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Tema C9 – Género e Igualdade: todos os

Homens são livres. E as mulheres?

Cidadania e Mundo Atual


Género e Igualdade.
“Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são
iguais perante a lei. Ninguém pode ser privilegiado,
beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou
isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo,
raça, língua, território de origem, religião, convicções
políticas ou ideológicas, instrução, situação económica ou
condição social.”

(Artigo 13º da Constituição da República Portuguesa).


Homens e Mulheres – sempre iguais?
Bíblia
Génesis

GI, 26. E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa
semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e
sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre
a terra.

GII, 8. E plantou o SENHOR Deus um GII, 18. E disse o SENHOR Deus: Não é
jardim no Éden, do lado oriental; e bom que o homem esteja só; far-lhe-
pôs ali o homem que tinha formado. ei uma auxiliar semelhante a ele.
Bíblia
Génesis

GII, 21. Então o SENHOR Deus fez cair


GII, 22. E da costela que o SENHOR Deus
um sono pesado sobre Adão, e este
tomou do homem, formou uma mulher,
adormeceu; e tomou uma das suas
e trouxe-a a Adão.
costelas, e cerrou a carne em seu lugar;

GIII, 16. Depois disse à mulher: “aumentarei os sofrimentos da tua


gravidez, os teus filhos hão-de nascer entre dores. Procurarás compaixão a
quem serás sujeita, o teu marido.”
A Mulher na Antiguidade - Egipto
A mulher no antigo Egipto
ocupava uma posição de
liberdade e igualdade face
ao homem. Não ficavam
fechadas em casa sob a
autoridade de um pai ou de
um marido todo-poderoso.
A Mulher na Antiguidade - Egipto
Houve egípcias que
ocuparam altos cargos e
funções de Estado – a
mulher e o homem eram
iguais por direito (estatuto
legal) e de facto. As
egípcias conheceram um
mundo em que a mulher
não era nem adversária
nem rival do homem.
A Mulher na Antiguidade – Grécia / Atenas

A pátria da democracia via a


mulher com indiferença e
desprezo.
As mulheres atenienses
viviam quase em reclusão
nos aposentos a elas
destinados (Gineceu).
As festas e cerimónias
estavam destinadas aos
homens ou às mulheres cuja
reputação já não podia ser
perdida.
A Mulher na Antiguidade – Grécia / Atenas

Os casamentos eram
combinados pelos pais das
raparigas.
A mulher era a dona de
casa e pouco mais.
Era-lhes vedada a
educação - eram
valorizadas as mulheres
ignorantes para melhor
serem ensinadas pelos
maridos.
A Mulher na Antiguidade – Grécia / Atenas

Quando pretendiam
companhia de
mulheres inteligentes,
os atenienses
voltavam-se para
estrangeiras
conhecidas por hetairai
/companheiras.
Mulheres que
ocupavam uma posição
entre a dama e a
prostituta.
A Mulher na Antiguidade – Grécia / Atenas

As atenienses não eram


emancipadas, não tinham
direitos cívicos nem
desempenhar cargos
públicos, não podiam ser
proprietárias nem defender-
se em nome próprio –
estavam desde o
nascimento até à morte sob
a tutela de um homem –
pai, irmão, tio, tutor.
A Mulher na Antiguidade – Roma

Ao contrário dos
gregos/atenienses, os
romanos tiveram sempre
estima e respeito pela
mulher.
Muitas tiveram papel na
cena política romana,
estudaram e mesmo
liberdade jurídica.
A Mulher na Antiguidade – Roma

Inicialmente submetidas à
autoridade paterna ou
masculina, as mulheres em
Roma vão conquistar
durante a República cada
vez mais direitos.
Ex. os divórcios – muito
simples de obter.
As mulheres divorciadas
eram procuradas por mais
pretendentes que as
solteiras.
A Mulher na Idade Média
Na idade média as
mulheres eram vistas
como inferiores aos
homens e a eles se
deviam submeter.
Esta ideia era passada
pela Igreja Católica
que chegou ao ponto
de considerar a
mulher como um ser
sem alma e diabólico.
A Mulher na Idade Média
As mulheres tinham
que obedecer aos
parentes masculinos
até casarem
passando depois a
obedecer ao seu
marido.
Os maridos eram
encorajados a fazer
cumprir essa
obediência, mesmo
através da violência,
sempre que a mulher
o merecesse.
A Mulher e as revoluções liberais
A revolução francesa
As mulheres tiveram um papel importante na Revolução francesa,
participando nos levantamentos populares/revolucionários.
A Mulher e as revoluções liberais
Apesar dos ideais de igualdade e liberdade defendidos pelos
movimentos liberais do século XIX, a mulher nem sempre
“beneficiou” dessa igualdade e liberdade.
A Mulher e a luta pela igualdade
Só a partir da 2ª ½ do séc. XIX, e com os movimentos sufragistas, as
mulheres puderam conquistar, em alguns países, o direito ao voto.
A Mulher e a luta pela igualdade
A luta pelo direito de voto e pela igualdade nem sempre foi fácil,
houve resistências e nem sempre a sociedade e os poderes políticos
aceitaram as reivindicações das mulheres.
A Mulher e a luta pela igualdade
O primeiro país a conceder o direito de voto às mulheres
foi a Nova Zelândia em 1893.
A Mulher e a luta pela igualdade
A primeira mulher a
votar em Portugal foi
Carolina Beatriz
Ângelo, em 1911,
contornando a lei que
só permitia votar aos
cidadãos maiores de
21 anos que fossem
chefes de família ou
que soubessem ler e
escrever (ela era
médica, mãe e viúva).
Para evitar estes
contornos, foi
modificado o direito,
abrangente somente
ao sexo masculino.
A Mulher e a luta pela igualdade

Só com o decreto-lei 19.694 de 5 de Maio de 1931 é que


pela primeira vez, na história política do país, as
mulheres foram consideradas como eleitoras.

Este decreto, contudo, era bastante limitativo, pois


permitia o voto apenas ás mulheres que fossem chefes
de família, ou seja, as viúvas, divorciadas, separadas de
pessoas e bens, com família própria e aquelas que
estivessem casadas, mas que os maridos estivessem no
estrangeiro ou nas colónias.
A Mulher e a luta pela igualdade

No entanto só podiam votar as mulheres que tivessem


completado o ensino secundário ou fossem titulares de
um curso superior com certificado.
A Mulher e a luta pela igualdade

Nessa altura, as
mulheres ganharam
também o direito a
serem eleitas para a
Assembleia Nacional.
Nas primeiras eleições
legislativas ocorridas no
Estado Novo foram
eleitas três deputadas,
sendo, desta forma, as
primeiras mulheres
deputadas na História
de Portugal.
A Mulher no Estado Novo
Durante o Estado Novo foi passada a imagem da mulher
submissa e dedicada ao lar e à família.
A Mulher e a luta pela igualdade
No entanto, o sufrágio universal feminino só foi alcançado
após o 25 de Abril.