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Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil

CAPÍTULO VIII

TRABALHOS EM ALTURA

Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil CAPÍTULO VIII TRABALHOS EM ALTURA VIII-1

Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil

ÍNDICE

1. Objectivos específicos

 

3

2. Introdução

3

3. Utilização de protecções colectivas

3

3.1.

Guarda-corpos

5

3.1.1. Montagem dos montantes

6

3.1.2. Medidas de protecção periférica com guarda-corpos

7

3.2.

Redes de segurança

10

3.2.1. Introdução

 

10

3.2.2. Redes horizontais (Tipo S)

12

3.2.3. Redes verticais tipo forca (Tipo V)

13

3.2.4. Redes horizontal fixada a consola (Tipo T)

16

3.2.5. Redes verticais (Tipo U)

17

3.2.6. Outros tipos de redes

18

3.2.7. Requisitos na aquisição e utilização de redes

18

3.3.

Equipamentos a utilizar em trabalhos na cobertura

20

3.3.1. Redes

 

20

3.3.2. Plataformas de trabalho

21

3.3.3. Linha de vida

 

21

3.3.4. Guarda-corpos e rodapé

22

3.4.

Plataformas de Trabalho acopladas a painéis de cofragem

22

4. Equipamentos de protecção individual

23

5. Estruturas de apoio aos trabalhos em altura

23

5.1.

Andaimes

23

5.1.1. Principais causas de acidentes com andaimes

25

5.1.2. Disposições gerais

 

26

5.1.3. Andaimes metálicos e mistos

31

5.1.4. Andaimes

móveis

32

5.1.5. Trabalhos na proximidade de condutores eléctricos nus em tensão

35

5.2.

Plataformas de trabalho

37

5.2.1. Plataformas fixas

 

37

5.2.2. Plataformas

móveis elevatórias

37

5.2.3. Plataformas suspensas

40

5.3.

Escadas

42

5.3.1. Escadas construídas em obra

43

5.3.2. Escadas portáteis

 

44

5.4. Pranchadas

48

4.5. Passadiços

49

Regulamentação aplicável

49

Bibliografia

50

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Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil

1. OBJECTIVOS ESPECÍFICOS

Identificar as medidas de protecção colectiva em trabalhos em altura.

Identificar os riscos e propor medidas preventivas nos trabalhos em altura.

Identificar os EPI para os trabalhos em altura.

altura.  Identificar os EPI para os trabalhos em altura. 2. INTRODUÇÃO No sector da construção

2. INTRODUÇÃO

No sector da construção civil e obras públicas, as quedas em altura são o tipo de acidente em que se verifica o maior número de casos mortais. Esta situação deve-se ao facto de grande parte dos intervenientes no processo construtivo ignorarem ou menosprezarem as regras de segurança a implementar para evitar riscos de queda em altura.

3. UTILIZAÇÃO DE PROTECÇÕES COLECTIVAS

As quedas em altura são a causa de mais de metade das mortes que ocorrem na construção civil em Portugal.

As principais causas das quedas são a falta ou ineficiência das protecções colectivas em aberturas de paredes e pisos, nos acessos e andaimes assim como no perímetro de rampas e desníveis tais como bordos de taludes e placas, escadas, etc. As razões mais apontadas são:

Falta de protecção

- Devido à inexistência de equipamento de protecção no estaleiro.

Protecção parcial

- Devido à quantidade insuficiente, não foi possível proteger todos os locais com risco de queda;

- Os trabalhadores retiraram uma parte da protecção que não foi reposta.

 

- Devida à escolha incorrecta do equipamento ou tipo de protecções;

Ineficácia da

protecção

- Devida à má montagem das protecções;

- Devida ao mau estado das protecções.

Principais causas das quedas em altura

Em muitos casos, as protecções são retiradas pelo pessoal para permitir ou facilitar a execução de determinadas tarefas e, por desleixe e ignorância, não as voltam a repor, deixando uma área desprotegida e de grande risco. Estes comportamentos devem ser “combatidos” com formação e sensibilização e o encarregado deve estar constantemente atento à falta destas protecções, mandando corrigir, de imediato, qualquer falha que detecte dada a provável gravidade das consequências que resultam da falta destas protecções.

A escolha de equipamentos e métodos de trabalhos é, em muitos casos, delegada nos subempreiteiros que utilizam em obra os seus próprios equipamentos (escadas, andaimes e até protecções colectivas) e que por vezes são incompatíveis com as operações a desenvolver ou com os equipamentos de outros subempreiteiros que efectuam operações adjacentes. É muito importante para a prevenção de acidentes que os equipamentos sejam compatíveis e seleccionados de acordo com as necessidades das operações que se vão desenvolver. Todos os subcontratados devem ser informados previamente, tendo em conta o planeamento da obra, dos tipos e quantidades dos equipamentos de protecção colectiva, andaimes, escadas, plataformas de trabalho, etc. que vão necessitar.

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Noutros casos, as protecções existiam mas, quando foram solicitadas, a sua eficácia não correspondeu ao que era esperado. Isto deve-se a deficiências de montagem ou mau estado dos equipamentos de protecção.

As razões da má montagem são usualmente, montantes mal apertados (no caso de montantes com fixação

por garra) ou bainhas demasiado largas (no caso de montantes introduzidas em bainhas) ou insuficiente cobertura em esquinas, ângulos, redondos, etc. ou outros pontos difíceis de cobrir devido às dimensões e geometria dos elementos horizontais. Para garantir a sua eficácia, estas protecções têm de cobrir a totalidade da área a proteger, sem deixar espaços por onde seja possível passar um corpo. Estes equipamentos só devem ser montados sob orientação de uma chefia que conheça bem os requisitos de

montagem destes equipamentos.

Os equipamentos devem ser mantidos em boas condições e deve existir sempre stock de protecções disponível para substituir, de imediato, os que se danifiquem ou deteriorem.

O sistema de protecção colectiva a empregar deve ser escolhido antes do início da obra. A protecção

colectiva eleita deve reunir um conjunto de características tais como:

Deve ser forte e segura;

Deve evitar a queda do trabalhador, em vez de limitar a mesma;

A protecção não deve causar sensação de vertigem ao trabalhador;

Deve ser contínua, protegendo os ângulos das fachadas e não deixando espaços por cobrir;

Deve proteger o trabalhador em qualquer fase do trabalho;

A protecção não deve prejudicar o trabalho, como por exemplo a elevação de uma carga com recurso a grua;

Deve ser fácil de adaptar aos diferentes tipos de estruturas existentes, podendo assim ser utilizada em diferentes obras;

A sua correcta instalação deve ser verificada por pessoa competente;

Deve ser fácil de transportar entre obras.

Os dispositivos destinados a impedir as quedas devem ser instalados nos locais onde este risco esteja presente, nomeadamente:

Os planos de trabalho devem ter os bordos que dão para o vazio protegidas por dispositivos capazes de impedir a queda de pessoas e materiais;

Nos planos de trabalho, todas as aberturas devem estar protegidas;

Todos os vãos, aberturas em fachadas e caixas de elevador devem estar protegidos;

As caixas de escadas devem possuir protecções que impeçam a queda de pessoas;

Os

locais

de

andaimes,

plataformas

de

trabalho

e

de recepção de

materiais

devem

dispor

protecções.

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3.1. Guarda-corpos

Guarda-corpos são protecções colectivas utilizadas em estaleiro de obra com o objectivo de impedir a queda em altura de pessoas e de materiais. Estes equipamentos são utilizados na periferia das lajes, coberturas, plataformas de trabalho, andaimes, aberturas em lajes, escadas e outros acessos. São constituídos por diversos elementos montados no local que, no seu conjunto, devem garantir a estabilidade e resistência necessária e ter dimensões que assegurem o seu objectivo (impedir a queda de pessoas).

Segundo o artigo 40º do Decreto 41 821, de 11 de Agosto de 1958, “os guarda-corpos, com secção transversal de 0,30 m 2 , pelos menos, serão postos à altura mínima de 1 m acima do pavimento, não podendo, o vão abaixo deles ultrapassar a medida de o,85 m. A altura do guarda-cabeças nunca será inferior a 0,14 m.”

Esta imposição legal, embora em vigor, encontra-se desadequada como medida preventiva eficaz pois, a abertura de 85 cm permite facilmente a passagem de um corpo adulto de boa constituição, em caso, por exemplo, de queda põe escorregamento.

Assim, é prática aconselhada a colocação de uma barreira intermédia a uma altura de 45 a 50 cm. Esta barreira intermédia é normalmente exigida pelas entidades oficiais (ACT Autoridade para as Condições do Trabalho).

Os guarda-corpos são compostos por elementos horizontais (guardas), verticais (montantes) e suportes de fixação ao elemento construtivo. A constituição destes elementos deve ser executada de modo a que resistam ao peso de um trabalhador e não serem confundidas com barras ou bandas de sinalização.

Os elementos horizontais devem ser colocados a 0,50 e 1,0 m acima do plano de trabalho, solidamente fixados aos montantes, em encaixes apropriados ao tipo, geometria e secção do montante. Podem ser constituídos por diferentes tipos de materiais, nomeadamente por tubos, barras ou perfis metálicos ou por pranchas de madeira. As pranchas de madeira devem estar em bom estado, desempenadas e isentas de nós e pregos.

Quanto à largura dos vãos dos elementos horizontais, é aconselhado:

Perfis metálicos com secção 26 34 cm Vão máximo de 2,20 m;

Pranchas de madeira com secções de 34 140 mm ou 40 100 mm Vão máximo de 1,50 m.

Outro elemento integrante no guarda-corpos é o rodapé ou guarda-cabeças, constituído por um elemento horizontal geralmente uma tábua de madeira com 0,15 m de altura solidamente colocada nos montantes, com a função de prevenir a queda de materiais ou ferramentas a partir do plano de trabalho.

prevenir a queda de materiais ou ferramentas a partir do plano de trabalho. Colocação correcta dos

Colocação correcta dos guarda-corpos

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3.1.1. Montagem dos montantes

Os montantes podem ser fixados de várias formas:

A mais comum é com suporte tipo “pinça ou garra” que fixa o montante por aperto ao bordo da laje. A “garra”, normalmente, permite uma abertura máxima de 0,60 m.

Para lajes com maior espessura, é necessário usar montantes de outro tipo que são introduzidos em bainhas colocadas na laje durante a betonagem. Para que este tipo de guarda-corpos não perca a sua eficácia preventiva, é necessário que o montante entre bem justo na bainha e esta tem de estar isenta de sujidades, de forma que o montante entre, no mínimo, 10 cm. A bainha não deve ser colocada a menos de 30 cm do bordo da placa. Depois de instalados os montantes não devem oscilar. O espaçamento entre montantes é, usualmente, de 2 metros.

O espaçamento entre montantes é, usualmente, de 2 metros. Montante de guarda-corpos fixado em bainha Montante

Montante de guarda-corpos fixado em bainha

de 2 metros. Montante de guarda-corpos fixado em bainha Montante de guarda- corpos com fixação por

Montante de guarda-corpos com fixação por “garra”

fixado em bainha Montante de guarda- corpos com fixação por “garra” Exemplos de utilização de guarda-corpos
fixado em bainha Montante de guarda- corpos com fixação por “garra” Exemplos de utilização de guarda-corpos

Exemplos de utilização de guarda-corpos

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3.1.2. Medidas de protecção periférica com guarda-corpos

Todos os vãos e aberturas na fachada devem estar limitados por guarda-corpos e rodapés. A utilização de tábuas em diagonal e de escoras na horizontal não é recomendável, dada a sua deficiente protecção.

não é recomendável, dada a sua deficiente protecção. Utilização de guarda-corpos em vãos para o exterior.
não é recomendável, dada a sua deficiente protecção. Utilização de guarda-corpos em vãos para o exterior.
não é recomendável, dada a sua deficiente protecção. Utilização de guarda-corpos em vãos para o exterior.
não é recomendável, dada a sua deficiente protecção. Utilização de guarda-corpos em vãos para o exterior.
não é recomendável, dada a sua deficiente protecção. Utilização de guarda-corpos em vãos para o exterior.
não é recomendável, dada a sua deficiente protecção. Utilização de guarda-corpos em vãos para o exterior.

Utilização de guarda-corpos em vãos para o exterior.

As aberturas em pavimentos ou plataformas de trabalho devem dispor de guarda-corpos e rodapé, salvo se estiverem instalados outros dispositivos de protecção com eficácia e resistência pelo menos equivalentes às daqueles equipamentos, ou se estiverem obturadas com uma tampa de protecção temporária ou um estrado provisório convenientemente fixado.

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Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil

Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil Protecções possíveis na abertura de pavimentos Exemplo de
Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil Protecções possíveis na abertura de pavimentos Exemplo de
Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil Protecções possíveis na abertura de pavimentos Exemplo de

Protecções possíveis na abertura de pavimentos

Civil Protecções possíveis na abertura de pavimentos Exemplo de protecção com plataforma de madeira e com
Civil Protecções possíveis na abertura de pavimentos Exemplo de protecção com plataforma de madeira e com
Civil Protecções possíveis na abertura de pavimentos Exemplo de protecção com plataforma de madeira e com

Exemplo de protecção com plataforma de madeira e com rede

Uma solução interessante e eficaz é a colocação de abobadilhas nas lajes, com as aberturas à vista, para posteriormente serem quebradas, a fim de dar passagem às tubagens; temos, deste modo, mais um exemplo de “segurança integrada”.

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Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil Abobadilhas utilizadas para colmatar uma abertura no

Abobadilhas utilizadas para colmatar uma abertura no pavimento

A zona da caixa de elevador de um edifício em construção é extremamente perigosa, enquanto não são colocadas as portas, pois apresenta aberturas mal iluminadas. Infelizmente, tem-se verificado um elevado número de mortes devido a quedas na caixa de elevador. A colocação de guarda-corpos é a solução indispensável. Recomenda-se a sua pintura para mais facilmente serem localizados quando indevidamente retirados.

facilmente serem localizados quando indevidamente retirados. Utilização de guarda-corpos como protecção numa caixa de

Utilização de guarda-corpos como protecção numa caixa de elevador.

A caixa de escadas é geralmente uma zona pouco iluminada, com aberturas extremamente perigosas (as chamadas bombas de escada). Deve-se, pois, dispor de iluminação eficaz e de guarda-corpos com rodapé.

de iluminação eficaz e de guarda-corpos com rodapé. Utilização de guarda-corpos como protecção numa caixa de
de iluminação eficaz e de guarda-corpos com rodapé. Utilização de guarda-corpos como protecção numa caixa de

Utilização de guarda-corpos como protecção numa caixa de escadas.

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As verificações apresentadas no âmbito da utilização de guarda-corpos são de carácter geral, pelo que cada caso concreto obrigará à análise dos condicionalismos existentes no local:

Lista de verificação

Verificações

NA

C

NC

Acções

correctivas

Localização de guarda-corpos: Vãos de sacada; Escadas

Localização de guarda-corpos: Plataformas de trabalho; Passadiços

Localização de guarda-corpos: Andaimes; Bailéus

Localização de guarda-corpos: Bordos não protegidos; Coberturas

Localização de guarda-corpos: Aberturas não protegidas; Caixas de elevador

Montagem é segura:

- montantes fixos;

- guardas a 0,45 m e 1,00 m;

- guarda-cabeças com 0,15 m.

Estado de conservação dos materiais.

Condições de armazenamento dos materiais.

NA Não aplicável; C Conforme; NC - Não Conforme

– Não aplicável; C – Conforme; NC - Não Conforme 3.2. Redes de segurança 3.2.1. Introdução

3.2. Redes de segurança

3.2.1. Introdução

A utilização de redes de segurança insere-se nas medidas de protecção colectiva, para trabalhos de construção, sendo usadas para impedir ou limitar a queda em altura, quer de pessoas, quer de materiais. As redes de segurança são, portanto, um instrumento fundamental no combate aos acidentes provocados por quedas em altura.

As redes de segurança utilizadas na construção civil são, em geral, constituídas por cordas de fibras sintéticas de poliamida, polietileno ou polipropileno, ligadas por nós, formando um conjunto elástico de malhas quadradas, suportadas por corda perimetral, capazes de absorver uma certa quantidade de energia. A absorção de energia nas redes, com origem na queda de pessoas ou materiais, é feita por alongamento das fibras da trança e pelo aperto dos nós.

Embora a princípio se possa pensar que todas as redes de segurança disponíveis no mercado são iguais e que todas são válidas para todas as situações, a realidade é mais complexa; as redes e as cordas associadas são produtos fabricados com características específicas para atender as diferentes necessidades que a norma europeia EN 1263-1 estabelece. Assim, trata-se de produtos que se devem fabricar cumprindo os requisitos da referida norma e a melhor forma de os controlar é solicitando os respectivos certificados e comprovar a sua correcta etiquetagem.

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Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil

Classificação das redes

A norma EN 1263-1 divide os sistemas de redes de segurança segundo a sua utilização em:

de redes de segurança segundo a sua utilização em: Sistema V Rede de segurança com corda

Sistema V Rede de segurança com corda de rebordo fixada a suporte do tipo forca

com corda de rebordo fixada a suporte do tipo forca Sistema T Rede de segurança fixada

Sistema T Rede de segurança fixada a consolas para utilização horizontal

Etiquetagem

fixada a consolas para utilização horizontal Etiquetagem Sistema S Rede de segurança com corda de rebordo,

Sistema S Rede de segurança com corda de rebordo, para cobrir espaços horizontais ou planos inclinados.

para cobrir espaços horizontais ou planos inclinados. Sistema U Rede de segurança fixada à estrutura de

Sistema U Rede de segurança fixada à estrutura de suporte para utilização vertical

As redes de segurança devem ser fornecidas com uma etiqueta com a seguinte informação:

Designação do fabricante;

Sistema de rede de segurança;

Classe da rede;

Energia mínima de rotura;

Tamanho e forma da malha;

Dimensões da rede;

Classe de resistência;

Ano e mês de fabrico.

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A marcação deve ser permanente.

na Construção Civil A marcação deve ser permanente. Exemplo de etiqueta e de selo que deve
na Construção Civil A marcação deve ser permanente. Exemplo de etiqueta e de selo que deve
na Construção Civil A marcação deve ser permanente. Exemplo de etiqueta e de selo que deve

Exemplo de etiqueta e de selo que deve acompanhar a rede

Regras gerais de montagem das redes

A

montagem das redes deve ser realizada conforme o indicado no Manual de Instruções fornecido

pelo fabricante;

A montagem das redes é uma operação perigosa; deve ser realizada por pessoas devidamente formadas que conheçam bem os sistemas de ancoragem; devem adoptar precauções especiais, com a utilização obrigatória de arneses anti-queda;

Após a sua montagem deve-se comprovar que as redes, as cordas perimetrais, etc. não têm roturas, ou desfiados;

Devem ser colocadas em todo o perímetro do piso, incluindo as esquinas;

Deve ser dada especial atenção às uniões entre redes, visto que são pontos perigosos onde a eficácia de retenção pode ficar seriamente comprometida se as uniões não forem realizadas adequadamente;

As redes de segurança devem ser instaladas os mais próximo possível por debaixo do nível do plano de trabalho;

O desnível máximo permitido para a queda de pessoas é de 6 metros pois, para alturas superiores,

a eficácia da protecção não é garantida.

3.2.2. Redes horizontais (Tipo S)

São utilizadas para proteger trabalhos que decorram em coberturas de naves industriais ou comerciais ou outras operações em que seja necessário proteger uma área extensa, usualmente no interior das edificações. Têm vulgarmente 8 m de largura (mínimo de 5 metros de lado e 35 m 2 de superfície) e são fixadas aos pilares (ou outros elementos estruturais) pela corda perimetral, fixada a suportes próprios, espaçados entre si de 1 m. A ligação entre a corda perimetral e o suporte é efectuada por mosquetões.

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Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil

Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil Elementos que constituem a rede do tipo S

Elementos que constituem a rede do tipo S

Construção Civil Elementos que constituem a rede do tipo S Rede horizontal A rede horizontal deve
Construção Civil Elementos que constituem a rede do tipo S Rede horizontal A rede horizontal deve

Rede horizontal

A rede horizontal deve ser colocada o mais próximo possível do plano de trabalho a proteger e o mais

horizontal possível, sendo, no entanto, permitido um máximo de 6,0 m de altura de queda com o plano de trabalho a proteger.

É necessário ajustar a rede aos perímetros, evitando-se espaços abertos. Para tal, recomenda-se que a

ancoragem seja realizada a cada 1 metro para evitar esses espaços (embora a norma permita que seja de

2,5 m).

esses espaços (embora a norma permita que seja de 2,5 m). Afastamento dos pontos de ancoragem

Afastamento dos pontos de ancoragem da rede

3.2.3. Redes verticais tipo forca (Tipo V)

Pensado fundamentalmente para ser utilizado na fase de estrutura, o sistema V não evita a queda mas atenua claramente os seus efeitos e é hoje um elemento imprescindível na implantação de protecções colectivas nas obras de edificação. É o tipo de rede mais adequado para proteger os trabalhos na laje de cobertura.

Este sistema, ao não impedir a queda, deve ser acompanhado de dispositivos de protecção colectiva que o evitem: guarda-corpos e linhas de vida.

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Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil

Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil Rede tipo forca O sistema para ser completamente

Rede tipo forca

O sistema para ser completamente eficaz deve atender a três condições:

1 | A queda deve ser amparada pela rede. Para tal a sua montagem deve obedecer às seguintes regras:

A rede deve ser colocada de modo que o seu bordo superior exceda, no mínimo em 1,0 m, a altura do plano de trabalho e o bordo inferior deve dispor de espaço livre que permita o alongamento da rede devido ao impacto;

A rede tem de ficar saliente em torno da área que pretende proteger, com uma largura que é função da velocidade inicial e da altura da queda, tal como mostra o gráfico seguinte.

e da altura da queda, tal como mostra o gráfico seguinte. Parábola representativa da trajectória de

Parábola representativa da trajectória de queda de um corpo

2 |

A queda sobre a rede não pode provocar danos físicos. Para tal, é essencial controlar os seguintes factores:

Que o conjunto da rede e dos suportes que a sustentam consigam suportar e absorver a energia do impacto;

Que os materiais que vão caindo sobre a rede vão sendo retirados;

Que a rede (por baixo) não esteja demasiado próxima de obstáculos, de forma a não permitir o embate do corpo em qualquer objecto quando sofrer a deformação devida ao impacto do corpo.

VIII-14

Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil

A figura seguinte ilustra os vários elementos que constituem o sistema V.

 5,0 m
 5,0 m
os vários elementos que constituem o sistema V.  5,0 m Corda de amarração Forca Rede

Corda de

amarração

Forca
Forca

Rede de

segurança

Amarração da corda à âncora

Corda

perimetral

Âncora para a rede

Âncora para suporte da forca

Elementos que constituem o Sistema V

Montagem da rede tipo V

A montagem deve ser realizada por pessoal experiente, garantindo que não são deixados desprotegidos bordos da laje durante o processo de montagem;

A distância entre os suportes (forcas) não deve exceder os 5,0 m;

Manter sempre a regra de colocar o bordo superior da rede a exceder, no mínimo 1,0 m, o plano de trabalho. No bordo inferior deve ser deixada uma bolsa de 30 cm;

A união das redes com recurso s corda de união não deve deixar espaços maiores que 10 cm;

A distância entre as ancoras para fixação da rede no bordo da laje não deve exceder os 50 cm, devendo ser maior que 10 cm a distância destes aos bordos da laje.

ser maior que 10 cm a distância destes aos bordos da laje. Disposição das âncoras de
ser maior que 10 cm a distância destes aos bordos da laje. Disposição das âncoras de

Disposição das âncoras de fixação da rede e do suporte

VIII-15

Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil

3.2.4. Redes horizontal fixada a consola (Tipo T)

Também designadas de redes de bandeja, são as de utilização mais comum e flexível, montadas em suportes metálicos instalados no bordo da laje com recurso a um suporte de garra com uma abertura máxima de 80 cm. São utilizadas em operações de cofragem, betonagem e descofragem e na montagem de estruturas metálicas e de cobertura. As redes são montadas nos bordos das lajes e a articulação do suporte permite adoptar três posições de montagem:

do suporte permite adoptar três posições de montagem: Pormenor das diversas posições do suporte  Posição

Pormenor das diversas posições do suporte

Posição A, com uma ligeira inclinação relativamente à posição vertical. Tem por objectivo principal limitar a queda de materiais, cujo risco é superior nas operações de cofragem/descofragem;

Posição B, com uma inclinação de 40º a 45º relativamente à horizontal. Nesta posição, a rede sobressai 2,5 m da estrutura. Tem por objectivo principal limitar a queda de pessoas, cujo risco é superior nas operações de cofragem/descofragem;

Posição C, com uma pequena inclinação de 10º a 15º relativamente à horizontal. Nesta posição, a rede sobressai 3 m da estrutura. Tem por objectivo principal limitar as consequências da queda de pessoas; tendo em consideração a parábola de queda anteriormente apresentada, nesta posição a rede protege 2 pisos (altura de queda de 6 metros).

nesta posição a rede protege 2 pisos (altura de queda de 6 metros). Rede horizontal fixa
nesta posição a rede protege 2 pisos (altura de queda de 6 metros). Rede horizontal fixa

Rede horizontal fixa a a consola (tipo T)

VIII-16

Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil

Para assegurar a eficácia deste tipo de rede é importante que a rede seja montada, de acordo com as instruções do fabricante, em todo o perímetro da 1ª laje da construção, quando se iniciarem os trabalhos ao nível da 2º laje. A rede na primeira laje protege os trabalhos na 2ª e 3ª lajes, sendo aconselhável que a rede seja montada na 3ª laje quando se iniciarem os trabalhos na 4ª laje e assim sucessivamente.

3.2.5. Redes verticais (Tipo U)

São redes de características idênticas às redes horizontais (tipo S) mas, montadas em posição vertical. São indicadas para proteger aberturas em paredes, especialmente em planos inclinados, onde os outros tipos de rede são menos eficazes. Para assegurar a sua eficácia, devem ficar bem esticadas e cobrindo totalmente a abertura. Tal como nas redes horizontais, são fixadas aos pilares (ou outros elementos estruturais) pela corda perimetral, fixada a suportes próprios, espaçados entre si de 1,0 m. A ligação entre a corda perimetral e o suporte é efectuada por mosquetões.

a corda perimetral e o suporte é efectuada por mosquetões. Redes vertical a proteger escadas e
a corda perimetral e o suporte é efectuada por mosquetões. Redes vertical a proteger escadas e
a corda perimetral e o suporte é efectuada por mosquetões. Redes vertical a proteger escadas e

Redes vertical a proteger escadas e aberturas em paredes

Redes vertical a proteger escadas e aberturas em paredes Utilização simultânea de redes verticais tipo forca

Utilização simultânea de redes verticais tipo forca (tipo V) e de redes verticais do tipo U

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Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil

3.2.6. Outros tipos de redes

Existem outros tipos de redes cuja utilização é menos usual, devido talvez à menor flexibilidade da sua utilização ou por a protecção que proporcionam poder ser assegurada por outro tipo de equipamentos (guarda-corpos, por exemplo).

É o caso das redes tipo ténis que são montadas na vertical, no piso que se pretende proteger, em montantes semelhantes aos dos guarda-corpos e impedem a queda em altura.

As redes devem ter malha quadrada de 0,10 m de lado e 1 m a 1,2 m de largura. Para garantir uma resistência igual aos guarda-corpos rígidos deve ser colocada uma corda no seu contorno.

Os montantes devem estar espaçados de 1,0 m para alturas de rede de 1,0 m e de 2,0 m para alturas de rede de 1,2 m. Devem em qualquer dos casos ter três elementos de fixação da rede em altura, geralmente de varão de aço de 6 mm.

da rede em altura, geralmente de varão de aço de 6 mm. Rede tipo ténis 3.2.7.

Rede tipo ténis

3.2.7. Requisitos na aquisição e utilização de redes

As redes devem estar devidamente certificadas de acordo com os requisitos das normas:

EN 1263 1, Safety nets. Part 1: Safety requirements, test methods

EN 1263 2 Safety nets. Part 2: Safety requirements for the positioning limits

Devido ao ambiente e condições em que são utilizadas (agressões ambientais e projecções de materiais) devem ser constantemente vigiadas, devendo haver um responsável designado para essa tarefa. As agressões ambientais são devidas a temperatura (calor e frio) e principalmente aos raios ultravioleta que degradam as fibras provocando a perda das suas características mecânicas (perda de cerca de 50 % da resistência de rotura à tracção no primeiro ano de uso, das fibras de poliamida). O envelhecimento devido aos raios UV é, normalmente, acompanhado de perda da cor.

VIII-18

Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil

Acções a desenvolver

De modo a que as redes conservem as suas características, é essencial que sejam observadas as seguintes medidas:

Evitar todas as agressões físicas (cortes e rasgões das malhas);

Proteger as redes de projecções de matérias incandescentes (trabalhos de soldadura, decapagem, cigarros, etc.);

Limpar periodicamente a rede para retirar materiais retidos na malha;

Armazenar as redes e demais elementos em locais secos e protegidos da luz, em embalagens opacas e resistentes;

Utilização apenas no período de vida útil.

Uma rede só deve ser utilizada como protecção contra queda em altura se observar os seguintes requisitos:

Não apresentar sinais de deterioração;

Não apresentar ruptura de malhas;

Não apresentar ruptura de cordão;

Apresentar marcação com:

Nome do fabricante;

Ano e mês de fabrico;

Classe de resistência;

Dimensões da rede.

Apresentar um manual de instruções que forneça a seguinte informação:

Montagem, uso e desmontagem;

Armazenamento, cuidados e inspecção;

Datas de avaliação das cordas de teste;

Período de validade;

Alguns avisos de perigo (ex temperaturas extremas, influências químicas)

Forças de ancoragem necessárias;

Peso máximo de queda;

Dimensão mínima de recolha dos corpos em queda;

Segurança da ligação da rede;

Distância mínima abaixo da rede;

Armazenamento;

Inspecção;

Substituição.

da rede;  Distância mínima abaixo da rede;  Armazenamento;  Inspecção;  Substituição. VIII-19

VIII-19

Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil

Ainda, como medidas gerais, recomenda-se o seguinte:

Os trabalhadores que as colocam devem usar arnês anti-queda;

Colocá-las o mais próximo possível do plano de trabalho (a altura de queda livre de pessoas deve ser a menor possível, não deve ultrapassar os 6 m);

Fechar todos os “buracos” atando os módulos entre si;

Devem prever-se zonas de ancoragem de forma que resistam aos esforços transmitidos em consequência de uma queda. Se a ancoragem se faz em partes da construção recentemente betonadas, verificar se o betão atingiu a resistência suficiente;

Todas as peças metálicas de amarração e ancoragem que estejam em contacto com as redes devem ser sujeitos a tratamentos anti-oxidantes.

Deslocá-las acompanhando os trabalhos (antecipando-os).

As verificações apresentadas no âmbito da utilização de redes de segurança são de carácter geral, pelo que cada caso concreto obrigará à análise dos condicionalismos existentes no local:

Lista de verificação

 

Verificações

 

NA

C

NC

Acções

correctivas

Montagem da rede conforme Manual de Instruções

       

Está disponível Manual de Instruções em português?

       

Rede tem marcação CE?

         

Rede

está

protegida

contra

a

projecção

de

matérias

       

incandescentes?

 

Rede sem materiais retidos.

         

Rede não apresenta sinais de deterioração.

         

Peças de amarração e ancoragem com tratamento anti- oxidante.

       

Condições de armazenamento Local seco e protegido UV.

       

NA Não aplicável; C Conforme; NC - Não Conforme

– Não aplicável; C – Conforme; NC - Não Conforme 3.3. Equipamentos a utilizar em trabalhos

3.3. Equipamentos a utilizar em trabalhos na cobertura

Apesar dos avanços tecnológicos verificados nos materiais de cobertura, torna-se necessário utilizar sempre dispositivos de protecção adequados, dos quais se destacam as redes, as plataformas de trabalho e os guarda-corpos e rodapés.

3.3.1. Redes

Tal como já referido na secção anterior relativa às redes de segurança, as redes horizontais do Tipo S são normalmente utilizadas para limitar possíveis quedas nos trabalhos em coberturas de grandes dimensões (instalações industriais, grandes superfícies, etc.).

VIII-20

Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil

Colocam-se horizontalmente, de modo a abranger toda a superfície da cobertura a instalar, permanecendo operacionais nessa posição durante a execução dos respectivos trabalhos. Devem ser colocadas com a ajuda de um elevador ou por trabalhadores devidamente protegidos com um arnês de segurança.

3.3.2. Plataformas de trabalho

Nunca se deve andar directamente sobre as coberturas, mas utilizar escadas de telhador, tábuas de rojo ou passadeiras previstas para esse efeito; evita-se, deste modo, a rotura de materiais como fibrocimento, vidro e matérias plásticas.

materiais como fibrocimento, vidro e matérias plásticas. 3.3.3. Linha de vida Nos trabalhos em coberturas, a

3.3.3. Linha de vida

Nos trabalhos em coberturas, a utilização de uma linha de vida é uma solução contra quedas em altura. Esta pode ser constituída por um cabo de aço, fixo nas extremidades, onde se prende o mosquetão do cabo de amarração pertencente ao arnês de segurança utilizado pelo trabalhador.

ao arnês de segurança utilizado pelo trabalhador. Linhas de vida instaladas na parte superior das vigas

Linhas de vida instaladas na parte superior das vigas pertencentes à estrutura da cobertura.

Como alternativa ao aço, as linhas de vida também podem ser materializadas por uma ou mais fitas de fibra (nylon).

VIII-21

Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil

Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil Exemplo de uma linha de vida de nylon.

Exemplo de uma linha de vida de nylon.

3.3.4. Guarda-corpos e rodapé

A utilização de guarda-corpos e rodapé na periferia das coberturas é outra das formas de prevenir as quedas em altura.

3.4. Plataformas de Trabalho acopladas a painéis de cofragem

Os painéis de cofragem de elementos verticais com plataformas acopladas são um bom exemplo de segurança integrada. As plataformas de trabalho devem dispor de um sistema de protecção colectiva contra quedas em altura e o pavimento deve ser horizontal, antiderrapante e resistente às cargas a que está sujeito. O acesso à plataforma de trabalho deve ser garantido por meio de escadas ou rampas.

trabalho deve ser garantido por meio de escadas ou rampas. Painéis de cofragem com plataformas de

Painéis de cofragem com plataformas de trabalho acopladas

VIII-22

Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil

4. EQUIPAMENTOS DE PROTECÇÃO INDIVIDUAL

Nos trabalhos em altura, quando não é possível o emprego de protecções colectivas, devem-se utilizar equipamentos de protecção individual.

Os trabalhadores sujeitos ao risco de queda livre devem usar um arnês de segurança com cabo de amarração e dispositivos de fixação, de modo a limitar uma possível queda.

Nas situações em que os trabalhadores possam ficar suspensos, o arnês de segurança, ligado a um cabo de amarração e dispositivo anti-queda, será a solução mais indicada.

Paralelamente, recomenda-se o uso do capacete com fixação ao pescoço (francalete), assim como o equipamento de protecção adequado ao tipo de trabalho a executar.

de protecção adequado ao tipo de trabalho a executar. Exemplos de capacetes com francalete. 5. ESTRUTURAS

Exemplos de capacetes com francalete.

5. ESTRUTURAS DE APOIO AOS TRABALHOS EM ALTURA

Na execução das diferentes obras, os trabalhos em altura poderão ser apoiados pela existência de andaimes, plataformas, escadas, pranchadas, passadiços, etc.

5.1. Andaimes

As estruturas de andaime devem merecer por parte dos responsáveis das empreitadas uma maior atenção, uma vez que estão ligados à redução/ eliminação do risco mais preocupante existente num edifício em construção: a Queda em Altura.

Os andaimes, pela utilidade e complexidade que têm, pelas dimensões que por vezes atingem e pela quantidade de tarefas, materiais e trabalhadores que suportam, carecem de especial atenção desde o momento da sua montagem, passando pela sua utilização até mesmo à sua desmobilização.

Os andaimes são construções provisórias auxiliares, munidas de plataformas horizontais elevadas, suportadas por estruturas de secção reduzida e que se destinam a apoiar a execução de trabalhos de construção, manutenção, reparação ou demolição de estruturas.

VIII-23

Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil

Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil Exemplo de utilização de andaimes. Elementos constituintes

Exemplo de utilização de andaimes.

na Construção Civil Exemplo de utilização de andaimes. Elementos constituintes de andaime metálico de pés Estas

Elementos constituintes de andaime metálico de pés

Estas construções provisórias, utilizadas desde há muitos anos têm tido ultimamente uma grande evolução técnica passando-se dos tradicionais andaimes de madeira para os andaimes metálicos devido aos melhores rendimentos e níveis de segurança.

Estes últimos são constituídos por tubos metálicos de diferentes secções transversais e acessórios de junção adequados, ou ainda por elementos pré-fabricados que formam estruturas de tipo pórtico com possibilidade de regulação múltipla.

Só se devem utilizar peças de andaimes adequadas e de boa qualidade, pelo que o sistema de andaime deve ter marcação CE e possuir Declaração de Conformidade.

VIII-24

Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil

A Norma EN 12810-1:2003, “Façade scaffolds made of prefabricated components. Part 1: Products

specifications”, refere quais os principais aspectos a ter em consideração aquando da montagem, utilização e desmontagem desses mesmos andaimes e também as regras relativas ao cálculo da sua resistência e estabilidade.

A classificação do andaime define os requisitos de construção do mesmo e, portanto, as respectivas

capacidades de utilização:

Classe 1: Andaimes destinados a operações de manutenção utilizando ferramentas e equipamentos leves (por ex., acções de inspecção).

Classe 2 e 3: Os andaimes agrupados nestas classes destinam-se a trabalhos que não envolvam outros materiais para além dos estritamente necessários, de imediato, à realização da tarefa a executar (por ex., pintura ou limpeza de pedra.

Classe 4 e 5: Incluem-se nestas classes os andaimes destinados a operações como as de fixação de componentes (por ex., operações de revestimento).

Classe 6: Andaimes destinados à execução de grandes obras ou de grandes trabalhos de construção (por ex., trabalhos de alvenaria pesada ou armazenamento de materiais).

5.1.1. Principais causas de acidentes com andaimes

As principais causas de acidentes de trabalho em andaimes são os que a seguir se descrevem:

Desmoronamento:

são os que a seguir se descrevem:  Desmoronamento:  Número insuficiente de travessas e de

Número insuficiente de travessas e de diagonais de contraventamento;

Ausência, insuficiência ou ineficácia das amarrações à construção;

Abatimento das bases de apoio;

Sobrecargas excessivas;

Materiais em mau estado;

Choque provocado por veículos.

Rotura da plataforma:

Sobrecarga exagerada;

Insuficiência da sua resistência ou dos seus suportes;

Ausência de travessa de apoio intermédia;

Materiais em mau estado.

Perda de equilíbrio dos trabalhadores:

Não utilização de um equipamento individual de protecção contra quedas, durante a montagem e desmontagem;

Ausência ou má utilização dos meios de acesso;

Ausência ou ineficácia dos guarda-corpos;

Plataforma de largura insuficiente ou espaço livre excessivo entre a plataforma e a construção.

VIII-25

Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil

Queda de materiais:

Queda de um elemento estrutural do andaime durante a montagem ou des- montagem;

Desmoronamento do andaime;

Rotura de uma plataforma;

Ausência de rodapé.

Contacto com linhas aéreas (dos corpos ou por intermédio de um objecto):

Desrespeito pelas distâncias mínimas de segurança;

Ausência de protecções.

5.1.2. Disposições gerais

É obrigatório o emprego de andaimes nas obras de construção civil em que os operários tenham de trabalhar a mais de 4 metros do solo. Os andaimes devem ser metálicos ou mistos.

Em conformidade com o art.º 4º do Decreto-Lei nº 50/2005 de 25 de Fevereiro, a montagem, desmontagem ou reconversão do andaime só pode ser efectuada sob a direcção de uma pessoa competente com formação específica adequada sobre os riscos dessas operações, nomeadamente sobre:

|

1 A interpretação do plano de montagem, desmontagem e reconversão do andaime;

|

2 A segurança durante a montagem, desmontagem ou reconversão do andaime;

|

4 |

3 As medidas de prevenção dos riscos de queda de pessoas ou objectos;

As

meteorológicas;

As condições de carga admissível;

Qualquer outro risco que a montagem, desmontagem ou reconversão possa comportar.

medidas

que

garantem

a

segurança

do

andaime

em

caso

de

alteração

das

5 |

6 |

Sinalização e protecção do andaime

condições

A zona de implantação dos andaimes deve ser protegida com meios de balizagem ou com uma vedação e sinalizada com o aviso de perigo queda de objectos, tendo em vista isolar o local dos trabalhos.

Sempre que os andaimes sejam montados em locais de passagem de peões, devem ser criados corredores de passagem devidamente iluminados e sinalizados.

Os andaimes montados junto da passagem de veículos ou em locais de manobras de máquinas, que possam a vir a pôr em causa a estabilidade e integridade do andaime, devem ser sinalizados tanto durante o dia como de noite; para além desta sinalização, não dispensável, podem ser ainda colocados obstáculos de pedra, betão ou mesmo uma estrutura metálica.

VIII-26

Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil

Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil Andaime (ocupação do passeio e via) Montagem do

Andaime (ocupação do passeio e via)

Montagem do andaime

Se a complexidade do andaime o exigir, deve ser elaborado um plano que defina os procedimentos gerais da sua montagem, utilização e desmontagem, completado, se necessário, com instruções precisas sobre pormenores específicos do andaime.

A pessoa competente que dirija a montagem, desmontagem ou reconversão do andaime e os trabalhadores que executem as respectivas operações devem dispor do plano previsto, bem como das instruções que eventualmente o acompanhem.

Os elementos de apoio do andaime devem ser colocados de modo a evitar os riscos resultantes de deslizamento, através da fixação à superfície de apoio de um dispositivo antiderrapante ou outro meio eficaz que garanta a estabilidade do mesmo.

apoio de um dispositivo antiderrapante ou outro meio eficaz que garanta a estabilidade do mesmo. Apoio
apoio de um dispositivo antiderrapante ou outro meio eficaz que garanta a estabilidade do mesmo. Apoio
apoio de um dispositivo antiderrapante ou outro meio eficaz que garanta a estabilidade do mesmo. Apoio
apoio de um dispositivo antiderrapante ou outro meio eficaz que garanta a estabilidade do mesmo. Apoio

Apoio do andaime

apoio de um dispositivo antiderrapante ou outro meio eficaz que garanta a estabilidade do mesmo. Apoio

VIII-27

Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil

Na elevação das peças constituintes dos andaimes deverão ser usados meios mecânicos, tais como, gruas e aparelhos de guindar.

Na montagem dos andaimes não se deve iniciar o tramo superior sem estarem terminados os níveis inferiores com todos os elementos de estabilidade.

Os elementos de união (abraçadeira, junta de empalme e cavilha de encaixe) devem encontrar-se devidamente apertados/justapostos, promovendo a melhor fixação entre as restantes peças do andaime.

Todos os elementos constituintes de um andaime que denotem alguma deficiência devem ser substituídos de imediato.

Os andaimes de construção devem ser fixados à edificação, ou a outra estrutura fixa existente, tendo em vista a necessidade de contraventamento da estrutura.

Nos andaimes devem instalar-se redes de protecção, para evitar que a projecção de detritos ou queda de materiais possa atingir outros trabalhadores ou pessoas que passem nas imediações.

Plataformas de trabalho

As dimensões, forma e disposição das plataformas do andaime devem ser adequadas ao trabalho a executar e às cargas a suportar, bem como permitir que os trabalhadores circulem e trabalhem em segurança.

As plataformas do andaime devem ser presas aos respectivos apoios de modo que não se desloquem em condições normais de utilização.

Entre os elementos das plataformas e os dispositivos de protecção colectiva contra quedas em altura não pode existir qualquer zona desprotegida susceptível de causar perigo.

em altura não pode existir qualquer zona desprotegida susceptível de causar perigo. Plataforma de um andaime.
em altura não pode existir qualquer zona desprotegida susceptível de causar perigo. Plataforma de um andaime.

Plataforma de um andaime.

VIII-28

Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil

No caso de utilização de tábuas de pé, estas serão no mínimo 4 nos andaimes de construção e 2 nos andaimes de conservação, devendo ter um trespasse de 35 cm para cada lado dos seus apoios extremos (travessas de apoio do andaime).

espessura das tábuas de pé constituintes das plataformas de trabalho deve ser no mínimo de 4 cm.

A

distância que separa a plataforma de trabalho no andaime do paramento vertical da edificação não

A

deverá ser superior a 20 centímetros.

edificação não A deverá ser superior a 20 centímetros.  As partes do andaime que não

As partes do andaime que não estejam prontas a ser utilizadas, nomeadamente durante a montagem, desmontagem ou reconversão do andaime, devem ser assinaladas, nos termos da legislação aplicável,

e convenientemente delimitadas, de modo a impedir o acesso à zona de perigo.

O acesso entre plataformas de trabalho, nos andaimes, deve ser feito por escadas montadas em estruturas independentes, que permitam uma transposição fácil dos vãos a vencer.

que permitam uma transposição fácil dos vãos a vencer. Acesso entre pisos por escadas com alçapão.
que permitam uma transposição fácil dos vãos a vencer. Acesso entre pisos por escadas com alçapão.

Acesso entre pisos por escadas com alçapão.

VIII-29

Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil

Devem instalar-se guarda-corpos (compostos por duas barras, uma 0,45 metros e a outra 1 metro acima da plataforma) para impedir a queda de pessoas, e guarda-cabeças ou rodapés (uma tábua com 0,15 metros de altura) para evitar a queda de materiais e ferramentas.

de altura) para evitar a queda de materiais e ferramentas. Guarda-corpo em andaime Exemplo de guarda

Guarda-corpo em andaime

a queda de materiais e ferramentas. Guarda-corpo em andaime Exemplo de guarda corpos e rodapé num

Exemplo de guarda corpos e rodapé num andaime.

Utilização

Nas plataformas de trabalho, só é permitido o armazenamento do material de utilização imediata para evitar sobrecargas e roturas da plataforma.

é permitido o armazenamento do material de utilização imediata para evitar sobrecargas e roturas da plataforma.

VIII-30

Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil

Não é permitida a utilização dos andaimes durante os temporais que comprometam a sua estabilidade ou a segurança dos operários.

5.1.3. Andaimes metálicos e mistos

Actualmente, verifica-se o uso de andaimes metálicos, constituídos por elementos pré-fabricados (com plataformas pré-fabricadas de alumínio ou aço galvanizado), ou mistos, construídos com tubos metálicos e acessórios de junção (com plataformas ou tábuas de pé feitas de madeira).

No que toca aos elementos que os constituem e à sua instalação, estes tipos de andaimes devem satisfazer condições de segurança não inferiores às disposições gerais.

satisfazer condições de segurança não inferiores às disposições gerais. Andaime metálico. Andaime misto VIII-31
satisfazer condições de segurança não inferiores às disposições gerais. Andaime metálico. Andaime misto VIII-31

Andaime metálico.

satisfazer condições de segurança não inferiores às disposições gerais. Andaime metálico. Andaime misto VIII-31

Andaime misto

VIII-31

Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil

5.1.4. Andaimes móveis

Pelo facto de serem de fácil montagem, facilita-se bastante quando se trabalha com andaimes móveis.

bastante quando se trabalha com andaimes móveis. Andaimes móveis. Sinalização e protecção do andaime 

Andaimes móveis.

Sinalização e protecção do andaime

Andaimes móveis. Sinalização e protecção do andaime  A zona onde está estacionado o andaime deve

A zona onde está estacionado o andaime deve ser protegida com meios de balizagem ou sinalizada com o aviso de perigo queda de objectos, tendo em vista isolar o local dos trabalhos.

Em locais de passagem, sempre que haja o risco de queda de materiais, deve ser colocada uma Rede se Segurança.

Montagem/desmontagem do andaime

Durante os trabalhos de montagem e desmontagem de andaimes, os montadores e demais trabalhadores devem usar os necessários equipamentos de protecção individual, nomeadamente para trabalhos em altura.

As rodas montadas nos andaimes de pés móveis deverão obrigatoriamente estar equipadas com um sistema de travão que impeça o deslocamento do andaime.

Para aumentar a segurança e facilitar o deslocamento do andaime, o diâmetro das rodas não deve ser inferior a 150 mm, para andaimes de altura até 6 m, e 200 mm para alturas superiores.

Na base, ao nível das rodas, devem ser montadas barras estabilizadoras em diagonal, para tornar o conjunto indeformável e mais estável.

As plataformas de trabalho deverão ter a largura máxima que a estrutura do andaime permitir, nunca inferior a 60 cm, para torná-las mais seguras e operacionais.

VIII-32

Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil

Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil  Os andaimes apoiados sobre rodas devem respeitar
Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil  Os andaimes apoiados sobre rodas devem respeitar

Os andaimes apoiados sobre rodas devem respeitar sempre a condição de estabilidade e segurança h/l 3,5, em que as dimensões h e l são, respectivamente, a altura da plataforma de trabalho ao solo e a menor dimensão da base de sustentação (l > 1 m).

Podem no entanto utilizar-se andaimes mais altos, desde que sejam colocados estabilizadores na base do andaime, sendo então o valor de l a menor dimensão da distância entre as sapatas dos estabilizadores medida em planta. A utilização de escoras ligadas por elementos rígidos à base do andaime permite aumentar a altura da estrutura.

à base do andaime permite aumentar a altura da estrutura. Estabilização do andaime móvel  Se

Estabilização do andaime móvel

Se o andaime for amarrado a uma superfície fixa ao longo da altura, aquela relação pode ir até h/l 7.

As plataformas de trabalho montadas sobre os andaimes móveis devem estar protegidas, em todo o perímetro, com guarda-corpos simples, colocado a cerca de 1 metro de altura, guarda intermédia e rodapé, com cerca de 15 cm.

Nos andaimes de pés móveis pré-fabricados, não é permitida a substituição da plataforma de trabalho própria por outra de tipo diferente nem por pranchas.

O acesso às plataformas deve ser realizado pelo interior do andaime através de uma abertura e escadas.

VIII-33

Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil

Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil Utilização  Os andaimes apoiados móveis, sempre que

Utilização

Os andaimes apoiados móveis, sempre que não se encontrem em movimentação devem ser travados, através da acção de estabilizadores ajustáveis e/ou o accionamento do travão nas rodas giratórias.

e/ou o accionamento do travão nas rodas giratórias.  Os materiais necessários à execução dos trabalhos

Os materiais necessários à execução dos trabalhos devem ser distribuídos sobre a plataformas, evitando sobrecargas que originem desequilíbrios e/ou deslocamentos acidentais da estrutura do andaime.

Não deve ser permitida a execução de emulsões/massas directamente sobre as plataformas de trabalho, evitando-se superfícies escorregadias, que possam originar quedas.

No final de cada jornada de trabalho todos os materiais devem ser retirados, efectuando-se a limpeza necessária das plataformas de trabalho.

Não deve ser permitida a utilização de andaimes sobre cavaletes nas plataformas de trabalho de andaimes móveis.

É proibido transportar pessoas e/ou materiais sobre os andaimes durante o deslocamento da estrutura.

 É proibido transportar pessoas e/ou materiais sobre os andaimes durante o deslocamento da estrutura. VIII-34

VIII-34

Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil

Deve ser proibido arremessar materiais a partir das plataformas de trabalho. As cargas e materiais devem ser içados e descidos com o auxílio de roldanas devidamente fixadas a uma estrutura rígida.

5.1.5. Trabalhos na proximidade de condutores eléctricos nus em tensão

Sempre que exista necessidade da montagem de andaimes junto de condutores ou peças nuas em tensão devem ser respeitadas as distâncias de aproximação, que para o caso de trabalhadores comuns (não electricistas) são:

TENSÃO

DISTÂNCIA

Até 60 kV

3

m

U >60 kV

5

m

Distâncias de aproximação

Quando esta distância não possa ser cumprida os condutores ou peças nuas em tensão devem ser convenientemente afastados ou protegidos com protectores ou anteparos, operações a realizar por pessoal especializado.

Sempre que se efectuem trabalhos com andaimes na proximidade de condutores ou peças nuas em tensão, estas devem ser sinalizadas de forma a torná-las mais visíveis para evitar a aproximação dos trabalhadores ou de objectos que estes possam manusear.

Nas instalações em serviço é obrigatória a utilização de andaimes isolantes.

Acções a desenvolver

Como medidas de prevenção e com o intuito de eliminar os acidentes de trabalho, asso- ciados aos andaimes, devem ser respeitados os procedimentos de segurança nas fases de preparação da montagem, recepção de materiais, montagem, antes da utilização e montagem que a seguir se apresentam:

Preparação da montagem:

Verificar o terreno no sentido de assegurar a capacidade de carga;

Proceder a fundações ou compactação de acordo com as cargas previsíveis e a natureza do terreno;

Se necessário, desviar águas pluviais;

Proteger a base dos prumos e a zona envolvente.

Recepção de materiais:

Preparar zona de recepção do andaime;

Organizar a descarga e armazenamento provisórios;

Verificar o estado das pranchas metálicas ou de madeira.

Organizar a descarga e armazenamento provisórios;  Verificar o estado das pranchas metálicas ou de madeira.

VIII-35

Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil

Montagem:

Elaborar plano de montagem;

Manter a verticalidade do andaime;

Montar o andaime de acordo com o projecto;

Utilizar protecção colectiva e individual;

Ligar a massa metálica à terra.

Verificações antes da utilização:

Se possui bases estáveis;

Se dá acesso ao local onde se vai desenvolver o trabalho;

Se o andaime serve para a tarefa a executar;

Se os montantes estão devidamente aprumados e contraventados;

Se a escada de acesso cumpre as condições necessárias para ser utilizada;

Se estão os três níveis de guarda-corpos;

Se as pranchas oferecem suficiente segurança.

Utilização:

Não saltar entre plataformas;

Não subir nem manter-se de pé sobre as diagonais longitudinais ou sobre o guarda corpos;

Não trabalhar em cima do andaime durante uma tempestade ou debaixo de

ventos fortes;

Não instalar escadas nem dispositivos improvisados em cima do andaime;

Não sobrecarregar os quadros nem as plataformas do andaime;

Manter a distância conveniente a eventuais condutores eléctricos;

Não alterar a estrutura do andaime.

VIII-36

Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil

5.2. Plataformas de trabalho

As plataformas de trabalho são locais onde existe o risco de queda em altura.

5.2.1. Plataformas fixas

Algumas das regras que se aplicam na utilização dos andaimes são comuns às plataformas de trabalho.

Assim, torna-se necessário incluir guarda-corpos e rodapés e as tábuas de pé deverão estar em bom estado de conservação e bem acasaladas.

estar em bom estado de conservação e bem acasaladas. Plataforma de trabalho fixa na construção de

Plataforma de trabalho fixa na construção de um viaduto.

Actualmente, é frequente a fixação, em painéis de cofragem, de plataformas pré-fabricadas que já incorporaram suportes apropriados, como já foi ilustrado anteriormente.

5.2.2. Plataformas móveis elevatórias

Antes de escolher uma plataforma móvel elevatória, devem colocar-se as seguintes questões:

Qual a altura de elevação necessária?

Qual a diferença de altura entre o local de execução do trabalho e a superfície de sustentação do aparelho?

Quais são as características da superfície de sustentação (natureza, estado, inclinação e prumo, obstáculos,

resistência, etc.)?

Quantos trabalhadores são necessários a bordo?

Qual o peso e a dimensão das peças e equipamento que serão elevados ou colocados a bordo?

Há instalações eléctricas - linhas eléctricas, estações de transformação ou distribuição, emissores de rádio ou de televisão ou outro equipamento eléctrico na plataforma ou no âmbito de movimentação da mesma quando em funcionamento?

VIII-37

Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil

É primordial respeitar as condições de utilização definidas pelo fabricante e as exigências essenciais de saúde e segurança no trabalho que constituem um imperativo para garantir a segurança dos equipamentos de trabalho, em particular:

Os limites definidos para garantir a estabilidade do equipamento de trabalho;

A velocidade máxima do vento.

As plataformas elevatórias são normalmente constituídas por:

1. Um Bastidor móvel, que é a base da plataforma elevatória móvel de pessoas. Pode ser accionado por

arraste ou autopropulsão. O bastidor móvel tem um comando auxiliar, que pode ou não estar equipado

com estabilizadores;

2. Uma Estrutura Extensível, unida ao bastidor, que permite a elevação da plataforma de trabalho até à

posição desejada. A dita estrutura extensível pode ser do tipo tesoura ou de braço telescópico simples ou

articulado;

3. Uma plataforma de trabalho (cesto), composta por uma base cercada por um guarda-corpos. Para o

correcto funcionamento da plataforma elevatória é necessário que o operador tenha noção dos alcançes e alturas do equipamento que está a operar. Estas informações estão descritas no manual de funcionamento da máquina.

estão descritas no manual de funcionamento da máquina. Plataforma elevatória Sempre que a plataforma móvel

Plataforma elevatória

Sempre que a plataforma móvel elevatória seja utilizada num posto fixo, deve ser escorada e devem utilizar-se placas de apoio intermédias para os estabilizadores (em função da solidez do solo).

É importante reconhecer o percurso antes de qualquer deslocação de equipamento, em especial para

avaliar a inclinação e as superfícies irregulares: a inclinação deve ser compatível com o desenho da plataforma.

O trabalhador que opere uma plataforma móvel elevatória telescópica deve estar sempre fixado a uma linha de segurança (EPI), de maneira a evitar a queda.

VIII-38

Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil

Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil Utilização das plataformas Plataformas elevatórias Após

Utilização das plataformas

Trabalho na Construção Civil Utilização das plataformas Plataformas elevatórias Após a avaliação dos riscos,

Plataformas elevatórias

Após a avaliação dos riscos, também há que:

Após a avaliação dos riscos, também há que:  Montar e utilizar a plataforma móvel elevatória

Montar e utilizar a plataforma móvel elevatória em segurança, de acordo com as instruções do fabricante,

E certificar-se de que não existe o risco de comprimir ou cisalhar estruturas na zona de alcance da plataforma;

Escorar a plataforma móvel elevatória, caso seja utilizada num posto fixo;

Nesses casos (e se a resistência do solo assim o exigir), usar placas de apoio intermédias para os estabilizadores;

Efectuar um reconhecimento do percurso antes de deslocar a plataforma móvel elevatória (para detectar obstáculos, irregularidades, etc.);

Em caso de tráfego rodoviário, garantir a segurança do espaço por baixo da plataforma de trabalho, inclusive por meio de sinais apropriados, se houver risco de colisão com veículos;

Respeitar rigorosamente as recomendações do manual de instruções quanto à estabilidade da plataforma móvel elevatória e à velocidade máxima do vento;

Respeitar a distância de segurança dos cabos de electricidade aéreos e outras instalações eléctricas, para evitar o risco de electrocussão;

Organizar o trabalho de modo a que, em caso de acidente ou emergência, um segundo trabalhador possa sempre utilizar os comandos de emergência.

VIII-39

Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil

5.2.3. Plataformas suspensas

Do ponto de vista técnico as plataformas suspensas são construções auxiliares suspensas por cabos que se deslocam verticalmente nas fachadas mediante um mecanismo de elevação e descida accionado manualmente.

um mecanismo de elevação e descida accionado manualmente. Plataforma móvel (bailéu). Utilizam-se para a realização

Plataforma móvel (bailéu).

Utilizam-se para a realização de numerosos trabalhos em altura: acabamento de fachadas de edifícios, rebocos, pinturas, etc., assim como para reparações diversas em trabalhos de reabilitação de edifícios.

Se, após uma avaliação dos riscos, a única possibilidade for recorrer a uma plataforma suspensa, há que ter em mente que estes equipamentos, pelo facto de estarem suspensos, podem revelar-se perigosos. Assim, há que escolher uma plataforma suspensa que esteja acompanhada de uma declaração de conformidade (ou um certificado, se for alugada). Além disso, se o acesso dos trabalhadores pela base da estrutura o permitir, deve ser dada preferência a plataformas que se desloquem ao longo de cabos.

pela base da estrutura o permitir, deve ser dada preferência a plataformas que se desloquem ao
pela base da estrutura o permitir, deve ser dada preferência a plataformas que se desloquem ao
pela base da estrutura o permitir, deve ser dada preferência a plataformas que se desloquem ao

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Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil

Os elementos principais que constituem estes tipo de andaime são:

Plataforma - Estrutura formada por uma base de chapa galvanizada anti-deslizante sobre a qual se situam a carga e as pessoas

Pescante - Elemento situado no telhado do edifício, onde engancha o cabo que suporta a plataforma.

Aparelho de elevação - aparelho ancorado à plataforma leva o mecanismo que o fixa e desloca através do cabo. Leva outro mecanismo acoplado, que actua sobre o segundo cabo que faz as funções de cabo de segurança.

Cabo - Elemento auxiliar que ancora no pescante, serve para deslocar a plataforma em sentido vertical. Existe um segundo cabo que faz as funções de cabo de segurança.

Verificações antes de utilizar um andaime Suspenso motorizado

Antes de utilizar uma plataforma suspensa motorizada, certifique-se de que existe:

Um dispositivo anti-queda automático (ligado ao cabo-guia independentemente do elemento suspenso);

Um dispositivo de travagem na descida (caso a plataforma suspensa fique presa);

Um dispositivo limitador da tensão do cabo (se a plataforma estiver engatada à estrutura durante a elevação);

Limitadores de fim do curso (em cima ou em baixo);

Um dispositivo que permite a deslocação vertical da plataforma suspensa e que pára o movimento automaticamente se a diferença de nível for excessiva.

Verificar que:

A instalação eléctrica está correcta e foram tomadas medidas contra o risco de electrocussão;

Os dispositivos de controlo estão correctamente instalados.

Certifique-se igualmente de que cada guincho pode ser controlado:

Simultaneamente;

Por comandos que param imediatamente o movimento, se não estiver ninguém a controlá-los;

Por comandos que podem ser bloqueados na posição de travado e que dispõem de um sistema de travagem de emergência.

Utilização

Apenas deve ser usado por trabalhadores devidamente formados;

Na fase da montagem, garantir a estabilidade das plataformas suspensas e o cumprimento das instruções de utilização;

Devem ser instaladas guardas à volta das plataformas ou cestos, para evitar quedas;

Devem ser usados dois cabos para cada ponto de amarração: um cabo portante e um cabo-guia;

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A elevação deve ser sincronizada, mantendo a plataforma de trabalho na horizontal e os cabos na vertical;

Deve existir um sistema que pare automaticamente a elevação em caso de inclinação;

Deve ser usado um equipamento de protecção individual (EPI) contra as quedas de altura;

As funções e o estado das plataformas suspensas devem ser inspeccionados antes do início dos trabalhos.

5.3. Escadas

A escada é um equipamento de trabalho muito utilizado no trabalho em altura. Todavia:

Durante a utilização, a largura da área de trabalho fica bastante limitada;

O tempo utilizado na deslocação e montagem das escadas é frequentemente subestimado durante

a fase de planeamento do trabalho;

A posição de trabalho numa escada é frequentemente desconfortável (aspectos ergonómicos incluídos: necessidade de o trabalhador se alongar lateralmente, trabalhar acima da altura dos ombros e permanecer demasiado tempo em degraus estreitos), o que pode provocar incapacidades músculo-esqueléticas.

Por todos estes motivos, na fase de planeamento do trabalho e avaliação dos riscos, deve-se ponderar se não será mais seguro e mais eficaz usar um outro tipo de equipamento de trabalho, por exemplo um andaime móvel, um andaime fixo ou um elevador.

As escadas são utilizadas:

Como meio de acesso que permite a passagem por pontos com diferenças de altura;

Como locais de trabalho para os trabalhos de curta duração.

A utilização de escadas, após a avaliação dos riscos, deve estar limitada às situações em que não se justifica

usar os sistemas que oferecem maior segurança, pelos seguintes motivos:

O risco é mínimo;

O período de utilização é reduzido;

A

entidade patronal não pode alterar as condições técnicas do local.

não pode alterar as condições técnicas do local. 1. Pega; 2. Articulação; 3. Plataforma; 4. Sistema

1. Pega;

2. Articulação;

3. Plataforma;

4. Sistema de segurança anti-abertura;

5. Degrau;

6. Degrau (escada de mão);

7. Degrau;

8. Montante.

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Para saber se é possível utilizar uma escada, há que colocar primeiro as seguintes perguntas:

Existe um método ou equipamento de trabalho mais seguro?

As escadas estão em perfeitas condições?

As escadas estão apoiadas numa superfície sólida ou em materiais frágeis ou instáveis?

As escadas serão amarradas para evitar que deslizem lateralmente ou para o exterior?

As escadas sobem a uma altura suficiente acima do piso? Caso contrário, estão disponíveis outros dispositivos?

As escadas serão posicionadas de modo a que os trabalhadores não precisem de se alongar demasiado?

Os tipos de escada mais frequentemente usados são os escadotes e as escadas extensíveis.

O tipo de escada deve ser escolhido após uma avaliação dos riscos, tendo em conta factores como, por exemplo:

A altura e as circunstâncias em que o trabalho será realizado;

A carga de utilização prevista;

As restrições ergonómicas durante a utilização;

A presença de cabos eléctricos ou instalações susceptíveis de apresentar riscos de electrocussão devido a contacto ou indução de um campo electromagnético (cargas estáticas).

É igualmente necessário ter em conta as vantagens e desvantagens dos diferentes tipos de escada.

5.3.1. Escadas construídas em obra

Um tipo de escadas muito utilizado nos estaleiros são as de madeira, de configuração clássica, que devem respeitar os seguintes valores limite:

Largura mínima da escada: 1,00 m, com excepção de escadas de uso esporádico e restringido a trabalhadores especificamente autorizados, caso em que a largura poderá reduzir-se a 0,55 m;

Largura mínima dos cobertores dos degraus: 0,15 m;

Desnível máximo entre degraus sucessivos, correspondente à altura do espelho: 0,25 m;

Desnível máximo a vencer por um tramo de escada, entre dois patamares: 3,70 m;

Comprimento mínimo dos patamares intermédios: metade da largura da escada, com o limite inferior de 1,00 m;

Altura mínima livre do espaço de passagem sobre a escada: 2,20 m.

As escadas inclinadas devem ser dotadas, do(s) lado(s) do vazio, de guarda-corpos ou outros dispositivos de protecção, de eficácia pelo menos equivalente.

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Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil Escadas fixas de madeira. 5.3.2. Escadas portáteis As

Escadas fixas de madeira.

5.3.2. Escadas portáteis

As escadas portáteis, ou de mão, são um tipo de escada que provoca um elevado índice de acidentes de trabalho. Facilita-se muito na sua utilização e o improviso, muitas vezes, é fatal. Para este tipo de equipamento existem regras que importa observar com rigor.

As escadas portáteis devem cumprir uma série de requisitos legais, começando por cumprir e possuir etiquetagem Marcação CE.

começando por cumprir e possuir etiquetagem Marcação CE. Escada portátil (de mão). Devem ter uso restrito

Escada portátil (de mão).

Devem ter uso restrito para acessos de carácter ocasional e apoio a serviços de pequena envergadura e duração.

É recomendável o uso de escadas com comprimento até 7,00 m, largura útil entre os montantes não inferior a 0,30 m, e degraus com espaçamento não superior a 0,30 m.

Localização da escada

escada deve ser colocada de forma a que a base fique apoiada em pontos solidamente fixos, que

A

a

impeçam de deslizar;

Em nenhuma circunstância a escada pode ficar assente sobre materiais soltos, caixotes ou outros objectos que possam vir a provocar a sua instabilidade ou oscilação.

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Sempre que não seja possível colocar a base dos montantes sobre um plano horizontal fixo, devem usar-se estabilizadores ou pés reguláveis. Nos casos em que se verifique o risco de afundamento dos pés, devem ser usadas bases de madeira com dimensões de pelo menos 20 x 20 cm. O apoio superior da escada deve ficar estável, devendo, para tal, verificar-se as seguintes situações:

Os dois montantes da escada ficam assentes em pontos de solidez não duvidosa;

A utilização dum dispositivo de adaptação ao apoio (berço), em "V", "U", etc.

O último degrau fica encostado no apoio.

Posicionamento da escada

Verificar se não há risco da escada tocar ou aproximar-se perigosamente de condutores ou outras peças nuas em tensão (tomar em atenção que a distância de segurança aos condutores ou peças nuas em tensão aumenta com o nível da tensão).

Para uma conveniente utilização, as escadas devem ser colocadas de forma a garantir a sua estabilidade, formando um ângulo com a horizontal próximo dos 75º, com os montantes apoiados num suporte suficientemente resistente, de dimensões adequadas e imóveis, de modo a que os degraus se mantenham na posição horizontal.

modo a que os degraus se mantenham na posição horizontal. Ângulo de posição das escadas 
modo a que os degraus se mantenham na posição horizontal. Ângulo de posição das escadas 

Ângulo de posição das escadas

No caso de colocar uma escada apoiada numa fachada ou estrutura, para subida a um terraço ou plataforma, aquela deve ficar com cerca de 1 metro acima da referida estrutura.

ou plataforma, aquela deve ficar com cerca de 1 metro acima da referida estrutura. Posicionamento da
ou plataforma, aquela deve ficar com cerca de 1 metro acima da referida estrutura. Posicionamento da

Posicionamento da escada

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Fixação da escada

O deslizamento do apoio inferior das escadas deve ser impedido durante a sua utilização, quer pela fixação da parte superior ou inferior dos montantes, pela utilização de um dispositivo anti- derrapante ou ainda por qualquer outro meio de eficácia equivalente.

Nota: Para trabalhos de curta duração e sem exigência de grandes esforços do utilizador, aceita-se que um trabalhador colocado na base da escada possa servir como agente de imobilização, impedindo os movimentos laterais desta e travando a base dos montantes com os pés.

laterais desta e travando a base dos montantes com os pés. Sistemas de fixação por garras
laterais desta e travando a base dos montantes com os pés. Sistemas de fixação por garras

Sistemas de fixação por garras

Utilização da escada

Na subida olhar sempre para cima, para evitar bater com a cabeça em obstáculos que se encontrem no seu caminho.

As mãos devem estar livres; só assim é garantida a regra dos 3 pontos de apoio: 1 mão + 2 pés, ou 2 mãos + 1 pé.

Os materiais e ferramentas devem ser transportados numa bolsa ou utilizando uma corda de serviço; em nenhuma circunstância devem ser transportados nas mãos.

Durante a utilização da escada não deve permanecer mais do que um trabalhador sobre a mesma, excepto em circunstâncias de salvamento, em que pode subir outro, para o resgatar.

A subida, a descida e a execução de trabalhos sobre escadas devem efectuar-se de frente para as mesmas e, quando os trabalhos a mais de 3,50 m de altura exijam movimentos ou esforços que façam perigar o trabalhador, este deve usar um arnês com um cabo de amarração a um ponto de ancoragem, a menos que sejam adoptadas medidas de protecção alternativas adequadas.

As ferramentas ou equipamentos que estão a ser usadas não devem colocar-se nos degraus; para tal, utilizar preferencialmente, cordeletas de ligação das ferramentas ao arnês e, alternativamente, sacos, bolsas ou abraçadeiras com anéis.

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Outras precauções

Nos trabalhos com escadas duplas, de abrir, o tensor entre os dois ramos deve estar completamente estendido a fim de evitar qualquer afastamento acidental e consequente instabilidade da escada.

afastamento acidental e consequente instabilidade da escada. Escada dupla (escadote).  O escadote deve ser instalado

Escada dupla (escadote).

instabilidade da escada. Escada dupla (escadote).  O escadote deve ser instalado em segurança o escadote
instabilidade da escada. Escada dupla (escadote).  O escadote deve ser instalado em segurança o escadote

O escadote deve ser instalado em segurança o escadote e não se deve subir para o último degrau, excepto se existir uma passagem de segurança ou um dispositivo de fixação;

Nos locais com tráfego, garantir a segurança do escadote por meio de barreiras;

Não devem ser permitidas em estaleiro escadas de mão emendadas, danificadas ou que apresentem sinais de deterioração.

danificadas ou que apresentem sinais de deterioração.  As escadas de enganchar com distintos segmentos e
danificadas ou que apresentem sinais de deterioração.  As escadas de enganchar com distintos segmentos e

As escadas de enganchar com distintos segmentos e as escadas telescópicas devem ser utilizadas de forma a garantir a imobilização do conjunto dos segmentos.

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Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil  A menos que sejam tomadas medidas de
Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil  A menos que sejam tomadas medidas de

A menos que sejam tomadas medidas de protecção e vigilância adequadas, não devem ser utilizadas escadas portáteis:

Nas proximidades de portas e quaisquer áreas de circulação de pessoas ou veículos;

Onde houver riscos de queda de materiais, ferramentas ou quaisquer outros objectos;

Nas proximidades de aberturas em pavimentos e vãos em paredes;

Junto de linhas e equipamentos eléctricos desprotegidos.

As escadas portáteis não devem ser utilizadas por mais que um trabalhador em simultâneo, nunca se devendo mover uma escada com um trabalhador sobre a mesma.

5.4. Pranchadas

As pranchadas devem ser construídas desligadas dos andaimes, deverão possuir travessas destinadas a ligar as vigas ou pranchões de madeira, de modo a impedir o escorregamento, e terão de satisfazer as seguintes condições:

Altura máxima - 9 m;

Inclinação máxima - 30 cm por metro;

Largura mínima - 60 cm.

 Altura máxima - 9 m;  Inclinação máxima - 30 cm por metro;  Largura

Pranchada.

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4.5. Passadiços

Os passadiços aplicados em vãos até 2,50 m devem ser fixados eficazmente nas extremidades e, a partir de 2 m, deverão ter guarda-corpos e/ou corrimão.

As tábuas de pé para vãos até 3 m deverão ser ligadas entre si por travessas pregadas na parte inferior.

ligadas entre si por travessas pregadas na parte inferior. Passadiço. REGULAMENTAÇÃO APLICÁVEL  Decreto 41 821,
ligadas entre si por travessas pregadas na parte inferior. Passadiço. REGULAMENTAÇÃO APLICÁVEL  Decreto 41 821,

Passadiço.

si por travessas pregadas na parte inferior. Passadiço. REGULAMENTAÇÃO APLICÁVEL  Decreto 41 821, de 11
si por travessas pregadas na parte inferior. Passadiço. REGULAMENTAÇÃO APLICÁVEL  Decreto 41 821, de 11

REGULAMENTAÇÃO APLICÁVEL

Decreto 41 821, de 11 de Agosto de 1958 - Aprova o regulamento de segurança no trabalho da construção civil.

Decreto-Lei nº 50/2005, de 25 de Fevereiro - Prescrições mínimas de segurança e saúde para a utilização pelos trabalhadores de equipamentos de trabalho.

Decreto-Lei nº 105/91, de 8 de Março - Estabelece o regime de colocação no mercado e utilização de máquinas e material de estaleiro.

EN 1263 1, Safety nets. Part 1: Safety requirements, test methods.

EN 1263 2 Safety nets. Part 2: Safety requirements for the positioning limits.

EN 12810-1 - Façade scaffolds made of prefabricated components. Part 1: Products specifications”.

 EN 12810-1 - Façade scaffolds made of prefabricated components. Part 1: Products specifications” . VIII-49

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BIBLIOGRAFIA

Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Norte, Manual do Formando Segurança, Higiene e Segurança do Trabalho da Construção Civil. 2005;

Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul (CENFIC), Análise de Riscos na Construção Civil Guia de Aprendizagem do Formando. Prior Velho Março de 2008;

Abel Pinto, Manual de Segurança, Construção, Conservação e Restauro de Edifícios. Edições Sílabo. Lisboa 2005;

Ventura Rodríguez, Manual Práctico de Seguridad y Salud en la Construcción. Comunidad de Madrid Outubro de 2009;

José Ignacio Miangolarra, Seguridad Práctica en la Construcción.Osalan. Instituto Vasco de Seguridad y Salud Laborales. 2009;

Comissão Europeia, Direcção-Geral do Emprego, Assuntos Sociais e Igualdade de Oportunidades, “Guia de boas práticas não vinculativo para aplicação da Directiva 2001/45/CE (Trabalho em altura). Setembro 2006.

não vinculativo para aplicação da Directiva 2001/45/CE (Trabalho em altura) ” . Setembro – 2006. VIII-50

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