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GESTÃO AMBIENTAL

PROFESSOR LEONARDO LEOCADIO


1.1 – Desenvolvimento Sustentável

A busca por um mundo mais equilibrado do ponto de


vista social, ambiental e econômico fez surgir a ideia de
que, as questões ambientais, bem como as questões
sociais deveriam ser incorporadas aos princípios do
crescimento econômico como uma saída para a
manutenção da qualidade de vida. A partir deste ideia fez-
se surgir o conceito de desenvolvimento sustentável.

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“O desenvolvimento sustentável é aquele que
atente às necessidades do presente sem
comprometer a possibilidade de as gerações
futuras atenderem as suas próprias necessidades”
(BRUNDTLAND, 1988, apud HOGAN&VIEIRA,
1995).

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O desenvolvimento sustentável, apresenta três dimensões:
econômica, social e ambiental. Este modelo deve estimular
e salvaguardar a convivência harmoniosa e o equilíbrio
entre estas três dimensões. Atualmente, a dimensão que
apresenta maior desenvolvimento é a econômica,
relegando-se para segundo plano a dimensão social, sendo
praticamente nulo o desenvolvimento ao nível da dimensão
ambiental. Esta assimetria, destas três dimensões, coloca
seriamente em risco, a curto prazo, a sobrevivência das
gerações futuras
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Modelo
assimétrico:
Econômico,
Social e
Ambiental.

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1.2 Histórico

Na década de 80, o termo desenvolvimento


sustentável passou a ser difundido globalmente. “Isto
ocorreu quando a União Internacional para a Conservação
da Natureza (UICN) apresentou o documento Estratégia de
Conservação Ambiental, o qual tinha como objetivo
alcançar o desenvolvimento sustentável através da
conservação dos recursos vivos”

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Durante a década de 90, realiza-se no Brasil a Conferência
das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e
Desenvolvimento, a ECO 92. “ 0 conceito de
desenvolvimento sustentável e recomendações da
Comissão Brundtland são aprovados e incorporados a
Agenda 21, Agenda de Compromisso para Ações Futuras,
consagrando as linhas mestras do relatório, principalmente
a relação entre pobreza e degradação ambiental”

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Após a Conferência realizada no Rio de Janeiro, o termo
desenvolvimento sustentável passou a estar presente em
diversos discursos políticos, sociais e outros. Isso fez com
que diversos segmentos sociais manifestassem suas
posições a respeito das ideias que tinham e ainda têm
sobre ele.

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1.3 Sustentabilidade no Planeta

Na época em que vivemos, dois são os impactos humanos


sobre o ambiente natural: a interferência dos homens sobre
os ciclos naturais e demais seres vivos, e a escala de
demanda por recursos, que excede de forma significativa a
capacidade de recomposição do planeta. Os ciclos naturais
passíveis de interferência humana incluem água, fauna e
flora, solo e topografia, atmosfera, entre outros.

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Os recursos naturais absorvidos pelas atividades humanas
são água, energia, recursos minerais, vegetais e animais,
etc.

Um exemplo bastante conhecido é o ciclo da água. A


evaporação de rios e mares, juntamente com a
evapotranspiração da vegetação, leva à formação de
nuvens. Estas descarregam água em forma de chuvas que,
ao cair no solo, integram os cursos fluviais ou infiltram e
recarregam aquíferos e lençóis freáticos. Estes irão
desembocar em rios ou nascentes, completando o ciclo.
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Como exemplos de interferência no ciclo da água estão
chuva ácida e despejo de resíduos em rios, afetando a
qualidade da água e a impermeabilização massiva no
espaço urbano. A interrupção do ciclo natural de recarga
ocasiona redução da disponibilidade de água subterrânea e
sobrecarrega rios e várzeas, aumentando a presença de
água na superfície e provocando enchentes e
alagamentos.

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O conceito tanto de apropriação dos recursos como de
imposição dos ciclos humanos sobre os ciclos naturais é
popularmente chamado de Pegada Ecológica. Essa
ferramenta demonstra quantos planetas seriam
necessários para que determinados hábitos individuais
fossem satisfeitos. Essa é uma abordagem simplificada,
mas didática, que representa a ideia de que os ciclos
naturais sofrem determinado grau de interferências
antrópica que os impedem de concluir seu ciclo natural de
recomposição.

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Em longo prazo, a consequência direta seria a supressão
ou a ausência de recursos e serviços naturais com
qualidade.

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1.3 – Sustentabilidade e a Construção Civil

A Indústria da Construção Civil vem se preocupando cada


vez mais com o tema Sustentabilidade. Recentemente foi
criado o Conselho Brasileiro de Construção Sustentável
para discutir e desenvolver técnicas menos agressivas e
mais eficientes do ponto de vista da Sustentabilidade.

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Nos últimos anos o conceito de sustentabilidade vem
assumindo um papel importante nas corporações, em
particular no setor da construção estas exigências
começam a se acentuar, isto ocorre devido ao alto impacto
ambiental e social das atividades de fabricação de
materiais, projeto, construção, uso e operação de
edificações, empreendimentos e obras pesadas. Este
movimento vem consolidando o conceito de
Sustentabilidade Corporativa.

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Feldman (2008) afirma que o avanço e o engajamento
deste setor, antes inerte, podem trazer benefícios sem
precedentes para o meio ambiente e a sustentabilidade do
planeta. A mistura correta entre uma apropriada
regulamentação governamental, um aprimoramento do uso
de tecnologias para economia energética e uma mudança
comportamental pode reduzir substancialmente as
emissões de CO2 do setor, que acumula cerca de 30 a
40% do uso global de energia.

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Mudanças de Paradigma

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2.1. Impacto ambiental da cadeia produtiva da
construção civil

Segundo o International Council for Research and


Innovation in Building and Construction (CASAGRANDE,
2008), no âmbito global a indústria da construção civil se
comporta como um modelo de produção e consumo
ineficiente e gastador. Segundo Jonh (2007), com a
participação de cerca de 15% do PIB, o setor possui
impacto ambiental e social compatíveis com seu tamanho.
Os impactos ambientais são importantes e variados:
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• A construção e a manutenção da infraestrutura do país
consomem até 75% dos recursos naturais extraídos,
sendo a cadeia produtiva do setor a maior consumidora
destes recursos da economia.
• A quantidade de resíduos de construção e demolição é
estimada em torno de 450 kg/hab.ano ou cerca de 80
milhões de toneladas por ano, impactando o ambiente
urbano e as finanças municipais. A este total devem ser
somados os outros resíduos industriais formados pela
cadeia.
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• Os canteiros de obras são geradoras de poeira e ruído e
causam erosões que prejudicam os sistemas de
drenagem.
• A construção causa a diminuição da permeabilidade do
solo, mudando o regime de drenagem, causando
enchentes e reduzindo as reservas de água subterrânea.
• A utilização de madeira extraída ilegalmente, além de
comprometer a sustentabilidade das florestas representa
séria ameaça ao equilíbrio ecossistêmico.

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• A cadeia produtiva da construção contribui para a
poluição, inclusive na liberação de gases do efeito
estufa, como CO2 durante a queima de combustíveis
fósseis e a descarbonatação de calcário e de
compostos orgânicos voláteis, que afetam também os
usuários dos edifícios.
• A preocupação com a contaminação ambiental pela
lixiviação de biocidas e metais pesados de alguns
materiais vem crescendo;

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• A operação de edifícios no Brasil é responsável por
cerca de 50% do consumo de energia elétrica;
• Os edifícios brasileiros gastam 21% da água consumida
no país, sendo boa parte desperdiçada.

Para o setor de construção civil, delineia-se uma nova


realidade, ou seja, a busca pela sobrevivência num
mercado cada vez mais competitivo e exigente, onde a
redução de custos através de uma maior eficiência do
processo representa um importante diferencial de mercado.

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