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FACULDADE ASSIS GURGACZ

JOÃO BATISTA GUERRA JÚNIOR

CONSIDERAÇÕES SOBRE A UTILIZAÇÃO DE QoS COMO MECANISMO DE

CONTROLE DE TRÁFEGO DE REDES

CASCAVEL

2009

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FACULDADE ASSIS GURGACZ

JOÃO BATISTA GUERRA JÚNIOR

CONSIDERAÇÕES SOBRE A UTILIZAÇÃO DE QoS COMO MECANISMO DE

CONTROLE DE TRÁFEGO DE REDES

Trabalho apresentado ao curso de graduação em Engenharia com Habilitação em Telecomunicações da Faculdade Assis Gurgacz como requisito de avaliação da disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso.

Orientador: Paulo Rogério Vieira Sarmento

CASCAVEL

2009

3

FACULDADE ASSIS GURGACZ

JOÃO BATISTA GUERRA JÚNIOR

CONSIDERAÇÕES SOBRE A UTILIZAÇÃO DE QoS COMO MECANISMO DE

CONTROLE DE TRÁFEGO DE REDES

Trabalho apresentado ao curso de graduação de Engenharia com Habilitação em Telecomunicações, da Faculdade Assis Gurgacz, como requisito para obtenção do título de Engenheiro com Habilitação em Telecomunicações, sob orientação do Professor Paulo Rogério Vieira Sarmento.

BANCA EXAMINADORA

Paulo Rogério Vieira Sarmento FAG – Cascavel – PR. Engenheiro de Telecomunicações

Yuri Ferruzzi FAG – Cascavel – PR. Mestre em Engenharia Agrícola

Cascavel,

de

de 2009

4

Em memória de Inês Ana Gandin Guerra.

Aos meus pais.

5

AGRADECIMENTOS

A Deus, pela presença efetiva e incondicional em minha vida.

Ao meu avô Ernesto Guerra, exemplo de vida, dedicação e sabedoria.

Aos meus pais, pela paciência, amor, a mim dedicados.

A Daniele, pelo amor, compreensão e incentivo no decorrer de todos estes dias.

Aos amigos pelo companheirismo e incentivo a realizar mais esta etapa em minha

vida.

6

RESUMO

Atuais estudos sobre demanda de dados e voz indicam um aumento significativo do tráfego de dados ante ao tráfego de voz. Crescimento este que resulta do avanço das indústrias de informática e de telecomunicações para atender a um mercado que converge para uma nova geração de redes de comunicação. Fato este, devido ao barateamento dos custos dos computadores, ampliação da rede de telefonia, juntamente com o avanço da Internet e seus diversos aplicativos, alavancou o aumento da quantidade de usuários e o crescimento da quantidade de utilização do tráfego de dados em redes de computadores. Diante deste cenário o desenvolvimento de mecanismos para privilegiar certas aplicações torna-se necessário para garantir o seu perfeito funcionamento, com níveis de qualidade mínimos para que haja satisfação na sua utilização. Porém, a QoS, depende de outros mecanismos como IntServ e Diffserv, que aliados, dão garantias de qualidade. O objetivo geral deste trabalho é analisar e caracterizar a utilização do recurso de qualidade de serviço como gerenciador de tráfego de dados em redes de comunicação. Elaborar um estudo sobre as formas de gerenciamento de controle de tráfego utilizando a Qualidade de Serviço, classificando e exemplificando seus parâmetros e requisitos. Descrever aplicações e princípios de funcionamento analisando a eficiência deste método de controle.

Palavras Chave: Qualidade de Serviço, Redes, Voz sobre IP, VoIP.

7

ABSTRACT

Current studies on demand for voice and data indicate a significant increase in data traffic before the voice traffic. That this growth follows the progress of the industries of information technology and telecommunications to serve a market that converges to a new generation of network communications. Fact that, due to the affordable cost of computers, extending the telephone network, together with the advancement of Internet and its various applications, leveraged to increase the quantity of users and increase the amount of use of traffic data in networks of computers. In this scenario the development of mechanisms to favor certain applications it is necessary to ensure the perfect operation, with minimum levels of quality to achieve satisfaction in their use. The aim of this study is to analyze and characterize the use of the resource quality of service as manager of data traffic in communications networks. Prepare a study on ways of management to control traffic using Quality of Service, describing and showing your parameters and requirements. Describe applications and operating principles of analyzing the efficiency of this method of control.

Key-words: Quality of Service, Networks, Voice over IP, VoIP.

8

LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 01: Camadas do modelo de referência OSI

42

Figura 02: Modelo TCP/IP e modelo OSI

43

Quadro 01: Rigidez dos requisitos de qualidade de serviço para diferentes aplicações

48

Figura 03: Flutuação ou Jitter

50

Figura 04: Algoritmo de balde furado

52

Quadro 02: Classificação de Parâmetros de QoS

57

Quadro 03: Razões para QoS na intranet e internet

62

Quadro 04: Estratégias de fornecimento de qos na intranet e internet

63

Quadro 05: Classificação de aplicações adaptativas e não adaptativas

64

Quadro 06: Aplicações não adaptativas

64

Quadro 07: Influência de fatores para o atraso

65

Quadro08: Influência de jitter, perdas de pacote, banda e disponibilidade sobre a QoS

65

Figura 05: Especificações para qos nos planos de dados, controle e roteamento

66

Figura 06: Localização de Ferramentas de Suporte a QoS

67

Figura 07: Estrutura em camadas para os principais protocolos para VoIP

69

Figura 08: Componentes da arquitetura H.323

70

Figura 09: Arquitetura IPTV baseada em ADSL

73

Quadro 09: Valores recomendados para compactação de vídeo em MPEG-2, em qualidade HDTV

75

Figura 10: Fluxograma da interdependência QoS x

76

Figura 11: Visualização da QoS e QoE

77

9

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO 2 . FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

1. INTRODUÇÃO 2 . FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

13

15

2.1 Histórico

 

15

2.2 Redes

19

2.2.1

Tipos de

redes

19

2.2.1.1 Redes Ponto-A-Ponto

20

2.2.1.2 Redes

Cliente/Servidor

21

2.2.2

Topologia de rede

 

23

2.2.2.1 Layout

Estrela

23

2.2.2.2 Layout

Barramento

25

2.2.2.3 Layout

Anel

26

2.2.2.4 Layout

Árvore

27

2.2.2.5 Misto

Layout

 

27

2.2.3

Tipos de rede

28

2.2.3.1

WAN – Wide Area Network

28

2.2.3.2

LAN – Local Area Network

29

2.2.3.3

WLAN - Wireless Local Area Network

29

2.2.3.4

MAN – Metropolitan Area Network

29

2.2.3.5

PAN – Personal Area Network

30

2.2.3.6

VLAN – Virtual Local Area Network

30

2.2.3.8

VPN – Virtual Private network

31

2.2.4

Meios de transmissão

31

2.2.4.1 Conceitos de Cabeamento

31

2.2.4.2 Ruído Elétrico

 

32

2.2.4.3 Conexão em

redes locais

34

2.2.4.4 Transmissão por meios guiados

34

2.2.4.5 Meios não guiados

 

38

2.3 Modelo de referência OSI

41

2.4 Protocolo TCP/IP

 

42

2.5 Qualidade de serviço (QoS)

45

2.5.1 Requisitos

 

46

2.5.2 Técnicas para obtenção de QoS satisfatória

49

2.5.2.1 Superdimensionamento

49

2.5.2.2 Armazenamento em buffers

50

2.5.2.3 Modelagem de tráfego

50

2.5.2.4 Algoritmo de balde furado

51

2.5.2.5 Reserva de recursos

52

2.5.2.6 Roteamento proporcional

52

2.5.3

Serviços integrados

 

53

2.5.3.1

RSVP – Resource reSerVation Protocol

54

2.5.4 Serviço diferenciados

55

2.5.5 Parâmetros de Qualidade de Serviço

56

2.5.5.1 Largura de faixa ou de banda

57

2.5.5.2 Atraso

 

59

2.5.5.3 Controle de tráfego

60

10

2.5.5.5 Taxa de perda de pacotes

60

2.5.5.6 Delay ou atraso de transmissão

61

2.5.6 Garantia de QoS em Redes IP

62

2.5.7 Ferramentas para suporte a QoS

66

2.5.8 Aplicações

67

2.5.8.1 VoIP

67

2.5.8.2 IPTV

72

3. RESULTADOS E DISCUSSÕES

79

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

79

81

13

1 INTRODUÇÃO

Em um período relativamente curto, são raras as áreas que apresentaram

tamanha evolução e revoluções tecnológicas quanto às redes de comunicação e as

telecomunicações. Juntamente com o predomínio do protocolo TCP/IP, a internet se

tornou em pouco tempo um meio muito popularizado, objetivando o crescimento da

preocupação com temas como qualidade de serviço na transmissão de dados e

segurança em redes de comunicação.

Recentemente com a expansão das redes sem fio a quantidade de

usuários que acessam a internet popularizou-se amplamente, provocando uma

grande busca pelos serviços que permitam acesso a dados disponíveis, exigindo

assim o uso de ferramentas para direcionar e controlar os recursos de largura de

banda para fins principais.

A utilização dos parâmetros de Qualidade de Serviço (QoS) em uma rede,

controla o tráfego das informações, sendo fundamental para o efetivo sucesso de

aplicações avançadas como a telefonia por IP (VoIP), IPTV e videoconferência, que

requerem uma garantia mínima de largura de banda e uma pequena quantidade de

perdas de pacotes para funcionarem corretamente.

Uma forma de implementação de mecanismos de qualidade de serviço,

para obter um funcionamento mínimo das aplicações em rede, pode ser atribuído às

funcionalidades de equipamentos, softwares e configurações neles executadas,

como em roteadores, usando aplicativos de QoS do próprio aparelho para limitar a

largura de banda dependendo da necessidade de cada usuário, sendo concedido

14

conforme sua relevância, pelos seus endereços de IP ou MAC, considerando quais

as aplicações dos usuários e quais suas prioridades.

O presente estudo implicará no conhecimento e solução das dúvidas

perante este recurso tecnológico que está se tornando essencial para vários

ambientes. Ambientes que cada vez mais possuem redes de computadores e redes

de comunicações, onde há a necessidade de utilizar ferramentas que possibilitem

privilegiar e controlar o volume de dados para as mais diversas aplicações, para

sempre buscar seu perfeito funcionamento e garantir a qualidade do sistema.

O objetivo geral deste trabalho é analisar e caracterizar a utilização do

recurso de qualidade de serviço como gerenciador de tráfego de dados em redes de

comunicação, elaborando um estudo sobre a formas de gerenciamento de largura

de banda utilizando o QoS, classificando e exemplificando as necessidades de

aplicações e descrever quais são seus princípios de funcionamento.

Na seção 2 deste trabalho é abordado o referencial teórico sobre o

histórico e o ambiente das redes de comunicação, estruturas e arquiteturas de rede,

meios de transmissão, modelo OSI, o protocolo TCP/IP, Qualidade de Serviço e

aplicações. A seção 3 apresenta os resultados e discussões sobre o assunto

proposto. E as conclusões são descritas na seção 4.

15

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Segundo Dantas (2002), redes de comunicação são consideradas como

ambientes que permitem pessoas e equipamentos trocarem informações através de

dispositivos, enlaces de comunicação e pacotes de software.

2.1 Histórico

O processo evolutivo no seguimento da informática é constante e rápido.

As redes de comunicação também estão inclusas neste aspecto, pois passaram por

um longo processo de evolução até chegarem aos padrões atuais para utilização.

As redes de comunicação foram criadas na década de 1960, e tinham a

função de transferir informações de um computador a outro, usando cartões

perfurados que representavam os bits zeros e uns dos dados armazenados. Certos

cartões como os da IBM, tinham capacidade de 80 caracteres por cartão, o que

tornava o transporte de grande quantidade de informação lento, trabalhoso e

demorado (MORIMOTO, 2008).

No final da década de 1960, a Agência de Projeto e Pesquisa Avançada

(Advanced Research Projects Agency, ARPA) do Departamento de Defesa dos EUA

criou uma rede para interconectar computadores dos centros de pesquisas em uma

rede de dados com a finalidade de diminuir os custos com os equipamentos que

nesta época eram muito elevados. Assim foi criada a ARPAnet, que tornou-se a

base de referência para todas as redes de dados futuras (COMER, 2001).

16

Criada com o propósito de testar a interligação entre quatro arquiteturas

distintas, a rede cresceu rapidamente e em meados da década de 1970 já eram

interligados mais de 30 locais. Para dar garantia de estabilidade e operação da rede

os nós eram ligados a pelo menos 2 outros para que permitir o funcionamento

mesmo tendo interrupção de várias das conexões (MORIMOTO, 2008).

Na atualidade temos a internet que podemos considerar uma rede

confiável, pois possibilita que as mensagens enviadas entre nós, se sofrerem

interrupções na transmissão ou recepção são detectadas rapidamente, e mesmo

assim são entregues os pacotes ao destino enquanto existir um caminho possível.

Após a criação da rede pela ARPAnet, em 1974 surgiu o protocolo

TCP/IP, tornando-se o protocolo definitivo para uso nesta rede e posteriormente na

internet. A utilização de uma rede interligando vários locais promoveu um tráfego

livre de informações, desenvolvendo ao decorrer dos anos os recursos que são

usados até hoje, como o correio eletrônico (e-mail), o telnet e o FTP, permitindo a

troca de informações, compartilhamento de arquivos e acesso remoto entre os

usuários conectados.

Robert Metcalfe aprimorou os trabalhos realizados por Abramson, que

desenvolveu a rede ALOHA, uma rede de rádio baseada em pacotes que permitia

que muitos lugares remotos das ilhas do Havaí comunicassem entre si, através de

uma comunicação broadcast, freqüência de rádio. Em 1973, Metcalfe apresentou a

tese de seu doutorado mostrando os princípios da Ethernet, iniciando o grande

crescimento

das

redes

(KUROSE, 2006).

locais

de

curta

distância,

baseadas

neste

protocolo

17

Paralelamente aos trabalhos desenvolvidos nas redes Aloha/Ethernet,

empresas

como

a

Digital

Equipment

Corporation

(Digital),

Xerox

e

IBM,

desenvolviam suas próprias arquiteturas de redes, que posteriormente contribuíram

para a base dos conhecimentos que determinaram os princípios do protocolo OSI

(open systems interconnection – interconexão de sistemas abertos) e o progresso

das redes.

A proliferação das redes teve seu grande crescimento durante a década

de 1980. Durante este período tiveram origem outras redes como a BITnet, CSNET,

NFSNET, como forma de interconectar outros locais e regiões, principalmente nos

Estados unidos.

Conforme Morimoto (2008), a velocidade de troca de informações também

se expandia. Quando surgiu a rede ARPAnet, a velocidade de backbone era de 50

kbps para conexões a longas distâncias. Para Kurose (2006), a velocidade da rede

NFSNET no final dos anos 80 já chegava a 1,5 Mbps e servia como backbone

primário para interligação de redes regionais.

Com este crescimento e início da Internet, adotou-se oficialmente o

protocolo TCP/IP, como novo padrão de protocolo de máquinas para a ARPAnet.

Nesta mesma época foi desenvolvido o sistema de nomeação de domínios, Domain

Name System (DNS), para mapear nomes da Internet para facilitar o entendimento

pelos usuários, sendo esse usado até hoje, e os endereços IP (KUROSE, 2006).

Esta revolução no segmento da computação está diretamente ligada a

origem da Internet pela ARPAnet e pelas redes locais evoluídas no padrão Ethernet.

Porém, no início não tinham uma relação direta. Uma servia para conectar estações

18

de trabalho e outra para criar redes locais, permitindo a troca de informações e

utilização de periféricos (MORIMOTO, 2008).

Já com a utilização da rede Internet, criada na década de 1990 pelo Cern

(European Center for Nuclear Physics – Centro Europeu para Física Nuclear),

possibilitou a disseminação de novas aplicações, como transações comerciais,

serviços de multimídia, serviços de informações, entre outros, para milhões de

pessoas. Com estes avanços da World Wide Web, houve grande progresso no

desenvolvimento na área de roteadores de alta velocidade e roteamento e das redes

locais. Juntamente com a expansão dos equipamentos, definiu e implantou-se

modelos de serviços de Internet para tráfego, ferramentas para segurança e

gerenciamento da infra-estrutura, devido o uso de comércio eletrônico, sendo estes

componentes centrais da infra-estrutura mundial de telecomunicações (KUROSE,

2006).

Comer (2001), relata que a presença de propagandas em revistas e na

televisão contendo referências de um site da Web na Internet que possibilitam

informações adicionais sobre produtos e serviços dos anunciantes, provam o

impacto que a Internet tem na sociedade.

A popularidade

e

a

importância

das

redes

de

computadores

têm

produzido uma forte demanda em todos os empregos para pessoas com maior

conhecimento em redes.

19

2.2 Redes

Soares et al. (1995), designa que uma rede de telecomunicações é uma

combinação de vários elementos de rede que são necessários a fim de suportar voz,

dados, vídeo, tanto em aplicações locais como nas de longa distância. Uma rede de

telecomunicações é a base de toda a atividade telefônica, pois é ela que conecta o

usuário final ao mundo através do uso de pares de cobre, cabo coaxial, fibra óptica,

sem fio, microondas ou satélite.

O compartilhamento de dados de uma rede pode ser efetuado de duas

formas: pelo tipo de rede ponto-a-ponto e do tipo cliente/servidor. As redes ponto-a-

ponto são usadas em redes pequenas, já a cliente/servidor é a mais utilizada tanto

em pequenas quanto em redes de grande escala. A classificação independe da

estrutura física usada pela rede, mas sim pela maneira como esta configurada,

TORRES (2001).

2.2.1 Tipos de redes

Os dados de uma rede podem ser compartilhados basicamente em duas

formas: em redes do tipo ponto-a-ponto e cliente/servidor.

As redes ponto-a-ponto são características de redes pequenas, enquanto

as redes cliente/servidor são comumente utilizadas em grandes redes e também em

redes menores, não dependendo da quantidade e de estrutura física (GUERRA,

2008).

20

As considerações a seguir são baseadas nos autores Guerra (2008) e

Soares et al. (1995):

2.2.1.1 Redes Ponto-A-Ponto

Este é o tipo de rede mais simples de ser montada, onde todos

os

computadores são clientes e servidores ao mesmo tempo, mas não possui um

servidor específico e que possui grande parte dos sistemas operacionais já com

suporte para a rede.

Nas redes ponto-a-ponto os computadores podem trocar informações

facilmente, obtendo dados de outros computadores ou simplesmente utilizando

periféricos

que

estejam

instalados

em

outros

micros,

apenas

efetuando

configurações no sistema de cada computador.

A facilidade de implementação deste tipo de rede, também trás como

vantagens o baixo custo, a simplicidade do cabeamento entre outros, porém, um dos

principais requisitos para uma rede, o fator segurança, deixa a desejar, sendo ele de

baixo nível.

Entre outras vantagens e desvantagens estão:

Os computadores funcionam normalmente sem estarem conectados

a rede;

Os computadores podem ser instalados em um mesmo ambiente de

trabalho;

Não existe administrador da rede;

21

Não existem servidores;

Rede de pequeno porte, com dificuldades para expansão.

2.2.1.2 Redes Cliente/Servidor

Neste tipo de rede existe um computador que é designado como servidor.

Nele são gerados recursos para os demais micros da rede da qual ele integra.

Esta configuração é muito utilizada quando se necessita um alto nível de

segurança com

os

dados

da

rede e

quando esta rede for maior do que

dez

computadores.

Ao

contrário

da

rede

ponto-a-ponto,

a

rede

cliente/servidor

oferece

recursos especializados para os demais computadores da rede, disponibilizando os

arquivos em um só local e fazendo outro processamento em conjunto.

A grande vantagem de se ter um servidor dedicado é a velocidade de

resposta às solicitações do computador cliente. Isso acontece porque, além dele ser

especializado na tarefa em questão, ele normalmente não executa outras tarefas.

Onde o fator desempenho não é tão relevante, podem-se utilizar servidores não

dedicados, sendo eles micro servidores que são usados também como estações de

trabalho.

Uma vantagem do sistema cliente/servidor é a forma centralizada de

configuração e administração, que propicia a organização e segurança da rede.

Geralmente,

os

serviços

oferecidos

pelos

servidores

dependem

de

processamento específico que só eles podem fazer. O processo cliente, por sua vez,

fica livre para realizar outros trabalhos. A interação entre os processos cliente e

22

servidor é uma troca cooperativa, em que o cliente é o ativo e o servidor reativo, ou

seja, o cliente requisita uma operação, e neste ponto o servidor processa e responde

ao cliente.

As redes cliente/servidor baseiam-se em servidores especializados em

uma determinada tarefa, podendo nem sempre ser computadores e sim um aparelho

que desempenhe igual função.

Entre os tipos mais comuns de servidores estão:

Servidor de arquivos: Servidor responsável pelo armazenamento de

arquivos e dados;

Servidor de impressão: Servidor responsável por processar pedidos

de

impressão

solicitados

impressoras disponíveis.

pelos

computadores

da

rede

e

enviá-los

para

as

Servidor de aplicações: Servidor responsável por executar aplicações

cliente/servidor, como um banco de dados.

Servidor de correio eletrônico: Responsável pelo processamento e

pela entrega de mensagens eletrônicas.

Algumas vantagens do tipo de rede cliente/servidor:

Escalabilidade:

Um

sistema

cliente/servidor

pode

ser

expandido

verticalmente pela adição de mais recursos à máquina servidora ou aumento do

número de servidores - ou horizontalmente, pelo aumento do número de máquinas

servidoras;

23

Independência

de

plataformas:

Os

sistemas cliente/servidor

não

ficam presos a um ambiente de software ou hardware;

Melhor Desempenho: Com a força de processamento distribuída, o

tempo de processamento é menor, conseqüentemente o tempo de resposta também

é menor;

Fácil Acesso aos Dados: Como é o processo cliente que gerencia a

interface, deixando o servidor livre para manipular os dados, este por sua vez fica

mais disponível;

Redução de Custos Operacionais: Como os custos de hardware e

software estão constantemente sendo reduzidos, a troca dos sistemas grandes por

sistemas com redes integradas pode ser feita com um baixo custo.

2.2.2 Topologia de rede

2.2.2.1 Layout Estrela

As redes em estrela, que são as mais comuns hoje em dia, utilizam cabos

de par trançado e um hub como ponto central da rede. O hub se encarrega de

retransmitir todos os dados para todas as estações, mas com a vantagem de tornar

mais fácil a localização dos problemas, já que se um dos cabos, uma das portas do

hub ou uma das placas de rede estiver com problemas, apenas o PC ligado ao

componente defeituoso ficará fora da rede. Claro que esta topologia se aplica

apenas a pequenas redes, já que os hubs costumam ter apenas 8 ou 16 portas. Em

24

redes maiores é utilizada a topologia de árvore, onde temos vários hubs interligados

entre si por switches ou roteadores. Em inglês é usado também o termo Star Bus, ou

estrela em barramento, já que a topologia mistura características das topologias de

estrela e barramento.

Layout

de

fácil

instalação,

baixo

custo

e

rápida,

devido

aos

seus

componentes, cabo e ao conector. O número de nós ou pontos que se pode

conectar ao hub ou switch é determinado pelo número de portas que os mesmos

possuem.

Este tipo de rede representa o formato de uma estrela. Cada estrela

possui um hub ou um switch, que se conecta direta e individualmente a cada nó por

um cabo par trançado (10BASE-T). Uma das extremidades do cabo é ligada por um

plug ao conector da placa de rede e a outra extremidade conecta-se diretamente ao

hub ou switch.

Existe um limite para o número de nós ou pontos que pode-se acrescentar

a uma rede. Esse layout torna-se um grupo de trabalho e pode operar independente

ou se conectado a outros grupos de trabalho.

As vantagens da configuração estrela são:

Cabeamento Barato;

Instalação Rápida;

Grupos de trabalho que se comunicam facilmente;

Expansão pela simples adição de um novo grupo de trabalho;

A expansão por meio de um switch ou bridge realmente melhora o

desempenho da rede;

25

Habilidade de lidar facilmente com defeitos em conexões sem afetar

a rede inteira;

O Cabeamento usado fornece informações de status indicadas por

luzes em seu respectivo hub, facilitando a identificação de problemas.

Uma das únicas desvantagens desse layout é que limita-se à uma

distância máxima de 100 metros entre o nó ou ponto e o hub.

2.2.2.2 Layout Barramento

O layout em barramento é em alguns casos chamado de backbone. É

uma configuração linear, que conecta todos os computadores da rede ou grupo de

trabalho em uma única linha ou cabo. Os sinais de dados são transmitidos para toda

população de nós ou pontos um após o outro.

Um único cabo coaxial, chamado de segmento, é usado para conectar os

computadores da rede. Um conector cilíndrico, chamado de BNC, ligado a cada

placa de rede permite que o cabo se conecte diretamente a cada computador,

ligando-se depois ao conector BNC (coaxial) do hub, quando um hub é utilizado.

As vantagens do layout barramento são:

Cabeamento muito confiável;

Expansão simples da rede;

Não requer um hub ou um outro equipamento central.

26

Já as desvantagens da topologia em Barramento são muitas, algumas

delas:

Os padrões restringem esse tipo de rede a não mais de 20

conexões de nós ou pontos dentro da rede;

O comprimento total da rede não pode exceder os 185 metros;

Se a conexão de um nó ou ponto apresentar defeito, a rede toda

é afetada;

A Identificação dos problemas é difícil.

2.2.2.3 Layout Anel

Na topologia em anel os dispositivos são conectados em série, formando

um circuito fechado (anel). Os dados são transmitidos unidirecionalmente de nó em

nó até atingir o seu destino. Uma mensagem enviada por uma estação passa por

outras estações, através das retransmissões, até ser retirada pela estação destino

ou pela estação fonte.

Características:

Dados circulam de forma unidirecional; - Os sinais sofrem menos

distorção e atenuação no enlace entre as estações, pois há um repetidor em cada

estação;

um

atraso

de

um

ou

processamento de dados;

mais

bits

em

cada

estação

para

27

estações;

uma

queda

na

confiabilidade

para

um

grande

número

de

A cada estação inserida, há um aumento de retardo na rede; - É

possível usar anéis múltiplos para aumentar a confiabilidade e o desempenho.

2.2.2.4 Layout Árvore

A

topologia

em

árvore

é

essencialmente

uma

série

de

barras

interconectadas. Geralmente existe uma barra central onde outros ramos menores

se conectam.

Esta ligação é realizada através de derivadores e as conexões das

estações realizadas do mesmo modo que no sistema de barra padrão.

Cuidados adicionais devem ser tomados nas redes em árvores, pois cada

ramificação significa que o sinal deverá se propagar por dois caminhos diferentes. A

menos

que

estes

caminhos

estejam

perfeitamente

casados,

os

sinais

terão

velocidades de propagação diferentes e refletirão os sinais de diferente maneira.

Em geral, redes em árvore, vão trabalhar com taxa de transmissão menor

do que as redes em barra comum, por estes motivos.

2.2.2.5 Layout Misto

É a topologia mais utilizada em grandes redes. Assim, adequa-se a

topologia de rede em função do ambiente, compensando os custos, expansibilidade,

flexibilidade e funcionalidade de cada segmento de rede.

28

O exemplo acima mostra o diagrama simplificado de uma rede numa

topologia mista. Muitas vezes acontecem demandas imediatas de conexões e a

empresa não dispõe de recursos, naquele momento, para a aquisição de produtos

adequados para a montagem da rede. Nestes casos, a administração de redes pode

utilizar os equipamentos já disponíveis considerando as vantagens e desvantagens

das

topologias

utilizadas.

Consideremos

o

caso

de

um

laboratório

de

testes

computacionais onde o número de equipamentos é flutuante e que não admite um

layout definido. A aquisição de hubs ou switch-hubs pode não ser conveniente, pelo

contrário até custosa. Talvez uma topologia tipo BARRAMENTO seja uma solução

mais adequada para aquele segmento físico de rede.

2.2.3 Tipos de rede

2.2.3.1 WAN – Wide Area Network

A rede de longa distância têm a dimensão correspondente a países,

continentes ou vários continentes. São na realidade constituídas por múltiplas redes

interligadas, por exemplo LANs e MANs. O exemplo mais divulgado é a internet.

Dada a sua dimensão e uma vez que englobam LANs e WANs, as tecnologias

usadas para a transmissão dos dados são as mais diversas, contudo para que as

trocas de informações se processem se faz necessário um elo comum sobre essa

tecnologia, estabelecendo um padrão, que é o protocolo de rede.

29

A interligação de redes de diferentes tecnologias é assegurada por

dispositivos conhecidos por routers. Esse equipamento possui tipicamente ligação

física a duas ou mais redes, recebendo e encaminhando dados de uma rede para

outra rede. Um exemplo típico é a ligação de uma rede ethernet a uma rede ponto-a-

ponto.

2.2.3.2 LAN – Local Area Network

Uma rede local caracteriza-se por ocupar uma área limitada, no máximo

um edifício, ou alguns edifícios próximos, muitas vezes limita-se a apenas um piso

de um edifício, um conjunto de salas, ou até uma única sala. São redes de débito

médio ou alto (desde 10 Mbps até 1 Gbps, sendo atualmente o valor de 100 Mbps o

mais comum). A tecnologia mais divulgada é o ethernet, ainda em broadcast, ou

usando já comutação. Existe um conjunto de serviços e protocolos que são

característicos das redes locais e que fazem parte da definição de rede coorporativa.

2.2.3.3 WLAN - Wireless Local Area Network

Recentemente

conhecidas

com

WLAN.

têm

crescido

a

Além

de

serem

utilização

de

adequadas

redes

locais

a

situações

sem

fios,

em

que

é

necessário mobilidade, são flexíveis e da fácil instalação. Embora os equipamentos

sejam mais caros do que para uma LAN tradicional e redução significativa dos

custos de instalação é muitas vezes compensatória.

30

2.2.3.4 MAN – Metropolitan Area Network

Uma é basicamente uma WAN, cuja dimensão é reduzida, geralmente

também assegura a interligação de redes locais. A área abrangida corresponde no

máximo a uma cidade. São usadas, por exemplo, para interligar vários edifícios afins

dispersos numa cidade.

A tecnologia empregue pode incluir redes ponto-a-ponto ou usar meios

que permitem um débito mais elevado como FDDI, ATM, DQDB (Distributed Queue

Dual Bus) ou até mesmo Gigabit Ehernet.

Uma

vez

que as

redes de área

metropolitana, tal como as WAN, envolvem a utilização de espaços públicos, apenas

podem ser instaladas por empresas licenciadas pelo estado, sendo a tecnologia de

eleição o ATM. Os únicos casos em que é possível realizar interligações através de

espaços públicos é usando micro-ondas rádio ou laser, mesmos nestes casos

existem restrições quanto a potência de emissão.

2.2.3.5 PAN – Personal Area Network

O conceito de rede pessoal está não só relacionado com a sua reduzida

dimensão, mas com também com o fato de utilizar comunicação sem fios. O alcance

limita-se a algumas dezenas de metros. Os débitos são relativamente baixos, na

casa de 1 Mbps.

31

2.2.3.6 VLAN – Virtual Local Area Network

As redes locais virtuais são definidas sobre redes locais que estão

equipadas com dispositivos apropriados, dispositivos que suportam VLANs. Trata-se

de definir até que zonas da LAN se propagam as emissões em broadcast que tem

origem noutra zona. Como muitos serviços de rede local, como por exemplo, os da

"Microsoft" e da "Novell" são detectados com recurso ao broadcast, ao definir zonas

às quais este tráfego não chega pode-se criar zonas distintas dentro de uma LAN

que não são visíveis entre si. Note-se que apenas se torna as zonas não visíveis

entre si, as VLAN não proporcionam qualquer segurança.

2.2.3.8 VPN – Virtual Private network

As redes privadas virtuais utilizam uma rede pública, por exemplo, a

internet para estabelecer uma ligação de dados entre dois pontos, estes dados têm

a particularidade

de

serem

codificados

de

tal

forma

que

intervenientes os conseguem compreender.

apenas

os

dois

Os dois pontos da ligação passam a funcionar como encaminhadores

routers para as respectivas redes. Esta técnica pode ser usada para interligar redes

distantes pertencentes a uma mesma organização, com baixa qualidade, mas com

grandes vantagens econômicas.

32

2.2.4 Meios de transmissão

2.2.4.1 Conceitos de Cabeamento

O cabeamento, também chamado de meio de transmissão ou meio de

rede tem uma relação estreita, porém distinta, com os outros componentes da rede.

O meio de transmissão é que vai estabelecer a conexão física entre os diversos

dispositivos da rede. Essa conexão física dos componentes da rede depende do tipo

de conector utilizado. Quando utilizamos o termo cabeamento de rede, normalmente

estamos nos referindo a fios de cobre, contidos em uma cobertura externa feita de

plástico. Em muitos cabos, a cobertura envolverá tranças de plástico ou de fibra de

vidro

que

conduzem

(TORRES, 2001).

luz

da

mesma

forma

que

o

cobre

conduz

eletricidade

Quando nos referimos à palavra cabo, utilizamos o significado mais

genérico do termo, ou seja, um meio que conduz sinais entre nós da rede. Em geral,

a palavra fio se refere a fios de cobre individuais contidos em uma cobertura

formados por um cabo.

Em redes de computadores, a principal função do cabo de conexão é

transportar o sinal de um nó para outro com o mínimo de degradação possível. No

entanto, o sinal elétrico fica sob o ataque constante de elementos internos e

externos.

Dentro

do

cabo,

os

sinais

se

degradam

por

causa

de

diversas

características elétricas, inclusive a oposição ao fluxo de elétrons e a oposição a

mudanças de voltagem e corrente. Impulsos elétricos de fontes diversas, como

relâmpagos,

motores

elétricos

e

sistemas

de

externamente (TORRES, 2001).

rádio,

podem

afetar

o

cabo

33

2.2.4.2 Ruído Elétrico

Cada condutor do cabo pode funcionar como uma antena, absorvendo os

sinais elétricos de outros fios e de outras fontes de ruído elétricos existentes fora do

cabo. O ruído elétrico produzido pode atingir um nível muito alto, dificultando o

trabalho das placas de interface de rede de distinguir o ruído elétrico do sinal

desejado.

Os ruídos elétricos produzidos por sinais de outros fios do cabo são

conhecidos como diafonia ou crosstalk. O nível potencial de diafonia é um dos

fatores que limitam o uso de determinados tipos de cabos. Dentre as fontes externas

que podem causar interferência estão os transmissores de rádio, os relés e os

comutadores elétricos, os termostatos e as luzes fluorescentes. Esse tipo de

interferência é comumente chamado de ruído EM/RF (interferência eletromagnética /

interferência de radiofreqüência) (GUERRA, 2008).

Duas técnicas são usadas para proteger cada fio de sinais indesejáveis: a

blindagem e o cancelamento. Em um cabo blindado cada par de fios ou grupo de

pares de fios é envolto por uma trança ou malha metálica, que funciona como uma

barreira para os sinais de interferência. Obviamente, a trança ou malha aumenta o

diâmetro e o custo de cada cabo.

No caso do cancelamento, como o fluxo de corrente em um fio cria um

pequeno campo eletromagnético circular ao redor deste. Se os dois fios estiverem

próximos, seus campos eletromagnéticos serão o oposto um do outro. Isso fará com

que eles se cancelem e anulem também campos externos. O melhoramento desse

efeito de cancelamento trançando os fios. O cancelamento é um meio eficiente de

oferecer auto-blindagem para os pares de fios contidos em um cabo.

34

Todos

os

cabos

de

redes

utilizam

a

técnica

de

blindagem,

a

de

cancelamento ou as duas para proteger seus dados. Por outro lado, os cabos variam

de tamanho e custo, causando dificuldade de instalação principalmente por causa

das diferenças entre as técnicas de blindagem e cancelamento que utilizam.

2.2.4.3

Conexão em redes locais

 

Uma

rede

local

é

um

conjunto

de

recursos

inter-relacionados

e

interligados

para

formar

um

sistema

em

comum.

Neste

caso,

os

elementos

interligados são computadores, periféricos e softwares que estão concentrados em

um espaço físico limitado.

As redes locais, além de permitir o compartilhamento de vários periféricos

por vários usuários, surgiram para unir os diversos departamentos de uma empresa,

facilitando a interação e a troca de informações entre todas as suas áreas. Logo,

podemos afirmar que o interesse maior em instalar uma rede local está no fato de os

usuários poderem compartilhar uma mesma base de dados com a opção de

processamento local.

2.2.4.4 Transmissão por meios guiados

Cabo Coaxial

O cabo coaxial foi um dos primeiros tipos de cabo usados em rede. Ele

possui dois fios sendo uma malha que envolve o cabo em toda a sua extensão. Essa

35

malha funciona como uma blindagem, oferecendo uma excelente proteção contra

interferências eletromagnéticas.

O cabo coaxial mais utilizado, chamado cabo coaxial fino ou 10base2,

utiliza em suas extremidades conectores chamados BNC.

Vantagens:

Sua blindagem permite que o cabo seja longo o suficiente;

Permite o uso de redes multicanal;

Mais barato que o par trançado blindado;

Melhor imunidade contra ruídos e contra atenuação do sinal que o

par trançado sem blindagem.

As desvantagens do cabo coaxial são:

Por não ser flexível suficiente, quebra e apresenta mal contato com

facilidade;

Difícil passagem por conduítes, dificultando a instalação;

Mais caro que o par trançado sem blindagem;

Cada tipo de rede requer um cabo com impedância diferente.

36

Par Trançado

Cabo usado para comunicações em Redes e comunicações telefônicas

de alta qualidade. Usado principalmente em redes de topologia estrela, utiliza os

conectores RJ-45.

É o de mais fácil manutenção, pois, se ocorrer alguma falha em alguma

conexão de algum ponto ou nó da rede e o hub, somente aquele nó ou ponto da

rede é desativado.

UTP e STP

O Unshielded Twisted-Pair ou par trnançado não blindado. É o mais

usado por ser o mais econômico e de fácil manutenção.

O UTP possui categorias, sendo a categoria 3 e 5 as mais utilizadas.

A categoria

3,

também

conhecida

como

10BASE-T,

devido

a

sua

velocidade de transmissão que atinge 10Mbps.

Já na categoria 5, caso o projeto seja de expansão da rede ou de uso de

produtos Fast Ethernet, este é o cabeamento a ser utilizado. Conhecido também

como 100BASE-TX ou ainda como Fast Ethernet, pois sua velocidade é de

100Mbps. Semelhante ao Categoria 3, mas 10 vezes mais rápido e de melhor

qualidade.

O STP (shielded twisted-pair) par trançado blindado, possui as mesmas

características do cabo UTP, no entanto, contém uma camada externa de blindagem

para proteção dos pares trançados.

37

Ethernet Fino

Também conhecido por 1OBASE-2, cabo backbone, barramento coaxial

de rede ou simplesmente por cabo coaxial de rede. Geralmente é um cabo coaxial

preto que usa conectores do tipo BNC e é identificado pelo tipo como RG-58/U,

claramente estampada em seu revestimento plástico.

É relativamente flexível e muito confiável. Apesar de ser mais caro que o

cabo 10BASE-T, ele geralmente é a melhor opção para redes pequenas ou médias

que usam a topologia em barramento.

Ethernet Grosso

Conhecido também por 1OBASE-5 ou por padrão Ethernet, é usado em

ambiente

de

banda

base

de

10Mbps.

É

freqüentemente

usado

como

cabo

backbone. O cabo Ethernet grosso é pesado, rígido e difícil de instalar, além de ser

mais caro. Utiliza os conectores BNC.

Fibra ótica

As fibras óticas utilizam a luz e o princípio da reflexão para realizar a

transmissão. Como a fibra ótica não utiliza impulsos elétricos ela não é susceptível a

interferências eletromagnéticas, porém a luz ainda sofre atenuação devido ao

princípio da refração.

38

A fibra ótica é composta por um núcleo de vidro revestido por uma capa,

onde a luz é inserida por lasers ou LEDs no vidro e é transmitida através do núcleo

de vidro pela reflexão nas paredes entre o vidro e o revestimento (TORRES, 2001).

Trata-se

de

redes

que

utilizam

sinais

luminosos

para

transmitir

a

informação através de fibras condutoras de luz. Comparativamente como as redes

de cobre permitem uma capacidade, quantidade de dados por unidade de tempo,

largamente superior, atualmente os limites são definidos pelas limitações dos

dispositivos emissores e receptores.

O modo mais utilizado atualmente em fibra ótica são as fibras multímodo

que produzem um efeito conhecido por dispersão modal que também limitam a sua

capacidade. As fibras monomodo são extremamente finas, de 3 a 10 µm, contra os

cerca de 50 µm das fibras multímodo. Devido a sua espessura são difíceis de

manusear, mas permitem atingir distâncias de até 70 Km com capacidades na

ordem dos Gbits por segundo.

Além das redes que utilizam a luz através de fibras, também se podem

usar ligações sem fios com luz, é o caso dos infravermelhos, com alcance muito

reduzido, especialmente com a luz laser.

2.2.4.5 Meios não guiados

A

transmissão

de

sinais

através

de

sistemas

sem

fio

originou-se

juntamente com os telégrafos, para a transmissão de informações de navios para

receptores no litoral, por meio do código Morse. Os sistemas atuais de transmissão

39

digital

sem

fio

trabalham

a

partir

deste

mesmo

princípio,

desempenho melhor (TANENBAUM, 2003).

porém

com

um

As redes sem fios podem ser divididas em três categorias principais:

Interconexão de sistemas;

LANs sem fios;

WANs sem fios.

A conexão de componentes de um computador pode ser efetuada

utilizando a interconexão destes equipamentos por meio de freqüências de rádio

limitadas em alcance. As LANs sem fio são sistemas em que todos os computadores

possuem um modem de rádio e uma antena para comunicar-se com outros

sistemas. Já a rede sem fio utilizada em sistemas geograficamente distribuídos

(WAN's), pode ser exemplificada como a rede de telefonia celular, com baixa largura

de banda (TANENBAUM, 2003).

Os sistemas de transmissão sem fio mais usuais são os via satélite,

microondas, infravermelho, radiofreqüência e Bluetooth (TORRES, 2001).

Satélites

No Brasil o meio não-guiado de transmissão mais utilizado para se

transmitir voz e dados em seu território são os satélites, devido a sua grande

variedade de formas do relevo. Esta utilização corresponde aos planejamentos e

esforços do governo brasileiro em muitos anos, por intermédio da Embratel nesta

área (DANTAS, 2002).

40

Esta forma de comunicação tem limitações quanto ao seu uso devido a

problemas no uso, como os retardos na transmissão, que são em torno de meio

segundo, por causa da distância dos satélites geoestacionários da terra, 36000 Km,

e o impedimento da transmissão em decorrência de fenômenos naturais. Esses

atrasos não são tão significativos para o uso da voz, entretanto, para o uso de

transmissão de dados, esse retardo torna-se sensível.

Microondas

A técnica de transmissão em redes de microondas é realizada a partir da

transmissão de ondas de rádio com maiores freqüências, tendo um comportamento

diferenciado quando da sua transmissão, podendo ser transmitida maior quantidade

de informação (DANTAS, 2002).

A informação transmitida neste ambiente é feita de forma direcionada,

diferentemente da transmissão de ondas de rádio, feita do tipo broadcast, ou seja,

de forma que as ondas são espalhadas sem uma direção determinada. Esta forma

de transmissão visa evitar que qualquer um possa ter acesso ao sinal transmitido

(DANTAS, 2002).

Infravermelho

A utilização de infravermelho em redes de computadores se justifica nos

dispositivos pequenos para evitar o uso de antenas e sem utilizar cabos (DANTAS,

2002).

41

A transmissão pode ser direta ou difusa, podendo ser comparada a

transmissão direcional e não-direcional de ondas de rádio. Na transmissão direta, os

dispositivos transmissores e receptores possuem um ângulo de abertura pequeno,

devendo estar alinhados para que a transmissão seja efetuada. Na difusa, os sinais

infravermelhos

são

enviados

em

todas

as

direções,

obtendo

uma

taxa

de

transmissão e alcance menor do que a direta (TORRES, 2001).

Este tipo de comunicação possui desvantagens quanto à limitação de

distância e interferência física por anteparos, interrompendo a comunicação entre os

dispositivos, dando lugar a nova tecnologia Bluetooth (DANTAS, 2002).

2.3 Modelo de referência OSI

Com

o

surgimento

das

redes

de

computadores,

as

soluções

desenvolvidas por cada empresa, na maioria das vezes eram proprietárias, onde

cada fabricante detinha uma certa tecnologia e não havia a possibilidade de misturar

soluções

de

fábricas

diferentes,

obrigando

assim,

um

mesmo

fabricante

ser

responsável por construir praticamente tudo na rede (TORRES, 2001).

Este modelo de referência também chamado de “protocolo ideal” nasceu

devido a esta necessidade de interconexão de sistemas de computadores de vários

desenvolvedores.

O modelo OSI, Open System Interconnection, se baseia numa proposta

da ISO, International Standards Organization, para padronização internacional dos

42

protocolos

empregados

nas

diversas

camadas,

tratando

 

da

interconexão

de

sistemas abertos.

 
 

Segundo

Tanenbaum

(2003),

o

modelo

OSI

é

composto

por

sete

camadas (figura 1), a de aplicação, apresentação, sessão, transporte, rede, link de

dados e física, seguindo os cinco princípios a seguir:

Uma camada deve ser criada onde houver necessidade de outro grau

de abstração;

Cada camada deve executar uma função bem definida;

A função de cada camada deve ser escolhida tendo em vista a

definição de protocolos padronizados internacionalmente;

Os limites de camadas devem ser escolhidos para minimizar o fluxo de

informações pelas interfaces;

O número de camadas deve ser grande o bastante para que funções

distintas não precisem ser desnecessariamente colocadas na mesma

camada e pequeno o suficiente para que a arquitetura não se torne

difícil de controlar.

o suficiente para que a arquitetura não se torne difícil de controlar. Figura 1: Camadas do

Figura 1: Camadas do modelo de referência OSI.

43

2.4 Protocolo TCP/IP

 

Segundo

Souza

(1999),

o

protocolo

TCP/IP

(Transmission

Control

Protocol

/

Internet

Protocol),

foi

criado

para

atender

as

necessidades

de

interconexão e endereçamento de redes. O TCP/IP pode ser considerado uma

arquitetura formada a partir de um conjunto de protocolos de comunicação utilizados

em redes locais (LANs) e redes externas (WANs).

Devido à arquitetura do TCP/IP e forma de endereçamento, este protocolo

consegue efetuar a interoperabilidade de diferentes tipos de redes, devido ao fato de

conseguir realizar o roteamento de informações entre redes locais e externas,

transferência de arquivos, emulação remota de terminais, e-mail e gerenciamento,

também

devido

ao

fato

de

diferentes

sistemas

operacionais

suportarem

este

protocolo, o que permite a integração de diferentes plataformas e grande quantidade

de endereçamentos (SOUZA, 1999).

Em relação a outros protocolos, o TCP/IP apresenta grandes vantagens

por ter a característica de ser roteável, isto é, foi criado para ser utilizado em redes

grandes e de longa distância, onde há uma grande diversidade de caminhos para o

dado atingir o local de destino (TORRES, 2001).

Além de apresentar estas vantagens, este protocolo tornou-se popular

pela sua arquitetura aberta, podendo qualquer fabricante adotar a sua versão em

seu sistema operacional. Isto possibilitou a todos os sistemas comunicar-se entre si

sem dificuldade (TORRES, 2001).

A seguir na figura 2 a arquitetura do TCP/IP é comparada ao modelo OSI:

44

44 Figura 2: Modelo TCP/IP e modelo OSI. A arquitetura TCP/IP pode ser melhor entendida segundo

Figura 2: Modelo TCP/IP e modelo OSI.

A arquitetura TCP/IP pode ser melhor entendida segundo os níveis abaixo

relacionados (SOUZA, 1999):

Nível de enlace de rede (data link e físico): no qual temos os

protocolos

de

nível

1

e

2

do modelo

OSI,

que

carregam

a

informação a nível local ou entre pontos de uma rede como o

Ethernet;

Nível de roteamento (internetwork): ocorre o roteamento dos dados

na rede, efetuado pelo protocolo IP;

O protocolo IP pega os dados da camada de transporte e roteia-os pelas

redes, porém não tem os controles de checagem e garantem a chegada dos dados

ao destino, sendo um protocolo não orientado a conexão.

Nível de transporte (serviço): local onde atua os protocolos TCP e

UDP que pegam os dados roteados pelo protocolo IP no nível

anterior e transmitem para o nível superior no qual temos os

45

protocolos de aplicação. O protocolo TCP é responsável pela

entrega

dos

dados

ao

destino

da

mesma

forma

que

foram

transmitidos pelo receptor, garantindo a sua ordem e integridade,

ou seja, fazendo a correção dos erros. É um protocolo orientado a

conexão.

Nível de aplicação: este nível equivale as camadas 5, 6 e 7 do

modelo OSI, onde ocorre as aplicações como o FTP, SMTP,

SNMP, HTTP, entre outros.

O protocolo de controle da transmissão e o protocolo da internet operam

nas camadas de transporte e internet, respectivamente.

2.5 Qualidade de serviço (QoS)

Quality of Service, cuja tradução para o português é Qualidade de

Serviço,

relaciona-se

com

questões

organizacionais

e

administrativas,

como

segurança,

privacidade

e

grau

de

disponibilidade

da

rede

em

termos

de

tempo médio entre falhas e tempo médio de reparo.

 

Segundo

a

ITU-T

(International

Telecommunication

Union

Telecommunication Standardization Sector), na recomendação E.800 de 1994, em

definição oficial, conceitua QoS como sendo o efeito coletivo de desempenho que

determina o grau de satisfação do usuário deste serviço específico.

46

Este

conceito

também

está

ligado

à

quantidade

de

ser

capaz

de

satisfazer, atendendo as expectativas dos usuários. Isso porque a QoS busca

atender às expectativas do usuário em termos do tempo de resposta e da qualidade,

do serviço que está sendo provido, ou seja, fidelidade adequada do som e/ou da

imagem sem ruídos nem congelamentos, neste caso em aplicações em tempo real.

O termo QoS também pode ser definido como os parâmetros necessários

para uma determinada aplicação do usuário, sendo estes parâmetros definidos em

termos de largura de banda, latência, jitter, tornando a aplicação melhor em

qualidade na rede (DANTAS, 2002).

Porém, para a efetiva aplicação dos requisitos de QoS serem atendidos,

se faz necessário que sejam redes confiáveis, e que as necessidades dos usuários e

geração dos parâmetros que assegurem o atendimento das aplicações deles sejam

determinadas.

Para as aplicações de vídeo e áudio são desejáveis redes onde as

interrupções sejam mínimas, embora estes serviços possam ser empregados em

uma rede com certo atraso (DANTAS, 2002).

Para as implementações de redes de alto desempenho devemos prover

serviço diferenciado para as aplicações diferentes, como por exemplo as redes ATM,

nas quais a relação de tempo comum para aplicações

de

áudio e

vídeo é

estabelecida a uma transferência constante de bits.

2.5.1 Requisitos

47

As necessidades de aplicações são fatores que determinam a qualidade

de serviço da rede, ou seja, o que a qualidade de serviço requisitar da rede a fim de

que funcione bem e atenda, por sua vez, às necessidades do usuário. Estes

requisitos são traduzidos em parâmetros indicadores do desempenho da rede como,

por exemplo, o atraso máximo sofrido pelo tráfego da aplicação entre o computador

de origem e seu destino (TANENBAUM, 2003).

Cada tipo de aplicação possui um determinada QoS, cada ambiente de

transferência de dados tem

sua própria necessidade.

Mas existem requisitos

fundamentais que devem ser cumpridos, de modo a serem obtidos os melhores

resultados (PINHEIRO, 2008).

Uma arquitetura de QoS deve prover, basicamente, as seguintes funções:

Definição de parâmetros;

Mapeamento dos parâmetros definidos;

Negociação e controle de admissão;

Reserva de recursos;

Monitoramento;

Renegociação e correções.

Criaram-se algumas técnicas para se alcançar boa qualidade de serviço.

Segundo Tanenbaum (2003), estas técnicas seriam:

Superdimensionamento;

Armazenamento em buffers;

48

Modelagem de tráfego;

Utilização do algoritmo de baldes;

Reserva de recursos;

Roteamento proporcional;

E programação de pacotes.

Segundo Ferguson (1998), a qualidade de serviço pode ser definida como

a capacidade da rede fornecer tratamento especial a certos tipos de tráfego

previsivelmente.

De acordo com Tanenbaum (2003), para diferentes aplicações comuns,

tem-se requisitos e necessidades diferentes para o tráfego de dados. A seguir no

quadro 1 estão listados as aplicações mais utilizadas em redes e a rigidez de seus

requisitos de qualidade de serviço:

APLICAÇÃO

   

FLUTUAÇÃO

LARGURA DE

CONFIABILIDADE

RETARDO

BANDA

Correio Eletrônico

Alta

Baixa

Baixa

Baixa

Transferência de arquivos

Alta

Baixa

Baixa

Média

Acesso a Web

Alta

Média

Baixa

Média

Login remoto

Alta

Média

Média

Baixa

Áudio por demanda

Baixa

Baixa

Alta

Média

Vídeo por demanda

Baixa

Baixa

Alta

Alta

Telefonia

Baixa

Alta

Alta

Baixa

Videoconferência

Baixa

Alta

Alta

Alta

Quadro 1: Rigidez dos requisitos de qualidade de serviço para diferentes aplicações. Fonte:

TANENBAUM (2003).

49

Em redes ATM o fluxo é classificado em quatro categorias principais

quanto às suas demandas de qualidade de serviço, também sendo aplicadas e úteis

em outras redes (TANENBAUM, 2003):

Taxa de bits constante;

Taxa de bits variável em tempo real;

Taxa de bits variável de tempo não-real, e:

Taxa de bits disponível.

Como taxa de bits constante, exemplifica-se o uso da telefonia, onde há

uma tentativa de simular um fio oferecendo uma largura de banda uniforme e retardo

uniforme.

Quanto à

taxa de

bits

variável

em

tempo real ou

não,

ocorre na

compactação de vídeo em videoconferência, onde alguns quadros são compactados

mais que outros. Por exemplo, um quadro de imagem com uma grande quantidade

de detalhes necessita uma maior quantidade de bits para representá-la, já no caso

de

uma

imagem

de

extremamente boa.

uma

parede

branca

a

compactação

se

de

forma

Taxa de bits disponível pode representar a transferência de arquivos,

correio eletrônico, entre outros que não são sensíveis ao retardo ou à flutuação.

50

2.5.2 Técnicas para obtenção de QoS satisfatória

É um conjunto de técnicas utilizadas para tentar alcançar uma eficiente e

segura qualidade de serviço. Ambas as técnicas podem ser aplicadas diretamente

pelos

hardwares

dos

computadores.

equipamentos

ou

2.5.2.1 Superdimensionamento

pela

configuração

de

softwares

nos

Como o nome já pressupõe, está é uma técnica que visa alcançar a QoS

através do aumento do número da capacidade de roteadores, de espaço de buffers

e de largura de banda, para que não haja perda de pacotes na transmissão de

dados.

Todavia,

o

custo

com

(TANENBAUM, 2003).

a

implementação

2.5.2.2 Armazenamento em buffers

desta

solução

é

elevado

Antes de efetuar a entrega do fluxo de dados, estes são armazenados em

buffers no lado do receptor, não afetando a confiabilidade ou a largura de banda,

aumentando somente o retardo, mas, em compensação, suaviza a flutuação (figura

3). Em vídeo e áudio por demanda, esta técnica é uma boa solução, pois o seu

funcionamento alivia o atraso da transmissão de dados na rede (TANENBAUM,

2003).

51

51 Figura 3: Flutuação ou Jitter. Fonte: TANENBAUM (2003). 2.5.2.3 Modelagem de tráfego Esta técnica aplica-se

Figura 3: Flutuação ou Jitter. Fonte: TANENBAUM (2003).

2.5.2.3 Modelagem de tráfego

Esta técnica aplica-se no lado da rede onde encontra-se o servidor, ao

contrário do armazenamento em buffers que situa-se no receptor/cliente.

A modelagem de tráfego tenta corrigir a irregularidade da transmissão do

fluxo de dados por parte do servidor, para evitar congestionamentos na rede, devido

a manipulação de diversos tipos de serviços realizados ao mesmo tempo. A

correção estaria na regulagem da taxa média e do volume da transmissão de dados

(TANENBAUM, 2003).

O Acordo de Nível de Serviço, em inglês SLA (Service Level Agreement),

é baseado nesta solução, que determina um padrão de tráfego para o fluxo de

dados, reduzindo o congestionamento, sendo de grande importância no caso de

transmissão

de

dados

em

tempo

real,

como

conexões

de

áudio

(SARMENTO, 2008 E TANENBAUM, 2003 ).

e

vídeo

52

2.5.2.4 Algoritmo de balde furado

O algoritmo de balde furado foi proposto por Turner (1986) e trata de um

sistema de enfileiramento de um único servidor com tempo de serviço constante

(TABENBAUM, 2003).

O seu funcionamento ocorre da seguinte maneira: cada computador

conecta-se a rede através de uma interface que contém um balde furado. Quando o

pacote for enviado pelo host e a fila já estiver com a capacidade máxima, o pacote é

descartado. Todavia, se o pacote for enviado e a fila estiver em nível inferior ao

máximo, este pacote será processado normalmente, e transmitido a cada pulso de

clock (figura 4).

normalmente, e transmitido a cada pulso de clock (figura 4). Figura 4: Algoritmo de balde furado.

Figura 4: Algoritmo de balde furado. Fonte: TANENBAUM(2003).

53

2.5.2.5 Reserva de recursos

A garantia de qualidade de serviço inicia-se na capacidade de regulação

do tráfego oferecido. Implícito a isto, exige-se que todos os pacotes de um fluxo

tenham

a

mesma

rota

evitando

(TANENBAUM, 2003).

a

dispersão

pelos

roteadores

da

rede

Dentro da rota especificada, a possibilidade de reserva de um fluxo existe,

podendo ser reservada três diferentes tipos de recursos: largura de banda, espaço

de buffer e ciclos da CPU.

2.5.2.6 Roteamento proporcional

O roteamento proporcional é um algoritmo classificado como não muito

sofisticado, que efetua a busca de uma qualidade de serviço mais alta através da

divisão do tráfego correspondente a cada destino em vários caminhos, abordando

diferentemente a maioria dos algoritmos de roteamento, que tentam encontrar o

melhor caminho para cada destino e enviar todo tráfego por este caminho ao

receptor (TANENBAUM, 2003).

A implementação prática desta técnica se dá pela divisão de tráfego

igualmente por várias rotas entre os roteadores, ou tornar a capacidade dos enlaces

de saída proporcionais, sendo que os roteadores em geral não têm uma visão

completa do tráfego de toda a rede (TANENBAUM, 2003).

54

2.5.3 Serviços integrados

Também conhecido como algoritmos baseados no fluxo, os IntServ

(Integrade Services) foram criados a partir de uma arquitetura para multimídia de

fluxo, pelo IETF, entre 1995 e 1997, e têm como objetivo as aplicações

em

unidifusão e multidifusão (TANENBAUM, 2003).

Segundo Scampini (2008), IntServ trata-se de uma sinalização de QoS,

onde a rede providencia todos os recursos necessários de qualidade de serviço

quando é comunicado as necessidades do transmissor. No IntServ é definida uma

especificação de tráfego (TSPEC) que identifica o tipo de aplicação ingressante na

rede. O policiamento da rede e sua verificação de conformidade é exigida e efetuada

por todos os elementos de rede. O tráfego não estando correto quando comparado a

valores especificados, ações como o descarte de pacotes são executadas como

medidas de contenção.

2.5.3.1 RSVP – Resource reSerVation Protocol

O Protocolo de reserva de recursos é o principal protocolo da IETF para a

arquitetura de serviços integrados empregado para fazer as reservas, permitindo

que

vários

usuários

transmissores

enviem

os

dados

para

vários

grupos

de

receptores. Também torna possível que receptores individuais mudem livremente de

canais otimizando o uso da largura de banda, eliminando ao mesmo tempo o

congestionamento da rede (TANENBAUM, 2003).

55

 

Este

protocolo

utiliza

roteamento

por

multidifusão

por

árvores

de

amplitude,

onde

cada

grupo

recebe

um

endereço

de

grupo,

onde

para

um

transmissor enviar dados para um grupo qualquer deve colocar o endereço desse

grupo em seus pacotes.

A diferença entre a multidifusão normal é o envio de informações extras

transmitidas periodicamente ao grupo por multidifusão, para informar aos roteadores

ao longo da árvore que devem manter certas estruturas de dados em suas

memórias.

Para obter uma melhor recepção e eliminar o congestionamento, qualquer

um dos receptores de um grupo pode enviar uma mensagem de reserva pela árvore

para o transmissor. A mensagem é propagada com a utilização do algoritmo de

encaminhamento pelo caminho inverso. Em cada ponto, o roteador detecta a

reserva e guarda a largura de banda necessária. Se a largura de banda disponível

não for suficiente, ele reporta a falha. No momento em que a mensagem retornar à

origem, a largura de banda já terá sido reservada ao longo de todo o caminho entre

o transmissor e o receptor, fazendo a solicitação de reserva ao longo da árvore de

amplitude.

Efetuada a reserva, pode ser especificada uma ou mais origens a partir da

onde deseja-se receber informações, podendo também especificar se estas opções

serão fixas durante o período de reserva ou se o receptor deseja manter em aberto a

opção ou posteriormente alterar as origens (TANENBAUM, 2003).

O RSVP é um protocolo de sinalização que gerencia as informações na

arquitetura IntServ e que as aplicações usam para requisitar os recursos de rede e

receber a resposta de aceitação ou negação dessas requisições. Uma característica

56

importante do RSVP é que ele usa requisições de reserva orientadas ao receptor, o

que o torna ideal para grupos multicast muito grandes, pois cada host receptor teria

a qualidade de acordo com as suas necessidades e condições, conforme o RSVP

Protocol Overview

O RSVP sinaliza os requerimentos de recursos para cada fluxo nos

elementos de rede. Ele atua nos hosts gerando a requisição de QoS específica para

cada fluxo de dados e, nos roteadores, tem a função de transmitir essa requisição

para todos os nós do caminho percorrido pelo fluxo, além de estabelecer e manter o

estado, provendo, dessa forma, a QoS requisitada (Zhang, L., et al.),

2.5.4 Serviço diferenciados

Também conhecido por DiffServ (Differentiated Services) é uma proposta

recente de arquitetura (RFC 2475), contrária à orientação por fluxo do RSVP, que

implementa

uma

diferenciação

de

serviços

escalonados

na

Internet.

Nessa

arquitetura existe um esquema de classificação e marcação de pacotes ao longo do

caminho e operações mais sofisticadas somente são realizadas nos limites da rede,

nos hosts (SCAMPINI , 2008).

A escalabilidade é um dos benefícios do DiffServ, por que elimina a

necessidade do processamento por fluxo, característico do RSVP, encaixando-se de

forma satisfatória em redes de grande porte. A rapidez de processamento pelos

roteadores amplia mais a vantagem ao RSVP, já que há pouca complexidade na

classificação e no enfileiramento (SCAMPINI, 2008).

57

A qualidade de serviço efetuada no método DiffServ é efetuada através de

mecanismos de priorização de pacotes na rede, tendo como idéia fundamental

a

redução do nível de processamento dos roteadores para as transmissões de dados,

já que o processamento despendido aos pacotes depende de sua rotulagem

(DSCP).

2.5.5 Parâmetros de Qualidade de Serviço

O nível de QoS necessário ou desejado é definido por um conjunto de

parâmetros. Os principais parâmetros para o fornecimento de QoS são a largura de

faixa ou de banda, atraso ou retardo, variação do atraso ou flutuação ou jitter, e taxa

de perda de pacotes (MARTINS, 2009).

Para Tanenbaum (2003), as necessidades de cada fluxo, sendo este a

seqüência de pacotes desde uma origem até um destino, podem ser caracterizadas

por quatro parâmetros principais: confiabilidade, retardo, flutuação e largura de

banda.

Sarmento (2008), relaciona os parâmetros citados no quadro 02, abaixo,

juntamente associados com as suas métricas para convergência em redes IP.

58

58 Quadro 02: Classificação de Parâmetros de QoS. Fonte: SARMENTO (2008). O parâmetro básico que as

Quadro 02: Classificação de Parâmetros de QoS. Fonte: SARMENTO (2008).

O parâmetro básico que as aplicações necessitam para o funcionamento

é no mínimo o da largura de banda, sendo o mais presente nas especificações de

QoS (SARMENTO, 2008).

2.5.5.1 Largura de faixa ou de banda

O termo largura de banda pode ser definido como sendo a quantidade

máxima de transmissão de sinais num meio físico, nas redes de comunicação de

dados, podendo esta largura de banda ser subdividida em canais, que são uma

porção da largura de banda que pode transmitir dados (DANTAS, 2002).

A

largura

de

banda

demonstra

a

capacidade

de

transmitir

certa

quantidade de informação por segundo, e é medida em ciclos por segundo (bps), ou

em Hertz (Hz).

Largura

de

faixa

é

a

medida

da

transferência

da

quantidade

de

informação de um lugar para o outro em um determinado período de tempo. É uma

59

grandeza finita, normalmente limitada pelas características físicas do meio de

comunicação, sendo ela a largura de banda, capacidade do equipamento ou

limitações impostas por acordo comercial.

É o parâmetro mais básico de qualidade de serviço, e é necessário para a

operação adequada de todas as aplicações. As aplicações geram tráfego que

consomem a largura de faixa disponível na rede, a largura de faixa disponível na

rede e o mecanismo de compartilhamento desta largura de faixa entre as diversas

aplicações tem influência direta no atraso sofrido pelo pacote e conseqüentemente

no resultado final da qualidade de serviço.

A natureza de cada aplicação é que determina a largura de faixa

consumida, sendo em um mesmo tipo de aplicação, a largura de faixa consumida

dependerá da tecnologia na qual essa aplicação foi implementada, e da qualidade

do produto final fornecido por essa aplicação.

Monitoração e melhor utilização da Largura de banda

A maioria das redes de comunicação são caracterizadas pela utilização

em escala elevada e com o propósito de transferência de diferentes tipos de

informação, entre elas um conjunto de dados, e-mails, arquivos e aplicações

multimídia.

Estas

transferências

de

dados

sem

critérios

ou

prioridades

são

conhecidas como melhor esforço (DANTAS, 2002).

Porém, o problema encontra-se no modelo TCP/IP, que não prioriza

tráfego e nem dá garantia de entrega dos pacotes para serem entregues em um

tempo pré-estabelecido. Uma das possibilidades para controlar estas questões

60

encontra-se no estabelecimento de Quality of Service (QoS – qualidade de serviço)

nestas redes de comunicação.

2.5.5.2 Atraso

O entendimento do parâmetro de atraso é simples, ele nada mais é que o

tempo que um pacote leva ate chegar ao seu destino.

Ele depende basicamente de 3 itens:

Meio de transmissão;

Distância;

Carga de rede.

A causa de atraso pode ser por fatores fixos ou variáveis.

Os fatores fixos são aqueles que independente da situação da rede não

sofre qualquer variação. Os fatores fixos são normalmente aqueles inerentes ao

meio de comunicação, como o atraso de propagação, mas também pode ser

causado por mecanismos de codificação e decodificação de sinas.

Os fatores variáveis dependem da situação atual da rede, e normalmente

são causados por situações de congestionamento.

61

2.5.5.3 Controle de tráfego

Em uma tecnologia onde se implementa QoS, é necessário um amplo

controle sobre os fluxos que circulam na rede. É preciso que, usuários que solicitam

uma determinada garantia nos seus dados, possam ser atendidos sem um mínimo

de comprometimento. Para isso, são necessários algoritmos que tanto controlem os

congestionamentos como também diferenciem os tráfegos existentes.

2.5.5.4 Jitter

Também conhecido como variação de atrasos, são os atrasos não

uniformes na transmissão das informações, ou seja, variação dos tempos de atraso,

pois a transmissão de pacotes ocorre na forma de intervalos irregulares. Esse

parâmetro está associado com o tempo de processamento e a prioridade dada ao

envio dos pacotes. Por essas características pode ser considerado como uma das

componentes do delay (SCAMPINI, 2008).

2.5.5.5 Taxa de perda de pacotes

Relacionado também como confiabilidade da transmissão, determina as

probabilidades de perda de pacotes em erros de transmissão ou devido à falta de

buffers.

Associa-se

a

políticas

de

descarte

de

pacotes

em

situações

de

congestionamento, problemas físicos nos equipamentos e no canal de transmissão,

guiada

ou

sem

fio,

métodos

de

controle

de

congestionamento,

e

outras

62

características.

Este

quesito

está

intimamente

enfileiramento (SCAMPINI, 2008).

relacionado

com

2.5.5.6 Delay ou atraso de transmissão

o

atraso

de

É também referenciado como atraso de pacote e consiste no tempo que a

informação leva para ser transferida do transmissor para o receptor. A latência do

meio e o armazenamento em buffers intermediários são na maioria das vezes os

principais causadores deste atraso. Estes fatores que ocasionam o delay são de

ocorrência eventual, pois dependem da carga da rede, estando associado com a

largura de banda juntamente com o tempo de processamento.

Alguns fatores dentro deste parâmetro valem ser ressaltados, como o

atraso de enfileiramento nos roteadores, apresentado a seguir:

Atraso de enfileiramento nos roteadores

Este é o principal fator de atraso nos pacotes da rede que interfere no

delay. Este atraso é variável e dependente do tempo médio de serviço de um

pacote, que é composto pelo tempo despendido pelo roteador para tomar a decisão

de roteamento, juntamente com o tempo de transferência do pacote do buffer de

entrada para o buffer de saída, tempo de transmissão do pacote no enlace de saída

e o fator de utilização do enlace de saída associado.

O

atraso

de

enfileiramento

pode

assumir

valores

intoleráveis

em

situações de congestionamento na rede, que em situações críticas pode levar à

perda de pacotes, devido ao transbordo das filas nos roteadores (SCAMPINI, 2008).

63

2.5.6 Garantia de QoS em Redes IP

Em

redes

IP

ao

serem

implantados

mecanismos

de

Qualidade

de

Serviços, este oferece apenas mecanismos de melhor esforço, dificultando a

implementação Uma das soluções é a utilização de ferramentas que completem

estas deficiências características da rede para prover a qualidade.

A troca do protocolo IP por outro capaz de garantir QoS seria uma

solução,

mas

que

se

torna

inviável

quando

comparado

a

quantidade

de

equipamentos

e

estruturas

montadas

a

partir

deste

protocolo.

Então,

a

implementação de recursos na redes IP seria a solução mais viável a ser conduzida.

Mas qual a real necessidade de se implementar a qualidade de serviço

nas redes IP?

O

principal

disponíveis atualmente.

objetivo

é

dar

funcionalidade

e

qualidade

aos

serviços

No quadro 03 abaixo são apresentados aplicações em

ambientes de Intranet e Internet, com razões que tornam a QoS imprescindível.

e Internet , com razões que tornam a QoS imprescindível. Quadro 03: Razões para qos na

Quadro 03: Razões para qos na Intranet e Internet. Fonte: SARMENTO (2008).

Para solucionar a falta de qualidade de serviço alguns mecanismos

devem ser inseridos na arquitetura IP para que possam ser fornecidos determinados

parâmetros de qualidade de serviço às aplicações que as necessitam.

Uma das alternativas seria a utilização de enlaces de fibra óptica e a

tecnologia WDM (Wave-length Division Multiplex), para fornecer largura de banda

64

em larga escala e abundantemente, fornecendo o QoS automaticamente por este

excesso.

Entretanto, há outra alternativa que independeria da largura de banda da

rede, pois, sempre irão surgir novas aplicações, que consumirão esta banda e,

portanto, os mecanismos de QoS ainda assim, serão necessários.

Por enquanto, sem dúvida, os mecanismos são necessários para que a

Internet possa oferecer QoS. Esta opinião também está apoiada no fato de que

todos os grandes fornecedores de switch/routers, oferecem, atualmente, os seus

produtos de ponta com alguns mecanismos que assegurem QoS aos fluxos.

Formas para aplicar mecanismos que fornecem QoS na Intranet e Internet

são exemplificadas abaixo no Quadro 04:

e Internet são exemplificadas abaixo no Quadro 04: Quadro 04: Estratégias de fornecimento de qos na

Quadro 04: Estratégias de fornecimento de qos na intranet e internet. Fonte: SARMENTO (2008).

Para

implementar

a

qualidade

de

serviço

é

necessário

saber

as

exigências das aplicações. As aplicações da Internet podem ser classificadas como

adaptativas e não adaptativas, conforme o quadro 05:

65

65 Quadro 05: Classificação de aplicações adaptativas e não adaptativas. Fonte: SARMENTO (2008). A classificação

Quadro 05: Classificação de aplicações adaptativas e não adaptativas. Fonte: SARMENTO (2008).

A classificação das aplicações multimídia não adaptativas, de tempo real,

são referenciadas no quadro 06 a seguir:

de tempo real, são referenciadas no quadro 06 a seguir: Quadro 06: Aplicações não adaptativas. Fonte:

Quadro 06: Aplicações não adaptativas. Fonte: SARMENTO (2008).

Atuando sobre o principal fator que afeta a QoS de aplicações de tempo

real, o Quadro 07, indica algumas recomendações.

66

66 Quadro 07: Influência de fatores para o atraso. Fonte: SARMENTO (2008). Abordando os demais parâmetros

Quadro 07: Influência de fatores para o atraso. Fonte: SARMENTO (2008).

Abordando os demais parâmetros que afetam a QoS de aplicações, é

possível verificar no Quadro 08, algumas indicações sobre causa e tratamento.

no Quadro 08, algumas indicações sobre causa e tratamento. Quadro 08: Influência de jitter, perdas de

Quadro 08: Influência de jitter, perdas de pacote, banda e disponibilidade sobre a qos. Fonte: SARMENTO (2008).

De uma forma de fácil visualização as principais ações que compõem a

busca

por

QoS

em

especificações para

roteamento.

rede

IP

QoS no

são

identificadas

plano de dados,

na

figura

05,

que

plano de controle

e

mostra

as

plano de

67

67 Figura 05: Especificações para qos nos planos de dados, controle e roteamento. Fonte: SARMENTO (2008).

Figura 05: Especificações para qos nos planos de dados, controle e roteamento. Fonte:

SARMENTO (2008).

2.5.7 Ferramentas para suporte a QoS

A convergência de serviços em operadoras de serviço telefônico, objeto

de estudo neste trabalho, envolve aplicações em tempo real, não tolerantes a atraso,

jitter ou perda, sendo assim a implementação de QoS é imprescindível e é

fundamental que saibamos reconhecer e como trabalhar as ferramentas de suporte:

Mecanismos de Controle de Congestionamento do TCP.

Controle de fluxo fim-a-fim por janela (slow start, congestion avoidance) – Reativo.

Condicionamento

e

Policiamento

de

Tráfego

Mecanismo

Preventivo.

Traffic shaping (Conformação de Tráfego); Traffic policing (UCP - User Parameter Control).

Gerenciamento de Filas de Entrada – Mecanismo Preventivo.

RED (Random Early Detection);

WRED (Weighted RED);

RIO (RED In-profile Out-profile).

QaS (Queuing and Sheduling).

68

Queuing – Número de filas de saída;

Scheduling – Politica de atendimento das filas de saída (WFQ, RR, WRR, PQ);

A figura 06, mostra a localização das diversas ferramentas de suporte a

QoS em ambiente de rede.

diversas ferramentas de suporte a QoS em ambiente de rede. Figura 06: Localização de Ferramentas de

Figura 06: Localização de Ferramentas de Suporte a QoS. Fonte SARMENTO (2008).

2.5.8 Aplicações

2.5.8.1 VoIP

Segundo Sitolino (2001), voz sobre IP (VoIP) é uma tecnologia que

permite a digitalização e codificação de voz com empacotamento de dados IP, para

transmissão em redes TCP/IP.

Lajús (2004), descreve que os avanços tecnológicos, iniciados no final da

década de 1970, possibilitaram que voz, vídeo e dados fossem transportados

69

através de uma única rede de telecomunicações baseada em protocolo IP, na

camada de rede. A partir do início do uso comercial em 1995, a telefonia IP vem

ganhando mercado, e atualmente amplia-se ainda mais a quantidade de usuários

devido ao menor custo das ligações quando comparado a sistema de telefonia

convencional.

Os baixos custos da telefonia IP tem sua base nos fatores abaixo:

A comutação IP é feita por software sobre dispositivos como

roteadores e switches, enquanto que a rede pública é toda

comutada por hardware;

A rede IP não garante qualidade de serviço, pode ocorre

atraso na voz, perda de pacote e ruído na voz não previsto,

enquanto que a rede pública garante diversos parâmetros de

qualidade (por isto seu alto custo);

Na rede IP há o compartilhamento do canal por várias

ligações.

Protocolos para VoIP

O transporte de Voz sobre IP levou ao desenvolvimento de um conjunto

de protocolos, voltados para a sinalização de chamadas e transporte de voz, de

forma que a comunicação fosse realizada com qualidade próxima àquela oferecida

pelas redes convencionais dos sistemas públicos de telefonia comutada ou de

telefonia móvel (LAJÚS, 1995).

70

A telefonia por IP utiliza os protocolos TCP, UDP e IP da rede como infra-

estrutura para os seus protocolos, podendo ser observado na figura 07.

para os seus protocolos, podendo ser observado na figura 07. Figura 07: Estrutura em camadas para

Figura 07: Estrutura em camadas para os principais protocolos para VoIP. Fonte: LAJÚS (2004).