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LEITURA METAFÍSICA, CORPORAL E ENERGÉTICA

O QUE ANÁLISE BIOENERGÉTICA

Maria Cristina Piauhy Silva Mendes Fátima Rubim

A Bioenergética é uma técnica terapêutica, sistematizada por

Alexander Lowen, que ajuda o indivíduo a reencontrar-se com

o seu corpo e a tirar o mais alto grau de proveito possível da

vida que há nele. Essa ênfase dada ao corpo inclui sexualidade, respiração, movimento, sentimento e auto- expressão. O objetivo da Bioenergética é ajudar o indivíduo a retomar sua natureza primária, que se constitui na sua condição de ser livre, seu estado de ser gracioso e sua qualidade de ser belo. A liberdade é a ausência de qualquer restrição ao fluxo de sentimentos e sensações, a graça é a expressão desse fluir em movimentos, enquanto a beleza é a manifestação da harmonia interna que tal fluir provoca.

A Bioenergética é baseada no trabalho de Wilhelm Reich. Antes de Lowen ter contato com Reich ele vinha desenvolvendo um estudo sobre o relacionamento mente- corpo; esse interesse surgiu a partir de sua experiência com atividades físicas em esportes e calistenia.

Em 1940, Lowen teve contato com Reich a partir de um curso sobre análise do caráter no qual tratava da identidade funcional do caráter de uma pessoa com sua atitude corporal ou couraça muscular. Essa couraça refere-se ao padrão geral

das tensões musculares crônicas do corpo. Serve para proteger o indivíduo contra experiências emocionais dolorosas

e

ameaçadoras. Reich foi professor de Lowen de 1940 a 1952

e

seu analista de 1942 a 1945.

Em 1945, Lowen atende seu primeiro paciente, utilizando as técnicas de Reich. Em 1947 ele deixa Nova York e vai para Genebra, para fazer o curso de medicina, concluído em 1951. Em 1953 Lowen associa-se ao Dr. John Pierrakos,que havia feito terapia reichiana e era seguidor de Reich. Em 1956, é criado o Instituto de Análise Bioenergética.

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EENNEERRGGIIAA

A energia está envolvida em todos os processos da vida, nos

movimentos, sentimentos e pensamentos. A energia advém da combustão dos alimentos; para haver combustão é necessário que haja oxigênio. A quantidade de energia que um corpo possui e como ele a usa irá determinar e refletir em sua personalidade. O aumento de energia dá-se pela ampliação da respiração, dos movimentos, da fala e dos olhos. A respiração mais profunda abre a garganta, recarregar o corpo, ativa emoções reprimidas, facilita a expressão dos sentimentos ou evidencia o medo.

A Bioenergética trabalha com o conceito de carga-descarga,

que funcionam como uma unidade, aumentando o nível de energia do indivíduo; este libera a sua auto-expressão e restaura o fluxo de sentimentos do seu corpo; é preciso haver um equilíbrio entre carga e descarga de energia, sendo que a quantidade de energia absorvida está ligada à quantidade que pode ser descarregada. A ênfase é dada na respiração,

no sentimento e no movimento, aliada à tentativa de relacionar o funcionamento energético atual com a história, embora durante o crescimento, a criança precise de mais carga do que de descarga por causa do processo de desenvolvimento.

À medida que o sangue flui pelo corpo, transporta metabólitos e oxigênio para os tecidos, fornecendo-lhe energia e removendo os produtos residuais da combustão. O sangue é o fluído energeticamente carregado do corpo. Além do sangue, existem outros fluídos energéticos no corpo: a linfa, os fluídos intersticiais e os intracelulares.

O corpo é um sistema energético que está em interação com

o meio ambiente, um influenciando o outro. Temos três características básicas na vida de um indivíduo:

Respiração - Pela respiração conseguimos o oxigênio para o metabolismo. O foco da Bioenergética dirige-se para ajudar a

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perceber e liberar tensões que o impedem de respirar naturalmente. Os movimentos respiratórios são como ondas, sendo que a onda inspiratória começa no fundo da pelve e flui para cima até a boca. A onda expiratória começa da boca e flui para baixo.

Movimento - O corpo vivo está em constante movimento; resulta de um estado de excitação interna que irrompe continuamente na superfície em movimento. Quanto mais a excitação cresce, mais movimento há. A vibração deve-se a uma carga energética na musculatura. A atividade vibratória é uma manifestação da mobilidade inerente ao organismo:

essa mobilidade é involuntária. Um corpo vitalizado vibra e pulsa. Os movimentos voluntários e involuntários estão coordenados para produzir um comportamento harmônico e efetivo.

Som - Quando o corpo vibrante emite som, há energia posta em movimento. A respiração também está vinculada à voz; para produzir som você precisa deslocar ar através da laringe. O som ressoando no corpo causa uma vibração interna similar às que induzimos na musculatura.

ORGANISMO

Segundo Reich, a "existência do organismo vivo está ligada à sobreposição de dois sistemas orgonóticos de sexos diferentes". Temos de admitir que não temos resposta para a mais simples de todas as questões: Qual é a origem da função da sobreposição de duas criaturas de sexos diferentes? Que significado, que "sentido" tem? Por que a perpetuação da natureza viva está ligada precisamente a esta forma de movimento e não a qualquer outra?

No organismo, o organismo vivo não é mais do que uma parte da natureza a vibrar; logo, o organismo é uma parte do Cosmos. O processo energético das coisas vivas ocorre pela pulsação. Lentos ciclos de pulsação podem ser analisados nos mais rápidos, onde um ritmo se superpõe ao outro.

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Entende-se por pulsação a capacidade de o organismo vivo se movimentar expandindo e contraindo em determinado ritmo. A manifestação mais evidente desta força vital nos seres humanos é o movimento de expansão e contração que ocorre durante o ato de respirar. Na verdade, todas as células vivas respiram. Esta é a atividade pulsante básica da vida. A pulsação e o movimento para dentro e para fora de todas as formas de vida começam no nível celular.

O organismo é unitário, tem movimento de polaridades

(dentro/fora,

é

energético.

corpo/mente,

contração/expansão). O

em

cima/embaixo,

organismo

pulsa,

é

vivo,

Cada ser é seu corpo. Através do corpo você se expressa e se relaciona com o mundo.

Corpo - é a existência manifesta de um organismo.

Psique

inconscientes.

inclui

-

os

processos

Soma - processos físicos.

mentais

conscientes

e

Mente - experiência interna do organismo.

Para Reich, existe uma unidade funcional nos processos energéticos do organismo, isto é, eles atuam em dois níveis:

mental ou psíquico e físico ou somático, porém com a mesma significação no nível de funcionamento. Por exemplo, se uma pessoa tem uma expressão somática, isto terá uma correspondência em nível mental e vice-versa. Todos os processos biológicos, sem exceção, são caracterizados por esta antítese e pela unidade.

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GGRROOUUNNDDIINNGG

A sensação de contato entre os pés e o chão é conhecida em

Bioenergética com grounding, que representa o contato de um indivíduo com as realidades básicas de sua existência. Há diferentes graus de contato com o chão; se a pessoa estiver firmemente plantada na terra, identificada com seu corpo, ciente da sua sexualidade e orientada para o prazer, dizemos que esta pessoa está grounded.

O

grounding consiste em quatro funções:

Contato com o corpo;

Contato com a terra;

Contato com o psiquismo;

Contato com a sexualidade.

OO CCOORRPPOO

O

todas as modalidades de expressão. A pessoa que tem pés firmes no chão caminha graciosamente e pode expressar a

agressão e o amor com movimentos apropriados.

contato com o corpo requer a liberdade de movimentos em

AA TTEERRRRAA

Estar em contato com a terra quer dizer que a pessoa pode permitir que a energia flua de si para a terra e vice-versa. É a energia movendo-se de cima para baixo e de baixo para cima, como uma onda pulsante.

OO PPSSIIQQUUIISSMMOO

Os contatos com o corpo e com a terra são incompletos, a menos que a pessoa conheça seu caráter e possa integrar estas experiências ao passado. É preciso um conhecimento emocional daquilo que o corpo está expressando, tanto físico

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quanto psiquicamente, e que se entenda o que isso significa em termos de que é a pessoa e por que se tornou desta maneira. Ninguém pode se firmar no chão e nem trabalhar o passado sem esta compreensão.

AA SSEEXXUUAALLIIDDAADDEE

A função do organismo é ser a principal vida de descarga para o excesso de excitação energética e, por isso mesmo, uma das funções do prazer primário do organismo. Quando a pelve está bloqueada, o indivíduo não consegue ficar completamente firme no chão. Para estarmos adequadamente grounded precisamos estar respirando livremente, fazendo contato com os olhos e expressando-o através da voz, do movimento e da sexualidade, ou seja, precisamos estar em contato com o verdadeiro self.

CCAARRÁÁTTEERR

Segundo Alexander Lowen, caráter é a atitude básica com a

qual o indivíduo confronta a vida, é o modo típico de uma pessoa conduzir sua busca de prazer. É também a forma com

o indivíduo reage perante as situações que se lhe

apresentam, ou seja, como se defende da dor. É, portanto, uma forma peculiar, repetitiva e habitual de resposta que estabelece, congela e estrutura uma atitude psicológica, emocional e corporal do indivíduo diante do mundo. Sintetizando, é a forma como a pessoa se reconhece e é reconhecida. O caráter descreve uma realidade objetiva. Ele pode ser facilmente observado por outros, mas somente com

grande dificuldade é que o próprio indivíduo se conscientiza

do seu caráter, pois ele está muito identificado com este, ele

o toma como o seu "jeito de ser".

Na

verdade não poderia ser de outra maneira, visto que esta

foi

a forma de resposta que o indivíduo conseguiu construir

para defender-se da dor e proteger-se dos ataques contra seu verdadeiro ser (self). Foi a sal forma de sobrevivência.

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Logo, sua energia não está totalmente disponível para a vida, mas grande parte dele está direcionada para se defender, ou seja, para construir e dar manutenção a uma estrutura de caráter. Nesse sentido, toda estrutura de caráter é patológica, pois torna o indivíduo menos flexível diante de situações novas, uma vez que limita a possibilidade de este

se entregar aos seus sentimentos e de responder de forma

mais espontânea aos estímulos de prazer e de dor.

O caráter estrutura-se no nível corporal sob a forma de

tensões musculares crônicas, as quais bloqueiam ou limitam

os impulsos em seu trajeto até o objetivo ou fonte. O caráter

também é uma atitude psicológica que se escora num sistema de negações, racionalizações, projeções voltadas para a concretização de um Ego ideal.

Camada do Ego (mais superficial), Projeção, Negação, Racionalização, Culpa, Desconfiança,

Camada muscular, Tensão crônica,

Camada emocional, Sentimentos reprimidos, Raiva, Medo, Pânico, Temor, Ódio,

Camada centro (core –mais profunda), Amor / Coração Essência

A identidade funcional do caráter psíquico com a estrutura muscular é a chave da compreensão da personalidade, já que nos permite ler o caráter a partir do corpo e explicar uma atitude corporal por meio de seus representantes psíquicos, e vice-versa. O caráter de um indivíduo, manifestado pelo seu padrão característico de comportamento, é também delineado no nível somático, pela forma e movimento do corpo. Nossa postura corporal corresponde à nossa atitude perante a vida. Logo, da mesma forma como as vivências podem ser repetidas no aqui e agora.

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Treinamento em Análise Bioenergética

TÉCNICAS I

GROUNDING

Exercícios de Bioenergética, A Lowen e L. Lowen

EExxeerrccíícciioo 22 // FFlleexxããoo ddooss JJooeellhhooss:: FFiiqquuee ddee ppéé ccoomm ooss ppééss sseeppaarraaddooss cceerrccaa ddee 2200 ccmm,, nnaa ssuuaa ppoossiiççããoo nnoorrmmaall OObbsseerrvvee ssee sseeuuss jjooeellhhooss eessttããoo ttrraannccaaddooss oouu fflleettiiddooss,, ssee sseeuuss ppééss eessttããoo ppaarraalleellooss oouu vviirraaddooss ppaarraa ffoorraa,, ssee oo sseeuu ppeessoo eessttáá ccaaiinnddoo nnoo

ppeeiittoo ddoo ppéé oouu aattrrááss,, nnooss ccaallccaannhhaarreess

AAggoorraa ddoobbrree

lliiggeeiirraammeennttee sseeuuss jjooeellhhooss

ppaarraalleellooss

DDeevvaaggaarr,,

LLeevvee oo ppeessoo ppaarraa ffrreennttee sseemm lleevvaannttaarr ooss

CCoollooqquuee ooss ppééss aabbssoolluuttaammeennttee

ccaallccaannhhaarreess,, ddee mmooddoo qquuee ccaaiiaa nnoo ppeeiittoo ddoo ppéé

ddoobbrree ee eessttiiqquuee ooss jjooeellhhooss sseeiiss vveezzeess,, ee ddeeppooiiss ffiiqquuee nneessttaa ppoossiiççããoo cceerrccaa ddee 3300 sseegguunnddooss rreessppiirraannddoo nnoorrmmaallmmeennttee

Exercício 3 / Soltar a barriga: Deixe que a barriga se solte (abdômen inferior) tanto quanto possa ir. Respire normalmente por um minuto. O propósito deste exercício é permitir que você sinta as tensões na parte inferior do corpo.

Exercício 4 / Arco: Este exercício é parecido com o precedente, exceto por exercer certa pressão (stress) no corpo para ampliar mais a respiração e para colocar mais força nas pernas. Se for feito corretamente, ajuda a liberar a tensão abdominal que torna a barriga saliente. Fique de pé com os pés separados 40 cm, os artelhos virados ligeiramente para dentro. Agora coloque ambos os punhos fechados com os polegares voltados para cima, na linha da cintura. Dobre os joelhos tanto quanto puder sem levantar os calcanhares do chão.

Arqueie-se para trás, dobre seus punhos, mas preste atenção para que o peso do corpo continue sobre o peito dos pés. Faça respiração abdominal profunda.

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Todos os exercícios em que a pessoa se arqueia para trás, tanto na posição de arco como sobre o banco de bioenergética são regularmente seguidos por outro em que a pessoa se dobra para frente. Isto não somente alivia a pressão (stress) e aumenta a flexibilidade do corpo como também promove a descarga da excitação produzida no exercício precedente. As vibrações nas pernas são tais descargas.

Exercício 1 / Exercício básico de vibração e grounding:

Fique em pé com os pés separados cerca de 25 cm; artelhos ligeiramente voltados para dentro de modo a alongar alguns músculos das nádegas. Incline-se à frente tocando o chão com os dedos das duas mãos. Os joelhos devem estar ligeiramente dobrados. Não deve haver peso algum nas mãos; todo o peso do corpo deve cair nos pés. Deixe a cabeça pendurada o máximo possível. Respire vagarosa e profundamente pela boca. Atenção para manter a respiração (esqueça de respirar pelo nariz por enquanto). Deixe o peso

de seu corpo ir para frente, de modo que ele caia no peito do pé. Os calcanhares podem ficar um pouco erguidos. Estique

os joelhos devagar até que os músculos posteriores estejam

esticados. Isto não significa, entretanto, que os joelhos

devam ficar totalmente esticados ou trancados.

Fique nesta posição por um minuto maios ou menos. Levante

o corpo até a posição ereta, com os joelhos levemente

dobrados. Relaxe, deixando a barriga solta e respirando normalmente.

RREESSPPIIRRAAÇÇÃÃOO EExxeerrccíícciiooss ddee BBiiooeenneerrggééttiiccaa

Exercício 5 / Respiração abdominal: Deite-se no chão, sobre um tapete. Dobre os joelhos. Seus pés devem ficar totalmente apoiados no chão, separados uns 30 cm; artelhos ligeiramente voltados para dentro. Alongue a cabeça para trás tanto quanto ela possa ir confortavelmente, para abrir a

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garganta. Coloque ambas as mãos na barriga, sobre os ossos pubianos, para que você possa sentir os movimentos abdominais. Respiração abdominal normal, com a boca aberta, por um minuto mais ou menos.

Exercício 5-A / Variação - Balanço da pelve: Agora, balance a pelve suavemente para trás, em cada inspiração, e traga para a frente na expiração. Faça isso respirando, durante um minuto.

Exercício 5-B / Variação – Expiração: Emita um som moderadamente alto, como um "ah" e mantenha o som tanto quanto agüentar, sem forçar. Quando parar, respire normalmente e comece de novo. Faça este exercício quatro ou cinco vezes e observe se a cada vez você consegue manter o som por mais tempo. Cuidado para não forçar o som. Forçar o som ou a respiração apenas contrai mais sua garganta e produz tensão.

Talvez você descubra que a sua voz começa a tremer ao final do som. Você talvez comece a soluçar. Isto é certo. Deixe acontecer e chore à vontade, se o choro surgir espontaneamente. Chorar ajudará sua respiração mais do qualquer outro exercício.

Exercício 6 / Respiração e vibração: Aqui está outro exercício que irá ajudá-lo a respirar mais espontaneamente. Enquanto você estiver deitado no chão, coloque suas pernas para cima, no ar. Seus joelhos devem estar levemente flexionados. Dobre os tornozelos e empurre para cima, pelos calcanhares. Suas pernas devem começar a vibrar. Mantenha as pernas vibrando com os calcanhares projetados para cima. Perceba que sua respiração vai se tornando mais profunda. Mantenha suas nádegas contra o chão. Após fazer este exercício por um minuto, coloque os pés de volta no chão, em posição de descanso.

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ACTINGS

Metodologia da Vegetoterapia Caractero-Analítica, Federico Navarro

Primeiro Acting: Fitar um ponto no teto, perpendicular à cabeça, cuidando para não perdê-lo. Ao mesmo tempo, mantém-se a boca aberta. Duração: 20 minutos. Depois se faz careta e segue-se à verbalização.

Segundo Acting: Propõe-se ao cliente fitar alternadamente um ponto no teto (sempre o mesmo, cuidando para não perdê-lo) e a ponta de seu nariz, com ambos os olhos. Ao mesmo tempo, esticam-se ritmicamente os músculos labiais, simulando uma sucção, sugando o ar durante a inspiração e relaxando os lábios na expiração, durante 20 minutos. Em seguida, fazem-se caretas e segue-se à verbalização.

Terceiro Acting: Mover os olhos lateralmente para a direita e para a esquerda ao mesmo tempo em que se mastiga e morde-se uma toalhinha. Duração: 20 minutos. Em seguida fazem-se caretas e passa-se à verbalização.

Quarto Acting: Girar os olhos e mostrar os dentes. Duração:

20 minutos. Em seguida fazem-se caretas e passa-se à verbalização.

CONTATO VISUAL

Bioenergética, A Lowen

A principal tarefa terapêutica no trabalho com os olhos é soltar o medo bloqueado que neles se oculta. Pra conseguir isso faço o seguinte procedimento: o paciente deita-se numa cama com os joelhos dobrados e a cabeça voltada para trás. Peço-lhe que assuma uma expressão de medo, erguendo as sobrancelhas, arregalado os olhos e escancarando a boca. As mãos ficam no ar, em frente ao rosto, cerca de quarenta e cinco centímetros longe do mesmo, as palmas voltadas para fora e os dedos abertos, numa atitude de proteção. A seguir, debruço-me sobre o paciente e peço-lhe que olhe

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diretamente dentro dos meus olhos, enquanto eu fico a cerca de trinta centímetros dele. A despeito do fato de o paciente estar numa posição de vulnerabilidade e de ter assumido uma expressão de medo, poucos se permitem sentir assustados. É freqüente olharem para mim sorrindo, como se dissessem:

'Não há motivo para ter medo. “Você não vai me fazer nenhum mal porque sou um menino bonzinho”. Para poder suplantar esta negação defensiva, aplico pressão com o polegar sobre os músculos risórios de ambos os lados das abas do nariz. Isto impede que o paciente sorria e retira a máscara de seu rosto.

Se for feito corretamente (e devo acrescentar que é uma manobra que exige habilidade e experiência consideráveis), o procedimento trará à tona um sentimento de medo e talvez até elicie um grito, como se a defesa contra o medo desaparecesse. Fazer com que o paciente emita um som antes de aplicar-lhe a pressão provoca a descarga do grito. Deixo de fazer pressão quando o grito se inicia, mas, em muitos casos, o grito perdurará mesmo depois de retirada a pressão, enquanto os olhos permanecerem arregalados. No entanto, há poucos pacientes que reagiram espontaneamente a uma expressão de medo por meio de um grito. Algumas não reagem nem mesmo quando se lhes aplica pressão. Nesses casos, a defesa contra o medo tem raízes muito fundas.

Depois do grito, geralmente peço ao paciente que estenda o braço e toque o meu rosto com suas mãos. Descobri que o grito solta o medo e abre caminho para sentimentos de ternura e amor. Ao olharmos um par a o outro, os olhos do paciente se amolecem e enchem de lágrimas, enquanto o desejo de contato comigo (na qualidade de substituto do pai ou mãe) se avoluma em seu peito. O procedimento termina normalmente num abraço apertado, durante o qual o paciente soluça profundamente.

Como já mencionei, este procedimento não funciona todas às vezes. Muitos pacientes estão por demais assustados com

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seu próprio medo para permitiram que este venha à superfície. Quando isto acontece o efeito é dramático. Há vários outros procedimentos que podem ser empregados para mobilizar os sentimentos nos olhos. Um deles é importante de ser descrito: uma tentativa de trazer o paciente para fora, por meio dos olhos, fazendo-o contatar com os meus.

Neste procedimento, o paciente também está deitado na cama, na mesma posição. Debruço-me sobre ele e peço-lhe que estenda os braços e toque meu rosto com as mãos. Coloco meus polegares em suas sobrancelhas e com um movimento delicado e apaziguador tento desmanchar alguma manifestação de ansiedade ou de preocupação, que porventura encontre, capaz de provocar o tensionamento desta região. Ao olhar suavemente dentro dos olhos do paciente, geralmente vejo uma criancinha prestando atenção em mim por trás de um muro, ou por uma fechadura, com vontade de sair para fora mas sem ousar fazê-lo. Esta é a criança mantida oculta no mundo. Posso dizer-lhe: "Venha para fora e brinque comigo. Está tudo bem ". 'E fascinante verificar a resposta dada, quando os olhos relaxam e o sentimento flui até eles e, por intermédio destes, até mim. Aquela criancinha deseja desesperadamente sair e brincar, mas está morta de medo de magoar-se, de ser rejeitada ou de que riam na sua cara. A criancinha necessita do meu apoio para sentir-se segura e aventurar-se e, em especial de ser tocada amorosamente. E como é bom sair e descobrir-se aceito.

Uma experiência como esta poderá ser a primeira vez, num longo período de tempo, em que o paciente tenha revelado e reconhecido a criança que se oculta dentro de si. Mas assim que esta identificação é feita a nível consciente, está aberto o caminho para a análise e para a elaboração de todas as ansiedades e medos que forçaram a criança a esconder-se e a enterrar seu amor. Porque a criança é amorosa e é esse o amor que não ousamos expressar na ação por meio dos olhos, com nossas vozes e com nossos corpos.

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Todas estas reações são anotadas e discutidas e são o melhor grão Para o moinho terapêutico na medida em que são experiências imediatas e convincentes. Depende muito, evidentemente, da sensibilidade do terapeuta e de sua liberdade em fazer contato, em tocar e ser tocado, e principalmente de sua capacidade de manter-se isento de qualquer envolvimento emocional com o paciente.

EXERCÍCIO DE CAIR

Bioenergética, A Lowen

Coloco um cobertor bem macio dobrado, ou um colchão no chão, pedindo ao paciente que fique de pé à frente dele, para que ao cair, faça-o sobre a superfície macia. Ninguém se machuca com este exercício e até hoje não aconteceu acidente algum. Enquanto a pessoa fica em pé à minha frente, tento formar uma imagem de sua atitude, de modo como se coloca no espaço, do modo como fica em pé no mundo. A elaboração desta imagem requer habilidade na leitura da linguagem corporal, experiência com tipos diversos de pessoas e uma boa imaginação. Neste momento, em geral, já consigo formar alguma idéia da pessoa, de seus problemas e história. Mas quando não consigo obter uma impressão nítida da atitude da pessoa, valho-me deste exercício para que revele qual o problema que a mantém em suspenso, obcecada.

A seguir, peço para que a pessoa desloque todo seu peso

para uma das pernas, dobrando totalmente o joelho. O outro pé toca de leve o chão, sendo usado para equilíbrio. As instruções são muito simples. A pessoa tem de ficar nessa posição até cair, mas não deve deixar-se cair. Deixar-se

abaixar conscientemente não é cair porque a pessoa controla

a descida. A queda, para ser eficiente, deve comportar um

caráter involuntário. Se a mente estiver voltada para a manutenção da postura, a queda irá representar a liberação do corpo de seu controle consciente. Dado que a maioria das pessoas tem medo de perder o controle de seus corpos, esta é uma prova evocadora de ansiedade.

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O objetivo desse exercício é por a nu as obsessões que

mantém a pessoa em suspenso e que dão origem à ansiedade de cair. O exercício testa ao contato que aquela pessoa tem com a realidade.

O exercício torna-se mais eficiente quando a pessoa deixa

que seu corpo desmorone no chão enquanto está apoiado numa só perna. É necessário encorajar a pessoa para que deixe o peito cair e respire livremente, para deixar que os sentimentos apareçam. Insisto também par que repita em voz alta: "Vou cair", já que é isto que vai acontecer.

Não é raro a pessoa afirmar espontaneamente: "Não vou cair". Poderá ser dito com determinação, às vezes até com os punhos cerrados.

EXERCÍCIO DE ENTREGA OU RENDIÇÃO

Variação

Manual de Treinamento para Análise Bioenergética: O mesmo exercício anterior sendo que o paciente poderá usar a mão direita repousando suavemente sobre um suporte ou cadeira que deverá estar ao seu lado. O braço esquerdo está estendido e a mão tocando levemente o colchão.

O paciente é aconselhado a respirar com facilidade e se

manter nesta posição o maior tempo possível. Ele é informado que quando não agüentar mais esta posição, se

deixe cair.

A

perna direita deve apresentar um tremor antes do paciente

se

deixar cair. Se isto não acontecer, significa que não está

permitindo nenhum sentimento fluir através da perna. Neste caso, eu recomendo que se faça o paciente estender e dobrar

a perna direita algumas vezes para aumentar a sensação nela.

O exercício é repetido com a perna esquerda quer na mesma

posição ou girando e se colocando na posição oposta.

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Geralmente faço cada pessoa executar duas quedas com cada perna. Uma só não é suficiente para evocar o medo de cair. Três quedas talvez seja demais e só ocasionalmente faço uso dessa quantidade.

Freqüentemente os pacientes rompem no choro depois que caem. Há uma sensação de segurança no fato de estar no chão depois da queda e descobrindo que não está destruído, nem sozinho, nem abandonado, nem humilhado, nem derrotado.

No momento da quarta queda, sugiro à pessoa dizer "eu me rendo"enquanto cai. Dizer estas palavras, ao mesmo tempo em que está caindo, faz com que a experiência pareça real. É regra geral que na combinação das palavras com a ação corporal, dá-se a integração do ego com o corpo.

INDICAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS PARA TÉCNICAS

1. Exercícios de Bioenergética, Lowen, A e Lowen, L

2. Bioenergética, Lowen, A

3. A Espiritualidade do Corpo, Lowen, A

4. Manual de Treinamento para Análise Bioenergética

5. O Labirinto Humano, Baker, E. F.

EXERCÍCIOS PARA TRABALHAR O GROUNDING INSTRUÇÕES GERAIS

1. Os exercícios de bioenergética deverão ser praticados com

a maior precisão possível, para que se obtenham os resultados esperados. 2. Procurar sempre prestar atenção para a respiração, que deve ser longa e profunda, incluindo o peito e o abdômen. Lembre-se que a respiração é a chave do "controle" emocional.

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3. Lembrar sempre de deixar os joelhos flexionados e soltos, para permitir o fluxo energético no corpo e sua descarga na Terra.

4. Estar atento às tensões e sensações corporais, procurando relaxá-las com a respiração. Idem aos sentimentos, pensamentos, lembranças, imagens.

5. Acolher e expressar as emoções sejam elas quais forem.

6. Emitir sons e palavras ou frases que vierem à mente.

7. Atentar para as dificuldades e bloqueios corporais e/ou psicológicos, observando como se apresentam. Eles são as resistências (defesa) do seu organismo à mudança.

8. Os exercícios deverão ser realizados sem esforço e sem exigência. Cada um deverá observar seus limites. Os efeitos serão progressivos, bem como sua tolerância a eles.

N.1: FLEXÃO DOS JOELHOS: Este exercício, é também denominado de BASE, pois todo o trabalho bioenergético se inicia nele. Lowen, retirou o cliente do divã e o colocou em pé, ou seja, na base. Proporciona sensações nos membros inferiores, pernas e pés, percebidas como vibrações, tremores ou formigamentos. Significa o fluxo energético em direção descendente, para descarga e troca com na Terra. Além de fortalecer as pernas, desenvolve sua sensibilidade e sentimentos de segurança e firmeza.

Descrição: em pé com os pés separados, cerca de 20 cm, absolutamente paralelos e com os joelhos ligeiramente fletidos ou dobrados, a bacia solta . Levar o peso do corpo para a frente, sem levantar os calcanhares do chão, de modo que o peso caia no peito do pé. A coluna reta, porém sem enrijecer, a cabeça erguida e alinhada, olhando para frente, na horizontal. Ombros, braços e mãos pendentes e relaxados.Mandíbula solta, garganta relaxada, lábios entreabertos.Relaxar o tórax e o abdômen, de modo que a respiração seja plena e profunda.

Variação: se você tiver dificuldade para sentir as vibrações, poderá acentuar o exercício, dobrando e esticando devagar os

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joelhos algumas vezes e depois voltando à posição original, respirando normalmente.

Se sentir dor, procure permanecer em contato com ela, expressando-a, através de sons gemidos ou queixas. Quando os músculos relaxam, a dor acaba desaparecendo.

Procure ficar atento à sua respiração e tensões no corpo, buscando um relaxamento. Idem aos sentimentos, pensamentos, lembranças e imagens. Esteja aberto para acolher e expressar emoções que possam surgir.

N.2: ARCO Este exercício exerce certo stress no corpo, para ampliar mais a respiração e para colocar mais força e sensibilidade nas pernas. Ajuda a liberar a tensão abdominal e a fazer contato com uma qualidade de energia agressiva (irritação, raiva). É um exercício de carga energética.

Descrição: em pé com os pés separados cerca de 40 cm, os artelhos virados ligeiramente para dentro.Coloque ambos os punhos fechados, com os polegares voltados para cima, na linha da cintura(região lombo-sacral). Dobre os joelhos tanto quanto puder, sem levantar os calcanhares do chão. Arquei- se para trás, empurrando os punhos e movendo a pélvis para frente.Aproxime um pouco os cotovelos. O peso do corpo deve permanecer sobre o peito dos pés.A cabeça deverá ser mantida alinhada e não para trás. Olhos abertos, olhando na horizontal, fazendo contato. Respiração abdominal profunda. Você poderá emitir sons junto com a expiração do ar, deixando-os tornar-se cada vez mais audíveis e longos.

Variação: para ajudar a fazer contato com a energia agressiva, tencione o maxilar inferior puxando-o para a frente, mas sem trancar os dentes, procurando mostrá-los.

N.3: EXERCÍCIO BÁSICO DE VIBRAÇÃO E GROUNDING:

Todos os exercícios em que a pessoa se arqueia para trás, são regularmente seguidos por um outro em que se dobra à frente, para relaxamento e descarga energética.

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Descrição: dobre-se lentamente para a frente até as pontas dos dedos tocarem o chão sem colocar nenhum peso neles. Solte completamente a cabeça , o pescoço, ombros e braços, mantendo-os pendentes. Olhos abertos. Deixe que o peso do corpo fique apoiado sobre a ponta dos pés e não sobre as mãos e calcanhares. Joelhos flexionados. Lentamente vá esticando as pernas até sentir um ponto onde as vibrações começam. Não tranque os joelhos. Respire normal e profundamente durante um minuto ou mais ou durante 25 ciclos respiratórios. Quando desejar, eleve o corpo muito lentamente, vértebra sobre vértebra a partir da pélvis até a posição ereta, mantendo os joelhos levemente dobrados. Relaxe deixando o abdômen solto, respirando normalmente.

Variação: para incrementar as vibrações, você poderá flexionar e esticar as pernas repetidamente, porém lentamente. Os movimentos deverão ser mínimos, mantendo os joelhos flexíveis.

Os exercícios foram extraídos e adaptados dos livros de Lowen, Exercícios de Bioenergética e A Espiritualidade do Corpo

TÉCNICAS II

Trabalho com o "Stool" ou banco de Bioenergética Adaptado do livro Exercícios de Bioenergética A Lowen e L. Lowen

Deitar-se sobre o Stool ou banco de bioenergética é uma parte importante do trabalho bioenergético com o corpo. Ajuda a alongar os músculos contraídos das costas o que, de outra forma, é muito difícil de conseguir. Ajuda a respirar mais profundamente sem se fazer um grande esforço consciente. Se você se deita sobre o banco e consegue relaxar nessa posição tensionante, sua respiração torna-se

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espontaneamente mais profunda. Você não tem de se esforçar para conseguir isto. Da mesma forma, a própria posição alonga e alivia os músculos tensos da costas. Alem do mais, ajuda a entrar em contato com os conteúdos psicológicos interiores e na expressão de sentimentos e emoções. Ou seja, traz à luz da consciência o material inconsciente para ser vivenciado e analisado.

O banco de bioenergética usado agora é uma adaptação do banco de madeira para cozinha usado originalmente. O banco tem 60 cm de altura e o tampo 15 ou 20 cm. Como em sua versão original, o banco tem pernas abertas e ligadas por cruzetas que dão uma base sólida e larga. Uma baqueta de madeira de 2,5 cm é colocada abaixo do assento e se projeta 12 a 15 cm de comprimento, em ambos os lados. Servem para você se segurar e ajudam no momento de se levantar do banco.

Existem várias formas de trabalhar com o banco. O exercício básico é deitar-se com as costas sobre o banco, ao nível da parte inferior dos omoplatas, na mesma linha dos mamilos. Este nível está perto de onde os brônquios (duto aéreo) se dividem em dois ramos, cada um dirigindo-se para um dos pulmões. É uma área de constrições severas, na maioria das pessoas. Ao deitar-se no banco, a pessoa estica os braços para trás, alcançando com as mãos uma cadeira colocada logo atrás do banco.

Exercício 83 / Deitar-se sobre o banco: Para ficar sobre o banco com facilidade, fique de pé indo com as costas para trás e apoiando as duas mãos no tampo atrás de você. Então, bem devagar, vá baixando suas costas até que elas se apóiem no tampo e deixe os braços soltos. O banco agüentará o seu peso. Agora vá levantando os braços até alcançar a cadeira atrás de você. Dobre os joelhos, mantendo os pés totalmente apoiados no chão.

Fique deitado no banco o quanto for razoável para você, mais não mais de um minuto, da primeira vez. Tente sentir o que vai acontecendo com o seu corpo.

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Quando você for levantar, não o faça imediatamente. Levante

a cabeça e coloque as mãos cruzadas atrás dela como

suporte. Esta é a posição de descanso que permite à

respiração profunda continuar sem tensão.

A dor em geral desaparece com a prática, à medida que os músculos das costas relaxarem. Com o tempo, o exercício pode se tornar até prazeroso.

Quando o abdômen está fortemente contraído, o alongamento dos músculos abdominais nesta posição pode ser algo doloroso. Esta dor desaparece quando estes músculos relaxarem com a respiração profunda.

Se você sentiu alguma dor na parte inferior das costas é sinal de uma considerável tensão nesta área.

Se você conseguiu sentir seus pés no chão, você deve ter percebido uma carga ou excitação fluindo para eles, manifestada por um formigamento ou outras parestesias (sensação de alfinetadas) ou formigamento nos braços e face.

Se você teve algum problema para respirar ou se sentiu sua garganta apertada ou com certa sufocação, isto é um sinal de que inconscientemente você está se contendo para não respirar profundamente. Você pode superar este problema, até certo ponto, emitindo um som enquanto expira. A sensação de sufocação pode ser causada também por um bloqueio do impulso de chorar, isto é, de "sufocando". Se você sente este impulso tente expressá-lo. Uma técnica que pode ajudar nesse momento é pedir ao cliente que respire profundamente procurando forçar a expiração esvaziando completamente o pulmão. Ao mesmo tempo em que exala o

ar pede-se-lhe que emita um som "ah" o mais longo e mais

alto possível e ao final da expiração "ah, ah, ah" até esvaziar

completamente, simulando o som de um choro.

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Se você percebe o seu cliente com grande tensão e rigidez no pescoço, você pode trabalhar a musculatura tentando aliviá- lo, pressionando e massageando os músculos do pescoço especialmente o esternocleidomastoídeo e o osso hioídeo e seus músculos, bem como a laringe levemente, no sentido da fúrcula esternal até o queixo.

Caso a boca esteja contraída pede-se ao cliente para abri-la o mais que puder e ao mesmo tempo massageia-se e pressiona-se os músculos da face, especialmente os masseteres.

As vezes a necessidade de eliciar o reflexo do vômito, ou da tosse pressionando-se a laringe na fúrcula esternal.

Ao final levante-se para a posição de descanso com as mãos atrás da cabeça e respire tranqüilamente por um pouco de tempo.

Quando você decidir sair do banco (você não deve ficar mais de dois minutos por vez), coloque as mãos sobre o tampo ou nas baquetas e empurre-se para cima até ficar sobre seus pés.

Depois de ter estado no banco em qualquer posição, você deverá inverter a posição de arco, dobrando-se para a frente. Veja Exercício Básico de Vibração e Grounding descrito em Técnicas I.

Você deve notar que em todos os exercícios de bioenergética, o movimento feito numa direção é seguido de outro na direção oposta. Tal procedimento aumenta a flexibilidade do corpo e, por extensão, a flexibilidade da personalidade.

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O banco pode ser colocado na frente de uma cama para lhe dar maior segurança quando se inclinar para trás.

Apóie-se nas mãos sobre o banco atrás de você e deixe o meio das costas apoiar-se no tampo do banco.

Se a pressão (stress) for muito grande, levante-se para a posição de descanso descrita acima. Depois tente voltar para

o banco novamente. Desde que a tensão é uma expressão de

medo, você vai achar o exercício mais fácil à medida que se

familiarizar com ele.

Se puder, deixe os braços irem por cima da cabeça até tocarem a cama atrás de você.

Fique nesta posição cerca de um minuto, respirando e sentindo seu corpo. Volte para a posição de descanso e permaneça por trinta segundos.

Quando você sair do banco, dobre-se para a frente como no exercício básico de vibração e deixe suas pernas vibrarem um pouco.

Exercício 85 / Alongamento da região lombar das costas: No começo a maioria das pessoas acha este exercício muito extenuante. Com a prática, ele vai se tornando um pouco mais fácil. Nós o usamos regularmente nas sessões de terapia, para relaxar os músculos da região lombar das costas e para abrir a pelve. O banco deve estar em frente da cama. Se esta for muito baixa, coloque uma almofada para

sobre ela apoiar a cabeça. Fique de pé, dando as costas para

o banco, coloque as mãos no tampo e deite sobre ele a parte

inferior das costas. Deite-se sobre o banco, deixando a cabeça repousar sobre a almofada ou cama. Deixe as mãos soltas, apoiadas nas baquetas do banco, até você se sentir relaxado. Permaneça com os pés completamente apoiados no

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chão. Permita-se acompanhar a dor da parte inferior das costas e respire tranqüila e profundamente. Tente deixar a pelve pendida. Não fique nesta posição mais de um minuto, e levante-se para a posição de descanso quando a dor for muito forte. Sua habilidade para tolerá-la depende do quanto a parte inferior das costas esteja distensionada. Se você sentiu como se suas costas fossem se quebrar, esta sensação representa um medo intenso. Quanto mais você relaxar nessa posição mais profunda será sua respiração. Dobre-se para a frente tal como depois do exercício anterior, para que as vibrações nas pernas ocorram novamente. Você agora poderá ter vibrações fortes através da área pélvica.

Exercício 86 / Alongamento pélvico: Neste exercício, coloque as nádegas no banco e arqueie o corpo para trás. O banco deve estar na frente da cama e sua cabeça apoiada nela. Segure nas baquetas com as duas mãos. Seus pés ficarão fora do chão. Deixe que os pés fiquem pendurados, fazendo pressão para baixo com os calcanhares. Permaneça nesta posição por um minuto, respirando tranqüilamente. Segurando com firmeza nas baquetas, levante os pés no ar e empurre vigorosamente os calcanhares para cima, flexionando os tornozelos. Suas pernas deverão vibrar nitidamente nesta posição. Para sair do banco, dê um forte impulso, com as pernas para baixo, enquanto segura as baquetas. Este impulso fará com que a parte superior do corpo se levante do banco e com que seus pés atinjam o chão.

Exercício 87 / Espernear, usando o banco: É uma variação do precedente e tem como objetivo levar carga mais forte as pernas enquanto a pelve está estendida. É feito na mesma posição do exercício anterior, quando você se deitou no banco sobre as nádegas. Segure nas baquetas do banco, traga um joelho para cima e esperneie forte à frente com o calcanhar. Tente direcionar o movimento para baixo. Terminando chute com uma perna, traga o outro joelho para cima, para o próximo chute. Agora esperneie alternadamente com cada perna, usando certa força. É conveniente que em

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seguida a este exercício você se dobre à frente para o pé contatar o chão e as pernas vibrarem.

Exercício 88 / Pressão ("pressure") no peito: Neste exercício, a pressão (pressure) é colocada no peito, mobilizando desta forma esta área e facilitando a respiração. Coloque o banco num lugar aberto e deite-se sobre ele com o peito em cima do tampo. Deixe a cabeça cair à frente e os braços pendentes.

Exercício 89 / Balanço ou báscula da pelve: Deite-se no banco, com o tampo em contato com a parte superior das costas. Estique as duas mãos para trás até alcançar o espaldar de uma cadeira colocada atrás do banco. Deve ser uma cadeira pesada. Mantenha seus pés totalmente apoiados no chão enquanto faz o exercício. Muitas pessoas levantam os pés do chão e assim perdem o contato com o mesmo. Ao mesmo tempo, tente continuar se segurando na cadeira. Assim estará ancorado em ambos os extremos. Faça a báscula da pelve para cima e para baixo, ritmicamente. Movimentar-se ritmicamente é importante neste exercício. Comece devagar, e então vá se movimentando mais rápido à medida que seu corpo for se soltando.

Tente manter a respiração coordenada aos movimentos pélvicos. Se você sentiu alguma dor ou imobilidade na parte inferior das costas, isso inibe o balanço natural. O elemento importante neste exercício é manter-se ancorado pela pressão da cadeira e com os pés no chão. Se os dois extremos do arco do seu corpo estão ancorados em segurança, o movimento estará correto. Não é fácil fazer corretamente este exercício. O movimento oscilatório pélvico natural está inibido na maioria das pessoas, e sua tendência é segurar a pelve para cima, em vez de deixá-la balançar. Outra tendência é de retesar as nádegas, o que bloqueia todas as sensações sexuais. Quando você trabalhar com este exercício, tente deixar as nádegas descontraídas. Depois deste exercício, dobre-se para a frente, na posição de grounding, deixando as vibrações se desenvolverem nas pernas.

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Exercício 94 / Vibração pélvica: Faça este exercício em frente do banco de bioenergética, de uma cadeira ou mesa ou de costas para uma parede. A razão disto é que o coloca numa posição na qual fortes vibrações serão induzidas nas pernas, podendo-se estender à pelve.

Fique de pé dando as costas para o banco; pés apontados retos para a frente e separados cerca de 15 cm. Coloque um colchão ou almofada no chão em frente dos seus joelhos no caso de se deixar cair. Coloque suas mãos para trás, tocando o banco, a mesa ou a parede de leve para manter o equilíbrio. Você não deve por peso nas mãos. Dobre os dois joelhos e incline-se um pouco à frente de modo que os calcanhares deixem de tocar o chão. O peso do corpo deve ficar sobre o peito dos pés. Equilibre-se nesta posição, tocando com as mãos o banco, mesa ou parede, e arqueie o corpo para trás; também coloque a pelve para trás, mas sem quebrar o arco. Fique nesta posição respirando profundamente até que suas pernas comecem a vibrar.

Quando suas pernas estiverem vibrando, movimente a pelve com delicadeza para frente e para trás. O movimento deve partir da pernas e pés. As vibrações devem começar na pelve e você deverá experimentar um balanço pélvico espontâneo. Se nessa posição as coxas começarem a doer, deixe-se cair de joelhos. Levante-se depois, ande pela sala, e repita a manobra. Se os seus joelhos tremeram de uma lado para outro em vez de vibrarem para baixo e para cima, este tremor lateral nas pernas é uma expressão de medo. Estes exercícios podem ajudá-lo a aumentar a carga sexual na pelve. Essa carga é indicada pelo desenvolvimento de movimentos pélvicos espontâneos. Entretanto, se você não puder conter a carga, a pelve vai responder bem rapidamente. Prender a pelve para trás em qualquer destes exercícios permite que a carga aumente com maior intensidade antes dos movimentos involuntários de descarga acontecerem.

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Exercício 73 / Espernear no colchão: Faça este exercício numa cama sem bordas, ou então, num colchão ou colchonete de espuma sobre o chão. Deite com as pernas estendidas. O exercício é feito levantando-se alternadamente cada perna e batendo-a fortemente contra o colchão. A perna toda deve fazer contato com o colchão, não só o calcanhar. Mantenha as pernas levemente esticadas enquanto fizer este exercício, mas não duras ou rígidas. Esperneie na cama com cada perna alternadamente, de maneira rítmica: uma perna se levanta enquanto a outra abaixa. Tente fazer com que o movimento se origine nos quadris mais que nos joelhos. Faça isto levantando a perna o mais possível, antes de começar a espernear, sem dobrar os joelhos. Diga 'não"a cada batida, com voz sonora e determinada.

Agora emita um sonoro e prolongado "não" enquanto esperneia várias vezes, vigorosamente.

Exercício 73-A / Variação: Agora use a expressão "por quê?" em vez de "não". Esta expressão faz mais sentido do que o "não" para muitas pessoas, provavelmente porque quando criança lhes foi dito que não tinham o direito de questionar os ditames dos pais.

Tente prolongar o som de "por que", enquanto esperneia. Você pode chegar espontaneamente a um grito, e, nesse caso, suas sensações e sentimentos terão atingido o clímax. Você se sentirá relaxado e aliviado, depois disso.

Temper Tantrum Exercício 76 / Acesso de birra: Deite- se num colchão na cama ou num colchonete no chão. Dobre os joelhos, de modo que os pés fiquem totalmente apoiados no chão. Comece a bater os pés contra o colchão, alternadamente; os joelhos deverão estar dobrados. Traga bem os joelhos de volta em direção ao corpo, de modo que você esteja fazendo um movimento onde usa mais os quadris do que os joelhos. Faça isto algumas vezes e pare. Comece a bater os pés novamente contra o colchão. Enquanto isso, bata os punhos contra o colchão, alternadamente. Agora, você estará usando braços e pernas. Repita o procedimento

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acima e deixe sua cabeça virar par a esquerda e para a direita com o movimento do seu corpo. Com a voz firme e forte, grite ou berre "Eu não quero!"enquanto faz o movimento. A chave deste exercício é a coordenação entre os movimentos das pernas, braços e cabeça. Quando o exercício

é executado adequadamente, o corpo se move como uma

unidade. A perna e o braço esquerdos se movem juntos; isto

é, ambos batem no colchão ao mesmo tempo. A cabeça vira

a favor do lado da batida e não fugindo dela. Se o braço

esquerdo se move junto com a perna direita, é como se a pessoa tivesse propósitos conflitantes. Feito corretamente o

corpo se move como um pião. É bonito de se observar. É estranho, mas você não sentirá tontura nesta situação, se fizer o exercício corretamente. A tontura se desenvolve quando você não está se entregando total e livremente ao movimento; quando há um conter-se inconsciente, contra a expressão.

Exercício 79 / Expressar raiva: Fique de pé em frente a uma cama. Será melhor se a cama tiver um colchão de espuma de borracha, de modo que nem você nem a cama se machuquem. Este exercício é indispensável se você sofre de tensões na cintura escapular, porque estas estão em grande medida relacionadas com a inibição do uso dos braços para atacar. Fique de pé com os pés separados cerca de 35 cm e dobre levemente os joelhos.

Feche os punhos e levante-os acima da cabeça. Levante os cotovelos e empurre-os o máximo possível para trás. Agora bata com força na cama, com os dois punhos, mas de modo que o movimento saia livremente, sem forçá-lo. Diga qualquer palavra que expresse um sentimento de raiva. Se você quiser use palavras como "não", "não quero", "me deixe", "dane-se" ou "eu te odeio".

Exercício 80 / Usar uma raquete para expressar raiva:

O mesmo exercício é feito usando-se uma raquete de tênis

em vez dos punhos. A raquete confere uma sensação de potência e ajuda a superar a sensação de impotência. Levante a raquete acima de sua cabeça e desfeche golpes

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sucessivos com a superfície a plana da raquete sobre o colchão. Diga quaisquer palavras que expressem algum sentimento que você tenha. Lembre-se de que você não está machucando ninguém com este exercício. Enquanto bate no colchão você descarregará parte de sua raiva assassina e ganhará controle sobre o sentimento. Haverá menor probabilidade, então, de descarregar tal ira numa situação da vida real.

Exercício 82 / Agressão: Pegue uma toalha de rosto do tamanho médio e a enrole. Então, torça a toalha com as duas mãos o mais forte possível. Enquanto estiver enrolando a toalha, diga "me dá", Continue torcendo a toalha e repetindo. Para ser completamente auto-expressivo, o corpo tem de estar livre de suas tensões, especialmente daquelas que bloqueiam nossa agressividade natural. Porque nossa agressão tem sido bloqueada desde a infância é preciso um considerável trabalho para libertá-la. O uso repetido destes exercícios pode ser de grande ajuda nesta tarefa.

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O DOMÍNIO DAS BIOENERGIAS

Todos nós trocamos BIOENERGIA com o meio ambiente no qual vivemos todo o tempo, mesmo que não tenhamos plena consciência disto.

A percepção da energia absorvida é o que determina nosso bem estar ou mal estar ao entrarmos num certo ambiente, muitas vezes provocando sensações desagradáveis como enjôos, dores de cabeça, na nuca ou nas costas, ou mesmo um estado emocional de profunda irritação ou depressão de uma hora para outra sem qualquer forma de explicarmos isto fisicamente.

Ocorre também, por muitas vezes, aquela sensação de desgaste ou perda energética gerando cansaço exagerado e sem justificativas, pela falta de sono ou excesso de trabalho, em função do chamado "vampirismo energético". Por outro lado podemos nos revitalizar, adquirir saúde e vigor, se soubermos trabalhar a absorção das energias da natureza através de exercícios de manipulação bioenergética. Além disto devemos nos proteger, criando a nossa autodefesa energética, o que propicia o isolamento das influências negativas vindas das pessoas contrárias e que geram situações obsessivas à nossa volta, pois vibram seus pensamentos e sentimentos na raiva, na inveja e no derrotismo. As BIOENERGIAS também determinam a simpatia ou antipatia que sentimos em relação a outras pessoas, mesmo antes de trocarmos uma única palavra e sem qualquer conhecimento prévio do outro, pois nossas auras de energia (campos magnéticos e luminosos que envolvem o nosso corpo) se tocam através do chamado acoplamento áurico.

Todas as pessoas são paranormais e médiuns variando a intensidade e o tipo de percepção ou faculdade que cada um possui, pois são capacidades naturais do ser humano. Estes talentos devem ser controlados e desenvolvidos através do equilíbrio dos Chakras (centros de energia no corpo etérico),

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o que nos permite promover a autocura, a autodefesa bioenergética, o equilíbrio emocional e o desenvolvimento parapsíquico, para quem deseja aumentar seu contato lúcido com o mundo astral positivo trazendo o amparo de forças superiores de dimensões espirituais, indispensável para que possamos cumprir, em harmonia com o mundo terreno, a nossa missão de vida.

VAMPIROS

Todos nós os conhecemos, sabemos como são, como se vestem, como agem e seus propósitos; sugar o sangue de suas vítimas, pois só assim sobrevivem. Esses são os vampiros dos filmes, seres errantes de capa preta e grandes dentes, ávidos por sangue, que andam pelas sombras em busca de suas vítimas. Mas existe um tipo de vampiro que convivemos diariamente- os vampiros de energia. Eles podem ser nosso irmão, marido ou esposa, empregado, amigo, vizinho, gerente de banco, ou seja, qualquer um do nosso convívio. Eles roubam energia vital, comum no universo, mas que eles não conseguem receber.

Mas, afinal, por que estas pessoas sugam nossa energia? Bem, em primeiro lugar a maioria dos vampiros de energia atua inconscientemente, sugando a energia sem saber o que estão fazendo. Isso acontece porque elas não conseguem absorver as energias das fontes naturais e ficam desequilibradas energeticamente. Quando essas pessoas bloqueiam o recebimento destas energias naturais (ou vitais), precisam encontrar outras fontes mais próximas, que nada mais são do que pessoas ao redor. Na verdade, quase todos nós, num momento ou outro da vida, quando nos encontramos em um estado de desequilíbrio, acabamos nos tornando vampiros da energia alheia.

O campo emocional é, sem dúvida, o baú no qual residem a melhoria ou a destruição das relações de todos os seres. No âmbito da racionalidade, da razão, da lógica, podemos

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armazenar conhecimentos, repetimos situações aprendidas e herdadas ao longo dos milênios, aumentando os dados e as informações concretas sobre a realidade que nos circunda, ampliamos a percepção sobre a historia pregressa e visões do futuro. Agora, somente as emoções, sensações e sentimentos PE que irão determinar o rumo que todos esses dados irão tomar. Um único ser, ressentido e revoltado, é capaz de induzir um grupo, ou milhões de pessoas, e irromper até mesmo uma guerra mundial. Mantemos ou destruímos as idéias preconcebidas de acordo com a nossa adequação ao que passamos. Viver acomodado e se deixando autodestruir pela pouca satisfação em viver todos os dias sem prazer é uma ação tão mortal quanto se insurgir ferozmente e detonar atos mortais. Suicídio e homicídio são tão mortais quanto as negações da vida, desperdício de energia. Estar atento ao campo emocional e as condições geradas para fazer frente às adversidades é o ponto de equilíbrio para que a saúde prevaleça.

Como identificar e combater essas pessoas?

1-

Vampiro Cobrador: cobra sempre, de tudo e todos. Quando nos encontramos com ele, já vem cobrando o que não lhe telefonamos ou visitamos, se você vestir a carapuça e se sentir culpado, abrirá as portas. O melhor é usar de sua própria arma, cobrando de volta e perguntando por que ele não liga ou aparece. Deixe-o confuso, sem tempo para retrucar e se retire rapidamente.

2-

Vampiro Crítico: crítica tudo e todos, e o pior que é só crítica negativamente. Vê a vida somente pelo lado sombrio. A maledicência tende a criar na vítima um estado de alma escuro e pesado, que abrirá seu sistema para que a energia seja sugada. Diga "não" ás suas críticas e nunca concorde com ele. A vida não é tão negra assim. O melhor é cair fora e cortar o contato.

3-

Vampiro Bajulador: o famoso puxa saco. Adula o ego da vítima, cobrindo-a de elogios falsos, tentando seduzi-

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la. Muito cuidado para não dar ouvidos ao adulador, pois ele espera que o orgulho da vítima abra as portas da aura para sugar a energia.

4- Vampiro Reclamador: reclama de tudo e de todos. Apõe-se a tudo, exige, reivindica, protesta sem parar. O mais engraçado é que nem sempre dispõe de argumentos sólidos e válidos para justificar seus protestos. A melhor tática é deixá-lo falando sozinho.

5-

Vampiro Inquiridor: sua língua é uma metralhadora.

Dispara perguntas sobre tudo e não dá tempo para que

a

vítima responda. Na verdade ele não quer respostas,

mas sim desestabilizar o equilíbrio mental da vítima, perturbando seu fluxo de pensamentos. Para sair de suas garras, não se ocupe á procura de respostas. Reaja fazendo-lhe uma pergunta bem pessoal, contundente e

procure se afastar assim que possível.

 

6-

Vampiro

Lamentoso:

são

os lamentadores

profissionais, que anos a fio choram suas desgraças. Para sugar a energia da vítima, ataca pelo lado emocional e afetivo. Chora, lamenta-se e faz tudo para

espertar a pena. É sempre o coitado, a vítima. Corte suas lamentações dizendo que não gosta de queixas, pois elas não resolvem situação alguma.

7-

Vampiro Pegajoso: investe contra as portas da sensualidade e sexualidade da vítima. Parece um polvo querendo envolver a pessoa com seus tentáculos. ele suga a energia seduzindo ou provocando náuseas e repulsa. Nos dois casos você estará desestabilizado e vulnerável. Invente uma desculpa e fuja rapidamente.

8- Vampiro Grilo-Falante: a porta de entrada que ele

quer arrombar é o seu ouvido. Pode falar durante horas,

e enquanto mantém a atenção da vítima ocupada, suga

sua energia vital. Para livrar-se invente uma desculpa e fuja rapidamente.

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9- Vampiro Hipocondríaco: cada dia aparece com uma doença nova. É desse jeito que chama a atenção dos outros, despertando preocupação e cuidados. Enquanto descreve os pormenores de seus males e conta seus infindáveis sofrimentos roubam a energia do ouvinte, que depois se sente péssimo.

10- Vampiro Encrenqueiro: para ele o mundo é um campo de batalha onde as coisas só são resolvidas na base do tapa. Quer que a vítima compre sua briga, provocando nela um estado raivoso, irado e agressivo. Esse é um dos métodos mais eficientes para desestabilizar a vítima e roubar-lhe a energia. Não dê campo para a agressividade, procure manter a calma e corte laços com este vampiro.

11- Vampiro Intimidador: são aquelas pessoas que tentam nos deixar medrosos, estão sempre ameaçando, seja por meio de olhares, palavras pesadas, observações maldosas e intrigas. Seja por meio de promessas explicitas de agressão – às vezes cumpridas. Pode se manifestar também incutindo medo nas suas ações, por exemplo: Meu Deus! Que coragem! Do jeito que está à situação no mundo, etc, etc, etc.

ANTIDOTO: fortalecimento interior, quanto mais a vitima se mostrar temerosa, mais eles intensificarão sua atuação.

12- Vampiros Amorosos: tem relação com as situações dissonantes que acontecem nos relacionamentos amorosos, envolvendo parcerias amor-sexo. Nessa situação, os parceiros identificam a dissonância, só que geralmente um deles não quer largar, não quer que a ligação acabe, quer insistir para que as coisas fiquem como estão.

13- Vampiro Amigo: em geral, é carente, admira-nos demais, está sempre querendo a nossa companhia, desejando e pedindo conselhos, ciumento em demasia,

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tenta nos afastar de outras possíveis amizades, quer nos manipular.

ANTIDOTO: amizade é complemento, vem para somar, não para estabelecer presilhas e grilhões.

14- Vampiros Vizinhos: são aqueles que estão sempre batendo a sua porta, pedindo algo emprestado, puxando uma “prosa” mesmo nos momentos mais inconvenientes. Falam e esticam o olhar para perceber qualquer alteração, seja nos moveis, seja nas pessoas. O bom vizinho nos causa sentimentos de tranqüilidade, não de inquietação.

15- Vampiro Colega: é aquele que faz de você o muro das lamentações, das confidencias, do aconselhamento, etc.

ANTIDOTO: não caia na besteira de corresponder a qualquer uma de suas estratégias.

16- Vampiro Familiar: exige eternos laços de afeto, embaralham nossa percepção, não somente pelas questões de afinidade e bem querer, mas também da cobrança por tudo que fizerem por você ou ainda impondo a questão dos laços consangüíneos.

ANTIDOTO: dignidade, integridade e amor inteligente.

17- Vampiro Sexual: se energiza pela atração sexual, independente de amor, esses Vampiros de sexo físico possuem uma fome insaciável de sexo, que pode estar ligado a algum distúrbio orgânico ou psíquico. A energia sexual, que chega a seu ápice com o orgasmo é, ao lado do sangue uma forma poderosa de energia vital. Todo o corpo se acende e revitaliza, criando novas energias. A pratica sexual, embora saudável, precisa vir do conhecimento mínimo da qualidade de caráter do parceiro, inclusive da qualidade espiritual dele, para que atinja objetivos sadios.

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ANTIDOTO:

autoconhecimento.

amor

próprio,

integridade,

AMEBAS MENTAIS

dignidade,

O mundo das Amebas analise as influências a que estamos sujeitos em função da enorme pressão exercida pela sociedade em que vivemos, seus ditames e valores.

Influência em Duplas

1. Dominador e Dominado

Dominador: ameaça, punição, castigo = “tem que”, “deveria”, força o tempo todo para fazer do jeito que quer, leis.

Local de pressão: nuca.

Dominado: utilizam maneirismos para agradar, pensa que tem que agradar = certinho, sofrimento paralisante, desmotivação, doença, menos valia = “estou cansado”, “não sei”, “não consigo”.

Local de pressão: ombros.

O Dominador e o Dominado só desaparecem quando paramos com o excesso de “tem que”, com o excesso de “não consigo”. Pare com esses dois jogos, olhe para você e se pergunte:

O

que eu quero agora?

O

que é realmente importante para mim?

O

que eu gosto agora?

O

que vem lá de dentro agora?

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Dinâmica:

1)

O que já fiz em minha vida e de que não gostei?

2)

De que mais gosto? O que me dá mais prazer?

3)

Quais as coisas que considero prioritárias em minha vida e que me dão prazer em realizar?

4)

Quais as coisas que considero prioritárias em minha vida e que mesmo não gostando, preciso continuar desempenhando?

5)

Nesse estágio de minha vida, o que mais gostaria de estar fazendo?

6)

Há condições reais de fazer isso agora? Por quê?

7) Se não há condições (mesmo!) de realizar o que um dia planejei quais as coisas que poderia colocar no lugar desses planos/sonhos e que poderiam igualmente me fazer bem?

8)

O que tenho, atualmente, que são coisas importantes para mim e que me faze, bem?

9)

Do que posso me descartar? De que não preciso mais?

10) O que pode me fazer mais feliz hoje?

2. Superior e Inferior

Superior: arrogante, prepotente, visão exacerbada de sua beleza e poder = “sou mais, sou além, sou especial” = muitas vezes nasce para compensar o sentimento de inferioridade.

Local de Pressão: topo da cabeça.

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Inferior: baixa auto-estima, sensação de incapacidade, auto-exclusão, acredita não merecer = “eu não mereço isso

que está me acontecendo

por que eu?”

Local de Pressão: peito.

É possível destruir essas amebas quando você vai dentro de você e diz:

Eu sou eu, eu sou do jeito que eu sou.

Busca a auto-aceitação.

Dinâmica:

1)

Quais são as situações em que já me senti muito inferior?

2)

Como fiz para me sair bem, dentro do possível, dessas situações?

3)

E hoje, quais nas situações que me conferem insegurança a ponto de me inquietar?

4)

Como costumo reagir nessas circunstâncias?

 

5)

Que

parcela

de

meu

tempo

costumo

dedicar

para

observar os outros?

 

6)

Quando

isso

acontece,

costumo

analisar

ou

criticar

negativamente? Ou costumo me queixar delas?

7)

Quais as situações em que, usualmente, me sinto mais seguro e autoconfiante? Com quem?

8)

Quais as minhas melhores atitudes, qualidades, virtudes?

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3. Santinho e Diabinho

Santinho: moralista, generoso, permissivo, não sabe dizer não, abarca tudo, auto-sacrificio, espera receber em troca e cobra. Sexo é feio, é pecado.

Local de Pressão: olhos e pálpebras.

Diabinho: tem sempre “um pequeno esquecimento”

esqueci”, julga-se um justiceiro. Dando o troco de seu jeito,

não consegue dar feedback aberto e claro, sacaneia, fala pelas costas, fofoca, é malicioso. Sexo é malicia.

“Ah,

Local de Pressão: olhos e lábios.

Aceite a dualidade/polaridade em Você.

Dinâmica:

1)

De quais atos meus costumo me envergonhar?

 

2)

Quais as coisas que fiz de que me arrependo?

3)

Que grau de culpa carrego pelas coisas julgo não serem corretas?

que

fiz

e

que

4)

A quem devo satisfações, hoje, de meus atos?

 

5)

Como me afeta o que os outros fazem?

6)

Qual o nível de interferência que as ações dos outros possuem na minha vida?

7)

Quais as amarras sociais que mais me prendem?

 

8)

Como estou aceitando o fato de me perceber como um ser que pode se libertar de algumas amarras sociais?

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9) Acredito, realmente, que há um plano maior e que nem tudo vai correr como quero, já que tudo depende de mim?

10) Onde me proponho a exercitar o ser mais complacente comigo e com os outros?

4. Terrorista e Aterrorizado

Terrorista: amedronta = “perigo”, cuidado, Danger!, não vá = só vê o negativo, paralisa pelo medo, pelo terror.

Local de Pressão: olhos e boca.

Aterrorizado: amedrontado, apavorado, paralisado, ouve tudo, esta sempre pedindo conselhos.

Olhe para dentro de si mesmo e tenha mais maturidade e lucidez diante da vida.

Dinâmica:

1)

Quais as situações e/ou lugares que me metem medo?

2)

Do que tenho receio (no ambiente de trabalho, social, família, futuro)?

3)

Quais os lugares que evito, por temor e insegurança?

4)

Dos lugares e situações citados nas questões anteriores, em quais deles(as) já estive e vivenciei aquilo que temo?

5)

Quais foram as situações em que já me senti plenamente desamparado?

6)

Em quais situações me senti atendido e amparado, quando me senti triste e frágil?

7)

Quem me ajudou nessas situações? Quem esteve a meu lado me dando força?

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8)

Quais são as situações que atualmente já me sinto em condições de enfrentar?

9)

Quais os lugares e situações que mais me fazem bem?

10) Quais os sentimentos e pessoas que me põem para cima, que me estimulam e harmonizam?

5. Herói e Vítima

Herói: “eu posso apesar das dificuldades, eu consigo, eu sou mais, eu faço mais, luto, luto!”

Local de Pressão: mãos e braços.

Vítima: não sabe lutar, não se sente em condições de agir, sofre e chora, sente-se deficiente, tentar encurtar caminho para tornar as coisas mais fáceis, já que tudo é sempre tão difícil!

Local de Pressão: ao longo das costas até os quadris.

Trocando a maneira de ver as coisas, trocam-se muitas circunstâncias na vida. Pense nisso!

Dinâmica:

1)

Quando penso que superestimei minha capacidade de realizar?

2)

Sinto que estou carregando mais responsabilidades do que penso que seria correto?

3)

Quais as situações em que consigo aceitar a vida como ela é, tentando tirar aprendizado e satisfação dela?

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4)

Quais as situações em que me percebi queixando-me demais, fazendo chantagem emocional mesmo?

5)

Como anda meu grau de inconformidade diante da vida?

6)

Sinto-me responsável pelo meu destino?

 

7)

Quais

os

aspectos

que

penso

ter

capacidades

para

melhorar?

 

8)

Que

mudanças

positivas

posso

incorporar

em

meu

cotidiano?

 

9)

Quando penso em implementar essas mudanças?

 

10) Com quem? Em qual ambiente/cenário?

DICAS PARA SAIR DE SITUAÇÕES QUE MINAM AS FORÇAS

1. Sair antes de ser tragado.

2. Manter a auto-estima.

3. Evitar contato físico excessivo.

4. Trazer pessoas para estar junto com você, por ocasião

do contato.

5. Evitar discussões.

6. Diminuir o tempo de contato.

7. Diminuir o número de encontros.

8. Encontrar pessoas que possam substituí-lo

9. Evitar cobranças.

10. Reenergização.

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11. Visualização criativa.

12. Retirar o devaneio.

QUAL O OLHAR QUE VOCE QUER PARA SI

DEDETIZANDO AS PRAGAS

A seguir, estão algumas das pragas mais conhecidas e encontradas em nosso emaranhado sistema mental:

1. Praga Do Negativismo

2. Praga Do Extremismo

3. Praga Da Previsão

4. Praga Da Visão De Raios-X

5. Praga Da Culpa

6. Praga Do Rotulo

7. Praga Da Personalização

8. Praga Da Responsabilidade Alheia.

Bem, agora você já conhece como agem os vampiros de energia, livre-se deles o mais rápido possível. Mas, não se esqueça de verificar se você, sem querer é obvio, não faz parte desta lista

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