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O papel do psicólogo

em um ambulatório
oncológico
Alyne Lopes Braghetto

Psicóloga do Centro de Oncologia e Hematologia do Hospital Israelita Albert


Einstein – Especialista em Psicologia Hospitalar pelo ICHC-FMUSP
Diante do adoecimento do corpo, há
necessariamente, um acometimento psíquico.
Acometimento este que convoca o paciente, seus
familiares e até mesmo a equipe de saúde a lidar
(ou não) com questões fundamentais decorrentes
destes, a saber: a fragilidade humana e sua
condição de mortal.

(Moretto,2008)
Câncer

Tratamento

Equipe Multidisciplinar

Atuação do Psicólogo
• Diagnóstico Oncológico
• Pacientes
• O sentido da doença
• O sentido do tratamento
• O papel da Psicologia
• Suporte junto a equipe
Limites e alcances da atuação
do Psicólogo dependem:
• Da inserção do profissional na equipe de
saúde;
• Da demanda do paciente, em querer
saber sobre si e sobre o próprio
sofrimento;
• Da disponibilidade do psicólogo;

(Moretto, 2006)
Exemplo

Qual é a primeira palavra que vem


em nossa mente ao pensarmos
em câncer?
Os estigmas sociais e culturais associam
fortemente o câncer com a morte e com o
sofrimento físico e emocional causados pelo
tratamento doloroso e invasivo aos quais os
pacientes necessitam se submeter
(KOVÁCS, 1992).
O diagnóstico Oncológico

 Causa mudanças na vida do sujeito;


 Ameaça os planos futuros;
 Mobiliza desesperança, medo e ansiedade;
 O impacto causado pelo adoecimento depende de
vários fatores: a cronicidade; prognóstico; sentimentos
de ameaça, ou de medo diante das limitações
desencadeadas pela doença;
 O período de vida em que ocorre o adoecimento irá
diferenciar esses sentimentos.
Paciente Oncológico
 Abala os sentidos que damos a nossa vida.
 Abala a ilusão de eternidade ANGÚSTIA

 Manifestação da angústia é única e dependerá:


 Da história pessoal;
 De preocupações e dificuldades anteriores à doença;
 Da forma de se relacionar com as pessoas;
 Da maneira de se colocar diante das situações
traumáticas, etc.
Paciente
 Pós diagnóstico
 Busca de um sentido para o adoecimento
 Questões psíquicas relacionadas a finitude e transitoriedade;
 Mudanças referentes à auto imagem - mudanças corporais
decorrentes do tratamento;
 Alterações significativas em hábitos prévios: dieta; medicamentos.
 Diminuição da autonomia e aumento da dependência.
 Angústia frente à falta de controle (progressão da doença versus
remissão),
 Adaptação ao início do tratamento (retorno ao trabalho, contato social,
rotina de tratamento, intercorrências, alteração de papéis
desempenhados)
 Insegurança frente à retomada da rotina, já que muitos pacientes
relatam sentirem-se “protegidos” pelo tratamento.
O sentido da doença

 Reflexão sobre os valores e escolhas.

 Construção de um novo sentido.


O sentido do tratamento
 Manejo da angústia frente a doença e tratamento.

 Complexidade: perdas significativas são o preço de uma


tentativa de cura. Implicação do paciente na escolha por se
tratar.

 Expectativa de eficácia altíssima

 Dar sentido para o investimento no tratamento, mesmo


quando a resposta não é a esperada.
Família
• O contexto familiar sofre mudanças significativas
quando um dos membros adoece, o que pode trazer
uma série de implicações em níveis físico, emocional,
afetivo, profissional, financeiro para o sujeito doente.
Assim como comprometer as relações familiares,
desencadeadores de estresse, tensão e conflito.

• Além das questões emocionais, a rotina e os papéis


desempenhados por cada membro familiar mudam
muito, uma vez que o tratamento do câncer
comumente exige uma atenção integral ao paciente.
O papel da Psicologia
 Cabe ao psicólogo: entender em que momento do
tratamento o paciente se encontra e que caminhos
percorreu até chegar ali.
 Quais sentidos estão sendo construídos pelo
paciente?
 Diante da experiência de perda (da condição de
sadio, da condição de inteiro): “Quem sou eu
agora?”
O papel da Psicologia
 Propiciar espaço seguro para manifestação de
sentimentos
 Auxiliar a descoberta do paciente de maneiras para
atenuação do estresse, da ansiedade e da angústia
 Contribuir na mobilização de recursos criativos
para o enfrentamento da doença/tratamento
O papel da Psicologia

Na medida em que o psicólogo promove a fala do


paciente e o escuta a partir de uma posição diferente
(que é a posição analítica), abre a possibilidade de o
próprio sujeito escutar-se, propiciando, desta forma, a
subjetivação. (Moretto,2006)

A escuta analítica pode levar o paciente a elaborar e


lidar melhor com a situação traumática vivida.
Equipe Multiprofissional
 Favorecer a compreensão da dinâmica
psíquica do paciente e da dinâmica familiar.
 Promover a adequação do protocolo à
singularidade de cada caso.
 Educar a equipe naquilo que concerne o
saber psicológico, objetivando um
refinamento das demandas.
O cuidado psíquico é atribuição do
profissional de Saúde Mental, mas o
cuidado emocional é de responsabilidade
de todos os envolvidos.

Obrigada!