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Introdução ao Programa ATP

CAPÍTULO I

CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE ATP (EMTP)

1.1 Aspectos Gerais

Este anexo tem por objetivo apresentar algumas características introdutórias do programa ATP e fornecer ao usuário iniciante uma base mínima para que o mesmo possa continuar e aprofundar os seus conhecimentos utilizando a documentação própria do programa. Não se pretende aqui apresentar o programa em todas as suas potencialidades, visto que o mesmo é muito abrangente e o seu conhecimento total requer alguns anos de dedicação. Um dos primeiros programas desenvolvidos para simulação computacional de transitórios eletromagnéticos foi o EMTP. (Eletromagnetic Transients Program). O EMTP é basicamente um programa computacional utilizado para simular transitórios eletromagnéticos, eletromecânicos e sistemas de controle em uma rede multifásica de sistemas elétricos de potência em geral. A área de transitórios eletromagnéticos envolve uma ampla gama de fenômenos, os quais são provocados por variações súbitas de tensão ou corrente num sistema elétrico, inicialmente em estado de regime permanente na grande maioria dos casos. Essas variações súbitas de tensão e corrente são provocadas por descargas atmosféricas, faltas no sistema ou operação de disjuntores. Um estudo de transitórios tanto pode levar à especificação dos dispositivos de proteção dos equipamentos de um sistema elétrico quanto pode

permitir a determinação dos motivos que provocaram uma perturbação no sistema. O estudo de fenômenos transitórios em sistemas elétricos pode ser realizado através de modelos em escala reduzida, de simuladores analógicos, de simuladores digitais ou de simuladores híbridos. Todas estas ferramentas apresentam resultados satisfatórios, desde que os responsáveis pela execução das simulações tenham conhecimento suficiente sobre o assunto e das potencialidades do simulador em utilização. Os modelos em escala reduzida têm aplicação limitada, dada as dificuldades de realização física de miniaturas dos equipamentos do sistema elétrico. Um exemplo de simulação em escala reduzida é o modelo para a análise de transitórios em linhas de transmissão quando da incidência de uma descarga atmosférica no topo de uma torre (“modelo nanossegundo”). São representados alguns vãos de linha, com os cabos e as torres em escala com relação aos componentes reais. Os simuladores analógicos têm sido tradicionalmente utilizados para a simulação de transitórios em redes elétricas. Geralmente são conhecidos por “Analisadores de Transitórios em Redes” ou TNA (Transient Network Analyser) e não devem ser confundidos com os modelos em escala reduzida porque todos os seus componentes são baseados em equivalentes elétricos, e não em modelos reduzidos dos componentes reais. Houve uma grande evolução nos simuladores analógicos quanto à automatização e aquisição de dados, visando aumentar a sua capacidade de simulação e manter a sua competitividade com relação a outras ferramentas, tendo em vista o

elevado custo de sua utilização. A possibilidade de acoplamento ao TNA de sistema de controle reais pode ser destacada como uma das grandes vantagens desta ferramenta. Os simuladores digitais têm alcançado notáveis progressos, tendo em vista a evolução apresentada na velocidade de processamento e nas configurações dos computadores atuais. Pode-se afirmar que não há grandes limitações para a modelagem de qualquer componente do sistema elétrico em programas digitais. Qualquer equivalente elétrico, ou desenvolvimento teórico, baseado em características elétricas conhecidas, ou possíveis de serem determinadas por ensaios, pode ser representado por um conjunto de instruções e acoplado num programa digital para o cálculo de transitórios. Com a evolução dos computadores, e devido aos custos envolvidos, pode-se afirmar que a tendência atual para a simulação de transitórios está nos simuladores digitais. A combinação de facilidades analógicas e digitais pode ser extremamente proveitosa e, em termos mais realísticos, os dois métodos podem ser encarados como complementares em vez de competitivos. Nos dias de hoje, esta técnica tem sido amplamente utilizada como, por exemplo, nos estudos desenvolvidos para o sistema de Itaipu. Os casos decisivos foram selecionados no TNA e reprocessados no EMTP para a determinação dos valores empregados nas especificações de equipamentos. Em geral, os resultados obtidos, seja com o TNA ou com um programa digital, apresentam precisões suficientes para os estudos de sobretensões necessários à especificação dos equipamentos dos sistemas de potência.

1.2 Histórico O programa de transitórios eletromagnéticos da Bonneville Power Administration (BPA), denominado EMTP (Electromagnetic Transients Program), foi desenvolvido por Herman W. Dommel na década de 60, com base no trabalho de Frey e Althammer (Brown Boveri, Switzerland), em Munique, Alemanha. O programa inicial só permitia a modelagem de circuitos monofásicos através de modelos de indutâncias, resistências, capacitâncias e linhas sem perdas, incluindo uma chave e uma fonte de excitação. Os elementos concentrados utilizavam a regra de integração trapezoidal e as linhas de transmissão, o método de Bergeron. Dommel trabalhou na BPA, em vários períodos entre 1964 e 1973, no desenvolvimento de modelos que foram incorporados ao programa EMTP com a ajuda de diversos colaboradores. A partir de 1973 Dommel foi para a Universidade de British Columbia (UBC) e Scott Meyer assumiu a coordenação do desenvolvimento do programa na BPA. A coordenação da BPA, através de Scott Meyer, estabeleceu um processo de desenvolvimento articulado com os usuários do EMTP, que tornou o programa uma ferramenta bastante poderosa para a execução de estudos de fenômenos transitórios. Um dos elementos mais importantes para o desenvolvimento do EMTP foi o estabelecimento de uma matriz do programa, a partir da qual são executadas as translações para os computadores de interesse, tais como: IBM, VAX, PRIME, UNIVAC, HONEYWELL, etc.

Atualmente existem grupos de usuários do EMTP na Europa, Índia, Japão, Austrália e América Latina. Em 1984, o Electric Power Research Institute decidiu investir no programa EMTP, com base numa pesquisa realizada entre os usuários norte-americanos do programa. Foi criado o grupo de desenvolvimento do EMTP (DCG - Development Coordination Group), com a participação de BPA, Bureau of Reclamation, Western Area Power Administration, Ontario Hydro, Hydro Quebec, Canadian Electrical Association e ASEA, com a finalidade de melhorar os modelos existentes, criar novos modelos e melhorar a documentação atual. Divergências entre Scott Meyer e EPRI levaram à criação de uma nova versão do EMTP (baseada na versão M39), a qual foi enviada para a Bélgica, onde foi instalado o Leuven EMTP Center (LEC). O LEC centralizou a distribuição do programa a nível mundial até

o final de 1991 quando, então, a BPA e Scott Meyer decidiram

novamente exercer a coordenação do programa. Esta nova versão é denominada ATP (Alternative Transients Program), mas, na realidade,

é apenas uma continuação das versões anteriores do programa EMTP.

1.3 Características Gerais do ATP

O ATP (Alternative Transients Program) é um programa computacional, que consiste em uma versão do EMTP adaptada para a utilização em microcomputadores, completamente livre de “royalties”, distribuído em diversas partes do mundo pelo grupo de usuários do EMTP (User Group). No Brasil, o ATP é distribuído pelo

Comitê Brasileiro de Usuários do EMTP (CBUE) com sede em Furnas Centrais Elétricas S.A. no Rio de Janeiro, o qual é coordenado pelo Eng. Jorge Amon Filho. Em princípio, qualquer pessoa ou empresa pode se associar ao CBUE, bastando para isso entrar em contato com a coordenação do mesmo e se cadastrar como usuário. Uma vez cadastrado, o usuário tem acesso ao programa, manual de utilização (Rule Book) e as novas publicações sobre o assunto. O programa ATP permite a simulação de transitórios eletromagnéticos em redes polifásicas, com configurações arbitrárias, por um método que utiliza a matriz de admitância de barras. A formulação matemática é baseada no método das características (método de Bergeron) para elementos com parâmetros distribuídos e na regra de integração trapezoidal para parâmetros concentrados. Durante a solução, são utilizadas técnicas de esparsidade e de fatorização triangular otimizada de matrizes. Como um programa digital não permite obter uma solução contínua no tempo, são calculados valores a intervalos de tempo discretos. O programa permite a representação de não-linearidades, elementos com parâmetros concentrados, elementos com parâmetros distribuídos, chaves, transformadores, reatores, etc., os quais são descritos mais detalhadamente nos próximos itens. De uma forma geral, são considerados parâmetros em componentes de fase e de sequência zero, positiva e negativa, dependendo do modelo. A documentação do ATP consiste basicamente de um manual (ATP Rule-Book), onde estão todas as informações sobre os modelos

disponíveis. O LEC edita o EMTP News, onde são apresentados

artigos de interesse dos usuários do programa. Devido à abrangência

do ATP e a sua utilização a nível internacional, existe farta literatura

sobre a sua utilização em artigos publicados no CIGRE no IEEE, no

SNPTEE, etc.

CAPÍTULO II

MODELOS DISPONÍVEIS NO ATP

O programa computacional ATP pode simular em uma rede com

qualquer número de fases, é óbvio que dentro de algumas limitações,

resolvendo as equações algébricas ordinárias e/ou equações

diferenciais parciais que estão associadas com a interconexão dos

seguintes componentes:

2.1 Elementos Concentrados

Resistência concentrada

Indutância concentrada

Capacitância concentrada

Indutância concentrada Capacitância concentrada v = R i v = L d i dt i =
Indutância concentrada Capacitância concentrada v = R i v = L d i dt i =
Indutância concentrada Capacitância concentrada v = R i v = L d i dt i =

v = R i

v = L di dt

i = c dv dt

Estes elementos podem ser conectados em qualquer disposição

formando componentes de filtros, bancos de capacitores, reatores de

linha, equivalentes de rede, etc. O ponto de conexão ao circuito é

definido pela denominação dos nós.

2.2 Elementos R-L Acoplados Elementos R-L com acoplamento entre fases, para qualquer

número de fases, podem ser representados como mostrado na figura

2.1.

fases, podem ser representados como mostrado na figura 2.1. Figura 2.1 - Elementos R-L Acoplados. em

Figura 2.1 - Elementos R-L Acoplados.

em

equivalentes de rede, sendo inclusive possível a sua utilização diretamente em parâmetros de sequência zero e positiva.

A

principal

finalidade

destes

elementos

é

a

aplicação

2.3 PI’s Equivalentes Polifásicos

Um elemento do tipo PI - equivalente com acoplamento entre fases, para qualquer número de fases, pode ser representado tal como

indicado na figura 2.2.

número de fases, pode ser representado tal como indicado na figura 2.2. Figura 2.2 - PI

Figura 2.2 - PI Equivalente Polifásico

O elemento em questão pode ser utilizado tal como o elemento

indicado no item 2.2, se as capacitâncias forem omitidas, e como uma matriz de capacitâncias, se a indutância for omitida e a resistência for fornecida como um valor muito elevado com o outro terminal aterrado. A finalidade principal está na representação de linhas de transmissão onde este tipo de modelagem é aceitável. Para utilização somente na solução de regime permanente, existe uma opção chamada de “cascata de PI’s”, a qual consiste na associação de vários PI’s em série, sendo permitida a inclusão de elementos em série ou em derivação. Este modelo foi desenvolvido para aplicação em estudos de circulação de correntes em cabos pára- raios, onde é necessária uma representação detalhada de cada vão de linha. 2.4 Transformadores Transformadores monofásicos com vários enrolamentos podem ser representados conforme o circuito equivalente mostrado na figura

2.3.

conforme o circuito equivalente mostrado na figura 2.3. Figura 2.3 - Circuito Equivalente para um Transformador

Figura 2.3 - Circuito Equivalente para um Transformador de 3 Enrolamentos

São representadas as impedâncias de dispersão de cada

enrolamento, o ramo magnetizante com saturação e perdas no núcleo e a relação de transformação entre enrolamentos.

O ramo magnetizante pode ser ignorado e conectado em qualquer

terminal utilizando-se um outro modelo do programa. Este outro

modelo pode ser conectado inclusive no mesmo ponto do circuito original e pode ser um indutor não linear com histerese (ver item 2.6).

A característica de magnetização de transformadores é de

modelagem muito difícil e se constitui num dos problemas mais complexos na simulação de transitórios eletromagnéticos, principalmente quando os resultados são fortemente dependentes da geração de harmônicos e envolvendo transitórios de longa duração.

Os exemplos mais apropriados para estes tipos de transitórios são os transitórios decorrentes da energização de transformadores, ocorrência e eliminação de defeitos e rejeição de carga.

É importante ressaltar que a própria determinação de curva de

histerese de um transformador é bastante complexa, seja por medições ou por cálculos, não havendo nenhuma informação

disponível sobre o comportamento transitório desta característica que possa ser utilizada de forma confiável em estudos de transitórios. De certa forma, estes problemas são reduzidos na sua importância porque a relação entre o fluxo e a frequência é uma relação inversamente proporcional e, portanto, o efeito da saturação perde a sua importância à medida que a frequência aumenta.

Os transformadores monofásicos podem ser conectados de forma

a constituir um transformador trifásico, inclusive respeitando-se as

ligações de cada enrolamento.

O programa ATP dispõe ainda de outras possibilidades para modelagem de transformadores. A primeira delas consiste em calcular os parâmetros de sequência positiva e zero incluindo as reatâncias do transformador e do gerador (ou equivalente de sistema) e transformá-los para componentes de fase, os quais seriam modelados por elementos acoplados (item 2.2). Esta representação só é conveniente para as extremidades da rede elétrica. Uma segunda opção seria a representação de um transformador por uma matriz de impedâncias, utilizando-se o acoplamento magnético entre fases para representar a relação de transformação em enrolamentos. A subrotina XFORMER fornece os elementos para esta finalidade, sendo este modelo também de utilização relativamente limitada. De um modo geral, o modelo mais aconselhável é aquele que foi apresentado inicialmente, devido às facilidades que oferece para a sua utilização e por ser o mais completo.

2.5 - Linhas de Transmissão

utilização e por ser o mais completo. 2.5 - Linhas de Transmissão Figura 2.4 - Linha

Figura 2.4 - Linha de Transmissão Polifásica.

Os modelos de linhas de transmissão disponíveis no ATP são bastante flexíveis e atendem às necessidades mais frequentes dos estudos de transitórios. As linhas de transmissão podem ser representadas por uma cadeia de circuitos PI’s ou através de parâmetros distribuídos, opção esta que pode ser desdobrada em várias alternativas.

A quantidade de seções de linhas necessárias depende do grau de distorção que pode ser admitido ao estudo a ser realizado, sendo muito importante a faixa de frequências provocada pelo fenômeno em análise. Uma quantidade maior de elementos produz menos distorção e vice-versa. Na prática, a determinação da quantidade de seções de linha tem se baseado na grande experiência acumulada com este tipo de representação e é usual se adotar uma seção de linha a cada 15 ou 30 Km, conforme o comprimento total da linha e o estudo a ser realizado.

A representação por parâmetros distribuídos pode ser efetuada com ou sem variação dos parâmetros com a frequência. Ainda, as linhas modeladas por parâmetros distribuídos e frequência constante podem ser do tipo “sem distorção” ou do tipo “com distorção”. No primeiro tipo apenas os parâmetros L e C da linha são considerados e no segundo tipo a resistência da linha é adicional, sendo 25% em cada extremidade e 50% no meio da linha. Estudos realizados demonstram que a subdivisão da linha em mais pontos não se mostrou necessária. Este procedimento simplifica acentuadamente as equações de propagação da linha.

Na prática, os modelos de linhas com parâmetros distribuídos

apresentam resultados plenamente satisfatórios e são utilizados na maioria dos estudos de transitórios em sistemas elétricos, não sendo essencial a utilização de modelos com parâmetros variáveis com a frequência. No entanto, considerando que a modelagem teoricamente mais correta é aquela que leva em conta a variação dos parâmetros com a frequência, havendo inclusive casos em que este efeito é importante para a obtenção de resultados confiáveis, foram desenvolvidos e incorporados no ATP diversos métodos para efetivar este tipo de modelagem. Foram elaborados os seguintes métodos para modelagem de uma linha de transmissão com variação dos parâmetros com a frequência:

Meyer-Dommel’s Weighting Function Model (1974), Semlyen’s Recursive Convolution Model e Ametami’s Linear Convolution Model (1976), Hauer’s Model (1979) e Marti’s Model (1981).

A medida que o EMTP foi evoluindo, ficou constatado que os

modelos indicados acima continham deficiências sérias, havendo

inclusive um descrédito muito grande quanto a sua confiabilidade. Com o passar dos anos, houve uma reformulação dos modelos mais antigos e uma evolução natural em direção aos modelos mais recentes, que são os modelos J. MARTI e SEMLYEN.

O EMTP apresenta ainda um modelo para linhas com parâmetros

distribuídos para linhas de circuito duplo ou na mesma faixa de passagem. A representação é aproximada porque considera os dois circuitos totalmente transpostos e acoplamento entre os parâmetros de sequência zero de cada circuito.

2.6

Elementos Não-Lineares

O programa permite a representação de resistência e indutâncias não-lineares, sendo disponíveis diversas alternativas para esta finalidade. Basicamente, as seguintes características podem ser modeladas no EMTP, como mostrado na figura 2.5.

podem ser modeladas no EMTP, como mostrado na figura 2.5. Figura 2.5 - Características Não-Lineares Básicas.

Figura 2.5 - Características Não-Lineares Básicas.

As resistências são representadas através de pontos no plano tensão-corrente (V, i) e as indutâncias por pontos no plano fluxo- corrente (φ, i), havendo possibilidade de se representarem resistências variáveis em função do tempo. As resistências não-lineares podem ser utilizadas para representar pára-raios de uma maneira simplificada ou então como complemento para uma modelagem mais complexa utilizando-se a subrotina TACS. Neste caso, a tensão através do “gap” é representada com os elementos da TACS.

As resistências não-lineares em função do tempo (R, t) tem aplicação restrita, sendo as suas aplicações vislumbradas somente para a simulação de impedâncias de aterramento de estruturas para estudos de “lightning”, simulação de arco em disjuntores e simulação de chaves. Neste último caso, existem modelos específicos que devem ser utilizados.

2.7

Chaves

O programa ATP contém uma variedade muito grande de

modelos de chaves. A exemplo do TNA, a sequência de chaveamento é que define o tipo de estudo a ser efetuado, inclusive no que se refere

à facilidade de tratamento das informações obtidas do cálculo de transitórios propriamente dito.

No programa podem ser representadas chaves de tempo controlado, chaves estatísticas, chaves sistemáticas, chaves

controladas por tensão ou por sinais, bem como chaves de medição.

As chaves de tempo controlado podem efetuar as operações de

fechamento e de abertura em tempos especificados pelo usuário. Estas operações são realizadas uma única vez, sendo que a abertura ocorre nos zeros de corrente ou conforme uma determinada margem de corrente. Estas chaves simulam o comportamento de um disjuntor, com exceção do arco elétrico entre contatos, e podem ser dispostas de modo a representar também resistores de pré-inserção na abertura ou no fechamento.

As chaves estatísticas e as sistemáticas são utilizadas para simular o disjuntor considerando-se também a dispersão existente entre os tempos de fechamento de cada contato. As estatísticas têm os tempos de fechamento gerados conforme uma distribuição estatística do tipo normal ou do tipo uniforme, cujos parâmetros (tempo médio e desvio padrão) são definidos pelo usuário. Podem ser utilizadas para os contatos principais e para os contatos auxiliares do disjuntor. As sistemáticas executam a mesma função, porém com tempos de fechamento gerados de acordo com uma determinada lei de formação. Tanto as chaves estatísticas quanto as chaves sistemáticas são utilizadas para uma única operação de fechamento e existe a possibilidade de uma chave estar relacionada com uma outra chave estatística (os tempos de fechamento são gerados aleatoriamente a partir dos tempos de fechamento de uma outra chave estatística). É possível ainda que a abertura de uma chave seja estatística. As chaves controladas por tensão têm uma determinada sequência de operação especificada pelo usuário de modo que a chave, estando originalmente aberta, feche após um tempo superior a um determinado tempo, desde que a tensão através da chave seja superior ao valor estabelecido pelo usuário. Após o fechamento é decorrido um intervalo de tempo para a abertura dentro da margem de corrente pré-fixada. Esta sequência permanente efetiva durante a simulação. As chuvas controladas por sinais são aquelas que recebem sinais provenientes da TACS e cuja função principal se refere à simulação de diodos e tiristores.

As chaves de medição são aquelas que se encontram permanentemente fechadas e cuja finalidade é somente a de monitorar corrente e energia ou potência. Podem ser utilizadas combinações das chaves descritas acima de diversas formas de modo a atender às necessidades do estudo.

Uma das aplicações mais interessantes é a utilização de chaves estatísticas para a determinação de uma distribuição de sobretensões decorrentes de uma determinada manobra numa linha de transmissão, energização ou religamento, sendo usual distribuições provenientes de 50 ou 100 chaveamentos. Estes números para levantamento de distribuições estatísticas normalmente requerem tempos de processamento bastante elevados.

2.8

Fontes

O programa permite representação de fontes de excitação, em

tensão ou corrente, as quais são definidas analiticamente dentro do programa.

É possível utilizar na simulação diversos tipos de fontes de

excitação, a figura 2.6 mostra alguns tipos de formas de onda mais utilizados.

Figura 2.6 - Formas de Onda Básicas das Fontes de Excitação. As associações de duas

Figura 2.6 - Formas de Onda Básicas das Fontes de Excitação. As associações de duas ou mais das fontes indicadas na figura 2.6 permite a representação de uma função composta, por exemplo, como a indicada na figura 2.7.

de uma função composta, por exemplo, como a indicada na figura 2.7. Figura 2.7 - Forma

Figura 2.7 - Forma de Onda Composta.

O usuário tem ainda a opção de definir suas próprias fontes de

excitação, seja ponto a ponto, ou através da subrotina TACS ou então através de comandos em FORTRAN.

É ainda possível a utilização de fontes do tipo exponencial dupla e

de máquinas girantes, sejam elas máquinas síncronas, máquinas de

indução ou máquinas de corrente contínua.

A modelagem de máquinas girantes compreende a parte elétrica

e a parte mecânica. Por exemplo, um dos modelos para máquinas tem as seguintes características principais: representação da máquina

pelas equações de Park com um máximo de dois circuitos no rotor para cada eixo, possibilidade de representação de todas as massas girantes e do sistema de excitação do circuito de campo elétrico.

Os estudos de sobretensões geralmente são efetuados com as fontes do tipo “barra infinita” (V e f constantes), havendo situações onde uma fonte programada através da TACS (V e f variáveis) é mais recomendada. Em casos especiais, é necessário considerar toda a representação elétrica da máquina, por exemplo, estudos de auto- excitação em compensadores síncronos. Nesses estudos, a parte mecânica normalmente não é considerada, por vezes também a parte elétrica, isto porque as constantes de tempo envolvidas são mais elevadas, acarretando um tempo de resposta muito superior àquele de interesse ao estudo. Quando um fenômeno de interesse é localizado em algum componente da máquina, a situação é completamente diferente e a modelagem deve ser a mais completa possível, por exemplo: cálculos

de esforços torsionais em eixos de turbogeradores e estudos de ressonância subsíncrona. 2.9 Pára-Raios

Os elementos do tipo resistor não-linear são adequados para a representação de pára-raios do tipo convencional (pára-raios com “gap”) e do tipo ZnO (somente resistor não-linear), tal como já mencionado no item 2.6. anterior. Devido à grande importância que este elemento tem em estudos de transitórios, principalmente quando são empregados pára-raios ZnO, foram desenvolvidos alguns modelos com o objetivo de prover o programa de componentes cada vez mais capazes de representar o comportamento real destes equipamentos. A utilização de componentes da subrotina TACS associados a resistores não-lineares permite a representação de um pára-raios de “gap” ativo exatamente com as mesmas características do modelo utilizado no TNA. Os pára-raios de ZnO, os quais são constituídos somente por blocos de resistores não-lineares, podem ser representados com os elementos descritos no item 2.6 ou então de forma mais completa, isto é, com maior flexibilidade, através de um outro modelo baseado em ajustes da característica através de equações exponenciais com dois segmentos, um para uma faixa de correntes inferior e outro para uma faixa de correntes superior. É permitida também a inclusão de “gaps” em paralelo com uma pequena quantidade de pastilhas ou em série com todo conjunto (este “gap” série é diferente do “gap” ativo utilizado no pára-raios convencional).

2.10 Compensadores Estáticos e Válvulas Conversoras

A ATP não dispõe de modelos para a representação de compensadores estáticos ou de válvulas conversores, mas contém todos os componentes necessários para esta finalidade, através das rotinas TACS e MODELS. Os elementos da TACS, ou da MODELS, podem ser utilizados para a modelagem dos equipamentos descritos acima, tanto no que se refere à interação destes equipamentos com a rede elétrica como para a análise de componentes utilizados para executar determinadas funções dentro do equipamento com um todo, por exemplo: sistemas de controle, sistemas de disparo das válvulas, sistemas de medição, etc.

O principal problema associado a este tipo de modelagem é a falta de informações detalhadas a respeito do equipamento de cada fabricante. Outro problema de igual relevância é a complexidade desta modelagem, complexidade esta que dificulta o desenvolvimento dos modelos em questão e que faz com que os casos processados, considerando estes modelos juntamente com a rede elétrica, sejam de custo muito elevado.

CAPÍTULO III

ESTRUTURA GERAL DO PROGRAMA ATP

3.1 Aspectos Gerais

O programa ATP é uma ferramenta de grande flexibilidade e de grande importância na realização de estudos de transitórios em sistemas de potência, ou mesmo de estudos em regime permanente onde a topologia da rede ou o problema a ser estudado não permite uma simples representação monofásica, conforme tem sido comprovado nos diversos anos de sua utilização no Brasil e pela sua grande aceitação em termos mundiais. No entanto, a diversidade de opções de modelagem que o programa oferece e a extensa gama de estudos que se permite realizar, fazem com que o usuário seja responsável por uma série de decisões, que vão desde a escolha do passo de integração mais adequado até a análise dos resultados obtidos, tornando a sua missão de difícil execução. É de grande importância a experiência do usuário para a obtenção de resultados confiáveis, sendo recomendável que os principiantes sejam sempre orientados por um usuário mais experiente ou então que adquiram a necessária experiência partindo de simulações bem simples. A seleção do intervalo de integração é bastante influenciada pelo fenômeno que se está investigando. Simulação envolvendo altas frequências requerem passos de integração pequenos, enquanto que fenômenos de baixas frequências podem ser calculados com passos de integração maiores. Por exemplo, nos estudos de transitórios de

manobra, a faixa do intervalo de integração está entre 25 a 100 µs e

nos estudos de “lightning” entre 0,01 e 0,1 µs. O tempo máximo de simulação também depende muito do fenômeno em análise, e em algumas situações dos próprios resultados obtidos durante a realização do estudo. Estudos de

“lightning” não necessitam mais de 20 µs de simulação e energização de linhas de transmissão podem ser analisadas com 50 ms de simulação. O ATP dispõe de uma crítica para verificação dos dados de entrada e a maioria dos erros banais é facilmente verificada pela leitura e análise da mensagem de erro fornecida pelo programa. De um modo geral, as informações necessárias para processamento de casos no ATP envolvem o fornecimento de um arquivo de dados contendo informações gerais, tais como passo de integração, tempo máximo de simulação, frequência de saída de resultados, etc. e informações específicas que descrevem a rede elétrica, chaves, fontes de tensão ou corrente e ainda uma especificação de saída de resultados.

3.2 Estrutura dos Cartões de Entrada

O programa ATP devido à extensa gama de fenômenos aos quais se aplica e dada as suas características particulares (programa distribuído livremente a qualquer usuário e desenvolvido por muitos colaboradores), não tem uma documentação que possa ser considerada plenamente satisfatória, principalmente para usuários inexperientes. O manual do programa é muito extenso, contém

informações sobre vários aspectos do ATP, e, por estes motivos, há uma dificuldade muito grande para a sua consulta. Outro aspecto que aumenta o grau de dificuldade para os iniciantes é a grande quantidade de modelos para um mesmo componente e a existência de vários programas e rotinas agrupados no mesmo código. Neste item serão apresentadas algumas informações sobre a estrutura do ATP, no que se refere à preparação e montagem de um caso, tendo-se em vista as informações constantes do manual de utilização. A seção 1-I do Rule Book apresenta a estrutura dos dados de entrada do programa ATP. Cada caso é formado por um conjunto de informações, agrupadas por classes e dispostas em determinada ordem, a não ser que sejam utilizadas as facilidades do programa para entrar com os dados fora de ordem. A estrutura de um arquivo de dados para a simulação de um caso qualquer no ATP é a seguinte:

i - ESTRUTURA DOS CARTÕES DE ENTRADA PARA O ATP 1 o - Begin New Data Case (1 a linha)

2 o - Special Request Cards

3 o - Miscellaneous Data Cards

(Rule Book - II)

(Rule Book - II)

3.1 - Miscellaneous Floating-Point Cards

3.2 - Miscellaneous Integers Cards

4 o - TACS (Transients Analysis of Control Systems)

4.1 - TACS Function Cards

(Rule Book - III)

Blank Card

4.2 - TACS Source Cards

Blank Card

4.3 TACS Suplemental Variable and Device Cards

Blank Card

4.4 - TACS Output Request Cards

Blank Card 4.5 - TACS Initial condition Cards Blank Card 5 o - Branch Cards to Model Linear and Nonlinear Elements (Rule Book IV) Blank Card 6 o - Switch Cards (Including Thyrister and Diod Rule Book VI) Blank Card 7 o - Source Cards (Rule Book VII) Blank Card 8 o - Initial Condition Cards 9 o - Node Voltage Output Cards Blank Card Blank Card Ending the Data Case 10 o - Begin New Data Case Blank Card Frequentemente, os dados de entrada correspondentes às classes 2,6 e 8 não são utilizados e podem simplesmente ser omitidos. Se as classes de dados 4, 5 e 9 não forem necessárias, devido à natureza do problema em consideração, então, os cartões 1, 3, 7 e os

cartões blank, terminando as classes de dados e o caso, são o mínimo de cartões necessários e nunca podem ser desprezados.

ii - Blank Card Cartão branco separador de classes de dados. Este tipo de cartão pode ser simplesmente um cartão branco, sem nada escrito no mesmo, ou um cartão com a palavra BLANK digitada nas cinco

primeiras colunas do cartão, mantendo-se a sexta coluna em branco.

O restante do cartão pode ser utilizado para fazer qualquer

comentário, como por exemplo:

utilizado para fazer qualquer comentário, como por exemplo: iii - Comentários Os cartões comentários podem ser

iii - Comentários Os cartões comentários podem ser inseridos em qualquer parte dos dados marcando-os com a letra C na primeira coluna e branco na segunda, ou seja: “C ” nas colunas 1 e 2. Dessa forma o EMTP ignora completamente os dados deste cartão. Tal cartão aparece na lista de dados de entrada, mas, por outro lado, é descartado pelo EMTP.

Comentários “In-line” - Qualquer comentário pode ser inserido

em qualquer cartão desde que este seja escrito entre chaves, ou seja:

{qualquer comentário}. A segunda chave (a que fecha) é necessária somente se existe dados digitados a direita do ponto de comentário.

Uma forma final de comentários consiste em escrever no final do arquivo de dados seguido de um cartão “EOF” (três caracteres nas três primeiras colunas). Este cartão End-Of_File termina a leitura de dados. Então qualquer informação seguinte é completamente ignorada pelo programa. Ver Benchmarck DC-8.

iv - Begin New Data Case ( 1 a linha) Toda entrada de dados no ATP tem que ser iniciada pelo cartão:

Begin New Data Case. OBS: Este tem que ser sempre o primeiro cartão de um arquivo de dados para o ATP.

v - Dollar Cards ($)

São cartões com caracter “$” na primeira coluna que podem ser ordenados arbitrariamente. Exemplo:

$CLOSE, UNIT=4 $OPEN, UNIT=4 FILE=TESTE.PL4 FORM=UNFORMATTED STATUS = UNKNOWN RECL = 8000 Maiores detalhes sobre estes cartões, ver Rule Book seção I-D. A seguir apresenta-se uma lista de cartões Dollar Cards

1- $OPEN 4- $DISABLE 7- $MONITOR

2- $CLOSE 5- $ENABLE 8- $LISTOFF

3- $SWIDTH

6- $NEW EPSLIN, EPS 9- $LISTON

10- $VINATGE, M 11- $STOP

13- $COMMENT 14- $DEBUG 15- $UNITS 16- $PUNCH 17- $ERASE 18- $SETUP, file name 19- $INCLUDE

12- $WATC H

vi - Special Request Cards Este tipo de cartão precede os cartões “Miscellaneous Data Cards” e contém informações sobre rotinas que serão executadas pelo ATP ou sobre o formato dos cartões de dados etc. O item II-A do RULE BOOK apresenta todos os cartões de requisitos especiais

disponíveis para a utilização no ATP. A seguir apresenta-se a relação de alguns cartões de requisitos especiais que poderão ser utilizados

no

transcorrer do curso.

- CABLE CONSTANT

- LINE CONSTANT

- DATA BASE MODULE

- SATURATION

- FREQUENCY SCAN

- XFORMER

- HYSTERESIS

- ZNO FITTER

O requisito especial FREQUENCY SCAN, por exemplo, conduz

o

programa para uma repetição da solução fasorial em regime

permanente para vários valores de frequência definidas no cartão. Nesse caso, o tempo máximo de processamento deve ser nulo (TMAX = 0) e o passo de integração não tem nenhum significado. As frequências das fontes senoidais são automaticamente incrementadas entre o valor inicial e final definidos no cartão. O cartão possui o seguinte formato:

automaticamente incrementadas entre o valor inicial e final definidos no cartão. O cartão possui o seguinte

onde os parâmetros têm os seguintes significados:

FMINFS (cols 25-32) É a frequência inicial em Hz da solução

fasorial. Tem de ser um número

positivo.

DELFFS (cols 33-40) Incremento de frequência entre as sucessivas

soluções fasoriais se o usuário desejar um

espaçamento uniforme (linear) entre elas.

Para um espaçamento geométrico ou

logarítmico este campo deve ser deixado em

branco.

FMAXFS (cols 41-48) Frequência final (máxima) em Hz da solução

fasorial. Esta tem que ser maior FMINFS. O

loop da solução fasorial termina com a última

frequência que não excede este limite

NPD (cols 49-56) É usado somente para o espaçamento

geométrico ou logarítmico da variação de

frequência. NPD representa o número de

pontos por década de frequência. As

sucessivas frequências são determinadas

por:



 

) 

 

k ++++ 1

f

(

f

(

k

)

NPD

==== 10

O formato livre é muito útil para tais cartões, por exemplo, o mesmo

cartão FREQUENCY SCAN poderia ser escrito, utilizando o formato

livre, como mostra a seguir.

Para maiores informações sobre tais cartões, ver Rule Book seção II-A. vii - Floating-Point Miscellaneous

Para maiores informações sobre tais cartões, ver Rule Book seção II-A.

vii - Floating-Point Miscellaneous Data Card (seção II-B Rule Book) O primeiro cartão não comentário que não é reconhecido como um special request cards será considerado com um cartão “floating point miscelaneous data cards”, o qual possui o seguinte formato:

data cards”, o qual possui o seguinte formato: onde: DELTAT : (cols. 1-8) - TMAX :

onde:

DELTAT: (cols. 1-8) -

TMAX: (cols. 9-16) -

XOPT: (cols. 17-24) -

Passo de integração do método numérico em segundos. Este deve ser mais ou menos 1/10 da menor constante de tempo do sistema

Tempo final de simulação em segundos.

Define a unidade de indutância

XOPT = 0 indutâncias em milihenries (mH) XOPT > 0 indutâncias em ohms () na frequência especificada em XOPT em Hz A unidade de indutância especificada em XOPT pode ser mudada em qualquer ponto dos dados de entrada por meio do cartão $UNITS através do primeiro argumento

COPT: (cols. 25-32) -

Define a unidade de capacitância

COPT = 0 capacitância em microfarads

(µF)

COPT > 0 capacitâncias em micromoh na frequência especificada em COPT em Hz A unidade de capacitância especificada em COPT pode ser mudada em qualquer ponto dos dados de entrada por meio do cartão $UNITS através do segundo argumento

EPSILIN: (cols. 33-40) - Tolerância utilizada para o teste de singularidade da matriz real de coeficientes dentro do “time-step loop. É um número muito pequeno. Se for deixado em branco ou zero, o valor utilizado será o definido no arquivo STARTUP. Geralmente este campo é deixado em branco.

TOLMAT: (cols. 41-48) - Tolerância utilizada para o teste de singularidade da matriz de admitância [Y] complexa em regime permanente ou solução fasorial. É um número muito pequeno. Se for deixado em branco ou zero, significa que o valor utilizado será igual ao definido em EPSILIN

.

TSTART: (cols. 49-50) - Tempo de início da simulação em segundos.

Normalmente será branco ou zero, somente quando se utiliza “START AGAIN” (veja seção II-A -33 do Rule Book) é que pode ser útil especificar TSTART>0. por exemplo:

TSTART assumir um valor igual ao TMAX de um caso anterior que se deseja continuar.

viii - Integer Miscellaneous Data Card

Após o cartão “floating-point miscellaneous” segue o cartão “integer miscellaneous” que possui o formato apresentado a seguir:

miscellaneous” segue o cartão “integer miscellaneous” que possui o formato apresentado a seguir: 32

onde:

IOUT: (cols. 1-8) - Define a frequência com que os valores de saída (LUNIT6) são extraídos do programa. Por exemplo, IOUT=3 significa que a cada três passos de cálculos o terceiro valor é impresso através do LUNIT6. Zero ou branco

é entendido como a unidade. Obs. se os

valores extraídos forem utilizados para plotagem, deve-se utilizar valores ímpares para IOUT

.

IPLOT: (cols. 9-16) - Define a frequência com que os valores de

saída (LUNIT4) são extraídos do programa, do mesmo modo que IOUT. Zero ou branco

é mudado para a unidade e qualquer outro

valor par é acrescido de um para torná-lo impar.

IDOUBL: (cols. 17-24) - Controle de saída do LUNIT6 mostrando a tabela de conectividade do circuito. Zero ou branco suprime tal tabela enquanto que a unidade a produz.

KSSOUT: (cols. 25-32) - Controle de saída da solução fasorial em regime permanente que pode ser três tipos

básicos de saídas: fluxos nos ramos, fluxos nas chaves e injeções nos nós. KSSOUT=0 Nenhuma solução de regime permanente será impressa. KSSOUT=1 Imprime a solução de regime permanente completa: fluxos nos ramos, fluxos nas chaves e injeções das fontes. KSSOUT=2 Imprime fluxos nas chaves e injeções das fontes KSSOUT=3 Imprime fluxos nos ramos marcados na coluna 80 do cartão de dados, fluxos nas chaves e injeções das fontes

.

MAXOUT: (cols. 33-40) - Controle de saída de extrema conclusão da

simulação. Zero ou branco suprime tal simulação e saída enquanto que a unidade a

produz.

IPUN: (cols. 41-48) - É utilizado para requisitar a entrada de um cartão extra seguinte, para variar a frequência de impressão. Use o valor -1 para requisitar tal cartão extra, branco ou zero se tal cartão não for procurado. (ver seção II-C-4 do Rule Book)

MEMSAV: (cols. 49-56) -

Controle para descarregar a memória do EMTP no disco no fim da simulação para a

utilização em uma simulação subsequente com o requisito “START AGAIN” (ver seção II-A do Rule Book). MEMSAV=1 grava a memória MEMSAV=0 não grava a memória.

ICAT: (cols. 57-64) - Controle de saída de resultados para serem plotados (LUNIT4) Zero ou branco esses resultados não são salvados para saída 1 salva os resultados para saída (LUNIT4) mas ignora qualquer cartão batch-mode plot que estiver presente.

2 salva os pontos e também considera qualquer cartão batch-mode que estiver presente Para muitos computadores, o arquivo de disco em questão será nomeado internamente baseado na data e a hora que a simulação iniciou. NENERG: (cols. 65-72) - Deve-se deixar em Branco (ou Zero) quando se faz uma simples simulação determinística

.

IPRSUP: (cols. 73-80) - Normalmente é deixado em Branco (ou Zero).

Se for digitado como um valor positivo, ele será o diagnóstico do controle de impressão

de saída

UTPF overlay.

que

é para

ser aplicado a cada

3.3 Princípios Para Descrever um Circuito Elétrico

Em geral, o circuito elétrico será descrito pela associação de ramos, chaves e fontes. Os ramos são identificados por dois terminais (nós) e os seus parâmetros. Tais informações devem ser cuidadosamente digitadas em um campo de 80 colunas dos cartões ramos (Branch Cards). As chaves são na realidade ramos especiais, mas, por razões históricas e de eficiência, são agrupadas como cartões chaves (Switch Cards).

Usualmente as fontes possuem exatamente dois terminais (nós) mas, para o ATP, um destes terminais tem que estar aterrado. Portanto, as fontes serão identificadas apenas pelo terminal não aterrado (um nó), sendo esta sempre tomada com referência à Terra. Em uma rede elétrica convencional, as fontes usuais são de tensão ou corrente que são funções analíticas do tempo f(t). Uma lista completa das fontes funções do tempo disponíveis, é apresentada na seção VII do Rule Book (Source Cards).

Um nó não aterrado é identificado por um nome de 6 caracteres alfanuméricos. Somente a sequência idêntica de seis caracteres é reconhecida como um mesmo nome. Isto é: “VOLTS” é diferente de “VOLTS” (⇒branco). O nome composto por seis brancos é reservado para o nó de referência comum no ATP (Terra). Existem

outros nomes especiais reservados no ATP tais como “HEIGHT”, “SMOOTH”, “TARGET” e etc. (Ver seção II-2 do Rule Book)

i - Branch Cards

São cartões que definem diferentes espécies de ramos que

podem

elementos não lineares. tipo:

tipo

00;

- Elementos concentrados R, L, C acoplados circuito pi tipo 01,02, ;

Parâmetros distribuídos para linhas de transmissão com matriz de transformação constante tipo -1,-2 -3; *

-

- Elementos concentrados R, L, C desacoplados em série

elementos lineares e modelos com

Os modelos com elementos lineares são do

ser

modelos

com

Modelo

de

linha

com

parâmetros constantes sem

distorção, ou com resistência concentrada, ou Pi exato;

* Continuamente transposto - modelo Clarke;

* Sem transposição - modelo K. C. Lee;

* Circuito Duplo com parâmetros constantes;

* Parâmetros dependentes da frequência J. Marti;

* Convolução Recursiva Semlyem;

- Transformador Saturável;

- Cascata de Pi Os elementos não lineares são do tipo:

- Resistência pseudo não linear R(i) tipo 99

- Indutância pseudo não linear L(i) tipo 98

-

Resistência variando com o tempo R(t)

tipo 97

- Reator pseudo não linear com histerese L(i) tipo 96

- Pára-raios de surtos Zno exponencial R(i) tipo 92

- Outros ver seção V do Rule Book

Existe para alguns modelos de ramos o formato de precisão normal e o formato de alta precisão. O cartão “$VINTAGE, 1” define o formato de alta precisão e o cartão “$VINTAGE, 0” retorna à precisão normal. Todos os cartões de ramos utilizam as duas primeiras colunas para definir o tipo de ramo. No campo compreendido entre as colunas 3 e 8 deve-se especificar, em formato alfanumérico, o nome de um nó do ramo. O segundo nó deve ser especificado no mesmo formato no campo compreendido entre as colunas 9 e 14. No campo entre as colunas 15 e 26 pode-se especificar os nós de referência. Caso um ramo seja igual a outro, este pode ser especificado nos nós de referência, não sendo necessário repetir seus parâmetros. Na coluna 80 pode-se especificar a opção de saída do ramo. Branco na coluna 80 significa nenhuma

saída; 1saída de corrente no ramo; 2saída de tensão no ramo;

3saída de corrente e tensão; 4fluxo de potência ou energia no ramo.

A

seguir

apresenta-se

um

cartão

ramo

para

elementos

concentrados R, L, C em série com precisão normal:

Com alta precisão (“$VINTAGE, 1”) o cartão terá do seguinte formato: ii - Switch Cards

Com alta precisão (“$VINTAGE, 1”) o cartão terá do seguinte formato:

(“$VINTAGE, 1”) o cartão terá do seguinte formato: ii - Switch Cards Diferentes tipos de chaves

ii - Switch Cards

Diferentes tipos de chaves são agrupados nos cartões chaves (“SWITCH CARDS”) tais como:

- chaves controladas pelo tempo;

- chaves controladas por tensão;

- chaves controladas por corrente;

- Diodos ou Tiristores e outras

São classificadas como chaves ordinárias (tipo 00) aquelas nas quais a tensão entre seus terminais é zero, quando a chave está fechada, e a corrente é zero, quando a chave está aberta. As seguir, algumas regras que devem ser observadas para a descrição de uma chave:

1- Definir o tipo da chave nas colunas 1-2. Uma chave ordinária controlada pelo tempo é do tipo zero, nesse caso, as colunas 1 e 2 devem ficar em branco ou ser digitado 0 nas duas colunas; 2- Especificar os dois terminais da chave pelos nomes dos nós (campos nó 1 e nó 2 nas colunas 3-14). Um dos nós pode ser aterrado, nesse caso, o campo referente a tal nó deve ser deixado em branco. 3- Não é permitida uma chave entre duas fontes de tensão, ou entre uma fonte de tensão e a terra, tais situações são absurdas e certamente conduzirão a uma contradição. O programa apresentará uma mensagem de erro em tais situações. O cartão a seguir apresenta um modelo geral do cartão chave:

cartão a seguir apresenta um modelo geral do cartão chave: As chaves podem ser conectadas no

As chaves podem ser conectadas no circuito de forma inteiramente arbitrária, embora existam algumas restrições. Uma delas é que a chave de corrente deve ser única, esta não deve envolver um loop de chaves fechadas. Uma outra restrição muito óbvia é que as leis de tensão de Kirchhof não devem ser violadas em um loop envolvendo fonte de tensão e uma chave. Por exemplo, uma chave fechada não deve ser conectada em dois nós de tensão

desconhecida. Outra preocupação com as chaves refere-se à ação de abertura das mesmas, em um circuito indutivo. Uma chave abrindo na condição de corrente igual a zero, (no caso de corrente de ruptura zero) deverá operar quando a corrente na mesma mudar de sinal. Nesse sentido, poderá haver, no instante anterior ao da abertura da

chave, uma corrente residual (i) fluindo através da indutância. No próximo passo de integração, a chave deverá estar aberta então a corrente no indutor será nula e, por isso, o circuito indutivo deverá

dissipar a energia residual no indutor (1/2Li 2 ). Se isso não for possível os resultados deverão apresentar uma incapacidade computacional. Uma situação semelhante será discutida mais adiante.

iii - Source Cards

As fontes de tensão e correntes no EMTP (ATP) devem ser aterradas, entretanto, pode-se burlar esta regra. As fontes de tensão ou correntes convencionais, as quais são uma função analítica do tempo f(t) podem ser escolhidas em uma lista de funções já construídas e que podem ser definidas através de parâmetros em um cartão fonte como o mostrado a seguir. A seção XIII do Rule Book apresenta uma lista de opções de fontes e uma regra para a especificação das fontes. Até 10 funções de um tipo arbitrário também podem ser geradas. O cartão de dados abaixo é para um tipo genérico de fonte, no qual o significado das variáveis de entrada dependerá do tipo de fonte especificado nas colunas 1 e 2. A seguir apresenta-se alguns tipos usuais de fonte disponíveis no ATP:

a) - Fonte Tipo 11 Este tipo de fonte a função f(t) é uma aproximação

a) - Fonte Tipo 11

Este tipo de fonte a função f(t) é uma aproximação da função degrau pela interpolação linear entre os pontos t = 0 e t = t, sendo

f(0) = 0 e f(t) = Amplitude.

t = 0 e t = ∆ t, sendo f(0) = 0 e f( ∆ t)

Se, para um caso particular, a condição inicial f(0) = Amplitude, então este tipo de fonte representa uma fonte DC

Amplitude, então este tipo de fonte representa uma fonte DC b) - Fonte Tipo 12 A

b) - Fonte Tipo 12

A fonte tipo 12 representa uma função rampa com crescimento linear desde t = 0 até t = T o e se mantém estabilizada em:

f(t) = Amplitude para t > T o.

c) - Fonte Tipo 13   A fonte tipo 13 representa uma função rampa com

c)

- Fonte Tipo 13

 

A

fonte

tipo

13

representa

uma

função

rampa

com

decrescimento linear confirme mostra a figura abaixo:

com decrescimento linear confirme mostra a figura abaixo: d) - Fonte Tipo 14 Neste tipo de

d) - Fonte Tipo 14

Neste

tipo

de

fonte

tem-se

a

função

senoidal,

ou

melhor

cosenoidal, com duas opções de entrada:

f(t) = Amplitude*cos(2ππππft + φφφφ o ) para A 1 = 0, sendo φφφφ o graus

f(t) = Amplitude*cos[2ππππf(t + T o )] para A 1 > 0, sendo T o seg.

Se fontes senoidais estão ativas antes de iniciar um fenômeno transitório (indicadas por TSTART<0 ),

Se fontes senoidais estão ativas antes de iniciar um fenômeno transitório (indicadas por TSTART<0), então o programa faz automaticamente uma pré-computação das condições de regime permanente e utiliza estas como condições iniciais. O parâmetro tipo nas colunas 1-2 especifica o tipo da fonte, para uma fonte senoidal, (tipo=14) se A1= 0 então, f(t) =

Amplitude*cos(2πf.t + φ o ) e se A1>0 f(t) = Amplitude*cos[2πf(t + t o )]

Nas colunas 9-10 um número 0 define fonte de tensão e um número < 0 define fonte de corrente. O campo tempo T1 não é utilizado para este tipo de fonte. TSTART representa o tempo de início da fonte, se negativo significa que a fonte deve ser considerada na pre- computação de regime permanente para estabelecer as condições iniciais. TSTOP é o tempo final. Ambos TSTART e TSTOP são dados em segundos.

e - Fonte Tipo 15

O tipo 15 representa uma fonte exponencial adequada para representar surtos atmosféricos. f(t) = Amplitude*(e ααααt - e ββββt ) onde α e β são geralmente negativos

Neste caso, α α α α é digitado no campo da frequência e β β

Neste caso, αααα é digitado no campo da frequência e ββββ no campo de T o .

3.4 Rotinas Auxiliares Além das informações anteriores deve-se considerar que ainda existem várias rotinas para a obtenção dos parâmetros de determinados componentes no formato requerido pelo ATP. Estas rotinas têm uma estrutura similar à da maioria dos casos, mas as regras particulares de cada uma devem ser respeitadas. A execução destas rotinas é independente do caso onde os dados serão utilizados para a modelagem dos componentes de rede elétrica. As seguintes rotinas de suporte estão incluídas no mesmo código ATP:

a) XFORMER

Rotina para a obtenção dos parâmetros R e L, sob a forma matricial, para a representação de transformadores.

b) BCTRAN

Rotina para a obtenção dos parâmetros R e L, sob a forma matricial, para a representação de transformadores trifásicos.

c) SATURATION

Rotina para a obtenção da característica de saturação de

transformadores sob a forma φ x i.

d) DATA BASE MODULE

Rotina para a obtenção de modelos utilizáveis através do comando INCLUDE.

e) HYSTERESIS

Rotina para a obtenção da característica magnética de transformadores considerando-se a histerese do núcleo.

f) LINE CONSTANTS

Programa para o cálculo dos parâmetros de linhas de transmissão.

g) CABLE CONSTANTS

Programa para o cálculo dos parâmetros de cabos.

h) SEMLYEN SETUP

Rotina para o cálculo dos parâmetros de uma linha de transmissão, incluindo a dependência com a frequência.

i) JMARTI SETUP

Rotina para o cálculo dos parâmetros de uma linha de transmissão, incluindo a dependência com a frequência.

CAPÍTULO IV

MODELOS DE LINHAS DE TRANSMISSÃO COM PARÂMETROS DISTRIBUÍDOS

4.1 Aspectos Gerais

Uma linha de transmissão tem os seus parâmetros distribuídos ao longo de sua extensão, de forma que, qualquer perturbação súbita gerada por chaveamentos ou descargas atmosféricas resulta na propagação de ondas pela linha. O efeito de uma variação de tensão ou corrente em qualquer uma de suas extremidades não é sentido pela outra extremidade até que as ondas eletromagnéticas geradas por essa variação trafeguem por todo o comprimento da linha. Os modelos de linhas de transmissão com parâmetros distribuídos são baseados na solução das equações de onda de tensão e corrente, cuja teoria foi elaborada para linhas monofásicas sem perdas. A aplicação dessa teoria para linha polifásicas somente é possível após a transformação Modal que converte uma polifásica em tantas linhas monofásicas quanto for o número de fases. Com essa transformação o modelo monofásico é resolvido e finalmente é feita a transformação inversa. O problema das perdas é resolvido fazendo-se algumas considerações, as quais serão apresentadas juntamente com os modelos.

4.2

Tipos de Modelos

A figura abaixo apresenta esquematicamente uma linha de

transmissão trifásica com parâmetros no domínio modal.

transmissão trifásica com parâmetros no domínio modal. Todos parâmetros devem ser dados e grandezas no domínio

Todos parâmetros devem ser dados e grandezas no domínio

modal. Eles podem ser obtidos através de rotinas suporte como “LINE

CONSTANTS” ou “CABLE CONSTANTS”, conforme for o caso.

Dependendo da configuração da linha de transmissão, pode-se

distinguir as situações de linha transposta (modelo de Clarke) ou linha

não transposta (modelo de K. C. Lee).

Ainda dependendo da representação interna dos parâmetros no

modelo, pode-se optar pelo modelo sem distorção, modelo com

resistência concentrada ou modelo PI exato.

i. Modelo sem distorção

Como é sabido, o modelo da linha será sem distorção se

os parâmetros satisfizerem a relação:

R

=

L C

G

. Certamente, sendo a

condutância de dispersão (G leak ) um valor muito próximo de zero,

nenhuma previsão é feita para valor de entrada de tal condutância (G).

O programa presume que o valor de R’ representa as perdas totais na

linha. Assim sendo, o programa divide as perdas totais entre perdas

série e shunt para calcular a resistência série R série e a condutância de

dispersão G leak que satisfaça a condição de linha sem distorção, ou

seja:

R

serie

L '

=

G

leak

C

'

= 0 5   R

'

,

L

'

ii. - Modelo com Resistência Concentrada

Neste caso, a resistência série distribuída da linha é

representada como um elemento concentrado. O programa subdivide

a resistência e insere a metade no meio da linha e ¼ em cada

extremidade. Dessa forma, a linha é tratada como uma linha sem

perdas com parâmetros distribuídos, como mostra esquematicamente

a figura abaixo. Tendo-se em vista que a resistência série é muito

menor que a impedância de surto da linha, as reflexões que ocorrem

no meio da linha são desprezíveis e não apresentam grandes

modificações nos resultados. Entretanto, em linhas muito longas essas

reflexões podem significativas e comprometer os resultados.

reflexões podem significativas e comprometer os resultados. Em altas frequências (200 kHz ou mais) o efeito

Em altas frequências (200 kHz ou mais) o efeito pelicular

tende a elevar significativamente o valor da resistência elétrica do

condutor e torna este modelo é muito falho. Como no o caso particular

de estudos de descargas atmosféricas, com parâmetros variáveis com a frequência. Para esse caso o modelo de J. Marti é o mais indicado.

iii. Formato dos Cartões de Entrada

Os cartões de entrada para especificar uma linha de transmissão com parâmetros distribuídos podem ser com dois tipos de formatos, com precisão normal e de alta precisão.

a) Formato Normal

com precisão normal e de alta precisão. a) Formato Normal Formato de baixa precisão b) -

Formato de baixa precisão

b) - Formato de Alta Precisão

Neste caso, os campos da resistência A e B são dobrados, ou seja, eles possuem o formato E12.2 como pode ser observado. Note porém que com isto o campo da variável I pose que no formato normal era I2, passou a ser I1.

com isto o campo da variável I p o s e que no formato normal era

Formato de alta precisão

iv. Parâmetros do Cartão de Entrada

As colunas referidas juntamente com os parâmetros do cartão de entrada são relativas ao formato normal. Tipo: (cols 1-2) - Indica a sequência de fase assinalando -1, -2, -3,

, N neste campo. Note o número de modos é igual ao número de fases. Se N for maior que 9, então a indicação de fase será alfabética ou seja: 10=A; 11=B, 12=C, NÓ1 e NÓ2: (cols 3-8 e 9-14) - Nome dos nós terminais de cada fase. Tais nós podem ser aterrados se desejado. NÓ3 e NÓ4: (cols 15-20 e 21-26) Nós de referência como nos cartões ramos. R: (cols 27-32) - resistência modal em ohms/comprimento. A unidade de comprimento deve ser consistente com A, B e Comp.

A: (cols 33-38) - depende do valor assinalado no campo I line conforme mostra a tabela a seguir.

B: (cols 39-44) - depende do valor assinalado campo I line conforme mostra a tabela a seguir.

I

LINE

“A”

 

“B”

0 (não branco)

Indutância modal em mH se XOPT = 0 ou

Capacitância

modal

em µF se COPT = 0

em se XOPT > 0

ou

em

µmoh

se

COPT > 0

1

Impedância de surto

velocidade

de

modal Z s =

L ' C '
L
'
C
'

propagação

1

 

v =

LC
LC

2

Impedância de surto

Tempo de viagem no

 
L ' C '
L
'
C
'

domínio modal

 

modal Z s =

 
 

l

 

τ=

=

 

v

Comp: (cols 55-50) Valor total do comprimento da linha. Este valor deve ser positivo para linhas transpostas (I POSE = 0) e negativo para linhas não transpostas (I POSE = N) N é o número de fase. I LINE : (cols 51-52) - Determina a definição de “A” e “B” conforme a tabela. I PUNCH : (cols 53-54) - especifica o tipo da modelagem a ser utilizada no cartão em questão. 0 modelagem com resistência concentrada

1 modelagem com modelo sem distorção I POSE : (cols 55-56) Especifica-se a linha é transposta ou não transposta

0 linha transposta modelo de Clarke - a matriz de transformação não será especificada.

N linha não transposta com N fases - modelo de K. C. Lee. A matriz transformação seguirá após o n- ésimo cartão.

OBS. No caso em que se utiliza o formato de alta precisão, o campo reservado para I POSE que era de duas colunas (cols 55-56) passa a ser de uma coluna (col. 79), então, se o número de fase for maior que nove (9), deve-se fazer uma equivalência alfabética da seguinte forma: A = 1; B = 2; C = 3; I OUT (col 80) - Especificação de saída

1 corrente de ramo

2 tensão de ramo

3 tensão e corrente

4 potência e energia consumida OBS:Estas especificações de saída possuem algumas restrições que devem ser verificadas no capítulo IV-D do Rule Book.

Somente quando I POSE > 0 é que a matriz de transformação [T i ] será lida imediatamente após o n-ésimo cartão do ramo. Os elementos

da matriz são lidos em linha (linha 1, linha 2,

Para uma dada linha

a parte real de todas colunas vem em primeiro lugar e a parte imaginária segue em um novo cartão. Em cada linha os elementos são

lidos em ordem crescente do número de colunas.

).

os elementos são lidos em ordem crescente do número de colunas. ). Formato do cartão de

Formato do cartão de entrada da matriz [t i ]

CAPÍTULO V

REATOR PSEUDO NÃO LINEAR (TIPO 98)

5.1 Aspectos Gerais

A representação da característica não linear de Fluxo-Corrente em um reator pseudo não linear é feita ponto a ponto como mostra a figura 5.1, de uma forma análoga ao resistor pseudo não linear.

5.1, de uma forma análoga ao resistor pseudo não linear. Figura 5.1 - Característica Fluxo-Corrente Cada

Figura 5.1 - Característica Fluxo-Corrente

Cada ponto da característica é interligado aos pontos adjacentes por meio de segmentos de retas, sendo a origem (i = 0 ; ψ = 0) um ponto implícito. Valores negativos de corrente implicam em valores correspondentes de fluxo negativos, portanto, é necessário somente a

parte positiva da característica de Fluxo-Corrente para representar o reator em corrente alternada.

5.2 Cartões de Dados para Representar um Reator Pseudo Não Linear

O grupo de cartões utilizado para representar o reator pseudo não linear é colocado no grupo de cartões ramos (“branch cards”) e é constituído pelos seguintes cartões:

i. Cartão para Caracterizar o Reator

seguintes cartões: i. Cartão para Caracterizar o Reator (cols 1-2) Tipo do ramo – 98 (cols

(cols 1-2)

Tipo do ramo – 98

(cols 3-14)

Nome dos Nós aos quais o reator está ligado (Nó1 e Nó2).

(cols 15-26) Nome dos nós de referência (Nó3 e Nó4). Este campo é utilizado quando se quer especificar um

reator com as mesmas características de outro

tomado como referência.

(cols 27-38)

Valores de regime permanente do par corrente-fluxo

os quais deverão ser utilizados para definir a

indutância para a solução fasorial de regime

permanente ( L

==== ψψψψ ). Geralmente, para estes valores

i

são considerados os valores limites da região linear

de operação da característica de Fluxo-Corrente.

(cols 39-79)

(col 80)

Este campo não é utilizado

Opção de saída:

1 - saída de corrente

2 - saída de tensão

3 - saída de tensão e corrente

4 - saída de potência e energia dissipada

ii. Cartões para Representar a Característica de Fluxo-

Corrente

corrente 4 - saída de potência e energia dissipada ii. Cartões para Representar a Característica de

O grupo de cartões para representar a característica de Fluxo-

Corrente deve ser especificado de acordo com o formato apresentado anteriormente, obedecendo as seguintes regras:

a) os cartões devem ser colocados em ordem crescente de

corrente e fluxo;

b) a origem da característica é o ponto (i = 0; ψ = 0) que é

implícito ao programa e não pode ser explicitado; c) cada par de corrente e fluxo é digitado nas colunas (1 – 32)

sendo utilizado um cartão para cada ponto. Sendo os campos (1 - 16) para a corrente e (17 - 32) para o fluxo; d) geralmente o primeiro cartão da característica é representado pelo mesmo ponto especificado para as condições de regime permanente para prover continuidade entre a solução fasorial e a transitória no tempo zero, mas isto não é obrigatório;

e) esse grupo de cartões deve ser terminado por um cartão

“9999” digitado nas colunas (13-16).

é obrigatório; e) esse grupo de cartões deve ser terminado por um cartão “9999” digitado nas

5.3

Modelo de Transformador Saturável Utilizado pelo ATP

O modelo de transformador saturável utilizado pelo ATP emprega um reator saturável (tipo 98), para representar a saturação do ramo de magnetização, associado a um transformador ideal. A representação

de deste é feita no grupo de cartões ramos (“branch cards”) do arquivo

de dados do programa. Portanto, os requisitos de saída (tensão, corrente, ou ambas etc.) seguem os mesmos padrões dos cartões ramos, ou seja, através da indicação apropriada na coluna 80, com a

seguinte variação:

Corrente no ramo da reatância de magnetização digitando 1 na coluna 80.

Tensão de ramo - no ramo da reatância de magnetização digitando 2 na coluna 80.

Corrente no enrolamento 1, digitando 1 na coluna 80 do primeiro cartão de enrolamentos.

As explanações a seguir referem-se à entrada de dados para transformadores monofásicos e/ou trifásicos com 2 ou 3 enrolamentos. Transformadores monofásicos, trifásicos de três colunas (“shell- type”) ou trifásicos de cinco colunas (“core-type”) basicamente utilizam

o mesmo modelo, ou seja, são modelados por bancos de

transformadores monofásicos. Nesse caso, a utilização da opção de referência (“Transformer-Refbus”) é muito interessante. Para transformadores trifásicos de três colunas ““core-type”” necessita-se de um modelo totalmente diferente que leva em conta a relutância homopolar do circuito magnético. Este modelo é discutido em separado na seção IV.E do “Rule Book”. A seguir será

apresentado o modelo para transformadores monofásicos e ou trifásicos constituídos por bancos de transformador monofásicos.

5.4 Transformador Monofásico

Um transformador monofásico com dois enrolamentos pode ser representado pelo circuito da figura 5.2.

pode ser representado pelo circuito da figura 5.2. Figura 5.2 - Transformador monofásico de dois enrolamentos.

Figura 5.2 - Transformador monofásico de dois enrolamentos.

O modelo da figura 5.2 apresenta um transformador monofásico ideal de forma a garantir uma relação de transformação correta do enrolamento 1 para o enrolamento 2. Ambos enrolamentos (1 e 2) possuem uma impedância de dispersão associada aos mesmos, caracterizadas pelas resistências R 1 e R 2 e as indutâncias L 1 e L 2 . Note que estes valores podem ser obtidos pela impedância de curto-circuito. A indutância de dispersão L 2 do secundário (enrolamento 2) tem de ser um valor não nulo, enquanto que a indutância L 1 do primário pode ser nula. O efeito da saturação do ramo de magnetização está confinado a um reator não linear “satura” no circuito do primário (enrolamento 1).

No caso de saturação o modelo de reator pseudo não linear (tipo 98) é utilizado internamente. Com o intuito de obter dados necessários para a representação do reator saturável, pode-se aplicar tensão variável ao transformador e medir as correntes correspondentes criando-se assim uma característica (V rms ,-I rms ). A seguir, pode-se utilizar a rotina suporte “satura”, apresentada na seção XIX-G do Rule Book para criar a característica de valor de pico Fluxo - Corrente necessária.

No caso de não se considerar a saturação do transformador, caso linear, somente um valor de pico da característica fluxo x corrente deve compor os dados de entrada da impedância de magnetização. Este valor pode ser obtido pelo ensaio a vazio.

Se a característica de fluxo x corrente não é especificada a reatância de magnetização é considerada inexistente e a corrente de magnetização desprezada.

As perdas em vazio determinam a resistência do ramo de magnetização R mag a qual está em paralelo com o reator saturável. Este fato também é válido para transformadores com três enrolamentos com mostra a figura 2.

Figura 5.3 - Transformador monofásico com 3 enrolamentos. 5.5 Regras para os cartões de Entrada

Figura 5.3 - Transformador monofásico com 3 enrolamentos.

5.5 Regras para os cartões de Entrada

A seguinte sequência de cartões deverá ser inserida no grupo de cartões ramos (“Branch Cards”) do arquivo dados:

1. Cartão com o requisito especial - “TRANSFORMER”. 2. Cartões para a especificação da característica de Fluxo-Corrente

Se a reatância de magnetização não for considerada estes serão omitidos.

Se a reatância de magnetização for linear, somente um cartão é utilizado.

Se a reatância de magnetização for saturável, então é necessário um grupo de cartões para representar a característica de fluxo- corrente.

3. Cartão com indicação do término da característica fluxo-corrente. 4. Cartões para os enrolamentos do transformador, sendo utilizado um cartão para cada enrolamento.

Nota:

Se o usuário desejar especificar um transformador com parâmetros idênticos a um transformador previamente especificado poderá ser utilizado o cartão TRANSFORMER- REFBUS como será discutido posteriormente.

O primeiro cartão tem o seguinte formato:

posteriormente. O primeiro cartão tem o seguinte formato: • A palavra transformer deve ser digitada a

A palavra transformer deve ser digitada a partir da terceira coluna do cartão (coluna 03-14).

O par corrente-fluxo define a indutância de magnetização de regime permanente sendo a corrente expressa em ampères e o fluxo em volt.seg ambos com os seus respectivos valores de pico. As correntes são digitadas nas colunas 27-32 e o fluxo nas colunas 33-

38.

BUSTOP (col 39-44) - um nome para o ponto interno do enrolamento 1 usado para representar o ramo de magnetização. Este nome sempre deve ser mencionado pois é unicamente ele que identifica o transformador.

R MAG (cols 45-50) - resistência do ramo de magnetização em ohms. Esta resistência pode ser calculada por:

onde:

R

MAG

=

2

V

o

(1)

P fe

V o (1) tensão aplicada ao enrolamento (1) do transformador durante o ensaio a vazio. P fe Perdas no ferro do transformador obtidas do ensaio a

vazio

P fe

= P o - R 1 I

2

o

P o perdas totais medidas durante o ensaio a vazio

I o corrente no enrolamento de baixa tensão medida durante o ensaio a vazio.

Note que um zero ou branco neste campo significa que R MAG será igual a infinito, ou seja, transformador sem perdas no ferro.

Especificação de saída na coluna 80.

1. Corrente no ramo de magnetização 2. Tensão no ramo de magnetização 3. Ambos tensão e corrente no ramo de magnetização.

O segundo grupo de cartões especifica a característica de fluxo- corrente. As seguintes distinções entre possíveis casos são necessárias:

1. Se não houver especificação da característica de fluxo-corrente, é considerado que não existe reatância de magnetização ou seja a corrente de excitação é desprezada. Mesmo assim, não se pode esquecer do cartão de especificação do término da característica fluxo-corrente.

2. Se somente um conjunto de fluxo e corrente

então a

característica de magnetização é considerada linear. Este ponto pode ser determinado pelos dados do ensaio a vazio como a seguir.

é dado,

φ o =

V

o

4,44 f

(valor de pico)

3. Se uma característica de saturação é apresentada, então são necessários alguns pares de fluxo-corrente, cada um representando um ponto da característica pseudo-não-linear a qual é utilizada para fazer a aproximação da curva de saturação. A rotina suporte “satura” (vide seção XIX-G do Rule Book) pode ser utilizada para criar estes pontos. Em ambos os casos, o formato dos cartões é o mesmo como a seguir.

Notas: 1. Considere o primeiro ponto da curva de magnetização (fluxo- corrente) igual ao valor

Notas:

1. Considere o primeiro ponto da curva de magnetização (fluxo- corrente) igual ao valor de regime permanente especificado no primeiro cartão com a palavra “TRANSFORMER”. 2. O valor do fluxo de regime permanente deve ser maior ou igual a 70% do máximo valor de fluxo saturado. 3. A rotina suporte “SATURA” pode ser utilizada para criar a característica de saturação pseudo-não-linear com valores de pico de fluxo-corrente a partir dos valores medidos V rms - I rms .

Encerrando a especificação da característica de saturação fluxo- corrente o grupo de cartões deve ser terminado por um cartão indicativo com os dígitos “9999” nas colunas 13-16. Tal cartão deve aparecer mesmo quando não característica de fluxo-corrente.

“9999” nas colunas 13-16. Tal cartão deve aparecer mesmo quando não característica de fluxo-corrente. 65

Finalmente, vem a seguir um grupo de cartões especificando cada enrolamento (um cartão para cada enrolamento). Estes cartões deverão ter o seguinte formato:

Estes cartões deverão ter o seguinte formato: onde: K (cols 01-02) ⇒ representa o número do

onde:

K (cols 01-02) representa o número do enrolamento

Recomenda-se que o enrolamento de baixa tensão seja especificado no número 1.

BUS1 e BUS2 (cols 03-14) -

Nome

dos

nós

terminais

do

enrolamento, branco significa terminal aterrado.

R (cols 07-12)

- resistência em ohm do enrolamento.

L (cols 13 - 18)

-

indutância

de

dispersão

do

enrolamento

em

questão em ohm ou mH conforme o valor de XOPT.

Os valores da impedância de dispersão dos enrolamentos podem ser determinados através dos dados do ensaio em curto- circuito do transformador, como a seguir:

R cc =

Z cc =

X cc =

P icc 2 I cc V cc I cc 2 2 Z − R cc
P
icc
2
I
cc
V
cc
I
cc
2
2
Z
− R
cc
cc

Onde:

P cc , V cc e I cc são, respectivamente, os valores de potência,

tensão e corrente medidos no ensaio em curto-circuito e R cc e X cc são

a

resistência e a reatância do enrolamento. Se V k é a tensão nominal do enrolamento K, sendo K = 1,2 ou 3

e

V HV a tensão nominal do enrolamento de alta tensão então:

R K =

X K =

R

cc

2

k

V

.

N V

X

cc

V

2

HV

2

k

.

N V

2

HV

N é o número total de enrolamentos.

V RAT (cols 39 - 44) tensão nominal do enrolamento K.

SAÍDA (col. 80) Indicativo de saída que deverá ser mencionado apenas para o primeiro enrolamento. 1 - ramo de corrente fluindo do nó BUS1 para o nó interno BUSTOP.

2 - Tensão no enrolamento.

5.6 Opção de Referência para Transformadores

Se for desejado especificar um transformador que tenha os parâmetros idênticos aos de um transformador previamente especificado, a opção de referência é disponível. Para tanto, utiliza-se como única identificação do transformador o nome “BUSTOP”, como um nome de referência. As regras para a opção de referência são as seguintes:

a). Cartão com o requisito especial “TRANSFORMER REFBUS” conforme o modelo a seguir;

“TRANSFORMER REFBUS” conforme o modelo a seguir; b) cartões de enrolamentos contendo os nomes dos nós

b) cartões de enrolamentos contendo os nomes dos nós aos quais eles estão conectados.

conforme o modelo a seguir; b) cartões de enrolamentos contendo os nomes dos nós aos quais

CAPÍTULO VI

CIRCUITO PI POLIFÁSICO MUTUAMENTE ACOPLADO

6.1- Aspectos Gerais

A figura 6.1 apresenta elementos R, L e C concentrados e mutuamente acoplados de uma rede elétrica trifásica.

e mutuamente acoplados de uma rede elétrica trifásica. Figura 6.1 - Elementos mutuamente acoplados de uma

Figura 6.1 - Elementos mutuamente acoplados de uma rede trifásica.

Considerando uma linha de transmissão com n condutores ou fases, a representação dos elementos concentrados e mutuamente acoplados na forma matricial é mostrada pela figura 6.2. Desta figura pode-se extrair as equações diferenciais matriciais que regem o comportamento da linha.

Figura 6.2 - Circuito equivalente com elementos concentrados e mutuamente acoplados na forma matricial. V

Figura 6.2 - Circuito equivalente com elementos concentrados e mutuamente acoplados na forma matricial.

V

k

I

I

k

m

[

L

]

d

I km

[

+ R

=

=

m

dt

1

2

[

C

]

d

V

k

dt

1

2

[

C

]

d

V

m

dt

+

V

=

I km

I

km

]

I

km

onde V k e V m são vetores de tensão nos nós k e m e I k e I m

vetores de corrente.

6.2- Particularidades da classe de ramos tipo 1, 2, 3,

. de matrizes de elementos concentrados R L C. É importante observar que, em contraste com a classe de ramos tipo 0, os valores das

capacitâncias especificadas nessa classe (tipo 1, 2 e 3

.) possibilita a representação

Esta classe de ramos (tipo 1, 2, 3

.

.) são para

conexão shunt e não série (como no tipo 0), sendo consideradas a metade em cada extremidade do modelo. Os elementos das matrizes [R], [L] e [C] têm os seguintes significados em regime permanente considerando uma frequência ω:

elementos da diagonal R ii + jωL ii : impedância própria do ramo “i”;

elementos fora da diagonal R ik + jωL ik impedância mútua entre os ramos “i” e “k”;

elementos da diagonal C ii : soma de todas as capacitâncias conectadas aos nós em ambas extremidades do ramo “i”;

elementos fora da diagonal C ik : valor negativo da capacitância de acoplamento entre o ramo “i” e o ramo “k”.

Como todas matrizes são simétricas elas serão representadas somente pelos elementos abaixo da diagonal. Este modelo pode ser utilizado para simular fenômenos transitórios em linhas curtas ou cabos. Através da conexão de seções curtas em série e fazendo alguma transposição se necessário, pode-se obter um modelo para linhas longas. Entretanto, devido ao maior tempo de computação e maior necessidade de memória, este modelo para linhas longas, geralmente, somente é usado como último recurso, quando modelos mais sofisticados (modelos de parâmetros distribuídos) são inadequados.

6.3- Formatos dos Cartões de Dados

Este tipo de ramo (elementos concentrados e mutualmente

acoplados tipo 1, 2, 3,

) apresenta três tipos de formatos:

- -formato normal ($VINTAGE, 0)

- formato de alta precisão ($VINTAGE, 1)

- formato livre

i. Formato Normal ($VINTAGE, 0)

1) - formato livre i. Formato Normal ($VINTAGE, 0) ii. Formato de Alta Precisão ($VINTAGE, 1)

ii. Formato de Alta Precisão ($VINTAGE, 1)

($VINTAGE, 0) ii. Formato de Alta Precisão ($VINTAGE, 1) Tanto os formatos de precisão normal como

Tanto os formatos de precisão normal como os formatos de alta precisão necessitarão de cartões de continuação, nesse caso, o cartão de continuação é obtido deixando em branco até a coluna 26.

iii.

Formato Livre

As seguintes regras devem ser obedecidas para o formato livre:

1) Cada campo deve ser separado por virgulas (ou seja, o último símbolo da variável CHRCOM do arquivo STARTUP.) 2) Brancos são totalmente ignorados e os nomes dos nós são ajustados pela esquerda. 3) Não se pode entrar com nomes de nós após a coluna 26. 4) Não se pode entrar com valores numéricos antes da coluna 27 5) O cartão de continuação é assinalado com o quinto símbolo ($) da variável CHRCOM do arquivo STARTUP. no campo alfanumérico.

6.4-

Parâmetros

N (1 N 40) representa a fase

na qual o ramo está conectado. NÓ-1 e NÓ-2 (colunas 3-14) Nome dos nós iniciais e finais do ramo branco representa a TERRA. NÓ-3 e NÓ-4 (colunas 15-26) Nome dos nós do ramo de referência que possui os mesmos valores de R, L e C.

Tipo (colunas 1-2) 1, 2, 3,

Elementos R, L e C:

R - resistência em omhs

L - indutância em omhs ou mH conforme XOPT

C - capacitância em µmho ou µF conforme COPT

Somente uma das matrizes séries ([R] ou [L]) pode ser nula. Se

houver necessidade de utilizar somente acoplamento capacitivo pode- se fazer a impedância série infinita e aterrar uma das extremidades do

modelo como mostra a figura 6.3.

necessário, pode-se eliminar o acoplamento capacitivo fazendo [C] = [0], entretanto, nesses casos, a utilização de elementos R e L

. a especificação da indutância L (E 12.2) ver Rule Book seção IV.C.

mutuamente acoplados (tipo 51, 52, 53,

Se somente acoplamento R, L é

.) permite maior campo para

Se somente acoplamento R, L é .) permite maior campo para Figura 6.3 Representação somente de

Figura 6.3 Representação somente de capacitâncias mutuamente acopladas.

CAPÍTULO VII

ELEMENTOS RESISTIVOS NÃO LINEARES

7.1- Aspectos Gerais

Os elementos não lineares consistem de ramos não lineares monofásicos com dois terminais. Como não são lineares, estes elementos não podem ser convenientemente resolvidos juntamente com elementos lineares, que são constantes e são representados na matriz de admitância nodal (Y). Existem dois grupos de elementos não lineares, um chamado de elementos pseudos não lineares (“pseudo- nonlinear”), e outro chamado de verdadeiros não lineares (“true nonlinear”). A distinção dominante entre estes dois grupos de elementos não lineares está no método que é utilizado para a solução da não linearidade.

Os elementos chamados de pseudos não lineares são somente resolvidos de forma aproximada, mas para grande parte dos estudos de transitórios elétricos os resultados são satisfatórios. Nesse grupo de elementos, a não linearidade é representada a cada passo de integração por um simples segmento linear que foi selecionado no passo de integração precedente. Enquanto que os elementos verdadeiros não lineares (“true nonlinear”) são rigorosamente resolvidos utilizando o método de Newton para interagir em todas as

equações não lineares acopladas de um subcircuito isolado. Os elementos pseudos não lineares não têm tal acoplamento, e a solução resultante pode conter erros. Uma pseudo não linearidade é realmente apropriada quando o usuário sabe que a característica do resultado deverá variar suavemente em função do tempo.

O esforço computacional de verdadeiras não linearidades é

totalmente diferente daquele empregado em pseudas não linearidades. Elementos pseudos não lineares não possuem restrições inerentes em relação à conectividade, enquanto que os verdadeiros não lineares têm que ser isolados em subcircuitos acoplados a outros elementos não lineares (por exemplo: linhas de transmissão com parâmetros distribuídos) que não contêm métodos baseados em compensação como os empregados na modelagem de motores elétricos (U. M.)

7.2- Resistência Pseudo Não Linear Tipo 99

O grupo de cartões de dados para a representação de um

resistor pseudo não linear R(i) é constituído dos seguintes cartões:

Um cartão ramo tipo 99 como o mostrado na figura a baixo, na qual os quatros parâmetros VFLASH; TDELAY; JUMP; e VSEAL estão todos relacionados com “flashover” no gap interno do elemento

e com a interrupção da corrente em zero.

Os parâmetros são assim definidos: Tipo (cols 1 e 2) - 92 Nó1, Nó2; Nó3;

Os parâmetros são assim definidos:

Tipo (cols 1 e 2) - 92

Nó1, Nó2; Nó3; e Nó4 – Estes parâmetros têm a mesma definição utilizada em um cartão ramo comum.

VFLASH – É a tensão de flashover. O ramo é um circuito aberto até que a tensão em seus terminais, em valor absoluto, exceda o valor de denotado no campo VFLASH. A partir de então, o gap é fechado permanecendo assim até que a corrente passe por zero.

TDELAY – É o tempo que o gap se mantém fechado após a ocorrência de um flashover. O gap será aberto quando corrente passar por zero após o tempo TDELAY.

JUMP – A operação deverá iniciar no número JUMP do segmento

VSEAL – Valor absoluto da tensão abaixo do qual o gap é aberto mesmo que a corrente não passe por zero. Este parâmetro tem o

objetivo de evitar erro de operação do elemento, mudando o critério de abertura do gap. Um grupo de cartões para especificar a característica não linear IxV ponto a ponto. Essa característica deverá ser informada em ordem crescente da corrente no elemento, sendo apresentado um par de valores (I,V) para cada ponto em cada cartão. A origem é o ponto (0,0) que o usuário deve saltar. A caraterística IxV é considerada simétrica e, portanto, valores negativos não devem ser especificados. A não linearidade deve possuir no mínimo dois pontos. Quando for especificado apenas um ponto o ramo é tido como linear.

for especificado apenas um ponto o ramo é tido como linear. A característica é terminada com

A característica é terminada com um cartão “9999” (um valor especial para a corrente. Se o usuário quiser disponibilizar o “flash” somente uma vez a opção “SINGLE FLASH” deve ser denotada a partir da coluna 33 no cartão “9999”. Dentro de um mesmo conjunto de dados a opção “SINGLE FLASH” é considerada somente uma vez e no primeiro elemento na ordem de entrada no ATP.

7.3-

Resistor Verdadeiro Não Linear (“TRUE NONLINEAR”)

R(i) Type-92;

“4444” - Seção V-E do Rule Book

Como já foi explanado anteriormente, o método de resolução, nesse caso, é baseado na solução verdadeira do sistema de equações empregando o método iterativo de Newton. O ramo tipo 92 – “4444” difere do ramo tipo 92 – “5555” pelo modo que a não linearidade entre dois pontos é representada. No ramo “4444” a não linearidade é representada por segmentos lineares entre dois pontos consecutivos fornecidos. No ramo “5555” a não linearidade é representada de forma extrema com segmentos exponenciais entre os pontos fornecidos.

A

especificação

do

elemento

tipo

92

“4444”

obedece a

seguinte formatação dos cartões de dados:

Primeiro cartão Este cartão é obrigatório e representa o elemento não linear.

formatação dos cartões de dados: Primeiro cartão Este cartão é obrigatório e representa o elemento não

Os parâmetros Nó1,

anteriormente. NFLASH – É um controle do gap interno do elemento:

Nó4, são os mesmos já definidos

NFLASH = +1 é para a ocorrência de flashover e abertura do gap somente uma vez; NFLASH = +o é para considerar a ocorrência de flashover e abertura do gap tantas vezes quantas forem requeridas pelas condições do circuito; NFLASH = -1 é para considerar a ocorrência de flashover apenas uma vez mantendo o gap fechado continuamente. Nesse caso não há interrupção de gap.

Segundo cartão Esse grupo de cartões deverá ser omitido se for utilizada a opção de referência.

ser omitido se for utilizada a opção de referência. R-LIN – (colunas 0 – 25) É

R-LIN – (colunas 0 – 25) É a resistência linear conectada em série com o ramo não linear. (Ela pode ser usada para representar uma resistência de aterramento de um para-raios, por ex.).

V-FLASH – (colunas 26 – 50) É a tensão de flashover do gap em volts. Se o elemento não possuir gap, então um valor negativo deve ser denotado neste campo. V-ZERO – É a tensão de partida (ou inicial) do método iterativo do ramo. Se este campo é deixado em branco, então o método iterativo de Newton parte da corrente zero, o que, usualmente é satisfatório.

Finalmente, os cartões a seguir especificam a característica não linear IxV ponto a ponto que é terminada com um cartão “9999”para a corrente. O Usuário pode especificar a característica completa, incluindo pontos negativos do terceiro quadrante, se a característica não for simétrica em relação à origem.

7.4- R(i) Type-92;

“5555” - Seção V-E do Rule Book

PÁRA-RAIOS ZnO

A equação básica para a modelagem de um pára-raios de óxido de zinco (ZnO) é restritamente resistiva e altamente não linear:

onde:

i

=

p .   V

V ref

q

i é a corrente no pára-raios; V é a tensão no pára-raios; p, V ref e q são constantes que definem o dispositivo.

Tipicamente, o valor de pico da tensão de referência V ref é duas vezes o valor da tensão nominal, ou alguma coisa em torno disto. Na teoria, a escolha é arbitrária (note, ela é um parâmetro extra), contudo, a tensão de referência normaliza a equação e prevê um “overflow” numérico durante a exponenciação. Então, as constantes p e q são na realidade os únicos parâmetros do dispositivo. A característica não linear (V-I) do pára-raios pode ser aproximada por um número arbitrário de segmentos exponenciais. Podendo ser representados pára-raios com “gaps” e pára-raios sem “gaps”. Pára-raios com “gaps” requerem a especificação de dois conjuntos de segmentos exponenciais, enquanto que pára-raios sem “gaps” requerem somente um conjunto. A escolha das exponenciais pode ser feita utilizando separadamente um programa suporte que utiliza o requisito especial “ZnO Fitter” (ver seção XIX-I do Rule Book) Devido à extrema não linearidade da característica ZnO, valores de tensões que são substancialmente menores que o valor de V ref proporcionam correntes muito pequenas drenadas pelo dispositivo, por ex.,(0,5) 30 = 9,31E-10. Então, para evitar a possibilidade de um “underflow” durante a exponenciação e também acelerar a solução numérica, um modelo linear é atualmente utilizado para baixos valores de tensão. Em termos físicos a solução não é afetada por tal simplificação.

Cartões de Dados A representação de um pára-raios de óxido de zinco (ZnO), no arquivo de dados para o ATP, é feita por três grupos de cartões dentro

do conjunto dos cartões de ramos “Branch Cards” como a seguir: (ver seção V do Rule Book)

i. primeiro grupo

O primeiro grupo é um simples cartão de ramo tipo 92 designando elemento não linear (resistência não linear) e a identificação especial para ZnO “5555” nas colunas “39-44”. Como é usual, os nomes dos nós terminais do dispositivo são apresentados nas colunas “03-14” em dois formatos A6 e as colunas “15-26” podem

ser utilizadas para nós de referência, conforme mostra a figura abaixo.

A variável K na coluna 80 é para o requisito de saída com os

valores de 1 a 4, como nos outros cartões ramos.

com os valores de 1 a 4, como nos outros cartões ramos. segundo grupo O segundo

segundo grupo

O segundo grupo de cartões do pára-raios de surto ZnO também

é constituído por um único cartão que contém as seguintes variáveis de controle V ref , V flash , V zero e COL. Tais variáveis são assim definidas:

V ref (cols. 1-25) - É a tensão de referência da equação do ZnO em volts.

V flash (cols. 26-50) - É a tensão de “flashover” no “gap” normalizada (isto é, dividida pela tensão de referência V ref ). Se o pára-raios é não possui gap, qualquer número negativo deve ser colocado neste campo.

V zero (cols. 51-75) - É a tensão inicial do pára-raios ( o valor no tempo zero) na mesma unidade de V ref . Na maioria dos casos é deixado em branco e, dessa forma, a interação de Newton inicia-se com corrente zero.

Col (cols. 76-80) - É o número de colunas (cópias paralelas ou elementos) da característica. Se este campo é deixado em branco ou for digitado zero ou unidade no mesmo, então uma coluna é considerada e a característica será utilizada sem modificação. Mas para COL positivo (geralmente um número inteiro) o coeficiente COEF (p) para todos os cartões seguintes será multiplicado por COL durante a entrada de dados antes da armazenagem e utilização.

ii. terceiro grupo O terceiro grupo de cartões especifica os segmentos exponenciais da característica do

ii. terceiro grupo

O terceiro grupo de cartões especifica os segmentos exponenciais da característica do ZnO. Estes iniciam com a característica antes do “flashover” (somente a característica se não houver “gap”). Cada característica deve ser terminada pelo cartão especial “9999” (este valor deve ser digitado nas colunas 22-25). O seguinte formato é usado para cada segmento exponencial de cada característica, na ordem natural (crescendo a corrente e tensão).

na ordem natural (crescendo a corrente e tensão). COEF (cols. 1-25) É o coeficiente “p” da

COEF (cols. 1-25) É o coeficiente “p” da equação para modelagem do ZnO em unidade de corrente (geralmente amperes).

EXPON (cols. 26-50) É o expoente “q” admensional da equação do ZnO.

VMIN (cols. 51-75) É a tensão mínima para a utilização da característica preestabelecida, em por unidade da tensão de referência V ref .

Todos os cartões descrevendo os segmentos exponenciais da característica do ZnO são colocados na ordem natural, i.é, corrente crescendo no dispositivo, terminando cada grupo com um cartão “9999” digitado nas colunas 22-25. Se o pára-raios estiver equipado com hastes centelhadoras, então a característica “pre-flashover” deve aparecer em primeiro lugar, seguida da característica “post-flashover”. O controle da interação de Newton é feito por vários parâmetros que, inicialmente, são definidos pelo arquivo STARTUP., mas estes podem ser redefinidos pelo cartão “special-request card” ZINC OXIDE. Para maiores detalhes e uma explanação sobre os seis controles, veja a seção II-A do Rule Book. Exemplos de utilização do pára-raios ZnO podem ser encontrados em alguns subcasos do BENCHMARK, como no subcaso DC37.dat que apresenta um caso sobre a utilização de um ZnO monofásico e o DC38.dat que utiliza um ZnO trifásico.

7.5- Rotina para criar cartões de dados do pára-raios ZnO

O programa que cria os cartões de dados de entrada para a modelagem de um pára-raios ZnO no ATP é o “ARRDAT”. O acesso

a esse programa se dá por meio do requisito especial “ZNO FITTER”. O programa “ARRDAT” produz cartões de ramos do tipo 92 para representar o pára-raios de surtos ZnO. Em resumo, “ARRDAT” calcula os parâmetros que são requeridos para os cartões de ramos do EMTP tipo 92 e cria tais cartões que comporão os dados de entrada de um pára-raios ZnO. O programa ajusta curvas exponenciais para um conjunto de pontos dados (corrente - tensão). O ajuste é em um plano log-log utilizando a aproximação dos mínimos quadrados.

Existem duas opções para determinar o número de segmentos exponenciais que serão usados. Na primeira, o usuário pode especificar o número de segmentos e os limites de cada segmento. Na segunda, alternativa a mais usual, o programa pode determinar os segmentos automaticamente, baseado no erro relativo máximo possível especificado pelo usuário. Um cartão opcional “BRANCH” tal como na rotina “LINE CONSTANTS” permite o usuário denominar os nós terminais para os cartões de ramos tipo 92 que serão criados. O formato desse cartão é idêntico ao usado para linhas de transmissão em “LINE CONSTANTS”.

Estrutura dos Cartões para a Rotina ARRDAT

1 - BEGIN NEW DATA CASE

2 - ZNO FITTER

3 - BRANCH | A6 | A6 |

obs. cada par de nós estará conectado a um pára-raios.

geral, os pára-raios são aterrados, portanto, um nó do par deverá ser branco.

Em

4 - Cartões de dados para definir a característica do ZnO. Nesta classe são utilizados dois cartões para definir a característica do ZnO que possuem o seguinte formato:

a característica do ZnO que possuem o seguinte formato: NEXP - (cols 1-12) Variável que permite

NEXP - (cols 1-12) Variável que permite a escolha de duas possíveis opções de ajuste. Um inteiro negativo representa o requisito para a determinação automática dos segmentos exponenciais. Alternativamente, um inteiro positivo significa que o usuário quer aquele número de segmentos e será especificado manualmente os limites de cada um.

IPHASE - (cols. 13-24) Especifica o número de fases do banco de pára-raios para os quais os cartões de ramos serão produzidos. Se for deixado esse

campo em branco ou digitado zero, o valor de IPHASE será mudado para a unidade significando que será modelado um pára-raios monofásico.

ERRLIN - (cols. 25-36) Especifica o máximo erro relativo permitido durante a determinação automática do número de segmentos exponenciais (considerando que o usuário especificou para NEXP um número negativo. Um branco ou zero neste campo, o valor de ERRLIN será convertido no valor “default” (1/20). O erro relativo é determinado pela expressão:

onde:

ERRO REL =

C

1

C

2

C

1

C 1 é a corrente especificada pelo usuário

C 2 é o valor da corrente determinado pela aproximação exponencial

IPRZNO - (cols. 37-48) Controle de impressão dos diagnósticos. Os valores sugeridos estão entre zero e três. A quantidade de impressão de saída cresce com o valor desta variável.

VREF - (cols. 49-60) É o valor da tensão de referência que será utilizado para escala de tensão nos pontos

dados. O escalonamento deve prevenir “overflow” durante a simulação do EMTP. A idéia é para produzir números em torno da unidade para a biblioteca de funções do computador. Se deixar este campo em branco ou for digitado zero, o valor de VREF será mudado para duas vezes o valor de A2 no segundo cartão dessa classe que deverá vir imediatamente subsequente a este.

VFLASH - (cols. 61-72) É o valor da tensão de “flashover” nas hastes centelhadoras em volts. Obs. deve ser especificado o valor da tensão de pico e não o valor rms. Se o pára-raios não possui hastes centelhadoras (sem gap “gapless”) este campo é deixado em branco ou zero.

gap “gapless”) este campo é deixado em branco ou zero. A1 - (cols. 1-12) É a

A1 - (cols. 1-12) É a classe de tensão do pára-raios com base na qual os dados de entrada são apresentados, em valores eficazes (volts rms).

A2 - (cols. 13-24) É a classe de tensão desejada para o

Este

pára-raios em valores eficazes (volts rms).

valor é na realidade um fator de escala e pode ser utilizado de forma criativa conforme as necessidades do usuário. Por exemplo, A2 pode ser utilizado para converter os dados de entrada (tensão) em por unidade para uma base de tensão (volts) especificada em A2. Alternativamente o usuário pode produzir a característica de um pára-raios eletricamente similar, possuindo uma classe de tensão diferente. As propriedades dos pára-raios similares não mudam com a classe de tensão. Note que se a tensão de referência for mantida proporcional à classe de tensão desejada A2, então pára-raios os similares possuem parâmetros idênticos em todas as classes de tensão.

A3 - (cols. 25-36) É um multiplicador utilizado para um escalonamento adicional dos pontos de tensão. O valor mais comumente usado é a unidade.

A4 - (cols. 37-48) É um multiplicador de corrente que é utilizado para pára-raios com número de colunas diferente daquele para o qual os pontos de dados são conhecidos. Nesse caso, é considerado uma distribuição igual de corrente entre as diversas colunas.

A5 - (cols. 49-60) É um sinalizador indicando a existência ou não de dados adicionais descrevendo o pára-raios após a ignição dos centelhadores (“gap”) “flashover”. Este parâmetro permite a representação de duas situações distintas, pára-raios com centelhadores em derivação (“shunts gaps”) e pára-raios com centelhadores série. No caso de centelhadores séries, antes do “flashover” o pára-raios é inoperativo. O usuário pode escolher as seguintes situações através do valor de A5:

i) Se zero ou a unidade, o pára-raios não possui centelhadores e não segue dados adicionais.

ii) Se negativo, dados adicionais serão apresentados a seguir descrevendo a característica do pára-raios após o “flashover”, tanto para centelhadores em derivação como para centelhadores série.

iii) Se positivo mas diferente da unidade, não haverá

dados adicionais. Em vez disso, os dados originais de entrada terão suas tensões multiplicadas por A5 e serão utilizados após o flashover. AMIN (cols. 61-72) É o menor valor de corrente que deve iniciar o primeiro segmento da característica do pára-raios, sem o ajuste linear dessa

característica. Não se deve deixar este campo em branco ou igual a zero.

5 - Cartões que especificam a Característica IxV do Pára-raios. Nesta classe são utilizados cartões para especificar a característica do pára-raios definidos com dois campos de formato E12.0 (o primeiro para corrente delimitado pelas colunas 1-12 e o segundo para tensão nas colunas 13-24) como mostra a figura a seguir.

tensão nas colunas 13-24) como mostra a figura a seguir. Para o caso mais comum no

Para o caso mais comum no qual NEXP é negativo, o programa determina automaticamente o número de segmentos e existirá apenas um grupo de dados. Mas para NEXP positivo deverá existir NEXP grupos de dados. Todos os grupos de dados que definem a característica de corrente/tensão devem ser apresentados na mesma forma da figura anterior, sendo um ponto por cartão. Os pontos devem ser ordenados em ordem crescente de corrente e tensão e cada grupo terminado por um cartão em branco.

CAPÍTULO VIII

ROTINA “LINE CONSTANT”

8.1- Aspectos Gerais

A rotina suporte “Line Constant” permite determinar as constantes matriciais de uma linha de transmissão com base nos parâmetros físicos dos condutores e a geometria da torre de transmissão. A rotina determina também os parâmetros no domínio modal para linhas transposta e não transposta.

8.2- Estrutura dos Cartões de Entrada

A estrutura de um arquivo de dados para rodar a rotina “Line Constants” deve apresentar no mínimo os seguintes conjuntos de cartões:

a) BEGIN NEW DATA CASE.

b) LINE CONSTANTS - requisito especial para chamar a rotina.

c) ENGLISH OU METRIC requisito especial para definir o sistema de unidades dos dados de entrada e saída. Outros cartões de requisito especial podem aparecer logo após este.

d) CARTÕES DE CONDUTORES - Este conjunto de cartões define a geometria da linha e as propriedades elétricas fundamentais dos condutores. Este grupo de cartão deve ser terminado por um Cartão Branco.

e) BLANK CARD terminando os cartões de condutores.

f)

CARTÃO DE FREQUÊNCIA.

g)

BLANK CARD terminando o cartão de frequência.

h)

BLANK CARD terminando “Line Constants”.

i)

BEGIN NEW DATA CASE.

j)

BLANK CARD saindo do ATP.

8.3-

Cartões com Requisitos Especiais

FREQUENCY

BRANCH

METRIC

ENGLISH

FREQUENCY É um requisito para permitir a saída de informação

para ser utilizada com o requisito especial “Frequency-Scan”. O usuário pode querer também uma tabela com parâmetros de sequência zero e positiva com frequência variável.

BRANCH Este cartão serve para dar nomes aos nós terminais da

linha no caso de a rotina for utilizada para gerar ramos para o ATP. Até 6 pares de nomes de nós com A6 podem ser colocados nas colunas de 9 - 8.

METRIC Saída em ohm/Km ou F/Km

ENGLISH Saída em ohms/milha

8.4- Cartões de Condutores

a) Formato dos Cartões de Condutores

de Condutores a) Formato dos Cartões de Condutores b) Parâmetros do Cartão de Condutores I f

b) Parâmetros do Cartão de Condutores

I fase (cols 1-3) Indica o número de fase do condutor (1,2,3

0 condutor aterrado SKIN (cols 4-8) Indicação do efeito Skin conforme o valor digitado neste campo, como mostra a seguir:

0 sem efeito Skin. Nesse caso a resistência do condutor deve ser o valor da resistência AC

k)

0,5 efeito considerado para condutores sólidos.

T/D para condutores tubulares, onde:

T

espessura do condutor tubular

D

diâmetro externo do condutor

onde: T → espessura do condutor tubular D → diâmetro externo do condutor Figura 8.1 -

Figura 8.1 - Condutor tubular

casos

resistência especificado deve ser o valor dc.

Em

ambos

(condutor

sólido

ou

tubular)

o

valor

da

RESIS (cols 09-16) Especifica-se neste campo a resistência elétrica do condutor em ohm/km ou ohms/milha conforme for o caso. Ix (cols 17-18) Sinalizador que indica como será especificada a reatância da linha, este pode assumir os valores 1, 2, 3 e

4

I x = 0: Especifica para REACT a reatância em /km ou

/milha para uma unidade de espaçamento (m ou pés), a qual é considerada na frequência especificada no cartão FREQUENCY CARD. Neste caso, a indutância interna não é corrigida pelo efeito SKIN.

I x = 1: Especifica para o campo REACT a reatância como

no caso anterior na frequência de 60 Hz. Se aparecer

frequências diferentes de 60 Hz no cartão de frequência

a reatância será modificada proporcionalmente. A

indutância interna não é corrigida pelo efeito SKIN.

I x = 2: Especifica para o campo REACT o raio médio geométrico (GMR) em cm ou pol. A indutância interna

do condutor não é corrigida pelo efeito SKIN.

I x = 3: Especifica para o campo REACT a relação GMR/R (GMR = Raio Médio Geométrico; R = Raio). A indutância interna do condutor não é corrigida pelo efeito Skin GMR/R= 0,7788 para condutores sólidos.

I x = 4: Deixa o campo REACT em branco. Neste caso, a indutância interna do condutor é calculada com base na geometria do condutor tubular e será corrigida pelo efeito Skin. O campo devido ao parâmetro REACT deve ser deixado em branco.

REACT: (cols 19-26) Especifica a reatância do condutor conforme o valor de I x . Usualmente é deixado em branco com I x = 4.

DIAM: (cols 27-34) Especifica o diâmetro externo (cm ou pol) de um componente do condutor.

HORIZ: (cols 35-42) Especifica a coordenada horizontal do centro do condutor à uma referência arbitrária em cm ou pol. Obs.: Distâncias à direita do ponto de referência são positivas enquanto que à esquerda são negativas.

VTOWER: (cols 43-50) Altura vertical do condutor em relação ao solo na torre (m ou pés).

VMID: (cols 51-58) Altura vertical do condutor em relação ao solo (m ou pés) no meio do vão entre duas torres.

OBS.: Nos cálculos efetuados pelo programa, utiliza-se um valor de altura média determinada pela fórmula:

V Haverege = 2/3 VMID + 1/3 VTOWER. Se um dos campos VTOWER ou VMID for deixado em branco, o programa considerará o valor assinalado no outro campo como o valor médio. Dessa forma o usuário pode entrar com o valor médio. No caso de existir mais de um condutor por fase a opção “automatic bundling” é possível. Nesse caso, as variáveis SKIN, RESIS, IX, REACT e DIAM referem-se a apenas um condutor sem a regular equivalência. Note que em tal caso todos os condutores por fase sem a devida equivalência são considerados idênticos. As variáveis HORIZ, VTOWER e VMID se aplicam em relação ao centro imaginário do condutor equivalente com relação ao solo. As variáveis SEPAR, ALPHA e NBUND descrevem a geometria dos vários condutores em uma fase (“bundling”).

SEPAR: (cols 59-66) É a distância entre dois subcondutores de uma mesma fase (cm ou pol).

ALPHA: (cols 67-72) Posição angular em graus do centro dos subcondutores com relação a uma linha horizontal de referência. Ângulos positivos são medidos no sentido contrário dos ponteiros de um relógio. Exemplos:

ALPHA = 0 para dois condutores na horizontal

ALPHA = 90 para 2 condutores na vertical

ALPHA = 45 para 4 condutores

ALPHA = 30 para 3 condutores em triângulo invertido.

NBUND: (cols 79-80) Número de condutores por fase. OBS.: Se a opção “automatic bundling” não for utilizada, os campos SEPAR, ALPHA e NBUND deverão ficar em branco.

8.5- Cartão de Frequência

a) Formato O cartão de frequência possui o seguinte formato.

Formato O cartão de frequência possui o seguinte formato. b) Parâmetros do Cartão de Frequência RHO:

b) Parâmetros do Cartão de Frequência

RHO: (cols 1-8) Resistividade do solo (.m)

RHO 100 .m se não houver outra informação.

FREQ (cols 9-8) Frequência em Hz para a qual os parâmetros indutância e capacitância são determinados. Usualmente, mas não necessariamente é a mesma frequência do sistema de potência.

FCAR (cols 19-28) Sinalizador usado para o controle do número de termos de correções na fórmula da impedância de retorno por terra de Carson.

FCAR = 0 sem correção

FCAR = 1 na coluna 28: os cálculos utilizam a maior precisão na avaliação da fórmula de Carson

FCAR = branco - na coluna 28: os cálculos utilizam a maior precisão na avaliação da fórmula de Carson.

Nesse ponto, o ATP distingue entre zero e branco o que não é comum.

ICPR: (cols 30-35) Sinalizador de controle de impressão da matriz de

capacitância [C] ou suceptância [ωC] ou a inversa destas. Os resultados listados a seguir podem ser obtidos colocando-se 1 na respectiva coluna:

COLUNA

RESULTADO DE SAÍDA

30

inversa de [C] ou [ωE]

31

inversa de [Ce] ou [ωCe]

32

inversa de [Cs] ou [ωCs]

33

[C] ou [ωC]

34

[Ce] ou [ωCe]

35

[Cs] ou [ωCs]

Ce capacitância do sistema equivalente eliminando os condutores aterrados e subcondutores por fase.

Cs

Componentes simétricas dos condutores.

IZPR (cols 37-42) sinalizador de controle de impressão da matriz de

impedância série [Z] = [R] + jω[L] ou sua inversa. Similar ao ICPR e s controle é feito colocando-se 1 na respectiva coluna como mostra a tabela a seguir.

Col #

37

38

39

40

41

42

Saída

[Z]

[Ze]

[Zs]

[Z]

-1

[Ze] -1

[Zs] -1

ICAP

(col

44)

do

capacitância [C] ou suceptância [ωC]

Sinalizador

controle

de

saída

da

1

saída [C] e suas inversas

0

saída [ωC] e suas inversas.

matriz

de

DIST: (cols 45-52) Comprimento da linha em consideração (km ou milhas). Este campo usualmente pode ser deixado em branco, sendo necessário somente em algumas situações específica.

IPIPR: (cols 54-57) Sinalizador para controle de impressão de saída para as matrizes do modelo PI equivalente para linhas

longas. 4 possibilidade independentes podem ser obtidas colocando-se 1 na coluna apropriada, como mostra a tabela.

Col #

54

55

56

57

Saída

[Y]

[Ys]

[Z]

[Zs]

YAdmitâncias

Ys Componentes simétricas das admitâncias. ISEG: (col 58) Sinalizador indicando se os cabos aterrados (quando houver serão tratados como cabos contínuos ou seccionados.

0 cabo terra contínuo - caso normal

1 cabo terra segmentado.

MUTUAL: (col 59) Indicador da presença de circuitos de comunicação em paralelo

0 não tem circuito de comunicação em paralelo - caso normal

1 produz saída especial, para o circuito de comunicação próximo

IDEC: (col 60-62) Deixe em branco para cálculos normais das constantes da linha de transmissão em uma única frequência para o caso de loop interno sobre frequências espaçadas de forma logarítmica “IDEL” é o número de décadas as quais serão expandidas.

IPNT: (cols 63-65) Deixe em branco para cálculos normais das constantes da linha. Como na variável anterior (IDEC), IPNT é o número de pontos por década nos quais serão calculadas as constantes da linha.

IPUN: (cols 66-68) Geralmente deixado em branco.

IPUN pode ser usado para extrair automaticamente cartões ramos para representação do circuito.

IPUN = 44 representação do circuito PI.

MODAL:(cols 69-70) Modal = 0 ou branco linha continuamente transposta

MODAL = 1 linha não transposta, nesse caso os

parâmetros modais e a matriz de transformação são

calculados e disponíveis ramos.

no LUNIT 7 como cartões

ITRNSF: (cols 71-72) Através desta variável o usuário pode requerer a matriz de transformação modal completa (parte real e imaginária) ou somente a parte real.

0 ou branco ou -2 a parte imaginária da matriz de transformação é ignorada na analise modal (caso geral). 9 A matriz de transformação completa calculada por “LINE CONSTANTS” é usada.

CAPÍTULO IX

(“DATA BASE MODULE” - DBM)

9.1- Aspectos Gerais

O ATP apresenta uma facilidade, denominada “DATA BASE

MODULARIZATION”, que permite a criação de bibliotecas de modelos, expandindo e melhorando o uso do programa em várias aplicações. Um ou mais componentes do programa podem ser agrupados num único módulo, o qual passaria a ser visto pelo ATP como se fosse um modelo. Os módulos, uma vez criados, são inseridos no arquivo do caso

a ser simulado através do comando “$INCLUDE”. Somente alguns parâmetros são explicitados na criação dos módulos, tais como os nomes das barras de conexão e valores numéricos dos componentes, os quais são especificados pelo usuário como se fossem os

argumentos de uma subrotina.

O programa de suporte que executa esta função é o “DATA

BASE MODULE”, onde os formatos originais do programa ATP devem ser rigorosamente obedecidos. Para facilitar ainda mais o uso desta facilidade deve ser utilizada

a função “DATA SORTING BY CLASS”, que são instruções do tipo “/CARDS”, por exemplo: “/SWITCH”, “/BRANCH”, etc., onde a ordem original requerida pelo ATP é relaxada, e os componentes podem aparecer na ordem que o usuário especificar.

a) Função “$INCLUDE”

A instrução “$INCLUDE” é sempre utilizada em associação

com a função “DATA BASE MODULE”. A sua finalidade é inserir no

arquivo de dados o módulo criado pela função “DATA BASE MODULE”.

Devem ser especificados o nome do arquivo e os valores dos argumentos, definidos quando da criação do “DATA BASE MODULE”.

A função em questão é apresentada na seção Ik do ATP

Rule Book.

9.2- Estrutura do Programa “DATA BASE MODULE”

A função “DATA BASE MODULE” tem por objetivo criar um módulo, consistindo de um ou mais componentes, que pode ser utilizado, para a montagem do arquivo a ser utilizado na simulação, de forma mais amigável pelo usuário. Com esta função pode ser criada uma biblioteca de modelos, onde apenas alguns parâmetros precisam ser especificados pelo usuário. Caso os valores numéricos sejam definitivos, somente os nomes das barras precisariam ser especificados como argumentos pelo usuário. Uma vez criado o módulo, onde há necessidade de se obedecer aos formatos do ATP e às regras de utilização da função “DATA BASE MODULE”, a sua utilização é realizada através do comando “$INCLUDE” de forma muito simples, sem necessidade de se conhecer os formatos do ATP. Podem ser criados módulos

monofásicos, trifásicos ou de qualquer outra natureza, como no caso

de pontes conversoras, os quais são conectados ao arquivo principal simplesmente através do comando “$INCLUDE”. O arquivo de entrada para a função “DATA BASE MODULE” tem a seguinte estrutura:

1. BEGIN NEW DATA CASE

NOSORT

2. DATA BASE MODULE

3. $ERASE

4. Lista com declaração dos argumentos

5. Dados dos componentes

6. BEGIN NEW DATA CASE

7. Cartões comentários

8. $PUNCH

9. Cartão branco de terminação

9.3- Comentários sobre as Declarações de DBM

1 - BEGIN NEW DATA CASE NOSORT

Este cartão é sempre utilizado como 1 o cartão do arquivo de dados, a palavra NOSORT não tem uma posição definida.

2 - DATA BASE MODULE

Neste cartão de requisito especial transfere o controle do programa para a rotina suporte “DATA BASE MODULE”.

3 - $ERASE Este cartão é utilizado para preparar para saída de cartões na unidade LUNIT7.

4 - Lista Com Declaração dos Argumentos Nesta lista será definido o tipo de argumento que será usado, podendo ser:

a) Argumentos externos

Estes argumentos se referem aos nomes de nós e/ou valores numéricos que serão relacionados no cartão $INCLUDE, no caso estes estão sendo definidos separadamente. O formato livre é utilizado, porém a ordem dos argumentos deve ser mantida no cartão $INCLUDE.

ARG, NAME1, NAME2, VALUE1, VALUE2 NUM, VALUE1, VALUE2

OBS.: Nas declarações acima deve ser observado que aos argumentos NAME1 e NAME2 serão atribuídos nomes dos nós e aos argumentos VALUE1, VALUE2 serão atribuídos valores numéricos quando o cartão $INCLUDE for especificado.

O formato dos argumentos numéricos deve ser real com ponto

decimal, não sendo permitido o formato E.

b) Argumentos Internos (DUMMY)

A estes argumentos não podem ser atribuído nomes ou valores

através do cartão “$INCLUDE”, portanto, a sua utilização é restrita somente aos nomes e valores internos do módulo. A sequência dos argumentos na declaração “DUM” é totalmente arbitrária.

DUM, dummy1, dummy2, dummy3

5 - Dados dos Componentes (Template)

Os dados dos componentes são especificados nos formatos tradicionais do ATP, referentes a cada um dos modelos, tal como indicados no ATP Rule Book. A diferença fundamental é que alguns valores numéricos podem ser definidos como argumentos, para serem definidos na declaração “$INCLUDE”, sendo esta a principal vantagem da utilização da função “DATA BASE MODULE”. Todos os dados devem vir precedidos de cartões do tipo “/cards” para permitir a utilização do módulo em qualquer parte do arquivo completo. É importante observar que todos os argumentos do tipo “nomes” serão ajustados pela esquerda. No caso de um componente trifásico o argumento pode ter somente 5 dígitos, ficando o último para a definição das fases. Os argumentos do tipo “numéricos” são ajustados pela direita, ao contrário dos argumentos do tipo “nomes”.

6 - BEGIN NEW DATA CASE

Cartão marcador de separação.

7 - Cartões Comentários

Esta combinação (6, 7) é utilizada sinalizando que os cartões de dados de entrada para modularização terminaram aqui.

OBS.: O número de cartões comentários necessários é controlado pela variável KASEND no arquivo “STURTUP”.

8 - $PUNCH

Este comando é utilizado para extrair os dados do “buffer punch”, o qual contém ponteiros numéricos para todos os argumentos utilizados na “template” bem como a própria template.

9 - BEGIN NEW DATA CASE

Este cartão é sempre utilizado como um marcador de separação.

10 - BLANK Este cartão termina todo o caso.

Etapas para a geração de módulos no ATPDraw Arquivos “.lib” e “.sup”

Como estabelecido no capítulo 9 da segunda parte da apostila, o ATP apresenta uma facilidade, denominada “DATA BASE MODULARIZATION”, que permite a criação de bibliotecas de modelos, expandindo e melhorando o uso do programa em várias aplicações. Um ou mais componentes do programa podem ser agrupados num único módulo, o qual passaria a ser visto pelo ATP como se fosse um modelo.

Os módulos, uma vez criados, são inseridos no arquivo do caso a ser simulado através do comando “$INCLUDE”. Somente alguns parâmetros são explicitados na criação dos módulos, tais como os nomes das barras de conexão e valores numéricos dos componentes, os quais são especificados pelo usuário como se fossem os argumentos de uma subrotina. O arquivo representativo do módulo é gerado pela rotina DBM e comumente possui a extensão “.lib”. Este arquivo pode ser incluído no programa ATP pela interface ATPDraw, associando-se ao mesmo um ícone gerado pelo ATPDraw (“*.sup”). Neste sentido, apresentam-se os passos a serem seguidos para a

geração de um arquivo representativo do módulo criado (“*.lib”) e a criação do ícone no ATPDraw. Para tanto, será utilizado como exemplo hipotético a modelagem de um medidor de potência utilizando a rotina TACS.

1 - Elaborar a modelagem do medidor utilizando o ATPDraw e testar o

seu desempenho. Nesta fase é importante definir nomes de nós internos do modelo para que os mesmos possam ser renomeados pelo ATP, no caso da utilização da modelagem mais de uma vez no mesmo caso;

2 – Editar o arquivo criado pelo ATPDraw para representar o medidor

no ATP pelo botão ATP e depois Edit ATP-file. Selecionar no arquivo editado a parte relativa ao caso que deverá constituir o módulo

medidor de potência. Para facilitar esta etapa é interessante que o caso trate apenas da modelagem do medidor. Copiar a parte do arquivo selecionada; 3 – No arquivo “módulos.atp” utilizado como arquivo “máscara” do DBM, mostrado a seguir, colar a parte do arquivo copiada sob a

declaração DUM. Nesta etapa deve-se estabelecer os nomes dos argumentos que serão transferidos para o módulo, lembrando a ordem dos mesmos e a classificação de argumentos alfanuméricos e numéricos. Os argumentos numéricos deverão estar apresentados na declaração NUM. As declarações a seguir: /BRANCH; /SWITCH; /SOURCE; e /OUTPUT, não são estritamente necessárias e podem estar na parte do arquivo colada. Tais declarações foram colocadas no arquivo “máscara” principalmente com um lembrete. Colocar na declaração $PUNCH, o nome do arquivo do módulo ex. $PUNCH, Wattímetro.lib

BEGIN NEW DATA CASE NOSORT DATA BASE MODULE C****************************************************************************

C *********** " Modelo para criar módulos " ***********

C****************************************************************************

$ERASE

ARG

NUM

DUM { inserir o módulo sob esta declaração}

/BRANCH

/SWITCH { declarações do módulo } /SOURCE { declarações do módulo }

/OUTPUT { declarações do módulo } BEGIN NEW DATA CASE $PUNCH, NOME.EXT BEGIN NEW DATA CASE BLANK

{ declarações do módulo }

$EOF

4 – Feito o arquivo DBM, executar o programa ATP pela ferramenta

ATP Launcher associando o arquivo DBM. Nesta etapa será criado o módulo no arquivo “Wattímetro.lib”. Esse arquivo está na mesma pasta da “máscara” do DBM

5 – N área de trabalho do ATPDraw acionar os seguintes botões:

Objects User Specified New sup-file, como mostra a figura a seguir: Neste momento aparecerá uma janela para a edição do arquivo suporte (sup file), o qual terá a extensão”.sup”. Este arquivo deverá vibilizar a inserção do módulo criado na rede do ATP.

vibilizar a inserção do módulo criado na rede do ATP. 6 – A janela para a

6 – A janela para a edição do arquivo “sup-file” está na figura a seguir:

Deve-se agora definir em (1) o número de dados alfanuméricos (Num. nodes) e dados numéricos

Deve-se agora definir em (1) o número de dados alfanuméricos (Num. nodes) e dados numéricos (Num. data). Em (2) deve-se especificar o nome da variável numérica e os valores limites A utilização do Help neste momento deverá ajudar na criação do arquivo. Todas as informações aqui efetuadas deverão estar de acordo o módulo que será carregado pelo arquivo (arquivo “*.lib”). Os dados deverão ser fornecidos na mesma ordem que aparece na lista de argumentos do módulo. Em (3), o botão representado por uma lâmpada permite desenhar um ícone para o arquivo “.sup”, e o botão com uma

interrogação permite que o usuário faça a edição do “Help” do arquivo “sup-file”.

7 - O botão Nodes muda a janela para declaração das variáveis

alfanuméricas mostrada na figura a seguir. No ponto demarcado tem- se a posição dos nós que serão associados ao ícone no arquivo “sup-

file”. Novamente o help deverá ajudar na informação dos dados.

Novamente o help deverá ajudar na informação dos dados. 8 – Finalmente, cumprido as etapas anteriores

8 – Finalmente, cumprido as etapas anteriores acionar o botão

“save as” e atribuir um nome ao arquivo “sup-file” e salvar o arquivo.

Após isto o arquivo será salvado na pasta “ATP/project/usp. O usuário deve acessar este arquivo pelo ATPDraw, clicando com o botão direito do mouse na área de trabalho. A seguinte janela aparecerá:

Ao fazer esta seleção abrirá a pasta onde estão os arquivos criados pelo usuário: ATP/project/usp/.

Ao fazer esta seleção abrirá a pasta onde estão os arquivos criados pelo usuário: ATP/project/usp/. Então, é só selecionar o arquivo criado que aparecerá o seu ícone na área de trabalho do ATPDraw. Dois clic no ícone abrirá uma janela para as informações dados numéricos e o endereço do arquivo “.lib” no botão Browse como é mostrado na figura. Não esquecer de marcar o ponto “Send parameters” no caso de existir algum argumento no arquivo “.lib”. Maiores dúvidas consultar o Help

Feito isto, acione o botão OK e o módulo definido no arquivo “sup-file” será inserido

Feito isto, acione o botão OK e o módulo definido no arquivo “sup-file” será inserido no arquivo de dados do ATP. O help deste ícone é aquele editado pelo usuário. Se não houver edição do help, então será mostrado o arquivo “.lib” anexado.

Capítulo X

TRANSIENT ANALYSIS OF CONTROL SYSTEMS (TACS)

10.1- Aspectos Gerais

A TACS é uma rotina do ATP que permite fazer controle do sistema elétrico através do comando de operação de chaves, ou estabelecendo valores de fontes de tensão ou corrente e ainda criando elementos não lineares. Para isto, valores de tensão em uma barra ou corrente em um nó de chave, estatus de chave, fechada (1) ou aberta (0) e valores internos de máquinas podem ser transferidos para a TACS para serem utilizados segundo a necessidade do controle. Os resultados podem ser transferidos de volta ao sistema elétrico em forma de fontes (de tensão ou corrente) ou sinais de controle de chaves. O procedimento consiste no seguinte: o programa ATP processa a rede elétrica e transfere os dados para a rotina TACS, que por sua vez executa as operações segundo a lógica do controle e disponibilizam os resultados para a rede elétrica no passo de integração seguinte. Desta forma, observa-se que os resultados obtidos pela TACS possuem um atraso de um passo de integração. A figura a seguir apresenta este fato.

10.2- Regras Básicas para a Utilização da TACS Para a utilização da TACS deve-se obedecer

10.2- Regras Básicas para a Utilização da TACS

Para a utilização da TACS deve-se obedecer a seguinte regra:

Obter um diagrama de blocos do sistema de controle a ser

desenvolvido na TACS; ii. - Cada variável da TACS deve possuir um nome sendo a ele

i. -

atribuído um único valor a cada passo de integração Não é permitido loops na TACS

iii. -

iv. - Todas as declarações são computadas simultaneamente (no mesmo passo d integração); v. - Qualquer sinal da TACS pode ser repassado para o circuito elétrico do ATP como fonte de corrente ou tensão, ou como sinal de controle de operação de chaves, diodos e tiristores; vi. - A interação do ATP com a TACS é feita através de fontes da TACS da seguinte forma: tipo 90 – tensão na Barra; tipo 91 – corrente na chave; tipo 93 – posição de chave (aberta ou fechada); e tipo 94 – variável interna de máquinas.

Cartões de requisitos especiais “SPECIAL REQUEST” A TACS necessita de uma declaração “special request” para seu controle.

1. ABSOLUTE TACS DIMENSIONS:

Esta declaração serve para redimensionar a TACS.

2. TACS STAND ALONE:

Esta declaração estabelece a utilização somente da rotina TACS, não interagindo com o sistema elétrico.

3. TACS HYBRID:

Com esta declaração o programa ATP processa a rede elétrica controlada pela TACS

4. TACS INI:

Estabelece as condições iniciais para a TACS.

Obs. A TACS deve ser terminada com um cartão em branco.

Variáveis e Constantes Pré-definidas na TACS A TACS possui variáveis e constantes que são previamente definidas, as quais poderão ser utilizadas no sistema de controle. Estas variáveis e constantes são:

1. TIMEX

tempo de simulação em segundos

2. ISTEP

3. DELTAT

4. FREQHZ frequência da primeira fonte senoidal lida internamente na

número do presente passo de integração

passo de integração em segundos

TACS

5. OMEGAR = 2*p*FREQHZ rd/s

6.

7. MINUS1 = -1

8. PLUS1 = +1; UNITY = 1; INFINITY = + ∞

ZERO

= 00

9.

PI

= π (3,1416

)

10.3- Fontes da TACS A TACS possui fontes que viabilizam o processamento do sistema de controle. Estas fontes estão apresentadas na tabela a seguir:

 

Fontes da TACS

 

Fontes Internas na TACS

Fontes transferidas do ATP

Tipo

Descrição

Tipo

Descrição

11

Fonte DC

90

Tensão na Barra