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A FAMÍLIA VICENTINA

NA LUTA CONTRA A
(DESTRUIÇÃO DA)
POBREZA

Sebastião Jacinto dos Santos


Natal/RN, 20 de setembro de 2009
O QUE É A POBREZA?
O Banco Mundial define a pobreza
extrema como viver com menos de 1
dólar por dia e pobreza moderada como
viver com entre 1 e 2 dólares por dia.
Estima-se que 1 bilhão e 100 milhões de
pessoas a nível mundial tenham níveis
de consumo inferiores a 1 dólar por dia e
que 2 bilhões e 700 milhões tenham um
nível inferior a 2 dólares.
O QUE É A POBREZA?
A pobreza não resulta de uma única causa mas
de um conjunto de fatores:

Fatores político-legais: corrupção,


inexistência ou mau funcionamento de um
sistema democrático, fraca igualdade de
oportunidades.

Fatores econômicos: sistema fiscal


inadequado, representando um peso excessivo
sobre a economia ou sendo socialmente injusto;
a própria pobreza, que prejudica o investimento
e o desenvolvimento, economia dependente de
um único produto.
O QUE É A POBREZA?
A pobreza não resulta de uma única causa mas
de um conjunto de fatores:

Fatores político-legais: corrupção,


inexistência ou mau funcionamento de um
sistema democrático, fraca igualdade de
oportunidades.

Fatores econômicos: sistema fiscal


inadequado, representando um peso excessivo
sobre a economia ou sendo socialmente injusto;
a própria pobreza, que prejudica o investimento
e o desenvolvimento, economia dependente de
um único produto.
O QUE É A POBREZA?
Fatores sócio-culturais: reduzida instrução,
discriminação social relativa ao gênero ou à
raça, valores predominantes na sociedade,
exclusão social, crescimento muito rápido da
população.

Fatores naturais: desastres naturais, climas


ou relevos extremos, doenças.

Problemas de Saúde: adição a drogas ou


alcoolismo, doenças mentais, doenças da
pobreza como a SIDA e a malária; deficiências
físicas.

Fatores históricos: colonialismo, passado de


autoritarismo político.

Insegurança: guerra, genocídio, crime.


O QUE É A POBREZA?

Você não tira nenhum


proveito se, vendo seu irmão com
fome e rasgado, disser para ele:
vá andando em paz. “A palavra
sem ação de nada vale”. (Tg. 2,
15)
O QUE É A POBREZA?
“Existe pobreza somente na medida
em que existem famílias que vivem com uma
renda familiar per capita inferior ao nível
mínimo para satisfazer as próprias
necessidades elementares (Barros et al,
2000, p. 22-23)”

A renda mínima, para se tornar


poderoso instrumento de combate à pobreza
e à desigualdade, deveria estar associada a
outras políticas sociais. Uma família pobre
que tenha uma renda mínima, mas que more
em um bairro sem saneamento básico, que
tenha filhos sem acesso ao ensino
fundamental, não tenha saúde adequada,
não participe de forma efetiva na esfera da
política e que esteja submetida à
arbitrariedade das ações policiais continua
O QUE É A POBREZA?
O pobre, dessa forma, vive em uma
situação instável, de extrema
vulnerabilidade, no contexto social.
Vulnerabilidade é, de fato, um conceito
mais amplo que a simples carência ou
necessidade; significa viver sem defesas,
em uma situação de insegurança, exposto
a riscos, ao desconforto e à tensão.

Antes se falava de pobres marginalizados


e agora se fala de exclusão

Na verdade o problema da exclusão nasce


com a sociedade capitalista. Não é como
muitos dizem um problema do projeto
neoliberal. É uma forma de excluir para
incluir sob novas formas. O capitalismo na
verdade desenraiza e brutaliza a todos,
exclui a todos. A sociedade capitalista
O QUE É A POBREZA?

As dimensões elementares, tais como a


saúde, educação, emprego ou outras mais
complexas, como segurança e cultura, podem
definir uma melhor ou pior qualidade de vida.

Por
 que agora nós todos
percebemos a exclusão e antes não
percebíamos? Porque antes, logo que
se dava a exclusão em curtíssimo
prazo, se dava também a inclusão, da
maneira capitalista. Por exemplo: os
camponeses eram expulsos do campo
e eram absorvidos pela indústria, logo
em seguida.
POBREZA HOJE
De acordo com a revisão 2006, a
população do mundo aumentará provavelmente
por 2.5 bilhões durante os próximos 43 anos,
passando do 6.7 bilhão atual a os 9.2 bilhões em
2050. Este aumento é equivalente ao número de
povos total no mundo em 1950 e será absorvido
na maior parte pelas regiões menos
desenvolvidas, cuja a população é projetada se
levantar de 5.4 bilhões em 2007 a 7.9 bilhões
em 2050. Ao contrário, a população das regiões
mais desenvolvidas é esperada permanece pela
maior parte inalterada em 1.2 bilhões e
declinaria se não era para a migração líquida
projetada de se tornar aos países
desenvolvidos, que é esperado calcular a média
de 2.3 milhão pessoas um o ano após 2010.
POBREZA HOJE

A alimentação é reconhecida pela FAO


como direito elementar e precedente a todos os
outros. Uma concepção que representa um
avanço na área e se coloca como um desafio a
todos os governos do mundo: começa por
defini-lo como direito e não como benesse,
elevando-o ao patamar das políticas públicas.
Para colocar esse direito em prática temos de
estabelecer as devidas integrações entre
políticas.

Todo homem tem direito a um padrão de


vida capaz de assegurar a si e a sua família
saúde e bem estar, inclusive alimentação...”
(artigo 25 – Declaração Universal dos Direitos Humanos)
POBREZA HOJE
 Intensa urbanização pela qual passa as cidades
brasileiras (últimos 50 anos) desenho e
configuração urbana, mas também acirramento
da pobreza;
 Genius Loci (lugares e Identidades) específicos
ou espaços de pobreza;
 População de baixa renda e fora do circuito de
consumo:
 Ideologia de modernização: separação da elite;

Uma marca da construção desigual das cidades


brasileiras, fomentadas pelo tipo de desenvolvimento
econômico, pelas políticas habitacionais e
intervenções sociais engendradas na atualidade.
POBREZA HOJE
 Fome.
 Baixa esperança de vida.
 Doenças.
 Falta de oportunidades de emprego.
 Carência de água potável e de saneamento.
 Maiores riscos de instabilidade política e
violência.
 Emigração.
 Existência de discriminação social contra grupos
vulneráveis.
 Existência de pessoas sem-abrigo.
 Depressão.

O combate à pobreza é normalmente


considerado um objetivo social e geralmente os
governos dedicam-lhe uma atenção
QUAIS OS MEIOS DE COMBATÊ-LA?

 1. A partilha das necessidades.


necessidades (que é um
“condividir”)

Condividir quer dizer acompanhar a pessoa, o seu


nível de problemática e não olhar de fora. Condividir
com a pessoa não quer dizer viver a condição dela,
recriar em nós a sua condição de vida, mas sim ser
uma companhia que permite assumir e penetrar em
sua situação (GIACOMINI et al., 2002, p. 20).
QUAIS OS MEIOS DE COMBATÊ-LA?

 2. Ajudar o pobre a reconstituir sua


história.
história As lutas de sua existência (um ser
“histórico”)

Considerando a sociedade humana de um modo


tranquilo e desinteressado, de início, ela só parece
mostrar a violência dos homens poderosos e a opressão
dos fracos; o espírito revolta-se contra a dureza de uns
ou é levado a deplorar a cegueira dos outros. (Jean Jacques
Rosseau, Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade
entre os homens, 1753).
QUAIS OS MEIOS DE COMBATÊ-LA?

 3. Lutas em favor de uma sociedade justa


e solidária.
solidária Conscientização da dignidade do
trabalho (um ser de “trabalho”)

“A Igreja considera tarefa fazer com que sejam sempre


tidos presentes a dignidade e os direitos dos homens do
trabalho, estigmatizar as situações em que são violados
e contribuir para orientar as aludidas mutações, pra que
se torne realidade um progresso autentico do homem e
da sociedade'" (Carta enciclica de João Paulo II – O Trabalho
Humano, p. 9, 1999).
QUAIS OS MEIOS DE COMBATÊ-LA?
 4. Vencer as novas formas de ameaças à
vida humana.
humana Conscientização da importância
da vida (um ser de “esperança”)

“Às antigas e dolorosas chagas da miséria, da fome, das


epidemias, da violência e das guerras, vêm se juntar
outras com modalidades inéditas e dimensões
inquietantes.'" (Evangelium Vitae. C. E. de João Paulo II sobre o
valor e a inviolabilidade da vida humana. p. 7, São Paulo: Paulinas,
1995).
QUAIS OS MEIOS DE COMBATÊ-LA?

 4. Vencer as novas formas de ameaças à


vida humana.
humana Conscientização da importância
da vida (um ser de “esperança”)

“Tudo quanto se opõe a vida: homicídios, genocídio,


aborto, eutanásia e suicídio voluntário; tudo que viola a
integridade humana: as mutilações, os tormentos
corporais e mentais e as tentativas para violentar as
próprias consciências; tudo quanto ofende a dignidade:
condições de vida infra-humanas, prisões arbitrárias,
deportações, escravidão, prostituição, o comecio de
mulheres e jovens – condições degradantes de trabalho
.'" (Evangelium Vitae. p. 9, 1995).
QUAIS OS MEIOS DE COMBATÊ-LA?

 5. dignidade da pessoa humana.


humana
Conscientização ética e política (um ser “ ético
e político”)

“[...] o valor sagrado da vida humana desde o seu início


até ao seu termo, e afirmar o direito que todo ser
humano tem de ver plenamente respeitado este seu
bem primário. Sobre o reconhecimento de tal direito é
que se funda a convivência humana e a própria
comunidade política" (Evangelium Vitae. C. E. de João Paulo II
sobre o valor e a inviolabilidade da vida humana. p. 7, São Paulo:
Paulinas, 1995).
QUAIS OS MEIOS DE COMBATÊ-LA?

 6. Respeito aos Direitos Humanos.


Humanos
Conscientização do respeito aos direitos e
deveres (um ser de “direitos”)

“A Igreja vê com simpatia esta evolução, na medida em


que favorece cada vez mais claramente o respeito pelos
direitos individuais, inclusive aqueles do inquirido e do
réu, contra os quais não é legítimo recorrer a métodos
de detenção e indagação – especialmente quando
referido a tortura – ofensiva a dignidade humana)" (A
Igreja na América. João Paulo II a todos que fazem a Igreja na América
– Encontro com Cristo Vivo, caminho para a conversão, a comunhão e a
solidariedade na América. p. 32, São Paulo: Paulinas, 1999).
QUAIS OS MEIOS DE COMBATÊ-LA?
 7. Conscientização para uma educação
ecológica.
ecológica Conscientização para uma relação
homem-natureza (um ser “ecologizado”)

A reivindicação da natureza é uma das reivindicações mais


pessoais e mais profundas, que nasce e se desenvolve
nos meios urbanos cada vez mais industrializados,
tecnicizados, burocratizados, cronometrados.

A ecologização da noção de segurança confere atenção a


novos riscos e perigos que ameaçam a segurança da
vida humana e ajuda a redistribuir recursos, voltando-os
para prevenir ou combater os riscos ambientais
relacionados com as mudanças climáticas.
QUAIS OS MEIOS DE COMBATÊ-LA?
 8. Conscientização para o uso de novas
tecnologias.
tecnologias Conscientização para uma
relação de comunicação (um ser de
“linguagens”)

Lemos, com freqüência, que as tecnologias de


comunicação estão provocando profundas mudanças em
todas as dimensões da nossa vida. Elas vêm
colaborando, sem dúvida, para modificar o mundo. A
máquina a vapor, a eletricidade, o telefone, o carro, o
avião, a televisão, o computador, as redes eletrônicas
contribuíram para a extraordinária expansão do
capitalismo, para o fortalecimento do modelo urbano,
para a diminuição das distâncias. Mas, na essência, não
são as tecnologias que mudam a sociedade, mas a sua
utilização dentro do modo de produção capitalista, que
busca o lucro, a expansão, a internacionalização de tudo
QUAIS OS MEIOS DE COMBATÊ-LA?

 9. Evangelizar o homem em sua essência


total.
total Conscientização da fé religiosa (um ser
“cristão”)

“O serviço aos pobres, pra que seja evangélico e


evangelizador, deve ser um reflexo fiel da atitude de
Jesus, que veio para anunciar aos pobres a Boa Nova (Lc.
4, 18)" (A Igreja na América. p. 32, 1999).
MEDIDAS PARA MELHORAR O AMBIENTE
SOCIAL E A SITUAÇÃO DOS POBRES

 Habitação econômica e regeneração urbana.


 Educação acessível.
 Cuidados de saúde acessíveis.
 Ajuda para encontrar emprego.
 Subsidiar o emprego para grupos que normalmente
tenham dificuldade em consegui-lo.
 Encorajar a participação política e a colaboração
comunitária.
 Trabalho social e voluntário.

Revisão Mundial 2006


MEDIDAS PARA MELHORAR O AMBIENTE
SOCIAL E A SITUAÇÃO DOS POBRES

O Sistema Global é composto por documentos gerais e


documentos especiais.
 Como exemplos de documentos gerais, temos: a
Declaração Universal de Direitos Humanos (1948), a Carta das
Nações Unidas (1945), o Pacto Internacional sobre Direitos
Civis e Políticos (1966) e o Pacto Internacional sobre Direitos
Econômicos, Sociais e Culturais (1966).
 São exemplos de documentos especiais: a Convenção pela
Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial (1965),
a Convenção pela Eliminação de Todas as Formas de
Discriminação contra a Mulher (1979), a Convenção sobre os
Direitos da Criança (1989). Tanto as convenções especiais
quanto as gerais incluem uma série de mecanismos de
proteção, tais como a Comissão de Direitos Humanos da ONU,
os Comitês sobre os Direitos da Criança e da Mulher, o Comitê
contra a Tortura, o Comitê pela Eliminação de Todas as Formas
de Discriminação Racial etc. O acesso a esses órgãos e a
adesão a esses documentos estão abertos a praticamente
todos os Estados do mundo.
A FOME NO MUNDO

“A fome no mundo faz-nos pôr o dedo nas feridas


dos homens em todos os níveis: a lógica do
pecado, que se insere no coração do homem,
está na origem das misérias da sociedade
devido à ação das chamadas estruturas de
pecado" (A Fome no Mundo. Pontifício Conselho “Cor
Unum” p. 102, 2003)

Vivemos:
 Era das desigualdades;
 Amor ao próximo torna-se interes egoísta;
 A violência é gerada por um nada;
 Perda do sentido da vida;
 Resiliência.
MÍSTICA DA FAMÍLIA VICENTINA

"SIM, NOSSO SENHOR PEDE QUE EVANGELIZEMOS


OS POBRES; É O QUE ELE FEZ E O QUE QUER
SEGUIR FAZENDO NO MEIO DE NÓS" (S. Vicente)

Seguir a Cristo evangelizando os pobres;


Se concentrar em Jesus, o evangelizador dos pobres;
Ser um servo dos pobres;
A pobreza é um muro de defesa da comunidade;
A pobreza deve transparecer na vida e na comunidade;
Pobreza evangélica.
A caridade nos faz observar todos os
mandamentos de Deus sem exceção, e a
devoção faz com que os observemos com toda
diligência e fervor possíveis. Todo aquele,
portanto, que não cumpre os mandamentos de
Deus que não é justo e, muito menos, devoto;
para ser justo, é necessário que se tenha
caridade e, para se ser devoto, é necessário
ainda por cima que se pratique com um fervor
vivo e pronto todo o bem que se pode.
Filotéia – São Francisco de Sales
BASES PARA UMA PEDAGOGIA VICENTINA QUE
REAFIRME UMA EDUCAÇÃO PARA O SÉCULO XXI

 Educar para os SABERES


 Educar para o DESEJO

 Educar para o AMOR

Constituindo uma rede de seres ávidos de


conhecimentos, sonhos e amor por uma
caridade viva e ardente, que impulsiona a ir
além do simples gesto de doar o pão!
BASES PARA UMA PEDAGOGIA VICENTINA QUE
REAFIRME UMA EDUCAÇÃO PARA O SÉCULO XXI

 formar seres humanos capazes de imaginar e


elaborar idéias novas;

 progredir, aperfeiçoar conceitos e tecnologias;

 desenvolver mentes críticas que possam


direcionar suas experiências com
responsabilidade social.
AS IDENTIDADES DO SUJEITO
 Estado-nação / regular a nação
O indivíduo integrado na comunidade
tradicional, experimentando-se
concretamente como indivíduo particular,
não se colocava problemas identitários tal
como entendemos hoje. (...) A comunidade
subordinada à tradição auto-regulava-se; ela
definia os indivíduos construindo-os
socialmente, num mesmo movimento.
Sociedade de interconhecimento com
códigos de comportamento comumente
reconhecidos e transmitidos oralmente.
(KAUFMANN, 2004, p. 17)
 O termo se popularizou no sec. XX c/
Erik Erikson;
DESCENTRAMENTO DO SUJEITO
CARTESIANO, “PENSO LOGO EXISTO”.

 1º O pensamento marxista;
 2º Inconsciente de Freud;

 3º Discussões de Ferdinand Saussere


sobre linguagem;
 4º Trabalho de Foucault sobre poder
disciplinar;
 5º Impacto do feminismo
A PREOCUPAÇÃO DA ESTADO-NAÇÃO
NA MODERNIDADE
 Manter a uniformidade e o discurso
nacionalista;
 A cultura nacional;

 As identidades discutidas pelos movimentos


sociais;
 Com a reestruturação do mundo moderno, a
identidade parece perder sua âncora social.
“Seu Cristo é judeu. Seu carro japonês. Sua
pizza italiana. Sua democracia, grega. Seu
café, brasileiro. Seu feriado, turco. Seus
algarismos, arábicos. Suas letras, latinas. Só
o seu vizinho é estrangeiro.” (BAUMAN,
2005, p.33)
FINALIDADE DA MISSÃO
AMOR

INCONDICIONAL

A JESUS
CONSIDERAÇÕES FINAIS