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• O modo atual de conceber o recém-nascido e consequentemente, a

ideia de que a socialização se inicia na relação precoce mãe-filho


alterou substancialmente o modo de se lidar com as crianças quer na
família, quer nas creches ou jardins-de-infância, pelo que hoje
procura-se organizar os jardins-de-infância de modo a
proporcionarem à criança vivências emocionais positivas.

• A criança constrói o conceito de si própria numa relação especial


com a “mãe” e são as experiências vividas no início da vida que
desempenham um papel fundamental no desenvolvimento e na
estruturação da personalidade.
• a “mãe” surge, necessariamente, como o primeiro agente através do
qual a criança intercambia com o meio, desenvolvendo com ela as
primeiras relações afetivas e iniciando o seu processo de
relacionamento com o mundo físico e social.
• Quando a criança nasce, ela passa a pertencer a uma grupo – a família.
• A família é o grupo básico de qualquer sociedade.
• A pertença ao grupo familiar e, posteriormente, a outros grupos, é o
que confere ao Homem o verdadeiro estatuto de ser humano.
• Ser humano supõe que a criança se desenvolva afetiva e socialmente,
todavia, o desenvolvimento e a socialização são processos simultâneos,
mas interdependentes.
• A família tem um papel muito importante no processo de socialização,
isto é, no processo de integração do indivíduo na sociedade.
• A família tem, portanto, um papel fundamental como agente de
socialização, ao dotar a criança de todo um conjunto de conhecimentos e
comportamentos que lhe permitirão dar respostas adequadas às
situações sociais. O sorriso, por exemplo, torna-se um marco importante
entre as três e as seis semanas, pois o bebé sorri para outras pessoas, de
forma intencional, trata-se da primeira manifestação de sociabilidade do
bebé.
• a relação mãe/bebé tem um papel decisivo no desenvolvimento afetivo.
• díade mãe/bebé que vai permitir que a criança adapte o seu
comportamento ao meio envolvente e aos outros: “Esta relação tem uma
função adaptativa, quer favorecendo a sobrevivência da espécie, quer
proporcionando segurança emocional”.
• É através da interação mãe/bebé que a criança aprende a atribuir
significados aos comportamentos dos outros e às situações.
• As características desta relação precoce entre a mãe e o bebé vão ter uma
grande influência no desenvolvimento futuro da criança: na sua
personalidade, autoestima, confiança em si própria, na forma como se
relacionará com os outros e o modo como encarará as situações.
• Estudos etológicos revelaram que a necessidade de contacto corporal e
proximidade física são mais importantes que a necessidade de
alimentação.
• Esta necessidade de agarrar, de estar junto à mãe denomina-se de
contacto do conforto (Holding).
• Segundo Bowlby, a necessidade de vinculação (apego, attachement), isto
é, a necessidade de estabelecimento de contacto e de laços emocionais
entre o bebé e a mãe e outras pessoas próximas é um fenómeno
biologicamente determinado.
Teoria de Bowlby Críticas
CRÍTICAS Bowlby
1- Baseado na estrutura familiar da família inglesa • Contudo a criança pode estabelecer relações de
do pós guerra, Bowlby defendia que: vinculação com outros agentes maternantes que
a) O bebé vinculava-se preferencialmente à dão resposta adequada às suas necessidades.
mãe biológica. (havia como que uma
predisposição biológica) • O bebé é capaz de estabelecer múltiplas relações
de vinculação
b) O bebé é capaz de estabelecer uma única
relação de vinculação.
2- Bowlby considerava que as consequências Hoje sabe-se que a gravidade e a irreversibilidade
negativas das rupturas dos vínculos eram das consequências negativas depende de dois
irreversíveis fatores:
• Do grau de resiliência da criança
• Da qualidade e do apoio prestado nas relações e
contextos sociais posteriores

Bowlby não diferenciou duas situações, relativas à


rutura do vínculo, que são diferentes.
• A perda do vínculo afetivo
• A privação do vínculo afetivo (mais grave,
sobretudo se for prolongada)
Contributo de René Spitz
CAUSAS do VÍNCULO INSEGURO

• Inconsistência do comportamento do cuidador: oscila entre as respostas


apropriadas e a negligência às necessidades da criança.

• Erros de comunicação

o Não responde aos apelos da criança


o Responde raramente às necessidades da criança.
o Só responde após insistentes pedidos da criança
o Desencoraja o choro, encorajando a independência
o Maus tratos, frequentemente associados a diversas formas de abuso infantil
CRÍTICAS

• Situação é artificial e pode conduzir a conclusões erradas acerca da relação do


cuidador com a criança.

• O tipo de vinculação que serve de MODELO a Mary apresenta duas limitações:

o É um modelo retirado de um tipo de sociedade e cultura: padrões


socioculturais da ocidental.

o É um modelo retirado de apenas um determinado tipo de família da sociedade


ocidental e pertencente a um determinado estrato socioeconómico: a família
típica com mãe, pai e filhos da classe média
CRÍTICAS

• A observação de diferentes culturas permite verificar que a vinculação assume


várias formas. Exemplo: Japão

• A observação de diferentes tipos de família ( por exemplo, uniparental) permite


verificar que a vinculação corresponde ao que o cuidador espera do
comportamento da criança.

• A observação de famílias de diferentes estratos socieconómicos permite verificar


que a vinculação exibida pelos bebés correspondia à que era esperada e
considerada desejável pelos pais.
O PAPEL DO PAI
• "O pai é uma necessidade biológica, mas é um acidente social".
Margaret Mead
(Margaret Mead foi uma antropóloga cultural norte-americana. Nasceu na Pensilvânia, 16 de
dezembro de 1901-15 de novembro de 1978, Nova Iorque)

• “ O pai não tem nenhuma importância para o recém-nascido, e sua


participação se resume em ser uma fonte de recursos económicos e
como suporte emocional para a mãe.”
Jonh Bowlby
O PAPEL DO PAI
O PAPEL DO PAI
Conceito de Processo Separação – Individuação

O Processo de separação – individuação foi descrido por Margaret


Mahler (1897 – 1985), psicanalista de Budapeste que emigrou para os
Estados Unidos. Esta autora dedicou-se ao estudo do desenvolvimento
infantil e criou a teoria do desenvolvimento interpessoal do qual foi
destacado o processo de separação – individuação, bastante utilizado
em psicologia clínica e em psicanálise no diagnóstico e no tratamento
de determinadas patologias ou perturbações.
Conceito de Processo Separação – Individuação

O processo de separação – individuação descreve a separação e a


individuação psicológica da criança em relação à mãe dos primeiros anos de
vida aos primeiros anos de vida.

Este processo é longo e complexo e está dividido em duas fases: Fase da


simbiose normal – subfase de autismo, subfase de relação objetal narcísica;
Processo de Separação- Individuação – subfase de Diferenciação, subfase de
Ensaios, subfase de Separação, subfase de consolidação.
Conceito de Processo Separação – Individuação

• Na fase de simbiose normal, a subfase do autismo normal faz referência à


cápsula do qual o bebé vive com a sua mãe, é um prolongamento do corpo
do bebé, nada existe à sua volta;
• subfase da relação objetal narcísica- o bebé vive numa unidade dual com a
mãe, a relação é totalmente narcísica, de nutrição absoluta – afetiva e
física -. A crise maturacional do corpo vivo ocorre e também ocorre uma
diferença ao nível dos seus sentidos, havendo pois uma capacidade melhor
e maior de apreender os estímulos externos.
Conceito de Processo Separação – Individuação
• Pela maior e melhor maturação fisiológica e pelos cuidados maternos
inicia-se o processo de separação – individuação:
• 1ª subfase – Diferenciação – o bebé está mais ativo, apreende todos os
estímulos com outra capacidade. Tem tendência para se moldar ao corpo da
mãe e não o contrário. A criança explora a mãe e o mundo à sua volta, puxa-
lhe os cabelos, os óculos, as blusas mexe em objetos.
• Dos 6 meses as 8 meses, dá-se a angústia do 8º mês ou do estranho e o bebé
faz a diferenciação psicológica entre a mãe e os estranhos que são todas as
outras pessoas. As suas reações de desagrado são comuns a todas as crianças
que conviveram até então com as suas mães e com cuidados maternos. A
ausência de angústia do 8º mês poderá ser indicativo na inconstância de
figuras securizantes interiorizadas pela criança.
Conceito de Processo Separação – Individuação

• 2ª subfase – subfase dos ensaios – a criança está cada vez mais diferenciada
psicologicamente e fisicamente da mãe e essa diferença traduz-se na exploração
que a criança faz do mundo à sua volta, afastando-se temporariamente da mãe e
brincando às escondidas, às ausências temporárias. A internalização vai-se
experimentando e comprovando pela necessidade de se prover emocionalmente
junta à mãe. Praticante propriamente dito com o poder da locomoção e as suas
novas capacidades fisiológicas, a criança vai comprovando as diferenças entre os
seus corpo, o corpo da mãe e o corpo dos outros.
Conceito de Processo Separação – Individuação

3ª subfase – subfase de reaproximação – a crianças começam também


a fazer as diferenças entre sexos e a reconhecer a sua própria
identidade. Tem um pai e uma mãe e a relação com a mãe modifica-se,
podendo inclusive haver momentos regressivos “à altura em que era
bebé”. Surgem carências afetivas e a independência criada e de grande
entusiasmo é agora calculada com outro pensamento.
Conceito de Processo Separação – Individuação

• 4ªsubfase- subfase de consolidação da individualidade – fase da


constância objetal libidinal – a criança adquire uma individualidade
com sentido de self. Há constância do objeto – bom e mau- com todas
as suas características. Há um outro individual e diferenciado. Esta
constância possibilita à criança enquanto está sozinha, estar
acompanhada por dentro. Ocorre no 3º ano de vida.
Teste de Resiliência
Teste de Resiliência
• Estabeleça em cada uma das questões os seguintes pontos:
• Raramente ou Nunca = 1 ponto
• Ocasionalmente = 2 pontos
• Muitas vezes = 3 pontos
• Sempre = 4 pontos
• 31 a 40 pontos – Nível de Resiliência muito baixa
- Atenção e respeito a seus limites.
- Repense as suas atitudes e comportamentos
- Converse mais com as pessoas em relação aos seus sentimentos
- Procure ajuda profissional.
• 21 a 40 pontos – Nível de Resiliência baixa
- Atente-se a sua qualidade de vida.
- Busque atividades de lazer.
- Procure colocar para o outro as coisas que o aborrecem.
- Procure ajuda especializada.
• 11 a 20 pontos – Nível de Resiliência Média
- Fique atento às situações nas quais você não respeita seu espaço e emoções.
- Organize suas atividades.
- Delegue tarefas para não se sobrecarregar.
• 0 a 10 pontos – Bom Nível de Resiliência
- Continue assim, parabéns.