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FUNDAÇÕES

Prof. M.Sc. SilvanaVasconcelos


(silvana.vasconcelos@gmail.com)

MAR 2018
CAPACIDADE DE CARGA

Consideremos uma sapata de concreto


armado, de base retangular com largura B e
comprimento L, embutida no amciço de solo a
AULA uma profundidade h em relação à superfície. A
3 aplicação de uma força vertical de compressão
P no topo da sapata, gera um a mobilização de
tensões resistentes no maciço de solo que, no
contato sapata-solo, são normais à base da
sapata, com valor médio  dado por:

𝑃
𝜎=
𝐵𝐿
CAPACIDADE DE CARGA

AULA
3

Figura 1 – Sistema solo-sapata


CAPACIDADE DE CARGA

Pelo princípio da ação e reação,essa tensão é


aplicada no solo pela sapata. Dessa forma, o
elemento isolado de fundação por sapata
AULA caracteriza um sistema sapata-solo, formado
3 pelo elemento estrutural (sapata ) e o elemento
geotécnico (o maciço de solo), conforme Figura
1.
O aumento gradativo da força P vai provocar o
surgimento de uma superfície potencial de
ruptura no interior do maciço do solo.
CAPACIDADE DE CARGA

Na iminência da ruptura, tem-se a mobilização


da resistência máxima do sistema ,
denominada capacidade de carga do
AULA elemento de fundação por sapata, r.
3 A capacidade de carga do elemento de
fundação é a tensão que provoca a ruptura do
maciço de solo em que a sapata está embutida
ou apoiada (h = 0).

* Indentifica-se na Fig.1 que a reação ao


esforço aplicado no topo ocorre diretamente na
base, originando a denominação fundação
direta.
MECANISMOS DE RUPTURA

Segundo Vesic (1975), a essa capacidade de


carga geotécnica está associado um
mecanismo de ruptura, de diferentes
AULA características.
3 - A ruptura geral, que configura uma ruptura
do tipo frágil, em que a sapata pode girar,
levantando uma porção de solo para cima da
superfície do terreno.
- A ruptura por puncionamento, que
estabelece uma ruptura do tipo dúctil,
caracterizada por deslocamentos significativos
da sapata para baixo sem desaprumar.
MECANISMOS DE RUPTURA

A ruptura geral ocorre em solos mais


resistentes (menos deformáveis), com sapatas
suficientementes rasas.
AULA - Superfície de ruptura contínua , desde a
3 borda esquerda da base até a superfície do
terreno à direita (ou o contrário por simetria);
- Ruptura súbita e catastrófica que leva ao
tombamento da sapata e à formação de
uma considerável protuberância na
superfície do terreno;
- Carga de ruptura é atingida para pequenos
valores de recalque.
MECANISMOS DE RUPTURA

AULA
3

Figura 2 – Ruptura geral (Vesic, 1975)


MECANISMOS DE RUPTURA

AULA
3

Figura 3 – Ruptura geral nas fundações de silos de concreto armado


(Tschebotarioff, 1978)
MECANISMOS DE RUPTURA

A ruptura por puncionamento ocorre nos


solos mais deformáveis.
- Tem-se uma penetração cada vez maior da
AULA sapata devido à compressão do
3 soloadjacente;
- Junto às bordas, observa-se a tendência do
solo de acompanhar o recalque da sapata;
- Carga de ruptura é atingida para recalques
mais elevados e, para esse valor de carga,
os recalques passam a ser incessantes.
Contudo pode haver a necessidade de
acréscimo contínuo na carga para manter a
evolução de recalques.
MECANISMOS DE RUPTURA

AULA
3

Figura 4 – Ruptura por puncionamento (adaptado de Vesic, 1975)


MECANISMOS DE RUPTURA

Vesic (1975) considera também a ruptura


local que ocorre nos solos de média
compacidade ou consistência (areias
AULA medianamente compactas e argilas médias),
3 sem apresentar um mecanismo típico,
constituindo um caso intermediário dos outros
dois mecanismos.
MECANISMOS DE RUPTURA

Ruptura geral  areias compactas a muito


compactas e argilas rijas a duras.

AULA Ruptura por puncionamento  areias pouco


3 compactas a fofas e argilas moles a muito
moles.

Ruptura local areias medianamente


compactas e argilas médias.
MECANISMOS DE RUPTURA

O modo de ruptura
depende também do
embutimento relativo da
AULA sapata no maciço.
3 Para o caso de areia,
estabelecem-se as
condições de ocorrência
dos mecanismos a partir
da equação:

2𝐵𝐿
𝐵∗ = Figura 5 – Condições de ocorrência dos
𝐵+𝐿 mecanismos de ruptura em areia (Vesic,
1975)
CAPACIDADE DE CARGA PARA
CARREGAMENTOS VERTICAIS E
CENTRADOS

Terzaghi (1943) desenvolveu uma teoria de


AULA capacidade de carga de um sistema sapata-
3 solo e considera três hipóteses básicas:
CAPACIDADE DE CARGA PARA
CARREGAMENTOS VERTICAIS E
CENTRADOS

1) trata-se de uma sapata corrida (L  5B)


AULA simplificando para um caso bidimensional;
3 2) a profundidade de embutimento da sapata
é inferior à largura da sapata (h  B),
permite desprezar a resistência ao
cisalhamento da camada de solo acima da
cota de apoio da sapata e, assim, substituir
essa camada por uma sobrecarga q =  h;
3) o maciço de solo da base da sapata é
rígido, caracterizando o caso de ruptura
geral.
CAPACIDADE DE CARGA PARA
CARREGAMENTOS VERTICAIS E
CENTRADOS

AULA
3

Figura 6 – Superfície potencial de ruptura (Terzaghi, 1943)


CAPACIDADE DE CARGA PARA
CARREGAMENTOS VERTICAIS E CENTRADOS

Na iminência de ruptura, em que a sapata aplica a


tensão ao solo, examinemos a cunha de solo I, com
AULA peso próprio W.
3 Para  =  e cunha
de comprimento unitário,
obtem-se:

com

Figura 7 – Cunha de solo sob a base


da sapata (Terzaghi, 1943)
CAPACIDADE DE CARGA PARA
CARREGAMENTOS VERTICAIS E CENTRADOS

Fazendo a substituição, encontra-se:

AULA
3
Como Ep não é conhecido, Terzaghi adotou a
metodologia de considerar casos particulares,
hipotéticos, e proceder à generalização através da
superposição dos efeitos.
CAPACIDADE DE CARGA PARA
CARREGAMENTOS VERTICAIS E CENTRADOS

Solo sem peso e sapata à superfície (c  0, h = 0 e  = 0)

AULA  Zona I movimenta-se para baixo como uma cunha,


3 deslocando lateralmente a Zona II, que por sua vez
empurra para cima a Zona III, no estado passivo de
Rankine.
  atinge o valor máximo = 45° + /2.

Tem-se: 𝜎𝑟 = 𝑐𝑁𝑐 , onde Nc é um fator de capacidade de


carga dependente de .
CAPACIDADE DE CARGA PARA
CARREGAMENTOS VERTICAIS E CENTRADOS

Solo não coesivo e sem peso (c = 0, h  0 e  = 0)

AULA  Mesmo modelo de ruptura e a capacidade de carga


3 é dada pela solução de Reisnner (1924):

𝜎𝑟 = 𝑞𝑁𝑞 , onde Nq é um fator de capacidade de carga


em função apenas de .

Estes 2 fatores são relacionados


pela expressão:
CAPACIDADE DE CARGA PARA
CARREGAMENTOS VERTICAIS E CENTRADOS

Solo não coesivo e sapata à superfície (c = 0, h = 0 e   0)


AULA
 Em casos de sapata apoiada em areia pura, tem-se:
3
1
𝜎𝑟 = 𝛾𝐵𝑁𝛾 , onde N é dado por:
2

Como  não é conhecido, é necessário repetir os


cálculos variando  até que seja encontrado um valor
mínimo de N.
CAPACIDADE DE CARGA PARA
CARREGAMENTOS VERTICAIS E CENTRADOS

Superposição dos efeitos


AULA 𝟏
3 𝝈𝒓 = 𝒄. 𝑵𝒄 + 𝒒. 𝑵𝒒 + 𝜸. . 𝜸. 𝑩. 𝑵
𝟐

coesão peso próprio


sobrecarga

Nc, Nq e N são adimensionais e dependentes de .


CAPACIDADE DE CARGA PARA
CARREGAMENTOS VERTICAIS E CENTRADOS

AULA
3

Figura 8 – Fatores de capacidade de carga (Terzaghi ePeck, 1967)


CAPACIDADE DE CARGA PARA
CARREGAMENTOS VERTICAIS E CENTRADOS

Efeito da forma da sapata

AULA  Sapata circular com diâmetro B embutida em um


3 solo compacto ou rijo:
B
σr = 1,2cNc + qNq + 0,6γ N
2

 Sapata quadrada de lado B:


B
σr = 1,2cNc + qNq + 0,8γ N
2
CAPACIDADE DE CARGA PARA
CARREGAMENTOS VERTICAIS E CENTRADOS

Efeito da forma da sapata


Posteriormente, essas equações foram agrupadas em
AULA uma equação geral que considera a forma da sapata:
3 1
σr = cNc Sc + qNq Sq + γBN S
2

Onde Sc, Sq e S são denominados fatores de forma.


CAPACIDADE DE CARGA PARA
CARREGAMENTOS VERTICAIS E CENTRADOS

Ruptura por puncionamento


Para solucionar problemas práticos para o caso de
AULA ruptura em solos moles ou fofos, Terzaghi (1943)
3 propôs:

1
σr = 𝑐 N′c Sc + qN′q Sq + γBN′ S
2

Onde os parâmetros de resistência do solo são


reduzidos empiricamente.
2 2

𝑐 = 𝑐 tan ∗ = tan 
3 3
CAPACIDADE DE CARGA PARA
CARREGAMENTOS INCLINADOS E EXCÊNTRICOS

Carga vertical excêntrica


Meyerhof (1953) propõe que as dimensões reais da
AULA base da sapata (B, L) sejam substituídas por valores
3 fictícios (B’, L’), dados por:
𝐵′ = 𝐵 − 2𝑒𝐵

𝐿′ = 𝐿 − 2𝑒𝐿

Onde eB e eL são as excentricidades


da carga nas direções dos lados B e L
da sapata.
CAPACIDADE DE CARGA PARA
CARREGAMENTOS INCLINADOS E EXCÊNTRICOS

Hansen (1961,1970) introduziu fatores de forma,


profundidade, inclinação da carga e posterriormente,
AULA inclinação do terreno e inclinação da base da
3 fundação. Com isso, chegou à formula geral para
cálculo da capacidade de carga das fundações
submetidas a um carregamento qualquer.

1
σr = cNc Sc dc ic bc g c + qNq Sq dq iq bq g q + γB′N S d i b g 
2
CAPACIDADE DE CARGA PARA
CARREGAMENTOS INCLINADOS E EXCÊNTRICOS

1
σr = cNc Sc dc ic bc g c + qNq Sq dq iq bq g q + γB′N S d i b g 
2
AULA
3 Onde:
Sc, Sq,Sγ = fatores de forma;
dc, dq,d = fatores de profundidade;
ic, iq,i = fatores de inclinação da carga;
bc, bq,b = fatores de inclinação da base da fundação;
gc, gq,g = fatores de inclinação do terreno.
CAPACIDADE DE CARGA PARA
CARREGAMENTOS INCLINADOS E EXCÊNTRICOS

AULA
3
CAPACIDADE DE CARGA PARA
CARREGAMENTOS INCLINADOS E EXCÊNTRICOS

AULA
3
CAPACIDADE DE CARGA PARA
CARREGAMENTOS INCLINADOS E EXCÊNTRICOS

Fatores de inclinação de carga:


𝑚𝐻
AULA
ic = 1 − ′ ′
𝐵 𝐿 𝑐𝑁𝑐 para  = 0
3
𝑚
𝐻
iq = 1 −
𝑉 + 𝐵′ 𝐿′ 𝑐𝑐𝑜𝑡

𝑚+1
𝐻
i = 1 −
𝑉 + 𝐵′ 𝐿′ 𝑐𝑐𝑜𝑡
CAPACIDADE DE CARGA PARA
CARREGAMENTOS INCLINADOS E EXCÊNTRICOS

2 + 𝐵 Τ𝐿 2 + 𝐿Τ𝐵
𝑚 = 𝑚𝐵 = 𝑚 = 𝑚𝐿 =
1 + 𝐵 Τ𝐿 1 + 𝐿Τ𝐵
AULA
3
Se a inclinação da carga fizer um ângulo  com a
direção L, adota-se:

𝑚 = 𝑚𝑛 = 𝑚𝐿 𝑐𝑜𝑠 2 𝜃 + 𝑚𝐵 𝑠𝑒𝑛2 𝜃
CAPACIDADE DE CARGA PARA
CARREGAMENTOS INCLINADOS E EXCÊNTRICOS

V e h são componentes vertical e horizontal da carga e


H deve satisfazer à condição:
AULA
3 𝐻 ≤ 𝑉𝑡𝑔𝛿 + 𝐴′𝑐𝑎

onde:
A’ = área efetiva
𝑐𝑎 = aderência entre o solo e a fundação
𝛿 = ângulo de atrito entre o solo e a fundação

- Solos arenosos: 𝛿 = ’ e 𝑐𝑎 = 0
- Solos argilosos saturados: 𝛿 = 0 e 𝑐𝑎 = Su
CAPACIDADE DE CARGA PARA
CARREGAMENTOS INCLINADOS E EXCÊNTRICOS

Fatores de profundidade:
𝐷
AULA D/B  1: dc = 1 + 0,4 para  = 0
𝐵
3
𝐷
dq = 1 + 2𝑡𝑔(1 − 𝑠𝑒𝑛)2
𝐵

d = 1
CAPACIDADE DE CARGA PARA
CARREGAMENTOS INCLINADOS E EXCÊNTRICOS

Fatores de profundidade:
𝐷
AULA D/B > 1: dc = 1 + 0,4arctg
𝐵
3
𝐷
dq = 1 + 2𝑡𝑔(1 − 𝑠𝑒𝑛)2 arctg
𝐵

d = 1

Tendo em vista o precedimento executivo usual das


fundações superficiais, a maioria da bibliografia
desaconselha a utilização dos fatores de profundidade.
CAPACIDADE DE CARGA PARA
CARREGAMENTOS INCLINADOS E EXCÊNTRICOS

Fatores de inclinação da base da fundação:


bc = 1 − 2𝛼 Τ 𝜋 + 2
AULA
3 bq = 𝑏𝛾 = 1 − 𝛼Τ𝑡𝑔 2

Com  em radianos.

Figura 10 – Fundação com base inclinada e terreno em talude.


CAPACIDADE DE CARGA PARA
CARREGAMENTOS INCLINADOS E EXCÊNTRICOS

Fatores de inclinação do terreno:


𝑔𝑐 = 1 − 2𝜔Τ 𝜋 + 2
AULA
3 𝑔q = 𝑔𝛾 = 1 − 𝑡𝑔𝜔 2

Figura 10 – Fundação com base inclinada e terreno em talude.


CONDIÇÕES NÃO HOMOGÊNEAS DO SOLO

• Variação linear de propriedades com a profundidade


Algumas soluções são apresentadas no livro
Velloso & Lopes, 2010, no capítulo 4.
AULA • Estratificação.
3

Figura 11 – Condições da variação das propriedades (módulo E e resistência s)


com a profundidade: (a) homogêneo, (b) linearmente heterogêneo e (c)
estratificado.
CONDIÇÕES NÃO HOMOGÊNEAS DO SOLO

Solo estratificado – bulbo de tensões

Pode-se admitir, para um cálculo prático e aproximado,


AULA que a propagação de tensões ocorre de uma forma
3 simplificada, mediante uma inclinação 1:2, conforme
Figs.12 e 13, em que z é a distância da base da sapta
ao topo da segunda camada.
CONDIÇÕES NÃO HOMOGÊNEAS DO SOLO

Solo estratificado – bulbo de tensões

A parcela  de tensão
AULA propagada à distância z:
3 𝜎𝐵𝐿
∆𝜎 ≅
𝐵+𝑧 𝐿+𝑧

Em z=2B (L=B)

𝜎𝐵2 𝜎 Figura 12 – Propagação de tensões


∆𝜎 ≅ 2
= ≅ 10%𝜎 segundo uma inclinação 1:2.
𝐵 + 2𝐵 9
CONDIÇÕES NÃO HOMOGÊNEAS DO SOLO

Solo estratificado – bulbo de tensões

AULA
3

Figura 13 – Parcela de tensão propagada.


CONDIÇÕES NÃO HOMOGÊNEAS DO SOLO

Solo estratificado – bulbo de tensões

Para efeitos práticos em fundações, pode-se


AULA considerar:
3 - Sapata circular ou quadrada (L=B): z = 2B;
- Sapata retangular (L=2 a 4B): z = 3B;
- Sapata corrida (L5B): z = 4B.

A superfície de ruptura se desenvolve toda no interior


do bulbo de tensões. Então, para sapatas quadradas,
p.e., para o cálculo da capacidade de carga não
importa o solo que estiver além da profundidade z= 2B.
CONDIÇÕES NÃO HOMOGÊNEAS DO SOLO

Solo estratificado – duas camadas

Quando há a necessidade de se considerar uma


segunda camada, com características diferentes
AULA (ambas atingidas pelo bulbo de tensões), o problema
3 se torna complexo.
A seguir será apresentado um procedimento prático
para a determinação da capacidade de carga.
CONDIÇÕES NÃO HOMOGÊNEAS DO SOLO

Solo estratificado – duas camadas

AULA
3

Figura 14 – Segunda camada atingida pelo bulbo de tensões.


CONDIÇÕES NÃO HOMOGÊNEAS DO SOLO

Solo estratificado – duas camadas


1) determina-se a capacidade de carga considerando
apenas a primeira camada (r1);
AULA 2) determina-se a capacidade de carga considerando
apenas a primeira camada (r2);
3

Figura 15 – Sapata fictícia no topo da segunda camada.


CONDIÇÕES NÃO HOMOGÊNEAS DO SOLO

Solo estratificado – duas camadas


Se r1  r2  ok!

AULA - Significa que a parte inferior da superfície de ruptura


se desenvolve em solo mais resistente e, pode-se
3
adotar,a favor da segurança: r = r1 .
Se a segunda camada for menos resistente, adota-se
uma solução aproximada que consiste em obter a
média ponderada dos dois valores:
𝑎𝜎𝑟1 + 𝑏𝜎𝑟2
𝜎𝑟 1,2 =
𝑎+𝑏

onde a e b estão definidas na Fig.14.


CONDIÇÕES NÃO HOMOGÊNEAS DO SOLO

Solo estratificado – duas camadas


Verifica-se se não há ruptura da segunda camada,
calculando a parcela propagada da tensão até o topo
AULA da segunda camada () e compara-se este valor a
𝜎𝑟 2 .
3
𝜎𝑟1,2 𝐵𝐿
∆𝜎 ≅ ≤ 𝜎𝑟2  ok!
𝐵+𝑧 𝐿+𝑧

Então a capacidade de carga do sistema será a própria


capacidade de carga média no bulbo.

r = r1,2
CONDIÇÕES NÃO HOMOGÊNEAS DO SOLO

Solo estratificado – duas camadas


Caso  > r1,2 deve reduzir o valor da capacidade de
carga média, de modo que o valor propagado () não
AULA ultrapassed (r1,2 ). Para isso:
3 𝜎𝑟2
𝜎𝑟 = 𝜎𝑟1,2
∆𝜎
CONDIÇÕES NÃO HOMOGÊNEAS DO SOLO

Influência do Lençol freático

x
NA3
AULA D
y
3
a
NA2
B
b

NA1

Figura 16 – Perfil esquemático de influência do NA.


CONDIÇÕES NÃO HOMOGÊNEAS DO SOLO

NA1  Nenhum ajuste com NA abaixo de B.


𝛾𝑛𝑎𝑡 𝑎 + 𝛾𝑠𝑢𝑏 𝑏
NA2  𝛾=
AULA 𝑎+𝑏
3
NA3 
𝑞 = 𝛾𝑛𝑎𝑡 𝑥 + 𝛾𝑠𝑢𝑏 𝑦

𝛾 = 𝛾𝑠𝑢𝑏 = 𝛾𝑛𝑎𝑡 - 𝛾𝑎
CONDIÇÕES NÃO HOMOGÊNEAS DO SOLO

PROVA DE CARGA EM PLACA


Além da forma teórica para o cálculo da capacidade de
carga, existe também o método experimental, por meio
AULA de provas de carga em placa, realizadas na etapa de
projeto da fundação.
3
Consiste na instalação de uma placa, na mesma forma
de projeto da base das sapatas, e aplicação de carga,
em estágios, com medida simultânea de recalques.
A placa é cirular, rígida com diâmetro de 0,80m.
CONDIÇÕES NÃO HOMOGÊNEAS DO SOLO

PROVA DE CARGA EM PLACA

AULA
3

Figura 17 – Execução de prova de carga em placa.


CONDIÇÕES NÃO HOMOGÊNEAS DO SOLO

PROVA DE CARGA EM PLACA

Observa-se neste gráfico,


Uma ruptura nítida para
AULA uma tensão de 160 kPa.
3
𝜎𝑟 = 160 𝑘𝑃𝑎

Figura 18 – Curva tensão


versus recalque de placa
em argila (Vargas, 1951).
CONDIÇÕES NÃO HOMOGÊNEAS DO SOLO

PROVA DE CARGA EM PLACA

AULA
3
Figura 19 – Curva
tensão versus
recalque de placa
em areia (Macacari,
2001).

As tensões são crescentes com os recalques, exigindo


um critério arbitrário para definir a ruptura.
CONDIÇÕES NÃO HOMOGÊNEAS DO SOLO

PROVA DE CARGA EM PLACA


Terzaghi considera a tensão correspondente ao ponto
a partir do qual o trecho final da curva se transforma
em linha reta não vertical, o que resulta em:
AULA
3
𝜎𝑟 ≅ 140 𝑘𝑃𝑎