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ETEC “Lauro Gomes”

Ácido

Clorídrico

Tecnologia dos Materiais Inorgânicos - II Professora Paula Simas

(2F Química Tarde)

São Bernardo do Campo Outubro de 2010

Grupo nº 8

Thamires Messias - nº 36 Thiago Zanesco - nº 37 Victória Pedron - nº 38 Vitor Freire - nº 40

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ÍNDICE

1. Objetivo da Pesquisa

pág. 03

2. História

pág. 04

3. Produção Industrial

pág. 05

3.1 Síntese Direta

pág. 06

3.2 Síntese Orgânica

pág. 06

3.3 Processo Leblanc

pág. 06

3.4 Reação de Hargreaves

pág. 07

4. Utilização no mercado

pág. 08

4.1 Aplicações Industriais

pág. 08

4.2 Aplicações Laboratoriais

pág. 09

5. Propriedades Físicas

pág. 10

6. Segurança em Relação ao Produto

pág. 11

6.1 Fabricação

pág. 11

6.2 Armazenamento

pág. 12

6.3 Incêndio

pág. 12

7. Efeitos Nocivos

pág. 14

7.1 Riscos à saúde

pág. 14

7.2 Primeiros-socorros recomendados

pág. 14

8. Meio Ambiente

pág. 15

9. Informações Complementares

pág. 16

10. Conclusão

pág. 17

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1. OBJETIVO DA PESQUISA

Ácido Clorídrico, ácido muriático, ou ainda Cloreto de Hidrogênio em solução, é um composto químico de fórmula molecular HCl. Fabricado em larga escala a partir do século XV, sua produção industrial iniciou-se na Inglaterra. O HCl puro (cloridreto) é um gás incolor, bastante tóxico, não inflamável e corrosivo. A sua solução aquosa é denominada ácido clorídrico, podendo ser vendido comercialmente com o nome de ácido muriático (impuro), para a limpeza de pisos e de peças metálicas antes de soldagens. É utilizado ainda na indústria e em laboratórios de diversas formas. Suas classificações químicas são as seguintes: monoácido, hidrácido, volátil, e forte (dissociação = 92,5%).

Esta pesquisa escolar tem como objetivo investigar, estudar, avaliar e compreender os processos envolvidos na fabricação do ácido clorídrico, assim como tudo que isso inclui: história, fluxogramas, riscos, medidas preventivas a acidentes, métodos de produção, consequências ao meio ambiente, informações complementares, etc.

acidentes, métodos de produção, consequências ao meio ambiente, informações complementares, etc. (Molécula de HCl).

(Molécula de HCl).

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2. HISTÓRIA

O ácido clorídrico foi descoberto por volta do século IX, pelo alquimista persa Jabir Ibn

Hayyan, conhecido também como Geber; A partir dessa e outras descobertas Geber deu origem a diversas outras substâncias, tais como a água régia, uma mistura de HCl com HNO 3 .

A produção industrial do ácido clorídrico principiou na Inglaterra, e atingiu seu auge

durante a Revolução Industrial, quando se promulgaram leis proibindo a descarga indiscriminada de cloreto de hidrogênio na atmosfera. Esta legislação obrigou os fabricantes de barrilha, pelo processo Leblanc, a absorver o cloreto de hidrogênio em água. À medida que se descobriram novos usos para o ácido clorídrico, foram sendo construídas fábricas visando somente à sua produção.

Outros nomes que se destacam na história do HCl foram Basilius Valentinus (século XV Alemanha), Johann Glauber (século XVII Alemanha), Joseph Priestley (século XVIII Reino Unido) e Humphry Davy (século XIX Reino Unido).

Unido) e Humphry Davy (século XIX – Reino Unido). (Geber, Valentinus, Glauber, Priestley e Davy –
Unido) e Humphry Davy (século XIX – Reino Unido). (Geber, Valentinus, Glauber, Priestley e Davy –
Unido) e Humphry Davy (século XIX – Reino Unido). (Geber, Valentinus, Glauber, Priestley e Davy –
Unido) e Humphry Davy (século XIX – Reino Unido). (Geber, Valentinus, Glauber, Priestley e Davy –
Unido) e Humphry Davy (século XIX – Reino Unido). (Geber, Valentinus, Glauber, Priestley e Davy –

(Geber, Valentinus, Glauber, Priestley e Davy respectivamente).

Com o crescimento da indústria química, o ácido clorídrico (assim como o cloreto de hidrogênio na sua forma gasosa) passou a ser utilizado na indústria química como um reagente na produção em larga escala de diversos produtos químicos. Posteriormente culminando com a produção do monômero cloreto de vinila, matéria prima do polímero cloreto de polivinila, PVC. Também passou a ser utilizado em larga escala na produção do diisocianato de metileno difenila, MDI e diisocianato de tolueno, TDI, para a produção de poliuretano.

Sua produção chegou a tal nível de escala obtido que possui aplicações domésticas (ao ponto de poder ser comprado em qualquer estabelecimento de ferragens e até supermercados); e na pureza do produto, sendo aplicado na indústria de alimentos e fármacos, diretamente.

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3. PRODUÇÃO INDUSTRIAL

O ácido clorídrico é preparado dissolvendo-se cloreto de hidrogênio em água. O cloreto de hidrogênio, por sua vez, pode ser gerado de muitas maneiras, e assim diversos precursores do ácido clorídrico existem. A produção em larga escala de ácido clorídrico é quase sempre integrada com a produção de outros compostos químicos em escala industrial.

de outros compostos químicos em escala industrial. (Fluxograma da obtenção do HCl – e diversos outros

(Fluxograma da obtenção do HCl e diversos outros subprodutos pela eletrólise da salmoura).

Durante a Idade Média, o HCl era produzido a partir do sal comum e esse processo durou até o século XVII. Somente durante a Revolução Industrial, com a necessidade de uma produção em escala maior, outro modelo foi adotado, o Processo Leblanc. Ainda hoje o Ácido Clorídrico pode ser obtido de 4 formas principais: Cloração de Hidrocarbonetos Aromáticos e Alifáticos (Síntese Orgânica), a partir da reação do Cloreto de Sódio com Ácido Sulfúrico (Processo Leblanc), pela combustão do Hidrogênio no Cloro (Síntese Direta) e a pela Reação do tipo Hargreaves.

As técnicas de fabricação modificaram-se e aperfeiçoaram-se nos anos recentes, hoje, o gás cloro e o gás hidrogênio são obtidos por métodos eletrolíticos, através de uma planta periférica para a produção de cloro e soda cáustica, usando-se cloretos fundidos ou soluções aquosas de cloretos de metais alcalinos. Na eletrólise das salmouras, o cloro é produzido no ânodo e o hidrogênio, juntamente com o hidróxido de sódio ou de potássio, no cátodo. Inventaram-se e industrializaram-se muitos modelos engenhosos da cuba eletrolítica em virtude de ser manter separados os produtos do ânodo e do cátodo. Todos os modelos, entretanto, são variedades do tipo a diafragma ou do tipo com eletrodo intermediário de mercúrio.

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A seguir estão descritos os principais métodos utilizados mencionados acima.

3.1 Síntese Direta

No processo industrial de cloro-álcali, uma solução de sal sofre eletrólise, produzindo gás cloro, gás hidrogênio e hidróxido de sódio. Por combustão do hidrogênio em ambiente clorado ocorre a formação do cloreto de hidrogênio, da seguinte forma:

Cl 2 + H 2 2 HCl

Como a reação é exotérmica, o reator químico neste processo se chama forno de ácido clorídrico. O cloreto de hidrogênio resultante é absorvido em água desmineralizada e forma-se assim ácido clorídrico quimicamente puro.

3.2 Síntese Orgânica

As etapas básicas na produção do ácido como subproduto incluem a remoção do hidrocarboneto não clorado, seguida pela absorção do cloreto de hidrogênio em água.

Uma vez que a cloração de hidrocarbonetos alifáticos e aromáticos provoca a evolução de grandes quantidades de calor é necessário equipamento especial para controlar a temperatura de reação. A formação do ácido clorídrico ocorre pela substituição de átomos de hidrogênio nos compostos orgânicos por átomos de cloro. Tomamos, por exemplo a cloração do tolueno:

de cloro. Tomamos, por exemplo a cloração do tolueno : (Repare que um dos átomos de

(Repare que um dos átomos de hidrogênio presentes no anel benzeno foi substituído por um átomo de Cloro, este pode ocupar tanto a posição orto como a para, daí os produtos: o-clorobenzeno ou p-clorobenzeno).

3.3 Processo Leblanc

O Processo Leblanc é utilizado na produção de Carbonato de Sódio, obtendo-se como subproduto o ácido clorídrico gasoso, no entanto, esse processo deixou de ser utilizado como principal meio no século XIX pelo aperfeiçoamento do processo Solvay. O processo envolve dois estágios: Produção de Sulfato de Sódio a partir do Cloreto de Sódio (nessa etapa gera-se o HCl (g) ), seguido pela reação de Sulfato de Sódio com Carvão e Carbonato de Cálcio, que produz Carbonato de Sódio.

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7 (Fluxograma do Processo Leblanc para obtenção de HCl como subproduto). As reações envolvidas são: 2

(Fluxograma do Processo Leblanc para obtenção de HCl como subproduto).

As reações envolvidas são:

2 NaCl + H 2 SO 4 (conc.) Na 2 SO 4 + 2 HCl

Na 2 SO 4 + CaCO 3 + 2 C Na 2 CO 3 + CaS + 2 CO 2

O principal problema do processo Leblanc eram os danos ao meio ambiente, para cada 8 toneladas de carbonato de sódio produzido, eram produzidas 7 toneladas de sulfeto de cálcio e liberados 5,5 toneladas de ácido clorídrico. Com a descoberta dos diversos usos do HCl, os fabricantes também recolhiam o gás produzido, no entanto, o sulfeto de cálcio vinha na forma de um sólido preto, insolúvel e de forte odor, que era depositado em aterros, onde ia gradualmente liberando gás sulfídrico, poluindo o meio ambiente da mesma forma. É por isso que, atualmente, o processo Leblanc não é o mais recomendável na produção de HCl.

3.4 Reação de Hargreaves

4 NaCl + 2 SO 2 + O 2 + 2 H 2 O 2 Na 2 SO 4 + 4 HCl

Esta reação foi usada amplamente na Europa desde 1870 para produzir o sal de Glauber, ou sulfato de sódio, porém, esta reação tem implicações em questões ambientais. O processo Hargreaves é usado apenas por uma companhia, possuindo provavelmente a maior fábrica com produção de 60 mil toneladas anuais de ácido clorídrico. Neste processo é preciso remover gases como o SO 2 e o NO 2 , materiais não voláteis tais como os metais pesados e halogenetos de metais alcalinos, como o NaBr. E daí o perigo na questão ambiental, caso os subprodutos não tenham acompanhamento adequado.

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4. UTILIZAÇÃO NO MERCADO

4.1 Aplicações Industriais

Os maiores usuários do ácido clorídrico são as indústrias metalúrgicas, químicas, alimentícias e petroleiras. O maior uso do ácido clorídrico, atualmente, é na decapagem do aço (tratamento da superfície para remover a crosta de laminação). Antes de 1963, quase todo aço era decapado com ácido sulfúrico, no entanto o ácido clorídrico assumiu esta função, pois reage mais rapidamente com a crosta, ataca menos o metal de base e o aço decapado fica com uma superfície melhor para as operações posteriores de revestimento ou de deposição.

Além desta, o HCl pode obter outras funções na indústria: Limpeza química de equipamentos, aumento da permeabilidade e produção de fertilizantes, curtumes e piquelagem, na produção de cloretos de vinila e cloropreno, de cloretos metálicos, colas e corantes, na ativação de argilas bentoníticas, na hidrólise ácida de madeiras e tratamento hidrometalúrgico a partir de minérios. Pode ser utilizado no processo de obtenção da cerveja e no tratamento de águas industriais e de potabilização de águas; agente acidificante, neutralizante e reativo em processos de tinção e mercerizado na indústria têxtil, além dos processos de refinação de óleos.

têxtil, além dos processos de refinação de óleos. (Indústria de curtume em couro e as fórmulas

(Indústria de curtume em couro e as fórmulas estruturais do Cloreto de Vinila e do Cloropreno).

Na indústria petroleira é usado na acidificação de poços de petróleo (Processo Dowell), e nas indústrias alimentícias pode ser usado na hidrolização de amido e proteínas na preparação de determinados produtos alimentícios como gelatinas, além da desnaturação do álcool e da produção de gluconato monossódico e xarope de milho e da própria glicose a partir do milho.

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9 (Alguns exemplos do uso de PVC). 4.2 Aplicações Laboratoriais O ácido clorídrico também é muito

(Alguns exemplos do uso de PVC).

4.2 Aplicações Laboratoriais

O ácido clorídrico também é muito utilizado em análises laboratoriais, como catalisador em sínteses orgânicas, por exemplo, além de titulações, testes analíticos (de chama ou precipitação de determinados íons) e fornecedor de meios ácidos ou doador de íons H + em reações. Os motivos são vários: fácil obtenção, preço acessível, reagente não muito perigoso nas concentrações trabalhadas normalmente, etc. Junto do H 2 SO 4 , KMnO 4 , CaO e NaOH entre outros, o HCl é um dos reagentes mais comuns utilizados em um laboratório.

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5. PROPRIEDADES FÍSICAS

propriedades

temperatura de ebulição, fusão, densidade e pH dependem da concentração do ácido em solução.

É

importante

lembrar

que

as

físicas

do

ácido

clorídrico,

tais

como

Aspecto: Líquido incolor ou levemente amarelado. Quando concentrado tem um odor acre e picante, é higroscópico e libera vapores visíveis (muito volátil);

Peso Molecular: 36,465 g/mol;

Temperatura Crítica: 51,4°C;

Pressão de Vapor: 11 mm Hg a 20°C;

Solubilidade na Água: Solúvel;

pH: 2 (numa solução 0,2%) / 0 (numa solução 1 mol/L);

Ponto de Fusão: -114,2°C;

Ponto de Ebulição: -85,03 °C a 1 atm;

Ponto de Fulgor: Não Inflamável;

Gravidade Específica: 1.19;

Densidade: de 1,01 a 1,21 (dependendo da concentração).

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6. SEGURANÇA EM RELAÇÃO AO PRODUTO

11 6. SEGURANÇA EM RELAÇÃO AO PRODUTO (Diamante de Hommel do Ácido Clorídrico – útil na

(Diamante de Hommel do Ácido Clorídrico útil na rotulação, pois indica os principais níveis de perigo).

6.1 Fabricação

Podem ser formados gases tóxicos ou corrosivos durante acidentes envolvendo o Ácido Clorídrico, portanto ao manusear o produto, o operador deve usar óculos de proteção para produtos químicos, protetor facial, luvas e vestimentas de proteção. Evitar respirar os fumos e vapores e lavar-se após o manuseio. O local para manuseio de ácido clorídrico (tanto em nível laboratorial, quanto em nível industrial) deve conter chuveiro de emergência e lava-olhos. As pessoas que manuseiam ácido clorídrico devem utilizar EPI's adequados e atuar sob condições seguras. Além disso, outras atitudes podem evitar acidentes ou problemas graves, tais como:

O ácido clorídrico deve ser manuseado em local limpo, bem ventilado e iluminado.

Por profissionais treinados e equipados com os EPI's necessários. Nunca uma pessoa deve

trabalhar sozinha em espaço confinado onde havia ácido clorídrico.

Os tanques para estocagem de ácido clorídrico devem ter revestimento interno de borracha (ebonite), PRFV ou material de resistência equivalente.

Utilizar ventilação local exaustora onde possa ser gerado borrifos, gases, vapores,

etc.

As

ações

de

limpeza

e

descarte

devem

ser

cuidadosamente

planejadas

e

executadas em conformidade com a legislação pertinente.

e executadas em conformidade com a legislação pertinente. (Chuveiro de Segurança – Medida de Proteção).

(Chuveiro de Segurança Medida de Proteção).

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6.2 Armazenamento

Devido às características desse ácido, são necessários certos cuidados com o seu armazenamento, isso vale tanto para um estoque industrial, tanto quanto para um frasco em um armário de reagentes num laboratório escolar:

Manter calor, faíscas, chamas abertas, chama piloto, cigarros acesos, longe da área, uma vez que podem ser formados gases tóxicos, explosivos ou corrosivos.

Os recipientes que contém ácido clorídrico devem conter identificação adequada e individual com os painéis de segurança e rótulos de risco.

Não armazene em recipientes metálicos sem revestimento.

Reage com metais com a formação de hidrogênio ao qual misturado com ar pode causar explosão ou sofrer ignição.

Deve ser armazenado longe dos seus produtos incompatíveis: Álcalis fortes,

metais, óxidos metálicos, hidróxidos, aminas, cianatos, sulfatos, sulfitos e formaldeídos. Pois são justamente estas substâncias que reagem violentamente com o ácido clorídrico, oferecendo ainda mais perigo.

Toda embalagem deve ser lavada com água em abundância antes de ser

descartada, e o próprio descarte deve ocorrer conforme a legislação vigente. As embalagens não

devem ser reutilizadas para outros produtos e se não forem lavadas adequadamente são consideradas artigos corrosivos, devendo ser mantidos os rótulos de risco correspondentes.

devendo ser mantidos os rótulos de risco correspondentes. (Tanques de Armazenamento adequados e Lava-olhos são
devendo ser mantidos os rótulos de risco correspondentes. (Tanques de Armazenamento adequados e Lava-olhos são

(Tanques de Armazenamento adequados e Lava-olhos são prevenções a acidentes).

6.3 Incêndio

Embora o ácido Clorídrico não seja inflamável, é necessário ter certos cuidados se essa substância estiver relacionada a algum incêndio, tais como:

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Meios de extinção apropriados:

Em pequenas proporções: extintor de pó químico, de CO 2 ; Em grandes proporções: Neblina de água ou espuma; (Tratar dos vapores e fumos com neblina de água).

Meios de extinção não apropriados: Contato direto de jatos de água com o produto (por que a reação pode liberar mais vapores irritantes).

Métodos especiais: Esfriar os recipientes aquecidos durante o incêndio com neblina d'água. Usar pó químico seco para apagar o fogo.

Proteção para os bombeiros: Utilizar proteção respiratória para gases ácidos, luvas de PVC, botas de borracha e óculos de segurança.

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7. EFEITOS NOCIVOS

7.1 Riscos à saúde

Inalação dos vapores: Irritação intensa do nariz, dos olhos e da garganta. Tosse

intermitente, respiração difícil e irregular, com risco de bronco-pneumonia química e edema pulmonar agudo. Em caso de exposições repetidas ou prolongadas: dor de garganta, sangramento do nariz, bronquite crônica e erosão do esmalte dos dentes.

Contato com os olhos: Irritação intensa e lacrimejamento (com HCl gasoso);

irritação dolorosa, vermelhidão dos olhos, inchaço das pálpebras, risco de queimadura e sequelas graves, perda da visão (com HCl líquido).

Contado com a pele: Irritação, vermelhidão, risco de queimadura. Em caso de

projeção abundante, risco de estado de choque (dor). Em contatos prolongados ou repetidos:

risco de dermatose.

Ingestão: Irritação intensa e risco de queimadura grave da boca, da garganta, do

esôfago e do estômago, náuseas e vômitos com sangue, cãibras abdominais riscam de estado de choque (palidez das faces, tendência à síncope, pulso fraco e irregular), de hemorragia digestiva e de perfurações digestivas.

7.2 Primeiros-socorros recomendados

No caso de inalação: Afastar a vítima, o mais rápido possível do local poluído,

transportá-la com o tronco elevado para um lugar calmo e arejado. Oxigênio, se necessário.

No caso de contato com os olhos (em caso de projeção no rosto, tratar os olhos

com prioridade): Imediatamente lavar os olhos com água corrente durante 15 minutos, mantendo as pálpebras bem abertas e consultar um oftalmologista com urgência em todos os casos.

No caso de contato com a pele: Sem perda de tempo, encaminhar a vítima,

mesmo que ainda vestida, para o chuveiro, retirar sapatos, meias e roupas contaminadas, lavar a

parte atingida com água e sabão, enxaguar com água corrente e morna e vestir roupas limpas.

No caso de ingestão: Fazer lavar a boca com água fresca. Não causar vomitar, dar

de beber água fresca ou leite à vontade (a não ser que haja suspeita de perfuração estomacal ou do esôfago). Desapertar as roupas e deitá-lo em posição lateral de segurança. Oxigênio.

Em todas as situações: Evitar o resfriamento com o uso de cobertores e procurar

ajuda médica imediatamente (a pessoa que está socorrendo a vítima deve cuidar-se para não

sofrer, ela mesma, uma intoxicação).

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8. MEIO AMBIENTE

15 8. MEIO AMBIENTE (Nuvens de ácido clorídrico gasoso formando-se no encontro da lava com o

(Nuvens de ácido clorídrico gasoso formando-se no encontro da lava com o mar, no Havaí).

A reação de Hargreaves, vista na produção de ácido clorídrico e HCl gasoso tem relacionamento com a emissão de HCl por parte de incineradores de lixo. A queima do PVC e de determinados refugos de combustíveis produz cloreto de hidrogênio, assim como, consequentemente, as queima de lixo urbano. Esta questão levou ao crescente desenvolvimento de metodologias e processos de absorção e neutralização do HCl produzido. Os processos eletrolíticos de produção de HCl são mais analisados em termos de um tratamento de dejetos ambientalmente aceitáveis para as companhias produtoras.

Recomenda-se, que se houver derramamento ou vazamento do ácido clorídrico devem ser tomadas medidas para conter os líquidos e evitar que entrem nos riachos e sistemas de esgotos, controlando (ou parando, se possível), a perda de materiais voláteis para a atmosfera. Se o derramamento for pequeno pode-se jogar material absorvente no ácido retido e neutralizá-lo com calcário ou cal comum. A reação seria a seguinte:

2 HCl + CaO CaCl 2 + H 2 O

seria a seguinte: 2 HCl + CaO ⟶ CaCl 2 + H 2 O (CaCl 2

(CaCl 2 ).

O HCl pode poluir: rios, lençóis freáticos e outros corpos d’água (alterando o pH da água), a flora (se atingida pelo ácido ou seus fumos), o solo atingido pelo ácido (pois ataca os minerais do solo, podendo modificar suas características principais), o ar (através de seus fumos) e a fauna (se tiver contato com o ácido e seus fumos).

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9. INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES

Cerca de 50% das pessoas que ingerem ácido clorídrico morrem, devido aos efeitos imediatos, sendo que as lesões do esôfago e do estômago podem progredir por 2 ou 3 semanas. A morte por ingestão pode ocorrer até 1 mês depois.

Cerca de 95% dos indivíduos que ingerem ácido clorídrico e se recuperam dos efeitos imediatos, apresentam estenose esofagena persistente.

Além da água, o HCl também é solúvel em álcool, no éter, no benzeno, na acetona, no ácido acético, no clorofórmio, etc.

O ácido clorídrico mais impuro é chamado de ácido muriático, e é utilizado em muitas limpezas.

É usado na limpeza de edifícios após a sua caiação, para remover os respingos de cal (porque reage e forma CaCl 2 ) e também nas superfícies metálicas antes da soldagem dos respectivos metais.

Glândulas das paredes estomacais também produzem ácido clorídrico, responsável pelo pH ácido do estômago que ajuda tanto na eliminação de microorganismos quanto na atuação das enzimas (pepsina, por exemplo) que ajudam na digestão.

A soma de enzimas estomacais, HCl diluído e outros componentes forma o chamado suco gástrico, quando uma pessoa tem acidez estomacal elevada é por causa do excesso de HCl produzido no estômago, os anti-ácidos tomados como remédio, são na verdade bases ou sais de caráter básico (geralmente o NaHCO 3 ), que reagem com o HCl, neutralizando-o.

o NaHCO 3 ), que reagem com o HCl, neutralizando-o. (Antiácido composto por NaHCO 3 –

(Antiácido composto por NaHCO 3 a reação de neutralização no estômago é:

NaHCO 3 + HCl NaCl + CO 2 + H 2 O, que são substâncias neutras para o estômago).

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10.CONCLUSÃO

Por meio deste trabalho, o grupo concluiu a importância do ácido clorídrico na indústria, na economia, na história e no desenvolvimento da química. Compreendeu os diversos métodos industriais associados à sua produção e como esses mesmos métodos se relacionam com outras substâncias químicas, além de verificar e avaliar os parâmetros na qual ela é produzida, dando uma base de como devemos encarar outros métodos de produção. Tais noções de produção, segurança, meio ambiente, características inerentes ao produto, etc. são importantíssimas, não só no caso do ácido clorídrico, mas de qualquer outra substância química; É a partir do conhecimento de tais dados que podemos ter uma visão global da química, aproveitando melhor as informações obtidas tanto em aula, tanto como a experiência que obteremos ao ingressar numa indústria química por exemplo.

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11.BIBLIOGRAFIA

Sites:

http://www.atanor.com.ar/por/negocios_domesticos/quimicos/productos/acido_cloridrico.php http://www.gotaquimica.com.br/acido-cloridrico-muriatico.php

http://www.rossetti.eti.br/dicuser/detalhe.asp?vini=1&vfim=1&vcodigo=20

http://en.wikipedia.org/wiki/HCl http://pt.wikipedia.org/wiki/HCl http://www.higieneocupacional.com.br http://www.infoescola.com/quimica/acido-cloridrico http://pt.wikipedia.org/wiki/Processo_Leblanc http://www.explicatorium.com/Acidos.php

http://www.fisica.net/quimica/resumo10.htm

http://www.caii.com.br/frme-produtos-acido.html http://www.encyclopedia.airliquide.com http://www.qca.ibilce.unesp.br/prevencao/produtos/acido_cloridrico.html

http://quimica.seed.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=71

http://knol.google.com/k/%C3%A1cido-clor%C3%ADdrico

http://www.brasilescola.com/quimica/reacoes-substituicao-hidrocarbonetos.htm http://www.ebah.com.br (arquivos diversos)

FISPQ do HCl da empresa Braskem S.A (arquivo digital) FISPQ do HCl da Companhia Agro Industrial Igarassu (arquivo digital)

(todas visitadas no período de 16 de Setembro a 03 de Outubro de 2010)

Livros:

LOPES, Sônia & ROSSO, Sérgio. Biologia. São Paulo, Ed. Saraiva, 2006.