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AULA #2 Instrumentos de cordas dedilhadas

Amadeu Rosa

Abordagem

Análise de iconografia Investigação de tratados e métodos Transformações técnicas Violonistas, construtores e compositores Eventos importantes Impacto das transformações históricas do instrumento na prática atual dos violonistas

Antecessores diretos e indiretos do violão

Antecessores gerais: Instrumentos de cordas percutidas

Antecessores indiretos: Ud (ou Oud), alaúde

Antecessor direto: Vihuela Surge na Espanha, no Século XVI.

Vihuela

O próprio fato da vihuela ser considerada como um antecessor direto do violão pela bibliografia especializada pode ser questionado, dados os pelo menos três tipos de vihuelas existentes:

Vihuela de arco Vihuela de peñola Vihuela de mano

Vihuela de arco e Vihuela de penõla

Vihuela de arco: friccionada com um arco Vihuela de peñola: Pulsada com um plectro.

Vihuela de arco e Vihuela de penõla • Vihuela de arco : friccionada com um arco

Vihuela de mano

Doze cravelhas

Afinação

4ª J, 4ª J, 3ª M, 4ª J, 4ª. J

Vihuela de mano • Doze cravelhas • Afinação 4ª J, 4ª J, 3ª M, 4ª J,

Compositores

Luis Milan: “Libro de Música de vihuela de mano Intitulado El Maestro” (1536): Organiza seu livro de maneira didática.

Compositores • Luis Milan: “ Libro de Música de vihuela de mano Intitulado El Maestro ”

Sistema de notação

Sistema de notação

Alonso de Mudarra

Tres Libros de Musica en cifras para vihuela (1546)

Anotações de digitações de mão direita

“Dedi” ou “dedillo”: movimento de golpe alternado, para baixo e para cima

“Dedos” ou “dos dedos”: alternância entre os dedos polegar e indicador

A guitarra de quatro ordens

A guitarra de quatro ordens
A guitarra de quatro ordens
A guitarra de quatro ordens

A afinação re-entrante

Scipione Cerreto: Della Pratica Musica (1601)

A afinação re-entrante • Scipione Cerreto: Della Pratica Musica (1601)

A Guitarra de cinco ordens (Guitarra Barroca)

referências nas obras de Miguel de

Cervantes e

Gaspar Sanz, que a adição na 5ª. ordem na guitarra é atribuída a Vicente Espinel.

A

Guitarra

portuguesa

de Belchior-Dias, datada de

1581.

Diferentes

afinações,

dependendo

de

questões

de

escola

de

composição,

questões

geográficas

e

de

copositores.

Tratados importantes

Giovanni Paolo Foscarini Primo, Secondo e terzo libro dela chitarra spagnola (1630)

Gaspar Sanz Introduccion de Musica sobre la guitarra spañola (1674)

Francisco Guerau Poema Harmonico (1694)

Santiago de Murcia:

Resumen de acompanhar la parte com la guitarra (1714)

Tratados de Foscarini

Giovanni Paolo Foscarini: Criação do sistema de notação Alfabeto.

Tratados de Foscarini • Giovanni Paolo Foscarini: Criação do sistema de notação Alfabeto.

Alfabeto no tratado de Gaspar Sanz

Alfabeto no tratado de Gaspar Sanz

Sistema Punteado de Guerau

Não utilizava as cifras do sistema alfabeto, mas notava todas as notas do acompanhamento.

Integração

com

mais

facilidade

barroca com grupos.

da

guitarra

Santiago de Murcia

É o último tratado para Guitarra Barroca

Influenciado pela escola francesa, organizava as obras em suites e não em danças avulsas.

A Transição da Guitarra Barroca para a guitarra de seis ordens.

Antonio Ballesteros:

Obra para guitarra de seis ordenes (1780): Primeiro método para a guitarra de seis ordens.

Fernando Fernandière Arte de tocar la guitarra spañola por música (1799)

Segundo Fernandière, “algumas vantagens desse método são: A guitarra pode tocar com outros instrumentos de orquestra e pode facilmente imitar outros instrumentos, como flautas, trumpetes, ou oboés, e tem a possibilidade de acompanhar o canto como se fosse um Pianoforte.

Guitarra descrita no método de Fernandière:

Guitarra se 17 trastes, sendo 5 ordens duplas e uma chanterelle.

Guitarra descrita no método de Fernandière: • Guitarra se 17 trastes, sendo 5 ordens duplas e

Luthier Jacob August Otto

Relato que indica que a guitarra de seis ordens se tornou relativamente popular.

"Fui obrigado a fazer cópias daquele instrumento para muitos nobres, e estas logo se tornaram conhecidas em Leipzig, Desden, e Berlin, e a demanda foi tão grande, que, por dezesseis anos, eu tive mais encomendas do que pude executar. Eu devo fazer a observação de que originalmente a guitarra tinha cinco ordens. O falecido Herr Neumann, mestre da capela de Dresden, encomendou a primeira guitarra com a sexta corda, MI, a qual eu fiz. Desde então, o instrumento sempre foi sido feito com seis cordas, e este melhoramento deve ser agradecido à Herr Neumann.”

Consequência do método de Fernandière

Luigi Boccherini:

Quintettino imitando il fandango che suona sulla chitarra il padre Basílio.

Obra para violinos, guitarra, viola e violoncelo.

Guitarra de seis ordens de Josef Benedid (doze cravelhas)

Guitarra de seis ordens de Josef Benedid (doze cravelhas)

Guitarra de Giovanni Battista Fabbricatore (1798) – ordens simples

Guitarra de Giovanni Battista Fabbricatore (1798) – ordens simples • Construtores citados no método de Sor:

Construtores citados

no

método

de

Sor:

M.

Joseph Martinez de

Málada, M. Lacote de Paris, Alonzo de Madri, Beniz (Benedid) de

Cadiz.

A Guitarra e o Classicismo

Duas figuras centrais:

Dionísio Aguado:

“Nuevo Método de Guitarra”. Informações de caratér técnico-interpretativo

Fernando Sor:

“Méthode Complète pour la Guitare”

Sobre a utilização das unhas:

“Era

necessário

que

a

técnica

de

Aguado

possuísse as excelentes qualidades que possui, para perdoar-lhe o uso de unhas, e ele mesmo teria renunciado ao seu uso se não tivesse logrado tal grau de agilidade, e nem se encontrasse num ponto da vida em que é difícil lutar contra um hábito adquirido por

muito tempo” (SOR)

Pensamento sobre a postura:

Pensamento sobre a postura:
Pensamento sobre a postura:

Outras figuras importantes do classicismo

Paganini: Conhecido como virtuose do violino. Compôs um grande número de obras destinadas a guitarra e sua execução em obras de câmara.

Carcassi: “25 Estudos Melódicos Progressivos op. 60”.

Mauro Giuliani: Maior figura italiana da guitarra. Compôs certa de 151 números de opus. Obras solo (Rossinianas, Grand Overture, Sonata heróica), concertos para violão e orquestra, etc.

Napoleon Coste: Discípulo de Sor.

François de Fossa: A ele é atribuida a invenção (ou aplicação) dos harmônicos artificiais.

O declínio da guitarra

A

que d’orchestration modernes” de Berlioz tenta explicar o declínio do instrumento.

no

referência

consta

tratado

“Grand

Traité

d’instrumentation

et

“Com a introdução do piano em toda casa onde existe um pouco de amor pela música, a guitarra tornou-se pouco usada, exceto na Espanha e na Itália. Alguns executantes a cultivam, e hoje a estudam como instrumento solista, alcançando efeitos não menos originais que deliciosos. Os compositores não a tem empregado, seja na igreja, no teatro ou nos concertos. Sem dúvida, a causa para tal é sua débil sonoridade, que não permite uma combinação com outros instrumentos nem com muitas vozes. No entanto, o seu caráter melancólico e meditativo poderia ser utilizado mais frequentemente”

Segundo Dudeque, em “A história do Violão”, as limitadas possibilidades técnicas comentadas por Berlioz refletem a visão de compositores não guitarristas.

Uma nova perspectiva

Antonio Torres: O violão como conhecemos hoje.

Francisco Tárrega: Recuperação de repertório por parte de transcrições, mostrando que o violão era digno de ser um instrumento representante de obras de grandes autores.

Emilio Pujol: Resgate de Repertório da obra de vihduelistas, alaudistas, etc.

O Violão Moderno: principais modificações

Antônio

Torres

Jurado:

proporção entre a caixa de ressonância e o braço do violão, introduziu o leque harmonico (conjunto de tiras de madeira).

Cordas de Nylon

O Violão Moderno: principais modificações • Antônio Torres Jurado: proporção entre a caixa de ressonância e

Principais nomes do século XIX

Francisco Tárrega:

  • - Definiu a base técnica do instrumento

  • - Sistematização do toque com apoio

  • - Dedo mínimo deixou de ser apoiado

  • - Violão sobre a perna esquerda

Emilio Pujol:

  • - Escuela Razonada de la Guitarra (1956) Sistematização da Escola de Tárrega.

Principais nomes do século XIX • Francisco Tárrega: - Definiu a base técnica do instrumento -

O violão no Século XX

Miguel

Llobet:

Seus

arranjos

de

canções

folclóricas catalãs são de uma maestria

incomparável.

Llobet

explora

a

capacidade

timbrística do instrumento utilizando harmonias

influenciadas

pelos

impressionistas. (Pujol)

compositores

Inaugura a nova fase da literatura do instrumento

Homenaje pour le Tombeau de Debussy

Graças a sua insistência, Manuel de Falla, o maior compositor espanhol

do século XX, o violão ganhou uma das obras mais expressivas de seu

repertório,

Homenaje

Pour

le Tombeau

de

Debussy.

A

obra

foi

comissionada por

Henri Prunières, então diretor da Revue Musicale,

para um número dedicado á memória de Debussy. Falla decidiu então

compor uma homenagem, associando o violão, instrumento espanhol

por

excelência,

á

influência

da

música

espanhola

sobre

Debussy,

manifestada em

obras como Soirée

dans

Grenade ou la

Puerta del

Vino. A obra foi publicada em

1920.

Com

essa

peça,

inicia-se

a

produção

de

um

repertório

de

violão

de

alta

qualidade

musical,

geralmente

composto

por

obras

escritas

por

não

violonistas.

(DUDEQUE,

p.

84)

Andrés Segovia

- Tomou a técnica de Tárrega como base

-Discos e Tournées

-Masterclasses

-Repertório Segoviano:

Turina, Tansman, Torroba, Rodrigo, Tedesco (europeus)

Ponce e Villa-Lobos (latinos)

Julian Bream

Obras de Britten, Walton, Berkeley, Henze.

Trabalho camerístico intenso.

Execução de instrumentos antigos: Vihuela, alaúde, etc.

Violão nas Américas

Agustin Barrios:

Primeiro violonista a gravar um disco.

Leo Brouwer: Obra dividida em 3 fases 1- Elementos do folclore cubano e latino americano.

2- Influenciado por Luigi Nono e Hans Werner Henze. Formas não tradicionais.

3- “Hiper-Romantismo nacionalista”: Retorno às formas, modalismo.

Abel Carlevaro: Uma nova escola de violão

Abel Carlevaro

Escuela de la Guitarra: Teoria instrumental “Alcançar o maior resultado com o menor esforço”.

Abel Carlevaro • Escuela de la Guitarra : Teoria instrumental • “Alcançar o maior resultado com

Violão no Brasil

A viola de cordas duplas de 5 ordens duplas é introduzida pelos Jesuítas.

Engenheiro Clemantino Lisboa: Primeiro a se apresentar em público tocando violão, especialmente no clube Mozart, centro musical da elite Carioca.

Em 1917 Agustin Barrios apresenta concertos no Brasil.

Em 1928 é fundada a revista “O Violão”

Tornée de Josefina Robledo, que permaneceu no Brasil por um tempo.

O violão passa a se desenvolver principalmente nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo.

Violão Em São Paulo

Isaías Sávio:

Teve sua formação

violonística com Miguel Llobet, na

argentina. Teve como discípulos Carlos Barbosa Lima e Henrique Pinto.

Geraldo Ribeiro: Primeiro brasileiro a ensinar violão em curso superior, em 1966, quando se mudou para Brasília, onde recebeu o título de Notório Saber, e integrou o corpo docente da Universidade Nacional de Brasília (UNB). Além disso, passou para a partitura a obra de Armando Neves e trabalhou em conjunto com o compositor Geraldo Ribeiro.

Henrique Pinto: Angela Muner, Giacomo Bartoloni, Edelton Gloeden, Everton Gloeden, Paulo Porto Alegre, Paulo Martelli, Fábio Zanon, Brasil Guitar Duo e Duo Siqueira Lima.

Violão no Rio de Janeiro

Antonio

Rabello:

Discípulo

de

Isaías

Sávio.

Teve como discípulos Jodacil Damasceno e

Adolfina Raitzin Távora.

Turíbio

Santos:

Primeira

estudos de Villa-Lobos.

gravação

dos

12

Duo Abreu

Violão no Ceará: Oscar Cirino e Ceará Rádio Clube

Oscar

Cirino:

Teve

seu estudo formal

na extinta Escola

de

Música

Carlos

Gomes, onde estudou teoria, solfejo e violino. Teve sua formação em violão de maneira empírica.

Responsável pela formação pelos primeiros violonistas de Fortaleza. Segundo relatos do professor José Mário de Araújo, Cirino lecionava cerca de 100 alunos, portanto desenvolvendo fundamental papel na formação dos primeiros violonistas de Fortaleza.

Ceará Rádio Clube (1931): Violonistas passavam a ocupar o cenário musical de Fortaleza. O violão programa “Uma voz e um violão “, dirigido por Aleardo Freitas, contou com participações como Afonso Aires, Miranda Golinac, Francisco Alves, José Maria de Araújo, Oscar Cirino, João Lima, dentre outros. Havia o registro de execução de Lágrima de Tárrega no catálogo do programa.

Violão Clube do Ceará

Fundadores: Aleardro Freitas, Arnaldo Correia Paiva, Miranda Golinac, José Patrício Ribeiro, José Borges, Francisto Soares de Souza e João Lima.

Ata

de

criação:

 

Se

descreve

como uma sociedade de caráter

recreativo,

cujo

objetivo

é

difundir e incentivar a cultura do violão moderno com

inspiração

na

escola

racionalíssima de Tárrega.

Violão Clube do Ceará • Fundadores : Aleardro Freitas, Arnaldo Correia Paiva, Miranda Golinac, José Patrício

O concerto de Maria Luisa Anido

Crítica de jornal: Se valendo de um instrumento musical de pouca intensidade de som, como é o violão, mas sabendo obter a sonoridade perfeita, quer nos pianíssimos, quer nos fortíssimos, graças a sua técnica privilegiada, Maria Luisa Anido brindou o nosso público com páginas valiosas dos mestres da música clássica e moderna, como Mozart, Haendel, Albeniz, Moreno Torroba e Tárrega (Gazeta de Notícias, 27 de junho de 1951. P. 7)

O concerto de Maria Luisa Anido • Crítica de jornal : Se valendo de um instrumento

Atividade formal de Ensino

José Maria de Araujo: Veio a compor o quadro de professores do Conservatório de Música Alberto Nepomuceno.

Métodos de Violão

Aaron Schearer: Classical Guitar Technique

(1964)

Scott Tennant: Pumping Nylon (1995)

Hubert Käppel: Die Technik der modernen Konzertgitarre (2011)

Violão em transformação?

Violão em transformação?
Violão em transformação?