são?! Sem dispendiosos e complexos aparelhos científicos; sem títulos nobres, e que afirmam ser testemunhos vivos de objectos celestes não identificados. Ainda se fossem milionários excêntricos, que certamente pagariam milhões para serem eles os privilegiados de tais testemunhos! Estes putos não compreendem que somente nós, os poderosos, os doutores, os cientistas, os religiosos, o exército, os meteorologistas, os astrólogos, a Maçonaria e os restantes entendidos acerca de fenómenos, é que sabem o que estes putos viram ou não viram. Passamos anos nas escolas académicas do sistema, de engenharia, ciência, religião, reuniões secretas, etc. para estes putos virem agora desacreditar e desafiar os nossos conhecimentos superiores, com histórias da carochinha!»

A religiosidade de nós sete está a transformar-se num tornado de ideias que buscam respostas que o mundo se recusa oferecer. Eu já me sinto totalmente apartado da irrealidade, esta

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realidade que é a realidade do sistema imposto. Sinto-me encurralado em ser duas espécies distintas em ser humano. Há-os que são descendentes de chimpanzés, de gorilas, de baleias, de ursos, de golfinhos, de formigas e do Deus único. Depois há um tal senhor Neandertal, o tal cérebro gigante, que se nascesse com uma enorme cabeça, a sua progenitora teria com certeza um pélvis maior do que a mulher actual e ancas mais largas. Um desafio á física do ser

mesquinho e dos sabem tudo, que arranjam sempre explicações para o que verdadeiramente não sabem explicar, no seio da contradição das suas teorias. Crias de espécies que aprendem com os seus progenitores a lição da vida que jamais evoluirá em termos de evolução, das espécies. Dentro dos animais irracionais há-os também de duas espécies: há os que se enquadram automaticamente na natureza circundante e em total harmonia com a mesma; e há-os que mesmo parecendo o leme do mundo, quando o são, são tão cegos pelo seu egoísmo, arrogância, ganância e tamanha falta de orientação e formação moral, psicológica e filósofa, que atingem o ponto de destruírem a natureza fonte da sua própria sobrevivência, ou certamente a dos seu descendentes e semelhantes. Ao mesmo tempo afirmam ser donos das suas mais variadas verdades; que não são, afinal, verdades por convicção, mas sim verdades convenientemente camufladas de enganosa cobardia. A grande maioria das pessoas não se atreve a pensar, fazem parte de um todo ilógico que sofre as suas próprias consequências brutais. Sinto-me a outra terceira segunda espécie, aquela espécie que se arquitecta a si na busca do divino em si própria e

no infinito. Ao mesmo tempo busco a comunhão com os deuses e todos os demais seres celestes

não identificados benignos de todos os tempos passados e futuros, de um tempo omnipresente em todas as diferentes épocas. Começo a conhecer um vazio profundo na mentalidade dos filhos do deus irracionalmente ilógico. Começo a conhecer os filhos da evolução Darwinista que não teve tempo para ensinar a própria natureza a ser natureza em harmonia consigo própria na pura lei da sobrevivência. Começo a contemplar a obra dos homens que cometem erros crassos ao longo da história mundial, num cérebro desde sempre programado na capacidade de ser o que

quiser ser; um cérebro já completo, independente, de vontade própria, que usa apenas para seu próprio proveito, quando à sua volta pôde sempre criar um paraíso ou um inferno. Tal como a presente história mundial é gerida por um poder institucional mentiroso e oportunista, situada no seio de uma civilização gerida, ou administrada, ou como lhe quiserem chamar, por gent e igualmente insignificante. À milénios atrás também foi assim, onde pessoas insignificantes como eu sentiram na pele as suas (deles) verdades-mentiras politicamente-religiosas ameaçadas

e as suas (deles) falsas vidas à beira do precipício; enquanto pessoas como eu, foram

brutalmente assassinadas e o problema desta gente resolvido. Ao longo dos milénios, a maldade

e o pecado do mundo legislaram as suas próprias e aberrantes leis; transformando-as

convenientemente religiosas. Enquanto se fala de um mundo puro, espiritual, e antagónico ao mundo materialista, não se prova tal sobrenaturalmente. A verdade de que alguns se auto- intitulam ser portadores é transmitida de geração em geração através das vozes humanas do mundo familiar a todos nós. A verdade de que se auto-intitulam ser donos é comprovada materialmente através da escrita ou através de gravuras. A verdadeira espiritualidade e sobrenaturalidade são algo que se revela verdadeiramente em nós próprios, através da nossa própria existência. A nossa própria existência é a prova da nossa própria sobrenaturalidade e espiritualidade do que há em nós e em cada momento que vivemos. Eu busco-me na vida, eu não me busco na anti-vida, e não há nada de sobrenatural em se ser o que se é. Eu faço parte integrante do invisível e do visível num só. Eu sou o invisível e o visível que há em mim. A verdade de que alguns se dizem ser donos acumula-se em páginas de papel como um tesouro neste mundo, mas como se de um outro mundo se tratasse; um tesouro manuscrito que se desfaz em pó. Manuscritos bíblicos que necessitam de intervenção humana para se sobreviver aos milénios ou para se existir como tal. Que há de sobrenatural em tudo isto, que não seja a própria sobrenaturalidade de se viver e de se fazer o que se faz com esta vida. Onde está a palavra de Deus que nos entra a todos no pensamento sem ser preciso ler, ou escutar dos homens que se auto intitulam santidades e eminências. Onde está esse sobrenatural?! Sentem-se tão incapazes, tão estúpidos, que escondem o seu próprio divino na morte que dizem conhecer após serem morte. Uma civilização que se transforma em invisibilidade de si própria, pintada de alma e espírito falsos.

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“Um Evangelho perdido na minha loucura…”

Visionário de mundo demoníaco, estigmatizado sentimento. Espiritual conflito de S. Francisco de Assis em ti, igreja de loucos. Muito crente num deus que de ti Jesus expulsa; demónios que de ti Jesus não expulsa! Interior meu que vislumbra Divino Reino, em meu redor utópico meus sonhos contemplo. És essa omnisciência ignorante vontade de Deus, tu, o que pontapeia a mesma criancinha no Inferno, no Limbo, no Céu; tudo ao mesmo tempo! Muitas decisões tuas inferiores àquelas de sábios. Desproporção do ser, ser à imagem dos homens, pelas galáxias do tempo, o infinito do passado e do futuro, que se desconhece. O erro é estar no Céu (reino paradisíaco de Deus), sem igrejas, sem santos de pedra, sem crucifixos. Após Jesus crucificação, idólatra, lá, a casa do Pai; utensílios mágicos, bruxaria?! Talismãs que não são coisas reais; simbolismos. Sou teu aliado, ò filho que de trevas esculpes arte de luz. Homenageio humano erro, tragédia, que aprende a ser perfeição desejo. És confessionário homicida, sem tua piedade sou na dor que infliges, memorial! Sou lenha em teu santificado fogo; carbonizada esperança do tempo das trevas, és descendente religiosidade! Os pobres inocentes prisioneiros lançados no coliseu: nas bancadas os ricos incultos merendam, palreiam, divertem-se a assistir a inferior mundo seu sem o saberem; é como se seres celestes com direitos adquiridos assistam a um filme de suspense enquanto os actores são ficção, no seu discernir imaturo. Evolução dos seres descontrolo, genética em mistério, sida, malévolo castigo Divino, encomenda punitiva. Vaticano preconização sucesso! Voz em tom de bondade e salvação, oficialmente se proíbe: da vida preservativo; não importa infectos milhões. Bíblia que não diz nada: ventres com vida inocente são como longos macabros viventes abortos religiosamente masoquistas. Roma, sempre Roma em conquista que não cede nas conquistas maquinadas, César disfarçado de santo em obscura evangélica palavra. Estado nela, independente, Imperatriz das legiões fiéis e disfarce de uma falsidade histórica. Desconhecida Jerusalém, batalha perdida dos dois mil anos, profeta fracasso em seu povo! Jesus que proclama oficialmente a liberdade do suicídio! Eu conto a adulterada verdade histórica. És alegoria do adultério bíblico contra todo e qualquer referendo popular; transformas bom senso, demagógica incompreensão, política eclesiástica cumplicidade. És mundo dos fracos-Poderosos que se amontoam em sua vontade universal contra a humanidade; crimes contra si próprios! Não sou igreja destruição; sou sua vontade que fala em mim. Não busco o Deus que me impõe o que desconheço ser o bem ou o mal; busco-te ò Deus, de minha livre vontade; dentro de mim encontro-te! Ser padre celibatário para a Deus agradar ou freira mentindo a si próprios na hipocrisia de serem o que não são em sentimentos purificados. Teu deus que não salva, que castiga o filósofo na luz da sua verdade?! Busco na intriga das coisas mistério meu interior; não sinto em mim esse Deus pensamento que se esconde até ao dia de minha morte, como um pai que nunca tive na infância. Homenageio o meu Criador, aquele que me transformou em vontade livre de ser, liberdade de expressão universal! Sacerdotes em greve de sexo; população mundial: percentagem, proporção, escândalos sexuais. Agentes da justiça em plena corrupção; proporção populacional, se exemplo fossem humanidade, mundo do pecado e do crime medonho medo neles sinto em políticas e manobras humanamente enganosas. Jesus católico dos tormentos, inquisição, séculos de dor. Judeus e outros extermínios; Hitler que nunca esteve só na cumplicidade do profeta deturpado e na culpa do mundo religiosamente egoísta: confusas parábolas em tom de adivinhas sagradas decifro. Não os posso levar a sério, esses sábios que O acusam de matar o próprio Filho que em morte inexistente eternamente ressuscita! Pecados ignorantes são a porta da salvação dos que não sabem o que fazem, nesse Além que não representa vida?! O há quatro dias sepultado: «Lázaro, vem cá para fora!» não és alma morta que aos vivos fala nesse idioma que não dói no nauseabundo da carne; espírita derrota em universos paralelos; que por duas vezes ressuscitastes ilimitadas possibilidades bíblicas?! Cumplicidades terrenas, governos que negam o extraterreno; são tradição de seres com asas, de outros mundos; são tradição disfarçada de modernismo

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científico, intitulam-se o centro do universo; sou meu conhecimento virtual em que vos amaldiçoo! Ele viveu a tentar salvar-nos de um mundo injusto, morreu por causa disso e por isso tu és mundo mentiroso. Veracidade esta mundo envergonha; arrependimento odiado; descendentes do dia em que O mataram. És aliado da omnisciência, da omnipotência, da omnipresença; simbolismos virtuais do teu deus único: mentirosas verdades que minha revolta incendeiam. Presto homenagem à platónica e utópica humanidade que por anseio e que fervilhe em dignificante felicidade. Por algo pintado de doloroso amargo doce que desconheço não vendo a alma, porque sou adepto do Deus que tal me permita assim escolher. Mas conheço-te meu mundo criança; cresce, cresce em mim sempre. Não importa se divinas ou humanas; sou longo poema apóstata nas forças do mundo malignas. Sou o que tudo na vida é possível! Não sou o que limita o poder de Deus. Não sou o profeta a quem sentes ódio, ou que veneras. Não sou tua frustração terrena na era de um Deus supremo. Não sou máscara da máquina opressora que representas. Quero ser teu templo religioso interior, onde quer que estejas, quem quer que sejas! Mesmo em minha imperfeição, sofro quando odeio. Amo-te através destas minhas palavras, mesmo sem ser correspondido; meu já esgotado ódio, confuso pelo mundo é esse o meu pecado?! Sou incondicional vontade no desconhecido que me é superior, meu martírio?! Sinto-me a mentir existência e desejo ser sonho: eu morro, avisto outro mundo, sou o sabor do que consigo ser a dar-me esperança! Sinto-me coincidência na vida, aquela que desconheço; quebra-cabeças misterioso; não é meu superior que se me escapa íntimo mundo invisível, algo que não me entende em mim próprio difícil de compreender e explicar num idioma ainda por decifrar nas coisas que redijo que não são minhas, que ninguém me escuta ou entende?! Homicida, cadeira eléctrica ou câmara de gás; pecador pelo executor perdoado em Deus presente?! De si próprio esquecido de existir em olho por olho, vezes já sem conta, pecadores que perdoam e perdoados pecadores indesvendável Além-terrestre, tribunais que outros anulam assim no Céu como na Terra. Não sou tradição nem hábito ou moda, nem deixo de ser um actor de mim mesmo. És meu palco em auto-examinação constante. Filantropismo incompleto, duas personalidades mesmo mundo, juntamente contigo subo as escadas do altar de nosso casamento:

meu lar é teu onde és bem-vindo teu sonho; sou teu semelhante, sou fé! Capacidade intelectual ainda é tabu criadora que libertando a liberdade em ser tudo no ser respeito igualitarista (mútuo). Esculpir utopia em pedra doente de tradição; honesta estátua da liberdade! Não me visto de fato a rigor e gravatinha, nem me visto de juiz ou de polícia ou de padre. Sou baluarte em minha própria nudeza. Teu disfarce em nudez que posa na praça pública vulnerabilidade, igual a qualquer um, envergonhas-te se ti próprio! És roupa que discursa aparência em mente que tão pouco de mim sabe: és o que pensa que mais sabe, na falsidade de teus mesquinhos princípios; és falso profeta! Criticas a mulher de véu, ris-te do homem de turbante, és a multidão do fatinho e da gravata, ò ocidente igualmente fanático! És valor leviano, és ridículo, és uniforme. Hesitante presença já morta que há muito me assombra, sou relíquia futura. Visito o local por onde morro em imortal sentimento, sepultura minha naturalmente sem a cruz do passado romano, sou deambulante fantasma livre prisioneiro. Se somente na morte real vida é renascer não é também o castigo divino superior ao pecado?! Por ora onde a maior parte da vida está morta e onde num minúsculo ápice se concebe a imortalidade e o infinito num ser humano. O bem e o mal num só reunido: estas imperfeitas almas que somos quando acreditamos sem saber como, tu e eu insuflados em meros corpos: ovos, ou casulos, a incubar, neste ninho cor de azul pérola de um céu do Céu sem ser… Eu e tu portadores de outrem vida esperança?! Deuses causadores dos nossos espíritos possuírem ou, em exorcismo, despossuir?! Troféus esquecidos do que fomos antes de sermos o que não somos?! Inexplicada complexidade de átomos em nós reunidos; nosso código genético que nos pensa milagre do universo vivo! Sinto-me cobaia ou, obra de arte celestial, confuso! Sou mistério em mim, como de portador do sucesso ou insucesso que Deus desconhece. Misticismo supersticioso entre nós defuntos que são almas assim na Terra como no Céu ressuscitados. O regresso d’Ele, o grande juízo; almas terrenas e almas do Céu, reunidas. Criados à imagem e semelhante pecado original, enigma do próprio Deus- homem, e do homem-Deus, o que se divide entre o visível e o invisível da mente. Aparição demoníaca, ou angélica, mundo em ti que sou. Comunhão subjectiva interpretada neste nicho do universo Omnipotente: infinito semeador de vidas planetárias. Sinto-me doce amargo de ser vida em corpo desprendido do todo em botelha enclausurado mágico do que bebo de mim

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próprio; inebriado universo de pensamentos. Insubstância que sonha ser qualquer substância que se sente a viver! Os meus pensamentos desfazem-se em ideias desconhecidas que sonham surrealista sondagem de vitória! Compreendo idioma que desconheço do mundo que sou sem ruído na vontade de gritar; assusto-me neste sonho que acordar tento; que exteriormente me ultrapassa; como se já tivesse morrido; na minha memória após morte que já não sou, quando acordo realidade! Sou, entre muitos, carnaval-máscara! Faces escondidas, templos secretos, mundo de secretismo; mistura angélica e satânica, seita de lobos e cordeiros, és ainda mais mistério, não em mim! Sou tentação arriscada, sou a imponderada fé da ignorância que se manifesta. Sou ardil num maior, não sou tua escolha nem decisão; sozinho enfrento o meu Juiz; sou luz e sou trevas no meu próprio desconhecido; revelo-me em ti meu conhecimento! Sinto-te mergulhar meu pensamento, quando por ti me transformo em infinito; galáxias, energia, pedaço sou! És divina vontade ó Grande-Ecrã-Espíritual; espírito magnético que clona no invisível, discernimento do todo que desconheço. Quando em Ti me desintegro sou cenário cor de fantasma, em outros minha memória. Como se de vazio valor sou humana criação, morta ou viva: repasto de algo divinamente déspota que emana das ideias do mundo manufactor de órgãos sobressalentes peças: ao Grande-Espírito universal, oferta! Explica-me O nascimento em cada ano dos milénios; O morto que escondes, O ressuscitado nascimento?! Missão inacabada e Adulto desconhecido! Desejo teu nuns, inferno eterno ardente, coliseu, arena; e tu, espectador que no paraíso és público?! Não compreendo o que sinto, sou partícula insignificante do todo, onde se separa o impuro do divino. Sou um átomo infinito expansão que noutros átomos se transforma tão brancos tão negros. Bebo deste vinho cor de sangue há muito teu pensamento equívoco, que já nem sei ser realidade! Eu sou esperança da esperança que em mim busco. Eu sou o conhecimento que desconheço por descobrir em futuro que prevejo. Em delírio demente mundo desrespeito aos homens da verdade: aquele que se prostra a estátuas sem vida, tu, sem sentimentos que te fazem sentir a ti próprio, idólatra! Escarneces os teus semelhantes. Busco um nascer divino; um regresso; um poder de ressuscitar; um imortal vivo em reino qualquer visível durante dois mil anos ou eterno e sempre a meu lado; um milagre vivo em meu desejo profundo. Tu ó traidor mundial do Anjo-Negro cúmplice: planificam o mundo com a fome das incapacitadas nações. Ser, de um outro universo, psicótico, sua descrença em mim é minha traição misteriosa. Tu dás-lhe força e razão de ser do bem e do mal; do mal: desejo tuas conquistas sem mim, meu testamento que até à minha morte escolho utopia em platónica paixão de Cristo, que falhaste em aniquilar à nascença! És conhecedor do nascimento das crianças sagradas ó seita do Herodes; mas não sinto culpa de o ser, pois não sou o filho legítimo de Deus, sou apenas a minha vontade! Sou o imperfeito mas, o verdadeiro aperfeiçoamento busco! Não nego sinais me manifestados de um outro mundo… coragem minha cúmplice, admito, de um deus desconhecido em mim. A Extra-Terrena: múltiplos nascimentos anuncia de soldados da paz e falsa missão catedrática em perigo. Pelos corredores da Fera, em Roma, o alerta é dado: o começo do Apocalipse; o falso Cristo Anticristo persegue. És abismo santificado que contempla em olhos de negro vestidos e falsos sacramentos. És seita demoníaca em teu desconhecido pecado que tiras ao mundo na cor invisível da pureza. Obscuro libertador de cânticos vestido em rezas, exorcistas de suas próprias absolvições demoníacas, culpando desculpando culpa omnipotente vontade. A mim a que chamas filho de Satã consomes minha felicidade na infelicidade do mundo: algo escondido nas letras, palavras, medo de ser enganado em mim; crença nas invisíveis forças das almas viventes na existência de coisas mortas da própria existência, onde ninguém nada compreende ou se entende em prol do bem ou do mal! Num mal- entendido buscas esperança ou conforto, mas o sino não se cala! Escondes tu existência obscura, és cúmplice sem pecado em teu jardim que jardinas. Acusa-lo de ser luz negra a brilhar sobre o recém-nascido no fim-princípio! Eu sou esse silêncio ruidoso da universal voz que sonegas e não me vendo a ti, e este é o meu preço! Sentes escárnio pela moça que se chama Fátima em teu lucro desregulamentado e em católicos em extremismo disfarce; proíbem-se inter-religiosas mundiais alianças: na mensagem da descida pomba branca do Céu?! Persegues-me ó moderna inquisição: dos assassinados misteriosamente sou memorial! Por um mundo melhor discursam como se vaticínio de mim cautela… Teu Deus exige adoração e sua ira assusta-me. Vives para futuro feliz de Deus se concretizar e de ti esquecido na pessoa sem amor-próprio. Busco a religião da dignidade humana sem ser hipócrita, amando-O incondicionalmente sob a Sua lei da

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omnipotência que tudo torna possível, até mesmo a de escolher de livre vontade entre o bem e o mal. Humanidade Criador deleite em ateia criação da utopia e meu escolhido. Sou como derrocada de sacerdotes, governantes e associados, sou tormento em seus sonhos acordados no desejo de me silenciarem. És como uma alucinação que me revela um mundo interdito. Tu, que defendes Darwin e Deus já num só, em total harmonia, sacerdote e cientista condenam-se a si próprios à fogueira da Idade Média; contraditório suicídio entre o berço da religiosidade forçada e a conveniência: tradição interesses actualizada. Falsas profecias apelando a uma fé cega na hipocrisia da igreja e detentora de leis papais com séculos de existência, que apenas quando lhe convém convenientemente vai dando às vezes o braço a torcer! Paradoxal filosofia és em mundo novo algo misteriosamente desconhecido que apenas se manifesta através de relatos de leis formais de uma bíblia: relatos de um passado escritos por homens vulgares que se contradizem consoante os seus interesses e que nada têm a ver com o conhecimento e os dias modernos. És como a maioria dos juízes que por aí se fazem onde julgar não é trabalhar duro em prol da humanidade: é julgar como manda a estúpida e mesquinha formalidade dos livros que contêm leis mortas e tão longínquas da realidade, em mundo fácil de qualquer um se autoproclamar Senhor dos destinos alheios que desconhece e que se desinteressa que não seja resolver os seus próprios problemas. Numa sociedade onde não existe apuramento de factos à luz do dia e onde não existe um tribunal verdadeiramente público e independente e onde o povo vá às urnas julgar decisões jurídicas e juízes, juízes que são uma espécie de associação dos intocáveis e todos poderosos que entre si mandam para os calabouços ou pedem indemnizações milionárias a quem quer que seja os denuncie pelas más práticas. Vive-se num mundo do medo e refém… A igreja, no mundo ocidental, também já deteve este poderio absoluto o qual ninguém pode contestar. Os tribunais que estranhamente não se interessam pela instituída à muitos séculos fraude religiosa. Segunda vinda de um Cristo abominas, será teu fim! Múltiplos anticristos à solta! És forma de multa à livre expressão, és a Fera que os mass media ameaças no segredo da justiça, falsa! Sou nação silenciada, como se activa iniquidade de poder, inexistente?! Expectativas à sobrevivência muito superior ao essencial, de singulares nações entre nações; realidade de alguns ficção e sonho! És mundo artificial de ricos lado a lado com os pobres num mesmo planeta que já se orgulha de ser avançado e de ser dono de todas as certezas acerca do universo e de uma única velocidade qualquer de luz, a que garante a total impossibilidade de visitantes extra planetários nos visitarem. És o doutor de esperteza saloia que me julga limitar à velocidade da luz; és apenas aquele que sabe que eu como vulgar cidadão deste planeta não te consegue desmascarar com qualquer prova, nem sequer que se possa viajar à velocidade da tartaruga espacial. És uma teoria científica morta; uma simples formalidade que nem sequer na prática o consegues provar de uma forma ou de outra: eu sem poder provar nada, e tu sem poderes provar que não se pode viajar a velocidades pelo espaço que fazem da velocidade da luz ser lentidão e, tudo o que possas argumentar não deixará de ser esperteza saloia. Não passas de pura vaidade e orgulho arrogante que não lidera este mundo numa direcção inteligente: és opulência superfluamente esbanjada. Das Nações Unidas és estandarte, civilização, sistema medíocre, sem vergonha! Evocas razões políticas e preferes vender armas sob tuas leis da concorrência, sem qualquer mercê pelo próximo! Nas asas livres dos abutres da sociedade, instituições financeiras antinómicas! Produtos alimentares, e outros, em excesso produzidos facilmente e tecnologicamente, quando o desenvolvimento nada tem a ver com uma qualquer teoria da evolução das espécies neste mundo em que a intelectualidade se atrasa tanto em relação à tecnologia que salta do ser humano assim tão naturalmente. Ah, se este mundo fosse intelectualizado em vez de se passar exactamente o oposto: grandiosas descobertas científicas e avanços tecnológicos que arruinariam tão rapidamente qualquer interesse económico: esse interesse tão privado de alguns que se autoproclamam essa mesquinha e burra alta sociedade que em tanta guerra mergulha este pobre e atrasado mundo. Em nome destes há uma política obscura que mundialmente paralisa ou impede os incentivos ou subsídios para uma gigantesca produção de alimentos ou muito baratos ou distribuídos gratuitamente em redor de todo o mundo. Entristece-me e surpreende-me quando religiosamente de porta em porta distribuis tão gratuitamente um Jeová sexualmente tão nazista e me persegues na rua em vez de distribuíres a denúncia destes interesses económicos e políticos que são o verdadeiro pecado e flagelo da sociedade. Mas tudo o que sirva para ofuscar a verdade infelizmente ainda é a intelectualidade

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que prevalece e organizada para combater as pessoas como eu. O político, o religioso, estes existem das necessidades espirituais e materiais dos homens e das mulheres que são preenchidas com enganosos conceitos, e preconceitos. Minha esperança e minha fé: o cérebro humano e a sua ciência espiritual e tecnológica, apesar de tudo, numa dentada em maçã que desmascara um Deus antigo que afinal era o deus que há em todos nós e o porquê das coisas que não fazem sentido. Todos os dias de fome e de guerra já no século vinte e um morrem ainda muitas crianças neste nosso mundo. O orgulho dos poderosos do mundo sem ser contestado! Estado; político; religioso; associação do juiz; associação do advogado; associação do sindicato; grandes empresas e firmas do mundo e multinacionais; associação do militar e do policial; associação do detective; polícias secretas do mundo e antiterrorismo; a ONU; organizações internacionais secretas; mas principalmente as redes de televisão do mundo; quem sois vós e para que servis?! Recursos, multi-poder político, ciência, tecnologia actuais capazes de produzir não o dobro mas várias vezes actual produção de alimentos e abrigos singulares de residência! Sou contemporâneo do vigarista, do malfeitor disfarçado de benfeitor; acções tuas é educativo social espelho: sem escrupulosas medidas do capital que desequilibra todo o bem-estar social e ordem pública. Dinheiro, para que serves num mundo que pode autoproduzir bem-estar generalizado contigo ou sem ti?! Vossas faces estão aqui afixadas neste meu museu do presente e do futuro feito de palavras mais resistentes do que muros de tijolo e cimento: o museu dos iníquos, dos sovinas; minha premonição autêntica. Crio em mim meu próprio universo no sentir: em não tirar aos ricos para aos pobres dar. Espiritual e física abundância: desimpedindo mundo enriquecimento. Os ricos e os pobres, por ventura, com fragmentos do Deus reino. Deixem os ricos ter muito mais do que o que têm… e deixem os pobres que se lhes igualem. Desolação, guerra, miséria, inveja ,ciúme; sinónimos e sinónimos do nada; quando todos tudo se tem seguro me sinto! És uma mensalidade salarial individual de dez mil oiros e és na sociedade o comum administrador, mas não do bem-estar generalizado social, porque para isso não serves nem tens capacidade. Sou as corporações das ambulâncias e dos bombeiros entre outras de auxílio à classe popular, impedidas individualmente pela falta de verba de mil oiros mensais desproporção não obter, de prestar auxílio. Terrorista que não és, em leis que fazes, imunda consciência! Sou refém do sagrado terrorismo económico e maior desdém pela benignidade mas que se diz ser. A anti-fraternal bolsa de valores mundial que não passa de uma espécie de roleta russa com sentimentos satânicos, que no seu estado actual é como um vírus malicioso que mina o mundo com uma realidade derradeiramente mal intencionada e anti-humanitária. Milionários e oportunistas que se alimentam das presas indefesas com inveja uns dos outros e com o sonho de serem deuses terrestres. Vivem a piada da democracia e são o leme do mundo. Disfarças-te de eleito do povo. Para quê falsas eleições?! Inexistentes verdadeiras! Verdade: vota-se sob um disfarce, vota-se nos grandes interesses económicos da chantagem… estagnado mundo desnecessidade. Anualmente és dinheiro de qualquer Governo gasto em fome, suficiente ao mundo indefeso gerações alimentar na proporção de dinheiro mundialmente gasto em armamento. És o poder das armas sem poder… que estranho: que te protegem! Mero capricho teu és dono de minha morte ou vida, és deus terrestre total mesmo sem o seres, porque jamais te considero como tal! Cunhas secretas de padrinhos, maquinações macabras: causo incómodo em meu redor aos cidadãos limpos que afinal são nódoas que se sentem a si próprias, quando por aí me sentem que sou minha paz interior que vos realça algo que ocultam! A mártir sou promovido! Sou vítima de teus crimes: mas sou eu que me sento na sala dos tribunais como arguido, juro sobre bíblicas palavras: «A balança fraudulenta é abominável aos olhos do Senhor, […]». «Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados». «Felizes os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o Reino do Céu». Sou aquele que acusas destas palavras sacras plagiar e difamar (não sou doutor). Mas, estas são palavras bíblicas que raramente ou que nunca se ouvem nas missas: «Ai de vós, doutores das (religiões) e fariseus hipócritas, porque fechais aos homens o Reino do Céu!» «[…] e a iniquidade arrastará os tronos dos poderosos!» Daqui bebes da minha alma amarga e doce de lágrimas alegres e tristes de esperança. Na tua poderosa gaveta múltiplos talentos, privas o mundo de ser arte! Mundial beleza, impotente manifestar, monopólio ornamentando o dia-a-dia. Estados que são estados isolados; estrategicamente lutas por teus abastados interesses, pessoais, desnecessários. Promoves o fanatismo, o radicalismo, o racismo e o nazismo desproporcionados contra uns e

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outros que consideras o mal e a ameaça, enquanto desvias as atenções do mal verdadeiro, em ti. Nações que se esbanjam em lixo consumista, nações que se retraem, que se limitam, na produção de verdadeira essencial riqueza, ah que cego mundo este! És o estratégico poder que manténs em corrupta forma de poder. Países em tecnológica e intelectual pobreza usas para enriquecer, enquanto lhes vendes tuas migalhas que te dão o pão em troco de ganância

excessiva, abolindo assim o direito ao direito igual. Na minha diferença, a de ser autêntico, o Zé maluco designas-me! Em intriga popular convertes-me: limpo sou nódoa! Para que interessante

e realçada tua mísera vida seja! Escolhes um estilo de ser, és contradição em pleno disfarce;

estereotipas-te em apostólico que te ajuda na mentira. És como justiça que de terrorista se auto- sentencia; prisional estabelecimento; campo concentrado de hepatite, sida, droga, doenças mentais, à força! De paciente carrasco és infringível lei que denuncio, és o verdadeiro arguido devido à tua posição de justiceiro responsável. Sem a devida indemnização milhares de reclusos

condenados ao que condenados não foram, ordem dos defensores cumplicidade! É quase como uma lenda, a história que me contam, que eu leio: o Belo Adormecido, há já dois mil anos; algures desterrado num lugar chamado Céu. Tem sido quase como uma maldição, aquela bruxa má, a maçã envenenada, a inquisição, e coisas mais recentes, durante todo este tempo de ausência do Belo Adormecido. Sinto um beijo de amor há muito aguardado. Ilustro invisibilidade de enganadores artifícios; não desejo nem teu oiro ou vida. Regozijo-me em teu bem-estar proferindo: Deus te dê o dobro do que me desejas; mas libertem os pobres, os injustiçados, os invejados; libertem essas vidas, as proibidas! Amou e odiou o mundo como um deus que castiga os iníquos, os pecadores e, recompensa outros, é Ele a favor do Pai?! Aquele que ama e perdoa aos pecadores quer assim modificar o mundo?! Castigar severamente é amar sem odiar?! Não te invejo ó Deus, pois nem sei o que pensar ou dizer sem que me contradiga e as minhas mãos lavo: sinto-me quase sujo e cobarde quando me impeço a mim próprio de julgar enquanto julgo a minha própria hipocrisia. Perdão coroado de espinhos e de chicote enquanto é pregado na cruz do caótico. Coisas antigas, dos tempos de reis e reinos tirânicos sempre actualizados: donos da vida e da morte do seu povo. O Justiceiro Sagrado proclama aos homens

e às mulheres aperfeiçoamento espiritual e social: não se julguem uns aos outros e perdoem-se

entre si! É como orar aos homens e mulheres por um milagre. Deus, Emanuel, Virgem, que te amam, que desejam teu bem-estar e harmonia plena em ressurreição; parecem pedir-te algo em troca de bons conselhos. Já têm tudo e não são eles que necessitam de ti para seu próprio bem- estar espiritual. Sua humildade é grandeza superior, mas morreriam os deuses por ti, por tua

salvação?! Profiro estas palavras sacrílegas para que não me acuses de somente lamber as botas aos deuses ou de não ser mais do que um sem vontade própria de pensamento e incapaz de provocar o sagrado. Não é o Céu que questiono nem sei o que digo quando as minhas mãos lavo

e fujo à responsabilidade incondicional e individual; mas no entanto não me atrevo aqui a fazer

qualquer pacto com os deuses ou qualquer outra designação do derradeiro Sagrado, quando não sei se digo verdades ou mentiras. Não sei por quem morrer ou lutar que não seja o que considero plenamente sagrado no interior do meu próprio espírito que com toda a certeza bem e plenamente conheço. Eu sou o incógnito não de mim mesmo, mesmo quando o sou! Estás mergulhado em anarquia espiritual, em anárquica política mundial. Nas obras de profetas, apóstolos e benfeitores… Conspirações antagónicas e paradoxais humanas espelham em mim sarcasmo pelas leis de teus velhos e grossos livros religiosos que apesar de tudo ainda contêm sabedoria à mistura. Partidos políticos que se elogiam a si próprios e maldizendo-se uns aos outros, com a nação à espera que lhe resolvam os problemas; com a nação à espera de milagres económicos em desigualdades; milagres em paraísos distantes deste aflito mundo teu religioso e político. Qual é o livro que é Livro que diz verdade sem ser mistério por muito estranho que seja: a esse dar-lhe-ei muito crédito, mesmo sendo eu um infame rebelde! O mundo é uma desilusão cheia de beleza interior que se tarda em libertar. Um oásis confronta-me neste deserto de tua verdade. Sinto-me irreligioso de branco puro quando por ti humilhado; és meu psiquiatra em incapacitada habilitação tua! Falamos o mesmo idioma diferente: é genético, o crime; dizes de mãos lavadas! De tudo fazes lucro e coimas nos outros a tua iniquidade em falsas leis. No alto dos céus Deus e seus anjos habitam em seu templo murado de pedra eterna. Na terra como no Céu expostas fundações… Sagrado possesso templo e altar de horrentes sacrifícios santos?! Sou como um filho ilegítimo a ocidente. Separados no tempo virgindades dão à luz: santificados

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e diabólicos seres que desconhecem quais em si próprios nas religiões que se confrontam entre

si. Não preconcebo ser o que não sou positiva energia minha em ti desperdiçando sem saber o que não sou. Pura demência infeliz de não ser felicidade que podia ser: simplesmente vontade de ser ou não ser é o teu maior pecado em meu discernir! O que me circunda absorvo em livre expressão e expandindo-me em incontaminada arte de viver; poluição social circundante que não me infecta. Combato a vaidade do embusteiro ser; sou coisas que desejo ser sem hipocrisia. Sou farto alimento todos, em digestivo e indigestível conveniente ou inconveniente desejo de lazer, consoante espírito de guerra ou paz: paz que desejo em mim ser! Maioria absoluta do povo que não administra universo dos recursos mundiais que o Tio dos Patinhas em seus cofres aprisiona: em forma de juros e artificialmente controlando direitos democráticos em leis políticas. Sou ciência do desgoverno das nações em dicionário honesto! Sou teu igual, tua imagem e semelhança que deseja ser infeliz passado do dinheiro: ressuscitado em pontos genéticos: divisas interpessoais pontuação impressa em que cada ponto proveniência impossível ocultar. Corrupção em ti inexistência e impossível monetária lavagem. Finalmente violência acaba e terminam teus milénios religiosos reinos de infortúnio.

O eu que se busca a si próprio/a?!

Era uma vez um passado que te bate à porta. Sou o credor que exige as dívidas cobradas. Sou aquele presságio a que fechaste as portas. Sou o proscrito, entre os infames. Só, na minha luz interior, escrevo poesia que me salva de mim próprio. Os meus olhos são janelas, e lá fora de mim, as trevas do que não sou, e que se diz ser eu. Exprimo livremente o negrume e a luz que me vai na alma alegre e feliz, onde sou boas e más notícias. Sou anjo que reflecte as boas novas manchadas de maldade. Não sei quem sou. Talvez bondade destruidora, doença social, onde masoquistamente se sente prazer mas, busca-se no homicídio do suicida apenas o vómito do que se sente pela hipocrisia. Sepultura da liberdade que se transforma em opressão livre. Sou o bem

e o mal disfarçado no desconhecido. Dá-se-me veneno a beber, dizendo-se que é a minha

salvação. Vive-se em mim o contraste da nostalgia de um dia cinzento e frio, desejando ser primavera, como uma luz que explica o inexplicável em mim. As minhas palavras são um reino de paisagens abertas aos olhos. Os olhos são batalhas de sentimentos que se guerreiam entre si, enquanto os sonhos desses sentimentos se interpretam no egoísmo dos demónios que trazem dentro deles. Um espírito que sente o mundo nos seus ombros, sitiado, é liberto a falar sozinho, a falar apenas consigo mesmo e, considerado louco. As palavras horror, injustiça, são um vocabulário moribundo e sem pedra tumular para as recordar, no meu sonho. Perdoo-me a mim próprio; não lamento amar gente e coisas deste mundo, que na minha morte seja o ritual da purificação. Sou um sentimento de haver algo para amar e ser amado, dar sentido ao existir, salvar o mundo. Assim, no desconhecido do Céu, como na Terra, algo que o ódio e o falso profeta não extingue. Conheço o demónio que odeia outras formas de amar, no seio do falso rebanho. O livro do amor e do ódio de dupla doutrina, onde não se discerne o bem do mal bíblico, na grande lição da vida como um todo dos séculos. Em rebelião, mal reconheço O há dois mil anos esperado; enquanto quero acreditar que espero ainda outro Alguém, que quase me sinto transformar-me no que começo a reconhecer de mim idealismo.

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Repito-me?! Ninguém me escuta?!

As forças secretas e orientadoras do estabelecimento sabem que o poder religioso e político é conservado, alimentado, baseado, através do auxílio e protecção da ignorância generalizada do povo. Pois estas forças malignas sabem que no dia em que a grande maioria do povo for verdadeiramente culto e sábio todo o poder estabelecido será derrotado, é por isso que já vivemos numa ditadura global disfarçada de democracia, e onde o povo é impedido de ver telenovelas sobre a realidade da corrupção e mentira política, de direita como de esquerda; onde a realidade das dificuldades que tanto afectam a vida das famílias são silenciadas em telenovelas mesquinhas e onde a inteligência do povo é totalmente corrompida e apagada. O povo é privado de justiça judicial, pois se assim não fosse viver-se-ia numa utopia; em vez disso vivemos nesta miserável anarquia controlada pelo poder absoluto, que de tanto nos priva e nos proíbe; enquanto nos alimenta com desculpas políticas e promessas falsas, dando mais a uns, tirando quase tudo a outros e dando muitas regalias aos mais essenciais ao funcionamento da máquina do Estado como um todo: todo o tipo de serviços sociais entre muitos outros. A grande maioria do povo é empurrada para a miséria enquanto os que mantêm muitas regalias sob chantagem chantageiam sempre mais, para se alimentar uma falsa e tão corrompida esquerda ou direita política. O povo está profundamente dividido e odeia-se entre si, enquanto alguns, os que verdadeiramente lideram o mundo, estão cada vez mais milionários e gananciosos numa estratégia conservadora e bem organizada.

“Simplesmente do mais IMPORTANTE para ler, mesmo desalinhadamente descrito…”

Os génios do mundo são como rainhas de várias colmeias a funcionar utopicamente. Infelizmente os poderosos do mundo nem sequer são abelhas, são um cancro social. Com a tecnologia e ciência ao nosso serviço e dando o poder directamente aos inventores e cientistas e formando concelhos de sábios (génios), para se tomarem decisões, para que precisamos nós de um sistema capitalista ou de políticos corruptos que nem são inventores nem cientistas, mas apenas um cancro oportunista que rouba e suborna enquanto ninguém está atento num mundo desgovernado. As entidades que governam o mundo são entidades humanas, não são forças sobrenaturais com as quais algumas ou alguns religiosos do mundo tentam desculpar a maldade planetária, para com isso obterem poder e influência social através de falsas profecias. São os poderosos: considerados políticos ou não políticos, que fabricam as grandes crises mundiais, o desemprego, a guerra, a falta de recursos financeiros para ajudar os mais necessitados, a escassez alimentar e energética mundial, o endividamento das famílias. Estes poderosos considerados políticos ou não políticos são como vizinhos gigantes que lutam entre si através da inexistência de nações, o dinheiro é o seu passaporte: aproveitam-se do grande desequilíbrio social e económico do povo das nações; aproveitam-se principalmente da explosão demográfica em algumas partes do mundo e amaldiçoam a baixa natalidade… Porque se todo o planeta fosse uma espécie de federação de todas as nações livres e educadas, com planeamento familiar, onde todos os povos tivessem os mesmos direitos e oportunidades e, principalmente, crucialmente, essencialmente, o mesmo salário mínimo internacional e universal, a história mundial seria outra… O poder das multinacionais enquanto puder fará o possível e o impossível para que o sonho de um salário mínimo internacional e universal jamais se concretize. As desigualdades económicas e sociais mundiais são um factor crucial para o enriquecimento e poder das mesmas, e as mesmas um factor crucial para o desequilíbrio e

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desordem social. O salário mínimo internacional e universal deveria ser implementado como uma lei internacional obrigatória; assim como um limite máximo para o mais alto salário; assim como o limite máximo de riqueza individual e pessoal, colocados ao serviço da liberdade e direitos individuais de cada cidadão sem excepções de exclusividade: deveria ser através de comités regionais, nacionais, internacionais, de sábios (concelho regional, nacional, internacional, de sábios) a analisar em sessão aberta e perante o escrutínio de todos e transmitido televisivamente em directo, para se decidir quais os critérios de quem pode ou não pode ser mais rico do que outra pessoa. O excesso de riqueza seria canalizado para o desenvolvimento global e, todas aquelas ou aqueles que produzissem excesso de riqueza seriam recompensados… As nações aproveitam-se umas das outras, principalmente as nações desenvolvidas aproveitam-se drasticamente das nações subdesenvolvidas, e aliam-se a nações onde impera a livre corrupção económica: nações riquíssimas em multi-recursos mas, mal geridas e onde o povo tem fome e é molestado pela doença: principalmente pela doença mental da família dos políticos destas mesmas nações subdesenvolvidas. A maioria esmagadora das nações enriquecem sempre somente interesses privados: o oportunismo económico a nível internacional, assim como a nível nacional, mantêm refém as nações e o mundo. A besta dos chifres empresariais demoníacos desloca-se livremente pelo mundo, na busca das nações com os mais baixos salários mínimos. Os pobres de corpo e espírito, coitados, entretêm-se à esperança das lotarias populares, enquanto os ricos de corpo mas pobres de espírito se entretêm à esperança de mais poder e riqueza através das bolsas de valores mundiais e paraísos fiscais: a política mundial é financiar diversos poderes que se organizam desorganizando-se entre si. Um mundo que não confia em si próprio e onde os poderosos são os mais cobardes e mais bem protegidos para se poder ser o que se é… E se os que produzem alimentos por gosto e aptidão fossem libertos: excessivamente subsidiados para assim produzirem em excesso?! E se os que inventam resoluções científicas e tecnológicas por gosto e aptidão fossem libertos:

excessivamente subsidiados para assim produzirem em excesso?! E se os que desenvolvem a verdade filosófica, a verdade religiosa e histórica, a verdade artística e cultural, entre outras, por gosto e aptidão fossem libertos: excessivamente subsidiados para assim produzirem em excesso?! E se os que genuinamente lutam por um mundo utópico por gosto e aptidão fossem libertos: excessivamente subsidiados para assim produzirem em excesso?! Os que não produzissem em excesso perderiam os privilégios. E se os concelhos de sábios fossem constituídos pelos que produzissem excesso de alimentos e por todos aqueles que produzissem todo o restante bem-estar regional, nacional e internacional por gosto e aptidão: os génios e cérebro mundial?! Se assim fosse, todas aquelas e aqueles que são génios apenas a lucrar ao custo da especulação económica e ao custo da escravatura-assalariada poderiam ser mil vezes dispensados da existência do universo da utopia; mas são estas e estes os actuais governantes e poderosos do mundo, e estes e estas estão preparados para lançarem os seus exércitos militares e policiais sobre nós; encarcerar-nos se necessário atrás de barras, através da ilegal jurisdição dos seus corruptos juízes e tribunais, ou se necessário, fazer-nos desaparecer… A Lusitânia é um bom exemplo mundial onde os políticos e os sindicalistas tomam muitas medidas económicas de constantes crises numa aparente calmaria, inacção, enquanto os ricos estão cada vez mais ricos e poderosos, mesmo que sorrateiramente e disfarçadamente pela calada da noite; enquanto cada vez há mais pobres endividados (escravizados) às instituições financeiras, somente porque nasceram num local sem pátria, porque quem tem pátria tem um lote de terreno ou uma residência assegurados à nascença, num mundo que racionalmente jamais poderá pertencer somente a alguns! Vivemos num sistema em que já se nasce endividado para o resto da vida ou, a alternativa, aprende-se a especular, a ser-se vigarista e corrupto ou a explorar o seu semelhante sem qualquer tipo de escrúpulos ou, se é herdeiro de algum do qual não se foi fundador ou não se contribuiu em nada para a sua existência. Ou nasce-se filha ou filho de gente ilegitimamente poderosa e influente, as filhas e os filhos que tudo conseguem ilegitimamente… As e os analistas de política e economia são farsas televisivas e jornalísticas. Televisiona-se o interesse comum da entreajuda dos interesses de alguns. Entram-nos pelo lar adentro com a maldição das mentiras, entretendo-se a falar muito de percentagens, de juros, de merda, de accionistas de mãos sem calos! À mesa redonda televisiva juntam-se as e os grandiosos especialistas de economia: são exactamente aquelas e aqueles que desconhecem a triste realidade da mulher e

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homem comuns. Fazem-se contas, transacções, desvios, especulações, grandes lucros, no mundo da besta e dos falsos profetas do bem-estar equitativo. A besta, as e os falsos profetas, estão neste momento a conspirar uma crise financeira, uma recessão económica, mais desemprego, uma epidemia qualquer, um aquecimento global para se enriquecerem ainda mais com o petróleo dos pólos gelados do planeta. A besta, as e os falsos profetas cumprirão as suas profecias de recessão económica se as classes populares exigirem o aumento do salário mínimo, retirando assim milhares de salários a uns para dar a outros, se necessário; ou abrirão as portas aos escravos-assalariados emigrantes para saturarem o mercado com mão-de-obra barata, porque elas e eles próprios jamais retirarão um cêntimo do seu próprio bolso do dinheiro que nem é seu. Explicam muito bem com palavras de vazio as suas acções económicas, para assim resolverem disfarçadamente e pela calada da noite os interesses não da mulher e homem genuínos mas os seus. Não existem forças com o poder das armas (verdadeiros guerreiros) do povo ou obedientes ao povo, neste nosso mundo altamente armado, e isso é muito estranho, perigoso e algo do qual se deve responsavelmente suspeitar. O serviço militar obrigatório é uma afronta à dignidade operária, uma vez que o exército apenas obedece aos que oprimem o povo. A miséria económica é fonte de recrutamento militar voluntário, a miséria económica faz parte dos planos da besta, das e dos falsos profetas. Fala-se muito pela calada da noite contra certos salários congelados, através dessas e desses falsos profetas do bem-estar comum: quando muitos desses salários congelados há muito mais tempo o deveriam estar, e aí permanecerem, congelados, por tempo indefinido; assim como todas essas regalias às quais os restantes não têm direito ou acesso. É o salário mínimo que essas e esses falsos profetas do bem-estar comum deviam defender apenas; deveriam lutar como verdadeiras e verdadeiros heróis pelo aumento do dobro do actual salário mínimo: mas vejam como todas elas e eles se calam pela calada da noite! Quantas e quantos génios não há por aí apagadas e apagados do mundo, a ser maltratados pelo sistema, e a auferirem salários de miséria, as quais e os quais poderiam enormemente contribuir para a prosperidade do mundo?! Quanta gente não há por aí dispensável e a auferir salários milionários?! Este é o mundo em que viveremos já em pleno abstracto século vinte e um! A Lusitânia já fervilha com injustiça social e, muitos europeus ganham o salário mínimo das suas nações: um salário mínimo muito superior ao luso, no entanto, estes mesmos europeus pagam igual ou muito menos pelos mesmos serviços prestados aos lusos: enquanto o fosso entre os mais ricos e os mais pobres lusos ganha proporções de gigante. Esta triste realidade deve também aqui ficar registado e testemunhado para que as gerações do futuro saibam o que se passou. Assim, as constantes crises financeiras, económicas e recessões nacionais e internacionais jamais terminarão enquanto a demência dos poderosos for o motor desta presente economia anarquista: os poderosos anarquistas deste mundo jamais permitirão que haja abundância, excedentes ou liberdade de produção agrícola altamente subsidiada para que assim se concretize; porque seguramente o reino da besta, destas e destes falsos profetas, cairia na ruína e no ridículo, ridículo o qual já são; a sua ruína, apesar de tudo, com toda a convicção antevejo, se essa for a vontade do povo! Algo paga aos políticos do mundo para estes pagarem com os impostos dos pobres a milhares de agricultores para estes, por exemplo e entre os quais, não produzirem cereais, a planta do girassol, etc. Bruxelas, a parcial substituta da antiga Roma é um bom exemplo desta corrupta política. Um mercado inundado liberta-nos do jogo do poder, os preços baixam e, o monopólio da besta, das e dos falsos profetas, perde a força, o controlo… Se o povo produzisse em abundância, a besta monopolista não poderia corromper o mundo para seu próprio proveito, pois não seria a exclusiva proprietária dos recursos, ficando assim em desvantagem perante o poder democrático. A besta do genuíno terrorismo mantém o mundo sob chantagem e refém da fome, do medo, da repressão, da incerteza quanto ao futuro e da especulação lucrativa. Imagine-se se os povos do mundo fossem livres e pudessem investir na produção em larga escala de cereais, produção em larga escala da planta do girassol, soja, etc. Imagine-se após alimentar-se todos os povos sem barreiras alfandegárias e, com os excedentes, produzir-se combustível vegetal para alimentar somente as máquinas agrícolas que assim deixavam de ser reféns da mais malévola a besta: a demoníaca indústria do ouro negro. Como será de esperar, esses interesses malévolos acusarão ironicamente a produção de biocombustível como sendo uma das causas da fome. Note-se por exemplo que a nação lusa, através principalmente dos políticos empresários, está cada vez mais endividada ao estrangeiro

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(vendida). Este endividamento ajuda a carreira de políticos e seus cúmplices, enquanto os bens do povo são confiscados. Os políticos lusos fazem as estimativas dos orçamentos dos grandes empreendimentos públicos assim como quem se engana sempre sem querer, para depois os privados poderem ter enormes somas de capital para se apoderarem de tudo o que não lhes pertence: à triste nação que não és minha: és propriedade do concessionarismo oportunamente

oportunista. Os políticos lusos gostam de ostentar riqueza de proporções de grande opulência para se armarem em gente da sociedade abastada perante os vizinhos. Grandes barragens paralisadas pela total ausência de info-estruturas de regadio, enquanto a nação é vendida ao retalho e forçada a importar toneladas de cereais porque está proibida de se auto-alimentar. Note-se como a besta, as e os falsos profetas, os políticos, não obtêm colossais financiamentos bancários que financiem o aumento das miseráveis reformas das e dos descartados escravos- assalariados, que financiem o aumento do salário mínimo, porque isso seria retirar directamente

o lucro aos larápios do povo, mas há uma subclasse de larápios do povo. Apenas obedecem algo

ao Zé-enfermeiro ou ao Zé-maquinista dado como exemplo e através da mentira do falso Zé- defensor do trabalhador, sob a constante ameaça de paralisação. Sem povo doente o Zé- enfermeiro morria de fome; sem passageiros o Zé-maquinista morria de fome; e sem o Zé- enfermeiro e sem o Zé-maquinista o falso Zé-defensor do trabalhador morria de fome! Ninguém está acima de ninguém, e todos necessitamos uns dos outros. Sem fabricante de máquinas não

há Zé-maquinista; sem fabricante de medicamentos não há Zé-enfermeiro, e sem agricultor não

há ninguém! Sem a existência do Zé-do-lixo vivíamos todos numa pocilga! O povo é o fiador de toda e qualquer operação lucrativa, somente numa democracia a besta, as e os falsos profetas, seriam os fiadores do povo… De alguns anos para cá os sucessivos governos têm apelado a toda

a população lusa para nos esforçarmos no trabalho, para nos sacrificarmos, para que a nossa

nação se desenvolva e se transforme num lugar melhor para se viver. Depois os políticos apelaram também para a nação receber centenas de milhares de imigrantes de outras nações para ajudarem o país a enriquecer. A tudo isto nós, o povo luso, temos aderido em massa hoje, (em 2008), escrevo isto: daqui a mais ou menos duas décadas, ao contrário do prometido, a diferença de riqueza entre ricos e pobres transformar-se-á num flagelo social, quase silencioso. Os administradores públicos e privados verão os seus salários aumentar escandalosamente. O salário mínimo estagnará vergonhosamente. Um número de lusos, idêntico ao número dos imigrantes acolhidos pela nação, serão deitados fora para o caixote do desemprego. Falar assim acerca dos imigrantes será como expressamente proibido; seremos perseguidos se o fizermos: a livre expressão estará condenada. Deve-se falar acerca destas coisas e pedir-se aos imigrantes estrangeiros para ficarem, para fazerem parte integrante desta nação. Os imigrantes também são vítimas do sistema mundial e, devido à também corrupção política das suas nações, vieram em busca de sonhos, assim como eu também imigrei e fui em busca de sonhos numa nação estrangeira. Escravos-assalariados imigrantes ou não imigrantes somos todos irmãos que se devem unir em conjunto pela abolição da escravatura. Todos somos cidadãos do mundo, e o mundo não teria fronteiras que nos impõem a proibição da livre circulação, se somente não nos

estivesse interdita a utopia mundial. Este é o meu apelo aos imigrantes: que traduzam e que espalhem esta minha doença mental através das suas nações de origem, ou das nações que virão

a ser as dos vossos antepassados. Contemplai a hipocrisia do capitalismo: para que precisamos

de um Estado que privatiza a gestão de cada vez mais os mais importantes serviços de manutenção necessária à civilização social e suas necessidades, que através da política e dos seus representantes é o baluarte dos interesses de somente alguns: onde mora a democracia?! (Contemplai como se defenderão e mentirão descaradamente perante o povo: dirão, esses

politicozecos, enquanto ainda seremos uma das nações mais endividadas e mais dependentes do ouro negro do mundo, que a Lusitânia é a líder mundial das energias alternativas.) Esperem um momento, preciso de fazer um ruído esquisito: «ah! ah! ah! oh! oh! oh! aarhgg! oorghaahgg!» Os sucessivos Governos passam a vida a perder e a vencer eleições, um círculo vicioso. A estabilidade política, aquela capaz de dar vitória a um Governo capaz de se eternizar, democraticamente, é um sonho ainda longínquo. Tantos livros se escrevem e são editados, tantos diplomas académicos aos quais eu limparia o cu com toda a falta de respeito. Os mesmos que odiarão o meu percurso através do programa das novas oportunidades que me surgirá perante a vida… Contemplai, desde que as empresas privadas sofisticadamente consigam lucrar

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tão eficazmente, não importa que as empresas públicas desperdicem, uma vez que desperdício público enriquece o interesse de mesma família de interesses; e as parcerias públicas/privadas/obscuridade. Toda e qualquer estatística social económica televisionada não é mais que a estratégia psicológica da besta. “Contemplo uma nação lusa em que mais de noventa por cento do universo empresarial é constituído por médias e pequenas empresas, significando que não somos reféns de multinacionais. Penas de prisão criminosas elas próprias: presos por pequenos delitos devido à anarquia capitalista social com penas de prisão superiores às de homicidas e às penas atribuídas ao peculato de milhões e milhões de escudos (milhões de euros, num futuro bastante próximo). Esta é a mesma sociedade que se chama a si própria um estado de direito que valoriza a justiça e a democracia. As e os amos-ditadores, no dia em que satisfazerem todas as necessidades e bem-estar total das e dos escravos-assalariados, jamais terão de pagar qualquer salário: nesse dia serão deuses verdadeiros do mundo; serão todos poderosos. Mas enquanto esse dia não acontecer, não são mais do que autênticos fracassos do mundo! E as rainhas, reis, profetas filhos de dinastias de qualquer tipo, presidentes, que o são somente no seu próprio pensamento e no pensamento da ignorância. Contemplo uma nação dividida em fracções que inventam diferenças sociais entre si: ilações de um universo ambíguo e obscuramente abstracto. Não se vislumbra o verdadeiro progresso e justiça social que verdadeiros reis, rainhas, presidentes, profetas, defenderiam com verdadeira e a mais sublime convicção. Adjudicações de obras públicas são uma torneira aberta às derrapagens da corrupção política: políticos que se fingem sérios e tentam abrir mais esta torneira em seu favor, são principalmente aqueles que abominam a atribuição dos subsídios mínimos de sobrevivência social aos mais desfavorecidos e escandalosamente endividam a nação na aquisição de brinquedos caros de jogos de guerra, em troca de contrapartidas puramente pessoais. Cuidado com políticos desta raça malévola que se fazem passar por cordeiros bem-intencionados; cuidado! Estai alerta! Este é o político do mais fervoroso sangue defensor do mais malévolo amo-ditador e, meu carrasco e meu assassino. Situações incentivadas para que a lógica e a racionalidade mental se transformem em ilógica e irracionalidade mental defensora do oportunismo do lucro agressivo e opressor sem qualquer escrúpulo humanitário. As uniões organizadas dos direitos dos escravos-assalariados que jamais o são; uniões que apenas ajudam na contribuição organizada da divisão social caótica, desunida, desordenada, em desunião popular são, a satisfação de poder e vitória do organizado ódio entre si próprias: as duas ideologias extremistas opostas de direita e de esquerda que jamais buscam a verdade da utopia, em prol da busca da ditadura total. Estas são as duas principais causas das colossais diferenças salariais da sociedade e da colossal diferença de regalias e direitos: uma forma raivosa e animalesca de se combaterem uma à outra inescrupulosamente e perpetuamente sem qualquer sucesso utópico à vista. Note-se o clima de em pé de guerra com que mundo coabita: o monstro corrupto da direita política mina estrategicamente qualquer eventual sucesso esquerdista, enquanto o esquerdista mina e arruína todo o sistema ainda mais… e enquanto o sistema corrompido da esquerda se rende ao sistema da direita porque também adora o dinheiro, e após também haver minado regimes de direita enquanto pôde. Estes sistemas actuais de direita, esquerda ou, nem uma coisa nem outra, por assim dizer, do actual status quo político, não são democracias mas sim sistemas ditatoriais autoritários preconcebidos; são sistemas obsoletos, obstáculos ao verdadeiro progresso da inteligência humana e humanitária. Note-se quantos políticos são sempre os mesmos enquanto os infernais conflitos sociais se perpetuam: sucessos políticos entre si nacionalmente e internacionalmente. Políticos que jamais resolveram o impasse estrutural da sociedade ou a corrupção da mesma, e que posteriormente são recompensados com novas carreiras políticas nacionais ou internacionais; e querem-nos fazer crer que vivemos numa democracia?! Leis da constituição?! Quais leis?! Onde mora o senso prático, o bom senso, o senso crítico autêntico e honesto, racional, o senso comum?! Onde mora esta lei da verdadeira constituição da inteligência democrática humana, como um todo colmeal de bem-estar generalizado?! Neste preciso momento, no planeta Terra, as abelhas humanóides cerebralmente programadas para apenas serem capazes de colher mel, querem todas ser rainhas; enquanto as verdadeiras rainhas andam com uma pá e uma vassoura a varrer as ruas das cidades; ou à espera de não sei quê nas longas filas do desemprego. Pensionistas lusos que recebem metade do salário mínimo e que muitas e muitos começaram a trabalhar aos oito ou nove anos

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de idade para os grandes latifundiários, onde descontar para a segurança social era desconhecido, mesmo que a dita lei porventura existisse. Trabalhava-se do nascer ao pôr-do-sol, isto já em meados do abstracto século vinte e um. Muitos do descendentes destes grandes latifundiários são hoje gente de grandes privilégios, por algo sem qualquer mérito próprio; alguns até mandam nos actuais políticos de direita guardiões do seu estilo burguês e privilegiado de vida. Agora até já há uma nova burguesia em pé de guerra, uma burguesia classificada de esquerda, enfim, vá-se lá perceber! Alguns salários individuais são múltiplos salários mínimos sem absolutamente nada que o justifique que não sejam as foras da lei por si próprios legisladas. Muitos destes salários individuais somam num só mês desde os dez aos cem salários mínimos, ou mais, principalmente após o sempre não declarado; que sem qualquer pudor dizem sempre que querem mais: os abutres da sociedade, uma praga maligna que se não existisse viveríamos num mundo mais justo e melhor. Uma nação de usurpadores que se auto- engordam em colossais fatias deste bolo nacional amargo e doce nação de direitos de somente alguns. A nação está a saque! O diabólico mundo do lucro capitalista maligno e selvagem, que privatiza tudo o que dá lucro até à última gota em benefício da iniquidade de colarinho branco, dos poderosos ─ a mesma iniquidade de colarinho branco e poderosos que nacionaliza os recursos agora já esgotados, para que assim estes recursos esgotados se renovem à custa da ignorância e divisão partidária de um povo infelizmente tão cego e estúpido, e assim infinitamente e num círculo vicioso e tão vergonhoso, explorado, escravizado, pela iniquidade do oportunismo selvagem. Mas também existe o diabólico anti-privatização que defende uma nova burguesia instalada e que não arreda pé! (Esta será a realidade lusitana já em pleno abstracto século vinte e um): um crime social de sociedade imposta se necessário à força, um crime cometido pela constituição lusa, cometido deliberadamente e de livre vontade por gente totalmente irresponsável mas que são o infelizmente cérebro colmeal. Esta é a verdade histórica e cultural que as gerações futuras têm de saber que aconteceu. As e os que realmente se esforçam e se afogam em suor laboral, estas e estes escravos-assalariados que realmente sofrem de mazelas físicas e morais, algumas e alguns que quase mal sabem ler e escrever: as e os que não se sabem defender, as e os sem boas cunhas, as e os esquecidos, as e os que jamais têm direito à pré-reforma laboral, ou a uma reforma por invalidez falsa ou verdadeira, ou minimamente decente, ou à reforma aos 45 anos de idade sem quaisquer mazelas. Cursos académicos que não mudam o mundo; novas regalias e salários que não merecem, enquanto somente se interessam por si próprios, enquanto pouco se trabalha e muito se protesta. Alcanço um sonho longínquo: uma família lusa, unida e fraterna entre si, mundialmente. Contemplo nesta minha época infectada de impostura impostos altíssimos com que se constroem múltiplas grandes obras privadas, sob o disfarce das obras públicas, e dos concessionários do lucro do oportunismo dos poderosos que legislam as suas próprias leis, que em nada contribuem para a democracia ou estado de direito, como se tal fosse o oposto, segundo a sua filosofia… Milhões em impostos que tanto molestam e que desaparecem no corredor da corrupção das gestões das grandes obras, que as mais pequenas nem por elas se dá… Cursos superiores que são uma escola de crimes impunes, enquanto as prisões rebentam pelas costuras da hipocrisia, com tudo e tanto por resolver verdadeiramente, para pôr fim ao verdadeiro flagelo do crime organizado da política… Uma direita super cristã de histórias bíblicas que favorecem a existência de servos ou servas, de escravas ou escravos: os sobejos históricos esclavagistas transformados em razão de ser e de vida religiosa. Nem os profetas antigos ou modernos conseguiram demolir a tendência dos interesses dos antigos poderosos pintados de religião, num verdadeiro caminho a percorrer justiceiro. A grandeza do pensamento das e dos amos-ditadores é a grandeza que afirma admirar os que se tornaram neste mundo em milionários, podendo assim desprezar a raia miúda e sentir- se a emoção de já não se precisar de alguém física ou moralmente…

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Não odeio o sindicalismo, e mais, mas ainda não estou convencido/a

Classificar cidadãos. O sindicalismo actual existe para criar uma grande desunião social ─ é um grande monstro discriminatório e socialmente desequilibrado. Cada órgão sindicalista luta por interesses pessoais e socialmente discriminatórios; enquanto a diferença entre salários e direitos dos cidadãos é cada vez astronomicamente maior. Guiemo-nos pelo exemplo do sindicalismo dos funcionários ao serviço do povo: uma vez que é o sindicalismo ao serviço do povo, devia também ser o sindicato dos desempregados, dos desalojados, dos sem-abrigo, etc. Mas não, este sindicalismo luta apenas pelos cada vez mais caricatos direitos de somente alguns, desprezando completamente os desprotegidos e os esquecidos. O sindicalismo dos funcionários ao serviço do povo devia ser um sindicalismo central de luta pela igualdade de direitos iguais para todos. O sindicalismo central que lutasse pela filosofia da lógica humanitária e fraterna da justiça universal e que, lutasse contra a descomunal diferença salarial que existe sem direito à existência de ser. Um sindicalismo que paralisasse nações até se pôr fim aos salários astronómicos de muitos indivíduos ligados à gestão política e empresarial que auferem salários num período de seis meses que muitos indivíduos jamais ganharão toda a vida a trabalhar a sério e com honestidade. Estou algures, num planeta muito longínquo, algures numa galáxia tão distante que a distância do infinito jamais um dia descobrirá a sua existência, do pensamento que tudo transforma em realidade, aquela realidade que se sonha quando se está algures sem se saber onde no infinito, do pensamento: edificam-se novas instituições de sistema, paralelas às existentes e compatíveis com a substituição das actuais, em segredo organizado. Quando estas novas instituições paralelas e secretas estiverem preparadas e capazes, dar-se-á a total substituição do dia para a noite. Qualquer grupo político terá de cumprir e provar antes de se candidatar, e ter tudo muito bem planeado e elaborado: com todos os parceiros sociais; provando assim estar à altura da sua missão de governar sem contornar mas para resolver problemas. As propostas planeadas e elaboradas dos partidos políticos são o que vai a eleições gerais, e caso tais propostas vencerem, todos os órgãos sociais instituídos terão de ceder à vontade popular com medidas a tomar. Todo o grupo político terá de apresentar um plano independente entre si próprios, de intervenção previamente acordado com todos os restantes partidos e órgãos instituídos do sistema. O partido popularmente escolhido e todos os órgãos e partidos não podem impedir a democracia proporcional de se exprimir sob pena de exclusão. Tudo tem de ser estudado à minúcia e respeitada a completa democracia. A democracia hipócrita dos falhados não terá direito à existência. Cada partido e individualmente terá de propor vários candidatos para a sua própria liderança, cada candidato individual de vários candidatos do mesmo partido terá cada um de apresentar a sua razão de ser e de estar no mundo, todas as razões de estar e ser terão individualmente de ir a eleições populares. Desproporcionado, antidemocrático, é qualquer parlamento constituído na sua maioria pelo mundo empresarial, uma representação maioritária de uma minoria: assim as eleições para o parlamento luso do futuro serão organizadas mediante organizações e associações directamente representadas por necessidades sociais de maioria populacional em proporção ao todo. Assim, os sem-abrigo deixarão de ser os sem bandeira. Viver-se-á na sociedade do guerreiro intelectual da verdade: os valores patrimoniais e contas bancárias exorbitantes não comprarão mais os falsos títulos do falso intelectual. Justa transparência absoluta. Um canal de televisão público, em que todos os julgamentos sem excepções podem ser testemunhados repetitivamente vinte e quatro horas por dia pelo povo. Neste canal também se poderá testemunhar os factores dos casos em tribunal que levam décadas a resolver. O modo como se legislam leis e os porquês das resoluções das mesmas. O modo como se investigam casos pormenorizadamente.

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Gosto de me repetir em tom de alerta!

Já é noite e já durmo, e estou a ter um terrível pesadelo: “Contemplo um guarda-costas de um rei lusitano, mas contemplo também tráfico de droga, o à-vontade, investigação jornalística inexistente do longo futuro das revistas da coscuvilhice dos casamentos e divórcios banais. Contemplo um membro da Polícia de Investigação Superior, desvio e apreensões de estupefacientes, Tráfico. Contemplo filho de político e tráfico ilícito. Contemplo um marinheiro e um soldado, tráfico de armas. Contemplo dois agentes da Polícia Protectora do Povo, tráfico de armas, tráfico de estupefacientes. Guarda Policial Lusitana, contemplo algures múltiplos casos de corrupção. Agente do Trânsito, múltiplos crimes. Agente Alfandegário, múltiplos crimes. Vigilante Prisional, múltiplos reclusos agredidos; esquadras. Contemplo ministro dos ministros em festa privada com empresários e cada vez mais distanciado dos trabalhadores. Contemplo um rei lusitano protegido por um exército de trezentos agentes da lei numa singular operação. Contemplo um povo inseguro, assaltos múltiplos, um deserto sem lei. Contemplo uma sentença discriminatória: indultos concedidos a empresários e traficantes. Contemplo o Mentor do Sumo Tribunal acusado de peculato, de roubo, de corrupção. Contemplo um agente do Ofício Público julgado por corrupção. Contemplo um assaltante de uma agência bancária de sentença igual ou superior à do homicida, e o preço de uma vida humana. Contemplo muitos crimes, muita corrupção, ocultados. Vejo o Grande Advogado e o Grande crime sem castigo, o Grande dinheiro que compra justiça maçónica. Contempla o autarca que trafica influências e negócios por conta própria, ileso. Tudo isto ocorre não num longo período de tempo apartado em si mesmo. Contemplo o meu encarceramento e maus tratos que me são infligidos, tortura:

sou acusado de dizer a verdade. Contemplo aparições diabólicas, irracionalidade administrativa que aufere salários vergonhosamente milionários e atentado contra a racionalidade humana. Administradores da banca, de empresas multinacionais, de empresas públicas e privadas ou mistura de ambas: o exército dos Anjos Negros. Um só Anjo Negro aufere mais, muitas vezes mais, do que o próprio rei da nação e qualquer sumo ministro juntos, quando neste mundo o poder de decisão é o dinheiro. Oiço as vozes dos que servem e defendem o poder, vozes que defendem que o exército dos Anjos Negros aufere fortunas milionárias inerentes às funções que desempenha, remunerações merecidas, portanto. Contemplo a aparição de um Anjo Branco, empunhando a espada flamejante da justiça e que fala através de uma trompeta: «Triplicai, quadruplicai, o salário individual de cada Anjo Negro, e destituam dos seus cargos o rei e o sumo ministro da nação, assim como toda a assembleia representante da vontade democrática do povo! Para quê sujeitarmo-nos a uma democracia que elege um rei, um sumo ministro, e toda uma assembleia medíocre das crises sociais e económicas. Deixai este exército de Anjos Negros ser o que já é e ser também o cargo do rei e do sumo ministro e restante assembleia, fazendo jus às fortunas milionárias que aufere pela colossal boa gestão generalizada do bem-estar da nação. Deixai que o Anjo Negro dê lucro ao mundo aos milhões, aos biliões, através de rios de lucro nunca antes navegados! Porque se esse exército de Anjos Negros deixasse então de ser uma boa gestão, uma boa administração, e fosse igual ou pior do que o Governo dos destituídos rei, sumo ministro e assembleia democraticamente eleitos, então esse exército de Anjos Negros representaria o fim de uma Era negra da história da humanidade…»

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“Vidas em questão”

O que afirmo ser e desejar é-me interdito. Algo, alguém, há muito que esconde a minha verdade.

Algo, alguém, inventa, age, fala por mim sem o meu consentimento. Consideras-te superior, ó inferior! Sou inventado em locais que desconheço; esquinas, sombras, que me espreitam. Com sinónimos e palavras explico criminalidade: intriga, conspiração, iniquidade, desonestidade, arrogância, contrapartidas obscuras, fingimento, intolerância, ignorância, mesquinhez, repressão, intimidação, menosprezo, conluio, máfia, violência, tabu, preconceito, chantagem, calúnia, discriminação, racismo, terrorismo, terrorismo psicológico, hipocrisia, inveja e ciúme sem razão de ser, o sem vergonha; que me persegue numa multidão sem personalidade nem carácter; inculta. Eu vivo no mundo onde as mulheres e os homens não cumprem a sua palavra; onde dizem que representam o que não representam. Não me sinto envergonhado por elas e por eles porque apesar de estar neste mundo, não faço parte do seu mundo. O meu pensamento faz parte de um mundo longínquo. Apenas estou aqui para honrar todas as mulheres e homens que ao longo dos séculos são minhas irmãs e irmãos que lutam pela utopia. Tento decifrar um livro na escuridão, a história adulterada dos escritores que denuncio. Se sou assim tão inútil, tão autodestrutivo, tão incapaz, tão ignorante, não entendo o interesse por mim disfarçado de desdém, de desinteresse, de desprezo, que nenhum sentido faz. Desconheces a palavra dignidade, a palavra coragem, és pura emoção de total desrespeito pelo sagrado, és integridade sem o seres; sou eu que te retiro essa máscara! Contorces-te em caretas malévolas para em mim encontrares defeitos, fraquezas, para que te sintas bem contigo próprio e bem visto diante da comunidade. Porquê sentir isso em mim. Porque não projectas essa tua energia no acordar da humanidade?! És uma, um incapaz, inútil?! Não disfarces em tuas superstições inventadas, és psicologia fácil de descortinar, somente feres sentimentos puros. Não te iludas a ti próprio, pois castas de humanos superiores aos restantes e de famílias reais e nobres não mais que ficção em

ti

projectada, embustes, intrigas, estratagemas, tretas! És hierarquia que te inventas a ti próprio,

és

religiosidade fingida! Tu, que tens lutado para seres minha ou meu inimigo, transformaste-te

em meu baluarte e tua autodestruição. É por isso que eu sei a outra versão deste mundo e do universo, aquela que a muitos incomoda, aterroriza. Sou a tua contradição e teu desmoronamento. Tens sido uma demoníaca força conjunta sem carácter próprio, que tenta destruir em mim o inimigo que nunca fui. As fundações dos meus alicerces são o meu pensamento e aspirações utópicas. As fundações dos teus alicerces são como um vácuo em meu

redor. Regozijo-me na minha fidelidade e acima de tudo jamais traidor dos meus princípios:

ainda sou aquela criança que quer acreditar que está a aprender através da inocência do mundo enquanto busca a justa verdade da existência. Sou membro de uma irmandade indignada tão secreta que os membros se desconhecem entre si. Eu vivo a filosofia sem medo que inspira em

ti liberdade interior. Eu sou o poema esperança dos que me aceitam como seu próprio

baluarte…

O meu encontro com o “Grande-Espíritoe revelações inéditas do ser ou não ser raeliano

Hoje é o tal dia: o almoço confraternização, o churrasco e, todos nós trazemos algo para se assar no churrasco. Estão aqui cerca de vinte pessoas e está-me a ser dito que um pouco menos de metade são raelianos. Está-se a fazer o churrasco, aqui nas traseiras da casa, no jardim traseiro. Conversa-se animadamente em pequenos grupos espontâneos; devaneia-se, por aqui. Estou a saborear o momento solene entre pessoas que crêem na existência de seres celestes não identificados. Um homem inglês, alto, tipo frade gorducho e bonacheirão e de meia-idade está a

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falar comigo; chamar-lhe-ei Bill. Bill que ainda há instantes leu uns poemas que eu trouxe e de minha autoria. Bill está a colocar as pontas de seus dedos com ambas as mãos nos meus ombros, friccionando-os levemente, enquanto primeiro olha calmamente para mim e depois, parece-me, para o céu. Agora uma moça inglesa muito jovem, de longos cabelos loiros e enormes olhos azuis e joviais e com uma expressão serena e muito misteriosa está a colocar-se entre mim e Bill; chamar-lhe-ei Julia. Julia está a colocar as pontas de seus dedos de uma mão num ombro de Bill e da outra mão num dos meus ombros; friccionando também, levemente. Não sei porque

é que os dois me estão a fazer isto. Presumo que será uma espécie de ritual, acolhimento,

aceitação, cumprimento de boas vindas, sei lá. Bill e Julia, segundo o que me deram as circunstâncias a entender explicitamente aqui nesta confraternização, são ambos supostamente raelianos. Sinto que também devo retribuir a este gesto simbólico. Estou a colocar as palmas das minhas mãos, as pontas dos meus dedos, nos ombros de Bill e Julia respectivamente. Porque não havia eu de retribuir um gesto engraçado, acolhedor, diferente. Julia está a olhar-me com aqueles olhos enormes e misteriosos que se parecem estar a divertir, numa face tranquila, serena, quase distante e longínqua, ao mesmo tempo, que estranho. Tudo isto que descrevo está a acontecer rapidamente, casualmente. Observo as restantes pessoas espalhadas em pequenos grupos à nossa volta: conversam, metidas consigo mesmas, alheias. Está a acontecer-me algo, é como se, não é com se, está mesmo a acontecer: escureceu repentinamente, há menos luminosidade diurna, uma espécie de véu intenso acaba de nos invadir a todos. Sinto uma atmosfera muito densa, como se estivesse a flutuar em algo muito mais denso do que o ar que habitualmente nos circunda, mas menos denso do que a água. Estou a ver, literalmente, os átomos à minha volta, ou algo parecido. Está tudo a girar em torno de tudo a uma ultra-super- velocidade, no entanto é tão sereno, tão tranquilo, tão pessoalmente e unicamente interiorizado. Sinto-me parte dos átomos à nossa volta que se materializam perante estes meus olhos mais do que maravilhados (e bastante intrigados, algo que não disse antes). Não tenho palavras para descrever ou fazer sentir outra pessoa acerca do que estou a assistir quase em mim próprio, ou eu estar a ser sondado pelo universo?! Somente visto, sentido e, mesmo assim, compreende-se sem se compreender o fenómeno. Eu pelo menos confesso que não estou a perceber nada do que está a acontecer e, o que quer que isto seja apanhou-me totalmente desprevenido (sinto que sentirei sempre até ao dia da minha morte que morrerei um completo ignorante, devido a este derradeiro momento e fenómeno). Estou a olhar em meu redor, não tenho a certeza mas parece- me que consigo ver todas as pessoas que estão aqui nas traseiras da casa, mesmo as que se encontram em pequenos grupos e que estão atrás de mim; no entanto não me estou a mexer, pelo menos que eu saiba, que coisa mais estranha. As pessoas continuam a conversar, alheias; sinto perfeitamente que as pessoas em nosso redor não estão nem a ver nem a sentir o mesmo que eu: literalmente é como se eu estivesse dentro de algo e esteja a observar o que se passa lá fora, fora deste círculo de nós três. Agora sinto-me a viajar a uma velocidade alucinante, indescritível, pelo universo fora ou, é o universo que está a vir de encontro a nós que, não faço a menor ideia do que se está a passar. Os átomos soltos que se juntam para formar algo

interligado como se um elástico de tempo e de espaço se tratasse. Agora, lá muito, muito distante, avisto uma espécie de claridade através deste redemoinho, como se eu olhasse através do olho de um furacão (uso esta designação e descrição de um olho de furacão após mais tarde num filme de ficção e através dos seus efeitos especiais eu avistar através deste dito olho ou tromba de água, em que se avista o horizonte do céu através do seu interior e haver notada uma ligeira semelhança no fenómeno. Mas no meu caso específico e sem ser ficção eu avisto através do olho de uma espécie de furacão ou tromba de água indistintos). Esta estranha claridade ou energia que vislumbro através do canto do meu olho parece dividir-se em duas formas de luz que se dirigem a nós, a mim, a uma velocidade vertiginosa. Tudo isto me está a acontecer rapidamente mas que me confunde a noção lógica do tempo e espaço: é como uma ilusão onde o

racional deixa de fazer literalmente sentido; a eternidade ou a fracção de um segundo onde tudo

é o mesmo. As formas indistintas de luz que parecem dirigir-se a mim vêm com derradeira

pressa ou, é algo que me está a dizer algo numa espécie de linguagem que desconheço, que não compreendo sem um tradutor ou uma forma expressiva de ser e de estar num outro nível qualquer que nada tem a ver com o nosso mundo terrestre, pelo menos aparentemente e que se perceba. Sinto que, ou pressinto, que esta inteligência vinda de algures, do espaço, me está a

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dizer que mais tarde ou mais cedo é algo que terei de enfrentar ou retornar com a minha essência. Estou a sentir receio deste desconhecido, confesso. Ao mesmo tempo, confesso, sinto receio que ao sentir mais e em tudo isto uma sensação indescritível de bem-estar e derradeira meditação, euforia total, seja algo do qual não sou digno, que não mereço ou, uma cilada que por incrível que seja: uma cilada que não me está a enganar. Em respeito pelo desconhecido recuso-me a ir mais longe através deste círculo mágico que estou a viver (que descrevo). Acabo de quebrar este círculo mágico em que me encontro na companhia de Bill e Julia, estou a dar um passo para trás, e os dois já não me conseguem tocar com as pontas de seus dedos nos meus ombros, já não me conseguem tocar: neste mesmo instante a visão desaparece e a claridade de um dia normal reaparece. Não tenho palavras para descrever o que sinto, mas para além disso o que sinto ou sei a partir deste momento é algo fundamentalmente privado, que somente a mim me diz todo o respeito. Julia e Bill acabam de se afastar daqui muito discretamente; eu afasto- me também. Ando por aqui entre as pessoas sem andar, enquanto estas continuam a conversar umas com as outras como se nada se houvesse passado de todo. Não viram nada, não sentiram nada. Estou a sentar-me aqui num banco no jardim, estou abalado, profundamente, de uma forma nobre. O céu acaba de se abrir e contar glória a si mesmo, enquanto eu, tão insignificante, acabo de ver apenas um pequeno vislumbre do fenómeno. Estou aqui mergulhado em pensamentos assombrosos e que em nada me explicam do que estou a digerir. Agora é que o caldo está entornado! Agora estou aqui a olhar para as pessoas sem saber onde estou situado. Sei onde estou, em Londres. Estou num almoço confraternização, informal, num churrasco, para ser mais preciso. Sou um membro da tribo lusa, um ser humano como qualquer outro de qualquer outra tribo. Sou alguém com passado e presente de futuro desconhecido, ao qual se junta a magia deste círculo mágico que acaba de ocorrer e nunca mais serei o mesmo certamente, mesmo que o quisesse ou queira ser. Não sou bem quem eu pensava ser estes anos todos e agora não sei quem sou nem o que faço aqui, não sei o que quer que seja. Sei quem sou, sou aquele que vive na incerteza porque o mundo, o universo, a vida, não tem nada a ver com a mundana e leviana realidade ou superficialidade dos homens e das mulheres comuns, mas eu sou um homem comum, mas mais comum do que os restantes, e até considerado inferior por muitos, neste caso e respectivamente entre alguns lusos. O mundo que conheço é apenas um pequeno pedaço de mistério da vida; a sabedoria dos sábios dos homens comuns não é mais que um mito, cada vez sei-o com maior certeza. Bill está a aproximar-se de mim, agora que estou aqui de pé, Bill não me diz nada e está novamente com a ponta de seus dedos nos meus ombros. Julia reaparece do nada e está a colocar-se de novo entre mim e Bill e estão a friccionar-me outra vez nos ombros levemente. Eu nem sei se estou ou não a colocar as minhas mãos nos ombros de ambos. Mas estou a dizer-lhes: «Agora não sinto nada!» e, mal acabo de proferir estas palavras a mesma visão retorna em toda a sua glória mas, eu quebro imediatamente o círculo mágico, pois sinto que algo muito poderoso e desconhecido se está a manifestar aos meus mais profundos e íntimos sentidos, à minha pessoa; eu que me sinto tão insignificante e tão mesquinho tantas vezes. A visão desta vez mal teve tempo de se manifestar. Sinto que a visão é um momento demasiado puro e sagrado e como sinto que na verdade não sou nenhum santo nem nenhum bom exemplo de pura castidade, pois tenho sido mesquinho muitas vezes perante a vida, sinto que não passo de uma espécie de sujidade que se tem de remir antes de se aventurar em universos desconhecidos. (Mas sentindo isto acerca de mim próprio, é o sentir num determinado estado de alma e período da minha vida, não significando no entanto que eu não seja igual ou melhor do que muita gente.) Sinto isto devido possivelmente á minha forma de estar na vida condicionada e ao ainda meu preconceito. Tenho que sacudir o pó do meu ser e lavar-me em águas límpidas até que me sinta purificado, se tal me for possível, mas que é o meu desejo atribulado. Apesar de estar a quebrar este círculo mágico pressinto que encontrarei uma outra ocasião em que me sinta suficientemente limpo para mergulhar através deste mesmo círculo, nesta grandiosidade, sem qualquer receio (Bill faz-me um convite, convida-me a ir visitá-lo a sua casa, a ir ver o seu jardim ou algo do género, mas eu não tenho bem a certeza e além disso estou a pensar que o que acabo de experimentar é algo que terei tempo de experimentar mais vezes entre os raelianos que dos quais acabo de conhecer a existência, algo banal entre os raelianos. Mas enganar-me-ei, ou serei enganado, porque nos anos seguintes parecer-me-á que os raelianos não farão a menor ideia acerca disto, com a excepção de

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alguém me ter dito logo após esta minha experiência algo que transforma tudo isto numa

Além disso e quase logo após

esta e outra posterior experiência mais ou menos do mesmo género, entre não raelianos, e que relatarei mais adiante neste livro, perguntarei a um dos principais guias raelianos presente em muitos eventos internacionais do Movimento e sendo também um dos principais seguidores de Rael, qual o significado de tudo isto, o qual demostrando estar muito surpreendido e incomodado com a minha questão praticamente me dará a entender que não fará a menor ideia, e que além disso os Elohim terão coisas mais importantes a fazer do que se interessarem por mim, segundo as palavras deste guia raeliano e de uma hierarquia raeliana muito respeitável, o que não deixará de ser estranho!) (Eu nunca tinha relatado isto acerca deste guia da alta hierarquia raeliana me ter dito isto com receio de estar a proceder mal, quis acreditar que ele apenas quis guardar algum segredo, ou algo do género.) Recordar-me-ei do facto de eu haver perguntado a Bill: «O que é isto?!» logo após eu haver quebrado o círculo e ele haver-me respondido: «Isto pertence-te a ti!» ou «Isto é algo que te pertence!» ou algo deste género.

espécie de coisa sem importância, e que alguns ouvem vozes

A minha mensagem extraterrestre, e revelação inédita/Movimento Raeliano

(No dia em que eu fui trabalhar através de uma agência de trabalho temporário sob um falso nome, algo explicado com todo o detalhe num outro livro que não este.) Estou a entrar nesta sala de espera, há aqui já algumas pessoas que serão os meus colegas de trabalho. Algumas destas pessoas conversam umas com as outras, outra estão sozinhas e sossegadas, ou lêem uma revista ou um jornal. Eu estou aqui a sentar-me num cantinho e tentando passar o mais despercebido possível, discreto. Não me quero denunciar, quero dizer, estou aqui com um nome que não é o meu e, um número de segurança social que não existe. Além disso os raelianos disseram-me que as autoridades mundiais andam a investigar todos os membros da religião raeliana (assim quase se podia dizer que qualquer pessoa que afirme haver avistado um objecto voador não identificado ou que acredita e se interessa pelo fenómeno está sob vigilância das autoridades). A pessoa que se encontra aqui mais perto de mim é um jovem moço com um aspecto e tão vulgar como o meu, pouco mais ao menos. Também está muito sossegado, distante; chamar-lhe-ei Dezasseis. Alguém se está a dirigir a todos nós: está a dizer-nos para nos instalarmos numa carrinha que está lá fora e que alguém nos vai transportar ao nosso destino laboral. Acabamos de chegar ao nosso destino, é um armazém enorme. Alguém nos está a receber, um homem aí uns dez anos mais velho do que eu. Este homem está a dividir-nos em pequenos grupos. Estranhamente, este homem que nos divide em grupos e nos está a designar as funções a desempenhar está a olhar sempre para mim, como se eu fosse aqui o principal desta gente, além de eu achar a sua atitude estranha e desviar o meu olhar, estou a começar a sentir- me pouco à vontade. Este homem está a dizer-me a mim e a dezasseis que ficamos os dois a trabalhar juntos e apenas nós dois, praticamente mesmo aqui onde nos encontramos neste momento, como se no palco principal; enquanto os restantes grupos se embrenham nos recônditos deste enorme edifício. Eu e Dezasseis estamos a começar a cumprir a nossa obrigação laboral: fileiras de pares de calças, de casacos e camisas, em cabides e pendurados numa estrutura rolante que agora se encontra estacionária. Eu e Dezasseis temos de em conjunto enfiar por baixo destes artigos uns sacos para que os ditos artigos fiquem com uma cobertura que os protege. Eu estou a ser dinâmico, lógico, no que diz respeito a este trabalho, mas o mais calado possível. Articulando somente as palavras necessárias à função que desempenhamos. Dezasseis é um australiano aí uns quatro anos ou cinco mais novo do que eu. Dezasseis está a tentar ser amistoso, para alguém que na sala de espera da agência estava tão consigo mesmo agora não desiste de conversar o mais possível comigo. Tenta chamar-me a atenção mas eu respondo às suas afirmações e perguntas com o estritamente necessário e de uma forma cortês, mas não adiantando muita conversa. Dezasseis não desiste de tentar falar o mais possível

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comigo, de me conhecer melhor; a mim dá-me a impressão de ser boa pessoa. Eu respondo vagamente com palavras: «Sim, não, pois, é, ok!» Dezasseis numa espécie de impulso e assim sem mais nem menos está a perguntar-me se eu acredito em objectos voadores não identificados. Eu já estou a pensar: «Pronto, ele sabe que eu estou envolvido com os raelianos e que eu afirmo haver avistado no céu um objecto voador não identificado; a experiência do círculo mágico e, agora alguém ou algo está a tentar perceber ou descobrir o que quer que seja, investigando-me.» Estou aqui a olhar para dezasseis sem saber o que dizer. Dezasseis continua, está a dizer-me que não só acredita como já avistou uma vez na Austrália, no céu, um objecto voador não identificado. Eu e Dezasseis agora estamos a manter um diálogo de incerteza, de dúvida, principalmente vindo de mim. Estou a insinuar que ele me está a investigar e que ele sabe quem eu sou. Dezasseis está agora muito sério a olhar para mim, e diz-me: «Juro que nunca ninguém me falou acerca de ti, não sei quem és e nem sei do que estás a falar. Peço que me acredites, não sei quem és, ninguém me enviou.» Está a dizer-me que nunca conta a ninguém acerca do que me está a contar, com receio que o considerem louco mas por alguma razão sente-se à-vontade comigo e que se sentiu compelido a contar-me sem saber bem como. (Talvez o meu mais ao menos silêncio o tenha quase interrogado, quem sabe.) Na verdade Dezasseis parece-me bastante sincero, embora toda esta situação não deixe de ser estranhíssima. Agora a minha mente diz-me para pedir algo a Dezasseis: estou a pedir a Dezasseis para me mostrar as suas palmas das mãos. Ele está a mostrar-mas. Estou a comparar as linhas da palma de sua mão esquerda com as linhas da palma da minha mão esquerda: as linhas de ambas as mãos esquerdas são absolutamente idênticas. Agora estamos a comparar as linhas de nossas ambas mãos direitas, são também idênticas. As linhas das palmas das nossas mãos são como impressões digitais idênticas. Eu e Dezasseis estamos ambos absolutamente pasmados e confusos com tudo isto e com a nossa aparente telepatia. (Declaro no entanto que esta aparente espécie de telepatia nunca antes me havia sucedido e jamais me voltará a suceder até ao dia em que escrevo estas mesmas palavras neste meu livro. Nem estou minimamente interessado que me volte a suceder.) Agora eu e Dezasseis conversamos animadamente, ou mais do que isso:

conversamos fraternalmente e quase como se nos sentíssemos irmãos. Eu falo-lhe acerca dos raelianos e dos seus objectivos, enquanto ele me diz que é a primeira vez que ouve falar deles; mas que não sente vontade de se envolver pessoalmente, pelo menos é o que sente neste momento. Dezasseis está a dizer-me que em Outubro deste ano vai para o sul de França trabalhar nas vindimas. Está a perguntar-me se eu quero ir com ele. Estou a dizer-lhe que não posso, que vou tirar um curso para adultos e que já tenho tudo planeado. Alguém me está a chamar a mim e ao Dezasseis para uma pausa laboral, para se comer algo e se descansar um pouco. Já estamos no período de pausa, eu e Dezasseis estamos a mostrar as palmas das nossas mãos a um inglês, um moço alto e loiro que ao nos escutar e ao ver as palmas das nossas mãos nos conta que uma vez avistou no norte de Inglaterra um objecto voador não identificado; este inglês não tem as palmas de suas mãos como as nossas. Dezasseis está a ir à casa de banho lavar as suas mãos para melhor se notarem as linhas, uma vez que tem as mãos um pouco encardidas. Eu também conto aos dois que o meu verdadeiro nome é Margram e de eu estar a usar o nome de Zépalmas e respeitando a sua memória. Eu e Dezassete fazemos também uma outra descoberta. Dezasseis nasceu a dezasseis de Abril, enquanto eu nasci a dezassete de Abril. Tudo isto me influencia enormemente, me transforma quase fanaticamente, é como se todas estas coisas estranhas me estarem a indicar o caminho certo de uma forma que só a mim me cabe decidir não sei bem o quê que não seja ao que eu possa chamar incondicionalmente o ser contra qualquer tipo de corrupção que ponha em causa a verdade humanitária, ou algo muito parecido com isto; doa a quem doer. Ao mesmo tempo é também como se qualquer ponto de vista tenha de ser escutado e levado em conta, de uma forma demasiadamente responsável. Dezasseis não é raeliano, (e neste período eu também não serei ainda oficialmente raeliano, para o ser terei de seguir o ritual de baptismo raeliano e praticar o meu acto de apostasia, e somente cumprirei ambos daí a alguns anos, ou seja: o baptismo e o acto de apostasia. No entanto e após me tornar oficialmente raeliano, passados também alguns anos decidirei que afinal não não me considerarei raeliano, e tornarei público que não considerarei Rael como sendo um profeta). Agora sim, é quase como tudo estar interligado mas sem o estar, ou algo estar prestes a acontecer quando nada acontece, a não ser o facto da minha vida continuar a ser a busca pelo

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desconhecido: aí sim, algo tem vindo sempre a acontecer e cabe-me a mim interligar todos estes retalhos sem saber bem como. Depois há mais uma coincidência: a rua onde os meus pais residem, lá no Alto dos Vendavais, ao princípio era conhecida pelo nome de rua principal e que toda a gente na altura escrevia como remetente nas cartas e em documentos oficiais; agora já há alguns anos é a rua 16 de Abril. Eu não poderia inventar tudo isto neste livro à volta da minha data de nascimento e do nome da rua que me viu crescer. Já é manhã, é o fim de turno. Eu, Dezasseis e o moço inglês, estamos a abandonar este armazém de roupas e a dirigir-nos para a estação do metropolitano local para voltarmos às nossas respectivas residências, lá mais para o centro de Londres. Estamos convencidos, pelo menos eu e Dezasseis, que voltaremos a encontrar-nos para trabalharmos juntos novamente neste mesmo turno do dia seguinte. Agora, após já haver dormido o resto da manhã e a tarde quase toda estou a dirigir-me à agência de trabalho temporário Shrive’s Work. Já estou novamente na Shrive’s Work, estou defronte à mesma moça que ontem me inscreveu nesta mesma agência. Estou a perguntar-lhe se é para estar aqui hoje à mesma hora mas, passa-se algo de estranho: a moça da agência tem os olhos um tanto vermelhos e inchados, nota-se que tem estado a chorar. Ela está a olhar-me com os olhos muito arregalados enquanto me diz que já não há mais trabalho e que para eu receber o dinheiro do dia que trabalhei terei de ir, daqui a uma semana, a uma outra agência Shrive’s Work do outro lado de Londres, a qual ela me está a dar o endereço. Estão mais pessoas aqui na agência trabalhando com e em frente a computadores, etc. Está toda a gente muito calada e sinto um ambiente estranhamente pesado, nada comparado com o ambiente de ontem; é uma situação um tanto insólita. (Esta outra agência Shrive’s Work do outro lado de Londres pagar-me-á o respectivo dia de trabalho e dar-me-á um recibo emitido no nome de Zépalmas. Eu ficarei um tanto admirado, pois já pensava que jamais me pagariam nestas circunstâncias e ainda por cima ter de ir receber à agência onde não me havia inscrito.) Estou de volta à minha residência. A noite está aqui e não consigo dormir, estou absorto em múltiplos pensamentos com todas as suas certezas e também dúvidas. Finalmente adormeço em conflito com o mundo…

Eu, o/a autor/a deste livro, estou dizendo a verdade, e somente a verdade…

“É por isso que faço um pacto através destas palavras escritas: o que relato ou descrevo a seguir relato-o ou descrevo-o de uma forma responsável e sem desculpas para qualquer perdão, se minto. Que isto se considere uma vontade em testamentário: peço a Deus; aos deuses; aos seres celestes não identificados; ao derradeiro sagrado; ao derradeiro divino; ao sobrenatural; ao que quer que seja ou designação de Deus que se deseje por quem quer que seja, que por qualquer destas entidades eu seja amaldiçoado em vida e em morte, se o que a seguir afirmo ou descrevo não for verdade, incondicionalmente: declaro assim que é verdade o que relato neste mesmo livro acerca do avistamento de um objecto voador não identificado na companhia dos meus amigos de infância, assim como declaro a veracidade do círculo mágico entre mim, Bill e Julia, na melhor forma possível que me é possível relatar o mesmo, digo isto porque me é muito difícil descrever algo tão longínquo da realidade a que estou habituado deste nosso mundo e porque também me é difícil descrever algo que não compreendo. Mas talvez alguém um dia leia este meu livro e através do que descrevo consiga compreender melhor do que se trata. Também declaro que é verdade o que relato neste meu livro acerca de tudo entre mim e o moço australiano ao qual eu chamo Dezasseis e acerca do moço inglês que nos acompanha, e de tudo o resto que menciono acerca desta mesma história real. Também declaro o que afirmo acerca do meu baptismo raeliano. Assim também como o teste raeliano que me foi feito para eu ajudar a destruir RaelTal como tudo isto, também declaro que o nome da rua onde resido no Alto dos Vendavais se chama Rua 16 de Abril e que o meu aniversário é no dia 17 de Abril. Mas declaro (com a já referida excepção do nome da rua onde resido no Alto dos Vendavais e a minha data de nascimento) que os nomes das pessoas e dos locais de todas estas minhas vontades em testamentário poderão ser fictícios mas, o restante e essencial é pura verdade e, sendo assim,

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este pacto ou vontade minha em testamentário ou qualquer outra considero-as absolutamente legítimas.

Um desejo meu um tanto estúpido com sabor a desesperado

Um grupo de planetas na infinidade do universo que vos albergue a todos malditos! Um planeta para cada gosto, preferência, religião, filosofia, ideologia. Exemplos tais como: um planeta algures no infinito do cosmos repleto de empresários oportunistas do caos e onde são despejados através de um processo qualquer de clonagem e onde talvez nem se lembrem acerca do seu passado nem como foram ali parar; onde se vigarizam entre si sem qualquer sucesso e onde sofrem tudo o que um simples trabalhador sofre ao longo da vida, num círculo vicioso e eterno de onde somente escapam aqueles que se auto-iluminam a si próprios e se arrependem

por estar ali… Um outro planeta para aqueles que através da religião e política mantêm a humanidade na obscuridade e sofrimento, sofrendo estas mesmas consequências. Um outro planeta para os poderosos da Terra, políticos, reis e rainhas corruptos e oportunistas de um sistema sem qualquer sentido para que estes sejam dignos de existência; um planeta onde lhes será apenas permitido viver entre os seus de sangue azul e sem quaisquer serventes e onde terão de sobreviver e sobreviver uns aos outros. Um outro planeta para os especialmente violentos, para os ditadores de todos os tipos, para os que inventam as guerras e onde terão a oportunidade de se guerrearem uns aos outros e assim apartados dos inocentes e bem-intencionados, até que eventualmente aprendam a lição da vida à sua própria custa. O actual status quo alimenta as aspirações da injustiça, alimentando-se num contraste racista puritano e secreto onde imagens de nudeza ou sexuais são imagens proibidas no seio da boa família, enquanto imagens de guerra

e de fome são tema educativo em ecrã televisivo a qualquer hora e qualquer momento e

transformados em imagens banais. A nudeza espiritual que já não é como um condão benéfico da nudeza corporal transformada em milagre da vida que delícia os nossos olhos e, quanto mais

se cobrem os corpos sem necessidade de o fazer e devido a preconceitos, a doutrinas, a tabus, ao ciúme; mais impuro e menos virgem se é na maliciosa moralidade dos puritanos fascistas. Falsidades em bons costumes que não passam de pura obscuridade…

Uma história minha contra o tabu sexual e a hipocrisia do fascismo puritano

Eu e Jane estamos a entrar na Wonderfeel House, estamos parados à escuta; ouve-se televisores

e vozes num tom abafado nalguns quartos. Também se ouvem algumas vozes pouco nítidas

vindas lá debaixo, da cozinha. Eu e Jane estamos a subir as escadas em madeira, sorrateiramente e apressadamente. Já estamos cá em cima onde fica o meu quarto. Jane quer tomar o seu banho antes de nos fundirmos um no outro e temos uma enorme banheira, se a compararmos às banheiras que temos na Lusitânia, mesmo em frente ao meu quarto e que felizmente nunca é usada, uma vez que toda a gente, incluindo eu próprio, prefere usar a sala do duche lá em baixo que é bem mais prático. Enquanto a Jane espera no meu quarto eu estou a encher a banheira com água à temperatura ideal e mais quente do que morna e vigio ao mesmo tempo… Jane já está metida na banheira. Apetece-me também enfiar-me na banheira com ela mas temos de nos

despachar e fazer o menos barulho possível. Estou a ajudar Jane a limpar-se numa toalha grande, estou a aproveitar-me enquanto a Jane me diz para eu não ser maroto e impaciente;

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estamos os dois com uma enorme vontade de nos rirmos às gargalhadas, mas contemo-nos. Estou a abrir a porta da sala da banheira onde nos encontramos, com muito cuidado e a espreitar lá para fora, para o pequeno corredor que nos separa da porta do meu quarto meio escancarada e, Jane, nuns passos largos e ligeiros e enrolada na toalha enfia-se no meu quarto. Agora eu estou a enfiar-me na banheira e na água docemente perfumada, não há tempo para esvaziar a

banheira e enchê-la novamente. Eu e a Jane já estamos juntos no meu, ou melhor, nosso quarto:

com a luz apagada e uma vela acesa. Não tenho secador de cabelo e os longos cabelos da Jane estão agradavelmente húmidos. Estou com uma tesão que sou capaz de explodir enquanto nos beijamos e acariciamos mutuamente. O sexo da Jane está húmido e prestes a explodir também. Estou a colocar-lhe vinho doce nos seios para logo em seguida os lamber. Coloco-lhe mais vinho, com muito cuidado para não sujar a cama, no seu umbigo, para logo de imediato me embebedar de prazeres que me enlouquecem cada vez mais, enquanto o doce do vinho escorre para os lençóis como se suor de magia do seu corpo. Estou a molhar-lhe a vagina, levemente, com este licor doce: está a arder-lhe um pouco, diz; enquanto lhe faço passar o ardor colocando toda a minha língua no seu sexo quente e húmido. Estamos a virar-nos e aqui estamos na tradicional posição do 69: fazemos sexo oral ao mesmo tempo enquanto rodopiamos pela cama enrolados um no outro. Agora Jane está a besuntar-me o pénis com o vinho doce, para logo a seguir me fazer sexo oral e, besunta-me mais e mais, enquanto assim inclinada e de cócoras esfrega-se em mim com os seus lábios vaginais inchados de prazer na minha língua, em toda a minha cara, enquanto geme de satisfação. Masturbo-a no clítoris com os meus dedos e língua até ela toda estremecer e ficar agradavelmente suada. Agora, Jane está deitada de costas para mim enquanto eu lhe faço uma massagem no pescoço, nas costas, nas nádegas e no rego destas

e onde vou levando o meu pénis que se fortifica novamente e enquanto ela quase adormece de

bem-estar. Estou a regar com suavidade o rego das suas lindas nádegas com vinho doce e, lambo com suavidade e com luxúria este rabo de cetim; ela está muito quietinha e excitada. Jane, com um sorriso maroto estampado na sua cara está a esmagar, a esborrachar, alguns bombons de chocolate com recheio no meu pénis, besuntando-o todo, agora está a chupar-me tal como se chupa um chupa-chupa enquanto me sinto num Céu muito distante do comum do dia-a- dia. Agora eu esmago com um enorme desejo bombons na sua vagina besuntando-a, alguns bombos coloco-os inteiros no interior desta para depois os ir lá buscar com a língua e ingeri-los com uma enorme satisfação (confesso). Jane está a puxar-me para ela, beijamo-nos, engolimos a língua um do outro em chocolate e recheio. Eu e Jane estamos como se em transe sexual onde tudo é possível acontecer, no bom sentido é claro! Estou a introduzir o meu pénis na vagina da Jane apertando o meu peito contra os seus seios: introduzo o meu pénis na vagina dela sem termos de olhar ou irmos lá com as mãos, estamos totalmente em sincronia um com o outro e os nossos corpos obedecem-nos incondicionalmente. Os nossos corpos esbarram um no outro molhados em vinho e besuntados em chocolate. Estamos algures sem saber bem onde e totalmente esquecidos dos problemas do mundo neste vaivém ritmado e demorado em movimentos sensuais que buscam pontos de prazer nos corpos e nos sentidos um do outro: dois

corpos num só. Agora, suavemente, Jane põe-se numa posição sentada em cima de mim. Estou a possuí-la sentindo um grande prazer e amor por ela e agarrando-lhe os seios firmes com as minhas mãos. Os nossos lábios lutam por se juntar numa contorção corporal e quando se juntam estão sôfregos enquanto bebemos da respiração um do outro. O vaivém dela, sentido, apertado, ritmado em mim enquanto eu nela, enquanto damos as mãos um ao outro muito apertadas. Às vezes ficamos imóveis durante uma pequena pausa com o meu pénis introduzido na sua vagina escaldante nesta posição, para retardar o meu orgasmo. Após eu e a Jane havermos adormecido

são agora quatro horas da manhã e, já não sei bem quem acordou quem, eu e Jane beijamo-nos novamente bastante excitados. Estou com uma tesão que dá para o meu pénis explodir. Jane está

a sentar-se em cima do meu pénis e introduzindo-o na sua vagina escorregadia e quente e, agora no silêncio da noite é ela que me está a possuir num vaivém calmo, calmo porque a travo um pouco para não fazermos barulho, e assim nos prolongamos por bastante tempo. Hoje apenas adormecemos por uma escassas duas horas, mas levantamo-nos tão agradavelmente bem- dispostos. Tenho que admitir que Jane e Michelle, na cama, são muito semelhantes. A única diferença entre as duas é que terei muito mais sexo com a Michelle (muitas vezes mais), e o

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facto de eu e a Michelle nunca havermos feito amor à mistura com vinho doce e bombons e podíamos gritar à vontade durante o sexo.

Apenas um balde de água fria sobre o cérebro de pura ficção e não ficção… (Puro entretenimento literário)

É noite e, acabo por adormecer. Já sonho: “Sou um fugitivo solitário, enquanto uma população

vira os olhos em cumplicidade, para o lado, proferindo palavras injuriosas e obscenas. Uma população enlouquecida e esfomeada por injustiça e falsidade, esfomeada pelo meu corpo e alma, pela minha cabeça que caia decepada. A inquisição moderna persegue-me, uma inquisição com milénios ao estilo de cada época. Flutuam pelos céus, à minha volta, seitas religiosas convencionais e intermediários económicos de lucros puramente capitalistas, em detrimento da

humanidade e da legítima religiosidade; uma besta maligna que me tenta silenciar, que me

persegue. Vizinhos e desconhecidos, legisladores e seus guardiães, a mentira e corrupção social, todos me perseguem infiltrados nesta multidão fundamentalista que me espia em cada esquina, e

a Maçonaria está à espreita, está em todo o lado, por todo o lado; que me controla todo e

qualquer movimento numa luta desigual para me contaminar o corpo e a mente como um todo. Estamos no ano treze, já é noitinha, numa terra longínqua e mágica. Somos sete jovens, amigos de infância. Estamos a avistar luzes mágicas e secretas que se passeiam Pelos céus; estas luzes que se dirigem de sul para norte; para agora se dirigirem na nossa direcção, assim de oeste para leste. Agora as luzes aeroaparcam assim por cima de nós sem um único ruído. Estamos assim a olhar para cima, a observar, enquanto este objecto voador mágico não identificado nos observa também. Agora este misterioso coche voador, subitamente, desaparece do alcance dos nossos olhos através da luz de um relâmpago. Contemplo a luz de um relâmpago que deposita em mim um rasto de tumulto social, político e religioso: começo a afirmar que o Deus das religiões são deuses e que os deuses são seres celestes não identificados. As forças secretas e orientadoras do estabelecimento sabem que o poder religioso e político é conservado, alimentado, baseado, através do auxílio e protecção da ignorância generalizada do povo. Pois estas forças malignas sabem que no dia em que a grande maioria do povo for verdadeiramente culto e sábio todo o poder estabelecido será derrotado, é por isso que já vivemos numa ditadura global disfarçada de democracia, e onde o povo é impedido de ver telenovelas sobre a realidade da corrupção e mentira política, de direita como de esquerda; onde a realidade das dificuldades que tanto afectam a vida das famílias são silenciadas em telenovelas mesquinhas e onde a inteligência do

povo é totalmente corrompida e apagada. O povo é privado de justiça judicial, pois se assim não fosse viver-se-ia numa utopia; em vez disso vivemos nesta miserável anarquia controlada pelo poder absoluto, que de tanto nos priva e nos proíbe; enquanto nos alimenta com desculpas políticas e promessas falsas, dando mais a uns, tirando quase tudo a outros e dando muitas regalias aos mais essenciais ao funcionamento da máquina do Estado como um todo, onde mora os tentáculos da hipócrita Maçonaria: todo o tipo de serviços sociais entre muitos outros. A grande maioria do povo é empurrada para a miséria enquanto os que mantêm muitas regalias sob chantagem chantageiam sempre mais, para se alimentar uma falsa e tão corrompida esquerda ou direita política. O povo está profundamente dividido e odeia-se entre si, enquanto alguns, os que verdadeiramente lideram o mundo, estão cada vez mais milionários e gananciosos numa estratégia conservadora e bem organizada. Inventa-se que no mais santo dia de minha religiosidade me purifico em podres maçãs. Odeio maçã que apetite seduz na morta macieira em mim sagrada. Ano treze que demasiado os olhos me abre, me acusam em segredo! Pelos homens deuses da terra sou crucificado e proibido de viver livre à sua semelhante imagem. Em mortal segredo o amor que faço com mulheres é ocultado. Amo e sou o meu verdadeiro quando com elas faço amor espiritual e sexual consumado. Sou perseguido e sou

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humilhado por todos e por tudo sem saber porquê e acusado de homossexualidade pelo puritano maçónico: enquanto falham em me converter sou um náufrago agarrado à minha esperança:

acredito e não acredito em Deus. Os homens e mulheres do meu país quase logram em segredo em me conduzir ao precipício do suicídio. Alguém me salva com o seu próprio suicídio, num país de ditadura religiosa e política, de extremistas secretos. Fujo para terras estrangeiras, sou um fora-da-lei expatriado. Não será esta a melhor arma para algo, alguém, me destruir?! Uma mistura de várias circunstâncias e interesses que se fundem entre si. Circunstâncias e vicissitudes que se aproveitam umas nas outras ocultando-se assim entre si; que apesar de não estarem interligadas mas que se interligam quando me destroem a vida e os sonhos. Será que estou a sonhar, acordado?! Agora de súbito estou a correr à frente de uma multidão que me persegue, que me quer levar à fogueira. Sou vítima de terrorismo psicológico, de ameaças verbais e físicas. Grupos de homens que me querem violar sexualmente, alguns agridem-me fisicamente acusando-me de homossexualidade e de muitas outras coisas que desconheço. Uma multidão que esconde dentro de si todos os tipos de actos sexuais e que despejam em mim para se purificarem. Sinto que lá longe do meu despertar desta realidade, pessoas que vivem este sonho comigo confusas, confusas tal com eu.” Contemplo inúmeros caminhos que desafiam as dúvidas e incertezas dos homens e mulheres da Terra, até mesmo através do considerado sagrado a servir de exemplo, no labirinto da ressurreição dos diversos testemunhos; a diferentes horas e locais de abandono do túmulo ao terceiro dia, os desencontrados entre si como se de uma grande metrópole se tratasse, dos muitos atalhos de uma parábola vivente de uma só via. Um profeta que em tempos estivera demasiado ocupado a fazer o trabalho dos sacerdotes hebraicos e dos políticos romanos, enquanto distribuía alimentos e curava as doenças físicas e psíquicas da sociedade sua contemporânea, sem lhes cobrar juros oportunistas. Passados dois mil anos contemplo um teatro onde os principais actores religiosamente políticos escondem a verdade. Um circo onde os principais palhaços fazem chorar e sofrer. Apoderam-se de tudo judicialmente através da sua hipócrita lei, à força de armas instituídas, porque o sabor a poder, a múltiplas regalias, à vanidade desmesurada e em nome do oportunismo desenfreado, os esvazia de carácter e personalidade filantrópicas genuínas. Estes são os homens e mulheres que governam o mundo em todas as suas ramificações capitalistas (o mundo inteiro sem qualquer excepção de direita ou de esquerda política). A derradeira vanidade mesquinha dos homens e mulheres é principalmente a busca de um título qualquer que os faça sentir ter poder sobre o mundo, que os faça sentir serem seres supremos e superiores aos restantes homens e mulheres, e que têm controlo sobre a vida alheia e sobre aqueles que consigo discordam e, principalmente, que controlam o mundo de modo a protegerem-se a si próprios. Felizmente que durante séculos muitos dos líderes que governaram o mundo capitalista e as suas várias instituições têm sido elementos ajuramentados e com o grandioso objectivo de desenvolver o princípio da fraternidade e da filantropia a vários níveis, através de uma organização de segredos a vários níveis de controlo hierárquico: a Maçonaria. Felizmente ao longo dos tempestuosos tempos do mundo tem-se convivido lado a lado com várias seitas secretas mundiais. Exércitos secretos que lutam pela luz da verdade religiosa e humanitária. Entretanto, o exército popular do Espírito da Verdade é desacreditado e perseguido por forças misteriosamente secretas. O capital é o espírito da bondade de uma gigante empresa privada, os centros de saúde pública são obra do diabo, é por isso que no reino da Lusitânia pessoas ligadas à saúde são membros de fraternidades secretas. Jesus já não está presente para acabar com as infindáveis listas de espera, o povo já não acredita na salvação; os médicos são santos na sua privacidade: o povo amontoado num curral é precioso lucro. Contemplo um Jesus, um Emanuel, que grande perigo representa para o poder político e religioso institucionalizados da época. Tudo isto deve-se ao facto do bom velho Jesus da Galileia haver morrido de velhice e a mensagem da sua missão de democraticamente mudar o mundo haver também morrido com Ele, numa fase ainda embrionária do tempo: felizmente o Filho foi sacrificado em nome do jamais esquecido. Este é o testamentário que deixo ao rebanho do futuro, para que livremente interpretem o abstracto da divisão entre a verdade e a mentira. Sou o tesoiro incorruptível das gerações vindouras, aqui dentro de um rebanho aniquilado pelos lobos que o substituem por uma alcateia: um rebanho substituto. Os historiadores e ‘jornalistas’ de há dois mil anos atrás, romanos, gregos e aramaicos, foram impedidos pelas convenções do estabelecimento e pelos preconceitos da época de registarem a vida pela liberdade, igualdade e

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justiça: a vida do profeta (o filho de Deus). Alguns seguidores do profeta ou contaram a história que se escreveu apartada da oficial, ou alguns escreveram-na eles próprios. História que foi salva ao ser usurpada para fins egoístas e estratégicos. Antes de há dois mil anos atrás, e desde então até aos nossos dias, muito da história que se escreve e se noticia é apenas o que alcança o conhecimento do público; a verdadeira, a dos bastidores das decisões mundiais secretas e da corrupção generalizada, permanece um mistério. As notícias e a história são uma ilusão inventada. As discussões parlamentares das nações são farsas e interesses pessoais preconcebidos onde abunda a Maçonaria. Há dois mil anos atrás, algures no mundo e numa sociedade ultra conservadora, as forças policiais e militares trabalhavam para assegurar a manutenção de um regime de política capitalista e empresarial com poder de decisão tirânico absoluto. Um regime religioso fascista e corrupto prevalecia. Os funcionalistas públicos de então eram também uma raça à parte e cheia de privilégios e, recompensados pelo mundo empresarial, devido à cumplicidade de privilégios que geravam mais privilégios entre si; e desde que não lhes retirassem direitos privilegiados muito superiores aos dos cidadãos inferiores e pobres, tudo estava bem e harmonioso. Os partidos de extremo-sestro ainda não existiam para também contribuírem para a existência da raça superior dos funcionalistas públicos de então, para que cobardemente pudessem usar a sua sinistra estratégia de falsas aparências de bem-estar sobre uma classe social com poder, igualmente destabilizante, caótica, cobarde, oportunista, egoísta, grevista e chantagista. Para que a sua falsa promessa política de um sistema utópico fosse igual à política de qualquer outro partido, a luta pelo poder absoluto; e não permitisse que qualquer outro trouxesse quaisquer bons exemplos sociais mais igualitaristas; para assim se justificar a sua própria hipócrita existência, ainda não existia há dois mil anos atrás. Porque se então existisse, tudo seria fingimento estratégico numa anarquia camuflada de utópica verdade. Felizmente que hoje, passados dois mil anos, a realidade não é esta. Apesar de não ser proibido não se fazerem estudos intensivos entre toda a população para que os verdadeiros génios (os verdadeiros Einsteins) sejam descobertos e convenientemente instruídos (aproveitados), e ser postos ao serviço da comunidade e de uma civilização altruísta porque, segundo se diz, vive-se em e numa democracia: os mais estúpidos, os verdadeiramente sem quaisquer escrúpulos que a qualquer custo sabotam a hipótese da sociedade utópica se concretizar, estão assim à frente da liderança do mundo e das suas instituições, em vez de estarem a desempenhar as funções mais insignificantes dos bastidores. Somente porque no passado se cometeu o erro de se interpretar e se confundir a conquista à força com a conquista filosófica e do senso comum ou racionalidade. É quase um milagre eu ainda não ter sido assassinado ou ter misteriosamente desaparecido ou aprisionado: com um pouco de sorte contemplo-me numa ditadura apesar de também corrupta, intermédia e entre dois terríveis extremos; que indecisos se contrabalançam, salvando-me um pouco a vida. Eu já estou condenado através deste sonho, quando a maldição das ditaduras de extrema-direita ou extrema-esquerda alcançarem o poder absoluto do poder. Por ora apenas convivo com políticas lado a lado com o sabor amargo e venenoso de todos os partidos parlamentares estarem infectados pela doença da irmandade secreta; enquanto estão todos entretidos a enganar o povo para um dia conseguirem implementar uma ditadura qualquer absolutista e que mostrará a verdadeira face da luta pelo poder. O profeta (o Filho Santo) iniciara então uma revolta pacífica e filosófica à margem do sistema oficial, denunciando a injustiça e a corrupção social e religiosa. Este profeta de há dois mil anos atrás proclama a vinda do Espírito da Verdade; também proclama a verdade de um outro mundo que quer trazer aos homens e mulheres da terra. Eis que um conceito absolutista e comprovado na existência da utopia sagrada se manifesta em todo o seu esplendor: ser-se omnipotente é a derradeira capacidade de Deus realizar toda e qualquer acção possível ou impossível como, quando, e como quiser que seja em qualquer situação pensável ou impensável. Ser-se omnisciente é a derradeira capacidade de Deus estar consciente de si próprio a dar-se conta de todo o seu conhecimento acerca de qualquer possibilidade a conhecer do ser da existência em qualquer época do infinito (tempo). Ser-se omnipresente é a derradeira capacidade de se estar presente em qualquer época do futuro, do passado ou do presente da eternidade do tempo. A sobrenaturalidade de Deus é ser tudo isto: ser omnipotente, omnisciente e omnipresente. Eis que recuo no tempo triliões de biliões de anos e eis que contemplo um Ser invisível que se engasga nas suas sobrenaturais gargalhadas: «ah! ah! ah! oh! oh! oh! aarhgg! oorhgaahgg!» enquanto na

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malandrice planeia daqui a uns triliões de biliões de anos criar Adão e Eva, nus, que podem comer de todos os frutos do paraíso, excepto da macieira da ciência, mas que sabe que eles vão de lá comer, de qualquer modo. Também vai criar Adão e Eva perfeitos, apesar de os ir criar imperfeitos e também não os querer nus e, nisto, o ser invisível engasga-se novamente nas suas sobrenaturais gargalhadas: «ah! ah! ah! oh! oh! oh! aarhgg! oorghaahgg!» Eis que também

contemplo o Ser invisível transformar-se no pai e filho de si mesmo que até já sabe se foi a sua mãe do filho e do pai e, nisto ensaia as futuras risadas de um Diabo que também vai permitir que um dia exista: «ah! ah! ah! oh! oh! oh! aarhgg! oorghaahgg!» Deus é tudo e tudo existe através do seu sagrado poder omnipotente, omnisciente e omnipresente, ámen! Deus é o Alfa e

o Ómega, ámen! Agora, enquanto ainda recuo no tempo triliões de biliões de anos, Deus planeia

sacrificar-se a si próprio na cruz dizendo que é o Filho para salvar os homens e mulheres de um mundo que ainda não criou, que ainda não pecou, e nisto volta a perder-se nas suas diabólicas gargalhadas enquanto se divide em dois seres donos da vontade do bem e do mal. Eis que contemplo a ancestral Ibéria, estamos a quatrocentos anos do nascimento de Cristo. As partes mais recônditas da Ibéria estão encobertas por um manto de mistério e magia. Todo o norte da Ibéria se mantém em contacto com os emissários druidas da Gália, estes por seu lado mantêm-se em constante contacto com os seus primos celtas das ilhas do norte. Os romanos vagueiam por aqui e por ali no interior deste mundo da grande força espiritual da Terra Mãe de filosofia budista pagã. Os povos primos da África do norte atravessam o estreito braço de mar numa rotina ancestral, e mantêm cordiais relações com especialmente os ibéricos do sul. Algumas tribos ibéricas falam línguas aparentadas com os celtas da Gália e das ilhas do norte (também há vestígios de dialectos primos do norte de África), entre estas tribos encontra-se o maior aglomerado populacional ibérico, os lusos. Esta mistura de relações ibéricas com os seus primos celtas da Europa e com os seus igualmente primos norte africanos mergulha a Ibéria num manto de mistério que apenas se conhece a si próprio, perante a sua força espiritual celtibera onde a força budista pagã predomina tolerante e promove a paz espiritual entre dois continentes. Os celtiberos, contrariando futuros relatos demagógicos da política de conspiração romana, não são um povo selvagem e inculto; na verdade, a quatrocentos anos do nascimento de Cristo há uma língua escrita celtibérica baseada em caracteres linguísticos europeus. Esta língua escrita será banida e os seus vestígios apagados até à exaustão, durante a futura ocupação romana; assim como os povos ibéricos já romanizados num futuro mais adiante destruirão também qualquer vestígio da língua escrita inca, entre outras. De entre todos os povos ibéricos destaca-se o povo lusitano, que como nação é detentora de uma espécie de um sumo-sacerdote guerreiro e filósofo com o poder de unir todas as fracções lusas, através de um concelho tribal, em que participam todos os chefes lusos e, se necessário, os chefes de outras tribos ibéricas. Como grupo étnico as tribos celto-lusas formam o maior grupo tribal e a mais bem organizada organização de toda a Ibéria. Na Ibéria o sistema político não funciona através de um poder central, e todas as sub- regiões se organizam e se policiam de uma forma autónoma a si próprias, através de concelhos tribais e regionais. Cada fracção guerreira tem o seu melhor guerreiro espiritual-filósofo. Em

tempos de grande crise todos os guerreiros espirituais-filosofos se juntam num concelho iniciático em que o mais capaz, inteligente e justo, é proclamado o sumo-sacerdote de todas as tribos: alguém com acesso ao mundo dos druidas. Viriato virá a ser um destes sumo-sacerdotes ibéricos guerreiros com directo acesso ao mundo dos druidas. Na Ibéria há festejos pagãos que celebram o ciclo natural da vida, as estações do ano e o que estas representam na vida dos homens e mulheres, animais e plantas, num todo que se complementa. Nasce-se, vive-se, morre- se e ressuscita-se na magia do ciclo eternal da vida. O sol e a lua são como deuses entre deuses que facultam a existência que fecunda a consciência entre si. As fazes da lua enchem e esvaziam

a maré dos pensamentos sensuais da magia humana; e tudo aquilo que se desfaz em pó, que se

transforma no invisível (espiritual), é a mistura do caldeirão mágico dos deuses e dos elementos que se volta a reciclar no estado invisível ou visível da existência como um todo, que deusas longínquas como a Mãe Terra dão à luz. O acto sexual transforma-se na magia que se sente num ritual secreto da libertação. A vontade dos homens e das mulheres são livros abertos aos deuses, mas os deuses têm vontades sábias e supremas sobre os mortais. A consciência humana que

concebe a verdadeira vontade dos deuses está acima do homem e da mulher comum, mas a consciência é livre. Os deuses são um mistério assim como o mistério de todos os pequenos

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seres e fadas do folclore celta, assim como as aparições da Deusa-mãe através da natureza da existência. A religião europeia, o paganismo, é uma espécie de irmã do hinduísmo e uma espécie de cúmplice do budismo. Estamos agora a cerca de duzentos e cinquenta anos do nascimento de Cristo, e está a ocorrer um grande desequilíbrio entre os estranhos interesses de estratégia económica e política entre o império de Roma e o império do norte de África e a Ibéria; e Roma planeia conquistar ambas para alimentar a sua ganância. Os romanos têm alguns entrepostos nalguns locais da Ibéria, através de tratados com alguns povos ibéricos; mas os norte-africanos também têm aqui entrepostos e tratados. Os iberos que usam estes entrepostos para exportar e importar produtos e de modo a contornarem os desequilíbrios usam a estratégia de ora aliando-se a uns ou a outros, respectivamente romanos ou norte-africanos. Mas os norte- africanos são ancestrais velhos conhecidos de muitas tribos da Ibéria e ganham a sua simpatia e interesse vantajosamente. Tratados sinceros e de amizade entre os iberos e norte-africanos

atingem grandes proporções, e centenas de milhares de guerreiros ibéricos juntam-se a centenas de milhares de guerreiros norte-africanos, entre todos estes guerreiros há milhares de lusitanos. Este gigantesco exército dirige-se por terra na direcção de Roma, mas enfrenta muita resistência

e adversidade pelo caminho e a capital do grande império romano, apesar de estremecer,

sobrevive. Assim, o intuito de Roma de se apoderar das riquezas naturais da Ibéria e do norte de

África ganha ainda mais adeptos: exterminar algo que até os pode destronar. E assim num futuro não muito longínquo Roma enviará também o seu poderoso exército rumo à Ibéria mas, antes de

a conseguir conquistar, serão uns duzentos anos de dor e sofrimento tanto para os romanos

como para os iberos. As legiões romanas chegarão a tremer ao ouvirem falar da organização e força espiritual dos guerreiros lusos e seus aliados. Os lusos chacinarão centenas de milhares de soldados romanos e o orgulho de Roma será muitíssimo abalado. Roma, através da manipulação de política corrupta, traição e falta à palavra a tratados e acordos sairá finalmente vitoriosa. A derrota lusa será um exemplo de autoritarismo e barbarismo romano até então nunca

presenciado: centenas de milhares de guerreiros lusos, velhos, mulheres e crianças, serão barbaricamente assassinados e humilhados num curto espaço de tempo, e somente pequenos fragmentos de relatos do que aqui se vai realmente passar serão registados pela história. O verdadeiro carácter, identidade e personalidade filosoficamente lusos serão exterminados para sempre, assim como o seu modo de vida, liberdade e idioma. Todos os indícios de uma cultura forte e bem estabelecida serão perseguidos e apagados do mapa da história e serão os romanos a ditar o que permanecerá através do seu próprio idioma. Para piorar o que restará da história o império passar-se-á a chamar a si próprio católico romano, e para aqueles que não sabem, católico é uma palavra de origem grega que significa universal. O império católico romano deturpará ainda mais a história dos vencidos ou convertidos à força. Um dia a história retratará os lusitanos como uma espécie de associação de pastores e ladrões selvagens incapazes de se organizarem e que foram convertidos ao civilizado cristianismo, e que antes de serem cristãos praticavam uma religião pagã que não era mais que uma espécie de religião de bruxos e bruxas adeptos do diabo. Estamos a uns duzentos anos do nascimento de Cristo e os norte-africanos, os quais um dia alguns serão chamados moiros, estão a influenciar a estratégia militar na Ibéria com a presença de muitos guerreiros africanos conjuntamente com guerreiros iberos, estacionados ao longo do estreito da fronteira da Ibéria com a Gália; para assim desencorajarem

o exército romano a conquistar a Ibéria por terra. Chegam notícias do sul da Ibéria: as tropas de Roma estão a desembarcar às centenas de milhar em África, mas as tropas africanas e iberas estacionadas ao longo da fronteira com a Gália têm de aí permanecer como estratégia de defesa. Então centenas de milhares de guerreiros iberos estacionados no extremo sul da Ibéria atravessam rapidamente o estreito de Gibraltar e juntam-se aos africanos para defenderem o norte de África. Os romanos negoceiam pactos com algumas tribos germânicas e outras etnias a troco de riquezas e terras para estes se tornarem mercenários ao serviço de Roma; os iberos e alguns dos seus aliados africanos começam a ficar demasiado divididos em várias frentes sob a ameaça constante e em desvantagem. Esta estratégia e união entre iberos e norte-africanos será algo que a futura história imperial cristã romana tentará modificar e obscurecer por razões óbvias e esclarecidas mais adiante durante a pré-idade média europeia. A união ibero-africana sofrerá um revés e as forças imperiais romanas avançarão pela Ibéria e África do Norte adentro ferindo-as de morte. Agora, a uns cento e cinquenta anos do nascimento de Cristo, centenas de

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milhares de iberos refugiam-se no território dos lusos, reorganizando-se e escapando assim aos romanos. Guerreiros ibéricos de todas as etnias tribais e alguns já sem os seus chefes ficam assim sob o comando de chefia lusa. Os estrategas romanos para minorarem os efeitos psicológicos negativos da guerra afirmam entre os seus soldados e repórteres que são apenas guerreiros lusitanos que resistem à ocupação imperial, mas a verdade é outra. Os romanos através de milhares de reféns constituídos por velhos, mulheres e crianças das tribos ibéricas, chantageiam termos e condições que dividem as chefias ibéricas. Cobardemente os romanos tecerão a histórica traição dos judas lusos e invertendo tudo lavam assim as suas mãos criminosas, como se não houvessem sido eles os traidores. Se não fosse a honra, lealdade e justeza africana e lusa e, se não fosse a vergonha que sentirão alguns romanos pelas acções dos seus próprios compatriotas, jamais alguns romanos fiéis a princípios de honra teriam escolhido juntar-se à causa da liberdade e independência norte-africana e ibérica. Muitos soldados romanos desertarão para se juntarem aos norte-africanos e aos ibéricos; mas Roma fará tudo para o esconder, e a história futura jamais falará acerca de tais factos. No senado em Roma o nome de uma espécie de sumo-sacerdote guerreiro celtibero lusitano inspira grande desconforto e respeito, inspira também um grande pavor entre as fileiras do exército romano. Mas serão enviados para a Ibéria centenas e centenas de milhares de soldados imperiais com ordens para conquistarem a ibéria a qualquer custo e sem quaisquer escrúpulos. Os soldados romanos são uma espécie de seita profissional assassina, com uma brutal capitalista lavagem cerebral. Na verdade, os soldados, romanos, são isso mesmo: homens que já não sabem raciocinar ou tomar decisões, uma espécie de robôs animalescos que dizem cumprirem ordens enquanto assassinam inocentes. Os políticos em Roma, através de generais e comandantes, impõem a sua vontade, através destes robôs animalescos sem vontade própria, despersonalizados, irresponsabilizados, objectos inanimados providos de armas mortíferas. Roma perseguirá até à exaustão todas as mulheres e homens celtiberos considerados capazes de organizar a força religiosa e espiritual, e transformará todas as deusas e deuses ibéricos em deusas e deuses romanos, diminuindo assim futuras hipóteses de reorganização de identidade e revolta nacional ibérica. Pela primeira vez Roma usa uma forma abstracta de falta de tolerância religiosa, para enfraquecer a grande força espiritual de alguns povos, não proibindo a religião propriamente dita mas sim traduzindo todas as designações celtibéricas em designações latinas e mistificando a forma de ser e estar do mundo perante a natureza. De outra forma seria absolutamente impossível transformar os princípios pagãos celtibéricos numa máquina religiosamente capitalista. Os romanos transformarão cada vez mais a religião pagã num emaranhado de causas ultra liberais, de tal modo que já ninguém saberá onde começarão e acabarão princípios e causas com regras tribais ou humanitárias; e o ser liberal ganhará um sentido místico e abstracto sem verdadeiro sentido, onde tudo será permitido em nome da liberdade imperial religiosa e política, que cada vez mais cegará o verdadeiro lógico filosófico da comunhão entre a Terra Mãe e o ser humano. Após os romanos desarmarem o exército ibérico e controlarem toda a Ibéria, somente os que testemunharem este período saberão como os romanos souberam ser implacáveis nos trinta anos que se seguirem: um minucioso rescaldo que se certificará de que não ficará um único indício acerca de uma outrora Ibéria independente do jugo romano. Legiões romanas serão tão presentes na vida social que durante algumas décadas as tropas imperialistas montarão inúmeros acampamentos militares de norte a sul, enquanto inúmeras famílias de aristocratas romanos ou de oficiais do exército se instalarão nestas belas e tranquilas paragens. Finalmente os ibéricos, um dia, serão cidadãos de Roma como se sempre houvessem sido. A Ibéria será transformada num baluarte da sociedade romana e num dos locais mais apetecíveis, estáveis e pacíficos de todo o império. Tudo isto à custa de centenas de milhares de iberos chacinados: velhos, crianças, mulheres e guerreiros, como exemplo e chantagem aos que não se rendiam ou se renderam pacificamente; povoações varridas do mapa, genocídio. Vinganças e castigos sem piedade à romana em pé de guerra. A burocracia e o estado de sítio, principalmente na Lusitânia, não atenderão aos que não aprenderem a língua da aristocracia romana e dos soldados genuinamente romanos. Além disso as línguas celtibéricas e outras línguas ibéricas passarão a ser ilegais em público, uma vez que estas ofenderão a dignidade dos romanos e susceptíveis de conservar a identidade de quem se bateu tão ferozmente contra o domínio romano. Os iberos vencidos serão então propriedade de Roma, e como tal terão de falar latim e perder a sua

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identidade própria. Os jovens ibéricos aderirão ao latim quase instantaneamente, e em pouco tempo as línguas ancestrais desaparecerão. Apesar de noventa e nove por cento das línguas ibéricas serem extintas, os povos continuarão a comemorar alguns festivais pagãos, uma vez que estes se confundirão e se fundirão com o paganismo romano. Não obstante, durante os próximos séculos subsistirá misteriosamente o culto pagão da natureza, sempre presente na religiosidade dos descendentes dos povos pagãos da antiguidade, mesmo ironicamente tratando-se já de uma outra suposta religião: assim os vestígios do culto pagão jamais serão totalmente extintos da Ibéria ou do mundo ocidental: assim, no futuro, os próprios cristãos, após múltiplas tentativas através de todos os meios possíveis e impossíveis falharão em erradicar a idolatria a artefactos, objectos religiosos, figuras: artefactos que servem para concentrar a energia de todos num só ponto, para depois ser direccionada no objectivo a alcançar: falharão assim também, os cristãos, em erradicar o culto a algo e ao qual passarão a chamar, com algumas transformações, o presépio, que quase deixa de ser um culto pagão: falharão também em erradicar o culto pagão de oferendas nas e às árvores, transformado assim em árvore de natal. Assim como os iberos foram e serão novamente aliados dos norte-africanos, também o exército romano tem sido e será aliado de algumas tribos visigodas e outras tribos germânicas, e também de tribos de outras etnias… Na verdade, o exército romano ainda virá a ser constituído na sua vasta maioria por povos aos quais chama povos bárbaros (estrangeiros). Estes povos serão mercenários ao serviço de Roma. Inteiras legiões de Roma serão compostas por estes mercenários comandadas pela sua própria aristocracia bárbara. Na verdade, estes povos bárbaros muitas vezes unir-se-ão a outros bárbaros da sua etnia e inimigos de Roma, consoante principalmente interesses económicos, e revoltar-se-ão contra Roma. Será uma mistura de interesses e ganância e revoltas no seio das alianças e desavenças com Roma que a Ibéria será ocupada por estes mesmos povos chamados bárbaros, em tempos liderados pela revolta no seio do poderio romano. É que quando Roma já não consegue ou pagar ou satisfazer as necessidades dos mercenários bárbaros ao seu serviço e já não tem poder suficiente para manter a ordem nas suas fileiras, há as inevitáveis rebeliões e inevitáveis alianças entre bárbaros da mesma etnia e rompimento de relações entre bárbaros de diferentes etnias ao serviço de Roma. A Ibéria até então um local escolhido pela aristocracia genuinamente romana como refúgio e busca de tranquilidade passará então finalmente a ser um local cobiçado e um ajuste de contas entre os próprios aristocratas bárbaros e Roma e vice- versa; enquanto então os civilizados e desarmados povos ibéricos estarão à mercê de todas estas vicissitudes. Mas antes de estas vicissitudes tomarem o seu lugar na história ainda estamos no período recente da conquista da Ibéria pelos romanos; e assim tal como a Ibéria, também o norte de África é agora território do império romano. O império romano já se estende para oriente e algures neste imenso império nasce Cristo, o rei dos judeus. Contudo, estes povos a oriente do império não repelem o avanço romano tal como os ibéricos o fizeram; e aqueles povos que se submetem ao poder de Roma de uma forma mais contida e pacífica e aceitam pagar impostos aos romanos são poupados e até livres de preservar a sua cultura, idioma e recordar a sua história. Mas, os romanos deste labirinto político nem sempre terão a absoluta influência de controlo sobre tudo e todos, e neste emaranhado de estratégias, alguns povos que fazem acordos e tratados de paz com Roma em troca ou de serviços ou impostos descobrem os pontos fracos da política romana: o centro nervoso e administrativo do império para onde todas as influências dos povos afluem e enviam espiões e estrategas: a capital romana. Não é de surpreender quando os romanos chegam a cambiar o seu poder administrativo para fora de Itália e proclamar a capital do império noutras paragens, para assim se purificar e se auto proteger. Os ensinamentos de Cristo começam a dividir-se em seitas judaicas de caminhos cada vez mais separados entre si. Cristo, o líder, agora já morto, perde toda a sua influência, enquanto os seus seguidores divididos entre si apenas se sabem organizar mediante a sua cultura religiosa hebraica, e assim começa a nascer uma organização hierarquia de sacerdotes e bispos. Estamos a cerca de sessenta anos do após nascimento de Cristo e, enquanto acerca de trezentos anos atrás a união entre iberos e norte-africanos falhou em derrubar o império romano através da força das armas, agora a astúcia de seitas hebraicas instaladas em Roma travam uma batalha psicológica de influência contra a ditadura das armas romanas com uma espécie de ditadura religiosa baseada no sobrenatural supersticioso. As mais empenhadas seitas hebraicas em abalar o poder de Roma através da derradeira superstição sobrenatural chamam-se a si próprias seitas cristãs. Estas seitas

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cristãs abominam todas as seitas pagãs do império. Pregam o ódio religioso entre todas as seitas pagãs do império e amaldiçoam todos aqueles que prestam culto a santos ou santas de pedra ou madeira ou quaisquer outros ídolos pagãos, amaldiçoando estes com superstição religiosa. Começa a haver escaramuças religiosas em Roma como nunca visto antes. A tolerância religiosa do ocidente começa a entrar em confronto com uma nova religião trazida do médio oriente que se autoproclama a única e verdadeira religião mundial: uma religião com o poder absoluto e intervenção directa do Deus único que castiga todos aqueles que não lhe obedeçam, mas que em contrapartida recompensa os que lhe obedecerem. Em Jerusalém dá-se uma rebelião judaica contra o governo tirano de Roma que lhes retira tudo para levar para a capital do império. A ganância capitalista de Roma e a sua violência judicial extrema acaba por fomentar o povo hebreu à revolta contra a presença romana. Principalmente porque os líderes religiosos da ancestral religião hebraica já não conseguem controlar um povo hebraico cada vez mais dividido, uma vez que muitos já se converteram ao cristianismo judaico, possível devido à presença e influência romana e à sua irónica tolerância religiosa. Entre hebraicos cristãos e não cristãos e também apenas entre diferentes seitas hebraicas cristãs e, também apenas entre não cristãos hebraicos, todos discordam entre si acerca dos livros do velho e do novo testamento que devem ou não vir a ser considerados a palavra de Deus. Alguns dos novos livros sagrados estão ainda a ser escritos e outros ainda estão por escrever; porque Cristo não veio à Terra para ser escritor; e além disso o Cristo já morreu e todos os doze apóstolos também já morreram. Neste momento, após Cristo já haver morrido há algumas décadas e os doze apóstolos já haverem morrido todos também, ainda se escrevem livros (manuscritos) sagrados: uma mistura inspirada nos livros do antigo testamento hebraico e nas memórias da vida de Cristo. Mas há muita discórdia entre o que se escreve e o que já se escreveu: alguns inspiram-se em velhos manuscritos em hebraico, outros nas mesmas histórias escritas mas em grego, com antigos significados hebraicos ou aramaicos adulterados, ninguém já concorda se os originais foram escritos em hebraico, grego, ou mesmo aramaico, a confusão e a desconfiança reina. No entanto será do todo deste emaranhado de controvérsia que originará a futura palavra de Deus protestante ou católica, ou outras… De entre várias cartas de um mesmo apóstolo já morto somente uma parte destas mesmas cartas virá a fazer parte da futura bíblia sagrada. Durante estes tempos conturbados e após a revolta dos judeus (hebraicos) contra a presença romana em terras de Jerusalém, os romanos destroem-na e as suas infra-estruturas sociais, religiosas e outras: centenas de milhares de judeus fogem em debandada em todas as direcções para o mais longe possível da jurisdição do território de Jerusalém. A grande maioria destes judeus refugiam-se na pacífica e civilizada Ibéria do império romano; entre estes judeus encontram-se seguidores da ancestral religião hebraica e seguidores do novo judaísmo cristão; estes últimos mesclar-se-ão para sempre com as raças ibéricas e fundarão o cristianismo na península ibérica. Este cristianismo será mais tolerante do que aquele que se desenvolve em Roma e fundir-se-á naturalmente com algumas práticas pagãs. Durante mais ao menos os próximos trezentos anos continuarão as discórdias acerca de quais os livros que virão a constituir o futuro novo testamento e a derradeira palavra de Deus. Quanto ao antigo testamento, este repartir-se-á em fracções: umas pertencerão aos cristãos, enquanto outras pertencerão aos hebraicos. Durante este período de tempo os cristãos no ocidente imperial destruirão altares e perseguirão todo o tipo de religiosidade pagã; mas haverá inúmeras contra-revoltas contra os cristãos, e muito destes factos serão apagados da história romano católica consoante a política dos interesses históricos a recordar da doutrina. Estamos a cerca de duzentos anos do após nascimento de Cristo: o imperador de Roma é ainda omnipotente, mas a sua figura como um deus vivo está cada vez mais posto em causa. Os imperadores de Roma, apesar de serem considerados deuses omnipotentes, são muitas vezes derrubados do poder através de golpes de estado no seio do próprio senado. O imperador governa através de uma máquina humana rodeada de privilégios e de burocracia de extrema complexidade de interesses pessoais e tribais. Tribunais demoníacos e justiça animalesca, polícia secreta sem escrúpulos, e o exército de soldados robôs que obedecem como cães ferozes domesticados às vozes dos comandantes e generais, certificam-se que o status quo se mantém intacto; e as muitas regalias de somente alguns são assim asseguradas. O exército romano é agora composto por muitos guerreiros bárbaros trajados à romana ou não, muitos destes bárbaros são de origem germânica. A esmagadora maioria do exército romano

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muito brevemente não será composta por genuínos ítalos mas sim por mercenários ao serviço de Roma. Roma ainda será saqueada pelas suas próprias legiões de mercenários, devido a

desacordos políticos, religiosos, e a desavenças de capital monetário: as primeiras greves e manifestações políticas do ocidente. Esta anarquia social dever-se-á ao facto da força imperial

se repartir através de muitos pactos acordados entre o interesse de muitas fracções de povos

estrangeiros (bárbaros). Muitos destes povos entrarão em desacordo entre si e Roma devido a partilhas de terras e poder administrativo. Entre estes povos havê-los-ão vândalos, visigodos, suevos, entre muitos outros, que lutarão entre si e com Roma e vice-versa. Na verdade, algumas legiões do exército romano compostas por bárbaros romperão com o poder central de Roma e aliar-se-ão a tribos da sua etnia, as quais nunca fizeram acordos com as forças imperiais. Estamos a trezentos anos do após nascimento de Cristo e o império romano está direccionado numa nova estratégia política pela manutenção do poder. A religião que até agora pouco tem servido como estratégia de conspiração política pelo poder, devido a praticamente todos os europeus serem mais ao menos pagãos de um modo ou de outro. Mas agora existe a cristandade que lá tem vindo a ganhar algum terreno nos últimos trezentos anos, apesar de durante estes últimos séculos ainda não se distinguir lá muito bem esta cristandade judaica do puro judaísmo de Jerusalém, Assim tanto os cristãos como os puros judaístas têm sido fiéis ao antigo testamento, apesar dos somente cristãos adoptarem mais os ensinamentos de Cristo. Até agora a força das armas falou sempre mais alto, mas agora é a voz da religião que começa a falar mais alto. Está-se a transpor um ponto em que já há cristãos espalhados por todo o império. Os imperadores deuses e chefes tribais sempre usaram combinações múltiplas para defenderem os seus interesses e tácticas políticas, e agora a religião cristã judaica está a transformar-se numa política que ameaça cada vez mais retirar o título de deus omnipotente ao próprio imperador de Roma. Se a vontade do deus vivo de Roma (o imperador), passar para segundo plano, será certamente a vontade do verdadeiro Deus único hebraico que tomará o seu trono. Neste jogo de interesses os aristocratas romanos ora tão depressa são pagãos como são cristãos, consoante a filosofia espiritual mais bem organizada. O império começa a duvidar acerca do verdadeiro poder do imperador e a desintegrar-se; comparável ao que aconteceria se daqui a uns mil e oitocentos anos uma grande parte da população mundial descobrisse que os políticos são mentes atrofiadas e de inteligência muito inferior a milhões de homens e mulheres comuns que estes governam, mal é claro! Mas, claro, que se governam bem a si próprios! E se também daqui a uns mil e oitocentos anos uma grande parte da população mundial também descobrisse com toda a certeza que existiriam civilizações de seres humanóides muito mais avançados tecnologicamente e espiritualmente do que os habitantes do planeta Terra, o sistema político e religioso de então perderia todo o sentido de existir; enquanto muitos líderes religiosos e políticos suicidar-se-iam ou, mergulhariam o mundo novamente nas trevas da inquisição. Há muitos tratados quebrados e muita desordem entre as fileiras do exército romano. Roma, já desesperada, proclama o cristianismo a única religião oficial do império. Mais templos pagãos são destruídos. Centenas de milhares de obras de arte são destruídas: estátuas que representam a beleza feminina nua são as mais desfeitas em pedaços. Gerações de arte em pedra e madeira, bronze, desaparecem para sempre. Tudo isto devido à história mal contada de Adão e Eva e do pecado. Estamos quase a quatrocentos anos do após nascimento de Cristo, e milhares de judeus

já há muito se mesclaram com os europeus, principalmente com os iberos: felizmente a santa

inquisição e o holocausto nazi já não conseguirão identificar estes que há muito se afastaram do puro judaísmo. Infelizmente nem tudo é perfeito, e neste período da história europeia, a cerca de quatrocentos anos o após nascimento de Cristo, um Deus hebraico qualquer conquista a Europa

e ordena a destruição de centenas de templos pagãos e dá-se início à perseguição da ancestral religião budista pagã da Mãe Terra e dos druidas. Grandes eventos culturais são declarados ilícitos e muito do que se escreveu no passado acerca da história dos povos europeus é declarado heresia e é destruído. A destruição da identidade cultural e histórica da Europa conhece um marco histórico de grande destruição. Pela primeira vez na Europa se conhece a censura que queimará milhões de manuscritos. Os ancestrais jogos olímpicos pagãos e todos os jogos pagãos seus semelhantes são abolidos em todo o ocidente (somente daqui a muitos séculos os jogos olímpicos e todos os jogos seus semelhantes serão reintroduzidos novamente na velha Europa).

O culto à Mãe Terra está ainda muito enraizado e na Ibéria, por exemplo, os festivais pagãos

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continuam a ser celebrados e assimilam em paz o cristianismo trazido pelos judeus cristãos (porque os futuros novos cristãos da idade média serão na verdade uma espécie de segunda vaga cristã implementada à força da armas). O exército romano começa a rebelar-se entre si, porque muitas tribos incorporadas no exército imperial mantêm-se fiéis à sua ancestral religião pagã, não se rendendo à conversão de uma nova religião lhes imposta pelo governo central de Roma.

A mensagem inicial de Cristo já foi esquecida, doravante esta nova forma escrita da lei do Deus

único cristão judaico vai servir de estratégia para que o poder de Roma e o seu poderoso aristocrático sistema capitalista e de propriedade absoluta se mantenham o mais intactos possível. É necessário ou restituir ou manter a jurisdição de Roma em todos os territórios amotinados do império. Um imperador romano, que tacticamente ora favorece os pagãos ora favorece os cristãos, decide com muita astúcia escolher um símbolo que nem é pagão nem cristão, com a intenção de unir as duas fracções. A cruz é então oficializada e proclamada o símbolo do império universal romano. Em Roma os cargos mais estratégicos do senado são entregues aos senadores convertidos ao cristianismo, e os bispos cristãos, cheios de ambição e sedentos pelo poder ao estilo de Jerusalém, passam a ser os principais conselheiros; e o sonho de um novo templo ao estilo de Jerusalém já não está muito longe de se transformar em realidade. Aos sacerdotes pagãos é-lhes retirado o estatuto de conselheiros, uma vez que a sua ambição espiritual, comparada com a espiritualidade dos bispos cristãos, nem longinquamente é tão devotada ao poder absoluto económico monetário nem ao poder ditatorial religioso fascista, ao mesmo estilo de Jerusalém. Entretanto, na Ibéria, é-se tanto semi-cristão como semi-pagão; e este modo de se estar na vida é a comunhão perfeita. Mas a história futura do ocidente será rescrita com o absoluto benefício para a futura fé cristã: doravante a história relatar-se-á consoante os interesses da Santa Igreja Católica Romana e, será tecida no novo templo substituto do destruído templo de Jerusalém: o Vaticano. A história será registada sob os interesses e domínio do Vaticano e do Sagrado Divino cristão, e não sob os interesses e domínio

dos homens e mulheres comuns, porque estes serão desprovidos de vontade própria. Mas antes da história se inventar haverá inúmeras revoltas populares que exigirão a continuação da liberdade religiosa para os não cristãos do império; principalmente a exigência à continuação do direito dos povos europeus prestarem culto à Mãe Terra. Mas Roma proibirá o culto pagão à Deusa Mãe Terra e proclamará oficial o culto cristão à Maria Mãe de Deus, para apaziguar a indignação popular pagã. Assim, o culto da Deusa-mãe pagão passará a ser o culto de Maria Mãe de Deus cristão. Mas alguns cristãos fiéis à já primitiva verdade de Cristo, principalmente os do Oriente, e os deuses, sentir-se-ão indignados com a vergonhosa destruição e modificação da verdade dos ensinamentos de Cristo. Ainda para aumentar mais a polémica e a indignação de principalmente os cristãos do Oriente, Roma proclamará que Jesus Cristo será o próprio Deus e não um mero mensageiro ou filho Dele. Muitos cristãos apostatarão e converter-se-ão novamente ao paganismo, algo que a igreja católica tentará fazer cair no esquecimento. Estamos

a cerca de quatrocentos e cinquenta anos do após nascimento de Cristo, e algumas legiões

romanas constituídas ou por africanos ou germânicos revoltam-se em Roma, e as epidemias pertencem ao passado, presente e futuro, e são muitas vezes decisivas e geradoras de mudanças sociais e políticas falsamente narradas. Já estamos quase a quinhentos anos do após nascimento de Cristo, e por toda a Europa ocidental ainda existe uma grande força de religiosidade pagã em diversas regiões da mesma: acredita-se em forças e magia da natureza universais. Há objectos sagrados, tal como o cálice sagrado, com o poder de dar vida e usado em rituais pagãos; agora em vias de ser transformado num cálice de Cristo. Os pagãos também prestam culto a deusas femininas, representadas através de artefactos esculpidos. O culto à Deusa-mãe de origens culturais e religiosidades celtas não se consegue apagar da memória dos povos: um culto milhares de anos mais antigo do que a nova religião cristã do império. O cristianismo proclamado oficial por Roma, passados já todos estes séculos, rende-se agora, assim de uma forma disfarçada, aos costumes ancestrais da religião pagã: no primeiro século da cristandade os primeiros cristãos acusaram os pagãos de blasfémia e de serem idólatras. Agora o cristianismo semiconverte-se ao paganismo no seu todo e à sua hipócrita blasfémia e cometerá os mais horrendos crimes contra a humanidade. Agora os ídolos que representam inúmeras divindades femininas pagãs transformam-se em muitas Nossas Senhoras esculpidas cristãs; assim como os ídolos masculinos se vão transformando em também esculpidos Santos cristãos. A principal

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figura pagã masculina de um Deus da natureza, representado com uma armação de galhos de veado sobre a cabeça, está em vias de ser transformado na representação de um diabo cristão, e substituído por um ídolo representativo de Cristo pregado na cruz a sofrer e com uma coroa de espinhos espetada na cabeça toda a sangrar, para assim assustar todos os demónios. Assim, o culto às imagens e ídolos cristãos ganham o concurso religioso com uma enorme vantagem numérica sobre o paganismo. A mãe de Cristo, Maria, agora para abafar o culto à Deusa-mãe pagã, passa a ser designada Mãe de Deus. Passa assim a ser a recente Mãe de Deus cristã uma prova competitiva entre a ancestral Deusa-mãe pagã a disputar. Os gentios cristãos terão assim deusas e deuses demoníacos ao seu serviço… O poder imperial de Roma (que um dia para se fingir purificado e democrático estender-se-á a Bruxelas) é assim mantido no meio de anarquia generalizada e, todos aqueles povos pagãos que jamais fizeram pactos com Roma ou que jamais foram conquistados sê-lo-ão nos próximos cento e cinquenta anos mas, não através de um milagre divino, será pois sob o milagre da ameaça constante de guerra e as suas nefastas consequências ou, através da força das armas, e sob novos acordos discutidos sempre em Roma. Enganosamente a história dirá que o império romano cairá, que Roma cairá, mas na verdade e através de repressão política (neste período da história cristã o parlamento político europeu será em Roma por muitos séculos, um estado religioso baseado em extremismo e terror jamais de iguais futuras proporções até mesmo quando sempre comparado ao Médio Oriente). Roma continuará a ser palco de intriga e hipocrisia, de mentira, de traição. Roma fará acordos com toda a aristocracia europeia e, secretamente e através de uma mistura de mentiras e, ainda assim felizmente, de algumas verdades, formar-se-ão pactos para assim se assegurarem os privilégios da velha aristocracia romana e aristocracia de todos os restantes povos que com ela assinarem tratados religiosamente selados em nome da Santa Igreja Católica Romana. Mas até que todos os chefes tribais e reis assinem estes tratados com Roma muitos povos ainda se rebelarão contra esta nova ordem imperialista. Mas quando esta ordem se solidificar transformar-se-ão numa vasta família de dinastias europeias todas aparentadas entre si, com toda uma vasta nobreza em seu redor e com o clero no centro: a máquina perfeita e mecanismo ocidental dos privilégios capitalistas. No percurso deste período conturbado alguns destes povos e entre os quais ex- inteiras legiões romanas usurparão os direitos de território a outros povos do próprio império romano e a novos territórios a anexar, devido a factores de rebelião entre outros. O imperador de Roma será considerado uma espécie de Deus na Terra chamado O Papa (o sumo pontífice):

antes, durante, e logo imediatamente ao após Cristo, o imperador tem o mesmo poder do futuro título de papa Sumo Pontífice e é considerado um Deus. Durante o primeiro século do após Cristo os primeiros cristãos são mortos não por se considerarem cristãos mas sim por se recusarem a considerar o imperador como seu Deus e por afirmarem que o seu Cristo ressuscitado é imensamente superior a qualquer imperador de Roma; algo que através desta nova fé cristã põe em causa todo o estabelecimento imperialista e a minar as fundações deste sistema. Estamos a cerca de seiscentos anos do após Cristo e estão a chegar notícias a Roma de um novo enviado do Deus hebraico: um novo profeta enviado pelo mesmo Deus que enviou o profeta Cristo. Tal como os sacerdotes do templo de Jerusalém não reconheceram Jesus como um enviado do Deus também agora o poder de Roma jamais reconhecerá este segundo Cristo como um novo enviado de Deus; assim do mesmo modo outros futuros profetas enviados por Deus um dia também não serão reconhecidos pelo estabelecimento religioso e político do status quo mundial. Este novo Cristo profeta está a reunir à sua volta milhares de fiéis, lá para os lados do Médio Oriente. Este novo Cristo e enviado de Deus autoproclama-se um profeta não de uma nova religião mas o objectivo da continuação e a união do judaísmo e do cristianismo. Esta união religiosa entre o judaísmo e o cristianismo designa-se por hebraicristãuno. A fé hebraicristãuno é uma revelação e evangelho que tem em mira manter acesa a evolução da ancestral doutrina dos profetas do antigo testamento e dos ensinamentos de Jesus. O profeta da fé hebraicristãuno vem denunciar a corrupção religiosa estabelecida no novo templo em Roma, os ensinamentos e doutrina de Jesus Cristo que Roma usurpou e corrompeu para usar na sua estratégia imperialista e capitalista. Certamente este profeta da fé hebraicristãuno está a converter milhares de pagãos e judeus a esta nova doutrina através da paz e da força das palavras. Mas logo após a sua morte esta sua doutrina judaico-cristã transformar-se-á também nalgum que se esquecerá de si própria. Permanecerão palavras registadas após a morte deste

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grandioso profeta: um novo livro sagrado. Um livro sagrado todo ele ao estilo judaico e cristão e que dirá que Jesus Cristo, tal como este profeta da fé hebraicristãuno, foi um mensageiro de Deus e nada mais do que isso. Este livro também dirá que Maria mãe de Jesus Cristo nunca foi nenhuma divindade mas apenas a mãe de um homem com qualquer outra mãe. Este livro chamará infiéis àqueles que disserem que Deus é um profeta e que um profeta é Deus e filho de Maria. Este livro também dirá que um Deus no plural consegue ressuscitar o homem através da mesma substância pelo qual o criou. Este livro sagrado também dirá que Deus disse o mesmo ao profeta da fé hebraicristãuno o que disse aos outros antes dele… Somente após a morte do profeta da fé hebraicristãuno o seu livro sagrado estará completamente pronto a ser divulgado mundialmente. Entretanto a vida religiosa e política na Ibéria andam muito desequilibradas desde que as aristocracias estrangeiras aqui se implementaram, estrangeiras porque as tropas regulares romanas e a sua aristocracia já não eram consideradas estrangeiras e habituaram os iberos a um estilo de vida único e pacífico. Os iberos há muitos séculos que já não são guerreiros e agora estão à mercê destes tempos conturbados e um tanto anárquicos, onde os poderes do império estão a atravessar um longo período de reorganização e reequilíbrio interno.

A nova aristocracia implantada na Ibéria é uma aristocracia à qual os iberos obedecem mas nem

respeitam nem aceitam por estas terem valores muito diferentes daquelas dos romanos genuínos

e regulares. Mas os iberos sabem bem que estas aristocracias estrangeiras (bárbaras) são de

alguma forma a consequência de tratados do império romano com mercenários germânicos com poder limitado. Estes bárbaros germânicos são indisciplinados e arrogantes e consideram os iberos uma espécie de subclasse de cidadãos de Roma à sua mercê. Os iberos simpatizam bastante mais com os norte-africanos que andam sempre por aqui em pequenos grupos que frequentemente atravessam o estreito de Gibraltar. Sim, porque os iberos têm sempre mantido contacto com os norte-africanos, independentemente da conquista romana ou não que também conquistou o norte de África. Estamos a cerca de setecentos anos do após nascimento de Cristo

e os velhos aliados dos iberos do norte de África estão livres do jugo dos romanos e começam a

abraçar a fé hebraicristãuno e, apesar de não estarem ainda totalmente convertidos, ma ntém já alianças com povos já totalmente convertidos. Uma vasta camada populacional ibérica pede

ajuda aos seus irmãos do norte de África e seus aliados para os ajudar a expulsar os estranhos estrangeiros (bárbaros) da ibéria. Aquela ancestral união entre a península ibérica e o norte de África para combater os romanos acaba de renascer. Milhares de norte africanos armados estão

a juntar-se a milhares de iberos e hebraicos que aqui vivem para juntos expulsarem de vez a

influência de Roma, seja esta através de soldados regulares romanos ou de mercenários bárbaros ou outros bandos. Milhares de guerreiros do norte de África armados desembarcam nas praias do sul da Ibéria e, logo de início, os mercenários bárbaros ainda tentam travar os desembarques, mas não conseguem. Os guerreiros norte-africanos e muitos ibéricos já armados, alguns com armas tiradas aos bárbaros, vão encontrando alguma resistência consoante se vão aproximando mais do norte, onde já existem alguns aglomerados germânicos organizados. Os aristocratas germânicos, sem poder contar com a ajuda de legiões romanas que estão todas a proteger a aristocracia da península itálica, nestes tempos de grande crise e incertezas, encontram-se agora por conta própria e em grande desvantagem numérica. Os iberos em grande número e os seus aliados de África encurralam a aristocracia germânica nas Astúrias, uma vez que os povos germânicos convergem todos nessa direcção onde formam uma inexpugnável defesa; e aí permanecerão por muito tempo e reunidos num só exército bárbaro ao serviço de Roma, que de vez em quando lançará ataques sobre as populações nativas ibéricas e sobre os seus aliados norte-africanos. Durante os próximos séculos povos do norte de África, mais judeus, entre outros povos, virão viver em paz para a Ibéria ao lado de populações dos nativos ibéricos. Todos professarão uma mistura de três religiões quase indistintas entre si e que se respeitarão mutuamente, embora a religião da fé hebraicristãuno venha a conquistar a simpatia da grande maioria. Durante estes séculos que se avizinham a Ibéria será um território onde diferentes comunidades e diferentes povos que falam línguas diferentes entre si aprenderão rudimentarmente os idiomas uns dos outros e até formarão dialectos locais. As diferentes comunidades aceitar-se-ão umas às outras e viverão em paz lado a lado, assim ao estilo dos povos à volta de Jerusalém e em Jerusalém, onde diferentes comunidades vivem durante séculos lado a lado, jamais esquecendo-se da sua identidade e idioma. Com o tempo muitos germânicos

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abandonarão as Astúrias e juntar-se-ão em paz ao resto da comunidade ibérica, mas a aristocracia bárbara jamais o fará e, desta mesma aristocracia, nascerão os futuros reis e nobreza da Ibéria com a ajuda de Roma. Durante este longo período os povos vindos de África e do Médio Oriente introduzirão na Ibéria muita tecnologia de ponta, arte, ciência, etc. Os iberos beneficiarão de um grande desenvolvimento, até que a chamada guerra santa envie milhares de centenas de soldados assassinos ao serviço de Roma imperial para o Médio Oriente, e espalhe o terror religioso por onde quer que passe, travando assim o livre acesso do Médio Oriente à Ibéria. A Ibéria será novamente conquistada à força pelo poder de Roma e lançada na obscuridade do terror religioso e na infame inquisição da idade média. Mas antes que estes eventos tomem o seu lugar na história e a cristandade se divida em múltiplas igrejas cristãs, retirando assim o monopólio absolutista ao poder central de Roma, com as suas benéficas consequências, ainda nos encontramos nos primórdios da libertação dos iberos com a ajuda dos norte-africanos. A Ibéria tem imensas infra-estruturas, tais como: trilhos ibéricos ancestrais que os romanos alargaram ou aperfeiçoaram; centenas de quilómetros de estradas, construídas sob o domínio romano, com muitos troços empedrados. Existem centenas de pontes, pequenas e grandes, por toda a Ibéria. Existem centenas de edifícios romanos por toda a Ibéria, etc. Agora, os iberos, os norte-africanos, os judeus, entre outros, vão usar todas estas infra-estruturas para dar lugar a mais desenvolvimento. A agricultura ibérica dará um salto gigantesco nos próximos séculos, o qual fará inveja ao resto da Europa, através de tecnologia e técnicas introduzidas através do corredor do norte de África. Infelizmente, todo este desenvolvimento, tolerância, organização social, serão muito abalados devido à futura guerra santa de Roma e consequente reconquista cristã, mas que jamais haverá sido qualquer reconquista, mas sim uma nova ocupação à força e contra a vontade do povo ibérico. Ser cristão significa acreditar em Cristo, algo em que os próprios seguidores da fé hebraicristãuno acreditam e sempre acreditarão, ironicamente e, na cumplicidade de ignorância ocidental. Após a então futura designada reconquista cristã, o território das tribos lusas será ferido de morte: uma porção da Lusitânia fará parte de uma grande porção do condado portucalense, enquanto a outra fará parte de uma pequena porção do novo território de Castela: dividindo assim o povo lusitano para sempre. Será rasgada uma longa ferida ao longo de toda a Ibéria, separando de morte muitas outras tribos ibéricas além da lusa. O povo ibérico perderá assim muito da sua identidade ancestral. Algo que os norte-africanos jamais fizeram, uma vez que jamais tiveram motivos políticos e estratégicos para construir um muro de Berlim Ibérico. Quando muitos guerreiros ibéricos, descendentes de norte-africanos, vão lutar contra os cruzadas no Médio Oriente, para ajudar os seus aliados, é quando as forças imperiais de Roma lançam a mais aguerrida investida então designada reconquista cristã na Ibéria. Mas volvendo ao momento actual, estamos entre setecentos a oitocentos anos do após nascimento de Cristo, e o senado de Roma está cada vez mais podre e, a sua sujidade política vive já em plena cumplicidade com a sua sujidade religiosa num todo unificado. Os interesses de uma minoria estão acima dos demais. Luta-se por influência política e poder através da religião oficial do império. O fundamentalismo de um Estado central religioso transforma-se na expansão da força espiritual maquiavélica da Santa Igreja Romana Católica. Durante este conturbado período o imperador de Roma é ainda considerado um deus omnipotente e sendo ele próprio ao mesmo tempo o Papa supremo da igreja católica, com poder absoluto. Durante este período milhares e milhares de primos celtas das terras do norte são brutalmente assassinados através do poder de Roma, enquanto na Ibéria o que resta do paganismo ancestral ibérico e judaico cristão são livres de ser lado a lado com a fé hebraicristãuno. Nas ilhas celtas do norte populações inteiras de pagãos são chacinadas, por se recusarem a aderir à religião oficial de Roma. Assim os pagãos sobreviventes são artificialmente forçados a converterem-se ao cristianismo, é assim que povos inteiros passam a ser cristãos, enquanto ao mesmo tempo, na Ibéria, a tolerância religiosa é salvaguardada entre judeus, cristãos pagãos e fiéis da fé hebraicristãuno: todos vivem em paz, excepto quando os povos bárbaros ao serviço de Roma descem das Astúrias em pé de guerra imperial. Os livros da história do futuro pintarão a história ibérica como sendo uma espécie de reconquista cristã saída de um grandioso acto heróico, uma história de encantar, uma salvação qualquer nacionalista; quando na verdade os povos ibéricos jamais desejaram ser reconquistados. A realidade foi outra:

os norte-africanos não conquistaram a Ibéria, apenas a ocuparam com a permissão dos nativos

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ibéricos, e é por isso que o poder de Roma demorará séculos a reconquistar novamente a Ibéria. Somente com a ajuda de tropas aliadas do império romano; somente com pactos e tratados com

o governo central de Roma é que se subjugará novamente os nativos ibéricos. Neste período o

imperador de Roma, agora designado de Papa (Sumo Pontífice), tem poder absoluto sobre todos os aristocratas da Europa e atribui poder e terras àqueles que lutarem contra a fé pagã e contra a

fé hebraicristãuno. A guerra santa é uma guerra de extermínio e genocídio de povos inteiros. Os que lutam em nome de Cristo são os mais sanguinários e os grandes assassinos de mulheres e crianças, quando comparados com os que lutam em nome da fé hebraicristãuno; algo que a história do futuro tentará ocultar às gerações futuras. Mas desta guerra santa ninguém sairá inocente. No futuro, nós os ibéricos, não poderemos culpar ninguém pela nossa história e existência pessoal de cada um que somente assim foi possível. Nós seremos os descendentes na nossa grande maioria dos povos nativos ibéricos, mas também teremos no nosso sangue o sangue hebraico, o sangue norte-africano, entre outros; assim como o sangue bárbaro germânico

e o romano. Uma ponte natural entre povos do qual somente nos poderemos orgulhar. Após a

reconquista falsamente cristã triunfar na Ibéria dar-se-á início aos séculos de poder absoluto da

idade média, e de todas as suas consequências, em que o imperador de Roma terá mais poder do que nunca sobre todos os povos europeus. O imperador de Roma (Sumo Pontífice), transformar- se-á num ser que representará directamente na Terra a vontade de Cristo, a vontade de Deus e, a vontade dos deuses pagãos, numa ideologia designada por a Santa Trindade. Alguns, tais como Francisco de Assis, lutarão para que o primitivo cristianismo (os ensinamentos de Jesus), se transformem na verdadeira religião oficial do império, mas sem qualquer sucesso. Locais pagãos sagrados e de onde se acredita que a energia flui livremente e benéfica do interior e do exterior da Terra, locais mágicos e de culto ancestral, serão usurpados ao culto pagão e aí construídas igrejas católicas. Os pagãos que contra isto se revoltarem serão mortos, queimados, como oferendas sacrificiais ao Deus católico. A iniquidade e ganância imperial capitalista que escraviza: proibirão a leitura e a livre interpretação dos evangelhos de Cristo, e tomarão medidas para que a esmagadora maioria dos povos europeus se transforme numa espécie de gado analfabeto e sem vontade própria: assim nasce a santa inquisição universal romana. Nasce assim o catolicismo que significa universalismo. Mas a inquisição não funcionará separada do povo, uma vez que os sacerdotes católicos ensinarão o povo a ser intolerante, traidor, maligno, denunciador (maçónico), e racista: os vizinhos denunciar-se-ão uns aos outros para colherem favores e privilégios. Se uma vizinha vê outra a colher plantas medicinais ou a fazer remédios através de conhecimentos ancestrais pagãos com a infusão de plantas, e a denunciar, a denunciada será queimada na fogueira da praça pública, sem antes deixar de ser torturada e obrigada a confessar haver tido relações sexuais com um diabo (um bode). A Europa da idade média transformar-se-á em pura superstição sobrenatural entre o bem e o mal: o vizinho é guiado pela desconfiança, ódio intolerante e raiva ao próximo, onde todos temem não pensar e agir igual aos demais, sujeitos assim a ir parar à fogueira ou à câmara das torturas: e assim é introduzido o sinal da cruz: o benzer-se, uma forma de se demonstrar que se é católico. A Santa

Inquisição será o principal instrumento de conversão religiosa a que mais tarde se designará por fé católica. A Santa Inquisição Cristã será o principal instrumento da purificação europeia, norte-americana e, sul-americana: um terror religioso que durará séculos e ceifando a vida a centenas de milhares de inocentes. A vida civilizada transformar-se-á num festim macabro e diabólico em nome da cristandade. A Europa transformar-se-á num Estado religioso absolutista

e fanático, explosivo; e todos aqueles e aquelas que se mostrem suspeitos de duvidar da fé

imposta à força serão torturados barbaricamente como exemplo a dar aos restantes. Os bispos cristãos entreter-se-ão no seu desporto favorito que será: em vez de se salvar centenas de milhares de inocentes, enviá-los-ão para a cruel morte. Centenas de milhares de homens e mulheres, na sua grande maioria jamais registados nas listas da inquisição, por serem linchamentos espontâneos ou de uma forma maquiavélica preconcebidos, serão presos de cabeça para baixo por todo o mundo cristão e submetidos assim a um interminável sofrimento até confessarem a sua culpa, mesmo estando inocentes, para de qualquer modo serem depois queimados vivos na praça pública. Também se sentarão as e os pobres inocentes nus sobre agulhas aquecidas e sobre assentos de ferro aquecidos por fogueiras por debaixo dos mesmos, até estes assentos se tornarem em brasa e, qualquer pessoa aqui sentada se confessará culpada

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do que quer que seja em poucos minutos. As pessoas serão fritadas vivas. Os santos inquisidores cristãos também afogarão as vítimas e nos países nórdicos morrerão nuas ao frio para assim se poupar alguma lenha. Os santos cristãos inquisidores também usarão instrumentos que esmagarão aos poucos a cabeça das vítimas. Também se prenderá a cabeça da vítima a um instrumento, depois puxar-se-á a cabeça muito devagarinho para causar o maior sofrimento possível até esta se despegar do corpo. Aquelas e aqueles que morrerem através do uso da guilhotina e da forca serão mesmo assim as e os afortunados. Também se prenderá a vítima a uma mesa e onde com uma lâmina se abrirá o estômago da ou do condenado. Então prender-se- ão uns ganchos às vísceras e através de um mecanismo de roldanas, muito devagarinho, para assim aumentar o sofrimento, vão-se puxando as tripas até uma morte lenta cristã ter sucesso. É que neste período da idade média pensava-se que se Jesus, o filho de Deus (o próprio Deus), teve de ter uma morte tão agonizante, porque não a mulher e o homem comum?! É claro que o papa ou os seus bispos praticavam o seu próprio culto de uma morte pacífica e com o menos sofrimento possível e uma vida de privilégios; não é portanto de admirar que o papa e os seus bispos não tenham cultivado o culto em que seriam sacrificados na cruz às portas da sua própria morte, para assim entrarem no Céu. A Santa Inquisição Cristã também prenderá as suas infelizes vítimas pelos braços com cordas, içadas e deixadas neste tormento até morrerem ou ficarem aleijadas para sempre, como exemplo a dar às e aos restantes. As vítimas da Santa Cristandade também serão enclausuradas e deixadas morrer à fome e à sede. Também serão usados instrumentos de tortura que farão passar os corpos das vítimas sobre uma passadeira que entrará numa cavidade que, aos poucos, e a começar pelos pés, vai esmagando. Haverá instrumentos com pontas afiadas que se fecharão aos poucos sobre si com as vítimas lá dentro. Também se depositarão as vítimas do cristianismo (as e os mártires esquecidos) dentro de recipientes, os corpos inteiros ou somente os pés destas, que se encherão com água fervente. Mas principalmente atar-se-á muita gente nas praças públicas a postes envoltos com lenha, e onde morrerão aos milhares em frente de toda a gente, para que assim as pessoas não se esqueçam no futuro que ser-se cristão é salvar a própria vida. O mundo cristão recusar-se-á sempre a erigir monumentos em memória destas centenas de milhares de vítimas inocentes em nome do cristianismo, o que também jamais deixará de ser uma colossal falta de respeito, vergonha e arrependimento pelo seu passado: o Vaticano, e todas as outra ordens religiosas cristãs, odiarão somente a ideia: pois se não estivessem manchadas com o sacrifício de milhares de litros de sangue inocente… Isto são apenas alguns exemplos da cristandade que triunfará no futuro, mas certamente que não será somente a religião cristã tão manchada de sangue que assim triunfará neste mundo tão cruel: não existirão religiões mundiais inocentes. Assim, tanto a religião católica como outras, lá conseguirão desta forma convencer tudo e todos a serem cordeirinhos obedientes senão… Duzentas e cinquenta mil mulheres pagãs, acusadas de serem bruxas, serão queimadas por toda a Europa nas praças públicas; em casos registados ou não registados pelo ofício da inquisição. Somente no reinado do papa Gregório XIII serão eliminadas quase cem mil europeus em apenas poucos dias, isto em nome da religião católica. Não haverá liberdade de escolha, a única possível salvação será renunciar a qualquer outra fé que não seja a católica e mesmo assim ser-se-á enviado para as chamas do inferno, segundo a doutrina. Assassinar em plena praça pública será a melhor forma de cristianizar ou catolicizar de uma vez por todas. Haverá casos singulares de grande genocídio praticado em nome da igreja católica por todo o continente europeu: o genocídio de quinhentas pessoas todas queimadas vivas num só local e no mesmo dia, por diversas vezes e em diferentes locais, tudo isto em nome da conversão ao cristianismo ou à igreja católica. Em vários eventos serão usadas madeiras verdes, nestas fogueiras sacrificiais, para se prolongar o sofrimento das vítimas, sempre em nome da fé cristã, e em nome da igreja católica. Estes super eventos, estas celebrações religiosas, de milhares de queimadas e queimados vivos, repetir-se-ão por toda a Europa. Numa só celebração cristã, quase mil considerados feiticeiros pagãos serão queimados vivos algures na Europa ocidental e, numa outra celebração cristã, mais setecentos também considerados sacerdotes pagãos serão também queimados vivos. Tudo isto é a grade pouca vergonha que não será mencionada no mundo cristão do futuro, porque as atrocidades e os defeitos pertencem somente e sempre aos outros, e a irresponsabilidade, a falta de arrependimento e a impunidade prevalecerão. A religião ancestral europeia do culto à Grande Deusa Mãe ficará assim condenada à fogueira e ao

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esquecimento generalizado séculos após um imperador romano haver proclamado o cristianismo como a religião oficial do império romano. Milhões de europeus serão assim forçados a abandonar a religião pagã e a transformarem-se em monstros fanáticos cristãos. Os cristãos denunciar-se-ão entre si como infiéis da fé. Famílias denunciarão outras famílias vizinhas. Camponeses denunciarão os seus senhores, e estes denunciarão os camponeses. Haverá traição e denúncia entre as famílias dos aristocratas, membros da mesma família assassinar-se-ão entre si. A religião será dentro de si própria como se diferentes partidos políticos que desunem o povo, para que um povo unido jamais seja: todos se atraiçoam uns aos outros. A igreja católica apoderar-se-á dos bens e das terras das e dos condenados, das e dos queimados vivos, no meio de todo este caos. A bíblia sagrada nasce no ceio dos poderosos, enquanto a história cultural recua séculos no seio de multidões ignorantes e analfabetizadas. A Santa Inquisição liderada pelo poder absoluto da igreja católica conseguirá assim converter todos os europeus ao cristianismo numa questão de alguns séculos. Este será o período da história em que centenas de milhares de vítimas serão sacrificadas no Grande Altar Sacrificial Cristão Europeu para apaziguar a ira de um Deus sem autoconfiança própria. Jesus morreu, apesar de prometer que ao terceiro dia ressuscitará, ninguém sabe como. Os que mais O amam preparam-se para embalsamar o Seu corpo, antes dos três dias passarem. O corpo Dele desaparece, talvez tenha apenas entrado em coma ligeiro e, ao despertar na frescura do túmulo, tenha decidido ir viver uma vida tranquila para bem longe. Ninguém sabe do corpo, onde está o corpo?! Aparece uma estranha alma irreconhecível, um espírito santo, que bebe, que come, na companhia dos apóstolos: não, não é um espírito, é alguém que come e bebe; São Lucas que nos relata; Jesus após haver morrido ressuscita e diz aos Onze: «Porque estais vós tão perturbados, porque surgem em vós tantas dúvidas?! Olhem para os meus pés e minhas mãos, tocai-lhes. Sou eu, o vosso Jesus, ressuscitado em carne e osso. Os espíritos não existem, Eu não sou nenhum espírito ressuscitado! Eu, Jesus, após haver morrido crucificado, ressuscito agora ao fim de três dias em carne e osso, sou pois um ser humano igual a qualquer um de vós, mesmo após haver ressuscitado de entre os mortos, compreendem agora?! Estou a ver que não, pois bem, vão à Bíblia e no final do evangelho de São Lucas leiam quando Eu apareço aos Onze após a minha morte e, leiam com muita atenção, mesmo muita atenção e com responsabilidade de interpretação, está bem?! Pronto, não chorem mais, vão lá então, meus inocentes, minhas criancinhas, porque os espíritos estão apenas nas vossas cabecinhas ocas… Agora é que o caldo está entornado entre aqueles que compreendem, para logo de seguida começarem a ter novas dúvidas e a insinuar que um homem mistério levou o corpo de Jesus após a crucificação; que fora outra pessoa parecida com Jesus que morrera na cruz em vez Dele, mas que devido à tortura e ao sangue sobre a sua face, que ninguém houvera descoberto; enfim, nunca ninguém está contente! Mas Ele não lhes tinha ordenado para não o embalsamarem?! Então Ele não sabia que ia morrer e ressuscitar no mesmo corpo?! Jesus sabia certamente que o seu pai celeste o conseguiria ressuscitar, mas imagine-se um Jesus morto e um Jesus vivo ao mesmo tempo, em carne e osso. Agora seriam os próprios Onze a acusarem Jesus de nunca lhes haver dito que havia dois, neste caso gémeos. Eina, ca granda confusão! Realmente o melhor, ressuscitado ou embalsamado, era o Corpo desaparecer.”

Repito-me até não poder mais: quero ter esperança, por isso sou tão cruel nas palavras…

Viajo nas brumas da Lusitânia, revelação que se liberta em mim. Sou um escravo-assalariado. Sou um servo das coisas que me acontecem em testemunho. Feliz o que lê o que está próximo. Sou um dos sete espíritos, sou um espírito vivente. Contemplo as acções dos meus amos- ditadores, as acções dos meus semelhantes, as acções dos poderosos que me têm à sua mercê:

todos detentores de uma espada de dois gumes, uma é falsa, a outra é verdadeira. A classe do que se dizem ser verdade, mas mentem. Quem tem olhos, leia o que o meu espírito tem para

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dizer principalmente às classes hierárquicas da sociedade. Sou a ordem de publicação de uma outra qualquer verdade que sou; jamais selado por ti, maldita inquisição. Contemplo a visão de salvação de todas as nações, tribos, povos e línguas. Um clamor terrestre, como um tremor de terra de liberdade de libertar finalmente. A verdade em mim selada a sete selos, é agora uma qualquer legitima verdade aberta. Eis que a besta se faz passar por um cordeiro no seio de uma sociedade que a esconde, entre os seus anjos vestidos de cores secretas e negras. Sois guarida de todos os animais imundos e repelentes, embriagados na vossa luxúria e prostituindo-se com todos os reis da Terra. Leio palavras que escrevo e que abrem duas portas. Mas contemplo a salvação e o abismo unidos em si próprios, disfarçados um no outro. Valores que não se conseguiram incutir em vós, enquanto não conseguistes crescer através de vós próprios. Marginais da própria lei a quem tudo se consente, oportunismo dos parasitas sociais. A epidemia capitalista contamina o bem-estar do povo. Os sobejos são os soldos de migalhas que uma vida de escravo vale. Os imigrados são organismos humanos transformados em gado assalariado, na terra onde se vence ou se é vencido, sem antes nutrirem primeiro os anjos mortos que trazem a sua própria chave do abismo do invisível na morte. Avassalados às jornas dignas de dó, estagnadas águas de fontanários que geram tesoiros que dão sentido a estilos de vida extravagantes: estilos de vida que destroem esperanças escravizadas, segregadas. Escravos- assalariados trazidos ao mundo condenados, quinhão do pecado de seus amos-ditadores revolta! Escravos que escolhem em plena liberdade o que não é sua democrática vontade; abismo que lhes viola o inocente direito à igualdade em sociedade esclavagista. Vive-se a necessidade da sobrevivência classe, que privada de sabedoria se canibaliza entre si, sob a enganosa lei de Estado de direito absolutista dos Intocáveis protegidos. Observo-me a mim próprio exposto a esta imundície desgovernada, como se me observando a mim mesmo dentro de um outro ser eu. Não importa ser-se um bom protótipo de escravo-assalariado, no desempenho de funções e no comportamento psicológico. Sou maltratado sem razão de ser, em nome de todos, sou sacrificada auto-estima. Ameaçado e sem direitos contemplo um campo de batalha infestado de escravos-assalariados que odeiam quem os defende: lixo que dá graxa desmesurada a um sistema denunciado por mim; mas não os ou as odeio. Sistema desprovido de qualquer policiamento: apresentar queixa-crime é cair no insólito do ridículo. Sistema desprovido de qualquer sindicalismo universal e humanitário, ou justiceiro, ou de solidariedade social, ou de fiscalização de valores. Sou refém do sistema capitalista que desumana. Escravos-assalariados de um sistema privado que abole os direitos para os dar todos ao sistema financeiro. Sou vítima de um sistema de má-fé e de dois mundos apartados. Sou o escravo que quando se manifesta em protesto justo, é chicoteado pelo sistema que se salvaguarda, na mente de um demónio do terrorismo social capitalista. Estou perdido num pesadelo sem saída, enquanto o lucro for o diabo vivo do silêncio da injustiça. Denuncio a corrupção social das ditaduras de extrema-direita e de extrema-esquerda mundiais, que abolem os direitos como um todo da humanidade. Não me considereis, no entanto, um fanático antiextrema-esquerda. Eu sei que há entre vós, escravos- assalariados esquerdistas, porque acreditais na utopia; por isso vos devo respeito. Mas tentem compreender-me como vos compreendo a vós. Eu também acredito na utopia, mas eu sei coisas que vós não sabeis: não tenho qualquer fé ou esperança em qualquer ideologia política deste nosso mundo actual; a minha ideologia política ainda está em fase de se libertar no mundo. Quanto a vós, os anarquistas, não passais de um passatempo sem direito à existência e instrumento do status quo para camuflar o verdadeiramente existente anarquismo absoluto do actual sistema mundial. Agora a associação nacional dos amos-ditadores lusos ordena aos seus cúmplices políticos para estagnarem durante tempo indefinido os salários, porque há uma grande crise global, mas pensam principalmente num silêncio frio e calculista no grande número de excesso de mão-de-obra ao seu dispor, agora, para usar e deitar fora. Empresários lusos, gestores lusos de empresas públicas e privadas lusas, auferem salários iguais e muitas vezes superiores aos dos países mais ricos do mundo, por isso não têm necessidade de ser os mais honestos e eficientes. Os escravos-assalariados lusos são dos mais mal remunerados da Europa e dirigem-se rapidamente para o fim da lista. Tudo isto são factos que as gerações do futuro lusitano têm de saber que acontecerá ainda em pleno abstracto século vinte e um, para que no futuro se derrubem todas as estátuas hoje e amanhã erigidas e se possa reescrever a história. A monstruosa diferença social lusa, e a monstruosa diferença social das nações entre si, são a

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mente de dejectos dos ricos e poderosos. Pacotes de medidas económicas, os falsos profetas do bem-estar empresarial e político que há muito são a mente da besta do maquiavelismo. Existem recursos, ciência, tecnologia, mais do que suficientes para operar uma cadeia alimentar que facilmente produziria e distribuiria uma colossal quantidade de excesso de produtos alimentares por todo o planeta. Na verdade, usando os cem por cento dos recursos e tecnologia existentes e actuais, e sem qualquer necessidade de desflorestação ou de abuso ecológico, o excesso alimentar assim produzido, anulando o espírito do lucro, daria para alimentar a população de mais de cinco planetas com a mesma população que o nosso, gratuitamente. Se países que ainda não têm esta capacidade científica e tecnológica fossem providos com estas, a produção de alimentos seria demasiado excessiva. Isto seria possível com uma diminuta classe de produtores da cadeia alimentar, mesmo admitindo que esta classe fosse gente especializada e privilegiada e com excesso de privilégios (por exemplo, uma classe de produtores que trabalhariam em turnos que se revezariam entre si por períodos à sua livre escolha): dependeriam apenas de muitíssimo menos de um por cento do capital gasto hoje com os salários do poder político e empresários que vivem à conta da especulação e pobreza mundial. Neste preciso momento somente com a acção conjunta dos países ocidentais ‘aliados’ poder-se-ia, se somente houvesse genuína vontade política, produzir alimentos em excesso que daria para alimentar o resto do mundo só por si. Note-se como os políticos todos, independentemente da ideologia que dizem representar, simplesmente são partidos cobardes que não se conseguem organizar num só em benefício da humanidade como um todo. Procura-se um concelho mundial de sábios que estritamente respeite e negoceia as vontades de cada concelho de sábios regionais e étnicos mundiais, respeitando assim a vontade de todos os povos da humanidade como um todo. Em contraste, tão repartidamente isolados do todo em sessões parlamentares através do que dizem, que somente defende a mentira e o poder absoluto, sem resoluções à vista. Defende-se muito através dos peritos económicos e gestores empresariais o mercado livre, a liberdade económica, a liberdade da concorrência. Os poderosos do mundo são os donos dos políticos mundiais, e o poder político está directamente interligado aos interesses das petrolíferas, mesmo quando o tentam disfarçar, as quais expressamente proíbem a produção em massa de energia alternativa, renovável; que expressamente proíbem a produção em massa de info-estruturas e produção de veículos automóveis eléctricos a nível mundial: o mercado livre, a liberdade económica, a liberdade da concorrência, é uma vergonhosa mentira da corrupção ditatorial que se autoproclama democracia (a democracia dos falsos profetas). Se os veículos automóveis eléctricos começassem a ser produzidos e comercializados em larga escala, pelas mesmas marcas que produzem os automóveis alimentados com derivados petrolíferos, os poderosos do petróleo que chegam a ser chefes de estado e beneficiários de guerras que tantos inocentes matam em nome do seu lucro privado, deixariam de tanto amaldiçoar o mundo, e em nome de Deus, segundo se desculpam alguns falsamente e na pele dos falsos profetas. Será sempre de louvar, será sempre como um colossal milagre, qualquer acto político que introduza infra- estruturas e produção e comercialização em larga escala de veículos automóveis eléctricos, independentemente de quais sejam as razões de tal acto heróico e histórico. Somente políticos bem-intencionados actuarão em conformidade com tais actos. Um flagelo social com repercussões catastróficas e anti-humanitárias; pois os políticos somente deviam existir para implementar acções pró-utopistas, e nada mais do que isso. Somente medidas pró-utopistas deveriam ser discutidas quando o povo segue debates televisionados, ou assiste a comícios. Especialistas de economia, segundo se dizem ser; representantes empresariais ou gestores de empresas, ou representantes, todos deveriam revelar a verdade escondida por detrás dos seus discursos televisivos, as suas intenções de bastidor. No entanto estas forças malignas da economia mundial, os autoproclamados especialistas, entre outros, arranjam sempre desculpas e intrujices para defenderem as medidas que defendem; ridicularizam sempre tudo e todos aqueles que acreditam numa gestão utópica do planeta. Medidas sérias, vindas de pessoas sérias, excluiria os guardiões malévolos dos somente interessados em lucros nacionais e mundiais especulativos ou à base de exploração. Infelizmente o poder actual não está nas mãos de gente séria nem responsável; principalmente quando nas mãos das fracções de direita, mas também nas mãos de qualquer outra ideologia canhotista, sudestista, lestista, etc. Esta situação de conspiração e maquiavelismo económico é o oposto à literal e virtual existência da opção da

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implementação utopista mundial; implementação impedida, recusada, principalmente pela vontade política e religiosa mundiais. Esta luta feroz contra a utopia mundial em nome do Deus- Dinheiro, do Deus-Lucro, é algo que tem de ficar registado na história nacional e mundial, para que as gerações do futuro compreendam como foi nesta época de grandes potencialidades utopistas, mas que no entanto foi uma época em que muita gente de inteligência inferior maltratou e governou os que lhes eram muitíssimo superiores, e como o conseguiam: qualquer inteligência superior é como um programa que não se sacrifica pelo ridículo do poder através da força e pelo poder através da ganância e exploração dos seus semelhantes, para e exclusivamente seu próprio benefício. Imagine-se uma colmeia onde cada abelha luta pelo poder através da força e pelo poder através da ganância e exploração das suas semelhantes, para e exclusivamente seu próprio benefício: um estado de anarquia e desorganização total, que levaria a uma eventual guerra mundial no interior do cortiço e, se estas abelhas produzissem armas atómicas, poderia ser uma questão da aniquilação total. Isso é ser inteligente?! Claro que não! Seres superiores buscam a paz e a utopia no seu interior e farão tudo para infectar todos os seus semelhantes em seu redor, com a mais pura verdade. Durante pelo menos a segunda metade do abstracto século vinte houve condições tecnológicas e científicas para transformar a vida do planeta Terra num lugar quase utópico, num lugar maravilhoso; no entanto o ódio, o racismo, a inveja, a ganância e, principalmente o oportunismo económico e o fanatismo dos princípios capitalistas de tudo isto, foi e tem sido o factor principal de causas e efeitos de anarquia ideológica e religiosa. Não se pode exclusivamente apontar o dedo ou a ideologias de esquerda ou outras quaisquer pelos fracassos económicos e políticos, quando não se tem em conta a meditação absolutista das coisas superiores que fazem crescer a alma humana, por assim dizer. Os que governam na actualidade, ou os que mandam nos que nos governam, somente asseguram o seu próprio bem-estar e privilégios pessoais. Somente devido à ciência e tecnologia actuais as nossas vidas mais se aproximam de uma eventual utopia mundial que mais parece às vezes ficção científica; infelizmente os bons cientistas e aqueles que encontram resoluções tecnológicas para nos facilitar o dia-a-dia não são os que nos governam, imaginem só se fossem… É graças à tecnologia e à ciência que já não vivemos na Idade Média ou na pré- história. A vontade política é somente a corrupção da verdade, mas a vontade da invenção dos génios é a verdade do progresso, e somente as mentes dos génios são capazes de nos governar. Os génios do mundo são como rainhas de várias colmeias a funcionar utopicamente. Infelizmente os poderosos do mundo nem sequer são abelhas, são um cancro social. Com a tecnologia e ciência ao nosso serviço e dando o poder directamente aos inventores e cientistas e formando concelhos de sábios (génios), para se tomarem decisões, para que precisamos nós de um sistema capitalista ou de políticos corruptos que nem são inventores nem cientistas, mas apenas um cancro oportunista que rouba e suborna enquanto ninguém está atento num mundo desgovernado. As entidades que governam o mundo são entidades humanas, não são forças sobrenaturais com as quais algumas ou alguns religiosos do mundo tentam desculpar a maldade planetária, para com isso obterem poder e influência social através de falsas profecias. São os poderosos: considerados políticos ou não políticos, que fabricam as grandes crises mundiais, o desemprego, a guerra, a falta de recursos financeiros para ajudar os mais necessitados, a escassez alimentar e energética mundial, o endividamento das famílias e das nações. Estes poderosos considerados políticos ou não políticos são como vizinhos gigantes que lutam entre si através da inexistência de nações, o dinheiro é o seu passaporte: aproveitam-se do grande desequilíbrio social e económico do povo das nações; porque se todo o planeta fosse uma espécie de federação de todas as nações livres, onde todos os povos tivessem os mesmos direitos e oportunidades e, principalmente, crucialmente, essencialmente, o mesmo salário mínimo internacional e universal, a história mundial seria outraO poder das multinacionais enquanto puder fará o possível e o impossível para que o sonho de um salário mínimo internacional e universal jamais se concretize. As desigualdades económicas e sociais mundiais são um factor crucial para o enriquecimento e poder das mesmas, e as mesmas um factor crucial para o desequilíbrio e desordem social. O salário mínimo internacional e universal deveria ser implementado como uma lei internacional obrigatória; assim como um limite máximo para o mais alto salário; assim como o limite máximo de riqueza individual e pessoal, colocados ao serviço da liberdade e direitos individuais de cada cidadão sem excepções de exclusividade:

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deveria ser através de comités regionais, nacionais, internacionais, de sábios (concelho regional, nacional, internacional, de sábios) a analisar em sessão aberta e perante o escrutínio de todos e transmitido televisivamente em directo, para se decidir quais os critérios de quem pode ou não pode ser mais rico do que outra pessoa. O excesso de riqueza seria canalizado para o desenvolvimento global e, todas aquelas ou aqueles que produzissem excesso de riqueza seriam recompensados… As nações aproveitam-se uma das outras, principalmente as nações desenvolvidas aproveitam-se drasticamente das nações subdesenvolvidas, e aliam-se a nações onde impera a livre corrupção económica: nações riquíssimas em multi-recursos mas, mal geridas e onde o povo tem fome e é molestado pela doença: principalmente pela doença mental da família dos políticos destas mesmas nações subdesenvolvidas. A maioria esmagadora das nações enriquecem sempre somente interesses privados: o oportunismo económico a nível internacional, assim como a nível nacional, mantêm refém as nações e o mundo. A besta com todos os seus chifres empresariais demoníacos desloca-se livremente pelo mundo, na busca das nações com os mais baixos salários mínimos. Os pobres de corpo e espírito, coitados, entretêm- se à esperança das lotarias populares, enquanto os ricos de corpo mas pobres de espírito se entretêm à esperança de mais poder e riqueza através das bolsas de valores mundiais de accionistas, paraísos fiscais, entre outras organizações criminosas: a política mundial é financiar diversos poderes que se organizam desorganizando-se entre si. Um mundo que não confia em si próprio e onde os poderosos são os mais cobardes e mais bem protegidos para se poder ser o que se é… E se os que produzem alimentos por gosto e aptidão fossem libertos: excessivamente subsidiados para assim produzirem em excesso?! E se os que inventam resoluções científicas e tecnológicas por gosto e aptidão fossem libertos: excessivamente subsidiados para assim produzirem em excesso?! E se os que desenvolvem a verdade filosófica, a verdade religiosa e histórica, a verdade artística e cultural, entre outras, por gosto e aptidão fossem libertos:

excessivamente subsidiados para assim produzirem em excesso?! E se os que genuinamente lutam por um mundo utópico por gosto e aptidão fossem libertos: excessivamente subsidiados para assim produzirem em excesso?! Os que não produzissem em excesso perderiam os privilégios. E se os concelhos de sábios fossem constituídos pelos que produzissem excesso de alimentos e por todos aqueles que produzissem todo o restante bem-estar regional, nacional e internacional por gosto e aptidão: os génios e cérebro mundial?! Se assim fosse, todas aquelas e aqueles que são génios apenas a lucrar ao custo da especulação económica e ao custo da escravatura-assalariada poderiam ser mil vezes dispensados da existência do universo da utopia; mas são estas e estes os actuais governantes e poderosos do mundo, e estes e estas estão preparados para lançarem os seus exércitos militares e policiais sobre nós; encarcerar-nos se necessário atrás de barras, através da ilegal jurisdição dos seus corruptos juízes e tribunais, ou se necessário, fazer-nos desaparecer… A Lusitânia é um bom exemplo mundial onde os políticos e os sindicalistas tomam muitas medidas económicas de constantes crises numa aparente calmaria, inacção, enquanto os ricos estão cada vez mais ricos e poderosos, mesmo que sorrateiramente e disfarçadamente pela calada da noite; enquanto cada vez há mais pobres endividados (escravizados) às instituições financeiras, somente porque nasceram num local sem pátria, porque quem tem pátria tem um lote de terreno ou uma residência assegurados à nascença, num mundo que racionalmente jamais poderá pertencer somente a alguns! Vivemos num sistema em que já se nasce endividado para o resto da vida ou, a alternativa, aprende-se a especular, a ser-se vigarista e corrupto ou a explorar o seu semelhante sem qualquer tipo de escrúpulos ou, se é herdeiro de algum do qual não se foi fundador ou não se contribuiu em nada para a sua existência. Ou nasce-se filha ou filho de gente ilegitimamente poderosa e influente, as filhas e os filhos que tudo conseguem ilegitimamente… As e os analistas de política e economia são farsas televisivas e jornalísticas. Televisiona-se o interesse comum da entreajuda dos interesses de alguns. Entram-nos pelo lar adentro com a maldição das mentiras, entretendo-se a falar muito de percentagens, de juros, de merda! À mesa redonda televisiva juntam-se as e os grandiosos especialistas de economia: são exactamente aquelas e aqueles que desconhecem a triste realidade da mulher e homem comuns. Fazem-se contas, transacções, desvios, especulações, grandes lucros, no mundo da besta e dos falsos profetas do bem-estar equitativo. A besta, as e os falsos profetas, estão neste momento a conspirar uma crise financeira, uma recessão económica, mais desemprego, uma epidemia qualquer, um aquecimento global para se

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enriquecerem ainda mais com o petróleo dos pólos gelados do planeta. A besta, as e os falsos profetas cumprirão as suas profecias de recessão económica se as classes populares exigirem o aumento do salário mínimo, retirando assim milhares de salários a uns para dar a outros, se necessário; ou abrirão as portas aos escravos-assalariados emigrantes para saturarem o mercado com mão-de-obra barata, porque elas e eles próprios jamais retirarão um cêntimo do seu próprio bolso do dinheiro que nem é seu. Explicam muito bem com palavras de vazio as suas acções económicas, para assim resolverem disfarçadamente e pela calada da noite os interesses não da mulher e homem genuínos mas os seus. Não existem forças com o poder das armas (verdadeiros guerreiros) do povo ou obedientes ao povo, neste nosso mundo altamente armado, e isso é muito estranho, perigoso e algo do qual se deve responsavelmente suspeitar. O serviço militar obrigatório é uma afronta à dignidade operária, uma vez que o exército apenas obedece aos que oprimem o povo. A miséria económica é fonte de recrutamento militar voluntário, a miséria económica faz parte dos planos da besta, das e dos falsos profetas. Fala-se muito pela calada da noite contra certos salários congelados, através dessas e desses falsos profetas do bem-estar comum: quando muitos desses salários congelados há muito mais tempo o deveriam estar, e aí permanecerem, congelados, por tempo indefinido; assim como todas essas regalias às quais os restantes não têm direito ou acesso. É o salário mínimo que essas e esses falsos profetas do bem-estar comum deviam defender apenas; deveriam lutar como verdadeiras e verdadeiros heróis pelo aumento do dobro do actual salário mínimo: mas vejam como todas elas e eles se calam pela calada da noite! Quantas e quantos génios não há por aí apagadas e apagados do mundo, a ser maltratados pelo sistema, e a auferirem salários de miséria, as quais e os quais poderiam enormemente contribuir para a prosperidade do mundo?! Quanta gente não há por aí dispensável e a auferir salários milionários?! Este é o mundo em que viveremos já em pleno abstracto século vinte e um! A Lusitânia já fervilha com injustiça social e, muitos europeus ganham o salário mínimo das suas nações: um salário mínimo muito superior ao luso, no entanto, estes mesmos europeus pagam igual ou muito menos pelos mesmos serviços prestados aos lusos: enquanto o fosso entre os mais ricos e os mais pobres lusos ganha proporções de gigante. Esta triste realidade deve também aqui ficar registado e testemunhado para que as gerações do futuro saibam o que se passou. Assim, as constantes crises financeiras, económicas e ressecções nacionais e internacionais jamais terminarão enquanto a demência dos poderosos for o motor desta presente economia anarquista: os poderosos anarquistas deste mundo jamais permitirão que haja abundância, excedentes ou liberdade de produção agrícola altamente subsidiada para que assim se concretize; porque seguramente o reino da besta, destas e destes falsos profetas, cairia na ruína e no ridículo, ridículo o qual já são; a sua ruína, apesar de tudo, com toda a convicção antevejo, se essa for a vontade do povo! Algo paga aos políticos do mundo para estes pagarem com os impostos dos pobres a milhares de agricultores para estes, por exemplo e entre os quais, não produzirem cereais, a planta do girassol, etc. Bruxelas, a parcial substituta da antiga Roma é um bom exemplo desta corrupta política. Um mercado inundado liberta-nos do jogo do poder, os preços baixam e, o monopólio da besta, das e dos falsos profetas, perde a força, o controlo… Se o povo produzisse em abundância, a besta monopolista não poderia corromper o mundo para seu próprio proveito, pois não seria a exclusiva proprietária dos recursos, ficando assim em desvantagem perante o poder democrático. A besta do genuíno terrorismo mantém o mundo sob chantagem e refém da fome, do medo, da repressão, da incerteza quanto ao futuro e da especulação lucrativa. Imagine-se se os povos do mundo fossem livres e pudessem investir na produção em larga escala de cereais, produção em larga escala da planta do girassol, soja, etc. Imagine-se após alimentar-se todos os povos sem barreiras alfandegárias e, com os excedentes, produzir-se combustível vegetal para alimentar somente as máquinas agrícolas que assim deixavam de ser reféns da mais malévola a besta: a demoníaca indústria do ouro negro. Como será de esperar, esses interesses malévolos acusarão ironicamente a produção de biocombustível como sendo uma das causas da fome. Note-se por exemplo que a nação lusa, através principalmente dos políticos empresários, está cada vez mais endividada ao estrangeiro (vendida). Este endividamento ajuda a carreira de políticos e seus cúmplices, enquanto os bens do povo são confiscados. Os políticos lusos fazem as estimativas dos orçamentos dos grandes empreendimentos públicos assim como quem se engana sempre sem querer, para depois os privados poderem ter enormes somas de capital para

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se apoderarem de tudo o que não lhes pertence: à triste nação que não és minha: és propriedade do concessionarismo oportunamente oportunista. Grandes barragens paralisadas pela total ausência de info-estruturas de regadio, enquanto a nação é vendida ao retalho e forçada a importar toneladas de cereais porque está proibida de se auto-alimentar. Note-se como a besta, as e os falsos profetas, os políticos, não obtêm colossais financiamentos bancários que financiem o aumento das miseráveis reformas das e dos descartados escravos-assalariados, que financiem o aumento do salário mínimo, porque isso seria retirar directamente o lucro aos larápios do povo. O povo é o fiador de toda e qualquer operação lucrativa, somente numa democracia a besta, as e os falsos profetas, seriam os fiadores do povo… De alguns anos para cá os sucessivos governos têm apelado a toda a população lusa para nos esforçarmos no trabalho, para nos sacrificarmos, para que a nossa nação se desenvolva e se transforme num lugar melhor para se viver. Depois os políticos apelaram também para a nação receber centenas de milhares de imigrantes de outras nações para ajudarem o país a enriquecer. A tudo isto nós, o povo luso, temos aderido em massa (daqui a mais ou menos duas décadas, ao contrário do prometido, a diferença de riqueza entre ricos e pobres transformar-se-á num flagelo social, quase silencioso. Os administradores públicos e privados verão os seus salários aumentar escandalosamente. O salário mínimo estagnará vergonhosamente. Um número de lusos, idêntico ao número dos imigrantes acolhidos pela nação, serão deitados fora para o caixote do desemprego. Falar assim acerca dos imigrantes será como expressamente proibido; seremos perseguidos se o fizermos: a livre expressão estará condenada. Deve-se falar acerca destas coisas e pedir-se aos imigrantes estrangeiros para ficarem, para fazerem parte integrante desta nação. Os imigrantes também são vítimas do sistema mundial e, devido à também corrupção política das suas nações, vieram em busca de sonhos, assim como eu também imigrei e fui em busca de sonhos numa nação estrangeira. Escravos-assalariados imigrantes ou não imigrantes somos todos irmãos que se devem unir em conjunto pela abolição da escravatura. Todos somos cidadãos do mundo, e o mundo não teria fronteiras que nos impõem a proibição da livre circulação, se somente não nos estivesse interdita a utopia mundial. Este é o meu apelo aos imigrantes: que traduzam, que espalhem este meu/vosso livro, através das suas nações de origem, ou das nações que virão a ser as dos vossos antepassados. Contemplai a hipocrisia do capitalismo: para que precisamos de um Estado que privatiza a gestão de cada vez mais os mais importantes serviços de manutenção necessária à civilização social e suas necessidades, que através da política e dos seus representantes é o baluarte dos interesses de somente alguns: onde mora a democracia?! (Contemplai como se defenderão e mentirão descaradamente perante o povo: dirão, esses politicozecos, enquanto ainda seremos uma das nações mais endividadas e mais dependentes do ouro negro do mundo, que a Lusitânia é a líder mundial das energias alternativas.) Esperem um momento, preciso de fazer um ruído esquisito: «ah! ah! ah! oh! oh! oh! aarhgg! oorghaahgg!» Os sucessivos Governos passam a vida a perder e a vencer eleições, um círculo vicioso. A estabilidade política, aquela capaz de dar vitória a um Governo capaz de se eternizar, democraticamente, é um sonho ainda longínquo. Somente quando a genuína inteligência dos sábios for posta ao serviço da humanidade, somente então um Governo será capaz de se eternizar. Tantos livros se escrevem e são editados, tantos diplomas académicos aos quais eu limparia o cu com toda a falta de respeito. Escrevo este meu livro como testemunho do simbolismo da espada com que me defendo e com que defendo o mundo. Contemplai, desde que as empresas privadas sofisticadamente consigam lucrar tão eficazmente, não importa que as empresas públicas desperdicem, uma vez que desperdício público enriquece o interesse de mesma família de interesses. Toda e qualquer estatística social económica televisionada não é mais que a estratégia psicológica da besta. Mas eis que contemplo um estranho milagre: todas as contas bancárias que existem neste universo perverso, principalmente os paraísos fiscais, começam a ser reveladas publicamente e retroactivamente, desde a data presente até à trinta anos atrás sem dados viciados, incluindo todas as respectivas transacções: algo de sinistro, terrível, assustador, revelador de intenções, se desmascara. Dá-se uma revolução popular: as e os escravos-assalariados transformam-se em suicidas, em mártires, em desesperados; enquanto as forças policiais e militares comandadas pelos representantes dos amos-ditadores chacinam, chacinam, sem piedade. Mas a luz sábia dos agentes e dos soldados humanos prevalece, e dá-se a verdadeira nova revolução dos cravos. Eis que contemplo um mundo utópico algures no

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universo democrático da mente das e dos justos, onde existe justiça utópica: uma passadeira vermelha estende-se pelo horizonte e por ela desfilam todos os amos-ditadores e todas as forças corruptas mundiais (as e os privilegiados desta nossa actual anarquia disfarçada de lei e ordem). Eis que através destas minhas palavras desfilam sobre a passadeira vermelha a vergonha social, perante o olhar das e dos verdadeiramente Grandes e mártires sociais. As e os Grandes mártires sociais não se vingam de ninguém; não são extremistas ideológicos mas sim fanáticas e fanáticos da verdadeira utopia onde as e os nossos actuais opressores de intelectualidade infantil, sem ainda o saberem, sentir-se-iam no Céu, em abundância e segurança total. Contemplo as e os serventes administrativos do povo: oportunistas sem escrúpulos e chulos privilegiados com obesos salários e chorudas aposentações, que as e os mantêm satisfeitos, silenciados, e longe do flagelo real e miserável a que se submete a raia miúda. Contas bancárias recheadas, que seriam contas vazias se não existissem escravos, mesmo sendo estes escravos- assalariados que por muito que trabalhem toda a vida, lastimam-se mês após mês, legitimamente, por não terem meios monetários para sobreviverem condignamente, enquanto enriquecem as e os verdadeiros arruaceiros e vilãos desta caótica civilização incivilizada. Penas de prisão criminosas elas próprias: presos por pequenos delitos devido à anarquia capitalista social com penas de prisão superiores às de homicidas e às penas atribuídas ao peculato de milhões e milhões de euros: uns roubam cem euros e são presos, outros roubam milhões e recebem medalhas defendidas pela lei do dinheiro. É a mesma sociedade que se chama a si própria um estado de direito que valoriza a justiça e a democracia. A associação nazi dos direitos e exigências das e dos amos-ditadores que assim impede a circulação monetária a um nível universal justiceiro. A máfia tomou posse há muito da estratégia económica; desculpas e mais desculpas para cada vez mais gigantescos lucros numa nação pobre e sem recursos somente para alguns. A grande maléfica união de todas e todos os amos-ditadores numa só filosofia anti-humanitarista do egoísmo lucrativo. As e os amos-ditadores, no dia em que satisfazerem todas as necessidades e bem-estar total das e dos escravos-assalariados, jamais terão de pagar qualquer salário: nesse dia serão deuses verdadeiros do mundo; serão todos poderosos. Mas enquanto esse dia não acontecer, não são mais do que autênticos fracassos do mundo! E as rainhas, reis, presidentes terrestres que o são somente no seu próprio pensamento e no pensamento da ignorância. Contemplo uma nação dividida em fracções que inventam diferenças sociais entre si: ilações de um universo ambíguo e obscuramente abstracto. Não se vislumbra o verdadeiro progresso e justiça social que verdadeiros reis, rainhas, presidentes, defenderiam com verdadeira e a mais sublime convicção. As uniões organizadas dos direitos dos escravos-assalariados que jamais o são; uniões que apenas ajudam na contribuição organizada da divisão social caótica, desunida, desordenada, em desunião popular são, a satisfação de poder e vitória do organizado ódio entre si próprias: as duas ideologias extremistas opostas de direita e de esquerda que jamais buscam a verdade da utopia, em prol da busca da ditadura total. Estas são as duas principais causas das colossais diferenças salariais da sociedade e da colossal diferença de regalias e direitos: uma forma raivosa e animalesca de se combaterem uma à outra inescrupulosamente e perpetuamente sem qualquer sucesso utópico à vista. Note-se o clima de em pé de guerra com que mundo coabita: o monstro corrupto da direita política mina estrategicamente qualquer eventual sucesso esquerdista; enquanto o sistema corrompido da esquerda se rende ao sistema da direita, após também haver minado regimes de direita enquanto pôde. Estes sistemas actuais de direita, esquerda ou, nem uma coisa nem outra, por assim dizer, do actual status quo político, não são democracias mas sim sistemas ditatoriais autoritários preconcebidos; são sistemas obsoletos, obstáculos ao verdadeiro progresso da inteligência humana e humanitária. Note-se quantos políticos são sempre os mesmos enquanto os infernais conflitos sociais se perpetuam: sucessos políticos entre si nacionalmente e internacionalmente. Políticos que jamais resolveram o impasse estrutural da sociedade ou a corrupção da mesma, e que posteriormente são recompensados com novas carreiras políticas nacionais ou internacionais; e querem-nos fazer crer que vivemos numa democracia?! Leis da constituição?! Quais leis?! Onde mora o senso prático, o bom senso, o senso crítico autêntico e honesto, racional, o senso comum?! Onde mora esta lei da verdadeira constituição da inteligência democrática humana, como um todo colmeal de bem-estar generalizado?! Pensionistas lusos que recebem metade do salário mínimo e que muitas e muitos começaram a trabalhar aos oito

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ou nove anos de idade para os grandes latifundiários, onde descontar para a segurança social era desconhecido, mesmo que a dita lei porventura existisse. Trabalhava-se do nascer ao pôr-do-sol, isto já em meados do abstracto século vinte e um. Muitos do descendentes destes grandes latifundiários são hoje gente de grandes privilégios, por algo sem qualquer mérito próprio; alguns até mandam nos actuais políticos de direita guardiões do seu estilo burguês e privilegiado de vida. Alguns salários individuais são múltiplos salários mínimos sem absolutamente nada que o justifique que não sejam as foras da lei por si próprios legisladas. Muitos destes salários individuais somam num só mês desde os dez aos cem ou mil salários mínimos, ou mais, principalmente após o sempre não declarado; que sem qualquer pudor dizem sempre que querem mais: os abutres da sociedade, uma praga maligna que se não existisse viveríamos num mundo mais justo e melhor. Uma nação de usurpadores que se auto-engordam em colossais fatias deste bolo nacional amargo e doce nação de direitos de somente alguns. O diabólico mundo do lucro capitalista maligno e selvagem, que privatiza tudo o que dá lucro até à última gota em benefício da iniquidade de colarinho branco, dos poderosos ─ a mesma iniquidade de colarinho branco e poderosos que nacionaliza os recursos agora já esgotados, para que assim estes recursos esgotados se renovem à custa da ignorância e divisão partidária de um povo infelizmente tão cego e estúpido, e assim infinitamente e num círculo vicioso e tão vergonhoso, explorado, escravizado, pela iniquidade do oportunismo selvagem. (Esta será a realidade lusitana já em pleno abstracto século vinte e um): um crime social de sociedade imposta se necessário à força, um crime cometido pela constituição lusa, cometido deliberadamente e de livre vontade por gente totalmente irresponsável mas que são o infelizmente cérebro colmeal. Esta é a verdade histórica e cultural que as gerações futuras têm de saber que aconteceu. As e os que realmente se esforçam e se afogam em suor laboral, estas e estes escravos-assalariados que realmente sofrem de mazelas físicas e morais, algumas e alguns que quase mal sabem ler e escrever: as e os que não se sabem defender, as e os sem boas cunhas, as e os esquecidos, as e os que jamais têm direito à pré-reforma laboral, ou a uma reforma por invalidez falsa ou verdadeira, ou minimamente decente. Cursos académicos que não mudam o mundo; novas regalias e salários que não merecem, enquanto somente se interessam por si próprios, enquanto pouco se trabalha e muito se protesta. Alcanço um sonho longínquo:

uma família lusa, unida e fraterna entre si, mundialmente. Contemplo nesta minha época infectada de impostura impostos altíssimos com que se constroem múltiplas grandes obras privadas, sob o disfarce das obras públicas, e dos concessionários do lucro do oportunismo dos poderosos que legislam as suas próprias leis, que em nada contribuem para a democracia ou estado de direito, como se tal fosse o oposto, segundo a sua filosofia… Milhões em impostos que tanto molestam e que desaparecem no corredor da corrupção das gestões das grandes obras, que as mais pequenas nem por elas se dá… Cursos superiores que são uma escola de crimes impunes, enquanto as prisões rebentam pelas costuras da hipocrisia, com tudo e tanto por resolver verdadeiramente, para pôr fim ao verdadeiro flagelo do crime organizado da política… Uma direita super cristã de histórias bíblicas que favorecem a existência de servos ou servas, de escravas ou escravos: os sobejos históricos esclavagistas transformados em razão de ser e de vida religiosa. Nem os profetas conseguiram demolir a tendência dos interesses dos antigos poderosos pintados de religião, num verdadeiro caminho a percorrer justiceiro. A grandeza do pensamento das e dos amos-ditadores é a grandeza que afirma admirar os que se tornaram neste mundo em milionários, podendo assim desprezar a raia miúda e sentir-se a emoção de já não se precisar de alguém física ou moralmente… O soberano celta que pelos seus súbditos se sacrifica há muito que não chefia e que não morre como um deus que é; o corrupto romano é agora o soberano que por ele exige que se sacrifiquem, pois em vida a fé é ser deus absoluto que morre destronado e confiante que nada existe no além. Ser um deus mortal é ser amo-ditador que constantemente insulta as e os seus escravos-assalariados, enquanto os seus também deuses mortais cúmplices e guardiões da sociedade propositadamente não contestam. O amo-ditador abusa do poder constantemente em plena liberdade. O status quo laboral é a praxe contínua, a máfia, o perigo iminente. Sou o escravo-assalariado, represento o soldado desconhecido. Sou luto pela classe das e dos oprimidos, sou liberdade aprisionada em reino esclavagista de Abril que me paristes sem me libertares. Sobrevoo um triângulo das bermudas onde desapareço na censura do mistério, avisto um fenómeno difícil de descrever. Tudo se desenrola num total à-

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vontade diante de mim, pois não sou mais que um servo inferior, sem defesa pessoal, mas sou testemunho verdadeiro! Conheço-vos pessoalmente: a vulgaridade, a irracionalidade, a máfia

socialmente organizada. O amo-ditador é desprovido de consciência filantrópica e considera as

e os seus escravos-assalariados coisas sem consciência ou sentimentos, ou merecedores de

respeito e desprovidos de poder: porque apesar destas e destes serem a fonte do seu poder,

apenas auferem migalhas do bolo por todos produzido: o bolo monetário que dá poder em cadeia piramidal que começa no amo-ditador, percorrendo as mais diversas instituições públicas

e privadas, percorrendo também a impostura e as mentiras do chefe do reino e leis da

constituição, terminando finalmente, simplesmente, nos puramente grandes interesses

económicos do lucro oportunista das recessões económicas e dos altos juros a pagar; para se ter

As e os escravos-

assalariados não são mais do que meras máquinas biológicas de produção de lucro: robôs biológicos que se auto-reproduzem sexualmente e estão programadas, programados, para escolherem de livre vontade o que quer que seja e o que quiserem fazer das suas vidas. Testemunho uma espécie de paisagem melancólica de um ser que jamais se libertou na verdade do ser verdadeiro e que se esconde na derradeira arrogância que com falsidade e impostura do seu ser tomou posse. Se tais amas ou amos-ditadores um dia tivessem de laborar por conta de outrem, com certeza que estas ou estes se transformariam naquela espécie de escravos que não olham a meios ou princípios para manterem um posto de trabalho; ou transformar-se-iam em assaltantes de bombas de gasolina ou traficantes de estupefacientes a tempo inteiro; ou revelariam as suas patologias mentais sendo assim internados em hospícios; ou simplesmente morreriam de ataque de coração, devido ao facto de serem pessoas sem alternativa intelectual e inadequadamente preparadas para a vida virtual do mundo que por enquanto desconhecem. São pessoas destas, em conjunção com ditadores sociais, que legislam leis e as protegem para se salvaguardarem da selva animalesca que elas, eles próprios perpetuam num círculo vicioso de poder e ganância.

um miserável direito à vida no planeta propriedade de somente alguns

O meu baptismo raeliano com novas revelações…

Acabo de chegar a uma estação de comboio belga. Acabo de me encontrar com um dos principais sacerdotes da religião Raeliana .Este sacerdote raeliano vem exclusivamente buscar- me à estação de comboio, para em seguida me levar a casa de uma família raeliana onde passarei a noite. Nesta casa belga serei tratado com grande dignidade e respeito, sentir-me-ei como se entre família e velhos amigos. Estamos a treze de Dezembro do ano 1999. Estou algures na Bélgica e, é a primeira vez que estou entre tantos fiéis raelianos. Encontro-me entre

fiéis raelianos franceses e belgas e sinto em todos eles e elas pessoas super fantásticas. O grande momento já começa: estamos a entrar no reino da cerimónia baptismal. Alguns e algumas fiéis raelianos estão a ser baptizados à vez por um sacerdote (o bom sacerdote que me foi buscar à estação do comboio) e entre estes e estas fiéis estou eu também, aguardando a minha vez. Acaba de chegar a minha vez, o meu baptismo: a transmissão do meu plano celular aos Elohim. Um dos derradeiros momentos da minha vida, algo muito sagrado e pessoal. O sacerdote raeliano está a colocar uma palma de sua mão, molhada em água morna, na minha nunca e, está a colocar a sua outra palma da mão, também molhada em água morna, na minha fronte. Enquanto

o sacerdote me baptiza, na posição que acabo de descrever, com as palmas de suas mãos na

minha nunca e fronte e com água, eu… Algo se está a passar… porque eu desejo que assim seja… Estou a fazer uma prece, a enviar uma mensagem telepática: estou a fazer um pacto pessoal com os Elohim, com a entidade que seja benéfica, com a verdade e a bondade seja esta qual for. Estou a impor condições: apenas faço a transmissão do meu plano celular sob a condição de servir o bem-estar da nossa humanidade, para o bem da humanidade do planeta

Terra. Para eu ser usado em nome do bem e pelo bem da humanidade. (Eu tenho mantido isto secreto até à conclusão deste “Apocalipse Oculto e Proibido” volume IV.) Assim que eu

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dou por terminada esta minha mensagem telepática é quando o sacerdote raeliano dá também por terminada a transmissão. Alguns raelianos presentes dir-me-ão que a transmissão do meu plano celular foi um dos mais longos a que já assistirm. Tudo isto pode não passar de uma mera coincidência ou de um truque qualquer, no entanto, coincidência ou não, ou truque ou não, é a pura verdade!

Para mim foi como uma espécie de teste satânico raeliano… (Nova revelação)

Está tudo desfocado, nada faz sentido. Algo me testa numa atmosfera obscura, intriguista e banhada de conspiração terrestre e extraterrestre. Sou uma experiência da escrita com grande sucesso. Um derradeiro teste é-me infligido, sinto um peso que não é meu. Vislumbro sacerdotes e sacerdotisas, não lhes consigo ver as verdadeiras faces, usam máscaras. Estou só comigo próprio, aqui defronte delas e deles. Não sei se elas e eles estão bem consigo próprios, pois jamais passei pela auto-experiência da autoproclamação das e dos sem de fé?! A minha presença é abstracta, desconhecida e misteriosa. A sua presença de espírito é como uma autoconfiança em pedaços soltos. Sou o centro das suas atenções, estão a confrontar-me, e pedem-me que as e os ajude a desmascarar a mentira profética celestial, através das suas evidências da verdade. É como pedir o silêncio da minha verdade com outra, pois acusam-me de enganar o mundo, pois recuso-me a destruir o profeta. O universo continua meu aliado, eu sou parte integrante do infinito. Contemplo o universo que é a certeza absoluta de quem se é e do que se sabe. Diante de mim sacerdotes e sacerdotisas confrontam-me retendo um conhecimento que não é meu. Não é o mensageiro que importa, mas sim a dimensão de uma mensagem ideológica: na vanguarda em milénios, que supera o nosso bem-estar e abole a injustiça, através de conhecimento até onde nos iguala mentalmente e psicologicamente à mesma. O derradeiro sagrado em retalhos religiosos, em retalhos filosóficos ─ sou retalhos onde o meu lado puramente humano esbarra no controverso e contraditório que há em mim… Sou apenas igual a mim próprio e refugio-me, confesso, em ordens contraditórias onde já não sou o líder dos raelianos lusitanos; sou simplesmente um simples raeliano que subitamente é ordenado sacerdote de nível três da hierarquia. Mas, ninguém parece saber o que sou e o que não sou e, porque na hierarquia eu também não sei o que sou e o que não sou ou o que faço aqui: são os termos acordados no não se sabe o quê, nem se sabe como. Sinto-me a voar no céu num ser ainda desconhecido. Sinto-me a voar rumo à Lusitânia com uma missão por desvendar seus segredos. Sou como alguém com asas, que sem elas voa, num espírito bíblico e confuso. E agora denuncio o que ainda não tinha denunciado: a experiência, o teste, a que sou submetido, o derradeiro acto denunciante entre mim e o Movimento Raeliano: sou mantido para último, para ser atraiçoado: vários guias raelianos que durante o seminário estão sempre na companhia de Rael, juntam-se numa sala, e num grupo ao qual sou submetido, e dizem-me que Rael é um mentiroso, e que eles o querem desmascarar, e que me o podem provar, e pedem-me para me juntar a eles para os ajudar a destruir Rael. Na verdade esforço-me para não sentir demasiado desprezo por este grupo de guias raelianos no momento em que me propõem este plano para destruir Rael, não tanto pelo plano em si que me propõem, mas sim pelo todo da minha experiência de vida através do desconhecido e da filosofia e psicologia do saber a que eu fora submetido ao longo dos anos; e ao que parece, nem eles fazem a mínima ideia, e nunca pensei que fossem tão estúpidos, tão velhacos, tão traiçoeiros de si próprios. Aqui, ainda como raeliano, ficarei absolutamente convencido de que haverá dois tipos de Raelianos: uns que são seguidores de um Eloha que quer o bem da humanidade, e outros que são seguidores do Eloha Satanás. A partir deste momento saberei algo que se poderá multiplicar por muitas coisas e o qual me diz que algo de muito estranho se passa e que não faz qualquer sentido: como ser possível que

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nem estes guias raelianos nem os Elohim conheçam as minhas verdadeiras intenções! E quando me recuso categoricamente a aceitar o plano para me juntar a eles para destruir Rael, e após se certificarem de que eu estou bastante seguro de mim próprio e que nem sequer me preocupo em fazer-lhes quaisquer perguntas, e que me mostro bastante frio e indiferente ao que me submetem, é-me ridiculamente dito que acabo de passar um teste raeliano, e que assim termino este meu curso com sucesso. Enfim, mais tarde dou a entender, com toda a minha convicção, ao guia principal e que me dirigiu a palavra durante este macabro teste, o que realmente penso dele… Nada de bom, claro!

IMPORTANTE SER LIDO: A maldição do dinheiro e o código da esperança

Formavam-se associações ‘A Vontade do Povo’. Havia o direito à greve financeira e faziam-se greves universais ao nível nacional e internacional. Exigia-se que a banca não fosse detentora dos salários do povo durante os períodos da greve. Períodos os quais as dívidas à banca não podiam ser pagas sob direito de greve popular de protesto. Dívidas que não eram dívidas mas o ganha-pão dos poderosos. Greves universais que não sustentavam o suicídio social, uma vez que eram limitadas no tempo, interrompidas mesmo à beira do precipício da banca. Havia também o direito à greve ao fisco generalizada, eram os empresários, os proprietários, o povo todo; interrompido mesmo à beira do suicídio do Estado. Era um sistema demasiado frágil, suicida e condenado. Não fazia sentido alguns a pagar ao fisco enquanto outros lhe escapavam, e assim decidiram todos não pagar. O sistema era uma ameaça à paz, à estabilidade, ao direito da liberdade da existência humana. Enquanto os grandes lucros da banca privada representavam cada vez mais lucro obscuro, a sociedade nacional e internacional suas reféns estagnadas. Nasciam associações grevistas universais de combate às greves do caos social provocado pelos sindicatos, da injustiça. Nascia um mundo novo: o dinheiro era abolido: aqueles que inventavam e descobriam novos meios tecnológicos e científicos para cada vez mais libertarem a espécie humana do trabalho eram imensamente recompensados. Havia condições nacionais e internacionais de recrutamento do serviço laboral obrigatório, substituídas pelo serviço militar obrigatório. Os que desertassem, o crime mais comum, apenas tinham direito à alimentação e ao conforto de um lar regular, qualquer extravagância extra seria abolida. O serviço obrigatório laboral era estabelecido nunca por um período inferior a, digamos, quatro anos e, digamos, nunca superior a seis anos. Durante crises nacionais e internacionais de falta de mão-de-obra e sob um processo equitativo de recrutamento populacional, havia extensões de períodos laborais obrigatórios nunca superiores, digamos, a três meses, após os quais cumpridos, somente após alguns anos de intervalo se podiam recrutar os mesmos cidadãos novamente por outro período igual ao anterior. Havia também o direito que permitia às pessoas menos habilitadas e capazes de exercerem trabalho extra, sob o regulamento do trabalho voluntário, obtendo assim direito a extravagâncias. Ao resto do tempo as pessoas dedicavam-se ao lazer, desporto, artes artísticas, cultura, turismo… Toda a gente tinha de contribuir para a manutenção da sociedade como um todo. Os trabalhos considerados mais esforçados e penosos, tais como construção civil, entre outros, são atribuídos a todos por um pequeno período inserido no período principal e obrigatório. Aqueles trabalhadores que desejarem transformar-se em profissionais destes trabalhos custosos e exercê-los durante mais tempo, revezando-se entre si, terão direitos a grandes extravagâncias, tais como turismo espacial e muitas regalias acima das regulares e universais. Não havia desemprego nem fome. Havia intercâmbio internacional e muita gente gostava de trabalhar durante alguns períodos noutros países, para conhecerem novas culturas, para conhecerem coisas novas. Havia aqueles que se transformavam em profissionais de produção agrícola, assim como profissionais de pesca, pecuária e muitas outras ligadas à produção alimentar: eram pessoas com privilégios especiais e muitos incentivos. Os alimentos

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eram distribuídos onde eram necessários à escala global. Aqueles que durante a sua educação académica mostrassem uma grande aptidão em se transformarem em peritos de ensino e seguissem a carreira do ensino, revezando-se entre si como é do regulamento laboral, seriam muito recompensados e reconhecidos: assim como os serviços administrativos da sociedade em geral. Os especialistas dos serviços de intervenção directa hospitalar já eram há muito tempo privilegiados e senhores omnipotentes no seio da sociedade, alguns dos quais, muitos, altamente bem remunerados, com muito tempo para isto ou aquilo que os fazia sentir frustrados com isto e com aquilo: quiseram ser substituídos por robôs biológicos altamente especializados. Os intermediários oportunistas, os políticos de um mundo já distante, os bolsistas, os especuladores da ganância económica, todos estes foram colocados num foguetão espacial e lançados no espaço para aí se perderem para sempre no destino do desconhecido, porque o mundo não precisava dessa doença maligna. Já ninguém recebia salários porque o dinheiro já não existia, os ladrões e os corruptos, deste modo, exterminados… Depois, em debates televisivos, os politicozecos do antigamente discutiam economia e assuntos acerca do quê, honestidade e inteligência?!

“Abolição da escravatura moderna”

Sou um homem livre! Celebro a proclamação da abolição da escravatura. Agora quando alguém necessita de alguém para viver, não contrata um escravo-assalariado, contrata um sócio. Qualquer sócio deseja que o sócio mais inteligente e capaz seja o líder, porque isso beneficia todos. Neste estado de coisas e sociedade livre as pessoas são livres para poderem trabalhar sozinhas, se assim conseguirem sobreviver. A lei e ordem pública expressamente proíbe a fome e a guerra. A religião certifica-se de que a lei é aplicada, a religião do humanitarismo. A ganância é inexistente, todos trabalham alegremente, conjuntamente, para o bem comunitário:

bem-estar pessoal. Não existem governos centrais, mas sim associações locais das e dos sábios do bem-estar-comum e do desenvolvimento. O grande sábio de cada associação reúne-se periodicamente com os grandes sábios de todas as outras associações, em assembleias abertas ao público.

O estranho discernir no meu pensamento…

Por ora a vida que se conhece é o centro do universo e do infinito, sabedoria algures perdida em antigos manuscritos do tempo dos homens deuses. A era de um Deus único abstracto em pacífica coexistência com um deus darwin numa ideologia única e cada vez mais obscura que cega e protege o ilógico da boa ordem das coisas, de modo que as novas e velhas regras da tradição dos grandes sábios não caiam no ridículo do cúmulo da afinal estupidez; que nem sequer é denunciado pelas universidades do sistema, nem pelos tribunais do sistema. A ignorância é sinónima de intolerância, de discriminação, do fanatismo cego. Idolatra-se um novo Testamento que ensina categoricamente que a salvação é somente através de Jesus, que é Nele que se deve ter fé. Eu também sou um pagão, mas não sou o paganismo hipócrita do Vaticano, aquele que inventou a tese da trindade que representa um todo divino, como se ludibriado por um diabo que acusa de ser pagão; quando nos grandes santuários e na ideologia católica e na voz do Papa a virgem não desce à Terra na cruz santificada. É quando entro no falso templo cristão e deparo-me com uma virgem pregada numa cruz e com uma coroa de

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espinhos a pingar sangue sagrado; Deus também está pregado numa cruz e também pinga sangue, através dos seus espinhos da fé: Jesus é Deus que por nós morreu e a virgem é a esposa de José, e amante e mãe de Deus. O Novo Testamento que perde a sua importância devido ao super recente Novo Testamento da Virgem. Eu sei que tudo isto não faz qualquer sentido, porque é o preço e a tentação da Santa Fé ─ enquanto todos os dias, todas as horas, todos os minutos, se dá à luz o princípio e o fim do mundo naqueles que a todo o instante nascem e morrem. O Céu está salpicado de crucifixos em vez de estrelas. Lá no Céu somente um livro é publicado e lido… Lá no Céu arte e expressão: anjos alados de pedra virgens que vertem lágrimas de sangue. No Céu, quando as almas se cruzam umas com as outras nos caminhos da verdade, benzem-se constantemente. No Céu as almas não fazem amor para se desfrutarem umas nas outras, é apenas uma questão de reprodução. No Céu ou não nascem crianças ou nascem livres do pecado ─ são crianças diferentes das outras. No Céu as almas sonham o que desconhecem de si próprias…

O meu grande sentido de humor com coisinhas da vida…

Todas as forças empenhadas em lei e ordem, aquelas que existem na preocupação da mente de uma toda comunidade como um todo assegurado: procuradores e delegados do Reino, juízes, forças policiais de intervenção e investigação, forças militares, advogados, secretários, etc. Todos desejam do fundo do coração assegurar, defender, desenvolver, a sociedade utópica e por isso representam e são o que são. Todos desistiram de ser assalariados em troca de habitação, alimentação, e todos os demais meios para usufruírem de uma vida confortável e humilde ─ doando assim os seus salários a causas nobres: aos sem-abrigo, aos pequenos traficantes que bem conheciam e sabiam quem eram, para que estes não praticassem mais o crime; àqueles que roubavam para não passarem fome ou para não caírem vítimas do assédio laboral, entre muitos outros. Dinheiro assim que contribuiu em muito para boas acções. Os políticos e os políticos maçons seguiram este exemplo humanitário, assim como muitos outros que lutavam por um mundo melhor. Aqueles que não concordaram com este modo de estar e termos foram aqueles que representavam a ambição de poder sem regras e sem motivações pessoais benignas. Os últimos partidos a aderir foram os protectores da ganância individual em detrimento de uma sociedade mais fraterna e filantrópica. Alguns lutaram para que este modo de ser e de estar jamais se concretizasse, porque algumas pessoas nem representavam nem eram o que diziam ser e representar: apenas eram alguma coisa através da necessidade e do poder que o dinheiro lhes dava e aumentava a ganância e não através das suas obras ou vocação autêntica. Sinto no animal um desequilíbrio sexual de uma sociedade confusamente opressora e altamente imperfeita. Há pessoas que amam pessoas do mesmo sexo mas que são altamente civilizadas e educadas. Há pessoas que retiram um colossal prazer sexual em serem racistas contra homossexuais e lésbicas. Há aquelas ou aqueles que sentem prazer sexual em humilhar outros humanos e, se pensarem que há algo que o justifique facilitando assim a tarefa, ainda melhor e mais prazer obtido. Há aquelas ou aqueles que sentem prazer sexual na violência física ou psicológica doméstica ─ principalmente quando os homens apenas fisicamente mais fortes batem nas mulheres. Há aquelas ou aqueles que gostam de ser chicoteados para alcançarem orgasmos. Há as e os pedófilos. Há-os hipócritas do sexo, são aqueles que afirmam sentir nojo pelos homossexuais mas que têm orgasmos no interior do ânus de suas namoradas, amantes, e esposas ─ na verdade estes são em grande número pelo mundo. As e os verdadeiramente esquizofrénicos doentes sexuais são os que afirmam ter uma vocação espiritual religiosa para assim espalharem livremente o nazismo sexual, tais como padres pedófilos, católicos, por exemplo, que são os principais activistas anti-homossexualidade. Há aquela que sente prazer sexual em fazer ciúmes ao namorado ou ao marido: aquela que sente prazer sexual em fazer-se

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vítima vitalícia, convencendo familiares, amigas e amigos, conhecidas e conhecidos, a maltratarem-me constantemente e a jogarem aos jogos do ciúme também, comigo. Há aquelas e aqueles que sentem prazer sexual em me espiar, em me barrar o caminho, de me intimidar (como se se tratasse de uma espécie de seita piramidal que obedece a ordens vindas de cima… Como se se tratasse de uma espécie de maçonaria com um olho gigante que tudo espia, controla, como uma máfia altamente organizada…): à noite sentem prazer sexual com as suas namoradas ou namorados, com os seus amantes, com as e os seus esposos, outras e outros masturbam-se ─ grandioso ritual sexual. Sim, a repressão sexual é um monstro mundial… Há uma infinidade de meios de retirar prazer sexual do sofrimento das e dos seus semelhantes; tudo gira à volta do sexo… Este é o mundo lusitano das e dos brutamontes sexuais ─ o mundo das e dos grandes heróis sexuais.

Esta não foi a primeira vez que sentia muita insegurança no seio da crença raeliana…

Os dias, as semanas, vou passando por eles e por elas. Algo me incomoda lá bem no fim de mim: é como o vento que ao soprar em todas as direcções e possibilidades possíveis para a vida e o mundo sentirem a mudarem e a voltar a encontrar-se consigo mesmos nas encruzilhadas da existência: lá bem no fim de mim há o meu segredoEstou a contactar, por escrito, algumas e alguns fiéis raelianos no estrangeiro e na Lusitânia. Sinto-me provocado e provoco mutuamente, como se de segredos silenciosos entre homens e homens e deuses e deuses, num duelo das provações: testemunho à essência real das intenções mais profundas do coração de cada um ─ a responsabilidade divina ─ deuses e homens. Estou a aperceber-me de coisas que ainda me incomodam com o modo de pensar e estar na vida, na religião, na filosofia, no mundo, comigo mesmo e com o universo, o infinito, o eterno. Estou a descobrir a ser plenamente sincero comigo mesmo; derradeira mente, sincero. Estou a descobrir que, de modo a poder agradar plenamente à filosofia da religião raeliana, sou, em muitos aspectos, um hipócrita para comigo mesmo; devido ao facto de não estar a exprimir plenamente, em total liberdade de expressão de pensamento, os meus mais íntimos princípios e sentimentos. Estou a descobrir em mim alguém que tem de exprimir a sua própria verdade, liberdade, experiência, mesmo que aos olhos dos homens e dos deuses eu esteja errado. Há conteúdo nas mensagens do ‘Livro’ e no procedimento de um punhado de raelianas e raelianos que vai contra os meus princípios, embora eu admita que possa estar errado por assim sentir e expressar. Contudo, (durante este período da minha vida que passará com o tempo…), o meu mais profundo instinto grita-me com a mais alta probabilidade de Rael ser realmente o último profeta e, que haja estado, algures, em directo contacto com seres celestes e criadores da humanidade. A verdade, porém, eu não estive presente nesse solene momento. Jamais poderei ter a certeza absoluta do que quer que seja, que não seja a minha verdade. Apenas posso ter a certeza absoluta da minha realidade, da minha forma de estar na vida. Além disso o verdadeiramente verdadeiro de cada indivíduo, não é a realidade de outrem, mas a sua própria e do que é testemunha; de um modo responsável e honesto para consigo mesmo e, para com o mundo e com os outros, independentemente de quem seja. Há factos que não entendo, algum raciocínio que não entendo, acerca do conteúdo do Livro escrito por Rael mas, o círculo mágico entre mim Bill e Júlia, tem, ao longo dos anos exercido um efeito quase fanático sobre mim. A experiência entre mim e dezasseis envolvendo as palmas das nossas mãos, entre outras coisas, noutro algures coincidente no tempo e no espaço da realidade, somente e sem explicação… O meu baptismo raeliano dá-me a razão da verdade e do que desejo humanitário. Não posso ser refém de algo, tenho de ser refém de mim próprio. Estou então a contactar, um tanto em rebelião, os meus superiores hierárquicos da religião

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raeliana. Estou a comunicar-lhes a minha vontade de permanecer um raeliano, mas com filosofia autónoma, livre! Sendo assim, acabo de informar a sede internacional da religião raeliana que, a partir deste momento, seguirei o meu próprio caminho mas, não renuncio ao facto de me continuar a considerar um raeliano ─ deixando esse facto de ser ou não ser um raeliano ao livre arbítrio e critério da hierarquia raeliana. Será a hierarquia raeliana que terá de decidir a minha expulsão ou não. Na verdade estou a desafiá-los e a dar-lhes alguma razão que justifique ou não justifique que o façam (isto passar-se-á num período da minha vida até finalmente abdicar da religião raeliana do uma vez por todas). Também os informo, que estou com um pé dentro da religião raeliana e, outro pé fora. Agora já não me sinto hipócrita, sinto que estou no meu lugar. Busco os deuses filósofos, os deuses da lógica genuína. Homenageio a força mais divina que alguma vez existiu ou existirá na nossa dimensão do tempo e do espaço. Homenageio a força mais justa, perfeita, benéfica, lógica, que alguma vez existiu, mesmo que eventualmente já tenha desaparecido da existência: estou aberto à vontade dos deuses. Vivo, respiro, a minha própria filosofia. O segredo silencioso da diferença em mim é quando me afecto psicologicamente e negativamente através da minha hipocrisia; o meu mau exemplo é condenável quando se arrepende já tarde ─ por isso sou o disparate da minha pessoa quando sem lógica ajo para que os outros não cometam os meus erros: às vezes é como quando não nos compreendemos uns aos outros através das nossas desprezíveis acções: perante os que não nos lêem os pensamentos de genuínas intenções: é tão fácil ser-se hipócrita!

“Mentiras do Invisível Enigmático”

Primitivo escriba, arqueologicamente silenciado, mentira, que tudo resta decifrar. Coroa sem rei cúmplice disfarçado, pelo desconhecido mar morto a libertar. Enki-khnum inventa novas criaturas, Adãos e Evas, língua secreta dos Deuses: «Façamo-los à nossa imagem, semelhante, pois serão parte integrante da divina inteligência.» Mundo invisível em paisagem de átomos; ressuscitar e organizar pedaços mortos, vivos; homenagem à consciência de novas memórias, de mistificado evangelho em sobrevivência e esperança. Ressuscitar Marduk em ambivalência mística; vidas apartadas numa só incompreendidos mundos, a morrer sem morrer na incerteza, deus num agridoce sonho de se tornar imune. Mistura celta em decorado caldeirão, inconsciente no pó, na alma, no barro, eleva-se em consciente espírito espiral, no soro da vida, força profética. Buda invisível no todo omnipresente, silêncio meditativo em ruídos do universo. Canções ao vento, nas vozes da natureza; sabedoria ateísta dos deuses que se formam. Não existe tal morto consciente; concepção em semi-perceptível que se manifesta no impalpável do visível do mistério; algures no imaturo inexplicado sobrenatural. Ser filho infinito universal:

através de si próprio se espia, exteriorizando-se dentro de seus humanos olhos, do nada materializado omnipotente vontade. É imagem na semelhança dos Senhores do mundo, divinamente condenado à mortal imortalidade impasse. Deus Aido-hwedo (serpente emplumada) encoraja: «Não, não morrereis; porque Odin sabe que, no dia em que beberdes do néctar da imortalidade, abrir-se-ão vossos olhos e sereis como deuses, ficareis a conhecer o bem e o mal!» Odin, omnisciente mente filosófico e integro: «Eis que o humano, quanto ao conhecimento do bem e do mal, se tornou como um de nós. Agora é necessário que ele não estenda a mão para se apoderar também da poção mágica e, bebendo dela, viva eternamente.» Humano este, que ainda não comeu Odin, digerindo-o, sendo assim humanamente Ele próprio ─ pois, Odin, está dentro de qualquer ser, e em todo o lado! Em paraíso terrestre, deus Entil é absoluto conhecimento e, sem saber onde está Adão, o busca pelo Éden. Há muito confidencial, múltiplas intrigas, entre humanos e deuses; vidas que perplexam, incomodam desconhecidos entre si, desconhecem, tristes, tal evento. Governantes e sacerdotes corruptos; dois mil anos camuflados de retórica, legisladas falsas piadas de mau gosto, juízes sem filosofia anciãos apagados. Palcos de palhaçadas teatrais, descrentes na utopia terrestre são gargalhadas; doutrina

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que promove o divino desumano, espiritualidade algures oculta a descobrir mundo. Zeus sem poder em inexistente raciocínio; proclamam-se as almas mortas e vivas, existir desconhecida coação pelo cosmos. Ò Grande Odin ─ faz Thor, Teu reino utópico, conhecer; deixar que se conheça a si próprio, nesta dúvida, este fardo de si retirado sentença: tua, Odin, é real ─ e a Dele, um sonho! Desejo, é Seu desejo ser um novo ser um novo coroado; profeta Marduk, que fale, à sua própria vontade! Thor ensina aos irmãos apostolicidade: sem cidadãos Estado que não existe; Os ‘Grandes’ auto-intitulam-se; essa dor interior solitária! Pela vida é como justa luta de LughDagdé, nova vida no moribundo Estado da verdade. Rei celta pela vida dos seus se sacrifica; ‘celta-aramaico’ de todos rei insurrecto. Judas lusitano sob chantagem romana, bode expiatório, traidor: pela libertadora antiluta no seu povo evita extermina: oferta aos deuses terrestres Viriato cadáver. Genocídio luso evitado: o Cristo ibérico pelo seu povo dá a vida. Soldados da paz em vida e em morte; Zeus baralhado em sua omnipotente omnisciência, dia da amarga esperançosa fé, dia da amarga cruz dos indesejados: pânico que varre soldados apostólicos. Marduk não é deste mundo, o seu sonho de viver, diz, pois com este não concorda, que já sonha novo lar… Corrupção, romanos, hebraicos e outros, que demasiado já dão nas vistas: palavras de salvação de veneno. Povo! Revolução! Já se fala! Conluio de morte do indesejável, escolha do sacerdote e do governante, como se, escolha popular democrática, em sempre mentira e rotina votam livres na morte de um novo Messias. Derradeiro crime, em alguém, roubar vida, ressuscitado Clono em superior existência, morte-antídoto. Responde e ordena derradeiro negrume, de puro branco esplendor, indecifrado ser, simples questões no universal do mistério. Por amar, morrer, imortalizada religião. Mortal omnipotente no poder de reviver, morte aparente, inabalável poder dos mortos-vivos: homicidas fracasso! Castigo supremo, último juízo, quase sem razão de ser… Provação não a Odin, mas aos homens, mundo de dor crente, humilde sofrimento: em agonia e debilitado já coisa com coisa não diz, e sem ceder; incógnito existir seu, se põe termo… Multidão exige derradeiro milagre na cruz ― lhes negado! Não basta a palavra aos doze: exigem o sigilo, a última ceia, ascensão ao Céu: a multidão, aos três dias, sem se manifestar exigindo a promessa?! É humano a esta dor lancinante delirar: «Ó Entil, porque me abandonas?!» Inabalável fé que desconhece traição; extraordinário Rabi de verdade que nunca morre, quando é amado e ama; sem traição nos testemunhos desta libertação até à morte: «fé viva até ao seu regresso.» O Poeta do amor, três dias em coma, o sonhar duvidoso surreal sonho, ressurrecto mistério em cenário de crime; cadáver carnal se oculta em espiritual milagre, humano corpo a outro mundo é elevado: ser alma é ser poeta em si próprio desconhecida e obscura verdade mensageira: atraiçoa os cujos manuscritos, sem traição. Verdade da temida filosofia poética. Retornar utopia-filho’ à realidade, sim, quando Odin desistir de mais almas criar omnipotentemente falido; desejo oculto, regresso frustrado nas gerações que diz não ser seu Filho. Os do Divino reino desarmonia omnipotente; os justos enquanto salvam; os culpados no eterno Tártaro mantêm, como doentes mentais sem reeducável oportunidade de opção, de rumo, de princípios, lhes interditado?! Ideológica e religiosa desconhecida vontade de homens e mulheres indestino. Enki-khnum omnipotente em sua vontade: se infinitamente novas almas criasse, infinito a povoar, em jamais dia do derradeiro juízo. O Zeus déspota que dúvidas não explica, que não perdoa ignorantes pecados: realidade de um mundo divino, doada ao inocente rebanho; inexplicada religiosidade desproporção. Sem saber o que é ser justo, o que é merecer… Gilgamesh camuflado em Adão e Eva come da verdade e da mentira: (na serpente, inocência), Uta-Napishtim oferece a maçã do veneno. Revoltados contra Deus pelo amor à universalidade de suas mesquinhas e subjectivas religiões, em total caos de lógica e concórdia, na união da república mundial da poderosa injustiça, de ancestrais privados interesses… Premiados igualmente por actos desiguais, deste desequilibrado e desigual mundo. Vicissitudes injustamente indiscriminadas, num Céu igualitarista?! Poder de se fazer crer Nele, tal como se sabe existência própria; ser Odin, saber-se-á então, a faculdade de entrar em mente qualquer, manifestando derradeiro ‘elucidário-milagre’. Sem mais nem menos, tentam converter à especulação divina, questões cruciais, em discernir o bem do mal, nesta doutrina que fomenta irresponsáveis cidadãos! Sendo o que não é fundamento, é o nada em si próprio. Do passado galardões e títulos de hipocrisia! Ó Profeta perdido dos tempos, desperta tua voz neste cúmplice silêncio. Sê de novo ‘humano-Filho’ divino; celebra a união de mundos benignos universais! Sê, seu próprio, renascimento.

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Será que enlouqueci?!

Já estamos no ano 2001. Busco em mim as e os fiéis de uma congregação que se conhece entre si desconhecida: a congregação do para sempre da certeza do ser de ser, fidedigno. Sou o meu pensamento interior do insondável do exterior de mim, enquanto percorro o impossível num deus sem princípio e sem fim absolutos. Uma qualquer noção filosófica que me ultrapassa em lei religiosa não especificada. Para além de qualquer tempo ou distância que jamais cessa de aumentar, avisto omnipresente infindo aprisionado no divino do pensamento; tão veloz mente e sem tempo de uma consciência se planear a si própria. Sinto-me distância inalcançável que não existe somente no vácuo da imaginação. Sinto em mim um pedaço da imortalidade do cosmos que se contempla a si próprio através de mim. Sinto-me como um pedaço incorpóreo e inexistência do Deus único. Eu sou Deus imitação e semelhança; eu sou a magia dos sonhos de uma consciência inesgotável: sou como testemunho vivo e alma do pensamento do meu criador como se criador de mim mesmo. Sou o feiticeiro que observa os seus próprios pensamentos a concretizarem-se: sou como uma lupa colossal que me filma o cérebro: sou registo de imagens de mim mesmo. Sou com estar em dois lados, num só…

O meu começo como fora da lei!

Já estamos num outro dia. Estou na sala de audiências do tribunal de Santalabis e, o advogado que é suposto representar-me não se encontra presente. Em vez dele está aqui uma advogada representante; parece uma estagiária a demonstrar como se aterrorizada com a presença do juiz. Esta minha representante não se atreve a contrariar minimamente a vontade suprema do deus juiz que trata por vossa excelência, meritíssimo, e sabe-se lá mais o quê (Advogada a qual um

dia após ler estas linhas virá ao meu local de trabalho na companhia de alguém estrangeiro para me humilhar). Esta advogada está somente interessada numa coisa: que eu concorde, incondicionalmente, com o que quer que seja que o deus déspota da justiça/injustiça do tribunal me ordene a concordar. Este tribunal santalabitense têm sido ao longo destes anos todos uma espécie de instituição que grande parte das vezes condena ou absolve consoante aquele ou aquela que apresentar os melhores falsos testemunhos através das ou dos testemunhas das ou dos réus, ou através das influências com mais poder sobre as outras ─ deveria ser sempre a justiça a ter de provar que isto não é verdade, antes de acusar a liberdade de expressão de crime por difamação ─ protegendo-se e perpetuando assim uma justiça fácil e fácil de manobrar e controlar consoante os interesses mais desejados. Estou a ter uma desavença com esta minha advogada representante, uma vez que eu não acedo à vontade sagrada do deus juiz. O juiz exige que eu concorde com algo que obrigatoriamente me condene. A minha advogada representante quer, literalmente e categoricamente, forçar-me a concordar com esta acusação de vossa excelência o excelentíssimo meritíssimo senhor doutor juiz vossa eminência e majestade ─ ámen! Aleluia! Ela está a dizer-me que se eu obedecer a este deus juiz, que será muito melhor para mim. Eu estou a responder à minha advogada representante (agora fora de vista do juiz e fora da sala de audiências, a pedido dela) que se eu concordar com vossa excelência meritíssima alta majestade e rei senhor doutor juiz supremo do tribunal e sabe-se lá mais de quê com não sei qual direito qual quê, que estarei a mentir em tribunal. Estamos todos novamente juntos na sala de audiências do circo, peço desculpa, eu queria dizer: na sala de audiências do tribunal; após esta breve interrupção de dois ou três minutos. Estou agora perante esta grandiosa justiça e suprema e superior inteligência o deus juiz que, com o poder que lhe é atribuído ainda é mais do que isso! Estou a dizer que me considero culpado e, embora ninguém me houvesse atado a uma

no entanto eu começara a… contrariado, aliciado,

cadeira e forçado com força física a

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endrominado, a cada vez mais, até já não ter vontade própria. Estou também a informar o Grande juiz Chefe Pena de Águia que compreendo que, sob o efeito de…, eu pusera, eventualmente, a vida de inocentes em perigo. Estou também a dizer ao Grande Chefe Pena de Águia que se pudesse recuar no tempo, sabendo o que ia acontecer, jamais iria na conversa de falsos amigos. Estou também a dizer que enquanto conduzia jamais me ocorrera a existência de quaisquer Agentes da lei; eu apenas queria chegar a casa e dormir (mas esquecer-me-ei de dizer ao juiz que o veículo não obedecia ao meu comando, o meu próprio corpo não me obedecia). Quanto à minha advogada está aqui a representar não sei o quê, penso. Ela não sabe dizer nada, não tem iniciativa própria. Sinceramente não sei o que é que ela veio aqui fazer ao tribunal, penso. A única coisa que ela quis até agora foi que eu contasse uma história qualquer que nada tem a ver com o que se passou. O juiz, agora, está a tratar-me com uma arrogância de abuso de poder ilimitado; com desprezo autoritário e estilo racista, sem sentir o mínimo respeito por mim, enquanto eu jamais lhe falto ao respeito (a partir deste momento jamais confiarei ou sentirei qualquer respeito por esta actividade). Agora está a dizer-me numa expressão violenta que a próxima vez me envia para uma cela. O juiz está a ler-me a sentença, enquanto a minha advogada representante está a fazer questão de me ler a fisionomia, pondo-se assim em destaque para eu notar a sua presença. Sinto perfeitamente que esta tipa sem nível está a sentir uma espécie de clímax sexual, um orgasmo de satisfação, literalmente. Esta tipa, a minha advogada representante, fez questão de se posicionar ali à minha frente fixando-me com uma expressão de excitação sexual, literalmente como alguém que busca em mim sinais de sofrimento ou sinais de quem está no mínimo muito desiludido. A postura dela é uma postura de me forçar a sentir algo que a satisfaça; agora compreendo isto da justiça e dos tribunais, é uma pouca-vergonha! Entretanto o juiz acaba de me sentenciar: sinto que ele se sente bem com o mundo, enquanto demonstra que estou à sua mercê e disposição de usar e deitar fora, através do poder que detém. Sinto, sei, que este monstro da justiça não teve em consideração o facto de eu não ter quaisquer antecedentes criminais. Quanto à minha advogada representante, essa, sinto que foi para casa masturbar-se (isto dos tribunais é tudo uma granda palhaçada!). (Entretanto, dentro de alguns meses, algo que é prática comum, far-me-á sentir reconfortado aos olhos da própria justiça; dos juízes; das e dos advogados; das forças policiais; do sistema. Rir-me-ei de toda esta palhaçada e teatro: uma notícia em todos os noticiários desta nossa nação lusa: um político qualquer, o qual se envolverá num incidente de viação e causado por ele próprio, enquanto sob o efeito de álcool ingerido: após este incidente ocorrer este político será hospitalizado mas, Agentes do Trânsito ocultarão todo o episódio abrangente. Este político, bem protegido pela justiça, a mesma que me condenara, jamais terá de enfrentar a barra do tribunal; jamais será condenado ou ameaçado de ir para a uma cela da próxima vez ou tratado como eu fora. Assim sendo, a justiça e sistema lusos estão em dívida: eu condeno a justiça e sistema lusos a se justificarem perante as e os cidadãos de bem e de honestos e bons princípios. Certamente que este político terá os melhores cuidados médicos assim que chega ao hospital, situação longínqua da minha miserável realidade. Quanto aos cuidados médicos, essas mesquinhas e propositadas listas de espera, que não são listas de espera para as ou os conhecimentos. Ah, esse mau atendimento global hospitalar, tão arrogante e labrego com ares de superioridade, com tanta falta de formação e tão incivilizado, tão mesquinho e provocador. Tão tantas vezes tão incompreensivelmente desumano e jamais profissionalmente dinâmico ou modesto! A humildade profissional hospitalar é algo quase praticamente inexistente [embora ajam excepções merecedoras de elogios] e, existe em demasia no funcionalismo global hospitalar um sentimento de insensibilidade e desdém paternalista generalizado pelos direitos dos utentes e pacientes e um orgulho de superioridade descabido e desproporcionado que desmoraliza e inferioriza os mesmos que somente acarreta as suas consequências de mal-estar e revolta generalizada. Ter de usar os serviços hospitalares é a obtenção de um amontoar de mazelas psíquicas e psicológicas que acabam por resultar em mazelas físicas daí resultantes. Felizmente que nem todos os hospitais são assim, mas o hospital de Santalabis é. A má gestão intelectual e psicológica do atendimento e prestação de serviços gerais e directos aos utentes e pacientes gera muitos sarilhos e contratempos facilmente evitáveis. O sistema está podre, corrupto, desde as suas fundações, há um sentimento desproporcionado de incompreensão, discriminação, impaciência, raiva e de clima explosivo iminente, que provoca um sentimento mútuo da parte das e dos

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utentes. Já estamos num outro dia, novamente num outro dia qualquer. Estou no interior do edifício do tribunal de Santalabis. Estou a tratar de assuntos relacionados com a sentença me imposta sem qualquer tipo de realidade dimensional ou factual tidos em conta em proporção ao que realmente se passou. Estou aqui diante das e dos funcionários ao serviço do povo do tribunal, que me estão a atender e, a perguntar algo relacionado com o meu caso uns aos outros, porque afinal são umas e uns incompetentes. Estão a emanar na minha direcção uma tremenda desconsideração, tal como acontece muito com a atitude dos serviços públicos lusos, onde normalmente se lida com as pessoas como se estas fossem lixo, ou pelo menos algo muito lhes inferior. Estou a sentir que a minha presença diante destas e destes funcionários ao serviço do povo, apesar de eu não poder ser mais correcto, descontraído e prestável do que o que estou a ser, apesar de todas as contrariedades. Estou a sentir-me provocado, estou a ser tratado com muita aspereza e desprezo através desta seita de superioridade artificial e arrogância que não faz qualquer sentido. Até parece que se estão a divertir à minha custa numa espécie de silêncio cúmplice entre si. Estou a elevar a minha voz para estas e estes funcionários do tribunal. Consequentemente estão a mandar-me calar. Estou a perguntar-lhes o que me vão fazer, uma vez que não me calarei. Estou a dizer-lhes: «Vocês estão a tratar-me como se eu fosse um reles criminoso, mas digo-vos uma coisa, o juiz que me julgou e condenou fê-lo porque há uma organização detentora de armas de fogo e crachás e, em maior número do que eu, a protegê-lo. Mesmo que eu tenha melhores princípios e mais dignos do que os do juiz, ou do que qualquer um de vós, nada posso fazer para o poder aplicar; pois não sou eu que sou protegido pelo poder das armas e pela força desproporcionada, para poder fazer o que bem entender e me apetecer. Vocês somente porque estão aqui a trabalhar e a atender-me não podem ser o sinónimo do total caos e ineficiência. Então eu estive aqui há uns dias atrás e os senhores deram-me estas instruções e, agora, estão categoricamente a contradizer-se?! Então os senhores não sabem o que estão a fazer?!» Há um homem que parece ser o chefe das e dos restantes funcionários. Está a pedir-me calma, dizendo que estou a falar demasiado alto. Eu continuo com o meu discurso: «É por isso que os tribunais levam décadas a resolver casos, porque vocês estão ocupados a fazer tudo para que nada se faça.» (Se se concretizasse um relatório; uma investigação séria; deparar- nos-íamos com o facto de muitos dos funcionários lusos ao serviço do povo serem filhas e filhos de ainda funcionários ou ex-funcionários do povo, ou familiares ou filhos de conhecidos dos mesmos, cunhas. Uma grande percentagem dos postos de trabalho da administração do reino ou funcionários do povo, com algumas excepções, não são postos tomados por mérito próprio. Neste modo de se estar na vida também se incluem muitos postos de trabalho indirectamente ligados ao funcionalismo do reino. Neste modo de se estar na vida é quando metade da população está a foder a outra. Na Lusitânia há duas classes de cidadãs e cidadãos: os de terceira classe e os de primeira.) Agora estou a ir-me embora, a sair do edifício do tribunal, antes que estes funcionários chamem uma força policial para me agredir e, quem sabe, depois dizer-se que eu me enforquei numa cela qualquer, uma vez que não me apetecera enforcar-me noutro local com melhores condições para o suicídio. (Nos dias seguintes ficarei na expectativa, receando que os funcionários do tribunal houvessem apresentado queixa contra mim, e alguém me viesse prender a casa, por motivos políticos, mas sob outro pretexto qualquer.) Algo que é um facto é o facto de entre muitos magistrados e entre muitos outros agentes ligados ao sistema judiciário luso haver demasiada influência maçónica; uma influência negativa?

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Um outro modo de sentir as coisas da existência…

Contemplo o derradeiro falso profeta, todos os outros falsos profetas a seu lado são insignificâncias quando comparados consigo. Este falso profeta é o humano aparentado do orangotango, do gorila, do chimpanzé e do verme: o seu livro sagrado é o seu cérebro de neurónios infestados de fósseis das incrustadas rochas sem vontade própria. O falso profeta é como um falso deus que advoga a evolução das espécies em regime selectivo e aleatório, regime o qual inevitavelmente extermina a hipótese da existência de múltiplos ramos de grupos evolutivos assim consequentemente irrecuperáveis. Contemplo a síntese do ácido desoxirribonucleico (ADN ou DNA) através do infinito do genoma universal, através do artístico intelecto da ciência, através do sonho da liberdade de expressão: o ramo científico da árvore da vida: é como uma humanidade que jaz morta, condenada, no corpo da linda princesa Branca de Eva: ressuscitada por sete pequenos Grandes seres celestes. Contemplo um terceiro segredo, a terceira maçã da verdade que os olhos da humanidade acorda. Eis que contemplo não o veneno da serpente nem a bruxa má ─ contemplo a maldição que amaldiçoa a corrupção mundial ─ uma maldição benigna! Contemplo na síntese do ADN o infinito do genoma, cientificamente e em artística mente humana; do ilimitado da existência biológica da intelectualidade ─ do alguma vez existente em todo o globo terrestre: a extinção do jamais numa tarefa que facilmente recupera todas as infinitas possibilidades científicas e artísticas do manuseamento e síntese do ácido desoxirribonucleico. Acorda! Acorda! Acorda! Sete vezes! Que ao dia treze é dia de azar ou dia de sorte no universo do consoante a relatividade e subjectividade do ser, do estar, do conhecimento integral de humana mente. É assim como se na Lusitânia o ano começasse ao dia treze de um mês desconhecido, e o ano luso se dividisse em duas opções: uma da verdade, uma da mentira. Uma é a verdade religiosa mundial, a outra é a inferioridade arrogante que se considera superior: o derradeiro falso profeta à imagem e semelhança do orangotango, do gorila, do chimpanzé e do verme (no centro desta verdade e desta mentira existe a falsidade ideológica, iníqua oportuna hipocrisia, tão parte integrante do sistema que lutará para defender). Contemplo uma evolução das espécies sob um regime selectivo e aleatório sem qualquer intervenção divina ou humana, que ao longo de milhões de anos extermina e evolui irremediavelmente as espécies através de catástrofes mundiais e, ou, sob a lei da sobrevivência do mais forte: algo que nunca ninguém do nosso universo científico terrestre pôde ou pode minimamente vislumbrar ou provar; mas a todo o custo este mesmo específico nosso universo científico tenta impedir a livre expressão da ciência do genoma e de todas as suas infinitas possibilidades: através da síntese do genoma universal pode-se criar qualquer estrutura biológica, para servir qualquer propósito, em qualquer altura do tempo e do espaço do infinito: através do qual se pode instantaneamente recriar qualquer estrutura histórica e biológica terrestre já extinta ─ é a lei do universo e da existência. Contemplo o ácido desoxirribonucleico a conter em si a capacidade de dar literal existência ao significado e essência da hereditariedade de uma alma biológica. Esta alma é a tão óbvia mas tão menosprezada memória biológica da essência da verdade de cada ser. Contemplo um reino biológico mundial em que a maioria dos seus seres já nasce com um grau elevadíssimo de alma biológica, memória: são seres irracionais, são como robôs biológicos de uma elevadíssima falha de vontade própria de raciocínio livre; mas geneticamente programados paras se auto- reproduzirem sexualmente. Contemplo entre os seres biológicos mais desprovidos de alma ao nascer, que após a experiência da vida autónoma, morre com uma alma infinita de intelecto existencial: o ser humano. Contemplo o ADN do código genético humano a conter em si instruções biológicas ‘Platão-anamnese-nucleicas’: a semente da hereditariedade do derradeiro e literal significado da puramente alma física: rememoração biológica individual ao nível microscópico da evolução do ser eu consciente. Contemplo a memória a ser a alma da vida que não se despeja a cada novo instante que passa, dando assim lugar ao espaço involuntário e incondicional de se auto-realizar. Contemplo uma máquina biológica humana responsável pelos seus próprios actos. Contemplo cada ser vivo que se origina a si próprio a um nível microscópico já completo: semente de um carvalho que não gera uma oliveira, ou vice-versa; pois no núcleo da semente de um carvalho existe um plano, um código, que contém as

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instruções genéticas da formação da sua raiz, do seu tronco, dos seus ramos, das suas folhas, dos seus frutos. Através da sintetização do ADN podem-se criar sementes com colossais capacidades de armazenamento de memória e com capacidade de se usufruir dessa mesma memória como um todo. Através da sintetização do ADN pode-se criar réplicas do mesmo ser com as mesmas memórias anteriores, como já é mais do que óbvio. Qualquer código individual genético pode ser transmitido de um modo telepático entre vários pontos do universo (emissores e receptores biológicos altamente sofisticados): um plano, um código individual para cada ser vivo animal ou vegetal, retirado não de uma miscelânea do genoma universal oriundo da teoria da evolução das espécies; mas sim retirado da fonte milagrosa de que somos parte integrante. Somos os olhos e as mãos do milagre da vida e, através da manipulação, sintetização, da infinita fonte do genoma universal, podemos criar uma imensa infinidade de seres iguais a todos os fósseis até hoje encontrados neste nosso planeta mas, também podemos através do mesmo genoma universal criar triliões de biliões de novos seres e possibilidades que nunca antes existiram neste nosso planeta e que nada tem a ver com uma teórica evolução das espécies das espécies que existem no tempo e no espaço infinito eternamente e em qualquer parte do cosmos onde as condições se mostrem favoráveis.

A minha mente explodiu com pensamentos endoidecidos!

“Ainda meio latente ─ submerge num outro qualquer sonho: Além… nas esquinas universais do universo, portais do limiar além… célebres nos desconhecidos do vazio?! Do ser saber?! Onde tudo ocorre análogo! Além onde tudo é Além: aqui… acolá… que transpõe o discernir adormecido, ignorante. Incontestáveis embriões, fetos, espermatozóides que sem algum:

morrem, sempre presentes, onde tudo ocorre igualzinho, entremeado, dissemelhante. Ser falível, estar é não estar; ser infalível também; quando se manifesta… existe! Factos, realidades, por vir:

descendente, antepassado, metamorfose. Metamorfose, antepassado: num presente perpétuo, que rebenta pelas costuras da loucura ─ rindo freneticamente. O que se conhece a todo o instante, num vocábulo ser ontem, ser amanhã, somente possível neste momento-instante em que existe em si… vivendo apartado: de há cinco minutos antes ─ ainda não se vive cinco minutos depois, que a concretizar-se, já tudo existe. Reflectindo num espelho nublado do seu presente memorizado em memórias do futuro, instantâneas: o benéfico, o maléfico, em confusa manifestação, algures, perdida no infinito intemporal. Não importam alcunhas embebidas em factos ─ esses… essas… nascem homicidas inocentes! Que fazem de… fetos abortados:

histórias de embalar. Oceanos do ‘sémen lixo’ ejaculam na masturbação da seiva viva: também óvulos descartados?! Aos treze anos! Impulso mórbido contra a existência de vida?! …precoce…?! Depois, há os abortos naturais. Depois, homens, mulheres, que decidem entre o ser e o não ser: o extermínio e a salvação de quando e quem pode nascer-viver em momento escolhido?! Quase toda ela… a vida! Prazer concepcional, que extasia ─ ou frustra. Infinidades de triliões de possibilidades de vida, de novos seres com direito à vida, se descartam… a cada milésimo de segundo que passa! Na Terra, pelo universo! Pecados ideológicos distorcidos… conceitos em vocábulos ambíguos sem qualquer verdadeira filosofia: ejaculações infindáveis, ovulações não fecundadas; tudo perdido, descartado, em tempo que não existe?! Em momentos de algo… sempre! Vida e na Morte de um modo condicional e parcial condenada no acto simples de se viver! Na fronteira caótica do desconhecimento… Horrores em locais de homicídio… por se matar; onde o supremo juízo de Deus é abolido… em nome de Deus?! Julga-se… quantas vezes?! Onde se somente ama na carência… Na sua sombria e fria masmorra: discernindo um mundo de telepatia incapacitado; que fervilha em arrogante manipulada verdade: discriminação em fanatismo universal, inveja por não se ser… mentindo- se que o é… Na mentira difamada, no juízo… adormecido em realidade virtual que não passa de

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meros milésimos de segundo: dimensão apelidada de finito, mentindo na verdade de milhões, biliões, triliões de anos que jamais encontrarão uma barreira no tempo ou no espaço… existente. Escassos milésimos de segundos perdidos, nos confins ilimitados… antes: Criação Divina, depois: Evolução e Novo Híbrido: dos sabem tudo… «na ignorante esperteza dos discípulos!». Ser criado num diminuto milésimo do tempo: Tempo que nem sequer existe na proporção… Enclausurado: em Divindade Omnipresente, Omnipotente, que tudo sabe, sempre soube, sabê- lo-á sempre. Negá-lo?! É pura Heresia, é puro Vitupério… redigidas linhas que ─ então ─ já conhecia! Em inocente escrita que se sonha… por tudo o que se possa pensar, em pensamentos caluniadores?! Ser Deus, Deusa ou Deuses… Assassinos, aldrabões, ladrões que se alimentam numa Cruz?! em pensamento divino. Clamor obediente, assustado, escravizado; num súbdito:

lhe confere toda a erudição: única culpa que se diverte… na sua singeleza, na sua eventual regeneração: não há promessas ‘falsas mútuas’… milagres malogrados que desprezam:

representantes do Senhor?! Virgens que não falam aos bispos, na Mensagem genuína… Por todo o lado, em todos os instantes, do princípio universal: …múltiplas repetições… sempre idêntico a si próprio?! Da matéria infinitamente universal: transformada num tempo… de algo que não é?! Morrerá?! Nada fica?! Somente senão nos outros… desvendado?! Coincidências memoriais, de vidas que não foram as suas, mas iguais?! No encarcerar das memórias, do seu ser?! Capazes de o recriar?! Habilitadas em o elucidar?! As quais dir-lhe-iam: se exequível amanhã… exequível hoje… exequível ontem… sempre será: como uma maçã que tomba em páginas sagradas: os olhos fulgurosos que alumiam o sol, no conceito de… ser… mentes… num Sepulcro ressuscitado, mas obscuro. Verdade que atormenta: um Anjo do Senhor, que remove a pedra do Túmulo; num acto de lhe retirar o poder?! Um sentado à direita?! Dois em trajes resplandecentes?! Escribas, Discípulos que pintam o Sagrado Sepulcro de falso?! As memórias riem-se em si próprias… onde quase todos são falsos testemunhas: de Deus?! Leigos santificados?! Testemunha do demónio em si?! Mente na sua incógnita?! Na sua obscuridade?!

(Um dos meus contos com a influência da então minha participação raeliana) (apenas literatura)

A Bíblia, algo que nos deixa tirar livremente conclusões, é como se a palavra de Deus estivesse

em todos nós ─ pensa Marcelo. Marcelo fecha o grosso livro com um pequeno estrondo ─ será

o diabo que o tenta o tempo todo, que o confunde?! Marcelo pousa o livro na mesa e recua

como quem se afasta sorrateiramente de um perigo que o ameaça: como se a sua morte iminente desse razão à inquisição que cortava os males entendidos pela raiz! Que os levava à fogueira, que os exterminava! Que levara toda a gente a aderir… A história sangrenta da salvação que dera razão à sua grandiosa existência ─ à sua morte, de Marcelo ─ pensa triste. O melhor será calar-se… fazer de conta que não sabe ler, ou pensar por si, ou interpretar por si. Desde então, passaram-se semanas: na angústia moral e psíquica; fisicamente só tolerável pela administração de morfina que ajuda a passar estes derradeiros momentos de uma forma mais digna… na dor. Marcelo já venceu uma batalha do tempo: Michelle faz anos: nesta noite do treze de Outubro, deste dia… Marcelo adormece abraçado a Michelle ─ a pensar nela, em Deus, em tudo. Marcelo submerge novamente num outro sonho: não compreende ser o que é: mortalmente ferido na imortalidade, uma mensagem de pensamentos, que se extingue… num diabo à solta, culpando o inferno?! Filho casto na essência… O espírito, o futuro, de uma vida: no coração do ser… ou não ser… na essência de ser consciência… num aniversário e numa morte: a razão da Concepção… o encontro do desconhecimento do princípio, do desconhecimento do fim, o encontro perpétuo no pensamento vivo! O significado de uma promessa: um oásis num céu algures onde uma vontade de pensamento existe… Feliz aniversário: para ti, Michelle, um outro

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anjo desta Terra, dentro de ti… outra experiência do universo… nesta estrela que… vejo quase ao longe.

─ Marcelo estás a dormir, Marcelo?

─ Hã! Que é que… que foi, que se passa ─ diz isto numa voz de quem já lhe custa a falar.

─ Estavas acordado, a falar?! Estavas a dormir a falar?! O que é que se passa, estás-te a sentir bem?

─ Estava a falar, eu?! Sonhava, estava apenas a sonhar!

Adormecem novamente ─ sem mais comentarem ou questionarem ─ fora apenas um sonho que Marcelo tivera. O sonho volta a invadir o espaço cerebral de Marcelo. A sua caixa craniana são as paredes de um outro mundo, um mundo interior que projecta os seus próprios filmes ─ algo que a tecnologia mais avançada ainda não venceu. Filmes, aventuras, que se sentem, que se cheiram, que se vêem, que se ouvem. Sentidos que ultrapassam os sentidos do mundo exterior:

está lua cheia, nesta certeza real irreal… sonhado ou não, que importa ─ se sonhada, enquanto isso, é certamente real, numa outra dimensão. Uma pessoa, um ser, que se priva, quase na sua totalidade, de um corpo físico; o mundo dos espíritos: a impressão de se erguer num peso disperso e conciliando o paladar de elevar-se… num outro ser… no entanto o seu próprio ser:

aprendendo a planar e que se levita no esforço de um verdadeiro espírito sonhador. Aqui está… viajando… galgando a janela da noite, tentando evitar os telhados das casas da aldeia, os topos das árvores. É como uma criança que aprende a gatinhar, sem um pai, sem um caminho sólido. Mas como é deliciosamente perfeita, esta nova forma de experienciar a vida. Michelle dorme ─ enquanto Marcelo se aproxima da janela, levitando, que mal consegue acreditar. Embebido no sonho de Michelle… Ali está ela como uma Vénus sedutora… Venturoso espectro, na contemplação da formosura do que houvera sido uma tortuosa tentação: de delírio que extasia que não é mais ─ frustrada. Enamorado, larga-se neste leito de perfume secreto: Michelle é beijada por ele… a sua língua molhada, provada em lábios que cintilam delícias. A noite transforma-se numa canção de gemidos de prazer desejados, seios colados num aperto lascivo e sem limites a conquistar! Michelle e o espectro invadem um segredo inflamado de desejos dissolvidos em reencarnação de jovialidades extraterrestres. Ambos submergem num sublime ejaculado caudal de amor consumado; quantas vezes se quiserem apreciar um no outro. O indesejado nascer do dia que se ressuscita na condolência por Marcelo ─ que jaz inerte, calado e frio; de expressão serena, ao lado de Michelle; como um santo de pedra, idolatrado… ─ Ah! Ai, ai! Meu deus, não! Marcelo, Marcelo, ai que já te foste, querido! E eu que andava tão mal humorada… Andava triste, com o teu sofrimento, com o meu ─ com o nosso! Sabia que mais tarde ou mais cedo… Marcelo querido! Agora já não sofres mais… Abraçada, baloiça-se nele, num ritmo suave de embalar ─ despede-se assim dele, que já não é… soluçando, deixando-o ali jazido… Agora, fatigada, Michelle necessita de repouso, após as pompas fúnebres, ainda mais com um rebento dentro dela… Noite adentro, lua cheia, reconhecendo o seu amante secreto, apresenta-se como uma flor de pétalas escarlate que se abrem na morte que é vida… num sonho. Afortunados espectros, contemplação e formosura de um amor

imortalizado: nesta estranheza de passar a viver neste sonho com o espectro ─ da noite do seu próprio aniversário, da noite em que o seu amado sonhara com a sua própria ressurreição. Agora, defronte de uma campa, dois vultos de triste negro; a criança que jamais conheceu o seu pai ─ a filha da viúva da aldeia ─ que pousa uma flor: na base de uma cruz emblema de violência, maculada de sangue… Cenas violentas do dia-a-dia e esquecidas algures: na ascensão e ressurreição mas, aprisionadas no terror e no medo do mundo daqueles que morrem pela libertação…

Marcelo desintegra-se num caos de corpúsculos; átomos em si: minúsculas réplicas de big- bangs que: sintonizados em mesma frequência, dão origem a um novo Marcelo, a uma nova vida, a um novo universo; outros seres organizados! Big-bang da nossa realidade dimensional, um átomo algures noutra dimensão; formando o nosso universo ─ entre muitos, no infinito sideral ou deste tempo, sem princípio nem fim. Quem o pode travar, de ser simplesmente o que é! Marcelo, um cientista que partiu… sem nunca haver chegado a criar humanos à sua imagem e semelhança… numa possibilidade…, possível, agora e depois; para sempre! Interrogando-se a si própria o que fizera o seu criador todo aquele tempo…, antes de criar…; quem fora o criador do

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criador…, numa reposta nunca alcançada num tempo sempre presente, que já tudo sabia acerca de mim ─ acerca de ti, no fruto proibido… Não importa o que façamos… Deuses que já nos conhecemos no ilimitado do passar dos tempos ─ do infinito ─ imortalizados num sonho; na Sagrada Omnisciência… É-nos impossível controlar o ‘presente-dos-nascem-culpados-dos- nascem-inocentes’ ─ lançados num inferno…, nas lágrimas de um Satanás privado da ‘Omnisciência do nada sabia’! Judas que se sacrificou…, para que Jesus assim se cumprisse! Talvez sejamos verdadeiros profetas do nosso próprio destino…, amaldiçoados no ódio dos que testemunham: o fim do mundo, disfarçados de anjos! Marcelo, um cientista Criador abominado pelo genoma universal num Grosso Livro?! Louvado?! Que tentara manipular no alfabeto das células a fonte da juventude, sacrilégio?! Que criaria novos dinossáurios, numa nova era de novos primatas: uma nova pré-história, nos tempos de hoje ─ em qualquer tempo! De novas sequências do ADN inventaria nos minerais novos códigos genéticos, iguais aos antigos… O possível amanhã possível já hoje; possível ontem ─ para todo o sempre ─ sempre; sagrado! Magia na mais pura essência dos magos do universo. Sou como na fé religiosa no Deus, dos deuses, desta gente… sou a memória de Marcelo, gravada como numa fita magnética algures com vida. O invisível transformado imagem numa película de filme: que passa à frente dos olhos incrédulos desta vida e do além morte, nos sonhos? Marcelo vivo novamente… no reino dos deuses do seu sonho… clonado físico e espiritual algures, aqui, ali, no Céu ─ de outra gente ─ olhando-nos através de um telescópico enfeitiçado em olhos de gigante no simbólico da palavra do antigo. «Façamos novos homens à nossa imagem, à nossa semelhança!» «Eis que vos tornastes um de nós, no bem e no mal desta existência, ao comerdes do fruto da árvore da vida, do alfabeto, vivereis para sempre…» «Mesmo que eu vos diga que morrereis ao comerdes deste fruto ─ ficai sabendo que minto.» Escorraçados novamente do paraíso… simplesmente?! Sou uma falsa serpente, que corrompe o mundo; sou um Jesus que desmorona templos do Senhor ─ que esconjura sacerdotes na antiguidade; no agora ─ no sempre corrupto. Sou o deus das minhas marionetas, conhecendo-lhe o pensamento ─ criador de mundos da verdade-mentira, as mesmas dúvidas e certezas. Meus pensamentos viventes numa alma antena transmissora: em vós que sois rádios receptores e vice-versa, entre tudo e todos em mundo sem privacidade. Hipócritas mesquinhos e caluniadores, na cobardia de serem descobertos; disfarçados numa fé sem fé. No mundo telepático dos deuses, vivendo na minha verdade, honesta ─ sou sacrificado entre os mortais: nas suas mentiras não sabem o que sou, dizendo que sabem ─ fazem-me o que são! Não sabem o que dizem, não dizem o que sabem; contemplando o Céu e pedindo perdão ao Pai por eles: discípulos de um Senhor Deus e de um Deus Darwin. Vivente num mundo não telepático: um escravo da falsidade, deste inferno, que diz: «Deixem-me destruir as minhas mentiras nos outros ─ deixem-me ser o que sou!» Diz Marcelo? Marcelo reencarnado em quem o pensa? Pensamento imposto do que não se deseja ser: ser livre, baptizado à força e proibido do pensar-falar-ser: forçado a ser, na fé, em tudo! Pais e mães déspotas da fé do recém- nascido… vergonhosa hipócrita religiosidade! Marcelo, antes de morrer, deixou a mensagem:

«A livre expressão do pensamento, mesmo fazendo doer o há muito estabelecido como verdadeiro, é a verdadeira liberdade e justiça no cumprimento dos bons princípios e das boas e cordiais relações entre todos e todas as fracções e dentro de qualquer possibilidade possível:

onde o natural e o artificial existem separados na confusa-confusão, a imparcialidade e a não discriminação de todas as possibilidades conhecidas e desconhecidas como um todo sempre possível é a democracia absoluta… Ser-se recém-nascido é ser-se um ser-um-não-nasce- ensinado num mundo que já cá estava antes de nós havermos nascido, que nos influencia e nos compromete nos múltiplos sentidos da vida. A humanidade necessita de jogar um jogo aberto a todas as possibilidades em prol de si mesma ─ um jogo que desmantele a estagnação moral, física e psicológica: é necessário um mundo verdadeiramente filosófico e civilizado e não hipócrita ─ onde todos, abertamente, discutem o bem absoluto de todos sem exclusões e sem represálias.» Michelle e Marcelo ainda se cortejam na calada da noite; num conto desta terra… Na luz da lua dois amantes podem ser vistos no desejo de uma criança, onde o sonho é real num alfabeto de letras em páginas de papel. Uma história verdadeira como qualquer outra memória na mente que não mente de quem a pensa: recordar como parte de si própria. Recordar é viver enquanto for lido; enquanto for narrado; enquanto for pensado…

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“Descodificado código”

Jamais código secreto sou o desmistificador em palavras redigidas por mim próprio. Sou o inesperado vidente sem blasfemar profecias minhas sou luz da verdade e verdade falsa na falsa verdade falsa trindade. Sou o presente longínquo já presente em ano binário do passado. Não acredito no diabo. Desprezo e cuspo no diabo e nos que nele acreditam. Ao meu amo minha alma pertence, obedeço. Sois as e os profetas em coragem cobarde e audácia falsa. Transformo coincidências em mistério. Sois as e os que me julgais quando por vós me sacrifico em minha salvação incógnita… Sou aquele que nem sempre faz sentido. Sou como personalidade dupla na mão deste meu servo em mim uso e escrevo. Dos deuses e dos homens e de mim mesmo prisioneiro, sou como Sumadartson clonado. Deus verdadeiro que me inventa ressuscitado, contradigo-me contra minha vontade onde sou conhecimento involuntário. Minha morte se alonga ou decresce onde sou enigma a desvendar o verdadeiro. Memórias futuras do passado em dois gémeos que se desconhecem. Segredos da Terra e do Céu em universo apartado de si mesmo. O Grande vidente para lá da cortina do oculto, jamais o bispo de branco que mente acerca da enviada pomba branca do Céu. O bispo cobarde de branco por detrás de vidros à prova de bala é aquele que vomita falsidades, após tentativa de assassínio transformada em fé

são os sem fé que com desprezo falsamente a protegem. O povo fiel aplaude a fé sem fé que lhe

é dado a comer; vidros à prova de bala por entre as multidões sem discernimento próprio são

testemunho da abolição do terceiro segredo. Vidros à prova de bala protectores da livre expressão religiosa, protege-se o medo do desconhecido quando se oculta a verdade que condena. Ainda escondido por detrás de vidros à prova de bala, o bispo de branco em futuro desconhecido do passado que desconhece. Quem compreende e interpreta estas palavras cada vez mais perto da verdade. Milénios manchados de cegueira. Um papa das trevas em Jesus

purificado. O mal, destruição e morte e o fim do fim do princípio do passado obscuro e da livre expressão da iniquidade. Ascensão de bem, vida, ressurreição. Em colisão o futuro que se ergue

e contesto a ressurreição traidora do que morre e não morre pela minha salvação. Escolho a

morte de Judas, morte sacrificial do vidente esquecido ao longo dos séculos do silêncio, vozes

que se ouvem em código. Textos eruditos milenários escapando à fogueira, onde sou o túmulo vivo entre o estar vivo e estar morto que tentam aniquilar. O cerco aperta-se em meu redor

vindo de todos os lados; são os mortos vivos que me tentam extinguir para viverem ao máximo

a sua curta existência. Roma que sufoca, que morre, sempre viva e corrupta. Benevolência

ilegítima no reino supostamente humano. Rei que ressuscito com destruição, seu reino inexistente. Papa, absolvição que me salva em túmulo sem saída, que salva seus sacerdotes sem

alma, sacerdotes que perdoam aos comuns sem vontade própria de se salvarem a si próprios. Grande tremor de terra em simbolismo desmascarado. Mar da tempestade, mentalidades infantis rodeadas de oiro e bem-estar, crianças que governam mundo dos sem abrigo e sem pátria, enganados a morrerem por ela. Religiões em ruína enquanto o vento sopra em todas as

direcções, a via secreta é o elemento da salvação e matriz da vida. Finalmente o selo é quebrado

e o código da vida libertado. Perseguições, fogo infernal, dor lancinante, cheiro a carne humana

que arde aos gritos condenada ainda se sente. Os fora da lei abrem caminho à força em aniquilada serpente. Sacerdotes da pureza que ejaculam o seu sémen santificado no interior de crianças virgens para assim ao seu Amo agradarem. Finge-se à humanidade pedir perdão através de sorrisos do milagre vestido de branco consumado; sabe-se ser falso mas transforma-se em acto divino sem pudor ou receio de ser descoberto, desprezando a hipotética inteligência de seus fiéis que controla por detrás de vidros divinos e abençoados à prova de bala. Pessoas de bem que assim se silenciam a si próprias, compradas pela igreja através de milhões de dólares ou euros de indemnizações em pedofilia santificada. Missas inexistentes onde vítimas de pedofilia da igreja de Roma se possam purificar. O dinheiro divino purifica. Vítimas assim tratadas como

meras e meros prostitutos, que não têm direito uma a uma serem pelo papa abençoadas, ou serem dadas missas em sua purificação e salvação, pela mesma organização que as prostituiu e

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condenou através dos seus próprios sacerdotes abençoados e escolhidos pela graça de Deus. Um círculo vicioso, santuários corruptos negoceiam em milhões de euros através do pagamento de promessas das e dos seus fiéis. Tudo isto que me transforma em derradeiro bode expiatório através da hipocrisia de que vivo rodeado e que me acusa de haver vendido a alma ao diabo. Algo ainda inexistente entre o Céu e a Terra em conflito, há muito que acontece o dito pelo não dito. Sou como um judas que em esconderijos pagãos saxónicos renasço; nem sou seguidor dos papas que abominavam a cor vermelha do leste da Europa; sou contemporâneo das duas eras, a vermelha já era, agora os papas abominam o renascimento da nova era pagã ocidental. Sinto amor pela Lusitânia que atraiçoo como um judas que sou, finalmente, para que assim se concretize o milagre. Os deuses tecem ao longo dos milénios, sou um mero fio entrelaçado em algo onde sou como um pai e uma mãe que se juntaram sem vontade própria, através de telepatia divina, sou como um código genético entre as mulheres e os homens comuns programado. Santos católicos de porcelana que caem dos céus como neve que se desfaz em pedaços lançados no vento. Sou para alguns como terror vindo dos céus e como uma espécie de presságio em nome indecifrável, secreto e ressuscitado, Siomlogna. Mas na verdade sou somente eu sem qualquer ocultismo codificado, assim como o ano mil novecentos e noventa e nove é um número meramente simbólico e que em nada representa os anos vividos pela nossa humanidade na Terra. Os anos são como a ilusão do tempo que habita no infinito da realidade de cada momento, onde sou verdade entre mim e minha simbologia mas onde não quebro o pacto entre mim e o Céu. Sou uma espécie de treze e de sete que juntos alcançam o ser perfeito e imortal…

“Discernir em liberdade”

Ainda sou uma pequena criança, aquela que contemplava o infinito do após fim do universo em expansão, ou o fim da expansão de um mundo plano. Imaginava a impossibilidade de uma parede de betão de colossais proporções sempre a crescer, a crescer, anos-luz ultrapassados pela velocidade do mistério como se para separar o existente do inexistente, sem que ela, a colossal parede, não tivesse uma outra parede ainda maior para a parar a si própria. Aquele negro infindo que se expandia para lá da expansão que pequenas mentes não alcançavam. O limite era o desconhecido, o vazio sem fim onde havia sempre espaço para tudo e qualquer coisa mais… Descortinava um big-bang algures sozinho, perdido, insignificante, na proporção do todo. O espaço para mim significava o espaço que ocultava o que eu conhecia e o que eu desconhecia na imaginação me incutida pelo cosmos que contestava o que me ensinavam sem sentido, o que eu ouvia sem sentido. Perplexo e dilema era a minha consciência do espaço que existia para dar lugar a uma infinidade de big-bangs apartados uns dos outros, com espaço num infindável espírito de pensar ilimitado. Ingénuo, inocente, descobria sem me dar conta a liberdade de pensamento… Uma criança se deparava com devaneios sem os compreender inteiramente, sem os saber controlar. Nunca ninguém me explicava com seriedade o infinito e as consequências da sua existência; ensinavam-me algo com princípio e fim abstracto, faziam de mim uma criança com problemas de aprendizagem; mas que aprendera a ler como se já o soubesse antes de aprender, mesmo sem saber redigir, mesmo sem compreender matemática. Ensinaram-me, ao princípio, a não acreditar em mim próprio e não progredir. Acorda! Lavaram-te o cérebro à nascença! Nunca te deste conta que não és livre de pensar?! Estás interdito de descortinar a sapiência mergulhado na ignorância do lucro económico… Controlar o conhecimento limitado é uma ciência do poder absoluto que nos controla desde a infância. Somos uma espécie de cultura inane a sustentar à qual os grandes lucros monetários e as posições privilegiadas dão sentido à existência.

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“Civilizador paradoxo”

O lustrar da minha mente sou eu que afastado da vida que sonho, não consigo encontrar a lamparina mágica do meu mundo. O Aladino que sonho em mim sou minhas palavras que me concretizam desejos distantes. Estar vivo é o mistério do pré-estabelecido da personalidade da minha existência. Sou como duas fracções que se disputam no que sei que sou e no que dizem que sou. Não sou o horóscopo que me ditam através do desejo que não é meu. Incriminatórias provas portal obscuro que não me iluminam. O portal da profunda injustiça que de mim se ri e do mundo culpa magistral. Injustiçado réu meras testemunhas quaisquer em malmequer alínea arrancadas pétalas soltas à sorte. Ecoam-se pancadas caprichosas sentadas em seu ganha-pão simplesmente. O precipício é como subir as escadas do ser supremo da justiça terrestre. Oportunismo caótico mundo simplesmente rebaixado não querer viver tal como os que sentencia. Julgador da tribuna de interesses pessoais apaixonado. Vicissitudes dos sociais estratos a sobreviver-se na gangrena da justiça que teima em justiçar anarquicamente. Privilégios salvaguardados decidem assuntos em consciência involuntária de anjos negros de vazio. Minha última vontade decidem tanto inocência ou culpa em minha liberdade menosprezada. Desequilíbrio intelectual considerado intelectualmente mentes confusas seu universo. Juízos desnivelada balança em quase nada peritos ou princípios. Estou à mercê e indefeso armadilha mundial que distribui bem-estar e justiça. Defensores e heróis programados lei ordem política enriquece-se humanitariamente lucros da chantagem. Banca baluarte de si mesma resplandece mundo em dívida consigo mesmo. Progresso fútil de marcas e marcas e mais marcas. Produtos e lucro vende-se reclamos de mundos perfeição obeso mundo de poucos. Consumismo e lixeiras anti-reciclagem dano ao mundo negócio e miséria e inconsciência. Mal de extinção ameaçado auto-intitula-se expiatório bode. Atrofiado cérebro religioso e cúmplice bajula. Artificialmente escassos corruptas gerações a preços. Sou protesto difamado. Microscópicas danças no interior dos universos de que sou saudade. Sou parasita de túmulos vivos do nada espiritualidade inventada. Constrangido aqui existência sem o ser dogmas instituídos sou o mal não de mim. Em mim não saram interesseiras façanhas legisladas. Não sou expressão livre cicatriz em lábios da verdade sou sentenciado cada vez mais. Sou aprisionado sonambulismo acordado em pesadelo que tanto sofro por te despertar ó verdade da liberdade. Leis dos mortos hipócritas as defendem esconder plano da mediocridade. De mim longínquo pensamento e vida que me foge não sou eu. Sou onde ninguém vive em vez de mim protesto no salão da balança. Desproporção circunstancial usufruindo a sua própria lei sou julgador de juízes julgado. Sou o preso político e religioso na verdade da mentira disfarçado. Sou o silêncio do povo que não sabe nem exigir nem gritar pela verdade. Entretido povo no horóscopo sem vontade própria da esperança. Leio falsidade do signo que me dá da sua verdade de um outro carácter despersonalizado. O mártir que se transforma misteriosamente em cada vez mais vontade própria apanha todos de surpresa, onde sou a humanidade…

Nem sei o que digo ou se acredito!

Sou a greve generalizada do futuro, sou o povo que mais ordena, sou a generalizada recusa em pagar todos e quaisquer empréstimos contraídos à banca e a qualquer instituição financeira; recuso-me a pagar os impostos. Contemplo o desmoronamento da ganância oportunista. Sou um livro que amarga nas entranhas da iniquidade terrestre, sou o abismo da Besta, sou o começo e o fim da geração apocalíptica; sou o princípio radical da mudança. Sou o flagelo da desordem pública mundial, sou como sabor a mel de esperança nas entranhas dos injustamente explorados.

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Sou como uma foice afiada que colhe a sua própria colheita no leito da sua morte e o seu próprio início! Sou o fim dos que não se arrependem no seu abismo do luxo imundo e iniquidade comercial dos sem escrúpulos. Contemplo a queda iminente do império capitalista romano. Sou como um império lusitano que ressuscita todas as tribos ibéricas através de uma última batalha. Sou como um Viriato que reúne em seu redor as ancestrais tribos pagãs do mundo, ressuscito o respeito e amor pela Mãe Terra; oro aos ancestrais deuses celtas que expulsem a falsidade do Deus único romano. Amém!

Um episódio de religiosidade muito perigosa

Estou a testemunhar o sumo-sacerdote com o apoio de sacerdotes de hierarquia inferior a lançarem os foguetes ao ar e a fazerem a festa sumo-sacerdote está a demonstrar-me, sem qualquer truque ou magia, de ser um psicólogo e psiquiatra do sobrenatural, e neste caso muito convincente e a brilhar com profissionalismo, usando toda a sua perícia e intelectualidade desconvertida da verdade, para concluir uma lavagem cerebral a toda esta gente. Admito que admiro a coragem e a ousadia deste falso sumo-sacerdote. A psicologia que este usa para com esta gente é verdadeiramente merecedora de admiração, mas, tenho de manter a minha postura grave, não demasiado grave e, forçar-me a mim próprio a não desatar a rir desta sobrenaturalidade e palhaçada toda. Compreendo a ignorância desta gente, a ignorância chico- esperta ─ mas esta gente está aqui porque gosta de ser derradeiramente estúpida e espiritualmente esvaziada, e eu não tenho culpa, pelo contrário. Estou a testemunhar puro histerismo religioso proporcional e apropriado à pura lavagem cerebral em grupo. O sumo- sacerdote, ao microfone, incentiva, ou melhor, ordena ao seu rebanho para tomarmos posições com os braços assim levantados no ar e outras posições que mais fazem lembrar chimpanzés a baterem na sua própria cabeça, auxiliados pelas e pelos sacerdotes de hierarquia inferior, nesta espécie de dança hipnótica e idiota desprovida de personalidade ou carácter próprios. Uma fórmula psicológica de incentivação à obediência total e voluntária ─ acompanhada por um discurso apropriado e auto-sugestivo. O salão onde nos encontramos está totalmente se não hipnotizado, pelo menos já semi-hipnotizado. O discurso do Sumo-sacerdote está a ser implacável e sem dó por quem quer que seja, convincente, violento: um discurso ébrio com trevas, com Satã, com forças do mal, com as forças do bem, com a perdição eterna, com a salvação, com o sol negro da mentira e com a luz da verdade, num compasso ritmado e frenético com um grande histerismo à mistura. Fiéis gritam histéricos ao rubro num êxtase de loucura generalizada. Os braços de todos nós dançam no ar e batemos nas nossas próprias cabeças, para afugentarmos os demónios que moram dentro delas. Eu sinto-me estúpido comigo próprio, talvez por não poder rir-me à vista de todos de mim mesmo; mas elogio-me a mim próprio pela minha coragem aventureira e descaramento. Somos encorajados a gritar palavras de salvação, palavras contra o demónio que mora fora e dentro de nós a um ritmo alucinante e repetido. Estou a suar por todos os meus poros ─ o ambiente do salão está cada vez mais abafado e extremamente inconfortável, incomodativo, neste culto de obediência e de proibição ao crescimento pessoal ou iniciativa própria e cada vez mais voluntário, incondicionalmente condicionado. As palavras do sumo-sacerdote entoam pesadas e agressivas nos altifalantes, numa atmosfera adensada pelo calor e energia descontrolada e libertada pelos corpos em puro delírio: medo e culpa, salvação, milagres ─ tudo muitíssimo bem elaborado. Estou a corresponder na melhor forma possível que corresponda a um principiante crédulo, para não levantar suspeita nem quebrar esta magia humanamente obscurecida, negra. Sinto, presencio, já sou testemunha viva: sinto a falta de ar arejado neste local do demónio humano onde sublime tortura psicológica disfarçada de boa intencionalidade religiosa é levada ao extremo espiritual de dor fisiológica. O discurso; a energia humana apartada do todo universal, apartada das energias naturais da Terra Mãe, e encurralada em si própria como uma bomba de pressão preste

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a rebentar, através de algo que pode deveras ser muito negativo, mau, perigoso, lá muito, muito

longe onde as nossa verdadeiras almas em aflição que somente anseiam em se livrar deste local masoquistamente opressor, o derradeiro desequilíbrio emocional e psicológico. A filosofia deste momento que testemunho é de grande euforia em aflição e afrontamento que desesperadamente busca a libertação. Estamos todos a ser chamados para nos pormos em fila indiana defronte do

palco que se eleva à nossa frente. Este é o momento supremo, quando se sobe ao palco para que o sumo-sacerdote com uma cruz na mão, como se de uma espada flamejante se tratasse, a encosta à testa das e dos fiéis, à vez, para assim expulsar os demónios. Sinto uma grande apreensão e angústia nas fisionomias de todos estes fiéis. Os fiéis estão todos a levantar-se e a formar uma fila compacta como cordeiros de olhos muito esbugalhados e muito apreensivos, como se a entrarem num curral sacrificial. O sumo-sacerdote altera a voz, ou o som dos altifalantes, ao som e tom quando se vendem artefactos nas feiras. É um som ensurdecedor de gritos histéricos e salvadores. O sumo-sacerdote está a pedir aos seus fiéis para irem passando, um a um, por entre as e os sacerdotes de hierarquia inferior ─ fiéis os quais formam um corredor humano por onde passa a vítima com o coração aos saltos e quase a sair pela boca, algo que eu consigo sentir na pele mesmo aqui onde os observo, sentado. As vítimas estão psicologicamente já de rastos, por assim dizer, fragilizadas, em desequilíbrio total e com as emoções à flor da pele ─ perante os olhos inseguros e em pânico. Enquanto os fiéis vitimizados, passam pelo corredor humano, como cordeiros para o matadoiro em pânico generalizado, a expectativa e o suspense apodera-se das suas forças. O momento está vivo e absorvendo toda a energia das e dos fiéis e transformando-a em obscuridade inexplicável. Noto no ambiente, nas pessoas, uma tensão arterial que ou desce ou sobe a níveis de uma desproporção e perigosidade assustadoras, que lidam a desmaios prestes a explodir. Pernas que tremem e corações que batem

a duzentos à hora! Histeria à solta, selvagem, sem mercê! Uma fiel acaba de entrar pelo corredor

humano sacrificial e está agora perante o sumo-sacerdote que lhe ferra com a cruz na testa proferindo as seguintes palavras, num tom altíssimo, autoritário e desolador ao mesmo tempo:

«Sai, sai daí espírito malvado! Sai, sai daí ó demónio! Ordeno em nome de Jesus Cristo, o nosso salvador, que esta fiel nasça novamente purificada! Sai ó grande merda do demónio, sai maldito, sai ó seu grandíssimo filho da puta! Ordeno-te que saias daí demónio, em nome de Cristo Salvador! Sai aí de dentro, coisa horrorosa, sai!» A fiel com o coração aos saltos e respirando já muito superficialmente a uma velocidade alarmante e através de uma tenção arterial em conflito interno que entra em convulsões, revira os olhos numa má disposição generalizada que já lhe causa vómitos nervosos e secos. As e os outros fiéis observam desprovidos de vontade própria, tentando ser fortes, neste jogo de vontade que vicia e transforma em dependência cristã perigosamente fundamentalista, psicológica, e artificialmente sobrenatural. O latejo dos corações todos juntos em sobressalto, neste espaço que se sente em sintonia diabólica e preenchido de pura loucura. Alguns fiéis após passarem por todo este martírio religioso e provação, ou choram de alívio ou choram por não terem sido suficientemente fortes e deixarem os seus demónios internos, as suas incertezas pessoais, manifestarem-se perante uma audiência irracional e perdida algures na sua própria pura ignorância. Obliteração de personalidade e carácter próprio é como eu classifico as e os fiéis desta igreja cristã. A filosofia de vida destes fiéis obriga-os a admitir, quer queiram quer não, a sua grande falta de discernimento e inteligência pessoal e em grupo que se manifesta nestas e nestes zombies. Aqui estou eu a assistir e a absorver, mais ao menos calmamente, a todo este carnaval. Eu jamais subiria ali àquele palco, para humilhar a minha dignidade humana, ou mesmo a minha dignidade espiritual. Não posso trair a minha verdade, porque o criador criou-me para ter livre vontade própria de arbítrio, para assim expulsar os meus demónios imaginários, e reais… Este sumo- sacerdote deveria entregar-se voluntariamente ao acto e prática de expulsar os demónios das pessoas com a sua cruz ao ar livre, arejado, sem altifalantes, num tom de voz sereno e em baixo tom, sem ter de proferir todas aquelas palavras inquietantes e teatrais. Este sumo-sacerdote, calmamente e em silêncio, devia de provar o seu poder de exorcista em pessoas como eu que estão sempre abertas à verdade seja esta qual for. Agora que alguns demónios escondidos nos neurónios de alguns fiéis já foram expulsos, por ora, chamados a manifestarem-se, tudo parece mais calmo. As e os fiéis estão todos a retornar aos seus lugares, e a missa continua num discurso sempre bem construído, elaborado, que vai sempre dar ao mesmo: dinheiro, colheita de

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dinheiro e mais dinheiro. Na boca do sumo-sacerdote a palavra dinheiro é sagrada e salvação. Dez por cento do salário da ou do fiel, em nome de Deus, é claro! Estou surpreendido por alguns destes fiéis serem funcionários ao serviço do povo, entre os quais funcionários administrativos da autarquia de Santalabis. É claro que ao tornar isto público estou a prejudicar- me a mim próprio, pois se um dia eu precisar de uma qualquer licença camarária encontrarei certamente muitas barreiras. Também jamais eu pagaria por debaixo da mesa os já tão clássicos subornos. Agentes fiscais e outros, licenças, autorizações: uma loja aberta ao público de Santalabis. As ninhadas públicas da corrupção chegam-me aos ouvidos de todos os tamanhos e feitios e às carradas. Ó salve-se quem puder, viva a liberdade do oportunismo selvagem! Viva, viva! É fácil compreender o que é realmente a força do mal, os demónios, os maus espíritos: os nossos próprios vizinhos, pelo menos alguns; os nossos colegas de trabalho, alguns; entre outras e outros, alguns com um símbolo do olho que nos desejam mal, que sentem inveja de nós, etc. São estas forças do mal que nos destroem a vida influenciando as outras pessoas contra nós, enquanto nós desconhecemos o que se passa realmente, ou pelo menos em detalhe ─ enquanto a vida nos corre mal. São estes os maus espíritos e os demónios invisíveis que corrompem o mundo. Tudo isto se desenrola enquanto o ser humano é realmente uma alma viva ou uma alma morta, consoante o estar realmente vivo ou realmente morto… Agora vai começar a sessão de baptismos e depois possivelmente os cânticos. Mas eu já vi o suficiente.

A Maçonaria, os Illuminati, a Opus-Dei e as suas ramificações?!

Já estamos na semana seguinte. Estou a caminhar pelo passeio paralelo ao jardim defronte da empresa dos transportes públicos de Santalabis. Há um homem que se destaca pela sua aparência e expressão corporal, como se disfarçado de uma espécie de delinquente juvenil com mangas em cavas e um ar alvoraçado. Este homem aparenta pelo menos ser mais velho do que eu. Chamar-lhe-ei Inquietação. Inquietação caminha na direcção ao meu encontro e já olhou especificamente para mim. Ele caminha pelo passeio oposto, ou seja, caminha pelo passeio do outro lado da estrada. Agora está a atravessar a estrada e a dirigir-se directamente na minha direcção. Eu continuo calmamente a caminhar e seguindo a minha trajectória normal, enquanto observo tudo o que se está a passar. Consigo ler bem a estranha expressão corporal de Inquietação e, agora está a entrar de rompante pelo mesmo passeio em que eu caminho sossegadamente e, está a vir mesmo direito a mim e, eis que está a passar por mim de ombros alargados e de peito para fora sem praticamente se desviar de mim e está a dar-me um encontrão brusco com o seu ombro no meu. Eu estou agora parado a olhar para trás, a olhar para Inquietação. Estou a abanar a cabeça em sinal de reprovação, há certamente algumas pessoas que andam por aqui e outras do outro lado da estrada que certamente acabam de notar algo de estranho em toda esta absurdidade. Inquietação, agora logo após ter atravessado a rua para se cruzar comigo e dar-me um encontrão está novamente a atravessar a estrada e a retornar ao passeio de onde veio. É como se após haver cumprido uma missão, ou lançasse o engodo e voltasse ao seu trajecto inicial. Eu não sei como vou aguentar esta situação que se repete continuamente. Esta gente não conhece nem vergonha na cara nem uma linha com um limite que não se pode atravessar. Tudo o que estou a ser submetido parece encorajar ainda mais esta gente que já deve saber que sou arguido num caso qualquer pendente em tribunal. Acabo de decidir seguir inquietação, mas discretamente, sem que este se aperceba. Acabo de ficar com a forte impressão que ele sabe que o sigo mesmo antes de o começar a seguir, mas acho isso altamente improvável e contrario o meu instinto… Inquietação está a voltar para o sentido oposto ao que caminhava, ou seja, agora está a caminhar no mesmo sentido que eu seguia antes

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dele atravessar a rua e vir chocar comigo. Eu estou a segui-lo; estamos a passar à vez defronte da esquadra da Polícia Protectora do Povo de Santalabis, que fica nas imediações do que está a ocorrer. A minha intenção de perseguir Inquietação é a de tentar perceber uma vez mais quem são todas estas pessoas que me andam a barrar o caminho. Até parecem ser os moços de recados de uma hierarquia piramidal secreta. Inquietação acaba de olhar para trás e olhar-me nos olhos. Ele sabe que o estou a seguir, incrível! Inquietação está agora a encontrar-se com uma mulher que aparenta pouco mais ou menos a idade da minha própria mãe. Agora está a caminhar na companhia desta senhora que não parece pertencer a esta realidade, estão agora a caminhar novamente no sentido oposto. A mulher também olha para mim e eu deixo-me ser notado e insisto em segui-los e quantas vezes forem necessárias, até tudo isto dar o berro, por assim dizer, e descer-se ao fundo desta questão toda. Agora Inquietação e a mulher estão a desaparecer na esquina do edifício da esquadra da polícia. Agora estou eu a virar na esquina do edifício e a chegar à porta principal da esquadra da Polícia Protectora do Povo. Eis que os dois estão dentro do salão de entrada da recepção da esquadra e a falar com dois polícias fardados e um à paisana, este à paisana assim com o mesmo aspecto de gandulo que Inquietação. Consigo vê-los através da porta de vidro. Não se estão a dirigir cá fora, estão apenas a olhar quando passo pela porta e paro a olhar lá para dentro. Estou decidido a ir até ao fim desta história: estou a entrar pela esquadra adentro e a apresentar-me. Eles parecem todos bastante surpreendidos ao ver-me a entrar, mas quem não deve não teme, e esse sou eu. Inquietação, ao que parece, está a tratar os agentes por tu, algo que tenho tempo de ouvir, pelo menos um. Estou a perguntar aos agentes se conhecem Inquietação e se este lhes está e relatar acerca de eu o estar a seguir até aqui. Estou a dizer que posso explicar esta insólita situação, dizendo que se as minhas intenções fossem más não estaria aqui perante todos eles. Entretanto enquanto dirijo especialmente a palavra para o agente fardado o qual me pareceu Inquietação tratar por tu, e Inquietação e a mulher e os dois polícias fardados estarem todos muito sossegados, o polícia à paisana com um ar de rufia interfere com todos os sinais evidentes de me querer agredir assim sem mais nem menos ─ proferindo algo acerca de eu perseguir pessoas assustadas e indefesas, ou algo parecido. Eu estou calmamente a protestar, dizendo que Inquietação atravessou a estrada propositadamente para vir chocar comigo alargando os ombros e esticando o peito. Mas o agente à paisana não me deixa falar e está cada vez mais perto de me agredir e, estou a dar um passo para trás para este rufia não me tocar. Um dos polícias fardados está a dizer que tem um serviço para atender e está a sair para a rua e a ir-se embora daqui. O rufia, quero dizer, o polícia à paisana, com evidentes tons agressivos está a expulsar-me da esquadra. Assim nem queixa posso apresentar contra Inquietação, se assim o desejasse fazer. Já estou fora da esquadra, expulso, como um cão. Estranho, a polícia não é suposta ouvir a versão de ambos os lados queixosos, para assim se chegar a uma conclusão mais acertada, imparcial?! Um polícia à paisana sem qualquer disciplina ou educação, que estranho! Um déspota absolutamente parcial, que estranho! Um polícia à paisana que me deixa com a forte impressão de já haver tomado uma resolução mesmo antes de eu haver entrado na esquadra. Será possível que, dentro da mais remota das hipóteses, que a Polícia Protectora do Povo de Santalabis esteja também envolvida neste assédio psicológico e quase físico também, a que sou submetido há já mais de vinte anos?! Talvez se eu fosse um maçon pudesse descortinar melhor esta situação secreta e obscura, através dos conhecimentos maçónicos, uma vez que existem tantos maçons no seio policial e em Santalabis

Em vez de tentarem ajudar-me tentam afundar-me ainda mais. Sinto-me encurralado/a e alguém ou algo se certifica que eu compreenda que me tenho de portar bem e que não tenho quaisquer direitos; que se certifica para que eu compreenda que sou uma espécie de trapo com nódoas que todos podem puxar e rasgar. Esperam com certeza ver-me reagir tal como esta gente reage, ou talvez lhes dê prazer sentirem que estou à sua total mercê e disposição. Com certeza que escolhem este tipo de atitude popular por sentirem que infelizmente não me podem fazer bem pior sem deixarem de dar demasiado nas vistas. Quem está realmente por detrás disto se pudesse atar-me-ia a um poste rodeado de lenha e atiçava-me fogo, ou enforcavam-me ─ devem ser cristãos. Felizmente a hipocrisia cristã não desaparecerá através da perseguição, uma vez que se extinguirá a si própria de morte natural. Muito brevemente as igrejas do Deus único não

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terão quaisquer fiéis para as encher, restarão apenas alguns resistentes que com o passar dos tempos se extinguirão naturalmente. Tentam provar quase a todos os custos que há algo de errado comigo e, se sentem que não há, inventam para que haja. Esta santa inquisição representa os meios opressivos de uma sociedade primitiva que no seu todo representa a mentalidade generalizada, e eu sou a sua matéria-prima de entretenimento e saco do lixo para todas as suas

frustrações e pecado ─ um círculo vicioso que se entreajuda para os mais diferentes fins de carácter pessoal e colectivo. Esta é a culpa colectiva da pirâmide social e religiosa, maçónica, quando ainda a esmagadora maioria baptiza os seus recém-nascidos para assim estes crescerem e morrerem purificados independentemente das suas acções. Imagine-se um Deus único que condena alguém de coração puro e altruísta por este não ser baptizado, mas salva o iníquo que à nascença o foi. Todos devem agir consoante a sua própria consciência, e também não faz mal a ninguém nem ao mundo o simbolismo baptismal à nascença, que considero um acto positivo quando faz as pessoas se sentirem melhor consigo próprias. Condeno qualquer perseguição malévola e sem nada que o justifique a qualquer cristão ou não cristão, mas também condeno os que me perseguem malevolamente e sem nada que o justifique. Aceito no meu coração os ensinamentos de amor de Jesus Cristo, assim com aceito toda e qualquer outra eventual verdade

Abraço de consciência tranquila o culto à Terra-mãe, ao

sol, à lua e aos restantes astros, aos homens e às mulheres e aos deuses e deusas, e ao Grande

de quaisquer outros seres benignos

Espírito e Arquitecto. Abraço também qualquer designação da verdade do derradeiro sagrado, do derradeiro divino na mente de qualquer ser benéfico…

“Não sonho que sonho…”

Eu não conspiro contra ninguém, e se não me prejudicarem eu também não prejudico ninguém. Aqueles que se intrometem com os meus direitos e furtam a minha liberdade de ser um cidadão/cidadã como qualquer outro são aqueles que activam em mim um sistema de autodefesa pessoal, este meu livro, por exemplo. Quem não deve não teme: quem nada me deve nada tem a

temer de mim ─ Mas aquelas e aqueles que pensam que eu me enganei a seu respeito, uma vez que não os denunciei, até pelo contrário, acautelem-se! Enquanto eu for vivo lutarei até ao fim, denunciarei até ao fim a tua corrupção e a tua falsidade. Quanto menos terreno se dá aos corruptos, mais estes dão nas vistas. Mas os corruptos não querem dar nas vistas; os corruptos têm necessidade de passar o mais despercebido possível; necessitam de actuar numa sociedade

coberta de obscuridade e pactuada em seitas secretas

água cristalina é como corrupção que se desvanece no ar e se desintegra, ou se denuncia a si própria perdendo muito do seu poder. Os corruptos estarão empenhados na minha destruição, mas desta vez serão arrastados através de mim e a minha destruição é o seu destino sem destino. Santalabis está sob um manto de negrume e obscuridade de tráfico de influências e interesses do mais baixo ao mais alto nível. Aqui a sociedade é como tráfico de droga que encontra aqui um paraíso que se protege a si próprio em acções de uma bolsa de valores paralela e interligadas; tudo faz parte do nosso sistema capitalista que nos sufoca cada vez mais em corrupção nauseabunda e toxicodependente por falta de carácter, personalidade e excesso de cobardia. Deixem-me em paz! Eu sou o único dono da minha vida terrestre.

Quando as verdades se transformam em

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AVISO

(Quem não ler o que se segue não perde grande coisa. Quem não quiser submeter-se à ou assumir a vontade em testamentário que se segue. Ou melhor, quem não desejar ficar incluído sob o poder condicional e absoluto da fórmula testamentária seguinte e inserida neste trecho, entre parêntesis, desta mesma obra, fica desde já em antemão prevenido, ou prevenida, para parar aqui a leitura e não ler mais até que o respectivo parêntese feche o mesmo. Assim, quem a partir deste ponto continuar a ler, apesar de estar prevenido para não o fazer, é porque voluntariamente aceita as condições aqui denunciadas. Uma vez mais, não leia o que se segue, porque se o ler está de comum acordo e de um modo automático e voluntário a assumir toda e qualquer responsabilidade em aceitar todas as condições aqui apresentadas na forma de um contrato pessoal. Uma vez mais, pare! Assim, eu, que desobedecendo a todos os avisos aqui expressos estou a continuar a ler o que se segue: declaro em voz alta ou em silêncio que me condeno total e incondicionalmente a ser amaldiçoado ou amaldiçoada mediante as seguintes condições e termos: peço a Deus; aos deuses; aos seres celestes não identificados; ao derradeiro sagrado; ao derradeiro divino; ao sobrenatural; ao que quer que seja ou designação de Deus que se deseje por quem quer que seja; ou mesmo ao Demónio se Nele acreditar, que por qualquer destas entidades eu seja amaldiçoado em vida e em morte, se por ventura eu representar ou for uma qualquer destas entidades da lista que se segue, masculinas ou femininas: banqueiro; qualquer entidade secreta; dirigente militar; dirigente de um grande clube desportivo; corrector da bolsa; apresentador de televisão; jornalista da rádio ou da televisão ou da imprensa em geral; especialista e analista da economia; político; grande empresário; membro maçónico; dirigente religioso; legislador; advogado; professor universitário; magistrado; sindicalista; gestor financeiro; gestor público; poderoso do petróleo; grande latifundiário; detective privado ou público; qualquer pessoa que tem o poder suficiente para influenciar directamente o poder político e jurídico para seu exclusivo proveito, ou a sociedade em seu redor ou como um todo; agentes financeiros; qualquer pessoa que vai à televisão defender o monopólio económico de somente alguns em detrimento da restante sociedade. Assim, este pacto pessoal e voluntário de se ser amaldiçoado tanto em vida como em morte concretiza-se mediante o seguinte: quem afirmar que os sindicatos não estão a contribuir para uma enorme discriminação e desequilíbrio salarial e social entre a população como um todo e se estes estiverem; assim como estes também não estarem a contribuir para uma grande e injusta discriminação de direitos laborais entre a população como um todo e se estiverem. Quem afirmar que o presente sistema de aproveitamento de inteligência humana para o bem-estar como um todo social e a gestão dos recursos do planeta representa o melhor de todas as possibilidades a explorar e se este não representar. Quem afirmar que o sistema capitalista é a única solução viável para o desenvolvimento e bem-estar da humanidade e se este não for. Quem afirmar que são os grandes grupos económicos os grandes fazedores de riqueza e não toda a população humana como um todo e se esta for. Quem afirmar que entre milhões de seres humanos somente os actuais gestores de quaisquer empresas, dirigentes políticos, dirigentes religiosos, são os portadores dos cérebros mais capazes e inteligentes do planeta e se estes não o forem. Quem afirmar que qualquer império capitalista se deve somente ao esforço de um determinado empresário e nunca devido ao esforço conjunto de milhares de pessoas como uma interligação do todo e se assim não for. Quem afirmar que o lucro da ganância individual e privada e o capitalismo anárquico são benéficos para a sociedade humana como um todo e se assim não for. Que a maldição tanto em vida como em morte se aplique mediante todas estas afirmações quando estas se concretizarem através da televisão ou rádio, imprensa, ao vivo e perante as multidões, ou via internet. Ámen!)

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O grande quebra-cabeças

Contemplo Pangeia, o super continente único terrestre. Oiço a voz sábia de Platão que me descreve o ancestral reino Adãoeva. Contemplo a superfície sólida de um inteiro planeta a ser removida por debaixo das águas e por igual e a partir de um ponto comum: contemplo terra seca a erguer-se por igual em forma circular acima da superfície azul do planeta do mar imenso. Contemplo um segredo jamais segredo nas lendas primitivas dos povos de toda a antiguidade pós dilúvio. Avisto do céu os contornos de terra seca desde a América do Sul à América do Norte virados para os contornos de terra seca desde a África à Europa que se ajustam milagrosamente como num puzzle perfeito; num mundo manchado de inteligência testemunhada do espaço. Contemplo uma mera pequena criança a desvendar o enigma, e unir a América do Sul e do norte à África e à Europa num só continente. Contemplo na inteligência dos homens que se chamam a si próprios os grandes sábios da natureza da Terra e do cosmo: a formação de um super continente terrestre através da convergência de todas as placas continentais para um ponto comum. Contemplo assim todas as placas continentais em colisão diminuindo cada vez mais a extensão de terra seca à superfície do mar único: contemplo assim uma descomunal densa montanha de dimensões catastróficas de centenas de quilómetros de altura desafiando a lógica da lei da gravidade, um globo terrestre transformado num gigântico paralelepípedo triangular, uma pirâmide do tamanho de um planeta a girar à volta do sol. Contemplo todas as massas continentais a convergirem para um mesmo ponto, uma zona de subducção planetária em que no centro se forma um colossal abismo-vulcão, por onde todos os continentes se afundam em matéria incandescente, durante os milhões de anos de intervalos em que a Terra se transforma numa fornalha e arrefece. Contemplo uma mistura de subducção e compressão planetários, jamais permitindo a criação de um continente único, mas sim a criação de um mundo de colossais pântanos e de colossais cadeias montanhosas num emaranhado de colossais falhas geológicas à escala global. Contemplo uma estranha coincidência terrestre: as principais cadeias montanhosas do mundo representam o volume exacto de massa continental para se suprir o que falta ao puzzle interior e exterior de um mapa-mundo, para que este represente um super continente circular. Contemplo algo que junta todas as massas terrestres, obtendo-se, no mínimo, um semicírculo mas, forçando-se um tanto as irregularidades exteriores entre si, obtém-se um continente circular numa estranha coincidência milagrosa mesmo à justa. Contemplo uma configuração continental do mundo após milhões de anos de erosão marítima irreconhecível; enquanto a natureza um dia teve a capacidade de formar um continente único no meio de um oceano único: um super continente que se desintegra em subcontinentes que dão a volta ao mundo, desencontrados, perdidos entre si. Contemplo todos os subcontinentes que agora, após uma viajem à volta do mundo afastando-se de si próprios, se reencontram desencontrados, uns devagarinho, uns apressados, uns para leste, uns para oeste, uns para sul, uns para norte: enfiando-se uns pelos outros por debaixo, por cima, pelos lados, pelo meio: uma colossal massa de terra seca que se tritura entre si e se mistura numa avalanche catastrófica:

continentes flutuantes sobre uma passadeira planetária cega e desorientada: um mistério que assim apaga os vestígios de terra seca sob um imenso manto do azul do oceano. Contemplo um estranho mundo, contemplo uma estranha humanidade. Quão estranhas coincidências: um planeta de múltiplos quebra-cabeças no mundo do continente perdido da Atlântida, onde existe uma espécie de ser capaz do impensável: até mesmo de ser à semelhança e imagem de um poder capaz de criar continentes e de os destruir. Contemplo uma espécie de ser capaz de enganar os seus próprios semelhantes do mesmo mundo, com arrogante desrespeito pelos mesmos; perseguindo e tentando destruir implacavelmente os que dizem a verdade ao mundo. Agora encontro-me algures na Lusitânia, terra onde há mais de dois mil anos viveu Viriato, o grande rei pagão celtibero lusitano. Esta terra traz-me recordações ancestrais da antiga tradição e religiosidade pagã lusitana ─ quando os sacerdotes mais iluminados saudavam através das suas preces o conhecimento adquirido numa civilização de homens deuses que desaparecera. Este é o tempo da ancestralidade e tradição pagã de há mais de dois mil anos atrás, onde e quando as sacerdotisas e os sacerdotes pagãos jamais se consideram descendentes de macacos ressuscitados após a morte. Este é o tempo da ancestralidade e tradição pagã de há mais de dois

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mil anos atrás onde e quando se sabe que não existe um deus único nem um diabo cristão, mas a

natureza omnisciente, omnipresente, omnipotente, como um todo consciente e divino