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DOUTORADO EM

CIÊNCIAS DA LINGUAGEM

DISCIPLINA: FALA E ESCRITA


PROFESSOR: DR. BENEDITO GOMES BEZERRA

ALUNO: MS. HERMAN WAGNER DE FREITAS REGIS

Recife/PE – 15/05/2017
ANÁLISE DO ARTIGO
ENTRE A FALA E A ESCRITA:
ALGUMAS
REFLEXÕES SOBRE AS
POSIÇÕES
INTERMEDIÁRIAS, de Diana Luz
Pessoa de Barros

In: PRETI, Dino (Org.). Fala e


escrita em questão. São Paulo:
Humanitas/FFLCH/ USP, 2000. p.
56-77.
1.Há mais coisas entre a fala e a escrita...
“Nos estudos linguísticos atuais instalou-se já
certo consenso sobre a insuficiência de uma
distinção rígida entre escrita e fala e sobre a
existência de posições intermediárias ou de
certa continuidade entre
os pontos extremos em que se caracterizam
idealmente língua falada e língua escrita.”
(p.57)
* “Concordo com Marcuschi (1997, 1998,
1999a, 1999b) em que a supremacia cognitiva
da escrita não passa de um mito e se deve a
questões políticas e sociais de prestígio, em
que tanto a fala quanto a escrita são
imprescindíveis na sociedade atual, em que
fala e escrita não são sistemas cognitivos
paralelos e sim modos complementares de ver
e compreender o mundo, em que as duas
modalidades devem ser examinadas na
perspectiva de sua organização textual-
discursiva e em que há entre fala e escrita
graus ou posições intermediárias de variação.”
(p.57-58)
*”Minha intenção é apontar aqui apenas as
características temporais, espaciais e actoriais
do discurso falado e escrito e os traços de
oralidade e sincretismo da expressão,
elementos esses que têm sido em
geral considerados como diferenciadores das
duas modalidades de língua.
O objetivo é mostrar a dificuldade e mesmo a
impossibilidade de
uma separação estanque entre fala e escrita e
as estratégias de construção
de sentido dos vários discursos situados entre
as posições ideais de fala e
de escrita. (p.59)
2. O plano do conteúdo na fala e na
escrita.
2.1. O tempo na escrita e na fala.
“Na fala, elaboração e produção coincidem no
eixo temporal, enquanto na escrita há dois
momentos diferentes, o primeiro em que se
elabora o texto, o segundo em que ele é
efetivamente produzido.Da concomitância ou
não concomitância da elaboração e produção,
decorrem três características da fala e da
escrita:
a – planejamento vs não-planejamento;
b – ausência vs presença de marcas de
formulação e de reformulação;
c – continuidade vs descontinuidade.”
(p.59)
*O texto escrito é planejado (p.60)
*A fala tem certo planejamento temático
(p.60)
*”...a questão do tempo também que dá à
escrita a possibilidade de reelaborar seu texto
sem deixar marcas... (p.60)
* ”A fala, ao contrário, expõe as marcas
deixadas pela formulação” (p.60)
•os discursos falados e escritos empregam
procedimentos e recursos diversos e
constroem sentidos e relações intersubjetivas
também diferentes. (p.60).

•Fala fragmentada, marca pela pontualidade


•Escrita contínua, longa e complexa
•“os discursos falados e escritos empregam
procedimentos e recursos diversos e
constroem sentidos e relações intersubjetivas
também diferentes.” (p.61)
• a entrevista (p. 61)
• os bate-papos na internet (p. 62)
(tipo IRC) é aquele em que a contribuição de
cada usuário é digitada e pode ser alterada e
reformulada antes de ser enviada ao
destinatário (p. 62)
(tipo ICQ) aproxima-se um pouco mais da
fala, pois o destinatário do texto vai recebendo
o texto à medida que ele é digitado pelo
Destinador (p. 62)
“O terceiro tipo é aquele em que as pessoas se
comunicam oralmente pelo computador e que
se diferencia da conversação por telefone, por
uma questão temporal” (p. 62)

diferentes posições de “fala” e “escrita”, em


relação ao tempo:

NÃO CONCOMITÂNCIA TEMPORAL


Bate-papo (tipo IRC) fragmentado aspecto durativo curto
Noticiário de TV e de rádio fragmentado aspecto durativo e pontual
Texto escrito em geral não fragmentado aspecto durativo

NÃO CONCOMITÂNCIA E CONCOMITÂNCIA TEMPORAL


Entrevista ao vivo fragmentada aspecto pontual e durativo
Entrevista ao vivo editada fragmentada aspecto pontual e durativo
Entrevista escrita fragmentada aspecto pontual e durativo

(p.63)
NÃO CONCOMITÂNCIA TEMPORAL
Conversação espontânea fragmentado aspecto pontual
Bate-papo do tipo ICQ (2º tipo) fragmentado aspecto pontual
Bate-papo oral por computador fragmentado aspecto pontual

2.2. O espaço na escrita e na fala.


“O espaço, ou melhor, a unidade espacial tem
sido indicada sempre como uma das
características de fala, a que definiria a
conversação face a face.
De qualquer modo, a unidade espacial é um
dos elementos da fala
“ideal”, de que decorrem alguns de seus traços
definidores em relação à escrita:
a) presença vs ausência dos interlocutores;
b) presença vs ausência do contexto
situacional.” (p.64)
“A definição plena da fala prevê a presença
dos sujeitos envolvidos na conversação que
dialogam face a face” (p. 64)
“O texto escrito, por sua vez, não tem seu
destinador e seu destinatário centrados em
um mesmo espaço” (p.64)
“Não é possível, portanto, que os discursos
falados e escritos produzam os mesmos
efeitos de sentido.” (p.65)

A GESTUALIDADE ACOMPANHA A FALA AO PASSO QUE


A ESCRITA SE SERVE DE PERÍFRASES PARA INDICAR A
GESTUALIDADE. (ver página 65)

Na internet, a gestualidade surge em “caretinhas”


(avatares, ícones, emotions)
PRESENÇA DOS INTERLOCUTORES: CONVERSAÇÃO FACE A FACE

PRESENÇA PARCIAL (VISUAL E SONORA)DOS INTERLOCUTORES E


PARCIAL DO CONTEXTO SITUACIONAL:
CONVERSAÇÃO PELO TELEFONE COM IMAGEM
CONVERSAÇÃO PELA INTERNET COM IMAGEM
CONVERSAÇÃO PELA TELEVISÃO

PRESENÇA PARCIAL (VISUAL E SONORA)DOS INTERLOCUTORES E


AUSÊNCIA DO CONTEXTO SITUACIONAL:

CONVERSAÇÃO TELEFÔNCIA POR RÁDIO AMADOR


CONVERSAÇÃO PELA INTERNET COM “CARETINHAS”

PRESENÇA VIRTUAL DOS INTERLOCUTORES E PRESENÇA VIRTUAL


DO CONTEXTO SITUACIONAL: CONVERSAÇÃO PELA INTERNET

AUSÊNCIA DOS INTERLOCUTORES E AUSÊNCIA DO CONTEXTO


SITUACIONAL: TEXTO ESCRITO EM GERAL
(p.66)
2.3. O ator na fala e na escrita.
“A semiótica utiliza o termo ator para tratar
dos sujeitos que assumem papéis na
organização narrativa do discurso, são
investidos pela categoria linguística de pessoa
e preenchidos por temas e/ou figuras do
discurso.” (p.67)

Traços mais comumente mencionados na separação


entre fala e escrita:
a) construção “coletiva” do texto (a pelo menos quatro mãos
ou a duas vozes) e alternância de papéis (falante/ouvinte) vs
construção “individual” do texto (ou a uma voz) e ausência de
alternância de papéis (escritor/leitor);
b) aproximação vs distanciamento da enunciação;
c) descontração vs formalidade;
d) simetria vs assimetria. (p.67)
•NA FALA, PASSO A PASSO ENTRE OS ATORES. (p.67)
“NA ESCRITA, O DISCURSO PRODUZ O EFEITO DE SENTIDO
DE SER REALIZADO INDIVIDUALMENTE” (p.68)

“A fala traz sempre marcada sua organização em primeira


pessoa. (subjetividade)... Já a escrita, além dos efeitos de
objetividade obtidos pelo emprego da terceira pessoa” (p.68-
69)

“As tão citadas descontração da fala e formalidade da escrita


são, por sua vez, conseqüências da alternância ou não de
papéis entre os atores” (p.69)
O exame das modalizações nas gramáticas e dicionários
tem apontado diferenças na concepção de norma para a
escrita e para a fala. (p.69).

O último traço apontado, a simetria ou a assimetria dos


papéis dos atores, deve ser desdobrado em três tipos (Barros,
1997 e 1998): a dos papéis conversacionais, a dos papéis
sociais e a dos papéis “pessoais”. (p.70)
“Tal como ocorre com o tempo e o espaço, a
distinção estanque e rígida entre fala e escrita
não se sustenta do ponto de vista dos atores e
surgem posições intermediárias em todos os
aspectos mencionados. Vejamos alguns
casos.” (p.71)
“Em relação à aproximação e ao istanciamento
da enunciação e aos efeitos de sentido de
subjetividade e objetividade decorrentes, o
uso dos procedimentos enunciativos da
categoria de pessoa permite a produção
de falas mais objetivas ou de escritas mais
subjetivas: comparem-se, por exemplo, os
noticiários na TV do Jornal Nacional e do Aqui
e Agora.” (p.71)
os discursos constroem simetrias e assimetrias
graças aos três papéis – conversacionais,
sociais e “pessoais” – e que não há sempre
coincidência nas relações. (p.72)

construção do texto a quatro mãos


Simetria:
Conversação espontânea entre amigos.
Bate-papo na internet
Carta entre amigos

Simetria de papéis conversacionais e assimetria


de papéis sociais e “pessoais”
“Conversa de corredor” entre professor e aluno

Assimetria:
Entrevista, aula, conversa com o reitor.
construção “individual” do texto
Assimetria
Noticiário de TV, conferência – formalidade, objetividade,
distanciamento
Texto escrito em geral – formalidade, objetividade,
distanciamento

3. O plano da expressão na fala e na


escrita.

As diferenças de substância de expressão – sonora, na fala, visual, na


escrita – constituem, sem dúvida, um dos traços definidores das duas
modalidades de língua. (p.73)

há certas questões sobre a expressão


que precisam ser examinadas quando se trata de textos falados e
escritos.
Mencionarei aqui três delas:
a) a escrita não é pura transcrição da fala;
b) aceleração vs desaceleração na fala e na escrita;
c) relação entre expressão e conteúdo na fala.
“Os diferentes fatores apontados na
caracterização da fala e da escrita
ideais mostraram a existência, na realidade,
de um bom número de posições
intermediárias. Assim, as modalidades de
língua aproximam-se ora da fala ora da
escrita, conforme o critério considerado”
(p.76)

“Língua e fala são definidas por um conjunto


de elementos e como, em geral, nem todos
estão presentes nos usos lingüísticos, o que se
tem de fato são posições intermediárias entre
“língua” e “fala”.” (p.76)
“Os usos lingüísticos que ocupariam os lugares
extre mos da fala e da escrita “puras” e “sem
contágios” e que são definidos
como termos contrários são pouco comuns e
servem, antes de mais nada,
como pontos de partida da caracterização que
se pode fazer na diversidade
de modalidades de uso que a língua
apresenta.” (p.76-77)

“Há mais coisas entre a escrita e a fala do que


em geral se acredita ou se constrói no nosso
imaginário sobre a língua. São modos e
formas diversas de produzir sentidos e de
estabelecer relações entre sujeitos.”
(p.77)
Obrigado!

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