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Macroeconomia

Prof. Alexandre Gaino


Conceito de Produto Interno Bruto (PIB)
Objetivo
Medir a atividade econômica e o nível de riqueza de
uma região. Quanto mais se produz, mais se está
consumindo, investindo e vendendo

Por pessoa/per capita


O Produto Interno Bruto per capita (ou por pessoa)
mede quanto, do total produzido, 'cabe' a cada
brasileiro se todos tivessem partes iguais

Restrições
O PIB per capita não é um dado 'definitivo'. Porém,
um país com maior PIB per capita tende a ter maior
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)
O que é o PIB?
O que entra no cálculo?
ENTRAM NÃO ENTRAM
• Bens e produtos finais
• Aqueles vendidos ao consumidor final • Bens intermediários
• Serviços • Aqueles usados para produzir outros
• Prestados e remunerados bens
• Investimentos • Serviços não remunerados: como o
trabalho da dona de casa, por exemplo
• Os gastos que as empresas fazem para
aumentar a produção no futuro • Bens já existentes: como a venda de
• Gastos do governo
uma casa já construída ou de um carro
usado.
• Tudo que for gasto para atender a
população, do salário dos professores à • As atividades informais e ilegais: como o
compra de armas para o Exército trabalhador sem carteira assinada e o
tráfico de drogas
Problema da dupla contagem
De onde vêm os dados?
Diferentes óticas de análise
Fluxo circular da renda com Governo
Fluxo Circular da Renda de economia aberta
Interno vs Nacional
• O PIB é o valor de toda a produção de bens e
serviços ocorrida dentro das fronteiras do país, sem
considerar a nacionalidade dos que se apropriaram
dessas rendas.

• O PNB considera as rendas recebidas do exterior


por nacionais do país e desconta as que foram
apropriadas por nacionais de outros países, daí o
qualificativo "nacional”.

• No caso do Brasil, o PNB é menor do que o PIB


porque uma parcela da ordem de 3 por cento do PIB
brasileiro não é usufruída por brasileiros e sim
enviada ao exterior na forma de lucros, dividendos e
PIB vs PNB
As fórmulas para o cálculo do PNB a partir do PIB são as seguintes:
PNB = PIB – RLEE
onde:
PNB é o Produto Nacional Bruto
PIB é o Produto Interno Bruto
RLEE é a Renda Líquida Enviada ao Exterior
(quando as rendas enviadas superam as recebidas)

PNB = PIB + “total de rendas recebidas do exterior” – “total de


rendas enviadas ao exterior”
RLEE = REE - RRE
PIB Nominal vs PIB Real
PIB nominal vs PIB real
• Quando se procura analisar o comportamento do PIB
de um país ao longo do tempo, é preciso diferenciar
o PIB nominal do PIB real.

• PIB Real refere-se ao Produto Interno Bruto


calculado a preços constantes, no qual é escolhido
um ano-base, eliminando assim o efeito da inflação.

• PIB nominal refere-se ao valor do PIB calculado a


preços correntes, ou seja, no ano em que o produto
foi produzido e comercializado.
PIB Nominal
Gráfico – Evolução do PIB Brasileiro Nominal em US$ trilhões
Fontes: FMI e IBGE/IPEA
Qual a importância do PIB Real?
Analistas indicam a utilização do PIB real para
avaliações mais consistentes da variação do PIB,
uma vez que este leva em conta apenas as
variações nas quantidades produzidas dos bens,
e não nas alterações de seus preços de mercado.

A análise da variação do PIB exige o uso de um


deflator, ou seja, um índice de preços utilizado
para descontar o aumento dos preços, isolando o
crescimento real das riquezas produzidas.
Deflator do PIB
• O deflator do PIB é uma estatística simples calculada pela divisão do
PIB nominal pelo PIB real multiplicados por cem.

• Como o PIB nominal e o PIB real serão iguais nos anos base, o deflator
do PIB neste ano deve ser igual a cem.

• A importância do deflator do PIB é refletir as mudanças que ocorrem


nos preços do mercado e, portanto, é usado para controlar o nível
médio de preços em dada economia.
O que significa um PIB elevado?
O que prejudica o CRESCIMENTO?
PIB Potencial

Produto Interno Bruto (PIB)


PIB (real) efetivo = valor da atividade produtiva efetivamente
realizada num dado espaço geográfico, contabilizado período a
período

PIB potencial
O PIB potencial representa o nível sustentado máximo de
produto que a uma economia pode gerar. Quando o produto
cresce acima do produto potencial a inflação tende a aumentar,
enquanto que um produto abaixo do potencial conduz a um
desemprego elevado.
PIB Potencial
PIB (real) potencial (ou PIB natural, ou de equilíbrio de longo prazo) = valor da
atividade produtiva potencial que se poderia realizar num dado espaço
geográfico, dada a utilização potencial dos recursos produtivos disponíveis e as
limitações impostas pelo enquadramento legal e institucional da economia, na
ausência de ciclos
• valor da atividade produtiva realizada sob “condições normais” (médias)
• É um conceito teórico; empiricamente, é identificado com a tendência extraída do
PIB (real) efetivo (trend).
PIB Potencial
Inflação
• É o crescimento persistente e generalizado do nível de preços.

• Generalizado: o aumento de preços deve ser observado na


totalidade dos bens e serviços, e não se restringir apenas a
algum ou um grupo de preços.

• Persistente: o processo inflacionário caracteriza-se pelo


movimento contínuo dos preços, indicando que os agentes
econômicos têm a percepção de que os preços tendem a
aumentar, e levam isso em conta quanto tomam suas
decisões.
Ano Acumulado

2017 2,95%

2016 6,29%
2015 10,67%

2014 6,41%
2013 5,91%
2012 5,83%
2011 6,50%
2010 5,90%
2009 4,31%
2008 5,90%
2007 4,45%
2006 3,14%
2005 5,69%
2004 7,60%
2003 9,30%
2002 12,53%

2001 7,67%
2000 5,97%
1999 8,94%
1998 1,66%
1997 5,22%
1996 9,56%
Índices de preços 1/2
• No caso da inflação (deflação), a medimos como uma média dos
aumentos (ou quedas) de preços ao longo de um dado período, por
exemplo, um mês.

• Assim, a inflação é calculada como uma média aritmética ponderada


das variações de preço ao longo de um período, em que cada produto
tem um peso a depender de sua importância econômica.

• Quando o número de produtos de uma economia é enorme,


trabalha-se com amostra.
Índices de preços 2/2
• Os índices de preço dependem de três componentes:

• Variação de preços no período (depende do período selecionado, da cesta de


bens definida e da região abrangida)

• Peso de cada bem (depende do padrão de consumo e da classe de renda


considerada)

• Fórmula de cálculo
Índices de preço no Brasil 1/3
• IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo)
Calculado pelo IBGE, aponta mensalmente a variação do custo de vida
médio de famílias com renda mensal entre 1 e 40 salários mínimos
das 11 principais regiões metropolitanas do país. Os preços são
coletados em mais de 28 mil comércios visitados pelos pesquisadores.
• INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor)
Semelhante ao IPCA, ele verifica a variação do custo médio das
famílias com rendimento familiar médio entre 1 e 5 salários mínimos.
Indica as variações de preços nos grupos mais sensíveis, que gastam
todo rendimento em consumo corrente (alimentação, remédio, etc.).
Índices de preço no Brasil 2/3
• IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna)
Calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), apura os preços
mensais de todo o processo produtivo: matérias-primas agrícolas e
industriais, produtos intermediários e bens e serviços finais e preços
de construção. É parte da cesta que corrige os preços de telefonia.
• IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado)
Semelhante ao IGP-DI, verifica preços do comércio no atacado, no
varejo e na construção civil, pesquisados entre o dia 21 do mês
anterior e 20 do mês de referência. É usado na correção de contratos
de aluguel e tarifas de serviços públicos.
Índices de preço no Brasil 3/3
• IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal)

Verifica preços de 388 itens a cada 10 dias. Donas de casa treinadas


pesquisam preços de alimentação no domicílio, produtos de limpeza,
higiene e serviços; e funcionários da FGV fazem consulta mensal de
bens e serviços da cesta básica do IPC.
• IPC - Fipe

Calcula semanalmente os preços de 468 itens consumidos por


famílias de que recebem entre 0 e 10 salários na cidade de São Paulo.
Quadro resumo
Índices de preço no Brasil
Consequências da Inflação 1/3
• Se todos os preços aumentassem uniformemente, não haveria problemas.

• O problema é que a inflação mexe nos preços relativos, e assim, dá ganhos


para alguns e perdas para outros.

• Salários, por exemplo, são tipicamente fixados por um ano, de acordo com
a inflação esperada neste período. Caso a inflação seja mais alta que a
esperada, o salário compra menos, isto é, trabalhadores perdem.

• Na prática, trabalhadores sempre têm mecanismos mais fracos de proteção


e sofrem perdas em momentos de inflação alta ou em elevação.
Consequências da Inflação 2/3
• A inflação também dificulta o cálculo econômico e cria ineficiência,
pois prejudica a tomada de decisão num ambiente de incerteza.

• Os empresários ficam mais cautelosos, e isso não é bom para o país.


Quando tem inflação, seu custo está subindo e seu produto pode
perder atratividade.

• Levando a uma queda nos investimentos e atrapalhando o


planejamento de longo prazo.
• Além disso, redistribui renda entre credores e devedores.
Consequências da Inflação 3/3
• Redistribui renda entre credores e devedores.

• Prejudica a Balança Comercial.

• Deteriora as contas públicas.


Diagnóstico – Inflação de Demanda 1/3
• Ocorre quando há expansão da demanda em ritmo mais forte que a
expansão da oferta.

• A demanda tem um componente que é o lado monetário.

• O principal fator é oferta de moeda (excesso), quando é preciso injetar


mais moeda na economia que o necessário para o processo econômico.

• As pessoas tentam usar a moeda excedente para comprar bens e serviços,


elevando seus preços.
Diagnóstico – Inflação de Demanda 2/3
• As chances de a inflação da demanda acontecer aumentam quando a
economia produz próximo do emprego de recursos.
• Para a inflação de demanda ser combatida, é necessário que a política
econômica se baseie em instrumentos que provoquem a redução da
procura agregada.
• Aumento da taxa de juros;
• Aumento dos impostos;
• Diminuição do crédito
• Diminuição dos gastos públicos (Ajuste Fiscal)
Diagnóstico – Inflação de Demanda 3/3
CONSEQÜÊNCIAS DO O PIB EFETIVO SER MENOR OU MAIS
ELEVADO QUE E O PIB POTENCIAL
PIB

6,5%

3,8%

2010 2011 TEMPO

“COM UM PIB MENOR QUE PLANEJADO, PODE OCORRER DESACELERAÇÃO OU AINDA RECESSÃO E
DESEMPREGO. JÁ COM CRESCIMENTO ACIMA DO ESPERADO PODE-SE TER UM PICO COM ELEVAÇÃO
GERAL NO NÍVEL DE PREÇOS”.
Diagnóstico – Inflação de Custos 1/2
• É associada à inflação de oferta.
• O nível da demanda permanece e os custos aumentam.
• Com o aumento dos custos ocorre uma retração da produção fazendo
com que os preços de mercado também sofram aumento.
• Choque de oferta, que acaba sendo acomodado com oferta de
moeda.
Diagnóstico – Inflação de Custos 2/2
• As causas mais comuns da inflação de custos são:
• aumentos salariais;
• aumento do custo de matéria-prima;
• desvalorização cambial;
• estrutura de mercado que algumas empresas aumentam seus lucros acima da
elevação dos custos de produção.
Diagnóstico – Inflação Inercial
• Conflito distributivo – trabalhadores querem ganhar mais e
empresários querem manter lucro;

• Profecia autorrealizável – as expectativas de inflação futura geram


inflação no presente;

• A indexação da economia levam ao repasse da inflação passada para


o presente.
Regime de metas de inflação
• Em geral o governo estabelece um Banco Central independente com
um mandato de estabilidade de preços, isto é, determinando um nível
particular de inflação (uma meta) definida pelo COPOM.

• Aí cabe ao BC manejar a política monetária (o oferta de moeda – taxa


de juros) com objetivo de manter a medida de inflação (o índice de
preços) o mais próximo possível da meta.
Regime de metas de inflação
• http://g1.globo.com/economia/inflacao-como-os-governos-
controlam/platb/

• http://www.valor.com.br/brasil/5223743/mercado-ve-inflacao-abaixo-de-
3-em-2017

• http://g1.globo.com/economia/inflacao-efeitos/platb (calculadora da
inflação)

• http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2018/01/1949122-veja-5-efeitos-
economicos-da-inflacao-baixa-no-seu-
bolso.shtml?loggedpaywall?loggedpaywall (inflação por componente)
Impacto do desemprego
Impacto económico e social

Impacto económico
O desemprego é um problema económico porque representa
o desperdício de recursos valiosos.
Quando a taxa de desemprego aumenta, a economia está de
facto a desperdiçar os bens e os serviços que os
desempregados podiam ter produzido.
Impacto social
O desemprego é um problema social importante porque causa
enorme sofrimento aos desempregados que se debatem com
menores rendimentos.
O custo económico do desemprego é certamente elevado,
mas não há valor monetário que possa traduzir
adequadamente o custo humano e psicológico do desemprego
involuntário persistente.
Interpretação económica do desemprego
Tipos de desemprego

Desemprego natural
nível de desemprego associado ao produto natural é o nível de
desemprego de equilíbrio, quando há estabilidade da taxa de
desemprego
Desemprego natural =
desemprego estrutural + desemprego friccional

Desemprego estrutural
desemprego involuntário que resulta da incapacidade do salário
real se ajustar ao nível de equilíbrio de mercado
 negociação colectiva dos salários;
 existência de salário mínimo;
 existência de salários de eficiência
Interpretação económica do desemprego
Desemprego voluntário e involuntário
A teoria do desemprego estrutural ou involuntário pressupõe
que os salários são inflexíveis, o que coloca a seguinte
questão:

Porque razão não sobem ou descem os salários por


forma a equilibrar o mercado de trabalho ?

Esta questão faz parte de um conjunto de aspectos ainda não


resolvidos pela ciência económica. Poucos economistas
actualmente argumentariam que os salários se alteram
rapidamente para eliminar as carências, ou os excessos, de
trabalho. No entanto ninguém compreende completamente as
razões do comportamento arrastado e inflexível dos salários.
Desemprego friccional:

Resulta do normal funcionamento e do dinamismo inerente ao


mercado de trabalho, ocorrendo porque demora tempo para
que haja ajustamento entre um trabalhador que procura um
emprego e a existência de um posto de trabalho que
necessita ser preenchido
• Taxa de separação de empregos (s): número de
trabalhadores que se tornam desempregados, num
determinado período de tempo, em percentagem do
número total de empregos existentes (E)

• Taxa de contratação (ou taxa de ingresso em


empregos, f): percentagem de desempregados (U) que
encontra emprego durante um dado período
 Politicas de redução do desemprego friccional:
• Apoiar a formação e mobilidade do trabalhador: subsídios e
isenções fiscais à formação e mobilidade dos
desempregados
• Flexibilizar o mercado de trabalho: alterar a regulamentação
existente no mercado de trabalho, por exemplo, a nível de
salários mínimos, condições laborais e de despedimento
• Reformar o sistema de protecção ao desemprego: reforçar
os incentivos à procura de emprego
• Disseminação de informação sobre o mercado de trabalho:
desenvolvimento de centros de emprego, websites ...
Desemprego cíclico ou conjuntural

Desvio no curto prazo da taxa de desemprego observada (u)


em relação à taxa natural de desemprego (uN)

Lei de Okun
Relação empírica entre o desemprego ciclico e o “output
gap” (desvio do produto relativamente ao produto natural)
segundo a qual a taxa de desemprego aumenta (diminui(
quando o produto se encontra abaixo (acima) da sua
tendência de longo prazo
u – u = -g (y - y), g’(y - y) > 0
https://flash.uol.com.br/conteudo/noticias/2
012/calculo_pib/calculo_pib.jpg
• A MACROECONOMIA E A LEI DE OKUN

• - A Lei de Okun: relaciona o crescimento do


produto à variação no desemprego.

• - Desenvolvida por Arthur Okun, a LEI DE OKUN


faz uma relação entre o crescimento do PNB e o
desemprego: “quantos pontos percentuais
pode-se reduzir no desemprego se crescer o
PNB a uma taxa mais elevada que a
tendencial???????
• Hipótese Básica da Formula  A taxa de crescimento anual
do produto tem que ser de pelo menos 3% para impedir
que a taxa de desemprego aumente;
• A partir desse ponto, a meta do PIB tem que ser revista;

• gyt= taxa de crescimento efetivo do produto;

• 3%  Corresponde a taxa de produtividade do trabalho + a


taxa de crescimento do emprego e da riqueza   PIB;

• -0,4%    mede o desvio do crescimento do produto


(taxa normal de crescimento). Se o produto crescer 1%
acima da taxa normal de crescimento ter-se-á uma redução
de 0,4% no desemprego.
http://www.valor.com.br/valor-investe/casa-das-
caldeiras/3005522/lei-de-okun-segue-em-vigor-no-brasil
MARCO DIVISOR DE ÁGUAS
INTRODUÇÃO (linha do tempo)

ANTES DE 1929 DEPOIS DE 1929

CLÁSSICOS KEYNESIANOS
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QUEBRA DA BOLSA DE VALORES EM N.Y


EM 1929

ECONOMIA POLÍTICA POLÍTICA ECONÔMICA