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O POTENCIAL DE AÇÃO

O POTENCIAL DE AÇÃO
 o  interior  da  membrana  neuronal 
durante o repouso e negativo em relacao 
ao  meio  externo.  O  potencial  de  acao  e 
uma  inversao  rapida  dessa  situacao,  de 
forma  que,  por  um  instante,  o  meio 
interno da membrana torna­se carregado 
positivamente  com  relacao  ao  meio 
externo.  O  potencial  de  acao  e  tambem 
chamado de potenciais em ponta (spike), 
impulso nervoso ou descarga.
PROPRIEDADES DO POTENCIAL DE 
AÇÃO
 o  potencial  de  acao  tem 
certas  partes 
identificaveis.  A  primeira 
parte,  chamada  de  fase 
ascendente,  e 
caracterizada  por  uma 
rapida  despolarizacao  da 
membrana.  Essa 
alteracao  no  potencial  de 
membrana continua ate o 
Vm  atingir  o  valor 
maximo  de  pico,  de 
aproximadamente 40 mV. 
PROPRIEDADES DO POTENCIAL DE 
AÇÃO
 A  parte  do  potencial  de 
acao  em  que  o  lado  de 
dentro  do  neuronio  esta 
carregado  positivamente 
em relacao ao lado externo 
e  chamada  de  pico  de 
ultrapassagem.  A  fase 
descendente  do  potencial 
de  acao  e  uma  rapida 
repolarizacao  do  meio 
interno  da  membrana  ate 
ele  ficar,  de  fato,  mais 
negativo  que  o  potencial 
de repouso. 
PROPRIEDADES DO POTENCIAL DE 
AÇÃO
 A  ultima  parte  da  fase 
descendente  e 
chamada  de 
undershoot,  ou 
hiperpolarizacao  pos­
potencial.  Por  fim,  ha 
uma  restauracao 
gradual do potencial de 
repouso. O potencial de 
acao  dura  cerca  de  2 
milissegundos  (ms),  do 
inicio ao fim.
PROPRIEDADES DO POTENCIAL DE 
AÇÃO
 Limiar:  E  o  potencial  de  membrana  no  qual  um 
numero suficiente de canais de sodio dependentes 
de  voltagem  se  abre,  de  forma  que  a 
permeabilidade  ionica  relativa  da  membrana 
favoreca o sodio sobre o potassio.
 Fase  ascendente:  Quando  o  meio  interno  da 
membrana  tem  um  potencial  eletrico  negativo, 
existe  uma  grande  forca  motriz  para  o  Na+. 
Dessa forma, o Na+ se difunde rapidamente para 
dentro  da  celula  atraves  dos  canais  de  sodio 
dependentes de voltagem abertos, causando uma 
rapida despolarizaççao da membrana.
PROPRIEDADES DO POTENCIAL DE 
AÇÃO
 Ultrapassagem:  Uma  vez  que  a 
permeabilidade  relativa  da  membrana 
favorece  significativamente  o  sodio,  o 
potencial  de  membrana  atinge  um 
valor  proximo  do  ENa,  que  e  maior  do 
que 0 mV.
PROPRIEDADES DO POTENCIAL DE 
AÇÃO
 Fase descendente: O comportamento de dois tipos de 
canais colabora para a fase descendente de 
repolarizacao. Primeiro, os canais de sodio 
dependentes de voltagem sao inativados. Segundo, 
os canais de potassio dependentes de voltagem 
finalmente terminam de se abrir (o mecanismo para 
isso e disparado 1 ms antes pela despolarizacao da 
membrana). Existe uma grande forca motriz para o 
K+ quando a membrana e fortemente despolarizada. 
Assim, o K+ se difunde rapidamente para fora da 
celula atraves dos canais de potassio dependentes de 
voltagem abertos, fazendo o potencial de membrana 
se tornar negativo novamente.
PROPRIEDADES DO POTENCIAL DE 
AÇÃO
 Hiperpolarizacao  pos­potencial:  Os  canais  de 
potassio  dependentes  de  voltagem  que  estao 
abertos  aumentam  ainda  mais  a  permeabilidade 
ao  potassio  em  relacao  ao  que  era  quando  a 
membrana  estava  em  repouso.  Uma  vez  que  ha 
pouca  permeabilidade  ao  sodio,  o  potencial  de 
membrana  muda  em  direcao  ao  EK,  causando 
uma hiperpolarizacao em relacao ao potencial de 
repouso  da  membrana  ate  que  os  canais  de 
potassio dependentes de voltagem completem seu 
fechamento.
PROPRIEDADES DO POTENCIAL DE 
AÇÃO
 Periodo refratario absoluto: Os canais de sodio sao 
inativados  quando  a  membrana  se  torna 
fortemente  despolarizada.  Esses  canais  nao 
podem  se  abrir  novamente,  e  outro  potencial  de 
acao  nao  pode  ser  gerado  ate  que  o  potencial  de 
membrana  esteja  suficientemente  negativo  para 
fechar  os  canais  e  torna­los  aptos  a  serem 
ativados novamente.
 Periodo  refratario  relativo:  A  membrana 
permanece  hiperpolarizada  ate  que  os  canais  de 
potassio  dependentes  de  voltagem  fechem.  Dessa 
forma,  mais  corrente  despolarizante  e  necessaria 
para levar o potencial de membrana ao limiar.
VELOCIDADE DE CONDUÇÃO
 Lembre­se  que  a  corrente  de  entrada  de  Na+ 
durante  o potencial de acao despolariza a porcao 
de  membrana  adjacente.  Quando  essa  porcao  de 
membrana  atingir  o  limiar,  os  canais  de  sodio 
dependentes de voltagem irao se abrir, e, assim, o 
potencial  de  acao  “queimara”  ao  longo  da 
membrana.  A  velocidade  na  qual  o  potencial  de 
acao  se  propaga  ao  longo  do  axonio  depende  de 
quao longe a despolarizacao se projeta a frente do 
potencial de acao, o que, por sua vez, depende de 
certas caracteristicas fisicas do axonio.
VELOCIDADE DE CONDUÇÃO
 Existem duas vias pelas quais a carga positiva pode 
se  difundir:  pelo  interior  do  axonio  ou  atraves  dos 
canais da membrana axonal. Se o axonio for estreito 
e  houver  muitos  poros  abertos  na  membrana,  a 
maior  parte  da  corrente  fluira  atraves  da 
membrana.  Se  o  axonio  for  largo  e  houver  poucos 
poros  abertos  na  membrana,  a  maior  parte  da 
corrente fluira pelo interior do axonio. Quanto mais 
longe  a  corrente  se  propagar  ao  longo  do  axonio, 
mais  longe  o  potencial  de  acao  despolarizara  a  sua 
frente  e  mais  rapido  ele  se  propagara.  Como  regra, 
portanto,  a  velocidade  de  conducao  do  potencial  de 
acao aumenta com o diâmetro axonal.
VELOCIDADE DE CONDUÇÃO
 O tamanho axonal e o numero de canais 
dependentes de voltagem na membrana tambem 
afetam a excitabilidade neuronal. Axonios 
menores necessitam de uma maior 
despolarizacao para alcancar o limiar do 
potencial de acao e sao mais sensiveis ao bloqueio 
por anestesicos locais.

 O  que  ha  de  bom  acerca  dos  axonios  “gordos”  e 


que  eles  conduzem  o  potencial  de  acao  mais 
depressa; o ruim e que eles ocupam muito espaco. 
VELOCIDADE DE CONDUÇÃO
 Felizmente,  vertebrados  apresentaram  outra 
solucao  para  aumentar  a  velocidade  de  conducao: 
envolver  o  axonio  com  um  isolante  chamado  de 
mielina.  A  bainha  de  mielina  consiste  em  muitas 
voltas de membrana fornecidas por celulas gliais, as 
celulas  de  Schwann  no  sistema  nervoso  periferico 
(fora  do  encefalo  e  da  medula  espinhal)  e  os 
oligodendrocitos  no  sistema  nervoso  central.  Assim 
como  envolver  a  mangueira  perfurada  do  jardim 
com uma fita de vedacao facilita o fluxo de agua pelo 
seu  interior,  a  mielina  facilita  o  fluxo  de  corrente 
pelo  interior  do  axonio,  aumentando,  assim,  a 
velocidade de conducao do potencial de acao.
VELOCIDADE DE CONDUÇÃO
 A  bainha  de  mielina  nao  se  estende 
continuamente  ao  longo  de  todo  o  axônio. 
Existem  quebras  no  isolamento,  onde  os  ions 
podem  atravessar  a  membrana  para  gerar 
potenciais de acao. Essas quebras de mielina sao 
os  nodulos  de  Ranvier.  Canais  de  sodio 
dependentes  de  voltagem  estao  concentrados  na 
membrana  desses  nodulos.  A  distancia  entre 
nodulos  e,  em  geral,  de  0,2  a  2  mm,  dependendo 
do  tamanho  do  axonio  (axonios  largos  tem 
maiores distancias internodais).