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Karl Barth:

1886-1968
Suíça
O riso
é a coisa mais próxima
da graça de Deus.
“Os teólogos
devem ler a Bíblia,
mas também
os periódicos”
A mensagem da graça de Deus é
mais urgente que a mensagem da
Lei de Deus, de sua ira, de sua
acusação e de seu juízo
“Devemos falar de Deus.
Somos, porém, humanos e como
tais não podemos falar de Deus.
Devemos saber ambos, nosso
dever e nosso não-poder,
e justamente assim dar glória a
Deus”
Filho de pais religiosos, foi educado em
meio a pastores conservadores. Suas
influências acadêmicas foram Kant, Hegel,
Kierkegaard e teólogos como Calvino,
Baur, Harnack e Hermann. Até 1911, ainda
jovem, esteve Karl Barth vinculado ao
protestantismo liberal antidogmático e
modernista de Adolf von Harnack (1851-
1930), invertendo a seguir sua posição.
Harnack
Para Harnack, no livro “O que é
cristianismo?”:
- a substância de Jesus ser procurada
para além da escatologia acidental
que encobre a mensagem do Reino
(“dentro de vós”), mas no caráter
universal no amor a Deus e ao
próximo
Barth em 1935, por sua atitude anti-
nazista, foi obrigado por Hitler a
refugiar-se em Basiléia, de cuja
universidade foi professor, onde
lecionou até 1961. Na Alemanha, deu
ainda, na qualidade de professor
estrangeiro, lições em Bonn, em 1946
e 1947.
Com o destaque da transcendência
divina abriu largo espaço entre Deus e
o homem. Abandonado o homem
existencialmente a si mesmo, não
tendo senão a fé como caminho para
o alto. Cristo é o intermediário, como
se diz na Epístola aos Romanos, e
comentada por Barth.
A teologia de Barth recebe muitos
nomes: teologia da crise, teologia
dialética, teologia kerigmática,
teologia da Palavra.
Síntese da teologia de Barth:
1) Barth destaca a absoluta
transcendência de Deus. Deus é o único
positivo, o ser. O homem, no entanto, da
mesma forma que o mundo, é a negação,
o não ser. Justamente por não ser nada, o
homem não tem a possibilidade de
autoredenção; nem ao menos de
conhecer Deus, mas somente de saber
que não o conhece.
2) A iniciativa vem de Deus, que irrompe
no mundo do homem através de sua
revelação e palavra. A teologia de Barth é,
por isso, a teologia da palavra. A
revelação de Deus é o objeto da teologia.
Barth centra toda a sua atenção na
revelação e palavra de Deus na Bíblia.
3) Barth vê a revelação de Deus na Bíblia
como algo dinâmico, não estático. A
palavra de Deus, diz Barth, não é um
objeto que nós controlamos como se
fosse um corpo morto que podemos
analisar e dissecar. Na realidade é como
um sujeito que nos controla e atua sobre
nós. E essa Palavra é capaz de nos fazer
reagir de um jeito ou de outro.
3) Barth vê a revelação de Deus na Bíblia
como algo dinâmico, não estático. A
palavra de Deus, diz Barth, não é um
objeto que nós controlamos como se
fosse um corpo morto que podemos
analisar e dissecar. Na realidade é como
um sujeito que nos controla e atua sobre
nós. E essa Palavra é capaz de nos fazer
reagir de um jeito ou de outro.
5) Hoje, através da Palavra proclamada, a
Igreja é testemunha da Palavra revelada.
Sua proclamação baseia-se na palavra
escrita, a Bíblia. Deus serve-se desta
palavra proclamada e escrita, e se
transforma em palavra revelada de Deus,
quando ele quer falar-nos através dela.
Decepciona-se com seus mestres
quando os vê assinar um manifesto
em apoio à política bélica do Kaiser
Guilherme II
Coloca-se ao lado dos trabalhadores
que eram explorados pelos chefes de
um indústria têxtil loca. É visto como
‘pastor vermelho’
A carta aos romanos e a doutrina extrema
da alteridade absoluta de Deus.

Dirá:
“Devemos falar de Deus. Somos, porém,
humanos e como tais não podemos falar
de Deus. Devemos saber ambos, nosso
dever e nosso não-poder, e justamente
assim dar glória a Deus”
Influência do existencialista
Kierkegaard:
- abordagem objetiva de Deus e do
cristianismo = formal e sem paixão,
apenas filosófica, histórica e científica
- abordagem subjetiva: verdades e
realidades existenciais, que exigem o
salto da fé = “verdade é
subjetividade”
“Se o cristianismo fosse uma doutrina, não
seria preciso fé para se relacionar com ele, uma
vez que a relação com uma doutrina só de dá
no plano intelectual. A fé não é um programa
para quem aprende a devagar na esfera da
intelectualidade, não é um refúgio de idiotas. A
fé opera numa esfera própria, e o que identifica
imediatamente todo cristianismo equivocado é
que ele a transforma numa doutrina e a
desloca para o domínio da intelectualidade.”
(Kierkegaard)
Se desligará de Kierkegaard por seu
individualismo e não presença da
dinâmica comunitária; por sua
centralidade no ser humano como
ponto de partida da reflexão
teológica.
Vai afirmar a impossibilidade do
conhecimento de Deus fora da
revelação x religião natural
Bíblia e jornal:
- cristãos alemães x judeus
- declaração de Barmen em 1934,
onde resistem à usurpação do III
Reich do papel que cabia à igreja
- tirania nazista: uma idolatria
A obre Dogmática:
Temas: transcendência de Deus,
natureza trinitariana, pecado e
impotência humana, natureza
autêntica do ser humana está em
Jesus, rejeição da teologia natural,
demonização de todas as religiões
Doutrina da eleição:
“Em Cristo” nos escolheu:
liberdade e graça divina
Teologia dialética:
- nenhum discurso humano é
adequado em se tratando de Deus
- não há continuidade entre Deus e o
ser humano, e a revelação divina
exigiu que houvesse um encontro
dialético do tempo e da eternidade
no deus-Homem Jesus Cristo
Bíblia:
acolhe abordagem histórico-crítica da
literatura bíblica e rejeita qualquer
ideia de inerrância. Mas é o
testemunho intérprete e arauto do
evento salvador centrado em Cristo.
“Seria uma desonestidade intelectual
negar a relatividade ou o caráter
problemático da Bíblia. O grande perigo é
o de que a eliminação da relatividade
humana da Bíblia leva à eliminação
precisamente daquilo de que a Bíblia dá
testemunho: a revelação divina. Pois não
é da natureza da revelação que seja
relativa e problemática a forma pela qual
ela nos confronta.”