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MKT-MDL-02

Versão 00

Assédio Moral das


Organizações: aspectos
jurídicos e psicológicos
Helóisa Santos Thyale de Vasconcelos Velozo
Ma.em Direitos Ma. em Psicologia e Saúde Mental –
Humanos – UFPE PRISMAL – UPE.
Graduada em Direito Esp. Psicologia Clínica e Saúde Mental –
pela AESGA/FDG CESMAC.
GARANHUNS, JULHO DE 2018
CONTEXTO GERAL

• A maioria dos empregados acredita que o assédio moral se resume a


ameaças, piadas, insultos e outros tipos de constrangimento. No entanto,
práticas como instruções imprecisas para a execução do trabalho,
sobrecarga de tarefas, cobranças de metas excessivas, isolamento do
funcionário e até restrições quanto ao uso do banheiro, podem ser
consideradas assédio moral.

• Em geral, para que o assédio moral seja reconhecido, é necessário que a


conduta seja repetitiva, funcionando como uma espécie de perseguição;
CONTEXTO GERAL

• Um chefe que dá um prêmio público a um empregado de “pior funcionário do


mês”, ou até mesmo outro funcionário de mesma hierarquia que coloca
apelido no outro colega de trabalho, por exemplo, são situações que podem
caracterizar o assédio moral.

• Sempre que existir o objetivo de inferiorizar, isolar, constranger, humilhar e


perseguir, causando um abalo físico ou psicológico no empregado, existe
grande possibilidade de se caracterizar assédio moral, ainda que a conduta
não seja tão frequente.

• É um fenômeno complexo e uma realidade no mundo do trabalho. É um


tipo de violência que envolve princípios éticos individuais e coletivos e que
pode afetar a qualidade de vida dos trabalhadores, levando a doenças
físicas, psíquico-emocionais e sofrimento no trabalho. (BOBROFF;
MARTINS, 2013)
CONTEXTO GERAL
PRINCIPAIS RECLAMAÇÕES DE
ASSÉDIO MORAL, SEGUNDO MPT-SP:

• Não dar nenhuma tarefa Dar instruções erradas, com o objetivo de prejudicar ;
• Atribuir erros imaginários ao trabalhador ;
• Fazer brincadeiras de mau gosto ou críticas em público
• Impor horários injustificados;
• Transferir o trabalhador de setor para isolá-lo ou colocá-lo de castigo;
• Forçar a demissão do empregado;
• Tirar seus instrumentos de trabalho, como telefone, computador ou mesa, para gerar constrangimento;
• Proibir colegas de falar ou almoçar com o trabalhador;
• Fazer circular boatos maldosos e calúnias sobre o trabalhador;
• Submeter o trabalhador a humilhações públicas ou particulares ;
• Perseguições da chefia aos subordinados ;
• Punições injustas e ilegais;
• Não passar informações necessárias para a atividade.

( Fonte: Ministério Público do Trabalho de São Paulo)


ASPECTOS PSICÓLOGICOS

• O Assédio Moral no Trabalho é associado, verdadeiramente, a uma


espécie de terror psicológico para quem o sofre, sendo conhecido
na Europa pela denominação de mobbing (expressão utilizada por
um psicólogo alemão Heinz Leymann.
• O assédio moral é uma afronta ao tratamento dado às pessoas,
mas, também, uma severa forma de desvio de conduta que não
pode ser tolerado.

• “no mundo do trabalho, mobbing significa todos aqueles atos


comissivos ou omissivos, atitudes, gestos e comportamentos do
patrão, da direção da empresa, de gerente, chefe, superior
hierárquico ou dos colegas, que traduzem uma atitude de contínua
e ostensiva perseguição que possa acarretar danos relevantes às
condições físicas, psíquicas, morais e existenciais da vítima”.
ASPECTOS PSICÓLOGICOS

• A vítima do assédio moral desenvolve patologias múltiplas que


podem matá-la no trabalho ou levá-la ao suicídio.
• Trata-se de um processo antigo e a novidade reside na gravidade
que atingiu nos dias atuais e pela banalização do fenômeno, pois
algo extremamente grave passa a ser banal.
• Existe: o Assédio Moral Vertical: praticado pelo superior; O
Assédio Moral Horizontal: quando os trabalhadores tem o objetivo
de excluir um ou outro colega não desejável do grupo. O Mobbing
combinado – união do chefe e dos colegas para excluir o indivíduo
; O Mobbing ascendente – um ou vários trabalhadores jugalm-se
merecedores do cargo do seu chefe e passam a boicotá-lo.
Sintomas

• 1. Pouca concentração;
• 2. Ansiedade;
• 3. Dificuldades no sono;
• 4. Dificuldades no aprendizado;
• 5. Esquecimento;
• 6. Irritabilidade;
• 7. Má alimentação;
• 8. Indecisão;
• 9. Hábitos autodestrutivos: álcool, drogas;
• 10. Fadiga.
• Crises de choro; insônia, depressão, sede de vingança, sentimento de
inutilidade, diminuição da libido, distúrbios digestivos, dor de cabeça, ideia de
suicídio, início do alcoolismo, aumento da pressão arterial e tonturas.

• Obs: é necessário a diferenciação dos conflitos saudáveis de assedio moral.


Medidas a serem tomadas...

• Todas as pessoas devem ser tratadas com cortesia, respeito e dignidade.


• Os integrantes de uma empresa ou órgão público devem conviver com
igualdade de oportunidades e de tratamento.
• É fundamental preservar a saúde mental dos trabalhadores.
• Criação de medidas de prevenção como a implantação de ambientes
saudáveis e relação de confiança equidade entre as pessoas; implantar o
código de ética e condutas nas instituições e programas de treinamento
para a preservação de comportamentos violentos no trabalho.
ASPECTOS JURÍDICOS

O que NÃO caracteriza assédio moral?

Não conceder férias no período solicitado pelo empregado;


Substituição de função ou de local de prestação de serviço
para atender necessidade da empresa;
Cobrança por um bom desempenho profissional ou postura
conforme as normas institucionais;
Repreensão/Advertência eventual aplicada pelo empregador;
Má condições de trabalho, salvo se para desmerecer o
empregado ou um grupo deles.
ASPECTOS JURÍDICOS

O assédio moral é crime? Tipificado no Código


Penal ainda NÃO!
• Crimes Contra a Honra: calúnia, injúria ou
difamação.

Art. 138 - Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente


fato definido como crime:
Pena - detenção, de seis meses a dois anos, e multa.
Art. 139 - Difamar alguém, imputando-lhe fato ofensivo
à sua reputação:
Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa.
Art. 140 - Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou
o decoro:
Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa.
ASPECTOS JURÍDICOS

Se o assédio moral não é


crime, como o agressor poderá
ser punido/responsabilizado?!

• Por meio da configuração de


outros crimes (injúria, calúnia,
difamação, etc.);

• Indenização por Danos Morais.


ASPECTOS JURÍDICOS
ASPECTOS JURÍDICOS

§ 1o Se julgar procedente o pedido, o juízo fixará a indenização a ser


paga, a cada um dos ofendidos, em um dos seguintes parâmetros,
vedada a acumulação: (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017)
I - ofensa de natureza leve, até três vezes o último salário contratual
do ofendido; (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017)
II - ofensa de natureza média, até cinco vezes o último salário
contratual do ofendido; (Incluído pela Lei nº 13.467, de
2017)
III - ofensa de natureza grave, até vinte vezes o último salário
contratual do ofendido; (Incluído pela Lei nº 13.467, de
2017)
IV - ofensa de natureza gravíssima, até cinquenta vezes o último
salário contratual do ofendido.
ASPECTOS JURÍDICOS

• Como provar que sou vítima de assédio moral?


Documentos
E-mails
Gravações (telefônicas, filmagens)
Testemunhas
Conversas em redes sociais
ASPECTOS JURÍDICOS
ASPECTOS JURÍDICOS
CASOS PRÁTICOS E DECISÕES
JUDICIAIS

• Ricardo Eletro – março/2013 – indenizações de R$ 20mil e R$ 30mil


Uma auxiliar administrativa foi, durante dois anos, diariamente
humilhada por uma de suas superiores, que a chamava de “jumenta”,
“retardada”, “incompetente” e “burra”, e também a ofendia com
expressões chulas. Outra superiora sua se referia a todas as funcionárias
como “porcas”, além de também ofendê-las com palavrões. A empresa
foi condenada em R$ 20mil por danos morais. Ainda em 2012, a unidade
da Ricardo Eletro de Vitória, ES, foi condenada a indenizar, em R$ 30
mil, um vendedor vítima de ofensas homofóbicas de um gerente, que o
tratava de forma grosseira, dizia aos seus colegas que ele “tinha voz de
gay” e dizia que, à noite, ele se chamava “Alice no País das Maravilhas”.
Também o chamava de “lerdo, incompetente, moleque e sem
dignidade”, o que ocasionou um quadro de depressão no ex-funcionário
e levaram à condenação da empresa, também, ao pagamento de R$ 250
mensais para tratamento médico, durante um ano.
ASPECTOS JURÍDICOS
CASOS PRÁTICOS E DECISÕES
JUDICIAIS

• Oi ( Telemar) – dezembro/2012 – indenização de R$ 20mil


A Telemar Norte Leste S/A teve de indenizar uma operadora de
telemarketing, contratada por uma terceirizada sua, que era
discriminada por seus supervisores pelo fato de ser lésbica. Ela era
impedida de sentar-se ao lado de outra funcionária, “para não
atrapalhar sua namoradinha”. Os superiores também a proibiam de
fazer horas extras, pois diziam que “lésbica não tem direito a fazer
hora extraordinária”. Tudo isso era motivo de deboche de outros
funcionários.
• Santander – novembro/2012 – indenização de R$ 100mil
O banco foi condenado a indenizar uma gerente adjunta gaúcha,
com 20 anos de casa, que nos últimos cinco foi maltratada por seus
superiores. Eles diziam com frequência que ela tinha que atingir as
metas, sob pena de demissão, “nem que fosse necessário rodar
bolsinha na esquina”.
ASPECTOS JURÍDICOS
DECISÕES JUDICIAIS

• RECURSO DE REVISTA. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. ASSÉDIO


MORAL. COBRANÇA EXCESSIVA DE METAS. AMEAÇA DE DISPENSA.
Demonstrado o assédio moral ao reclamante, decorrente da postura
excessiva de seu superior hierárquico na busca do cumprimento de
metas, sob a ameaça de dispensa, resta configurado o abalo moral e
psíquico a ensejar a reparação. Intactos, assim, os
artigos 186 e 927 do Código Civil. Recurso de revista não conhecido.
ASSÉDIO MORAL. VALOR DA INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. R$
20.000,00. A quantia estabelecida como indenizatória guarda
pertinência com o dano sofrido pelo empregado, tem o condão de
compensar o sofrimento da vítima e de inibir a reiteração da prática
pela reclamada, bem como se pautou na capacidade econômica da
reclamada, considerando o seu grande porte.
(TST – RECURSO DE REVISTA – RR 16270920115040231 – Des. Rel. Aloysio
Corrêa Veiga).
ASPECTOS JURÍDICOS
DECISÕES JUDICIAIS

• RESTRIÇÃO AO USO DE SANITÁRIOS. CONFIGURAÇÃO DE


ASSÉDIO MORAL. VALOR DA INDENIZAÇÃO. MANUTENÇÃO DA
SENTENÇA.
Estando o valor da indenização arbitrado em sentença (R$
10.000,00) compatível com a gravidade do dano, sua repercussão, a
capacidade econômica da reclamada e o caráter pedagógico,
deverá ser mantido inalterado, acrescentando-se ainda que, ao
contrário do afirmado pela ora recorrente, este Regional (2ª
instância) em casos iguais aqui analisados, vem adotando referida
quantia. Recurso a que se nega provimento.
(TRT – 20ª REGIÃO – 324000320085200003 – Dj. 24.04.2009).
ASPECTOS JURÍDICOS
DECISÕES JUDICIAIS