Вы находитесь на странице: 1из 180

Metodologia do Treinamento do Futsal

Prof. Fernando Ferretti

Capítulo I

Princípios Pedagógicos da Iniciação e da Aprendizagem no Futsal


1.Introdução
2.Objetivos da Aprendizagem na Iniciação
3.Cuidados Didáticos numa Sessão de treinamento

Capítulo II

O Treinamento Técnico
1.O Treinamento Técnico e sua Divisão
2.As regras do Futsal contribuem para o desenvolvimento técnico
do desporto.
Capítulo III
O Treinamento Tático
O aprendizado Tático
Fundamentos Táticos Defensivos
Fundamentos Táticos Ofensivos
Tempos de ataque
As linhas de defesa
A marcação no escanteio
O tamanho das quadras e sua conseqüência na tática da equipe
Os princípios do Contra-Ataque
A montagem do Plano Tático
Sugestões de Conteúdos nas diferentes categorias competitivas
A evolução dos Tipos de Ataque
Treinamento Tático no alto nível

Capítulo IV

O Treinador e o Treinamento
Comando e direção de equipes
Futsal : Profissão Técnico
O Treinador e as formas de comunicação
Que tipo de treinador você é ?
Capítulo V

O Treinador e o Jogo
O Treinador e o jogo
A solidão do Treinador
Ataque dois toques
A defesa, o ataque e a vantagem numérica

Capítulo VI
Avaliação do rendimento no Futsal
O Treinador e os Meios Auxiliares

Capítulo VII
O Treinamento Psicológico
A Preparação emocional
O Futsal e os pais de atletas das divisões de base
A capacidade volitiva do atleta
Dinâmicas de grupo para atletas de Futsal
Capítulo VIII

Mundo Futsal
Onde o Futsal me levou
O Futsal Feminino
Futebol X Futsal
Futsal e a T.V
Futsal Profissional
Capítulo I
Princípios Pedagógicos da Iniciação e da Aprendizagem no Futsal

1. Introdução
Jean Piaget, define aprendizagem segundo três parâmetros:

Aprendizagem Motora: Referente ao conhecimento dos fundamentos e


aprimoramento das qualidades físicas.

Aprendizagem Cognitiva: Referente ao conhecimento do jogo, do


grupo, reconhecimento dos líderes, torcida e influências.

Aprendizagem Afetiva: Referente a relação do indivíduo entre si e com o entorno.


O Futsal definitivamente é melhor jogado por quem aprende a raciocinar o jogo
(Aprendizagem Cognitiva), por quem desenvolve melhor suas habilidades motoras, pré
requisito para a excelência do gesto técnico(Aprendizagem Motora) e claro, enquanto
recreativo o Futsal contribui para a formação do caráter do aprendiz(Aprendizagem
Afetiva), solidificação de conceitos higiênicos ( o exercício melhorando a qualidade
de vida), já que muitos chegarão ao ápice da pirâmide, vivendo, realmente, como
profissionais do Futsal(Aprendizagem afetiva).
Dito isso, temos que considerar também o desenvolvimento motor normal da criança (como
indivíduo) para entender as limitações do nosso atleta, de acordo com as diferentes
etapas do seu aprimoramento motor, intimamente ligado a maturação do seu sistema
nervoso central. O exemplo disso são dificuldades de nossas crianças das categorias
fraldinha ou pré-mirim, por exemplo, diante das movimentações táticas muito elaboradas,
porque a qualidade de raciocínio abstrato chega muito depois das idades destas
categorias.
Podemos afirmar então:

Maturação - Diferenciação estruturais e funcionais do


organismo que levam a padrões de comportamento.

Aprendizagem - Enriquecimento das características da


criança, através do treinamento, experiências e
observações.

Desenvolvimento - Soma de maturação e aprendizagem.


A idade mais apropriada para a iniciação da criança,
quase sempre está em desacordo com a maioria dos autores
especializados no assunto. A criança começa muito antes,
animada pela família, pelos diferentes tipos de mídia,
numa gama de estímulos muito maior que a 10, 15 anos
atrás. O que queremos discutir e sugerir aqui é a melhor
forma de orientar o trabalho destas crianças, segundo o
estágio de desenvolvimento do sistema nervoso central que
tenham atingido, segundo o quadro acima.
Veja o quadro abaixo, observando as características
cognitivas, motoras e afetivas de acordo com a faixa
etária mais importante na aprendizagem do Futsal, pois aí
o aluno solidificará conceitos que levará durante toda a
vida ativa no Futsal.
06/ 08 anos

Pouca atenção- Nível de concentração baixo

Individualista- Começa a entender o conceito de grupo,


além do familiar até então, sua única referencia grupal.

Muita Energia- cansa e se recupera rápido.

08/12 anos

Aumenta Concentração

Nasce espírito Competitivo


• Ver, interpretar e entender a dinâmica do jogo, é a base para jogar bem e
eficientemente. Dentro desta quantidade de informações que vai formando o
arcabouço cognitivo do nosso atleta podemos destacar os sempre citados
fundamentos táticos, que tem como essência a noção espaço-temporal. Nosso
atleta precisa controlar a todo momento para onde correr e a que tempo,
exercitar a antevisão do lance(pelada de 1 toque) e só vai automatizar estas
ações se ao mesmo tempo que aprimora as qualidades físico-técnicas
(resistência, potência, passes, força, chute, etc...) observa, discute e
experimenta as experiências e ensinamentos dos técnicos, companheiros,
adversários, palestras, entrevistas, vídeos, do universo chamado Futsal.
Definitivamente ou se raciocina sobre o andamento do jogo ou seremos pura
intuição e técnica, as vezes insuficientes para um jogo bem jogado. Tenho
visto situações e escutado experiências, onde os atletas no convívio do dia-a-
dia ensinam detalhes, que no conjunto fazem a diferença.
Por exemplo: Jogador observa jogador e são capazes de ensinar detalhes
quase imperceptíveis aos demais. Pivô vira melhor para um determinado lado,
que chuta sempre no mesmo canto, fixo que sempre antecipa ou que nunca
antecipa, a posição em que determinado atleta prefere para passar sempre a
um determinado ponto da quadra, etc... Portanto viva Piaget que nunca entrou
numa quadra de Futsal, já batia um bolão ao definir com clareza a muito tempo,
e como ninguém, o que confirmamos na prática todo santo dia.
• 2. Objetivos da Aprendizagem na Iniciação

A - Noção Espaço-Temporal: É a essência do jogo chamado Futsal. O atleta levará o que aprende aqui para o
resto da vida útil no desporto. Para onde se corre e a que tempo é a base de qualquer sistema tático, em todas
as categorias do Futsal. É uma qualidade especial no Futsal , mas o ser humano já começa a vivenciá-la
desde os primeiros dias de vida. Um bebê ainda no berço , já busca no espaço determinados objetos e a um
tempo de acordo com a destreza aprendida.

• Esta qualidade é especial no Futsal porque nosso desporto é como se fosse uma brincadeira de gato e rato.
Um jogador corre num determinado espaço de quadra tentando se desvencilhar da marcação enquanto o
marcador tenta controlar o jogador a ser marcado e a bola e vice-versa. Esta é uma qualidade que vai
depender muito das experiências motoras vividas na infância , mas que devemos sempre procurar melhorar
em nosso atleta.

• Nosso atleta, numa partida calcula ainda que sem saber, as reações dos adversários, o tempo da bola para
dominar, passar e chutá-la e o tempo de seus companheiros.

• Fica claro então, a importância desta qualidade, nas diversas situações de jogo, sobretudo depois que a
preparação física evoluiu e tornou a marcação muito mais efetiva.

• Dito isso ,a noção espaço temporal deve ser capítulo especial de nossa programação de treinamentos, em
todos os níveis de aprendizagem, especialmente nas escolinhas e categorias de base. É nas categorias
iniciais que as crianças começam a descobrir, num nível mais consciente o espaço e o tempo no Futsal e
vencem alguns receios adquiridos em experiências motoras mal sucedidas.

• Observe estes exemplos: Numa sessão de treinamento a tendência das crianças ao correr é ficar todas
próximas umas das outras e buscando mais o centro da quadra num posicionamento já em desacordo com a
ocupação de espaços tão importantes no Futsal ; ou quando dividimos a turma em colunas,

• para um exercício de chute, a tendência é que a coluna , por instinto, vá para o meio da quadra, sem explorar
as alas da , tão importantes na distribuição tática.

• Face ao exposto, pode estar aí a resposta as nossas dúvidas quanto ao aprendizado tático de nossos atletas e
ao entendimento da filosofia de trabalho de qualquer Treinador. Seguem abaixo três exemplos para treinar
esta qualidade muito importante:
1 - Nas corridas de aquecimento não deixe que as crianças
corram em círculos pela quadra. Devem correr buscando os
diferentes espaços de quadra e em variadas direções,
explorando-as pois.

2 - Nos trabalhos de passe, sair daquelas posições paradas


na quadra e fazê-los em movimento como numa situação de
jogo.

3 - Utilize uma corda que é batida no sentido anti-horário,


por 2 ajudantes enquanto: a) as crianças passam por baixo
ou por cima dela, sem bola; b)sem bola e com um companheiro
ao lado, c)com bola, passa a bola de um lado e domina do
outro, d)passa bola por cima e passa por baixo para dominar
do outro lado, e)passa a bola por baixo e vai chutar do
outro lado ao gol, etc, Nestes exercícios com corda , o
espaço está na distância percorrida e o tempo na
movimentação da corda acima e a baixo.
B - Direção/Sentido( As 6 direções do Futsal):
Convido todo mundo a fazer um exercício simples. No
início de uma aula, mande os alunos correr.
Simplesmente correr. Farão sempre em círculo. Por que?
Se no Futsal não existe este tipo de deslocamento.
Basicamente são seis as direções de quadra para onde
um jogo de Futsal anda:
Considerando a marca central da quadra (de onde se
dá a saída de jogo), olhando adiante até a meta de
fundo de quadra, por trás na mesma linha até a meta que
está as minhas costas, ao meu lado direito, ao meu lado
esquerdo, e na diagonal até o escanteio que está a
minha frente e por último no escanteio que está as
minhas costas.
É para aí que se corre, num jogo de Futsal e nossas
crianças desde muito cedo devem explorar estes espaços
de quadra, logo no aquecimento no início de cada aula
ou treino.
C - Flexibilidade das Regras: As regras do Futsal
de categorias menores devem ser adaptadas. As
arbitragens devem ser educativas e não punitivas.

D - Vivência na Categoria: A criança deve jogar nua


sua categoria.

E - Identificação dos espaços de quadra e posições: O


atleta tem que aprender a conhecer e saber ocupar os
espaços de quadra.

F - Noções de Interação Tática Básica: A criança deve


começar a conhecer os fundamentos táticos.
3. Cuidados Didáticos numa Sessão de Treinamento

a) Não use apito. Corrija seus atletas falando durante todo


o treinamento. Procure se comunicar com todo o grupo em
tom de voz alta e clara. (sem gritar).

b) Durante os treinamentos, não sente nunca e não fique


parado. Caminhando você encontra sempre alguém que
necessita de uma palavra, de ajuda. Passei pela área e
faça o atleta senti que também merece atenção individual.
Fale. Explique. Aconselhe. Seja firme.
c) Faça também observações individuais. Isto ajuda a
combater a timidez da criança, aumenta o grau de
confiança dela no seu trabalho.

d) Antes de começar qualquer atividade, estabeleça objetivos


e certifique-se que eles foram alcançados ao final da
mesma, comunicando ao grupo individual ou coletivamente.
Faça as considerações do que melhorou e do que precisa
ser melhorado.

e) Durante os jogos, divida com todos do plantel, suas


orientações, inclusive com aqueles que você usa pouco. Ao
pedir um tempo durante uma partida, exija que todos
escutem suas explicações, de forma que todos possam
compartilhar de suas idéias e sejam sabedores delas, caso
seja necessário participar do jogo.
F) Elabore exercícios onde o maior número de atletas
participe de uma só vez.

G) Não participe dos exercícios. Observe e corrija.

h) Misture o plantel. Dê a oportunidade aos mais fracos de


treinar com os mais fortes em alguns momentos de
treino.

i) Faça o entra e sai (titulares por reservas ) durante as


sessões de treinamento, educando os atletas para as
situações de jogo.

j) Incentive e escute opiniões.

k) Controle e não permita a violência e a agressividade em


excesso dos atletas.

l) Reforce o positivo (“vejam como o fulaninho faz isso


bem”) e o negativo (“ tente fazer melhor, pois eu sei
que você conseguirá”).

m) Controlar bem os tempos de esforço. E a graduação dos


exercícios. (Do mais fácil para o mais difícil).
n) REGULARIDADE- Está é a chave para o sucesso. Execute e
mande repetir. Faça outra vez. Volte a fazer. Peça de novo.
No treino seguinte , tudo outra vez.

o) Em quem seu atleta se espelha? Use os exemplos de jogos e


jogadores ao vivo e através de teipes. Estas imagens valem
mais que mil palavras.

p) A qualidade dos seus exercícios é proporcional a


motivação que seus atletas demonstram ao participar deles.
Se for o contrário, esqueça. Tente outro.

q) O Treinador deve orientar material esportivo adequado:


Uso de caneleira e não uso de short de surf , por exemplo.

r) Deve-se orientar com relação a alimentação e a higiene do


aluno/atleta.

s) Deve ser cobrado do aluno/atleta rendimento satisfatório


na escola.

t) O Aluno/Atleta deve ser cobrado com relação à horário,


disciplina, limites e no convívio com os colegas.
u) No início de sua vida esportiva como atleta ,Treinador
não deve determinar as posições e sim deixar o atleta
vivenciar.

v) Fazer trabalhos bilaterais na iniciação para poder usar


os dois pés no futuro.
Capítulo II

O Treinamento Técnico

1. Treinamento Técnico e suas Divisões

O desenvolvimento tático e físico, nos últimos anos ,


passou a exigir dos treinadores da modalidade uma
especificidade muito variada nos diferentes tipos de
treinamento técnico. São cada vez maiores as exigências
para o atleta em quadra, quanto ao seu ótimo rendimento
numa partida.
Penso estarmos todos de acordo quanto ao fato de que o
rendimento tático de um atleta ou equipe, está
intimamente ligado ao que se consegue fazer tecnicamente.
É por aí que todos os problemas táticos de uma equipe
começam a se resolver. Tenho dito, que NADA SUPERA A
QUALIDADE. Em tese, o que sempre nos levará a alcançar
ótimos resultados, é a qualidade técnica de nossos
atletas, de forma que busque sempre cercar-se dos
melhores e seus problemas, estarão, diríamos 50%
resolvidos.
É claro que só a técnica não resolve nada. O
perfil do que deva ser o melhor dos melhores no Futsal
moderno, é uma excelente técnica, acompanhada de um
super preparo físico e uma inteligência tática apurada,
somando-se a isso um faro apurado para chutar muito e
fazer gols.
Considerando o somatório destas qualidades, você é
capaz de identificar algum jogador que tenha este
perfil no Futsal brasileiro? Eu conheço alguns, mais
deixo para vocês este exercício de reflexão.
A Divisão do Treinamento Técnico é o seguinte:

A - Treinamento Técnico de Especialidades: Visa


melhorar a técnica inerente a cada posição. Por
exemplo, o pivô busca melhorar o domínio de bola e
passe. O central ou fixo, vai melhorar o desarme e o
chute de longa e média distância, e assim
sucessivamente. Mas a multiplicidade de funções no
Futsal também exige do nosso atleta uma boa dose de
conhecimento mínimo das características das outras
posições, de forma que experimentar estas atitudes é
muito importante naquilo que podemos chamar, se é que
existe, o jogador completo. Neste momento o Pivô
aprende também as atitudes do Fixo, aprimora suas
características de armador/passador como ala e
vice/versa. As sessões de treinamento nesta parte são
pequenas oficinas, repartidas na quadra onde cada um
aprimora suas qualidades especiais(da posição) e
“prova” a do outro.
B _ Treinamento Técnico de Correção: Nesta parte vamos
corrigir tudo aquilo que nosso atleta não faz bem ou não
faz. É de domínio público que os estudos de cientistas
interessados em desvendar o cérebro humano, já descobriram
que usamos muito pouco (10,20%) a nossa capacidade
cerebral. Este conceito é o ponto de partida para nossa
busca ao atleta mais ambidestro possível. Isto é, atletas
que saibam usar bem as duas pernas nos diferentes
fundamentos. Provado está que o iniciante ao se definir
por uma das duas lateralidades possíveis (esquerda ou
direita) o faz em razão do lado predominante do cérebro,
tendendo a especializa-lo cada vez mais, em detrimento do
lado não definido.
Considerar também, que a tendência de todos nós,
inclusive nosso aluno/atleta é desprezar, diminuir e
desconhecer aquilo que não conhece, não exercita, não
pratica e não domina.
Aproveitando, pois esse conceito do pouco uso da
capacidade cerebral, devemos incentiva-lo a treinar
bilateralmente. Tudo aquilo que se treina com uma perna ,
deve-se repetir, também, com a outra. Isto em todos os
níveis de aprendizagem.
O treinamento técnico de correção olhado a luz destes
conceitos torna-se de uma simplicidade impressionante.
Basta colocar nosso atleta diante da própria dificuldade,
daquilo que faz mal ou não faz. Se ele chuta mal com a
perna esquerda ou evita chutar com ela, é esse o exercício
de correção que deverá fazer. Se domina mal com a perna
direita, outro exercício estará pronto e assim por
diante.
Controlar os exercícios através de simples ficha onde
se faz os apontamentos do que foi proposto ao atleta.
Reciclar periodicamente. Dar a ele, atleta, também a
oportunidade de opinar sobre aquilo que acha que deva
melhorar. As vezes, nosso poder de observação deixa
escapar aquilo que nossos elucida. Estamos acostumados a
acompanha-lo dia a dia mas não devemos desprezar suas
considerações sobre seu próprio aperfeiçoamento.
Podemos então dizer que o treinamento técnico de
correção é a melhora e apuro do gesto técnico inerente ao
Futsal, através do exercício repetido das maiores
dificuldades do atleta. À partir disso podemos arriscar a
seguinte sentença:
CORREÇÃO........CONFIANÇA.........PROGRESSO
Isto porque após colocarmos nosso atleta tantas vezes
diante das suas dificuldades, ele começa a ganhar
confiança, pois o que antes fazia mal, agora faz melhor,
o que podemos chamar de progresso. Lembre-se : Costumamos
não fazer bem aquilo que não conhecemos, não treinamos !
Considerar, também, na elaboração dos exercícios o
conceito da progressão pedagógica, portanto saindo do
mais fácil para o mais difícil. Por exemplo, quando
corrigimos o fundamento chute, devemos mostrar ao atleta
que primeiro equilibre seu corpo em relação a bola,
inclusive observando seu pé de apoio em relação a ela, no
passo seguinte buscar a direção do chute e por último a
força.
Notaremos num médio espaço de tempo, quantas
maravilhas podemos alcançar corrigindo os fundamentos,
essência do jogo bem praticado, meio caminho para as
vitórias.
Não se esqueça: “Fotografe” (com sua tela mental )
seus atletas e estarão prontos os exercícios mais
simples e eficazes para a correção técnica.
Estará diante da dificuldade e de tanto repetir,
vai melhorar. Tomemos como exemplo o caso do voleibol,
no Brasil, que há 20, 25 anos não era quase nada e
hoje é campeão olímpico. Nos últimos anos este
desporto deu um salto de qualidade tremendo,
investindo no treinamento maciço e repetitivo dos
fundamentos.
A razão primordial desse sucesso é a preocupação em
quantificar e portanto medir através de scouts o
desempenho dos atletas durante uma partida, durante
todo um campeonato, premiando-os por suas excelentes
performances nos fundamentos.
Os scouts das equipes e campeonatos vigiam e
realçam as qualidades ou deficiências de fundamentos
que cada atleta possui.
É quase seguro que uma boa recepção, um bom passe e por
fim um potente cortada vai jogar a bola no chão, na quadra
adversária, num desporto onde só se vê confronto no
fundamento bloqueio, e portanto, tudo é mais fácil. A bola
quando está do meu lado de quadra, é só minha, o que
facilita tremendamente as coisas. O que diríamos então do
Futsal onde o confronto e a marcação não nos permite mais
jogar com conforto e espaço.
O problema é que no Brasil todo mundo pensa que é bom
de bola e não precisa treinar fundamentos. Vejamos, também
o exemplo da Holanda que investiu maciçamente nos
fundamentos do futebol e tem mostrado ao mundo um jogo
muito vistoso, com jogadores espetaculares.
c) Treinamento Técnico de Grupo: Nesta parte do
treinamento você vai buscar relevar o clima de confronto, a
imitação do gesto técnico. Seus atletas vivenciarão as
ações as ações do que realmente deve acontecer numa partida
de Futsal. São jogos de igualdade e superioridade numérica
caracterizando a situação da partida.

1 - Jogo dos Setores

Formação: 14, sendo cada equipe com 1 goleiro e 2 em


cada setor.
Objetivo: Passe e finalização.
Desenvolvimento: dois toques, não pode jogar fora do
setor, havendo o terceiro toque, chute de primeira.
2 - Desarme só na defesa

Formação: 5x5
Objetivo: Contra-Ataque
Desenvolvimento: Equipe que está atacando e perde a bola só
pode desarmar no seu campo defensivo.

3 – Futvolei

Formação: 6x6
Objetivo: Controle e passe
Desenvolvimento: É obrigatório os três toques sendo um de
cabeça.
4 - Jogo do passe aéreo com rede de volei

Formação: 5x5
Objetivo: Passe aéreo, na paralela e domínio.
Desenvolvimento: São armada os mastros do volei e uma
fita da altura dos mesmos. Entrada no ataque com
passe por cima da rede ou pelo lado de primeira.

5 - Jogo pelas alas

Formação: 5x5
Objetivo: forçar a lateralidade do jogo de ataque
Desenvolvimento: Não é permitido tocar na bola dentro
da quadra de volei, sendo punido com lateral.
6 - Jogo para o pivô

Formação: 5x5
Objetivo: Forçar no pivô o jogo de ataque .
Desenvolvimento: Primeiro domínio na quadra adversária é
feito na posição básica de pivô.

7 - Jogo de finalização com opção para o pivô

Formação: 5x5
Objetivo: finalização, marcação e passe ao pivô.
Desenvolvimento: Baliza na linha de fundo do volei, na ala
finalizar só de primeira, quem passa ao pivô, sobe para
finalizar, pode haver contra-ataque. No escanteio e
lateral chute livre.

8 - Jogo do chutão

Formação: 10 atletas
Objetivo: Pivô de tempo, marcação de retorno e aproximação
do ataque.
Desenvolvimento: Atleta da lateral lança para o pivô
9 - Jogo do erro

Formação: 5x5
Objetivo: Passe
Desenvolvimento: 8’ ou dois gols, em todo erro que
originar um contra-ataque o atleta é desqualificado, a
equipe com vantagem numérica tem 3 chances de finalizar.

10 - Jogo do gol dentro da área

Formação: 4x4
Objetivo: Passe
Desenvolvimento: Somente o jogador autorizado a entrar na
área pode fazer um gol.

11 - Jogo do passe aéreo

Formação: 3x2 em cada meia quadra


Objetivo: Passe aéreo e finalização
Desenvolvimento: só vale passe aéreo.
12 - Jogo de passe ao homem do meio
Formação: 5x5
Objetivo: Passe e fechamento do meio
Desenvolvimento: Passar a bola ao pivô.

13 - Jogo Multi-Metas
Formação: 5x5
Objetivo: Finalização e marcação
Desenvolvimento: Deve-se fazer os gols nas várias metas.
14 - Jogo do Voleio

Formação: 5x5
Objetivo: finalização de voleio
Desenvolvimento: Passe com as mãos, não pode correr com a
bola, finalizar só de voleio, cortar o passe só de cabeça.

15 - Jogo do fundamento determinado

Formação: 5x5
Objetivo: Antevisão do lance, raciocínio tático.
Desenvolvimento: Determina-se com que perna se pode fazer que
fundamento . Exemplo, passe com a perna esquerda e domínio com a
direita.

16 - Jogo do chute de 1 tempo ou de primeira

Formação: 5x5
Objetivo: Finalização de primeira
Desenvolvimento: As equipes só podem finalizar de primeira.
Se dominar não pode mais chutar.
d) Treinamento Específico de Goleiro:

Vai longe o tempo em que se virava goleiro porque jogava-se


mal na linha. Era só aparecer um gordinho ou um desajeitado e
pronto, por falta de oportunidade ,mandavam o garoto para a trave.
A mudança da regra ,no início de 1997,começou a delinear o
goleiro de Futsal do futuro. Bom com as mãos ,bom com os pés.
Dito isso analisaremos o seguinte: A prática nos mostra que
"geneticamente" falando(o genético está entre aspas porque não
estamos falando ramo da Biologia) tem goleiro que nasce goleiro,
passa um tempão sem treinar ou jogar e na volta, fecha o gol; e o
que precisa treinar muito ,sem parar para ser e continuar bom
goleiro ,porque na volta de uma inatividade pode tomar uns bons
frangos. Logo se percebe, desde a escolinha aquele indivíduos com
"pinta" de goleiro e invariavelmente acabam mesmo virando bons
goleiros.
Vamos então a razão central desde pequeno ensaio. Em
primeiro lugar ,a mudança de regra dificultou a vida daqueles que
pouca habilidade tem com os pés e neste momento temos uma corrida
contra o tempo, com todos eles treinando freneticamente para
corrigir suas dificuldades. É válido ,mas vejo aí um erro de foco.
Tem gente esquecendo de pegar a bola debaixo da trave que é
a função primeira de cada goleiro. A maioria dos principais
goleiros do Brasil não são tão bons com os pés mas suas equipes
não deixaram de disputar títulos.
Deveremos ter uma geração espetacular de goleiros tão
bons com as mãos quanto com os pés quando os atuais infantis,
infanto - juvenis chegarem ao adulto. Neste momento, é melhorar
o que já se sabe e primeiro defender as bolas, depois passar e
fazer gols. Não esquecer que o linha-goleiro é uma boa opção.
Tratar de treinar no gol um excelente passador/chutador ,
jogador de linha.
Na formação/treinamento dos goleiros ,sem dúvida ,a
resistência aeróbica é a base para as exigências da posição
mas, é no trabalho anaeróbico ( lático e alático) que está
centrado o rendimento do goleiro. E no tempo de reação(cai,
levanta, salta, cai de novo, levanta outra vez) que está a
qualidade principal do goleiro. E também na agilidade ,a troca
de posições sucessivas e na maior velocidade possível.
Portanto, conseguida uma boa base aeróbica, o trabalho
do goleiro deve ser centrado em atividades de quadra ,com
ênfase no tempo de reação e debaixo da trave, no contato com a
bola. O que orienta o trabalho com os pés é a melhora dos
fundamentos na imitação dos gestos técnicos realizados numa
partida. Então , por exemplo ,o goleiro defende ,coloca a bola
fora da área e passa. Treina domínio parcial com a coxa, e
passa ou chuta ao gol. Ao perceber a chegada do marcador ,faz o
passe ,etc.
Com as sucessivas mudanças na regra o goleiro já
chegou na linha e é responsável por um jogo de vantagem
numérica que tanto proporciona fazer gols, quanto ajuda
a quebrar as marcações rígidas de qualquer adversário.
Com essas alterações chegaram os treinadores de
goleiro, tamanho a importância que representa a figura
do goleiro bem treinado na equipe.
O trabalho do goleiro no treinamento é basicamente
de tempo de reação. Aquele cai, levanta, cai de novo,
senta, e assim por diante. Exercícios de velocidade de
reação, num limiar anaeróbico (freqüência cardíaca de
media intensidade).
2. As regras do Futsal contribuem para o
desenvolvimento técnico do desporto?

As regras de qualquer desporto servem para normatizar


as ações dos mesmos, dentro de um limite de ações
técnicas e disciplinares. A transgressão das regras gera
de imediato, uma punição, que se reverte em benefício do
adversário.
Penso que estamos, mais ou menos de acordo, com
proposição acima. Dito isso o que queremos discutir é se
uma seqüência de punições, inibe ou estimula nosso atleta
das categorias de base, no seu desenvolvimento técnico
tático.
A criança só aprenderá, vivenciando, participando e
que sejam experiências realmente educativas, longe das
pequenas batalhas que invariavelmente se travam nos jogos
das categorias de base, onde os maiores protagonistas da
educação são pais, árbitros e técnicos, e muito menos a
crianças.
Em primeiro lugar, muito se discute qual a melhor
idade para começar a competir, considerando os aspectos
físicos e psicológicos.
A evolução da fisiologia do exercício, nos últimos
20 anos responde a maioria das perguntas quanto ao aspecto
físico. já quanto ao psicológico, no que diz respeito às
reações do indivíduo frente as diferentes facetas da
competição, muito há ainda que pesquisar e responder,
embora a presença do psicólogo na Comissão Técnica seja
imprescindível e indiscutível.
Seguindo o nosso raciocínio, porque se critica tanto o
início precoce no Futsal, quando na Ginástica Olímpica se
começa aos 3,4 anos e um ginasta aos 19,20 é considerado um
velho?
Responder esta pergunta requer um pouco de atenção.
A evolução da ciência, em geral e o bombardeamento
de informações dos meios de comunicação, amadurece muito
mais rápido um indivíduo do que a 15,20 anos atrás. O
primeiro presente que um menino (e por que não as meninas?)
recebe é uma bola de futebol. Começam no Futsal porque os
espaços nas cidades cada vez são menores e porque quase
todo mundo acha que o Futsal é um Futebol de Campo pequeno,
o que não é totalmente mentira nem totalmente verdade
Alguns clubes de Futebol já descobriram a qualidade
especial dos craques de campo, que começaram no Futsal.
Isso pelo seu tempo de reação apurado, básico no Futsal e
muito importante nos espaços de Futebol de campo, onde o
jogo se decide.
Então, a questão central é quem ensina o que, e qual a
qualidade didática desses ensinamentos, e o que as regras
ajudam ou poderiam ajudar na formação do atleta.
Estamos de acordo que o início ideal deva ser em torno
dos 7 anos de idade, que coincide com a saída do chamado
Jardim para a primeira série do primeiro grau. Neste
momento a criança reconhece um grupo distinto do familiar
e tem que repartir experiências fundamentais na natureza
associativa do Futsal.
O que desmotiva as crianças nos primeiros anos de
Futsal é, quase sempre, a má conduta de Pais e
Treinadores (ainda que a nível inconsciente), preocupados
uns em compensar suas frustrações e os outros só em suas
aspirações pessoais. É comum o caso de Clubes que buscam
jogadores de boa técnica e não se preocupam com a
formação tática do jogador. Enquanto só a técnica e a
estatura fazem diferença, ótimo.
Depois o que se vê são os inúmeros exemplos de mini
craques que desaparecem sem deixar vestígio, impedidos de
chegar ao juvenil e ao adulto.
Outro exemplo são os jogadores que passam temporadas
inteiras sentados no banco, com pouca ou nenhuma
oportunidade de jogar, privilégio dado a 5,6 jogadores do
plantel que tudo resolvem.
Existe também a desculpa de que jogador de primeiro ano
de categoria não serve para nada mais que completar treino
e perdem a oportunidade de vivenciar e aprender o que
poderia ser útil, de imediato.
É neste momento que a mudança de regras, pelos menos nas
categorias não oficias (as oficiais são infantil, juvenil e
adulto) poderiam aportar algo mais que a punição ao atleta.
Sigamos os exemplos do voleibol e do basquete onde as
regras se diferenciam nas categorias, de base para ajudar
na formação do atleta. Os treinadores não se acomodam e
tratam de trabalhar, corrigir e formar atletas, pois sabem
que necessitaram de muito mais gente qualificada para
competir.
No Futsal, já existem alguns bons exemplos, como o da
Federação de São Paulo, que exige que todo mundo jogue pelo
5 minutos até a categoria Pré-Mirim, mas há muito por fazer
como, por exemplo, diminuir o tamanho da baliza, que é muito
grande para jogadores até mirim, acabar com laterais e
escanteios batidos direto a área adversária (isto não se
parece com nada que se vê no Futsal profissional).Não
permitir que o goleiro chute ou passe para chutar direto ao
campo adversário, quicando a bola, etc, etc.
O que acontece é que um jogador de menos técnica acaba
aprendendo a raciocinar melhor porque sabe que não vai
resolver na habilidade e o jogador habilidoso, que não é
incentivado a raciocinar porque nos satisfazemos com meia
dúzia de dribles que possam dar.
Indiscutivelmente, nossos jogadores seguem sendo os
melhores do mundo taticamente, mas precisamos melhorar a
qualidade do que se oferece a nossa criança e a mudança da
regra nas categorias iniciais como chupetinha, mamadeira,
fraldinha, pré-mirim e mirim seria muito bom para fomentar
uma preparação mais adequada.
Penso que a Federação do Rio de Janeiro está prestes a
ser a pioneira desta revolução pedagógica, pois já estuda,
com a nossa humilde participação, (e convidamos todos a
fazer o mesmo) algumas mudanças importantes.
Capítulo III

O Treinamento Tático

1. O Aprendizado Tático

Uma das maiores dificuldades da maioria dos


Técnicos de Futsal, sobretudo os da categorias de base,
é ensinar as ações táticas e conseguir bom resultado
prático.
Os Técnicos entendem que o sucesso das ações
táticas está na simples repetição das jogadas e padrões,
nas formas em que foram copiadas, seja de um jogo visto
na televisão ou mesmo no aprendizado ao vivo, nas
partidas que presencia, nos cursos que participa e na
convivência com outros profissionais. É chegar no treino,
mostrar a movimentação e nosso atleta já saberá repetir
tudo que foi ensinado. Aí começam nossas decepções.
A excelência nas ações táticas depende primeiro de
uma qualidade de fundamentação técnica que nem sempre
lembramos de corrigir e desenvolver, sobretudo o passe,
essência do jogo.
Mas, a maior dificuldade está no embasamento tático
que nosso atleta deve possuir como pré requisito, para
executar estas ações. Falo dos fundamentos de defesa e
ataque, primordiais para um jogo bem executado.
Saber se colocar em relação ao adversário e a bola nas
atitudes ofensivas e defensivas, é como se diz, o “pulo do
gato”. Se não vejamos:
Seu atleta já sabe que defender é tentar desarmar,
acompanhar o adversário colocando-o dentro do seu campo
visual ao mesmo tempo que a bola e estar atrás da
linha(hipotética) da mesma?
Que no ataque, nunca deve receber a bola parado?
Saber correr e a que tempo, no nosso desporto é a chave.
Não basta ter a bola nos pés. É preciso saber para onde se
vai, quando se está sem ela, ajudando e abrindo espaço para
o companheiro que a tem sob domínio. Estão aí as origens de
nossas dificuldades e o diferencial entre as grandes
equipes do Brasil e as que só tem jogadores habilidosos com
a bola nos pés. Existem bons jogadores em qualquer lugar. O
diferencial é se eles sabem para onde ir e quando ao
ficarem sem a posse de bola.
Futsal Competitivo é um desporto exclusivo para atletas
capazes de pensar e refletir. Nestes tempos, estamos
vivemos as dificuldades que um Treinador passa diante de
jogadores de boa técnica, mas ainda incapazes de raciocinar
uma seqüência de ações para criar e explorar espaços,
naquilo que deveria ser o Futsal bem jogado. Um jogador só
vislumbra tempos e espaço se reúne uma bagagem de conceito
indispensáveis.
Exemplo:

Para desmarcar-se tem que correr, mas só correr não é


desmarcar-se. O atacante que corre faz o marcador correr e,
portanto desequilibrar-se, e quem marca desequilibrado,
marca pior. Se estivermos de acordo até aqui, veremos que a
simples ação de correr é muito melhor que jogar parado,
facilitando a marcação, mas, como já citei, a chave é para
onde e como corremos, levando o adversário a um espaço de
quadra e quando ele pensa que nos tem sob controle, paramos
a corrida, mudamos a direção, e mudamos novamente, e paramos
e corremos e fintamos, como num jogo de gato e rato. Claro
que o atacante, enquanto corre está pendente da bola, que a
qualquer momento pode receber de seu companheiro, mas
enganar o adversário é o que chamamos de saber correr.
Dado o exemplo, muitos dos jogadores de Futsal como os
de Futebol de Campo, jogam por intuição, nada dependentes
dos outro quatro companheiros que estão em quadra. Quando se
dão conta é porque estão prestes a perder a bola, por
desespero.
A sugestão é que nós Treinadores treinem os
fundamentos de defesa e ataque para que os atletas
aprendam a raciocinar o jogo(raciocínio tático). A
dificuldade na aprendizagem também estará na idade do
atleta, pois quanto mais velho, maior a dificuldade de se
aprender estes fundamentos.
Aí está uma das razões da desenvoltura do jogador
brasileiro. Mal ou bem, estes conceitos já bem falados e
treinados desde a base, o que facilita muito na idade
competitiva
2. Fundamentos Táticos Defensivos

Abordaremos aqui, como sugere o título , o básico em


qualquer defesa numa equipe de Futsal. Não confundir
básico com pouco expressivo ou sem importância. Ao
contrário, se conseguirmos incutir na cabeça de nosso
atleta os conceitos que se seguem , teremos assim , o pré
requisito para marcar bem em qualquer espaço de quadra.
Esses fundamentos defensivos tratam de como nosso
atleta deve se colocar em relação a bola e ao adversário a
ser marcado e, sobretudo, que tipo de ajuda ele pode
proporcionar ao seu próprio companheiro. Nosso atleta deve
aprender também, a controlar , mesmo a distância, o que
acontece nos espaços de quadra próximos aquele em que se
encontra e/ou cobrir os espaços livres deixados pelos
companheiros que mal acompanham seus oponentes ou são
driblados por estes.
Portanto marcar é: 1) Tentativa de Desarme (Tirar a bola
do adversário) e,
2) Acompanhamento (Quando o adversário
se desloca sem bola.)

3) Retomada do Equilíbrio

Isto posto, passemos então aos fundamentos de defesa


propriamente ditos:
A - Tentativa de controlar a bola e o homem a ser marcado:

Quando marcamos nosso adversário, deveremos


controlar duas variantes importantes que são: a bola e o
jogador oponente. Na tentativa de marcar, se nosso atleta
perde a bola ou o homem, ou pior, perde os dois ,nossa
equipe começa a correr riscos defensivos.
É bem verdade que há um momento em que nosso atleta
vai ter que optar entre um ou outro, de acordo com seu
poder de rápida resposta a situação que se configura. Ele
esquece a bola e acompanha seu adversário até o final de
forma que estará junto de se oponente se a bola ali chegar.
Ou, perde o homem , mas ajuda seu companheiro
fazendo superioridade numérica contra o adversário
desarmando-o. Entenda-se por controlar o adversário, o ato
de manter o adversário e/ou a bola dentro do seu campo
visual.
B - Tempo de Abordagem:

Trata-se do tempo exato e correto para se


fazer a abordagem no adversário que tem ou poderá ter a
bola. Este momento certo é no instante que o adversário
vai receber a bola, ou seja, enquanto a bola “viaja”
para encontrar o atacante adversário, chega junto nosso
atleta defensor.
Não se deve chegar antes da bola porque
deixamos de fazer a cobertura de nosso companheiro e
não se chega depois que o adversário domina a bola,
porque ele acabará ganhando metros preciosos em direção
ao nosso gol.
c) Tempo da Volta Eletiva:

Nosso atleta aprende aqui como se deve acompanhar o


adversário a partir do momento em ele perde o controle da
bola de seu campo visual, num passe que já chegou ao pivô
adversário . São dois os caminhos:ou acompanhamos nosso
oponente até o final, perdendo a bola mas controlando o
adversário ou, largamos nosso oponente e ajudamos nosso
companheiro envolvido na disputa de bola a desarmar seu
oponente fazendo superioridade numérica num espaço de
quadra. O que normalmente mais se vê é o jogador que
defende parando no meio do caminho . Nem marca seu oponente
direto nem ajuda seu companheiro envolvido na disputa de
bola.
d) Marcação de Retorno – Superioridade numérica de defesa
contra o ataque:

Considerando que equipe que marca bem é aquela que


está sempre próxima da linha da bola, o nosso atleta deve
sempre tentar controlar seu oponente direto e, ao mesmo
tempo, ajudar o companheiro envolvido na disputa de bola,
caracterizando-se assim, superioridade numérica no setor
da quadra onde está a bola. O pivô como primeiro homem de
defesa, uma vez vencida sua linha de marcação, deve
imprimir uma movimentação para a lateral e na diagonal
para trás e ajudar , com vantagem numérica sua defesa.
3. Fundamentos Táticos Ofensivos

A - Na frente da linha da bola: O atleta que vai receber a bola


na maioria das vezes deve estar à frente da mesma.

B - Entrar/sair do campo visual do adversário: Quem vai receber


deve tentar ludibriar o adversário como num jogo de gato e rato,
saindo do seu campo visual.

C - Linha de Passe: Todos os atletas que estão sem a posse de


bola devem aparecer quando um do seu time está com a mesma.

D - Nunca Receber Parado: Como já foi dito os atletas tem que se


movimentar para receber, evitando assim receber a bola parados.

E - Andar com a bola – Enquanto me movo com a bola,colocando-me


entre o adversário e a bola que conduzo,estou movendo a defesa
adversária,por isso em desequilíbrio e marcando pior.

F - Velocidade Precisa do Passe – Estimular a velocidade do


passe(tempo 1)pois o passe veloz faz a defesa adversária perder
o equilíbrio.Vide jogo da Zona de armação.
4. Tempos do Ataque

O início do ataque de uma equipe se dá , de acordo com


o tipo de defesa que o adversário imprime na saída da bola das
mãos do goleiro que inicia o ataque.
São três os tempos de ataque:

Quebras de Marcação – Se o adversário pressiona nossa


saída de bola, é necessário romper essa pressão para que
ganhando espaço em direção a quadra de defesa adversária
possamos realizar;

Padrões de Jogo – São ações com início e reinício ,


apostando que uma movimentação repetitiva vai induzir,
invariavelmente ,o adversário ao erro, por desconcentração e,
finalmente;

Jogadas Ensaiadas – São ações com início e fim , de bola


em movimento (durante o jogo) e bolas paradas(Saída de centro,
faltas , laterais e escanteios).
Portanto, o fator determinante do tipo de ataque a usar
é marcação que o adversário faz quando nosso goleiro pega a
bola para repor em jogo. As quebras de marcação se fazem
necessário para que nossa equipe busque espaço para seu jogo
de movimentação treinado. É um erro grande acharmos que
podemos resolver tudo com um goleiro lançador e um pivô
passador/ finalizador, quando o adversário nos pressiona. Este
é um tipo de ataque que começa e termina rápido, inimigo de
uma posse de bola elaborada e só deve servir de alternância
para o ataque, e não como ritmo de ataque.
Uma vez “quebrada” a marcação adversária , buscamos os padrões
de jogo que são movimentações repetitivas, com início e
reinicio e daí para as variações de jogadas ensaiadas com
bolas paradas e em movimento.
Devemos mostrar ao nosso atleta que a velocidade do
ataque deve ser proporcional a qualidade do passe bem feito.
Não existe ataque sem qualidade de passe, que deve ser feito
com a calma necessária para chegue ao seu destino.
Aí sim, nosso atleta deve ser, sem bola, muito veloz
para que nesse deslocamento sem bola, possa vencer o oponente,
buscando espaços vazios, colocando-se então em posição
privilegiada para receber a bola.
Por último, nosso atleta deve aprender a criar no adversário
uma permanente dúvida: olha para a bola e nos perde de seu
campo visual ou, nos olha e perde a bola de seu campo visual.
Entrar e sair do campo visual do atleta que nos marca é
fundamental para desestruturar a marcação adversária. Não
podemos permitir que o atleta que nos marca, controle ao mesmo
tempo homem e bola, daí nossa movimentação constante,
procurando fugir do controle visual dele. Futsal não é um
desporto que se joga só com a bola nos pés. É muito o que faz e
se corre sem ela. Melhor correr desordenadamente do que jogar
parado. Todo adversário que marca correndo atrás de nosso
atleta marca pior porque está desequilibrado.
5. As Linhas de Defesa

Quando pensamos num tipo de defesa para enfrentarmos um


adversário 'há que se fazer algumas considerações,
preliminarmente.
Saber a característica do ataque adversário é a primeira
delas. Se é de ritmo veloz(aquele que quer fazer tudo
rápido) ou pensado, centralizado em um ou dois jogadores, o
famoso carimbador por quem a bola sempre passa antes da
definição do jogo de ataque.
Isto é determinante para falarmos nas tais linhas de
defesa que são:
Linha 1 ou Meio Aberto

Indicada para aquele momento do jogo em que há


desvantagem no placar e o tempo está chegando ao fim.Com meio
da quadra literalmente aberto cada um pega o seu, o fixo
antecipa ao pivô e o goleiro adversário joga livre.
Indicada, também, contra equipes fracas tecnicamente e diante
de necessidade de vencer a partida e por boa diferença de
gols. Bem feita, restringe o jogo de ataque do adversário na
ligação goleiro- pivô que rapidamente se define bem ou mal.
Acontece que muitos adversários marcados assim ,
vencendo a partida , acabam proporcionando muitos contra
ataques, o que é um erro. Contra atacado deve ser quem perde a
partida;
Linha 2 ou Pressão no homem da bola

Aqui se tenta fechar o "fatídico" meio de quadra


contra lançamentos do goleiro adversário. Chamamos de
fatídico, entre aspas, porque o meio de quadra aberto não é a
pior coisa que pode acontecer a uma equipe defensivamente,
como alguns treinadores querem fazer parecer com aqueles
gritos do banco " FECHA O MEIO !! ".Isto pelas razões
explicadas acima. Considerar que a última mudança de regra,
proibiu e retorno de bola ao goleiro e deu a possibilidade de
marcar fechando o passe lateral, aquele primeiro passe que se
faz para o lado logo depois que se recebe a bola do goleiro.
Isto força ,de imediato, o passe para a frente (o
marcador não permite aquele passe para o lado),na maioria
das vezes alto ,lento e por isso com pouco qualidade,
facilitando a antecipação do fixo ao pivô adversário ou, no
mínimo, um jogo de contato entre eles que desequilibra o
jogo de fundo de quadra de qualquer adversário (a bola não
para ali ou chega sem qualidade) e,
Linha 3 ou Meio de quadra

A mais indicada para quebrar a velocidade de ataque


do adversário. É quando a cobertura, com os seus homens mais
próximos, melhor funciona. Muitos jogadores pensam que marcar
3 é marcar passivo. Já falamos em outro artigo que marcar,
antes de mais nada, é desarmar o adversário, entrar tomar a
bola dele, isto em qualquer espaço de quadra.
Repito sempre , que é melhor tomar um drible( tentando
roubar a bola e deixando a cobertura atenta) do que recuar ,
facilitando a progressão do adversário para dentro de nossa
quadra de defesa.
Linha 4 ou três metros do Basquete

É uma marcação que agrupa os homens de defesa e facilita a


cobertura da marcação.
Funciona como a marcação no Handebol, os atletas tentar
marcar a frente da área para evitar o arremate de média distância.
Dito isto ,chamamos atenção para a variação: de linha 3 para
2.Dá-se ao adversário uma falsa impressão de espaço e uma vez dada a
saída pelo goleiro adversário subimos a linha 2 e pressionamos.
Indicada contra aqueles adversários que tudo sinalizam antes de
começar o jogo, com a bola ainda na mão do goleiro.
E ,finalmente, considerar a linha de defesa é sempre a da
linha (hipotética)da bola. Isto quer dizer que é inútil depois de
quebrada a linha 1 ou 2 tentar voltar para ela. É preferível correr
para a linha 3 ,equilibrar-se e voltar a tentar a desarmar o
adversário. Já falamos em outro estudo que marcação boa é aquela que
está equilibrada. Se estamos sempre correndo atrás do adversário,
pior marcaremos.
6. A Marcação no Escanteio

Ao se falar na marcação do escanteio no Futsal há que se


fazer, primeiramente, uma consideração matemática. Isto mesmo: m
a t e m á t i c a ! Senão vejamos: Qualquer equipe que defenda
um escanteio leva, matematicamente falando, uma considerável
vantagem sobre aquela equipe que cobra o escanteio. Estamos
todos de acordo que a equipe defensora tem seus 5 jogadores à
postos na cobrança. Já a equipe atacante está limitada a
praticamente, 3 jogadores, pois seu goleiro está quase sempre,
lá do outro lado da quadra, o cobrador do escanteio após fazê-
lo fica momentaneamente fora do jogo, a não ser que a bola
retorne para ele. Portanto a pergunta é: Porque são tão
freqüentes os gols de escanteio se é considerável a vantagem de
quem defende ? A resposta que venho buscando e a que mais me
aproximo, é devido ao fato de que os defensores de escanteio
nunca controlam, ao mesmo tempo a bola e o adversário a ser
marcado. Isto porque se orientam pela última de linha de defesa
possível, que é a linha de fundo. Estão quase sempre com a bola
fora de seu campo visual, sendo obrigados a optar por olhar só o
homem ou perdê-lo para olhar a bola. Já os atacantes se deslocam
sempre vendo a bola e os adversários marcadores, buscando
confundi-los.
Isto posto, devemos buscar o menor dos riscos, já que a
dificuldade citada, aumenta os riscos de quem defende, razão
pela qual acontecem tantos e , por que não dizer, belos gols. O
menor dos riscos é a defesa postada em zonas à saber: O homem do
primeiro pau deve colocar-se na diagonal, deixando as bolas que
entram ali para o goleiro ( não valendo gol direto do escanteio,
é fácil para o goleiro controlar este espaço).Este
posicionamento ajuda a inibir os passes diretos para dentro da
área. Na mesma linha, em direção a quadra contraria está homem
responsável pela marcação dos passes para trás e que marca a
trajetória da bola nestes passes. Seu posicionamento nunca deve
desproteger o fixo. Se ele está muito afastado do homem do
primeiro pau, facilita a entrado do passe direto ao pivô
adversário, dentro da área. Por trás do fixo está o homem do
segundo pau, que deve primeiro cobrir este espaço da área e só
depois sair acompanhando a trajetória da bola. Este atleta tem a
posição mais cômoda, já que bolas alçadas ao lado oposto da
quadra na diagonal são raras e lentas, daí estar mais ou menos
liberados para a função essencial da cobertura. Por último,
nosso atleta não pode confundir marcar zona com passividade e
reações lentas. Ao contrário, deve lutar bravamente pela bola em
sua zona e ,ainda, tentar ajudar o companheiro da zona contígua.
Pense nisso. Até breve.
7. O Tamanho das Quadras e sua conseqüência na Tática da equipe

Tenho escutado, com freqüência, de muitas pessoas do meio do


Futsal a colocação: Ajudaria o desenvolvimento do desporto, se as
medidas das quadras fossem padronizadas, como no Basquete e no
Voleibol ?.
Trata-se, na nossa opinião, de um grande disparate. A nossa
supremacia no desporto se deve fundamentalmente, a versatilidade
técnica e tática dos nossos jogadores e treinadores. Esta
versatilidade, sem dúvida, se desenvolve nos diferentes tamanhos
de quadra. Reconheço, entretanto que só depois da fusão com a
FIFA, em 1989, passamos a jogar em quadras de tamanho perto dos
36, 40 e até 42 metros de comprimento, já que, com dita fusão,
tornou-se exigência quadras maiores em competições internacionais.
E neste momento fomos os primeiros a rapidamente responder com
grande qualidade diante das novas exigências. Ganhamos o Mundial
de Hong-Kong em 1991e depois na Espanha em 1996, em quadras de 42
metros de comprimento. È preciso que se diga que o Brasil não
alcançou este estágio por mero acaso. Temos e continuamos a fazer
história neste desporto, jogado nos cinco continentes.
A versatilidade do nosso atleta se deve ao fato de que a
cada dia se joga em quadras de tamanhos diferentes, que
exigem posturas táticas e técnicas diferentes. Num lapso
muito pequeno de tempo o treinador está obrigado a montar
estratégias para quadras tão diferentes. Estamos de acordo
que a marcação é muito mais complicada na quadra grande e
vice-versa nas quadras menores.
As grandes quadras são boas para contra-atacar e para
atacar, sendo péssimas para defender. Nestas quadras o
conceito de jogar fechado na defesa é colocar a linha de
marcação no meio é falso. Mesmo no meio sobram muito espaços
para o ataque adversário manobrar e a bola entra fácil no
pivô. A marcação que consideramos ideal é a chamada linha 4,
ali perto da marca dos três pontos do basquete, quando os
homens de defesa estão mais agrupados e portanto, fazendo
funcionar a cobertura.
No ataque aprendemos e aperfeiçoamos o jogo de segundo
pau, muito bem executado por algumas das nossas principais
equipes e sua efetividade se deve ao fato de que a defesa
sempre tende a olhar a bola, esquecendo-se do homem que
entra por trás de toda a linha defensiva.
8. Os Princípios do Contra- Ataque

Todo contra ataque pressupõe vantagem numérica.É o sinal


de que a equipe defensora acaba de roubar a bola ou
interceptar um passe e partirá ao campo adversário em
condições excelentes de finalizar.
Então,a quantidade e qualidade dos contra ataques depende
de uma boa defesa,que aliás não é o objeto deste pequeno
ensaio. Já tratamos dos Fundamentos da Defesa e das Linhas da
Defesa em outros artigos neste espaço.Fica claro então que
antes de iniciar o contra ataque,seu sistema de defesa já
funcionou,propiciando partir ao gol adversário em vantagem
numérica.
Considerando que a tendência atual do Futsal é de
predomínio de defesa contra os ataques,arriscamos dizer que o
jogo hoje é praticamente 60,70% de contra ataques.
Dito isso ,existem alguns posicionamentos básicos que
determinam a qualidade do contra ataque uma vez roubada a
bola pela defesa e nos lembram um pouco também os fundamentos
de ataque,assunto que também já foi discutido nestas
páginas.Senão vejamos:
1) O jogador que rouba a bola deve adiantá-la ao máximo,nunca
passá-la para trás ou para o lado;

2) Os jogadores que estão sem posse de bola devem ficar


adiante da linha da bola e entrar em linha de passe
buscando os espaços vazios na defesa adversária
facilitando o passe do condutor da bola;

3) E,claro uma boa dose de criatividade do passador já que


diante de tanta vantagem nunca se deve desperdiçar a
oportunidade de chutar ao gol,porque erro de passe neste
momento é quase fatal pois aí pode começar o chamado
contra ataque que nasce de um contra ataque errado,que
encontrará sua defesa com mais desvantagem numérica
ainda,o que leva a uma sucessão de erros incontroláveis.
Portanto ,o que parece fácil,na realidade depende de um
treinamento tático mais apurado para que nossa equipe não se
exponha ao tal contra ataque do contra ataque.
É muito importante que nossos atletas ataquem já
pensando em defender e defendam já pensando em atacar ou contra
atacar.
Diante de um início de contra ataque confuso e sem
segurança ,melhor que nossa equipe decida por um ataque pensado
e sem pressa.Considerar também que os treinamentos de contra
ataque são bastante anaeróbicos (cansativos) daí a importância
de se controlar a freqüência dos atletas ou adaptá-los quando
buscamos exercícios de velocidade com bola.
Por último, sugerimos a seguir,duas opções de treinamento, em
forma de jogo para treinar contra ataque:
Formação: duas equipes de 5X5
Regras: Começamos com uma equipe atacando a outra.Quando a
equipe atacante perde a posse de bola , não pode tentar
recuperar em seu campo de ataque.Só no seu campo de defesa.Isso
facilitará um início de contra ataque para a equipe defensora
que roubou a bola.Todas as cobranças de laterais são da defesa
e não existe escanteio.O goleiro deve estar atento para fazer
uma rápida reposição,originando aí novos contra ataques.
9 - Contra Ataque a partir do Passe em Círculo

Desenvolvimento – Partindo de uma troca de passes em


círculo,(o passador vai para o lugar do recebedor)e ao sinal
do Professor,em um dos dois lados da quadra haverá vantagem
numérica de ataque contra defesa .Neste momento o contra
ataque se inicia.Pode-se permitir o contra do contra ataque.
10 - A Montagem do Plano Tático

Ao ensejo de uma competição, aquela para a qual você preparou sua equipe é
fundamental que o plano tático , ou seja, aquilo que sua equipe vai fazer dentro
da quadra para surpreender o adversário ou defender–se das surpresas dele,
esteja pronto ou em vias de ficar.
É claro que todo planejamento tático vai se alterando no decorrer da
competição, na medida em que se mostre eficaz ou não, ou quando você observa e
cria novas opções que podem ser úteis.
Tática boa é aquela que sua equipe consegue realizar e que se mostre eficaz
e eficácia no Futsal é resultado. È necessário que o Técnico faça sempre uma
auto crítica sobre a correlação entre o plano tático e os bons e maus
resultados.
Seus atletas também são mais ou menos responsáveis por esta eficácia.
Alguns tem seu nível de atenção naquilo que vê, outros naquilo que escutam. É
comum, depois de uma palestra, encontrar jogadores que pouco sabem o que foi
dito mas logo percebem o que se pede se visualizarem as ações pedidas, por uma
demonstração na prática ou até mesmo numa fita de vídeo. Seu nível de atenção
está calçado no estímulo visual. E, ao contrário, aqueles que só de escutar
falar já sabem do que se trata. Estes tem seu nível de atenção com
preponderância no auditivo.
Outro exercício importante para a fixação(preensão) do plano tático é
escrevê-lo e entregar a cada membro da equipe. Este texto pode ter gráficos das
jogadas ações ou não. Se você não coloca gráficos estimula o atleta durante a
leitura orientada, o uso do que chamamos “tela mental”. Ele lê e forma ou tenta
formar a imagem da ação na memória. Este é o chamado raciocínio abstrato, muito
importante para a retenção dos assuntos treinados. O texto depois de lido e
discutido por todo o grupo, fica para permanente consulta, de forma que ninguém
pode alegar desconhecê-lo.
PRINCÍPIOS DA MONTAGEM DO PLANO TÁTICO

Qual a realidade do nosso plantel ?

Aprimoramento constante dos fundamentos táticos individuais


O que necessito melhorar / treinar já(urgente) ?
O que posso ir melhorando com o tempo ?
Como avalio ? Resultados / Scouts.
11 - Sugestão de Conteúdos nas diferentes Categorias Competitivas

DEFESA:

• Iniciação ao Pré-Mirim( de 07 a 10 anos)

• Aprendizado da marcação individual- quem acompanha quem na


hora de defender.

• Princípios do conceito de cobertura- Estar atento no companheiro


que é driblado.

• Marcação de bolas paradas(falta, lateral, escanteio, e saída de


centro)- Estar sempre que possível, atrás da linha da bola.
Mirim até Infantil( 11 a 14 anos)

Cobertura por setores- O atleta marca o seu e já


está pendente do espaço do companheiro adjacente.
Identificação do último homem- É o inicio da percepção do
quanto é importante atacar pensando em defender.
Bolas Paradas- Saber se colocar para defender as
diversas jogadas de bola parada do adversário.
Identificar as linhas de defesa de acordo com a linha da
bola.
Infanto até Juvenil(15 até 19 anos)

Aperfeiçoamento do sentido de cobertura


(quem cobre quem de acordo com os setores
vulneráveis)
Saber que as linhas se alteram
constantemente, de acordo com o ataque
adversário, e que se deve sempre buscar o
equilíbrio suficiente para tentar desarmar o
adversário nos diferentes espaços de quadra.
ATAQUE:

Iniciação ao Pré-Mirim(07 aos 10 anos)


Noções de tempo e espaço
Diferentes tipos de passe
Não especializar nas diversas posições de quadra
Jogadas combinadas com poucos tempos de execução
Mirim até Infantil (11 até 14 anos)

Especializar nas diversas posições sabendo que o


Futsal é dinâmico e exige do atleta conhecimento dos
diversos espaços de quadra e das posições que ocupam
Os diversos posicionamentos em relação aos
companheiros e adversários.
Sistemas de ataque pouco complexos (jogar com pivô-
quando se mete a bola, quem é que passa, a que tempo e quem
se preocupa em cobrir.)
Infanto até Juvenil 15 até 19 anos)

São reconhecidos pela sua quantidade em determinada


posição. Mas reúnem informações para identificar o básico de
todas elas. Por exemplo, Um pivô quando é obrigado a estar de
beque, sabe alguns conceitos que ajudam a não comprometer a
defesa(Futsal é dinâmico).
Sistemas de ataque e defesa mais complexos.
Conhecimento dos diferentes Tempos de ataque que sempre estará
de acordo com a defesa adversária.
Ler e entender o jogo, principalmente o do adversário.
11. A Evolução dos tipos de ataque

As formas de atacar no Futsal nos últimos 20 anos vem


sofrendo mutações importantes, impostas pela evolução da
preparação física e conseqüentemente pela capacidade de
marcação das equipes ... Identificar essas mutações nos
ajudam a entender a forma de jogar das mais importantes
equipes nacionais e a imaginar como se jogará no futuro , que
aliás já chegou e repete um pouco o passado .
Antes de mais nada é preciso dizer que nada substitui a
qualidade , em nenhum tempo . Esperamos sempre pendentes do
grande jogador , daquele jogador que resolve e além da
verdade . O Brasil tem sido agraciado com um sem fim de
grandes jogadores , revelados em séries , através dos tempos
. Portanto quando pensamos em estudar a evolução do ataque
neste pequeno ensaio , não podemos esquecer que a qualidade
sempre se sobressairá . Dito isso , vamos lá :
Voltando ao tempo , aliás meu tempo de registro no
Futsal , na década de 70 , atacava considerando que cada
jogador deveria ocupar seu espaço de quadra , de forma que o
fixo “não passava do meio da quadra” , os alas eram de
lateralidade definida pois havia sempre um ala direito e um
ala esquerdo e finalmente o pivô , onde convergiam todas as
jogadas de ataque e a este cabia jogar na frente (em SP , pivô
ainda é chamado “ frente” ou “frentista”) e nunca primou pela
marcação , aponto de se dizer que pivô “não precisa voltar” .
Esses jogadores atuavam portanto em seu espaço de
quadra e quando eram bem marcavam anulavam–se a maior parte de
seu potencial .
Depois veio o tempo das jogadas ensaiadas onde a escola
cearense se destacou (O Sumov é até hoje o maior ganhador de
Taça Brasil de Clubes de todos os tempos , a última em 1986 em
Curitiba / PR). Por jogada ensaiada entendemos ação ofensiva
que tem início , desenvolvimento e finalização com seus tempos
característicos e com cada jogador colocado de acordo com sua
lateralidade e característica .
Os jogadores passavam então a atacar com uma movimentação
baseada nas surpresas das jogadas , sendo este o marco
inicial do jogo de ataque onde se buscava criar e ocupar
espaços livre na quadra . Mais uma vez a marcação aprendeu
que bastava estar atento as sinalizações feita pelos
adversários para neutralizar as jogadas ensaiadas .
Na década de 80 surge o Bradesco EC e com ele o embrião
do profissionalismo , do treinamento de dois períodos , da
preparação física científica . Surge também o que se
convencionou chamar de padrão de jogo (ações ofensivas que
tem início e reinício) . O primeiro deles foi o padrão de
meio ou o famoso “toca de sai” , imortalizado por um time de
altíssima qualidade que se movimentava por toda quadra sem
guardar posições . A evolução dos tipos de padrão foi ditada
sobretudo pela equipe da Sadia de SC , já com uma geração de
bons jogadores e super atletas . Nasce com eles o padrão
redondo ou circular , excelente ainda hoje para vencer
defesas muito fechadas e recuadas . Também copiamos e
adaptamos os 4 em linha , muito usado na Espanha .
De certa forma , até hoje , se tenta jogar desta forma ,
mas a dificuldade já é muito grande , pois novamente a
marcação já escorada na preparação física científica de
super atletas praticamente anula estas tentativas .
Para onde vamos então ? Penso que para um jogo de ataque com
preocupação de abrir e ocupar espaços .Todos precisarão
defender com aplicação e atacar de forma que ao visualizar o
companheiro coma bola e estando num espaço adjacente , sair
dali levando a marcação , abrindo espaço nas costas do
marcado do nosso companheiro que tem a bola . É o tempo de
literalmente saber jogar sem bola . Estar sempre criando a
seguinte dúvida na cabeça do adversário : Segue nos olhando
e nos acompanha , ou perde o contato visual conosco para
olhar para bola ?Chegou o tempo que só habilidade não
resolve , só preparação física também não . É preciso mais .
É necessário saber correr sem bola tentando iludir o
adversário .
12. Treinamento Tático no Alto Nível

A evolução do Futsal nos últimos 25 anos tratou de revelar


um novo tipo de atleta, ao que nos acostumamos chamar de
“completo”. É impossível funcionar bem na quadra ,se nosso
jogador não reunir algumas características essenciais para uma
partida.
No módulo passado(2) já traçávamos um pouco do que é ,ou
deveria ser, este perfil, para um rendimento ótimo. Comentamos
também, que o Futsal, é cada vez mais um desporto para
jogadores que aprendem ,desde muito cedo, a raciocinar, a “
ver ”o jogo , já que está cada vez mais difícil jogar com
espaço e liberdade.
O Futsal tem revelado um sem fim de jogadores de técnica
até muito discutível ,mas que se destacam nas grandes equipes
do país e são imprescindíveis a seus Técnicos ou Treinadores .
Isto se deve ao fato que são atletas que tem uma
qualidade de movimentação e domínio de espaço de quadra, que o
fazem especiais. A técnica apurada ,ajuda muito mas não
resolve todo o problema , já que não deixar jogar(marcar
bem)tem sido uma característica do Futsal moderno. E no que
ele evoluiu ? Falemos um pouquinho da história tática do
desporto.
Na década de 70 cada um atuava na sua posição ,de forma
que o fixo não passava do meio ,os alas corriam pela faixa
de quadra de acordo com a sua lateralidade predominante e o
pivô ,jogava só na frente ,quase que sem a necessidade de
marcar ou ajudar a defesa.
No início da década de 80,surgiram as primeiras equipes
profissionais, dentre elas o Bradesco EC do Rio de Janeiro,
a Perdigão de Videira / SC e a Enxuta de Caxias do Sul /
RS.Com a preparação física, já sendo feita com bases
científicas. Estas equipes já buscavam uma movimentação mais
harmoniosa (de laboratório) ao que chamamos da época da
“jogadas ensaiadas”. No final desta mesma década ,já começa
a existir um certo equilíbrio entre técnica apurada (dos
“craques”) e os jogadores aplicados, de muita concentração
tática e excelente preparo físico. Chega com eles o chamado
período dos “padrões de jogo” que são movimentações
coletivas das equipes, que buscam desequilibrar a
concentração defensiva do adversário e estas ações tem
sempre um reinício programado, de forma que aquilo que
eventualmente não funciona, imediatamente volta a recomeçar.
Chegamos então, no que basicamente é a essência do jogo
das grandes equipes brasileiras, ao que chamamos” atitudes
táticas”, que é a reação instantânea a ação de um
companheiro, facilitando o jogo de ataque . Não podemos
esquecer que as defesas também evoluíram a medida que a
ciência do treinamento desportivo foi criando meios e
métodos para que nossos atletas se tornassem realmente, umas
“máquinas de jogar”.
Dito isso, vamos tratar de dividir nossos estudos para
torná-lo mais didático ,facilitando o entendimento. E já
poderíamos começar dizendo que o treinamento tático se
divide em DEFESA e ATAQUE.A alternância e velocidade do
Futsal moderno nos coloca a cada segundo de partida diante
destas duas facetas do jogo, que se alteram numa velocidade
impressionante e ao mudarmos de atacante a defensor, em
frações de segundo, buscamos uma reação instantânea para
responder as ações adversárias.
Falaremos inicialmente dos Fundamentos de Defesa e
Ataque ,a nosso ver as essências do aprendizado tático no
Futsal e a razão de tudo funcionar bem, durante uma partida.
Se nosso atleta reúne uma bagagem tática individual,
conseguirá, sem muitos problemas, executar qualquer plano
tático, pois a base do trabalho coletivo de uma equipe está
num conjunto de raciocínios e ações táticas individuais.
Quando citamos as Atitudes Táticas como a base do Futsal
moderno nos referíamos a velocidade das atitudes
individuais que cada atleta deve realizar ajudando seu
companheiro que tem o domínio da bola. Por exemplo, quando
tenho a posse de bola e a conduzo do centro para uma das
alas da quadra, de imediato a reação de meu companheiro
deveria ser uma das duas seguintes: ou dispara correndo na
paralela levando o adversário que o marca ,me abrindo
espaço, ou na desatenção deste ,recebe nas costas ou passa
por trás de mim numa ação chamada de “pisada”. Nada disso
precisa estar previamente combinado entre todos, mas é uma
reação natural de quem aprendeu a correr ocupando tempos e
espaços de quadras.
Como treinamos estas atitudes ? Observe esta sugestão :

Jogo do Terceiro Homem:

Objetivo: Ensinar reação tática do homem que não está


efetivamente participando do lance ou seja, treinar a
antevisão do lance.
Formação: 5 contra 5 com 2 goleiros.
Desenvolvimento: Quem acaba de passar ,não pode
voltar a receber a bola. Este homem fica obrigado ,então a
movimentar-se buscando outro espaço de quadra e aquele que
“entra” para receber se move antes antevendo o lance,
dificultando ações defensivas do adversário.
Outro tema importante no planejamento tático de uma
equipe, são as chamadas bolas paradas (saída de jogo,
faltas, laterais e escanteios).Saber sacar proveito no
ataque destas situações quando atacamos e saber defendê-las
pode decidir uma partida contra ou a nosso favor.
CAPÍTULO IV

O Treinador e o Treinamento

Comando e direção de equipes

A natureza das funções do Treinador de Futsal, está


basicamente no exercício do que chamamos LIDERANÇA. Vamos
falar de outras qualidades inerentes a nossa função, tais
como o sentido de Organização, a capacidade de discutir e
dividir idéias. mas é a partir do ato de liderar o grupo é
que tudo começa a funcionar, facilitando o alcance dos
resultados. Eventual mente, nossa meta, como profissional,
não é alcançar uma grande equipe do alto nível do Futsal
nacional ou internacional. Nos contentamos com nosso
trabalho nas escolinhas ou em equipes das divisões de base.
Cada um buscando alcançar suas metas ou sonhos. Mas
esse caminho será abreviado ou mais acidentado na medida da
quantidade dos bons resultados que alcançarmos. Não
esqueçamos que vivemos numa sociedade altamente competitiva
em que só os bons são reconhecidos.
Vamos, então, enumerar algumas características dentro
daquilo que seja LIDERAR um trabalho de preparação de uma
equipe de Futsal , a saber:

A - ORGANIZAÇÃO

Falamos aqui até daquela organização mínima, que permite


saber onde está a cópia da tabela, com o programa de jogos da
sua equipe e até onde está a chave do carro que vai te levar
ao treino da equipe. Nisso está incluído, também a
pontualidade, a nosso ver o ponto de partida, para a seriedade
do trabalho. Se o treino está marcado para as 19 horas , às 19
horas ele começa e não espera ninguém, nem mesmo você, já que
alguém deveria estar lá para substituí-lo. Falamos de um
diário de treinamento, onde estão anotados todos os
acontecimentos no dia a dia da equipe, como o conteúdo dos
treinamentos, de forma que seu trabalho tenha sempre uma
seqüência lógica apoiada nestes apontamentos. Anote tudo que
você disse de importante, o que foi dito para você, as faltas,
presenças e atrasos.
B – SIMPLICIDADE

Desde o linguajar usado na comunicação com os atletas


até a forma de proceder, andar, vestir-se. Uma equipe é,
mais ou menos o reflexo das atitudes de seu Treinador.
Você poderá não ser tão amado quanto gostaria mas será
sempre um exemplo de procedimentos.

C - VALORIZAR O GRUPO DE TRABALHO

Tenho dito, após todos esses anos, que somos,


invariavelmente o que o nosso grupo conseguiu ser. Nosso
aprendizado se aperfeiçoa, em grande parte naquilo que
vemos e aprendemos com nossos atletas e companheiros de
comissão técnica. Você deve ser o primeiro a defender seu
grupo diante de todas as tentativas de intromissão externa
e não perder a oportunidade de aprender com essa
convivência.
D - DISCUTIR E DIVIDIR IDÉIAS

Toda a sua estratégia é nada se você não conta com a


participação efetiva de seus atletas. Você raciocina e
deseja que algo seja feito, mas só quem materializa os
atos são os atletas em quadra. A consecução de seus
objetivos, então serão muito mais eficazes na medida em
que você permite que seu grupo participe das tomadas de
decisão. Seu grupo estará mais consciente e seguro para
fazer aquilo que se pede porque participou , efetivamente
da tomada de decisões.
E – IMPARCIALIDADE

Usando um dito popular, “Pau que dá em Chico , dá em


Francisco”, ou seja o mesmo peso e medidas para todos, sem
exceção, desde o Pelé até o Macalé, da equipe. Aprendemos no
convívio com nossos atletas a ter mais simpatia por que por
outros. Isso é natural na raça humana. Com alguns
simpatizamos mais, a outros fazemos um pouco mais de
reservas, porque nem sempre suas atitudes nos agradam. Mas o
que não podemos deixar acontecer é que nosso grupo perceba
que trabalhamos com preferências pessoais. Os atletas
estarão sempre nos observando e medindo nossas atitudes, e
no futuro, estarão na dependência de que façamos o mesmo
diante de personagens e situações diferentes. E é assim que
tem que ser, ou será o início do fim de um relacionamento de
grupo. Não devemos estar pendentes da amizade de ninguém
dentro do grupo. Portanto, é exatamente o contrário do que
normalmente se pensa. É da seriedade, da imparcialidade e do
respeito profissional que as amizades surgirão no decorrer
do tempo.
5 MEIAS VERDADES 5 MEIAS MENTIRAS NA DIREÇÃO DE
CLUBES
OS ATLETAS SÃO NOSSO MAIOR SÃO IMPREVISIVÉIS E PROCUPANTES.
PATRIMÔNIO. O QUE VALE SÃO AS VITÓRIAS E TÍTULOS.
A MINHA DECISÃO FOI RACIONAL. EU QUIS FAZER ISSO.
NÓS JULGAMOS NOSSOS ATLETAS JULGO SEU DESEMPENHO COM QUANTO
PELO DESENPENHO. GOSTO DE VOCÊ.
ISSO É TRABALHO , NÃO É PESSOAL. TUDO É PESSOAL.
PRIMEIRO LUGAR É O CLUBE. EU VENHO EM PRIMEIRO LUGAR.
Futsal Profissão Técnico

- Conheça seu Clubes , divulgue-o e fale muito bem dele . Este


é o emprego que você p pode ter no momento e o trampolim para o
melhor , que está por vim .

- Enfrente dificuldades com sorrisos e sabedorias .

- Procure sempre entusiasmar .

- Mantenha o diálogo sempre aberto , em todos os níveis. Escute


as opiniões de todos que podem influenciar em seu trabalho . Do
Diretor ao roupeiro . Entenda as idéias como auxílio ao seu
trabalho.

- Embora você seja obrigado a falar muito , ESCUTE sempre .


Pratique a grande virtude de escutar a argumentação de todos .
- A emoção no Futsal é inevitável , mas NÃO decida com ela.
Tudo de bom mal que acontecer ao seu trabalho e a sua equipe
vai ser melhor entendida algumas horas depois ou dias depois
e, portanto, podemos tirar mais proveito dos ensinamentos
que o jogo proporciona.
Acalme sempre o ímpeto destruidor de seus atletas, da
comissão técnica e do grupo diretivo.
Ao menor sinal de dificuldades, fuja das decisões
drásticas e radicais. O maior erro é iniciar do zero, tudo
que já estava começado e deu trabalho para construir.
Conheça cada movimento de seus adversários. Freqüente os
jogos, busque informações, grave em vídeo, reunindo o maior
número de dados. Ao armar suas estratégias, pense naquilo
que o adversário faz de bom, procurando anular suas
potencialidades.
Trace e divida com todos os objetivos de cada partida.
- Cobre resultados, todos os dias. Sua equipe é o seu
reflexo. Se você está desanimado, triste e sem vibração,
assim ficarão seus atletas.
- Elogie e enalteça perante o grupo todos os acertos. Tenha
o dom do reforço positivo.
Quantas pessoas você elogia por dia ? E quantas você
critica? As pessoas elogiadas se transformam ajudando você a
chegar lá.
- Procure tirar o máximo de todos, criando sistemas e
métodos para que rendam em sua plenitude. Quem quer faz,
Quem não quer manda e se esquece de cobrar. Sua equipe só
renderá na plenitude se você criar meios para tal, ainda que
você esteja só para tudo.
3 - O Treinador e as formas de Comunicação

Transmissor- O Técnico

Mensagem do Comunicador- As palavras e meios

Receptor- Atletas e Comissão Técnica

FORMAS DE COMUNICAÇÃO:

Simples - Usar as palavras mais fáceis de serem


entendidas. Eles serão mais persuasivas.

Passo a Passo - Usando auxílios visuais, sem deve


acumular detalhes.

Feed Back - Observar se a mensagem foi bem recebida e


dar ao atleta a oportunidade de se expressar.
Aproveitar o linguajar corriqueiro dos atletas.

No dia adia procurar usar a linguagem corrente dos


atletas observando a faixa etária do grupo. Um jogador do
fraldinha vai ter dificuldade para entender os conceitos
de diagonal e paralela, tanto quanto citar o “Navio
Negreiro” de Castro Alves, com aquele português culto que
ninguém entende, numa preleção não vai ajudar muito.

Tempo e Espaço

Situe o atleta nas experiências vividas pelo grupo


em treinos, jogos, viagens e eventos sociais da equipe.
Mostre os bons e maus exemplos dos adversários nas
diferentes situações.

Detalhamento de idéias

Do conceito mais simples ao mais complexo, dentro


dos conceitos da progressão pedagógica. Ajude o atleta a
se convencer do seu raciocínio ou idéia. Não é necessário
jurar , é preciso explicar bem e o convencimento virá.
Comunicação Dramática

Fale com amor, com ênfase, com paixão. Faça seu


atleta sentir a força de suas palavras. Treinador com
aquele ar “professoral” e com atitudes brandas não
sugestionaram ninguém. “Rode a baiana”. “ Porra!!!! Isto
aqui está uma merda...... é melhor que dizer que “Nosso
time se desconcentrou...”. Tenha bom humor sempre. Saiba
se divertir com as situações vividas sem perder a
autoridade nos seus atos.
4. Que tipo de Treinador Você é?

Sempre escutamos a máxima que existem treinadores de


treino e treinadores de jogo. Alguns são ótimos para orientar
treinos, sabem o que fazem, seus atletas efetivamente aprendem
mas durante as partidas erram de forma primaria ,cometendo
enganos capazes de surpreender o mais desatento espectador.
Outros chegam ao treino sem saber exatamente o que
fazer, são pouco criativos nas formas de treinamento mas
durante as partidas tem 'olhos de lince" , enxergam longe ,
orienta os atletas e é perfeitamente entendido ,transformando
partidas para melhor.
É a partir deste asserto que queremos fazer algumas
considerações sobre a atuação do Treinador.
Em primeiro lugar o treino deve ser o exercício mais
aproximado do que vai ou o que você pensa que vai acontecer
no jogo. Faça a seguinte pergunta, para você mesmo: Isso
que estou treinando ,acontece no jogo? Se a resposta for
positiva, siga em frente, este é o caminho. Mas se houver
dúvida na resposta, refaça a proposta. Portanto o "clima de
jogo" no treino é fundamental.
O diferencial é que por mais aproximado ao jogo que
seja o ambiente de treino , o de jogo será sempre algo
diferente. Primeiro porque embora você simule as ações do
seu adversário durante o treino, nunca será ele mesmo que
está ali, de forma que você nunca está livre da surpresa
que ele pode proporcionar.
Com a relação as experiências com que o Treinador se
defronta nas partidas ,sempre haverá algo de novo ,alguma
surpresa de forma que a medida que o tempo passa sua
"bagagem" vai aumentando , sua capacidade de reagir bem a
situações inusitadas melhora. Então, a experiência no banco
é proporcional ao tempo sentado nele, durante as partidas.
Quanto maior for o tempo de atuação, provavelmente
maior será a capacidade para ver e resolver situações
técnico táticas durante os jogos.
Por outro lado, o Treinador precisa sempre estar
revisando sua capacidade para organizar e controlar os
treinamentos.
Na execução do planejamento tático, deve ser observado
que a equipe tem duas necessidades: a de médio / longo prazo,
aquilo que se pretende alcançar com a sucessão de
treinamentos táticos e o de curtíssimo prazo, aquilo que
acabamos de errar ,no jogo passado e necessitamos melhorar já
no próximo treino ,eliminando ou minimizando os erros para a
partida seguinte. O Treinador "de treino" deve criar ações
que motivem e quebrem a monotonia das repetições, já que para
automatizar (criar o ato reflexo atleta executa
automaticamente) movimentos é necessário repetir e repetir as
ações.
Em resumo, então é o seguinte : O Treinador deve
sempre estar atento as duas facetas que se complementam para
sua formação - criativo / didático (onde quer chegar e como
chegarei lá) nos treinamentos e intuitivo nos jogos já que
sempre nos preparamos para uma partida que ainda não vemos -
imaginando o que vai acontecer mas sem saber exatamente o que
acontecerá. Esta capacidade de intuir as situações pode fazer
a diferença na transformação de uma partida e ela vai se
formando na sucessão de situações que vivemos através de
nossa vida no Futsal atuando e vendo partidas.
Capítulo V
O Treinador e o Jogo

É conhecido de todos aquela máxima que diz : “ Existem


treinadores de treino e treinadores especialistas na condução
de uma partido” . Não acreditamos na essência deste
pensamento .
O treinador em sua vida desportiva passa mais tempo
treinando uma equipe do que sentado , num banco durante as
competições , mas se partirmos do princípio que devemos
incentivar no treino o clima de jogo ,, é nos treinamentos
que o Treinador vai se formando e ganhando experiência . Se
durante a semana nos preocupamos com exercícios das situações
de jogo , é como se estivéssemos fazendo a antecipação delas
e , aprendendo todo tempo a “ver” o jogo desde o banco de
reservas .
O confronto e o clima de jogo são fundamentais nas
sessões de treinamento . As informações sobre o adversário ,
estudadas a passada aos atletas formam a base para
mentalização da estratégia de jogo , tudo realizado durante a
semana ou dias que antecederam a competição . Pretender em
cima da hora treinar e falar tudo ao atleta é um grande
engano . Não ser humano capaz de reter tanto blá, blá,
blá... E mais ; já se falou e treinou tanto que até a
preleção é dispensável . Naqueles momentos que antecedem a
partida é importante que o atleta faça sua própria
mentalização , tão importante para a performance desportiva .
Durante a partida concentra-se , ao máximo no jogo
desenvolvido pela sua equipe e pelo adversário. Avalie , no
primeiro momento , se confirmam suas expectativas sobre o
ataque e a defesa do adversário , do rendimento esperado pelos
seus atletas e vá considerando as possibilidades de mudança
seja qual for o resultado . No nosso jogo aquela de que “time
que está ganhando não se mexe” , não serve de nada . A
multiplicidade de uma situação numa partida , exige mudança a
todo minuto , independentemente do resultado parcial .
Tente se afastar da tremenda emoção que é criticar
seguidamente o árbitro . As vezes , com firmeza mas com
educação se consegue mais de um indivíduo tão sujeito a errar
como nós mesmos . Vejo treinadores especialistas em arbitragem
e querendo ensinar ao árbitro durante os jogos . Acho que
treinador que se preocupa em demasia com arbitragem se
desconcentra em temas mais importantes como os citados acima .
Ao final da partida , agradeça ao empenhos dos atletas ,
independente do resultado e marque ou relembre o próximo
encontro ou treino , quando aí sim se poderá fazer uma
avaliação sem muitas emoções . Quase nada que diga logo depois
de uma partida é aproveitável . Se vencemos a tendência é
esquecer o que precisa ser melhorado , apesar da vitória . Se
perdermos a tendência é achar que nada presta , dando uma
vontade de começar tudo novamente , o que não é sensato .
Dito isto, aí está algumas considerações sobre o Treinador
durante o jogo:

A) Preleção- Quando e porque?

A preleção deve ser o “gran finale” de uma etapa da


preparação que visa uma partida. Ela é muito importante ou não serve
de quase nada. Se depois de uma sessão de treinamentos, você precisa
estar uma, duas horas falando para sua equipe o que não conseguiu
treinar, o que já deveria ter dito e treinado, algo está errado.
Havendo treinado e mostrado os caminhos do ataque e defesa para uma
determinada partida, a preleção é algo agradável e um saudável relato
do que seus atletas já sabem. Ela é rápida , concisa, apoiada em
meios áudio visuais e na medida do possível, divertida.

B) Arbitragem

Não deve ser da natureza das funções do treinador se


especializar em arbitragem. Sobre a regra devemos saber o suficiente
para controlar a partida. Treinador que se concentra muito nos erros
do árbitro, acaba não exercendo a atividade principal que é comandar
a equipe durante o jogo. Nas suas reclamações, não ofenda nunca o
arbitro. A ofensa acaba com seu poder de convencimento. Esfrie os
ânimos aos primeiros sinais de violência contra o adversário ou ao
próprio árbitro.
C) Substituições/Propósitos

As substituições já devem estar pré concebidas em sua


mente, antes dos jogos. Você já deve saber que no impedimento
de um atleta, por qualquer motivo, outro deve ser o
substituto eventual.

D) Reservas/ Os grupos do plantel

Reservas que não servem para nada, não fique com ele.
Por que se seu time está perdendo de 8x0 e o cara não entra e
quando seu time está ganhando de 8x0, ele também não entra ,
para que ele serve ? . Costumo dizer que um grupo de atletas,
num plantel é formado por quatro grupos, a saber:
1) Os titulares: São os melhores que você tem para começar uma
partida, naquele momento.

2) Os reservas imediatos: São aqueles que poderiam ser titulares


e entrarão primeiro numa partida e logo poderão estar entre os
que começam o jogo.

3) Os jogadores de situação: Entram menos, mas para desempenhar


funções importantes, como exercer uma marcação individual ou
“casada”, bater uma falta, etc.

4) A Baba: Só treina, quase nunca estão relacionados entre os


que vão para o jogo., mas tem sua importância para os treinos
aconteçam. Seu trabalho como treinador é estimular a
competição entre esses grupos e fazer que os jogadores
transitem de cima para baixo e de baixo para cima, nesta
pirâmide, de forma que quem relaxar pode perder espaço para
quem está se esforçando para sair de baixo para cima. Ao
Treinador cabe criar, nas situações de treino, outras
idênticas para que todos tenham a mesma oportunidade de
progredir. Ninguém deve treinar menos ou pouco em relação a
todos no plantel. É do esforço individual de cada um, com a
ajuda do Treinador, é que se consegue buscar e achar espaço
para jogar mais num plantel. O Treinador não dá nada a
ninguém. Ele cria meios para que todos se desenvolvam.
2. A solidão do treinador

Uma partida muito importante da sua vida está para


começar . Sua equipe treinou muito para este momento . Você
estudou tudo sobre o adversário e este é um jogo decisivo que
lhe dará a passagem até a vaga , no momento mais importante
da competição .
Todos os que estão em volta lhe observam, comentam suas
decisões sobre o que deveria ser feito sobre a preparação e
escalação da equipe . Sua torcida e diretores estão ansiosos
por este dia e pelo resultado da partida . Sua mãe , esposa ,
filho , amigos rezam e torcem incondicionalmente por você e o
grande dia chegou e a hora da partida também .
Sua equipe já está aquecendo na quadra , a arquibancada
do ginásio de esportes está lotada . Todos lhe observam
enigmáticos como se quisessem lhe dizer , mudar algo na
equipe antes do grande momento . Eles acham , pelos olhares
lançados ,você inseguro demais ou calmo demais ou nervoso
demais ou calado demais ou, enfim , se perguntam , embora sem
emitir uma só palavra , se você é a pessoa exatamente certa
no lugar certo , se você vai dar conta do recado .
Você no banco e ao seu lado , os companheiros de sempre ,
o médico , o massagista , o supervisor ultimando os detalhes
da súmula , o diretor nervoso , o auxiliar técnico e o
preparador físico voltando de dentro das quatro linhas após
encerrar o aquecimento da equipe . A arbitragem se coloca , a
mesa zera o cronômetro e a partida vai começar e você
Treinador como se pudesse parar o relógio do tempo diz : STOP
!!!! Parem tudo !!!!
Todos no ginásio param e lhe observam . Você pergunta a
cada uma das pessoas , no ginásio , desde seus companheiros e
diretor até o último torcedor , inclusive seus atletas :
Quanto você pagaria pelo meu lugar no banco ????? . Esta
pessoa sentaria no lugar do treinador (no seu lugar!!!) , com
plenos poderes para mudar tudo , antes e durante a partida.
Bastaria pagar por isso fosse pouco ou muito dinheiro e você
treinador iria para a arquibancada . Ver o jogo como ,
torcedor , diretor , jornalista , curioso , sem nenhum
compromisso , só o de se divertir , xingar , criticar ,
berrar .
Aí , eu lhe pergunto : Sabe quantos comprariam seu lugar
???? NINGUÉM !!!!!
Porque ninguém é valente suficientemente para trocar de
lugar com você naquele momento . Ainda que nada pagasse . Moral
da história : Seja você mesmo , com suas valentias , seus
temores , dúvidas e virtudes . Prove para todo mundo que suas
idéias na preparação do jogo eram as mais adequadas , por que
você e sua comissão técnica é que estão ali no dia-a-dia com a
equipe . Erre e acerte com sua vontade e sua determinação ,
aprendendo cada lição que os jogos lhe ensinam . Porque naquele
momento , que o jogo está para começar , e durante a própria
partida é solidão quase total e as pessoas em volta só vão
saber algum tempo depois o que você já sabia alguns segundos ,
minutos antes . Só conseguiram reagir a sua reação tomada
instantes antes .
3. Ataque dois toques . Você usaria ?

A evolução constante da ciência do treinamento


desportivo , tornando a preparação física no Futsal algo
mais especial nestes último anos , tem determinado
alterações importantes na forma de atacar .
Num outro ponto já discutimos o quanto á evolução da
marcação alterou a forma de atacar através dos tempos .
O que queremos discutir agora , é uma proposta para
desvencilhamo-nos dessas aguerridas marcações que nos dão
pouco ou nenhum espaço .
Na temporada passada (1999) , no Clube de Regata Vasco
da Gama (RJ) , comecei a testar o que chamamos de ataque 2
toques . Consistia em pedir aos jogadores que só dessem dois
toques na bola .
Claro que não era uma exigência extrema . O atleta que
vislumbrasse uma opção de seguir com a bola por mais tempo
(toques) , poderia fazê-lo , mas caso contrário deveria
respeitar o limite de 2 toques.
Depois de muito treinar os dois toques como exercício
de tempo e espaço , pensei que por aí poderia estar o
caminho do ataque que busca fugir destas marcações cada vez
mais sufocantes . E a ciência deste tipo de ataque está na
movimentação dos 4 jogadores (inclusive o goleiro ) que
momentaneamente não tem a bola . Pois são obrigados a
buscar espaços vazios , fugindo da marcação para receber a
bola . E mais : Os defensores contrários , mal se
equilibram . Quando ainda estão chegando para tentar o
desarme , o atacante já se livrou da bola para buscar outro
espaço vazio , para recebê-la . Claro que a qualidade de
passe de uma equipe tem a ver com isso tudo , pois em bom
passe não teremos qualidade no ataque .
Este pode ser um caminho para abrir espaços nas defesas
adversária cada vez mais compactas e atentas para nos
roubar a bola e partir para o contra ataque .
Convido aos quem tido a paciência de nos visitar , a
debater e até ampliar a proposta .
Penso que o tempo das jogadas ensaiadas (exceto as de
bola parada ) e dos padrões, está no fim.
4. A defesa , o ataque e a vantagem numérica

Muito já falamos sobre as diferentes formas de defender (


as linhas de defesa ) e atacar (os tempos do ataque) e antes
disso , do embasamento tático individual necessário a cada um
dos nossos atletas , antes de aprender os sistemas táticos de
defesa e ataque .
O que queremos discutir agora é algo que tem a ver com o
sentido comum de toda defesa (cobertura e todo ataque)
receber a bola desmarcada ).
Sabemos que o Futsal é um desporto disputado em espaços
relativamente pequenos (máximo de 800 metros quadrados ou
40X20 metros).
Com tempos de reação muito especiais , onde as disputas
de quadra se baseiam fundamentalmente na vantagem numérica de
atacantes sobre defensores ou vice-versa .
Senão vejamos : Se existe vantagem numérica de , num
espaço de quadra de defensores sobre atacantes , é provável
que a defesa fique com a bola para atacar ou até iniciar um
contra ataque e , ao contrário também é verdade , quando os
atacantes são mais numerosos que os defensores , num espaço
de quadra é provável que a equipe atacante termine por
chutar ao gol do adversário .
Imagine então , uma partida de Futsal e veja quantas
vezes isso acontece . É o mais simples jogo , até numa
partida de baixo nível tático .
Se treinarmos nossos atletas para perceberem essas
vantagens , podemos melhorar muito nossa defesa e nosso
ataque , independentemente dos sistemas que usamos .
Marcar buscando sempre vantagens numéricas nos setores
da quadra pressupõe saber que o mesmo tempo em que vigiamos
nosso homem , estamos preocupados com o nosso companheiro
envolvido na disputa de bola com o adversário , de forma que
estaremos prontos para fazer a cobertura caso ele seja
batido .
E no ataque , fugir do adversário buscando um espaço
onde possamos receber a bola mais ou menos desmarcada .
Claro que o tamanho da quadra aumenta ou diminua nossas
dificuldades na defesa ou no ataque , mas defesa atenta é
aquela que busca supremacia numérica num espaço e quadra e
ataque difícil de ser marcado é aquele que se movimenta para
fazer a defesa correr e por isso , marcar desequilibrado . E
quando isso acontece , perceba o diferencial numérico de
jogadores no espaço de quadra , nos lances anteriores.
Capítulo VI
Avaliação do Rendimento no Futsal

1. O Treinador e os Meios Auxiliares

A tecnologia da última geração já alcançou o treinamento


desportivo e por conseqüência o Futsal . Os computadores
que tudo registram , os frequencimetros sinalizando a
freqüência cardíaca ideal preconizada para o exercício ,
os lactímetros medindo o nível de lactato sangüíneo ,
determinante da fadiga muscular e até as camisa
fabricadas com fibras especiais , de forma que facilitam
a transpiração , etc ....
Mas , quanto de nós tem acesso a isso tudo ? Será essa a
realidade no dia-a-dia com o nossos atletas?
Evidentemente que não . Dito isso , vamos falar dos meios
auxiliares ao trabalho do treinador que muito pouco tem
dessa tecnologia de ponta mas que são muito importantes
para registrar seu trabalho e de sua equipe , de forma
que acumulando números e informações você pode chegar a
conclusões essenciais . Senão vejamos :
Diário de Treinamento

Se você não planeja tudo que vai treinar mas se você não
anota tudo que acontece durante o treino estar duplamente
errado .
Com o diário você , pelo menos , pode seguir uma seqüência
entre aquilo que ensinou na última aula / treino e o que vai
mostrar no treino seguinte . O diário é um desses cadernos
pautados que se compra baratinho em qualquer papelaria . Ali
você anota dia , objetivos , desenvolvimento do treino e
ocorrência , tipo quem faltou , quem se lesionou , enfim você
vai se cercando de informações e como diz o ditado “Todo homem
informado é um homem perigoso” .

Scouts das partidas

Vivemos intensamente a época da informatização , toda


nossa vida se orientas por ações de um computador ,seja no
controle da conta bancária ou até numa catraca eletrônica , no
nosso ônibus do dia-a-dia , de forma que num futuro próximo ,
qualquer indivíduo vai ter que saber dominar a máquina para
sobreviver nesta selva de chips e memórias virtuais .
E no nosso pequeno mundo do Futsal , isto também já é
verdade . Algumas equipes já controlam desde o banco de
reservas , durante o jogo a eficiência dos jogadores ,
lançando nos “notebooks” a performance de cada um .
Mas o que queremos mostrar nestas linhas é que
independentemente da tecnologia que usamos , o resultado do
“scout” é primordial para avaliação dos sistemas de defesa e
ataque de uma equipe, durante um jogo .
Analisaremos , pois o seguinte :

Esqueçamos o computador caro e os meios eletro


eletrônico dispendiosos . Você pode fazer um bem simples ,
controlando só duas variantes em uma partida . Os chutes
com seus percentuais de erro e acerto e o desarme . Isto
porque a quantidade de chutes está intimamente ligada ao
volume e qualidade do seu ataque e o desarme a eficiência
de sua defesa .
Numa folha dessas tipo A4 , desenhe um quadra de Futsal
, nos dois lados da folha. Usando um lado em cada tempo de
jogo , você ou alguém que lhe possa ajudar , vai marcando o
número da camisa de seus jogadores . A partir disso vai
sabendo de que região da quadra ele chutou e seu percentual
de acerto . Se ele chutou para fora marque só o número , se
chutou para a defesa do goleiro ou na trave , marque o
número da camisa dentro de um círculo e se fez o gol ,
marque o número circundado e com dois traços “x” , ou
qualquer sinalização que você queira fazer e possa entender
na hora de avaliar os números.
E a que conclusão chegamos ? Que a quantidade de chutes é
proporcional ao volume de ataque de sua equipe . Se sua equipe chuta
muito , deve ser um sinal de que seu ataque , taticamente funciona .
E para avaliarmos a defesa de uma forma bem simples ?Número de
desarmes que sua equipe realiza durante uma partida . Por desarme ,
entende-se , tomar a bola do adversário ou interceptar um passe ,
retomando a posse de bola , iniciando um ataque ou contra ataque. Você
vai anotando os números totais de cada tempo de jogo , independente do
jogador que faz o desarme . Na seqüência de jogos você descobrir a média
de desarme por jogo .
Poderemos quantificar desarmes totais e desarmes individuais , (quem
desarma mais , quem desarma menos e média de desarme ) . Prêmio de defesa
boa (aquela que rouba a bola do adversário ) é o contra ataque (vantagem
numérica) , ou seja , mais espaço para jogar até ao gol do adversário .
Só isso!!! Se você controla , todo o tempo , esta duas
variantes (chutes e desarmes) , já terão idéia de como anda
taticamente sua equipe . Existe uma íntima relação entre o
número de desarme que sua equipe realiza numa partida e o
resultado desta final desta partida . O Prof. João Romano
da ADC GM de S.Caetano do Sul / SP , vem registrando nos
últimos 4 anos , esses números de forma impressionante , á
partir de afirmar que uma equipe que faz em torno de 50,55
desarmes por partida tem mais ou menos 80% de chances de
obter um bom resultado .
Considerando a margem de erro de toda estatística , você
vai juntando números e assim vai poder mostrar aos seus
atletas , baseado em números , suas dificuldades e portanto
de forma muito mais convincente .
Portanto caríssimo amigo, comece a controlar algo que
não depende de tecnologia sofisticada ou conhecimentos
profundos de informática .
Capítulo VII

O Treinamento Psicológico

1. A Preparação Emocional

Em nosso dia a dia , no Futsal , nos deparamos com


dificuldades no relacionamento com atletas e colegas e não
nos damos conta de uma das facetas mais importantes da
performance desportiva, que são as variações emocionais do
indivíduo. Este pequeno ensaio não tem pretensão de esgotar o
assunto ou substituir o trabalho do Psicólogo, mas sim
demonstrar a importância deste na Comissão Técnica.
A performance do atleta, seja ela técnica, física ou
tática se chama antes de mais nada ATITUDE. Vai em letra
maiúscula porque a despeito do todo arsenal que usamos na
tentativa de preparar nosso atleta, estão nas atitudes que
ele toma a essência do rendimento desportivo.
A boa performance de uma equipe de Futsal durante as
competições ,está intimamente ligada a concentração de nosso
atleta, durante os jogos. É muito comum escutarmos os
treinadores anunciarem, antes das partidas: “ Quem errar menos
vai vencer o jogo “ ou “Futsal é como um jogo de sete
erros” ,etc.
O Treinador sabe que a materialização das ações táticas
treinadas, depende fundamentalmente das ações dos jogadores em
quadra. O treinador pede , até exige, mas não tem o poder
transformador dentro do jogo, porque não chuta , não passa, não
faz gol, enfim é um indicador de caminhos, mas sempre depende
dos atletas para marcar seus “tentos”. Invariavelmente chamado
de burro e de outros títulos impublicáveis, acaba levando essa
fama, por força da má performance do jogador.
Então para fechar o circuito das variantes que intervem
na performance do atleta, não esqueçamos do preparo mental ou
psicológico, muito importante para equipes de qualquer nível.
Tenho dito que quando duas equipes se enfrentam, sejam de
que nível forem, e tenham um momento de preparação parecido no
aspecto técnico ,tático e físico, o que acaba determinando a
vitória é a concentração mental da equipe. É aquele “errar
menos” a que nos referíamos a inicio deste ensaio.
Se vence uma partida de muitas formas. Pela
superioridade física ,tática e sobretudo técnica mas quando
duas equipes se equivalem, em qualquer nível ,é o emocional que
acaba decidindo. O arsenal de expressões populares no esporte e
no Futsal demonstra o quanto se comenta de forma intuitiva o
aspecto emocional, como por exemplo: " Fulano pipocou " , "
aquele pai nervoso fez a criança chorar durante a partida " , "
esse resultado de 2 X 0 à favor é um placar perigoso " , "
vamos pra cima deles " , " o bicho vai pegar " , são expressões
conhecidas em nosso meio. São as nossas atitudes e as de nossos
atletas que vão materializar os resultados , sendo fundamental
para tanto o bom condicionamento mental.
Nosso jogo é essencialmente associativo. É através da
troca de passes que se chega ao gol adversário. Isto mostra a
interdependência que existem entre os elementos de uma equipe.
Portanto se uma peça tomas atitudes em desacordo com os demais,
o resultado quase sempre é fracasso. A busca da melhor
preparação nas equipes de bom nível ,já está a exigir a
presença do Psicólogo Desportivo ,como instrumento para
fortalecer o grupo emocionalmente. Discutir suas
potencialidades afim de não subestimar adversários, discutir
suas fragilidades afim de não superestimá-los.
Desenvolver técnicas de interação do grupo, tornando-o
realmente uma equipe, colocando o objetivo da equipe acima de
objetivo individual. Mostrar que no grupo, todos mas todos
mesmo tem grande importância para fazer funcionar uma equipe
que se dispões a buscar vitórias.
Tenho acompanhado o trabalho brilhante de alguns psicólogos
esportivos, durante estes últimos anos, entre eles a Dra.
Melissa Voltarelli na ADC GM de São Caetano do Sul e
posso atestar a importância deste tipo de profissional na
comissão técnica das equipes de Futsal. Transmitir confiança,
sentido de equipe(não somos nada sozinhos) e auto controle são
preponderantes na hora de competir e vencer.
Acompanhe ,como, leitura recomendada algumas atividades
sugeridas pela Dra. Melissa. Sugiro também os títulos escritos
pela Dra. Suzy Fleury que apesar de sua experiência exclusiva
com o Futebol Profissional, nos dá uma boa idéia do que seja
estar com um grupo de atletas e saber motivá-los ou pelo menos
não desmotivá-los ,o que já seria um grande feito. Nós
treinadores, em determinadas equipes, fazemos de tudo um pouco.
Somos ao mesmo tempo, motoristas, supervisores, médicos,
massagistas e motivadores. É através da nossa capacidade de
convencimento que começamos a modificar nossa equipe para
melhor.
2 _ O Futsal e os Pais dos Atletas das Divisões de Base

Adaptado do texto de Bill Burgess - Treinador Americano de


Natação /Publicado no jornal “ O Estado do Maranhão” em
07/11/99 .
Desde que o Futsal é Futsal discuti-se muito as atitudes
dos pais perante os Atletas , Treinadores e Clubes . Que
contribuição , negativa ou positiva estes tem dado nestas
quadras da vida . Antes de mais nada é preciso que se entenda
que enquanto nós , Treinadores convivemos com as crianças 5,6
horas por semana ou menos , seus responsáveis estão com elas
24 horas por dia , a influenciar em tudo nas suas vidas ,
aliás como não poderia deixar de ser . Que ser é este que se
transforma “fora das 4 linhas” , à ponto de muitos nos ajudar
ou colocar tudo à perder ?
Penso que a melhor forma de estudarmos o problema é
colocá-lo sobre a ótica da criança , ser em transformação
permanente e portanto com as dificuldades pertinentes de quem
ainda busca sua completa maturação biológica e social .
Os Pais antes de mais nada devem desenvolver na
criança o gosto pela sensação de competir e sempre tentar
melhorar , pois está aí a essência do maior jogo , o jogo
de vencer na vida .
As crianças dever ter a certeza que perdendo ou
ganhando você o ama , reconhece seu esforço e assim ela
estará sempre pronta para fazer o melhor possível, sem
medo de errar e que os pais são as pessoas com quem pode
contar a qualquer momento .
Os pais devem ser completamente honestos sobre a
capacidade honesta de seus filhos , suas atitudes na
competição , seu espírito esportivo e nível de habilidade
e não devem transformar suas expectativas em pressões
sobre a criança , pois daquele pequeno uniforme existe
pensamento , sentimento e um espírito que necessita de
muita compreensão sobretudo quando as coisas não saem à
contento .
Os pais devem conhecer bem as pessoas com quem seus filhos
trabalham , na certeza de que estarão sendo bem encaminhados no
Futsal e claro por conseqüência , na vida . Conhecer o Treinador
, suas atitudes , mas nunca entrar em confronto com ele , pois
você pode acabar rompendo a suave linha de separação entre o
encanto e o desencanto do seu filho pelo desporto .
Não se esqueça que a tendência das crianças , é sempre
exagerar tanto nos elogios quanto nas críticas e temperando
suas reações você formará uma melhor opinião .
Por último , entendo que a coragem é uma qualidade relativa ,
tanto em você quanto na criança . Subimos montanha mas temos
medo de lutar . Outros lutam bravamente mas tem medo de baratas.
Coragem não é ausência de medo e sim uma maneira de
enfrentar situações a despeito do medo ou do desconforto .
Imagino que não deva ser fácil ser Pai de atleta mas você deverá
estar recompensado quando seu filho no futuro disser : “ Meus
pais muito me ajudaram na vida e no Futsal!!!!!”
3. A Capacidade Volitiva do atleta de Futsal

Já comentamos em outros ensaios , que apesar de todos os


esforços do treinador para ensinar os caminhos técnicos e
táticos aos atletas , a sua participação é relativa , já que
ele não entra na quadra , não faz gol , não bate pênalti , etc
...
É o atleta , com a sua capacidade de tenta realizar o
melhor possível , que materializa as atitudes que podem levar
a vitória ou ao fracasso .
Mas , ao nosso ver , a condição básica para realizar o melhor
possível é o desenvolvimento é uma excelente capacidade
Volitiva , ou seja , a educação da vontade , que chamamos
de determinação , garra , coragem e até outro adjetivos mais
ou menos impublicáveis , mas que fazem parte do acervo de
sinônimos ; aquilo que chamamos o “algo mais” em um jogador
especificamente e na sua equipe , como um todo . A atitude do
Treinador é básica para o desenvolvimento desta qualidade ,
pois ele precisa o tempo todo incentivar seus atletas . Não
hesite nas decisões , ainda que o futuro mostre que você
estava errado . A hesitação é muito pior e tudo isso termina
na atuação da equipe dentro da quadra . Na prática , alguns
jogos técnicos incentivam a coragem de tentar realizar o
imprevisível , tais como :
Jogo do passe para frente - 5x5 com 2 goleiro - Não é
permitido passar para o lado (na mesma linha da bola) ou
para trás (passe se segurança ou recomeço) .
Jogo de Drible - 5x5 com 2 goleiros - Ao comando quem tem a
bola tem , obrigatoriamente , que tentar driblar seu
marcador .
São dois exemplos de jogos simples , que incentivam
jogadores de qualquer nível se “arriscar” . Acreditamos que
os jogadores ou equipes que se acostumam a correr riscos
calculados (não é suicídio!!!!) são muito mais responsáveis
e atentos . Alguns treinadores sabedores disso , incentivam
suas equipes a atacar e marcar , fora do convencional , o
que acaba acovardando os adversários , que não estão prontos
para a surpresa do inusitado .
Tente modificar a vontade do jogador medroso , aquele
que “arrebenta” contra os adversários de menor porte ou em
partidas sem muita importância , mas que quando chega no
momento decisivo , desaparecem no jogo , ou simulam
contusões para não estar ou sair delas .
Portanto uma equipe é reflexo das atitudes do seu treinador .
Se este é calmo demais , hesita quando deve decidir ou
posterga a resolução dos problemas , necessariamente sua
equipe será assim também. Busque meios e crie uma base de
confiança para que seus atletas se sintam animados a criar ,
a surpreender , a arriscar . Vontade é tudo no nosso jogo .É
meia partida vencida e impressiona os adversários menos
preparados para surpresas.
DINÂMICAS DE GRUPO – DRA. MELISSA VOLTARELLI

TEMA CENTRAL: Resolução de problemas em equipe.

OBJETIVOS: Mostrar a importância do trabalho em equipe,


cooperação, comunicação e concentração.

MATERIAL: 1 rolo de barbante, 1 garrafa, 1 caneta.

DISPOSIÇÃO E TAMANHO DO GRUPO: O grupo deverá estar em


círculo e em pé, numa sala livre de cadeiras e mesas, onde o
círculo possa se movimentar. Use todos os atletas que estarão
participando do Mundial (titulares e reservas).
PROCEDIMENTO: O grupo deverá ser informado que terão um
desafio para resolver e deverão fazê-lo cumprindo algumas
regras.
Em um canto da sala estarão os barbantes cortados e
amarrados por um nó (o tamanho aproximado é de um metro e
meio e deverá ter tantos barbantes quanto o número de
participantes). Cada participante segura em uma ponta do
barbante formando um círculo, no centro do círculo (no ponto
de encontro dos barbantes) amarra-se uma caneta. Em seguida
coloca-se a garrafa no chão afastada do grupo.
A tarefa consiste em transportar a caneta para dentro
da garrafa obedecendo-se as seguintes regras:
- é proibido deixar a caneta encostar no chão.
- é proibido deixar o barbante frouxo.
- é proibido soltar o barbante.
- o grupo deve permanecer em círculo durante a execução da
tarefa.
Caso alguém arrebente o barbante, para se o jogo,
retorna ao ponto de partida, amarra o barbante e recomeça a
atividade.
Pode –se limitar o número de tentativas.
DISCUSSÃO: Peça aos participantes para sentarem no chão,
mantendo o círculo, inicie e discussão perguntando como
eles se sentiram, o que eles puderam tirar do jogo e
como o trabalho em equipe se torna fundamental no
futsal. Discuta como foi a cooperação e como é
importante se comunicar para conseguir resolver um
problema. E como a atenção e a concentração se tornam
fundamentais para o trabalho em quadra.
Use o texto “Os Gansos e as equipes” para complementar a
discussão.
Termine mostrando a eles que ser uma equipe nada
mais é do que um conjunto de pessoas que compartilham
dos mesmos objetivos, buscando atingi-los de maneira
constante, com a interação entre os membros, o modo como
percebem uns dos outros, do que esperam de si e do
outro, comunicando-se bilateralmente.
OS GANSOS E AS EQUIPES
Quando você vê gansos voando em “V”, pode ficar curioso
quanto às razões pelas quais eles escolhem voar dessa forma.
Assim, cientistas fizeram algumas descobertas a respeito:

1) À medida que cada ave bate suas asas, ela cria uma
sustentação, um “vácuo”, para a ave seguinte. Voando em
formação “V”, o grupo todo consegue voar pelo menos 71% a
mais do que se cada ave voasse isoladamente.
Pessoas que compartilham uma direção em comum e um senso de
equipe pode atingir seu objetivo mais rápido e mais
facilmente, pois estarão contando com a ajuda de outros e se
apóiam na confiança umas das outras.

2) Sempre que um ganso sai fora da formação, ele subitamente


sente a resistência e o arrasto por tentar voar sozinho e,
de imediato, retorna à formação aproveitando o poder de
sustentação da ave que está à sua frente.
Existe força, poder e segurança, em grupo, quando
se viaja na mesma direção com pessoas que compartilham um
objetivo em comum. Devemos ter a sensibilidade de aceitar e
prestar ajuda aos outros.
3) Quando o ganso líder se cansa, ele reveza, indo para trás
na formação e, imediatamente, outro assume a ponta.
As pessoas dependem umas das outras e é vantajoso o
revezamento quando se necessita fazer um trabalho árduo.
4) Os gansos de trás grasnam para encorajar e incentivar os
da frente e, assim, manterem o ritmo e a velocidade.
Todos necessitam ser reforçados com apoio e encorajamento
por parte dos companheiros.
5) Quando um ganso adoece ou se fere e deixa o grupo, dois
outros saem da formação para ajudá-lo e protegê-lo. Eles o
acompanham até que ele esteja apto a voar de novo e, então
reiniciam a jornada os três juntos ou juntam-se a outra
formação até encontrarem seu grupo original.
A solidariedade nas dificuldades é imprescindível em
qualquer situação.
Para que o grupo se desenvolva é fundamental ser ganso
voando em “V” e devemos nos lembrar freqüentemente de dar um
grasnado de encorajamento, apoiando uns aos outros.
Exercício 1 – DESCOBRINDO QUALIDADES

1) TEMA CENTRAL: Trabalhar auto-estima.

2) OBJETIVOS: Mostrar a percepção que a pessoa tem do outro e


de si mesmo.

3) MATERIAL: folhas de sulfite, canetas e fita adesiva.

4) DISPOSIÇÃO E TAMANHO DO GRUPO: O grupo deverá estar em


círculo e em pé, numa sala livre de cadeiras e mesas, onde
todos possam se movimentar. Use todos os atletas que estarão
participando do Mundial (titulares e reservas).
5) PROCEDIMENTO: Cortar as folhas de sulfite num tamanho que
de para colar nas costas dos atletas. O grupo deverá ser
informado de que cada um terá colado em suas costas um pedaço
de papel em branco e uma caneta.
Eles deverão, caminhar pela sala e ir escrevendo nas
costas de seus companheiros uma qualidade. Cada pessoa deverá
escrever nas costas de todos, ou seja, caso tenha 15 atletas
cada um deverá ter escrito no seu papel 14 qualidades. Frisar
que só devem ser escritas qualidades e cada um escreve uma
qualidade por pessoa.
Pode-se mudar o procedimento, caso não queira colocar
o papel nas costas peça para que eles fiquem sentados,
coloquem seu nome na folha e vá passando no sentido horário
para que cada um escreva a qualidade da pessoa que é dona do
papel.
6) DISCUSSÃO: Peça aos participantes para sentarem no chão,
mantendo o círculo, inicie e discussão perguntando o que
eles acharam do que escreveram no papel, o que eles
esperavam, como eles se sentiram. Mostre que toda a pessoa é
importante, acredite em você, que você pode conseguir, que
tem qualidades que ajudam o grupo e complementam outros
jogadores. Use todo o seu potencial, some com os demais e
você verá que todos os limites desaparecerão.
Você pode estar usando para completar a discussão o texto “A
Águia que (quase) virou galinha” e “A Maquina de Escrever”.
A MÁQUINA DE ESCREVER
Emborx minhx m’xquinx de escrever sejx xntigx, elx
funcionx bem com exceç~xo de umx teclx.
Você pode pensxr que, com todxs xs outrxs teclxs
funcionxndo xdequxdxmente, umx que n~xo funcione
dificilmente ser’x notxdx, mxs umx simples teclx desregulxdx
pxrece xrruinxr todo o esforço.
Você pode dizer pxrx si mesmo:
“Bem, sou xpenxs umx pessox.”
Ninguém perceber’x se eu n~xo me esforçxr xo m’xximo.
Mxs fxs diferençx porque um time, pxrx ser cxmpe~xo,
necessitx dx pxrticipxç~xo de cxdx um dxndo o m’xximo de sux
cxpxcidxde.
Xssim, dx próximx vez que pensxr que n~xo é importxnte,
lembre-se dx minhx velhx m’xquinx de escrever.
VOCÊ É UMX PESSOX-CHXVE.
A ÁGUIA QUE (QUASE) VIROU GALINHA
Essa estória é sobre uma águia que foi criada num
galinheiro, e foi aprendendo o jeito galináceo de ser, de pensar, de
ciscar a terra, de comer milho, de dormir em poleiros...
E na medida que aprendia, ia esquecendo as poucas lembranças
que lhe restavam do passado. E ela desaprendeu
O cume das montanhas,
Os vôos nas nuvens,
O frio das alturas,
A vista se perdendo no horizonte,
O delicioso sentimento de liberdade...
Como não havia ninguém que lhe falasse dessas coisas, e
todas as galinhas cacarejassem as mesmas coisas, ela acabou por
acreditar que ela não passava de uma galinha com perturbação
hormonal, tudo grande demais, aquele bico curvo, sinal certo de
anomalia, e desejava muito que seu cocô tivesse o mesmo cheiro do
cocô das galinhas...
Um dia apareceu por lá um homem que vivera nas montanhas e
vira o vôo orgulhoso das águias.
“Que você faz aqui?”, ele perguntou.
“Este é o meu lugar”, ela respondeu. “Todo mundo sabe que
galinhas vivem em galinheiro, comem milhos, ciscam o chão, botam
ovos e finalmente viram canja: nada se perde, utilidade total...”
“Mas você não é galinha”, ele disse. “É uma águia”.
“De jeito nenhum. Águia voa alto. Eu nem sequer voar
sei. Pra dizer a verdade, nem quero. A altura me dá
vertigens. É mais seguro ir andando, passo a passo...”
E não houve argumento que mudasse a cabeça da águia
esquecida. Até que o homem, não agüentando mais ver aquela
coisa triste, uma águia transformada em galinha, agarrou a
águia à força, e a levou até o alto de uma montanha e
disse: “Águia, todo esse horizonte é seu. Todo esse espaço
infinito é seu. Veja lá longe o cantinho onde foi criada e
olhe esse espaço imenso à sua volta. Tudo isso é seu.
Voe, águia!”.
A pobre águia começou a cacarejar de terror, mas o
homem não teve compaixão: jogou-a no vazio do abismo. Foi
então que o pavor, misturado a memórias que ainda moravam
em seu corpo, fez as asas baterem, a princípio em pânico,
mas pouco a pouco com tranqüila dignidade, até se abrirem
confiantes, reconhecendo aquele espaço imenso que lhe fora
tirado, voou como águia pela primeira vez. E ela finalmente
compreendeu que não era galinha, mas sim águia... Os
horizontes se abriram... Os limites sumiram...
Esses são outros textos sobre acreditar em si e
vencer:

“Ser um VENCEDOR:

É descobrir a força interna capaz de gerar hormônios de


alta performance e, conseqüentemente, alcançar os mais
incríveis resultados.
É acreditar quando a maioria sorri.
É sonhar e trabalhar duro na realização desses sonhos.
É persistir, persistir e persistir mesmo quando as
chances parecerem impossíveis.
É encontrar-se com as dificuldades, transformando-as em
desafios.
É preparar-se para o caminho a ser percorrido.
E é também sentir intensamente o prazer da vitória.”
Sim, eu posso.

Se você PENSA que está vencido, você está,


Se você PENSA que não ousa, não faz.
Se você gostaria de vencer, mas PENSA que não pode.
É quase certo que perderá.
Se você PENSA que perderá, já perdeu.
Pois neste mundo constatamos
Que o sucesso começa com a vontade,
Que tudo é um estado de espírito.
Se você PENSA que está superado, já está.
Você precisa PENSAR alto para subir
É preciso confiar em si mesmo
Antes de ganhar o prêmio máximo.
As vitórias nem sempre vão para o mais forte ou mais rápido,
Mas, cedo ou tarde, quem vence é aquele que PENSA que pode!

ACREDITE SEMPRE QUE VAI DAR CERTO!


TREINAMENTO MENTAL

TEMA CENTRAL: Visualização do jogo.

OBJETIVOS: Através da visualização do jogo o atleta pode ter


a sua ansiedade levada a níveis ideais e a correção de
possíveis erros.

MATERIAL: não há. É opcional o uso de colchonetes.


DISPOSIÇÃO E TAMANHO DO GRUPO: O grupo deverá estar deitado
no chão ou em colchonetes, numa sala livre de cadeiras e
mesas.
PROCEDIMENTO: O grupo deverá ser informado que irão fazer um tipo de
relaxamento e a partir daí criarão um filme do jogo na sua cabeça.
Procure não ultrapassar os 20 minutos. Pode-se seguir o roteiro abaixo.
Peça para que os atletas procurem uma posição confortável, fechem os
olhos e relaxem.
Comecem a prestar atenção na sua respiração, concentre-se apenas
na respiração. Agora cada um de vocês deve imaginar o local da
competição. Como é esse lugar? Imagine todos os detalhes, as pessoas
que vão estar lá. (pausa).
Imagine o time adversário... Agora imagine o seu time e por
último, veja você. Imagine tudo, sua roupa, seu cabelo, observe seu
rosto, coloque nele um sorriso de alegria.
Comece a imaginar o jogo, todos os detalhes, desde o aquecimento
e tudo o que você fará. Todos os seus movimentos, as seqüências;
visualize seu corpo, tudo, não se esqueça de nada. Imagine o jogo
perfeito, sem falhas. (faça uma grande pausa +- 10minutos)
O jogo está terminando, você venceu, veja você e seus
companheiros sorrindo, felizes com a conquista.
Diga que eles podem abrir os olhos devagar, se alonguem e tragam
consigo a sensação de confiança.

DISCUSSÃO: Terminado pergunte se alguém quer fazer algum comentário.


VISUALIZAÇÃO
TEMA CENTRAL: Visualização.

OBJETIVOS: Através da visualização ajuda o atleta a ficar relaxado e


ao mesmo tempo completamente alerta.

MATERIAL: não há.

DISPOSIÇÃO E TAMANHO DO GRUPO: Cada atleta ira buscar um local quieto


no ginásio que seja seu local favorito, ou pode permanecer no
vestiário.

PROCEDIMENTO: Quinze ou vinte minutos antes do jogo peça para que os


atletas sentem-se calmamente em algum lugar tranqüilo e crie um
filme em sua cabeça sobre o que irá acontecer. Crie imagens do
homem que tem que marcar, visualize a si mesmo marcando seus
movimentos, o que pode acontecer durante a partida. Quando começar
o jogo, não force as jogadas, permita que elas se desenrolem
naturalmente.

DISCUSSÃO: Terminado peça novamente que eles se reúnam no vestiário,


pergunte se alguém quer fazer algum comentário ou peça para que
cada um diga uma palavra de incentivo ao grupo.
A MACIEIRA ENCANTADA
Era uma vez, um reino antigo e pobre situado perto de uma
grande montanha.
Conta à lenda de que, no alto dessa montanha havia uma
macieira mágica, que produzia maçãs de ouro. Para colher as maçãs era
preciso chegar lá, enfrentando todas as situações que aparecessem no
caminho, porém nunca ninguém havia conseguido essa façanha.
O rei do lugar resolveu oferecer um prêmio àquele que se
dispusesse a fazer essa viagem e conseguisse trazer as maçãs, pois
assim o reino estaria a salvo da pobreza e das dificuldades que o povo
enfrentava. O prêmio seria escolhido pelo vencedor e incluía a mão da
princesa em casamento. Apareceram três valorosos e corajosos
cavaleiros dispostos a essa aventura tão difícil. Eles deveriam seguir
separados e, por coincidência, havia três caminhos:

1º - rápido e fácil, onde não havia nenhum obstáculo e nenhuma


dificuldade.

2º - rápido e não tão fácil, pois havia algumas situações a serem


enfrentadas.

3º longo e difícil, cheio de situações trabalhosas.


Foi feito um sorteio para ver quem escolheria em primeiro
lugar um desses caminhos. O primeiro sorteado escolheu, naturalmente,
o primeiro caminho. O segundo escolheu o segundo caminho. O terceiro,
sem nenhuma outra opção, aceitou o terceiro caminho.
Eles partiram levando consigo apenas uma mochila contendo
alimentos, agasalhos e ferramentas.
O primeiro, com muita facilidade chegou até a montanha, subiu,
feliz por acreditar que seria o vencedor. Quando se deparou com a
Macieira Encantada aconteceu o que ele não esperava, ela era
inatingível. Como chegar até as maçãs? Elas estavam em galhos muito
alto. Não havia como subir. Ele não possuía nenhum meio de chegar ata
lá em cima e decidiu esperar o segundo para resolverem juntos a
questão.
O segundo enfrentou a primeira situação com a qual se deparou,
porém, logo em seguida apareceu outra, e mais uma e mais outra, sendo
alguma delas um tanto difícil de superar. Ele acabou ficando cansado
e esgotado. Quando se deu conta de seu estado físico, desistiu e
voltou para aldeia.
O terceiro teve seu primeiro teste quando acabou sua água, ele
chegou a um poço, mas, quando puxou o balde, arrebentou a corda e
então, ele com suas ferramentas e alguns galhos, improvisou uma
escada para descer até o poço e retirar a água para matar sua sede.
Resolveu levar consigo sua escada e também a corda remendada.
Percebeu que estava começando a gostar muito dessa aventura.
Depois de descansar, seguiu viagem e precisou atravessar um
rio com uma forte correnteza. Construiu então, uma pequena
jangada e com uma vara de bambu como apoio, conseguiu chegar
ao outro lado do rio, protegendo todo o material que levava
consigo, inclusive a jangada, para se caso precisasse.
Em um outro ponto do caminho ele teve que cortar o mato denso
e passar por cima de grandes troncos. Com esses troncos ele
fez rodas para facilitar o transporte do seu material, usou a
corda para puxar.
E, assim sucessivamente, a cada nova situação que surgia, ele
calmamente ia fazendo uso de tudo o que estava aprendendo na
viagem e de todo o material que guardara, resolvendo
facilmente a questão.
A viagem foi longa, cheia de situações diferentes, de
detalhes, e logo chegou o momento esperado, quando ele se
defrontou com a Macieira Encantada. O primeiro havia cansado
de esperar e também retornara ao povoado.
O encanto da Macieira tomou conta do terceiro. Ela era tão
linda, grande, alta. Os raios de sol refletiam nos frutos
dourados irradiando uma luz imensa que o deixou extasiado.
Depois do impacto ele se pôs a trabalhar e preparou
cuidadosamente seu material, fazendo uso de todos os seus
recursos. Transformou a jangada numa grande cesta para
guardar as maçãs, subiu na árvore pela escada, usou o bambu
para empurrar as maçãs mais altas e mais distantes. O
trabalho havia se transformado em prazer. Depois de encher a
cesta com as maçãs e com a certeza de que poderia voltar ali
quando quisesse, ele agradeceu a Deus por ter chegado, por
ter conseguido concluir seu objetivo. Agradeceu
principalmente a si mesmo pela coragem e persistência na
utilização de todos os seus recursos, como inteligência e
criatividade.
Voltou pelo caminho mais fácil, levando consigo os frutos de
seu trabalho e de seus esforços, frutos esses colhidos com
muita competência e merecimento.
E o resto da história vocês podem imaginar, ele salvou o
reino, se casou com a princesa e eles
VIVERAM FELIZES PARA SEMPRE...
A RAINHA ABELHA
Os dois filhos de um rei partem em busca de uma aventura e
levam uma vida tão desregrada que nunca mais retornam ao lar. O
terceiro e mais jovem dos filhos, chamado Simplório, parte para
encontrá-los e com muita persistência consegue. Mas os irmãos
zombam dele achar que, na sua simplicidade, poderá se sair na
vida melhor do que eles, que são supostamente muito mais
sabidos.
Viajando os três irmãos pelo mundo, chegam a um formigueiro. O
mais velho deseja destruí-lo só para gozar o terror das
formigas. Simplório não permite e diz: “Deixe os animais em
paz, não vou permitir que os perturbem”. Em seguida, chegam a
um lago onde os patos estão nadando. Os irmãos mais velhos, só
considerando suas vontades e prazeres, querem pegar alguns
patos e assá-los. Simplório também os impede. A viagem continua
e eles chegam a um ninho de abelhas, os irmãos desejam queimar
a árvore que sustenta a colméia para conseguir o mel. Simplório
novamente interfere, insistindo que os animais não devem nem
ser perturbados nem mortos.
Os três irmãos finalmente chegam a um castelo onde tudo foi
transformado em pedra ou se encontra em sono profundo, com exceção de
um anãozinho grisalho que os deixa entrar, os alimenta e os deixa
dormir. Na manhã seguinte o anãozinho apresenta, ao mais velho, três
tarefas que devem ser realizadas no prazo de um dia, para desmanchar
o feitiço lançado contra o castelo e seus habitantes. A primeira
tarefa é juntar mil pérolas que estão espalhadas e escondidas no
musgo da floresta. O irmão é advertido que se falhar será
transformado em pedra. O filho mais velho tenta e falha, o mesmo
acontece com o segundo irmão.
Quando chega a vez de Simplório, ele vê que também não está à
altura da tarefa e sente-se derrotado, no entanto, nesse ponto as
cinco mil formigas que ele salvou vêm em sua ajuda e juntam as
pérolas para ele. A segunda tarefa é buscar a chave dos aposentos da
filha do rei dentro de um lago. Desta vez os patos que Simplório
protegeu chegam, mergulham no lago e entregam-lhe a chave. A tarefa
final é selecionar dentre três princesas adormecidas que parecem
todas iguais, a mais jovem e mais meiga. A rainha da colméia que
Simplório salvou vem, agora em sua ajuda e pousa nos lábios da
princesa que ele deve escolher. Com as três tarefas realizadas, o
feitiço é rompido e o encantamento tem fim. Todos os que estavam
dormindo ou transformados em pedra - incluindo os dois irmãos de
Simplório - retornam à vida. Simplório casa-se com a princesa e herda
o reinado.
OBS: As formigas, patos e abelhas simbolizam os recursos
internos que a pessoa adquiriu ao longo do treinamento e que o ajuda
a superar obstáculos.
UM TIME DE ÁGUIAS
Mike Singletary

Mike Singletary foi jogador de futebol americano e


conseguiu ganhar o torneio mais importante dos EUA, o NFL
(National Football League). Porém há algum tempo a equipe não
entra mais no Superball e isso foi algo que os atletas não
perceberam que poderia acontecer na época, eles não achavam
que alguém os venceriam e talvez ninguém pudesse. Eles
próprios se derrotaram, orgulho, egoísmo e complacência, esses
foram seus inimigos. Eles ficaram gananciosos, cada um passou
a achar que era a razão do sucesso, se tornaram,
independentes, cada um achou que não precisava mais do outro,
‘o que ele faz é problema dele vamos chegar lá, fazer o
serviço e nada mais.’. Começaram a brincar de achar o culpado,
quando algo saía errado, achavam desculpas, perderam uma força
muito especial: a capacidade de cada um assumir o que fez,
pararam de se comunicar, de compartilhar as metas e equilibrar
as habilidades. Perderam a visão, esqueceram a lição que
transformou companheiros em águias. Pararam de jogar como um
time, não eram nem mais águias, estavam levando excesso de
bagagem pessoas. O que eles não entenderam é que um time,
mesmo de águias é algo muito especial, muito frágil.
Mas não foi sempre assim. Como tudo começou:

“Para Mike, entre todas as criaturas que há na terra, a


que ele mais admira é a águia, por seu poder, sua graça e sua
independência. A águia, voando alto, encontra-se em paz total
consigo mesma e com controle absoluto da situação”.
Às vezes gosto de me imaginar como uma águia, um
indivíduo completo, alguém com total confiança em sua
capacidade de sobreviver e ter sucesso. Os amigos me olham
engraçado quando me ouvem dizer isso, como pode, Mike
Singletary o cara que prega o trabalho em equipe dia e noite,
capitão da defesa do time por mais de 10 anos, beck central do
time de futebol americano, vencedor do Superball e Campeão
Mundial pelo Bears de Chicago, Mike Singletary, a águia
solitária.
Eles não entenderam, tornar-se uma águia é o primeiro
passo do trabalho de equipe. É o lugar para começar se você
quiser se tornar o melhor jogador do time que poderia ser.
Mike diz que nasceu mais para pardal do que para águia,
cresceu num lar partido, sem muitas oportunidades, mas com um
sonho, ele queria ter sucesso na escola e no campo de
futebol.
Na universidade sofreu dois golpes que ensinaram coisas
que o tornaram melhor como membro de um time.
Primeiro: o treinador, ele não se espantou tanto comigo como
eu mesmo. Ele admirava minha determinação, mas me disse que
eu estava bem no limite de ser orgulhoso e independente
demais para ser um grande jogador de futebol, ele insistiu
que eu escutasse os técnicos e aprendesse tudo o que pudesse
com meus colegas.
Segundo: a professora de inglês, ela pediu uma redação e sem
pensar muito no assunto escrevi algumas coisas nas horas
vagas e entreguei. Ela me devolveu com um grande zero, me
olhou nos olhos e disse: ‘nunca mais me entregue um trabalho
que não tenha feito com dedicação.’.
Eles ensinaram a me comunicar e sempre dar o melhor
de mim. Essas são as habilidades básicas e essenciais de que
se precisa para ser uma águia. São habilidades que você
precisa ter se quiser voar.
As águias são pessoas equilibradas. As águias sabem
quem são e o que são, conhecem seus pontos fracos e fortes.
Se você for uma águia, estará bem à vontade consigo
mesmo para entender o quadro geral e o seu papel nele, não
precisa de subterfúgios, você é direto e transparente com os
outros. Uma águia é uma só. Uma águia é tudo. Uma águia é o
componente fundamental de um time vencedor, que é sempre
composto de grandes realizadores individuais contribuindo com
talentos especiais, conhecimento, sabedoria e, acima de tudo,
dedicação. O membro eficaz de um time é uma águia, um
realizador com alto grau de auto consciência e um amor
próprio construtivo.
Mas é preciso muito mais do que a contribuição
individual da águia para perseverar, para vencer. É preciso
coragem e maturidade para pegar todo esse talento que você
possui e compartilhar sem egoísmo com os outros membros de
seu time para que sejam grandes. Juntos!
Um time é como uma família, ele se mantém unido com
honestidade, confiança e respeito, cada um de nós tem seu
próprio lugar na família e se algum de nós não cumprir a sua
parte a família irá sofrer.
Num time todos precisam saber que a sua função é a
mais importante de todas, num time todos precisam se
envolver, não pode haver nenhum peso morto. Num time, se
alguém não conseguir chegar lá por um pouquinho, outro
precisa ir lá e completar esse vazio. Num time se alguém
tiver um problema, esse problema é de todos, se algum dia
chegarmos a ponto de achar que a pessoa ao nosso lado ou
abaixo de nós não é importante vamos cair de bico, não
importa a altura que voamos. A grande capacidade da águia
precisa estar lá ou então você não serve para entrar em
campo.
OS BEARS DE CHICAGO

Quando entrei no time, cada um de nós era uma águia,


cada jogador trazia algo de especial para o time: bloqueio,
drible, passe, corrida, ataque, defesas especiais. Tínhamos
todo o talento de que precisávamos, mas não tínhamos
aprendido a juntar as peças, não éramos maduros o bastante
para ser um time, tínhamos de aprender alguma coisa nova,
tínhamos que aprender a trabalhar juntos tínhamos de aprender
a apreciar as diferenças que cada um trazia para o time,
tínhamos de aprender como vencer.
A primeira coisa que tínhamos para aprender era ter uma
meta, essa era a parte mais fácil. O time queria ganhar, não
só o próximo jogo ou o campeonato, queria ganhar o prêmio
máximo, ser reconhecido como a melhor equipe de futebol
americano do mundo. Essa era a meta comum, sabíamos para onde
estávamos indo, dançávamos a mesma música.
Aprender as habilidades dos outros jogadores era o
segundo passo, um pouco mais difícil, pois, para superá-la,
você precisa prestar atenção não somente nas suas
necessidades, mas especialmente nas de seus colegas. ‘Os
seus valores podem equilibrar as minhas fraquezas?’, “Meus
valores podem equilibrar as suas fraquezas?’”, Nós
compensamos o que falta no outro pelo bem do time como um
todo?’.
A terceira lição era mais difícil, aprender a se
comunicar uns com os outros dentro do time, isso pode ser
brutal, pois algumas coisas que você tem para compartilhar
podem não ser agradáveis, é preciso encontrar o equilíbrio
entre o feedback negativo e o positivo, do contrário a
experiência pode ser devastadora. Vai ser preciso dizer as
coisas boas sem sarcasmo nem egoísmo e as coisas ruins sem
ser cruel e tão pouco destrutivos. Vai ser importante
aprender a ouvir críticas e ficar com raiva, superá-la e
melhorar.
A quarta lição exige mais concentração, pois você
nunca será o melhor apenas com boas intenções. Precisa saber
o que está fazendo, melhorando sempre. Você precisa fazer
sempre mais uma pergunta, trocar mais uma idéia, precisa
saber que nunca aprenderá tudo e reconhecer que sempre há
muito mais para aprender. Você precisa ainda reconhecer a
verdade brutal de que, se seu conhecimento e sua habilidade
pararem de crescer, você e sua equipe também pararão de
crescer e no final você perde.
Havia mais uma lição a aprender e foi muito dura,
aprender a executar, depois de refletir e assimilar as
outras quatro é fundamental colocar isso em prática nos
treinos e durante cada partida, sob a pressão do jogo.
Se você for mesmo uma águia e conhecer a sua arte deve
saber como fazer a sua parte, mas precisa saber como
encaixar, perfeitamente, suas habilidades com as de todos os
outros do time. Mas isso exige prática, golpes duros,
experiência, fracassos e sucessos até que todo mundo no time
pense igual, tenha as mesmas idéias e sua execução seja
absolutamente perfeita.
Se você quer jogar em um time vencedor, não pode
esquecer esses detalhes, não pode se dedicar menos que o
envolvimento total. Para que um bando de águias se
transformasse num time vencedor eles tiveram que confiar uns
nos outros, discutir problemas e chegar a decisões, superar
barreiras, compartilhar perigos e sofrimentos.
E, no final de um dos melhores torneios da NFL, nós
conseguimos. Ganhamos o Superball. Éramos os melhores.
Estávamos voando alto. Éramos um time de águias mesmo
Bears significando ursos.

“Um time de águias comprometidas umas com as outras é


que nos leva a vitória”
Capítulo VIII

Mundo Futsal

O Futsal pelo Mundo

Aqui estamos neste simpático país da América Central e tudo


em nome dessa incrível “cachaça” chamada Futsal . Vivemos a
expectativa de pela primeira vez disputar o quarto campeonato
mundial de Futsal da FIFA e ao mesmo tempo ter a honra de sediá-
lo . A estrutura encontrada aqui é muito diferente daquela que
vivemos no Brasil com seus clubes de primeira linha , super
organizado se seus campeonatos muito competitivos .
Para começar , neste país de 11 milhões de habitantes e
pouco maior que o estado de São Paulo , não existem clubes ou
campeonatos de Futsal . Aqui chamado “ PapiFutbol” ou “ Jogo de
futebol com Papai” , numa tradução ao pé da letra , é o nome que
se dá ao nosso Futsal , que existe aqui jogado em quadra de
grama sintética e regras quase idênticas as da FIFA . São as
chamadas Academias Futeca , só acessíveis aos Guatemaltecos de
boa condição financeira , já que custa caro alugar tais quadras
e estar ali com amigos , em animados jogos de alguma técnica e
nenhuma organização tática .
A primeira parte do nosso plano de preparação é buscar
jogadores que possam integrar a seleção e , diante das
dificuldades tenho em vista a inexistência de competições
oficiais , estamos visitando estas tais futecas , os campos
populares e mais adiante poderemos inclusive convocar
jogadores de futebol de campo , com características
adaptáveis ao Futsal , das equipes que disputam o campeonato
de profissionais do País .
Durante algumas semanas trabalhamos com um grupo de 15
jogadores pré-selecionados e tivemos uma agradável surpresa .
Ainda que enfrentado as dificuldades já citadas , descobri
que estava diante de jogadores sem nenhum vício tático, o que
surpreendentemente facilita nosso trabalho .Seria como
ensinar princípios táticos a crianças iniciantes , com a
vantagem que aqui estamos diante de adultos , portanto
indivíduos já amadurecidos , alguns universitários e que por
isso entendem muito mais rápido o que se pede . No trabalho
tático começamos ensinando o conceito de uma marcação feita
em conjunto e bastante agressiva , e foi rapidamente
aprendida e deve ser a surpresa contra seleções do mesmo
nível .
Os amistosos começam nas próximas semanas e além das
equipes jogarem com El Salvador , Costa Rica , Canadá e EUA ,
além de receber aqui a seleção sub-23 do Brasil para um
intercâmbio . Estar previsto para maio esta excursão ao
Brasil , onde inclusive faremos um amistoso com a seleção
principal (massacre a visita !!) , mas isso faz parte do
aprendizado . O importante é tirar lições para que no Mundial
possamos alcançar nosso objetivo mínimo que é classificar na
primeira fase e colocarmo-nos entre os oito primeiros , se
Papai do Céu ajudar .Já vai ser uma glória. Sonhar não custa
nada .
A supremacia da escola brasileira (que não durará para
sempre ) está na preparação tática . Num grupo que estiveram
além de Portugal , (que se desenvolveu muito taticamente nos
últimos anos ), vimos também à Polônia muito veloz e de boa
técnica e por último Grécia e Israel , com jogadores muito
hábeis .
Constatamos na nossa passagem pela América Central, mais uma vez , a
importância da preparação tática do atleta no Futsal . Da grande
responsabilidade que tem nossos treinadores na formação do jogador de
maior capacidade tática do mundo (por enquanto !) . Decididamente ,
só a técnica não resolve . Veja o exemplo de alguns jogadores de
divisões de base (até Mirim ) , aqueles grandalhões que metem medo
nos menores , mas desaparecem , já no infantil ou infanto-juvenil ,
quando só o tamanho não é tudo. O jogador que não aprende neste
momento de sua vida desportiva a correr para onde e a que tempo
(ataque) e a controlar homem e bola (defesa) , decididamente não
progride taticamente . Exatamente aí , está a razão da nossa
superioridade . Jogar Futsal , todo mundo joga e cada vez se jogará
mais .
O diferencial é visão do jogo ,muito peculiar do jogador
brasileiro . Mas para que essa produção , em série , de bons
jogadores não cesse nunca , nossos treinadores devem estar atentos
que treinar é corrigir , toda hora e em todo lugar . O Brasil deve
seguir o seu caminho de vitórias , neste Mundial , mas também deve
observar e , sobretudo respeitar o progresso alheio .
O último Intercontinental de Clubes , vencidos por um clube
espanhol , com 2 clubes brasileiros em segundo e terceiro lugares ,
nos mostra isso . Não durmamos , pois em berço esplêndido , porque no
Futsal isto é fatal .
2. O Futsal Feminino no Brasil

Depois de 13 anos ministrando cursos no Brasil e no exterior , vejo


com uma enorme satisfação a presença de muitas mulheres já freqüentando
cursos de reciclagem que antes eram raros e exclusivos para
participação dos homens .
São treinadoras / professoras das escolas públicas e particulares e
das categorias de base de muitos estados brasileiros . Gente muito
interessada em fazer dos seus treinos mais que simples “peladas”
enfadonhas e que quase nada aportam para a preparação das (dos) atletas
de Futsal . Comandam equipes tanto masculinas como femininas em todos
os cantos deste país . E lutam contra enormes preconceitos . O de que o
Futsal não é desporto para mulheres , de que existiriam limitações
fisiológicas que impedem a mulher de alcançar performance sequer
semelhante a dos homens se quer.
Interessante é que esses preconceitos desprovidos de base
científica portanto , são desmistificados em países que levam o
desporto de base e de competição mais a sério , como os EUA , por
exemplo . O Futebol lá é jogado pelas meninas desde a Elementary School
(nosso primeiro grau ) o que dá a praticante um arcabouço de
fundamentos muito mais qualificados . Daí o sucesso da seleção
Americana de Futebol , campeã e melhor equipe do mundo , e suas
mulheres seguem sendo femininas e atraentes .
Nossas atletas no Brasil , começa a treinar tarde ,
diferentemente dos nossos meninos que aos 2,3 anos já tem
umas 5 , 6 bolas em casa . Imagine qual Pai daria uma bola
para uma menina chutar . Essa é uma das razões do nosso
atraso no Futebol e no Futsal . Aqui mesmo na Guatemala ,
onde estamos preparando a seleção masculina Adulto para o
Mundial de novembro , é muito bonito ver as meninas , desde
11 , 12 anos jogando em animados campeonatos , incentivadas
por seus Treinadores e Pais , num desfile de performance e
ao mesmo tempo feminilidade . Não é a toa que a Guatemala já
é campeã centro - americana de Futebol , pois preconceitos
aqui não existe . No Brasil pela primeira vez , no último
Mundial , jogado nos EUA , foi feita uma séria preparação e
já alcançamos um belíssimo terceiro lugar , ainda que sem
tradição e história no trabalho de base e ao mesmo tempo
lutando contra o preconceito do “sapatão” , “mulher-macho” ,
etc , etc , .......
É bem verdade que algumas de nossas atletas contribuem
para difundir esta imagem . Mas quem comenta os
homossexuais masculinos e femininos do voleibol , do
basquete e do futebol brasileiro que são vitoriosos e seguem
seu caminho sem o que se precisa é de gente séria para
encaminhar as menina .
Como essa mulheres de verdade que se metem nos cursos com
vontade de aprender para verdadeiramente ensinar . É
desmistificar de vez as limitações fisiológicas da mulher no
esporte , que existem (algo relacionado a potência muscular e
ao limiar aeróbico) mas que não impedem uma bela performance
como mostram as melhores equipes do mundo .
Portanto a história é a seguinte : Começar o trabalho de
base o quanto antes , como os meninos , e gente competente
comandando as meninas . Daí a enorme responsabilidade de
nossos dirigentes na seleção deste pessoal .
O resto é preconceito e com preconceito não vamos a lugar
nenhum.
3. Futebol X Futsal . Quem começou esta briga ?

Nos dias que antecederam o inicio do Campeonato Mundial de


2000, na Guatemala, a FIFA tratou de realizar um congresso técnico
destinado ao aperfeiçoamento de Técnicos, Preparadores, Árbitros e
para o pessoal médico de todo o Mundo, aqui presente. No que diz
respeito a qualidade do conteúdo que se ofereceu aos assistentes das
palestras, perdeu-se a oportunidade única de oferecer aos visitantes
algo mais, o tal ensinar a ensinar, que ou deve se prestar quem se
propõe a reciclar alguém. Apesar disso, a certa altura do encontro
se discutia qual a relação ou interdependência que há entre o Futsal
e o Futebol. As discussões caminham ao cúmulo do quase confronto
entre os dois desportos, por mais absurdo que possa parecer.
Em primeiro lugar não há e nunca haverá, em todos os tempos,
condição do Futsal ser mais importante que o Futebol. Discutir isso
é o mesmo que falar da flexibilidade do rabo do gato. O Futebol será
sempre maior, melhor, mais praticado, mais incentivado, mais provido
de patrocínios, etc, etc...
Alguns participantes do Simpósio chegaram a sugerir uma reserva
de espaço e qualidade, separando-se os dois comandos, dentro da
FIFA. O que é a nosso ver totalmente sem sentido.
O centro da questão neste momento é que o Futsal será sempre
mais praticado, por diversos motivos, a saber:
Já não há mais espaços para muitos campos de Futebol,
nas grandes cidades e há cada vez mais quadras de Futsal.
Tempo e espaço são importantíssimos para situar os pequenos
aprendizes e sempre opta pelo Futsal ao iniciar-se.
Nossa Confederação, tem de longe, o maior número de
filiados no Brasil, e no Mundo, com 300.000, eu disse trezentos
mil, filiados, número muitíssimo superior ao de todas as
Confederações somadas.
Os grandes Clubes de Futebol do Brasil, começam a
despertar para o fato de que quase todos os grandes craques da
atualidade deram seus primeiros passos no Futsal. Esta claro
que as figuras do futebol serão sempre os jogadores de meio-
campo e ataque, lugar de espaços e tempos reduzidos, onde o
raciocínio e a criatividade são a chave para um ótimo
desempenho.
Nós salonistas, temos que tratar de educar nossos
dirigentes para a importância que o Futsal tem na revelação de
talentos para o futebol e devemos ver com grande alegria o fato
que nosso Clube ou Escola revelou algum jogador que afinal
chegará a um grande clube de Futebol. Há muito tempo o Futsal
tem seu espaço próprio, seu próprios profissionais e não
necessitamos do Futebol para seguir sendo importantes. Agora o
que não podemos é iniciar uma disputa política, onde seremos
sempre os perdedores.
Utilização da Estatística Técnico/Tático no controle da aptidão
física de uma equipe de Futsal

Com a crescente evolução do Futsal no Brasil, faz-se


necessário um constante aprimoramento nos métodos de
treinamento e conseqüentemente nas formas de controlar a
aptidão física. Além de testes para determinação da aptidão
física que traça um perfil individual e coletiva, necessitamos
de instrumentos para o acompanhamento da evolução da equipe. Um
importante instrumento para o controle da performance, é a
coleta de dados técnicos / táticos durante os jogos , através
de Scout (mapeamento dos jogos).
Com o Scout técnico / tático coletamos dados que nos ajudam
a obter um perfil técnico de cada atleta da equipe, bem como um
perfil coletivo, durante a temporada ou através de temporadas
possibilitando um controle da performance.
Para podermos realizar com eficiência o controle técnico /
tático, necessitamos padronizar alguns aspectos técnicos do
Futsal. Basicamente são usados três aspectos técnicos de uma
equipe na utilização no Scout, sendo os seguintes a saber:
A) Desarme: Representa o setor defensivo de uma equipe, traduzindo o
estágio da marcação em que encontra-se a equipe. Seus dados são
representados de forma numérica, por números absolutos. Segundo a
padronização, será considerado desarme toda vez que um atleta
interceptar ou impedir que o adversário tenha a posse de bola,
recuperando-a de forma definitiva ou parcial (desarme no qual o
adversário retoma a posse de bola ou a mesma transpõe os limites
da quadra).

B) Chute: Representa o setor ofensivo de uma equipe, quantificando o


ataque da mesma. Seus dados são representados por número
absolutos e transformados em porcentagens de acertos e erros.
Será considerado acerto todo chute que o goleiro defender ou
bater na trave ou ainda culminar em gol. Será considerado erro
todo chute no qual as características diferirem das citadas
anteriormente.

C) Passe: Representa a interação entre a defesa e o ataque de uma


equipe. Os dados de passes são representados por número
absolutos, sendo posteriormente transformados em porcentagens de
acertos e erros. Será considerado acerto todo passe que seja
realizado com qualidade, visando a progressão ofensiva ou com a
intenção de envolver o adversário. Este por sua vez deverá chegar
com qualidade ao atleta que recepcionará a bola. Será considerado
erro todo e qualquer passe realizado sem qualidade e que não
atinja o objetivo, indo ao encontro do adversário ou para fora.
Padronizados os aspectos técnicos a serem
controlados, utilizaremos uma planilha na qual conste os
três aspectos citados e os nomes dos atletas da equipe.
Os dados são coletados individualmente e posteriormente
calculados de forma a representar a performance da equipe.
Depois de reunir os dados durante algum tempo você
poderá chegar a conclusões importantes, uma delas é que
esses dados são importantes durante um período mensal, pois
isoladamente muitas vezes podem não ter grande
significância.
Depois de todos os dados compilados e agrupados
mensalmente, sejam eles da equipe ou dos atletas, terão
grande importância no controle da performance. Variações
nos índices de passes, chutes e desarmes, alertam
alterações nos níveis de aptidão física, com conseqüente
queda na performance técnica. Nas positivas mostram
melhorar na aptidão física com aumento na performance
técnica.
Portanto o Scout técnico / tático é um grande indicador de
overtraining, com estes dados podemos interagir na
periodização dos atletas e ou equipe de forma a evitar o
stress. Qualquer sinal de alterações negativas(quedas dos
índice de passes, chutes e desarmes diminuiremos a carga
de treinos da equipe ou algum atleta especificamente,
possibilitando a recuperação dos mesmos. Além de tudo isto,
podemos utilizar os dados coletados de forma a aprimorar a
técnica individual dos atletas, aperfeiçoamento os aspectos
que estiverem abaixo da média do grupo.]os dados a seguir
representam as médias e desvio padrão, da equipe principal
da CHEVROLET/GMC durante o período de janeiro a outubro de
1998:
Dados referentes a 75 jogos.
Aspectos Técnicos Média Desvio Padrão
Chutes 57,3% 7,7
Passes 74,4% 5,5
Desarmes 64% 11,9
Aí está de forma simplificada despertar o interesse de
profissionais do Futsal para utilização do Scout técnico /
tático como objeto de controle da performance de uma
equipe, além de utilizar os dados para aprimorar as
qualidades técnicas durante os treinamentos diários. Muitas
vezes Preparadores físicos deixam de utilizar o scout por
alegarem a sua não utilização pelos treinadores, acho que
depois desta explanação mostramos motivos suficientes para
utilizarem ou continuarem utilizando a coleta dos dados
técnicos / táticos.