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EQUIPE:

 Elisângela Mesquita;
 Ladice Almeida;
 Lígia Lima;
 Maria Dirce Lima;
 Maria Helena Padilha.

Gestão Orçamentária e Finanças Públicas – Prof.º Charles U.M. Carmona, Doutor


ORÇAMENTO PÚBLICO

Discente: Maria Helena Padilha


ORÇAMENTO PÚBLICO

Ferramenta legal de planejamento do ente


Federativo (união, Estados, Distrito Federal e
Municípios) onde são projetados os ingressos e os
gastos orçamentários que serão realizados em um
determinado período, objetivando a execução dos
programas e ações vinculados às políticas públicas,
bem como as transferências constitucionais, legais e
voluntárias, os pagamentos de dívidas e outros
encargos inerentes às funções e atividades estatais. “
Bezerra Filho (2012)

Discente: Maria Helena Padilha


ORÇAMENTO PÚBLICO

“Pode ser definido como uma tentativa de alocação


de recursos financeiros por meio de processos políticos
com o objetivo de atender a diferentes estilos de vida,
tendo como mínimo aceitável, o da elite dominante,
buscando sempre que possível, reduzir as
desigualdades, diferenças entre as pessoas.”(Nelson
Viana,2014)

Discente: Maria Helena Padilha


COMPOSIÇÃO DO ORÇAMENTO
PÚBLICO FEDERAL

Orçamento Fiscal;
Orçamento da Seguridade Social;
Orçamento de Investimento

Discente: Maria Helena Padilha


ORÇAMENTO PÚBLICO
ORÇAMENTO FISCAL

Se refere aos Poderes da União, seus


fundos, órgãos e entidades da administração
direta e indireta, inclusive fundações instituídas
e mantidas pelo Poder Público.

Discente: Maria Helena Padilha


ORÇAMENTO PÚBLICO
ORÇAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL

Abrange todas as entidades e órgãos a ela


vinculados, da administração direta ou indireta,
bem como os fundos e fundações instituídos e
mantidos pelo Poder Público.

Discente: Maria Helena Padilha


ORÇAMENTO PÚBLICO
ORÇAMENTO INVESTIMENTO

Representa a parte da lei que registra os


investimentos (aquisição de bens componentes do
ativo imobilizado) das empresas em que a união,
direta ou indiretamente, detenha a maioria do
capital social com direito a voto. Ex.: pagamentos
de aposentadorias, pensões e benefícios, gastos
com hospitais, medicamento e programa Bolsa
Família

Discente: Maria Helena Padilha


ORÇAMENTO PÚBLICO
OBJETIVOS

Controle de gastos (evitar abusos);


Gestão de recursos (ações, produtos e metas);
Planejamento (implementação de plano de
médio prazo);
Administração macroeconômica (distribuição de
renda e crescimento econômico).
(Bezerra Filho, 2012)

Discente: Maria Helena Padilha


ORÇAMENTO PÚBLICO
TIPOS

1. Orçamento clássico ou tradicional-considerado


simplesmente um documento contábil-financeiro,
sem qualquer espécie de planejamento das ações
governamentais;
2. Orçamento de desempenho ou por realizações-
evolução do orçamento clássico. Começa a
preocupação do gestor com o resultado do gasto.

Discente: Maria Helena Padilha


ORÇAMENTO PÚBLICO
TIPOS

3. Orçamento Programa – ferramenta de


planejamento da ação do governo, por meio da
identificação dos seus programas de trabalho,
projetos e atividades, objetivos e metas a serem
implementados e a previsão dos custos
relacionados.
Foi introduzido no Brasil através da Lei 4320/64 e
do Decreto Lei 200/67.

Discente: Maria Helena Padilha


ORÇAMENTO PÚBLICO

Seminario Orçamento (1).xls

Discente: Maria Helena Padilha


ORÇAMENTO PÚBLICO
PRINCÍPIOS ORÇAMENTÁRIOS

.O gestor público administra o bem público, que


pertence ao povo, logo ele não é o dono do que
administra e, apesar de existir uma parcela de
discricionariedade na sua gestão, ele fica limitado a
seguir princípios e regras gerais para elaborar
instrumentos de planejamento e orçamento, realizar
receitas e executar despesas públicas, gerar
endividamento, pagar pessoal, realizar
transferências etc.

Discente: Maria Dirce Lima


ORÇAMENTO PÚBLICO
PRINCÍPIOS ORÇAMENTÁRIOS

O orçamento público é elaborado todos os anos e


nele estão previstos os cortes e os gastos que o país
terá naquele ano. Mas para ser executado, o
orçamento deve ser aprovado pelo poder legislativo e,
para sua aprovação, deve seguir algumas regras
básicas, chamadas de princípios orçamentários.
Sem esses princípios, um orçamento não pode sequer
ser aprovado.

Discente: Maria Dirce Lima


ORÇAMENTO PÚBLICO
PRINCÍPIOS ORÇAMENTÁRIOS
Na página inicial do Portal da Câmara dos deputados
Federais está descrito o seguinte:

“Desde seus primórdios, a instituição orçamentária foi cercada de uma


série de regras com a finalidade de aumentar-lhe a consistência no
cumprimento de sua principal finalidade: auxiliar o controle parlamentar
sobre os Executivos. Essas regras ou princípios receberam grande
ênfase na fase que os orçamentos possuíam grande conotação jurídica,
chegando alguns incorporados na corrente legislação: basicamente na
Constituição, na Lei 4.320/64 e nas Leis de Diretrizes Orçamentárias
(LDOs). Os princípios orçamentários são premissas a serem
observadas na concepção da proposta orçamentária.”

Autor: Vander Gontijo - COFF/CD; Local e Data: Brasília, setembro de 2004

Discente: Maria Dirce Lima


ORÇAMENTO PÚBLICO
PRINCÍPIO DA UNIDADE
O orçamento deve ser uno, ou seja, deve existir
apenas um único orçamento para cada exercício
financeiro.
Esse princípio possibilita a obtenção, com eficácia,
de um retrato geral das finanças públicas e, o mais
importante, permite ao Poder Legislativo o controle
racional e direto das operações financeiras de
responsabilidade do Executivo.
O princípio da unidade é respaldado legalmente por
meio do Art. 2º da Lei 4.320/64 e pelo § 5º do art. 165
da CF 88.

Discente: Maria Dirce Lima


ORÇAMENTO PÚBLICO
SURGIMENTO DO PRINCÍPIO DA TOTALIDADE
Na década de 80, havia um convívio simultâneo com três orçamentos distintos: o orçamento fiscal,
o orçamento monetário e o orçamento das estatais, que não eram consolidados.
O art.62, da Constituição de 1967, emendada, limitava o alcance de sua aplicação, ao excluir
expressamente do orçamento anual as entidades que não recebessem subvenções ou
transferências à conta do orçamento (exemplo: Banco do Brasil - exceto se houver integralização
de capital pela União).
No seu § 1º, estabelecia que a inclusão, no orçamento anual, da despesa e da receita dos órgãos
da administração indireta deveria ser feita em dotações globais e não lhes prejudicaria a
autonomia na gestão legal dos seus recursos.
O orçamento Fiscal era sempre equilibrado e era aprovado pelo Legislativo. No entanto o
orçamento monetário e o das Empresas Estatais eram deficitários e sem controle e, além do mais,
não eram votados.
O déficit público e os subsídios mais importantes estavam no orçamento monetário, as decisões
mais relevantes em relação à política fiscal e monetária da Nação não eram submetidas à
aprovação do Legislativo.
Dessa forma, coube à doutrina tratar de reconceituar o princípio da unidade de forma que
abrangesse as novas situações.
Surgiu, então, o princípio da totalidade, que possibilitava a coexistência de múltiplos
orçamentos que, entretanto, devem sofrer consolidação, de forma a permitir uma visão geral do
conjunto das finanças públicas.

Discente: Maria Dirce Lima


ORÇAMENTO PÚBLICO
PRINCÍPIO DA TOTALIDADE
A Constituição de 1988 trouxe melhor entendimento para
a questão ao precisar a composição do orçamento anual
que passará a ser integrado pelas seguintes partes:

a) Orçamento fiscal;

b) Orçamento da seguridade social e

c) Orçamento de investimentos das estatais.

Este modelo, em linhas gerais segue o princípio da


totalidade.

Discente: Maria Dirce Lima


ORÇAMENTO PÚBLICO
PRINCÍPIO DA UNIVERSALIDADE
Princípio pelo qual o orçamento deve conter todas as receitas e todas as
despesas do Estado, Indispensável para o controle parlamentar, pois possibilita:

a) conhecer todas as receitas e despesas do governo e dar prévia autorização para respectiva
arrecadação e realização;

b) impedir ao Executivo a realização de qualquer operação de receita e de despesa sem prévia


autorização Legislativa;

c) conhecer o exato volume global das despesas projetadas pelo governo, a fim de autorizar a
cobrança de tributos estritamente necessários para atendê-las.

Este princípio também está fundamentado na Lei 4.320/64, nos Art 2º e 3º.

A Emenda Constitucional n.º 1/69 também consagra essa regra:


"O orçamento anual compreenderá obrigatoriamente as despesas e receitas relativas a todos
os Poderes, órgãos, fundos, tanto da administração direta quanto da indireta, excluídas apenas
as entidades que não recebam subvenções ou transferências à conta do orçamento”.

Discente: Maria Dirce Lima


ORÇAMENTO PÚBLICO
PRINCÍPIO DA ANUALIDADE OU PERIODICIDADE

O orçamento deve ser elaborado e autorizado


para um determinado período de tempo, geralmente
um ano.
A exceção se dá nos créditos especiais e
extraordinário autorizados nos últimos quatro meses do
exercício, reabertos nos limites de seus saldos e
incorporados ao orçamento do exercício subsequente.

No Brasil, o exercício financeiro coincide com o ano


civil.

Discente: Maria Dirce Lima


ORÇAMENTO PÚBLICO
PRINCÍPIO DA EXCLUSIVIDADE
A lei orçamentária deverá conter apenas matéria
orçamentária ou financeira. Ou seja, dela deve ser
excluído qualquer dispositivo estranho à estimativa de
receita e à fixação de despesa;

Não se inclui na proibição a autorização para abertura de


créditos suplementares e contratação de operações de
crédito, ainda que por antecipação de receita;

Este princípio encontra-se expresso no art. 165, § 8º da


CF de 88: "A lei orçamentária anual não conterá dispositivo
estranho à previsão da receita e à fixação da despesa..."

Discente: Maria Dirce Lima


ORÇAMENTO PÚBLICO
PRINCÍPIO DA ESPECIFICAÇÃO, ESPECIALIZAÇÃO
OU DISCRIMINAÇÃO

As receitas e as despesas devem aparecer de forma


discriminada, de tal forma que se possa saber,
pormenorizadamente, as origens dos recursos e sua
aplicação.

A Lei nº 4.320/64 incorpora o princípio no seu art. 5º: "A


Lei de Orçamento não consignará dotações globais para
atender indiferentemente as despesas...., "

O art. 15 da referida Lei exige também um nível mínimo


de detalhamento: "...a discriminação da despesa far-se-á,
no mínimo, por elementos".

Discente: Maria Dirce Lima


ORÇAMENTO PÚBLICO
PRINCÍPIO DA NÃO VINCULAÇÃO OU NÃO AFETAÇÃO
DAS RECEITAS
Nenhuma parcela da receita geral poderá ser reservada ou
comprometida para atender a certos casos ou a determinado
gasto. Ou seja, a receita não pode ter vinculações. Essas
reduzem o grau de liberdade do gestor e engessa o planejamento
de longo, médio e curto prazos.
Este princípio encontra-se claramente expresso no inciso IV do art.
167 da CF de 88, mas aplica-se somente às receitas de impostos.
"São vedados "a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo
ou despesa, ressalvadas a repartição do produto da arrecadação dos
impostos a que se referem os arts., 158 e 159, a destinação de
recursos para manutenção e desenvolvimento do ensino (art. 212),
prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de
receita, previstas no art. 165, § 8º".

Discente: Maria Dirce Lima


ORÇAMENTO PÚBLICO
PRINCÍPIO DO ORÇAMENTO BRUTO
Todas as parcelas da receita e da despesa devem
aparecer no orçamento em seus valores brutos, sem
qualquer tipo de dedução.

A Lei 4.320/64 consagra este princípio em seu art. 6º: "Todas


as receitas e despesas constarão da Lei do Orçamento pelos
seus totais, vedadas quaisquer deduções. Reforçando este
princípio, o § 1º do mesmo artigo estabelece o mecanismo de
transferência entre unidades governamentais “
Dessa forma, as cotas de receita que uma entidade pública
deva transferir a outra incluir-se-ão, como despesa, no
orçamento da entidade obrigada à transferência e, como
receita, no orçamento da que as deva receber.

Discente: Maria Dirce Lima


ORÇAMENTO PÚBLICO
PRINCÍPIO DO EQUILÍBRIO
No Brasil, as últimas Constituições têm tratado essa questão
ora de maneira explícita ora de forma indireta. A Constituição de
1967 dispunha que: "O montante da despesa autorizada em cada
exercício financeiro não poderá ser superior ao total de receitas
estimadas para o mesmo período.“

Observa-se a existência de dificuldades estruturais para o


cumprimento desse princípio, principalmente em fases de crescimento
da economia, pois as despesas públicas normalmente crescem mais
que as receitas públicas quando há crescimento da renda interna.

A CF 88 adotou uma postura mais realista. Propôs o equilíbrio entre


operações de crédito e as despesas de capital. O art. 167, inciso III,
veda: "a realização de operações de créditos que excedam o montante
das despesas de capital ....";

Discente: Maria Dirce Lima


ORÇAMENTO PÚBLICO
PRINCÍPIO DA LEGALIDADE

O respaldo a este princípio pode ser encontrado nos art.


37 166 da CF de 1988.

O Art. 166 dispõe que: "Os projetos de lei relativos ao


plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento
anual e aos créditos adicionais serão apreciados pelas duas
Casas do Congresso Nacional, na forma do regimento
comum.“

Discente: Maria Dirce Lima


ORÇAMENTO PÚBLICO
PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE

O conteúdo orçamentário deve ser divulgado


(publicado) nos veículos oficiais de comunicação
para conhecimento do público e para eficácia de
sua validade.

Este princípio é consagrado no art. 37 da CF de 88:


"A administração pública direta e indireta de qualquer
dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de
legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e
eficiência e, também, ao seguinte: ..."

Discente: Maria Dirce Lima


ORÇAMENTO PÚBLICO
PRINCÍPIO DA EXATIDÃO

De acordo com esse princípio as


estimativas devem ser tão exatas quanto
possível, de forma a garantir à peça
orçamentária um mínimo de consistência
para que possa ser empregado como
instrumento de programação, gerência e
controle.

Discente: Maria Dirce Lima


ORÇAMENTO PÚBLICO
PRINCÍPIO DA CLAREZA OU
OBJETIVIDADE

O orçamento público deve ser apresentado


em linguagem clara e compreensível a todas
as pessoas que, por força do ofício ou
interesse, precisam manipulá-lo.

Discente: Maria Dirce Lima


INSTRUMENTOS DE PLANEJAMENTO
GOVERNAMENTAL BRASILEIRO

PPA
LDO
LOA

Discente: Maria Dirce Lima


ORÇAMENTO PÚBLICO
CF/88

Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão:

I - o plano plurianual;
II - as diretrizes orçamentárias;
III - os orçamentos anuais.

Discente: Maria Dirce Lima


ORÇAMENTO PÚBLICO
PPA
Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão:
I - o plano plurianual;

§ 1º A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá, de forma


regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da administração
pública federal para as despesas de capital e outras delas
decorrentes e para as relativas aos programas de duração
continuada.

§ 4º Os planos e programas nacionais, regionais e setoriais


previstos nesta Constituição serão elaborados em consonância
com o plano plurianual e apreciados pelo Congresso Nacional.

Discente: Maria Dirce Lima


ORÇAMENTO PÚBLICO
LDO
Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo
estabelecerão:
II - as diretrizes orçamentárias;

§ 2º A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas


e prioridades da administração pública federal, incluindo as
despesas de capital para o exercício financeiro subseqüente,
orientará a elaboração da lei orçamentária anual, disporá
sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a
política de aplicação das agências financeiras oficiais de
fomento.

Discente: Maria Dirce Lima


ORÇAMENTO PÚBLICO
LOA
Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão:
II - as diretrizes orçamentárias;
§ 5º A lei orçamentária anual compreenderá:
I - o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos,
órgãos e entidades da administração direta e indireta, inclusive
fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público;

II - o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta


ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a
voto;

III - o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades


e órgãos a ela vinculados, da administração direta ou indireta, bem
como os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder
Público.
Discente: Maria Dirce Lima
ORÇAMENTO PÚBLICO
LOA
§ 6º O projeto de lei orçamentária será acompanhado de
demonstrativo regionalizado do efeito, sobre as receitas e despesas,
decorrente de isenções, anistias, remissões, subsídios e benefícios de
natureza financeira, tributária e creditícia.

§ 7º Os orçamentos previstos no § 5º, I e II, deste artigo,


compatibilizados com o plano plurianual, terão entre suas funções a de
reduzir desigualdades inter-regionais, segundo critério populacional.

§ 8º A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à


previsão da receita e à fixação da despesa, não se incluindo na
proibição a autorização para abertura de créditos suplementares e
contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de
receita, nos termos da lei.

Discente: Maria Dirce Lima


ORÇAMENTO PÚBLICO

1. Relatorio grupos de trabalho_interconselhos_julho2015.pdf


2. 2. Catálogo de Metas.pdf
3. 3. MP_PPA_Relatório_Orientações para Elaboração do PPA 2016-
2019_Nova versão_A4_Web.pdf
4. 4. Mensagem de Veto.pdf
5. 5. ppa-2016-2019-ascom-3.pdf
6. 6. Lei13249_2016.pdf

Discente: Maria Dirce Lima


ORÇAMENTO PÚBLICO
RECEITA PÚBLICA

São ingressos de recursos financeiros nos


cofres do Estado, que se desdobram em receitas
orçamentárias, quando representam
disponibilidades de recursos financeiros para o
erário, e ingressos extraorçamentários, quando
representam apenas entradas compensatórias.
(MTO, 2016, p. 19).

Discente: Elisângela Mesquita


ORÇAMENTO PÚBLICO
CLASSIFICAÇÃO DA RECEITA PÚBLICA
FONTES DE
CATEGORIA INDICADOR DO
DESTINAÇÃO
ECONÔMICA RESULTADO
DE
PRIMÁRIO
RECURSOS

RECEITA DESTINAÇÃO RECEITA


CORRENTE VINCULADA PRIMÁRIA

RECEITA DE DESTINAÇÃO RECEITA


CAPITAL ORDINÁRIA FINANCEIRA

Discente: Elisângela Mesquita


Infográfico explicativo sobre os três estágios da receita pública. (Ascom/CGU)

Discente: Elisângela Mesquita


ORÇAMENTO PÚBLICO
EVOLUÇÃO DA RECEITA DA UNIÃO
ORÇAMENTO %
ATUALIZADO DA RECEITA REALIZADA ENTRE
ANO
RECEITA (VALOR ARRECADADO) REALIZADO
(VALOR PREVISTO) E PREVISTO
2013 R$2.174.650.946.322,04 R$1.893.613.719.099,78 87,08%

2014 R$2.392.129.226.119,23 R$2.238.551.079.327,88 93,58%

2015 R$2.878.827.555.613,92 R$2.665.685.375.159,13 92,60%

2016 R$2.952.696.248.075,54 R$2.839.711.583.462,82 96,17%

2017 R$3.414.379.614.681,84 R$2.558.047.412.866,96 74,92%

2018 R$3.505.604.694.064,00 R$1.503.659.912.870,88 42,89%


Fonte: http://www.portaltransparencia.gov.br

Discente: Elisângela Mesquita


Fonte: http://www.portaltransparencia.gov.br

Discente: Elisângela Mesquita


Discente: Elisângela Mesquita
Discente: Elisângela Mesquita
ORÇAMENTO PÚBLICO
DESPESA PÚBLICA
Despesas Orçamentárias, ou despesas públicas, constituem o
conjunto dos gastos públicos autorizados por intermédio do
orçamento ou de créditos adicionais, destinado a satisfazer as
demandas econômico-sociais da sociedade de um Ente Federativo
(União, Estados e Municípios), pertencendo ao exercício financeiro
da emissão do respectivo empenho. (BEZERRA FILHO, 2012, p.
136);
Toda transação depende de autorização legislativa para sua
efetivação” pois devem estar fixadas na LOA. (MCASP,2017);
LEI 4.320/64 em artigo 35 “[..] pertencem ao exercício financeiro:
II As despesas nele legalmente empenhadas”.

Discente: Elisângela Mesquita


ORÇAMENTO PÚBLICO
CLASSIFICAÇÃO DA DESPESA ORÇAMENTÁRIA

Institucional Funcional Programática Natureza da


Despesa
•Função
•Órgão e •Programa
•Sub Função •Categoria Econômica
•Unidade Orçamentária •Ação
•Grupo
•Subtítulo/Localizador
do Gasto •Modalidade de
Aplicação

•Elemento Despesa

Discente: Elisângela Mesquita


ORÇAMENTO PÚBLICO
EXECUÇÃO DA DESPESA PÚBLICA

• Análise, formulação do
plano e ações do
Planejamento governo
• Fixação da Despesa

• Estágio da Despesa:
• Empenho
Execução • Em Liquidação
• Liquidação
• Pagamento

Discente: Elisângela Mesquita


Fonte: http://www.portaltransparencia.gov.br

Discente: Elisângela Mesquita


RECIFE/2017

Fonte: http://www.portaltransparencia.gov.br
Discente: Elisângela Mesquita
Lei 4.320/1964

TÍTULO IV
Do Exercício Financeiro
Art. 35. Pertencem ao exercício financeiro:
I - as receitas nele arrecadadas;
II - as despesas nele legalmente empenhadas.

CF/1988
Seção I
Da Educação

Art. 212. A União aplicará, anualmente, nunca menos de dezoito,


e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios vinte e cinco por
cento, no mínimo, da receita resultante de impostos,
compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e
desenvolvimento do ensino.
Discente: Elisângela Mesquita
Discente: Elisângela Mesquita
ORÇAMENTO PÚBLICO
CRÉDITO PÚBLICO
É a capacidade de o governo cumprir obrigações
financeiras com quem quer que seja, inclusive e
principalmente com os próprios cidadãos. É a
capacidade que tem os governos de obter recursos da
esfera privada nacional ou de organizações
internacionais, por meio de empréstimos.
Considerando-se que o empréstimo terá que ser, um
dia, amortizado, teoricamente, com as receitas
regulares, trata-se, na verdade, de antecipação de
receita futura. O crédito público, quando materializado
em empréstimos, dá origem à dívida pública

Discente: Lígia Lima


ORÇAMENTO PÚBLICO
DIVIDA PÚBLICA

É a dívida contraída pelo governo com


entidades financeiras ou pessoas da sociedade
para financiar parte de seus gastos que não são
cobertos com a arrecadação de impostos ou
alcançar alguns objetivos de gestão econômica,
tais como controlar o nível de atividade, o crédito e
o consumo ou, ainda, captar dólares no exterior.

Discente: Lígia Lima


ORÇAMENTO PÚBLICO
PRINCIPAIS CREDORES DO SETOR PÚBLICO

Os principais credores do setor público são,


normalmente, bancos públicos e privados que
operam no País, investidores privados,
instituições financeiras internacionais e
governos de outros países.

Discente: Lígia Lima


ORÇAMENTO PÚBLICO
CLASSIFICAÇÃO DA DÍVIDA PÚBLICA
No que se refere à dívida pública, esta pode ser classificada de
formas distintas, sendo as principais quanto à origem e quanto à
natureza.

ORIGEM:
EXTERNA - se refere à dívida denominada em outras moedas
que não a moeda corrente, por exemplo, quando o Brasil realiza
uma emissão de títulos brasileiros no mercado americano, o
governo brasileiro assume uma dívida em dólares, já que os
pagamentos relacionados a esses títulos serão realizados em
dólares;
INTERNA - se refere à dívida denominada na moeda corrente
do país. No caso do Brasil, a dívida interna é aquela denominada
em reais, ou seja, o passivo é em reais.

Discente: Lígia Lima


ORÇAMENTO PÚBLICO
CLASSIFICAÇÃO DA DÍVIDA PÚBLICA

NATUREZA:

Contratual: é a dívida pública que se origina a partir de


um contrato, o qual define as características da dívida;

 Mobiliária: é a dívida que se origina a partir da emissão


de um título, que possui autonomia com relação ao fato que
o originou.

Discente: Lígia Lima


ORÇAMENTO PÚBLICO
CLASSIFICAÇÃO DA DÍVIDA PÚBLICA
NO BRASIL:

 A dívida contratual é de responsabilidade do Tesouro Nacional e


refere-se exclusivamente à dívida externa, tendo em vista que a
dívida contratual interna foi securitizada ao longo dos anos,
passando a ser classificada como parte da Dívida Mobiliária Federal
interna (DPMFi);

 Os governos estaduais e municipais não acessam diretamente o


mercado internacional por meio de emissão de títulos. Os recursos
externos por eles captados referem-se exclusivamente a contratos
de empréstimos com organismos multilaterais, notadamente o Banco
Internacional para o desenvolvimento Econômico (Bird) e o Banco
Interamericano de Desenvolvimento (BID e agências
governamentais).
Discente: Lígia Lima
ORÇAMENTO PÚBLICO
CONCEITO SETOR PÚBLICO

Abrange a administração direta, as autarquias e


as fundações das três esferas de governo (federal, estadual
e municipal) e suas respectivas empresas estatais, o
Banco Central e o Instituto Nacional de Seguridade Social
(INSS);

Além da definição mais ampla do setor público, os


outros conceitos utilizados no país são os de governo
central (Tesouro Nacional, INSS e Banco Central), governo
federal (Tesouro Nacional e INSS), governo geral (governo
federal, estadual e municipal), governos regionais
(governos estaduais e municipais) e empresas estatais
(empresas estatais federais, estaduais e municipais).
Discente: Lígia Lima
ORÇAMENTO PÚBLICO
PRINCIPAIS INDICADORES DE ENDIVIDAMENTO

DÍVIDA BRUTA DO GOVERNO GERAL (DBGG): abrange o


total das dívidas de responsabilidade do governo federal, dos
governos estaduais e dos governos municipais com o setor privado e
o setor financeiro. Podemos observar essa abrangência no próprio
nome do indicador de endividamento, já que este se refere ao
governo geral.

Atenção!!!

Embora o Banco Central não seja um ente cujos passivos constem


desse indicador, suas operações compromissadas com o setor
financeiro são registradas como dívida do governo geral.

Discente: Lígia Lima


ORÇAMENTO PÚBLICO
PRINCIPAIS INDICADORES DE ENDIVIDAMENTO

Operação Compromissadas são compras de


títulos com compromissos de revenda assumidos
pelo comprador, conjugado com o compromisso de
recompra assumido pelo vendedor, para data futura
preestabelecida (Banco Central). Essas operações
são realizadas pelo Banco Central para controlar a
quantidade de recursos na economia. O Banco
Central realiza isso através da compra ou venda de
títulos públicos.

Discente: Lígia Lima


ORÇAMENTO PÚBLICO
PRINCIPAIS INDICADORES DE ENDIVIDAMENTO
DÍVIDA PÚBLICA MOBILIÁRIA FEDERAL INTERNA (DPMFI): é
a dívida do governo federal sob a forma de títulos públicos, cujos
fluxos de recebimentos e pagamentos são realizados em reais.
Como dito anteriormente, o Brasil adota o critério de moeda de
denominação para classificação em dívida interna ou externa;

DÍVIDA PÚBLICA FEDERAL EXTERNA (DPFE): é a dívida do


governo federal, sob a forma de títulos e contratos, cujos fluxos de
recebimentos e pagamentos são realizados em outras moedas que
não o Real. A dívida mobiliária externa é composta por títulos
emitidos no mercado internacional;

DÍVIDA PÚBLICA FEDERAL (DPF): corresponde à soma das


dívidas interna (DPMFi) e externa (DPFe) de responsabilidade do
governo federal. Atualmente, a DPMFi representa a quase totalidade
do estoque da DPF em poder público.
Discente: Lígia Lima
ORÇAMENTO PÚBLICO
OPERAÇÃO DE CRÉDITO

Levantamento de empréstimo pelas entidades


da administração pública com o objetivo de financiar seus
projetos e/ou atividades, podendo ser interna ou externa. Nos
termos da Lei Complementar nº 101, de 04 de Maio de
2000, é o compromisso financeiro assumido em razão de
mútuo, abertura de crédito, emissão e aceite de título,
aquisição financiada de bens, recebimento antecipado de
valores provenientes da venda a termo de bens e serviços,
arrendamento mercantil e outras operações assemelhadas,
inclusive com o uso de derivativos financeiros. A assunção, o
reconhecimento ou a confissão de dívidas pelo ente da
Federação equiparam-se à operação de crédito.

Discente: Lígia Lima


ORÇAMENTO PÚBLICO
OPERAÇÃO DE CRÉDITO

A REGRA DE OURO

 Embora não seja algo recomendável, o governo pode


fazer isso? Na verdade, não há proibição para a
aplicação pontual de recursos oriundos de operações de
crédito em despesas correntes. O que a Constituição
proíbe é que, ao final do ano, as operações de crédito
sejam superiores, de uma forma global, às despesas de
capital (despesas com investimentos e amortização da
dívida, essencialmente). Essa é a chamada “Regra de
Ouro”, constante do art. 167, III, da Constituição.

Discente: Lígia Lima


ORÇAMENTO PÚBLICO
UNIÃO COMO GARANTIDORA
Como garantidora de operações de crédito, a União, na figura do
Tesouro Nacional, é comunicada pelos credores de que parcelas de
dívidas garantidas estão vencidas e não pagas. Diante da
notificação, a União informa o mutuário da dívida (o estado ou
município) para que se manifeste quanto aos atrasos nos
pagamentos das obrigações. Caso o ente confirme que não efetuará
o pagamento, resta à União honrar os valores. Após honrada a
obrigação, inicia-se a recuperação de crédito por parte da União na
forma prevista contratualmente, através da execução das chamadas
“contragarantias”. No caso de estados e municípios, as
contragarantias vinculadas são: Cotas do Fundo de Participação dos
Estados — FPE; Fundo de Participação dos Municípios — FPM;
além do fluxo de outras receitas próprias, tais como IPI Exportação,
ICMS, entre outras.

Discente: Lígia Lima


ORÇAMENTO PÚBLICO
DÍVIDA FLUTUANTE

Dívida contraída pelo Tesouro Nacional, quer como


administrador de terceiros confiados à sua guarda, quer para
atender às momentâneas necessidades de caixa, mediante
contratos ou emissão de títulos no País ou no exterior e que
deve ser liquidada no exercício fiscal - até doze meses. Seu
pagamento independe de autorização orçamentária, ou seja,
não há necessidade de sua inclusão na lei do orçamento. De
acordo com a Lei nº 4.320, de 17 de Março de 1964, a dívida
flutuante compreende os restos a pagar, excluídos os
serviços de dívida, os serviços de dívida a pagar, os
depósitos e os débitos de tesouraria.

Discente: Lígia Lima


ORÇAMENTO PÚBLICO
DÍVIDA FUNDADA

Montante total, apurado sem duplicidade,


das obrigações financeiras do ente da
Federação, assumidas em virtude
Leis, contratos, convênios ou tratados e da
realização de operações de crédito, para
amortização em prazo superior a doze
meses.

Discente: Lígia Lima


ORÇAMENTO PÚBLICO
TÍTULO PÚBLICO

É o instrumento pelo qual o governo toma


um empréstimo junto à sociedade, com um
compromisso de pagamento no futuro
(vencimento do título), sempre acrescido de
juros. Um título privado segue a mesma lógica,
funcionando como um mecanismo por meio do
qual uma empresa pode levantar recursos
para seus investimentos.

Discente: Lígia Lima


ORÇAMENTO PÚBLICO
TÍTULO PÚBLICO

Entre 1986 até 2003 o financiamento


público era viabilizado através da emissão de
títulos com indexação diária, ou seja,
acompanhando a flutuação diária das taxas de
juros do mercado. Esses títulos oferecem
maior segurança para os credores, mas
representam um elevado risco para o emissor
dos títulos (governo), já que este fica sujeito às
variações da taxa de juros do mercado.

Discente: Lígia Lima


ORÇAMENTO PÚBLICO
TÍTULO PÚBLICO
A partir de 2003, com a melhora na percepção dos
investidores quanto ao rumo da economia começaram a ser
emitidos títulos prefixados.

TÍTULOS PREFIXADOS
São títulos que rendem uma taxa de juros predeterminada até o
seu vencimento, independente das condições de mercado. Ao
emitir títulos prefixados, o governo se financia e não fica sujeito a
volatilidade das taxas de juros do mercado, ou seja, o governo
estabelece uma dívida mais segura para o seu refinanciamento,
já que ele sabe o custo dessa dívida no momento da emissão.
Um ambiente econômico estável estabelece as condições
necessárias para que o governo consiga emitir títulos com essa
característica
Discente: Lígia Lima
ORÇAMENTO PÚBLICO
REFINANCIAMENTO DA DÍVIDA

O Refinanciamento da Dívida é a dívida do


governo que é paga com recursos de novas
dívidas (é como se uma pessoa quitasse um
empréstimo no banco com recursos
provenientes de um novo empréstimo – com
condições mais vantajosas).

Discente: Lígia Lima


ORÇAMENTO PÚBLICO
RISCO DE REFINANCIAMENTO

É a possibilidade de o governo enfrentar


custos elevados para financiar a sua dívida ou,
no caso extremo, de ele não conseguir honrar
suas obrigações. Este risco está associado ao
perfil de vencimentos da dívida pública, bem
como a sua sensibilidade a choques nas
variáveis econômicas. Em outras palavras,
podemos dizer que é o risco do governo não
conseguir pagar a sua dívida.

Discente: Lígia Lima


ORÇAMENTO PÚBLICO

Orçamento Fácil - Vídeo 12 - O que é


Dívida pública - A emissão de títulos
públicos.mp4

Orçamento Fácil - Vídeo 13 -


Refinanciamento da dívida pública -
Orçamento Fácil.mp4

Discente: Lígia Lima


FEDERALISMO

PRÉ-CANDIDATOS PREGAM
MUDANÇA DE TRIBUTOS E NOVO
PACTO FEDERATIVO
Ciro defendeu uma reforma fiscal com mudança sobre a incidência dos
impostos;
Marina defendeu a reforma tributária, sob o princípio da justiça tributária,
da descentralização e da simplificação;
Alckmin defendeu a criação do Imposto de Valor Agregado (IVA) e a
descentralização. “Modelo centralizado funciona em país pequeno”;
Meirelles disse que o fundamental é que o Brasil cresça, via
investimentos, para que a arrecadação de impostos também suba,
aumentando a receita das prefeituras.

Discente: Ladice Almeida


FEDERALISMO
CONCEITO
FORMA DE GOVERNO:
República X Monarquia

SISTEMA DE GOVERNO:
Presidencialismo X Parlamentarismo

FORMA DE ESTADO:
Define a maneira como se dá o exercício
de Poder em razão da base territorial do Estado.
Estado Unitário X Estado Federal

Compartilhamento de
O poder fica
legitimidade e
Centralizado na mão de
competências entre
um único ente
mais de um ente

Discente: Ladice Almeida


FEDERALISMO
CONCEITO
É a forma de organização do Estado em que os entes
federados são dotados de autonomia administrativa, política,
tributária e financeira e se aliam na criação de um governo central
por meio de um pacto federativo. É União de coletividades
políticas autônomas. Ex.: Estados Unidos – Pena de Morte

CONCEITO GENÉRICO

A hierarquia do poder central para com os entes federados


pode ou não ocorrer e a autonomia destes pode ter várias
amplitudes, conforme a disposição constitucional.

Discente: Ladice Almeida


FEDERALISMO
CONCEITO

FEDERALISMO POR AGREGAÇÃO:


Entes soberanos abrem mão de sua soberania e entregam a um
ente central, se unindo em uma federação;
Esse modelo de federalismo tende a uma maior
descentralização, pois é natural que os entes que antes eram
soberanos detenham maiores competências políticas. Ex: E.U.A.
FEDERALISMO POR DESAGREGAÇÃO:
O Estado, que era unitário, se constitui em um Estado federal ao
conceder autonomia aos entes periféricos;
Esse modelo é marcado por uma maior centralização. Ex. Brasil.

Discente: Ladice Almeida


FEDERALISMO
CARACTERÍSTICAS
Países de grandes extensões territoriais, de diversidades
culturais, climáticas, sociais e econômicas, onde necessidades e
prioridades diferem entre regiões.

ESSA FORMA DE ESTADO VAI APRESENTAR:


Divisão Territorial formada por Organizações Políticas – Unidades
ou Entes Federativos. Ex. Municípios, províncias, etc.
Uma espécie de sistema central – representado pela
CONSTITUIÇÃO FEDERAL, que vai reger a organização territorial;
AUTONOMIA, em cada uma das unidades, para definir assuntos
de diversas naturezas. Ex.: criação de leis, políticas públicas, criação
e arrecadação de impostos, etc.
SOBERANIA exercida apenas pelo ESTADO FEDERAL
(FEDERAÇÃO)

Discente: Ladice Almeida


FEDERALISMO
CARACTERÍSTICAS
Principais Características presentes na FEDERAÇÃO:

Discente: Ladice Almeida


FEDERALISMO
IDEOLOGIA

O Federalismo exprime a ideia de força de União de Estados para:

DIGNIDADE HUMANA

Discente: Ladice Almeida


FEDERALISMO
BRASIL – BREVE HISTÓRICO

O federalismo foi introduzido no Brasil com a proclamação da


República (1889);
A crise mundial dos anos 1930 e a Era Vargas (1930-1945);
Queda do regime ditatorial, o Brasil viveu a experiência
democrática (1946-1964);
Regime militar (1964-1985) - AI 5 (1968);
Volta da Democracia - A Constituição de 1988.

Ampliação das competências dos Estados-membros; Papel de


destaque para os Municípios; Autonomia ao Distrito Federal,
igual as demais Unidades da Federação .

Discente: Ladice Almeida


FEDERALISMO
BRASILEIRO UNIÃO
Artigo 18 – CF 1988:
A organização político-administrativa da
República Federativa do Brasil compreende
a União, os Estados, o Distrito Federal
e os Municípios, todos autônomos, nos
termos desta Constituição.
ESTADO
MUNICÍPIOS

R.F.B. = SOBERANIA
DF

UNIÃO DF
ESTADOS MUN

ENTES AUTÔNOMOS
(UNIÃO INDISSOLÚVEL)

Discente: Ladice Almeida


FEDERALISMO
BRASILEIRO – PARTICULARIDADES
REPARTIÇÃO DE COMPETÊNCIAS:

A autonomia pressupõe repartição de competências, com base no


princípio da predominância do interesse, cabendo à União o interesse
geral, aos Estados-Membros o interesse regional, aos Municípios o
interesse local e ao Distrito Federal os interesses regional e local.

Os Municípios têm competências privativas associadas a serviços


públicos de caráter local (art. 30 - CF), tais como o transporte coletivo
e as leis de parcelamento do solo;
 Os Estados têm competência residual, uma vez que o artigo 25,
§1º, da CF, estabelece que são reservadas aos Estados as
competências que não lhes sejam vedadas pela Constituição

Discente: Ladice Almeida


FEDERALISMO
BRASILEIRO – PARTICULARIDADES
REPARTIÇÃO DE COMPETÊNCIAS:
A União tem competências privativas (art. 22–CF): responsabilidade
pela soberania, integração nacional, e legislar sobre:
I – direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário,
marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho;
VI – serviço monetário e de medidas, títulos e garantias dos metais;
XV – emigração e imigração, entrada, extradição e expulsão de
estrangeiros;
XXVIII – Defesa territorial, defesa aeroespacial, defesa marítima,
defesa civil e mobilização nacional.

O art. 23 - CF lista assuntos que são de competência comum das 3


esferas, o que significa que precisa haver coordenação de esforços.
Ex.: a saúde e assistência pública; a proteção ambiental; o combate à
pobreza, etc.
Discente: Ladice Almeida
FEDERALISMO
BRASILEIRO – PARTICULARIDADES
O SISTEMA FEDERATIVO É CLÁUSULA PÉTREA
(INDISSOLÚVEL, SEM DIREITO DE SECESSÃO, SEM EMENDAS)

A AUTONOMIA DOS ENTES FEDERATIVOS ALCANÇAM 4


CAPACIDADES:

1. AUTO-ORGANIZAÇÃO (Constituições Federais e Estaduais, Lei


Orgânica Municipal e Distrital);
2. AUTOLEGISLAÇÃO (Leis Federais, Estaduais, Municipais e
Distritais);
3. AUTOGOVERNO (Presidente e Congresso Nacional; Governador e
Assembleia Legislativa; Prefeito e Câmera Municipal)
4. AUTO ADMINISTRAÇÃO (Máquina Administrativa para prestação
de serviços públicos ligado ao Poder Executivo)
Discente: Ladice Almeida
FEDERALISMO FISCAL

O Pacto Federativo, ou, como chamado atualmente, o


Federalismo Fiscal, está definido na Constituição da República
Federativa do Brasil (artigos 145 a 162), nos quais, entre
outros temas, são definidas as competências tributárias dos
entes da Federação, e os encargos ou serviços públicos pelos
quais são responsáveis;
É A EXPRESSÃO FINANCEIRA DO FEDERALISMO
POLÍTICO

Discente: Ladice Almeida


FEDERALISMO FISCAL
FUNÇÕES DO ESTADO

• RESTRINGE A DESCENTRALIZAÇÃO
ESTABILIZADORA FISCAL
• (LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL)

• RESTRINGE A DESCENTRALIZAÇÃO
DISTRIBUTIVA FISCAL
• (BOLSA FAMÍLIA)

• DESCENTRALIZAÇÃO FISCAL
ALOCATIVA COADJUVANTE
• (INFRAESTRUTURA)

Discente: Ladice Almeida


FEDERALISMO FISCAL
TEORIAS ECONÔMICAS

MODELO DE TIEBOUT

“Ao optar por viver em uma dada comunidade, a família estaria


revelando sua preferência pela cesta de bens públicos e impostos
existentes naquela comunidade. Esta é a ideia de que as famílias
podem ‘votar com os pés’, ou seja, mudarem-se para a comunidade
que melhor atende às suas necessidades em termos de bens
públicos e impostos”

A DESCENTRALIZAÇÃO FISCAL COMO FORMA DE INDUZIR A


REVELAÇÃO DE PREFERÊNCIAS
(COMPETIÇÃO HORIZONTAL)

Discente: Ladice Almeida


FEDERALISMO FISCAL
TEORIAS ECONÔMICAS

TEOREMA DA DESCENTRALIZAÇÃO FISCAL DE OATES

“Para um bem público cujo consumo seja definido em subconjuntos geográficos


(bem público local) da população total, e para o qual os custos de fornecimento
de cada nível de produto do bem em cada jurisdição são os mesmos para o
governo central ou o respectivo governo local, será sempre mais eficiente para os
governos locais (oferta descentralizada) o fornecimento de níveis do produto para
cada jurisdição respectiva, do que a provisão, pelo governo central, de qualquer
nível uniforme e específico daquele bem para todas as jurisdições”

FEDERALISMO COMO INSTRUMENTO DE COOPERAÇÃO


ENTRE NÍVEIS DE GOVERNO – DIVISÃO DE TAREFAS DE ACORDO COM A
ABRANGÊNCIA TERRITORIAL DO BEM-PÚBLICO.
(COOPERAÇÃO VERTICAL)

Discente: Ladice Almeida


FEDERALISMO FISCAL
TEORIAS ECONÔMICAS

TEORIA DAS EXTERNALIDADES DE GORDON

Em virtude da ampla mobilidade de fatores de produção e de


indivíduos (tanto para fazer compras quanto para escolher local de
residência), em um contexto de decisão descentralizada, poderiam
surgir diferentes tipos de externalidades:

Exportação de tributos; Externalidades positivas; Comportamento


free rider: Desconsideração dos efeitos redistributivos;
Regressividade tributária dos gastos e Guerra Fiscal

Discente: Ladice Almeida


FEDERALISMO FISCAL

Constituição Federal de 1988 desenhou um Federalismo fiscal


bastante rígido, amparado em:
 Competências tributárias exclusivas para todas as pessoas
jurídicas de direito público interno;
 Transferências constitucionais mandatórias (conforme os art. 157 a
162 da Constituição Federal, que disciplinam o mecanismo de
transferências fiscais);
 Transferências verticais voluntárias para os fins mais diversos, a
exemplo dos fundos de desenvolvimento regional;
 Determinações a priori de destinações orçamentárias por todos os
entes, a exemplo do que ocorre com a educação;
 Autonomia financeira e orçamentária para os entes federativos,
relativizada com a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Discente: Ladice Almeida


FEDERALISMO FISCAL
TEORIA NORMATIVA

O foco da teoria normativa é distribuir racionalmente, entre os


entes, as competências tributárias;
 Distirbuir as responsabilidades no tocante à provisão de bens
públicos;
Quando há diferença entre a capacidade de tributar e a de gastar
surgem as transferências intergovernamentais.

Quem tributa o que?


Quem tem a responsabilidade de cada gasto?
Transferências Intergovernamentais

Discente: Ladice Almeida


FEDERALISMO FISCAL
TEORIA NORMATIVA
QUEM TRIBUTA O QUE?

RECOMENDAÇÕES ENTE FONTE DE RENDA-


Mobilidade da base tributária IMPOSTO

Facilidade para exportação do tributo UNIÃO II, IE, IR, IPI, IOF, ITR
e IGF
Economia de escala na administração
do tributo e viabilidade da cobrança ESTADOS IPVA, ICMS e ITCMD
Não induzir alocação ineficiente de
MUNICÍPIOS ITBI, IPTU e ISS
recursos
Associar tributos pagos aos benefícios
recebidos DF ESTADOS E MUNICÍPIOS

Discente: Ladice Almeida


FEDERALISMO FISCAL
TEORIA NORMATIVA
QUEM TEM A RESPONSABILIDADE DE CADA GASTO?

RECOMENDAÇÕES ENTE OFERTA


Economia de Escala UNIÃO Defesa, estabilidade
monetária, relações
Heterogeneidade das Preferências
internacionais, etc.
locais
ESTADOS Saneamento básico,
Externalidades e suas amplitudes
calçamento rodovias
geográficas
estaduais, etc.
Capacidade Financeira de cada tipo de
MUNICÍPIOS Iluminação e
Governo
pavimentação pública,
transporte público, etc.
DF Estados e Municípios

Discente: Ladice Almeida


FEDERALISMO FISCAL
TEORIA NORMATIVA
TRANSFERÊNCIAS GOVERNAMENTAIS

O federalismo fiscal brasileiro usa as transferências de receita


tributária entre os três níveis de governo previstas na CF, para
garantir uma maior autonomia financeira dos governos subnacionais
em relação ao governo central e procuram estabelecer um equilíbrio
entre as obrigações de cada esfera administrativa e as respectivas
necessidades de financiamento;

Crítica: O uso excessivo de Transferências Governamentais e o os


municípios que não possuem escala de produção de serviços
suficiente.

Discente: Ladice Almeida


FEDERALISMO FISCAL
TEORIA NORMATIVA

Discente: Ladice Almeida


FEDERALISMO FISCAL
TEORIA NORMATIVA
CRÍTICA

TODA A CONSTRUÇÃO TEÓRICA BASEADA EM TIEBOUT E


OATES, CONSIDERA A HIPOTESE DO “GOVERNANTE
BENEVOLENTE”, PREOCUPADO APENAS EM MAXIMIZAR O
BEM ESTAR DOS SEUS GOVERNADOS;

NÃO SE BASEANDO NO MUNDO REAL, OS GANHOS


ESTIMADOS NA IMPLANTAÇÃO DO FEDERALISMO FISCAL SÃO
SUPERESTIMADOS. PRINCIPALMENTE EM RELAÇÃO À
DESCENTRALIZAÇÃO DE ALGUMAS FUNÇÕES PÚBLICAS.

Discente: Ladice Almeida


FEDERALISMO FISCAL
O CASO BRASILEIRO
MODELO COMPETITIVO X MODELO COOPERATIVO

“O modelo de federalismo brasileiro que pretendia ser um misto de


federalismo cooperativo e federalismo dual (competitivo), acaba, na
prática, engessando tanto os mecanismos de competição, quanto os
mecanismos de cooperação entre os Estados. O que se pretendia
federalizar com a Constituição de 1988, acabou, em verdade, se
unitarizando, ou descentralizando aos municípios: o verdadeiro nome
sem a realidade”. Reverbel (2011, p. 133)

PRINCIPAIS PROBLEMAS NO BRASIL


MUNICIPALIZAÇÃO
DISPARIDADES SOCIOECONÔMICAS
DESEQUILÍBRIOS
GUERRA FISCAL
Discente: Ladice Almeida
FEDERALISMO FISCAL

MODELO ÓTIMO DE FEDERALISMO

 Um modelo capaz de compatibilizar a competição e a cooperação:


“ Todo sistema federal, para ser bem-sucedido, deve desenvolver um
equilíbrio adequado entre cooperação e competição, e entre o
governo central e seus componentes” (ELAZAR, 1993, p. 193);

 A construção de um ambiente federativo descentralizado e cooperativo


depende de quatro elementos fundamentais à coordenação e
harmonização:
1. Estabelecimento de regras claras quanto à responsabilidade pela
arrecadação e à oferta de políticas públicas;
2. Criação de um sistema de transferências estável e transparente;
3. Desenho de um sistema tributário que privilegie a eficiência fiscal;
4. Existência de normas voltadas para o controle dos gastos públicos e
do endividamento em todos os níveis de governo.

Discente: Ladice Almeida


FEDERALISMO FISCAL
DESAFIO BRASILEIRO

Eliminação dos focos de rigidez do sistema. A CF garante autonomia


orçamentária aos entes federativos sem predeterminar gastos ou
destinações dos orçamentos municipais ou estaduais;
Reestruturação das competências tributárias, transferindo “bases de
incidência” ex: (ISS) para a União, em troca de transferências fiscais
amparadas em critérios que meçam o esforço fiscal de cada ente;
Criação de mecanismos de coordenação entre União, Estados e
Municípios e desincentivos a estratégias não cooperativas, por exemplo,
condicionar parcela das transferências a medidas de esforço fiscal.
Regulamentação do artigo 23 da CF, por LC, fixando normas para a
cooperação entre a União e os Estados, o Distrito Federal e os
Municípios, tendo em vista o equilíbrio do desenvolvimento e do bem-
estar no âmbito nacional.
Reforma tributária que equacione adequadamente o equilíbrio entre
receitas e competências administrativas nos três níveis de governo.

Discente: Ladice Almeida


FEDERALISMO
FEDERALISMO FISCAL

O QUE TEM HAVER O FEDERALISMO COM O ORÇAMENTO


PÚBLICO E COMO INFLUENCIA?

No Brasil, a Constituição Federal prevê diversos mecanismos de


cooperação, como o estabelecimento de órgãos regionais de
desenvolvimento, os repasses obrigatórios de receitas tributárias
(federais para Estados-Membros e Municípios; e estaduais para
Municípios), a concessão de subsídios e incentivos fiscais e outros
(CONTI, 2004, p. 9);

Essa Autonomia Financeira, que dá capacidade município de


financiar os gastos públicos, coloca o orçamento a serviço de uma
melhor qualidade de vida para os cidadãos.

Discente: Ladice Almeida


FEDERALISMO
FEDERALISMO FISCAL
DEMOCRACIA X FEDERAÇÃO

QUANTO MAIS DEMOCRÁTICA A REPÚBLICA FEDERATIVA, MELHOR


FUNCIONA O SISTEMA DE GOVERNO FEDERATIVO

Discente: Ladice Almeida