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MI022/1 Bombas Centrífugas Multicelulares Séries KPH, KPR e KPV Manual de Instruções e Manutenção

MI022/1

Bombas Centrífugas Multicelulares

Séries KPH, KPR e KPV

Manual de Instruções e Manutenção

INTRODUÇÃO

Este Manual foi preparado para o assistir na instalação, operação e manutenção do seu grupo electrobomba. Pedimo-lhes para ler e seguir todas as indicações nele contidas. Se em qualquer momento tiver um problema que não é contemplado neste Manual, sugerimos que contacte a EFAFLU Bombas e Ventiladores, S.A.

INDICE

Pág.:

1.0

- GENERALIDADES

1

2.0

- INSTALAÇÃO

2

3.0

- PREPARAÇÃO PARA FUNCIONAMENTO

5

4.0

- FUNCIONAMENTO

5

5.0

- MANUTENÇÂO

6

6.0

- DESMONTAGEM E MONTAGEM DA BOMBA

7

7.0

- PEÇAS DE RESERVA

7

8.0

- ANOMALIAS DE FUNCIONAMENTO DAS BOMBAS CENTRIFUGAS

7

1.0 - GENERALIDADES

1.1 - Inspecção

Todas as bombas EFAFLU são inspeccionadas, quer durante o em curso de fabrico, quer no seu estado final. Na recepção no cliente, cada bomba deve ser desembalada e inspeccionada. Na eventualidade de qualquer anomalia, ela

deve ser comunicada de imediato ao agente transitário, à EFAFLU Bombas e Ventiladores, S.A e á seguradora quando aplicável.

1.2 - Garantia

A garantia cobre todos os defeitos da bomba e do motor resultantes de qualquer falha ou defeito de fabrico do

equipamento, por um período de um ano de funcionamento ou dezoito meses contados a partir da data de expedição da

fábrica, conforme o que ocorrer primeiro.

A bomba ou o motor sobre os quais haja suspeita de qualquer anomalia, não devem ser desmontados. A não observância

desta regra pode invalidar a garantia. Os defeitos provenientes de uma instalação incorrecta, de um produto bombado contendo suspensões, sais ou produtos químicos nocivos, protecção inadequada do motor, falha no equipamento auxiliar, descargas eléctricas ou outras

circunstâncias fora do nosso controle, não estão cobertos pela garantia.

1.3

- Armazenagem

Se

a bomba/grupo não for posta a funcionar imediatamente, deve ficar armazenada em local seco, limpo e não sujeito a

vibrações que possam ser provocadas pela vizinhança de outras máquinas em serviço. Não retirar as protecções que cobrem as flanges, até que seja feita a sua ligação às tubagens. As partes sujeitas a serem atacadas pela humidade, tais como rolamentos, veio, empanques mecânicos, e as outras partes sensíveis, devem ser inspeccionadas periodicamente e renovado o seu revestimento protector, à medida que for necessário.

A bomba requererá protecção reforçada, quando destinada a uma armazenagem prolongada. Secar o seu interior

cuidadosamente e proteger com óleo apropriado. Em bombas com chumaceiras lubrificadas a óleo, encher ao máximo a

caixa de rolamentos, com óleo lubrificante. Rodar o veio de vez em quando, para melhor relubrificação das superfícies maquinadas e manter o elemento rotativo livre.

A EFAFLU recomenda que qualquer bomba armazenada por um período superior a 6 meses seja inspeccionada antes do

arranque por um técnico da EFAFLU. Esta inspecção será custeada pelo cliente e deve ser levada a cabo para efeitos de validade de garantia.

1.4

- Movimentação

Deverá haver o máximo cuidado na movimentação do equipamento:

Nunca suspender a bomba pelo veio.

Nunca utilizar o olhal de suspensão do motor, para suspender a electrobomba, o qual apenas está preparado para suspender o peso próprio do motor.

Utilizar um dos processos ilustrados na figura 1.

• Utilizar um dos processos ilustrados na figura 1. Fig. 1 2.0 - INSTALAÇÃO 2.1 -
• Utilizar um dos processos ilustrados na figura 1. Fig. 1 2.0 - INSTALAÇÃO 2.1 -

Fig. 1

2.0 - INSTALAÇÃO

2.1 - Informações importantes

Pressão máxima de funcionamento da bomba – de acordo com o tipo e tamanho de bomba

Caudal mínimo de funcionamento:

0,3 × QN - sem limite de tempo

0,1 × QN - apenas por períodos muito curtos

QN Caudal Nominal no ponto de melhor rendimento da bomba

Velocidade máxima na tubagem de aspiração - 2m/seg

Velocidade máxima recomendada na tubagem de descarga - 3m/seg

2.2 - Localização do grupo

A bomba deve estar tão perto da fonte de alimentação quanto possível, a fim de se poder usar uma tubagem de aspiração

curta e directa. Deve estar localizada de modo a permitir a utilização de uma tubagem de compressão, com o menor número possível de curvas e acessórios, a fim de reduzir ao mínimo as perdas por fricção. Deve ser localizada de forma a que a inspecção, durante o funcionamento, seja fácil. O local da instalação deve ter altura suficiente para se poder utilizar equipamento de elevação (em casos de grupos pesados).

2.3 - Fundação – Fig. 2 (Não aplicável à KPV – Execução vertical)

A fundação de betão deve ser suficientemente sólida para absorver vibrações e formar um suporte estável e rígido para a

base. Isto é importante para manter o alinhamento do grupo. A fixação da base comum do grupo é feita por meio de chumbadouros ligados à fundação. Quando for importante a não propagação de vibrações e ruídos, o grupo deve ser assente num maciço construído numa fossa previamente revestida de material isolante apropriado.

2.4 - Nivelamento e fixação – Fig. 2 (Não aplicável à KPV – Execução vertical)

Para facilitar o manuseamento da base, o motor e a bomba devem ser removidos antes das operações de nivelamento.

Calços e chapas finas, são necessários para instalar e nivelar a base sobre a fundação.

Estes devem garantir uma distância mínima

Colocar conjuntos de calços junto dos chumbadouros como se mostra na fig

de 25 mm entre a parte superior da fundação e a superfície inferior da base de forma a criar um espaço para posterior

entrada do betão de selagem. A base está então pronta para ser selada.

Selagem da base com betão

Construir cofragem à volta da base para reter o betão. Encher o espaço entre a parte superior da fundação e a base,

conforme fig

suficiente pela estabilização do betão. Não retirar os calços e as chapas após a selagem do betão.

Se necessário, furar a base para permitir o escape do ar (em caso de bases chapeadas). Esperar um tempo

Fig. 2
Fig. 2

Depois do betão estabilizado reapertar as porcas dos chumbadouros.

A base só fica verdadeiramente rígida depois de ser betonada.

só fica verdadeiramente rígida depois de ser betonada. 2.5 - Alinhamento – Fig. 3 e 4

2.5 - Alinhamento – Fig. 3 e 4 (Não aplicável à KPV – Execução vertical) Ruídos, vibrações, desgastes excessivos, destruições do acoplamento, das chumaceiras, dos casquilhos, dos anéis, dos empanques mecânicos ou de gacheta e a possível rotura de elementos rotativos, podem resultar de um insuficiente alinhamento da bomba e do motor.

O

acoplamento flexível não pode ser utilizado para compensar o desalinhamento dos veios da bomba e do motor.

O

fim a que se destina é o de compensar alterações de temperatura e permitir o movimento das pontas de veio sem

interferência na transmissão de potência do motor para a bomba. É obrigatório proceder ao alinhamento do grupo após o seu nivelamento e aperto à fundação. Voltar a realinha-lo após ligação das tubagens à bomba.

O método recomendado para se proceder ao alinhamento e/ou sua verificação é o do comparador, fig. 3.

Este método é o que melhor permite obter uma boa concentricidade entre os dois eixos das pontas de veio e respectivos meios acoplamentos.

1
1

1. Com o comparador montado no veio do lado da bomba. Rodar simultaneamente os dois meios acoplamentos para verificar a concentricidade e corrigir tanto quanto necessário.

2. Com o comparador montado na flange do meio acoplamento, rodar simultaneamente os dois meios acoplamentos para verificar a uniformidade do intervalo entre as flanges e corrigir tanto quanto necessário.

3. Com o comparador montado no veio do lado do motor. Rodar simultaneamente os dois meios acoplamentos para verificar a concentricidade e corrigir tanto quanto necessário.

Se não houver condições para aplicação deste método pode-se recorrer ao método da Fig. 4, medindo o desfazamento do contorno exterior dos meios acoplamentos, fig. 4a e a folga entre as faces dos mesmos, fig. 4b:

a) Uma régua colocada sobre a superfície cilíndrica de um dos meios acoplamentos, toca também em toda a superfície do outro meio acoplamento (fig. 4 a).

b) Repetir a operação deslocando a régua 90º à volta do acoplamento.

c) Com um apalpa folgas, confirmar de que a distância entre as duas faces dos meios acoplamentos é igual em toda a sua periferia (fig. 4 b).

Se qualquer destes pontos não se verificar, aliviar levemente os parafusos de fixação do motor e de acordo com a necessidade:

Para corrigir motor baixo subir o motor recorrendo à aplicação de chapas/calços finos de latão ou aço inoxidável sob as patas do mesmo.

Para corrigir desvios laterais paralelos ou oblíquos proceder à correcção do posicionamento do motor recorrendo a um martelo de plástico (motor pequeno) ou alavanca (motor grande).

Se a bomba vai trabalhar em alta temperatura, o grupo tem que ser realinhado à temperatura de serviço.

o grupo tem que ser realinhado à temperatura de serviço. a b Fig. 4 2.6 -

a

b

Fig. 4
Fig. 4

2.6 - Ligação da tubagem de aspiração e descarga

Para evitar desalinhamentos, sobreaquecimentos dos rolamentos e desgastes excessivos de peças, é essencial fazer ligações correctas das tubagens de aspiração e descarga. As vibrações, fuga no empanque e rupturas do veio ou fissuras dos corpos podem resultar de ligações de tubagem incorrectas; portanto, as flanges das tubagens e da bomba devem estar paralelas e unidas, sem ser necessário fazer esforço para as ligar. Nunca soldar tubagens com estas ligadas à bomba. Nas bombas com aspiração negativa, instalar a tubagem de aspiração com uma inclinação ascendente (a subir) até à bomba, para evitar a formação de bolsas de ar. Não podem ser utilizados cones concêntricos numa tubagem de aspiração horizontal. O uso deste tipo de cones na aspiração originará uma bolsa de ar ou de gás, que poderá causar problemas no grupo. É recomendada a utilização de um cone excêntrico montado de modo a que a sua geratriz superior fique na horizontal. Devem ser instaladas uma válvula de retenção e uma válvula de corte, na conduta de descarga. A válvula de corte é utilizada para o arranque da bomba e também para uma correcta regulação do caudal. A de retenção serve para impedir o retorno do fluido à bomba, no caso de falta de corrente (preserva a bomba do choque hidráulico). Toda a tubagem deve ser apoiada independentemente da bomba e sem tendência para exercer carga sobre ela. Verificar se a tubagem e os orifícios de aspiração e descarga contêm corpos estranhos ou incrustações, e limpá-los antes de se fazerem as ligações da tubagem. Temporariamente, deve-se instalar um filtro tão perto quanto possível da flange de aspiração, para filtragem do liquido a bombar. A área de passagem de caudal na rede do filtro será de, pelo menos, 2 1/2 vezes a área na tubagem.

O filtro será utilizado só até ao momento em que a tubagem esteja completamente limpa. Recomenda-se a instalação de manómetros, a montante e ajusante do filtro, para medição da queda de pressão através deste. Quando se verificar uma queda de pressão no liquido pela sua passagem através do filtro isto significa que este está obstruído. Parar o grupo imediatamente e limpá-lo. A queda real admissível depende do NPSH disponível. O sistema alternativo para detectar a queda de pressão é o de instalar um manómetro diferencial no filtro. As bombas que veiculem líquidos quentes devem ter juntas de dilatação na tubagem, para evitar esforços nas flanges devidos à dilatação.

Se for instalada uma junta de dilatação, entre a bomba e o ponto mais próximo de fixação da tubagem, é de notar que, será transmitida à bomba uma força igual à área da junta de dilatação, vezes a pressão na tubagem. Algumas uniões deslizantes produzem este mesmo efeito. Esta força pode exceder a carga admissível na flange. No caso de ser aplicada uma junta de dilatação ou uma união deslizante, recomenda-se que seja instalado um ponto de fixação entre a junta/união e a bomba para impedir que este esforço seja transmitido à bomba.

2.7 - Ligação da tubagem auxiliar (Quando exista)

Por tubagem auxiliar compreende-se: as tubagens dos circuitos de lubrificação, refrigeração e outras. Quando as bombas são equipadas com alguns destes circuitos, devem ser verificadas as suas ligações às respectivas fontes.

2.8 - Verificação final do alinhamento (Não aplicável à KPV – Execução vertical)

Depois de efectuadas todas as ligações da tubagem, deve-se verificar o alinhamento, para assegurar que a tubagem não

alterou o alinhamento do grupo.

2.9 - Ligação eléctrica

Todas as ligações eléctricas devem ser feitas correctamente e com cabos de secção adequada.

Os motores eléctricos devem funcionar com um contactor de arranque, com protecção sobrecarga e de curto-circuito.

Verificar se a rotação do motor está conforme com a seta indicadora do sentido de rotação da bomba, fazendo arrancar

o motor por um instante.

NUNCA FAZER RODAR A BOMBA SEM LÍQUIDO

2.10 - Montagem do empanque Nos casos em que o empanque é fornecido pela EFAFLU, é seleccionado de acordo com as condições de trabalho requeridas. Uma selecção e instalação adequadas facultam longevidade ao empanque e à camisa do veio. Salvo especificação em contrário, os empanques vão instalados de fábrica. Nos casos em que isso não aconteça, é necessário ter alguns cuidados com a sua instalação.

Empanque Mecânico:

O empanque mecânico é um produto muito delicado. Deve, portanto, ser manuseado com cuidado.

Consultar o plano de montagem do empanque para uma montagem correcta do mesmo.

Não danificar as faces de vedação dos anéis rotativo e estacionário.

Uma fuga grande no arranque pode resultar de um líquido carregado ou contendo impurezas. O líquido bombado deve ser limpo. Caso contrário, no acto da encomenda, especificar a natureza do produto, bem como as possíveis sujidades.

Aparecimento de uma gota de tempos a tempos não é anormal.

Aplicar algumas gotas de óleo SAE 40 na câmara do empanque, em caso de paragem ou armazenagem prolongada.

Empanque de Gacheta

A caixa de empanque e as ligações ao anel de lanterna devem ser cuidadosamente limpas antes de se proceder à

montagem do empanque. Certificar-se de que o anel da lanterna não se encontra na caixa de empanque antes de dar início

à montagem deste. Deve-se montar anel a anel, com o máximo cuidado, para garantir uma montagem correcta. Seguir o

esquema de montagem do empanque apresentado no desenho de corte fornecido com a bomba. A utilização de um casquilho bipartido feito de cobre ou latão é um método correctamente usado para a montagem do empanque. Este casquilho, de comprimento variável, deve ser de diâmetro exterior ligeiramente mais reduzido e de diâmetro interior maior que o empanque. Inserir um anel de cada vez e colocá-lo no lugar com a ajuda do casquilho. Repetir o processo até que todos os anéis de empanque estejam dispostos com os cortes alternados e esteja colocado o anel da lanterna, de maneira a ficar alinhado com o furo de passagem do líquido de selagem. Quando a caixa de empanque estiver completamente montada, montar a prensa do bucim e ajustar levemente as porcas de aperto. Só se deve fazer o ajustamento final da prensa do bucim para controle de fugas, depois da bomba ter trabalhado nas condições de serviço requeridas, durante um tempo razoável – ver 4.3– Ajustamento do Empanque Gacheta.

3.0 - PREPARAÇÃO PARA FUNCIONAMENTO

3.1 - Lubrificação dos rolamentos - Ver ponto 5.0 - Manutenção

3.2 - Lista de verificação final

Antes do arranque, confirmar que:

O sentido de rotação do motor está conforme com a seta indicada na bomba. Não trabalhar nunca com a bomba em sentido contrário, nem em seco.

As partes do acoplamento estão firmemente aparafusados.

A lubrificação está implementada.

Os manómetros, termómetros, termostatos e pressostatos quando aplicados estão devidamente instalados.

Os fluidos dos circuitos de refrigeração e lubrificação estão a fluir correctamente.

Todos os parafusos, ligações das tubagens, bujões e blindagens estão apertados.

3.3 - Ferragem da bomba

NUNCA ARRANCAR COM A BOMBA SEM LÍQUIDO! Para arrancar, é indispensável que a bomba e a coluna de aspiração estejam completamente cheias do líquido a bombar.

Esta operação efectua-se do seguinte modo:

Desapertar os bujões de enchimento e de purga.

Encher a tubagem de aspiração e a bomba pelo orifício de enchimento, tendo o cuidado de fazer sair completamente o ar. Esta operação terminará logo que o líquido se escape pelo orifício de purga.

Certificar-se de que o nível não baixa, fazendo rodar a bomba à mão. Esta operação serve, eventualmente, para descolar também o empanque.

4.0 - FUNCIONAMENTO

4.1 - Arranque

Arrancar com o motor e fazer com que o grupo atinja a máxima velocidade, tão rapidamente quanto possível. Logo que o motor atinja a sua velocidade e o manómetro indique a pressão máxima, abrir lentamente a válvula de descarga até atingir o caudal e a pressão de descarga previstos.

4.2 - Caudal de serviço

A bomba pode trabalhar apenas momentaneamente a caudal zero e não deve trabalhar nunca por períodos prolongados com caudais muito baixos – ver ponto 2.1.

O funcionamento com caudais baixos pode causar sérios danos na bomba, provocados por regime de vibração elevado

e/ou elevação da temperatura do líquido. Se o serviço impuser intermitentemente ou por períodos prolongados um funcionamento perto do caudal zero, deve ser instalado um by pass da descarga para a zona de aspiração.

4.3 - Ajustamento do Empanque Gacheta

A maioria dos problemas provêem dos empanques excessiva ou irregularmente apertados, sobretudo durante as primeiras horas de funcionamento, durante as quais SE RECOMENDA UMA FUGA MAIS ABUNDANTE.

CHAMAMOS A ATENÇÃO DOS UTILIZADORES PARA AS SEGUINTES RECOMENDAÇÕES:

Apertar moderada e progressivamente o bucim de aperto do empanque e deixar uma fuga gota a gota (cerca de 7 litros/hora), o que lubrifica, faz a rodagem e o arrefecimento do empanque.

Qualquer excesso de aperto provocaria imediatamente a deterioração.

Mudar o empanque logo que o bucim atinja o fim do seu curso.

Se o empanque aquecer quando a bomba estiver em funcionamento, o problema não pode ser resolvido normalmente desapertando um pouco a prensa do bucim. Deve-se parar a bomba e voltar a empancá-la de novo.

4.4 - Inspecções

Logo que a bomba esteja a funcionar, fazer a inspecção dos seguintes pontos:

- Temperaturas da caixa do empanque – ajustar o caudal da água de refrigeração quando aplicável.

- Temperatura das chumaceiras – após estabilização.

- Pressões de aspiração e descarga - devem corresponder às condições requeridas.

- Ralo de aspiração – a queda de pressão indica entupimento.

- Prensa do bucim – ajustá-la conforme o indicado em 4.3.

4.5 - Verificação do alinhamento

O alinhamento da bomba e do motor deve ser verificado depois da unidade ter atingido as temperaturas de serviço. Parar a

bomba e verificar o alinhamento. Recomenda-se uma nova verificação de alinhamento após os primeiros dias de trabalho normal.

4.6 - Paragem

Fechar a válvula de descarga e parar a bomba imediatamente. Antes de voltar a arrancar, é necessário verificar a ferragem

da bomba.

4.7 - Congelamento (Quando aplicável)

Se a bomba estiver exposta a temperaturas de congelamento, depois de ter sido parada, drenar toda a água (ou qualquer

outro liquido que congele) do corpo da bomba, permutadores de calor, câmaras de aquecimento e tubagens.

5.0 - MANUTENÇÃO

A bomba deve ser objecto de uma manutenção adequada, para o caso de se pretender mantê-la em bom estado. Um

programa de manutenção consciencioso assegurará uma longa vida ao equipamento, o seu bom desempenho e um mínimo de paragens.

5.1 - Lubrificação dos rolamentos da bomba

Chumaceiras com rolamentos lubrificados a massa e com grasses de lubrificação

A periodicidade sugerida para a relubrificação é de 800 horas com massa á base de lítio (por exemplo RENOLITE FEP 2

– Fuchs, ou equivalente). Esta informação é dada para uma relubrificação em situações normais de funcionamento e ambiente.

Chumaceiras com rolamentos lubrificados a óleo (quando

aplicável)

Um óleo do tipo CLP ISO VG 46, com um índice de viscosidade 100 (por exemplo RENOLIN B da Fuchs), é suficiente para uma boa lubrificação em quase todas as condições de trabalho. Contudo, instalações específicas podem exigir outras viscosidades, para uma máxima lubrificação. Encher a caixa da chumaceira com óleo, até ao nível indicado no visor. Executar a 1ª substituição de óleo durante as primeiras 200 horas de funcionamento. Para as mudanças seguintes, o período não deverá ultrapassar as 2500 horas.

primeiras 200 horas de funcionamento. Para as mudanças seguintes, o período não deverá ultrapassar as 2500

5.2

- Motor (Ver Manual de Instruções)

Lubrificação dos rolamentos do motor:

Motores sem grasse de relubrificação Estes motores não têm relubrificação. São equipados com rolamentos lubrificados para o seu normal período de vida, em condições normais de funcionamento e ambiente.

Motores equipados com grasses de relubrificação Estes motores têm que ser relubrificados de acordo com o indicado na chapa de características do próprio motor (período de relubrificação e tipo de massa).

5.3 - Programa de manutenção recomendado

Para além da lubrificação já tratado no ponto anterior, recomendam-se ainda as seguintes acções:

Inspecção corrente

Comportamento do empanque

Comportamento dos rolamentos – ruído, temperatura, vibrações

Lubrificação

Anualmente Desmontar a bomba completamente. Verificar o estado de desgaste, corrosão e erosão de todas as peças e substituir as danificadas. Substituir todas as juntas e os cordões de empanque.

Empanques – analisar (ver ponto 2.10) Verificar o alinhamento do grupo Verificar fiabilidade das válvulas, manómetros, etc.

5.4 - Peças de reserva - Ver ponto 7

6.0 - DESMONTAGEM E MONTAGEM DA BOMBA

Para montagem e desmontagem da bomba, deve seguir-se atentamente o seu desenho específico – ver pág. finais.

Certifique-se de que possui as ferramentas e os meios humanos e materiais, adequados para a operação, bem como as peças eventualmente necessárias à manutenção ou reparação. Em caso de dúvida sobre a existência destas condições, programe a realização das suas manutenções ou reparações na fábrica, onde a sua execução será feita com as garantias necessárias à reposição das características e da vida do equipamento. Depois da desmontagem da bomba todas as peças devem ser limpas e verificado o seu estado e grau da desgaste. As peças deterioradas ou gastas, devem ser substituídas por peças de reserva. Por precaução, os rolamentos, juntas e retentores devem ser sempre substituídas.

7.0 - PEÇAS DE RESERVA

Em caso de encomenda de peças de reserva, solicitamos que nos indiquem expressamente, o tipo, o tamanho e o número da bomba, indicados na sua chapa de identificação. Mencionar também o número e a designação das peças constantes do desenho fornecido – ver pág. finais.

8.0 - ANOMALIAS DE FUNCIONAMENTO DAS BOMBAS CENTRÍFUGAS

Quadro 1.

Anomalia

Causa possível (ver quadro 2)

1. A bomba não debita

1,2,3,5,10,12,13,14,16,21,22,25,30,38,40

2. A bomba não debita o caudal desejado.

2,3,4,5,6,7,7a,10,11,12,13,14,15,16,17,18,21,22,23,24,25,3

1,32,40,41,44,63,64

3. A bomba não atinge a pressão desejada

4,6,7,7a,10,11,12,13,14,15,16,18,21,22,23,24,25,34,39,40,4

1,44,63,64

4. A bomba desferra após o arranque.

2,4,6,7,7a,8,9,10,11

5. A bomba consome potência excessiva.

20,22,23,24,26,32,33,34,35,39,40,41,44,45,61,69,70,71

2,16,37,43,44,45,46,47,48,49,50,51,52,53,54,55,56,57,58,5

6. A bomba vibra ou faz ruído com qualquer caudal.

9,60,61,67,78,79,80,81,82,83,84,85

7. A bomba vibra ou faz ruídos com caudais reduzidos.

2,3,17,19,27,28,29,35,38,77

8. A bomba vibra ou faz ruídos com caudais elevados.

2,3,110,11,12,13,14,15,16,17,18,33,34,41

9. O veio oscila axialmente.

17,18,19,27,29,35,38

10. Alhetas dos impulsores com desgaste visível.

11. Alhetas dos impulsores com desgaste oculto.

12. Alhetas dos impulsores com desgaste na compressão, perto do centro

13. Alhetas dos impulsores com desgaste na

compressão, perto das contra alhetas ou nas próprias

contra alhetas.

3,12,13,14,15,17,41

12,17,19,29

37

27,29

14. Contra alhetas dos impulsores curvadas ou fracturadas 27,29

15. A bomba está sobreaquecida e gripa.

16. As partes internas apresentam desgaste prematuro.

17. Jogo de tolerâncias internas deteriorado.

18. Descontinuidade (por estiragem) nos limites da junta do corpo das bombas axiais bipartidas

19. Descontinuidade (por estiragem) nas juntas

1,3,12,28,29,38,42,43,45,50,51,52,53,54,55,57,58,59,60,61,

62,77,78,82

66

3,28,29,45,50,51,52,53,54,55,57,59,61,62,66,67

63,64,65

53,63,64,65

estacionárias internas.

20. Fuga excessiva na caixa do empanque ou empanque com desgaste prematuro.

21. camisa da caixa do empanque danificada.

22. Fuga excessiva de liquido do empanque mecânico.

23. Faces do empanque mecânico danificados.

24. Rolamentos com desgaste prematuro.

25. Falha no acoplamento.

8,9,45,54,55,57,68,69,70,71,72,73,74

8,9

45,54,55,57,58,62,75,76

45,54,55,57,58,62,75,76

3,29,41,42,45,50,51,54,55,58,77,78,79,80,81,82,83,84,85

45,50,51,54,67

Quadro 2.

CAUSAS POSSIVEIS DAS ANOMALIAS

Anomalias na aspiração

1. A bomba está ferrada.

2. Tubagem de aspiração da bomba não está completamente cheia de líquido.

3. NPSH disponível insuficiente.

4. Ar ou gás excessivo no líquido.

5. Bolsa de ar na tubagem de aspiração.

6. Entrada de ar na tubagem de aspiração.

7. Entrada de ar na caixa do empanque de gacheta ou mecânico.

7a. Ar na fonte de abastecimento do líquido de vedação.

8. Tubagem do empanque obstruída.

9. caixa do empanque mal montada.

10. Entrada da tubagem de aspiração mal mergulhada.

11. Formação de vortex na aspiração.

12. Bomba a funcionar com a válvula de aspiração fechada total ou parcialmente.

13. Ralo de aspiração obstruído.

14. Obstrução na linha de aspiração.

15. Perdas de carga excessivas na aspiração.

16. Impulsor obstruído.

17. Curva de aspiração em plano paralelo ao veio (para bombas de dupla aspiração).

18. Duas curvas na tubagem de aspiração a 90º uma da outra fazendo turbilhão e pré-rotação.

19. Selecção da bomba com uma velocidade específica de aspiração excessivamente elevada.

Outras anomalias hidráulicas

20. Velocidade da bomba excessivamente elevada.

21. Velocidade da bomba demasiado reduzida.

22. Rotação em sentido inverso.

23. Montagem invertida do impulsor de aspiração dupla.

24. Instrumentos não calibrados.

25. Diâmetro do impulsor inferior ao requerido.

26. Diâmetro do impulsor superior ao requerido

27. Selecção do impulsor com um coeficiente de altura demasiada elevada.

28. Bomba funcionando com válvula de compressão fechada sem abrir um by-pass.

29. Bomba funcionando com um caudal inferior ao mínimo aconselhado.

30. Altura estática superior à altura do shut-off.

31. Perdas de carga na compressão superiores às calculadas.

32. Altura total do sistema superior à do design da bomba.

33. Altura total do sistema inferior à do design da bomba.

34. Bomba a funcionar com um caudal excessivamente elevado (para bombas de baixa velocidade específica).

35. Bomba a funcionar com um caudal demasiado reduzido (para bombas de lata velocidade específica).

36. Fuga na válvula de retenção bloqueada.

37. Distância demasiado reduzida entre as alhetas do impulsor e o “bec” da voluta ou as alhetas dos difusores.

38. Funcionamento paralelo de bombas mal seleccionadas para o trabalho requerido.

39. Gravidade específica do líquido diferente da prevista.

40. Viscosidade do líquido diferente da prevista

41. Jogos de tolerâncias internas deteriorados.

42. Obstrução na tubagem do dispositivo de equilíbrio.

43. Elementos estranhos na fonte de sucção (desequilíbrio entre a pressão na superfície do líquido e a pressão de vapor na flange de aspiração).

Anomalias mecânicas – Generalidades

44. Impulsores obstruídos.

45. Desalinhamento.

46. Fundação deficientemente rígida.

47. Parafusos de fixação desapertados.

48. Parafusos da bomba ou do motor desapertados.

49. Enchimento incorrecto da base.

50. Forças e momentos excessivos sobre as flanges da bomba.

51. Juntas de expansão incorrectamente montadas.

52. Arranque da bomba sem pré-aquecimento suficiente.

53. Superfícies de montagem das peças internas (nos anéis de desgaste, impulsores, camisas de veio, porcas de veio,

chumaceiras, etc.).

54. Veio inclinado.

55. Rotor desequilibrado.

56. Peças soltas no veio.

57. Veio a rodar descentrado devido ao desgaste dos rolamentos.

58. Bomba a trabalhar à velocidade crítica ou próximo desta.

59. Comprimento excessivo do veio ou diâmetro do veio demasiado reduzido.

60. Ressonância entre a velocidade de funcionamento e a frequência natural da fundação, da base ou da tubagem.

61. Conjunto rotativo em fricção com o conjunto estacionário.

62. Incursão de partículas sólidas.

63. Material da junta do corpo mal seleccionado.

64. Montagem incorrecta da junta.

65. Aperto incorrecto dos parafusos do corpo.

66. Materiais da bomba impróprios para o líquido bombado.

67. lubrificação incorrecta dos acoplamentos.

Anomalias mecânicas – Zona do empanque

68. Veio ou camisas do veio desgastadas ou deterioradas.

69. Empanque inadequado às condições de trabalho.

70. Empanque mal montado.

71. Bucim excessivamente apertado impedindo a entrada do liquido de lubrificação do empanque.

72. Jogo de tolerâncias excessivo no fundo da caixa de empanque induzindo à passagem do empanque para o interior da bomba.

73. Sujidade ou areia no líquido de vedação.

74. Falha do liquido de refrigeração nas caixas de empanque refrigeradas.

75. Empanque mecânico inadequado às condições de funcionamento requeridas.

76. Empanque mecânico mal instalado.

Problemas mecânicos - Rolamentos

77. Impulso radial excessivo nas bombas de uma só voluta.

78. Impulso axial excessivo resultante de deterioração dos jogos de tolerâncias internas ou defeito ou, desgaste excessivo do dispositivo de equilíbrio, quando utilizado.

79. Grau incorrecto do lubrificante ou do óleo.

80. Lubrificante ou óleo em excesso nas chumaceiras anti-fricção.

81. Falta de lubrificação.

82. Instalação incorrecta de rolamentos anti-fricção, designadamente dano durante a instalação, montagem incorrecta dos rolamentos, utilização de rolamentos impróprios como par, etc.

83. Sujidade nos rolamentos.

84. Humidade nos rolamentos.

85. Refrigeração excessiva nos rolamentos refrigerados a água.

Quadro 3.

Diagnóstico baseado no aspecto do empanque

Sintoma Desgaste num ou dois anéis próximos do bucim; os outros anéis o.k.

Desgaste no d. e. dos anéis de empanque.

Circunferência interna dos anéis carbonizada ou vidrada.

D. i. ou anéis excessivamente dilatados ou muito deteriorados em parte da circunferência interna.

Quadro 4.

Causa

Instalação incorrecta do empanque.

Anéis em rotação com a camisa de veio ou fuga entre os anéis e o d. i. da caixa. Dimensionamento incorrecto do empanque ou corte incorrecto dos anéis. Aquecimento excessivo. Fuga insuficiente para a lubrificação do empanque, ou empanque mal adaptado.

Rotação excêntrica.

Sintomas de vibração e causas

Frequência das vibrações R.P.M. bomba – várias vezes.

R.P.M. bomba – duas vezes.

Velocidade de rotação.

Velocidade de rotação vezes o número de alhetas dos impulsores.

Meia velocidade de rotação. Baixa frequência aleatória. Alta frequência aleatória. Frequência subsíncrona de 70% a 90% da velocidade de rotação.

Causa Maus rolamentos anti-fricção. Peças soltas do rotor, desalinhamento axial do acoplamento, influência da voluta dupla, quando o afastamento é insuficiente. Desequilíbrio do rotor, impulsor colmatado, acoplamento desalinhado ou solto. Síndroma da passagem da alheta – afastamento insuficiente entre as alhetas colectoras. Também se verifica isto no funcionamento com recirculação na aspiração. Óleo fazendo turbilhão na chumaceira. Recirculação interna no impulsor ou cavitação. Ressonância habitualmente.

Excitação hidráulica de ressonância.