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Instituto Politécnico de Leiria

Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar

Marketing Turístico - 2º ano 2011/2012

Noções de Contabilidade

Atividade 1

- 2º ano 2011/2012 Noções de Contabilidade Atividade 1 UC: Instrumentos Básicos de Finanças 2º Ano

UC: Instrumentos Básicos de Finanças 2º Ano - 4º semestre

Discente:

- Teresa Santos, # 4100330

Docente:

- Prof. Gonçalo Brás

Março de 2012

2º Ano - 4º semestre Discente: - Teresa Santos, # 4100330 Docente: - Prof. Gonçalo Brás

Instrumentos Básicos de Finanças | Atividade 1

Teresa Santos, #4100330

ÍNDICE

1. Sumário Executivo

3

2. Introdução

4

3. A importância da informação contabilística

5

4. A quem se destina a informação contabilística?

7

5. O Sistema de Normalização Contabilística (SNC)

9

6. As Bases para a Apresentação de Demonstrações Financeiras e a sua importância

11

7. Análise de Caso: Imobiliária Construtora Grão-Pará, SA

13

8. . Conclusão

15

9. Bibliografia

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Teresa Santos, #4100330

1. Sumário Executivo

Com o objetivo de estudar a importância das informações contabilísticas numa empresa e os vários conceitos associados ao processo contabilístico, e procurando contextualizar a sua aplicação a uma situação real no setor do turismo, foi proposto pelo docente que fosse escolhido um documento real disponível na internet. Foi por isso selecionado o Relatório Anual 2010, referente ao exercício de 2010 da empresa Imobiliária Construtora Grão Pará, S.A.

A metodologia utilizada para desenvolver este trabalho passou não só pela análise do referido documento, como pela leitura dos recursos disponibilizados pelo docente e pela pesquisa em diversas fontes bibliográficas oportunamente referidas, procurando fazer-se um paralelismo entre os conceitos estudados e apresentados, e a informação incluída no documento financeiro escolhido.

Concluiu-se, do estudo efetuado, que a contabilidade é um pilar fundamental na gestão empresarial, e que funciona como uma das principais fontes de informação neste âmbito. Paralelamente, concluiu-se também que a uniformização da informação produzida através da introdução de normas e standards de processamento, é um fator relevante para a sua importância e utilização global.

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2. Introdução

O presente trabalho foi realizado no âmbito da Unidade Curricular (UC) de Instrumentos Básicos de Finanças EaD, 2º Ano, 4º Semestre, Ano Letivo 2011/2012, do Instituto Politécnico de Leiria Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar, em Peniche, pela discente nº 4100330 - Teresa Santos.

Assumindo uma posição um pouco redutora face às várias áreas da gestão empresarial e baseando esta afirmação no senso comum, poderíamos dizer que na sua forma mais básica a gestão de um negócio envolve duas perspetivas fundamentais: os gastos que a empresa tem de fazer na sua operação, e os valores que consegue receber. E a chave para o sucesso estará, certamente, em fazer com que os valores a receber sejam sempre superiores aos encargos, gerando-se assim ganhos para a empresa. Acresce a isto que, no atual clima de instabilidade económica, de crise generalizada e de aumento da competitividade, as empresas tem de conhecer e analisar exaustivamente a sua situação financeira, de forma a poderem fundamentar as suas decisões estratégicas e planear todos os seus passos na busca do sucesso nos negócios, minimizando o seu risco.

Entende-se assim o surgimento da contabilidade como área de estudos específica, surgida na sequência da revolução industrial e da necessidade de produzir informação de gestão sobre os custos de produção e os valores gerados pelo escoamento de stocks. Estando já a sociedade na era da informação, e alavancada pelo crescimento das tecnologias de informação, “as informações financeiras que tinham sido geradas sobretudo para fins de gestão, passaram a ser demandadas cada vez mais por acionistas, investidores, credores e pelo Governo” (COSTA, 2010, p. 21).

Por fim, num contexto cada vez mais frequente de internacionalização de negócios, de globalização das empresas, surge uma consequente necessidade uniformização da informação e nascem entidades como o International Accounting Standards Board (IASB).

Para a American Accounting Association, entende-se a contabilidade como “O processo de identificar, mensurar e comunicar informação económica para permitir juízos informados e decisões pelos utentes da informação”. (BRÁS, 2012).

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3. A importância da informação contabilística

Como referido anteriormente, nas várias áreas da gestão, a INFORMAÇÃO constitui uma poderosa ferramenta para o atingimento do sucesso empresarial. Tal como se verifica na informação relativa a mercados ou consumidores, essencial à gestão de marketing para segmentar, posicionar ou adequar a oferta ao público-alvo, também na perspetiva financeira a informação pode ser entendida como um conjunto de dados relevantes que, após processados e trabalhados de forma metódica, permitem diagnosticar a situação da empresa, informar os diversos-públicos, e fundamentar decisões estratégicas, investimento ou outras.

Os factos contabilísticos, por si só e isoladamente, poderão não constituir informação relevante. No entanto, quando cruzados entre si, e apresentados de modo uniformizado através de procedimentos específicos em Demonstrações Financeiras, permitem ao utilizador final efetuar uma apreciação conclusiva e eventualmente, fornecer uma orientação futura tanto a curto como a longo prazo.

A Informação contabilística é, deste modo, de grande importância para diversas funções da gestão, de entre as quais se destacam:

a definição das bases da estratégia empresarial e planeamento estratégico, a longo

prazo;

a fundamentação das decisões sobre a alocação de recursos, nomeadamente no que

se refere ao aferir da capacidade produtiva, à determinação do customer lifecycle

value (CLV) e dos investimentos na sua gestão

a fundamentação de decisões referentes ao marketing mix, em especial no que se

refere ao produto, política de preços, esforços de promoção e distribuição através do

planeamento e controlo de custos de atividades

a gestão de recursos humanos, no que se refere à capacidade de avaliação do

desempenho /produtividade, custos de operação e head-count, e ainda no que se

refere à motivação das equipas de vendas, que trabalham por objetivos através do

estabelecimento de um plano de incentivos;

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a gestão financeira, no que se refere ao cumprimentos das legislações fiscais,

laborais e afins.

Podemos então concluir que a importância da informação contabilista se prende com a sua utilização nas diferentes áreas, mas que funciona sempre como meio de diagnóstico e previsão e como pilar de suporte a decisões para públicos internos e externos à organização, através de duas grandes linhas de ação (BRÁS, 2012):

Controlar, orientar e decidir;

Prever, planear, organizar e motivar;

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4. A quem se destina a informação contabilística?

Não se limitando hoje em dia à recolha e processamento de informação, e tendo em consideração a diversidade de temas e finalidades que abrange, a contabilidade é divida em duas áreas distintas: A contabilidade dirigida a públicos externos, também denominada de Contabilidade Financeira ou Contabilidade Geral; e a contabilidade orientada aos públicos internos, ou seja, a contabilidade de custos, também denominada de Contabilidade Analítica ou Contabilidade de Gestão.

Enquanto a Contabilidade Geral se ocupa do registo das operações “que respeitam à empresa no seu todo (regista factos patrimoniais que fazem prova perante terceiros; permite conhecer em qualquer altura a situação patrimonial na empresa; dá a conhecer o resultado obtido com a exploração da empresa; possibilita a elaboração de análises económicas e financeiras), a Contabilidade Analítica ou de Gestão ocupa-se do registo das operações internas e visa o apuramento de resultados não globais, isto é, por produto, por departamento, etc. (fornece o custo de cada produtos ou serviço produzido pela empresa; permite a criação de centros de custos dentro da própria empresa; possibilita estudos de rentabilidade interna; auxilia a gestão no controlo e tomada de decisões) ”. (NUNES, 2006)

Neste âmbito, considero que qualquer entidade/profissional que se relacione direta ou indiretamente com a empresa poderá ser um dos utilizadores da informação contabilística por si emitida, em especial:

Os empregados não apenas aos empregados que desenvolvem a sua atividade diretamente na área financeira fazem uso da informação contabilística. Por exemplo, a comunicação pública de resultados positivos pode contribuir de forma decisiva para o aumento do sentimento de pertença em todos os funcionários, e para o seu envolvimento ativo no objetivo comum: a rentabilidade e o sucesso da organização.

Os fornecedores Também os fornecedores são parte interessada na informação contabilística da organização, na medida em que é através desta que se efetua o registo e processamento de todas as transações, são asseguradas as obrigações e responsabilidades legais,

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como as retenções de impostos, e, em ultima análise, é a informação histórica contabilística que permite aferir a situação global da organização e antecipar previsões de negócio

O Estado O estado, enquanto entidade legisladora e autoridade tributária, é um dos principais destinatários da informação contabilística. A apresentação de resultados aos órgãos competentes está devidamente regulamentada, e as empresas são obrigadas ter a sua contabilidade organizada, uniformizada e em cumprimentos com as diversas normas locais e internacionais.

Os investidores É através de informações contabilísticas, como a Demonstração de Resultados, que as empresas dão a conhecer aos mercados a sua rentabilidade. Esta informação é fulcral para investidores, não só para fundamentar decisões de investimento, como também efetuar previsões e orientar decisões sobre a gestão das carteiras de investimento.

As instituições de crédito A informação contabilística, mediante análise de ativos e passivos, permite às instituições de crédito analisar os riscos da operação de concessão de crédito, orientar a empresa nos investimentos, aplicações de fundos, gestão de caixa, etc. Por outro lado, permite à empresa negociar condições mais ou menos vantajosas em termos de produtos financeiros, em especial no que se refere a prazos, taxas de juro e spreads.

Sindicatos Os sindicatos são também parte interessada nas demonstrações de resultados das empresas, na medida em que lhes permite conhecer a situação financeira e assim antever alterações de ordem laboral, de estabilidade económica, etc. A informação financeira permite ainda a estas entidades dispor de dados relevantes para negociar contratos de trabalho, comparar níveis salariais, fazer estudos sectoriais, etc.

Concorrentes Qualquer gestor da atualidade tem uma constante preocupação em analisar a sua concorrência, de forma a considerar ameaças e até obter vantagem competitiva. A informação contabilística de uma empresa proporciona um conjunto de dados de grande interesse neste âmbito, referentes a resultados de vendas, encargos, lucros, investimentos, etc.

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5. O Sistema de Normalização Contabilística (SNC)

Nem todas as empresas estão presentes no mercado de valores mobiliários, mas a atual conjuntura económica e estratégias de ação, ou mesmo a sua dimensão, colocam muitas dessas empresas a operar em mercados internacionais e a estarem presentes noutros países. Por este motivo, havendo a necessidade de apresentar e divulgar resultados noutros mercados, era imprescindível que a informação produzida fosse facilmente entendível onde quer que fosse apresentada.

Se, anteriormente, a uniformização, fiabilidade e comparabilidade da informação financeira era assegurada no nosso país pela aplicação do Plano Oficial de Contas (o POC), este começou a revelar-se insuficiente face às cada vez maiores exigências qualitativas da apresentação de resultados num contexto global. Por isso, e pela “necessidade natural de alinhamento com os padrões comunitários e mundiais de relato financeiro, foi criado um novo Sistema de Normalização Contabilística SNC, aprovado pelo Decreto-Lei 158/2009, de 13 de Julho, cuja estrutura conceptual segue, em linhas gerais, a estrutura conceptual do IASB(Deloitte, 2009).

O SNC vincula assim as empresas nacionais à aplicação de um conjunto de Normas Contabilísticas e de Relato Financeiro as NCRF.

Ressalve-se ainda que, de forma a não penalizar as empresas de dimensões reduzidas e que constituem uma grande parte do tecido empresarial português, foi estabelecido um regime excecional traduzido pela NCRF-PE - uma forma unitária e simplificada que inclui apenas os parâmetros mínimos e pertinentes no tratamento, reconhecimento, mensuração, apresentação e divulgação da informação financeira de Pequenas Empresas (configuradas dentro dos limites estabelecidos pelo nº 1 do Artº 9º do DL nº 20/2010).

Numa análise pessoal, pode considerar-se a adoção destas práticas é bastante vantajosa para as empresas uma vez que lhes permite atuar num mercado internacional sem necessidade de adaptar a informação que produzem - nem a informação que utilizam, de outras entidades - a cada país onde operam, seja dentro da União Europeia, ou mesmo fora dela.

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Se, por um lado isso obrigou, inevitavelmente, a alguns investimentos, principalmente ao nível da alteração de sistemas informáticos, de processos internos e até mesmo de formação de recursos humanos, por outro lado alavancou o processo de gestão através da melhoria da qualidade da informação produzida, o que pode traduzir-se em processos de decisão mais fundamentados e, consequentemente mais eficazes.

Pode ainda assumir-se que a adoção do SNC contribui igualmente de forma decisiva para uma melhoria generalizada da economia, na medida em que facilita a internacionalização das empresas nacionais, reduzindo a complexidade administrativa da entrada em novos mercados e até mesmo alguns dos custos adicionais associados a essa entrada (ou seja, os custos associados à adaptação da informação financeira necessária no processo).

da informação financeira necessária no processo). Ilustração 1 - Elementos do SNC – Fonte: O guia

Ilustração 1 - Elementos do SNC Fonte: O guia do SNC Getting on the right track (Deloitte, 2009)

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6. As Bases para a Apresentação de Demonstrações Financeiras e a sua importância

As Demonstrações Financeiras têm como objetivo proporcionar uma apresentação normalizada e estruturada sobre a posição financeira, o desempenho financeiro e os fluxos de caixa de uma entidade, de tal modo que possa servir de fundamento à tomada de decisões ao nível da gestão da empresa ou de quaisquer outros utilizadores da informação (Deloitte, 2009).

Poderemos enumerar os elementos fundamentais englobados numa DF, nomeadamente:

Os elementos relacionados com a posição financeira

o

Ativos resultado de acontecimentos anteriores, mas dos quais se esperam ainda benefícios financeiros para a organização

o

Passivos obrigações da organização em sequência de acontecimentos anteriores, e cuja liquidação se espera que gere a incorporação de benefícios económicos

o

Capital próprio o valor residual dos ativos, após dedução de todos os passivos

Os elementos relacionados com o desempenho:

o

Rendimentos provenientes de créditos ou ganhos

o

Gastos Gastos e perdas

o

Outras alterações no capital próprio e fluxos de caixa, e ainda as informação incluída em anexo.

A conjugação estruturada destes elementos resulta na apresentação de um conjunto de demonstrações:

O balanço;

A demonstração dos resultados por natureza

A demonstração das alterações no capital próprio;

A demonstração dos fluxos de caixa;

Um anexo, onde sejam divulgadas as bases de apresentação, as políticas contabilísticas e outras informações exigidas pelas NCRF (Deloitte, 2009).

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Cumpre ainda referir que, nos casos de empresas de menos dimensão (configuradas como referido anteriormente), as demonstrações exigíveis corresponde a um conjunto mais reduzido, que inclui apenas o balanco, demonstração de resultados por naturezas e anexo.

Assim, concluímos que as Bases para a Apresentação de Demonstrações Financeiras (BADFs) são de extrema importância, uma vez que é através destas que se determinam os requisitos globais para essa apresentação estruturada e normalizada, que visa assegurar as características chave para a qualidade da informação, nomeadamente: compreensão, relevância, fiabilidade e comparabilidade.

Só deste modo é possível cruzar informações de resultados de períodos contabilísticos diferentes na mesma organização, ou mesmo comparar a informação financeira com a obtida por outras organizações, proporcionando também argumentos previsionais para a gestão.

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7. Análise de Caso: Imobiliária Construtora Grão-Pará, SA

Para melhor ilustrar a importância da informação contabilística numa organização, foi selecionado para análise o documento de Demonstração de Resultados da Imobiliária Construtora Grão Pará, S.A. (Grão Pará Hotel Group, 2010)

A empresa tem como atividade principal a construção em geral, com grande ênfase na construção e de gestão e exploração de unidades hoteleiras: no Estoril o Hotel Atlantis Sintra Estoril, no Algarve a exploração do Aparthotel Solférias com o restaurante - esplanada “Boteco”. A atividade inclui ainda, a exploração, em Lisboa do Centro Comercial Espaço Chiado e na Madeira alguns empreendimentos turísticos para venda.

Tratando-se de uma sociedade anónima, como é aliás referido no documento, a empresa está obrigada à apresentação de contas certificadas.

É referido no documento Anexo à DF que esta apresentação de contas foi preparada pela primeira vez “em conformidade com todas as normas que integram o Sistema de Normalização Contabilística (SNC). Devem entender-se como fazendo parte daquelas normas as Bases para a Apresentação de Demonstrações Financeiras, os Modelos de Demonstrações Financeiras, o Código de Contas e as Normas Contabilísticas e de Relato Financeiro (NCRF), e as Normas Interpretativas.”

Sem fazer uma leitura aprofundada e tecnicista do documento, verifica-se que este documento respeita de facto a estrutura conceptual necessária, em especial no que se refere à identificação das BADFs e dos principais critérios valorimétricos.

Nesse capítulo, é possível ter uma clara visibilidade sobre os critérios de registo e contabilização dos diversos elementos da DF, de que citamos a titulo de exemplo:

Ativos fixos tangíveis que abrangem terrenos e edifícios, um dos pilares da atividade da empresa incluindo uma descrição exaustiva dos métodos e critérios de valorização, depreciação, imparidade, etc.

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Investimentos financeiros feitos, com especial detalhe para os investimentos relativos a “partes de capital em empresas do Grupo e empresas associadas, nas quais a empresa exerce influência significativa”, assim como Propriedades de Investimento

Inventários que refletem mercadorias, matérias-primas

Instrumentos financeiros ativos e passivos

A leitura e compreensão de todos os elementos que compõem a demonstração Balanço,

Demonstração dos Resultados por Naturezas, Demonstração das Alterações no Capital Próprio, Demonstração dos Fluxos de Caixa e Anexo às Demonstrações Financeiras - é bastante direta e simplificada, verificando-se que todos os factos contabilísticos estão organizados e agrupados de acordo com os critérios impostos pelo SNC.

O Balanço apresentado revela uma subida em relação ao exercício anterior, e que reflete

uma subida do total do ativo na ordem dos oito milhões de euros, acompanhada de uma subida do

passivo na ordem dos 14 milhões, e de uma subida do capital próprio também de cerca de 14 milhões.

É depois detalhada a informação na Demonstração dos Resultados por Naturezas, incidindo sobre os rendimentos e gastos, em que se verifica a existência de gastos em grande medida superiores aos rendimentos. Esta situação origina um resultado líquido negativo, e superior ao do exercício anterior.

Também no que se refere à demonstração dos fluxos de caixa, os resultados se revelam negativos. Refere-se inclusivamente no Anexo o facto de a empresa ser subsidiariamente responsável por uma dívida de uma outra entidade, em fase de cobrança por ação executiva.

Através da análise deste Relatório de Gestão, o público interessado pode aferir o desempenho da instituição, podendo assim servir de base às decisões estratégicas de entidades como fornecedores (no sentido de conceder linhas de credito ou prever volumes de negócio), banca, aos acionistas (no sentido de melhor fundamentarem as suas decisões de investimentos) e, principalmente, à gestão da própria empresa no sentido de decidir estrategicamente com base nos resultados atingidos, na sua comparação com exercícios anteriores e na preparação das estratégias futuras. Só assim poderão ser feitas previsões e definidos planos de ação que permitam uma recuperação da atual situação de crise financeira.

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8. Conclusão

A realização do presente trabalho possibilitou à discente um primeiro contacto mais aprofundado com as noções básicas de contabilidade, e a aprendizagem de novos conceitos.

Permitiu concluir quanto à pertinência da utilização da informação contabilística para os diversos públicos interessados direta ou indiretamente para além de fornecer suporte à decisão, a informação contabilística funciona como uma importante ferramenta de apoio à gestão, quer do ponto de vista de controlo operacional e de desempenho, quer como meio previsional.

Conclui-se também deste estudo que, no atual contexto económico e de globalização, é de grande importância para as organizações a implementação de normas e standards que garantam a uniformização da informação, que atestem a sua credibilidade e assegurem a sal comparabilidade além-fronteiras.

Estas práticas contribuem decisivamente para o alargamento das possibilidades de internacionalização, assim como para a otimização de recursos e redução dos custos administrativos associados ao processo contabilístico, tendo um impacto positivo no desenvolvimento da economia.

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9. Bibliografia

BRÁS, G. (2012). Noções de Contabilidade - Módulo 1, Capítulo 1. Recursos de Apoio à Unidade Curricular de Instrumentos Básicos de Finanças, Marketing Turístico - EaD . Peniche:

Instituto Politécnico de Leiria, ESTM.

COSTA, R. S. (2010). Contabilidade para iniciantes em ciências contábeis e cursos afins. São Paulo: Editora Senac.

Deloitte. (2009). O Guia SNC - Getting on the Right Track. Lisboa: Deloitte & Associados, SROC, S.A.

Imobiliária Construtora Grão Pará, S.A. (2010). Grão Pará Hotel Group. Obtido em 16 de 03 de 2012, http://www.graopara.pt/info_mercado/GP_2010_Relatorio_e_Contas_Singular.pdf

NUNES, P. (2006). Conceito de Contabilidade - Trabalhos de Professores, Textos de Apoio.

Obtido

Positiva:

http://www.notapositiva.com/trab_professores/textos_apoio/contabilidade/01conccontabilidade.h

tm

em

17

de

Março

de

2012,

de

Nota