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Curso Auditoria e Governança do Setor Público

Auditoria e Governança do
Setor Público
(com foco em gestão de risco)

Brasília – DF
7 e 8/12/17

Ismar Barbosa Cruz


Curso Auditoria e Governança do Setor Público

Programa do Curso
1. Controle na Administração Pública
2. Governança do Setor Público
3. Controles Internos
4. Gestão De Risco
5. Introdução à Auditoria
6. Normas de Auditoria e Conduta Ética do Auditor
7. Planejamento da Auditoria
8. Execução da Auditoria
9. Achados em Auditoria
10. Evidências em Auditoria
11. Comunicação dos Resultados
12. Gestão de Risco do Processo de Auditoria
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1. Controle na Administração Pública


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O que é controle?
 “Controlar é avaliar e corrigir as atividades de subordinados
para garantir que tudo ocorra conforme os planos. O
controle indica onde estão os desvios negativos, e, ao pôr
em ação medidas para corrigir esses desvios, ajuda a
assegurar a realização dos planos” (Koonts e O’Donnel,
1955).

 “Controle é a ação necessária para verificar se os objetivos,


planos, políticas e padrões estão sendo obedecidos
(Welsch, 1996).

 O Controle é a atividade pela qual o Estado fiscaliza a


aplicação e a gestão de seus bens e recursos.

 Atividade associada ao estado democrático de direito,


obrigando a submissão de todos os responsáveis pela
administração de bens e valores públicos.
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O Controle na Administração Pública


 Fundamentação legal:
 Constituição Federal:
Art. 70. A fiscalização contábil, financeira,
orçamentária, operacional e patrimonial da
União e das entidades da administração direta
e indireta, quanto à legalidade, legitimidade,
economicidade, aplicação das subvenções e
renúncia de receitas, será exercida pelo
Congresso Nacional, mediante controle
externo, e pelo sistema de controle interno de
cada Poder.
Parágrafo único. Prestará contas qualquer
pessoa física ou jurídica, pública ou privada,
que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou
administre dinheiros, bens e valores públicos
ou pelos quais a União responda, ou que, em
nome desta, assuma obrigações de natureza
pecuniária.(Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 19, de 1998)
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O Controle na Administração Pública


 Fundamentação legal:
 Lei nº 4.320/1964 (Estatui Normas Gerais de Direito Financeiro para
elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados,
dos Municípios e do Distrito Federal):
Art. 75. O controle da execução orçamentária compreenderá:
I - a legalidade dos atos de que resultem a arrecadação da
receita ou a realização da despesa, o nascimento ou a extinção de
direitos e obrigações;
II - a fidelidade funcional dos agentes da administração,
responsáveis por bens e valores públicos;
III - o cumprimento do programa de trabalho expresso em termos
monetários e em termos de realização de obras e prestação de
serviços.
Art. 87. Haverá controle contábil dos direitos e obrigações oriundos de
ajustes ou contratos em que a administração pública for parte
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O Controle na Administração Pública


 Fundamentação legal:
 Decreto-lei nº 200/1967 (Dispõe sobre a organização da administração federal):
Art. 13 O controle das atividades da Administração Federal deverá exercer-se em todos
os níveis e em todos os órgãos, compreendendo, particularmente:
a) o controle, pela chefia competente, da execução dos programas e da
observância das normas que governam a atividade específica do órgão controlado;
b) o controle, pelos órgãos próprios de cada sistema, da observância das normas
gerais que regulam o exercício das atividades auxiliares;
c) o controle da aplicação dos dinheiros públicos e da guarda dos bens da
União pelos órgãos próprios do sistema de contabilidade e auditoria.
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Controle Interno

 Diz-se que o controle é Interno quando o órgão


responsável por sua execução encontra-se
inserido na estrutura administrativa a ser
controlada
 De acordo com a CF, todos os Poderes são
obrigados a manter um Sistema de Controle
Interno cujos trabalhos de fiscalização são
comumente utilizados pelo Controle Externo em
exames de Prestações e Tomadas de Contas
(art. 74)
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O Sistema de Controle Interno Federal
(art. 74, CF)
Cumprimento das Metas Previstas no Plano Plurianual

1 - Avaliar Dos Programas de Governo


Execução
Dos Orçamentos da União

2 - Comprovar a Legalidade Orçamentária


Órgãos e
Entidades da
Financeira
SISTEMA Adm. Direta
Eficiência Gestão
DE
3 – Avaliar Resultados Patrimonial
CONTROLE
INTERNO Adm. Indireta
Eficácia Rec. Humanos

Operações de Crédito

4 - Controlar Avais

Garantias

Direitos e haveres do Estado

5 - Apoiar o Controle Externo no exercício de sua missão institucional


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Estrutura do Controle Externo


 No âmbito federal, o controle externo é exercido pelo Congresso
Nacional com o auxílio do Tribunal de Contas da União (artigos
70 e 71 da CF)

 Nos Estados, o controle externo é exercido pela Assembleia


Legislativa com o auxílio dos respectivos TCEs
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Estrutura do Controle Externo


 E nos Municípios ?
 O controle é exercido pela Câmara dos Vereadores com apoio dos
Tribunais de Contas Estaduais

 Exceções:
 Quando o Estado tem um Tribunal de Contas dos Municípios ou
 Quando o município já possuía um Tribunal de Contas Municipal
anteriormente à CF de 88
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Sistema Tribunais de Contas no Brasil

 Tribunal de Contas da União;

 Tribunais de Contas dos Estados (26);

 Tribunal de Contas do Distrito Federal;

 Tribunais de Contas Municipais (2);

 Tribunais de Contas dos Municípios (4).


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Competências Constitucionais do TCU (art. 71)


 emitir parecer prévio;
 julgar contas;
 apreciar legalidade de atos;
 realizar auditorias de regularidade e
operacional;
 sustar atos;
 aplicar sanções;
 fornecer informações ao Parlamento;
 representar;
 orientar (nova vertente).
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Interação entre os controles interno e externo

 tomadas e prestações de contas;

 comunicação de irregularidades de parte a


parte;

 no caso dos responsáveis pelo controle interno,


sob pena de responsabilidade solidária;

 auditorias em conjunto;

 compartilhamento de processos e sistemas.


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Pirâmide do Controle Federal na Realidade Brasileira


Controle
Sociedade Social

Congresso
Controle
Nacional
Externo
Tribunal de Contas da
União (TCU)

Sistema de Controle Interno


de Cada Poder
(CGU no Poder Executivo)
Controle
Interno
Auditorias Internas dos Órgãos da Adm. Indireta

Unidades de Controle Interno nos Órgãos


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2. Governança do Setor Público


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O que é Governança no Setor Público e


qual é a sua origem?
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Razão de Existir da Organização?


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Pressão por Resultados de Qualidade


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A teoria da agência

• Desde que as empresas passaram a ser


administradas por agentes distintos dos
proprietários, em fins do século XIX, começou a
ser delineado o conflito de agência, em que o
agente recebe uma delegação de recursos e tem,
por dever dessa delegação, que gerenciar estes
Conflito de recursos mediante estratégias e ações para atingir
agência objetivos, mediante uma obrigação constante de
prestação de contas, chamada relação de
accountability.
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A Teoria da Agência e a Governança


 O agente recebe uma delegação de recursos e poderes e tem, por
dever dessa delegação, que gerenciar tais recursos e exercer tais
poderes mediante estratégias e ações para atingir objetivos
estabelecidos pelo principal sob uma obrigação constante de
prestar de contas a quem lhe fez a delegação (accountability).
 Segundo a teoria da agência, os conflitos de interesse aparecem
quando o bem-estar de uma parte (denominada principal) depende
das decisões tomadas por outra (denominada agente).
 Embora o agente deva tomar decisões em benefício do principal,
muitas vezes ocorrem situações em que os interesses dos dois são
conflitantes, dando margem a um comportamento oportunista por
parte do agente.
 É nesse contexto que está a origem conceitual da moderna
governança, como um mecanismo de monitoramento para redução
dos conflitos de agência.
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Conflito de Agência e Governança


O conflito de agência influenciou decisivamente o surgimento da ideia
de governança e seu desenvolvimento como mecanismo de
monitoramento das relações de accountability, devido ao:
 distanciamento entre o proprietário e o gestor do patrimônio

 crescimento econômico, do patrimônio administrado, aumento da


complexidade e da regulação dos negócios

Proprietário

Conflito
Governança

Gestor
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Governança e Accountability no Setor Público


Delegação de recursos e poderes
Prestação de contas
Monitoramento das relações de Accountability

Poder Administração
Sociedade Legislativo Pública
• Principal • Representante do
Principal • Agentes

Governança
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Princípio de Accountability na CF/88

Parágrafo único. Prestará


Art. 70. A fiscalização contas qualquer pessoa
contábil, financeira, física ou jurídica, pública ou
orçamentária, operacional privada, que utilize,
e patrimonial da União [...] arrecade, guarde, gerencie,
será exercida pelo ou administre dinheiros,
Congresso Nacional, bens e valores públicos ou
mediante controle externo, pelos quais a União
e pelo sistema de controle responda, ou que em nome
interno de cada Poder. desta, assuma obrigações
de natureza pecuniária.

Entre nós, denominado Princípio da Prestação de Contas


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Accountability segundo o TCU (NAT)


 Obrigação que têm as pessoas ou entidades às
quais se tenham confiado recursos, incluídas os
órgãos e as entidades públicas, de assumir as
responsabilidades de ordem fiscal, gerencial e
programática que lhes foram conferidas e de
informar a quem lhes delegou essas
responsabilidades.
 E, ainda, obrigação imposta a uma pessoa ou
entidade auditada de demonstrar que
administrou ou controlou os recursos que lhe
foram confiados em conformidade com os termos
segundos os quais lhe foram entregues.
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Auditoria e Accountability

Auditoria

“Ação independente de um terceiro sobre uma


relação de accountability, objetivando expressar
uma opinião ou emitir comentários e sugestões
sobre como essa relação está sendo cumprida.”
Escritório do Auditor-Geral do Canadá (OAG)
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Papel da Auditoria na Accountability


Monitoramento

Principal Relação de n Agente


(Delegante) Accountability (Delegado)

Auditoria é um instrumento da governança para reduzir conflitos


de agência. É um mecanismo do principal, não do agente.
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A teoria da agência e o cliente da auditoria


n As relações de accountability deixam claro
que o cliente da auditoria é o principal –
proprietário ou delegante dos recursos.
n Em muitas situações a auditoria atua para
reduzir conflitos entre agentes, e não entre
estes e o principal.
 Por exemplo: as auditorias internas e os órgãos de
controle interno constituem instrumentos úteis para
que o gestor verifique se seus subordinados estão
cumprindo as determinações da alta administração,
que são executadas para alcançar os objetivos
estabelecidos pelo principal.
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Governança no Setor Público


n Conjunto de mecanismos de liderança, estratégia e controle
postos em prática para AVALIAR, DIRECIONAR e MONITORAR
a atuação da gestão, com vistas à condução de políticas públicas
e à prestação de serviços de interesse da sociedade.

n A governança no setor público se alicerça basicamente sobre os


princípios da transparência, integridade e responsabilidade ou
dever de prestar contas (accountability).
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Governança x Gestão
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Perspectivas da Governança
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Referenciais Internacionais em Governança do


Setor Público
 ANAO (Austrália)
www.nao.gov.au/~/media/Files/Better%20Practice%20Guides/Public%20Sector%20 Governance.pdf

 CADBURY (Inglaterra)
www.jbs.cam.ac.uk/cadbury/report

 CIPFA Chartered Institute of Public Finance and Accountancy.


www.jrf.org.uk/system/files/1898531862.pdf

 IFAC
https://www.ifac.org/publications-resources/international-framework-good-governance-public-sector
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Governança no Setor Público


 Segundo o IFAC (2001), tais princípios devem
estar vinculados a:
 (a) padrões de comportamento;

 (b) estruturas e processos organizacionais bem


definidos;

 (c) rede de controles; e

 (d) relatórios de gestão voltados para o público


externo
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Princípios Basilares de Governança (padrão CIPFA)


 1º princípio: (Boa governança é) focar o propósito da
organização e seus produtos nos cidadãos e nos usuários dos
serviços.
 2º princípio: (Boa governança é) atuar de forma efetiva sob
claros e bem definidos papéis e funções.
 3º princípio: (Boa governança é) promover valores para toda a
organização e demonstrá-los por meio de comportamentos.
 4º princípio: (Boa governança é) tomar decisões embasadas,
de forma transparente e administrando os riscos.
 5º princípio: (Boa governança é) desenvolver a capacidade
dos gestores para que atuem com efetividade.
 6º princípio: engajar todos os stakeholders e fazer real o
processo de accountability. No setor público este é o
princípio básico de qualquer
estrutura de governança
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Para se ter uma boa governança, é fundamental:


 ter clareza acerca do propósito da organização, bem
como dos resultados esperados para cidadãos e
usuários dos serviços;
 certificar-se de que os usuários recebem um serviço de
alta qualidade;
 certificar-se de que os contribuintes recebem algo de
valor em troca dos aportes financeiros providos;
 definir claramente as funções das organizações e as
responsabilidades da alta administração e dos gestores,
certificando-se de seu cumprimento;
 ser claro sobre as relações entre os membros da alta
administração e a sociedade;
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Para se ter uma boa governança, é fundamental:


 ser rigoroso e transparente sobre a forma como as
decisões são tomadas;
 ter, e usar, estruturas de aconselhamento, apoio e
informação de boa qualidade;
 certificar-se de que um sistema eficaz de gestão de risco
esteja em operação;
 certificar-se de que os agentes (comissionados ou
eleitos) tenham as habilidades, o conhecimento e a
experiência necessários para um bom desempenho;
 desenvolver a capacidade de pessoas com
responsabilidades de governo e avaliar o seu
desempenho, como indivíduos e como grupo;
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Para se ter uma boa governança, é fundamental:


 equilibrar, na composição do corpo diretivo, continuidade e
renovação;
 compreender as relações formais e informais de prestação
de contas;
 tomar ações ativas e planejadas para dialogar com e
prestar contas à sociedade, bem como engajar,
efetivamente, organizações parceiras e partes
interessadas;
 tomar ações ativas e planejadas de responsabilização dos
agentes;
 garantir que a alta administração se comporte de maneira
exemplar, promovendo, sustentando e garantindo a
efetividade da governança; e
 colocar em prática os valores organizacionais.
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Práticas de Governança Corporativa no Serviço


Público Federal
 representação parlamentar ou a representação em Conselhos que
incluem representantes da sociedade civil (p.ex. Conselho Nacional
de Assistência Social) aumentam a possibilidade de participação da
sociedade na gestão da coisa pública, como principal interessado;
 serviços de atendimento ao cidadão-usuário e de ouvidorias;
 divulgação da Carta de Serviços ao Cidadão e a realização de
pesquisas de satisfação com os serviços ofertados;
 garantia de acesso fácil, rápido e estruturado às informações
públicas, tema da Lei de Acesso à Informação;
 planejamento institucional contribui para a alocação ótima dos
recursos disponíveis e dá mais transparência, permitindo o controle
pelos interessados. Sem isso, não há governança;
 comitês internos facilitam o alinhamento dos vários gestores
quanto a assuntos complexos e evitam conflitos;
 descentralização administrativa e o investimento em excelência
de pessoal são metas legais e são a base para que, por meio de
flexibilidade, as instituições sejam eficazes e eficientes;
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Práticas de Governança Corporativa no Serviço


Público Federal (Cont.)
 gestão de riscos serve para reduzir o impacto negativo dos riscos sobre as
metas institucionais, por meio da adoção de controles internos,
concebidos e implementados pelo próprio gestor;
 divulgação de planos, como o PPA e os Planos de Ação Global, de
portfólios, como a Carta de Serviços ao Cidadão, e de resultados, como no
caso do Relatório de Gestão, são instrumentos de transparência para a
sociedade;
 avaliações de desempenho individual e institucional oferecem um
caminho excelente de melhoria contínua da eficiência institucional;
 prática de auditoria interna é outro mecanismo essencial para detectar
precocemente riscos ainda não adequadamente tratados e fornecer à
sociedade a certeza de que os controles internos são efetivos;
 atuação do Controle Externo, exercido pelo Congresso Nacional com apoio
do TCU, é o meio pelo qual a sociedade brasileira poderá saber se aqueles
que administram o Estado em seu nome estão de fato cumprindo as normas
de conduta (legalidade), agindo no estrito interesse do povo brasileiro
(legitimidade) e utilizando os recursos públicos nas alternativas que dão o
melhor retorno à sociedade (economicidade).
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Estruturas de governança no setor público


 As organizações externas de governança são responsáveis
pela fiscalização, pelo controle e pela regulação, desempenhando
importante papel para promoção da governança das organizações
públicas. São autônomas e independentes, não estando
vinculadas apenas a uma organização.
 Exemplos: tribunais de contas; agências reguladoras; órgãos
centrais dos sistemas de atividades auxiliares.
 As organizações externas de apoio à governança são
responsáveis pela avaliação, auditoria e monitoramento
independente e, nos casos em que disfunções são identificadas,
pela comunicação dos fatos às instâncias superiores de
governança.
 Exemplos: auditoria independente; controle social organizado.
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Estruturas de governança no setor público


 As instâncias internas de governança são responsáveis por definir ou
avaliar a estratégia e as políticas, bem como monitorar a conformidade e o
desempenho destas, devendo agir nos casos em que desvios forem
identificados. São integrantes da organização, porém não se subordinam à
autoridade máxima.
 Exemplos: conselhos ou colegiados, responsáveis por garantir que a estratégia e
as políticas formuladas atendam ao interesse público servindo de elo entre
principal e agente.

 As instâncias internas de apoio à governança realizam a comunicação


entre partes interessadas internas e externas à administração, bem como
auditorias internas que avaliam e monitoram riscos e controles internos,
comunicando quaisquer disfunções identificadas à alta administração.
 Exemplos: unidades de controle interno ou auditoria interna; comissões e
comitês; ouvidoria.
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Estruturas de governança no setor público


 Em complemento a essas, existem estruturas que são
responsáveis pela administração executiva, pela gestão tática e
pela gestão operacional. Enquanto a primeira avalia, direciona e
monitora internamente órgãos ou entidades; a segunda coordena
a gestão operacional em áreas específicas; e a terceira executa
processos produtivos finalísticos e de apoio.
 Ao conjunto das duas primeiras denominamos alta
administração.
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Princípios de Governança Positivados no Brasil (ex.)


 Planejamento e Controle (DL200/67, art. 6º)

 Transparência e publicidade (CF, art. 37 e LRF)

 Moralidade (CF, art. 37)

 Impessoalidade (CF, art. 37)

 Economicidade (CF, art. 70)

 Legalidade (CF, arts. 37 e 70)

 Legitimidade (CF, art. 70)

 Eficiência (CF, art. 37)

 Eficácia e efetividade (Lei 10180/2001, arts. 7º, III, 20, II)

 Responsabilidade corporativa (sustentabilidade) (LRF)


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Referenciais de Governança no Setor Público (TCU)

- Referencial Básico de Governança Aplicável a


Órgãos e Entidades da Administração Pública

- Cartilha 10 Passos para a Boa Governança

- Referencial para Avaliação de Governança em


Políticas Públicas

- Referencial para Avaliação da Governança do


Centro de Governo
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Referencial de Governança em Políticas Públicas


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Governança em Políticas Públicas - Coordenação

• Responsável pela obra

• Órgãos ambientais

• Órgãos de controle

• Múltiplos níveis de governo

• Poder legislativo (orçamento)


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Referencial Básico de Governança

Brasil. Tribunal de Contas da


União. Referencial básico de
governança: aplicável a órgãos
e entidades da Administração
Pública. Brasília: TCU,
Secretaria de Planejamento,
Governança e Gestão, 2014.
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Componentes do Mecanismo Liderança

 L1 - Pessoas e competências

 L2 - Princípios e comportamentos

 L3 - Liderança organizacional

 L4 - Sistema de governança

 Exemplo de prática: Prática L3.5 - Avaliar os resultados


das atividades de controle e dos trabalhos de auditoria e, se
necessário, determinar que sejam adotadas providências
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Componentes do Mecanismo Estratégia

 E1 - Relacionamento com partes interessadas

 E2 - Estratégia organizacional

 E3 - Alinhamento transorganizacional

 Exemplo de Prática: Prática E1.2 - Promover a participação


social, com envolvimento dos usuários, da sociedade e das
demais partes interessadas na governança da organização.
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Componentes do Mecanismo Controle


 C1 - Gestão de riscos e controle

 C2 - Auditoria interna

 C3 - Accountability e transparência

 Exemplo de prática: Prática C1.1 - Estabelecer


sistema de gestão de riscos e controle interno.
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O Novo Decreto 9.203, de 22/11/2017

 Estabelece a política de governança da


administração pública federal direta, autárquica e
fundacional;

 Define princípios, diretrizes e mecanismos;

 Atribui à alta administração dos órgãos e das


entidades a competência de implementar e manter
mecanismos, instâncias e práticas de governança;
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O Novo Decreto 9.203, de 22/11/2017


 Compete aos órgãos e às entidades integrantes da
administração pública federal direta, autárquica e
fundacional executar a política de governança pública,
de maneira a incorporar os princípios e as diretrizes
definidos neste Decreto e as recomendações oriundas
de manuais, guias e resoluções do CIG (inc. I do art.
13);

 Os órgãos e as entidades da administração pública


federal direta, autárquica e fundacional deverão, no
prazo de cento e oitenta dias, contado da data de
entrada em vigor deste Decreto, instituir comitê interno
de governança ou atribuir as competências
correspondentes a colegiado já existente (art. 19).
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3. Controles Internos
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CONTROLES INTERNOS – TERMINOLOGIA

Confusão terminológica
Essa confusão
• Controle Interno terminológica leva à
dúvidas quanto às
• Controles internos responsabilidades e
• Sistema de controle interno papéis de gestores e
unidades de controle
• Estrutura de controle interno interno, como se verá
mais adiante.
• Auditoria interna
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Controles Internos – terminologia

Origem do conceito
 O conceito de “sistema de controle interno” foi
introduzido com a publicação do primeiro livro de
auditoria interna e com a fundação do Institute of
Internal Auditors (IIA), em 1941, marco inicial da
prática profissional contemporânea de auditoria
interna.
 Contudo, a interpretação do conceito - introduzido em
nossa legislação a partir da Lei 4.320/64 - tem sido
feita muitas vezes de maneira equivocada.
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Definições de Controles Internos

Controle Interno Administrativo - CGU IN-SFC


01/2001
 Conjunto de atividades, planos, métodos e
procedimentos interligados, utilizado com vistas a
assegurar que os objetivos dos órgãos e entidades
da administração pública sejam alcançados, de
forma confiável e concreta, evidenciando eventuais
desvios ao longo da gestão, até a consecução dos
objetivos fixados pelo Poder Público.
Departamento do Tesouro Nacional IN-DTN 16/91,
incorporada no Manual do Sistema de Controle Interno
IN SFC 01/2001, Cap. VII, Seção VIII
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Definições de Controles Internos

Controles Internos – IN TCU 63/2010, Art. 1º,


inciso X
 Conjunto de atividades, planos, métodos,
indicadores e procedimentos interligados,
utilizado com vistas a assegurar a
conformidade dos atos de gestão e a
concorrer para que os objetivos e metas
estabelecidos para as unidades
jurisdicionadas sejam alcançados.
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Definições de Controles Internos


Resolvendo a confusão terminológica
 Nos slides anteriores, vimos que a expressão é
utilizada para se referir ao conjunto de políticas,
procedimentos e atividades que uma organização
adota para gerenciar seus objetivos e riscos
associados.
 Porém, no setor público, a expressão é também
utilizada para designar os órgãos e as unidades
responsáveis por avaliar aquele conjunto de
políticas, procedimentos e atividades.
 Administração direta: Controle Interno
 Administração indireta: Auditoria Interna
 Secretaria, coordenação, unidade etc.
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Órgãos de Controle Interno

IN-TCU 63/2010:

 Art. 1º, XI: Unidades administrativas,


integrantes dos sistemas de controle interno
da administração pública federal, incumbidas,
entre outras funções, da verificação da
consistência e qualidade dos controles
internos, bem como do apoio às atividades de
controle externo exercidas pelo Tribunal.
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Controles Internos
Resolvendo a confusão terminológica
 É necessário fazer distinção entre controle interno
administrativo e o controle interno avaliativo
 Não se deve confundir o controle interno
administrativo com o órgão ou unidade de controle
interno ou de auditoria interna, previsto na CF/88, Art.
74, cuja finalidade é avaliativa, conforme previsto nos
incisos desse artigo, incluindo avaliar a consistência,
qualidade e suficiência dos controles internos
implantados pelos gestores (IN-TCU 63/2010, Art. 1º, XI e DN-TCU
124/2012) para assegurar o alcance dos próprios objetivos
contidos no texto dos mencionados incisos.
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Auditoria Interna e Controle Interno significam a


mesma coisa?
 Não!
 A função de auditoria interna exercida pelo órgão ou
unidade de controle interno tem papel fiscalizatório e
avaliativo (assurance1) - estabelecido pela própria
CF/88 (Arts. 70 e 74), no âmbito da accountability
pública.

 O controle interno administrativo (ou controles internos)


é assim chamado porque é interno aos processos da
organização, sendo implantado e executado pelos
gestores desses processos, para assegurar .
1Assurance = asseguração para o principal e outras partes interessadas.
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Quem é responsável por controles internos?

 Controle interno administrativo


 Tem por finalidade mitigar riscos para assegurar que os
objetivos da organização (do principal) sejam alcançados. É,
portanto, uma responsabilidade dos próprios gestores. A alta
administração é, em última instância, responsável pela adequação
da implantação e do funcionamento do sistema de controle interno.
 Controle interno fiscalizatório e avaliativo (OCI, UCI, AI)
(CF/88, Arts. 70 e 74, I, II e IV)
 É parte do sistema de controle interno da organização que tem a
responsabilidade de avaliar a consistência, qualidade e suficiência
dos outros controles internos implantados pelos gestores, além de
fiscalizar o cumprimento das obrigações de accountability. É
também responsabilidade da alta administração instituí-lo e
assegurar seu adequado funcionamento.
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Quem é responsável por controles internos, segundo a Intosai?

 A entidade auditada, e não o auditor, é


responsável pelo desenvolvimento de sistemas
adequados de controle interno para proteger
seus recursos.
 Também constitui sua obrigação garantir a
existência e o funcionamento desses controles,
de forma a assegurar o cumprimento das leis e
regulamentos aplicáveis, bem como a probidade
e adequação das decisões tomadas.
 Contudo, isso não exime o auditor de
apresentar propostas e recomendações ao
auditado, quando se verifiquem controles
inadequados ou inexistentes.
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As modernas definições de Controles Internos da


Gestão

 COSO
 Internal Control: Integrated Framework
 INTOSAI
 Diretrizes para normas de Controle Interno
do Setor Público
 TCU
 Normas de Auditoria do Tribunal de Contas
da União
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Controles Internos

Segundo o COSO I
 Processo realizado pela diretoria, por todos os níveis
de gerência e por outras pessoas da entidade,
projetado para fornecer segurança razoável quanto a
consecução de objetivos nas seguintes categorias:
 eficácia e eficiência das operações
 confiabilidade de relatórios financeiros
 cumprimento de leis e regulamentos aplicáveis
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Controles Internos

Segundo a INTOSAI
 Processo integrado efetuado pela direção e corpo de
funcionários, estruturado para enfrentar os riscos e fornecer
razoável segurança de que na consecução da missão da
entidade os seguintes objetivos gerais serão alcançados:
 execução ordenada, ética, econômica, eficiente e
eficaz das operações
 cumprimento das obrigações de accountability
 cumprimento das leis e regulamentos
 Salvaguarda dos recursos públicos para evitar perdas,
mau uso e dano.
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Controles Internos

Segundo o TCU
 Processo efetuado pela administração e por todo o corpo
funcional, integrado ao processo de gestão em todas as
áreas e todos os níveis de órgãos e entidades públicos,
estruturado para enfrentar riscos e fornecer razoável
segurança de que, na consecução da missão, dos objetivos
e das metas institucionais, os princípios constitucionais da
administração pública serão obedecidos e os seguintes
objetivos gerais de controle serão atendidos:
 eficiência, eficácia e efetividade operacional, mediante
execução ordenada, ética e econômica das operações
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Controles Internos

Segundo o TCU
 integridade e confiabilidade da informação produzida e
sua disponibilidade para a tomada de decisões e para o
cumprimento de obrigações de accountability

 conformidade com leis e regulamentos aplicáveis,


incluindo normas, políticas, programas, planos e
procedimentos de governo e da própria instituição

 adequada salvaguarda e proteção de bens, ativos e


recursos públicos contra desperdício, perda, mau uso,
dano, utilização não autorizada ou apropriação indevida
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Controles Internos – síntese das definições

 PROCESSO efetuado por PESSOAS (administração,


diretores, gerentes e outros funcionários) de uma
organização, desenhado com a finalidade de
proporcionar uma RAZOÁVEL SEGURANÇA de que
seus OBJETIVOS serão atingidos

 integrado ao processo de gestão, como parte dele, e


não “sobre ele” (daí chamar-se controle interno).
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Controles Internos - PROCESSO


 Controle Interno é um processo que perpassa toda a
organização, em todas a áreas e todos os níveis
 é um meio, e não um fim em si mesmo
 estruturado “dentro” e não “sobre” as atividades ou
os processos da organização
 integra os processos ou as atividades
organizacionais para assegurar que seus objetivos
sejam alcançados
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Controles Internos - PESSOAS

 Controle Interno é um processo executado por


humanos
 não inclui meramente políticas, manuais e
formulários, mas pessoas em todos os níveis da
organização
 assim, riscos (de erros ou falhas, de desfalques ou
fraudes) devem ser mitigados sob a perspectiva da
natureza humana
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Controles Internos - OBJETIVOS


 Controle interno tem a função auxiliar a consecução de
objetivos
 a existência de objetivos e metas claramente
estabelecidos e comunicados é pré-condição para que
controles internos sejam concebidos e implantados
 objetivos devem ser estabelecidos juntamente com
padrões (qualidade, custo etc.) para o seu alcance e
indicadores para o monitoramento da sua realização.
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Controles Internos– RAZOÁVEL SEGURANÇA

 Em razão de LIMITAÇÕES inerentes aos sistemas de


controle interno, pode-se esperar que estes forneçam
apenas razoável segurança, nunca uma garantia
absoluta.
 Controle Interno auxilia mas não garante que objetivos
serão atingidos.
 Como processo exercido por pessoas, não é infalível.
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Controles Internos - LIMITAÇÕES

custo x
benefício

burla de
gestores
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Custo / Benefício
 Dadas as limitações de recursos em qualquer
organização, controles devem ser adotados
considerando-se os custos envolvidos, que não devem
ser superiores às perdas decorrentes da consumação
do risco que se pretende com ele controlar.
 Procedimentos ou atividades de controle devem ser
seletivos, eliminando-se aqueles em que o risco é
avaliado como baixo.
 Em certas circunstâncias, mesmo sendo o risco
elevado, o custo do controlá-lo é inviável.
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Erros de julgamento

 Decisões precisam ser tomadas sob


pressões de tempo e outras decorrentes da
condução dos negócios, com base em
informações disponíveis;
 sob tais condições, decisões baseadas em
julgamento humano, podem não refletir os
benefícios esperados.
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Falhas e colapsos

 Mesmo controles bem desenhados estão sujeitos a


falhas e colapsos:
 Pessoas podem não entender instruções ou
interpretá-las de forma equivocada.
 Podem, ainda, cometer erros por fadiga, distração ou
falta de cuidado (erros de execução)
 Processos de controle podem conter erros no
desenho, que permitem as falhas se perpetuarem
(erros de procedimento)
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Burla de Gestores

 Ações intencionais de gestores, ao contornar procedimentos


de controle estabelecidos para obter benefícios para si ou
para outrem, para evitar sanções, para maquiar resultados
dentre outras motivações, constituem uma séria limitação à
eficácia do controle interno:
 maquiagem de informações para simular o alcance de
objetivos e metas
 omissão de perdas para obter maior participação em
resultados
 realização de atos temerários ou à revelia de posições
técnicas
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Conluio

 Da mesma maneira que as pessoas são responsáveis


pelos controles, elas podem valer-se de seu
conhecimento e da função para burlá-los em troca de
vantagens para si ou para outrem:
 omissão de cotações mais vantajosas para favorecer
determinados fornecedores
 atestação de despesas não executadas ou
superfaturadas
 elaboração de pareceres insubsistentes para
aprovação de aplicação de recursos
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Eventos externos

 Eventos externos estão além do controle da gestão das


organizações.
 As empresas situadas nas Torres Gêmeas jamais
poderiam prever e controlar os fatos ocorridos em 11 de
setembro.
 Contudo, as ameaças do ambiente externo devem ser
consideradas para a realização de planos de
contingência e de continuidade de negócios,
especialmente no que tange a atividades críticas e
serviços essenciais.
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Como surgiu o COSO

1985: criação da
Comissão Nacional • Identificar fatores que permitem a
sobre Relatórios produção de relatórios financeiros
Financeiros fraudulentos.
Fraudulentos,
também conhecida • Recomendar medidas para a redução
como Treadway de sua incidência.
Comission, para:
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O Renascimento dos Controles Internos

 1995: falência do Banco Barings em função de fragilidade no


sistema de controles internos (Basiléia I 1998: 13 princípios de
supervisão, cultura/avaliação de controles internos, Basiléia II
2004: gestão e controle de riscos afetam cálculo de capital)
 2001: quebra da Enron, a maior falência da história econômica
americana (motivou a SOX)
 2002: falha nos controles internos permitem fraudes contábeis que
levam outra gigante americana, a Worldcom, à concordata.
 2002: O Congresso americano publica a Sarbanes-Oxley Act. No
Brasil, o Bacen divulga a Res. 3.056. Ambas dispondo sobre
auditoria e controles internos.
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O Desastre
1
 “I did not know what he [Andrew Fastow ] was doing.
He didn’t share with me what he was doing.”
 Kenneth Lay, ex-presidente e fundador da Enron, em 08/07/2004, diante do Tribunal.

 Uma das mais admiradas empresas dos EUA


 Premiada e reconhecida pela inovação e tecnologia
 Faturamento de mais US$ 100 bilhões
 21.000 empregados em 40 países
 Perdas bilionárias aos investidores e à sociedade em geral

1
Diretor Financeiro
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A resposta regulatória: SOX

 Reação do governo americano aos escândalos de fraudes


contábeis em grandes empresas, como forma de proteger o
mercado e os investidores.
 Mais importante mudança do mercado de capitais americano
desde a década de 30.
 Novas normas e aprimoramentos quanto à responsabilidade
societária (melhor governança corporativa), além de
penalidades para eventuais delitos (até 20 anos por certificação
incorreta ou não verdadeira – CEO e CFO).
 Melhores práticas de controles internos e rigor na sua
aplicação, por meio da criação do PCAOB1
1 Public Accounting Oversight Board = Conselho de Fiscalização das Normas Contábeis Públicas
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Relatório da Treadway Comission

Enfatizou ambiente de controle, códigos de


conduta e comitês de auditoria competentes e
compromissados

Conclamou as organizações patrocinadoras a


integrar os diversos conceitos de controle interno
e a desenvolver um referencial comum

O resultado foi a constituição de uma ONG


patrocinada por cinco instituições profissionais, o
COSO - Committe Of Sponsoring Organizations
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Organizações Patrocinadoras

AICPA – American Institute of Certified Public Accountants

AAA – American Accounting Association

FEI – Financial Executives International

IIA – The Institute of Internal Auditors

IMA – Institute of Management Accountants


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Internal Control Integrated Framework
(COSO I) - 1992

 Uniformizou as definições de
controle interno
 Definiu os componentes, objetivos
e objetos
 Papel e responsabilidade da
administração
 Padrões para implementação e
validação
 Critérios para avaliação
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COSO I – Objetivos básicos


 Estabelecer um definição de controle interno que ofereça um referencial
conceitual comum a todas as diferentes partes que participem de
discussões, implementação ou outras questões ligadas ao controle
interno.

 Prover um modelo básico para que as organizações possam implementar


e avaliar seus sistemas controle interno, independentemente de seu
tamanho e natureza.
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COSO I – Categorias de Objetivos


 A Estrutura apresenta três categorias de objetivos, o que
permite às organizações se concentrarem em diferentes
aspectos do controle interno:
 Operacional – Esses objetivos relacionam-se à eficácia e à
eficiência das operações da entidade, inclusive as metas de
desempenho financeiro e operacional e a salvaguarda de
perdas de ativos.
 Divulgação – Esses objetivos relacionam-se a divulgações
financeiras e não financeiras, internas e externas, podendo
abranger os requisitos de confiabilidade, oportunidade,
transparência ou outros termos estabelecidos pelas
autoridades normativas, órgãos normatizadores
reconhecidos, ou às políticas da entidade.
 Conformidade – Esses objetivos relacionam-se ao
cumprimento de leis e regulamentações às quais a entidade
está sujeita.
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COSO I – Componentes (vide sumário executivo)


 Ambiente de controle

 Avaliação de riscos

 Atividades de controle

 Informação e comunicação

 Atividades de monitoramento
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Enterprise Risk Management Integrated Framework


(COSO II) - 2004

Gestão de
Riscos
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COSO I x COSO II
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Objetivamente: como se faz controles internos e


por que se faz?
 Por meio de atividades e procedimentos de
controle, tais como verificações, aprovações,
registros, arquivos, conciliações, cruzamentos de
informações, segregação de funções e outras
atividades adotadas ao longo de um processo ou
após este, visando a diminuir os riscos inerentes a
esse processo, de modo a assegurar que objetivos
e metas estabelecidos serão atingidos, em
conformidade com requisitos aplicáveis.
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Princípios de Controles Internos

 DE ORGANIZAÇÃO

 SISTEMAS DE AUTORIZAÇÃO E PROCEDIMENTOS DE


REGISTRO
 PESSOAL
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Princípios de Organização

 Definição de responsabilidade e autoridade


 Procedimentos claramente
determinados
 Organograma

 Manuais de Procedimentos
 Custo x Benefício
 Limitações inerentes ao controle interno
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Princípios relativos aos sistemas de autorização e


procedimentos de registro

 Segregação de funções

 Acesso ao Ativo

 Estabelecimento de comprovação e provas


independentes
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Princípios relativos a pessoal

 Seleção e treinamento

 Rodízio de funções

 Férias regulares
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Influência do sistema de controle interno no


trabalho do auditor

 Amplitude e natureza do trabalho

 Escolha dos procedimentos e técnicas

 Definição da extensão dos exames


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Resultado da Avaliação dos Controles Internos

 Determinar sua qualidade, adequação e


desempenho
 Forma como é utilizado pela Administração
 Custo x Benefício
 Base para determinar a natureza e a
extensão dos exames de auditoria
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4. Gestão de Risco
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Conceitos de Risco

ISO 31000 IIA TCU e CNJ


• Efeito da • A possibilidade • Possibilidade de
incerteza nos de ocorrer um algo acontecer e
objetivos. evento que ter impacto nos
• Um efeito é um venha a ter objetivos, sendo
desvio em impacto no medido em termos
relação ao cumprimento dos de consequências
esperado - objetivos. O risco e probabilidades.
positivo e/ou é medido em • TCU IN 63/2010, Art.
negativo. termos de 1º, inciso V.
(ISO 2.1 e N1). impacto e de • CNJ Resolução
probabilidade. 171/2013, Art. 50,
Inciso IV.
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Risco – é o que pode acontecer

Eventos negativos

• Impedem ou dificultam o alcance de objetivos.


Denominados simplesmente RISCOS.

Eventos positivos

• Favorecem o alcance ou a superação de objetivos.


Denominados OPORTUNIDADES.
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Objetivos, riscos e controles

Riscos Objetivos
• Quaisquer eventos em • O que se
potencial que possam estabelece
impactar o alcance de para ser
objetivos. alcançado.

Controles
• Políticas, procedimentos,
estruturas, processos e outros
mecanismos para assegurar o
cumprimento de objetivos.
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Objetivos, Riscos e Controles
 Para implantar controles, primeiro é necessário que
objetivos estejam definidos – planejamento estratégico e
seus desdobramentos.
 Como todos os objetivos envolvem, de certa maneira, uma
parcela considerável de riscos, existe a necessidade de
gerenciá-los:
• identificando-os, avaliando-os e decidindo se devem ser
modificados por algum controle (tratamento ou respostas a riscos).

Definir Identificar Avaliar Tratar


objetivos riscos riscos riscos

nAtividades de
controle e outras
respostas
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Gênese da gestão de riscos
Objetivos => Riscos => Controles
 O papel do controle é assegurar de que ‘algo’ se cumpra de
acordo com o que foi planejado ou com determinada
expectativa.

 Esse ‘algo’ é um objetivo, sendo o risco a incerteza quanto


a se e quando ele será atingido.

 Controle é o que se faz para reduzir riscos, logo só tem


significado e relevância quando concebido para assegurar o
alcance de objetivos e só faz sentido se houver riscos
associados a seu cumprimento.

 O gerenciamento de riscos vem se transformando em um


processo estratégico e de importância crítica para as
organizações públicas, sendo o controle interno o principal
mecanismo para efetivá-lo.
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Conceitos de Risco em Auditoria


 IFAC - ISA 400:
 Risco Inerente – possibilidade de ocorrência de
uma informação incorreta ou de uma
irregularidade (erro ou fraude);
 Risco de Controle – não detecção ou não
prevenção da informação incorreta ou da
irregularidade pelos controles internos; e
 Risco de Detecção – não detecção da
informação incorreta ou da irregularidade pelo
auditor.
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Conceito de Risco de Auditoria

 Exemplo: convênio executado pela prefeitura X:

 RiscoInerente – probabilidade da
ocorrência de comprovação de despesa
mediante nota fiscal fria;
 Riscode Controle – probabilidade da
aceitação da nota fria pelo concedente; e
 Riscode Detecção – Probabilidade de a
auditoria não detectar que a nota é fria.
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Conceitos de Risco em Auditoria

 Risco inerente: é o risco do negócio, do


processo ou da atividade, independente dos
controles adotados
 Risco residual: o que remanesce do risco
inerente após a mitigação por controles
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Risco

RESIDUAL
INERENTE
• Risco remanescente após o
• Risco do negócio, do tratamento do risco, também
processo, da atividade chamado “risco retido” (ISO
etc., antes de qualquer 31000: 2009, 2.25 e ISO
GUIA 73, 3.8.1.6).
tratamento ou controle.

Apetite a
Risco
Risco nControle (ISO 2.26)
inerente
Risco
Residual
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Exposição ao risco

Risco – Controle = Exposição

 Apetite ao Risco: o quanto de exposição a


entidade conscientemente está disposta a
assumir (tolerância ao risco) em suas
atividades e processos de negócio
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Avaliação de Riscos
Probabilidade x Impacto = Grau de Risco
A avaliação de um evento
está relacionada...

Evento 1

Evento 3
... à freqüência de
sua ocorrência...
Evento 2

... e ao impacto no
resultado.

Alto
Baixo
Médio

Resultado
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Avaliação de Riscos
COSO I: Avaliação de Riscos

 Os eventos de riscos identificados devem ser


avaliados sob a perspectiva de probabilidade (ou
freqüência) de se materializarem e, se isto
ocorrer, da magnitude do impacto sobre a
consecução dos objetivos
 o resultado dessas duas variáveis fornece o grau
de risco do evento
 a avaliação de riscos é feita por meio de análises
qualitativas e quantitativas, ou da combinação de
ambas (métricas de risco)
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Escala de Probabilidade
Exemplo de definição

A. Frequente
 Mais “n” vezes no período
B. Provável
 Menos “n” vezes no período
C. Ocasional
 Poderá acontecer ao menos uma vez no período
D. Remota
 Poderá acontecer ao menos uma vez no período
E. Improvável
 Probabilidade é tão baixa que acredita-se que nunca acontecerá.
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Escala de Consequências
Exemplo de definição

I. Catastrófico
 Insubsistências de meios, instalações ou equipamentos

II. Crítico
 Danos graves
As consequências devem ser
III. Moderado avaliadas em uma unidade de
medida similar àquela
 Danos leves utilizada para mensurar os
objetivos aos quais o risco
está associado
IV. Desprezível
 Danos insignificantes
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Métricas de Risco
(Escala de Probabilidades e Consequências)
Grau de Risco Grau de Risco
Probabilidade Impacto Grau de Risco
(Arrojado) (Conservador)
A A A A+ A+
A M A A - A
A B M B+ A -
M A A A - A
M M M M+ M+
M B B M - M -
B A M B+ M
B M B M+ M -
B B B B - B
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Mapa de Riscos

Risco Inaceitável Risco Aceitável

Extremamente elevado
Elevado Probabilidade
Médio
Baixo A B C D E

I 1 1 2 3 4
Consequência

II 1 4 5 5 5

III 2 3 4 4 5

IV 3 4 5 5 5
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Resposta ao Risco
COSO I: Avaliação de Riscos

 É o processo de desenvolver e determinar ações


para reduzir as ameaças aos objetivos da
organização e aumentar a produtividade
 Aceitar:
assumindo: nenhuma ação, só monitoramento.
transferindo/compartilhando: contratação de
seguros, operações de hedging, terceirização de
atividades ...
reduzindo/mitigando: ações são tomadas para
minimizar a probabilidade e/ou o impacto do risco
mediante atividades de controle.
 Evitar: abandonar linha de produtos ...
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Resposta ao Risco
COSO I: Avaliação de Riscos

 É o processo de desenvolver e determinar ações


para reduzir as ameaças aos objetivos da
organização e aumentar a produtividade
 Aceitar:
assumindo: nenhuma ação, só monitoramento.
transferindo/compartilhando: contratação de
seguros, operações de hedging, terceirização de
atividades ...
reduzindo/mitigando: ações são tomadas para
minimizar a probabilidade e/ou o impacto do risco
mediante atividades de controle.
 Evitar: abandonar linha de produtos ...
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Avaliação de Riscos
Definindo respostas ao risco
. Seguros ...
. Procedimentos
de controle Alto Impacto / Alto Impacto /
Baixa Probabilidade Alta Probabilidade
Transferir Evitar
Transferir
. Abandonar ...
Mitigar Mitigar
. Seguros ...
. Planos de
Contingência
. Atividades de
Baixo Impacto / Baixo Impacto / controle

Baixa Probabilidade Alta Probabilidade


Assumir Mitigar

. Monitorar . Atividades
de controle
probabilidade
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Tipos de Avaliação dos Riscos


 Quantitativa
 em termos percentuais;

 baseada em ferramentas desenvolvidas


por empresas de auditoria e utilizando
informações de grandes bancos de dados
 Qualitativa
 baixo, moderado, alto ou máximo

 baseado em julgamento profissional


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Matriz de Vulnerabilidade
Risco Inerente Avaliação dos Controles Vulnerabilidade
Fraco Alta
Alto Adequados Moderada a alta
Fortes Baixa a moderada
Fracos Moderada a alta
Moderado Adequados Moderada
Fortes Baixa
Fracos Baixa a moderada
Baixo Adequados Baixa
Fortes Muito baixa
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Matriz de Riscos e Controles
 Papel de trabalho no qual o auditor acrescentará ao
conhecimento do processo levantado, a identificação as
análises relativas:
 aos objetivos de cada etapa ou atividade do processo e
aos riscos inerentes para alcançá-los.
 resposta a esses riscos: identificação dos
procedimentos controles adotados
 avaliação do grau de risco juntamente com os gestores
e agentes do processo
 áreas/agentes responsáveis pela execução pelos
controles de cada etapa ou atividade do processo
 análise preliminar dos riscos para definição dos testes
de controle e respectiva amostra
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Matriz de Riscos e Controles


Área Etapa do processo Descrição das Objetivos da Eventos de Risco Avaliação do Controles Testes de
atividades da etapa ou, se em relação aos Risco (AA, AB, adotados para Controle
etapa relevante, de objetivos BA, BB) mitigar os riscos
cada atividade (respostas)

=
Atentar para As respostas dependerão
riscos nas quatro Probabilidade dos níveis de risco e dos
categorias de x custos associados ao
objetivos consequência. controle...
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Matriz de Riscos e Controles


MATRIZ DE RISCOS E CONTROLES

ENTIDADE: declarar nome da unidade auditada


PROCESSO: nome da operação, negócio ou trabalho que se realiza por meio de uma sucessão de etapas ou estágios e que será objeto da avaliação.
OBJETIVO DO PROCESSO: descrever qualitativa e quantitativamente o produto que o processo objetiva realizar ou obter.

RISCO
ATIVIDADES DE CONTROLE
ÁREA ou ETAPA / ATIVIDADE OBJETIVO DA EVENTOS DE INERENTE TESTES DE
AGENTE (seqüência e descrição) ETAPA/ATIVIDADE RISCO CONTROLE
P I G DESCRIÇÃO RESPONSÁVEL

1 Probabilidade
2 Impacto
3 Grau de Risco (PxI)

Feito por: Revisado por:


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Riscos que afetam o Setor Público

• Mudanças no cenário econômico


• Redução da arrecadação
• Desvios de Recursos
• Deficiências na inovação e introdução de novas
tecnologias
• Inconsistência de programas e projetos
• Não resolvem os problemas
• Resultados não esperados
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Riscos que afetam o Setor Público

• Falhas na regulação de serviços ou atividades


• Danos ambientais
• Danos econômicos
• Na execução de projetos
• Demora
• Custos excedidos
• Nos serviços prestados
• Falta de capacidade para
atender a demanda
• Qualidade insuficiente
Fonte: (NAO, 2000)
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Responsáveis pela Gestão de Riscos

• Principal executivo (Presidente, Diretor-Geral)


• Executivo específico para Risco (Dep. Risco)
• Executivo de finanças
• Executivo da área de planejamento e gestão
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Principais dificuldades na Gestão de Riscos

• Equipes mau informadas sobre o processo


• Falta de orçamento
• Falta de incentivo para usar GR nas decisões
• Falta de clareza na definição de riscos
• Desalinhamento entre GR e objetivos
• Não focar em riscos críticos
• Cultura de risco pobre
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Alguns Fatores Críticos

• Patrocínio e apoio da alta administração do


órgão.
• Capacitação das pessoas.
• Disponibilização de recursos e
infraestrutura.
• Disseminação da cultura na organização.
• Equipe para coordenar o processo.
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As Três Linhas de Defesa no Gerenciamento Eficaz de
Riscos e Controles
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5. Introdução à Auditoria
Curso Auditoria e Governança do Setor Público

Conceito de Auditoria

 “É um processo sistemático de obter e avaliar evidências


concernentes a afirmações sobre eventos ou ações no campo
econômico, de maneira a assegurar o grau de correspondência
entre essas afirmativas e critérios estabelecidos e comunicar os
resultados aos interessados”
American Accounting Association
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Conceito de Auditoria

 Aplicação de um conjunto de metodologias, procedimentos e


técnicas, métodos de revisão e avaliação, aferição e análise com
a finalidade de obtenção de informação e conhecimento acerca
da regularidade ou dos resultados das finanças, atividades,
projetos, programas, políticas e órgãos governamentais
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Origem da auditoria
 A origem da auditoria tem sido muito discutida pelos
especialistas, mas não há consenso sobre onde e quando
exatamente ela surgiu.
 A auditoria, como função, pode ser muito antiga. Na
Suméria, há registros de uma forma primitiva, mas
eficiente de ‘auditoria’ que já ocorria 2.600 anos a.C.
 Imperadores romanos nomeavam altos funcionários para
supervisionar todas as operações financeiras de seus
administradores provinciais e lhes prestar contas
verbalmente, surgindo daí a palavra auditoria, que tem
origem no latim, “audire”, e que significa ouvir.
 A auditoria começa em época tão remota quanto a
contabilidade, surgiu como conseqüência da
necessidade de confirmação de registros contábeis, em
função do aparecimento das grandes empresas e da
taxação do imposto de renda baseada nos resultados
apurados em balanços.
Curso Auditoria e Governança do Setor Público

Marcos evolutivos recentes


 1992 e 2004 Modelos COSO I e II
 2002 Lei Sarbanes-Oxley (SOX)
 2004 Mudança do conceito de Auditoria Interna
pelo IIA
 Reformulação das práticas contábeis
internacionais IASB/CFC
 2009 Revisão das normas de auditoria IFAC/CFC
 Recomendações da Intosai para adoção de
padrões e estruturas de controle interno calcados
no gerenciamento de riscos e em modelos de
governança corporativa
 2013 Revisão das normas da Intosai (ISSAIs)
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O novo Paradigma da Auditoria Interna


A atual definição de auditoria interna alinha o trabalho dos auditores aos
fatores críticos de sucesso das organizações e aos seus processos
essenciais.
A mudança do conceito de auditoria deve ser acompanhada da mudança
do perfil do auditor

Auditores Conhecem os
convertem-se em objetivos da
Isso requer a profissionais organização, os
evolução técnica negócios e os
Todo o processo qualificados,
dos auditores, processos
de auditoria conhecedores do
deixando de implementados
interna se baseia negócio, com
inspecionar e para alcançar
na gestão de uma maior
rever atuações e tais objetivos, e
risco. compromisso
decisões alinham suas
históricas. com o futuro da atividades com o
organização. planejamento
estratégico
Curso Auditoria e Governança do Setor Público

Auditoria Governamental

“A auditoria governamental consiste no exame objetivo, isento da emissão de juízos


pessoais imotivados, sistêmico e independente, das operações orçamentárias,
financeiras, administrativas e de qualquer outra natureza, objetivando verificar os
resultados dos respectivos programas, sob os critérios de legalidade, legitimidade,
economicidade e razoabilidade, tendo em vista sua eficiência e eficácia.”
(Art. 8º da Lei Complementar Estadual nº 005, de

04/12/91 – LOTCE/BA)
Curso Auditoria e Governança do Setor Público

Auditoria do Setor Público (ISSAI 100)


 O ambiente da auditoria do setor público é aquele
no qual governos e outras entidades do setor
público exercem responsabilidade pelo uso de
recursos provenientes de impostos e outras
fontes, para a prestação de serviços aos cidadãos
e outros beneficiários (17).
 Essas entidades são responsabilizáveis por sua
administração e desempenho e pelo uso dos
recursos, tanto diante daqueles que provêem os
recursos quanto diante daqueles, incluindo
cidadãos, que dependem dos serviços prestados
por meio da utilização daqueles recursos (17).
Curso Auditoria e Governança do Setor Público

Auditoria do Setor Público (ISSAI 100)


 A auditoria do setor público ajuda a criar
condições apropriadas e fortalece a expectativa
de que as entidades do setor público e os agentes
públicos desempenharão suas atribuições de
modo efetivo, eficiente, ético e de acordo com as
leis e regulamentos aplicáveis (17).
 As EFS servem a esse objetivo como importantes
pilares dos sistemas democráticos e mecanismos
de governança nacionais, e têm um importante
papel no aperfeiçoamento da administração do
setor público ao enfatizar os princípios da
transparência, responsabilização, governança e
desempenho (19).
Curso Auditoria e Governança do Setor Público

Objetos da auditoria governamental


 Sistemas administrativo e operacional de controle interno utilizados na
gestão orçamentária, financeira e patrimonial
 Execução dos planos, programas, projetos e atividades conduzidos pela
administração pública
 Aplicação dos recursos transferidos a entidades públicas e privadas
 Compras de bens e contratos celebrados pela administração pública
para prestação de serviços
 Licitações, dispensas e inexigibilidades
 Patrimônio sob responsabilidade dos órgãos e entidades
 Atos administrativos que gerem direitos e obrigações para o poder
público
 Previsão, lançamento, arrecadação e recolhimento das receitas públicas
 Sistemas eletrônicos de processamento de dados
Curso Auditoria e Governança do Setor Público

Abrangência da Auditoria Governamental


 Pessoas físicas
 Tomadas e prestações de contas
 Auditorias
 Demais processos de controle (denúncias, representações,
etc)

 Órgãos (administração direta) e entidades


(administração indireta)
 Recursos oriundos das leis orçamentárias anuais
 Receitas próprias e fundos especiais dos órgãos e
entidades
Curso Auditoria e Governança do Setor Público

Diagnóstico da Auditoria Governamental no Brasil


 Falta de uniformidade na aplicação da prática da
metodologia moderna em auditoria
 Deficiências de controle interno na Administração
Pública
 Deficiências no processo de treinamento de
auditores
 Falta de normatização da atividade auditorial
 Independência administrativa e financeira
diferenciada entre os órgãos responsáveis
 Pouca transparência da atuação - mídia
Curso Auditoria e Governança do Setor Público

Classificações da Auditoria
Curso Auditoria e Governança do Setor Público

Possíveis Classificações

 Natureza: Privada x Governamental

 Localização: Interna x Externa

 Enfoque: Legalidade x Resultados

 Objeto: de gestão, contábil, de obras, de


tecnologia da informação, de pessoal, da
qualidade etc
Curso Auditoria e Governança do Setor Público

NORMAS DE AUDITORIA INTOSAI (ISSAI 100)


 Tipos de auditoria do setor público (22/23)
 A auditoria financeira
 A auditoria de desempenho
 A auditoria de conformidade

 As EFS podem realizar auditorias combinadas,


que incorporam aspectos financeiros, de
desempenho e/ou de conformidade
Curso Auditoria e Governança do Setor Público

NORMAS DE AUDITORIA INTOSAI (ISSAI 100)


 Auditoria Financeira
 Tem seu foco em determinar se as informações
financeiras de uma entidade foram apresentadas
conforme o marco regulatório aplicável.
 Isso é alcançado obtendo-se evidências de
auditoria suficientes e apropriadas para possibilitar
que o auditor expresse uma opinião quanto a
estarem as informações financeiras livres de
distorções relevantes devido a fraude ou erro.
Curso Auditoria e Governança do Setor Público

Auditoria contábil-financeira
 Auditoria das demonstrações contábeis, dos registros e dos documentos que
os suportam

 Objetivo: avaliar se a contabilidade reflete a realidade, mediante:


 Verificação se os registros contábeis foram efetuados de acordo com os
princípios fundamentais da contabilidade
 Verificação se as demonstrações financeiras refletem, com exação, a situação
patrimonial e os resultados, bem assim outros fatos relevantes que devam ser
nelas demonstradas
Curso Auditoria e Governança do Setor Público

Auditoria de Desempenho (Operacional)

 Auditoria do desempenho dos órgãos, sistemas,


programas e atividades quanto à eficiência,
eficácia, efetividade e economicidade

 Objetivo: garantir que os recursos públicos


estão produzindo benefícios para a sociedade
Curso Auditoria e Governança do Setor Público

NORMAS DE AUDITORIA INTOSAI (ISSAI 100)


 Auditoria de Desempenho
 Tem como foco determinar se intervenções,
programas e instituições operam em conformidade
com os princípios da economicidade, eficiência e
efetividade, bem como se existe espaço para
aprimoramento.
 O desempenho é examinado segundo critérios
apropriados, e as causas de desvios desses
critérios ou outros problemas são analisados.
 O objetivo é responder a questões-chave de
auditoria e apresentar recomendações para
aprimoramento.
Curso Auditoria e Governança do Setor Público

NORMAS DE AUDITORIA INTOSAI (ISSAI 300)


 Definição de auditoria de desempenho (9)
 A auditoria de desempenho, como realizada pelas
EFSs, é o exame independente, objetivo e
confiável que analisa se os empreendimentos,
sistemas, operações, programas, atividades ou
organizações do governo estão funcionando de
acordo com os princípios da economicidade,
eficiência e efetividade e se há espaço para
aperfeiçoamento.
Curso Auditoria e Governança do Setor Público

NORMAS DE AUDITORIA INTOSAI (ISSAI 300)


 Economicidade, eficiência e efetividade (11)
 O princípio da economicidade significa minimizar
os custos dos recursos. Os recursos usados
devem estar disponíveis tempestivamente, em
quantidade suficiente, na qualidade apropriada e
com o melhor preço.
 O princípio da eficiência significa obter o máximo
com os recursos disponíveis. Diz respeito à relação
entre recursos usados e produtos entregues em
termos de quantidade, qualidade e tempestividade.
 O princípio da efetividade diz respeito a atingir os
objetivos estabelecidos e alcançar os resultados
pretendidos.
Curso Auditoria e Governança do Setor Público

NORMAS DE AUDITORIA INTOSAI (ISSAI 300)


 Objetivos da auditoria de desempenho (12)
 O principal objetivo da auditoria de desempenho é
promover, de forma construtiva, a governança
econômica, efetiva e eficiente. Contribui também para a
accountability e transparência.
 A auditoria de desempenho promove a accountability
ao ajudar os responsáveis pela governança e
supervisão na melhoria do desempenho. Isso é feito ao
analisar se as decisões tomadas pelo Legislativo ou
pelo Executivo são preparadas e implementadas de
forma eficiente e efetiva e se os contribuintes ou
cidadãos receberam retorno dos impostos pagos.
Curso Auditoria e Governança do Setor Público

NORMAS DE AUDITORIA INTOSAI (ISSAI 300)


 Objetivos da auditoria de desempenho (12)
 Não questiona as intenções e decisões do Legislativo,
mas examina se alguma falha nas leis e regulamentos
ou na sua forma de implementação impediram o
alcance dos objetivos.
 A auditoria de desempenho concentra-se em áreas nas
quais pode agregar valor para os cidadãos e que têm o
maior potencial para aperfeiçoamento. Proporciona
incentivos construtivos para que as partes
responsáveis desenvolvam as ações apropriadas.
Curso Auditoria e Governança do Setor Público

NORMAS DE AUDITORIA INTOSAI (ISSAI 100)


 Auditoria de Conformidade
 Tem como foco verificar se uma determinada matéria
está em conformidade com requisitos identificados
como critérios.
 A auditoria de conformidade é realizada avaliando-se
se atividades, transações financeiras e informações
estão, em todos os aspectos significativos, em
conformidade com os requisitos que regem a atuação
da entidade auditada.
 Esses requisitos podem ser regras, leis, regulamentos,
resoluções orçamentárias, políticas, códigos, acordos
ou princípios gerais que governam a boa gestão
financeira do setor público e a conduta de agentes
públicos.
Curso Auditoria e Governança do Setor Público

NORMAS DE AUDITORIA INTOSAI (ISSAI 400)


 O objetivo da auditoria de conformidade (12/13)
 A auditoria de conformidade é uma avaliação
independente de quanto um dado objeto está de
acordo com as autoridades aplicáveis que foram
identificadas como critérios. As auditorias de
conformidade são realizadas por meio da avaliação da
conformidade de atividades, transações financeiras e
informações – em todos os aspectos pertinentes – com
as autoridades que governam a entidade auditada.
 O objetivo da auditoria de conformidade do setor
público, portanto, é permitir que as EFS avaliem se as
atividades das entidades do setor público estão de
acordo com as autoridades que as governam. Isso
envolve relatar o grau de conformidade da entidade
auditada com os critérios estabelecidos.
Curso Auditoria e Governança do Setor Público

NORMAS DE AUDITORIA INTOSAI (ISSAI 400)


 O objetivo da auditoria de conformidade (14)
 A auditoria de conformidade pode também levar as
EFS com poderes jurisdicionais a proferir
julgamentos e aplicar sanções aos responsáveis
pela administração de recursos públicos.
 Algumas EFS são obrigadas a informar fatos
passíveis de processo criminal às autoridades
judiciais.
 Nesse contexto, o objetivo da auditoria de
conformidade pode ser estendido e o auditor deve
levar em consideração os requerimentos
específicos quando definir a estratégia e o
planejamento da auditoria, e ao longo de todo o
seu processo.
Curso Auditoria e Governança do Setor Público

NORMAS DE AUDITORIA INTOSAI (ISSAI 400)


 Auditoria de conformidade combinada com auditoria
de desempenho (26)
 Quando a auditoria de conformidade é parte da
auditoria de desempenho, a conformidade é vista como
um dos aspectos de economicidade, eficiência e
eficácia.
 A não conformidade pode ser a causa, ou uma
explicação, ou ainda uma conseqüência do estado das
atividades que estão sujeitas à auditoria de
desempenho.
 Nesse tipo de auditoria combinada, os auditores devem
usar seu julgamento profissional para decidir se o
desempenho ou a conformidade é o foco principal da
auditoria e se deve aplicar as Issai sobre auditoria de
desempenho, auditoria de conformidade ou ambas.
Curso Auditoria e Governança do Setor Público

Auditoria de legalidade

 Auditoria dos atos e contratos quanto ao exato


cumprimento da lei e à observância do interesse
público

 Objetivo: garantir que os atos e contratos


atendem aos princípios da legalidade e da
legitimidade
Curso Auditoria e Governança do Setor Público

Legalidade
 Baseia-se no que está positivado. Isto é, prevalece a
vontade normativa.
 Procura-se concluir se os atos de gestão foram ou estão
sendo realizados obedecendo ao ordenamento jurídico
pertinente.
 Interpreta-se de forma mais extensiva do que apenas o
confronto direto com disposições de leis. Inclui
disposições infralegais, como regulamentos e demais
atos normativos.
 Constituição, Leis, Medidas Provisórias, Decretos, Portarias,
Resoluções, Súmulas, Acórdãos, Jurisprudência, Doutrina,
Editais, Pareceres etc.
Curso Auditoria e Governança do Setor Público

Legitimidade
 Verifica se o ato de gestão atendeu aos princípios e
aos fins da norma jurídica, uma vez que, por
presunção, tem-se que os fins de qualquer norma
jurídica é o bem comum, o interesse público.
 A fiscalização quanto ao aspecto da legitimidade
deve verificar não apenas se a lei foi cumprida, mas
se foi bem cumprida.
 Nem sempre o que é legal é legítimo!

Há que se concluir se o espírito da lei


– o interesse público, o bem comum –
foi alcançado.
Curso Auditoria e Governança do Setor Público

Conformidade X Operacional

AUDITORIA DE CONFORMIDADE AUDITORIA OPERACIONAL

EFETIVIDADE
CONTÁBIL LEGITIMIDADE
EQÜIDADE
ECONOMICIDADE
DESVIOS DE
RECURSOS EFICÁCIA
LEGALIDADE
QUALIDADE
FRAUDE
DESPERDÍCIO
EFICIÊNCIA
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Quanto ao Objeto da Auditoria

 Auditoria de Gestão
 Auditoria de Tecnologia da Informação
 Auditoria de Obras
 Auditoria de Pessoal
 Auditoria Ambiental
 Auditoria da Qualidade
Curso Auditoria e Governança do Setor Público

Auditoria de Gestão

 Visa emitir opinião com vistas a certificar a regularidade das


contas
 Abrange a verificação:
 das peças que compõem as tomadas e prestações de contas
 da documentação comprobatória dos atos e fatos administrativos
 da existência física de bens e outros valores
 da eficácia e eficiência dos controles internos
 do cumprimento da legislação pertinente
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Auditoria de TI

 Auditoria da Atividade de TI

 Auditoria de Sistemas

 Auditoria via Sistemas


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Auditoria de Obras

 Auditor engenheiro ou opinião baseada em laudo técnico


 Atuação tempestiva
 Aspectos a verificar:
 Custo
 Qualidade
 Legalidade
 Necessidade
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Auditoria de Pessoal

 Profundo conhecimento da legislação


 Especialização por regime
 Objetos de auditoria:
 Folha de pagamento
 Diárias e outras vantagens
 Admissões
 Concessões de aposentadoria e pensão
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Auditoria Ambiental
 Risco de danos ao meio ambiente
 Cumprimento da legislação ambiental
 Identificação de causas de desastres
ambientais;
 Certificação
 Controle ambiental no setor público:
 Verificação de danos ao patrimônio público
ambiental
 Verificação do risco ambiental assumido pelos
órgãos públicos
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Auditoria da Qualidade
 Objeto: desempenho gerencial quanto ao alcance de resultados,
com identificação dos pontos fortes e fracos da organização
 Aspectos avaliados:
 liderança
 planejamento estratégico (missão, visão, valores, negócio)
 gestão do conhecimento
 gestão de pessoas
 gestão de processos
 resultados institucionais
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6. Normas de Auditoria e Conduta Ética do


Auditor
Curso Auditoria e Governança do Setor Público

Normas de Auditoria - Definição

As normas de auditoria representam os


requisitos básicos a serem observados
no desempenho do trabalho de auditoria
William Attie
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Referências Internacionais
 Federação Internacional de Contadores (International
Federation of Accountants - IFAC) – Normas
Internacionais de Auditoria (International Audit Standards
- ISA)
 Instituto Americano de Contadores Públicos (American
Institute of Certified Public Accountant – AICPA)
 Instituto dos Auditores Internos (Institute of Internal
Auditors – IIA)
 Organização Internacional das Entidades Fiscalizadoras
Superiores (INTOSAI)
 Government Accountability Office (GAO) dos Estados
Unidos – Normas de Auditoria Governamental
(Government Auditing Standards, ou Yellow Book -
Revisão 2003)
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Referências Nacionais
 Conselho Federal de Contabilidade (CFC)
 Resolução CFC nº 820/1997 - NBC T 11: Normas
de Auditoria Independente das Demonstrações
Contábeis
 Resolução CFC nº 821/1997 - NBC P 1: Normas
Profissionais de Auditor Independente
 Resolução CFC nº 986/2003 – NBC T 12: Da
Auditoria Interna
 Instituto do Auditores Internos do Brasil (Audibra)
 Tribunal de Contas da União (TCU)
 Conselho Nacional de Justiça (CNJ)
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NORMAS DE AUDITORIA DA INTOSAI

 Padrões e diretrizes profissionais são essenciais


à credibilidade, qualidade e profissionalismo da
auditoria do setor público. Os Padrões
Internacionais das Entidades Fiscalizadoras
Superiores (Issai), desenvolvidos pela
Organização Internacional das Entidades
Fiscalizadoras Superiores (Intosai), têm como
objetivo promover a realização de auditorias
independentes e efetivas pelas Entidades
Fiscalizadoras Superiores (EFS).
Curso Auditoria e Governança do Setor Público

NORMAS DE AUDITORIA DA INTOSAI


 A Estrutura dos Padrões Profissionais da Intosai tem
quatro níveis:
 Nível 1: contém os princípios fundamentais do arcabouço.
 Nível 2: estabelece pré-requisitos para o funcionamento
adequado e a conduta profissional das EFS, como
independência, transparência e responsabilização, ética e
controle de qualidade, que são aplicáveis a todas as
auditorias das EFS
 Nível 3: dispõe sobre os Princípios Fundamentais de
Auditoria e fornecem um marco de referência oficial
internacional a definir para a auditoria do setor público
 Nível 4: traduz os Princípios Fundamentais de Auditoria em
diretrizes operacionais mais específicas e detalhadas que
podem ser usadas na realização cotidiana de auditorias e
também como padrões de auditoria.
Curso Auditoria e Governança do Setor Público

NORMAS DE AUDITORIA INTOSAI (Nível 3)


 Issai 100: estabelece princípios fundamentais que
são aplicáveis a todos os trabalhos de auditoria
do setor público, independentemente de sua
forma ou contexto.
 Issai 200: princípios a ser aplicados no contexto
das auditorias financeiras.
 Issai 300: princípios a ser aplicados no contexto
das auditorias de desempenho.
 Issai 400: princípios a ser aplicados no contexto
das auditorias de conformidade..
Curso Auditoria e Governança do Setor Público

Normas Básicas de Auditoria

 Normas relativas à pessoa do auditor

 Normas relativas à execução do trabalho

 Normas relativas à opinião do auditor

 Normas relativas ao relatório de auditoria


Curso Auditoria e Governança do Setor Público

Normas Relativas à Pessoa do Auditor


 INDEPENDÊNCIA - atitude de independência que
assegure a imparcialidade de seu julgamento em todas
as fases do trabalho
 SOBERANIA - domínio da condução dos trabalhos, sem
interferências de terceiros estranhos ao processo
 IMPARCIALIDADE – na condução dos trabalhos e,
principalmente, na conclusão e formulação de
encaminhamentos
 OBJETIVIDADE – remissão a fatos e evidências que
permitam a emissão de opinião em bases consistentes.
 CONHECIMENTO TÉCNICO – necessidade de
conhecimentos técnicos nas diversas áreas relacionadas
com as atividades auditadas.
Curso Auditoria e Governança do Setor Público

Normas Relativas à Pessoa do Auditor


 CAPACIDADE PROFISSIONAL – de aplicação prática
dos conhecimentos técnicos. E aperfeiçoada com a
experiência profissional e exige competência no trato
com as pessoas e de comunicar-se eficazmente.
 ATUALIZAÇÃO DOS CONHECIMENTOS TÉCNICOS -
competência profissional, quanto ao avanço de normas,
procedimentos e técnicas aplicáveis.
 CAUTELA PROFISSIONAL – atitude prudente, bom
senso, com vistas a definir adequadas metodologia e
extensão dos seus exames.
 ZELO PROFISSIONAL - habilidade, precaução e
esmero de modo a reduzir ao mínimo possível a margem
de erro.
Curso Auditoria e Governança do Setor Público

NORMAS DE AUDITORIA INTOSAI (ISSAI 100)


 Princípios de auditoria do setor público: Julgamento
profissional, diligência e ceticismo profissional (33)
 Os auditores devem manter conduta profissional apropriada,
atuando com ceticismo e julgamento profissionais e
diligência ao longo de toda a auditoria.
 Ceticismo profissional significa manter distanciamento
profissional e atitude alerta e questionadora quando da
avaliação da suficiência e adequação das evidências obtidas
ao longo da auditoria. Também implica permanecer com a
mente aberta e receptiva a todos os pontos de vista e
argumentos.
 O julgamento profissional significa aplicar o conhecimento,
as habilidades e a experiência de cada membro da equipe
ao processo de auditoria.
 A diligência significa que o auditor deve planejar e executar
auditorias com o devido cuidado, dedicação e rigor técnico.
Os auditores devem evitar qualquer conduta que possa
desacreditar seu trabalho.
Curso Auditoria e Governança do Setor Público

Normas Relativas à Execução do Trabalho


 PLANEJAMENTO DOS TRABALHOS – definição da
extensão e a profundidade dos procedimentos que nele
serão empregados, bem como a oportunidade de sua
aplicação.
 EXAME PRELIMINAR natureza e características das
áreas, operações, programas e dos recursos a serem
auditados; legislação aplicável, normas e instruções
vigentes, bem como os resultados das últimas
auditorias realizadas e diligências pendentes ou não de
atendimento.
 ELABORAÇÃO DO PROGRAMA DE TRABALHO –
definição dos aspectos técnicos e operacionais
 AVALIAÇÃO DOS CONTROLES INTERNOS - avaliação
da capacidade e efetividade dos sistemas de contábil,
administrativo e operacional
Curso Auditoria e Governança do Setor Público

Normas Relativas à Execução do Trabalho


 PREVENÇÃO DE IMPROPRIEDADES E
IRREGULARIDADES – análise de procedimentos,
mecanismos e diretrizes que prevejam ou minimizem o
percentual de impropriedades ou irregularidades.

 SUPERVISÃO DOS TRABALHOS DE AUDITORIA –


todas as etapas da auditoria devem ser supervisionados.

 OBTENÇÃO DE EVIDÊNCIAS - que fundamentem, de


forma objetiva, suas recomendações e conclusões.

 DETECÇÃO E APURAÇÃO DE IMPROPRIEDADES E


DE IRREGULARIDADES (não é um fim em si mesmo).
Curso Auditoria e Governança do Setor Público

Normas Relativas à Opinião do Auditor


 Opinião expressa em relatório ou certificado de
auditoria:
 Relatório
 Comunica a execução do trabalho

 Resultados obtidos

 Constatações

 Determinações e/ou recomendações

 Certificado
 Verificação das contas dos responsáveis

 Apoiado nas constatações do relatório

 Expressa a opinião quanto a regularidade das contas


dos responsáveis
Curso Auditoria e Governança do Setor Público

Normas Relativas à Opinião do Auditor


 Tipos de Certificado:
 regularidade
 regularidade com ressalvas
 irregularidade

 Fatores a considerar quando da certificação:


 frequência da incidência no exercício;
 reincidência de constatação em exercícios anteriores;
 descumprimento a recomendações anteriores;
 evidência da intenção;
 ocorrência de prejuízo à Fazenda Nacional;
 jurisprudência de decisões do Tribunal de Contas da
União na apreciação de casos semelhantes .
Curso Auditoria e Governança do Setor Público

Normas Relativas ao Relatório de Auditoria


- Atributos de qualidade:

Concisão - linguagem clara e concisa, sem


necessidade de explicações adicionais por parte de
quem o elaborou;

 Objetividade - mensagem clara e direta, a fim de que


o leitor entenda facilmente o que se pretendeu
transmitir;

Convicção - evidências conduzem qualquer pessoa às


mesmas conclusões às que chegaram o auditor;

Clareza - as informações reveladas devem ser


entendidas por quaisquer pessoas
Curso Auditoria e Governança do Setor Público

Normas Relativas ao Relatório de Auditoria

- Atributos de qualidade:
 Coerência - os resultados da auditoria
correspondam aos objetivos determinados;
 Oportunidade - os relatórios devem ser
emitidos tempestivamente, de forma a permitir a
adoção oportuna de providências;
 Apresentação - sequência lógica, segundos
os objetivos do trabalho, de forma correta, em
linguagem perfeita, sem erros ou rasuras, e
com boa formatação;
 Conclusivo - deve permitir a formação de
opinião sobre os exames realizados.
Curso Auditoria e Governança do Setor Público

Normas Relacionadas à Ética

 NBC P 1 – Normas Profissionais de Auditor


Independente (aprovadas pelo Conselho
Federal de Contabilidade)
 Código de Ética do Institute of Internal Auditors
– IAA, adotado pelo Instituto dos Auditores
Internos do Brasil – Audibra
 Código de Ética da Intosai (International
Organization of Supreme Audit Institutions)
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Normas Relacionadas à Ética


 A ética geral se constitui de normas pelas
quais o indivíduo estabelece uma conduta
pessoal aceita. Normalmente, isso leva em
conta as exigências impostas pela sociedade,
pelos deveres morais e pelas consequências
dos atos da pessoa (IIA, 1992)
 A ética profissional dos auditores nada mais é
que uma divisão especial da ética geral e nela
o profissional recebe normas específicas de
conduta em questões que refletem
responsabilidades para com a sociedade, com
a organização a que pertence e com outros
membros de sua profissão, assim como para
com a própria pessoa (IIA, 1992)
Curso Auditoria e Governança do Setor Público

Independência - CFC

 O auditor deve ser independente, não


podendo deixar-se influenciar por fatores
estranhos, por preconceitos ou qualquer
outros elementos materiais ou afetivos que
resultem perda, efetiva ou aparente, da sua
independência.
 O auditor deve recusar o trabalho ou
renunciar à função na ocorrência de qualquer
das hipóteses de conflitos de interesses
Curso Auditoria e Governança do Setor Público

Independência - INTOSAI

 A independência dos auditores não deve ser afetada


por interesses pessoais ou externos:
 preconceito dos auditores em relação a
pessoas, entidades fiscalizadas, projetos ou
programas
 por haver o auditor trabalhado recentemente na
entidade fiscalizada
 por relações pessoais ou financeiras que
provoquem conflitos de lealdade ou de
interesses
Curso Auditoria e Governança do Setor Público

Objetividade e Imparcialidade INTOSAI

 Objetividade e imparcialidade são requisitos


de todo trabalho efetuado pelos auditores e,
em particular, em seus relatórios, que
deverão ser exatos e objetivos
 Portanto, as conclusões contidas nos
pareceres e relatórios devem basear-se
exclusivamente nas provas obtidas e
organizadas de acordo com as normas de
auditoria da EFS
Curso Auditoria e Governança do Setor Público

Conflito de Interesses – Intosai


 Os auditores deverão evitar todo tipo de relação com os
diretores ou funcionários da entidade fiscalizada, bem
como com outras pessoas que possam influenciar,
comprometer ou ameaçar a capacidade de atuarem com
independência
 Os auditores não deverão utilizar informações recebidas
no desempenho de suas obrigações como meio para
obtenção de benefícios pessoais para eles ou para outros
 Os auditores deverão proteger sua independência e evitar
qualquer possível conflito de interesses, recusando
presentes ou gratificações que possam ser interpretados
como tentativas de influir sobre a independência e a
integridade do auditor
Curso Auditoria e Governança do Setor Público

Integridade - Intosai

 Para preservar a confiança da sociedade, a


conduta dos auditores deve ser irrepreensível
e deve estar, sobretudo, acima de qualquer
suspeita
Curso Auditoria e Governança do Setor Público

Integridade - IIA
 Auditores Internos:
 Devem realizar seus trabalhos com honestidade,
diligência e responsabilidade.
 Devem observar a lei e divulgar informações exigidas
pela lei e pela profissão.
 Não devem, quando de conhecimento, fazer parte de
qualquer atividade ilegal, ou se envolver em atos que
resultem em descrédito para a profissão de auditor
interno ou para a organização.
 Devem respeitar e contribuir para o legítimo e éticos
objetivos da organização.
Curso Auditoria e Governança do Setor Público

Sigilo Profissional - Intosai

 A informação obtida pelos auditores no


processo de auditoria não deverá ser
revelada a terceiros, nem oralmente nem por
escrito, salvo objetivando cumprir
responsabilidades legais ou de outra classe
que correspondam à EFS, como parte dos
procedimentos normais desta, ou em
conformidade com as leis pertinentes
Curso Auditoria e Governança do Setor Público

Competência Técnico-Profissional - CFC


 Antes de aceitar o trabalho, o auditor deverá obter
conhecimento preliminar da atividade da entidade a
ser auditada, mediante avaliação, junto à
administração, da estrutura organizacional, da
complexidade das operações e do grau de exigência
requerido, para a realização do trabalho de auditoria,
de modo a poder avaliar se está capacitado a assumir
a responsabilidade pelo trabalho a ser realizado.
 O auditor deve recusar os serviços sempre que
reconhecer não estar adequadamente capacitado para
desenvolvê-los, contemplada a utilização de
especialistas em outras áreas, em face da
especialização requerida e dos objetivos do
contratante
Curso Auditoria e Governança do Setor Público

Desenvolvimento Profissional - Intosai

 Os auditores devem exercer seu trabalho com o


devido profissionalismo, tanto na realização e
supervisão da auditoria quanto na preparação
dos relatórios correspondentes

 Os auditores têm sempre a obrigação de


atualizar e melhorar as habilidades requeridas
para o desempenho de suas responsabilidades
profissionais
Curso Auditoria e Governança do Setor Público

Postura Profissional
 Apresentação pessoal
 imagem

 roupas

 Conduta do auditor
 evitar atitude policialesca
 cordialidade
 pontualidade
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7. Planejamento da Auditoria
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O Processo de Auditoria – Visão geral


Requisitos
Leis e Normas e Procedimentos Objetivo e
normas Padrões de e técnicas de Escopo da
Auditoria Auditoria Auditoria

Clientes da Auditoria
Fontes de Informação

Informações
Informações com valor
s/ objetos agregado
Informações Achados de
s/ critérios Planejamento Execução Relatório Auditoria

Informações
s/ situações Proposições
de ações
corretivas

Instalações/
sistemas /
Auditores Colaboradores Competências softwares

Recursos
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Etapas da Auditoria

PROCESSO DE
AUDITORIA

PLANEJAMENTO EXECUÇÃO RELATÓRIO

MONITORAMENTO
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Planejamento como Função Administrativa

 Fixação antecipada do que se deseja atingir (objetivo) e DO QUE


deve ser feito para alcançá-lo (estratégias, táticas, ações), com a
definição do QUANDO (cronograma), em QUE SEQÜÊNCIA
(encadeamento), COMO (metodologia), QUEM
(responsabilidade), ONDE (localização), POR QUÊ
(fundamentação)e A QUE CUSTO (orçamento)
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Planejamento da Fiscalização

 etapa fundamental

 tempo adequado

 tempo  problemas
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Normas de Auditoria (Planejamento)

 INTOSAI - International Organization of


Supreme Audit Institutions

 IFAC - International Federation of Accountans

 CFC - Conselho Federal de Contabilidade


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Planejamento da Auditoria (os três fatores)


 Importância
 tem relação com a materialidade dos recursos
envolvidos, relevância sócio-econômica ou
estratégica da área a ser auditada.
 Risco
 possibilidade de que um evento ocorra e afete
negativamente a realização de um objetivo.
 Sentimento
 é a percepção da instituição e seus dirigentes
sobre aspectos “fogem” a qualquer modelo de
avaliação de risco, a exemplo de fatores políticos,
mudanças de cenários, fatos imprevisíveis e
imponderáveis, etc.
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Instrumentos para Planejamento de Auditoria

 Planos de atividades de auditoria


 Levantamentos preliminares
 Visão geral - informações gerais sobre o órgão
a ser fiscalizado
 Programa de auditoria
 Matrizes de auditoria
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Planos de Atividades de Auditoria

 Periodicidade-padrão = 1 ano
 Avaliação de recursos disponíveis e outras
atividades previstas
 Previsão de auditorias extra-plano
 Definição de órgãos a serem auditados,
objetivos das auditorias e prazos de realização
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Levantamentos Preliminares
 Informações disponíveis na unidade de
auditoria
 Avaliação de riscos
 Resultados de trabalhos anteriores
 Jurisprudência dos tribunais de contas
 Notícias na imprensa
 Denúncias recebidas
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VISÃO GERAL DO OBJETO


Conteúdo da informação

- Conhecimento e
compreensão do objeto
- Ambiente organizacional

Pontos críticos e deficiências Descrição do objeto


do controle interno - características -

Setores responsáveis, Legislação aplicável


competências e atribuições
Objetivos institucionais
da área auditada
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Técnicas de Sistematização do Planejamento


 Roteiros de Verificação ou Procedimentos de Auditoria
(PAs)
 são específicos de áreas ou operações a serem
auditadas (ex: licitações, contratos, almoxarifado,
obras, etc);
 tendem a ser padronizados, por isso não
personalizados com os objetivos de cada auditoria que
deva ser realizada.
 Matrizes de Auditoria
 elaboradas com base nas questões de auditoria que se
quer responder
 Havendo PAs específicos, avaliar:
 itens de verificação constantes no PA: devem ou não ser
considerados nas Matrizes
 inclusão de outros procedimentos considerados relevantes pela
equipe de auditoria (escopo e objetivo)
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Matrizes De Auditoria
 Matrizes são ferramentas utilizadas nas três fases
de auditoria, com o objetivo de executar os
trabalhos segundo os princípios, técnicas e
normas de auditoria geralmente aceitas.
 Fase de planejamento: matriz de planejamento.
 Fase de execução: matrizes de planejamento,
de achados e de responsabilização.
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Matriz de Planejamento
Objetivos
 selecionar, de maneira prévia, as áreas ou
questões mais relevantes em uma
determinada auditoria
 dar foco ao trabalho
 ampliar os potenciais resultados dos
trabalhos.
 minimizar riscos de prorrogações na duração
dos trabalhos e desgastes com as chefias
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Matriz de Planejamento

 Questão de Auditoria
 Informações Requeridas
 Fontes de Informação
 Procedimentos
 Detalhamento dos Procedimentos
 Objetos
 Membro Responsável
 Período
 Possíveis Achados
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Matriz de Planejamento
ÓRGÃO/ENTIDADE: Declarar o(s) nome(s) do(s) principais órgão(s)/entidade(s) auditado(s)
OBJETIVO: Enunciar de forma clara e resumida o objetivo da auditoria

DETALHAMENTO
QUESTÕES DE INFORMAÇÕES FONTES DE MEMBRO POSSÍVEIS
PROCEDIMENTOS DO OBJETOS PERÍODO
AUDITORIA REQUERIDAS INFORMAÇÃO RESPONSÁVEL ACHADOS
PROCEDIMENTO

Apresentar, em Identificar as Identificar as Código ou Descrever as Indicar o Pessoa(s) da equipe Dia(s) em Esclarecer
forma de informações fontes de cada enunciado do tarefas que serão documento, o encarregada(s) da que o precisamente
perguntas, os necessárias para item de procedimento. realizadas, de projeto, o execução de cada procedimen que
diferentes responder a informação forma clara, programa, o procedimento. to será conclusões
aspectos que questão de requerida da esclarecendo os processo, ou o executado. ou resultados
compõem o auditoria. coluna anterior. aspectos a serem sistema no qual o podem ser
escopo da Estas fontes abordados (itens de procedimento alcançados .
fiscalização e que estão verificação ou será aplicado.
devem ser relacionadas check list). Exemplos:
investigados com com as técnicas contrato, folha de
vistas à satisfação empregadas. pagamento, base
do objetivo. de dados, ata,
edital, ficha
financeira,
processo
licitatório,
orçamento.

P11
A1
A2
Q1
P12 A3
P1n
P21
A4
Q2 P22 A5
A6
P2n
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Objetivo de Auditoria

Define o escopo da auditoria, o que se


pretende esclarecer com a fiscalização. Deve
ser apresentado sob a forma declarativa.
Deve, ainda, conter um verbo de ação e ser
enunciado de forma clara e resumida.
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Questões de Auditoria

As questões devem englobar os diferentes


aspectos que compõem o escopo da
auditoria e que devem ser investigados, com
vistas à satisfação do objetivo. Deve limitar-
se ao universo do escopo previsto.

Apresentam-se em forma de pergunta.


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Informações Requeridas

 Nessa coluna são especificadas as


informações necessárias para responder à
questão de auditoria;
 As informações requeridas são escritas na
forma afirmativa;
 Sugere-se focar na informação abstrata, não
no documento ou sistema (que são fonte da
informação);
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Fontes de Informação

 Para cada informação requerida, há pelo menos


uma fonte para prestá-la. A fonte pode ser uma
pessoa, local ou documento onde se deverá
obter a informação (Ata, DRH, Anacleto).
 Quanto à origem, a fonte pode ser:
 interna: situada na própria área auditada
 externa: sua origem é fora da área auditada
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Procedimentos de Auditoria
n Ações sistematicamente ordenadaas, em
sequência racional e lógica
n Elaborados antes e durante os trabalhos
n Executados durante os trabalhos
n Indicam o quê e como fazer o trabalho
n Maximizam o resultado alcançado
n Documentam a auditoria (papel de trabalho)
n Compõem o acervo técnico do órgão de
auditoria
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Procedimentos (códigos)

 Espaço destinado à codificação dos


procedimentos;

 É possível sintetizar ou classificar os


procedimentos que serão detalhados a seguir;

 Presume-se que serão necessários mais de um


procedimento para resposta às questões de
auditoria.
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Detalhamento do Procedimento
 Os procedimentos, idealmente, devem ser
detalhados em nível que permita a outro auditor,
que não conheça profundamente a área fiscalizada,
possa aplicá-lo sem necessidade de pesquisas
adicionais;
 O investimento na pesquisa e referenciação a
sistemas, documentos, sítios da Internet, etc, será
plenamente recompensado com sua utilização
futura (maximizam o resultado alcançado);
 Procedimentos cujo detalhamento são de amplo
conhecimento do corpo de auditores podem ser
sintetizados sem maiores prejuízos;
 É recomendável fazer menção às técnicas de
auditoria que serão utilizadas.
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Objetos

 Documento, projeto, programa, processo ou


sistema que será a base da verificação;
 Pode ser um meio físico ou lógico (digital);
 É quase sempre a fonte da evidência, ou a
própria;
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Membro Responsável
 Permite a divisão equilibrada de tarefas entre os
membros da equipe;
 Favorece o planejamento individual das atividades, na
medida em que define claramente responsabilidades;
 evita o “todo mundo fazendo tudo” ou “ninguém sabe
ao certo o que fazer”;
 Não deve ser uma “camisa de força”, uma vez que,
como esforço de planejamento, pode e deve ser revisto
se necessário;
 Sugere-se otimizar a divisão de trabalho observando-
se a experiência e conhecimento dos membros quanto
a área a ser auditada;
 Um mesmo procedimento pode ser atribuído a mais de
um auditor (sub-equipe), embora tal situação, na
prática, seja uma exceção.
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Período
 Destinado a prever os momentos (dias) dedicados a cada
procedimento;
 É estimativa, podendo e devendo,portanto, ser revisto a
depender das circunstâncias;
 Devem ser estabelecidos de forma a aproveitar a
sequência ideal para realização das verificações e
análises (encadeamento lógico);
 A regra geral é previsão dos procedimentos no período de
execução da auditoria, embora seja possível a realização
de procedimentos ainda na fase de planejamento;
 Sugere-se evitar a aplicação dos procedimentos no
período destinado à elaboração do relatório.
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Possíveis Achados

 Achado de auditoria é uma descoberta do


auditor que fundamentará as conclusões da
auditoria.

 A coluna “possíveis achados” deve ser


coerente com as questões de auditoria.
Conterá hipóteses de achados.
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TÉCNICAS DE AUDITORIA
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Técnicas de Auditoria - Definição

 formas ou maneiras utilizadas na aplicação dos


procedimentos de auditoria com vistas à
obtenção de diferentes tipos de evidências ou
ao tratamento de informações
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Técnicas de Auditoria - Objetivos

 produzir evidência que sustente a


descrição dos atos e fatos observados;
 evidenciar a responsabilidade do
auditado/fiscalizado quanto a adoção de
providências sobre os fatos constatados;
 subsidiar a elaboração das
recomendações;
 possibilitar a compreensão sobre a causa
da ocorrência de condições indesejáveis.
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Técnicas de Auditoria - tipos


 exame documental  teste laboratorial
 inspeção física  rastreamento
 conferência de cálculos  confirmação externa
 observação  circularização
 indagação escrita  triangulação
 entrevista  conciliação
 correlação das informações  análise de contas
 revisão analítica
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Exame Documental
 Constitui-se no exame de processos, atos
formalizados, documentos avulsos, registros de
controles, relatórios, de origem manual ou
informatizada
 Procedimento mais usado
 Confundido com a própria auditoria
 Deve ser opção deliberada e não por
desconhecimento de outras técnicas
 Exame de Edital, Prestação de Contas de
Convênio, Nota Fiscal
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Inspeção Física

 Constatação “in loco”


 Localização de bens (desaparecidos,
inexistentes, estoques, obras)
 Identificação de servidores ou contratados
fantasmas
 Bens danificados (escolas, hospitais)
 Existência de empresas contratadas
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Observação

 Aplicação de testes flagrantes.


 Sempre que possível deverá ser realizada por
mais de um membro da equipe
 Registrar os fatos observados
concomitantemente à sua ocorrência
 Comparar atividade prevista em norma com a
sua efetiva realização (análise de prestação de
contas de convênio)
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Conferência de Cálculos
 Indispensável para conferência de operações que
envolvam cálculos, transposição de valores
 Privatização do Banespa (omissão de crédito
tributário na planilha de avaliação)
 Requisitos básicos:
 Utilidade objetiva da conferência para os propósitos do
trabalho
 Existência dos elementos de comparação
 Conhecimento das variáveis e fatores (índices)
envolvidos
 Domínio da metodologia aplicada
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Indagação Escrita
 Consiste na apresentação formal de
questões ou solicitações para o
respondente, com a expectativa de
obtenção de resposta escrita.
 Emissão de:
 Solicitação de
Auditoria/Fiscalização (SA/SF);
 Nota de Auditoria;

 Questionários.
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Entrevista
 Possibilita a coleta de informações
testemunhais, mediante respostas a
perguntas para quesitos previamente
definidos
 Finalidade de:
 Obter explanações detalhadas sobre
itens não usuais;
 Confirmar/esclarecer fatos e dados;
 Obter dados, opiniões e ideias.
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Entrevista
 Entrevistas estruturadas
podem ser apoiadas por
check-list
 A confiabilidade da entrevista
depende da habilidade de
comunicação, objetividade,
tato, conhecimento e bom
senso do servidor.
 As respostas obtidas deverão
ser checadas, pois não
constituem evidências que
possam ser utilizadas pelo
Tribunal.
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Correlação das Informações Obtidas

 Cotejamento dos dados com fontes


independentes.

 Requisitobásico é a pertinência da relação


existente entre as informações obtidas de
diferentes fontes dentro da entidade.
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Teste Laboratorial

 Fornecer evidências quanto à integridade


exatidão.

 Requisitos básicos:
 Situação Estática
 Especificação Técnica / Caracterização
do Objeto
 Referenciais de Medição
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Rastreamento
 MIX de técnicas e o acompanhamento de um
processo ou fluxo.

 Requisitos básicos:
 Situação rastreável
 Não há predomínio excessivo de técnica específica
 Domínio profissional do mix de técnicas aplicáveis
 Segura definição do ponto inicial de rastreamento
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Confirmação Externa

 Verificação junto a fontes externas

 Requisito básico da Confirmação Externa é que a


obtenção de respostas esteja sob controle do
auditor
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Circularização

 Confirmação, junto a terceiros, de fatos


apresentados pela entidade
 Cartas p/ confirmação de saldos em bancos
 Confirmação do pagamento a fornecedores
 Escola recebeu merenda escolar
 Alegados licitantes foram realmente
convidados
 Verificações de Notas Fiscais junto ao Fisco
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Conciliação

 Compatibilidade entre o saldo das contas


sintéticas com aqueles das contas analíticas

 Confronto dos registros mantidos pela entidade


com elementos de fontes externas
 Conciliação bancária dos pagamentos em
convênios
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Análise de Contas

 Exame das transações que geraram


lançamentos na conta contábil

 Parte dos lançamentos contábeis para a


identificação dos fatos e documentos que o
suportam
 Lançamento de investimento como custeio
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Revisão Analítica

 Objetiva verificar o comportamento de valores


significativos, mediante índices, quocientes,
quantidades absolutas ou outros meios, com vistas
à identificação de situações ou tendências
atípicas.
 Inferências lógicas ou estruturação de raciocínio
que permita chegar a determinada conclusão
 demonstração de “jogo de planilha” em licitação de
obras, equilíbrio econômico financeiro
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Triangulação

 Comparação de informações obtidas em


diferentes fontes, por intermédio da utilização
de mais de uma técnica

 Dados registrados em documentos com


obtidos em entrevistas.

 Fortalece, aumenta e corrobora a consistência


das evidências
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Outras Técnicas

 Amostragem
 Cruzamento de dados
 Geo-referenciamento
 Análise grafotécnica
 Avaliação de ativos
 Perícia

 Outras tantas que sejam necessárias


 Requerem o uso de especialistas
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8. Execução da Auditoria
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Importância da Fase de Execução


 é o momento em que os auditores interagem
direta e pessoalmente com técnicos e gerentes do
ente auditado;
 é quando os procedimentos de auditoria serão

aplicados;
 é a ocasião mais propícia para:

 coleta de evidências;
 realização de entrevistas com o pessoal do órgão

fiscalizado;
 identificação dos responsáveis que atuaram no

processo decisório do ato administrativo


questionado.
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Importância da Fase de Execução


é quando os auditores estão expostos à avaliação
de terceiros (auditados);
 é o momento em que a imagem e reputação da
instituição que representam podem ser reforçadas
ou prejudicadas;
é a oportunidade em que os auditores terão seu
comportamento observado/testado, em comparação
com as normas de auditoria, em especial quanto:
 ao zelo profissional;
 à conduta ética, firme e cordial;
 à apresentação pessoal;
 à capacidade de interlocução pessoal eficaz.
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Procedimentos preliminares à execução


 elaboração da matriz de planejamento;
 expedição de ofício pelo dirigente da unidade de

auditoria ou pelo coordenador da equipe:


 dando notícia do início dos trabalhos;
 informando o primeiro conjunto de processos e

documentos que devem ser disponibilizados à equipe de


auditoria;
 solicitando reserva de sala adequada para o trabalho dos

auditores;
 agendamento de entrevistas com os servidores ou
gestores da entidade auditada, bem como de outras
instituições, tais como parlamentares, especialistas,
etc.
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O que solicitar ao auditado quanto às condições


técnicas e logísticas
local reservado e seguro para o trabalho da equipe
de auditoria (sala com chaves);
 computadores, impressoras e linha telefônica
 acesso à rede interna de dados, se for o caso, ou a
sistema informatizado específico que seja relevante
para a realização dos exames;
 designação de um técnico que sirva como elo de
ligação com os demais setores da entidade auditada;
 comunicação aos gestores das áreas que serão
fiscalizadas sobre a realização da auditoria.
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Papéis de Trabalho

 São documentos, apontamentos, informações e


provas reunidas pelo auditor, que subsidiam e
evidenciam o trabalho executado e fundamentam
a sua opinião.
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NORMAS DE AUDITORIA INTOSAI (ISSAI 100)


 Documentação (38)
 Os auditores devem preparar documentação de auditoria
que seja detalhada o suficiente para proporcionar um
entendimento claro do trabalho realizado, das evidências
obtidas e das conclusões formuladas.
 A documentação de auditoria deve incluir uma estratégia de
auditoria e um plano de auditoria. Deve registrar os
procedimentos aplicados e as evidências obtidas e respaldar
os resultados de auditoria relatados.
 A documentação deve ser suficientemente detalhada para
permitir que um auditor experiente, sem conhecimento
prévio sobre a auditoria, entenda a natureza, o prazo, a
extensão e os resultados dos procedimentos aplicados, as
evidências que fundamentam as conclusões e
recomendações, o raciocínio por trás de todos os assuntos
relevantes que exigiram o exercício do julgamento
profissional e as respectivas conclusões.
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Papéis de Trabalho - finalidades

 Auxílio aos exames e à elaboração do relatório

 Registro do trabalho e das conclusões

 Suporte do relatório

 Supervisão e revisão (qualidade)


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Organização
 Os papéis de trabalho devem ser elaborados,
organizados e arquivados de forma sistemática
e racional.
 Papéis de trabalho desordenados, ilegíveis, mal
redigidos ou com falhas, criam uma
desconfiança sobre a capacidade profissional
do auditor e, consequentemente, do seu
conteúdo.
 Devem ser mantidos pelo auditor em local
seguro e de acesso controlado.
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Correlação entre Papéis de Trabalho e


Técnicas de Auditoria
TÉCNICAS DE AUDITORIA PAPÉIS DE TRABALHO

Documentos físicos
Exame Documental
Documentos eletrônicos

Termo de inspeção
Inspeção Física e Observação Relatório fotográfico
Vídeos

Entrevista Extrato de entrevista

Teste Laboratorial Laudo pericial

Circularização Expedientes expedidos e recebidos

Planilhas de cálculo
Revisão Analítica
Gráficos

Extrato sintético
Cruzamento de dados
Base de dados
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9. Achados em Auditoria
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Achado em Auditoria

 Um achado de auditoria é uma descoberta


do auditor que fundamentará as
conclusões, determinações e
recomendações da auditoria.
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Achado em Auditoria - Atributos

Situação encontrada

Critério

Causa

Efeito
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Achado em Auditoria - Atributos
 Situação Encontrada (Condição)
 É a situação existente, determinada e documentada
durante os trabalhos. Reflete o grau de atingimento dos
critérios
 Critério

 É a norma ou o padrão adotado, por intermédio do qual o


auditor mede ou valora a condição
 Causa

 É a razão pela qual a condição ocorreu. Sua menção é


necessária para a contextualização do achado e
formulação de sugestões para resolução dos problemas
 Efeito (Consequência)

 É o resultado adverso (ou não) da situação encontrada.


Se possível deve estar devidamente quantificado
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Achado em Auditoria

EFEITO

ACHADO
CRITÉRIO

CONDIÇÃO

CAUSA
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ACHADO DE AUDITORIA
Requisitos Básicos

Relevância

Fundamentação em evidências

Objetividade

Respaldo às
propostas de encaminhamento

Consistência
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Processo de desenvolvimento dos achados

 Consiste no acúmulo organizado de


informações (ou evidências) apropriadas e
necessárias para esclarecer e sustentar os
achados.
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Processo de Análise de um Achado


Critério de auditoria – o que deveria ser

Situação encontrada – o que é

Achado – decorre da comparação de “o que é”, com


“o que deveria ser”, comprovado por evidências

Determinar as causas e os efeitos do achado

Desenvolver as conclusões e as propostas de


encaminhamento

Estimar o benefício das propostas de


encaminhamento
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Matriz de Achados
 Preenchida após a aplicação dos
procedimentos, já durante a fase de execução;

 Evidencia o resultado das análises e


verificações;

 O achado não é mais uma “possibilidade”, é


fato concreto, fundamentado e documentado;

 Esta matriz é o “coração” e a “coluna vertebral”


de todo o desdobramento da auditoria.
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Matriz de Achados
OBJETIVO: Enunciar de forma clara e resumida o objetivo da auditoria

DESCRIÇÃO SITUAÇÃO OBJETOS CRITÉRIO EVIDÊNCIA CAUSA EFEITO ENCAMI-


DO ACHADO ENCONTRADA NHAMENTO
Correspon- Situação documento, Legislação, Informações O que Conse- Propostas da
dência com o existente, projeto, norma, obtidas motivou a quências do equipe de
Achado (An) identificada e programa, jurisprudência durante a ocorrência achado auditoria. Deve
constante da documentada processo ou entendimento auditoria no do achado conter a
Matriz de durante a fase de sistema no doutrinário ou intuito de identificação
Procedimentos execução da qual o padrão documentar do(s)
auditoria achado foi adotado os achados e responsável
constatado de respaldar (eis)
as opiniões e
conclusões
da equipe
A1
A2
Na
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Situação Encontrada
 Descrição iniciada com expressão que traduza a ação
ou omissão do gestor ou da pessoa jurídica
 Descrição clara o suficiente para que o leitor entenda a
ocorrência. Exemplos:
 A1: Pagamento cumulativo, em dd/mm/aa, da gratificação
adicional pelo desempenho de função (GADF), da
gratificação de representação de gabinete (GRG) e dos
quintos decorrentes, relativo aos meses J e F do ano L,
aos servidores indicados no documento X, gerando gasto
irregular de R$ Y.
 A2: Aquisição de equipamentos de informática, nos meses
X e Y do ano Z, com licitação dispensada com base no
art. 24, inciso IV, da Lei n.º 8.666/93, valor total de R$ Y,
pago em dd/mm/aa, sem preencher os requisitos de
situação emergencial.
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Objetos
 Origem do achado, onde foi encontrado;
 Deve ser entendido como a fonte da evidência, não
se confundindo com esta. Exemplos:
 processo administrativo nº X;
 projeto básico ou executivo da obra;
 programa orçamentário Y;
 sistemas SIAFI, SIDOR, SIAPE, etc;
 servidor fulano;
 empresa Z;
 universidade W.
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Critérios
 São parâmetros com que se avalia a regularidade
ou não das ocorrências identificadas na auditoria.
Exemplos:
 textos legais/normas;
 jurisprudência dos tribunais superiores (STF, TCU,
STJ)
 projetos e planos, editais, contratos, acordos,
termos em geral,
 orientações emanadas de órgãos e entidades
superiores,
 padrões usados no setor, indicadores, etc.
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Causa
 Determinação dos motivos que levaram ao
descumprimento, à inobservância, à utilização de
critérios subjetivos etc.;
 Podem ser objetivas (deficiências de controle,
riscos que se materializaram) e/ou subjetivas
(negligência, imprudência, imperícia);
 Devem ser conclusivas para permitir definir
eventuais responsabilidades e fornecer elementos
para medidas corretivas (recomendações e
determinações);
 Não é uma hipótese ou possibilidade;
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Causa (cont.)
 A causa é também (e principalmente)
investigada nos procedimentos de
contraditório/oitiva dos responsáveis;
 No entanto, a informação prestada pelo
responsável como causa não basta (a equipe
deve buscar também evidências da causa para
firmar sua convicção);
 A causa para o descumprimento de lei é quase
sempre desconhecida ou “não-declarável”.
 Sua investigação reveste-se de muita
importância em auditorias operacionais.
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Efeito
 São as consequências para o órgão, erário ou
sociedade, resultantes da divergência entre a
situação encontrada e o critério. Podem ser
reais (efetivos) ou potenciais (riscos) – estes
podem ou não se concretizar.
 Não devem ser confundidos com o fato
irregular em si. Por exemplo:
 ilegalidade de concessões de pessoal não é
efeito, mas sim “o prejuízo ao erário gerado pelos
pagamentos indevidos”
 inobservância da legislação em licitação não é
efeito, mas sim, “o prejuízo ao erário pela não
escolha da proposta mais vantajosa”
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Encaminhamento
 É o conjunto de propostas da equipe de
auditoria ao final do Relatório, com o intuito de
corrigir as irregularidades detectadas, recompor
os danos ao erário e divulgar boas práticas
administrativas encontradas

 O preenchimento da matriz, antes da redação


do relatório, facilita a elaboração e a discussão
do trabalho com o supervisor
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10. Evidências em Auditoria


Curso Auditoria e Governança do Setor Público

Evidências

Evidência é o elemento essencial e


comprobatório dos achados de auditoria e
servirá para a sustentação das conclusões do
auditor
 Informações obtidas durante a auditoria no
intuito de documentar os achados e de respaldar
as opiniões e conclusões da equipe
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Evidências X Indícios

 Indício – sinal, vestígio, indicação (Dicionário Aurélio).


 Discordância entre a situação encontrada e o critério, que
ainda não foi devidamente investigada, nem está suficientemente
suportado por evidências a ponto de caracterizar-se como
achado de auditoria.
 Uma vez encontradas evidências que transformam o indício em
achado, este deve ser incluído no relatório.
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Evidências

Suficientes e completas

Pertinentes ao tema
Relacionadas com o achado
(evitar a acumulação
indiscriminada de papéis)

Adequadas e fidedignas:
- autenticidade
- confiabilidade
- exatidão da fonte
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Adequação e Fidedignidade

 Fonte da Informação
 interna

 externa
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Classificação das Evidências

 Física

 Documental

 Eletrônica

 Oral (testemunhal)

 Analítica
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Evidência Física

 Obtida pela inspeção ou observação direta

 Deve ser documentada : fotografias,


amostras, filmes, etc.
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Evidência Documental

 Tipo mais comum

 Documentos internos e externos


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Evidência Eletrônica

 Informação produzida ou mantida em meio


eletrônico

 Pode ser transformada em evidência


documental

 Ex: bancos de dados


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Evidência Oral

 Obtida por intermédio de entrevistas ou


questionários

 Valor limitado como prova

 Fornece pistas

 Tem de ser confirmada por outras evidências


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Evidência Analítica

 Cálculos, comparações, raciocínio lógico etc.


 Depende de fatores como exatidão dos cálculos
e tamanho da amostra
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EVIDÊNCIA TÉCNICA

FÍSICA INSPEÇÃO FÍSICA

EXAME DOCUMENTAL
DOCUMENTAL CONCILIAÇÕES
CIRCULARIZAÇÃO

ORAL ENTREVISTA

ANÁLISE DE CONTAS
ANALÍTICA REVISÃO ANALÍTICA

CONFERÊNCIA DE CÁLCULOS
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Documentos considerados como evidências


 originais de ofícios, cartas, relatórios, outros documentos
endereçados à equipe de auditoria
 cópias de documentos internos ou externos ao
órgão/entidade auditado
 fotografias, fitas de vídeo ou áudio, arquivos magnéticos
 extratos de entrevista
 respostas a questionários
 planilhas de cálculo, quadros comparativos,
demonstrativos
 amostras físicas
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Organização das evidências no processo de


auditoria
fotografias, fitas de vídeo ou áudio, arquivos
magnéticos
as evidências devem ser juntadas ao relatório
de auditoria
 para facilitar o manuseio e a leitura, as
evidências devem ser organizadas,
preferencialmente, em anexos ao processo
principal
cada anexo - em sua(s) folha(s) inicial(is), um
sumário dessas evidências juntadas e indicação
das respectivas folhas
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11. Comunicação dos Resultados e


Monitoramento
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Relatório de Auditoria - conceito

 Instrumento formal e técnico

 Comunicar aos leitores:


 objetivoe questões de auditoria
 metodologia
 achados de auditoria
 conclusões
 propostas
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Estrutura
Folha de Rosto

Resumo

Sumário
Lista de
figuras e tabelas
Introdução

Achados de Auditoria

Outros Fatos Relevantes

Conclusão

Encaminhamento
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Achados de auditoria
SITUAÇÃO ENCONTRADA - o que é

CRITÉRIO - o que deveria ser

EVIDÊNCIAS - as provas da situação

CAUSAS e EFEITOS do achado

CONCLUSÕES e
ENCAMINHAMENTO

Estimativa do BENEFÍCIO
do encaminhamento
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Mencionar
EVIDÊNCIAS
quais são
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Avaliação dos EFEITOS

Relatar os
fatos ocorridos Relatar eventuais riscos
de que o resultado venha
a ser agravado
por falta de providências
do auditado
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Boas Práticas

 Achados positivos:
 relatados se forem significativos
 desde que possam ser registrados para
serem adotados como exemplo
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Conclusão
 Respostas às questões da Matriz de
Planejamento: síntese dos principais achados
 Referências aos achados: número do(s)
item(ns) em que são tratados no relatório
 Conclusões: indicar o impacto dos achados nas
contas
 identificar as responsabilidades e o estado
das respectivas contas
 Formulação da conclusão: considerar os efeitos
dos achados (avaliação da diferença entre
situação encontrada e critério)
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Encaminhamento

 Proposições de medidas saneadoras para cada


achado de auditoria

 Proposta completa

 Referência aos achados: indicar número do item


(relatório)
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Requisitos da Palavra CERTO


C Clareza

C Convicção

C Concisão

E Exatidão

R Relevância

T Tempestividade

O Objetividade
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Clareza
 Linguagem deve ser simples

 Ordem direta dos termos da oração

 Evitar erudição, preciosismo, jargões,


linguagem coloquial, ambigüidade e adjetivação
excessiva

 Mensagem deve ser entendida por qualquer


pessoa

 Termos e abreviaturas devem estar definidos


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Convicção

 Apresentação de maneira convincente das


observações

 Evitar expressões do tipo: smj; parece que;


salvo se; segundo nosso entendimento;
possivelmente; tudo indica que; até prova em
contrário; etc
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Concisão

 Evitar o desperdício de ideias

 Parágrafos curtos

 Relatórios muito extensos tendem a não ser lidos (30 pág. =


máximo ideal para auditorias de conformidade)
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Exatidão

 Apresentar as necessárias evidências para


sustentar os achados, conclusões e
propostas, procurando não deixar espaço
para contra-argumentações
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Exatidão

 Exatidão dos dados


 Precisão das colocações credibilidade

• dúvidas sobre a validade do


exame
 Erros
• desviam a atenção do essencial
• põem em risco todo o trabalho

 Solução revisão de todo o trabalho


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Relevância

 Assuntos importantes  mantêm a atenção


do leitor
 Temas de baixa relevância  desviam a
atenção do leitor do mais importante
 Não discorrer sobre ocorrências que não
afetam as conclusões
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Tempestividade
 Requisito que representa, junto com a
qualidade, um dos principais desafios do
trabalho de auditoria;
 Diretamente relacionada à capacidade da
auditoria de produzir resultados efetivos;
 Necessidade de emissão, revisão e
deliberação do relatório a tempo de ter
utilidade objetiva;
 Otimização dos resultados do trabalho;
 Afeta a imagem da instituição de controle.
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Objetividade

 Omitir a vontade, emoção ou interesse de quem elaborou o


relatório

 Enfoque no assunto  evitar digressões


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Cuidado Especial
 Os problemas das fases anteriores
(planejamento, elaboração dos papéis de
trabalho, etc.) vão se refletir no relatório

 Por essa razão é necessário o maior


investimento possível na QUALIDADE da
execução de TODO o trabalho, resolvendo os
problemas quando forem constatados
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Conceito de Monitoramento

 Acompanhamento das determinações ou


recomendações constantes da Deliberação da
entidade fiscalizadora que apreciou o relatório
de auditoria
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Necessidade de Monitoramento

 O mais importante não são as recomendações


emitidas e sim o seu resultado
 O monitoramento, portanto, completa o ciclo do
trabalho de auditoria
 Expectativa de controle sobre o ente auditado
de que haverá cobrança da implementação
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Relatório

 Com as características de qualidade de um


relatório de auditoria governamental

 Pode conter novas


determinações/recomendações
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Confirmação dos benefícios

 Podem ser confirmados os benefícios


anteriormente estimados

 Necessidade de obediência ao limite para a


manutenção da relação de causa e efeito das
recomendações e as ações do jurisdicionado
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Procedimentos para o Monitoramento

 Solicitação de informações quanto às ações


administrativas adotadas
 Revisão sistemática das ações
administrativas, confrontando com as
recomendações/determinações
 Verificação dos efeitos das ações na correção
das deficiências
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Procedimentos para o Monitoramento


 Análise quanto à dificuldade ou facilidade na
implementação das recomendações
 Avaliação quanto à necessidade trabalho(s)
adicional(is) de monitoramento
 Revisão dos aspectos que deixaram de ser
relevantes
 Avaliação final e decisão quanto ao
encaminhamento do trabalho de
monitoramento
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Monitoramento - Papel de Trabalho

Ações adotadas
Análise/
Recomendação informadas Encaminhamento
Confirmação
pelo auditado
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Plano de Ação
 Documento elaborado pelo gestor do
órgão/entidade fiscalizado que explicita as
medidas que serão tomadas para fins de
cumprimento das deliberações.
 Deve conter, no mínimo, por deliberação:
 as ações a serem tomadas;
 os responsáveis pelas ações;
 os prazos para implementação.

 Para determinadas deliberações, é


recomendável, ainda, que contemple elementos
de medida, como indicadores e metas, e,
quando possível, os benefícios efetivos
advindos do atendimento das deliberações.
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Plano de Ação – Exemplo

DELIBERAÇÃO AÇÃO A SER ETAPA RESPONSÁVEL ATIVIDADE DATA DE PRODUTO


IMPLEMENTADA
INÍCIO FIM
Citar os itens, Indicar as medidas que Indicar cada Indicar a pessoa Indicar cada uma Informar a data de Indicar os
subitens ou parte dos serão tomadas a fim de uma das etapas ou o setor das atividades que início e de fim da produtos
itens dar cumprimento à (partes) em que responsável pela serão realizadas realização da etapa esperados de
deliberação a ação será implementação para cada etapa
subdividida para das etapas implementação
sua das etapas
implementação
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12. Gestão de Risco do Processo de


Auditoria
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Gestão de Risco do Processo de Auditoria


 Realizar auditoria comporta riscos!

 Quais são os principais riscos inerentes a este


tipo de processo?
 Quais medidas mitigadoras poderiam ser
adotadas para tratar esses riscos?
 Quais atores poderiam ou deveriam participar
do gerenciamento dos riscos de uma auditoria?

 Justifiquem suas respostas!


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OBRIGADO PELA ATENÇÃO!

Ismar Barbosa Cruz

E-mail: ismarbc@globo.com