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Universidade Luterana do Brasil – Gravataí Curso de Enfermagem Disciplina de Enfermagem nas Doenças Transmissíveis

Universidade Luterana do Brasil – Gravataí Curso de Enfermagem Disciplina de Enfermagem nas Doenças Transmissíveis Professor(a): Taís B. Moura

Aula1 - 03/03/2008

DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS

A abordagem integral das doenças transmissíveis na atenção primária à

saúde é de extrema importância em nosso meio e depende de uma política de melhoria das condições de vida da população, de educação em saúde, da vacinação e de algumas medidas terapêuticas em relação aos casos e seus contatos. Todas as doenças transmissíveis devem ser notificadas aos órgãos de vigilância epidemiológica e instituir medidas de controle, em relação ao caso e seus contatos.

1.

Conceitos úteis na prática na prática de doenças transmissíveis

Infecção: é a penetração, desenvolvimento ou multiplicação de um agente

infeccioso no organismo de um indivíduo. Agente Infeccioso: é o patógeno específico ou os patógenos que causam a

doença. Portador: indivíduo que abriga o agente infeccioso sem apresentar sinais da

doença, podendo se constituir em fonte de infecção. Reservatório: indica o ser humano, o animal, a planta, o solo, a substância final e/ ou intermediária o qual o agente vive, se multiplica, se reproduz e pode ser fonte de transmissão a um indivíduo suscetível.

Modo de transmissão: descreve o mecanismo pelos quais um agente infeccioso se dissemina aos seres humanos. Esses mecanismos incluem formas diretas, indiretas e pelo ar. Período de incubação: intervalo de tempo (em horas, dias ou semanas) entre a exposição inicial efetiva a um organismo infeccioso e o surgimento dos primeiros sintomas de infecção. Período de transmissibilidade: é o tempo (em horas, dias ou semanas) durante o qual o agente pode ser transmitido, direta ou indiretamente, de um indivíduo infectado para outro. Contágio direto: é a transferência direta e imediata de um agente infeccioso a uma porta de entrada passível de efetuar a infecção, como por exemplo, o contato sexual. Contato indireto: é a transferência de um agente infeccioso mediante veículos de transmissão (vetores). Isolamento respiratório: isolamento do paciente em quarto privado; uso de máscaras para quaisquer pessoas que entrem no quarto; desinfecção dos utensílios contaminados por secreções e lavagem das mãos ao entrar e sair

do quarto.

Isolamento entérico: isolamento do paciente em quarto privado; uso de avental por todas as pessoas que têm contato com paciente ou material fecal; desinfecção dos utensílios contaminados por urina e fezes e lavagem das mãos ao entrar e sair do quarto.

Suscetibilidade e a Resistência: fornecem informações sobre as populações humanas ou animais que estão em risco de adquirir ou apresentam resistência à doença. As informações sobre a imunidade subseqüente também são fornecidas.

2. Métodos de Controle das doenças transmissíveis

Divide-se em:

a. Medidas preventivas: pode ser individual ou coletiva, são métodos utilizados para evitar a doença ou a disseminação das mesmas.

b. Controle do paciente, contatos e ambiente imediato: descreve aquelas medidas destinadas a prevenir a disseminação subseqüente da doença pelos indivíduos infectados e o tratamento específico, ou o melhor tratamento para minimizar o período de contágio e reduzir morbidade e mortalidade, tais como:

Isolamento do doente: é a separação de pessoas e ou animais infectados, clínica ou subclínicamente, durante o período de transmissibilidade da doença. Isolamento do contato: é a separação de qualquer pessoa que esteve em contato com a pessoa, animal ou ambiente. Quimioprofilaxia: é a administração de drogas específicas que tem por finalidade prevenir o desenvolvimento da doença. Vacinação de bloqueio: é a vacinação maciça dos contatos e vizinhos dos casos de doenças transmissíveis na vigência de casos ou surtos.

3. Vigilância Epidemiológica das doenças transmissíveis.

3.1 Doenças de notificação compulsória:

São doenças cuja gravidade, magnitude, transcendência, capacidade de disseminação do agente causador e potencial de causar surtos e epidemias exigem medidas eficazes para a sua prevenção e controle. Algumas têm período de incubação curto, e a adoção de medidas imediatas de controle, após a detecção de um único caso, é fundamental para impedir a disseminação do agente e o aparecimento de casos secundários no grupo populacional onde foi detectado o caso índice.

3.2 Lista das doenças de notificação compulsórias:

Botulismo; Carbúnculo ou “antraz”; Cólera; Coqueluche; Leishmaniose tegumentar americana; Leishmaniose visceral; Leptospirose; Malária; Dengue; Difteria; Doença de Chagas (casos agudos);

Doenças meningocócicas e outras meningites; Meningite por Haemophilus influenzae. Peste; Poliomielite; Paralisia flácida aguda; Esquistossomose (em área não-endêmica); Febre amarela; Febre do Nilo; Febre maculosa; Raiva humana; Rubéola; Síndrome da rubéola congênita; Sarampo; Febre tifóide; Hanseníase; Hantaviroses; Hepatites virais; Sífilis congênita; Síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS); Síndrome respiratória aguda grave; Tétano; Infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV); Em gestantes e crianças expostas ao risco de transmissão vertical; Tularemia; Tuberculose; Varíola;