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Ano 34 da nossa

época, os
discípulos de
Jesus de Nazaré,
justiciado por
blasfémea,
afirmam que Ele
ressuscitou e é o
Messias prometido
a Israel. Contra
eles desencadeia-
se uma feroz
perseguição.
Estêvão
é
lapidado.
Saulo, um
jovem ardente
fariseu,
conduzido pelo
zelo da sua fé,
aprova a
execução.
Pelas autoridades
religiosas de
Jerusalém é
encarregado de
prender, em
Damasco, os
seguidores da
nova seita
blasfema que
parece minar o
verdadeiro
judaísmo.
Na estrada, a caminho de Damasco, acontece o
inesperado: uma intensa luz envolve Saulo e o próprio
Jesus de Nazaré dirige-se a Saulo dizendo: “Saulo, Saulo,
porque me persegues?” – “Quem és Tu, Senhor?”
Atordoado pela voz e pela intensidade
da luz, Saulo dá-se conta de que está
cego.
É conduzido
para a
comunidade
dos crentes de
Damasco e aí
é baptizado por
Ananias.
Em Damasco, o encontro pessoal
com Cristo, muda radicalmente a
pessoa de Paulo.
Muitos anos mais tarde, dirigindo-se aos seus discípulos,
Paulo relatará: "Fui alcançado por Jesus Cristo" (Fl 3,12),
portanto, "O Evangelho por mim anunciado…recebi-o por
revelação de Jesus Cristo" (Gl 1,12).
O que aconteceu a partir daquele dia fatídico está melhor
escrito no capítulo 3 da carta aos Filipenses: "Aquilo que
para mim era lucro, por causa de Cristo considerei-o uma
perda, comparado com o supremo conhecimento de Jesus
Cristo, meu Senhor. Por Ele tudo desprezei e tenho em
conta de lixo, a fim de ganhar Cristo e n'Ele ser achado"
(3,7-9).
O acontecimento de Damasco é imediatamente
caracterizado pelo zelo apostólico de Paulo:
"Anunciar o Evangelho não é título de glória para
mim; pelo contrário é uma obrigação que me foi
imposta. Ai de mim se não anunciar o Evangelho!
(1 Cor 9, 16)
Paulo sente-se "agarrado, apanhado" por Cristo (Fl 3,12);
"A caridade de Cristo domina-o" (2 Cor 5,14), envolve-o,
segura-o pela mão; o encontro com o ressuscitado,
significa para ele, encontrar a "pérola preciosa", toda a
razão de ser da sua vida, por isso escreve: "Já não sou eu
que vivo, é Cristo que vive em mim" (Gl 2,20).
Se reflectirmos que Paulo escreve, passados vinte
anos, sobre o encontro com Cristo na estrada de
Damasco, compreendemos que este encontro tem
uma enorme importância na sua vida.
Paulo demora-se
em Damasco 3
anos. Ali terá feito
a sua primeira
experiência de
evangelização,
talvez sem grande
êxito, mas a
hostilidade por
parte dos judeus
cresce de tal modo
que Paulo se vê
obrigado a fugir da
cidade.
De Damasco
dirige-se a
Jerusalém "Para
conhecer Pedro"
(Gl 1, 18-19).
Paulo tem dificuldade em inserir-se na comunidade de
Jerusalém, não obstante a obra de mediação de Barnabé,
devido ao seu passado de perseguidor e pela
perseguição movida pelos judeus de língua grega aos
quais tenta anunciar Jesus Salvador.
Perante estas
dificuldades, os
cristãos de
Jerusalém
aconselham
Paulo a partir.
Retira-se para a
sua terra natal,
Tarso
(Act 10,30).
Entretanto o
anúncio
cristão
começava a
avançar
mesmo entre
os pagãos.
Em Antioquia,
pela primeira vez
o Evangelho foi
anunciado a não
judeus "e um
grande número
de pessoas
acreditou e
converteu-se ao
Senhor"
(Act 11,20.21).
Quando a notícia chegou aos
ouvidos da Igreja de Jerusalém,
ela decidiu enviar Barnabé para
conhecer a situação.
Barnabé encoraja-os a perseverarem, pois viu que
naquela comunidade se abria uma grande
possibilidade de apostolado, e por isso, vai buscar
Paulo a Tarso.
Ambos, durante um ano inteiro, se dedicaram á instrução
e formação dos crentes, e foi em Antioquia – como anota
Lucas – que se começou a chamar os crentes pelo nome
de "cristãos" (Act 11,26).
Que deviam fazer os
crentes vindos do
paganismo, abraçar a Lei
de Moisés para depois
aderir a Cristo, ou bastava
apenas aderir a Cristo?

A grande questão
que se apresenta
ao cristianismo
nascente, era o
modo de conceber
a fé cristã no seu
relacionamento
com a tradição
judaica.
Paulo, foi quem mais
contribuiu para
desbloquear este
impasse, graças
sobretudo à sua
experiência pessoal,
compreendeu que Deus
vai ao encontro de todos
os homens, sem
distinções étnicas ou
culturais.
Não se conseguiu sanar o
desacordo que causava
incerteza na comunidade de
Antioquia, por isso decidiu-se
recorrer à autoridade dos
apóstolos e dos Anciãos de
Jerusalém.
Em Jerusalém chega-se
a uma conclusão:
"Acreditamos que
somos salvos pela
graça do Senhor Jesus",
sem a Lei de Moisés
(Act 15,11).
Como resultado desta
assembleia Paulo vê
aprovada a sua actividade
missionária entre os
pagãos (Gl 2, 1-10).
Paulo foi Ele é, sobretudo, um
sobretudo um homem sempre "a
evangelizador, um correr para a meta",
fundador de metáfora que usa
comunidades. muitas vezes nas
suas cartas para
indicar a sua
actividade
apostólica, a
"corrida" do
Evangelho, que quer
exprimir o caminho
rápido do cristão.
O livro dos Actos dos Apóstolos apresenta Paulo quase
sempre em viagem; calcula-se que tenha percorrido mais
de 15 mil quilómetros, um número impressionante se
tivermos em conta os méis de transporte do seu tempo.
Como lugares de
missão ele escolhe
as cidades, ...lá
... falava-se o grego e era nos
principalmente por grandes centros urbanos que
motivos práticos: se encontravam os judeus da
tinham melhores diáspora, onde tinham sempre
vias de acesso, ... uma sinagoga.
Seguindo a
narração de
Lucas, a missão
de Paulo divide-se
em três viagens.
Barnabé e Paulo, depois de um ano de intenso trabalho
A primeira viagem em Antioquia, sob a inspiração do Espírito
apostólico
(Act 13-14),
Santo, são enviados por aquela Igreja, em missão
anos 47-49.
evangelizadora, sendo Barnabé o chefe da missão.
Partindo de Antioquia,
chegam a Chipre onde
encontram Marcos, vão até
Listra (actual Turquia). Várias
vezes se repete o facto de
enquanto os judeus
recusarem a pregação dos
apóstolos e se opõem usado
violência contra os
missionários, pelo contrário,
os pagãos recebem-nos com
alegria.
A segunda viagem
(Act 15,36-18,22),
anos 50-52.
De Antioquia à Grécia.
Paulo, sendo ele agora o
chefe da missão, toma
consigo Silas e mais tarde
Timóteo, chega até Filipos
onde Baptiza Lídia, cuja casa
se torna ponto de referência
da comunidade ali existente.
Depois de terem
sido açoitados e
metidos na
prisão, postos em
liberdade chegam
a Tessalónica.
Por onde passam
anunciam o Evangelho e
surgem confrontações
com os judeus.
Pouco depois
Paulo parte para
Atenas, onde
prega no
Areópago.
Depois parte
para Corinto
onde encontra
o casal Áquila
e Priscila e
hospeda-se
na casa deles.
Permanece
ano e meio
nesta
comunidade
onde também
chegam Silas
e Timóteo.
Deixando Corinto, passa
por Éfaso onde ficam os
seus amigos Áquila e
Priscila e parte em direcção
à Palestina, sobe a
Jerusalém e volta a
Antioquia.
A terceira viagem
(Act 18,23-21,16) 53 a 58.
De Antioquia à Grécia.
Tal como nas duas missões anteriores
partem de Antioquia e dirigem-se para
Éfaso, onde durante dois anos Paulo
exerce uma intensa actividade apostólica.
Como muita gente aderia à nova fé,
dá-se a diminuição das práticas
religiosa pagãs.
Isto suscita a revolta
daqueles que
organizavam o comércio
da cidade. Paulo tem de
fugir, provavelmente
para Corinto.
Chega a Mileto onde se encontra
com os responsáveis cristãos de
Éfaso, depois parte para Cesareia
e vai pela última vez a Jerusalém.
Com todas estas viagens a
narração dos Actos pode
dar a sensação que Paulo
nunca parasse, mas não é
verdade. Paulo não deixava
as comunidades que se
estavam a formar sem ter a
certeza de que estavam
suficientemente sólidas na
fé e deixava com eles um
dos seus companheiros de
missão, ou escolhia
colaboradores da própria
comunidade depois de os
ter formado (1 Ts 5,12-13).
Também lhes
escrevia cartas para
os ajudar quando
estava longe.
Paulo, nas suas
viagens, não
caminhava ao
acaso. Ele tem
consciência de que
lhe foi confiada
uma grande
missão, partindo de
Jerusalém,
pretende chegar
até Espanha (Rm
15,24), com uma
intenção: levar
Cristo aonde ainda
não foi anunciado.
"Cinco vezes recebi dos judeus os quarenta acoites
menos um; três vezes fui açoitado com varas; uma vez
apedrejado; três vezes naufraguei. Viagens sem conta,
exposto a perigos nos rios, perigos dos salteadores,
perigos dos meus concidadãos, perigos dos pagãos,
perigos na cidade, perigos no deserto, perigos no mar,
perigos dos falsos irmãos…" (2 Cor 11,24-26).
Mas aquilo que
mais ressalta nas
suas cartas é a
intenção do que o
faz correr: "O
amor de Cristo
me impele"
(2 Cor 11,24-26).
O encontro da
estrada Damasco
não deixa Paulo
em paz e leva-o a
fazer tudo, para
que um número
maior de pessoas
tenham
conhecimento de
Jesus.
No ano 58 Paulo
sobe a Jerusalém
para levar ajuda
àquela
comunidade. É
preso no Templo.
Transferido para
Cesareia, ali, fica
prisioneiro dois
anos. Apela a
César e é enviado
a Roma.
Em Creta são
apanhados por uma
violenta tempestade,
ficando 14 dias à
deriva, acabando por
dar à costa na ilha de
Malta.
Dali partem
para Itália,
chegando a
Roma por volta
do ano 60.
Em Roma,
Paulo fica em
prisão
domiciliária
durante dois
anos. Assim
termina o livro
dos Actos dos
Apóstolos.
Paulo terá sido
libertado e terá
voltado para o
Oriente,
possivelmente para
Éfaso ou Creta.
Regressando de novo a Roma
terá sido martirizado por volta
do ano 62.
O carisma de Paulo não é a clareza, mas a
novidade, a densidade…
Ele está sempre em "viagem", sempre
pronto a enfrentar novas situações, a partir
do centro da sua fé, sem qualquer modelo
de apoio, sem a confirmação de um
regulamento adaptado às várias
circunstâncias. A sua missão é abrir novos
caminhos por toda a parte, deixando para
outros os caminhos normais.
O. Kuss
"Temos de pressentir por que caminhos nos
conduziria Paulo, se partilhasse hoje,
connosco, a missão evangelizadora da Igreja
Bispos de Portugal